Observatório entrevista pastora que viralizou ao denunciar abuso sexual, pedofilia e violência doméstica dentro da igreja
Um trecho de uma pregação feita pela pastora Helena Raquel durante o Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú, Santa Catarina, viralizou nas redes sociais.
A religiosa citou temas como violência doméstica, abuso sexual e pedofilia dentro da igreja. Ela criticou o silêncio e omissão dos líderes religiosos que cometem tais crimes.
Somando mais de 1 milhão e 700 mil seguidores no Instagram e quase 600 mil inscritos no YouTube, Helena Raquel é líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra, juntamente com o marido, Eleomar Dionel, no Rio de Janeiro. Este vídeo já teve mais de 1 milhão de visualizações nas redes sociais.
Em entrevista exclusiva ao Observatório Feminino, a pastora Helena Raquel falou sobre a repercussão do discurso e a importância de abordar de forma direta, temas como abuso sexual, pedofilia e violência doméstica dentro da igreja.
- Abusos sexuais na Igreja CatólicaRepercussão da pregação da pastora Helena Raquel · Violência doméstica e pedofilia em contextos religiosos · Omissão e silêncio de líderes religiosos · A importância da denúncia e do combate à violência contra a mulher · Herança destrutiva de discursos antigos sobre perdão e milagre
- Apoio da igreja a mulheres sobrecarregadasInterpretação bíblica da submissão feminina · Relação entre submissão, proteção e provisão masculina · Crítica à narrativa de que a igreja retrógrada a mulher · Papel de liderança e voz das mulheres na igreja · A importância de resgatar a beleza das famílias
- Saúde mental masculina e busca por ajudaPressões e instabilidades emocionais enfrentadas por homens · A importância de buscar ajuda profissional e social · Superação de traumas de infância e adolescência · Homens como agentes de cura
- Polarização política e discurso de ódioAcusações de viés político em discursos sobre temas sociais · Haters e teorias conspiratórias sobre intenções de líderes religiosos · A importância de não reduzir temas graves a eleições ou partidos · A serva de Deus a serviço de Deus
Olá, bom dia! Observatório Feminino no Ar, comigo Fernanda Rodrigues, Amanda Antunes, bom dia! Oi Fernanda, bom dia pra você também, bom dia pra todo mundo que nos acompanha! E a gente recebe hoje, aqui no Observatório Feminino, a pastora Helena Raquel, que é da Assembleia de Deus, Vida na Palavra.
Pastora, muito bom dia, é um prazer recebê-la aqui hoje na Itatiaia. Bom dia, Amanda, bom dia, Fernanda, bom dia a essa audiência que Deus abençoe o seu dia. Pastora e ouvintes, quem não ouviu falar da pastora Helena Raquel nos últimos dias não está vivendo nesse mundo.
Porque as falas, a pregação da pastora, ganhou grande repercussão. Ela participou de um congresso no sul do país. E são falas que, para a gente aqui do Observatório Feminino, e acredito que para a maioria das pessoas que estão nos ouvindo, são importantíssimas. E aí, pastora, eu vou dizer que fui criada em Igreja Evangélica.
E sei do que a senhora está dizendo. Que muitas vezes as igrejas, e não só as evangélicas. Eu estou falando evangélica porque a gente está conversando agora com a pastora. Mas elas não incentivam a denúncia. Elas pedem que as mulheres mantenham os relacionamentos a qualquer custo.
E isso é um desserviço, na minha opinião, porque a igreja, a família, a escola, toda a sociedade precisa estar unida no combate à violência contra a mulher. Pastora, a senhora imaginava que isso ia ter tamanha repercussão? Então, eu não imaginava que teria grande repercussão como teve.
exceto uma repercussão interna, era esperada dentro da igreja, por ser um assunto menos abordado e praticamente não abordado em eventos com a proporção dos gideões missionários da última hora.
E as características de ser um evento pentecostal de grande relevância. E não unicamente isso, mas também um evento missionário envolvendo o país no sentido de várias caravanas e o mundo no sentido do YouTube. Nesse ponto, eu não esperava tamanha repercussão.
A igreja, em sua grande maioria, já trabalha a questão da violência contra a mulher como algo inadmissível. O que nós estamos lutando, de forma especial, é contra dois pontos.
O primeiro é uma herança destrutiva que precisamos romper com ela, precisamos deixá-la no lugar onde ela deve ficar, num passado de total escuridão, digamos assim, que é desse discurso que você diz que ouviu, e eu também ouvi.
De que, mesmo diante de violências, de abusos, a pessoa deveria continuar esperando um milagre. Que, obviamente, eu não vou dizer que não pode acontecer. Mas o que eu vou dizer é que não precisa acontecer debaixo desse julgo. Uma pessoa pode ser transformada, por exemplo, dentro de um presídio, cumprindo sua pena pelos crimes que cometeu.
A outra ponta, aí sim, eu estou falando dos dias de hoje, não mais de uma herança negativa que precisamos romper, que é o que ficou na nossa mente no passado. Dos dias de hoje, é uma fatia menor em relação a todos nós outros, mas que, infelizmente, mantém esse mesmo discurso ainda hoje.
Quer seja um discurso direto no enfrentamento com a vítima na hora em que conversa ou dialoga, ou indireto, que é não dando a punição no sentido eclesiástico devido a quem tal coisa faz. Eu acredito que seja muito raro que alguém pegue um microfone hoje e diga assim, olha, não denuncie.
Ou ainda, essa pessoa que fez isso merece uma segunda chance como líder, se for um líder, por exemplo. Não acredito que isso seja feito com o microfone na mão, o que é ainda mais desonesto. Mas eu acredito que isso ainda continue acontecendo de forma velada, como para mim, que já sabia, só se tornou um acréscimo a enxurrada de depoimentos que eu recebi nos últimos dias.
Pastora, eu fico pensando na forma da mensagem que a gente leva para as pessoas com relação ao combate à violência. E, infelizmente, nem toda mulher que é vítima de violência, ela chega para ela, este apoio, né? E eu acredito que muitas mulheres acabam se vendo sozinhas em uma situação, seja a forma mesmo...
da linguagem que às vezes não chega para essa pessoa ou ela às vezes até sabe o que é certo, né? Que ela tem que denunciar. Mas às vezes ela não tem aquele mecanismo próximo a ela. A gente fala muito aqui em Minas questão de delegacia da mulher. Existem locais que não tem nem a delegacia clássica, digamos assim, quanto mais especializada.
E, recentemente, eu fiz uma entrevista com uma mulher que o companheiro dela estava filmando, no caso, a enteada, que é a filha desta mulher, enquanto ela tomava banho. E essa mulher teve conhecimento. Me lembro que, quando eu cheguei na casa dela, quem estava com ela era uma pastora. E ela disse para mim o seguinte, que assim que ela teve conhecimento desse vídeo da filha tomando banho...
Primeira coisa que ela fez antes de qualquer medida que ela tenha tomado foi procurar a pastora. E a pastora disse a ela para que ela denunciasse. Então assim, pela sua, te ouvindo falar, a gente vê que você foi de uma forma direta para pessoas que precisavam ouvir a sua mensagem e que tem a senhora como uma líder, como uma pessoa de confiança que elas têm ali como orientação. Como referência, embora eu não transite...
em todas as cidades do Brasil presencialmente, mas hoje a presença de alguém nas redes, o YouTube, facilita que pessoas de todos os lugares se identifiquem com uma voz, se identifiquem com uma pessoa e acabem por, de certa maneira, reproduzir um pouco.
desse comportamento. Quando se trata de um líder, de uma pastora, fazer isso se torna ainda de maior responsabilidade, porque a nossa ferramenta de trabalho é a Bíblia. Então eu não falo em nome da Helena Raquel unicamente, mas eu também falo em nome da Bíblia enquanto estou pregando essa palavra.
Você relatou que a primeira pessoa que ela procurou foi uma pastora. E esse é um movimento muito natural. Elas buscam pessoas de confiança e pessoas cujo conselho poderá orientá-las. Agora imagine se essa pastora tivesse um discurso antigo e maldito, ou atual e pecaminoso, e dissesse a ela.
Não, não denuncie. Isso aí é unicamente as forças do mal querendo destruir o seu casamento. Não. Isso é um crime. Isso envolve um criminoso. Isso envolve uma pessoa inocente.
Então, eu estou lidando, sim, com questões espirituais, como pastor eu não posso negar, o mundo já é do maligno, mas eu estou lidando com questões de caráter, eu estou lidando com psicopatias, e isso não deve ser limitado apenas ou unicamente à oração, mas a ações concretas.
Quando eu falo isso ali, eu quero aproveitar para deixar isso muito claro, eu não estou falando só para o público, para os membros, para as ovelhas, para as igrejas. Não, aquele evento em si, é porque algumas pessoas não conhecem, ele tem um alcance de lideranças cristãs no Brasil. Você vai perceber que eu me viro para o lugar onde as principais lideranças que estavam presentes ocupavam.
E, posteriormente, eu sabia que, pelo vídeo, as outras demais também acessariam. Porque, se houver uma mudança entre nós, essa mudança vai refletir diretamente na vida das pessoas. Até pelo fato de que, Amanda e Fernanda, a maioria de nós, pastores, não apoiamos nenhum tipo de violência contra a mulher.
A maioria de nós, pastores, detestamos o abuso e sofremos com os casos de abuso na nossa comunidade que podem eventualmente acontecer, inclusive envolvendo diretamente famílias sem passar pelo lugar de culto. Ora, se nós somos essa fatia que detesta e que é impactada pelo mal, nada mais justo de nós nos posicionarmos despertando outros e até confrontando quem ainda resiste a essas questões.
Então é isso, não é dizer, ah, a igreja concorda, não.
Por que não concordamos? É que precisamos exatamente focar nesses que ainda não entenderam a gravidade desses pontos e nos posicionarmos de forma direta. Ainda fiz um apelo, que vocês devem ter percebido, não troque de paróquia. Eu usei o termo paróquia, embora não seja um termo do nosso evangeliquez, mas porque eu estava relatando o que, infelizmente, aconteceu por anos em países da Europa.
Quando um padre se envolvia numa questão de abuso, de pedofilia, ele era transferido para outra paróquia. Ora, transferir um criminoso para uma outra comunidade é o mesmo que evidenciar mais uma comunidade aos danos que ele é capaz de causar.
E aí, se a gente vai buscar historicamente isso que a senhora falou das paróquias, eu também já vivi isso em igrejas evangélicas, de denúncia de pastores que cometiam esse tipo de crime e que, na realidade, não toque no ungido do Senhor.
as consequências. Foi exatamente isso que eu abordei ali. A diferença é que eu não sou uma voz na igreja evangélica, mas sou uma voz na igreja evangélica. Eu falo, inclusive, num tom de súplica. Não façam isso. E não é só abuso, tá, Amanda e Fernanda? É porque a pauta de vocês e desse momento ali era essa.
Eu venho já há muitos anos fazendo confrontos bíblicos diretos sobre questões semelhantes a essa. Porque evangelho é isso, evangelho é transformação. Quando eu sento em uma igreja, num culto à noite, eu também sou confrontada.
Eu também, ao ouvir a palavra sendo pregada, preciso fazer as correções de rota. Por quê? Vamos dizer que outros tantos não precisam fazê-la. Então é isso, acontece sim, é real sim. Se não fosse, eu não teria usado o meu precioso tempo ali para falar isso. Acontece sim de casos que há uma tentativa de abafamento e a condução do indivíduo para outro lugar.
É errado, é pecaminoso, é criminoso. E eu vou continuar dizendo que isso precisa cessar. A palavra é essa, cessar. Pastora, eu sei que está tendo um acolhimento enorme, né? As suas palavras, as pessoas estão... Você deve estar recebendo inúmeras mensagens de apoio. Mas tem também a questão negativa, o ódio, o hater. Isso tem acontecido também numa pauta tão importante? Você pode acreditar que sim?
Posso? E sabe o que é assustador? Porque algumas vezes a gente acaba por acreditar que algumas questões nascem de mentes que não acessaram informações, pessoas que não tiveram oportunidades de conhecer algumas questões sociais de perto. Agora eu, por exemplo, tenho que lidar com pessoas que e não disseram isso.
Tenho terceiro grau, são pós-graduadas e insistem em dizer que o meu discurso tem viés político. Como cidadã, eu tenho voto.
Tenho decisão, mas isso não me descredibiliza, enquanto pastora nem cidadã, de pontuar questões importantes e graves que passam pela sociedade. O Brasil está vivendo um semi-adoecimento coletivo acerca de questões políticas, aonde o outro é um adversário em potencial que...
tudo que faz visa um fundo político no sentido de eleições, votos ou partido. Eu não sou marionete da direita, nem da esquerda, nem do centrão, nem de vereador, nem de prefeito ou de qualquer outra pessoa. Eu sou uma serva de Deus, a serviço de Deus. Estava ali pregando, sobretudo porque tenho autoridade espiritual para isso e porque sou uma cidadã. Então, é cada teoria mais louca do tipo, né?
Direita, ela está conversando, está querendo alguma coisa com a esquerda. Não estou falando de parlamentares, não. Estou falando de pessoas, haters. Esquerda, porque claro que várias pessoas da esquerda, independente do meu voto, publicaram, repostaram, porque são pessoas de bem. Claro que pessoas da direita fizeram a mesma coisa. Estou falando do comportamento adoecido.
Cuidado, hein? Ela quer ser boazinha com a esquerda para daqui a pouco pedir votos para não sei quem. Pelo amor de Deus, eu estou falando de um índice cruel. Estou falando de feminicídio, estou falando de violência contra a mulher, estou falando de crianças que são abusadas na escola, em casa.
por pessoas que deveriam proteger como professores, treinadores, pais, tios. E alguém quer reduzir isso a uma eleição? Isso é inadmissível, mas ao mesmo tempo, Amanda e Fernanda, eu estou fluindo com muita naturalidade dentro disso. Porque como pessoa que tem presença nas redes, eu já estou acostumada com esse universo. Então, é assustador.
mas ao mesmo tempo é motivador. Então, se a intenção, por acaso, é me coibir, não vai. Porque eu sei que a Amanda quer a proteção das mulheres, a Fernanda quer.
Eu quero, homens de bem querem, e é isso que importa, a gente vai pra frente. Olha, pastora, acho que nós já falamos e vou até repetir, estamos muito felizes com a sua presença aqui, e eu particularmente quando ouvi...
as suas palavras, isso me deu um conforto muito grande, que às vezes a gente tem a sensação de um retrocesso muito grande. E aí vê uma líder, uma pessoa com milhares de seguidores influenciando para o bem como você está, isso conforta para nós mulheres. E eu queria que você fizesse uma avaliação. A gente está num momento onde a questão da submissão feminina tem sido muito falada também.
eu não diria questionada, ao contrário, até muito aprovada, né? E a senhora vem dizendo para a mulher não aceitar o óbvio. E qual que é a avaliação que a senhora faz desses dois pontos? É porque esses dois pontos, eles não são excludentes. A questão é que a Bíblia diz, e eu vou mencionar a seguinte questão, o meu povo é destruído porque ele falta conhecimento. Submissão feminina está ligada a...
proteção masculina. Está ligada à provisão masculina. Está ligada ao heroísmo masculino. Não está ligada ao abuso de quem quer que seja. Não é isso. Nunca foi sobre isso.
Qualquer pessoa, católico, espírita, ou um evangélico que ainda não tenha feito, de repente não fez ainda, abra a Bíblia e leia o que Paulo escreveu sobre submissão, mas leia completo, completamente. Sabe quem é o símbolo máximo de amor na Bíblia? A expressão máxima é Cristo.
Sabe qual é o convite aliado à submissão feminina? Que o marido ame a mulher como Cristo amou a igreja. Então, como alguém pode acreditar que o que a Bíblia está sugerindo é espanque sua mulher, ou que a Bíblia está sugerindo é mulher seja submissa a um vilão? Não é isso, nunca foi isso. Agora eu vou dizer para você também, Amanda, e também para a Fernanda.
Falta boa vontade também da parte de alguns sociólogos, de alguns assistentes sociais, de alguns terapeutas em relação à igreja evangélica. Criou-se uma narrativa de que nós somos retrógrados, de que a gente o tempo inteiro está colocando mulheres em situação de risco e isso não é verdade. A submissão bíblica não é sobre isso. Mulheres chegam na igreja e a partir da igreja voltam a estudar.
A partir da igreja, encontra a rede de apoio entre as mulheres, que a gente chama aqui de união feminina, ciclo de oração, e consegue romper com ciclos de abuso.
Na igreja, mulheres têm papel de liderança. Na igreja, mulheres têm papel de falas importantes. O que você vai ver são movimentos contra isso. Ah, pastora não existe, mulheres não têm que falar. Mas esse discurso está presente em toda a sociedade. Ou vocês acreditam que todos os homens estão concordando ou até outras mulheres, que é pior.
acerca do nosso diálogo aqui nesse momento? Não. Então isso se reflete na igreja também. Agora, se da parte de alguns analistas, se tem aqui sociólogos assistentes em linhas gerais, poderia colocar jornalistas, poderia colocar empresárias, como é o meu caso, autores, não é segmentando aí a crítica, não. Mas se do outro lado, eu acabo de dizer que há uma má vontade sobre a igreja hoje,
especialmente pela polarização política, também precisa haver uma resposta nossa. Foi isso que eu disse ali.
Ao invés de dizer que não existe, assumirmos que algumas coisas estão acontecendo, atuarmos contra ela e ganharmos voz para falar do lado de fora da igreja qual é o nosso real discurso dentro da igreja. Imagine você, vocês me convidaram para o observatório feminino. Aí eu fico, não, não vou.
Eu não vou, não vou conversar com as meninas, porque vai que eu não seja compreendida. Ah, não vou conversar com as meninas, porque eu fico tímida. Eu perco uma oportunidade de levar o verdadeiro discurso da igreja saudável, que acontece aqui dentro, para o lado de fora.
Então, é isso. Precisamos assumir o nosso lugar com inteligência, pregar a submissão bíblica, pregar o amor masculino semelhante ao amor que Cristo teve pela igreja e resgatar a beleza das nossas famílias para que as mulheres possam ser felizes, os homens, as crianças, quem quer casar casa, quem quer ficar solteiro fica, mas sermos novamente espaços de acolhimento uns para os outros enquanto pessoas humanas.
Pastor, infelizmente a gente está chegando aqui ao fim do programa, mas eu não podia deixar de pedir que você deixasse uma mensagem para todos os nossos ouvintes. O programa é observatório feminino, mas a gente tem uma audiência masculina muito boa. E a sua fala tem o poder de tocar a gente de uma forma muito, muito, muito importante. Eu queria que você deixasse uma mensagem para todo mundo nesse domingo de manhã.
Muito obrigada por isso. Por cada palavra de reconhecimento, de honra. Eu quero fazer algo aqui especial. Eu quero falar com os homens. Eu quero dizer aos homens que estão enfrentando situações desafiadoras, que sentem pressões, percebem instabilidades emocionais, busquem ajuda.
Busque ajuda porque a sua história também não merece terminar como um agressor, como um destruidor. Os seus filhos não merecem levar na biografia da vida um pai que os abandonou, os rejeitou ou os feriu. Deus disse, não é bom que o homem esteja só.
E isso não é só, unicamente, ter uma mulher ao lado, mas é ter gente ao lado. Procure amigos, sabe? Converse com o seu pastor, converse com o padre, converse com o seu colega da religião que você frequenta.
Fale com o psicólogo, marque uma consulta com o psiquiatra. Não espere o pior acontecer para cuidar de você. E não use como desculpa o que você viveu na sua infância e adolescência. Feridos ferem é um pouco simplista em alguns casos.
Feridos são curados e podem se tornar agentes de cura também. Um beijo para todos os homens de bem e para aqueles que querem se tornar também. Dá tempo, é só ir em busca disso. Muito obrigada, meninas. Nós que agradecemos muito, muito, pastora. Um domingo abençoado para todos nós. E, Amanda.
Voltamos? Voltamos, Deus quiser, até semana que vem. Pastora, muito obrigada pela presença. Foi ótimo, né, Fernanda? Foi perfeito. Pastora Helena Raquel, que é líder da Assembleia de Deus. Vida na Palavra. As pessoas te encontram no Instagram e no YouTube, pastora?
Sim, eu sou líder da Igreja Assembleia de Deus Vida na Palavra, ao lado do meu marido. Pastor da igreja, o Eliomar, meu esposo. Somos casados há 26 anos e ele não me deixa carregar nem sacola pesada. É por isso que eu estou encorajada a dizer para as meninas que a gente merece um pouco mais do que a gente pensa merecer. Sim, no YouTube canal, pastora Helena Raquel, e no Instagram, Helena Raquel OFC.
Muito obrigada, gente. Um excelente domingo pra todo mundo que tá na escuta. E semana que vem a gente tá de volta. Até semana que vem. Tchau.