MÃE UNIVERSAL - 10/05/2026 - PRA. JULIANA MARTINS
MÃE UNIVERSAL - 10/05/2026 - PRA. JULIANA MARTINS
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Neste Podcast você vai encontrar tempos preciosos de orações e pregações inspiradas pelo Espírito Santo de Deus, o único capaz de transformar os corações por inteiro, conduzindo para uma profunda intimidade com o Pai e equipando sua vida para falar do amor de Jesus a todos os povos.
Que o fogo do Espírito Santo queime em seu coração em cada vídeo/aúdio, despertando sua vida para o chamado de Deus para estes últimos dias.
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- O perigo de substituições em CristoEva como mulher de dores · Cristo como homem de dores em Isaías 53 · Cristo transformando culpa e dor em cura · A cruz como lugar de transformação e cura
- Eva Mãe UniversalO nome Eva e seu significado profético · Eva como mãe de todos os viventes · A dor da culpa e o erro no Éden · Eva como primeira mulher sem referência · A culpa atribuída a Eva por Adão
- Esperanca e SofrimentoDor do parto como consequência do pecado · Eva como primeira a sentir dor no parto · Dor do despejo e perda da casa no Éden · Dor do afastamento da presença de Deus · Medo materno em um mundo quebrado
- Educação de filhos e não negociaçãoDiferença de comportamento entre Caim e Abel · A escolha de Caim em seguir seu próprio caminho · Dor de mãe ao ver filho se desvirtuar · Eva como primeira a sofrer luto pelo filho Abel · Eva testemunha o assassinato de Abel por Caim
- Culpa e Peso EmocionalA necessidade de não transferir culpa · A cruz como lugar de cura e transformação · Dores ocultas: culpa, medo, autocobrança · A importância de pedir ajuda e decidir · A simplicidade de Cristo como atmosfera
- O Coração no Serviço a DeusMaldição de Caim e sua consequência · Graça de Deus em poupar Caim · Eva como primeira a testemunhar maldição divina · Eva como primeira a ver a graça de Deus sobre o filho
- Feridas da AlmaEva transmitindo um mundo caído aos descendentes · A mitocôndria Eva como origem da humanidade · Dores ocultas e bagagens familiares · A importância da cruz para a transformação
- O pecado de Moisés e a fugaO pecado que se mantém oculto · Violência doméstica e contra crianças vindo à tona · Engano dos sentidos e corrupção · A necessidade de santificação diante do Senhor
Glória a Deus, queridos. Abra aí a sua Bíblia comigo. Já vai dar sete horas, hein? Tipo, maratona. A gente não vai terminar tarde. Tem gente que mora longe. Gênesis, capítulo 3, versículo 20. E o nome da palavra? Você nem me perguntou o nome da palavra, né, irmão? Mãe universal.
Ah, você viu no notebook? Ah, você espionou. Ele stalkeou a minha palavra, então tá bom. Gênesis capítulo 3, versículo 20, diz assim. E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, porquanto era a mãe de todos os viventes. Gênesis 4, versículo 1. Pula lá.
E conheceu Adão, a Eva, sua mulher. E ela concebeu e deu à luz a Caim e disse, Alcancei do Senhor um homem. Feche seus olhos por um momento, em nome de Jesus. Espírito Santo de Deus, nós estamos e continuaremos debaixo da tua presença.
Nessa doce presença. E te pedimos, nos ministra nessa noite. De forma poderosa, de forma única e de forma especial. Tudo, Senhor Deus, que é estrutura carnal. Tudo que é preconceito. Tudo que é medo, receio. Tudo aquilo que é uma bagagem que é mundana.
Retira de nós essa noite, que a nossa mente seja livre para te adorar, para te cultuar de forma racional, com entendimento. Sabendo que nós não somos nada, mas tu és um Deus poderoso, criador dos céus e da terra. E mesmo com tanto poder, escolheu habitar dentro de homens e mulheres.
tão pequenos, tão sem habilidades, tão sem falta de tantas coisas.
Mas nós carregamos dentro de nós, como vasos de barro, algo precioso, que é a Tua presença, que é a porção do céu dentro de nós. Então nos ministra nessa noite que nada se perca pelo caminho, mas que o Teu Espírito Senhor marque-nos nessa noite para a eternidade. Eu te peço isso em nome de Jesus. Amém. Amém, queridos?
Queridos, a Bíblia nos diz aqui logo nos primeiros versículos que Adão teve uma mulher, o nome dessa mulher de Eva. Por que Eva? Porque ela era mãe. Mãe de todos os viventes que viriam depois. Então, Adão, de forma novamente profética, ele dá o nome da esposa dele de Eva.
que não era mãe naquele momento, mas ele fala assim, ela vai ser mãe de toda a nação que virá depois. Eva ali era só uma mulher sendo apresentada por Deus para ele, tirada de um pedaço dele, da sua costela, mas ela era somente uma mulher, ela não era mãe ainda.
Mas como a gente já vem ensinando, já tem falado algumas vezes, o nome, principalmente nessa cultura lá do Antigo Testamento, o nome é dado conforme o destino profético que você tem para aquela pessoa.
Adão recebe a esposa dele, a sua mulher, e fala assim, ela vai ser Eva, porque ela é a mãe de todos que virão depois. Ele estava recebendo uma esposa, mas ele via, ele enxergava uma mãe e a mãe universal, a mãe de todas as pessoas da face da terra.
Eu não sei o significado de alguns nomes, mas durante o louvor, o Senhor, ele queimou muito forte no meu coração. E vocês vão entender até o final da palavra o porquê que a gente carrega muitas dores e muitas questões e que muito, muito, muito provavelmente veio lá do Éden. Mas o Senhor me trouxe alguns rostos.
E que talvez ele esteja mudando ou trazendo o nome para aquilo que ele quer determinar ou que ele já determinou para cada um de nós. Por exemplo, Stefano, eu brinquei com você que você é outro, outro, outro. E talvez hoje, eu olhando para você, não é porque você está aqui ministrando e eu te perturbo para você vir e sentar nesse lugar.
Mas é porque Deus já me mostrou quem é o Estéfano. Você está entendendo? A minha alegria não é do Estéfano hoje. Porque talvez o Estéfano hoje é um Estéfano que deixa a Débora brava. Ou as crianças bravas. Ali está a esposa que está assim, segurando para não falar um amém. E talvez o Estéfano hoje é o Estéfano que ainda...
não alcançou o chamado propósito. Porque tem muito ainda para entregar, tem muito ainda para trabalhar, e tem muito para queimar no altar.
Mas como eu fico feliz, você fala, não, por quê? Porque eu tenho a foto que Deus me mostrou de você lá na frente. É como Adão. Adão recebeu uma mulher e ele fala assim, ela é mãe. Mas Eva não estava grávida porque eles não tinham se conhecido ainda. A Bíblia fala depois. E depois Adão conheceu a sua mulher. Esse conhecer é coabitar, é relação sexual. E aí depois eles começaram a ter filhos.
Mas ele olha para a esposa e fala assim, essa mulher vai ser a mãe dos meus filhos. E a foto que Deus me deu de você é de um ministro e que cada vez que tocar numa bateria, cada vez que der uma pauada ali, demônios sairão de pessoas. Essa é a foto que Deus me deu, por isso eu me alegro. Amém?
Mas hoje talvez você é o Stefano que ainda a Débora fique brava. E aí você tem que correr atrás, meu filho. Porque você tem um nome, você tem uma foto e você tem um destino para chegar. Mas quem que vai correr esse lugar e esse destino? É o próprio Stefano. Amém? Deus me deu algumas figurinhas, alguns sostinhos. E eu vou falando conforme ele for me mandando, tá bom?
Temos então esse relato da primeira mulher criada por Deus sobre a face da terra, Eva. A quem nós muitas vezes na brincadeira falamos, ah, se eu pegar a Eva lá no Éden. Ah, por quê? Porque às vezes a gente passa por situações e a gente culpa a Eva. Poxa, a gente podia estar lá no jardim brincando com os animais, deitando com o tigre. Meu sonho, deitar com o tigre, abraçar um leão, abraçar um elefante.
Coisa assim, eu tenho ainda um sonho de ir lá para a Tailândia, estar muito próximo de animais assim. Mas aí a gente culpa a Eva. Se não fosse Eva, a gente coloca sobre ela a culpa de ter errado. Mas Eva também, ela teve alguns termos, e a gente vai decorrer isso na palavra, ela se tornou a mãe da humanidade, mas ela se tornou também mãe de dores.
Mulher de dores. E nós só olhamos para Eva, para o erro e para o pecado que ela cometeu. A gente não consegue destrinchar e entrar ali no Éden e olhar para uma mulher.
que pode ter acarretado e vivido tantas experiências de dores, como a primeira mulher da face da terra. E que não tinha a experiência, ou alguém como referência para falar assim, eu vou fazer assim porque ela fez e deu certo. Não, ela era a primeira. Ela não tinha experiência. É como você pegar uma criança que nunca mexeu na cozinha e falar assim, se vira, faz um jantar.
Como fazer o jantar? Ela não tem experiência, não sabe como liga o fogão, o que põe primeiro. Eva, ela foi colocada ali no ego, para estar junto de Adão, mas ela não tinha uma mulher como referência para falar assim, eu vou fazer assim que vai dar certo. Eu vou ser uma esposa desse jeito, porque vai dar certo, porque a fulana lá, ela...
uma mulher de oração, ela é isso e aquilo, não, eu vou andar mais próxima do meu marido do que com a serpente, porque o meu marido, a palavra, não, ela não tinha a palavra como referência como nós temos hoje. A vida de Eva foi na raça, só que nós não notamos isso e muitas vezes imputamos a ela somente culpa.
Ah, se eu pegar a Eva, oh Eva. Aí você tem aquela dor da cólica, você fala assim, olha, isso aí vem por conta de Eva. A gente só lembra de Eva relacionado, muito linkado à culpa.
Eu fiz um vídeo há um tempo atrás, com foco na área da saúde, da psicologia, em que quando nasce uma mãe, nasce também uma culpa. Porque ou pessoa para se sentir culpada igual uma mãe. A gente dá o melhor, a gente dá a vida, mas a gente sempre acha que está devendo para o filho.
Poxa, eu poderia ter dado mais. Poxa, eu poderia ter orado mais. Poxa, eu poderia ter me esforçado e ter ficado sem alguma coisa para pagar melhor, uma escola melhor, uma roupa melhor. A gente sempre se acha culpada. E é isso daí, é esse o mundo. Quando nasce uma mãe, nasce junto uma culpa. A gente se sente culpado por tudo. Se a criança está doente, é porque eu saí com essa criança no dia de frio. Ah, se a criança cai, eu devia ter... ...
E aí a gente cria um universo que não existe. No caso de Eva, a culpa não veio com a maternidade. Ela veio através do erro mesmo, por ter se fascinado ou se encantado com a conversa da serpente. E de repente, de alguma forma, os sentidos de Eva foram contaminados. E lá na frente a gente vai ver num versículo que fala sobre isso.
Então eu vou dar alguns tópicos para nós refletirmos sobre o que Eva vivenciou e que muitas vezes nós não notamos na palavra. Eva foi a primeira mulher, esposa, a ouvir do marido, a culpa é sua. Como isso é...
tenebroso, o quanto isso é pesado, o quanto isso, esse tipo de palavra dentro do casamento pode ser destruidor. Quando alguma coisa der errada, um virar para o outro e falar assim, isso que deu errado, a culpa foi sua. Sendo que nós estamos no mesmo negócio, no mesmo projeto e os dois têm que fazer dar certo. Então, se não deu certo, a culpa foi nossa.
É isso que nós precisamos aprender. Só que Eva, Eva não vivenciou isso, de ter um marido e que falou assim para Deus. Deus, eu acabei deixando Eva distraída lá com os animais, não percebi, ela pegou um alimento que não era para pegar, eu comi e nós erramos. Adão não foi esse tipo de marido. Adão foi o tipo de marido, o que deu errado foi a culpa dela.
E aqui nós começamos a ver alguns padrões que não devem ser seguidos e não devem ser alimentados dentro da nossa casa. Se algo der errado, foi porque nós erramos ou nós não conseguimos. Não pode ser apontado ou atribuído a alguém, X ou Y, a culpa da situação não ter dado certo.
Então Eva foi a primeira mulher a ouvir isso, a dor da culpa, a dor de ver o seu casamento afetado. Eva não foi protegida, Eva não foi acolhida, Eva foi exposta diante de uma autoridade, Deus. É como se o marido chegasse assim, ó pastor, eu estou no caos e a culpa é dela. Foi isso que Adão fez sem sabedoria alguma diante de Deus.
E Eva ouviu diretamente a sentença após o pecado, mesmo sabendo que Adão também tinha participado. Talvez ela tenha carregado internamente o peso. Foi minha culpa mesmo, foi minha causa. Eu dei lá vazão para a serpente, eu não deveria ter comido fruto. Mas ele parecia tão saboroso, ele parecia tão especial. Muitas mulheres, elas vivenciam isso hoje. Se responsabilizam excessivamente por rupturas na família.
Ou maridos que se sentem excessivamente responsabilizados por desequilíbrio na família. E a questão, se é familiar, se há uma ruptura, se há uma dificuldade, é um problema nosso. Não é o problema de uma pessoa só. Ele tem que ser tratado como nosso.
Antes da queda, eles tinham uma harmonia, uma unidade perfeita. Depois surge a culpa, a acusação, a tensão relacional. Adão chega diante de Deus, a culpa é dessa mulher. Ele não só culpa Eva, ele culpa Deus. A mulher que tu me deste, o problema é seu que arrumou essa mulher aí para mim.
Adão, ele é tão imaturo, ele é tão fora da casinha, que ele culpa a mulher e ele culpa Deus. E quantas vezes a gente não chega diante de Deus e fala assim, Deus, eu estou assim porque o Senhor abriu a porta. Deus, eu estou assim porque o Senhor não fez um milagre. Deus, eu estou vivendo esse caos porque o Senhor não faz alguma coisa.
Olha a imaturidade que nós estamos aí trazendo lá do Éden, junto de Adão e de Eva. Eva provavelmente viveu um relacionamento marcado por dores que antes não existiam. Por quê? Porque era só Adão e Deus. Adão não tinha quem culpar. Vai falar assim, a culpa é da cobra. Não, não tinha. Então Eva, ela é a primeira mulher.
de dor, a carregar essa dor, a vivenciar essa dor de um casamento afetado, e ela se autorresponsabiliza. Eva também foi a primeira mulher na Bíblia a provar a dor do parto.
Por conta do pecado, Gênesis 3, 16, a Bíblia diz assim, como as consequências, o pecado está lá consumado e Deus começa a atribuir cada um as suas consequências. E aí, Gênesis 3, 16, diz assim, e a mulher disse, Deus falando para a mulher, multiplicarei grandemente a tua dor e a tua consensão, que é a dor do parto.
Com dor darás a luz a filhos e o teu desejo será para o teu marido e ele te dominará. Então, pelo fato da Bíblia dizer, a partir daquele momento, multiplicarei grandemente a tua dor.
A teologia diz o quê? Que muito provavelmente Eva já tenha tido filhas. Só que como as meninas não eram contadas na Bíblia, por isso elas não estão relatadas aqui. E isso muito provavelmente é verdade, por quê? Porque quando o Caim é enviado para fora do jardim, após o outro pecado que ele comete,
Ele encontra ali mulheres, que muito provavelmente eram nossas irmãs, que haviam saído do jardim e estavam naquela região. Então, daquele momento, até aquele momento, Eva, ela tem o parto e talvez um desconforto, porque a Bíblia diz, multiplicarei grandemente a tua dor. Deveria ter um desconforto, mas não dor.
Por quê? Porque a gente multiplicar alguma coisa por zero, dá zero. Então, seria como multiplicar alguma coisa que não tem dor, não tem o que multiplicar. Multiplicação. Tudo que você multiplica por zero, dá zero. Então, algum desconforto deveria ter no nascimento das filhas. Mas a Bíblia diz assim, você não sabe o que é desconforto. Se teve desconforto, a partir de agora você vai ter dor.
A partir daquele momento, Eva começa a sentir a dor de dar a luz a filhos. Ela foi primeiro sentir as contrações, o sangramento, a exaustão física para o parto. Só que Eva não tinha ninguém para passar um paninho nela. E nem para falar, segura na minha mão que está tudo bem, vai nascer, eu estou aqui, essa dor vai passar.
Eva estava ali, era ela com aquela dor. Era ela e Adão e talvez Adão não soubesse lidar com aquela situação. Ela inaugurou então uma dor que nunca mulher alguma havia sentido antes, porque ela era a primeira. Eva foi então a primeira mulher a passar por um despejo. Quem aqui já atrasou o aluguel? Não precisa levantar a mão.
Quem aqui já passou por ver situações do pai ou da mãe não ter ou gastar dinheiro ou com jogo, bebida, mulheres e chegar na data não ter o dinheiro do aluguel? Muitas pessoas carregam marcas por ter vivido, vivenciado essa dor de não ter uma casa. Ou de ter uma casa e perder essa casa.
Eu lembro, eu tenho cenas bem picadas, bem flashes da minha infância, de quando nós morávamos ainda numa casa ali na Vila Galvão, no Lago dos Partos. Só que a gente passava muito tempo sozinha naquela casa, porque minha mãe tinha que trabalhar, trancava a gente, saísse. E só quando ela voltava, ela abria a porta.
E eu lembro que, apesar da casa, da gente não ter alimento, eu lembro da gente pondo as coisas na caixa...
E juntando as caixas, eu lembro da gente ter na cama que a minha mãe tinha de casal, que nós quatro dormíamos naquela cama. Eu lembro de ter caixinhas debaixo da cama, porque eram as caixinhas dos nossos cachorros imaginários. Eu não tinha cachorro, mas eu tinha a caixinha do meu cachorro. E eram três caixinhas, porque nós éramos em três. E eu lembro de nós juntarmos e tirarmos aquelas caixinhas, porque a gente ia sair daquela casa.
porque minha mãe não tinha mais o dinheiro para pagar o aluguel. Eu era criança, isso para mim foi um meio lúdico, não foi doloroso. Foi lúdico, por quê? Porque eu ia sair de lá para eu ir para uma nova casa, eu ia morar com a minha avó.
Mas quantas famílias passam pela situação de verem as suas coisas na rua? Eva foi a primeira a sentir a dor de um despejo. De ter um lugar incrível para morar. E não poder mais morar naquele lugar.
Gênesis 3, 23 diz assim, o Senhor Deus, pois, lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra de que fora tomado. A dor de lembrar constantemente do que perdeu era a dor que Eva carregava. Eva conheceu um mundo sem dor, sem morte, sem medo, sem vergonha, sem caos. E de repente, como consequência do erro dela e do seu marido, ele se vê agora sem casa.
Aquilo que havia sido preparado por Deus como um lar perfeito, eles perdem tudo. E a dor do despejo ou a dor de perder algo precioso é mais uma marca.
Na vida e na mente e no coração de Eva. Ela tinha a memória do perfeito. Só que agora ela vivia num mundo quebrado por conta do pecado. Passora, mas como assim num mundo quebrado? Porque eles ainda tinham todas as coisas. A Bíblia fala que depois do pecado, as rosas começaram a ter espinhos. Começou a ter abrolhos, começou a ter ervas daninhas. O pecado danificou a terra.
Eles receberam um lugar perfeito para habitar. E por conta do pecado, essa terra foi quebrada, foi desconectada, houve uma ruptura. E é esse mundo agora que Eva começa a viver. Eva, então, é a primeira mulher, ou primeira mãe, primeira pessoa a provar da dor do afastamento da presença plena de Deus.
Saímos do jardim. O jardim era o lugar onde Deus via a virada do dia. Agora estamos fora do jardim. Estamos fora da presença de Deus. No Éden, eles tinham comunhão direta. Após a queda, há um distanciamento. Por quê? Porque é uma consciência de pecado. Não só a consciência, mas o ocultamento. Porque logo depois do pecado, o que eles fazem? Se escondem de Deus.
Ao invés de irem ao encontro de Deus e falarem assim, nós fizemos algo errado, algo que não éramos para ter feito, eles preferem se esconder de Deus. Eva, então, conheceu a intimidade com Deus antes da humanidade experimentar a separação espiritual.
Aquilo quando nós sentimos, quando a gente sabe que desagradou a Deus, quando o Espírito Santo turba o nosso coração e fala, você vacilou, você errou. Nós hoje temos o Espírito que nos instrui e fala, está errado o que você está fazendo. A gente pode dar de louco, a gente pode fingir não estar ouvindo, mas o Espírito Santo fala quando nós estamos errando sim. Eva não tinha o Espírito Santo para falar que eles estavam errando ali.
E ela sente essa dor da separação espiritual. Eva foi a primeira mãe com medo materno. Porque antes ela tinha um mundo perfeito ali no Éden. Hoje o mundo está quebrado. Quantas e quantas vezes nós mães não ficamos aqui no aplicativo, no live. Deixa eu ver se esse menino entrou no metrô. Deixa eu ver se ele pegou o ônibus. Deixa eu ver se ele chegou, se foi. Liga o menino, não atende o telefone.
Manda mensagem, a menina não responde a mensagem. Eva foi a primeira a viver todas essas angústias que nós pais vivemos hoje. Está o dia inteiro com o bendito aparelho celular na mão. Quando você liga, o que acontece? Eles não atendem.
Quando você manda mensagem, eles fazem o quê? Não respondem. Aí você fala, mas qual é o mistério de Deus para esse fenômeno? Porque sou eu precisar falar com a fulaninha? Não consegue. Eva foi a primeira a passar por essa angústia. Como vai ser criar os meus filhos, educar os meus filhos num mundo quebrado?
A dor de não reconhecer totalmente os próprios filhos. Vamos lá em Gênesis 4, versículo 1.
E conheceu Adão, a Eva, sua mulher, e concebeu e deu à luz a Caim e disse, alcancei do Senhor um homem. Por isso os teólogos falam que muito provavelmente eles já tenham tido muitas mulheres, porque aí finalmente eles conseguem um menino. E deu à luz ao seu irmão Abel. E Abel foi pastor de ovelhas e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu que cabo de dias Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura E atentou o Senhor para Abel e para sua oferta Mas para Caim e para sua oferta não atentou E irou-se Caim fortemente e descaiu-lhe o semblante Eva foi a primeira mulher
A educar igual, a educar no mesmo ambiente e ter filhos completamente diferentes. É aquela saga de que a gente ouve muitas vezes falar assim, eu não sei como que um foi tão diferente do outro, como que um é tão trabalhador e o outro é tão preguiçoso, como um é tão isso e o outro é tão aquilo. Eva foi a primeira mulher a perceber a diferença de comportamento nos seus filhos.
Um ia para a terra, plantava, colhia, tinha lá suas verduras, seus legumes. O outro virou pastor de ovelhas. Ambos, muito provavelmente, receberam diretamente do Senhor instruções sobre adoração. Porque a palavra diz que o Senhor tratava, eles não falaram que Adão o ensinou.
A palavra diz o quê? O Senhor aconteceu a cabo dos dias que trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Eles estão lidando ali, tanto Caim quanto Abel, de ir e entregar algo ao Senhor. Eles tinham relacionamento com Deus. Eles foram ensinados a estar na presença de Deus. Eles ouviam da boca do próprio Deus aquilo que agradava ou não. Só que Caim, ele quis fazer do jeito dele e Abel quis fazer do jeito do coração de Deus.
E ali Eva, ela começa a olhar e fala assim, Caim, você não viu o que Deus falou que a oferta agradável para ele é oferta de sangue? É oferta derramada? É oferta de gordura? Por que você não leva então isso? Porque é o que Deus se agrada. Ah não mãe, porque isso daí é coisa do Abel.
O meu negócio, a minha expertise, o meu mestrado, a minha pós-graduação é para entregar isso aqui ao Senhor. E aí ela começa a ver um filho se desvirtuando, um filho se afastando ainda mais da presença do Senhor. Caim e Abel nasceram do mesmo ventre, mas seguiam caminhos completamente opostos.
completamente opostos. E existe uma dor devastadora no coração de uma mãe quando ela percebe que não consegue controlar o coração dos filhos. E digo isso não somente de filhos naturais, mas muitas vezes quando a gente se dedica em oração, quando a gente se dedica em busca, em cuidado com alguém, a gente fala assim, por que você não faz isso que agrada ao Senhor?
E aí a pessoa vai falar assim, não, porque isso não é a minha expertise. A minha expertise é fazer desse jeito e é desse jeito que eu vou fazer. E aí a pessoa decide viver do jeito dela, porque ela acha que a vida é dela. Só que a palavra fala que aquele que acha que vai ganhar a sua vida vai perdê-la, mas aquele que acha que perdeu, que entregou, esse sim é que vai ganhar a vida.
E quantas e quantas vezes a gente instrui como liderança com alguém com temor diante do Senhor e fala assim, querido, por que você não vai por esse caminho? Porque por esse caminho é muito provavelmente aquilo que Deus já tem te falado no coração, mas você tem ignorado. E quantas vezes a gente vê os filhos falando assim, eu vou vir e vou escolher do meu jeito. Eu vou fazer do meu jeito porque é assim que eu quero fazer.
Eva foi a primeira a vivenciar essa dor de ver cada filho tomar uma decisão e um filho tomar uma decisão que não agradava o coração de Deus. Eva foi a primeira mãe a sofrer a dor de um luto porque o seu filho Abel morreu.
E no mesmo dia, ela recebe a notícia que não somente Abel tinha morrido, mas que Caim, o seu filho primogênito entre os meninos, é quem havia matado Abel. Então, no mesmo dia, Eva tem a notícia de luto e Eva tem a notícia do ninho vazio. Eu perdi um filho pela morte e agora vou perder um filho porque ele vai precisar se afastar.
Da minha casa. Eva é a primeira mulher a sentir e a presenciar um assassinato. O filho foi assassinado. E ela nem podia ir para as ruas, levantar plaquinha, pedir justiça. Porque quem havia assassinado tinha sido seu outro filho. Olha que coração destruído teve essa mulher. Só que a gente não tem compaixão de Eva. Por quê? Porque a gente lança sobre ela somente... ...que...
Eu estou no que eu estou hoje por conta de Eva. Não, querido, você está onde você está hoje por conta do seu pecado. Você está onde você está hoje por conta da sua desobediência. Eva já teve o seu acerto com Jesus. E nós precisamos ter os nossos acertos hoje.
A palavra diz lá, a partir do versículo 7 do capítulo 4 de Gênesis. Se bem fizeres, Deus falando com Caim, não é certo que eu aceite a sua oferta? E se não fizeres bem, o pecado jaz a tua porta e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Deus está ministrando o coração de Caim. Caim, ou você faz aquilo que é a minha vontade, ou o teu desejo, ele se torna maior do que você e domina a você.
E falou Caim com o seu irmão Abel. Ele ignorou completamente a voz e a direção de Deus. E sucedeu que estando eles no campo, se levantou Caim contra Abel e o matou. E disse o Senhor a Caim, onde está o seu irmão Abel? E ele disse, não sei, sou eu o guardador do meu irmão? Caim ainda tira uma de Deus. Não sei, por acaso está no meu bolso? Deixa eu ver.
Abel zumba de Deus. A pergunta de Deus, não é porque lhe faltava conhecimento, Deus queria que Caim caísse em si e entendesse que estava pecando. Ele não, ele tira a olho da cara de Deus. E disse Deus, que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.
Um morreu fisicamente e o outro morreu moralmente e espiritualmente. Eva tem ali a morte dos seus dois filhos. Um que está totalmente morto, zombando de Deus, não acreditando que Deus é sabedor de todas as coisas. É como uma mãe que desconfia do filho de estar fazendo coisa errada, pergunta para o filho, filho, você está acessando pornografia? Mãe, você está tirando, eu preciso dessas coisas?
E está lá o site ainda na última página visitada. Filho, você está se envolvendo? Tem algum amigo teu te cercando, oferecendo droga, alguma coisa? Mas você está doida? Você acha que eu vou dar dinheiro para esses caras? Só que está lá com um pino na gaveta. Um havia morrido fisicamente e o outro estava morto espiritualmente. E ele experimentou pela primeira vez o luto materno.
Eva também foi a primeira mãe a testemunhar um filho recebendo uma maldição da parte de Deus. Queridos, o filho pode ser...
Um terror, um bagaceiro, um sem vergonha. Mas a mãe sempre vai encontrar uma qualidade nele. Essa mãe viu um filho assassino recebendo da parte da boca do próprio Deus. Uma maldição. A partir do versículo 11 e ainda capítulo 4.
Deus falando, e agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra, não terá mais a sua força. Fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor, é maior a minha maldade que eu a possa ser perdoada.
Eis que hoje me lanças da face da terra e da tua face me esconderei. Serei fugitivo e vagabundo na terra e será todo aquele que me achar me matará. Eva sentiu a dor de ver que aquele filho não ia ter mais jeito. Por quê? Porque Deus havia decretado aquilo. Deus havia determinado. E não havia o que mudar, porque Deus já havia falado.
Eva é a primeira mãe a testemunhar também a graça de Deus por um filho. Porque ao mesmo tempo em que Deus amaldiçoa o trabalhar, o viver de Caim, Ele ainda dá a ele uma porção de graça. Qual é a graça? Porque a graça é justamente você ter aquilo que você não merece. E poupando você daquilo que você merece.
Versículo 15 e 16. O Senhor, porém, disse-lhe, portanto, qualquer que matara Caim, sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse. E saiu Caim de diante da face do Senhor e habitou na terra de Nod, ao lado oriental do Éden.
Então, Caim tinha uma maldição. Você não vai, olha, a terra do jeito que você vai trabalhar não vai dar. Você vai sofrer para conquistar suas coisas. Você vai ter isso. Aí Caim falou, olha, é pesado demais para mim. O primeiro que me vê vai querer me matar. Deus é uma graça. Ninguém vai poder tocar em você.
Então, apesar de tudo, Eva ainda vê a graça do Senhor sobre o seu filho. O seu filho não torto, mas o filho que se desviou, o coração se desviou da presença do Senhor.
Eva, então, foi a primeira mulher, a primeira mãe, mulher de dores. A dor de transmitir um mundo ferido, um mundo caído aos seus descendentes. Recebeu de Deus um mundo perfeito, só que agora ela ia deixar como herança um mundo caído. Eva talvez tenha observado, os meus filhos nasceram num mundo diferente do meu. Tchau.
Porque o mundo que eu nasci foi Deus que criou. O mundo que eu estou deixando para os meus filhos, consequência dos meus pecados. Ela recebe algo perfeito de Deus, só que ela transfere e deixa como herança um mundo de sofrimento. E esse sofrimento ia atravessar gerações. Há estudos, e eu já falei isso em algumas vezes,
que diz sobre uma mitocôndria que todo ser humano tem.
é como se fosse um código genético lá no seu DNA que diz que você veio de uma única origem. E os cientistas começaram a rastrear esse DNA, e esse DNA foi indo, indo, indo, e chegou lá na África, na região onde era o Éden. E aí eles falaram assim, não, então nós colocaremos esse nome, essa mitocôndria como o nome de mitocôndria Eva.
Então, você pode ser branco, preto, azul, japonês, índio, vermelho, qualquer. Você é ser humano, você vai fazer um teste de DNA, vai aparecer lá que o Tiago, assim como a Juliana, assim como o Wellington, todos nós temos essa mitocôndria, e eles deram o nome de mitocôndria Eva. Provando cientificamente que toda a humanidade veio de uma única mulher.
Muitas vezes a gente olha para as nossas vidas e fala assim, eu vivo isso porque o meu pai me ensinou desse jeito, porque eles viviam desse jeito, eles faziam histórias, eles faziam dessa forma, ele tinha esse caráter deformado e acabou que eu aprendi, eu acostumei a ser assim. Nós até podemos ter histórias familiares, histórias ou heranças genéticas não muito boas.
Mas nós temos uma mitocôndria que veio lá do Éden. Para nos lembrar no dia de hoje, 2026, depois de Cristo.
que nós podemos carregar algumas dores que foram geradas lá no Éden, que foram geradas por conta do pecado, que foram geradas num momento de dor. Nós podemos ter essa mitocôndria, mas nós podemos também ter a memória de uma mulher que olhou para o mundo e falou assim, eu errei diante do Senhor, eu pequei, eu recebi algo perfeito, estou entregando algo deformado, mas que os meus filhos é a mesma coisa. E aí
Façam diferente. Há uma memória no nosso DNA de que foi feito algo errado sim. Porque essa mulher é como se ela andasse movida por culpa. E esse DNA de Eva está presente em todo ser humano. Mulher de dores.
E se eu comecei a pensar, falei, meu Deus, Eva foi uma mulher de dores. Adão viveu novecentos e poucos anos, eu não lembro agora, mas tem lá descendência e fala a idade de Adão. Se Eva viveu parecido com ele, foram novecentos e poucos anos de dores. De pessoas falando, olha, nós vivemos tudo isso porque você errou.
É uma vida sendo narrada e apontada como alguém que errou. E nunca apontada por alguém que poderia ter dado certo. Ou que poderia fazer diferente. Ou que permaneceu, porque Eva poderia não ter permanecido. Mas ela era sempre lembrada pelas suas doces. E hoje escrevendo essa palavra, o Senhor falou assim. Eva tipificou Cristo.
Aí eu falei assim, mas como Espírito Santo é verrou? Foi Eva que levou Adão a pecar. Aí a Bíblia diz assim, em Isaías 53.
Quem deu crédito à nossa pregação? E quem se manifestou ou quem se manifestou o braço do Senhor? Porque foi subindo como um renovo perante Ele, como raiz de uma terra seca. Não tinha beleza nem formosura. E olhando nós para Ele, não havia boa aparência nele para que o desejássemos. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens. Homem...
De dores. E experimentado nos sofrimentos. E como um de quem os homens escondiam o rosto. Era desprezado. E não fazíamos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades. E as nossas dores levou sobre si. E nós o reputávamos por aflito. Ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões e moído por conta das nossas iniquidades. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras nós fomos sarados.
O Espírito Santo começou a fazer um link. Eva foi a mulher de dores. Eva foi a mulher que vocês provaram a dor do parto, a dor do rompimento, a dor do pecado, a ruptura de uma terra perfeita para uma terra que não ia ser perfeita, de ter provisão à vontade e agora ter que trabalhar. Eva representava a mulher de dores. E Cristo em Isaías 53.
Pela boca do profeta Isaías. É representado como um homem de dores. Só que agora não mais aquele que era somente apontado como a culpa é dele. Ou o pecado é dele. Mas Jesus aqui lhe se apresenta como o homem de dores. Que pega todo esse erro. Que pega toda essa...
culpa e a transforma em cura, em salvação através da cruz de Jesus Cristo. Eva não tinha esse poder redentório, mas ela mostra que a humanidade, ela ia passar por um processo de mulheres e homens de dores.
Só que Isaías, ele vem e fala assim, houve uma mulher de dores, mas haverá um homem de dores que será apontado, assim como Eva devia ser apontada. Olha lá aquela que errou, olha lá aquela que induziu o marido a pecar, olha aquela lá que matou o outro filho. Porque um erro de um filho cai também sobre a mãe, a mãe não sobre educar. Olha, é assim porque deve ter sido mimado, olha, faz assado porque deve ter sido mimado.
ter protegido um e desprotegido o outro. Eva devia ser apontada assim como Jesus ia ser. Só que Cristo, o homem de dores, ele fala assim, eu pego toda essa culpa, toda essa acusação, tudo aquilo que vocês não conseguiram fazer porque vocês não tiveram referência. Passora, eu não tinha referência de como ser o homem de Deus, porque meu pai era um pilantra. Querido, meu pai também era.
Meu pai era alcoólatra e gostava de um trambique. Eu lembro que quando ele foi financiar a casa dele na caixa econômica, ele falsificou todos os alerites dele. Tudo falso. Financiou a casa.
Aí vai lá o cidadão, o cara honesto, pega o zolerite original, tira a cópia, autentica, junta, junta, comprovante de pai, mãe, de filho, de papagaio, leva na caixa, a caixa faz o quê? Reprova. Queridos, eu vi meu pai fazer trambique. Eu vi meu pai beber horrores. Viu meu pai beber...
ter debaixo dos travesseiros dele as garrafinhas de bebida. Caxote, chocote, como que é? Corote, corote. Ter esse corote que não serve nem para limpar banheiro. Era o que ele bebia. Mas, pastora, você deu sorte, não, querido? Se dependesse do meu pai, ele ia ter as filhas, as quatro filhas galinha, porque era assim que ele chamava, gente, suas galinhas.
Eu não posso me apoiar naquilo que o meu pai fez, naquilo que meu pai era, para eu justificar a minha falta de posicionamento hoje diante de Deus, sendo que eu tenho uma cruz que me cura, uma cruz que me restaura, e uma cruz que fala, você pode ter sido mulher de dores, mas a partir de hoje, Ele tomou sobre si as minhas dores e as minhas enfermidades.
Eu posso ter tido problemas de caráter por conta de olhar o meu pai, olhar a minha mãe, ter várias deformações na minha alma. Mas eu cheguei diante de Deus e falei, Deus eu não quero ser isso. Está em nós o poder de decisão, está na cruz o poder de transformação. Nós não podemos mais transferir a outros. A bagagem que você recebeu.
Lá na sala de terapia, a gente fala, você é uma pessoa que em parte foi construído por outros. Pelo pai, pela mãe, pelo tio, com quem vivia. Só que agora é você dentro dessa casa e que pode ter alguns cômodos tortos, meios desajustados. Mas é você que vai ter que dar conta a partir de agora. Não adianta você olhar para a sua casa e falar, Deus, a minha vida é bagunçada por causa do meu pai, da minha mãe, por causa de Eva.
Deus vai falar assim, vem aqui diante da cruz porque tem conserto. Só que quem vai pegar no machado, na ferramenta é você. Chega de culpar os outros. Chega de transferir culpa e dores a outros. Nós já temos dores e culpas suficientes, querido. Vamos caminhar olhando para a cruz. Porque é na cruz que é lugar de transformação. A cruz que é lugar de transformação.
Quantas dores ocultas nós carregamos dentro de nós. A culpa de nunca nos sentirmos suficiente. O medo de falhar na criação, de mimar demais ou ser dura demais. Quanto isso mexe com a nossa cabeça.
Em coisa de pouquíssimo tempo. Eu lembro quando eu tive a Melissa. A Melissa é a minha primeira filha. Era a primeira neta, a primeira bisneta. E eu falo assim, meu Deus, essa menina vai ser um nojo. E aí, para ela não ser metida, eu fui dura. Dura. Aí vem o Heitor. Aí eu falei, o Heitor é o último. Não vou ter filho mais.
E aquilo que você é duro com um, aí você fala, vai passar logo, aí você deixa. Aí fica um cidadão abençoado que tirou, foi contratado CLT. Eu não ia te aloprar. Mas a gente tem...
Um jeito com um, um jeito com outro. É claro, Deus tem propósito até nisso. Porque o propósito de um e o propósito do outro são distintos. E Deus usou até isso. Até as nossas falhas de caráter como pai e mãe. Para moldar aquilo que Deus quer que eles sejam. Então eles não vão poder virar assim. Mãe, eu sou assim por culpa sua. Eu falo assim, não filho, porque eu te apresentei uma cruz.
E se eu errei, errei tentando acertar. E diante da cruz, eu deixei toda a culpa lá. Eu te apresentei um Cristo que não está morto no Calvário. Ele é ressurreto e vivo. Do mesmo jeito que ele tratou o meu caráter, ele vai tratar o seu. Nós vivemos...
A questão da culpa, da identidade, quem nós somos, para onde nós vamos. A sobrecarga emocional de sustentar e ver o equilíbrio da casa. Quando você vê um meio afastado, meio frio, você já começa, Deus, me dá estratégia para chegar perto, Deus diz, e aí você tenta cercar, por quê? Porque é a visão que a gente tem de família.
São as dores ocultas que nós carregamos e que muitas vezes as pessoas perguntam, está tudo bem, você vai lá, está tudo bem. Mas dentro de você você está em espírito, orando por situações e guerreando por causas. Quantas dores ocultas de solidão, mesmo estando cercado por pessoas. A autocobrança para serem bons profissionais, boas mães, bons pais, bom ministro, bom líder, bom pastor, boa pastora. E tudo isso ao mesmo tempo sendo boa filha.
Os medos ocultos de adoecer. Você não pode adoecer. Mãe não pode ficar doente. Por quê? Porque ela tem comida para fazer, casa para limpar, filho para levar. Ela não tem nem tempo de ficar doente. A dificuldade de pedir ajuda. O medo do fracasso, o medo da culpa. O medo de decidir pelos filhos.
Quantas vezes a gente olha e fala assim, se eu decidi, eu vou decidir melhor porque vai ser o melhor para ele, mas eu não posso decidir, por quê? Porque se eu decido, ele não é treinado em decidir. E aí você tem que ensinar o seu filho a decidir por ele mesmo. E ensinar os parâmetros para as escolhas. A dor oculta das comparações, querido, das redes sociais.
em que os jardins são tão verdes, mas tão de plástico, que as igrejas são tão megas, tão luxuosas, tão iluminadas, mas o Espírito Santo tem gemido com os gemidos inespremíveis. A dor de se sentir insuficiente, mesmo se sacrificando. Há tantas dores ocultas, mas diante da cruz,
Todas elas se revelam porque não há nada oculto. Não há nada oculto que diante dele não se revele, não apareça, não mostre. Nós viveremos esses tempos. Eu comentei no grupo da casinha.
Nós viveremos e temos que estar preparados para um tempo de muita sujeira ainda aparecer das igrejas. Por quê? Porque Deus não permite o pecado que se mantém oculto por muito tempo. Então, violência doméstica, violência contra as crianças, elas começarão a aparecer de homens que se dizem homens de Deus, que ocupam lugares em tribunas, que ocupam microfones, mas eles estão longe, assim como o coração de Caim.
Como se zombassem, como se Deus estivesse vendo. Segunda Coríntios, versículo... Capítulo 11, versículo 3, diz assim...
Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Paulo está falando aqui os coríntios.
Eva foi enganada em seus sentidos. O sentido de ver, de tocar no fruto, tato, a visão. De alguma forma, ele conseguiu ludibriar, enganar Eva, através de corromper os seus sentidos.
E Paulo falou assim, eu temo por isso, eu não quero que isso aconteça com vocês. O sentido de vocês, aquilo que vocês olham, aquilo que vocês tocam, aquilo que vocês ouvem, aquilo que vocês sentem, aquilo que vocês pegam, não pode ser corrompido. Por quê? Porque se vocês se corromperem, vai haver um peso de culpa, vai haver uma ruptura. Mas não é para ser assim, por quê? Porque vocês já passaram pela cruz.
Vocês já não estão mais perdidos. Mas, olha, tudo isso é para que vocês se apartem da simplicidade da cruz. Da simplicidade que há em Cristo. O que você errou, volta lá na cruz e fala, Deus santifica os meus olhos.
santifica a minha visão, santifica a minha audição, aquilo que eu tenho ouvido, aquilo que eu tenho prestado atenção como conselho, aquilo que eu tenho ouvido e que tem falado que eu não presto, que eu vou ser igual ao meu pai, que eu vou ser igual à minha mãe, que a história da nossa família é uma desgraça. Ah, isso aí é corrupção para os meus ouvidos, me santifica.
Aquilo que as minhas mãos têm tocado, onde os meus pés têm ido. O que meu corpo tem sentido? Quem tem te tocado? Quem tem tido acesso a seu corpo, a sua mente e ao seu coração? Essa é a noite de nós santificarmos diante do Senhor. Para quê? Para que a simplicidade.
De Cristo. Ela continua sendo a nossa atmosfera. A nossa vida. O nosso habitat. A nossa casa. Eu não estou falando de casa natural. Estou falando da casa espiritual. Não importa onde você mora. A simplicidade de Cristo. Te leva para o Éden particular. Onde você é feito jardim particular de Deus. Jardim privado do Senhor.
Que nessa noite você se renda ao Senhor e fala assim, Deus, eu posso ter tido muitas dores que vieram na minha bagagem. Mas há também uma cruz. E eu já estive diante dela. Amém, queridos? Vamos nos colocar de pé.
Eva foi lembrada e é lembrada ainda com muita culpa.
Mas eu creio no meu coração que Eva já está desfrutando da glória do Senhor. Porque a Bíblia diz que quando Jesus foi crucificado, ele desceu ao seio de Abraão, ele ministrou aos espíritos aprisionados, todos aqueles que eram justos, que eram bons, que eram homens ou mulheres de Deus, e morriam, eles eram colocados por Deus num lugar separado no inferno, num lugar chamado seio de Abraão.
Por quê? Porque eles não poderiam ir ao céu antes de Jesus. Então Jesus vai lá no seio de Abraão e muito provavelmente Eva já devia estar lá. Eva, ela nos representa.
Porque diante de Jesus nós sabemos da culpa que nós carregamos, dos erros que nós cometemos. Nós sabemos da medida que nós parecemos ser, fingimos ser. Mas nós sabemos o que nós somos de verdade.
Então que essa seja uma noite, queridos, em que você se apresente diante do Senhor, com a sua culpa, com a sua dor, mas que você se apresente diante da cruz, do Calvário. E que você fale ao Senhor uma oração verdadeira, transparente.
Não mais transferindo culpa ou acusação para terceiros. Chega desse tempo de maturidade. Chega de agirmos como Adão, que não tinha um padrão para copiar, para se referenciar. Hoje nós temos um padrão Cristo.
Cristo assumiu o lugar de culpa não sendo culpado. Cristo assumiu o lugar de pecado, o lugar de dor, mesmo não tendo pecado. Cristo foi a um lugar de miséria e choro, mesmo tendo todos os céus pelo seu nome, com o seu governo.
Cristo dividia a soberania, estabelecia, fazia subir e fazia descer, criou todas as coisas juntamente com Deus e o Espírito Santo. Ele é o nosso padrão nesta data, Ele é o nosso modelo a partir de hoje.
Se erramos, se pecamos, se mentimos. Estamos nessa noite, não somente diante da cruz que nos santifica, nos limpa. Mas estamos também diante de uma mesa. A mesa preparada.
Para ceiarmos, para estarmos juntos, para estarmos em unidade. Para dizer para Ele, Senhor, o Senhor derramou do Teu sangue naquela cruz. O Senhor foi martirizado, sofreu todas as dores naquela cruz. E eu reconheço cada uma delas. E eu te agradeço porque elas me trouxeram aos pés da cruz. Para ser transformado, para transformar a outros.
Que nessa noite você abra sua boca, não espere uma música começar. Abra os teus lábios, porque não são os ministros de louvor que vão saber os pecados que você tem guardado e escondido.
E fingindo que não tem vivido. Ou as culpas que você carrega. Nós não sabemos e nem queremos ter a consciência disso. Isso é para você. É você e o Espírito Santo de Deus. Abra as tuas bocas. Abra os teus lábios. Libere palavras diante dos céus. Que anjos e demônios reconheçam o tom da tua voz.
Que haja confissão de pecado e não somente a confissão, mas a reparação. Senhor, Eva foi uma mulher de dores. Isaías te apresentou como homem de dores.
Mas Isaías também te apresentou como aquele que iria nos sarar e nos curar de todas as nossas enfermidades. Cura nossa alma, cura nossa mente, cura as dores do passado, cura Senhor Deus as nossas comparações, cura Senhor Deus aqueles a quem temos atribuído culpa, como se aquilo que temos vivido hoje fosse culpa de alguém. Senhor nós temos vivido.
Tudo aquilo que o Senhor já sabia que viveríamos, Senhor. Tira dos nossos lábios todo o peso, toda a palavra de acusação. Porque a palavra chama Satanás de um acusador. Então os filhos de Deus. Então que não sejamos nós a quem vai fazer esse papel. Esse papel não foi atribuído a nós, Senhor.
Que nos limpemos. Porque sentaremos contigo à mesa. E a tua palavra diz que aquele que pode ser assentado. É aquele que olha para si mesmo e vê o que tem de errado. Mas não somente vê, mas ele se corrige, ele se conserta. Porque se ele não fizer isso, ele ao tomar a ceia, ele se condena a si mesmo. E por isso muitos ainda estão adoecidos. Por isso que muitos ainda estão doentes.
Porque tomam a ceia, dão de ombro para a santidade, dão de ombro para aquilo que é a voz de Deus, para a direção de Deus. E fazem de qualquer jeito. Senhor, nós não queremos mais lidar com as coisas espirituais como se fossem naturais.
Nos dá maturidade, Senhor Deus, nos leva para um nível. Um nível do profeta, Senhor, em nome de Jesus. Em nome de Jesus.