Caiado reforça campanha presidencial
Nos últimos dias, o goiano montou um QG em São Paulo e recebeu o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, em um evento político realizado em Goiânia.
No segundo bloco, o destaque é a mais recente crise entre o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), e a Câmara Municipal.
O Giro 360 é o podcast de política do POPULAR, em parceria com a Rádio CBN Goiânia. Neste episódio, participam o editor da coluna Giro, Caio Henrique Salgado; o subeditor de Notícias do jornal, Júlio Lacerda; e o repórter Rubens Salomão.
Para ouvir, é só dar o play.
Rubens Salomão
Caio Henrique Salgado
Júlio Nacerda
- Pré-campanha de Ronaldo CaiadoEstrutura de campanha em São Paulo e Brasília · Desafios para ampliar abrangência e conhecimento · Diálogo e amadurecimento de acordos políticos · Relação com ACM Neto e palanque na Bahia · Dificuldade em destravar palanques regionais · Pesquisa Quest e potencial de crescimento · Estratégia de posicionamento como direita raiz · Engajamento em redes sociais
- Crise na Câmara de GoiâniaFalta de quórum e encerramento de sessão da CCJ · Crise entre Paço Municipal e Câmara · Travas em projetos de interesse do Paço · Papel do vereador Luan Alves na oposição · Estratégia de avocamento de projetos · Negociação no varejo entre Paço e vereadores
- Crise na Assembleia LegislativaTroca de ameaças entre Amaury Ribeiro e Major Araújo · Histórico de brigas e falta de punição do Conselho de Ética · Racha interno no PL e divergências políticas · Disputa por cargos e influência política · Tentativa de mediação do presidente Bruno Peixoto
- Nicolas Ferreira e Benedita da SilvaPolarização entre Lula e Flávio Bolsonaro · Pesquisas de intenção de voto e rejeição · Potencial de Ronaldo Caiado em romper polarização · Desafios de outros candidatos como Romeu Zema · Engajamento em redes sociais de presidenciáveis · Investigação do Banco Master e delação premiada
Olá, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Giro 360, o podcast de política do Jornal O Popular, em parceria com a rádio CBN Goiânia.
Eu sou Rubens Salomão, tô por aqui com o editor da coluna Giro, Caio Henrique Salgado. E aí, Caio, tudo bem? E aí, Rubens, eu tô bem, e você? Bem, tranquilo, pelo menos o clima aqui pro nosso debate tá tranquilo. Pelo menos a gente, né? Pelo menos a gente, também com o subeditor de Notícias do Popular, Júlio Nacerda. Vamos, Júlio, calmo?
Bom, Rubens, tudo bem, Caio? Especial para você que curte o Giro 360. Calmo, calmo. Diferente de alguns políticos aqui de Goiás, a gente está mais calmo, tranquilo. É, Caio? É isso aí, Júlio. Não vamos deixar o clima contaminar a gente aqui. O debate é saudável por aqui. É isso. O debate aqui é bem mais tranquilo do que na Assembleia Legislativa, que o Rubens já está acostumado, né, Rubens? Infelizmente.
Não gostaria de ter me acostumado, mas infelizmente já me acostumei. Mas quando cobri a câmera também já me ajudou a me acostumar. Minhas passagens pelas duas casas legislativas também renderam bons episódios nisso daí, viu? Já presenciei muita coisa, tablet voando. Eu ia falar disso, meu computador vai ficar aqui quietinho, do Caio também, o celular do Júlio quieto.
porque a gente vai falar no final do programa, fique atento aí sobre essa briga entre Amaro Ribeiro e Major Araújo, que já brigaram antes, troca a sede, troca o prédio, mas a briga continua. A briga continua, troca os personagens também, alguns casos. Nesse caso eles voltaram.
E é interessante que depois que trocou a sede da Assembleia, ela ficou mais parecida com a Câmara. Você falou das duas casas que você esteve por elas. Elas estão cada vez mais próximas nesse sentido. Sem decoro, com muita falta de decoro. A gente vai falar sobre isso também nessa edição do Giro 360, que está começando. Obrigado a você que deu play para nos acompanhar em mais uma edição. E começando com o projeto nacional do ex-governador Ronaldo Caiado. Porque é pouco mais de um mês de deixar o governo...
O Ronaldo Caiado, do PSD, avança na consolidação da estrutura que vai funcionar pelos projetos para as eleições desse ano. E, principalmente para a Nacional, tem aluguel de apartamento em São Paulo, no mesmo prédio onde mora o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
em um espaço que conta também com estúdio para gravação de vídeos. E o pré-candidato também conta com escritório em Brasília. Informações aí que têm sido destacadas na coluna Giro. A pré-campanha do ex-governador, no entanto, mantém os desafios para ampliar a abrangência de futuros palanques regionais e também o nível de conhecimento dos estados.
da agenda da campanha em São Paulo, em Minas, com atuação frequente em reuniões regionais, intensificando essa parte. Isso é um processo político, ele vai dentro de um diálogo, mas ele só amadurece às vezes por da convenção.
É muito difícil você ampliar esse acordo, como se diz, as coligações nossas, ainda no período, nós estamos ainda há três meses da convenção. Quer dizer, como ela começa no meio de julho, esse período é um período onde todo mundo está avaliando, sem saber aonde vai pisar.
100% fechado, o palanque presidencial da campanha do senhor é de Ronaldo Caiado, da Bahia? Não poderia ser diferente a minha relação de amizade, uma história de mais de 20 anos, ao lado de Caiado, sempre compartilhamos dos nossos sonhos.
para o Brasil. Eu pude acompanhar de perto o deputado, o senador, finalmente o governador, que acumulou tanta experiência ao longo da sua vida pública, que fez tanto, especialmente por Goiás. Eu acho que a minha presença aqui também é a demonstração dessa parceria nossa.
Não há possibilidade de ter eventos de campanha junto com o Flávio Bolsonaro na campanha do senhor na Bahia. Não, veja, eu acho que quando você vai para o não, não, não, é uma coisa ruim, né? Eu não gosto de trabalhar no não. O que eu posso dizer é o seguinte, nós temos lá alguns partidos políticos que nos apoiam na Bahia, que têm outras pré-candidaturas e a gente tem que respeitar isso.
Inclusive o PL me apoia, cuja pré-candidatura é de Flávio Bolsonaro. Mas nós não entramos em nenhuma discussão sobre agenda, sobre atividade, sobre evento. E eu sempre tenho deixado claro que, dada a minha relação, minha história, minha amizade com o Caiado, nós estaremos juntos na eleição desse ano.
Pois é, Caio, Júlio, ouvimos aí o governador Ronaldo Caiado em uma entrevista coletiva em São Paulo sobre essa agenda de campanha, quando é que isso se intensifica, né? E ele dizendo que, por enquanto, a coisa é meio lenta mesmo, né? Inclusive, aguardando essas costuras políticas para a formação de coligação. E aí, na sequência, a gente ouviu a fala de ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia.
do União Brasil, numa entrevista que eu fiz com ele, numa das agendas que ele teve nessa semana aqui em Goiás, para conhecer resultados, programas, enfim, políticas implantadas no governo de Caiado aqui. Essa oportunidade foi lá na Seduc. Fui lá, conversei e perguntei principalmente sobre essa questão do palanque.
E aí você vê que foram duas respostas com avaliações diferentes, né Caio? Primeiro não, a relação com o Caiado é ótima e claro, não tem como ser diferente, 100% fechado para que o palanque presidencial na campanha de Assemineto seja de Caiado. Aí quando eu pergunto se não tem nenhuma possibilidade, ele não gostou muito dessa palavra de não. Possibilidade de palanque ou de eventos com Flávio Bolsonaro.
Pois é, Rubens, olha, o que eu acho interessante, juntando todas essas informações aí que você já mostrou pra gente, é que as coisas estão meio lentas pro Caiado, porque colocar uma campanha presidencial em pé, especialmente em uma situação de polarização muito grande que está desenhada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, é muito difícil.
Eu acho que são dois exemplos interessantes. Primeiro que um mês e uma semana depois de ter saído do governo, agora que dá para dizer que o Caiado, por exemplo, está com uma estrutura montada para poder conseguir se deslocar, fazer o que precisa, produzir para as redes sociais, que é uma coisa que está prometida.
Ele tem a pretensão de divulgar alguns vídeos que serão impulsionados nas redes com os temas que ele acha relevantes para o projeto dele, para falar do que ele fez em Goiás, de segurança pública, etc. Então, essa é uma questão que está colocada. E aí, só para explicar rapidinho aqui o que o Caiado tem.
falou rapidamente aí, alugou um apartamento em São Paulo, no Jardim Paulistano, que é onde ele ao mesmo tempo vai morar e trabalhar, né, é a moradia dele, mas também é o local onde ele vai fazer reuniões políticas, é, e também gravar, tem um estúdio montado justamente pra ele fazer esses materiais aí, inclusive o Caiado também vai...
digamos, ser o protagonista de umas pílulas prometidas pelo PSD para esse mês de maio, que deve aparecer nos próximos dias. Então, tem toda essa situação. E aí, o que a gente está vendo, fora isso, é uma dificuldade que o Caiado tem de destravar os palanques regionais. Acho que esse é o grande desafio que ele tem agora. E, de novo...
Para repetir como as coisas não são óbvias, esse caso do ACM Neto acho que é o maior exemplo disso. O caso do ACM é o caso de uma figura que... Eles se tratam de irmãozinhos, de irmãos, irmãozinhos. É assim que um se refere ao outro. Nessa mesma agenda lá, antes de falar com o ACM Neto, eu falei com o Caiado. O Caiado é muito otimista, com o Palanque. E aí no começo da resposta sobre o Palanque, o Caiado diz que o ACM Neto é meu irmão mais novo.
Irmão mais novo. Eu já vi ele falando irmãozinho. Acho que ele falou irmãozinho em Salvador, no lançamento da pré-candidatura.
Meu irmãozinho, exatamente. E aí, o que a gente tem? O cara é o irmãozinho dele, o irmão mais novo, e mesmo assim, é notícia, o anúncio de um apoio, de que ele vai ter um palanque no Estado, sendo que o cara é irmão dele. E aí, só para um conceito bem básico e bobo de notícia, que até acho que as redes sociais desfigurou um pouco, mas eu lembro, numa das primeiras aulas de jornalismo que eu tive,
se falava assim, se o cachorro mordeu a perna de alguém, isso não é notícia. O cachorro hoje em dia é, né? Nas redes o vídeo viraliza, os portais publicam. Isso não é notícia. Mas se uma pessoa morde um cachorro, aí é notícia. Então não deveria ser notícia em tese. Ou se o cachorro faz xixi no poste, não é notícia. Mas se o poste fizer xixi no cachorro, aí... Aí é notícia.
Então não deveria ser notícia um apoio de um irmãozinho, de alguém, né? Isso já devia ser dado como certo, mas não é. Aí esse é mais um exemplo dessas dificuldades, né? E aí tem algumas situações que estão colocadas, desde esse lançamento lá da pré-candidatura do Caiado em Salvador, a gente já comentou aqui, quem ouviu o nosso podcast no ano passado sabe.
o ACM Neto tinha a percepção de que para o projeto dele seria importante uma candidatura forte de direita que não fosse uma candidatura bolsonarista. E não é isso que o ACM está tendo numa prova do ponto de vista do ACM de que as coisas também...
não são fáceis como as pessoas pretendem. Então, não é a situação ideal para o Caiado, não é a situação ideal para o ACM Neto também, que não pode, apesar de não querer apoiar oficialmente um Bolsonaro em um estado onde o PT é muito forte, ele não pode.
deixar de lado a possibilidade de ter um palanque duplo, por exemplo, que é uma coisa inclusive até comum em algumas situações, especialmente no caso dele, como está no áudio, ele tem o apoio de um partido como o PL, que é o partido de Flávio Bolsonaro.
Então, o que a gente tem é o Caiado destravando um palanque grande e importante em um estado que é importante, onde ele não tem entrada, que é no Nordeste, mas com muitas dificuldades de fazer o básico. E aí, nesse áudio que a gente ouviu do Caiado, ele está indicando o que ele está pretendendo fazer agora.
que é ter agendas em estados importantes, como São Paulo e Minas Gerais, para poder tratar de política mais ou menos nas bases, entre aspas. O que ele está querendo sugerir é que ele vai conversar com pré-candidatos a deputado estadual.
pré-candidatos a deputado federal nesses estados, em busca de um fortalecimento de sua posição para as convenções. Ele espera, quem sabe, o que é muito difícil, contar com apoios de alguns outros partidos da centro e da direita para estruturar seu projeto, para poder destravar.
cada vez mais palanques, mas é muito difícil essa tarefa do Caiado, porque o cenário está muito polarizado, muito cristalizado entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.
Isso, e nessa semana também a gente teve, vocês viram, eu acho que quem acompanha o Giro 360 também deve ter visto, a divulgação da Quest, a pesquisa Quest divulgou. Na semana passada, desde o final de abril, ela tem feito pesquisas com...
os governos estaduais, sobre os cenários da eleição nos governos estaduais. Esse cenário, junto com ele, foi feito o cenário sobre a eleição presidencial, que foi divulgado só nessa semana, foram feitas essas pesquisas em 10 estados e tem algumas sinalizações interessantes para o Caiado, nesses apontamentos que foram levantados pela Quest, porque você citou, por exemplo, a polarização, Caio, o Caiado foi...
ficou marcado nesses 10 estados pesquisados como o único que consegue romper a polarização no primeiro turno. E Goiás é o único estado, segundo a Quest, onde o nome que lidera para a eleição presidencial não é nem Lula e nem Flávio Bolsonaro, é Ronaldo Caiado. E tem alguns outros cenários que mostram...
que há uma possibilidade interessante para o Caiado de crescimento e de potencial dele conseguir trabalhar alguns aspectos que o beneficiem. E aí eu vou citar...
um dos estados que o Caiado se referiu, Minas Gerais. Minas Gerais tem um cenário muito inusitado hoje porque Minas Gerais tem um cenário de alta rejeição de todos os nomes, inclusive do próprio ex-governador Romeu Zema. Então, Minas Gerais hoje, tanto Lula quanto Romeu Zema...
E Flávio Bolsonaro possui mais rejeição do que aprovação. A rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro é de 57% em Minas e de Romeu Zema é de 53%. Então é um índice muito alto e que há uma possibilidade aí, há uma insatisfação que abre uma possibilidade de você entrar. Só que, e eu acho que é nisso que a...
A estrutura de Caiado, a campanha de Caiado está pensando, vamos entrar nesses estados que tem o maior peso eleitoral, e Minas é um deles, mas há um caminho além disso também em Minas. São Paulo é uma outra história, porque em São Paulo a gente já tem um cenário mais consolidado, de que a polarização vai ser muito intensa e muito forte, até por conta da candidatura de Tarcísio como candidato à reeleição no governo estadual.
Com o Haddad, né? Exatamente. Concorrendo contra Fernando Haddad, ex-ministro petista. Então vai ser um cenário bem diferenciado com relação a isso. Mas essa quest também deixa muito claro que o principal ponto...
Que Caiado tem que trabalhar é o conhecimento. Não tem jeito. Nos 10 estados pesquisados pela Quest, Caiado tem uma dificuldade enorme. E outro ponto inusitado que as pesquisas apontaram é um desconhecimento alto de Caiado na própria Bahia. A CM Neto, se realmente quiser ajudar, vai ter muito trabalho e tem realmente que fazer isso o mais rápido possível, porque o desconhecimento de Caiado...
Na Bahia é de 64%. Ele é desconhecido por um número enorme de eleitores no estado e tem uma rejeição até baixa, 27%. E isso se repete nos estados do Nordeste. O principal, onde o Caiado é mais desconhecido, é justamente o Ceará. Também outro estado que tem um ponto inusitado e que a campanha de Caiado começa a trabalhar agora, que é um diálogo com os tucanos.
que é um diálogo que tem sido feito com o PSDB, meio assim, envergonhado, mas que tem sido feito por conta da posição do ex-ministro, ex-governador cearense, Ciro Gomes, que é um nome de muito apreço do próprio Caiado para uma possibilidade de ser vice na chapa de Caiado.
E só para lembrar, rapidinho, só uma contextualização rápida, o Ciro veio aqui em Goiânia recentemente e rasgou elogios a Caiado, disse que ele era o nome dos mais qualificados para disputar a presidência da República. Então tem uma identidade entre eles. Sim, e está havendo esse diálogo, está havendo essa conversa.
Então esses pontos mostram que você tem algumas possibilidades de avanço, alguns caminhos que estão sendo apontados para essa campanha de Caiado, mas é aquilo que você disse, né, Caio? Tem muita dificuldade, tem muita coisa a ser resolvida, o índice de desconhecimento na maioria dos estados é muito grande, ele tem alguns pontos bem favoráveis que ele precisa saber como trabalhar.
O Paraná, por exemplo, é outro ponto favorável. Caiado consegue superar Lula, é o segundo estado onde o Caiado consegue superar Lula. No segundo turno, ele venceria Lula numa simulação lá no estado do Paraná, que é governado por um aliado de Caiado. Ratinho Júnior é do PSD, já declarou apoio a Caiado, né, Cai? Então, tem um caminho aí que pode ser melhor trabalhado. Tem alguns pontos, tem... ...
e jeitos de fazer, de trilhar esse rumo até a eleição que possam construir melhor a candidatura de Caiado que nesse momento está se estruturando. Mas isso vai depender de muito trabalho e de muita articulação política mesmo.
E aí é o seguinte, eu acho que continua aquele cenário que a gente já comentou aqui também, que é um cenário no qual o Caiado está se posicionando, esperando também, Júlio e Rubens, um escorregão de Flávio ou uma deterioração da imagem dele, porque é fato, isso tem muito sido dito, o Flávio subiu muito rapidamente nas pesquisas.
e até agora muitos dos problemas que são ligados a ele, e inclusive a relação dele com o próprio pai, com quem foi o próprio pai, da qual ele tenta se distanciar, mas é quase impossível isso acontecer, nada disso foi muito explorado. E certamente vai ser, né? Eu acho que é inevitável. O Flávio vai ter que enfrentar essa pedreira aí, não vai ser nada fácil, e o Caiado se posiciona.
exatamente em busca desses votos, em busca de tentar se diferenciar de Flávio como uma figura que é de direita. Ele até, Júlio, fez uma brincadeira com o meme que tem sido muito dito, que é o tal do sabor. Ele disse que é uma direita do agro raiz e não sabor de agro.
Ele fez essa piada, então, sabor agro, não é sabor de agro. Moderninho. É, moderninho. Então, assim, tem esse posicionamento que está acontecendo. Agora, a campanha é muito curta, é muito complicado. E a gente sempre escuta, conversando com marqueteiros, com esse pessoal que prepara a campanha, que é muito difícil você conseguir fazer grandes movimentos de crescimento e de exposição do nome. E...
fora de um período eleitoral, fora do momento ali onde você tem a possibilidade de aparecer na propaganda eleitoral, de participar de debates, de sabatinas, de entrevistas, quando as pessoas começam a se ligar nas eleições, a não ser...
que você seja alguém que esteja no comando da máquina, que é o caso de Lula, ou que tenha aí um grupo muito forte e tão aguerrido quanto os bolsonaristas, no caso de Flávio Bolsonaro. É por isso que a gente vê essa questão da polarização tão cristalizada e essa dificuldade dos outros de superarem. Caiado está tentando adotar essa estratégia de ser uma figura mais experiente.
de ter esse posicionamento como esse cara que governou e saiu do governo bem avaliado. A Cileide até disse que as próprias sequências das pesquisas Quest, ela falou na CBN essa semana, que elas são um bom, ótimo cartão de visitas para o Caiado, de fato, é um ótimo cartão de visitas para ele apresentar.
esse caminho que ele está tentando seguir. E, enquanto isso, a gente tem visto, só para contextualizar onde está o Caiado nesse movimento, o Romeu Zema, por exemplo, tentar crescer através de declarações absurdas, esdrúxulas, ele está tentando.
se mostrar aí de uma outra maneira para tentar crescer também e furar essa bolha. Então é o que a gente está vendo agora, uma polarização muito cristalizada e esses outros candidatos, Caiada incluído, tentando se movimentar para achar um caminho no meio de uma eleição na qual, no momento, ninguém acredita que vai fugir de uma disputa muito acirrada entre Lula e Flávio.
O Zema tenta executar uma estratégia meio Bolsonaro 2018. Ou Pablo Marçal também. Ou Pablo Marçal, contra o sistema e tal, com essa coisa dos intocáveis que ele fala. Mas é difícil imaginar que isso, em 2026, vá crescer além de posts e vídeos viralizados. Para virar voto é outra história.
Eu recebi aqui, inclusive, uma pesquisa sobre isso, a respeito do engajamento, e aí é interessante como desde o começo de janeiro de 2026 até o final de abril, ou seja, até a semana passada,
O Flávio Bolsonaro, obviamente, foi entre os presidenciáveis aquilo que está disparado entre os que mais geram engajamento. Lula, em segundo lugar, na metade do engajamento que Flávio conseguiu. E o Zema, de um mês e pouco para cá, subiu muito. A curva dele é muito ascendente, já quase colando no Lula. Enquanto isso, o Ronaldo Caiado tem um crescimento lento.
e sustentado ali, mas muito abaixo dos outros, um décimo do engajamento de Lula e um vigésimo do engajamento de Flávio Bolsonaro e bastante atrás do Romeu Zema também, então nesse sentido de engajamento o Zema está conseguindo conquistar alguma coisa, mas vamos ver aí eu também concordo com vocês, eu acho que é difícil
imaginar que esse perfil possa virar alguma coisa no cenário que a gente tem hoje, pensando nas seguras que estão colocadas na disputa hoje. E até reforçando o ponto que você colocou, Caio, de que a partir do processo eleitoral também vai se ter uma maior visibilidade das questões que envolvem Flávio Bolsonaro e ele vai passar a ser vidraça também.
das questões problemáticas que estão ao redor dele, inclusive o Banco Master, que a gente teve novidades hoje com a delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, já começou a surgir algumas questões que estão começando a influenciar.
esse cenário público com o envolvimento, por exemplo, do presidente do PP e senador Ciro Nogueira. Então, tem essa questão... Era cotado para vice, né? Exatamente, que era o sonho dele. Ele, inclusive, trabalhou muito para isso, para ser o vice.
do nome de Bolsonaro, porque antes era, inclusive antes de se ter definido quem seria o nome da família Bolsonaro, o nome indicado por Bolsonaro para vice, mas uma das coisas que a Quest fortaleceu é justamente essa possibilidade de rejeição a Flávio. Porque, até mesmo surpreendendo, porque ele não é o governo,
ele tem índices de rejeição em todos esses 10 estados pesquisados piores do que o de Lula. Lula, em vários estados, ele tem índices muito altos, índices muito próximos ao de Flávio Bolsonaro. E a gente tem, por exemplo, no Paraná, um índice de rejeição de 68.
que é bem próximo ao pior índice de rejeição de Flávio, que é em Pernambuco, de 63%, mas Lula, nos estados do Nordeste, o índice de rejeição dele é na faixa de 30%, 30 e poucos por cento. Isso inverte Flávio Bolsonaro, chega a 60% e no estado onde ele é menos rejeitado é 42%, já é alto.
já parte de um índice de rejeição muito alto. Com essa alavancagem que há no processo eleitoral, com essa exposição maior, a tendência é de que essa rejeição se amplie ainda mais, dependendo do Senado, e aí é o espaço onde Caiado realmente pode entrar, como esse nome da direita e com esse posicionamento que ele já vem tendo, não só crítico a Lula, mas também...
de dar aquelas estocadas, de dar aquela cutucada e fazer a comparação entre ele e Flávio Bolsonaro. É isso, desafios aqui e caminhos também para essa pré-campanha de Ronaldo Caiado à presidência da República. Assim a gente encerra esse primeiro bloco do Giro 360.
São 8h13, não deu quórum, eu deixo de abrir a sessão, sessão encerrada.
7, 8. Ai meu Deus. Libera o link, viu? Está liberando o link. Está usando de arte de manhã para não pegar o CCJ. Porque desde o cartazqueiro, eu tento entrar no CCJ. Não estão, não sei. E com esse eu não consigo. O senhor podia anotar isso aí? Então, deixa eu registrar isso em ata. Registrar em ata que nós não estamos... Se liberou por videoconferência que permita escolher a letra. Agora, se não liberou, então...
A sessão não pode ir lá. Da minha parte não deu fogo. Não posso fazer só. Pede ali a comunicação que tentaram entrar. Não mandou um link, aí o pessoal tá tentando entrar. Olha que horário o pessoal que deu.
Pois é, Caio, Júlio, você que nos ouve, teve esse encerramento nessa semana de uma sessão, uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara de Goiânia. E aí nós temos de contextualizar duas coisas aqui, Caio, antes de analisar. Primeiro eu vou contextualizar o literal, que a gente ouviu aí, primeiro com gravação oficial, digamos assim, durante uma oficialização de não haver a sessão, não haver a reunião da CCJ.
Quem disse ali que por falta de coro nem abriria a reunião era o vereador William Veloso, do PR, que estava substituindo o presidente da comissão, o Luan Alves, do MDB, o Luan que estava em viagem à Europa, pela Câmara. E aí o que a gente ouve na sequência, Júlio, o tapa na mesa, a autoria do tapa na mesa, é do vereador Pedro Azulão Júnior.
que diz o presidente encerrar a sessão, né? E aí na sequência a gente ouve um pouco mais ao fundo, mas está bem audível, né? A vereadora Daniela da Gilca dizendo que aquilo é uma artimanha, que o Olívio Veloso estava usando artimanhas para não realizar aquela reunião da CCJ. E aí na sequência a gente continua ouvindo os dois, né? Pedro Azulão Jr. e Daniela da Gilca, a Rose Cruvinel do União Brasil também.
critica essa coisa de não haver a liberação para que os vereadores participassem de forma remota e depois o William Veloso também diz que da parte dele não deu quórum e que ele não podia fazer nada. Tentei aqui então, para quem só ouviu esse...
trecho do vídeo, né, que vazou depois do fim daquela reunião, pra quem só ouviu aqui no podcast, tem que contextualizar quem tava falando o quê. Agora, Caio, você contextualiza a crise entre o Paço Municipal e a Câmara Municipal, que tem esse capítulo da crise, né, entre a gestão de Sandro Mabel e o Legislativo, foi ilustrado nesse momento, né, no momento em que a CCJ não deu coro de um jeito polêmico.
Pois é, Rubens, tentar contextualizar o mais rápido possível aqui. Falamos no ano passado muito de uma crise entre Câmara e Paço Municipal, de uma crise muito ampla, uma crise que estava lastrada pela base. O Mabel, nesse momento, em maio de 2026, contornou boa parte dessa crise. Hoje é possível até dizer que ele tem uma base mais estável, capaz de votar projetos. Bem consolidada mesmo, sim.
Agora o problema é outro. O problema é que os projetos sejam justamente votados. O passo está com uma trava num ponto muito importante. É isso. É o foco. A crise está em focos. Mas é a consequência da crise nos seus pontos mais altos que foi o início da gestão. Quando não houve, por exemplo, uma força do passo para conseguir eleger, por exemplo, os presidentes de comissão.
Isso, exatamente. É uma consequência mesmo. Mas hoje é perceptível que as oposições, quem são os vereadores que estão atuando mais fortemente contra o passo, estão localizados. Não são muitos nomes, mas são nomes que estão em locais muito importantes, em locais que vão dar muita dor de cabeça para o passo.
E o principal deles é Luan Alves, vereador do MDB, filho do deputado estadual Clécio Alves, um dos maiores desafetos de Mabel no momento, que entrou para a oposição oficialmente a partir do início desse ano e basicamente está travando todos os projetos de interesse do passo.
eu digo todos mesmo, considerando os ritos desse ano, acho que dá para dizer isso tranquilamente, lá na CCJ, que é a comissão mais importante da casa, onde começam a tramitar quase todos os projetos de relevância que chegam, eles vão para a CCJ e eles estão ficando parados lá.
E aí, o que a gente tem no momento é uma situação bastante complexa nos bastidores, a prefeitura tentando destravar a aprovação de projetos. Na semana passada, conseguiu destravar um deles, que é o PAFUS, que é um programa que prevê repasse.
da prefeitura diretamente para as unidades de saúde, para a elaboração de pequenas reformas, pequenas intervenções para poder destravar melhorias de maneira mais rápida nessas unidades de saúde. Esse projeto só foi destravado porque Luan estava fazendo uma viagem para o exterior e aí, esse áudio que a gente ouviu é de uma segunda sessão
no qual William Veloso substituía Luan, que estava em viagem ainda, e aí ele fez o que fez, não abriu a sessão por falta de quórum, com alguns vereadores ali tentando entrar remotamente, sem conseguir acessar o link. Então ficou essa polêmica, se tinha ou não ali de fato o quórum, por conta dessa situação de vereadores que estavam postos para participar da...
da reunião e não conseguiram. E o que a gente está tendo no momento é justamente o passo partindo para cima. Eles estão com uma estratégia já, digamos, que seria a de levar essa situação ao limite, que é de pedir o avocamento de projetos que estão no CCJ. Avocamento nada mais é do que o presidente da casa, no caso, quem está sentado nessa cadeira é Romário Policarpo.
Na verdade, não está sentado na cadeira, porque está viajando. É verdade, ele começou a viajar. Ele começou a viajar. Ele iniciou uma viagem, mais uma viagem para a Europa dos vereadores. Romário Policarpo está nessa viagem e quem está nesse momento comandando a casa é o vice-presidente Anselmo Pereira. Mas só até amanhã.
porque ele vira prefeito de Goiânia ele vai virar prefeito de Goiânia porque o prefeito Sando Mabel está iniciando uma viagem para Nova York no sábado ele vai participar de um evento a convite da Confederação Nacional da Indústria e a vice-prefeita Cláudia Lira do Avante ela é pré-candidata a deputada federal não tem tanta certeza se vai disputar ou não mas ela está com esse interesse e e
avisou a Câmara que não pode assumir a Prefeitura de Goiânia por conta disso. O Romário, essa viagem veio bastante a calhar, porque ele também não poderia assumir a Prefeitura de Goiânia, porque se o fizesse ele não conseguiria ser candidato a deputado estadual, como ele pretende ser, e daí a Prefeitura vai para Anselmo Pereira, o primeiro vice-presidente da Câmara de Goiânia, decano da casa, ele vai ser prefeito de Goiânia.
E possivelmente por duas vezes, porque no final do mês de maio, Mabel volta a viajar, vai participar da Ficomex, esse evento que a CIEG organiza em Portugal. O Romário vai ter que arrumar um jeito de viajar ou de fazer igual a Cláudia Lira fez, de dizer que não pode assumir.
E aí o Anselmo volta a ser prefeito de Goiânia. Esse é um parênteses, mas a situação é essa, né? Cabe ao presidente da casa avocar os projetos, mas é uma situação que pressiona muito os vereadores, pressiona muito Luana Alves, é uma situação que está colocada no ar aí. O Gabriel Neves mostra no Jornal Popular de hoje que...
existe um requerimento com 23 assinaturas de um total de 37 vereadores, ou seja, uma quantidade expressiva que mostra o que eu acabei de falar, que o prefeito hoje conta com uma base na Câmara, justamente para forçar a vocação desses projetos aí, de alguns projetos, um que regulamenta os benefícios eventuais.
tem um outro que regulamenta o programa meio uniforme, todos esses estão parados lá na CCJ, e aí é o seguinte, só para contextualizar mais um pouquinho, é complexo, o regimento interno da Câmara prevê que se um projeto ficar 10 dias úteis na CCJ e não for votado, o presidente pode avocar, então o passo, está preparando requerimentos para avocar todos os projetos que ficarem parados e chegarem a esse prazo de 10 dias úteis.
sem votação na Câmara, porque o entendimento, eu até publiquei na coluna Giro no fim de semana, é o de que se não há diálogo com o Luan, eles vão usar o regimento sempre que possível, e na prática o que está acontecendo é outra coisa. Esses pedidos de avocamento estão...
servindo basicamente como um instrumento de pressão muito forte sobre Luan Alves. E aí está entrando aí uma turma, os bombeiros estão entrando em cena para tentar mostrar tanto para o Passo quanto para o Luan que o melhor seria chegar a um acordo. No caso do Luan é porque se o Passo, como as assinaturas mostram, tem força para poder garantir que esses projetos sejam retirados da CCJ,
eles vão mostrar na prática que a cadeira do Luan Alves como presidente não vale de nada, que ele não tem força, que ele perdeu o comando da comissão. Por outro lado, se o Luan insistir e dobrar a aposta de não deixar tramitar nada, toda vez tem que recorrer ao presidente da Câmara, Romário Policarpo, pedir avocamento de projetos. Isso também é muito pesado para o passo. E vamos lembrar que...
O Luan Alves tem pelo menos mais sete meses à frente da CCJ, porque vai ser no fim desse bienio, no fim do ano, que termina o primeiro bienio da Câmara, que vai ter uma eleição da presidência da Câmara e também, obviamente, em decorrência disso, a escolha das comissões, das novas comissões.
Exatamente. E o detalhe inusitado disso, Caio, que esses pedidos de avocamento podem parar, então, na mesa de Isaías Ribeiro, que é o segundo vice-presidente da casa e, nesse caso, nesse cenário todo que você desenhou aí...
com Anselmo Pereira assumindo a prefeitura de Goiânia, e Isaías assume a presidência da Câmara Municipal de Goiânia. Mas o inusitado e o recorrente nessas relações nos legislativos, e que a gente tem visto com muita clareza e com muita força na Câmara de Goiânia,
é essa negociação no varejo. O Passo está tentando, e desde o ano passado, Mabel tem criado instrumentos, junto nesse diálogo com o Legislativo, para tentar diminuir...
essa negociação no varejinho com cada vereador e fez instrumentos como o programa de pequenas obras que vai beneficiar todos os vereadores. Então, são obras no atacado, são coisas que são mais amplas do que essa pequena negociaçãozinha que ele está fazendo no dia a dia. Mas...
No caminho que está sendo traçado, alguns estão querendo que esse varejinho volte a ser mais intenso. E aí é que alguns vereadores de oposição vão mostrar até onde vão ou não, nesse caso, nessa relação com o passo, com o prefeito de São Domabel. É isso. E assim a gente encerra este segundo bloco do Giro 360 para, como disse o Caio, quem sabe agora acionar os bombeiros.
E aí, viu essa? Quando aqui em Goiás, o senhor está sendo a Joyce Halciman, do PL. É isso, está sendo a Joyce Halciman. Cala a boca, porque quando o senhor falou, eu fiquei calado, moleque. Cala a boca, desgraça!
Eu não sou aquelas mulheres que você ataca aqui e fica quieta, não. Vem cá você, palhaço! Está encerrada a presença de sessão convocando outra. Ordinário, está encerrada a presença de sessão. Está no chavado, rapaz! Aqui, aqui, aqui! Vai saber quem é você, é o homem! Não, não! Sobe aqui, não! Sobe aqui, moleque! Sobe aqui, moleque! Sobe aqui, palhaço!
Sobe aqui, você não cuenta, você apela, você é palhaço. Sobe aqui, palhaço. Sobe aqui, vamos ver quem vai sobreviver. Vamos ver quem vai sobreviver, quem se vende ou quem não se vende. Deixa eu falar.
Não, Moche! Soldadinho de chumbo! Ninguém ouve! Você é o meu mercenário, Moche! Você se meneu com filé liso, caiadinho! Quem? Você é o cara desprezija! Deixa eu por a mão do seu... Não ia ser o lindo! Não ia ser o lindo! Amanhã você não ia morrer! Vagabundo, safado! E, nesse mês, eu vou falar que você está calado!
É isso, Caio, Júlio, mais uma briga, um bate-boca, para dizer o mínimo, entre deputados estaduais lá na Assembleia Legislativa, sessão ordinária dessa quinta-feira, dia 7 de maio, dia que a gente está gravando aqui o podcast. A reação da moça, que a gente não sabe quem é, ao fundo do vídeo, nessa última troca de ameaças, enfim, a reação da moça é bem literal, né, Júlio?
Falou, ixi, porque realmente naquele momento a briga tomou uma proporção diferente quando o Major Arouge fala isso. Encosta a mão em mim que amanhã você amanhece morto.
É, realmente a proporção é muito além do que a gente já viu lá. Por isso a gente até citou o episódio do arremesso do tablet, né? São momentos que marcam mesmo, porque eu e você estávamos lá presencialmente nesse episódio, né, Rubens? E quando a Assembleia...
nos últimos anos, realmente criou-se um clima muito ruim e muito desgastante, até degradante para a casa, nessas brigas e desse falatório, dessas ameaças. Mas esses episódios mais conturbados, eles são...
esporádicos, eles não são recorrentes. O recorrente é esse bate-boca que a gente está acostumado de tribuna, que tem repetido mesmo esse fervor e essa polarização que a gente tem visto na vida política brasileira.
está cada vez mais intenso com esquerda de um lado, direita do outro. Outro fato inusitado desse episódio é justamente esse, que envolve dois nomes do PL, dois nomes que são de direita e que iniciaram.
Uma briga política que virou particular e virou pessoal por questões que envolvem dois deputados de temperamento muito difícil e envolvidos sempre... Para dizer o mínimo, né? Sim, envolvidos sempre nesse tipo de coisa, sempre nesse tipo de confusão. Mas aí a gente volta, né, Rubens? A gente já falou disso daqui no ano passado, é uma nova confusão e o Conselho de Ética da Casa não atua e não...
pune ninguém. A gente cobriu isso daqui, você deu notícia disso pra gente, do último episódio, a gente não teve andamento nenhum. Zero, nenhum andamento. Chegou a ter a apresentação de representações dos dois lados, tanto de Amaury Ribeiro quanto de Bia de Lima. Então eram duas representações se acusando. As representações passaram pela corrigidoria, primeiro pela presidência, depois a corrigidoria, voltou pra presidência e foi encaminhado ao Conselho de Ética, presidido pelo deputado Charles Bento. E...
nunca mais teve qualquer andamento. O regimento da Assembleia prevê os ritos que o Conselho de Ética deve seguir, tem prazos inclusive para recursos, para tudo mais, e nada foi aberto em nenhum momento. Os deputados, inclusive, nem foram ouvidos pelo presidente do Conselho de Ética. Por que a gente está falando disso? A briga agora não é envolvendo a deputada Bia de Lima, não é uma briga de direita e esquerda, não é aquilo. Nem com o deputado Mauro Rubem. É entre a Mauri Ribeiro e Major Araújo.
Com isso que o Júlio citou, virou uma questão pessoal entre eles. E com o status de casa de polícia. Mas a gente está citando esse caso anterior para dizer que a casa não reagiu em outras brigas como essa. E aí é interessante, o Amaury Ribeiro, que sempre foi acionado no Conselho de Etch, agora está dizendo, nessa quinta-feira, que vai acionar o Major Araújo, porque tem ali, inclusive, uma ameaça de morte. Isso, exatamente, a casa de polícia agora.
E aí, o interessante é que acho que é legal a gente dizer o que aconteceu. Essa história começou porque o Amaury Ribeiro, que acaba de se filiar ao PL, eu não diria nem que foi um discurso, foi um comentário rápido que o Amaury fez.
falando do Wilder Moraes, do senador, presidente do PL, presidente do partido do qual ele está afiliado, reclamando que o Wilder, como de fato não fez, não participou da votação, da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
O Wilder não participou dessa votação, não votou, e até depois gravou um vídeo, dando a entender que teria participado, querendo ali colher os louros dessa história. Comemorando no plenário. Comemorando no plenário, mas de fato não votou. E isso irritou o Major Araújo, a briga começou ontem, na verdade, o Amauri estava...
Ontem que eu falo, é quarta-feira, a gente está gravando aqui na quinta, o Amauri estava remotamente participando da sessão e disse que iria participar da sessão hoje, de quinta, para enfrentá-lo frente a frente. O major queria ter reagido a essa fala, não foi um discurso do Amauri em relação ao ir, da votação do Messias, foi na quinta-feira anterior. E aí na próxima sessão ordinária, que foi terça-feira, o major Araújo disse que tinha a intenção de usar a tribuna para...
criticar, para ir para cima, como se diz, do Amaury. Mas o Amaury já não estava presente. Ele já estava também participando de forma remota. Ele não estava presente na terça-feira. Na terça-feira ainda não tem participação remota. Estou falando ainda, porque eu acho que ao longo do ano pode ser que tenha remota também na terça-feira. Existe até uma brecha na regulamentação. Se quiser, o presidente pode. Mas enfim, terça-feira presencial, o Amaury não estava lá, o Major Araújo achou melhor não...
falar do Amaury quando ele não estava presente. E aí na quarta-feira o Amaury não estava presente fisicamente, mas estava remotamente, que é o que você está dizendo. E aí o Major Arrujo foi para a tribuna mesmo com o Amaury remoto. E aí o Amaury, lá de Goiandira, ele fala, ele fala, estou aqui em Goiandira, mas estou voltando para Goiânia, porque amanhã a gente vai fazer esse debate. E aí eu brinquei, muita gente brincou, quem estava acompanhando a sessão de quarta-feira, está marcado o duelo. E o duelo aconteceu, quase foi para vias de fato.
E aí é interessante que o Amaury começa o discurso, porque quem falou primeiro, na verdade, a gente não ouviu aqui, mas quem falou primeiro na sessão dessa quinta foi o Amaury. Aí ele fala, olha, eu tinha um compromisso com o Wilder agora, eu estaria com ele, não estou porque eu vim aqui.
E aí é curioso, ele tenta dizer que está próximo ao Wilder, apesar da crítica que fez. E o pano de fundo para tudo isso, na verdade, é uma outra história que também já foi dita aqui em episódios recentes.
Essa briga está acontecendo também porque a Mauri, de fato, não é bem-vindo no PL. A gente comentou que existia uma resistência de deputados estaduais da bancada estadual do PL por conta daquela composição aí, quando você vai formar chapas.
muita gente tem medo daqueles que podem ser mais votados, tinha toda uma questão, eles tinham as contas deles lá, não queriam a maioria, a Mauri se filiou, então tem um pano de fundo muito calcado na política mesmo, por conta dessa briga que eles estão tendo.
E só reflete esse PL completamente rachado, esse PL sem rumo, com um lado governista e o outro lado mais bolsonarista, mais vinculado ao Hilder Moraes e a uma candidatura própria. Então é só reflexo mesmo, é só mais um item desse problema todo que o partido vive desde o ano passado.
Lembrando do racha já anterior, caiu entre Wilder e Gaia. A gente já falou muito disso aqui, Gaia defendia uma aliança com o governo para ocupar a vaga de vice junto de Gracinha Caiado, Wilder defendeu a candidatura própria, venceu internamente no partido, conseguiu ser lançado pré-candidato e a relação dos dois ainda está nesse processo de tentativas de reaproximação. Não é o mesmo racha, não é a mesma divisão, mas é mais uma divisão dentro do partido. É o racha governista contra o... Sim.
A candidatura do Hilder. O motivo é o mesmo, mas talvez as relações não sejam as mesmas. Mas é mais um indício de dificuldades que o partido tem para entrar numa eleição. Isso aí. O Major Arruz basicamente acusa o Amaury de ainda ser governista, porque ele estava na base. De ter se vendido por ter aceitado cargos e tal, e de continuar.
se vendendo porque está trabalhando contra o PL dentro do PL. E aí ele diz isso, falar mal do Wilder aqui na Assembleia é ajudar o Daniel Villela. Isso, e o Amaury nega, diz que está com o Wilder, que entregou os cargos e tudo mais. Essa é a situação.
É isso. Vamos esperar, né, Júlio? E aguardemos que o Conselho de Ética atue dessa vez. É isso que eu ia falar. Não vai, né? Não vai, não acredito nisso, só vendo. Eu vi a mobilização que o Bruno Peixoto costuma fazer, né, Júlio? Ele, sabendo do duelo marcado, ele foi presidir.
presencialmente uma sessão de quinta-feira, o que não acontece sempre. Muitas vezes ele não preside. Ontem mesmo, na quarta-feira, ele não estava lá. Mas hoje ele foi presidir e um discurso, me parece que, posicionado, colocado, entre o Amaury Ribeiro, que foi o primeiro do pequeno expediente, e a resposta do major Araújo, que acabou encerrando a sessão pela briga, no meio dos dois tinha um discurso lá do Isiquinã falando da devolução do dó décimo de 550 milhões, jogando confete nas coisas da própria casa.
Aquela tentativa do Bruno de não fazer com que aquilo virasse uma briga e coloca um discurso no meio para ver se os ânimos dão uma acalmada entre um discurso e outro, isso não dá certo. A resposta, na prática, nunca veio. E é difícil acreditar que vai acontecer. Pelo perfil do presidente, até, eu imagino, Júlio, ele tem dificuldade de criar conflitos. Quer estar bem com todo mundo. Quer estar bem com todo mundo.
E aí avançar com o processo de conselho de ética, punir alguém, me parece que ele tem dificuldade para isso. Agora, foi conveniente, em uma quinta-feira, com essa confusão toda, a sessão durou 30 minutos e alguns segundos. Então, assim, o próprio Bruno pôde cuidar das coisas dele, que ele está com o modo campanha aí, ligado no 12, está fazendo muita campanha mesmo. Uma hora dessa já está no interior, inclusive. Já, já, há muito tempo.
É isso. Obrigado a você que esteve conosco até aqui no Giro 360, o podcast de política do Jornal Popular em parceria com a Rádio CBN Goiânia. Júlio Lacerda, pacificamente, fica assim. Até semana que vem. Suave, tranquilo. Até semana que vem, Rubens. Até semana que vem, Caio. A gente aguarda que, tranquilo, tá? A gente não vai causar nenhuma confusão na sua vida.
Tchau, Caio. Até. Tchau, Rubens. Tchau, Júlio. Até semana que vem, sem nenhuma confusão, sem nenhuma briga. Tamo aí. É isso. Grande abraço a você. A gente volta semana que vem com mais Giro 360. Giro 360.