172. Dylan Redwine - O Menino que Viu Muito
>> Quer desbloquear episódios EXTRAS?
Então, acesse a nossa outra página aqui no Spotify: Fábrica de Crimes Horas Extras
Ou você também pode apoiar e entrar no nosso grupo secreto do Telegram pelo Apoia.se, clicando aqui.
Se quiser apoiar pela Orelo, clique aqui.
>> O que você faria se encontrasse fotos contrangedoras de um parente seu?
Dylan Redwine era um menino de 13 anos que pagou um preço muito alto por ter visto fotos comprometedoras de uma pessoa que deveria protegê-lo.
Te contamos tudo neste episódio!
>> E a INSIDER continua por aqui apoiando o FC!
Operário(a), corre para aproveitar a Campanha 7/7 da Insider usando o nosso cupom FABRICADECRIMES - tudo junto ;)
De 1/7 até 6/7, a cada dia, um best seller masculino e um best seller feminino entram em destaque com condição especial. E no último dia dessa dinâmica, o tão aguardado 7/7, TODOS esses best sellers entram em promoção ao mesmo tempo!
Então pode usar o nosso cupom FABRICADECRIMES, na hora de boletar as roupas no carrinho ou você pode comprar diretamente nesse link: https://creators.insiderstore.com.br/FABRICADECRIMES
>> Quer aparecer em um episódio do Fabrica? É muito fácil!
Basta mandar uma mensagem de voz por direct no Instagram @podcastfabricadecrimes nós só publicaremos com a sua autorização. Vamos AMAR ter você por aqui :)
Hosts: Rob e Mari
Editor: Victor Assis
Aviso: O Fábrica aborda casos reais de crimes, contendo temas sensíveis para algumas pessoas. O conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e é baseado em fontes públicas, respeitando a memória das vítimas e de seus familiares. As eventuais opiniões expressas no podcast são de responsabilidade exclusiva das hosts e não refletem necessariamente o posicionamento de instituições, veículos ou entidades mencionadas. Caso você tenha alguma objeção a alguma informação contida nesse episódio, entre em contato com: contato@fabricadecrimes.com.br
Fontes:
9NEWS. Reportagem detalhando os desdobramentos e o andamento do julgamento do Mark Redwine no Colorado. disponível aqui.
THE DURANGO HERALD. Cobertura jornalística do dia em que o filho mais velho, o Cory Redwine, e a primeira ex-esposa, a Betsy Horvath, testemunharam no tribunal contra o Mark Redwine. disponível aqui.
ABC NEWS. Matéria detalhando os bastidores sombrios revelados pelas autoridades quando o pai foi formalmente indiciado pelo homicídio do Dylan Redwine. disponível aqui.
CBS NEWS COLORADO. Cobertura completa das primeiras semanas do julgamento por assassinato movido contra o Mark Redwine. disponível aqui.
MEDIUM. Artigo de análise independente focado na reconstrução dos fatos e na trágica linha do tempo que envolveu o Dylan Redwine. disponível aqui.
PEOPLE. Reportagem focada na motivação por trás do crime, detalhando como o Mark Redwine tirou a vida do filho após o Dylan Redwine ter confrontado o pai sobre as fotos comprometedoras. disponível aqui.
CBS NEWS COLORADO. Matéria detalhando a leitura da sentença final que condenou o Mark Redwine à pena máxima de 48 anos de prisão em regime fechado. disponível aqui.
ABC NEWS. Entrevista inicial de grande repercussão onde a Elaine Hall expressa suas primeiras e reais suspeitas contra o ex-marido logo após o sumiço do garoto. disponível aqui.
COLORADO JUDICIAL BRANCH. Documentos oficiais e registros criminais do processo do Estado do Colorado contra o Mark Alen Redwine no Tribunal do Distrito do Condado de La Plata. disponível aqui.
THE DR. PHIL SHOW. Arquivo oficial do programa de televisão que exibiu a acalorada entrevista de duas partes e o confronto direto entre a Elaine Hall e o Mark Redwine. disponível aqui.
THE DENVER POST. Cobertura jornalística estadual detalhando o avanço das investigações forenses e a análise antropológica do crânio do Dylan Redwine. disponível aqui.
Mari
Rob
Tarsila
Victor Assis
- Julgamento de Karen Page e Matt MurdockAcusação de homicídio em segundo grau · Teoria da promotoria · Teoria da defesa · Veredito do júri · Condenação
- Caso Bernardo BoldriniDylan Redwine · Mark Redwine · Elaine Hall · Cory Redwine · Fotos comprometedoras · Separação dos pais · Desaparecimento e investigação · Julgamento e condenação
- Investigacao Fabio Luis da SilvaMarcas de sangue com luminol · Cães farejadores · Cheiro de cadáver em pertences e caminhonete
- A investigação e descoberta dos corposLocalização em mata fechada · Ossadas e pertences de Dylan · Confirmação de identidade · Fraturas no crânio
- Desaparecimento de AnaVisita obrigatória de Ação de Graças · Últimas mensagens de Dylan · Celular perde conexão · Buscas iniciais
- A magia da fotografiaComputador do pai · Fotos de Mark Redwine · Reação de Dylan e Cory
- Briga entre Malévola e Jojo TodynhoConfronto verbal · Mensagens trocadas · Perda de respeito
- Diferenças de personalidadeCarismático e enérgico · Sociável e leal · Opiniões fortes e sinceridade · Não tolerava falsidade · Não se intimidava fácil
- Desafios na Criação de AdolescentesDificuldades da adolescência · Impacto da separação familiar
- Cory Redwine· SociedadePrimeiro casamento de Mark Redwine · Relacionamento de Mark e Elaine · Disputa pela guarda dos filhos
E fiel ao jeito dele de não aceitar falsidade e nem se intimidar diante de autoridades, o Dylan definitivamente não ia ficar quieto sobre o que ele tinha acabado de ver. Olá, Operários! Sejam bem-vindos de volta ao Fábrica de Crimes. Eu sou a Robi.
E eu sou a Mari.
E o caso de hoje me fez pensar muito sobre como é a vida de um adolescente que tem pais separados. Essa não foi a minha realidade, então eu apenas consigo imaginar como deve ser difícil para eles.
É, eu, Mari, já vivi essa situação. No meu caso, foi bastante tranquilo, eu tinha 5 ou 6 anos, né, então acabou que para mim não foi traumático, mas eu sei que para muita gente é um momento bastante difícil.
Sim, e o episódio de hoje é sobre um adolescente que viu os pais se separando Depois de anos de brigas e discussões intensas, a convivência entre eles tinha se tornado insustentável. Então, com a separação, ele poderia finalmente ter um pouco de paz.
Mas pra essa história ter virado um episódio nosso é porque não terminou bem, né?
Sim. Mas antes de começar o caso, claro, vamos ouvir a mensagem de hoje, que é da operária Tarsila.
Olá, meninas. Eu queria dizer que eu amo o trabalho de vocês. Dá para ver que vocês se dedicam bastante nas pesquisas e que respeitam as vítimas e suas histórias. Por mim, os episódios seriam mais vezes por mês, mas duas vezes já tá ótimo. Só de ouvir vocês já é excelente, então continuem nesse trabalho lindo que vocês fazem.
Um beijão!
Muito obrigada pela sua mensagem, gente. Amo quando vocês pedem mais episódios, porque é sinal de que a gente tá fazendo alguma coisa certa, né? E o nosso plano é sempre que possível trazer o Hora do Break também, que são os nossos episódios rapidinhos e extras de 15 minutos.
É, e sempre é bom avisar que os Operários Apoiadores têm, até a data de hoje pelo menos, mais de 55 episódios extras e esse número só aumenta. Então fica aí a dica para quem quiser maratonar o Fábrica. E um beijo para você, Tarsila.
E Rob, já que você falou em dica, eu vou dar uma dica também aqui para os Operários. Esse episódio tá indo ao ar no dia 1º de julho, pois todos os dias dessa semana, ou seja, do dia 1º ao dia 7 de julho, a Insider tá com uma promoção do set. A cada dia, um bestseller masculino e um bestseller feminino entram em destaque com uma condição especial.
E no último dia dessa dinâmica, o tão aguardado 7 de julho, todos esses bestsellers entram em promoção. Ah, mas quais peças são as best sellers mais babadeiras? Você me pergunta. Pois na minha humilde opinião, o título de peça mais coringa é a Daily T-Shirt, que como o próprio nome diz, é pro dia a dia mesmo.
É, a Daily T-Shirt é aquele básico bem arrumado, sabe? Ela vai com tudo, é feita de tecido exclusivo Dyeon, que é super levinho, desamassa no próprio corpo, e tem nas versões masculina e feminina, mas claro, você escolhe o caimento que preferir.
E pra aproveitar ainda mais a campanha 7 do 7, é só usar o nosso cupom FABRICADECRIMES, tudo junto, no final da sua compra e conseguir ainda mais desconto. E pra facilitar a vida de vocês e a nossa, a gente deixou o link já com cupom inserido aqui na descrição do episódio. Corre pra aproveitar!
Isso aí, boas compras!
E no episódio de hoje, Dylan Redwine, ou o menino que viu muito. MUSIC. Então vamos lá. Eu mencionei a separação dos pais do Dylan no início do episódio, mas para entender o caso de hoje, a gente tem que explicar quem ele era E como era a vida antes da separação dos pais? Dylan Nicholas Redwine nasceu em 6 de fevereiro de 99, e na época desse caso, em 2012, ele tinha 13 anos. Quem convivia com Dylan sempre falava dele da mesma forma: ele era um garoto carismático e cheio de energia.
Ele era super sociável, fazia amizade com facilidade e tinha uma personalidade marcante. Ao mesmo tempo em que ele era carinhoso, leal e muito ligado às pessoas que ele amava, o Dylan também tinha opiniões fortes. E não era do tipo de pessoa que escondia o que ele sentia só pra evitar uma briga. Se alguma coisa incomodava ele, ele deixava isso muito claro. E com 13 anos, a vida dele girava em torno das coisas típicas da adolescência: videogame, mensagens de texto trocadas entre os amigos até tarde da noite, e a expectativa pelos próximos encontros ali com o pessoal da escola.
Ele valorizava muito os laços que ele criava e via nos amigos uma extensão da própria família. Mas tinha um traço da personalidade do Dylan que eu achei muito interessante, principalmente para uma adolescente de apenas 13 anos. O Dylan não tolerava falsidade e não se intimidava fácil diante de figuras de autoridade. Ele tinha o hábito de enfrentar situações que ele considerava injustas e falava o que pensava com uma sinceridade que às vezes deixava quem estava perto dele meio desconfortável.
Mas pra quem amava ele, isso era visto como sendo muito corajoso, né? Enquanto pra outras pessoas era uma coisa meio peculiar. Esse jeito extrovertido e determinado dele também aparecia na escola. Durante anos, o Dylan estudou em Bayfield. No Estudó Aéreo do Colorado, nos Estados Unidos, e acabou ficando conhecido entre os colegas e professores. Ele era o tipo de aluno que todo mundo sabia quem era e que os amigos faziam questão de ter por perto.
Na escola, ele participava de esportes e acompanhava com muito entusiasmo as mudanças da adolescência. Foi ali que ele começou a viver suas primeiras experiências românticas. E ele namorava uma menina chamada Christian Braid. Eles eram colegas, né, de turma na Bayfield, e tinham aquele relacionamento de namoradinhos de colégio, era bem fofo. Dentro de casa, o Dylan tinha como principal companhia o irmão mais velho, que se chamava Cory Redwine, que nasceu em 96.
Então ele era 3 anos mais velho que o Dylan. E na época do caso tinha 16 anos. A relação do Corey e do Dylan era marcada por uma cumplicidade muito grande. Eles eram melhores amigos e o Corey assumia naturalmente o papel de proteção em relação ao Dylan, principalmente conforme o ambiente familiar deles ia ficando mais instável. E é justamente disso que a gente vai falar agora. Em muitos momentos, os irmãos Corey e Dylan encontravam um no outro o apoio e a segurança que eles não conseguiam ter na rotina dentro de casa.
E falando da casa deles, eles eram filhos de Elaine Hall e Mark Allen Redwine. A mãe deles, a Elaine, nasceu em 1960 e se esforçava ao máximo para manter a vida dos filhos do mais normal possível. Mesmo com o desgaste crescente do casamento dela. E quem convivia com ela dizia que ela era uma mãe muito atenta e totalmente dedicada. E o seu maior objetivo era manter o Cory e o Dylan longe da briga dos adultos. Enquanto ela tentava reconstruir o equilíbrio dentro de casa, ela também colocava toda energia em garantir que os filhos tivessem uma infância estável, né, mesmo com as tensões dentro de casa.
E essa força vinha em parte dos valores que ela recebeu na própria criação. Os pais da Elaine, né, os avós maternos do Dylan, faziam parte de uma família tradicional e muito unida do Colorado. Eles funcionavam muito como uma rede de apoio nos momentos mais difíceis. E a casa deles era praticamente um refúgio pra Elaine, pro Corey e pro Dylan. Era um espaço de acolhimento, de estabilidade, muito diferente do clima que era a casa deles.
Do outro lado dessa dinâmica tava o pai, o Mark. Nascido em 24 de agosto de 61, o Mark trabalhava como caminhoneiro de longa distância, que era uma profissão bastante solitária e que deixava ele semanas fora de casa. Ele ficava cruzando os diferentes estados pelas rodovias, e os relatos dizem que por causa desse isolamento constante, o temperamento dele foi foi ficando cada vez mais rígido e difícil de lidar. Antes mesmo dele se relacionar com a Elaine, o Mark já tinha passado por um primeiro casamento de 6 anos com uma mulher chamada Elizabeth Horvath, conhecida como Betsy.
E essa união foi marcada por muitos conflitos intensos e vários relatos de comportamentos que eram vistos como agressivos e controladores por pessoas que eram próximas a eles. Quando o casamento acabou, logo começou uma disputa judicial pela custódia dos filhos. Durante esse processo do divórcio, a Betsy contou que o Mark mostrava uma agressividade severa sempre que ele era contrariado, e que no auge das discussões ele chegou a dizer que faria qualquer coisa antes de perder o direito de ficar com as crianças.
No fim, a justiça deu a custódia total dos filhos para Betsy, restando ao Mark apenas os direitos de visitação que eram bem limitados. Em alguns períodos até supervisionados. Por isso, os filhos desse primeiro casamento cresceram praticamente afastados do pai, mantendo o mínimo de contato possível com ele ao longo da vida. Essa derrota judicial deixou marcas profundas no Mark. Ele foi alimentando um rancor enorme contra o sistema das varas de família e criando nele ali uma obsessão em nunca mais perder o controle dos filhos num divórcio.
Anos mais tarde, a Betsy e os filhos dela falaram sobre como era o comportamento do Mark. E a Betsy chegou a contar um episódio específico que ficou muito marcado na memória dela. Durante um acampamento em família, num lugar totalmente remoto e isolado, ela sentiu um medo real quando o então marido disse, literalmente, que aquela área montanhosa seria um "bom lugar para se livrar de um corpo".
O que é um comentário muito infeliz de se fazer para mãe dos seus filhos, né? Principalmente considerando que ele já era agressivo. Eu acho que é a única opção para ela não acabar realmente perdendo a vida, era cortar vínculo.
Pois é, depois do fim do primeiro casamento com a Betsy, o Mark tentou reconstruir a vida e buscar uma nova esposa. No final dos anos 80, o Mark conheceu a Elaine, e como a gente sabe, ela era muito ligada à própria família lá na região do Colorado. E o Mark continuava trabalhando como caminhoneiro e passava longos períodos viajando pelas rodovias americanas enquanto a Elaine cuidava da casa. E o relacionamento foi avançando e os dois decidiram se casar, se estabelecendo no Sudowest do Colorado.
E aí logo a família começou a crescer. Em 96 nasceu o Cory e 3 anos depois o Dylan. Nos primeiros anos, a dinâmica familiar parecia funcionar. As viagens frequentes do Mark deixavam ele fora de casa por muito tempo e isso fazia com que a Elaine assumisse grande parte da criação dos filhos, sempre contando com o apoio dos pais dela. Mas com o tempo, os conflitos conjugais foram ficando mais intensos.. E as brigas cada vez mais frequentes desgastaram a relação e transformaram o ambiente da casa num espaço muito tenso.
E aí o processo do divórcio começou a se desenhar de forma definitiva por volta de 2007, quando Corey tinha 11 anos e o Dylan 8. E foi se arrastando pelos anos seguintes em uma disputa muito agressiva pela guarda dos dois. E assim como tinha acontecido no primeiro casamento, O Mark se recusava a aceitar o que ele via ali como sendo uma nova derrota nos tribunais de família, né. Ele transformou essa separação num embate pessoal contra a própria Elaine.
E no meio do caos da disputa, a Elaine conseguiu uma nova oportunidade de trabalho e em 2012 decidiu se mudar com o Cory e com o Dylan pra cidade de Monument, também no Colorado. Um pouco mais de 500 km de Bayfield. E essa mudança foi um golpe duro pro Dylan, porque ele se viu ali obrigado a se afastar da rede de apoio dele, dos amigos de infância e da namoradinha dele, né. O Mark, por outro lado, continuou no sudoeste do estado, se isolando cada vez mais na propriedade dele, que ficava numa área montanhosa na cidade de Valecito.
E a distância física não diminuiu a tensão entre pai e filhos. Pelo contrário, a relação do Mark, principalmente com o Dylan, sofreu um rompimento definitivo por causa de um episódio muito estranho que aconteceu um pouco antes da mudança da família. Durante uma viagem de carro, o Dylan mexeu no computador do pai e acabou encontrando na pasta de arquivos excluídos uma série de fotos perturbadoras, bem perturbadoras. As fotos mostravam Mark vestindo roupas femininas, usando maquiagem, fraldas, e em alguma das fotos ele tava envolvido em atos de coprofagia, que é o consumo de fezes humanas.
Ele mostrou aquilo para o irmão, né, para o Corey, e para garantir que eles teriam ter provas do que eles estavam vendo, os dois usaram os próprios celulares para fotografar a tela do notebook. E a descoberta foi um choque enorme para os dois, né? Para o Dylan, aquilo destruiu de vez a imagem que ele tinha do pai. E fiel ao jeito dele de não aceitar falsidade e nem se intimidar diante de autoridades, o Dylan definitivamente não ia ficar quieto sobre o que ele tinha acabado de ver.
Pouco tempo depois da descoberta, aconteceu uma discussão pesada com o pai. Detalhe que quem tomou a iniciativa de mandar os prints das fotos foi o Corey. Ele confrontou o pai de uma forma bem direta assim sobre o que ele tinha visto. E aí, sabendo que o pai agora tinha consciência de que o segredo dele tinha sido descoberto, O Dylan também passou a enfrentar ele. Mais tarde, as mensagens trocadas entre eles mostraram uma conversa cheia de ressentimento e de muita repulsa.
O Dylan dizia que não sentia mais nenhum respeito pelo pai e que o Mark não tinha a menor moral para cobrar qualquer postura dele, ou muito menos criticar a mãe dele, né? E que por isso ele se recusava a visitar ele. Ele nunca mais queria ver o pai.
É, ter o segredo mais íntimo exposto e usado como uma munição pelo próprio filho de 13 anos deve ter sido um golpe grande, né, no orgulho do Mark. Eu imagino que para um homem de temperamento rígido que não sabia muito bem lidar com a rejeição ou perda de controle, ver a autoridade dele desmoronando diante do caçula gerou um rancor profundo.
É, foi exatamente isso que aconteceu. O problema é que a vergonha rapidamente se transformou numa raiva silenciosa contra o Dylan, e aí azedou de vez o pouco que ainda restava da convivência dos dois. Mas apesar da resistência total do Dylan de visitar o pai e do clima ali hostil, a justiça continuava sendo o terreno onde o Mark tentava exercer o controle. Então, em meados de 2012, O Tribunal de Família do Colorado determinou um cronograma de visitas obrigatórias.
Então, pela decisão do juiz, o Dylan, que tava com 13 anos, teria que passar o feriado de Ação de Graças daquele ano com o pai na propriedade dele, que ficava super isolada lá em Valecito. E a Elaine tentou de todas as formas evitar essa viagem. Além de saber da péssima relação entre o filho e o Mark, A mãe dela, a avó do Dylan, tinha sido recém-diagnosticada com um câncer avançado, o que era mais um motivo pra ele não querer ir e preferir ficar na casa apoiando aí a avó e o resto da família.
Até porque é muito possivelmente aquele seria o último ano dele com a avó. E aí, muito preocupada, a Elaine chegou a consultar a sua advogada pra tentar barrar a ida do filho. Mas a orientação foi clara: aquela era uma ordem do tribunal e não enviar o Dylan seria uma violação da lei que o Mark certamente usaria contra ela no processo de guarda. Então era melhor obedecer. No dia 18 de novembro de 2012, um domingo, o Dylan embarcou num voo que saiu de Denver em direção ao aeroporto de Durango.
O plano dele era passar o menor tempo possível com o pai. Antes mesmo de pousar, ele já tinha combinado por mensagem com os amigos, especialmente um amigo dele de lá, o Ryan Naval, que ia para casa dele para curtir o feriado junto com ele. O Mark buscou o Dylan no aeroporto por volta das 16:45 daquele domingo, e as câmeras de segurança de um Walmart e de uma lanchonete registraram os dois juntos no fim da tarde fazendo compras e pegando comida.
Nas imagens, o Dylan aparece andando, sempre alguns passos atrás do Mark, de cabeça baixa e sem qualquer interação. Naquela mesma noite, já dentro de casa, o Dylan tentou uma última alternativa para não ter que dormir ali na casa do pai. Por volta das 20 horas, ele mandou uma mensagem para o Ryan, o amiguinho dele, e perguntou: "Posso ficar na sua casa hoje à noite?" E aí o Ryan explicou que não dava porque tinha compromissos com a família.
E aí o Dylan respondeu apenas "beleza" e confirmou um encontro com ele na manhã seguinte às 6:30 da manhã. Ele também trocou algumas mensagens com a Elaine avisando que tinha chegado, esse tipo de coisa. E a última atividade registrada no celular dele aconteceu às 9:37 da noite. E aí depois desse minuto o aparelho perdeu a conexão com as torres e nunca mais emitiu nenhum sinal. Na manhã de segunda-feira, 19 de novembro de 2012, o amigo do Dylan, o Ryan, acordou super cedo, até porque ele e o Dylan tinham combinado de que às 6:30 o Dylan ia passar na casa dele para que os dois pudessem passar o dia juntos.
Aí o Ryan se arrumou e ficou esperando, mas os minutos foram passando e o amigo não apareceu. Com o dia avançando, outros colegas também perceberam que ninguém conseguia falar com o Dylan. No começo, algumas hipóteses pareciam mais plausíveis do que um, sei lá, desaparecimento, que era mais sério. E sabendo das dificuldades na relação entre o Dylan e o pai, Os amigos pensaram que ele podia ter ficado de castigo ou que, sei lá, o celular tivesse sido confiscado depois de alguma discussão.
No fim daquela segunda-feira, a situação infelizmente mudou de tom. O telefone da casa do Ryan tocou e aí do outro lado da linha era o Mark. E aí de uma forma bem direta ele perguntou se o Dylan tinha passado o dia na casa dele. E depois de ouvir que não, O Mark encerrou a ligação e logo depois entrou em contato com a Elaine por mensagem, dizendo que não conseguia encontrar o filho. Para Elaine e para o Cory, a notícia de que o Dylan não podia ser encontrado não fazia o menor sentido.
Eles conheciam muito bem os hábitos do Dylan e sabiam que ele nunca sumiria sem avisar ninguém, ainda mais deixando o Ryan esperando para um encontro que ele mesmo tinha marcado.. E à medida que a noite chegava, aquilo que parecia só um desencontro de adolescentes passou a ser tratado oficialmente como um desaparecimento. E a seguir vocês vão ouvir um trecho da ligação que a Elaine fez para a polícia do Colorado. My son's name is Dylan Redwine.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
O nome do meu filho é Dylan. Red Wine, e o pai dele me mandou uma mensagem agora há pouco dizendo que não consegue encontrar o Dylan.
A notificação formal mobilizou imediatamente a polícia do condado, que era o condado de La Plata, já nas primeiras horas depois do alerta.
Até porque o sumiço de uma criança, né, numa região montanhosa como o condado de La Plata, cercada por floresta e temperaturas que caem abaixo de zero, exigiria uma resposta imediata.
Pois é, por isso mesmo uma força-tarefa gigantesca foi montada. Centenas de voluntários da comunidade, policiais e equipe de resgate, tanto a pé quanto a cavalo, enfim, começaram a vasculhar as matas e estradas ao redor da área ali da casa do Mark. Cães farejadores foram trazidos para tentar captar qualquer registro do Dylan. Enquanto equipes com sonares de alta tecnologia faziam varreduras nas águas dos lagos. A Elaine e o Corey, claro, viajaram imediatamente para região e acompanharam os trabalhos de perto, né, pressionando ali a polícia por respostas.
Claro, os investigadores também interrogaram Mark para poder entender quais tinham sido os últimos passos do Dylan. E foi nesse momento que o Mark apresentou uma versão Ele disse que na manhã de segunda-feira ele tinha acordado cedo e saído de casa por volta das 7:30 da manhã para resolver pendências do trabalho e ir até o escritório do advogado dele. Segundo Mark, o Dylan ainda tava dormindo profundamente no sofá da sala quando ele fechou a porta.
E aí ele afirmou que voltou para casa cerca de 4 horas depois, por volta das 11:30, e encontrou a casa vazia. E nesse meio tempo, o comportamento do Mark, diante ali do desaparecimento do filho, começou a gerar um certo desconforto. Em vez de se juntar ativamente às buscas e cooperar com os mutirões, ele se manteve isolado, limitando o contato com todo mundo e mostrando uma postura que a Elaine e o Corey interpretaram como sendo uma tentativa de se esquivar da situação.
Os dias iam passando e o esforço das equipes não trouxe nenhum resultado concreto. Centenas de voluntários percorreram trilhas, áreas de mata fechada e regiões próximas à casa do Mark. Mas aquela era uma tarefa difícil, né, porque as temperaturas estavam muito baixas e a vegetação era muito densa, o que complicava as buscas.. E teve um detalhe que chamou a atenção: os cães farejadores, eles não conseguiram identificar uma trilha consistente que indicasse que o Dylan tivesse saído da propriedade do pai.
E aí, diante de ausência de evidências nas áreas externas, os investigadores passaram a concentrar os esforços no último lugar onde o Dylan tinha sido visto com vida. Que era a casa do próprio pai. Ao mesmo tempo que as buscas mudavam de foco, novas informações começaram a surgir com a análise de registros telefônicos. Os dados mostravam que o celular do Dylan tinha parado de funcionar ainda na noite de domingo, por volta das 9:37, como eu falei.
E essa descoberta levantava dúvidas importantes sobre a cronologia que tinha sido dita pelo pai, porque ele tinha dito que viu o filho dormindo no sofá na manhã seguinte, antes de sair para resolver os compromissos dele. E aí, sem respostas sobre o paradeiro do filho e cada vez mais desconfiada com a postura do ex-marido, a Elaine passou a dar entrevistas dizendo que não acreditava na hipótese de uma fuga voluntária do filho. E em várias ocasiões ela falou publicamente que o Mark devia saber mais sobre o desaparecimento do filho, muito mais do que ele tava ali disposto a admitir.
Foi nesse período que a Elaine fez uma das declarações mais fortes e que mais repercutiram nesse caso. Isso porque ela sugeriu que a motivação por trás do desaparecimento do filho poderia estar ligada ao ressentimento acumulado depois de tantos anos de conflitos familiares. A partir daí, a percepção pública começou a mudar. O que inicialmente mobilizou a comunidade numa busca desesperada por um adolescente desaparecido passou aos poucos a ser visto também como uma investigação de um possível crime dentro do próprio núcleo familiar.
E com o foco todo voltado para casa do Mark, a polícia, acompanhada por peritos, conseguiu os mandatos necessários para fazer uma varredura minuciosa em busca de qualquer vestígio invisível que pudesse mostrar o que tinha acontecido ali, se é que alguma coisa tinha acontecido. E durante a investigação, na sala de estar, os técnicos usaram luminol, que é aquele reagente que brilha em azul fluorescente quando entra em contato com o ferro presente no sangue.
E o resultado foi bem alarmante, né, porque o luminol mostrou marcas de sangue humano em vários pontos da sala, no sofá, no tapete e até no piso de madeira, mostrando que o sangue tinha escorrido e penetrado em frestas. E para reforçar ainda mais a investigação, as autoridades trouxeram cães farejadores treinados para detectar restos mortais humanos, que eram os cadáver dogs. E de forma clara e repetida, um dos cães indicou a presença de decomposição exatamente no sofá e no chão onde o luminol tinha reagido.
E não parou por aí. Os cães também farejaram os pertences pessoais do Mark e apontaram cheiro de cadáver nas roupas que ele usou nos dias do desaparecimento do Dylan. E quando eles foram levados para ver os veículos do Mark, eles também deram um alerta direto na caçamba da caminhonete. Para a polícia, a combinação entre os vestígios de sangue atribuídos ao Dylan e os alertas dos cães farejadores reforçavam a hipótese de que ele tinha muito possivelmente sido assassinado dentro da própria casa e que os restos mortais poderiam ter sido transportados depois.
E a partir dali a investigação tava bem mais centrada, até porque eles sabiam que estavam diante de uma cena do crime. Mas infelizmente o inverno chegou e transformou qualquer busca em uma coisa impossível. As fortes nevascas típicas do Colorado obrigaram à suspensão de grande parte das buscas. Enquanto isso, a angústia da Elaine e do Cory só aumentou. Os meses se arrastavam sem nenhuma resposta concreta. E enquanto isso, o silêncio do Mark e a falta de novas pistas alimentavam ali uma sensação de impotência de antes do desaparecimento do Dylan.
A investigação só ganhou um novo fôlego no fim da primavera de 2013, quando em junho, com o derretimento da neve, as autoridades organizaram uma nova operação numa região de mata fechada localizada a cerca de 13 km da casa do Mark. E aquela área foi escolhida porque era um lugar que o Mark conhecia muito bem. Ele geralmente ia pra lá pra caçar e fazer trilhas.. E aí, depois de dias de buscas intensas, as equipes localizaram restos de ossadas humanas espalhadas pela vegetação junto com alguns pertences, entre eles peças de roupa e um tênis Air Jordan igual ao que o Dylan usava no dia em que foi visto pela última vez.
E os exames confirmaram que sim, os restos mortais eram do Dylan. E apesar da identificação, Os especialistas não conseguiram determinar com precisão a causa da morte. Isso porque o estado em que os ossos foram encontrados não permitia conclusões definitivas sobre o que tinha acontecido. Mesmo assim, o caso passou a ser tratado com ainda mais seriedade pelas autoridades, só que a investigação continuava, né, sem uma resposta clara sobre quem tinha matado Dylan e como que esse crime tinha sido cometido.
Durante os anos seguintes, o caso ficou meio incerto. Sem provas físicas suficientes para sustentar uma acusação imediata, os investigadores continuaram reunindo depoimentos, revisitando evidências e tentando reconstruir ali os últimos momentos do que poderia ter acontecido com Dylan. Foi nesse contexto que a família decidiu buscar um espaço na mídia, A Elaine e o Mark então aceitaram participar de um episódio do programa americano The Dr.
Phil Show, levando então para televisão um conflito que já tava consumindo a família há muitos anos. Ali diante das câmeras, a Elaine foi muito direta. Ela disse que não acreditava que o desaparecimento do filho tivesse sido voluntário e que ela achava assim que o Mark sabia muito mais sobre o que tinha acontecido com ele. Durante a entrevista, ela também sugeriu que o caso poderia estar ligado ao conflito provocado depois que o Dylan descobriu as fotografias íntimas super constrangedoras do pai.
E o Mark, por outro lado, negou qualquer envolvimento no desaparecimento e em vários momentos ele tentou, na verdade, redirecionar a atenção pro comportamento da ex-esposa e do filho mais velho. Alegando que os dois estavam tentando usar a tragédia para atacar ele publicamente. E quando confrontado pelo Dr. Phil em rede nacional sobre as tais fotos horrorosas constrangedoras, o Mark se enrolou um pouco. A conversa deles foi mais ou menos assim: Dylan é tudo para mim, meu mundo gira em torno do Dylan. Tá, mas as fotos As fotos são genuínas?
Não, elas não são.
Então não é você nas fotos?
Não, eu não tô dizendo que não é a minha cara nas fotos. Eu tô dizendo que elas foram fabricadas porque eu acredito que Elaine e Corey entraram na minha casa, mexeram nas minhas coisas pessoais enquanto eu tava fora viajando. Quando eu voltei, encontrei essa falsificação horrível. O meu plano era estar sentado aqui agora no seu programa tendo essa conversa com você e com eles. Não.
Então você tá dizendo que eles entraram na sua casa e fabricaram essas fotos?
Não, não. Eu fabriquei as fotos e deixei elas disponíveis.
Então assim, para mim essa fala não faz o menor sentido. O Mark basicamente disse que as fotos não eram legítimas, mas ele mesmo tinha tirado elas. Como uma espécie de isca, porque ele sabia que a ex-esposa e o filho mais velho iam mexer nas coisas dele. Sei lá, achei meio complicado e difícil de acreditar. E a repercussão desse programa foi imediata. Pra muitos telespectadores, a postura do Mark durante a entrevista levantou novos questionamentos sobre o possível envolvimento dele no caso.
Ao mesmo tempo, a exposição, que era nacional, né, fez com que novas informações e denúncias Chegassem às autoridades que eram responsáveis ali pela investigação. Mesmo assim, o caso continuou parado por mais alguns anos. Os restos mortais encontrados em 2013 não tinham fornecido elementos suficientes para esclarecer a causa da morte do Dylan. E agora, a ausência de respostas concretas só prolongava o sofrimento da família. A situação toda só mudou de novo em novembro de 2015.
Em novembro de 2015, dois caçadores que estavam ali numa área mais remota de Mirror Mountain encontraram um crânio humano a uma distância considerável do local onde os primeiros restos mortais tinham sido achados. O material foi encaminhado imediatamente para análise e pouco tempo depois Foi confirmado que o crânio sim pertencia ao Dylan. Na análise foram identificadas fraturas compatíveis com traumatismo contundente. E embora parte dessas lesões tenha sido alvo de um debate durante o julgamento, a acusação sempre defendeu que esses danos eram muito consistentes com uma violência e não com uma morte acidental.
Para a promotoria aquilo era na verdade o que faltava para somar e poder embasar as evidências que eles estavam reunindo ao longo de todos esses anos. Elas reforçavam a hipótese de que o Dylan tinha sim sido vítima de homicídio e que alguém tinha dificultado a localização dos restos mortais dele. Depois de quase 3 anos de espera desde a primeira descoberta, a investigação finalmente parecia caminhar para uma resposta. E cada vez mais o cerco se fechava em torno de uma pessoa, a pessoa que tinha visto Dylan com vida pela última vez, que era o próprio pai dele.
A confirmação das lesões no crânio deu aos promotores um elemento que tava faltando, né, pra transformar anos de muitas suspeitas numa acusação criminal formal. Por isso, em julho de 2017, quase 5 anos depois do desaparecimento, o Mark foi indiciado pelos crimes de homicídio em segundo grau e abuso infantil resultante em morte. Nessa altura, o Mark já nem morava mais no Colorado. Ele foi localizado e preso na cidade de Bellingham, no estado de Washington, que era onde ele tava trabalhando agora como caminhoneiro.
E a prisão trouxe algum alívio, mas o desfecho definitivo na justiça ainda tinha que acontecer. O início do julgamento inclusive chegou a ser adiado algumas vezes, tanto por questões da defesa que fez algumas manobras, quanto pelas restrições da pandemia, né? Mas finalmente, em junho de 2021, na cidade de Durango, o julgamento foi iniciado. Durante o julgamento, a promotoria apresentou a tese de que na noite de 18 de novembro de 2012, o Dylan de fato confrontou o pai sobre as fotografias que ele e o irmão tinham visto, e essa teria sido a razão pro confronto e pra um ataque dentro de casa.
E pra provar a dinâmica do crime, os promotores interligaram todas as evidências físicas coletadas ao longo dos anos, que incluíam as marcas de sangue do Dylan, que estavam pela casa, né, no tapete, no sofá, o odor de cadáver que tinha sido detectado pelos cães na caminhonete e o comportamento do celular dele, que cortou comunicações abruptamente às 9:37 daquele domingo. Já a defesa do Mark tentou sustentar a teoria de que o Dylan teria saído de casa por conta própria no meio da madrugada e acabou sendo vítima de um ataque de algum animal selvagem na floresta, como um urso ou um leão da montanha, o que poderia justificar o estado em que os ossos foram encontrados.
Mas os peritos da acusação rebateram essa afirmação com muita firmeza. Eles mostraram que os danos no crânio do Dylan eram bem incompatíveis com mordidas de predadores e na verdade mostravam sinais claros de força humana. Em 22 de julho de 2021, após pouco menos de 7 horas de deliberação, o júri considerou Mark culpado de todas as acusações. Em outubro do mesmo ano, ele foi condenado à pena máxima de 48 anos de prisão. Isso porque o Colorado não admite pena de morte.
Para Elaine e para o Corey, o veredito não trouxe uma celebração, né? Na verdade, trouxe O fim de uma tortura que se arrastou por quase uma década. Eles foram obrigados a expor as feridas da família, revirar o passado, lutar contra o tempo pra provar uma coisa que era óbvia, mas nem por isso mais fácil de aceitar: que o pai dele foi capaz de tirar a vida do próprio filho por conta de um orgulho ferido. Bom, operários, esse foi o caso de hoje.
Eu sei que tudo partiu das fotos que estavam no computador do Mark. Então sim, elas já estão no post desse episódio no Instagram, lá no @podcastfabricadecrimes, mas com a ressalva de que a gente censurou as partes mais escatológicas, digamos assim.
Sim, porque é muito doentio, né? Porque por mais constrangedor que as fotos sejam, foram suficientes para, na mente do Mark, tirar a vida do próprio filho. Conta pra gente o que você faria se encontrasse uma foto comprometedora assim de algum ente querido.
É, a gente quer saber. Lembrando que tem episódios novos todos os dias de 1º e 15º do mês e episódios exclusivos para apoiadores todo final de mês pelo Spotify, pelo Apoia.se e pela Orelo.
Isso aí.
Vamos ouvir a mensagem de hoje, que é da operária Tarsila do Amaral.
Tudo bem, Tarsila? Muito obrigada pela mensagem. A gente ama quando vocês podem "Quando vocês podem mais episódios..." Pedem, pedem, pedem. Ah, pedem, tá.
Eu mudei aqui, não sei se você tá no mesmo arquivo que eu. Eu tô no do Vitor. É que eu mudei, mas é pedem, é pedem. O tão aguardado 7 de... Você falou julho, miga? Que eu escrevi julho. Ah, tá, porque eu escrevi errado. Eu falei julho, eu falei.
Sou eu? É você.
É isso aí, boas compras.
É porque eu tava mudando de arquivo, agora eu tô no seu.
Ah, tá. Este podcast foi editado por Vitor Assis.
Insider
Roupas