Culto Matutino - 03/05/2026 - Igreja Presbiteriana do Pechincha - Reverendo Fábio Castro
Sermão do culto matutino realizado em 03/05/2026 com a ministração da palavra pelo Reverendo Fábio Castro na Igreja Presbiteriana do Pechincha.
Venha nos visitar:
Av. Geremário Dantas, 508 - Pechincha, Rio de Janeiro - RJ https://goo.gl/maps/NMmQAnPBzaa73d4m8
Siga nossas redes sociais:
Fábio Castro
Policarpo Junior
- Lamento e Esperança em JeremiasO sofrimento e a dor descritos no livro de Lamentações · A relação entre sofrimento e a soberania de Deus · A importância de reconhecer a dor para a cura · A crítica à teologia da prosperidade e a negação da dor · A esperança que nasce das memórias certas · Neuroplasticidade e a reprogramação da mente · A misericórdia de Deus como fundamento da resiliência · A suficiência de Deus para recomeços · O sofrimento como parte da jornada, não o fim
- A Igreja como HospitalA crítica à performance e à superficialidade nas igrejas evangélicas · A necessidade de um ambiente de acolhimento e cura · A importância da honestidade sobre sentimentos e dificuldades
- A presença de DeusA diferença entre restituição e recomeço · A suficiência de Deus como base para a esperança · A descoberta de que Deus é tudo o que precisamos
E eu convido você a acompanhar a leitura do texto que nós vamos ler no livro das Lamentações, capítulo 3. Lamentações, capítulo 3, versículo a partir do verso 21. Ou melhor, eu vou ler a partir do verso 1. Diz assim o profeta Jeremias. O livro é o livro das Lamentações de Jeremias. Eu sou um homem, eu sou um homem que viu a aflição causada.
Pela vara do furor de Deus. Ele me levou e me fez andar nas trevas. E não na luz. Certamente ele voltou a sua mão contra mim. Sem parar todo dia. Fez envelhecer a minha carne.
E a minha pele. E despedaçou os meus ossos. Construiu rampas de ataque contra mim. Me cercou de amargura e dor. Ele me fez habitar na escuridão. Ele me fez habitar na escuridão. Como aqueles que morreram há muito tempo. Cercou-me de um muro. E já não posso sair. Prendeu-me com pesadas correntes. Mesmo quando clamo e grito. Ele fecha os ouvidos.
A minha oração. Fechou os meus caminhos com blocos de pedra e fez tortuosas as minhas veredas. Foi para mim como um urso à espreita, como um leão pronto para atacar. Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços. Entesou o seu arco e me pôs como alvo das suas flechas. As flechas da sua aljava atingiram o meu coração. Fui feito motivo de riso para todo o meu povo.
E a sua canção de deboche o dia inteiro. Fartou-me de amarguras. E me saciou de absinto. Quebrou os meus dentes nas pedras. E cobriu-me de cinza. Já não sei o que é ter paz. E esqueci o que é desfrutar do bem. Então eu disse. Não tenho mais força. A minha esperança no Senhor.
Acabou. Lembra-te da minha aflição. E do meu andar errante. Do absinto e da amargura. Minha alma continuamente se lembra disso. E se abate dentro de mim. Quero trazer a memória. O que pode me dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Porque as suas misericórdias não tem fim.
Renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma. Portanto, esperarei nele. O Senhor é bom para os que esperam nele. Para aqueles que o buscam. Bom é aguardar a salvação do Senhor e isso em silêncio. Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
que ele se assente solitário e fique em silêncio, porque esse julgo Deus pôs sobre ele, põe a sua boca no pó, talvez ainda haja esperança, dê a face ao que o fere e suporte todas as afrontas, o Senhor não rejeitará para sempre, ainda que entristeça alguém, terá compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias, porque não aflige nem entristece de bom grado, os filhos dos homens, vejam irmãos,
Esse é um texto muito importante, teologicamente, de ser lido e refletido. Mesmo no meio de um cenário obscuro que o profeta Jeremias está passando, e este cenário é um cenário que não tem a ver só com a vida pessoal do profeta, é um cenário político, é um cenário estrutural. Estes eventos e este lamento de Jeremias acontecem após o evento...
da tomada de Jerusalém por Nabucodonosor, e da cidade ter sido destruída, os seus muros derrubados, o templo destruído e incendiado, o lugar santo de Deus profanado.
A arca da aliança, os símbolos sagrados de Israel levados. Todos esses acontecimentos catastróficos no âmbito da política interna, da política externa. Desestabilizaram o profeta de tal modo.
Que ele entra num estado de depressão, de exaustão emocional. Um cansaço emocional diante de circunstâncias que ele veja curioso, que ele atribui ao juízo de Deus. O livro de Lamentações nasce em meio à destruição de Jerusalém. Ao sofrimento do povo.
A um futuro que parece não existir. Uma das grandes razões do nosso desespero e da nossa ansiedade é em relação a um futuro que se anuncia como impossível. E o mais importante desse texto é que o profeta não romantiza a dor. Ele descreve o sofrimento com honestidade.
A experiência, nossa experiência com Deus não é uma experiência alienante. Não é a experiência de negar o sofrimento. Não é a experiência de fingir que as coisas estão bem. A nossa experiência com Deus e a nossa fé não pode nos privar de sermos honestos e verdadeiros com os nossos sentimentos. Com as nossas emoções. E o profeta descreve com honestidade o seu sofrimento.
E poucas vezes na Bíblia aparece alguém descrevendo o seu sofrimento, sua dor, a sua angústia, a sua miséria. E de forma tão explícita dizendo, é o Senhor que me feriu. É o Senhor que lançou as suas flechas contra mim. É o Senhor que me colocou nas trevas. Veja que chega a ser difícil, filosoficamente, teologicamente, a gente lidar com este...
Com este lamento do profeta Jeremias. Porque isso nos leva a uma pergunta filosófica. Se Deus é bom. De onde vem a origem do mal? Será que Deus é a fonte do mal? Será que Deus é a fonte do sofrimento? E essa é a resposta que nós vamos tentar.
encontrar e refletir, especialmente à luz dos versos e da narrativa de Jeremias, do versículo 1 até o versículo 20. Mas isso não é o que há de mais importante neste capítulo. O que há de mais importante neste capítulo é que talvez, no meio de uma das maiores descrições bíblicas do sofrimento, nós também encontramos a maior...
declaração de esperança de toda a Sagrada Escritura. Como se no meio das cinzas, sabe? Uma brasa viva, fizesse a chama da esperança renascer. E eu quero refletir cinco pontos com você nesta manhã. A luz do sofrimento e da angústia do profeta Jeremias. E o tema da palavra que eu queria dividir com você,
É quando tudo parece perdido. Quando tudo parece perdido. Jeremias aponta um caminho para nós. A dor, a primeira coisa que eu quero refletir com você é que a dor não pode ser negada. Uma das mensagens mais falsas que foi trazida a teologia evangélica brasileira, a partir da teologia da prosperidade, que invadiu os púlpitos das nossas igrejas.
Foi a frase que dizia para as pessoas virem para Jesus para pararem de sofrer. Pare de sofrer. Virou eslogan. Venha para Jesus.
E os seus problemas serão todos solucionados. E você vai ter felicidade. E você vai ter uma vida plena, feliz, próspera. Esta nunca foi a proposta da fé cristã. Até porque o cristianismo se identifica com a cruz. Que não é um lugar de conforto, mas de desconforto. O cristianismo se identifica... ...e o cristianismo se identifica com a cruz.
Com os cravos, com os espinhos. Ser cristão não é negar a dor. Ser cristão não é encontrar uma espiritualidade que sirva de escape alienante. De mera catarse do sofrimento. Sem que a gente trate de forma honesta e verdadeira. Que nós passamos angústias, que nós sofremos, que nós nos entristecemos. Sim. E é claro que há coisas que nos perturbam.
Estou em oração por um irmão nosso, está ausente até hoje, e que esta semana estava fazendo exames com uma possibilidade de um câncer. É claro!
Que a gente sofre. Ninguém por ser cristão vai dizer. Não está tudo bem. Como se todos os problemas da vida. Se resolvessem com um milagre. Há muitos anos atrás. Eu ouvi uma palavra. Que guardei no meu coração. Deus faz milagres. Mas não faz de sobra. Cristianismo irmãos. Não é a todo momento que você está diante. De algo que te desconforta. Deus provê para você.
Um milagre que solucione o problema. Essa não é a proposta da nossa fé. Essa é a proposta que Satanás fez para Jesus. Se está com fome, transforma pedra em pães. E esta sedução não vem de Deus. Vem do diabo. A ideia de uma espiritualidade que nos livra e que nos torna incólumes aos dramas, às dores e às dificuldades da vida.
E tem gente que acha que a espiritualidade cristã é como um salvo conduto. Nada de mal vai acontecer. Ontem eu li uma notícia que me perturbou. Porque há duas semanas atrás, um pastor lá na Bahia foi para a praça pública, ligou o som e disse, por que Jesus, no meio da comunidade, por que Jesus é maior do que o Fernandinho Iberamar? Jesus é maior que o Comando Vermelho? Jesus é maior e coisa e tal, e mataram ele ontem.
Porque tem gente que acha que ser cristão significa que Deus vai nos livrar do caos que toma conta dessa sociedade. Jeremias é verdadeiro e honesto em dizer, não só Deus não me livrou. E aqui que é importante, irmãos.
Quando na dor Jeremias diz, eu estou experimentando o furor de Deus. Deus lançou flechas contra o meu coração. Deus fechou as portas para mim. Deus me secou. É assim que ele se declara do verso 1 ao verso 20. João Calvino nos ajuda a compreender esta declaração de Jeremias. Porque ele não está colocando Deus como a fonte do mal. Ele está apenas declarando que nada do que está acontecendo na vida dele. Ele está colocando Deus.
Está fora do governo de Deus. E os profetas do Velho Testamento. Tem esta compreensão tão clara. Que eles são capazes de dizer. Se aconteceu comigo foi Deus. Porque afinal de contas. Deus é soberano sobre todas as coisas.
A verdade central deste primeiro fragmento, do verso 1 ao verso 20, é que a dor reconhecida diante de Deus se torna o terreno propício à cura. Se nós não formos capazes de reconhecer as nossas dores, de admitir as nossas dores, de reconhecer os nossos fracassos, de admitir onde as coisas não estão dando certo,
de olhar com honestidade onde as coisas estão ruindo, onde elas estão quebradas, onde elas estão fracassando. Se nós não tivermos honestidade de olhar a nossa vida e identificar exatamente o que está bom e o que não está bom, o que vai bem e o que não vai bem, nós não seremos capazes de curar as feridas que estão abertas.
E a nossa espiritualidade e a nossa religiosidade não podem empurrar para baixo do tapete as coisas, como se o problema não estivesse lá. É preciso olhar com honestidade para o que está acontecendo na sua casa. É preciso olhar com honestidade para o que está acontecendo na sua vida. É preciso identificar quais são as emoções, quais são os sentimentos, quais são os pensamentos, quais são as lembranças e memórias.
que estão tomando conta do seu ser, da sua vida, e que estão te afligindo, te angustiando, te deprimindo, te assustando, te causando medo, te paralisando, porque se a gente não identificar onde dói, não tem como tomar o remédio certo. E é isso que o profeta ensina, ao ser honesto com a sua dor. Há momentos que a alma...
Se sente esmagada. E Deus não quer que você vista máscaras. E Deus não quer que você venha para o culto sorrindo. E Deus não quer que você finja que está tudo bem. Deus quer que você seja verdadeiro. E admita. Porque só quando a gente admite que precisa de ajuda, a gente pode ser ajudado. E a gente pode trazer a nossa dor com sinceridade. A maior dificuldade que as pessoas têm dentro das igrejas evangélicas, e isso é dado.
Não é opinião. É a dificuldade de viverem e de admitirem que estão sofrendo ou que estão passando algum problema. Sabe por quê? Porque o segmento evangélico se tornou o lugar de gente performática. De gente que está sempre dizendo que na sua vida está tudo bem. Porque Deus abençoa. Porque Deus é bom. Porque Deus me deu. Porque Deus prosperou. Porque Deus resolveu.
E quando alguém não está bem, ele se sente tão deslocado, tão sem pertencimento, que aí sabe o que as pessoas fazem? Fingem que está tudo bem. Porque se admitirem que estão sofrendo, que estão deprimidas, que estão ansiosas, que estão com medo...
Se admitirem que o seu casamento não vai bem, que estão vivendo dificuldades com seus filhos, se confessarem. Eu nunca me esqueço o dia, uma das vezes, porque eu sempre falo, uma das vezes que eu falei aqui do público, que eu tinha ido ao psiquiatra e que eu estava tomando um remédio, e uma pessoa que me abraçou chorando na porta, porque disse como essa palavra me libertou.
porque eu vivia constrangido na igreja por achar que tinha alguma coisa errada comigo, por eu fazer um tratamento, por eu ter que ir ao médico, por eu ter que ir ao psiquiatra. Porque às vezes os pastores, os líderes religiosos e o segmento religioso...
veste uma máscara e vende uma imagem de tanta perfeição, de tanta serenidade, de tanta saúde, de tanta beleza, de tanta harmonia, que parece que não tem lugar na igreja para quem sofre, mas este lugar só existe por causa de nós que somos quebrados, caídos, doentes. Este lugar não é lugar dos sãos, este lugar é lugar para os doentes.
A igreja não deveria ser um tribunal que avalia a performance, mas deveria ser um hospital que oferece cura e cuidado. E isso é o que o profeta nos ensina. E ele não descreve um sofrimento genérico, ele se relaciona diretamente à ação de Deus.
Na nossa sensibilidade moderna, a gente tende a querer absorver Deus de qualquer relação com a dor. Mas o profeta não faz isso. Ele diz que se algo está acontecendo na vida dele, Deus que é soberano está no controle.
Isso não significa que Deus é cruel, que Deus é arbitrar, não. Ao contrário, ele afirma logo mais abaixo, Deus é bom. Ele não está na causa do mal, ele não está na causa da dor. Mas se alguma coisa está acontecendo, o que o profeta quer ensinar para você é que Deus não está ausente. Como se a sua vida estivesse entregue ao acaso. E Jeremias entende isso. O seu lamento não é uma revolta ateológica.
É dor dentro da fé. Ele sofre diante de Deus e não longe de Deus. E por isso que João Calvino diz que o sofrimento do povo naquele momento não era mero acidente político. Era uma manifestação de um ato soberano de Deus que governa a história. Mas que seja qual for a dor.
Seja qual for o sofrimento, seja qual for a origem e a sua causa, o que é importante é entender, é que Deus continua sendo bom, e que Deus continua sendo justo, e que nenhum mal, nenhuma treva está nele. Então, irmãos, nesta primeira parte, nesta primeira parte, eu queria que você entendesse que a maturidade espiritual não está em negar a ação soberana de Deus nas crises.
Mas está em reconhecer que até na dor, Deus está no controle. O salmista Davi diz, Deus preside as tempestades. Deus preside as tempestades. Mas o Deus que permite sempre tem um propósito. Sempre tem um plano. Sempre tem uma resposta. E o grande desafio é fazer a virada que o profeta Jeremias faz. Eu não sei se você percebe.
Que é exatamente no verso onde ele diz. Vamos lá no verso 19? Ou melhor, no verso 18. Lê comigo em voz alta. Então eu disse. Não tenho mais forças. A minha esperança no Senhor. É no exato momento que ele se abandona.
A palavra é essa. É no exato momento quando ele diz o meu limite chegou. É no exato momento que ele diz não dá mais. Não consigo. Não tenho força. É neste exato momento que ele decide parar de reclamar da dor. E começa a projetar a sua confiança exclusivamente em Deus.
E no verso 19 ele começa uma oração. Veja que do verso 1 até aqui, ele está lamentando, ele está descrevendo a dor, está descrevendo o sofrimento, está narrando a sua miséria. No verso 18 ele diz, a minha esperança acabou, eu não tenho mais força, eu não aguento mais. Então ele se rende e este é o ponto de virada na nossa vida. O ponto de virada na nossa vida.
para que as coisas comecem a mudar, é quando a gente se rende, é quando a gente admite, não depende mais de mim, não está na minha capacidade, eu não tenho solução, Senhor, lembra-te de mim, e aí ele começa uma oração no verso 19, lembra-te da minha aflição, lembra-te do meu andar errante, do absinto e da amargura, eu lembro disso Senhor, porque eu me abato todas as vezes que lembro,
Mas aí ele toma uma decisão. E este é o segundo aspecto que eu queria conversar com você. A esperança, veja, a segunda coisa que eu quero dizer para você é, a esperança, ela nasce das memórias certas. Repete isso. A esperança nasce das memórias certas. E ele diz no verso 21.
O versículo talvez dos mais poderosos versículos de transformação e de esperança da Bíblia. Eu quero trazer à memória o que pode me dar.
Esperança. Aqui acontece a virada decisiva. A esperança não surge das circunstâncias. A esperança não surge de ver algo que de alguma forma nos motive e nos estimule. A esperança não nasce e não renasce em Jeremias quando ele vê um sinal.
que aponta na direção de que as coisas podem mudar. Quando eu converso, às vezes, com pessoas que estão desesperançadas, o que há de comum nos relatos da desesperança é dizer, eu não consigo ver qualquer coisa que aponte, que sinalize, que ele pode mudar, que ela pode mudar, que as coisas podem ser diferentes. Mas a esperança não vem das circunstâncias, mas vem daquilo que nós escolhemos lembrar.
Sabe por quê, irmãos? Porque a mente humana pode ser dominada pelo medo, pela culpa e pela perda. O medo, a culpa e a perda têm poder terrível sobre as nossas memórias e sobre as nossas emoções. Então o Jeremias faz um movimento intencional.
E por que esse movimento precisa ser intencional? Porque ele dirige os seus pensamentos para a verdade. Ele dirige os seus pensamentos para memórias que vão alimentar nele a fidelidade de Deus. Nem toda lembrança fortalece. É preciso cultivar as boas memórias espirituais. O coração precisa ser educado.
Pela verdade. Quero trazer à memória o que pode me dar esperança. É um ato deliberado. O profeta não está apenas sentindo esperança. Não. Sentir ele não sente. Ele acabou de dizer no verso 18. A minha esperança o quê? Acabou. Sentir ele não sente. E às vezes no casamento, por exemplo, você não vai sentir algo que te mobilize.
A permanecer, a lutar, a persistir, a perseverar. Não é sentimento. O profeta não está sentindo, ele está escolhendo alimentar a mente com aquilo que pode restaurá-la. Ou seja, a esperança não é algo que surge espontaneamente.
ela é resultado de uma decisão cognitiva e espiritual. Cognitiva e espiritual. A PUC tinha um professor de teologia chamado Alfonso Padre Ele. Morava aqui no Anil, não sei se é vivo ainda. Alfonso Garcia Rubio. Autor de um dos livros sobre Jesus mais belos que eu já li. O Encontro com Jesus Cristo Vivo. Autoria de Alfonso Garcia Rubio. E o Garcia Rubio, ele tinha um hábito.
quando ele encontrava com você na rua, onde quer que fosse, e te cumprimentava, ele não dizia bom dia, boa tarde, ele apertava sua mão e dizia, e a esperança vai bem. Era sua frase clássica, e a esperança vai bem. Porque esperança é algo que precisa ser cultivado, irmãos. Esperança é uma decisão cognitiva espiritual. Eu já citei aqui, repito, a frase da personagem Anne Schirley.
Annie Schirle, da série Annie Coyne, eu não sei se alguém já assistiu, nos streams da vida, linda, aquela série de uma órfã, que vai ser criada, vai ser mandada para um lugar, para crescer junto com seus irmãos, enfim, e tem um momento que ela está num trem, essa cena me marcou, tem um momento que ela está num trem, e alguém começa a...
Fazer perguntas para ela e ela diz assim, eu não gosto das lembranças. Eu prefiro a imaginação. Eu prefiro imaginar do que lembrar. Porque lembrar é tão triste. Porque as lembranças ruins parecem ser as mais teimosas. As que duram mais. E essa é uma constatação neurológica. A mente humana tende naturalmente ao negativo.
A neurociência moderna observa algo que dialoga profundamente com isso. O cérebro humano possui um viés para a negatividade. Isso é uma experiência.
que nos leva a dar ênfase àquilo que é doloroso, àquilo que é uma ameaça, àquilo que é uma perda. Estas coisas tendem a receber mais atenção do nosso cérebro e serem armazenadas com muito mais intensidade do que as experiências neutras ou as experiências positivas. Isso tem uma explicação, irmãos. Porque do ponto de vista evolutivo, e não se escandalize de eu falar aqui do ponto de vista evolutivo, viu?
Do ponto de vista evolutivo, depois você vem para o estudo bíblico que a gente debate esse negócio. Do ponto de vista evolutivo, isso ajudou na nossa sobrevivência. Perceber perigos era crucial. Perceber.
Aquilo que traz ameaça é fundamental, porque o nosso cérebro não foi forjado para nos fazer felizes, mas foi forjado dentro deste mundo caótico, caído pelo pecado, para nos manter vivos. Por isso que ele aprisiona e foca naquilo que pode ser ameaça. E tem uma inclinação.
E uma tendência a reforçar a memória, as lembranças e a percepção do que dói, do que ameaça, do que causa medo, do que nos traz dano. Percebe a lógica neurológica por trás disso tudo? E Jeremias, sem conhecer nada disso, mas cheio da sabedoria do Espírito Santo, ele diz, como a neurociência diz hoje, que você precisa reprogramar o seu cérebro.
Jeremias está dizendo exatamente isso. Você precisa trazer a memória, forçar a lembrança, reforçar a lembrança daquilo que pode te dar esperança. Sem intencionalidade, a mente retorna repetidamente as coisas que doem. Se não houver direção consciente, se você não decidir reprogramar a sua atenção, conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito de conflito
Você vai levar como memória do seu dia apenas os pontos negativos. Jeremias, a despeito de estar, olha que coisa linda, a despeito de estar lamentando a dor profunda que está sentindo, a tribulação terrível que está passando, a tragédia que se abateu sobre toda Jerusalém, ele não perde de perspectiva de que há um Deus onde nós temos esperança e que está no controle de todas as coisas.
e que Ele é bom, e que Ele tem um plano perfeito, e certamente é o verso que Ele diz mais abaixo, Deus é bom para aqueles que nele esperam, aleluia. E Ele diz, jovem, se você está vivendo momentos de dificuldade, resiste, suporta, aguenta, porque Deus é aquele cuja misericórdia há de se manifestar, a sua ira dura um minuto, mas a sua misericórdia dura para sempre.
É o que a Bíblia diz. Mas ele escolhe recordar a fidelidade de Deus. Ele escolhe lembrar. E aqui existe um princípio com o qual nós devemos nos alinhar. Que a neurociência chama de neuroplasticidade. O cérebro, olha o que diz a neuroplasticidade. O cérebro, ele fortalece aqueles caminhos que são os mais utilizados. O cérebro fortalece os caminhos mais utilizados.
Por isso que quando começa a tocar, e eu moro do lado de uma barraquinha, que vem de Caldicana, lá perto da minha casa, que eles tocam sertanejo universitário, sábado e domingo inteiro. O problema é que o setlist deles tem uma música, uma música, que ela toca de novo a cada duas músicas que toca. Toca duas músicas e toca aquela. Toca mais duas e toca aquela de novo.
E toca mais duas e de novo aquela mesma música. E tem hora que você diz, agora vou tocar outras duas diferentes. Não, aí ele repete aquela duas vezes. E às vezes eu passo a semana com a minha mente cantando aquela música miserável. Isso se chama neuroplasticidade. O nosso cérebro fortalece os caminhos mais utilizados.
Quanto mais revisitamos certos pensamentos, mais consolidados eles vão ficar na sua mente. Quanto mais a sua memória está condicionada ao trauma, à dor, à violência que você sofreu, ao abuso, à rejeição, à palavra que você ouviu, quanto mais isto for aquilo que se repete no seu pensamento, mais dor vai causar, mais sofrimento vai trazer e menos esperança de mudança você vai ter.
Eu quero trazer à memória o que pode me dar esperança. Por isso que o apóstolo Paulo, muito antes da linguagem científica, ele dizia em Filipenses 4, 8. Vamos ver, coloca para mim, por favor. Eu ia citar só um fragmento, mas eu quero ler o verso inteiro, para ficar melhor. Filipenses capítulo 4, versículo 8. Vamos ler juntos. Finalmente, irmãos, vamos lá. Tudo que é verdadeiro, tudo que é justo.
Tudo que é puro. Tudo que é amável. Tudo que é de boa fama. Se alguma virtude há. E se algum louvor existe. Seja isso o que ocupe. Reprograme a sua mente. Traga a sua memória. As experiências com Deus da sua história. Traga a sua memória.
as promessas de Deus, traga a sua memória, as coisas boas de Deus na sua vida, traga, faça a sua mente reconhecer, que o seu dia não é feito apenas de coisas negativas, quantos gestos de afeto, de carinho, quantas presenças, quantas amizades, quantos olhares positivos, quanta solidariedade, quantas coisas aconteceram ao seu redor, mas você só lembra do teu sofrimento, que o seu redor,
da tua dor, do teu problema, do que está dando errado, quantas coisas boas seu marido tem, sua esposa tem, quantas virtudes seu filho tem, quantas coisas positivas os seus pais têm, mas você só reforça na sua mente aquilo que é ruim, quantas coisas boas acontecem no teu trabalho, na tua empresa, quantas coisas positivas, mas você só lembra daquilo que te desconfortou e te desestabilizou.
Traga à memória aquilo que pode te dar esperança. Reprograme a sua mente. Vira a chave para que você saia deste ciclo de dor, de ferida, de amargura e de desesperança. É isso que o profeta está nos ensinando. E é isso que nós precisamos entender. A mente que não é discipulada pela verdade será dominada pelas feridas.
Amém, irmãos? Terceira coisa. O fundamento da resiliência é a misericórdia de Deus. O que significa isso? A base da nossa capacidade de resistir é confiar na misericórdia de Deus. E o profeta diz no verso 22 e 23. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos.
porque as suas misericórdias não têm fim, renovam-se a cada manhã. Grande é a tua fidelidade. Aleluia. O profeta encontra estabilidade no caráter de Deus, irmãos.
Lembra quando o texto do Novo Testamento diz, ainda que sejamos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. Significa que fidelidade tem a ver com o caráter de Deus.
É da natureza de Deus ser fiel. Por isso que a fidelidade de Deus não tem a ver com reciprocidade. Por isso que a fidelidade de Deus não tem a ver com os teus méritos. Não tem a ver com o que você faça por merecer. E por isso que a fidelidade de Deus não se quebra e não para.
Quando você falha, fracassa ou decepciona. Porque a fidelidade de Deus, ela não é um ato, um pacto relacional. A fidelidade de Deus é uma característica intrínseca natureza do ser de Deus. Ele permanece fiel, diz o texto, porque ele não pode negar-se a si mesmo. Não é a força pessoal que sustenta o crente, mas é a crença na misericórdia divina.
Mas uma coisa que é importante a gente entender, que a misericórdia de Deus não é um conceito teológico. A misericórdia de Deus não é um ato antigo. A misericórdia de Deus não é apenas a cruz que aconteceu há dois mil anos atrás. Nós estamos ceiando e ceiamos hoje aqui, porque Deus está dizendo, esta misericórdia se renova a cada manhã. Ela é viva, ela é poderosa.
A nossa permanência não depende da nossa força, mas de crer nessa fidelidade de Deus. A misericórdia do Senhor não tem fim. Renova-se a cada manhã. E aí Ele diz, grande é a tua fidelidade, Senhor. Você não chegou até aqui sozinho. Cada manhã é uma nova manifestação da graça de Deus. Cada manhã é um gesto de Deus dizendo a você, recomece. Você tem uma nova chance.
O amanhã será sustentado também pelo poder de Deus e pela misericórdia de Deus. O amanhã também será o cuidado de Deus que vai manter você de pé. Não importa qual é a circunstância ou o problema. Eu gosto da leitura reformada.
da teologia de Marte Lloyd-Jones, doutor Marte Lloyd-Jones, um dos maiores teólogos reformados do século XX. Marte Lloyd-Jones nos ajuda a compreender que o cristianismo não é mera aceitação de proposições verdadeiras. E esse era o embate que ele tinha com os presbiterianos calvinistas, muitas vezes. Porque no tempo de Marte Lloyd-Jones, estava... E aí
Em contraste, a teologia tradicional reformada do presbiterianismo e a teologia pentecostal que surgia ali no começo do século XX. E as igrejas reformadas estavam assustadas com os exageros e as extravagâncias das manifestações subjetivas do pentecostalismo, como até hoje nós vivemos um tanto assustados com a galera do RETETER, né? Por aí.
Mas Bartolome Jones dizia uma coisa aos reformados, que tão perigoso ou mais perigoso e pernicioso para a experiência de fé, não era o exagero dos pentecostais, mas era a apatia fria e um cristianismo meramente intelectual dos presbiterianos.
Porque a experiência cristã não pode ser mera convicção dogmática. Ela precisa ser um encontro vivo com Deus e uma experiência diária. Porque a misericórdia de Deus se renova a cada manhã. E você precisa viver sob esta experiência.
E ter experiências com Deus. Porque se você não tiver experiências com Deus. De onde você vai buscar as lembranças e memórias. Que vão alimentar a sua esperança. Se Deus for apenas uma ideia. Se a fé for apenas um conceito. Se a misericórdia de Deus for apenas uma teologia. Um dogma para você. O que vai te dar esperança? O que me dá esperança? É que eu já vivi momentos. Onde nitidamente foi o poder do Espírito Santo. O que me levantou?
todos mortos, e isso me faz crer que amanhã, Deus vai me renovar de novo, e vai me levantar de novo, e quantas vezes eu estiver fraco, abatido, e sofrendo, eu vou confiar que esta presença, e que esta misericórdia, está se manifestando, se manifestou, e há de se manifestar outra vez na minha vida, porque a misericórdia de Deus se renova a cada manhã.
Por isso que para Lloyd-Jones, a fé reduzida à ortodoxia, sem vitalidade, era seca, incapaz de sustentar a alma em tempos de crise. Essa é a questão. Porque haverá sim momentos que a fé terá que ser um ato de crer, sem sentir, sem ver, sem ouvir, sem perceber.
Mas o que vai sustentar esta fé no momento do silêncio, no momento da escuridão, no momento de trevas, como Jeremias descreve, o Senhor me colocou em trevas, é o fato de lembrar dos momentos onde você viu a luz de Deus brilhar na sua vida.
Então você precisa ser alguém que tenha experiência com Deus. A graça renovada não é apenas uma verdade objetiva. Ela é uma provisão subjetivamente experimentada pelo crente dia a dia. Por isso que na fé calvinista...
Estes elementos da ceia são chamados de meios de graça. Porque eles comunicam de forma concreta uma realidade invisível. É o que Calvino está nos ensinando a crer. Que há possibilidade de nós experimentarmos de forma palpável aquilo que é indizível e invisível. Deus se move. Deus se manifesta. Ele é real.
e você pode senti-lo, e você pode experimentá-lo, e você pode ter vivências com ele, e deve ter, porque na hora da dor e da dificuldade, serão estas memórias que vão manter você de pé, é isso irmãos, é isso. A quarta coisa, recomeços, só são possíveis, porque Deus é suficiente, o que o profeta diz no versículo 24 e 25? Versículo 24 e 25, a minha porção...
Lê comigo?
Olha isso. O Senhor é bom para os que esperam nele. Para aqueles. A minha porção é o Senhor. A minha porção é o Senhor. Sabe irmãos. De um tempo para cá. Nas comunidades evangélicas. Começou a surgir as visões proféticas. E aí os líderes começaram a dizer. Que Deus deu a eles. Uma visão para o ano que viria. Vocês vão reconhecer essa modinha. Que eu vou contar aqui.
E aí começou a ter o ano da restituição. O ano de romper. O ano de não sei o que lá das quantas. E aí quando acaba o repertório, eles voltam para a restituição de novo.
E aí começa tudo de novo. O profeta aprende, irmãos, que a sua segurança não está nas circunstâncias restauradas, mas na suficiência de Deus. Um dos grandes símbolos da tragédia que Jeremias está vivendo é Jerusalém destruída. O povo levado para o cativeiro. A terra é desolada. A esperança de Jeremias não é que Jerusalém vai se reconstruir.
Não é que os muros serão reerguidos. Não é que o povo será liberto e vai voltar e que tudo um dia vai ser como antes. Não é isso que alimenta a esperança de Jeremias. Aliás, no seu livro do profeta Jeremias, do capítulo 29.
Exatamente quando muitos profetas estão dizendo que Deus iria restaurar Israel, que Deus iria levá-los de volta, que Deus iria reconstruir tudo, e que Deus iria devolver tudo que eles perderam, Jeremias escreve uma carta para a Babilônia e diz, esses profetas mentem. Construam casas aí em Babilônia.
casem seus filhos, plantem vinhas, porque quem disse para vocês, que o plano de Deus neste momento para vocês, é devolver o que você perdeu? Quem disse que recomeçar, significa voltar ao que era antes?
Não significa ressuscitar sonhos. Ah, essa é uma outra palavra que virou moda no segmento evangélico. Deus vai ressuscitar os teus sonhos. Sabe qual é a verdadeira palavra de restituição que Deus tem para você, irmãos? E ele diz através do profeta Isaías, quando ele diz assim, eu estou fazendo uma coisa nova. Uma coisa nova e um assombro no meio do meu povo.
Não olhem para os dias passados. Não olhem para o mar que abriu. Não olhem para o fogo que desceu dos céus. Não olhem para os milagres que vocês viveram. Porque eis que eu estou fazendo uma coisa nova. E em outro texto a palavra diz, a glória da última casa será maior.
do que a da primeira, Deus não vai fazer as coisas serem como era antes muitas vezes, mas significa que Ele é a tua porção, a esperança de Jeremias não é, Deus me dá de novo o que eu perdi, a esperança de Jeremias é Deus, eu posso ter perdido tudo, mas o Senhor me é suficiente.
Percebe que é isso que significa dizer a minha porção é o Senhor? A verdadeiro recomeço nasce quando a gente é capaz de superar as perdas para entender que Deus é tudo o que nós precisamos.
E que tendo Deus, todas as coisas que nos são necessárias, nos serão supridas. Às vezes Deus remove os falsos apoios, para revelar a sua suficiência. Recomeços espirituais profundos, antes de serem uma reconstrução externa. É uma esperança interna, de que o Senhor me basta. O Senhor me basta.
O profeta não diz, a cidade será reconstruída, meus bens voltarão, meus sonhos serão ressuscitados. Ele diz, a minha porção é o Senhor. E isso muda tudo. Porque é verdadeiro recomeço bíblico, não é recuperar o que se perdeu.
É a descoberta de que Deus está no presente. Você tem tudo o que você precisa. Amém? Então não trate recomeço como sinônimo de restituição. Não trate recomeço como voltar ao ponto que você estava antes da dor. Talvez você nunca mais será o mesmo.
Talvez as coisas não serão as mesmas. Talvez as perdas não voltarão. O luto precisa ser superado. A vida recomeça quando a gente segue em frente. Não quando a gente volta para onde a gente caiu. Nem toda porta fechada será reaberta, meu irmão. Nem toda perda será reparada nesta vida.
Nem todo sonho será ressuscitado. O salmista diz no Salmo 23, o Senhor é meu pastor, nada me faltará. Significa que tendo Deus como pastor, eu tenho tudo o que eu preciso. O Salmo promete confiança, direção.
Cuidado. Nada me faltará não significa ausência de carência de bens. Nada me faltará significa ainda que me falte qualquer coisa. Eu estou suprido por um Deus que cuida de mim. Isso é maturidade espiritual. Eu ainda possuo o que importa. Este é o recomeço interior. Na lógica do reino, o mundo mede plenitude pelo acúmulo. O evangelho mede plenitude.
Pela comunhão. O mundo mede. Tenha tudo. O mundo diz, tenha tudo. O evangelho diz, tenha Deus. Porque o tudo sem Deus é vazio. E o nada com Deus.
É abundância. Isso não é poesia motivacional, irmãos. Isso é teologia da suficiência. Paulo diz isso. Eu sei o que é ter tudo. E sei o que é ter nada. Eu sei o que é estar aquecido. Sei o que é passar frio. Eu sei o que é estar alimentado. E sei o que é ter fome. Eu sei o que é ter abundância. E eu sei o que é ter escassez. Eu posso viver em qualquer circunstância naquele que me fortalece. Então talvez o seu recomeço comece por você começar a acreditar.
que você já tem tudo o que você precisa, porque Deus está com você. E por último, o sofrimento não é o fim da tua história. Verso 31 ao 33, vamos ler? O Senhor não rejeitará para sempre.
Ainda que entristeça alguém, terá compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias, porque não aflige nem entristece de bom grado. Seja o que estiver acontecendo com você, meu irmão, vai passar, porque o Senhor não rejeitará para sempre. É um modo do salmista dizer, as circunstâncias passam, mas o amor de Deus permanece. É isso que ele está dizendo.
As estações difíceis são temporárias. A estação eterna de Deus é a sua misericórdia. O vale não é a sua morada permanente. O sofrimento não é o seu destino permanente. Deus tem redenção e recomeços para você. Creia nisso. Em nome de Jesus. E que Deus seja contigo. Amém.