Episódios de Hora dos Portugueses (Semanal)

Moda e Luxo em NI, Lusodescendentes na Polícia de Andorra

07 de maio de 202627min
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O 2º Encontro Vianense no Canadá, Ana Martins e a sua linha de joalharia em NI, Lusodescendentes na Polícia de Andorra, José dos Passos- empreendedor e Portugal na Feira de Nanterre.

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Participantes neste episódio7
N

Noemi Gonçalves

Host
A

Ana Martins

ConvidadoEspecialista de comunicação e marketing
A

Augusto Bandeira

Convidado
C

Carlos Pereira

ConvidadoJornalista
M

Marco António Ribeiro

Reporter
M

Margarida André

Reporter
N

Nuno Costa

ConvidadoCEO da WizPress
Assuntos5
  • Lusodescendentes na Polícia de AndorraIntegração de Nuno Costa · Formação policial em Andorra · Função policial de proximidade · Desafios do turismo em Andorra
  • Mentalidade EmpreendedoraRaízes portuguesas (Madeira e Norte de Portugal) · Experiência em arquitetura, retalho e restauração · Hotelaria e espaços que unem culturas · Restaurantes Proud Mary, Mama Samba e Fugazi · Prémio de Empreendedor do Ano
  • Feira de NanterreExposição de produtos portugueses · Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal (ARCOP) · Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes · Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emílio Souza · Importância para municípios e diáspora
  • Caso Elisa Martins de SousaAgência de comunicação Ana Martins Communications · Paixão pelo mundo da moda · Experiência com Versace e Dolce & Gabbana · Lançamento da marca Filiana · Filigrana portuguesa
  • Experiencia no CanadaComunidade portuguesa no Canadá · Grupo de Amigos da Viana · Divulgação da cultura e folclore do Alto Minho · Apoio aos bombeiros voluntários de Viana do Castelo · Magellan Community Center
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E aí

Está na hora de seguirmos viagem mundo fora e neste episódio vamos a dois eventos. Em França, à Feira de Nanterre, nos arredores de Paris. E em Toronto, no Canadá, ao segundo encontro vianense. Tudo isto com escolta policial muito especial. Eu explico. Também vamos a Andorra, onde a polícia fala português. Eu sou a Noemi Gonçalves, seguimos viagem. Esta é a Hora dos Portugueses. Londres.

Luxemburgo. Rio de Janeiro. Paris. São Paulo. Lyon. Manchester. A Hora dos Portugueses.

Começamos com o sabor a Portugal. Os apetecíveis produtos portugueses tiveram em exposição na Feira de Nanterre, que é já uma instituição. Há 21 anos que têm estabelecido pontos entre os municípios portugueses e quem mora na região parisiense. Este é um certame que ajuda a escoar produtos típicos nacionais, mas que também aproxima os autarcas dos conterrâneos que moram no estrangeiro, como nos conta Carlos Pereira.

A Feira de Nanterre é organizada pela Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal, a ARCOP, e realiza-se todos os anos neste espaço, na cidade de Nanterre. Por aqui têm passado vários diplomatas e vários membros do governo. Este ano, por exemplo, esteve na Feira o Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, e o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emílio Souza.

Penso que este tipo de eventos são muito importantes para os nossos municípios. Nós hoje temos produtos da excelência do vinho, do queijo, dos enchidos, que têm um mercado extraordinário em França e em qualquer parte do mundo, porque isto de facto são produtos da excelência, são produtos da exceção, que só se encontram mesmo nestes territórios mais rurais, onde há uma tradição secular de tratar estes produtos.

Desde logo é importante salientar que é a 21ª edição, o que realmente demonstra a importância que esta feira tem. É realmente uma montra para alguns municípios daquilo que eles têm de melhor em termos de produtos de âmbito regional. É também a oportunidade dos presentes da Câmara.

estarem com a sua própria diáspora no seu próprio território e, portanto, é um grande momento, não só de divulgação daquilo que temos melhor nas nossas terras, mas também a oportunidade das comunidades portuguesas verem o seu Presidente de Câmara, que muitas vezes, para alguns, tem quase mais importância que qualquer outro político que desempenhe este tipo de funções em Portugal.

Nós estamos aqui, santo e tal, presentes de juntas que vieram das várias câmaras que estão cá presentes. E isto, para nós, é sempre um orgulho de ver-nos isto a crescer. A crescer, como quem diz, crescer não pode crescer mais, porque, como eu digo, o espaço não dá para mais. Nós refusámos três câmaras este ano, porque teria que estar presente e refusámos.

Esta feira só está aberta aos municípios. E cada Câmara Municipal escolhe os produtos endógenos que quer promover em Nanterre. Os autarcas aproveitam para vir também a França ao encontro dos respectivos conterrâneos.

Sentem-se reconhecidos por terem aqui o seu executivo, o agente que gere o seu território. E me merecem muito que nós estejamos aqui para honrá-los por um percurso de vida difícil, mas que, dadas essas dificuldades, teve imenso sucesso. Porque aquilo que verificamos é que os nossos imigrantes, com inícios muito, muito complicados, muitos deles há muitos anos vieram a salto.

e portanto hoje são empresários de sucesso e efetivamente não deixam de ter em Montalegre as suas casas, as suas propriedades, onde pagam impostos e onde está o seu coração. Também quero dizer que é a única festa fora de Portugal, este sujeito de estados aqui fora de Portugal, não há outra igual como esta. Então a Associação de dar a Copa e peço que eles gostaram de parabéns.

É a mostra do dinamismo de algum meio associativo, que ainda se sente e se vive aqui na jurisdição de Paris e na região parisiense, onde se concentra realmente uma grande e importante comunidade portuguesa e realmente faz a ponte entre os municípios e o poder local em Portugal.

certas regiões e também com os municípios aqui em França, nomeadamente aqui com Nonterre, que acolhe esta feira já há muitos anos. Eu costumo dizer com muito orgulho que nós temos o melhor queijo do mundo, nós temos os melhores vinhos do mundo, nós temos enchidos únicos. Portanto, é uma grande oportunidade aqui em Paris, com um grande mercado. Os municípios portugueses estão aqui muitos, em força.

E não é por acaso, com certeza. Nós vimos aqui, digamos que alimentar a alma dos nossos concidadãos e também aconchegar o estômago. Esta é uma feira de produtos regionais. Um espaço de encontro, mas também é um sítio de festa com animação e com gastronomia. Hoje vamos ter aqui 600 pessoas a jantar logo à noite.

Temos tido 400 e de ano para ano vai aumentando as pessoas que querem passar por aqui e ver o que é esta feira. Eu queria também salientar que além desta mostra de produtos tradicionais,

O Ministério dos Negócios Estrangeiros tem aqui uma presença também institucional, vamos ter ao longo do fim de semana um stand informativo sobre questões fiscais, questões de segurança social, sobretudo para quem ainda tem a perspetiva de regressar a Portugal, isso também pode ser uma mais-valia para esta feira.

Durante os três dias são escoadas toneladas de produtos portugueses. Há quem ponha a conversa em dia e, sobretudo, quem mata saudades de Portugal. Seguimos viagem para Andorra, onde o corpo policial conta nas suas fileiras com um número significativo de lusodescendentes. A hora dos portugueses.

Nuno Costa, recentemente admitido na polícia de Andorra, cumpriu um exigente percurso de treino e de formação no Principado. O Marco António Ribeiro acompanhou um dia deste jovem agente no trabalho de proximidade com a população. Nasceu em Portugal, mas rapidamente Andorra se tornou pátria para o hoje andorrano Nuno Costa. O país onde chegou ainda criança permitiu-lhe uma integração feliz, desde o primeiro dia.

Eu vim de Portugal, tinha seis anos, então claro, quando uma pessoa muda de país assim tão pequenino, é mais fácil aprender a língua, estar com outra gente, poder socializar melhor. Então o princípio, claro, como eu era tão pequeno também, não me lembra muito, muito bem, mas eu tenho algumas boas lembranças, para mim foi fácil.

E foi cedo que a paixão por aquela que viria a ser a sua profissão começou a evidenciar-se no seu dia-a-dia. Eu desde muito pequeno já me começava a disfarçar de polícia, sempre disse que queria ser polícia. Mesmo lá na nossa casa em Portugal eu estava sempre disfarçado de polícia e a brincar que estávamos a fazer patrulhas, nas hortas dos meus avôs, em todos os lados. Os anos passaram e o fascínio pela atividade policial consolidou-se, movido por uma personalidade altruísta.

É mais a atenção à gente. Saber que uma pessoa tem um problema e eu sentir-me satisfeito de poder ajudar as pessoas. Um sentido de missão que o levou a concorrer à carreira de polícia no Principado por duas vezes até que cedeu a seleção em concurso público.

Nós passamos uns concursos públicos, que se chamam de concurso público, onde eu me presentei já uma vez em 2018, desgraçadamente falhei, mas depois, esforço, dedicação, consegui voltar a apresentar-me em 2021 e aí já aceitaram, passei as provas iniciais.

e aceitaram-me e foi uma formação de nove meses. Nove meses, o primeiro mês foi um internado, no internado estivemos todos juntos, e depois foram nove meses de formação, como se estivéssemos na escola outra vez.

Nove meses de aprendizagens que serviram de ponto de partida para uma carreira nas forças de segurança. Uma atividade, por vezes, incompreendida. Uma pessoa desde fora, como um cidadão de fora, o que pensa é... Claro, vê a polícia como um sistema de sérios que estão aqui para multar.

função represora, não agora desde que estou dentro o que vejo é o que nós queremos é ajudar a gente ajudar a gente uma chamada de urgência rápido nós temos que ir rápido e tentar ajudar a pessoa da melhor maneira que nós podemos

E nesse auxílio à população, no país mais seguro da Europa, quisemos saber quais as tarefas do dia a dia, como agente de polícia e qual a sua favorita. Eu pessoalmente faço diferentes serviços. Faço o primeiro que é patrulhas, que é o que correspondemos às urgências.

Faço o segundo serviço, que é escritório, que atendemos as chamadas, damos atenção ao público, fazemos redações das queixas das pessoas e depois faço o que tenho aqui atrás, que é polícia de choque. Jogos de futebol, onde podem haver problemas, sempre estamos nós. Concertos importantes, onde há muita gente, sempre estamos nós. Mas eu, pessoalmente, o que gosto é de patrulhas. Patrulhas porque é o fato de vir trabalhar sem saber o que é que pode acontecer.

Portanto, podemos estar a fazer uma operação stop, sossegadinhos, e de repente começa uma batatada em algum sítio e nós temos que ir rápido. Nós nunca sabemos o que é que nos espera e isso é o que eu gosto. Patrulhas. A valorização do trabalho de proximidade, num efetivo com perto de três centenas de elementos, que o faz palmilhar o, muitas vezes desafiante, território do Principado.

É um desafio, porque nós também vivemos do turismo, então nós temos a nossa população fixa e depois temos a população de turismo. Então é verdade que nos meses onde há mais turistas no inverno...

Quando vem mais gente, nós aí temos mais trabalho. Mais trabalho porque, claro, há mais gente, há mais situações, há mais intervenções. Então, nós tentamos sempre fazer o máximo que pudermos. Mas eu, pessoalmente, eu, a polícia, gosto muito de estar aqui. Uma vez disseram-me que aquele que gosta do que faz nunca se tem que levantar para ir a trabalhar. Pois é o que eu estou a fazer agora.

Um lema de vida levado à letra por Nuno Costa, nesta instituição policial fundada em 1931, onde concretiza hoje o sonho acalentado, desde a infância. Do trabalho policial para os artigos de luxo.

Nos Estados Unidos da América, mais precisamente em Nova Iorque, conhecemos a Ana Martins. Ana é especialista de comunicação e marketing para marcas de moda e luxo. Mais recentemente arriscou o lançamento da própria linha de joalharia e vamos conhecer esta portuguesa em Nova Iorque, com a ajuda da Margarida André.

A portuguesa Ana Martins celebra, em 2026, 25 anos da sua agência de comunicação, a Ana Martins Communications. Situada no coração de Manhattan, em Nova Iorque, a agência dedica sobretudo ao universo da moda. Natural de Lisboa foi ainda criança, aos 10 anos, que Ana rumou aos Estados Unidos. Uma mudança que trouxe desafios, mas também uma rápida adaptação à língua e à cultura. A paixão pelo mundo da moda desperta mais tarde, durante umas férias em Itália ao lado do pai.

Vi aquelas lojas todas lindas no Monte Napoléon e eu fiquei arrasada, tipo o Valentino e especialmente o Versace. Nessa altura já estava na universidade, nos primeiros anos, e pensei, bem, tenho que ir para a escola melhor de moda. E então falei com o meu pai, com a minha família e disse, ok, quero ir para o FIT.

Já a frequentar o reputado Fashion Institute of Technology, Ana decide entrar na única loja Versace de Nova Iorque e apresenta-se, sem hesitar, para um estágio. Passado mês eles ligaram e eu comecei lá a trabalhar com eles, a ajudar na loja e estive lá um ano, dois anos, o Diário e o Versace ainda estavam a viver. Estavam a crescer aqui nos Estados Unidos. Foi uma época muito boa, aprendi muito nessa altura e cresci dentro da companhia. E comecei a trabalhar com o CEO da companhia nessa altura. E aí

E quando eu já estava a graduar, eles ofereceram uma posição, mas eu nessa altura já estava a gostar tanto da parte de publicidade e das revistas e de lidar com a parte toda mais de marketing e de public relations. E eu disse, não, eu quero, eu quero fazer public relations. Após a morte de Gianni Versace, sai da empresa e quase de imediato começam a surgir várias propostas de trabalho.

Trabalhei com a parte de licença para o Dolce & Cabbana, fui diretora de marketing. Também lancei o Gotham Magazine em Nova Iorque, que foi ótimo, com o Jason Dinn na altura. E também trabalhei para uma agência de publicidade e nessa altura disse eu nunca vou ter uma agência de publicidade.

Habituada a trabalhar com grandes marcas, esta agência dá-lhe uma nova perspetiva sobre o setor. Depois de um lay-off, vê-se pela primeira vez sem trabalho fixo e começa a organizar eventos. As oportunidades sucedem-se com projetos de grande dimensão e decide avançar com a criação da sua própria empresa. Uma decisão tomada num momento marcante, o ataque às Torres Gémeas. Com Nova Iorque parada, a Ana opta por passar algum tempo em Portugal.

E chegou janeiro e eu tive um telefonema ou um e-mail, já não me lembro, de uma das companhias com quem eu estava a falar. E era uma companhia canadiana de fashion, que tinham lojas aqui em Nova Iorque. E perguntaram, olha Ana, a gente está prontos, vamos começar outra vez, onde é que tu estás? E eu fiquei, ok. Então depois em mim muita coisa aconteceu. E é quando na área das joias, em diamantes, casas de joias, eles precisavam muito de branding.

Hoje, a trabalhar com algumas das marcas mais prestigiadas do mundo e com uma equipa que a acompanha há 15 anos, a Ana Martins Communications comemora um quarto século de existência. Cada década teve as suas catástrofes, mas depois teve os seus sucessos. Primeiro foi o 9-11, mesmo ao princípio. Depois tivemos a recessão.

e depois foi o COVID. Filiana é o projeto mais recente de Ana Martins, uma marca que nasce de sua paixão pelas joias e de uma longa experiência no setor da moda e do luxo. Eu não sabia se era um hobby, se era uma coisa que eu estava a gostar de fazer, o que é que seria. Demorou tempo, não é? Porque, entretanto, tenho a agência e tenho o trabalho.

mas quanto mais desenhava, mais eu gostava. E eu pensei, está aqui uma linha completa. Entretanto, também comecei a fazer as joias aqui em Nova Iorque. Comecei a ter pedidos para fazer em prata, em ouro, e aí já é mais difícil estar a fazer as coisas na Tailândia. E agora estou já a trabalhar, quero fazer peças com filigrana autêntica portuguesa. Por isso, isso vai ser agora o projeto este ano.

Desde Nova Iorque, Margarida André, para a Hora dos Portugueses, da RTP. No início desta Hora dos Portugueses disse que iríamos a dois eventos. Já passámos por um e é agora a vez de rumarmos a Toronto, ao segundo encontro vianense, que voltou a ser um evento com grande acolhimento por parte da comunidade portuguesa, especialmente junto dos amantes do folclore e tradições do alto minho.

Organizado pelo Grupo de Amigos da Viana, em cooperação com a Associação de Grupos Folclóricos do Alto Munho e com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o evento decorreu durante dois dias e contou com vários momentos de alto valor cultural. No final, as receitas reverteram para os bombeiros voluntários de Viana do Castelo e o Magellan Community Center em partes iguais. Madalena Balsa.

Não faltaram corações de Viana, nem faltaram corações a bater mais forte ao celebrar de novo a cultura vianense em Toronto. O segundo encontro vianense foi mais uma vez organizado pelos amigos de Viana, que contaram com o apoio bem expressivo da comunidade portuguesa residente na grande área de Toronto. Este facto deixou Augusto Bandeira bastante satisfeito e esperançoso relativamente ao que poderá ser o futuro da celebração da cultura portuguesa deste lado do Atlântico.

Espero bem que continue a cultura a ser divulgada com qualidade, não com quantidade, porque eu vou repetir outra vez, já repeti isso hoje de manhã num evento. Quantidade não é qualidade. E nós precisamos de qualidade e cultura bem divulgada para a juventude. Enquanto que há juventude que quer dar seguimento a estas coisas, é a altura de nós começarmos a passar a pasta com qualidade para eles continuarem.

O segundo encontro vianense proporcionou à comunidade portuguesa dois dias de intensa atividade cultural, culminando com o espetáculo de folclore apresentado por elementos provenientes de vários grupos integrantes da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Ninho.

Na falda Silva Rego, depois de meses de trabalho de preparação em Viana do Castelo para garantir que tudo correria bem nesta deslocação, estava encantada com a ligação que a delegação vianense conseguiu estabelecer com a comunidade luso-canadiana.

Desta vez foi ainda mais especial, porque o contacto com a população, com a comunidade luso-canadiana foi maior. Nós estivemos com crianças muito pequeninas, estivemos a dançar com elas, estivemos com idosos, estivemos a cantar com eles e a dançar um bocadinho também. E estivemos com elementos de grupos folclóricos da cá, que quiseram também estar connosco para aprender algumas danças. Ou seja...

Eu sinto que desta vez houve mais comunicação entre nós e a comunidade e isso fez toda a diferença. Também Flávio Cruz se mostrou particularmente satisfeito e sensibilizado com tudo o que se viveu em Toronto.

A comunidade portuguesa aqui em Toronto tem um amor inexcedível pelas suas tradições e pelas suas raízes. Por isso é que nós vimos as oficinas que fizemos, todas as ações que fizemos, cheias de pessoas. E isso enche-nos de orgulho porque é sinal de que os portugueses que estão cá no Canadá ainda sentem uma ligação muito forte às suas origens.

O segundo encontro vianense teve de novo um objetivo solidário. Desta vez foram duas as instituições visadas, o Magellan Community Center e os bombeiros voluntários de Viana do Castelo. Grato por mais uma iniciativa de apoio, Manuel da Costa sublinhou a importância de se continuar a suportar este projeto absolutamente estruturante para o futuro da comunidade portuguesa residente em Toronto.

Nós temos que continuar sempre no projeto, sempre com a vista no porquê que começamos um projeto destes e para quem é. Isso que é o importante, não podemos virar as costas, temos mais pelo menos 8 meses, aqueles voluntários que continuam a trabalhar e a comunidade. E eu acho que isso é o que é o importante, é ter a chama acesa e que as pessoas continuem a perceber que o projeto é importante.

David Lourenço, presidente dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, veio a Toronto para agradecer pessoalmente o gesto de solidariedade que tanto representa para a corporação a que preside. É uma mensagem de gratidão pela forma como nos receberam e pela solidariedade que têm para connosco. Estando tão longe, parece-me que estou extremamente perto de todos vocês e a comunidade luso-canadiana realmente faz-nos sentir em casa.

É hora dos portugueses. Todas as semanas conhecemos histórias extraordinárias. A próxima é também um desses casos. José dos Passos é um empreendedor visionário que cruza a arquitetura, retalho e restauração. Filho de pais portugueses, com raízes no norte de Portugal e na Madeira, encontrou na família o exemplo e a inspiração para um percurso construído com trabalho e dedicação.

Atualmente aposta na hotelaria e na criação de espaços que unem pessoas, culturas e experiências. Este ano acrescenta ao seu portfólio mais um restaurante e um bar panorâmico no hotel de cadeia internacional Mama Shelter, na cidade de Cabo, na África do Sul. Hugo Gomes traz-nos aqui o perfil de José dos Passos, que recentemente foi também distinguido com o Prémio de Empreendedor do Ano.

Sou um pai, sou dono de vários negócios, sou empreendedor, gosto de treinar, ensinar pessoal que trabalha comigo e gosto de aprender todos os dias.

O meu pai nasceu na Ilha da Madeira e chegou aqui na África do Sul com 17 anos e começou a sua vida. E a minha mãe cresceu no norte de Portugal, na Vila Nova de Foscua. Os meus avós vieram para Moçambique, chegou aqui na África com 9 meses. Depois da idade de 9 anos, veio para a África do Sul, viveram na cidade de Pretória e a minha mãe foi à escola aqui na África do Sul. Depois os meus pais conheceram-se, começaram a sua vida juntos.

O pai tinha um negócio e a minha mãe trabalhava com ele. Comecei durante as férias e nos fins de semana a trabalhar com o meu pai. Aprendei muito dos valores que eles ensinaram. Estou muito grato às oportunidades que deram.

Como é que foi o seu dia ontem? Foi bom. Foi bom? E como é que foram os bookings desta semana? Estamos a... Temos aí vários bookings. Hoje temos umas reservas de 20 pessoas. O que? Uma das reservas. Só uma mesa, não é? Sim, uma mesa. Prontos, obrigado. Obrigado. Tchau.

Sempre os meus pais, todas as férias em julho, a gente disse a Madeira e Portugal. Sempre tinha aquela ligação a Portugal, a Madeira, as comidas. Isso foi importante. Os meus pais foram sempre abertos para introduzir nós à cultura portuguesa. E até hoje, uma vez por ano, vou visitar na Madeira, em Portugal.

Depois da universidade, trabalhei para uma firma de arquitetos. Trabalhei lá de três anos, vários projetos. Bom dia, Jair. Você está? Sim. Marcos é um português, é um garoto.

Depois, sempre queria ter o meu negócio e eu comecei com o franchise CTM, que é uma loja na África do Sul com vários produtos para a indústria de construção. O fundador dessa organização é um senhor chamado Ravazzotti, italiano. Deu muita inspiração para crescer e para começar um negócio que eu comecei, chamado Flores Direct.

produtos de madeira. Crescia-se a companhia com 13 franchises, no Cabo, no Natal, em Pretoria, em Jovensburg. Vim desse negócio para uma companhia grande. Depois disso, foram muitos outros negócios de distribuição de cervejas.

Depois disso, comecei nos restaurantes. O meu parceiro no negócio e juntos. Abrimos sete doppios zeros juntos e vendemos este sete doppios zeros. Aprendemos muito.

E depois abrimos os nossos restaurantes e hoje temos três em Rosebank. Proud Mary, Mama Samba e Fugazi Proud Mary. É um restaurante de 700 metros quadrados. Está aberto de manhã até à noite e também somos o serviço ao hotel. Mama Samba é um restaurante inspirado da salva do Brasil.

Tem as comidas da América do Sul. Depois temos o Fugazi italiano com pizza e pastas. Os três fazem uma parte da minha comunidade aqui em Rosebank. Como foi? Oi, brother. Você está bem? Eu sou um homem. Obrigado. O meu pai tinha um negócio de comidas. Estava sempre rodeado de aromas e sabores. E até hoje eu gosto de entrar nas cozinhas e experimentar as comidas. Sim, foi importante.

Eu diria para colaborar e rodear-se de equipas fantásticas e poderosas que nos acompanham em todos os momentos. Ser audaz e seguir os nossos sonhos e fazer com que todos os dias contem e tentar combinar o nosso hobby com o nosso trabalho para não termos de trabalhar nenhum dia das nossas vidas. Nunca pensar no falhanço, apenas na aprendizagem e aproveitar.

E fica por aqui esta edição semanal da Hora dos Portugueses, na versão rádio. Já sabe que este e outros programas estão disponíveis na RTP Play, quer no formato rádio, quer no formato televisão, todas as semanas. Descobrimos portugueses que no mundo dão cartas.

Manchester É a hora dos portugueses