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403. Estratégias para pais e comunidade no pastoreio do adolescente (Pr. Ivis Fernandes)

09 de maio de 202644min
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Mensagem ministrada pelo pastor Ivis Fernandes na Comunidade Batista em Moema sobre o tema "Estratégicas práticas para pais e comunidade no pastoreio do adolescente".  A partir de exemplos bíblicos e aplicações pastorais, somos lembrados de que discipular adolescentes vai muito além de controlar comportamentos: envolve formar caráter, criar vínculos e desenvolver responsabilidade.

A palestra também aborda o papel essencial da família e da igreja na formação espiritual dos jovens, mostrando a importância de gerar pertencimento real, oportunidades de crescimento, prestação de contas e espaço para amadurecimento dentro da comunidade cristã.

Participantes neste episódio1
I

Ivis Fernandes

ConvidadoPastor
Assuntos8
  • Responsabilidade adulta nas decisõesDefinição de adulto pela responsabilidade · Cultura judaica e responsabilidade a partir dos 12/13 anos · Marcadores de idade nas escrituras (20 e 30 anos) · Visão bíblica versus visão social sobre maturidade
  • Responsabilidade parental versus controle excessivoParábola dos talentos (Mateus 25) · Dar responsabilidades conforme a capacidade · Ensinar e demonstrar como fazer · Estabelecer prestação de contas · Consequências: privilégios e retirada de benefícios
  • Dicas para novos paisRelacionamentos baseados em desempenho e merecimento · Consequências de não gerar pertencimento · Manifestação da graça na família · Pais reconhecendo seus pecados · Não condicionar aceitação ao desempenho
  • Adolescência e Mudanças ComportamentaisConfusão social sobre a adolescência · Propostas de faixas etárias · Pesquisa de Cambridge sobre adolescência · Amadurecimento tardio na sociedade moderna
  • Infância e juventudePromover pertencimento na igreja · Dar responsabilidades e objetivos aos adolescentes · Oportunidades de liderança supervisionada · Evitar ministérios apenas de serviço · Cultura de acolhimento e cuidado
  • Abandono de apegos e vícios mundanosExpectativas mínimas dos pais · Preservação de responsabilidades · Eterna infância e atraso no amadurecimento · Conflito entre desejo de independência e cobranças · Amadurecimento tardio na sociedade
  • Ensinando valores bíblicos aos filhosProfetas e líderes chamados na adolescência · José no Egito · Reis Ezequias e Josias · Jesus e o imposto do templo (Mateus 17) · Personagens bíblicos responsáveis na adolescência
  • Vida de oração com DeusLimitações dos pais humanos · Deus como o único Pai perfeito · Intercessão pelos filhos · Mudar o coração dos filhos
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Bom, na primeira palestra eu comecei falando da minha mãe, né? Uma senhora de 81 anos que não consegue lidar com o celular. Ela tem pânico, né? Tem pesadelos à noite com o celular dela. Porque ela não consegue entender como funciona um celular. E ela não consegue lidar adequadamente com ele. Então a ideia é nós teremos dificuldades em lidar com aquilo que nós não entendemos.

Por isso, então, a nossa primeira palestra foi focada em entender a adolescência à luz das escrituras, pelo menos algumas questões mais gerais, para que, então, nós possamos agora pensar o que nós fazemos agora com o nosso adolescente. Então, a primeira palestra foi uma ênfase um pouco mais teórica, a segunda um pouco mais prática. Porém...

eu vou precisar começar também com um pouquinho de teoria, para que depois uma aplicação prática que eu vou fazer faça um pouco mais de sentido. Tá bom? E eu quero começar essa segunda palestra...

Pensando aí, estratégias práticas e bíblicas para pais e comunidade no pastoreio do adolescente. Focando um pouquinho na transição para a vida adulta. Então, eu já mencionei na primeira palestra o quanto a nossa sociedade é confusa em relação à adolescência. Eles não sabem o que é um adolescente, eles não sabem qual é a duração da adolescência. Então, no passado...

Nós tínhamos a infância, nós tínhamos o jovem adulto, que legalmente ele é responsável, e nós temos, então, um campo de interseção entre essas duas coisas, um período que é chamado de adolescência, em que o indivíduo não é nem criança, e ele também não é adulto, aos olhos da sociedade. Então, acabou gerando esse período intermediário entre a infância e a vida adulta.

E aí existem algumas propostas de divisão de faixas etárias, uma delas que eu já achei é da adolescência, dos 14 aos 17 anos, e aí existe aquele chamado adulto legal, que é a juventude, aquele que é adulto porque ele é responsável diante da sociedade.

criminalmente, civilmente, 18 a 21 anos. Nós temos o adulto emergente dos 19 aos 29 anos e nós temos então a consolidação da vida adulta dos 25 aos 35 anos. E você percebe que tem algumas idades que se sobrepõem, porque eles têm dificuldade de definir idades mais precisas nas quais a transição de uma fase para outra acontece.

Eu falei também sobre a pesquisa lá de Cambridge, que propõe que a adolescência vai até os 32 anos de idade. Eu li alguns anos atrás uma reportagem falando que uma outra universidade, que eu não me lembro agora qual é, diz que o adulto, hoje em dia, está amadurecendo por volta dos 50 anos de idade. Então, é uma confusão enorme.

Eu acho que eu não sou maduro, porque eu vou fazer 50 anos esse ano. Entendeu? Devo estar na adolescência ainda. Então, existe uma confusão enorme em relação à adolescência e às etapas. Enfim. Isso gera uma confusão enorme. Agora, se nós queremos entender quando é que alguém sai da adolescência ou da infância e entra na vida adulta, eu preciso entender, então, o que é um adulto.

O que define um adulto? E eu não quero entrar aqui em discussões, em detalhes, em pormenores, mas eu quero propor que uma palavra aqui, um termo essencial para que alguém seja considerado um adulto. Responsabilidade. Essa é a palavra. Um adulto é alguém que é responsável pelas suas escolhas e por suas decisões. E responde por elas perante Deus, perante outras pessoas.

Então, eu creio que uma característica essencial para que alguém seja considerado um adulto é responsabilidade. Agora, a questão é, quando é que alguém transita da infância para a vida adulta? Quando é que alguém se torna responsável diante das outras pessoas e pode, então, ser considerado alguém adulto? Na perspectiva que nós temos hoje em dia...

Por Cambridge, vai lá 32 anos para frente. Depois da adolescência, é a visão que a nossa sociedade tem. Lá para os 18, 20, 25, 30 anos, é quando alguém é considerado responsável por suas ações. Então, é considerado alguém adulto. Essa é a visão que nós vemos hoje em dia. Agora, será que... A...

a Bíblia nos ajuda a perceber alguma coisa um pouco mais específica em relação a isso. Eu quero começar falando não exatamente sobre a Bíblia, mas sobre a prática na cultura judaica, na cultura hebraica. Quando é que alguém era considerado adulto responsável na cultura judaica? Isso acontece...

aos 13 anos para os meninos e aos 12 anos para as meninas. O bar mitzvah e o bat mitzvah são momentos nos quais o indivíduo é considerado responsável por suas decisões religiosas e morais diante da sociedade. Então, a partir dessa idade, os pais não são mais responsáveis pelas escolhas dos seus filhos nessas áreas. Eles já são responsáveis.

E se na nossa definição, no nosso conceito, o que compreende um adulto é ser responsável, na cultura judaica, um indivíduo se torna adulto a partir dos 13 anos de idade, os meninos 12 anos, as meninas. É claro que não é um adulto maduro, é um jovem adulto, mas ele já é responsável diante das outras pessoas naquela cultura. Existem outros marcadores de idade.

Nas escrituras. Aos 20 anos, o homem ia para a guerra. Aos 30 anos, quando Jesus começa o seu ministério, o homem era considerado plenamente maduro perante aquela sociedade. Mas aos 13 anos, ele já era responsável por suas escolhas e por suas decisões. Olha só que interessante.

Só que aí, bem recente na história, lá no final do século XIX, a nossa sociedade criou um período chamado adolescência.

na qual o indivíduo não é criança mais e ele também não é adulto. E juntamente com a criação dessa divisão das faixas etárias, a nossa sociedade começou a olhar para esse período de uma maneira muito específica. O adolescente é irresponsável, ele não é capaz ainda de fazer coisas, ele é muito imaturo ainda, ele não consegue. E por conta disso...

Nós começamos a tratar os adolescentes dessa maneira e isso começou a atrasar o amadurecimento dos adolescentes cada vez mais para adiante. No passado, na época dos meus pais, avós, eles amadureciam muito mais cedo, porque eles assumiam responsabilidades muito mais cedo.

Hoje em dia, nós criamos os adolescentes de uma tal forma que eles vão assumir responsabilidades lá para os 25 anos em diante, quando eles estão saindo da faculdade. Uma responsabilidade além de estudar. Então, a nossa sociedade começou a olhar para o adolescente assim, como uma fonte de problemas, alguém imaturo. A expectativa dos pais em relação ao filho do adolescente, às vezes, é...

Mínima. Tem pais que pensam assim, se meu filho não engravidar e não usar drogas na adolescência, já estou feliz demais, já estou no lucro. Eu quero que ele passe logo por essa fase e cresça e se torne um adulto. E aí, então, na maneira como nós tratamos os adolescentes, nós acabamos adiando e atrasando cada vez mais o amadurecimento deles. Agora, será que é assim realmente?

na cultura judaica, 12, 13 anos, já é alguém responsável. E se é assim realmente, será que a Bíblia fala algumas coisas, ou pelo menos nos dá algumas pistas sobre isso? Um texto que eu quero ver com vocês, e eu estou sendo bem sincero aqui, eu não creio que é um texto definitivo, que comprove o meu ponto aqui, mas eu quero pelo menos colocá-lo e eu falo. E aí

para chamar a nossa atenção. 1 Coríntios capítulo 13, versículo 11, Paulo diz assim, quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Então, repare que Paulo usa essas palavras menino e homem, e quando ele deixa as coisas de menino, ele não vai para as coisas de adolescente, ele vai para as coisas de homem.

Parece que Paulo está falando aqui de duas coisas, menino e homem. De uma transição da meninice para a vida responsável de homem. Sem etapas intermediárias.

1 Coríntios 14, versículo 20, Paulo diz ali, irmãos, deixem de pensar como crianças. Com respeito ao mal, sejam crianças, mas quanto ao modo de pensar, sejam adultos. Ele também faz esse contraste entre ser criança e ser adulto. Deixem de ser criança, não para ser adolescente ou jovem, adulto emergente, não para ser adulto, para ser homem.

Você não vê na Bíblia esses períodos intermediários, que são criações relativamente recentes na história. Se é assim mesmo, se isso é verdade, nós deveríamos então encontrar nas Escrituras pessoas que eram responsáveis na adolescência. Será que existe isso?

nós vemos na Bíblia profetas e líderes que fizeram aquilo que fizeram durante o tempo bíblico na adolescência. José, por exemplo, no Egito, tudo indica que quando ele é vendido pelos seus irmãos e vai para o Egito e fica na casa de Potifar, ele era um adolescente. A maneira como ele reage de maneira íntegra ali, quando a esposa de Potifar quer deitar com ele, ele era um adolescente, um menino.

Nós vemos outros personagens, Isaías, Jeremias, Ezequias, João Marcos. Pessoas que aparecem na Bíblia no seu período de adolescência. Foram chamados por Deus para serem profetas e líderes na adolescência. Nós vemos pelo menos dois reis, né? As Arias e os Ias, que assumiram o trono de Judá aos 16 anos de idade. Reinaram com 16 anos na adolescência.

E tem um outro texto que é bem interessante. Mateus capítulo 17, versículos 24 a 27. É um texto em que diz ali que Jesus estava com os seus discípulos logo no início. E aí então alguns homens chegam para Pedro e dizem assim, Pedro, Jesus, o seu mestre, ele não paga o imposto do templo? E aí então Jesus traz alguns ensinamentos ali sobre isso.

E depois ele diz assim para Pedro, Pedro, vai pescar. O primeiro peixe que você pegar, se abre a boca dele e vai achar duas moedas lá. Com uma você paga o meu imposto e com a outra você paga o seu. É um texto meio estranho, né? Mas lembra uma coisa, o texto vai dizer ali que os discípulos todos estavam com Jesus. Mas Jesus fala assim...

Pago o seu imposto e o meu. Será que Jesus deixou de lado aos outros que se virem? Eles que paguem o dele. Será que é isso que Jesus está fazendo ali? Aí nós vamos ver que esse imposto do templo, ele era pago a partir dos 20 anos de idade. Então tudo indica que apenas Jesus e Pedro eram maiores de 20 anos de idade ali. E os outros discípulos provavelmente eram adolescentes. Tem um professor, doutor, o professor. E aí

em várias áreas aí, e ele está escrevendo um livro sobre adolescência. Ele está identificando adolescentes na Bíblia, ele já identificou dezenas de personagens bíblicos que aparecem e servem a Deus, lideram batalhas, que profetizam, que servem ao Senhor na adolescência. Então essa ideia de que o adolescente é incapaz, que ele não consegue fazer nada, deixa isso com os adultos, você não consegue.

Não parece ser uma visão muito bíblica a respeito do adolescente. Quando nós pensamos na adolescência, nos moldes de hoje em dia, nós acabamos tratando o adolescente de uma forma que vai atrasar o seu amadurecimento, o seu crescimento. A ideia é mais ou menos a seguinte, o problema das expectativas. Nós olhamos para o adolescente como alguém incapaz.

E aí nós preservamos o adolescente de responsabilidades, porque ele não consegue, afinal ele é um adolescente só, não é adulto. Agora, quando nós fazemos isso, nós mantemos o adolescente na sua imaturidade, porque ele só faz coisas de criança. Ele fica jogando futebol, videogame, estuda, é o que ele faz. E aí nós mantemos o adolescente numa eterna infância.

Não cresce. Só que tem um problema. O problema é que nós olhamos para o adolescente e vemos alguém que não é mais uma criança. O menino já fala como homem, já tem um corpo de homem. A menina já fala como mulher, já tem um corpo de mulher. E agora as criancices do adolescente já não são mais tão engraçadinhas quando eles eram crianças. Agora incomoda. Tem alguma coisa que não está direito aqui?

Você já tem um corpo de homem. Ah, já como homem, cresça, né? E aí então começam as cobranças dos pais em relação aos adolescentes. Eles começam a pressionar. Ah, seja responsável. A madureza. E paralelamente a isso, nós temos no coração do adolescente um desejo por liberdade. Ele quer ser independente. E aí isso entra em conflito.

Ele quer ser independente, ele reage mal às cobranças dos pais, e aí isso vai resultar em ira e frustração de ambas as partes. Mas vai levar os pais a pensar assim, ah, meu filho realmente não é homem, ele é uma criança ainda. Ele é um menino, ele é imaturo, então eu preservo o meu filho das responsabilidades. Ele continua imaturo e nós criamos um ciclo vicioso em que nós prendemos os nossos filhos numa eterna infância.

E não é à toa que Cambridge vai dizer que a adolescência vai até os 32 anos. Não é à toa que aquela outra reportagem dizendo que o homem amadurece com 50 anos de idade, porque nós estamos atrasando cada vez mais o crescimento e a maturidade dos nossos filhos, dos adolescentes.

E aí então, o que nós fazemos a respeito disso? Como nós podemos lidar com isso? Eu quero começar aqui então, algumas questões um pouco mais práticas, pensando primeiramente nos pais. Como é que nós podemos ajudar os nossos filhos a crescerem em maturidade? Um ponto aqui diz respeito com a responsabilidade.

O meu pai, ele precisou começar a trabalhar com oito anos de idade. E ele amadureceu muito cedo. Sofreu muito, porque ele teve que trabalhar por necessidade. E aí o pensamento dele em relação aos filhos é assim, eu não quero que meus filhos passem por aquilo que eu passei. Então eu vou privá-los de todas as dificuldades, só estuda.

Só que ao fazer isso, na melhor das boas intenções, não estou criticando de maneira nenhuma a intenção dos meus pais, era a das melhores. Mas eu acabei demorando muito mais para amadurecer por conta disso. Eu só fui assumir responsabilidades quando eu já era bem mais velho. Então nós precisamos tomar cuidado com isso. Eu não estou dizendo que você tem que colocar o seu filho para trabalhar com oito anos de idade, não é esse o ponto.

Mas é o ponto, eu preciso, mesmo que ele não tenha o peso de manter uma família sobre os seus ombros, ele precisa aprender a crescer com pequenas responsabilidades. E aqui é uma proposta que não é minha, não inventei. Ela é de um escritor chamado Lu Priolo.

que é um conselheiro que tem vários materiais publicados na área de aconselhamento bíblico, que ele pensa num procedimento simples, não tem nada de extraordinário aqui, mas para ajudar os nossos filhos a crescerem em maturidade. E ele se baseia lá em Mateus capítulo 25, versículos 14 a 30, a parábola dos talentos. Nessa parábola, Jesus fala a respeito de um senhor, e esse senhor tem alguns servos.

E ele chama esses três servos e o texto diz que ele dá a cada um conforme a capacidade de cada um deles. Então, para um ele dá cinco talentos, para outro ele dá dois talentos, para outro ele dá um talento. E esse senhor viaja e fica fora muito tempo. Depois ele retorna, ele chama os seus servos para prestar contas. E aí então o servo que tinha cinco talentos ganhou mais cinco. O servo que tinha dois talentos ganhou mais dois. O que tinha um...

Não ganhou nada, porque ele não fez nada com o dinheiro, simplesmente escondeu. E aí então, o Senhor retribui a cada um conforme a fidelidade ou a infidelidade.

Dos seus servos. Veja bem, esse texto não está ensinando sobre a adolescência. Ele não está ensinando sobre maneiras ou métodos para ajudar o adolescente a crescer. Mas Lupriolo pegou essa parábola e pegou esses princípios, ou aquilo que aquele senhor fez, e pensou numa maneira de ajudar o adolescente a crescer em maturidade. Nada extraordinário, mas às vezes a gente precisa relembrar aquilo que é óbvio.

Então, algumas coisas que ele fala. Ele fala, por exemplo, sobre a responsabilidade. Eu preciso dar ao meu filho responsabilidades. Na parábola, o senhor dá conforme a capacidade de cada um dos seus servos. Os pais também têm que fazer isso conforme a capacidade dos seus filhos. Aí você precisa conhecer o seu filho e saber do que ele pode, aquilo que ele não consegue fazer naquele momento de vida.

Então, eu preciso dar para ele algumas tarefas, algumas responsabilidades. Eu tenho que ensinar para ele o que ele tem que fazer, como é que ele faz, mostrar para ele como é que faz. Se eu não ensinar, eu não vou poder cobrar depois. Se eu falar assim, simplesmente faz. E eu nem mostro o que e como e o que eu espero.

não posso cobrar depois que ele faça bem feito. Então eu mostro, eu ensino, eu sou detalhista, eu sou objetivo, dou critérios para ele sobre o que ele tem que fazer e o que eu espero dele. Depois disso, eu estabeleço prestação de contas, pode ser semanal, quinzenal, mensal, e aí você vai sentar com o seu filho e vai avaliar aquilo que foi feito. É aquilo que muitas de vocês fazem no seu trabalho.

E aí você senta com o seu filho, fez direito? Não fez? Sua tarefa era arrumar a cama. Arrumou? Olha, eu fui lá várias vezes e a cama estava bagunçada. Ou então estava mal arrumada. Ou então você arrumou de má vontade, reclamando em todo momento. E então você vai sentar para avaliar. Fez direito? Não fez direito? A tarefa é lavar a louça. Viu uma crosta de comida aqui na panela? Não lavou direito.

Ou então, ficou bom, a panela está que nem um espelho, estou me vendo aqui na panela, está direito, você fez bonito, fez bem feito. E aí então eu vou dar consequências com base nessa avaliação. Privilégios para aquele que foi fiel, benefícios para aquele que foi fiel. E retirar privilégios e benefícios daquele que foi infiel na sua responsabilidade e no seu compromisso. Algo simples, algo que vocês fazem no seu ambiente de trabalho.

mas às vezes os pais não fazem dentro de casa. Não dão pequenas responsabilidades, então você vai crescendo nessas responsabilidades conforme ele vai amadurecendo. E ao fazer isso, ao não fazer isso, nós acabamos deixando os nossos filhos eternamente crianças, eternamente imaturos. Então algo simples, mas prático, pode ser feito por cada um de nós dentro de casa.

Agora, nós falamos também na primeira palestra que o nosso filho, ele é um adorador e que essa adoração envolve alguns desejos importantes do coração e um desejo é o pertencimento. Então, uma outra coisa prática aqui é como é que nós, esqueci de botar a consequência ali, né? Como é que nós, como pais, podemos ajudar o nosso filho a crescer no pertencimento, esse desejo que é forte no coração dele?

Galatas capítulo 1, versículo 6, diz assim, Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo para seguirem outro evangelho. Paulo está se dirigindo às igrejas da Galáxia.

dizendo, olha, vocês tinham o verdadeiro evangelho, mas vocês estão trocando o verdadeiro evangelho por um falso evangelho. Vocês estão pensando assim, a salvação é pela graça, mas agora a vida cristã daqui pra frente é pelo meu próprio mérito, pelo meu próprio esforço. Eles estavam abandonando o evangelho. E eu creio que às vezes a gente pode dizer essas palavras aqui pra algumas famílias.

Famílias, admiro de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo para seguir em outro evangelho. Às vezes existem famílias cristãs que na prática do dia a dia, nos relacionamentos familiares, não vivem pela graça, mas vivem relacionamentos baseados no desempenho e merecimento. Então, eu acabo ensinando algo para o meu filho.

que ele só vai ser amado, ele só vai ser aceito pelos seus pais, se ele merecer isso. Se ele não merecer, eu vou despejar sobre ele toda a minha ira, toda a minha decepção, toda a minha frustração. Eu falo assim, filho, que decepção você é para a minha vida? Eu fracassei como pai. E aí, tratando meu filho desse jeito,

ele vai se sentir não pertencente mais àquela família. O que ele vai fazer? Eu vou buscar esse pertencimento em outro lugar, em outros ambientes nos quais eu vou ser aceito, nos quais eu vou ser amado por quem eu sou e não por aquilo que eu faço. Se nós tratamos os nossos filhos desse jeito, nós podemos ter dois resultados. Um deles são filhos perfeccionistas, legalistas e fariseus.

que vão pensar assim, olha, eu consigo guardar a lei. Eu sou bom, eu sou santo, eu sou merecedor do amor e da aprovação dos meus pais, porque eu sou bom, eu consigo fazer aquilo que se espera de mim. É claro que ninguém consegue cumprir totalmente a lei, então ele vai fingir que consegue e manter as aparências de que consegue. E aí nós vamos produzir filhos assim.

Um outro resultado são filhos sem pertencimento. Eu tento, tento, tento, mas eu não consigo ser aprovado pelos meus pais. Nada é bom o suficiente para eles. Sempre tem algo ruim. Eles estão sempre me criticando. Eles estão sempre mostrando o quão incapaz eu sou. Eu não me sinto pertencente a esse lugar. Então eu vou buscar agora pertencimento em outro lugar.

Então nós precisamos de ambientes familiares nos quais a graça esteja presente. E como é que essa graça se manifesta? Umas implicações aqui para os pais. Em primeiro lugar, o pai que vive pela graça dentro de casa, ele mesmo reconhece os seus próprios pecados diante dos filhos, porque ele não precisa manter uma aparência. Ele pode sim reconhecer que ele peca, ele falha.

Isso não vai diminuí-lo como pai. Pelo contrário, saiba de uma coisa. Os seus filhos vão perceber quando você pecar. Você vai pensar, ele não percebeu. Percebe. E eles vão perceber também que você pecou e não pediu perdão. Só manteve a aparência de ser alguém santo. Alguém que não erra, alguém que não falha. E ele vai aprender que é assim que se vive dentro de uma família cristã.

Pais não precisam estar sempre certos numa discussão. Às vezes você está conversando, argumentando, e às vezes seu filho fala uma coisa que tem razão, mas você não quer dar o braço a torcer, porque você quer estar certo. E o filho percebe isso também. Meu pai é orgulhoso. Ele vive pelas aparências. Ele quer dizer a todo custo que eu estou errado e ele está certo.

E o terceiro elemento, que é um desafio para mim, não condicionar a aceitação ao desempenho dos filhos. Eu venho de um ambiente familiar no qual tudo o que eu tentava fazer direito é, ah, legal, filho. Tipo assim, não fez mais do que obrigação. Mas tudo o que eu fazia de errado era claramente, prontamente, demonstrado e jogado na minha cara.

E eu comecei a fazer isso com os meus filhos. A pensar assim, quando os meus filhos pecam, eu preciso demonstrar que eles estão errados. E como é que eu demonstro isso? Uma reação brava.

Eu preciso mostrar, eu não posso passar a mão na cabeça. Então eles precisam saber que eles estão errados. Então, está errado! O que é isso? Claro, não grito, mas é só representando aqui. Isso é, está errado! Não é desse jeito que faz. Ou então mostrando para eles a minha decepção. Gente, que decepção, filho. Nossa, que horrível. Eu acho que eu falei como pai.

Aí coloca-se no lugar do filho, né? Vai murchando assim, né? Meu pai, ele só me ama e só me aceita quando eu faço tudo direitinho. Quando eu não faço, ele faz questão de mostrar que ele está frustrado, decepcionado comigo, que ele está irado comigo. Então você acaba ensinando uma coisa para os seus filhos. Eu não me sinto pertencente a essa família, porque eu não consigo atender o padrão dos meus pais.

Nunca é bom o suficiente. Então eu preciso agora buscar esse pertencimento em outros lugares. Agora vejam bem, quando eu falo de graça na família, eu não estou falando de passar pano nos pecados dos filhos. Não é isso. Eu estou falando da maneira como você fala com os seus filhos, da maneira como você lida com o pecado dos filhos.

Quando eles pecam, você tem que dizer que eles estão errados, que eles pecaram contra Deus, mas a forma faz toda a diferença. Você chega para o seu filho e fala assim, filho, eu te amo. Você é importante para mim. E eu continuo amando você independente daquilo que você faz. Mas eu preciso dizer, você errou, você pecou. E eu preciso agora lidar com o seu pecado. E esse pecado vai ter consequências.

Percebam que faz toda a diferença? Eu não estou condicionando o meu amor por ele ao seu desempenho pessoal. Ele vai saber que sim, ele vai ser corrigido, mas a falha do filho não determina o amor dos pais. Ele continua sendo amado, ele continua sendo querido, ele continua sendo aceito dentro daquela casa, mesmo quando ele peca e quando ele falha.

E é o que Deus faz conosco. Nós somos pecadores. Deus não aprova o nosso pecado, Ele não tolera o nosso pecado, mas Ele nos ama como filhos, mesmo assim por causa da graça de Cristo em nós. Então, eu estou falando aqui da maneira como eu trato os meus filhos.

para que eles se sintam pertencentes ao lar. Quando nós tratamos ele com base no desempenho, no merecimento, o que eu estou fazendo muitas vezes é empurrando meus filhos para fora. Vão buscar pertencimento em outro lugar, não aqui, porque aqui você não vai encontrar. E aí ele vai encontrar uma comunidade fora que vai acolher. Que vai dizer assim, olha, nós gostamos de você do jeito que é. Do jeito que você é. E vão incentivar o seu filho a fazer coisas erradas, dizer que está tudo bem.

E aí o seu filho vai ser influenciado por eles. Então, cuidado, cuidado com isso. Que haja dentro do seu lar um ambiente de graça, promovendo o pertencimento dentro do seu lar. Agora eu quero falar um pouquinho com vocês sobre o cuidado da comunidade, como a igreja pode ajudar nesse papel de cuidar dos seus filhos adolescentes.

Em primeiro lugar, pensando um pouquinho na questão do pertencimento. Como é que nós ajudamos o nosso adolescente a crescer em maturidade, na prática?

nós falamos em relação a dar responsabilidade, o quão importante isso é para que ele cresça nessa responsabilidade. Se o que define um adulto é ser responsável, eu preciso dar responsabilidade para que ele aprenda a lidar com elas e cresça em responsabilidade e se torne um adulto, alguém maduro. Como é que nós podemos fazer isso?

Mais uma vez, não é você colocando o seu filho para trabalhar com oito anos de idade. Meu pai teve que fazer isso por necessidade. Ele teve que carregar sobre os seus ombros o peso de prover coisas para a sua casa com oito anos de idade. Ele amadureceu muito por isso.

mas sofreu muito, isso deixou marcas na vida dele. Eu não estou dizendo que você tem que fazer a mesma coisa. E como igreja tem que ter agora o trabalho escravo dos adolescentes aqui. Não é isso, mas dá pequenas responsabilidades para que ajudem o adolescente a amadurecer. Então, não criem um ministério de adolescentes no qual eles são apenas servidos.

Eu sei que às vezes a intenção de um líder de ministério de adolescentes é das melhores, assim como foi do meu pai. Vou fazer tudo por eles. Deixar tudo prontinho para eles só virem e se divertirem. Cuidado com isso. Eu sei que a intenção pode ser muito boa, mas você quer ajudar também o seu adolescente a crescer em maturidade. Eu achei muito legal aqui os pré-adolescentes servindo no cuidado com as crianças. É isso aí.

responsabilidades, pequenas responsabilidades para os adolescentes, ajudando eles a crescer em maturidade. Então, não crie um ministério no qual você faz tudo para eles. Dê responsabilidades para os adolescentes, para que eles possam aprender a lidar com elas e a crescer em maturidade. Dê objetivos e responsabilidades.

Pode ser tocar no louvor, pode ser algum adolescente que tem um dom na área de ensino, dar algum estudo aqui e ali. Pode ser ajudar na organização de um evento. Pode ser no planejamento, traz alguns adolescentes responsáveis para a reunião da equipe. Vamos conversar, vamos contribuir com aquilo que vocês pensam para o nosso planejamento. Sei lá, coisas simples, mas que ajudam eles a crescer em maturidade.

e dá oportunidades de liderança, pequenas oportunidades. Liderança supervisionada. Aqueles que são mais responsáveis, que demonstram responsabilidade, você pode, eventualmente, olha, você lidera esse momento aqui específico da reunião e ajuda, e prepara, capacita para que eles sejam maduros. Segundo lugar aqui, pensando agora...

Como ajudar os adolescentes a crescer no pertencimento? Nós falamos que um desejo muito forte da adolescência é o desejo de pertencer a um determinado grupo. Se tem um lugar onde os adolescentes deveriam se sentir parte, é na igreja, é na comunidade cristã, é uma comunidade de graça, né? No qual nós amamos as pessoas e nós as aceitamos e nós fazemos parte e queremos que outras pessoas façam parte dela. Só que às vezes o que nós fazemos é... E aí

Vocês são crianças, então vocês fiquem aí no seu canto enquanto nós tratamos com os adultos aqui. E às vezes nós tratamos os adolescentes de tal forma que eles não se sentem parte da própria comunidade cristã da qual eles fazem parte. Infelizmente, para mim, é uma tristeza enorme quando eu vejo adolescentes e jovens

que se sentem mais acolhidos com pessoas de fora, que não são cristãs do que dentro da própria igreja. E às vezes eles têm alguma razão nisso. Às vezes chega lá numa igreja nova, e eu tive essa experiência, quando nós mudamos de Macaé para Atibaia e conheci algumas igrejas, buscando uma que nós iríamos congregar e chegar numa igreja que ninguém nem olha na sua cara.

nem fala bom dia. Você entra e vai embora e ninguém nem olhou para você. Como é que eu vou me sentir ali pertencente a uma comunidade que parece que não quer que você faça parte dela? Então, às vezes, no nosso trato, no dia a dia, nós lidamos com pessoas de uma tal forma, às vezes, sem perceber que nós estamos colocando as pessoas para fora.

às vezes eu percebo isso agora na minha igreja quando nós temos um intervalo entre a escola bíblica e o culto nós temos um intervalo com lanche e tal um tempo de comunhão e às vezes me incomoda demais quando eu vejo visitantes que chegam e eles estão lá assim parados, enquanto todos os membros conversando entre eles e ignorando completamente o visitante está do lado aqui eu fico aqui que triste isso gente como é que eu vou fazer com que uma pessoa se sinta parte da comunidade se eu não acolho essa pessoa é é é

Então nós precisamos de um ambiente no qual os adolescentes se sintam parte. E aqui eu não estou falando do trabalho meramente com os adolescentes. Eu estou falando isso da igreja como um todo. De ter atividades em que nós não simplesmente deixamos os adolescentes de lado.

mas atividades nas quais eles fazem parte ativamente de quem nós somos como igreja. O ano passado eu fui numa igreja em Praia Grande, numa semana de ministério, que tem alguns alunos do seminário, eu fui numa igreja e eu achei interessante um trabalho que eles fizeram ali, eles separaram alguns sábados ao longo do ano.

em que os adolescentes homens têm um tempo com os homens adultos e as meninas têm um tempo, um dia inteiro, passando com as mulheres. E aí era um dia super simples, mas no qual os adolescentes estavam junto com os homens, jogando bola, jogando basquete, brincando, comendo churrasco, fazendo coisas juntos. E aqueles homens, intencionalmente, estavam ali, não pensando assim, ah, você é adolescente, você é criança. Não.

Vem aqui, vamos fazer coisas juntos. Vamos ter um relacionamento, vamos caminhar. Vamos mostrar o que é ser homem, o que é ser adulto para essa geração nova, através de convivência. Então é uma coisa simples, mas que pode ser feita. Então promover um ambiente no qual os adolescentes queiram fazer parte.

preparar os adolescentes para que eles amem e acolham outros que chegam. Essa é uma fase da adolescência que também pode ser muito cruel. E que, às vezes, os adolescentes podem ser muito cruéis com aqueles que são diferentes. O bullying, a zombaria, a rejeição. Ah, você é esquisito, então fica aí no seu canto que eu fico com os meus amigos aqui. Então, é ensinar através do exemplo.

a criar uma cultura de cuidado, de acolhimento. Isso não é uma coisa que eu faço com uma estrutura. Isso não é um ministério, tão somente uma organização que eu faço para a coisa acontecer. Isso é uma cultura na qual os líderes começam, na prática, a acolher uns aos outros, estarem próximos uns dos outros, dando exemplo para os mais novos, para que eles reproduzam isso nos seus relacionamentos.

E criem, então, uma comunidade na qual as pessoas se sintam parte. E elas não tenham mais essa necessidade. Eu preciso agora encontrar esse pertencimento lá fora, em outros lugares.

porque eu já tenho isso aqui. Eu já tenho isso na minha família, eu já tenho isso na minha igreja. E isso já está bom. É suficiente para mim. É claro, eu vou estar em outros relacionamentos lá, mas não porque eu preciso de alguma coisa. Eu vou lá para ser luz, para evangelizar, para ser testemunha. Eu não preciso me amoldar a influência deles lá fora, porque aqui dentro eu sou parte de uma comunidade que me ama e que se importa comigo. Então, meus irmãos,

Nós precisamos dar oportunidade para os adolescentes amadurecerem. Se nós queremos ajudá-los a crescer, eu preciso criar essas oportunidades dentro de casa e dentro da igreja. Não tratá-los como crianças, você não sabe o que faz. Deixa os adultos resolverem isso. Eu tenho, me ocorreu agora isso, eu tenho gravado na minha mente uma frase que eu ouvi de uma pessoa na igreja. Que até hoje eu lembro, eu era um adolescente.

E eu estava tentando entrar num grupinho ali, e eu estava conversando com uma outra pessoa, e aí chegou um outro companheiro dele, e aí eu queria continuar na conversa, e essa pessoa falou assim, dá licença aí, porque agora a conversa é dos adultos. Criança não faz parte disso. Nem era, ele era adolescente, mas ele me senti tão mal com aquilo.

Tão mal, e até hoje eu lembro disso. Mas às vezes nós fazemos isso com os nossos adolescentes. Então você é criança. Não, envolva, acolha, dê oportunidades. Eles são capazes. Na Bíblia nós encontramos pessoas que fizeram grandes coisas na adolescência. Eles podem. Com a graça de Deus, é claro.

mas possamos contribuir intencionalmente com o desenvolvimento e a maturidade deles. E nós precisamos ser uma comunidade da qual eles se sintam parte, tanto dentro de casa, um relacionamento baseado na graça de Deus, como dentro da igreja. Esse desejo de pertencimento que eles possam encontrar nas suas famílias e na sua igreja.

Eu faço parte dessa comunidade. Eu sou amado aqui. Eu sou querido aqui. Eu me sinto bem aqui. Eu não preciso buscar isso lá fora com pessoas que não conhecem a Deus. Então, meus queridos, mais uma vez, como eu terminei a primeira palestra...

Não tem fórmula mágica para isso. São princípios. Não é solução mágica. Nós precisamos amar o nosso adolescente. Nós precisamos de tempo, de paciência, de exemplo para eles. Então a minha oração é que Deus dê essa graça e essa criatividade para ajudar as famílias aqui da comunidade Batista e Moema.

E também a comunidade como um todo a aplicar e pensar em maneiras que são bem próprias de vocês. Porque eu não conheço o jeitão de vocês, eu não conheço a cultura local de vocês. Mas que vocês desenvolvam mecanismos que têm a ver com a realidade de vocês para tornar isso prático na vida de vocês e na vida desses adolescentes para a glória de Deus. Amém? Queria orar.

pedindo que o senhor nos ajude nisso. Eu quero que você se lembre de uma coisa. Eu tenho um filho jovem e um que está terminando a adolescência. Talvez você pense assim, não, sabe muito o que está fazendo. Ok, eu tenho princípios, eu sei o que a palavra diz sobre várias coisas. Tornar isso prático é outra realidade. É difícil, é desafiador.

Nem sempre eu sei tudo o que eu deveria fazer, nem sempre eu tenho todas as respostas. E às vezes isso é frustrante. É frustrante. Mas eu quero que você se lembre de uma coisa. A graça de Deus está disponível para fazer aquilo que você não é capaz de fazer. Nós não somos pais perfeitos. Ninguém é.

Só Deus é o Pai perfeito. Nós não somos. Nós falhamos. Nós erramos. Mas nós podemos contar com a graça de Deus para suprir aquilo que nós não conseguimos fazer, que é mudar o coração dos nossos filhos. Então, o meu conselho final aqui é dobre os joelhos e interceda pelos seus filhos.

Por melhor que você seja como pai, você não consegue entrar dentro do seu filho e mudar o coração dele. Mas Deus pode fazer isso. Então busque a ajuda de Deus. Que a prática da oração, da intercessão pelo seu filho seja uma realidade constante. Para que no final...

E com a graça de Deus, você seja bem sucedido na criação dos seus filhos, que você possa dizer que o mérito não é seu. A glória é de Deus e não nós. Amém? Vamos orar.

403. Estratégias para pais e comunidade no pastoreio do adolescente (Pr. Ivis Fernandes) | Castnews Index — Castnews Index