#176 [Repost] Comunicação Não-Violenta na Prática: Como dar e receber feedbacks
Repost | Um dos episódios mais ouvidos de 2025
Antes de falar, vale se perguntar: essa é a forma mais empática e clara de expor o que sinto e preciso?
Neste episódio, exploramos a Comunicação Não Violenta (CNV) na prática: uma habilidade essencial para o dia a dia no trabalho e nas relações profissionais.
Falamos sobre:
- Os pilares da CNV: observação, sentimentos, necessidades e pedidos
- Como oferecer e receber feedback com mais empatia
- Desafios reais enfrentados no ambiente de trabalho
Por ser um tema atemporal, esse é um episódio que sempre vale (re)ouvir.
Curta e compartilhe com aquelas que precisam muito aprender com este episódio.
Apresentação: Silvana Dias e Suelen Ramos
Edição: Isabella Yoshimura
- Comunicacao Nao-ViolentaPilares da CNV: observação, sentimentos, necessidades e pedidos · Marshall Rosenberg · Elisama Santos · Dar e receber feedback · Desafios no ambiente de trabalho
- Aplicação da CNV no dia a diaSeparar fatos de julgamentos · Nomear e reconhecer emoções · Expor necessidades · Fazer pedidos claros · Lidar com o desconforto · Estratégias para comunicação assertiva · Uso de dados objetivos · Planejar o momento da fala · Não levar para o pessoal · Uso de ferramentas de IA (ChatGPT)
- Conferência Mulheres na TecnologiaMargem menor para errar · Necessidade de se provar · Ser taxada como impositiva ou reativa · Dificuldade em fazer pedidos claros · Autocobrança · Estruturalmente menos mulheres na área
- A arte de dar feedbackFeedback como ferramenta de evolução · Buscar elementos e exemplos no feedback · Escuta ativa · Filtrar feedbacks não consistentes · Feedback não violento · Autoconhecimento para dar feedback · Empatia ao dar feedback · Avaliar a abertura da pessoa para receber feedback
Olá, sejam bem-vindas a mais um episódio do nosso podcast. Eu sou a Silvana, estou aqui com a Suelen e hoje vamos falar sobre comunicação não violenta, um tema essencial para qualquer profissional, seja ou não uma área de tecnologia.
Para quem não conhece, a comunicação não violenta é um conceito desenvolvido por Marshall Rosenberg, que define a CNV como a arte de se comunicar com honestidade e empatia, sem recorrer a críticas, julgamentos ou exigências.
No mundo da tecnologia, onde as diferentes formas de comunicação entre times técnicos e de negócios podem ser um desafio, aprender a aplicar esses princípios pode transformar a forma como lidamos com conflitos, damos feedbacks e influenciamos stakeholders. No episódio de hoje, vamos explorar os principais conceitos da CNG, compartilhar dicas práticas para o dia a dia de quem trabalha com produto e trazer aprendizados.
para fortalecer a nossa comunicação no mundo técnico. Su, o que você tem a contribuir em relação à comunicação do violenta? Olá a todos os ouvintes, é um prazer estar novamente aqui no podcast e falando sobre esse tema que, para mim...
É um tema que enriquece bastante, tanto no lado profissional quanto no pessoal também. A gente teve um episódio em que a gente teve a possibilidade de dar algumas dicas sobre o livro, e o meu livro escolhido foi esse livro, então, estou muito feliz que a gente está podendo fazer um episódio sobre isso. E esse excelente contextualização sobre o tema.
Quando a gente fala de comunicação não violenta, tem quatro pontos que o Marshall trabalha no livro e que eu acho que vale bastante a gente entrar um pouquinho aqui neles, porque dá para guiar a conversa em cima deles e a gente se aprofundando e até explorando a forma como a gente já faz isso naturalmente no dia a dia.
para além do livro, para além desses apresentados também. São quatro principais componentes que o Marshall trabalha no livro e que ajudam a gente a estruturar uma conversa de forma clara, empática e construtiva. Então, ele fala sobre a parte da observação, sentimentos, necessidades e pedidos. Quando ele fala da observação, ele está trabalhando justamente essa parte da gente conseguir separar fatos de julgamentos e que possam respeito além dos presentes.
Então, por exemplo, ao invés da gente dizer, ah, você nunca escuta as minhas ideias, ele sugere que a gente trabalhe um tom um pouquinho mais neutro e que elimine essa parte do julgamento, falando como, por exemplo, nas últimas três reuniões, então você isola o fato, minhas sugestões não foram comentadas. Então aqui você está focando muito mais no fato do que sobre o seu sentimento com relação ao que a pessoa fez ou deixou de fazer.
Aí tem a parte do sentimento, que é de fato você conseguir nomear e reconhecer as suas...
emoções de maneira mais intencional e estruturada. Então, ao invés de você falar, isso me irrita, você pode falar, eu fico frustrada quando as minhas ideias não são consideradas. Então, aqui você está conseguindo, de fato, primeiro, mostrar que o sentimental está relacionado a você e como a ação da pessoa gera esse sentimento em você. Eu acho que essa parte é sensacional. Aí tem a parte da necessidade.
Que é o que? Beleza, você comunicou o fato, você comunicou como você se sente em relação a isso, e aí você vai expor a sua necessidade, porque todo sentimento, ele gera, ele vem a partir de uma necessidade que pode ter sido ou não atendida dentro de nós. Então, ele fala sobre isso, de todo o tempo do sentimento está ligado à necessidade, e você poderia falar, me sinto frustrada, porque eu tenho a necessidade de ser reconhecida ou de que a gente trabalhe de uma maneira colaborativa.
E o último, antes da gente começar as discussões, é a parte dos pedidos. Então, você já expôs sua necessidade e agora você deixa claro o que essa pessoa poderia fazer, o que você gostaria que ela fizesse com toda essa informação estruturada que você passou para ela. E que você poderia, por exemplo, falar, ah, gostaria que nas próximas reuniões você considerasse abrir um espaço para discutirmos mais minhas sugestões. E por que eu quis trazer esses quatro pontos?
Porque eu acho que, de uma forma ou de outra, a gente acaba utilizando, sim, esses pontos da nossa comunicação quando a gente está tentando e querendo ser mais efetiva. E aí, eu queria saber de vocês, se vocês já tinham ouvido algum desses conceitos da comunicação violenta e se algum deles te chamou a atenção e se você já tentou ou já utilizou de uma outra maneira algum deles no seu dia a dia.
Su, eu já conhecia sim alguns deles, inclusive eu também li um livro sobre comunicação não violenta da autoria de Elisama Santos, e ela fala muito sobre o tópico dos sentimentos, sobre a gente trocar a forma de falar determinadas coisas, como ao invés de dizer, né, isso me irrita substituir por fico frustrada, então muito com base no que você leu aqui nos trechos, né, isso está o que está!
Então eu gosto muito dessa abordagem de comunicação não violenta, acho que isso traz muita assertividade.
conversas, nos resultados, e esse é o sentimento que mais me aproxima da comunicação não violenta. Você falar do que você sente sem agredir a outra pessoa. Eu acho que isso, pra mim, faz muito sentido, não somente em momentos de grandes desafios no trabalho e tudo mais, mas mesmo nas situações mais cotidianas.
Eu percebo que a comunicação violenta, ela pode ser aplicada a qualquer tempo, em vários momentos e muitas circunstâncias, sabe? Consegui me explicar aqui em relação a isso? Não, adorei. E por mais que essa parte do sentimento, e legal também essa outra referência, porque querendo ou não, é um termo que ele vai sendo explorado e dá para explorar de diversas óticas. Então concordo perfeitamente com o que você falou.
E por mais que a parte dos sentimentos eu acho que é a parte que eu mais gosto aqui da comunicação na violenta, eu confesso que pra mim é um super desafio. E até queria perguntar se você consegue de fato aplicar essa parte dos sentimentos. Porque eu fico pensando e agora também trazendo pra um contexto profissional, imagina, eu acho que não é com todas as pessoas que a gente tem a liberdade ou até mesmo se sente a vontade de falar isso.
Confesso que essa parte eu nunca apliquei de forma intencional no dia a dia do trabalho, embora conheça, porque eu fico muito ansiosa de tipo, cara, como assim? Por mais que seja estruturado, como que eu vou falar do meu sentimento? Hoje eu tô dando feedback e, ah, nas últimas três reuniões minhas sugestões não foram comentadas. Eu fico frustrada.
É um pouco complicado quebrar essa barreira. Para você, é uma barreira. Você já conseguiu utilizar essa parte de nomear os sentimentos e verbalizar ele? É uma barreira. É desconfortável. Mas eu percebi grandes avanços quando eu consegui me comunicar dessa forma. Eu vou usar um exemplo vivido por mim. Teve uma situação com meus pares em um determinado projeto.
Não é uma situação tão recente, já aconteceu há um tempo, mas o exemplo é válido trazer, não teve vencimento em relação à situação, e foi justamente numa situação que eu me senti desprivilegiada em relação ao que seria compartilhado numa apresentação para um grupo maior. Éramos pares, e eu senti que a participação que eu teria seria muito diminuída em relação aos demais.
E foi, e foi assim. E naquele momento da reunião eu não me posicionei porque não acreditei ser um momento adequado, principalmente para ter essa capacidade de conversar com meus pares sobre como eu me senti naquele cenário, para que em situações futuras aquilo pudesse ser tratado de uma maneira diferente. E foi o que eu fiz. Então, após a reunião, eu conversei com essas pessoas que estavam aí neste mesmo...
grupos de trabalho e expliquei que eu me senti desprivilegiada porque eu também tinha contribuído e eu não me senti com a mesma possibilidade de atuação. Não foi confortável, não foi tão pouco bem compreendido inicialmente, mas acredito que a minha maneira de me colocar fez com que eles refletissem, que essas pessoas refletissem.
não sair daquela conversa com uma resposta, porém depois alinhamos novamente e foi distribuída de uma maneira diferente com a próxima reunião. O que eu quero dizer com isso? Quando a gente se posiciona, não necessariamente a gente vai ouvir uma resposta da maneira como a gente gostaria, mas o mais importante é que a ação seja feita.
Então eu saí daquela conversa desconfortável, mas eu me posicionei. As pessoas a princípio ouviram, mas tiveram um pouquinho sim de resistência, mas na outra situação seguinte, a distribuição já foi mais equivalente, que pra mim é o resultado alcançado. Gosto muito mais quando numa conversa as pessoas rapidamente compreendam o que você tá querendo dizer e tudo mais, esse é o cenário perfeito. Porém...
Esse cenário pode ser ainda mais importante quando ações surgem depois de uma manifestação como essa. E sigo com esse nível de desconforto, não diminuiu. Claro, hoje eu tenho um pouquinho mais de experiência em abordar determinados temas, mas o que eu quero dizer é que o desconforto não desapareceu. Mas hoje eu consigo usar estratégias até mais.
assertivas, e reconhecendo que se determinado ponto precisa ser falado, e eu tiver esta oportunidade, falarei, e se eu não tiver essa oportunidade, eu também vou procurar criar, porque eu acredito realmente que a gente pode coletar melhores resultados a partir dessas dinâmicas. É uma alma, né, Sil? Toda vez que eu faço ou gravo um podcast com você, eu saio daqui com tantos aprendizados, mas é muito isso.
Eu acho que também tem um pouco do caber a nós esse conforto com o desconforto que você mencionou. Eu acho que essa parte foi muito importante. E essa parte da ação mesmo que você citou. Então, tudo bem, a gente está desconfortado. O mais importante é que a gente aja. Até porque a partir disso a gente também consegue aprender, né? Eu acho que um dos pontos que eu tenho bastante receio sobre essa parte do sentimento é muito pensando o que o outro vai pensar se eu chegar e falar. Fico frustrada.
Mas eu também deixo, eu também acabo me calando e não abrindo a oportunidade de descobrir o que o outro pensaria e aprender com essa situação, né? E comunicação também, eu acho, assim como outras habilidades, é muito uma questão de você se expor, aprender e ir refinando. Então, outro ponto que você falou que me fez refletir sobre isso foi hoje você tem essa experiência, hoje você sabe ter algumas conversas que são difíceis.
Então, às vezes, no começo da carreira, como é o meu momento, é mais complicado mesmo, né? E aí, se eu realmente ficar me privando de ter esse desafio, tentar expressar esse sentimento de uma forma mais clara, eu também posso me privar de passar pelo aprendizado, de receber o feedback depois dessa minha fala, que pode ser longe do ideal, longe do meu esperado, mas também a possibilidade de eu...
Poxa, colocar ali o meu desejo, explicar algo que me deixou desconfortável, porque às vezes a gente também deixa passar algumas situações que não é aquilo que a gente gostaria de fato que acontecesse. E Sil, aproveitando esse ponto que também você comentou sobre a experiência, eu acho que o frame de comunicação não violenta é legal e importante, mas para a gente entender o racional e o efeito de como ele pode ajudar a gente a se comunicar.
Mas no dia a dia, eles têm várias ferramentas que a gente pode utilizar para ter uma melhor comunicação. E aí, na sua fala, você também mencionou que hoje você sabe e tem estratégias para lidar com diferentes situações. Você consegue compartilhar um pouquinho mais para a gente quais seriam essas estratégias? Sim. E vou dizer também que uma ferramenta que eu considero valiosíssima é um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano que possui um plano
não é uma ferramenta tecnológica, digital, pode ser também, mas são os livros. Eu percebo que com a leitura eu consigo elaborar uma fala muito mais empática em relação aos outros, porque o livro...
a leitura traz esse benefício. Então acho que a gente consegue também ter uma capacidade aumentada para dialogar e usar a comunicação a nosso favor. Então essa é uma ferramenta que utilizo, outras estratégias que utilizo são muito pautadas na objetividade, ou seja, o que eu quero dizer com isso?
Naquele momento em que me senti prejudicada numa reunião, eu tinha um dado quantitativo. Então tinha ali uma distribuição, o tempo que me foi direcionado foi muito reduzido em relação aos demais. Então isso me favorece ao abordar o tema, porque não fica na questão do sentimento puro, sabe? Ah, eu acho que não fui privilegiado. Não, eu tenho um dado ali objetivo, dizendo que, puxa, a distribuição de tempo não foi adequada.
eu me senti prejudicada por conta disso. Então, acredito que estratégias, quando são pautadas com objetividade, inclusive nos faz refletir se estamos realmente abordando da maneira adequada.
Porque somos seres humanos, somos atravessados por emoções e às vezes o sentimento que estamos cultivando por outras razões, por outros motivos, podem prejudicar a nossa interpretação em relação ao contexto. Então eu procuro sempre trazer um pouco de racionalidade ou muita racionalidade para trazer esses pontos.
Outra estratégia que eu adoto é não falar logo quando acontecer. Eu não quero dizer que eu vou atrasar um feedback, mas se o momento acabou de acontecer e eu ainda estou envolvido emocionalmente, eu prefiro esperar finalizar aquele dia de trabalho, elaborar a situação, o cenário, e no dia seguinte, por exemplo, fazer uma abordagem mais acertiva.
Eu percebo que os resultados que eu obtive, quando eu me permiti essa pausa, essa reflexão, foram muito melhores de quando eu falei naquela espontaneidade. E eu acho que aqui é um mito que a gente precisa desconstruir, né? Porque eu acho que não é todo momento que a gente precisa falar. Eu acho que a gente precisa, inclusive, encontrar o momento adequado. E esse momento adequado tem que ser muito com base no que conhecemos de nós mesmos.
Tem pessoas que é melhor que seja falado logo quando acontece, porque ela vai ter um pouco mais de coragem. Eu me identifico mais com a estratégia de reflexão, porque eu consigo filtrar melhor o cenário, a situação, e elaborar uma comunicação mais assertiva. Então, essas ferramentas como planejar o momento de trazer essa fala, utilizo os livros a meu favor.
E também reconhecer que muitas vezes o que aconteceu não foi pessoal. Às vezes a pessoa nem percebeu. Então isso ajuda muito, inclusive, a elaborar esse diálogo. Quando a gente diminui essa percepção de tal pessoa não gosta de mim, por exemplo, ou aquela pessoa fez aquilo de propósito, quando a gente se distancia desses pensamentos negativos,
a capacidade da gente ter um resultado melhor, ele aumenta. Eu acredito muito nisso. Então, não levar para o pessoal, trazer dados objetivos, né? Eu acho que isso facilita ter uma estratégia do quando falar e os livros, né? Que já falei aqui bastante.
Perfeito, Silvio. Compartilho muito com você esse ponto de não falar na mesma hora. E aí, tanto para o bem quanto para o mal, às vezes eu sou mais intencional nisso, de, nossa, estou emocionalmente envolvida com essa situação, não vou responder agora. E às vezes é só de, tipo, alguma insegurança, ou algo, não vou conseguir dar a minha melhor resposta agora.
Mas muito mais no sentido de, cara, eu gostaria muito de entregar uma resposta super afiada pra essa pessoa. E aí eu acabo esperando esse tempo. E é muito legal o quanto a tua mente muda. E o quanto a sua resposta muda depois desse tempo que você tirou. E que você começou a olhar a situação de um ângulo diferente. Às vezes, o que eu faço bastante é, beleza, a situação aconteceu e eu começo a escrever. No meu dia a dia, eu também sou uma pessoa que gosta bastante de escrever. Aí eu acho que eu registro...
bastante as coisas que acontecem comigo, até para conseguir refletir posteriormente sobre isso. Então já é uma estratégia que eu uso no meu dia a dia pessoal também. Mas no trabalho, às vezes quando eu leio uma mensagem ou depois de uma reunião, eu chego a escrever mais ou menos o que eu penso sobre essa situação.
e revisito no dia anterior. E esse exercício é muito bom, porque você vê o quanto a tua resposta muda de acordo com o teu envolvimento emocional ou a urgência que você está depois do que o fato aconteceu. E realmente, assim, já teve momentos em que, às vezes, eu perdi a oportunidade. Então, por exemplo, eu esperei o tempo e aí a conversa já foi andando para um outro rumo e não fazia mais sentido eu enviar. Mas na maior parte dos casos, eu...
eu sou beneficiada com esse exercício da calma e de esperar. Porque, às vezes, até quando a conversa andou, não sempre precisou ter falado nada que a situação já se resolveu. Em outros pontos, você, de fato, consegue elaborar uma resposta melhor, uma resposta mais empática também, e chega a um resultado muito mais efetivo. Então, eu gosto bastante de escrever, essa é uma das ferramentas que eu uso. E uma outra ferramenta que eu acho que acaba sendo até um pouco repetitiva, dado a nossa nova era,
é passar por chat e PT, assim. Ter alguns prompts de comunicação a depender da audiência que eu tenho, da situação que eu tenho. E eu faço essa contextualização e peço para deixar num tom mais profissional, ou num tom mais amigável, ou às vezes num tom mais formal. E aí isso também ajuda a formatar melhor a mensagem que eu quero dizer para o público, para a audiência, para o momento. E também tirar um pouco dos meus vieses de...
sentimentos do momento, assim, então é uma ferramenta que ajuda bastante, acho que tempo e AI são excelentes dicas. E aí, eu acho que a gente acabou até já entrando numa outra parte da conversa, que seria a gente começar a trocar mais aplicações práticas que a gente poderia utilizar no mundo de tecnologia e pensando bastante no nosso contexto e no nosso recorte aqui do podcast.
Acho que é um pouco, é até difícil a gente falar sobre comunicação com mulheres sem passar pela pauta e pelo momento em que às vezes a gente é taxada como imputiva ou o uso de uma palavra por uma mulher é interpretado de uma forma diferente do que seria caso fosse dito por um homem. E aí aqui tem um ponto que eu queria muito abrir para discussão e ouvir como você lida com isso no dia a dia.
Se você já teve algum momento da sua carreira, ou enfim, do seu dia a dia, que você tem um pouco de receio de fazer pedidos claros e diretos, sem parecerem positiva ou, por outro lado, hesitante? Sim, com frequência. Fazer solicitações, inclusive, é um desafio, porque eu fui treinada por muito tempo a ter a independência.
Então, é um obstáculo para mim. Então, hoje eu reconheço que eu consigo pedir mais e não tentar resolver tudo sozinha, sabe? Não tentar ser a super heroína. Então, acho que isso me facilita hoje a fazer esses pedidos. E o que me ajuda a derrubar um pouco também desse desconforto é estar muito convicta de que aquilo é importante.
de que aquilo é necessário e que somos colaborativos, né? Que devemos ser colaborativos. Então relembrar estes pilares me ajuda a reconhecer a relevância daquele pedido e fazer essas perguntas e ter também este nível de consciência de que...
Não necessariamente a gente precisa ser gostado por todos, gostada por todos, sabe? É claro que a gente vai se esforçar para que a gente tenha um bom convívio, um bom relacionamento e tudo mais.
Mas mesmo com as melhores intenções, a gente não vai ocupar 100% de satisfação das pessoas com quem interagimos. E isso faz parte. Eu acho que isso também tirar um pouco do pessoal, sabe? E também escutei recentemente de uma liderança sobre se eu faço um pedido. O pedido é adequado. E a pessoa interpretou de uma maneira negativa e ela não me contou o porquê. E nem me.
se manifestou, então o problema não existe. Sabe? Então, passar a lidar com problemas reais. Porque às vezes a gente fica também desperdiçando energia, ou gastando energia pensando no que as pessoas podem estar pensando, né, sobre determinadas atitudes nossas. Então, tratar problemas reais e não problemas criados pela nossa imaginação. Perfeito. Eu acho que...
Isso entra muito também na questão da sua segurança, enquanto você também está bem com o seu próprio posicionamento, convicta do que você gostaria de pedir, da mensagem que você gostaria de passar. Porque, para mim, é um desafio diário, assim. Também é separar o que são as vozes da minha cabeça, né? Trazendo para um tema mais popular, né? Do que são as vozes da minha cabeça, do que realmente é a realidade, assim.
poxa, isso aqui é algo que eu estou supondo que a pessoa está pensando, ou supondo que a pessoa está sentindo, supondo que, enfim, está acontecendo, ou de fato isso realmente aconteceu. Então, essa sua fala foi sensacional. Se não aconteceu, ou se não foi verbalizado, se não foi passado para você, não é um problema.
E aí a gente passa a se preocupar com coisas que de fato são um problema e também a dar mais relevância e atenção para pessoas que conseguem trazer isso para a sua fala de forma mais estruturada. Então a gente começa também a trazer mais para perto essas pessoas que conseguem fazer pedidos claros, que conseguem passar feedbacks estruturados e dar essa abertura, esse espaço de escuta.
para a gente poder receber o feedback caso de fato ele exista, e ir alterando o nosso comportamento de acordo com isso. Mas para mim é muito um desafio conseguir fazer pedidos claros, embora a gente seja em uma posição...
em que a gente entende a parte estratégica e tenta passar isso para o time, pensando nas priorizações, e que a gente tem essa visão um pouco mais de longo prazo, então é natural que a gente passe para o time os direcionais, né? Às vezes eu ainda me pego no dia a dia, de tipo, meu Deus, eu tenho que pedir isso aqui para o designer, eu vou quase pedindo desculpa para ele, porque eu estou pedindo por algo, assim.
Então, tem que ser já um exercício intencional para mim, de pegar, sentar antes da reunião e eu vou pedir isso por causa disso, disso, disso. Isso faz sentido. Você não está pedindo uma coisa surreal para essa pessoa. E tudo bem ele dizer não depois da gente negociar melhor.
um ou outro requisito daquele pedido, sabe? Mas acho que é muito importante a gente ser intencional nesse ponto e também a gente entender quando os feedbacks vierem, né? Porque às vezes, quando a gente, como no lugar de mulher, a gente acaba fazendo um pedido mais claro ou apresentando a nossa opinião, feedbacks aparecem, assim, né? E feedbacks, às vezes, não sensatas. E também cabe a nós escutar, validar e filtrar esses feedbacks.
porque muitas vezes, quando a gente se posiciona de uma forma em que a gente está tentando ser mais objetiva, a gente pode ser taxada como impositiva ou pode ser tratada como reativa e cabe muito a gente conseguir filtrar também. Nesses momentos de comunicação mais difíceis, você já teve que lidar com uma situação de receber um feedback não tão estruturado?
E como você conseguiu lidar isso, tirar aprendizado dessa situação, mas também conseguir, não, pera, separar o que de fato era verdade e o que você poderia, por exemplo, descartar daquele feedback, porque não fazia tanto sentido assim. Ótima pergunta. Por quê?
porque a gente precisa ter a capacidade também de, ao receber um feedback, entender o que faz sentido ou não e o que é uma opinião. Por muito tempo eu acreditei que o feedback era uma ferramenta em que a gente deveria apenas escutar, porque qualquer tentativa de entendimento poderia dar a entender que você não estava aceitando aquele feedback.
Então, eu me desprendi desse pensamento, porque eu entendi que o feedback é uma ferramenta de via dupla. Então, você pode também ter uma interação com quem está te apresentando. Como? Se a pessoa te fala uma postura, uma atitude, uma entrega ali de maneira negativa, você pode e deve perguntar quais são os elementos que sustentam aquela...
percepção dela, pedir exemplos, porque isso vai inclusive auxiliar para que você tenha uma mudança. Se você recebe um feedback sem ter estes argumentos, sem ter todo este contexto, como que você evolui? Porque eu acredito no feedback como uma ferramenta de evolução. Então, receber feedbacks mais rasos, ou com pouco dado, com poucas informações,
O que pode e muito provavelmente vai acontecer? Uma frustração muito grande? Uma dificuldade para você reajustar a sua rota? E pode inclusive impactar no seu desempenho. Então acho que isso é o pior efeito. Então o que eu usei em feedbacks que eu discordei de alguns pontos foi justamente a busca por esses elementos, por exemplos.
e demonstrar que, puxa, vou refletir sobre isso, acho que isso é sempre importante, né? Eu acho que a escuta ativa, no sentido de a gente ter essa capacidade de escutar mesmo quando aquilo não nos agradar. E ter esse respeito. Eu acredito que, como a gente está falando aqui de comunicação não violenta, é justamente utilizar esses recursos de uma comunicação a modo a trazer diálogos, e não ser apenas...
uma comunicação feita por uma pessoa e a outra só escuta e não tem ali uma interação. Eu acho que a capacidade que nós temos de fazer perguntas podem impulsionar e alavancar muito a nossa carreira. E isso realmente trazer ações e trazer mudanças, sabe? Então, perguntar, entender.
E quando mesmo você perguntar e você não receber respostas satisfatórias, aí eu acho que cabe a nós também, com o nosso nível de profissionalismo, tentar separar o que sabemos sobre nós, de forma suficiente, a separar o que é uma opinião, que às vezes é só uma opinião de uma outra pessoa, e o que é um feedback, e a gente tentar filtrar. E isso não é ser arrogante, não é...
fingir que não escutou algo negativo, mas às vezes vai ter feedbacks que realmente não são consistentes. E desses, a gente precisa fazer esse exercício de separação, porque senão a gente acredita numa falácia às vezes, ou numa verdade imposta por outra pessoa, e aquilo às vezes pode determinar o nosso futuro. Feedbacks mal aplicados, eles são perigosíssimos.
Por quê? Porque a pessoa pode, novamente, ter um impacto na sua performance, ou ela pode ficar tão ansiosa tentando mudar algo, que ela nem sabe o que é, que ela não vai ter tanta assertividade. Então, eu penso que o feedback tem que ser utilizado com muita responsabilidade, com base em dados, com base em exemplos, e principalmente, de uma maneira não violenta.
Muito bom, Silvio. Concordo mil por cento. E acho que o feedback é uma ponta tanto para os dois lados, né? A forma como você recebe o feedback e usa isso de forma produtiva no seu dia a dia para desenvolver a sua carreira, se desenvolver como pessoa. Mas o como você consegue passar e dar feedbacks produtivos para que as outras pessoas possam fazer isso também. No ponto de vista de feedback, quando eu recebi, eu acho que já fui para o...
para momentos em que, de fato, acabei questionando a pessoa de forma não produtiva. E isso é um momento que, de fato, a gente precisa ter muito cuidado e ser bem assertivo em como a gente está fazendo e tentando buscar profundidade para ajudar a pessoa a exemplificar melhor o feedback que ela vai passar. Então, já teve momentos que a pessoa passou o feedback, mas não concordo. E hoje eu olho para a situação e penso, tudo bem, aprendizados? Aprendi com esse dia.
mas hoje não é o posicionamento que eu tenho. Então, se a pessoa traz um feedback que não está muito claro para mim, eu não estou conseguindo, de fato, entender o que ela está querendo dizer, uma estratégia que eu uso é pedir um exemplo real.
e até mesmo ajudar a pessoa a trazer esse exemplo. Então, eu pergunto, a pessoa deu feedback, você consegue me explicar melhor quando isso aconteceu, ou em qual situação você viu esse sinal, essa oportunidade de melhoria, e se a pessoa não consegue trazer, eu tento.
ajudá-la e dando o exemplo, tentando lembrar de uma interação que tivemos e trazendo exemplo, porque isso ajuda muito a de fato separar o que essa pessoa gostaria de dizer e como você pode utilizar aquilo para melhorar.
do que se é uma opinião ou algo que não vai te acrescentar. E aí, isso bate muito com o conselho que você deu de você também ter certeza e entender de fato quem você é, quais habilidades você está desenvolvendo, quais habilidades você já desenvolveu. Porque o autoconhecimento ajuda bastante nesse momento. E na hora de dar feedback...
é muito usar a empatia, né? E o cuidado. Como eu gostaria de receber esse feedback se eu estivesse na outra ponta e do outro lado, sabe? E um exercício que eu tento fazer do feedback é o tempo também. Eu não gosto de dar feedback assim que acontece algo. Eu gosto de avaliar se eu tenho abertura com aquela pessoa para, de fato, dar um feedback para ela.
porque às vezes tem momentos em que a pessoa não vai ser tão receptiva, ou não é de você que ela espera aquele feedback, então aqui também eu acho que é o momento de avaliar o quão próximo e abertura você tem daquela pessoa para dar o feedback, e às vezes esperar, sim, teve momentos em que eu consegui passar feedback, porque a relação com a pessoa era tranquila, mas tem momentos que eu precisei esperar.
ou até mesmo pedir para o gestor daquela pessoa dar feedback. Essa também é uma das ferramentas que nós podemos utilizar no nosso dia a dia. Su, pensando aqui na nossa audiência, que tem como público maior mulheres na tecnologia, queria entender com você se você já se sentiu, em algum momento, com uma margem menor para errar. E como isso afirma?
reagiu a esse erro.
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justamente de como aplicar aqueles quatro conceitos que a gente falou lá no comecinho na nossa comunicação inteira, principalmente quando a gente está passando por erros. Com relação à pergunta sobre a margem para erro ser menor, eu acredito que isso é algo mais estrutural. E por que eu digo estrutural? Por a gente ter menos mulheres na área de tecnologia, e isso é comprovado com dados e no nosso dia a dia.
Então, para a gente ter uma parcela menor de mulheres no nosso time, no nosso squad, ou na nossa área de negócios em que a gente está e representando essas mulheres, fica menor essa parcela de erro, justamente, essa tolerância ao erro, justamente por isso, sabe? Como são poucas, as que estão ali, precisam se provar ou precisam...
mostrar que elas merecem, de certa forma, estar ali. E aqui eu estou falando muito de uma perspectiva estrutural, não é o que eu acredito. Tentando trazer um pouco do porquê eu acredito que isso aconteça. Então, para mim, é algo estrutural, que por conta de ter menos mulheres nessas posições, a gente acaba sendo mais cobrada indiretamente por isso e acaba trazendo essa cobrança internamente.
A forma como isso me afeta no dia a dia, eu acho que é justamente essa cobrança, sabe? Nossa, se eu for nessa reunião, eu tenho que ir duas vezes mais preparada do que uma outra pessoa iria. Ah, se eu vou apresentar o meu fato, ou contrapor, dar um push em algo que alguém está falando, nossa, eu preciso estar muito bem vazada. O que às vezes eu olho para os meus pares, que não são mulheres, e às vezes ele se senta confortável.
para opinar ou para falar sobre algo que não necessariamente eles tenham realmente tanto embasamento ou contexto para opinar e ainda assim eu sinto que não existe esse peso, essa necessidade de se provar mesmo através da comunicação. Então, para mim, eu acho que existe de uma forma estrutural. E geralmente quando eu reajo, quando acontece um erro de comunicação ou na hora de dar um push, eu não vou mentir, tem esse primeiro momento.
em que existe a autocobrança, em que aqueles pensamentos de, meu Deus, como que eu pude errar nisso, como que eu pude fazer algo tão mogo, algo nesse sentido, mas aí, o mesmo frame que eu uso pra dar feedback pra alguém, ou quando eu vou me comunicar algo com alguém, é, tipo, tomar um tempo e um distanciamento daquele erro pra olhar com aquilo com cuidado com relação a mim mesmo, assim. E isso foi depois de terapia, é claro, né? E depois de algum tempo...
fui conseguindo construir mais esse pensamento, mas é complicado, às vezes, se distanciar um pouco do seu erro e não deixar aquela vozinha que, às vezes, é tão intrínseca e interna da gente. Ai, como você pode errar nisso? Privalecer. Você sempre se lembrar que estou aqui para aprender, é isso mesmo, vou ter uma outra oportunidade, posso fazer melhor depois.
Perfeita essa fala, concordo muito, e eu acho que essa estratégia é justamente para a gente evitar aqueles erros catastróficos, né? Que a gente cria uma catástrofe na nossa mente, como se, puxa, eu cometi esse erro, agora está tudo perdido, e não é assim, né? Eu acho que quando a gente diminui essas vozes em nossas mentes, a gente percebe que somos humanos e que sempre haverá possibilidade de reversão, né? Então, eu acho que isso...
traz também, através do autoconhecimento, de terapia ou de outras ferramentas, essa convicção de que a gente precisa, inclusive, nos permitir ao erro, porque é assim que a gente vai acertar. Porque muitas pessoas deixam de fazer contribuições valiosas pelo simples medo de errar. Então, quanto que perdemos, né? Então, eu acho que está tudo bem. E eu acho que até aquela questão de proporcionalidade, né?
É óbvio que a gente não vai comemorar erros, a gente tem que comemorar o que a gente aprendeu a partir deles. A gente vai ter cuidados, cautela, para que a gente não busque o erro, que a gente quer buscar o crescimento e tudo mais. Mas acho que é super importante a gente também fazer uma medição.
sobre o impacto que aquilo pode causar. Às vezes a gente está com medo de algo irreal, que é algo que não vai ter uma consequência absurda. Às vezes você teve ali uma fala que não foi tão assertiva, obviamente que...
trazer daquele aprendizado uma melhora para suas próximas interações, mas o impacto daquilo não foi tão relevante para consumir tanto da nossa energia, porque isso pode inclusive paralisar as suas estruturas. Ah, como eu já riei uma vez, eu também não vou me expor mais. Então, acho que isso é o ponto mais crítico em relação a como que a gente se trata em relação aos eles. Então, acho que você foi muito completo, gostei muito do que você disse em relação a isso.
E essa é a minha adição em relação a este ponto. Sil, é isso, assim. E, para mim, a parte e o frame, a estratégia da comunicação não violenta, dá para a gente abranger e falar de tantas formas, né? Daria para fazer episódio de parte 2, parte 3, parte 4, para que realmente isso toque em diversos momentos do nosso dia a dia.
Eu acho que se eu fosse sumarizar um pouco aqui de tudo que a gente falou, a partir da gente conseguir aplicar esses conceitos e esse autocuidado, também para a nossa voz interna, que está dentro de nós. Esse autocuidado, essa empatia, para não nos paralisar e para a gente, de fato, conseguir aprendendo com as situações e evoluindo a nossa comunicação, ao invés de se traumatizar com uma situação e deixar de aprender.
E você, Silvia, se você fosse fazer um wrap-up do que a gente falou hoje? Sim, eu vou finalizar a minha participação aqui com uma frase. Uma frase atribuída ao Nelson Mandela, que também foi uma referência em relação à comunicação não violenta, e a frase diz o seguinte, ser livre não é apenas se levar das próprias correntes, mas viver de uma forma que respeite e aprimore a liberdade dos outros.
Então, eu considero que isso representa muito do que falamos no episódio de hoje, que a comunicação não violenta serve para ampliar diálogos, para que conversas difíceis sejam realizadas de uma maneira mais assertiva e que isso seja feito pautando no respeito pelos outros. Então, essa é a minha finalização, é o que eu acredito e é o que eu procuro aplicar. Erro algumas vezes? Certamente.
mas procuro sempre crescer, evoluir e tentar ser uma pessoa com essa possibilidade de ampliação sobre esse tema, sobre esse assunto. Perfeito, e é com essa frase maravilhosa, Edithio, que a gente finaliza aqui esse episódio.
E hoje a gente teve a oportunidade aqui de explorar um pouco sobre comunicação não violenta, não apenas sobre a perspectiva do Marshall, mas o Marshall trazendo aqui as nossas vivências, trazendo para o nosso recorte, para a área de tecnologia. Ainda foi muito, muito rico. Então a gente falou sobre os quatro componentes da comunicação não violenta, com a importância da gente se comunicar de forma mais clara, de forma mais empática.
E eu gostaria e espero que esse episódio tenha trazido várias reflexões para vocês, porque certamente nos trouxe muitas reflexões e também ajuda as práticas para que vocês possam aplicá-las no dia a dia. Se você já utilizou algum frame de comunicação, comunicação não violenta no trabalho ou tem alguma experiência para compartilhar, conta para a gente nas nossas redes sociais. E até o próximo episódio. Muito obrigada.