Episódios de Análise do Dia - Um Podcast do Sicredi

Análise do Dia - 5/5/2026 - Queda no preço do petróleo gera alívio nos mercados globais, e ativos reagem de forma positiva.

05 de maio de 20264min
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Ouça o que movimentou o mercado nesta terça-feira.

Participantes neste episódio1
G

Gabriel Mesquita

HostEconomista
Assuntos6
  • Queda do PetróleoPreço do petróleo · Mercados globais · Ibovespa · Dólar
  • Ata do Copom e política monetáriaCopom · Taxa Selic · Inflação · Expectativas de inflação para 2028
  • Conflito no Oriente MédioOriente Médio · Estreito de Hormuz · Irã · Estados Unidos
  • Mercado financeiro BrasilTermos de troca · Exportadores · Capital estrangeiro
  • Bolsa de Valores· EconomiaPetrobras · Vale · Bancos · Ações cíclicas
  • Agenda Internacional de Diego PerezInflação ao produtor na Zona do Euro · PMI composto de abril · Alemanha
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Saiba o que movimentou o mercado financeiro no Brasil e no mundo. Você está ouvindo o Análise do Dia, um podcast original do Sicred. Boa noite, eu sou Gabriel Mesquita, economista do Sicred, seu podcast Análise do Dia. Vou falar um pouquinho sobre os eventos que movimentaram o mercado e a economia nessa terça-feira, dia 5 de maio de 2026. O dia foi de certo alívio nos mercados, puxado por uma queda do petróleo, preço do petróleo.

o tom cauteloso também do Copom, na ata, que foi divulgada hoje, do relatório de política monetária, mas ainda favorável a cortes, cortes adicionais na taxa selic, e pela pressão de conflito no Oriente Médio, apesar do barulho, não escalou mais. Então, mesmo que a gente não tenha um sinal claro de...

de abertura do Estreito de Hormuz, que aliviaria todo esse problema logístico e de produção de petróleo e derivados ali na região, a gente não teve uma deterioração adicional no dia de hoje, o que acabou ajudando os mercados, de forma geral. Então, todo esse cenário de Copom não descartando novos cortes na taxa Selic, e essa queda no preço do petróleo, fizeram que o Ibovespa fechasse em alta de 0,62%, cortada e ano.

186 mil pontos, quase 187 mil pontos. O dólar à vista caiu forte hoje, terminou em próximo de R$ 4,91, o menor nível de fechamento desde janeiro de 2024, uma queda de quase 1%, então um dia bastante positivo para o câmbio brasileiro, que tende a favorecer a inflação. E na curva de juros, a gente fez um alívio também, com a queda das taxas, refletindo aí toda essa...

alívio relativo na percepção de risco. Sobre o conflito no Oriente Médio, o dia começou com sinais positivos nos Estados Unidos, reforçando que o cessar-fogo com o Irã segue em vigor, o que torce alívio para os mercados globais. Mesmo com as falas duras do lado iraniano, ao longo da tarde, para ser mais específico, só explicando a situação, os Estados Unidos anunciou uma operação de retirada de escolta de embarcações presas no Estreito de Hormuz, e isso gerou uma reação do Irã.

que prometeu atacar essas embarcações americanas caso elas tentem atravessar o estreito, e os Estados Unidos, por sua vez, também prometeu responder a eventuais ataques. Esse aumento de tensão não foi suficiente para abalar o otimismo do mercado no dia de hoje. Sobre o dólar, o dólar cai forte, com o petróleo em queda e apetite a risco maior lá fora, ou o réu acabou se beneficiando.

entre as moedas emergentes, levando o dólar ao menor nível desde janeiro de 2024, como eu comentei. Além desse cenário externo favorável, ajuda o câmbio à entrada de dólares de exportadores. Com os termos de troca favoráveis, com a disparada do preço de petróleo, o Brasil é um exportador líquido de petróleo, então entram dólares no país quando o preço da comodidade em dólar dispara, como é o caso.

Outro fator fundamental nessa estabilização do câmbio aqui no Brasil é a elevada taxa Selic, a taxa de juros e as taxas de mercado, a curva DI, que favorecem a entrada de capital estrangeiro no país. Então você também acaba suportando e estabilizando a taxa de câmbio. Na bolsa, o Ibovespa subiu, mesmo com a queda da Petrobras da Vale, é sustentado por bancos e ações ligadas à economia doméstica, que a gente chama de ações cíclicas.

muito relacionado ao alívio que a gente viu na curva de juros. E hoje teve a ata do Copom, que confirmou um banco central prudente, preocupado com a inflação e com as expectativas, especialmente para 2028. O mercado tem aumentado as expectativas de inflação para 2028, aumentado o grau de desancoragem das expectativas. Ainda assim, a maioria do mercado manteve a posse em um novo corte de 0,25 pontos percentuais na Selic em junho.

o que é nosso cenário base também, levando a taxa para 14,25. Amanhã teremos uma agenda mais esvaziada aqui no Brasil, na ausência de publicação de indicadores convencionais, digamos assim, mas teremos dados de inflação ao produtor na zona do euro, e também temos a julgação do PMI composto de abril para o Brasil, para a Alemanha e para a economia global. Por hoje é só, pessoal. Obrigado pela audiência e até amanhã.

Você ouviu o Análise do Dia, um podcast original do Sicred. Até a próxima!