Episódios de Ayurveda na Prática - GisiPaz.

#1300 - 👩🏻‍🎨🎨 A ARTE DA COCRIAÇÃO 🧞🪄

07 de agosto de 20269min
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" A porta que ficou fechada na casa mental."

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Assuntos3
  • Holos CocriaçãoCasa Mental·Percepção da realidade·Consciência·Responsabilidade·Escolhas
  • Subida Monte Carmelo Espiritualidade· ReligiaoVedas·Upanishads·Bhagavad Gita·Yoga Sutras de Patanjali·Ayurveda·Neurociência
  • Alinhamento e Desalinhamento· SociedadePensamento positivo·Desejo intenso·Universo como máquina de pedidos
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Bom dia, tudo bem? E hoje a gente começa uma nova série, A Arte da Cocriação. Então sejam muito bem-vindos. A essa nova jornada. E antes de qualquer coisa, eu quero agradecer a cada pessoa que caminhou comigo durante a série A Casa Mental. Foi muito bom a audiência dessa série. Foram semanas mergulhando em perguntas profundas sobre quem somos, como a gente pensa, por que que a gente repete certos padrões, como as emoções moldam a nossa percepção da vida.

E de que maneira a nossa história continua vivendo dentro de nós, muitas vezes sem a gente perceber. A intenção daquela série nunca foi apenas explicar o funcionamento da mente. Ela foi um convite para que você aprendesse a observar a si mesmo com mais honestidade, menos julgamento e mais consciência. E ao longo desse caminho, uma pergunta começou a aparecer repetidamente nas mensagens que eu recebi: Muitas pessoas me diziam assim: Gise, você falou da casa mental como se a gente tivesse explorando os cômodos de uma grande casa.

A gente entrou na sala das emoções, a gente visitou os quartos das memórias, a gente desceu para os porões dos medos, mas e o sótão? O que que existe lá em cima? Então, tu que tá ouvindo também se fez essa pergunta? E aí eu confesso que eu sorri muitas vezes quando eu lia sobre isso, né? Porque de certa forma ela mostrava que vocês tinham compreendido exatamente a proposta da série. O sótão nunca foi um cômodo esquecido, ele permaneceu fechado de propósito.

Existem conhecimentos que só fazem sentido quando a gente constrói sobre uma base sólida. Então imagina alguém tentando construir o telhado de uma casa antes mesmo de levantar as paredes, né? Quando a gente planta uma árvore, a gente começa pelos frutos, que não funciona. Na casa mental, a gente construiu os alicerces. A gente aprendeu que a nossa percepção da realidade não é uma fotografia fiel do momento. Ela passa pelos filtros das nossas crenças, das nossas experiências, das nossas emoções, da nossa educação, da nossa cultura e das marcas que a vida deixou em nós.

A gente falou sobre pensamentos automáticos, sobre padrões repetitivos, identidade, memória, condicionamentos, o papel do corpo, a influência das emoções. Falamos sobre os samskaras descritos pelo Yoga, sobre a mente apresentada pelo Ayurveda, sobre os mecanismos psicológicos estudados pela ciência. Tudo isso tinha um propósito: preparar você para essa nova conversa. Porque existe uma pergunta que inevitavelmente surge depois que a gente compreende como a mente funciona.

Se a minha forma de perceber o mundo interfere profundamente na maneira como eu vivo, até que ponto eu participo da construção da minha própria realidade? Essa talvez seja uma das perguntas mais antigas da humanidade, né? Ela aparece nos Vedas, nos Upanishads, no Bhagavad Gita, no Yoga Sutras de Patanjali. Ela ressurge séculos depois na filosofia, na psicologia, nas tradições espiritualistas, no Espiritismo, na Teosofia e mais recentemente em diversas áreas da neurociência e da psicologia cognitiva.

Cada tradição respondeu de uma maneira diferente. Algumas enfatizaram a consciência e outras falaram da alma. Outras destacaram a responsabilidade moral e outras investigaram os mecanismos do cérebro. Mas todas, de alguma forma, tocaram a mesma questão fundamental: qual é, afinal, a participação do ser humano na realidade que experimenta? Foi justamente dessa pergunta que nasceu essa nova série. Ela não pretende convencer você de nenhuma crença específica, tá?

Também não pretende substituir a ciência por espiritualidade, nem reduzir a espiritualidade a explicações científicas. O meu objetivo é outro: eu quero construir pontes. Ao longo dos próximos episódios, a gente vai caminhar entre o conhecimento milenar do Ayurveda e do Yoga, os ensinamentos de diferentes tradições espiritualistas e aquilo que hoje a gente já sabe por meio das pesquisas em neurociência, psicologia, comportamento humano e medicina.

Sempre que houver convergência, nós vamos explorar ela. Sempre que houver diferenças, elas serão apresentadas com respeito e clareza, porque maturidade intelectual não significa misturar tudo como se fosse a mesma coisa. Significa reconhecer que diferentes tradições podem olhar para uma mesma realidade usando linguagens diferentes. Algumas descrevem processos internos utilizando conceitos como prana, samskaras, karma ou consciência.

E outras falam em circuitos neurais, memória emocional, atenção, aprendizagem e comportamento. Talvez essas linguagens não sejam idênticas, mas muitas vezes elas se encontram de maneiras surpreendentes, e eu adoro isso. E é exatamente nesse encontro que essa série acontece. Talvez você tenha percebido que eu escolhi um nome bastante conhecido, né, A Arte da Cocriação. Mas eu quero fazer um convite desde o primeiro episódio: se possível, deixa de lado, deixa de fora tudo aquilo que você já ouviu falar sobre esse assunto.

Nos últimos anos, a palavra cocriação passou a ser usada para defender ideias muito simplificadas, como se bastasse pensar positivo, como se bastasse desejar intensamente alguma coisa, como se o universo funcionasse como uma máquina de realizar pedidos. Se você espera encontrar isso aqui, provavelmente ficará decepcionado, porque essa não será uma série sobre fórmulas mágicas, também não será uma série sobre controlar o universo.

É uma série sobre investigação profunda de responsabilidade, sobre consciência, escolhas, percepção, ação, sobre aquilo que realmente depende de nós. E talvez mais importante ainda, sobre aquilo que nunca dependeu. Existe uma enorme diferença entre imaginar que a gente controla tudo e compreender que a gente participa da construção da nossa experiência de vida. Essa diferença muda completamente a forma como a gente vive. É justamente essa diferença que a gente vai explorar juntos.

E antes de eu encerrar esse áudio, Eu quero abrir um espaço que tá presente em todos os próximos episódios dessa série, tá? Eu vou chamar ele de Conexão com a Casa Mental, para a gente alinhar bem o que a gente aprendeu na série anterior. Esse será o momento em que a gente vai fazer uma ponte entre o que a gente aprendeu e aquilo que a gente tá prestes a aprofundar. Na série anterior, a gente descobriu que a mente não é uma simples fábrica de pensamentos, Ela interpreta, organiza, seleciona, filtra, constrói significados.

A gente aprendeu que dois indivíduos podem viver exatamente o mesmo acontecimento e sair dele com histórias completamente diferentes, não porque a realidade tenha mudado, mas porque a maneira de perceber ela também faz parte da experiência. Hoje nós damos o próximo passo E a gente não vai mais estudar apenas como funciona essa casa, a gente vai descobrir como aquilo que acontece dentro dela influencia a forma como a gente caminha pelo mundo.

É como se finalmente a gente estivesse subindo a escada que leva ao sótão. A porta que permaneceu fechada durante toda a série anterior agora começa a se abrir. E talvez você descubra que o sótão nunca foi apenas mais um cômodo da casa, Ele era a janela de onde sempre foi possível enxergar a paisagem inteira. Nos próximos episódios, a gente vai abrir essa janela juntos. Obrigado por aceitar mais uma vez caminhar do meu lado. E essa série, se ela fizer sentido para você, compartilha esse podcast com alguém que também gosta de refletir sobre mente, consciência e desenvolvimento humano.

E se quiser, Marca o meu Instagram quando estiver ouvindo. É sempre bom receber esse carinho de vocês, né? É uma alegria saber que essas conversas estão chegando a novos lugares, encontrando pessoas dispostas a pensar mais profundamente sobre a vida. Então, se quiser compartilhar lá nos teus stories também esse áudio que você tá ouvindo, eu agradeço. Um ótimo dia para todo mundo, beijos e até mais!

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