Episódios de Café Com Crime

197 | O PADRASTO: a destruição da família de Cristiane Pedroso dos Santos

24 de junho de 20261h
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Em 2020, Cristiane Pedroso dos Santos desapareceu em Pompeia, interior de São Paulo. Sua filha de 16 anos dizia que ela a havia abandonado com o padrasto para viver uma nova paixão em outra cidade.

Mas ninguém conseguia falar com Cristiane. E, conforme os meses passavam, as suspeitas só aumentavam.

Quando a verdade veio à tona, ficou claro a família escondia um segredo muito mais cruel do que qualquer um poderia imaginar.

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Créditos:

Produção, apresentação e roteiro por Stefanie Zorub

Edição e desenho de som por Luigi Calistrato

Pesquisa e roteiro for Ana Paula Almeida

Participantes neste episódio7
S

Stefanie Zorub

HostApresentadora
C

Cláudio Anunciato Filho

ConvidadoDelegado
D

Daniel Vorcaro

ConvidadoBanqueiro
F

Fabrício Buin Arena Bellinato

ConvidadoPsicólogo
K

Kézia Pedroso dos Santos

Convidado
M

Maria

Convidado
S

Sueli Zeraiki de Oliveira Armani

ConvidadoJuíza
Assuntos7
  • Descoberta do CorpoDescoberta do corpo de Cristiane · Descoberta do corpo de Caroline Vitória · Reforma no quintal como indício · Interrogatório de Maria e Fabrício
  • Criminalidade FemininaMaria como cúmplice no assassinato · Maria como vítima de estupro de vulnerável · Condenação de Maria a 3 anos de internação · Preservação da identidade de Maria
  • Planejamento CriminalMotivação para eliminar Cristiane · Assassinato de Cristiane a facadas · Enterro e concretagem do corpo de Cristiane · Assassinato de Caroline Vitória · Ocultação de cadáveres
  • Prisão anterior e tentativa de fugaFuga de Fabrício · Prisão de Fabrício em Campo Grande · Depoimento de Fabrício e contradições · Condenação de Fabrício · Daniel Vorcaro
  • Desaparecimento de PessoasDesaparecimento de Cristiane Pedroso dos Santos · Mentira da adolescente sobre abandono · Suspeita de cárcere privado · Denúncia da tia Kézia · Investigação policial inicial
  • Manipulação e controle do relacionamentoLove bombing de Fabrício com Cristiane · Isolamento de Cristiane da família · Relação de Fabrício com a enteada Maria · Acusações do avô de Maria · Manipulação psicológica de Fabrício
  • Investigação sobre fraudes e corrupção de VorcaroFeminicídio como obstáculo descartável · Isolamento como primeiro sinal de alerta · Corrupção de menor · Normalização de relações abusivas
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?Voz E

Use us direct Minha mãe sumiu.

?Voz A

Foi isso que uma adolescente disse para a tia por telefone. Um belo dia, em novembro de 2020, a mulher teria feito as malas, pego a filha caçula e ido morar com outro homem, deixando a filha mais velha, a adolescente, aos cuidados do padrasto.

?Voz B

A quem a garota considerava seu verdadeiro pai. Foi isso que a adolescente contou para a tia.

?Voz A

Sua mãe tinha simplesmente sumido com outro homem, a deixando para trás abandonada. Sorte dela ter o padrasto.

?Voz B

Mas a tia não engoliu muito bem aquela história e logo foi alertada por vizinhos que a mulher e a filha mais nova não tinham saído de casa.

?Voz A

Ninguém a viu deixar os portões de ferro azul da sua humilde residência com as malas feitas. Ninguém a viu, na verdade, desde o dia em que ela cavou um buraco no quintal e preparou concreto à meia-noite.

?Voz B

Preocupada, a tia resolveu fazer uma denúncia. Pensou que talvez o padrasto poderia estar mantendo sua irmã e sobrinhas em cárcere privado, que talvez sua sobrinha adolescente teria sido forçada a contar aquela história tá sem pé nem cabeça.

?Voz A

É, devia ser isso. Com medo do padrasto, a adolescente inventou uma mentira. Porém, a denúncia daquela tia não seria o início de um caso de cárcere privado. Foi o pontapé inicial para a investigação de um crime brutal e chocante que ocorreu em Pompeia, no interior de São Paulo, em 2020. Esse é o episódio 197 do Café com Crime: O Padrasto, a destruição da família de Cristiane Pedroso dos Santos.

?Voz B

Alô, olá, alô, vai tudo bem? Bem-vindes ao Café com Crime, o podcast onde você pode ser o aficionado por crimes reais que você é, Sem julgamentos, eu sou a Sté Zorubi, ou Dona Café, como preferir, e hoje vamos falar sobre o caso Cristiane Pedroso Arena, um duplo homicídio ocorrido na cidade de Pompeia, no interior de São Paulo, em 2020.

?Voz A

É uma história que envolve um triângulo amoroso, um psicólogo manipulador e uma menor de idade, elementos que culminaram na verdadeira destruição de uma família que até então vivia aparentemente feliz e unida.

?Voz B

Eu tô com a cabeça toda revirada aqui com esse caso, pois ele é bem chocante e inesperado.

?Voz A

E eu quero que você comente comigo a sua reação quando você escutar a reviravolta que vem lá no meio do episódio.

?Voz B

Você pode me escrever aqui nos comentários do Spotify, do YouTube, ou onde quer que você esteja escutando o podcast, ou mesmo lá no nosso Instagram, @cafecomcrime, onde eu posto as fotos relacionadas ao caso. Por sinal, não deixe de seguir a gente aí na plataforma onde você tá ouvindo, ative as notificações para não perder nenhum episódio novo, e se puder, deixa sua avaliação também. Parece pouco, mas pra Dona Café aqui e pra toda a equipe, isso é tudo.

Pra quem tá precisando de mais uma dose de Café com Crime, saiba que você pode escutar ainda mais episódios ao se tornar um apoiador. Todo mês eu lanço um episódio exclusivo extra para os apoiadores do podcast.

?Voz A

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?Voz B

Eu vou deixar o link das nossas campanhas de apoio na descrição deste episódio. Super obrigada a todos os apoiadores, de verdade. Que vocês fazem esse podcast existir. E para fechar essa introdução, você já conhece a lojinha do Café com Crime? Pois é, a gente tem, tá aberta, disponível para você. Lá você encontra canecas, camisetas e bolsas do podcast. No site umapenca.com/cafecomcrime você pode conhecer os nossos produtinhos.

Eu vou deixar o link na descrição desse episódio também. E antes que eu esqueça, esse caso foi uma sugestão dos crimiseiros Jefferson e Carol. Obrigada por indicar essa uma história tão relevante, atual e simplesmente revoltante. Lembrando que este podcast faz uso de efeitos sonoros, então se puder escute de fone de ouvido. E fica aqui também o alerta de gatilho: vamos tratar de temas como violência sexual, assassinato e morte de menores de idade.

?Voz A

Ouça a seu critério.

?Voz B

E com isso, bora começar do começo? Em janeiro de 2021, Kézia Pedroso Dias dos Santos sentiu saudades da irmã, Cristiane Pedroso dos Santos Arena. Apesar de terem sido criadas muito próximas, fazia alguns anos que Cristiane havia se afastado da família. Na verdade, o contato agora era escasso. Isso não significava que não existia carinho e amor entre as irmãs, só que cada uma seguia suas vidas.

?Voz A

E sabe como é, né?

?Voz B

Janeiro, mês das resoluções, dos recomeços.

?Voz A

E Kasia tinha achado estranho que a irmã nem feliz ano novo tinha mandado, sabe?

?Voz B

Aí ela foi stalkear um pouco nas redes sociais para ver o que Christiane estava fazendo naquele começo de ano. Talvez seria uma boa desculpa para se reaproximar, dar aquele "Oi, sumida, como tá o ano novo, né? Quais são os planos?" Mas o que Kasia encontrou foi nada. Christiane andava desaparecida, não só do contato com a família, mas também das redes sociais e meio que de tudo. Kasia conhecia bem o histórico da irmã e sabia que quando ela se afastava do mundo daquele jeito era porque algo não estava muito legal.

Preocupada com a irmã e sem conseguir contato direto com ela por telefone ou redes sociais, Kasia decidiu apelar para a sobrinha, Christiane, que tinha 34 anos de idade, era mãe de duas filhas: uma adolescente de 16 anos, que vamos chamar aqui apenas de Maria, e Caroline Vitória dos Santos Guimarães, de 9 anos. As filhas eram fruto de seu primeiro casamento, que não tinha acabado bem. E agora, Cristiane e as duas filhas moravam com o novo parceiro dela, um psicólogo chamado Fabrício Buin Arena Bellinato, de 37 anos.

A família era bem unida, se dava muito bem, tanto que Fabrício era chamado de pai pelas meninas.

?Voz A

Elas realmente assim abraçaram ele como a sua nova figura paterna. E Cristiane se orgulhava muito disso. Ela conseguiu, por fim, construir uma família amorosa depois de ter passado por uns bons sufocos no casamento anterior. Bem, foi por isso mesmo que quando Kézia conseguiu falar com Maria, Ela ficou bem chocada com o que ouviu da sobrinha. Ao perguntar sobre Cristiane, a adolescente informou que sua mãe e sua irmã caçula haviam voltado para Santa Mercedes, interior de São Paulo, com um homem desconhecido.

Como assim? Quando que isso aconteceu? Por que que ninguém falou nada? E por que que Maria não tinha ido, né? Bom, Maria foi respondendo os questionamentos. Fazia alguns meses já, era novembro de 2020, e o país vivia o auge da pandemia quando Cristiane decidiu abandonar toda a vida que construiu ao lado de Fabrício nos últimos 5 anos para viver uma paixão doida ao lado de outro homem. A Cristiane teria arrumado suas coisas, ajeitou Caroline, de 9 anos, e pediu para Maria, sua filha adolescente, fazer o mesmo. Mas a gente sabe como adolescente é, né? Nem sempre obedecem os pais.

?Voz B

A Maria, que considerava Fabrício um pai, se recusou a acompanhar a mãe e simplesmente abandonar tudo daquele jeito e voltar.

?Voz A

Para outra cidade, que elas tinham vivido em Santa Mercedes antes, né, e agora estavam residindo em Pompeia. A Cristiane, ela meio que não soube o que fazer com a Maria naquele momento, resistiu por alguns segundos, mas sabia que a filha estava em boas mãos com Fabrício, e então seguiu o seu planejamento. Arrumou as malas, se despediu da primogênita e saiu pelo portão de ferro azul da cidade de Pompeia, que fica a mais de 470 km da capital paulista, E ela voltou rumo a Santa Mercedes, a 200 km dali, para não ser vista mais.

Quando soube da atitude da esposa, Fabrício teria ficado em choque e se recusado a compreender o que havia levado Cristiane a tomar tal decisão. O casamento deles era harmonioso. As filhas do primeiro casamento de Cristiane sempre o acolheram como pai, chamavam eles de pai o tempo todo.

?Voz B

Eles acabavam de ter se mudado ali para Pompeia em busca de novos sonhos, novos planos, uma nova fase ali para aquela família.

?Voz A

Tudo tava muito bem, eles simplesmente não conseguia entender o que estava acontecendo.

?Voz B

Fabrício teria até tentado entrar em contato com a esposa, mas não obteve respostas.

?Voz A

O destino de Cristiane era um mistério para ele. Como o casal já não mantinha contato com a família de Cristiane há alguns anos, E como o pai biológico de Maria e Caroline não era presente, Fabrício e Maria decidiram tocar a vida juntos. Independente de qualquer coisa, o amor que ele sentia pela adolescente era real, era amor de pai. Ficou decidido então que até que Cristiane voltasse a entrar em contato para dizer onde estava e ambos decidirem se Maria iria ou não viver com a mãe, Fabrício ficaria responsável pelo sustento da adolescente.

E ela, por sua vez, daria continuidade aos estudos de maneira remota e assumiria os serviços domésticos para dar suporte ao padrasto.

?Voz B

Pois bem, Maria assumiu as responsabilidades da casa, como mulher da casa agora, né, e Fabrício ali ao seu lado.

?Voz A

E assim foi feito por cerca de 2 meses. Apesar da dor da ausência e das incertezas, a vida teve que seguir para ambos.

?Voz B

As festas de fim de ano foram comemoradas entre Maria e Fabrício, e os desejos de um feliz 2021 entre eles.

?Voz A

A sua família, o contato ficou restrito ali aos aplicativos de mensagem e ligações, sem muito alarde. Esse foi o relato de Maria.

?Voz B

Imagina só a Kézia escutando tudo isso da sobrinha.

?Voz A

Ela entrou em choque. Nada dessa história fazia sentido. Ela conhecia Cristiane a fundo, sabia que formar uma família era o seu sonho, e para ela não fazia sentido a irmã simplesmente abandonar tudo por causa de um homem um crime qualquer.

?Voz B

Talvez até pudesse acreditar nessa versão se Maria tivesse sido levada também, pois a Kézia tinha certeza que a sua irmã jamais seguiria sua vida deixando a filha para trás, a filha que ela tanto amava, né?

?Voz A

Principalmente cortando qualquer contato com a garota por 2 meses sem um pingo de remorso? Aquela de fato não era uma atitude que Christiane tomaria. Inconformada com o que escutou de Maria, Kézia desligou o telefone e pensou em maneiras de investigar o que havia de fato acontecido com a irmã. Paralelamente a isso, os vizinhos de Pompeia começaram a estranhar a ausência de Cristiane e Caroline na casa de Portões de Ferro Azul.

A família havia se mudado para residência no início de novembro e a movimentação era intensa, pois os novos pertences estavam chegando, eles estavam colocando as coisas em ordem, limpando o quintal, tirando entulho, reformando Então assim, a presença de Christiane ali no bairro, ali no seu quintal, né, apesar da pandemia que deixou todo mundo um pouquinho mais cada um no seu canto, a presença dela era bastante marcante ali, até o dia em que ela simplesmente sumiu.

?Voz B

Os vizinhos podiam não ter uma relação muito próxima com ela, mas eles se preocuparam o suficiente para buscar o contato da família de Christiane, principalmente porque estranharam o fato de Maria continuar circulando livremente pela casa, assim como Fabrício.

?Voz A

Não era como se a casa estivesse abandonada, mas a alma daquela casa, a Cristiane, que tava sempre dando duro no quintal, sumiu, e a filha mais nova também? Era bem estranho. Com a pulga atrás da orelha, os vizinhos tomaram a iniciativa de procurar, localizar e alertar a família de Cristiane sobre o que estavam acompanhando ali do outro lado do muro, a certa distância da casa. O que mais intrigava era que eles não viram Cristiane sair da casa com as malas e a filha mais nova.

Ela nunca deixou a residência. Simplesmente parou de aparecer no quintal ao lado de Caroline. Kézia recebeu a desconfiança da vizinhança com bastante angústia.

?Voz B

Para ela, algo mais grave estava acontecendo dentro das paredes daquela nova casa, mesmo que Maria garantisse a ela que tudo estava bem e que tanto Maria quanto Fabrício também estavam bem e muito preocupados com Cristiane e Caroline. Kesia decidiu então que não esperaria notícias da irmã de braços cruzados e entrou em contato com o Conselho Tutelar de Pompeia para fazer uma denúncia.

?Voz A

Ela desconfiava que Cristiane e Caroline estavam sendo mantidas em cárcere privado pelo marido, o Fabrício, e que Maria estava mentindo sobre o paradeiro da mãe porque tinha medo do padrasto. Uma denúncia e tanto, que acabou sendo o pontapé inicial de uma investigação chocante.

?Voz B

Já passava da metade do mês de janeiro de 2021 quando a Polícia Militar bateu no portão da casa de Cristiane e Fabrício para apurar a denúncia de cárcere privado contra a mulher e a sua filha Caroline. Obviamente, Fabrício negou tal acusação, afirmando que não mantinha ninguém preso dentro de casa. Diante da negativa de Fabrício, ele foi convidado a prestar esclarecimentos sobre o desaparecimento da esposa em uma delegacia de polícia.

Alegando não ter nada a esconder, o psicólogo aceitou acompanhar os policiais e Maria foi junto.

?Voz A

Até porque, na denúncia recebida pelo Conselho Tutelar, a adolescente também seria vítima do padrasto. Sem resistência, os dois foram encaminhados à delegacia da cidade pela Polícia Militar, onde também fica localizada a cadeia pública de Pompeia, para que ali pudessem prestar depoimento. Eles foram colocados em salas separadas, mas alegaram a mesma coisa, tinham a mesma história: Cristiane havia abandonado a casa da família com a filha mais nova, para morar com outro homem em Santa Mercedes.

Sem qualquer outro indício senão a desconfiança da irmã e dos vizinhos, os policiais não tinham muito como manter os dois ali, e aí registraram as declarações e liberaram Fabrício e Maria para que pudessem voltar para casa.

?Voz B

Mesmo assim, os agentes não estavam convencidos e não deram a história como esclarecida, Eles queriam encontrar a própria Christiane para que ela pudesse dar a sua versão dos fatos.

?Voz A

Só assim a denúncia de Kézia seria arquivada.

?Voz B

E o que os agentes fizeram?

?Voz A

Eles decidiram pegar a estrada, viajar 200 km até Santa Mercedes e fazer as buscas por ali por Christiane e por sua filha.

?Voz B

E aí, se vocês moram em cidades grandes, né, em capitais, vocês podem até questionar a eficiência de uma procura como essa, né?

?Voz A

Mas o fato é que Santa Mercedes tem aproximadamente 3.000 moradores. Não seria tão difícil assim encontrá-las caso elas estivessem na cidade.

?Voz B

Com certeza alguém ia saber: "Ah, sim, chegou uma pessoa nova aqui.

?Voz A

É verdade, eu vi uma mulher e uma criança, tal." Alguém ia ter visto. Então, eles foram lá averiguar.

?Voz B

Assim que chegaram ao destino, os investigadores colocaram a mão na massa.

?Voz A

Mostraram fotos de Christiane para todos os que cruzaram o seu caminho, visitaram comércios, bateram palmas em residências, e gastaram toda a sola do sapato procurando por mãe e filha, mas absolutamente ninguém havia visto as duas pela cidade nos últimos 2 meses. Simultaneamente a esse trabalho, a Polícia Civil decidiu monitorar a conta bancária e o cartão de crédito de Cristiane para poder provar que ela estava realmente onde Fabrício e Maria diziam que ela estava.

?Voz B

Porque aí era só ir até o estabelecimento comercial onde o cartão tinha sido usado, puxar as imagens das câmeras de segurança e tcharam, ali, estaria Cristiane e Caroline. Era isso que eles acreditavam.

?Voz A

Apesar do deslocamento até Santa Mercedes não ter rendido frutos, esse monitoramento das contas de Cristiane foi outra história. A sua conta bancária, que ainda tinha resquícios de uma multa rescisória recente que ela recebeu de seu empregador, havia sim sido movimentada, mas não por ela, e sim por Fabrício e Maria. Maria sempre acompanhava o padraço ao banco sempre queria lá retirar dinheiro do caixa eletrônico.

?Voz B

A descoberta colocou uma pulga atrás da orelha dos investigadores, que decidiram retomar a casa da família para confrontar Fabrício e finalmente descobrir onde estavam Cristiane e Caroline. Na manhã do dia 2 de fevereiro de 2021, a Polícia Civil retornou à casa da família para conversar com padrasto e enteada e questionar Na lata, porque a conta de Cristiane estava sendo movimentada por eles. Os investigadores desceram das viaturas e bateram palmas no portão.

Minutos depois, foram atendidos por Maria, que parecia não estar assim tão surpresa com a presença dos agentes naquela manhã.

?Voz A

Eles perguntaram sobre Fabrício e foram informados de que o psicólogo não estava em casa e que Maria também desconhecia onde ele poderia estar. Os policiais acessaram então o quintal da casa e notaram que ali havia uma reforma recente em um contrapiso de concreto nos fundos, uma intervenção que claramente destoava da estrutura do imóvel.

?Voz B

Aquela casa era humilde, as paredes estavam mal pintadas e a manutenção do quintal deixava a desejar. No entanto, aquele contrapiso era relativamente novo e parecia bastante reforçado. Poderia ser apenas o início de uma reforma? Poderia, mas os policiais acharam melhor averiguar, e para isso solicitaram o apoio de uma retroescavadeira, que teve acesso ao imóvel graças a um terreno baldio ao lado da casa onde a família vivia. Maria permanecia em silêncio.

Ela observava a movimentação de policiais entrando e saindo de sua casa sem sem esboçar reação. Com a força do equipamento e a destreza do operador de máquinas, o contrapiso foi facilmente rompido. E ali, debaixo daquela camada de cimento, estava o corpo de Cristiane Pedroso dos Santos Arena, já em avançado estado de decomposição. Diante da situação, a adolescente foi questionada pelos policiais sobre onde estaria Caroline e se havia possibilidade da criança também ter sido assassinada, mas Maria não respondeu.

Suspeita de ter participado do crime que ceifou a vida da própria mãe, Maria foi apreendida pela polícia. Entretanto, foi mantida ali, na cena do crime, para que pudesse ajudar nas investigações.

?Voz E

E a essa altura é importante ressaltar aqui novamente que devido ao fato da adolescente ser menor de idade à época da morte, né, da mãe, o seu nome foi substituído para preservar a sua identidade. Aqui estamos usando apenas um codinome: Maria.

?Voz B

Bem, cientes da possibilidade de que o corpo da criança, né, da Caroline, de 9 anos, também pudesse estar enterrado no local, os investigadores, já bastante emocionados com a situação, continuaram as buscas pelo terreno.

?Voz A

Eles escavaram exaustivamente o local ali ao redor de onde o cadáver de Christiane havia sido localizado pouco antes, mas não tiveram nenhum sucesso. Até que Maria, talvez impaciente com toda a situação, resolveu colaborar. Ela chamou um dos policiais que ajudavam na procura e contou que a irmã não estava enterrada ao lado da mãe. Mas sim alguns metros à frente, entre uma árvore e uma piscina de plástico. Os agentes seguiram as orientações de Maria e aí... batata!

?Voz B

O corpo de Caroline estava sepultado no local onde a jovem havia indicado. Incrédulo com tamanha frieza, o delegado Claudio Anunciato Filho conduziu Maria até a delegacia para tomar o seu depoimento.

?Voz A

Mas a jovem negou qualquer participação no crime.

?Voz B

Ela sequer foi capaz de pensar em uma versão e mentir em depoimento.

?Voz A

Ela simplesmente se resguardou ao direito de falar apenas em juízo. E se a situação já era terrível por si só, o que o delegado revelou em coletiva de imprensa no final daquele dia chocaria ainda mais a pequena cidade de Pompeia. Cláudio Anunciato Filho, informou ter provas de que, além de matar a esposa e a enteada caçula, Fabrício mantinha um relacionamento amoroso com Maria, a filha adolescente da sua vítima.

?Voz B

A adolescente não admite nada em seu depoimento sobre a participação no crime e nem mesmo que mantém um relacionamento amoroso com o padrasto, mas já temos provas de que a relação existe.

?Voz F

Triste.

?Voz A

Que reviravolta! Olha, longe de mim aqui querer tirar qualquer responsabilidade da adolescente nessa tragédia, nesse crime, mas classificar a relação entre ela e o padrasto como relacionamento amoroso é demais, né? A Maria tinha 16 anos na época do crime, Fabrício tinha 37 anos, ou seja, são 21 anos de diferença. E isso é importante de notar.

?Voz E

Ah, mas Sté, só é considerado estupro de vulnerável quando a relação é com menores de 14 anos, não vem de mimimi. Sim, eu sei, mas pensa que Fabrício entrou na vida de Maria quando ela ainda era uma criança de 11 anos, 10, 11 anos. Ele assumiu os cuidados inerentes a um pai e do nada essa relação paterna vira um caso amoroso debaixo dos olhos sua esposa? Isso não é normal. Aí vocês podem até argumentar que: "Ai, mas adolescentes também têm desejo sexual, Maria podia ter consentido." E eu vou te argumentar outra coisa de volta: um adolescente de 14 anos, vamos dizer, que quer dirigir, deve dirigir porque tem vontade de dirigir?

Não, precisa ter 18 anos para tirar carta, né? Se você tá bebendo e fumando do lado de um adolescente de 12 anos e ele fala: "Ah, eu também quero provar, me dá." "Você vai dar? Você vai dar o cigarro, a bebida pra uma criança de 12 anos?" Não. Não é porque esse jovem tem vontade que você, adulto, vai permitir. Eu vejo essa relação entre um adolescente e um adulto da mesma maneira. Quem tem que ser consciente sobre o que é certo, o que não é certo, o que é ultrapassar um limite aceitável, moral, ético, criminal neste caso também, é o adulto.

Se você é maduro e percebe que um adolescente, um adolescente, tá interessado em você, Cabe a você cortar isso imediatamente, ainda mais se é a sua enteada, né? Socorro, gente, é loucura normalizar isso e chamar de relacionamento amoroso, né? Eu acho demais, achei demais.

?Voz B

Para entender qual era a verdadeira relação entre Fabrício e Maria, quando que essa relação tinha começado, o que tinha acontecido, enfim, eram muitas perguntas a serem respondidas.

?Voz A

Precisavam encontrar o padrasto, que agora era considerado foragido da polícia. O que todo mundo ali tava querendo saber era o que realmente estava acontecendo dentro daquela casa em Pompeia em novembro de 2020. É... é tenso.

?Voz B

Por isso, vamos dar uma pausa, tomar um gole de café bem quentinho, até porque o inverno já chegou e com ele vem aquele sofrimento de achar uma roupa decente, quentinha e confortável pro dia a dia. Geralmente é aquilo, né, de casaco por cima de blusa, blusa por cima de camiseta e no final você não consegue nem se mexer direito. E sabe o que é pior? Você passa frio na rua e calor assim que entra em qualquer lugar. A boa notícia é que tem solução para esse caso, uma solução que envolve menos camadas e mais conforto.

Para mim, é o Wing Suit da Insider. O que eu mais gosto nela é que ela não tem cara daquela roupa de inverno pesada que você usa por obrigação. Ela é leve, confortável e ajuda a manter a temperatura sem deixar você parecendo um marshmallow ambulante. Então eu consigo trabalhar, sair para uma reunião, encontrar amigos ou até mesmo gravar o episódio do Café Café com Crime, sem ficar naquele ciclo eterno de coloca roupa, tira roupa, carrega casaco.

Uma peça só e caso resolvido. Se você também quer enfrentar o inverno com mais conforto, vale conhecer a Wing Suit da Insider. O link tá aqui na descrição deste episódio. E olha que clicando no link você ganha um cupom especial do Café com Crime. Ele já vai aplicado no seu carrinho lá na loja da Insider.

?Voz A

E aí, já clicou? Então podemos voltar pro crime.

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?Voz B

Os corpos de Cristiane Pedroso dos Santos Arena e Caroline Vitória dos Santos Guimarães foram sepultados por volta das 3:30 da tarde do dia 3 de fevereiro de 2021 no Cemitério Municipal de Pompeia.

?Voz A

A cerimônia de despedida foi realizada em campo aberto, e em clima de bastante comoção.

?Voz B

Devido ao estado avançado de decomposição, o velório foi realizado com caixões lacrados.

?Voz A

A família não teve sequer a oportunidade de se despedir cara a cara das suas queridas pessoas. A família de Christiane queria respostas, clamava por justiça, tanto por Christiane quanto pela pequena Caroline.

?Voz B

A polícia seguia sua investigação na tentativa de trazer respostas para aquele caso chocante que pegou a família totalmente desprevenida. Com a localização dos corpos e a apreensão de Maria, parte da equipe do Dr. Cláudio Anunciato voltou sua atenção para a localização do suspeito Fabrício, enquanto a outra parte focou em colher evidências, conversar com testemunhas e analisar os resultados dos exames necroscópicos. Quando os primeiros resultados foram entregues ao delegado, a causa da morte de mãe e filha foi, enfim, confirmada.

Cristiane havia sido morta a facadas nas costas, ferimentos tão profundos que foram capazes de perfurar seus pulmões, enquanto a pequena Caroline perdeu a vida em decorrência de uma forte pancada na cabeça. E o horror não parava por aí não. Em entrevista ao programa Cidade Alerta, da Rede Record, a família das vítimas levantou a hipótese de que Fabrício teria feito Cristiane cavar as covas onde foi enterrada no quintal antes de ser executada.

É que os mesmos vizinhos que entraram em contato com Kézia para alertar o estranho sumiço de Christiane também viram a mulher retirando vários carrinhos de terra do quintal tarde da noite, apenas dias antes de desaparecer. Eles contaram que a própria Christiane jogou a terra em frente ao portão da casa e depois bateu massa de concreto concreto à meia-noite.

?Voz A

Já no dia seguinte, ela não foi mais vista e quem estava batendo massa de concreto para fechar o buraco era Maria.

?Voz B

Tal ação premeditada era sinal para a família de que Fabrício havia planejado todo o crime antes de colocá-lo em prática.

?Voz A

Além disso, o inquérito policial ganhava mais uma linha de frente: o crime de estupro de vulnerável. Com a confirmação da relação entre enteada e padrasto, era preciso levantar quando o envolvimento início de fato, pois independente de consentimento, toda relação sexual entre um adulto e um menor de 14 anos é considerado estupro.

?Voz B

Como Maria negava tudo, mas já havia indícios de materialidade desse envolvimento, a polícia passou a trabalhar com essa hipótese para confirmar a idade da adolescente quando o relacionamento começou.

?Voz A

Ela podia ter 16 anos agora e dizer que foi consentido, mas se tivesse começado a se relacionar com o padrasto há mais de 2 anos, seria considerado um estupro e não um relacionamento amoroso, como foi noticiado inicialmente.

?Voz B

Esse fato tornava Maria um caso raro na investigação, pois a adolescente era tratada tanto quanto vítima de um crime sexual, mas também como suspeita de ter ajudado o padrasto a cometer o duplo homicídio contra a mãe e a irmã.

?Voz A

Ela seria vítima de um crime horrendo e suspeita De um crime horrendo também, ao mesmo tempo. 6 dias após a descoberta dos corpos, enquanto os detalhes do duplo homicídio e da ocultação de cadáveres faziam o estômago da opinião pública revirar, Fabrício Buim, a Arena, acabou sendo localizado após uma denúncia anônima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

?Voz B

Ele, que já havia percebido a chapa esquentando com a visita da polícia e a sua condução à delegacia no final de janeiro, traçou um plano de fuga e uma estratégia de sobrevivência para passar completamente despercebido pelos caminhos que percorria. Antes de chegar a Campo Grande, Fabrício passou por Ubataguaçu, no Mato Grosso do Sul, bem próximo à divisa com São Paulo.

?Voz A

Lá ele se dirigiu a uma agência bancária, onde ele teria sacado o seguro de vida de sua primeira esposa, que faleceu em decorrência de um câncer em 2013.

?Voz B

A partir de então, o psicólogo adotou a tática de se passar por pessoa em situação de rua, buscando pediu auxílio em igrejas evangélicas para comer, tomar banho e dormir.

?Voz A

Poucos dias depois, seguiu para a capital sul-mato-grossense e buscou abrigo na periferia da cidade, no bairro Jardim Macaúba, onde encontrou uma obra e se ofereceu para trabalhar como ajudante de pedreiro, adotando ali um nome falso. Fabrício só não contava que, com a repercussão do crime, o seu rosto pudesse ser reconhecido por um morador do bairro, Tal morador não hesitou em realizar uma denúncia anônima, enquanto Fabrício estava lá, dando seu expediente na obra.

?Voz B

Não demorou muito até que a Guarda Civil Metropolitana fosse ao local apontado pelo denunciante e abordasse Fabrício no trabalho.

?Voz A

Ao perceber a aproximação dos agentes, ele não demonstrou nervosismo.

?Voz B

Contou que estava sem os documentos, mas deu um nome falso para que não pudesse ser identificado. Usou o mesmo nome que ele havia fornecido ao seu empregador da obra para ser contratado.

?Voz A

O problema é que ele esqueceu de descartar o seu documento verdadeiro e, ao ser revistado pelos agentes municipais, foi pego com a boca na botija.

?Voz B

Sua carteira nacional de habilitação verdadeira estava dentro do seu bolso.

?Voz A

Uma ironia que confirmou que ele era o homem procurado pela polícia do interior paulista e possibilitou a sua prisão.

?Voz B

Fabrício foi encaminhado para o Centro Especializado de Polícia Integrada de Mato Grosso do Sul para prestar o seu primeiro depoimento antes de ser transferido para Marília, no interior de São Paulo.

?Voz A

E foi aí que uma história bizarra se revelou, porque diferentemente de Maria, que fechou o bico e negou dar qualquer depoimento à polícia, Fabrício resolveu contar tudo o que se passava dentro de sua casa até o momento do crime.

?Voz B

Cristiane conheceu Fabrício em setembro de 2015, em um momento de extrema fragilidade. Ela recém havia terminado o relacionamento com o pai de suas filhas, Maria e Caroline, e para piorar, enfrentava o luto pela perda recente da sua mãe. Sobre esse momento da vida de Cristiane, sua irmã Kézia afirmou: Nós perdemos nossa mãe, aí o casamento dela na mesma época Ela também deu zebra porque o marido traiu ela. E depois esse cara pegou ela em um estado em que estava com a mente muito sensível.

Vulnerável pelas rasteiras que a vida lhe deu, Cristiane permitiu a aproximação do psicólogo, que além de declarar publicamente o seu amor pela companheira, também acolheu as filhas da namorada, demonstrando por elas um cuidado e um afeto genuinamente paterno. Cassia acredita que Fabrício usou seus conhecimentos em psicologia para manipular a nova esposa e dar a impressão de que ele era o marido ideal que ela tava procurando ali para formar a sua família.

Ela disse: "Cristiane pensava que ele era perfeito, mas isso custou a vida." Em seu perfil no Facebook, Fabrício costumava postar fotos ao lado de Cristiane e legendá-las com "muita felicidade e a vida inteira com você, meu anjo. Amo você".

?Voz A

Os registros sempre felizes e claramente muito apaixonados.

?Voz B

Cristiane estava finalmente sendo amada aos berros. Nós não encontramos informações sobre o seu relacionamento com o ex-marido, mas é fato que uma lacuna foi deixada.

?Voz A

Caso contrário, esse espaço no coração dela e das meninas não seria ocupado pelo padrasto.

?Voz B

Nessa época, Cristiane tinha 31 anos, Maria entre 10 e 11 anos e Caroline apenas 4. E foi assim o início do relacionamento com Fabrício.

?Voz A

Foram 3 meses intensos de amores declarados, enfim, a gente sabe que isso se chama love bombing, né, essa tática de usar amor excessivo para ganhar ali confiança e um controle, né? E esses 3 meses de love bombing foi isso, foi uma manipulação incrível onde Cristiane realmente se sentiu muito, muito amada, muito segura.

?Voz B

E tanto foi que ela resolveu se casar com o Fabrício depois de 3 meses.

?Voz A

No dia 5 de dezembro de 2015, os pombinhos se reuniram diante de um juiz e selaram sua união civil na presença de familiares e amigos.

?Voz B

A felicidade estava completa e, a partir deste momento, Fabrício assumiu o papel de pai. Ele costumava dizer que Deus havia lhe dado a missão de superar os obstáculos impostos e de viver humildemente. Porque assim como Cristiane, Fabrício também havia passado por momentos difíceis em relacionamentos anteriores, e o pior deles foi perder a primeira esposa, Cynthia Cristina, para um câncer em 2013.

?Voz A

Além disso, ele costumava desabafar em suas redes sociais sobre uma decepção amorosa que ele tinha tido recentemente.

?Voz B

Ele disse que tomou um fora que o empurrou para frente, direto para os braços de Cristiane. Aquela coisa de "a males que vem para bem", né? Recebeu um fora, mas encontrou o amor de sua vida por conta disso.

?Voz A

E era assim, o Fabrício compartilhava tudo nas redes sociais, ele fazia questão de mostrar para todos que era um homem muito romântico. Não demorou até que Maria e Caroline o elevassem ao posto de pai, adotando até mesmo o sobrenome de Fabrício, o Boin, em suas redes sociais, mesmo que nenhuma alteração tivesse sido realizada nas certidões de nascimento das crianças, né, não era oficial, não teve uma adoção oficial, mas elas usavam o nome ali em consideração.

?Voz B

A Cristiane gostava muito dessa aproximação das filhas com o padrasto e até incentivava, né, claro, Em agosto de 2016, o psicólogo comemorou o Dia dos Pais ao lado das enteadas. E em meados de 2018, Cristiane comentou que Caroline, a filha mais nova, estava cada vez mais parecida com o pai.

?Voz A

E quando ela falou pai, ela tinha postado uma foto dela com o Fabrício.

?Voz B

Para quem acompanhava o casal através das redes sociais, aquele era um relacionamento perfeito. Mas com o passar do tempo, as coisas começaram a mudar.

?Voz A

Os inúmeros posts feitos ao lado de Cristiane foram cessando aos poucos e cedendo espaço para demonstrações de afeto entre Fabrício e as enteadas. Mesmo que os passeios acontecessem em família, né, os 4 estavam sempre juntos, Fabrício direcionava suas declarações para as enteadas, especialmente para Maria.

?Voz B

Em uma publicação de junho de 2019, ele fala como Maria "a brilhanta paisagem". Em outro post feito em dezembro do mesmo ano, ele fala sobre a formatura de seu pote de mel. Caroline também é homenageada e chamada de gatinha e de fofura. Cristiane ainda aparece nas postagens, mas a certa altura não há mais declarações públicas de amor a ela.

?Voz A

Ela é colocada realmente de escanteio. Em uma outra foto também que foi postada nas redes sociais, a gente vê o Fabrício com a mão assim em volta da cintura de Maria, e Maria com a mão em cima dele, assim, como se estivessem quase entrelaçando as mãos, assim. E ao fundo tá Cristiane com a mão em volta do ombro das filhas, né. Outro fator importante que começou a acontecer nesse período foi o isolamento de Cristiane e das meninas da família delas.

A Kézia contou que logo após o casamento de Cristiane com Fabrício, o psicólogo afastou a esposa do convívio da família.

?Voz B

O contato, que passou a ser escasso, ficou praticamente nulo quando o avô de Maria disse que flagrou Fabrício e Maria se beijando no portão da casa onde viviam em Santa Mercedes. E o avô não ficou calado não, ele acusou Fabrício de abusar da sua neta.

?Voz A

E isso chegou aos ouvidos de Cristiane, né?

?Voz B

E ela não aceitou a situação e as acusações do próprio pai contra o seu marido. Ela achou tudo aquilo um absurdo e defendeu Fabrício com unhas e dentes. Era ela quem dividia a vida com Fabrício e acreditava que uma criança que fosse vítima de um abuso jamais nutriria afeto por seu algós como Maria nutria por Fabrício.

?Voz A

Ela achava que não podia ser possível, pelo menos aos seus olhos.

?Voz E

O que sabemos que não é bem verdade, já que um homem bem formado, psicólogo ainda por cima, poderia facilmente manipular a mente de uma criança ainda formação. E claro, uma criança que ainda tinha uma alta admiração por ele, né? Não seria difícil convencer essa criança de que aquele beijo, de que um afago, um toque em alguma parte íntima seria parte de uma demonstração de carinho e de afeto normal, né? E não um abuso. Então a gente entende que talvez Maria possa sim ter sido abusada, mas que não visse o seu Algos como alguém mau diante dos seus olhos, Com a ruptura, a família até então bastante unida, né, entre Cristiane, suas irmãs, seu pai, infelizmente a família passou a ter pouco acesso à vida particular de Cristiane entre quatro paredes ali com o seu novo marido.

?Voz B

Praticamente todas as informações sobre a vida da mulher vinham de suas redes sociais.

?Voz A

E assim a vida seguiu para Cristiane e a sua nova família formada pelas filhas de Fabrício. Mas com o passar dos anos e a chegada da adolescência, os embates entre ela e Maria começaram.

?Voz B

De acordo com o delegado Cláudio Anunciato, as brigas eram muito comuns e Maria chegou a verbalizar que não gostava de Cristiane.

?Voz A

Uma rixa entre mãe e filha muito forte e muito triste. Não há informações sobre como se deu início essa relação entre o padrasto e a enteada.

?Voz B

Mas talvez o interesse da Maria por Fabrício tenha surgido no acolhimento recebido durante os desentendimentos que ela tinha com a mãe.

?Voz A

De acordo com o psicólogo, as relações sexuais entre ele e Maria começaram em 2019, quando a menina tinha apenas 15 anos.

?Voz B

O delegado contou que foi a partir desse momento que o relacionamento entre entre Cristiane e Fabrício enfraqueceu.

?Voz A

Coincidência ou não, nesse período as demonstrações públicas de afeto de Fabrício estavam focadas na Maria, que ele sempre chamava em suas postagens de "meu pote de mel", e ele não dava muita mais atenção a Cristiane, que era sua esposa, né? Gente, olha que situação! Quando Cristiane estava em casa, Fabrício e Maria disfarçavam o excesso de intimidade.

?Voz B

Eles costumavam ficar juntos quando ela saía para o trabalho e quando Caroline estava na escola. Era nesses momentos a sós que eles tinham as suas relações sexuais e, de acordo com Fabrício, se tratavam ali como realmente um casal.

?Voz A

A tia Kézia afirmou que Maria costumava ser muito amorosa com a família, mas que Fabrício começou a ter uma influência muito grande nela, capaz de mudar o seu comportamento.

?Voz B

Ela afirmou: "Ele teve 5 anos para trabalhar a mente dela e fazer ela igualzinha a ele. Agora você conversa com ela e ela é fria." No início de novembro de 2020, a família deixou a cidade de Santa Mercedes e se mudou para Pompeia. Cristiane havia saído do trabalho em uma sorveteria e ele estava com o valor da multa rescisória na conta. Parte do valor foi investido em material para uma pequena reforma na nova casa. Foram compradas telhas e a área de serviço teve que ser refeita.

Por isso que Cristiane tava colocando a mão na massa mesmo, né? A intenção dela era economizar o máximo com pedreiro e tudo mais, então tava lá ela fazendo a reforma acontecer.

?Voz A

O problema é que em meio à pandemia e agora sem o trabalho, Cristiane passou a ficar em casa constantemente e isso significava que Fabrício e Maria não podiam mais ter o momento a sós que costumavam partilhar quando Cristiane ia trabalhar. De acordo com o delegado, isso começou a incomodar e fazer com que Fabrício e Maria vissem Cristiane como um obstáculo que precisava ser eliminado para que pudessem viver a sua relação em paz.

?Voz B

Foi aí que o crime começou a ser planejado pelos dois. Em meados de novembro, eles colocaram o plano em prática.

?Voz A

A dinâmica do assassinato ainda desconhecida,. Mas a perícia concluiu que Cristiane foi atacada por Fabrício a facadas e que houve duas perfurações nas costas, ferimentos que atingiram os seus pulmões e a fizeram sangrar até a morte. A dúvida fica por conta do estado de consciência de Cristiane no momento do ataque.

?Voz B

E isso porque não há informações se Cristiane estava distraída ou se ela foi golpeada enquanto dormia, pois não há nenhuma constatação ali, nenhum sinal de que a mulher tentou se proteger dos ataques. Por isso acredita-se que talvez ela teria sido assassinada enquanto dormia. Depois que Christiane foi morta, ela foi enterrada no quintal e concretada. De acordo com os vizinhos, teria sido Maria que concretou a mãe no quintal.

?Voz A

O obstáculo estava eliminado e Fabrício e Maria acreditavam que haviam cometido do crime perfeito, tanto que matar Caroline não estava nos planos iniciais e não foi uma ação motivada por nenhum conflito anterior, já que teoricamente Fabrício e Maria gostavam da criança. Eles disseram para Caroline que Cristiane tinha ido embora e não voltaria mais, e foi isso. A mentira foi sustentada por 20 dias, onde Fabrício e Maria viveram ali como casal em frente, com Caroline em volta, né?

?Voz B

Mas sabe quando a gente conta uma mentira e depois precisa criar várias outras para sustentar a história principal? Pois então, Caroline não se conformava com o fato de a mãe ter ido embora sem levá-la, ou sem ao menos deixar orientações de como fariam para se reencontrar depois. Isso porque as duas ali, mãe e filha, eram muito apegadas. Caroline jamais poderia acreditar que sua mãe tinha abandonado "amado".

?Voz A

Mesmo sendo muito nova, ela sabia que Cristiane jamais a deixaria para trás.

?Voz B

Aquela confiança e aquele amor incondicional que uma mãe tem por uma filha e uma filha por uma mãe. Ela tinha muita confiança nesse amor das duas. De acordo com Fabrício, a ideia de tirar a vida da menina partiu de Maria, que já não aguentava mais a insistência da irmã em saber o paradeiro da mãe. Para encobrir o primeiro omicídio, os dois decidiram também assassinar a criança com um golpe na cabeça. Cerca de 20 dias separaram um crime do outro, o que explica o fato de os corpos estarem enterrados em pontos distintos do terreno.

A Christiane já estava concretada no quintal, não tinha como colocar a Caroline no mesmo lugar, por isso ela foi enterrada entre a piscina e uma árvore no fundo do quintal. Com a consumação dos crimes, Chris, Fabrício e Maria combinaram uma versão para justificar o desaparecimento de Caroline e Cristiane, dizendo que Chris tinha fugido com outro homem para viver um novo amor e levado a filha mais nova apenas. O conto foi sustentado para acobertar o crime por cerca de 3 meses, tempo em que Maria e Fabrício passaram a viver como marido e mulher na casa do portão de ferro azul.

?Voz A

No Sul, mesmo com os corpos da mãe e da irmã enterrados no quintal.

?Voz B

Até que todo o plano desmoronou feito um castelo de cartas, com a denúncia da tia Kézia e a descoberta da polícia. Após ser preso em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, no dia 8 de fevereiro de 2021, Fabrício Buin Arena Bellinato prestou depoimentos marcados por tentativas de justificar os seus atos, contradições entre o que dizia ter acontecido e o que foi levantado pela perícia e, principalmente, alterações em suas versões dos fatos.

Em seu primeiro depoimento, ele confessou ter sido o responsável pela morte da esposa, mas ele disse que o crime só aconteceu depois de uma discussão acalorada e que, no auge da raiva, Christiane teria tentado atacá-lo com um canivete. Essa versão caiu por terra com os laudos do IML, que garantiram que Cristiane não teve oportunidade nem de se defender dos ataques de Fabrício.

?Voz A

Não tinha nenhum sinal ali de luta.

?Voz B

Além disso, o Fabrício colocou o assassinato de Caroline na conta de Maria, afirmando que a adolescente teria matado a irmã asfixiada com as próprias mãos depois de se irritar com a quantidade de perguntas que a menina fazia sobre o paradeiro da mãe. Depois disso, o Fabrício voltou atrás e disse que, apesar de ter dado a ideia de eliminar a criança, né, de Maria ter dado a ideia, a responsabilidade pela morte era dele.

?Voz A

Mas aí vem a segunda contradição entre o que Fabrício contou e o que os peritos determinaram. Os laudos concluíram que Caroline foi morta após ser atingida por um golpe fatal na cabeça, mas o psicólogo garantiu que matou a menina asfixiada. Questionado sobre o envolvimento com Maria, Fabrício também não negou. O psicólogo assumiu que mantinha relações sexuais com a enteada desde os 15 anos da garota, dizendo, claro, que todas foram consentidas.

?Voz B

A pergunta que fica é: será que esse "envolvimento", entre aspas, começou quando a menina tinha 15 anos? Ou Fabrício tinha conhecimento suficiente para não assumir que transou com Maria antes dos 14 15 anos dela, na esperança de não ser indiciado pelo crime de estupro de vulnerável.

?Voz A

Porque essa data de 15 anos a gente só sabe porque foi o que ele falou, né? Então pode até ser, né?

?Voz B

Mas em um primeiro momento, a sua versão não o livrou do indiciamento por duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. Para o delegado, foi constatado que Fabrício manteve relações com Maria quando ela ainda era menor de 14 anos, meninos.

?Voz A

E nesses casos, a relação sexual é considerada crime, independente de consentimento. Então teria sido realmente um abuso e não uma relação, um relacionamento amoroso, um envolvimento, né, palavras que a gente usa muito para dizer para casal de adultos conscientes que consentiram tudo, que não é o caso aqui.

?Voz B

Bem, durante a sua transferência para a cidade de Marília, o Fabrício afirmou aos jornalistas que o aguardavam que ele estava muito arrependido do que tinha feito.

?Voz A

Depois disso, ele passou por uma audiência de custódia e teve a sua prisão convertida em preventiva, fato que o levou para a Penitenciária de Álvaro de Carvalho, localizada a cerca de 400 km de Pompeia, onde o crime ocorreu, e depois ele ainda seria transferido para Tremembé, o presídio dos famosos. Devido às divergências entre as declarações de Fabrício, Fabrício e as conclusões dos laudos, o delegado Cláudio Anunciato Filho pediu autorização da justiça para repetir o depoimento de Fabrício, né, interrogá-lo novamente.

?Voz B

Mas apesar da juíza Sueli Zeraiki de Oliveira Armani ter autorizado uma nova oitiva presencial, o delegado Cláudio desistiu da ideia. A desistência se deu porque o delegado concluiu que Fabrício teve a oportunidade de falar a verdade, mas optou por mentir. Portanto, não havia nada o que pudesse fazer para mudar essa realidade.

?Voz A

E talvez só ia gastar o seu tempo indo lá perguntar de novo e o Fabrício mentir de novo, né?

?Voz B

Enfim, o que tava provado, tava provado.

?Voz A

Já tinha evidências de que ele havia mentido. O inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público no dia 25 de março de 2021.

?Voz B

No dia seguinte, em 26 de março, Maria foi condenada a 3 anos de internação com avaliações psiquiátricas 2 anos por atos infracionais equiparados aos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ela cumpriu sua pena na Fundação Casa de Araçatuba. Em abril do mesmo ano, a adolescente foi arrolada pelo Ministério Público como uma das testemunhas de acusação no processo contra o padrasto.

?Voz A

Mas como o processo foi colocado em segredo assim que ele foi aceito pela justiça, não há informações disponíveis mês sobre o depoimento dado por Maria, e a sua versão para o que aconteceu na casa onde a família vivia segue sendo um segredo.

?Voz B

Fabrício, por sua vez, foi levado à júri popular.

?Voz A

O julgamento aconteceu no dia 14 de junho de 2022.

?Voz B

Maria, que na época ainda estava internada na Fundação Casa, não participou do julgamento, mas o seu depoimento previamente gravado foi exibido durante a sessão.

?Voz A

Após 8 horas de sessão, o psicólogo Fabrício Buim Arena Bellinato foi condenado a uma pena de 56 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado pelos assassinatos e ocultação dos corpos de Cristiane Pedroso dos Santos Arena e Caroline Vitória dos Santos Guimarães.

?Voz B

As qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas assaltos e feminicídio foram levados em consideração antes de determinar o tempo total de sua pena. Ele também foi condenado pelo crime de corrupção de menores, mas não pelo crime de estupro de vulnerável. Na sentença, a justiça definiu que o réu não poderia recorrer em liberdade e, com isso, Fabrício voltou para a penitenciária de Tremembé, onde permaneceu preso desde março de 2021.

Em janeiro deste ano, 2026, em 2023, Fabrício foi transferido da Penitenciária de Tremembé para cumprir sua pena na Penitenciária Potim II, conhecida desde março de 2026 por receber um dos presos mais famosos do país na atualidade, o banqueiro Daniel Vorcaro, antes de sua transferência para Brasília. Não há previsão para que Fabrício deixe a prisão. Nós não encontramos informações atualizadas sobre Maria, mas tudo indica que atualmente ela está em liberdade, tocando sua vida e com o direito de ter a sua real identidade preservada.

?Voz A

Isso acontece graças ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbe a divulgação de seu nome mesmo após a maioridade, já que a lei entende que, por mais grave que seja o ato infracional cometido, a adolescente deve ter a chance real de reconstruir a vida, sem ficar marcada para sempre pelos seus atos no passado.

?Voz B

E esse foi o caso Cristiane Pedroso dos Santos Meus sentimentos para a família Pedroso dos Santos, que sofreu não só a perda de Cristiane e Caroline, mas de certa forma também a de Maria.

?Voz A

Uma perda tripla de uma forma trágica de uma só vez, que trouxe aí uma angústia eterna aos seus corações.

?Voz B

Para mim esse caso tem muitas camadas importantes de se discutir e eu espero que vocês Falem para esses temas com muita sensibilidade.

?Voz A

Você tem aqui o feminicídio, uma mulher pelo fato de ser mulher se tornou um obstáculo descartável para o seu marido.

?Voz B

Você tem a primeira red flag, uma bandeira vermelhona que aconteceu nesse relacionamento tóxico entre Cristiane e Fabrício, que foi o isolamento dela de sua família.

?Voz A

Primeiro você tem aquele love bombing, né, aquele amor intenso, intenso, intenso, e de repente o corte, o controle que vem. Simplesmente isolar alguém é um sinal, assim, os sinais estão aí, né?

?Voz B

Não leve como normalidade quando uma amiga, uma irmã, uma colega, enfim, simplesmente se afasta e se afasta, porque uma hora a pessoa some de verdade. Isso nunca é bom. Todo mundo precisa de uma rede de apoio. E o fato de isolar uma pessoa é uma coisa, é uma coisa realmente muito forte, muito perigosa. Criminosa, né. Se não fosse a consciência de Kasia em relação a isso, ao perceber o sumiço ali, o afastamento, o isolamento da irmã, e também dos vizinhos, né, que estavam de olho em tudo que estava acontecendo, talvez esse crime tivesse passado despercebido e os criminosos passariam impunes.

?Voz A

A gente também vê aqui nesse caso a corrupção de uma menor, né, o que eles estavam chamando de envolvimento de um homem adulto com uma adolescente.

?Voz B

Isso jamais deve ser algo normalizado, adolescentado. E infelizmente a gente vê acontecendo muito, muito, e sem nenhum escrúpulo. Gente, me dá um nojo assim, me dá um negócio no peito de pensar nisso, porque, gente, da mesma forma que o Fabrício foi capaz de isolar e controlar uma mulher adulta e formada de 34 anos até colocá-la para o abate, quem dirá como uma adolescente?

?Voz A

Como que ele não ia manipular uma adolescente que ele conheceu com 11 5 anos, ele que foi ali no dia a dia durante 5 anos moldando o caráter dela, ele moldou uma assassina ali debaixo do nariz de todo mundo.

?Voz B

Por isso é tão importante a gente saber muito bem quem a gente coloca dentro das nossas casas, do nosso seio familiar, das nossas vidas e na vida das nossas crianças também, né. Enfim, minha gente, comenta aqui nos comentários do Spotify ou lá no Instagram o que vocês acharam desse caso, porque eu tô assim estupefato. Aliás, para mim esse caso foi tipo juntar o caso da Jenny Coelho, que é o episódio 137 aqui do Café com Crime, é o caso de uma senhora de 54 anos que se envolveu com o filho adotivo adolescente e aí acabou em crime, e também juntar com o caso da Cari Belettini, que eu contei no episódio exclusivo número 54, é um caso que envolve uma mãe, uma filha e um psicólogo também.

Achei bem bizarro, tô assim traumatizada com psicólogos. É um caso, é um caso brutal, é um caso brutal, muito bizarro também, e que aborda todos esses temas relevantes que eu mencionei aqui para vocês. Então é importante a gente ver também como não são casos isolados, não são.

?Voz A

Essa questão de você ter um adulto se relacionando, forçando uma relação com adolescente, é É perigo.

?Voz B

E não é que acontece pouco, acontece muito. E a gente tem esses casos aqui que eu já comentei no podcast para vocês darem uma olhada em como essas histórias terminam. Bem, amanhã eu vou postar as fotos sobre esse caso lá no Instagram, o @cafecomcrime, e também lá no Twitter, o @cafeccrime. Segue a gente por lá para ficar por dentro de todo o conteúdo extra que a gente posta nas redes sociais. Eu volto daqui a 15 dias, não na próxima quarta, mas na próxima outra e até lá, seja o vizinho fofoqueiro que cuida do bem-estar do próximo, porque de desgraça já basta esse podcast.

Tchau, tchau! Esse episódio foi roteirizado, produzido e apresentado por mim, Stephanie Zorobi. Pesquisa e roteiro por Ana Paula Almeida, com design de som de Luide Calistrato. As fontes de pesquisa utilizadas neste episódio foram: o Portal G1, Portal Marília, Giro Marília, O Excavador, Portal R7, Cidade Alerta, Portal Marília Notícias, Portal UOL, Isto É Notícias e o Diário de Tupã.

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