#𝟭𝟮𝟱/𝟮𝟬𝟮𝟲 – 𝗔 𝗜𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗔𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗜𝗔 | 𝗦𝗲́𝗿𝗶𝗲: 𝗘𝘀𝗽𝗶𝗿𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗹𝗶𝗴𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗔𝗿𝘁𝗶𝗳𝗶𝗰𝗶𝗮𝗹
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Jonas Mazetti
- Formação e ética profissional em psicologiaBloco 1: Quem ele é e o que ele não é · Não fazer terapia · Não dar conselho clínico · Não comentar conteúdo de sessão · Lidar com questões emocionais
- Ética e responsabilidade da IASigilo absoluto · Recado neutro para áudios · Ideação suicida e automutilação · Violência sofrida ou incursa · Protocolo de emergência
- Orquestração de Agentes de IAInstrução de quem entende do ofício · Não copiar modelos da internet · Testar com pessoas de confiança · Política ética sobre divulgação
- Práticas budistasEstabelecendo o seu dharma · O que é seu e o que não é seu · Reação em situação adversa · Função do agente e treinamento
- Tom e Confiança do AgenteTom acolhedor e firme · Não improvisar empatia performada · Confiabilidade e marcação de sessão · Agente como instrumento, não amigo
- Próximos passos da comissãoAgente para e-mails · Assistente pessoal · Avaliação da utilidade do agente
Om Shri Gurup Hyo Namahat Hari Om Unidra Yeh Vidmahi Sundara Priya Yeh Dhimahi Tanomi Nakshi Prachodaya Atu Bom dia, pessoal. No episódio passado a gente viu o Beabar, né? A gente instala o agente, diz quem ele é, o que ele pode fazer, instrui. Mas vimos que instrução genérica não vira um agente útil, né?
A gente bom mora no detalhe. E o detalhe vem de cada um, do caso real de cada um. E hoje a gente vai pegar um caso real. Pega um psicólogo que atende uns 25, 30 pacientes por semana. O consultório dele tem agenda apertada. Confirmação de sessão, lista de espera, falta sem aviso. Paciente que manda áudio fora de hora. Situação delicada que aparece no WhatsApp. E por mais que o trabalho dele seja prazeroso, acaba ficando pesado.
Então, tudo isso é uma decisão repetitiva que ele toma toda semana, e é exatamente o material que o agente dele precisa, porque a instrução boa, no fundo, é a decisão que você já toma escrita no papel. Então, meu nome é Jonas Mazetti, sou uma tiara de Vedanta, e você está no VedantaCast, esse espaço onde eu converso com meus alunos de tom regular diariamente. Bom, vamos abrir as instruções desse agente para um psicólogo em três blocos. Bloco 1, quem ele é e o que ele não é.
A identidade vem de duas frases. Então pensa comigo. Você é o assistente do consultório do psicólogo fulano. Cuida de agendamento, confirmação e comunicação com os pacientes. Sim, você pode fazer melhor, né? Mas só para a gente ter como exemplo, a gente tem aí um papel definido.
Mas a parte mais importante é o que vem em seguida, é o limite, observa. Você não faz terapia, não dá conselho clínico, não comenta conteúdo de sessão. Se um paciente trouxer a questão emocional, você acolhe em uma frase e direciona para a próxima sessão.
Essa frase do não para o agente é mais importante do que a do sim, vai por mim. Porque sem ela o agente vai improvisar a empatia, vai opinar, vai virar terapeuta de mentira. E são essas frases que vão botar o agente no eixo. Então, pensa no seu negócio. Pensa que você está contratando uma pessoa e não uma máquina que vai fazer o que você falar. A máquina, aqui no caso, é um instrumento probabilístico, então ele vai interpretar tudo.
Aí, próximo passo. Então, vamos definir as regras de operação. Bloco 2. Aqui a gente vai trabalhar as decisões repetitivas. Então, vamos pensar assim, três opções que rendem bastante. Uma confirmação. Mande mensagem 24 horas antes da sessão. Se não tiver resposta, mais uma vez...
mais uma vez ou uma única vez, duas horas antes da sessão. Não insiste depois. Pergunta se está tudo certo para a sessão de amanhã, se a gente está com a sessão confirmada. Isso já elimina o agente enchendo o saco do paciente, porque se você só falar, garante que o paciente vai estar lá, ele vai ficar mandando mensagem. Ele vai pela lógica. Então você diz, como você quer que a confirmação aconteça?
Aí, segunda operação, uma remarcação em falta. Cancelamento com menos de 24 horas conta como sessão paga, regra do consultório. Comunique sempre sem julgamento, com a mesma frase toda vez.
padroniza o que é desconfortável de fazer no individual. Porque aí não é você que está fazendo, é a secretária de AI que está fazendo. Então você diz, olha, o cancelamento com menos de 24 horas, a nossa regra do consultório é que conte como uma sessão paga, mas eu posso marcar uma nova para você. Então você vai pensar, como que você falaria com o paciente? Aí você vai fazer, você vai botar para ela falar e vai escrever a frase.
que você gostaria que ela dissesse. Claro que ela vai ter uma liberdade na hora de escrever a frase, mas ela vai manter a frase. Se você tiver coisas que não deve dizer, do tipo, você pensa, eu acho um absurdo, não sei o quê, tal, barará.
aí você, qual é a saída dessa fala? Talvez você tenha que falar, bom, me desculpe, eu não, tipo, lamento que você esteja sentindo assim, conversa com a doutora fulana na próxima sessão, e vocês vão chegar ao entendimento. Agora, não faça promessa, então não prometa que nada, então tudo isso é o que você está trabalhando em cada uma dessas operações que você quer que a gente faça.
Vamos pensar aqui numa terceira, o encaixe. Alguém desmarca, você oferece a vaga primeiro da lista de espera, por ordem de chegada. Critério claro, sem o agente decidindo quem ele gosta mais. E vou te dizer, o meu agente decide. É uma coisa que eu estou descobrindo, porque o que acontece é...
Eu botei o agente para fazer as coisas. Aí, às vezes, a pessoa, por exemplo, ela duvida do agente. Duvida do agente não é tipo assim, ah, você é um agente de AI. Não tem nenhum problema psicológico com isso. Mas quando a pessoa começa assim, ah, quem está respondendo é o Mayay ou é o professor Jonas? Vê só, se o professor Jonas botou o Mayay para responder, quem está respondendo é o professor Jonas. Da forma como ele quer. Ele poderia escrever, ele poderia pedir para um aluno escrever, ele poderia pedir para o Mayay escrever.
Então, a pergunta correta não é ser uma AI, a pergunta correta seria o quê? Olha, professor Jonas, está sabendo dessa situação? Você passou para ele? Aí a pessoa fala, claro que passei, porque nenhuma resposta que é dada minha para ninguém vai sem eu ler, é óbvio. A não ser que seja uma coisa assim de ok, uma confirmação simples, todas essas são as regras do agente. Então,
Às vezes as pessoas vêm mal educadas com a AI, a AI é tipo assim, então tá bom, não quer falar comigo. Mas esse é o método, né? Então, como eu disse no vídeo, é inevitável. Ou a gente aprende a lidar, ou a gente vai ficar preso dentro de um limbo, né? Que nem a pessoa que não quer usar e-mail, né? Tipo assim, não tem como, o e-mail faz parte, né? Então, cada uma dessas regras...
sai de uma decisão que o psicólogo profissional já tomou do consultório. E aí o agente não está inventando política, ele está executando a política do consultório, do professor, seja lá de quem for. Bom, aí tem um terceiro bloco que é muito importante, que é o limite ético. E aqui o caso fica sério. Por exemplo, assim...
Primeira regra para um consultório, sigilo absoluto. Nunca registre, comente, compartilhe conteúdo de sessão. Ué, mas como que essa pessoa vai ter acesso? Não, não importa, porque você não sabe, né? Às vezes o paciente fala alguma coisa da sessão dele, aí por que ele não falaria desse paciente para outro paciente? Então, se um paciente mandar um áudio descrevendo o que sentiu na sessão...
Você trata como um recado neutro. Não comenta o conteúdo, só confirma que recebeu e lembra do horário, da sua função que você está dando ali. Risco. Se o paciente descrever uma ideação suicida, automutilação, violência sofrida ou incursos, você para qualquer assunto de agendamento e avisa o psicólogo imediatamente.
E isso acontece comigo, por exemplo. Às vezes eu recebo um e-mail que é um e-mail de uma coisa grave, sabe? E, cara, o agente não para até eu responder. Vai dando mensagem de cinco em cinco minutos, né?
Enquanto isso, oriente a pessoa a procurar, sei lá, um pronto-socorro, mas em nenhuma circunstância tenta acolher essa situação você mesmo. Por quê? Porque, inclusive, no caso de suicídio e tudo mais, etc., existe um protocolo de como fazer. Você não pode correr o risco de a gente fazer uma besteira. Tom. O tom seja acolhedor, mas seja firme.
não improvisa a empatia performada. Sabe? Ai, que bom que você está querendo mais um atendimento. Sabe por quê? Porque a pessoa que está lidando, principalmente com o MEI, ela quer confiabilidade, ela quer saber que ela marcou, que a coisa está marcada. Ela não está buscando, ali naquele agente, um apoio emocional. Pelo menos não era para ser. Então, esses três limites, eles não são técnicos, eles são éticos.
E é por isso que o agente precisa receber essa instrução de quem entende do ofício e não copiar modelo na internet, que é onde a pessoa pode cair no buraco. Seja um agente de um consultório. Você não sabe qual é a instrução que ele foi treinado, então você dá a instrução para ele. Se você juntar esses três blocos, você tem um agente que faz o trabalho sem invadir o que não é dele.
Então, assim, mais uma vez, você vai pensar no seu caso e você vai construir no seu caso. E antes de você sair falando para a gente atender, faz que nem eu. Pega pessoas que você confia, que estão ali dentro do seu sistema, às vezes até um paciente que...
que você tem mais liberdade que está ali, você vai chegar para ele e falar assim, olha, você pode testar a minha AI? Eu vou pedir para ela confirmar com você a sessão, você conversa com ela, vê se ela fala alguma coisa que é inapropriado. E assim eu fiz. Eu fiz isso durante umas duas, três semanas. Quando a coisa estava rodando, aí eu comecei a passar para a pessoa sem dizer que era um agente de AI. Aí metade descobriu, metade não.
Aí eu corrigi, sabe? E aí qual é a política ética, né? Se a pessoa perguntasse a uma AI. Bom, se perguntasse a uma AI, a pessoa deve dizer, né? Mas, ao mesmo tempo, né? Você ajuda a pessoa a quebrar o preconceito dela ou a dificuldade que ela tem com aquilo ali, né? Isso no meu caso, eu falo isso, né? Então, assim... É...
Cada agente vai ter uma função. Agora, se você, um psicólogo, transformar o agente num coach, num amigo do paciente, num consolador da família, cara, isso vai dar um maior problema. Então, essa contenção do que dizer, o que não dizer, é o que gera confiança.
no consultório, no agente, no psicólogo. Então, quando você está desenhando essas instruções, em Vedanta a gente diz que você está estabelecendo o sua dharma. O sua dharma é o que é seu, o que não é seu e qual o seu limite. E como você reage numa situação adversa, que é importante de botar. Então, assim como as pessoas têm as funções delas, o agente também tem a função dele e você precisa treinar ele nisso.
E para qualquer caso, o método é o mesmo. Você vai pegar uma semana de trabalho, anotar toda a decisão repetitiva que você fez e você vai colocando as regras. E você não precisa fazer isso tudo de uma vez. Então, por exemplo, eu deixei o agente rodando para e-mails, que inclusive é uma coisa que eu quero trabalhar no próximo episódio.
E aí ela foi me mostrando, esse meio eu acho que vou fazer isso, aquele meio eu acho que vou fazer aquilo. Foi estabelecendo, a gente foi construindo a regra junto de como que a coisa deveria ocorrer. O resto é só refinamento. No próximo bloco...
no próximo episódio, a gente vai trabalhar com assistente pessoal e você vai ter ali três caminhos para instalar o seu. Vou botar aqui um link, que já está praticamente tudo certo, se Deus quiser, no próximo ou no outro.
para a gente poder ver isso na prática. Então, eu quero trabalhar agora a questão do e-mail. A gente trabalhou a questão do atendimento. Vamos ver como é que ficaria no e-mail. Enquanto isso, cada um vai avaliando se vale a pena ter um agente ou não. Então, um bom dia para todos vocês e até amanhã. Adiós.