#𝟭𝟮𝟮/𝟮𝟬𝟮𝟲 – 𝗨𝗺 𝗘𝘀𝗽𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗮 𝗦𝘂𝗮 𝗛𝘂𝗺𝗮𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 | 𝗦𝗲́𝗿𝗶𝗲: 𝗘𝘀𝗽𝗶𝗿𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗹𝗶𝗴𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗔𝗿𝘁𝗶𝗳𝗶𝗰𝗶𝗮𝗹
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Jonas Mazetti
- Interação Humano-IA e PromptingImportância do ser humano · Decisões éticas
- Inteligência ArtificialCapacidades da AI · Limitações da AI
- Meta e ferramentas de IAVerificação de informações · Separação de conversa e execução
- Limitações da IANatureza estatística da AI · Acolhimento dos erros
Bom dia, pessoal.
Então, o último episódio da revisão, início da terceira temporada de espiritualidade e AI. E no episódio passado, a gente falou dessa diferença prática entre AI e o ser humano. Um correlaciona e o outro tem budi, tem que usar o seu intelecto para discriminá-lo. Bom, saber que a gente tem budi não basta. Agora a gente tem que saber como a gente vai ativar isso na prática do dia a dia.
sem virar paranoico, nem virar refém da AI. Meu nome é Jonas Mazetti, eu sou um achari de Vedanta e você está no VedantaCast. Se você chegou agora, esse é o quarto episódio, volta lá, assiste os outros, se quiser, vai lá no Spotify, cara, e vê desde a primeira temporada. Eu já tenho uns 30 episódios sobre a AI e espiritualidade. Então, sua dharma. A AI, ela tem um escopo de uso.
De novo, a AI tem um escopo de uso. Você tem que entender o escopo de uso da AI para não perder o seu tempo nem ter problema. Cada coisa tem um campo de atuação. Dentro desse campo, ela opera bem. Fora do campo, ela opera mal. Então, qual é o campo de operação de MEIA? 1. Processar grande volume de informação.
2. Encontrar padrões. 3. Gerar textos fluidos. Ela tem essa capacidade, porque é o maior treinamento que ela tem. Texto, texto, texto. Ela consegue gerar e escrever muito bem. E 4. Executar tarefas mecânicas em alta velocidade. O que está fora do escopo de uma AI. Fazer uma decisão ética.
Até porque a ética é relativa também de cultura, de tudo, né? E ela não foi treinada com coisas éticas, foi treinada com a internet. Validar a fato sensível que chega. Julgar numa situação ambígua. Ela não só não é ineficiente, sabe? Mas ela vai gerar dano, cara.
ela não pode ser o juiz, sabe? Porque o juiz é aquele que interpreta com o campo de contexto, vamos dizer assim, total da vida de um ser humano e, inclusive, com outras funções, até a sensação que ele tem ali ao estar vendo o acusado e a vítima ali, sabe? Então, na prática, o que é? Antes de você delegar uma tarefa para a AI, você tem que perguntar se essa tarefa cabe na natureza dela.
Exemplo, eu estou aqui com vocês e estou gravando esse podcast. Se eu falar assim, AI, diga os momentos que eu devo rir, os momentos que eu devo... Isso é ambíguo. Depende de tanta coisa, sabe? Agora, se eu falar para ela assim, me traz os principais fatos sobre AI que ninguém sabe. Isso é volume de informação, isso ela consegue fazer.
ela pode gerar variações, ela pode resumir, ela pode organizar, ela pode programar, ela vai facilitar a sua vida. Porque antes, se eu quisesse fazer esse trabalho, vamos supor assim, né, isso aqui eu tô fazendo em co-work com ela, mas vamos supor que eu quisesse fazer sozinho, eu ia ter que pegar um caderno, escrever episódio 1, pensei nisso, risquei, escrevi outra ideia, escrevi outra ideia, ou no computador, né.
Aí tal, aí o que eu faço agora? Aí tem que saber, tem que buscar no Google. Poxa, quais foram os últimos acontecimentos? Quais foram os maiores erros que já fizeram com a AI? Tudo isso ela faz para você. Você pode falar para você, me dá os 10 erros mais comuns, não sei o que. Ela vai buscar na internet, vai fazer. Agora você vai perguntar assim, qual o nome que eu vou dar para o meu filho? Pô, nome de filho? Não, porque nome de filho não é um processo lógico, né? Não é um processo de processamento de dados.
Então, eu devo vender minha empresa agora ou não? Tudo isso, quando você tem que fazer viver com a discriminação, você precisa do ser humano. Você não delega. Então, no máximo, você pode falar assim, me ajude a pensar sobre se eu devo vender minha empresa ou não. Aí ela vai pegar no padrão dela, que ela tem lá, as pessoas que venderam empresas, as razões pela qual a pessoa vendeu e vai repetir para você.
Agora, se você perguntar, devo fazer ou não, ela vai olhar nos padrões dela o que os outros fizeram e vai falar para você fazer. Mas isso não é o uso que você tinha que ter para ela. Ela decidir por você, não é isso, sabe? Então, é o exemplo, aquele vídeo que eu gravei para vocês, né? Aquele vídeo que eu gravei no Instagram, sabe? Usando AI e tal. Ela, tipo assim, me ajudou em todo o processo. Se eu tivesse feito sem ela, ia ter durado um mês para fazer o vídeo.
Durou uma semana, mas eu tive que dar pra ela o script, qual que eram as transições que eu queria, porque tudo isso é a minha escolha, é a escolha artística, né? Senão, tipo assim, não vira a sua expressão, sabe? Número dois, a gente vai verificar sempre o que importa. Então, o número um é a gente entender o escopo dela. Número dois é verificar sempre o que importa.
Então, é como se você usasse a sua capacidade de discriminação nos pontos-chave. Se você começar a verificar tudo, você paralisa. Agora, se você não verificar nada, é negligência. Então, qual é o critério que você tem? É o custo do erro. Isso vai para um cliente, é uma publicação, é uma decisão financeira, é um documento, então você tem que verificar linha por linha.
Então, esse rascunho interno que você vai ler faz a verificação ficar leve. Você vai, na verdade, aplicar a sua capacidade discriminativa, não sei se é você que está emprestando para a AI ou a AI que está emprestando a capacidade dela para vocês. Por isso que eu penso na AI e o ser humano como uma coisa só. Então, não é porque você desconfia da AI, é porque essa é a sua função.
A IAI não tem essa capacidade. Ela precisa de você para dizer se aquilo faz sentido ou não. E na hora de executar as coisas, ela tem mais capacidade que você. Então, você deixa ela fazer. E assim, os dois entram numa simbiose. Simbiose, acho que não é bom, porque os dois saem perdendo, se não me engano. Mas entra numa harmonia. Pronto. Número três.
você precisa do ser humano no loop de todos os pontos críticos. O que isso quer dizer? Quando a ferramenta funciona bem, você tem essa tendência de ir saindo do circuito. Funcionou uma vez, duas vezes, dez vezes. Na décima primeira, aí ela alucina, aí você publica sem ler. Aí o estrago está feito. Entende?
Então, toda vez que tem um ponto crítico, não é porque ela faz bem que você não deva participar. Se leva o seu nome e é uma coisa importante, tem que passar por você. Então, todos os fluxos que você desenha com ela da sua produtividade tem que ter o ponto de verificação obrigatório. E é isso que vai fazer a diferença de quem dá certo e de quem se afunda com a AI.
Então, tudo que é decisão irreversível, o ser humano tem que conferir. Tudo que é conteúdo público, o ser humano tem que ler. Movimento de dinheiro, o ser humano tem que aprovar. Então, a sua função não é refazer o trabalho da máquina, é usar o seu bom senso. Porque aquilo ali é muito importante e você sabe que a máquina pode errar. Próximo. Item 4. Vamos separar conversa de execução.
Então, conversa, modo de conversa, modo de planejamento. Vamos pensar junto, vamos fazer brainstorming, vamos clarear a ideia. É baixo risco, alto valor, você pode conversar quanto você quiser. Outro modo diferente é vamos fazer, executar, agir, escrever, automatizar. Aí, quando você está fazendo isso, você já começa a ter risco real, você vai precisar de uma estrutura. Quando você faz essas duas coisas juntos, sem perceber, é quando a coisa der errado.
Então, você começa conversando, explorando um tema. Aí, daqui a pouco, aquilo vira uma execução automática. Não, aí isso vai dar errado. Então, você precisa perguntar para você mesmo. O que você está fazendo agora? Você está desenhando um processo que ela vai executar? Ou você está explorando uma ideia? Está explorando uma ideia? Deixa fluir.
Aquilo chegou num momento que vai virar agora uma aplicação prática, você já entendeu o que você quer? Então você pede para ela, Judo, olha, com tudo isso que a gente fez, monta aqui um plano, né, de, como você diz assim, o pedido foi como se você fosse usar em outra AI. Olha, pega todas essas ideias que estão aqui, que eu vou botar aqui no meu outro agente, para ele poder, tipo assim, saber o que a gente quer. E ele vai botar um plano de execução.
você só precisa definir exatamente qual o seu objetivo, qual é o contexto, quais são as coisas que são importantes, tudo que você validou. Aí ela vai escrever como se fosse um pedido daquilo que você está falando. Aí esse pedido, em cima dele você vai fazer um plano, o plano estando aprovado, você executa. Quem consegue manter essas três fases claras, explorar, planejar e executar, você dá bem com a AI.
E, por último, o que eu preciso dizer que eu também passo por isso, que é o seguinte, não dá para se ofender com o erro da máquina. Cara, a AI erra. Ela vai errar. Não é falha sua, não é maldade dela, não é sinal de que tudo é furado. É a natureza estatística da ferramenta. Quem leva para o lado pessoal cansa rápido e abandona a ferramenta.
Quem entende que esse erro faz parte do escopo dela, vai manter uma relação saudável, vai ficar esperto, vai verificar as coisas e vai ficar produtivo em cima da AI. Então, errou, acolhe a si mesmo. Até porque é um sistema probabilístico. Ela erra por probabilidade ou porque você não pediu direito. Então, vamos fazer uma síntese. Número um.
Qual é o escopo dela? Qual é o dharma dela? Número dois, você vai verificar sempre tudo o que importa. Número três, você vai deixar o ser humano sempre naquele loop dos pontos críticos. Número quarto, você separa conversa, planejamento e execução. Número cinco, não leva os erros da AI para o lado pessoal.
Na verdade, trabalhar com AI é uma prática de discernimento contínuo e um espelho da sua humanidade. É uma coisa terapêutica, porque você vê como o ser humano é, mas sem um ser humano para você projetar que essa pessoa está chateada com você. Não é uma configuração técnica que você vai fazer uma vez e está pronto. É saber o que pedir, para quem pedir, verificar antes de aceitar.
E aqui a gente fecha, então, esse bloco inicial da terceira temporada. Esses quatro episódios foi para a gente costurar a síntese de tudo que a gente viu nas temporadas anteriores e podemos estar juntos nessa jornada. Atendendo a pedidos, estou recebendo muitas mensagens de gente que quer começar a fazer o seu agente de AI. Durante os próximos episódios, eu vou bolar aqui uma maneira que seja simples, sabe? Porque...
essa configuração, se você for da área de TI, você faz fácil, mas quem não é, pena um pouco, então eu vou pensar aqui numa maneira de todo mundo que quiser ter seu agente de AI poder fazer, talvez, né, talvez não, vai ter que ter um custo, né, porque isso aí tem um custo para ser feito, e eu vou entender aqui qual é a maneira bacana de todo mundo poder participar, né, e digo para vocês, tá? Então a partir do próximo episódio a gente vai...
sair desse mapa do que a gente já sabe e vai entrar nesse terreno novo. Então, a AI, ela age. A pergunta que eu faço é o quê? O que a gente faz com ela? Como que a gente começa a usar a AI para ter resultado e não ficar perdendo tempo com a AI?
Então toda essa terceira temporada agora vai ser na prática, caso a caso. Como usar, o que fazer, como fazer, o erro que não deve cometer. E a gente vai estar traçando essa jornada juntos e se Deus quiser também se preparando para esse novo momento tecnológico. Então muita gente tem resistência com isso, essa sua oportunidade de abrir a sua mente, aprender sobre AI e espiritualidade.
Então é isso aí, galera. Vamos juntos. E compartilhem o áudio sempre junto com a mensagem, para a pessoa poder também entrar no podcast. Um abraço a todos. Hario.