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#𝟭𝟮𝟭/𝟮𝟬𝟮𝟲 – 𝗔 𝗛𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗘𝘅𝗮𝗺𝗶𝗻𝗮𝗿 𝗮 𝗥𝗲𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 | 𝗦𝗲́𝗿𝗶𝗲: 𝗘𝘀𝗽𝗶𝗿𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗹𝗶𝗴𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗔𝗿𝘁𝗶𝗳𝗶𝗰𝗶𝗮𝗹

02 de maio de 202610min
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Participantes neste episódio1
J

Jonas Mazet

HostTiara de Vedanta
Assuntos2
  • Diferença entre AI e ser humanoCorrelacionar versus discriminar · Buddhi e bom senso
  • Meta e ferramentas de IA
Transcrição25 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Om Shri Guru Pyo Namaha Hari Om Unidrayei Vidmahe Sundara Priyayei Neemahe Tando Meenakshi Prachodaya

Bom dia, pessoal. Terceiro episódio da terceira temporada. No episódio passado, a gente listou os cinco erros mais comuns na hora de usar AI. Viu que todos eles têm a mesma raiz, que é confundir computação com consciência. E hoje, vale parar nessa raiz, que é qual é a diferença entre AI e o ser humano.

não no plano abstrato, metafísico, até porque, desse ponto de vista de Vedanta, eu acho que não tem muita diferença. Só o nosso cérebro é muito mais complexo do que a placa da NVIDIA. Mas, do ponto de vista prático, o que um tem que o outro não tem?

Meu nome é Jonas Mazet, sou uma tiara de Vedanta e você está no Vedanta Cash, esse espaço onde eu converso com os meus alunos, que estudam online no Vedanta comigo, e a gente tem esse momento para falar sobre vários assuntos da vida. Estamos agora nessa série AI e espiritualidade, terceira temporada. Bom, então, a resposta em uma frase é a seguinte. A AI correlaciona.

O ser humano também correlaciona, mas, além disso, ele discrimina. Então, a gente precisa entender essa diferença. O que é correlacionar e o que é discriminar. Correlacionar é você encontrar padrões. Se você mostrar milhões de exemplos de céu azul, ela vai aprender que céu e azul andam juntos. Se você perguntar de que cor é o céu, ela diz azul.

Não é porque ela sabe, mas porque o padrão é claro. Céu e azul estão sempre juntos. A AI vai fazer isso melhor do que qualquer humano. Volume, velocidade, escopo, treinamento com infinitos dados da internet, ela sabe o que vai com o que. Correlacionar. Outra coisa é discriminar. Você vai olhar para duas coisas que parecem iguais e perceber que elas são diferentes.

Você vai ver que o céu hoje, apesar de azul, está um pouco verde, talvez vá chover. Você consegue distinguir a aparência da essência. Então, esse é o primeiro ponto. Correlacionar versus discriminar. Agora, vamos trazer isso para a Vedanta.

Vedanta vai dizer que todo o processo de vida de uma pessoa, a evolução espiritual dela, depende daquilo que a gente chama de buddhi, o intelecto que discrimina. Esse buddhi, quanto mais fortalecido ele estiver, mais alinhada a vida da pessoa está. Então, o buddhi é essa parte da sua mente que examina, que separa, que distingue. Quando o buddhi opera, o buddhi é essa parte da sua mente.

ele faz uma pergunta que a AI não faz. Isso que parece verdade é verdade? Isso que parece a mesma coisa é a mesma coisa? É uma propriedade reflexiva em cima da informação que está sendo trazida. Como que a AI tenta imitar o Budi? É fazendo a mesma pergunta mais de uma vez. Mas o Budi está vendo de onde ele está indo.

A AI, quando você faz uma pergunta mais uma vez, ela vai dar uma outra resposta, porque ela não vai ter em mente a resposta anterior. É a resposta da resposta. Então, é como se você estivesse tentando fingir que o Budi existe. O Budi tem essa capacidade chamada de viveka, que é a aplicação ativa dele. A discriminação em movimento. Você separa o que é real do que é aparente.

O que é permanente, o que é transitório. O que é necessário, o que é um acessório. E é um músculo na nossa mente que a gente exercita. Então a gente vai ganhando essa capacidade de entender o que é real e o que não é real. E pode parecer que não, mas quando a gente conversa com qualquer pessoa, o nosso Buda está ligado, era para estar pelo menos. E tem certas coisas que a pessoa diz que a gente descarta.

porque a gente diz, ah, isso é do contexto dela, é porque ela, enfim, tem esse problema, essa situação. Outras coisas a gente guarda, a gente preserva. Quando a gente vai falar alguma coisa, a gente olha o que a gente está falando. E a gente consegue estabelecer se isso que eu estou falando está de acordo com o que eu penso, ou se eu estou falando por um determinado outro motivo qualquer, um contexto emocional que está acontecendo.

Então, vê só, enquanto a máquina só correlaciona, nós correlacionamos e também discriminamos. E é isso que faz a resposta humana ser muito superior à resposta de um sistema probabilístico como a AI.

Então, talvez, aumentando a capacidade da AI, essas outras capacidades, elas emerjam, elas surjam. Mas, nesse exato momento, o que você tem é essa grande diferença. Então, quando a AI acerta, é só porque o padrão era forte. Quando ela erra, é porque o padrão era ambíguo. Mas não teve nenhum caso que ela vai parar e vai perguntar, será que é mesmo isso? Ela só responde.

Então, no caso do ser humano, não. Você tem o Budi. Você pode não usar, mas é para usar. O Budi a gente também chama de bom senso, de uma harmonização da sua resposta. Então, pode parecer que não, mas é dito, por exemplo, numa conversa de duas pessoas, diz que 70% da comunicação não é em palavras.

em todos os gestos e tudo o que acontece ali, a pessoa está entendendo o que está sendo transmitido. Então, agora vamos pensar do ponto de vista concreto. Onde que essa discriminação entra? Então, pensa assim, um resumo de um relatório financeiro. A AI desenvolve um resumo de um relatório financeiro para mim e tal. Ela vai fazer tudo certinho, com números específicos. Para ela, o trabalho acabou.

Mas, para você, ele começou. Porque você vai ter que ver, esses números estão corretos? Faz sentido essa receita para esse mês? O contexto foi preservado? Será que ela inferiu alguma coisa que não estava lá na tabela? Porque se você chegar no Excel e fizer uma tabela, leva esse dado para lá, não vai ter erro. Agora, se é uma análise probabilística de um determinado fenômeno, então o erro é esperado.

Se você chegar e falar, olha, escreve um e-mail para mim importante aqui, que eu preciso, sei lá, o embaixador da Índia está vindo visitar a gente, ele é bem importante. Ela vai escrever um texto fluido, na gramática perfeita, porque esse treinamento ela tem. Mas aí quando você vai ver a abertura, é formal demais. O fechamento, sei lá, pede desculpas, mas não devia pedir. Esses são ajustes finos.

de um contexto que você tem como pessoa que é muito maior do que uma pergunta que você faz para alguém. O que é o embaixador? Quem é você? Qual o momento que está sendo vivido? São muitos elementos. Então, esses ajustes finos vão exigir que você leia o contexto da relação da história do que está em jogo.

Então, nesses momentos, nesse bom senso, é o que o Buda opera. Então, é como se você tivesse uma pessoa muito inteligente, sem bom senso. Uma pessoa muito inteligente, sem bom senso, é útil? Claro que é útil, né? A gente não contrata muita gente que não tem bom senso na vida, né? Eu já tive empresa. Contrata, são pessoas úteis. Mas você já sabe que não tem bom senso. Então, o que você precisa fazer? Botar o bom senso nela. A pessoa que entende que o bom senso tem que estar...

Tem que ser dado para a IA e ela sai na frente. E qual que é a armadilha? A armadilha é você não usar o Budi, né? Porque boa parte das pessoas, ao usar a IA, ela meio que desliga o Budi dela e aceita tudo que sai. É como se você, né, tipo assim, a sua parte dentro da história, a pessoa não quer fazer. Então, aí que começa o problema.

E aí que a AI pode fazer muita besteira, porque você começa a usar ela no seu nome, sem o bom senso que só você tem e ela não tem. Aí você vai ter a pior coisa, que é a velocidade da máquina sem bom senso. O erro vai sair pronto e o erro vai sair junto, ninguém vai perceber. Então, a AI correlaciona e você, além de correlacionar, você discrimina.

mas só se você ativar essa capacidade. Então, quem usa AI bem vai fazer o quê? Vai estabelecer quais são os pontos onde o bom senso precisa entrar. O bom senso humano precisa ir lá verificar se aquilo está funcionando. Então, esse é o último episódio da revisão, que ainda tem mais um, que é o próximo.

a gente vai entrar nesse questão de como a gente trabalha bem com AI na prática. Quando a gente usa, quando a gente desconfia, como a gente verifica, como manter. E aí a gente vai trazer de novo aquele conceito de sua dharma, que é a função, qual é o sua dharma, qual é o papel da AI.

Então, no próximo episódio, vamos desenvolver essa coreografia. Como que você se sincroniza com a IA. Um bom dia para todos vocês e até amanhã. Arion.