133 - O Décimo Sétimo Dia - O luto e a promessa cumprida
Duryodhana sofre, os exércitos se reorganizam e mais uma promessa é cumprida.
Bima
Draupadi
Duryodhana
Kripa
Yudistira
- Luto de DuryodhanaMorte de Karna · Reação de Duryodhana
- Batalha e estratégiaAtaque de Yudistira · Reagrupamento dos Kauravas
- Conflito e vingançaDecisão de Duryodhana · Conselho de Kripa
- Promessas de DeusPromessa de Bima · Ritual de Draupadi
Olá, esse é o podcast Entre Mundos, onde o Mahabharata é contado com amor. No episódio de hoje, 133, veremos como estará a Duryodhana após esse grande golpe do destino. E no fim do dia, uma grande surpresa que irá lavar a alma de muita gente.
Restavam apenas duas horas até o sol se pôr. Radeia estava morto. O campo de batalha jazia num vazio e numa perplexidade. Yudistira, dotado de coragem e estratégia, decidiu tirar proveito da sua vantagem. Vendo seus inimigos desordenados, comandou suas tropas em ataque.
Inspirados pela morte de Karna, os homens de Udistira arremeteram-se contra os cáuravas gritando furiosamente. O exército Kuro perdeu todo o entusiasmo em relação à batalha e debandaram para todas as direções como touros de chifre quebrados. Temerosos olhavam ao redor a todo instante imaginando que Arjuna ou Bhima pudessem persegui-los.
Parecia-lhes, com efeito, que esses dois pândavas neste dia estavam presentes em toda parte. Então, Duryodhana, completamente devastado, se recompôs e apresentou-se para o embate. Respirando pesadamente e com sua face coberta de lágrimas, Duryodhana disse ao seu quadrigário.
Leve-me à guerra para que eu possa vingar a morte de meu amigo. Os Kauravas então se reagruparam quando viram o seu líder, Duryodhana, precipitando-se em direção à batalha. 25 mil guerreiros se uniram de maneira a enfrentarem as forças pândavas.
Bima, observando as regras do combate justo, apeou a fim de contender com os soldados de infantaria. Bradando seus gritos de guerra e sem temores referentes a perderem a vida, eles corriam de encontro ao filho de Kunt com espadas e massas em riste.
Bima riu, girando sua grande massa de ferro. Ele morvia-se entre os cáuravas como um falcão. Cabeças, braços e pernas voavam em todas as direções conforme destruía as tropas. Em pouco tempo, quase todos os 25 mil homens haviam sido mortos apenas por Bima.
E o restante desbaratou-se. Ao deparar-se com os irmãos restantes de Duryodhana, rapidamente, Bima enviou cada um deles para a morada da morte. Alguns esmagados por sua massa, outros degolados por suas flechas afiadas. Muito enraivecido.
Duryodhana arremeteu contra Bhima, disparando flechas flamejantes em todas as direções. Mas rapidamente ele foi rodeado por dezenas de guerreiros sob quadrigas, também despejando suas flechas sobre ele. Neutralizando o ataque, o príncipe Kaurava matou todos os seus ofensores. Sem demora.
Duryodhana matou centenas de guerreiros, o que comemorou com um sonoro urro. Vendo suas tropas fugindo por Temorabima, ele gritou. Para onde vocês estão indo? Eu não vejo nenhum lugar na terra, nem nos três mundos, onde os pândavas não vos encontrarão e matarão, caso vocês debandem daqui.
Dado que o exército deles encontra-se muito pequeno, nós, se permaneçamos juntos, iremos vencê-los. Fiquem e lutem. A morte e a glória são vossas únicas possibilidades agora. Tirai a vida de vossos inimigos, ou seja, as mortos, e alcançardes assim o paraíso. Escutando essas palavras de entusiasmo de Doriodhana.
As tropas continuaram fugindo. Xália então se aproximou do rei e disse, ó rei, veja essa cena espantosa. A terra está coberta por carcaças e membros mutilados de guerreiros mortos.
Os guerreiros de vossa majestade caem um sobre os outros devido ao temor. Apenas com grande dificuldade, eles são capazes de cruzar o campo encharcado de sangue e estão clamando por socorro. Ó herói, eu aconselho a vossa majestade que bata em retirada. O sol está se pondo.
Vossa majestade não deve se esquecer que és a causa de todos esses males. Sugiro a vossa majestade que retorne ao acampamento e permita que seus homens descansem um pouco. Quando Duryodhana olhou para Karna, ele viu a quadriga de Iradeia e ele não se aguentou. Ele chorou e gritou.
Carna, carna, meu amigo! Lágrimas não paravam de fluir dos seus olhos e o seu coração estava completamente desamparado, vazio e quebrado. Não só a quadriga vazia, sem o seu guerreiro presente, mas ali estavam sua aljava e o seu arco. Aquela dor de ver aquela cena daquela quadriga que...
O tempo atrás estava atolada, mas que depois da morte de Karna, andou livremente pelo campo de batalha. Era incompreensível, totalmente incompreensível para Duryodhana. Não existia mais beleza no mundo, nem nobreza e nem nada valioso para Duryodhana, pois o mundo estava sem Karna.
Todas as horas, todos os segundos que se passavam desde a partida de Karna, Duryodhana só pensava em como que ele ia viver sem a presença de seu amigo. Surya, o Deus do Sol, derramando seus lânguidos raios sobre o cadáver de seu filho.
movia-se tristemente para trás das colinas do ocidente. Ambos os exércitos se retiraram da batalha e os deuses irixes retornaram para Suarga, suas moradas. À medida que os guerreiros moviam-se sob o crepúsculo, eles olhavam para Karna, que, mesmo morto, parecia iluminar o campo de batalha.
Parecia uma pedra de ouro puro derretido ou um fogo apagado pelas chuvas das flechas de Arjuna. A mãe terra parecia exclamar em dor. Oh, oh pobre Radeia, oh pobre menino. Yudistira, contudo, ele estava contente.
Respirava aliviado agora que Karana finalmente pereceu. O rei Pandava sentia como se houvesse sido livrado de um pesadíssimo fardo que vivia nas suas costas. Enquanto no campo de batalha, com seus irmãos em roda de si, Krishna aproxegou-se de Yudhisthira e disse Por boa fortuna, o filho do Suta já és morto.
ao passo que tu e teus heróicos irmãos estão todos bem. A Arjuna cumpriu sua promessa e a terra bebeu o sangue de Karna. O desprezível homem que riu de Draupadi recebeu o que era seu de merecimento. Certamente tua casta rainha irá regogizar-se ouvindo essas novas. Em breve ela irá estar sentada ao seu lado como a esposa...
do imperador soberano deste próspero planeta. Yudhisthira, também muito emocionado e choroso, abraçou Krishna. Ele disse, Ei Krishna, nada há de surpreendente em havermos sido vitoriosos com a tua pessoa como nosso apoiador. Vocês dois, Krishna e Arjuna, estão sempre ocupados em manter a virtude no mundo.
E o destira então subiu em sua quadriga e rumou de volta ao acampamento.
O corpo de Karna ainda estava prostrado no campo. Ele estava iluminado por mil candeias de óleo e rodeados por muitos guerreiros perplexos e chorosos. Na manhã seguinte, realizariam seus ritos fúnebres, havendo deixado-o para sua noite final, na cama de um herói. E o destino.
Olhava para Karna repetidamente. Ele era incapaz de acreditar com seus olhos. Yudhisthira então disse, Por tua graça, querido Krishna, atingimos nosso objetivo. Certamente Duryodhana agora abandonará toda a esperança de vitória, bem como a própria vida. Por treze longos anos, sofremos.
E vivemos em ansiedade, não conhecendo mais nada a não ser isso. Essa noite, iremos dormir, enfim, pacificamente, livres de nosso antigo fardo.
Arjuna e Krishna então deixaram o campo de batalha, assim como o sol e a lua descendo pelos céus. Soprando seus búzios, preencheram as quatro direções com um majestoso som. Gandharvas, Charanas e Siddhas exaltavam e adoravam-nos conforme retornavam ao campamento.
seguindo o percurso de Yudhisthira, assim como os deuses seguem Indra para Amaravati. Todos os Kauravas deixaram o campo de batalha em desespero. Kripa, Krita Varuma e Ashwatama encabeçavam as tropas a retornarem ao acampamento. Duryodhana chorava.
Ninguém era capaz de consolá-lo, motivo pelo qual caiu no chão, de tanto prantear. Os demais líderes curos entraram na tenda real e sentaram-se em silêncio em torno dele. Todos derramavam lágrimas enquanto viam o rei dar vazão à sua infelicidade. — Ó Karna, Karna, meu amigo!
Oh, Karna! Ele gritava repetidamente enquanto rolava pelo chão. Na visão de Duryodhana, o mundo acabou. Radeia estava morto. Os rios pararam de fluir, porque Radeia morreu. O sol perdeu sua glória, porque Radeia morreu. A terra tremeu e o céu ficou vermelho de agonia, porque Radeia morreu.
Os planetas foram todos deslocados de sua órbita por causa dessa grande calamidade. Cometas foram vistos até mesmo durante o dia. Houve um grito de dor até mesmo dos deuses que se reuniam no céu. Havia dor até mesmo naqueles que eram imunes à dor. Tal foi a grande queda de iradeia.
Gradualmente, a ira de Duryodhana superou sua tristeza. Com seus olhos vermelhos devido à cólera, ele colocou-se de novo de pé. Sentando-se no trono, ele enxugou a face com suas mãos e disse com uma voz fria.
Não podemos permitir que semelhante atrocidade não seja vingada. Karna, o melhor dos combatentes, foi morto impiamente por Arjuna quando ele estava fora da quadriga e indefeso. Como podemos tolerar isso? Selecionando outro comandante para nossas forças, marcharemos de encontro àqueles pecaminosos inimigos.
Então, poderemos, enfim, vingar Karna. Nós já destruímos quase por completo todo o exército Pandava. E eles estão fracos no combate devido a muitos dias de guerra. Então, visto que abandonaram totalmente a virtude que sempre usaram como seu próprio estandarte,
Nós vamos encontrá-los e destituí-los de todo o seu poder. Assim, não haverá mais dúvidas de que logo, logo estarei eu sentado no trono do mundo. Temos uma dívida para Concarna, a qual pagaremos matando-os, ou então todos nós morreremos em combate.
E assim, juntaremos-nos à Karna na grande glória dos heróis. Então, a voz de Duryodhana começou a embargar-se de novo, porque ele lembrou de Karna prostrado no campo de batalha sem sua belíssima cabeça.
De novo com a cabeça baixa e o rosto coberto pelas mãos, o angustiado príncipe chorou silenciosamente por mais um bom tempo, incapaz de superar a morte do seu amigo. Jamais Duryodhana ousou cogitar que Arjuna poderia um dia matar Karna.
Desde o primeiro dia em que se conheceram, ele viveu com a expectativa de que Karna seria a destruição de Arjuna. Tal esperança agora pereceu, e o olhar vazio de Duryodhana, enquanto lágrimas cascateavam por sua face ennegrecida pela sujeira da batalha, fixava algum ponto ao alto. Seria Arjuna realmente invencível? Talvez.
A guerra, entretanto, não podia ser interrompida, senão que a vingança de Karna tinha que se concretizar. Não havia outra escolha possível, ou a vingança, ou a morte. Quando Duryodhana de novo se recompôs, Kripa, o seu primeiro mestre, disse gentilmente, Ó grande rei!
Considere cuidadosamente o melhor a ser feito daqui adiante. Dezessete dias de batalha já passaram e muitíssimos homens foram mortos. Todos os irmãos de vossa majestade estão mortos e ainda não vemos sinais de fraqueza ou de lacidão em Arjuna.
Ele erra pelo campo de batalha como um corpulento elefante de quatro presas, esmagando nossas forças sem obstáculos. Agora, Arjuna matou Karna e antes dele, Jayadrath, mesmo com toda a proteção de nosso exército. Quem é o herói em meio às tropas de vossa majestade que poderia afrontar Arjuna?
Onde, eu pergunto, está o herói que pode afrontar o enraivecido Bima? Tamanha é a chacina promovida por ele e também por Sátia que entre as nossas tropas, que a visão da mesma faz todos os nossos pelos se arrepiarem. Kripa olhava com expectativa para o príncipe Kaurava.
que permanecia sentado, olhando fixamente para lugar algum e sem dizer nada. Kripa então começou a chorar, mas mesmo assim continuou. Muitíssimos pecados Vossa Majestade cometeu contra os pândavas, cujos frutos colhemos agora.
Vossa Majestade reuniu essa imensa força armada simplesmente para conseguir as tuas ambições. Agora estás destruído e o nosso imenso exército corre o grande risco de ser exterminado. Nesse exato momento, Vossa Majestade, nós estamos muito mais fracos do que os pândavas.
As diretrizes políticas prescrevem que a paz deve ser buscada mediante diplomacia. Uma vez que o distira sempre misericordioso, ele certamente aceitará a paz em termos mutualmente benéficos. Não perderá a vossa majestade a sua posição como rei, haja vista que nem o distira e nem a Arjuna e nem mesmo Krishna desobedecerão as ordens do vosso pai. Duryodhana Duryodhana
Vossa majestade deve estabelecer a paz. E dessa forma, Kripa implorou e chorou, pensando em todos os reis e guerreiros que perderam suas vidas por causa de Duryodhana. Com a voz trêmula, ele concluiu.
Aconselho a vossa majestade que descontinue essas hostilidades, ó herói. Acabar esta guerra é do seu maior interesse. Eu não estou dizendo isso por medo ou por qualquer outro tipo de motivação maliciosa. Eu peço a vossa majestade que não desconsidere minhas palavras. Se vossa majestade não se orientar por minhas palavras, mas não se orientar por minhas palavras.
Vossa majestade se recordará de tudo o que eu disse quando estiveres à beira da morte. Duryodhana permaneceu em silêncio. Pálido devido à aflição, ele semi-serrou seus olhos e agitou seu corpo violentamente.
Duryodhana voltou a chorar, soluçando, e não foi capaz de responder por alguns minutos. Finalmente, recompondo-se com dificuldade, ele disse. Indubitavelmente falaste como um amigo, ó Kripacharya. Porém, fizestes por mim tudo que um amigo poderia fazer.
Enfrentastes meus inimigos e arriscaste a tua vida pelo meu bem. Sei que teu conselho é bem intencionado e benéfico, mas o mesmo não agrada a minha pessoa. Como medicamentos a um homem prestes a morrer, tuas palavras são bastante impalatáveis. Em minha opinião,
E o distira não acreditaria em mim caso eu fosse até ele buscando por paz. Dado que tantas vezes eu menti e causei-lhe todo tipo de mal, assim como Arjuna e também Krishna. Desde que ouviu acerca da morte de Abimânio, Krishna passa as noites em tristeza. Nós ofendemos ele.
Como poderá então perdoar-nos agora? Não há possibilidade de reconciliação, senão que é certo que a guerra acabará somente quando os cáuravas ou os pândavas estiverem mortos. Até onde chegamos torna a nossa inimizade irreversível. E tem também a princesa Pântula, Draupad.
Chegou ao meu conhecimento que ela está observando votos austeros com o intento de causar minha ruína. Ela dorme no chão e come somente uma vez ao dia. Subadrá, rejeitando todo o orgulho, serve-a como uma humilde criada. É, Cripa, todas as situações estão inflamadas. Não há como apagarmos esse incêndio.
Como eu poderia, após haver brilhado sobre todos os reis tal qual o sol, caminhar atrás de Yudistira? Jamais poderia eu aceitar a sua soberania. Depois de haver reinado esta terra como seu imperador, não me é possível viver uma miserável vida de subordinado. Então, Duryodhana disse, de forma clara, que a batalha era a única escolha.
Se morto, ao menos reteria sua fama e alcançaria as esferas superiores. Retirar-se agora seria um ato de grande covardia que haveria de resultar em sua degradação. Duryodhana voltou seu olhar ao assento de Karna naquela tenda e, resistindo ao enlutamento, concluiu seu discurso com uma voz resoluta.
Nenhum Kshatri deseja morrer em casa sobre a cama. A morte tem de buscá-lo na batalha, ou sua fama decresce e morre. Muitos sacrifícios realizei e segui meus deveres fielmente. Logo, não tenho razões para temer a morte.
Lutando, ou conseguirei a glória, ou acenderei pelo caminho dos heróis que jamais fraquejam na luta. Esse caminho encontra-se agora repleto de reis jubilosos, que o trilham juntos após haverem deixado seus corpos nessa guerra. Como que eu posso abandonar o campo de batalha depois de testemunhar tão nobres guerreiros perderem tudo pela minha causa?
Eu não poderia desfrutar do reino com o sangue deles em minhas mãos, a menos que eu haja esforçado-me por completo para vingar cada um deles. Cripa, ó mestre dos cáuravas, a vitória ou o paraíso, não há outra forma desta batalha terminar para mim.
Os guerreiros então aplaudiram esse heróico discurso de Duryodhana. Livres do desespero, determinaram-se a lutar até o fim. Após decidirem que selecionariam um novo comandante pela manhã, levantaram-se de seus assentos e se recolheram para os quartos a fim de descansarem pela noite.
Enquanto Duryodhana fazia este forte discurso na tenda dos generais e dos principais guerreiros Kauravas, Bhima, lá no acampamento Pandava, com seu corpo coberto de sangue, foi até o acampamento das mulheres. Nesse momento, Draupadi já tinha recebido uma mensagem que ela deveria estar ali, ao pôr do sol.
Bima, ao ver Draupadi com seu cabelo longo, embaranhado e sujo, sentiu compaixão e também um grande amor. E, na verdade, junto desse misto de emoções, ele sentiu alegria, porque uma era havia chegado ao fim.
Draupadi, ao ver o olhar de Bima com suas mãos pingando sangue, ela sabia que era de seu inimigo, aquele que ela esperou morrer durante 14 anos. Draupadi sorriu e sentou de costas para Bima, preparando seus cabelos para que ele tocasse com o sangue dos inimigos.
Bima, muito respeitosamente, prestou reverências à sua esposa e com muito amor segurou o cabelo dela, passando suas mãos ensanguentadas, mecha por mecha. Ele não tem pressa e nem tem fúria, mas ele tem reverência, como um sacerdote num ritual.
Os cabelos de Draupadi, que antes eram o símbolo daquela desordem e da dor e da injustiça, agora eram marcados por esse gesto final. Não como uma celebração bizarra da violência, mas como o selo de um destino que exigiu ser atravessado até o fim. Não havia sensação de vitória, apenas do encerramento de um ciclo.
porque algumas feridas não se curam. Com seus cabelos ensanguentados e banhados pelo sangue que estava no corpo de Bima, Draupadi estava livre. Cada fio que carregava a memória da humilhação estava livre. Cada mecha que se recusava a esquecer o passado estava livre. E a partir dali, ela poderia, enfim, se preparar para novamente assumir.
O posto de Imperatriz de Baratabacha. Olá! Estamos aí finalmente com um coração leve diante de uma promessa cumprida. Muitas promessas estão sendo cumpridas. Bem, quero começar aqui esse...
esse comentário do episódio 133, falando sobre essa cena de Bima lavando o cabelo de Draupadi com o sangue de Dushasana. Isso, essa descrição...
Essa cena, ela não está no Mahabharata original, tá? Então, assim, no Mahabharata, nos versos ali, escritos por Vyasa Deva, não há nenhuma menção a essa cena. Porém...
no Mahabharata, contado, popular, da tradição oral, de muitas, na verdade, de toda a região de Bharata, de toda a Índia, e também da Indonésia, mais ali especificamente na região de Bali, que é majoritariamente hindu.
Ali o Mahabharata é muito vivo. Então, a gente encontra, sim, muitas versões diferentes. Então, assim, tem versões diferentes do sul da Índia, tem versões diferentes de outras regiões hindus, e tem do norte da Índia também. E todas elas...
está presente o fato de Bhima lavando o cabelo de Draupadi com o sangue do Shasana. Então ele vai com as mãos sujas e mexe, vai fazendo assim, mexendo cada cabelo dela, ou cada mexa, enluvando, estava tentando lembrar dessa palavra, enluvando cada mexa do cabelo dela.
com o sangue de Dushasana. Enluvando é uma... Para quem aí não pinta cabelo, não faz hidratação no cabelo, não conhece, não alisa o cabelo, não conhece aí essa técnica, mas aí você pegando mecha por mecha, assim, mechas pequenas e emplastando do creme, da tinta, do que quer que seja.
Então, ele fez isso, Bima fez essa técnica, esse enluvamento no cabelo de Draupadi com o sangue que estava em suas mãos e no seu corpo, o sangue do Shasana. Então, assim que ele acabou de matar o Shasana, ele faltava poucas horas para o pôr do sol e ele combinou, ele mandou um...
um mensageiro chamar Draupadi, e ela sentou ali e se colocou nessa posição, permitindo que Bima lavasse o cabelo dela. O bonito é que o cabelo de Draupadi foi lavado pelas águas do rio Ganges numa cerimônia ritualística, quando Yudistira se tornou o imperador de todo mundo. Depois daquela...
daquela cerimônia onde eles conquistaram todos os quatro cantos de Baratavarsa, ele se tornou imperador do mundo, e quando eles assumiram essa posição, esse trono, em um ritual, antes desse momento, eles tomaram um banho purificatório e o cabelo de Draupadi foi lavado com as águas do Rio Ganges. Então, aconteceu a mesma coisa.
ali num momento ritualístico e formal entre Draupadi e Bima. Eu vou fazer um episódio extra bem curtinho, lendo.
um texto que eu achei magnífico. Um texto com licença poética, feito por uma devota do Mahabharata, uma devota de Krishna, uma devota do Mahabharata, uma grande admiradora.
Ela é indiana e ela escreveu cada texto, um texto para cada personagem. E o texto de Bima é a coisa mais linda e eu guardei para ler nesse momento. Então, eu vou fazer um episódio extra, tá bom? Contando rapidamente, poucos minutos, contando essa passagem sobre a poesia e a licença poética dela.
Então, finalizamos essa promessa também de Bima, promessa de lavar o cabelo de Hidralpide. Consideraremos no nosso coração essa cena poética e belíssima, uma cena de guerra, porém, a gente vê...
pelo Mahabharata que na guerra também é poesia. Vemos tantas analogias poéticas para descrever cena de guerra. Vessadeva era incrível, né? Como que ele conseguia descrever tudo isso, até com poesia também.
tanto sangue, tanta dor, tanta desgraça, tanto medo, mas também tanta coragem e tanta determinação, tanto poder de tantos homens ali reunidos, e ele consegue tanta força, força interior principalmente, e ele consegue manifestar isso em poesia. Então consideraremos essa cena nos nossos corações. Então Bima vingou ali.
Do Shasana de ter segurado nos cabelos, banhados com a água sagrada do Ganges, num ritual importantíssimo de purificação. Então, ela foi de novo purificada agora, lavando os cabelos com o sangue do seu algoz. Tá? Então, continuando aqui com Draupadi, eu quero fazer aqui uma, marquei aqui uma coisa importante.
Duriodana usa como um dos argumentos que ele não vai parar a guerra, ele não vai desistir, não vai se render, não vai desistir desses ideais dele de guerra. Ele usa um dos argumentos de que Draupadi...
está fazendo votos austeros com o intento de minha ruína. Ela dorme sobre o chão e come somente uma vez por dia. E Subadrá está rejeitando todo o seu orgulho e todo o seu nascimento superior de princesa e se tornou uma serva humilde, uma criada de drápede. Então...
para ele ter comentado isso, eles todos nessa época sabem o quanto que... Eles conhecem o poder da tapácia, tapas. Então aqui Draupadi está fazendo tapácia, tapas, austeridade, sacrifício.
E isso, esse tipo de atitude, de compromisso, é muito comum em linhas espirituais ancestrais e também na cultura popular. Quando a gente faz assim, vou fazer uma promessa para alguma coisa. O que você está fazendo? Geralmente, na verdade, a promessa a gente faz alguma coisa.
que nos é difícil, tem que ser difícil, tem que ser um sacrifício para a gente, a gente tem que fazer, nos colocar numa situação de determinação, nos abdicando muitas vezes de coisas que nos eram importantes, ou práticas, ou fáceis, ou gostosas, em prol de um objetivo maior.
Então, assim, ah, eu vou fazer uma promessa, sei lá, pra passar no vestibular, pra conseguir um trabalho, pra curar, me curar da saúde, pra curar...
alguém da família de saúde, ou qualquer coisa que seja, isso é muito comum. Você vê nas igrejas também, tanto evangélicas quanto católicas, existe o jejum, eles falam muito jejum e oração. Na nossa linha também, na nossa linha espiritual e filosófica, a gente usa muito também.
do jejum e da oração dentro de nossos votos. A gente não fala muito promessas, mas a gente fala votos, a gente fala, estou fazendo um voto, estou fazendo um sacrifício, estou fazendo uma tapácia. Então, assim, o jejum muitas vezes é o jejum de alguma coisa específica, jejum de açúcar, jejum de... Você não vai fazer um sacrifício de alguma coisa que você...
que não faça a menor diferença na sua vida. Por exemplo, eu não como caqui. Eu sei, é boa a fruta, né? Tá na época até agora, talvez por isso que eu lembrei, porque tem caqui pra todos os lados. Eu não suporto caqui. Eu não consigo me imaginar mordendo um caqui, colocando um caqui, não gosto de segurar um caqui. Ai, não sei, não sei explicar. E eu sei, já tentaram me convencer que é delicioso, que é maravilhoso e tal, e eu até...
acredito. Até porque eu gosto de todas as frutas, legumes e tal, mas eu não como caquinha. Então, assim, não me adianta eu fazer uma promessa, um voto, uma tapácia de que não comerei caquinha durante um ano. Gente, não vai fazer nada. Não comerei giló durante um ano. Eu gosto até de giló fritinho, então maravilhoso. Mas, tipo...
É de vez em quando que eu vou comer um geló, sabe? Agora, assim, o que me é importante? O que eu vou abrir mão do que é importante? O que eu vou me sujeitar? Que sacrifício? O que eu vou oferecer? Que situação que eu vou passar, que eu vou me colocar para eu...
ativar a minha vontade, a minha conexão, a minha yoga, como eu estarei em yoga, em conexão com o divino, através das minhas ações, das minhas renúncias, renunciarei caprichos, luxos, conforto, prazeres em prol de algo que eu almejo que seja superior.
E assim, eu dei o exemplo aí de promessas populares, né? Ah, para passar no vestibular, para não sei o quê. Mas existem os votos e esses sim são os importantes, as tapácias, que é para a gente avançar espiritualmente. Então assim, por exemplo, quando a gente faz um voto da gente meditar duas horas por dia cantando a nossa diapa mala.
Isso é um sacrifício. Isso é um sacrifício espiritual. De sentar a bundinha num lugar, pegar a diapa mala...
e ficar ali controlando a mente, vem uma enxurrada de pensamentos, um furacão de pensamentos, e a gente joga para o lado e continua na nossa meditação, continua na recitação dos mantras, vem outros pensamentos, e aí vem o impulso da gente levantar e fazer alguma coisa, e você não obedece o impulso, e você canta mais forte, você se concentra mais, isso é um sacrifício, tá? Então você está abrindo mão dos seus impulsos em prol de algo superior, em prol de algo espiritual.
E por aí vai, a gente pode, né, assim, querer alcançar uma virtude ou abandonar um vício que nos incomoda, que nos incomoda não, que nos atrapalha, que nos impede de avançar espiritualmente. Então a gente pode sim, e é válido sim, oferecer sacrifícios, assim, no nosso caminho espiritual, sacrifícios para Deus. A gente faz uma promessa a Deus, a ti.
dedico esse sacrifício em prol de tal coisa, sabe? Então, assim, se você o quê? Ama chocolate, ama, você não consegue todos os dias você comer um chocolate porque você se diz viciado em chocolate, chocolatra, é ele. Vai lá.
tenta, sabe? Por uma semana, eu vou ficar uma semana sem comer chocolate e vou dedicar todo o meu esforço ao meu avanço espiritual, a abandonar o meu vício, me dê forças, eu te dou isso, eu tô te provando, sabe, o universo, o que eu quero, o que eu desejo. Então, a gente vai fazendo isso e, na verdade,
Deus não precisa do nosso sofrimento, do nosso sacrifício, mas a gente precisa disso, a gente precisa se auto-superar, a gente precisa se auto-domar, se auto-conquistar, sabe? E isso nos dá força, nos dá pureza para a gente caminhar na vida espiritual. Então, Tapássia, o nome técnico aí.
A Draupadi fazia essas tapácias, esses votos austéreos, para causar a derrota de Duryodhana. Ela não podia lutar, ela não podia pegar uma espada, ela não era uma quadrigária, ela não era uma arqueira, mas ela era uma yogi, ela tinha um poder e como...
Todas as mulheres têm esse poder de dar esse amparo espiritual para os seus companheiros, esse amparo que é invisível, mas que é tão potente quanto segurar um arco, uma flecha, uma lança, uma massa. Então Draupadi se fazia presente na batalha através dos seus votos. E como o seu marido estava ali se sacrificando, se colocando em risco para todos os seus maridos.
Para honrá-la, principalmente, porque essa era, e a gente vê, né? A principal...
fonte de inspiração deles, vingar Draupadi, honrar Draupadi, acabar com os malfeitores de Draupadi, ela estava ali na cabana dela fazendo o que ela podia, que era tapássia, sacrifícios. Então ela dormia no chão, comia uma vez por dia e devia ficar ali numa meditação, numa concentração profunda, meditando nos seus objetivos. E isso perturbou Duryodhana.
A ponto dele citar isso para a Kripa, para o seu mestre. Kripa Charya foi aquele primeiro mestre dos pândalos antes de Drona aparecer. Então, isso ele levou em consideração, ou assustou. E no episódio que vem, a gente vai ver também mais sobre as mulheres. Tem um capítulo do Mahabharata só sobre as mulheres, as mulheres desses reis.
que é chamado de estriparva. Mas isso fica mais para frente, no fim da batalha. Então, uma coisa importante também sobre tudo isso que falamos sobre Draupadi, sobre esse atapas, o sacrifício dela, os votos de austeridade, é que é muito difícil a gente falar sobre isso, em compreender isso nessa sociedade super hedonista que a gente vive, onde...
Há uma necessidade de fugir de qualquer tipo de mal-estar e buscar prazer desenfreadamente. As pessoas, assim, não conseguem... As pessoas, em geral, generalizando, claro. Existem muitas exceções, né? Óbvio, como todas as regras e leis aí. Então, assim, generalizando...
Nesse mundo hedonista, o que é uma verdade, que é um fato,
As pessoas não conseguem lidar com qualquer tipo de dificuldade, de mal-estar. Então, assim, o travesseiro é diferente. São duas noites com um travesseiro diferente e isso, assim, já gera um transtorno. Porque o meu travesseiro, porque o travesseiro é alto, é baixo, é duro, é mole, é mais ou menos, não é de plumas, é de plumas, é da NASA, não é da NASA, sabe? E, sim.
É a minha garrafa, eu só consigo beber naquela garrafa, cadê a garrafa, tô acostumada com aquela garrafa, a minha xícara tem que ter, a alça da xícara tem que ter a viradinha perfeita pra encaixar a mão, porque senão não é gostoso tomar café ali usando essa xícara.
E por aí vai. E quantos fios tem o lençol de algodão, e é egípcio, e não é egípcio, é 700, é 200, é papapá. E a lapiseira, e o grafite, ele é mole, é macio, é médio. Qual que me dá mais prazer para escrever? E aí eu não consigo conviver com algo, é difícil conviver com algo diferente que não me é o perfeito. Então, assim, temos que...
perceber que essa realidade de Dralpade, não só de Dralpade, mas dessa cultura da tapácia, de votos, de austeridade, de nos colocarmos em sacrifício em prol de algo superior, está muito longe do que a gente realmente vive, da nossa sociedade, dessa era, da era que a gente vive hoje.
E é bom refletir sobre isso, é bom refletir sobre o quão hedonistas nós estamos vivendo. Não precisamos ser, mas consideramos que estamos. E tentar não ser prisioneiro dessa filosofia, dessa cultura de não saber lidar com o incômodo.
E assim, é preciso, né? É interessante que muitas vezes na pousada eu recebo retiros que fazem mal, né? Votos de silêncio. Então, é indicado para os alunos passarem ali uma manhã sem falar. Uma manhã sem falar. E quando a gente faz um voto de silêncio, a gente controla a língua. E isso é descrito nas escrituras, tá? Então, por exemplo, se a gente controla o que a gente fala,
Quando a gente faz mal, não fala nada.
Mas você pode fazer um voto de, por exemplo, não fazer fofoca, de não fazer maledicência, de não falar mais do que o necessário. É necessário? Não, não é necessário. Necessário é quando você está ali na vida, na morte. A água é necessário. Os nutrientes ali, os macronutrientes básicos ali para manter um corpo em pé é necessário. De resto, não é necessário. São os extras. Então, assim, por exemplo, tudo que você usa ali a sua língua para falar, Ah!
você poderia falar num voto de mal, né? Parcial, né? Então, assim, quando você controla a sua língua, você está controlando também a sua língua da fala, você controla o que você come. Porque você não fica desejando ali satisfazer as suas papilas gustativas. Você não fica desejando. Você não fica ali...
sendo escravo das suas papilas gustativas. É isso que acontece. Então, assim, a pessoa não consegue mais comer um milho com sal, tem que ser um milho com glutamato monossódico, que você fica ali com seus receptores nervosos ali, todo mundo excitadíssimo ali com o prazer máximo alcançado com essa substância.
Então, o sal não tem mais graça, tem que ser o glutamato monossótico. Então, assim, por aí vai, tá? Então, assim, se você controla a fala, você controla a língua, você controla os prazeres. Você consegue comer um arroz sem sal, tomar um café sem açúcar. Você não precisa de tantos prazeres também aqui na língua, não só de falar, como também de degustar. E aí você controla o seu estômago, porque você não precisa ali...
abarrotá-lo de volume para se sentir satisfeito. E aí você controla os seus órgãos genitais, que você não precisa de prazer sensório, de estímulos nos órgãos genitais para ter prazer na vida, para ter uma vida sexual, uma vida sexual no sentido não só de união do feminino com o masculino,
ou do estímulo a si mesmo, através de, por exemplo, pornografia ou de qualquer coisa desse tipo, para ter ali uma saúde da energia sexual. A saúde da energia sexual, ela te coloca para viver, tem criatividade, tem vida, tem alegria, tem prazer.
tem tesão pela vida, tem libido pelo que a vida oferece, uma vontade, uma gana ali por estar no mundo, com alegria, com pertencimento, com criatividade. Então, assim...
e não se torna escravo, né? A vida sexual obscura, desregrada, viciosa, ela é muito, muito, muito prejudicial para um ser vivo. Então, a pessoa que é viciada em pornografia, viciada em masturbação, é um vício realmente...
que destrói casamentos, destrói relações, destrói conexões entre pessoas. Então isso é muito sério. E se um adolescente tem contato com isso muito cedo, o que hoje é muito comum, né, através das redes sociais, dos celulares, assim, em livre demanda.
isso destrói mesmo todo o arcabouço interno das relações humanas, do amor, das conexões verdadeiras e profundas dessa pessoa que está começando sua vida, dessa pessoinha aí, desses adolescentes que estão começando sua vida. Então, assim, esse autocontrole, você vê que é vertical, língua, estômago, órgãos genitais.
fala, língua, ali das papilas gustativas, né? Então, a fala, a língua, o estômago, os órgãos genitais. Então, assim, precisa de um autocontrole. Então, precisa de um sacrifício, sabe? Pessoal de cada um ali para se manter em ordem. Então, isso daí é descrito nas... Tem uma escritura chamada Opa, deixa a Amrita, que fala muito sobre isso, né? Que explica, tem um verso só sobre isso, é muito interessante.
Muito prático e muito interessante. Então, está ali, né? Sobre votos, sobre os votos de Draupadi. Outra parte interessante também desse capítulo, quando Kripa começa a implorar a Duryodhana...
para estabelecer a paz, para, né, a mãe de cria está chorando, nessa hora está todo mundo chorando, está todo mundo, ah, eu avisei. Quando tinha que fazer alguma coisa, ninguém fez. Então, agora ali está todo mundo, ah, eu avisei, vamos parar, vamos parar com isso agora. Quando só restou meia dúzia ali, viu que do outro lado eles estavam íntegros.
ali, quer dizer, tinham tido grandes perdas, né, Abimânio, Gatotica, tinha, nesse momento, virata, drupada, mas o exército pândalo estava liderando, estava ganhando a batalha nesse momento. Então, começaram ali a cripa e tal, falar que era para desistir, Duryodhana desistir.
E aí eu acho certo, achei certo, Duriodana. Nesse caso aí, não tinha mais o que desistir. Já desistiu o quê? Já tinha, muita gente já tinha se sacrificado e eu duvido que nesse momento o Yudistira aceitasse. Ele não ia aceitar, sabe? Ali naquele momento onde só faltava ali a cereja do bolo, Duriodana ser morto para a promessa de Bima ser cumprida, que era matar todos os filhos. E já tinha tido tanto estrago.
Eu não sei, não sei se... Não acredito que o Destira, nesse momento aí, aceitasse o fim da batalha. Porque muita coisa já tinha perdido por conta da batalha, sabe? Então, ela teria que ir até o fim. Então...
Eu acredito que nesse momento ia ser negado. Mas isso é uma impressão minha, né? Não se fala sobre isso, mas eu acho que ia ser um abuso aí, tanto depois de Carla morrer, drona, bisma e tanta gente importante, eles desistirem aí com medo deles mesmos. Porque aí isso ia ser super egoísta.
Eles estavam com medo deles, do fim deles, da destruição deles, né? Ali, criapa, enfim, querendo o fim, né? Então, Duryodhana nesse caso não foi. Não foi pra frente e continuou ali daquele jeitão dele. E não vou dar pra trás. E falou o que a gente sempre tem escutado aí, que não há forma melhor.
de um guerreiro morrer, a não ser lutando. Porque na luta, o guerreiro vai ganhar ou a vitória ou o paraíso. Não tem derrota. Então, essa era a mentalidade dos guerreiros de Kurukshetra. Então, todo mundo aplaudiu, todo mundo gostou do discurso de Duryodhana.
E vamos ver aí o que vai acontecer, quem é o general que vai assumir no próximo capítulo. Então o sol se pôs e vamos também aguardar o próximo episódio. Até lá.