Episódios de Mundo Potter

Mundo Potter #252 - O espelho de Ojesed

08 de maio de 20262h26min
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Ep. #252 - O espelho de Ojesed | Capítulo 12

Edição especial: Releitura de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Coruja: Luan Elias Furtado

Apoiadores: Caroline Poli | Samir Penha | Elisa Frattin | Márcia Stoppa

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Redes: @mpottercast @ithasant e @rodriguesph

PIX: mundopottercast@gmail.com

Edição: Itamar Santos

Roteiro: Paulo Rodrigues

Design de Capa: Pedro Santos

Apresentado por Itamar Santos e Paulo Rodrigues

#harrypotter #OespelhodeOjesed #PedraFilosofal

Assuntos1
  • Viagem de Paulo RodriguesProblemas em aeroportos · Palestra em congresso EAD · João Pessoa · Anoitecer cedo · Chuvas intensas · Problemas em voos
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Bruxas e bruxos, sejam bem-vindos ao Mundo Potter.

Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais uma edição do Mundo Potter. Eu sou o Ita e semanalmente a gente tem um encontro para falar de Harry Potter, mais especificamente a gente comenta capítulo a capítulo dos livros, a gente está na nossa edição especial, com uma releitura da releitura de Harry Potter e a Pedra Filosofa. É porque eu já fiz uma releitura, né?

E aí agora com o Paulo Rodrigues, né? Porque eu não faço nada aqui sozinho. Então, meu amigo tá aí. Ele tava revirando o olho ali pra mim. E aí me desconcentrou completamente na minha abertura. Se manifeste, Paulo. Eu não revirei o olho pra ninguém. É meu rostinho lindo que desconcerta as pessoas. Eu tô acostumado com isso. Claro.

Salve, galera! Bom dia, boa tarde, boa noite, tudo bem? Tudo ótimo? Todo mundo feliz, todo mundo contente, todo mundo pronto? Pra começar esta semanita, porque sim, começaremos ela na sexta-feira com mais um episódio incrivelmente divertido de Harry Potter e, nesse caso, A Pedra Filosofal. Eu espero que sim. E eu já quero começar trazendo Explains nesse lugar.

Porque o Ita disse que nós somos semanais, mas você provavelmente deve ter percebido que semana passada não tivemos por aqui. E a culpa foi de quem? Do Ita, óbvio, que não quis gravar, tô brincando, gente. Queria trazer esse disclaimer de que semana passada eu estava em evento, então eu estava trabalhando durante a semana.

e estava fora do meu estado, e consequentemente fora do meu setup. E eu até levei o microfone pra tentar gravar, mas foi meio que um caos, assim. Tanto pra chegar, quanto pra voltar, quanto pra tudo. Então, peço perdão a todos vocês, e não tivemos episódio na semana passada, e eu não prometo que isso não vai acontecer de novo, porque às vezes acontece, né gente? Faz parte da vida, mas é isso aí, a gente vai tentar não acontecer.

Mas eu recebi bastante mensagem de gente falando que tava ouvindo episódios anteriores, então se espelhem nisso. Toda vez que a gente não tiver um episódio na sexta, você volta o episódio pra trás e escuta os nossos erros do passado. Que legal. Ninguém comentou nada comigo dessa vez. Eu acho que é porque eu ando muito estressado.

Porque normalmente sempre eu pergunto, ah, cadê o episódio? Ninguém perguntou nada, gata, todo mundo quietinho. Eu fiquei até assim, nossa, ninguém sentiu a nossa falta essa semana. Aí eu pensei que poderia ser por conta do feriado, né? Porque dia 1º era sexta-feira, então era o dia do episódio. Falei assim, ah, a galera tá todo mundo em paz, porque, né, dia do trabalhador, todo mundo botou a mãozinha na consciência, né? Mas, pelo visto, só reclamaram em outro canal. Tchau!

Ah, mas ó, não reclamaram. Eles pegaram as minhas fotos. Porque sexta-feira, inclusive, eu vou fazer um pocket da minha viagem pra vocês. Beleza? Vou começar na ida. Então eu saio daqui no sábado.

vários perrengues White Girls Problem que eu mandei pro Ita ao longo da minha viagem nossa quando ele virou pra mim e falou assim ai, troquei de aeroporto e não tem sala VIP pra eu poder comer ai, bonaví, respeita sabe eu acredito, eu aqui na labuta sabe, com a minha marmita na mão no horário de trabalho e ai o marmanjo falou assim ai, eu tô no aeroporto e aqui não tem sala VIP eu tô no aeroporto e aqui

Me respeita? Que isso? Eu tô aproveitando minhas viagens pra ser do Blade Rico, entendeu? Aí eu não consegui? Não consegui. Triste. Mas enfim. Mas eu queria muito saber qual cartão é o seu? É o Carbon da C6. Mas não é o C6 Black. É o...

Depois do Black. Rica. Parece que eu sou playboy agora. Rica, rica, rica, rica, rica, rica. Porque eu acima do que aquele que a Gisele Bid faz a propaganda.

vocês vão se fazer uma sinanagem pra fazer propaganda pra vocês com certeza, quer dizer, aqui é um troco de pão qualquer coisa que ele mandar ele gasta com a Gisele então imagina por falar nisso eu sei que você vai contar sobre sua viagem mas já que a gente falou em dinheiro acho legal falar sobre os ouvintes que patrocinaram a gente esse mês palmas, excelente e pagaram a minha viagem pra uma pessoa a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a

Ai, ai. Alguém anda vivendo no espelho de hoje a sério ultimamente. Isso aí anda. Mas assim, ó. Queria agradecer muito a esses ouvintes que doaram o seu rico dinheirinho pra gente pra apoiar este podcast que a gente ama tanto fazer. Que foi a Carol Polly, o Samir Penha, a Elisa Fratin,

E a Márcia Estopa. Muito, muito, muito obrigado. São nossos acionistas, né? Cada um tem uma fatia já deste podcast. É inegável. Muito obrigado, gente. Ajuda bastante a gente. E cada um de vocês tem uma fatia dos nossos corações, que é a mais importante. Sim. E aí a todos os ouvintes, né? Sim, cada um de vocês que está nos ouvindo.

O Paulo vai voltar a contar a história dele. Tô fazendo um... Tô fazendo um... Como é que fala? Um suspenso. Tô segurando a audiência, Paulo. Ah, entendi, entendi. O Paulo vai contar essa história. Mas queria dizer que eu me ouvi, entendeu?

No passado. Então eu ouvi este episódio que a gente vai comentar hoje, que eu ainda não falei qual é, né? A gente vai comentar o capítulo 12, o Espelho de Hoje é Zed. E eu ouvi o Ita do passado comentando este episódio, né? Em meio tweet. 120 caracteres.

Qual a experiência de ter se ouvido? Ai, tenebrosa. Toda vez que dá play é desesperador. Dá vontade de pegar o bruto lá e editar de novo. Dá pra melhorar bastante, gata. Dá pra melhorar bastante. Tem umas pausas assim que eu falo assim, tenebroso. Como tem tanta pausa aqui.

Mas aí o que me fez lembrar bastante é que falta algo. E aí falta você. Porque aí você vê que é onde você vai entrar, onde você vai comentar, onde você vai trazer um pitaco. Então, tipo assim, eu fiquei um terço ali do episódio.

realmente faltava alguma coisa. A gente fala, ah, óbvio que falta o Paulo. É por isso que você tá aí sentindo que a narrativa... Faltava eu na sua vida. Faltava. E aí foi bem legal. Foi bem legal também entender que eu ainda tenho algumas opiniões. Eu tenho... Tem outras que não. Mas adorei que eu fazia várias piadinhas que hoje a gente faz que eu perdi ali no meio do caminho quando você entrou, mas eu fazia no passado. Eu fiz várias piadinhas de convênio odontológico.

porque os pais do Hermione são dentista. O setor de piadas veio pra mim. É, eu fiquei fissurado em azevinho, no entanto, dediquei um tempo pra falar sobre azevinho. Tipo, eu falei, tá, porque aí, tipo, ah, tá, porque eu sempre vi aquela plantinha na decoração de Natal e nunca nem correlacionei o nome dela com ela, né.

Tipo, azevinho, que aí eu não faço, eu falo do azevinho, mas não explico como é o azevinho. Azevinho é uma plantinha verde com umas bolinhas vermelhas que tem decoração de Natal. 220 episódios depois. É, e aí eu tô lá falando do azevinho, mas eu não parei um minuto pra descrever o azevinho pra galera entender de que enfeite que é, porque poderia ser a pinha, por exemplo, sei lá.

Sim. Então, enfim. Mas aí eu achei muito engraçado alguns pontos que eu toquei. Levantei algumas perguntas que eu mesmo me respondi e agora eu fiz novas perguntas. Então eu achei que foi muito construtivo, embora muita vergonha. Me reouvir. Eu falei pra você, é bom te ouvir. Eu faço isso às vezes nos episódios.

É bom que eu te questiono de coisas que você tinha dito no passado só pra vocês contradizer. É porque eu não vou ter como saber, né, mona? Porque eu não ouvi e eu não lembro o que a gente falou semana passada. Quem dirá seis anos atrás? Olha como ela é ardilosa.

Como uma serpente. Olha só. Mas assim, adorei a ideia que eu mesmo tive agora. Vou começar a fazer. Mas não faço ainda não. Acabou pra mim. Eu criei o meu próprio inimigo como todo herói. É... Enfim.

Você, acho que tá bom, né? Podemos seguir com você contando sua história. Bem... Girl... White Girl Problem. Isso, White Girl Problem. Lá no aeroporto. Sofrendo porque teve que pagar 30 reais numa coxinha. Essas tinham a reclamação válida. Foi 40. A coxinha, só uma coxinha foi 40 reais.

Uma coxinha e um... Na verdade, não foi uma coxinha. Foi um espetinho de carne e um refrizinho pequenininho zero. Foi 47 e tal lá lá. Gente, é um absurdo. É um absurdo. É um absurdo. Na feira não ficava quinzão. E que aeroporto que você foi? Viracopos. Onde fica Viracopos? Campinas. Campinas. E onde fica Campinas? Do lado de São Paulo. Interior de São Paulo, no caso.

É do lado ali, ó. São Paulo capital. É, do lado da cidade de São Paulo. Dentro do estado de São Paulo, Paulo Rodrigues. Pode ser. Mas assim, aí depende do ponto de vista. Ai, Paulo, pelo amor de Deus. Continua a história do avião, tá? Você tava lá com seu espeitinho de 47 reais, e aí? Não, tá. Esperei horas lá, mas tudo isso aí tava previsto. Cheguei às 3 horas da manhã, de sábado pra domingo.

Domingo, tinha Domingo Livre, fui, caminhei na praia, conheci, assim, o lugar que eu peguei, o lugar que eu peguei pra ficar maravilhoso. Não em Campinas, já lá, aonde? Não em Campinas. Ah, tá, que eu fico em praia? Essa em Campinas? Tá, mas conta pra pessoas qual foi o destino final.

pra onde você estava indo? João Pessoa, na Paraíba porque, aí aqui eu vou me mexer um pouco eu fui palestrar em um congresso internacional de ensino à distância olha ela e aí a gente vai pro segundo girl white girl problem é isso, isso aí, porque ele virou pra mim e falou assim, ai, eu só tinha 30 minutos pra palestrar, agora eu tenho uma hora e meia eu sei o que eu faço, aí eu falei assim, a moda meia despenta eu sei o que eu faço

Tudo que você precisa. Tudo que você precisa é o microfone. É só pôr na sua mão. Siste. Uma hora e meia vai sair. Eu tava sofrendo, tá?

Ela, ai meu Deus, eu não sei o que eu faço. Ganhei mais uma hora. Eu não sei o que eu faço. Ai meu Deus. Eu tava sofrendo. Eu tava sofrendo. Você muito bom do que você faz. Eu por dentro. Ai, mona, me respeita, sabe? A senhora já ia estourar esse tempo de qualquer forma. Não tá nada fora do programado. Eu tenho spoiler. Eu estourei 10 minutos ainda assim. Olha, tá vendo? Ele já ia estourar esse tempo que ele tinha, entendeu?

É um gemiliano com microfone, gente. Não tem erro, entendeu? É só deixar. Mas enfim, aí aconteceu o meu domingo. Pá, curti, boitinho, sol. Fui correr na praia quatro horas da tarde, né? Botei meu look de corrida na praia. Bem Dona Helena. Bem Dona Helena.

De repente, céu escuro. Noite. Falei, gente, mas será que tem fuso horário nesse lugar? Não. E João Pessoa escurece às 4h45. Olha. 5h da tarde, tá tipo 9h da noite. Lua no céu, estrelas brilhando. Falei, gente, o que tá acontecendo aqui? Não ia servir pra morar em João Pessoa. Nem a pau. Assim, eu adorei a cidade. O meu único problema é que ela anoitece muito cedo.

Mas você ama uma vida noturna. Não, eu amo uma vida noturna. Então começou cedo. O problema é que 4 horas da manhã o sol tá entrando na janela.

Tanto anoitece cedo quanto amanhece cedo. Eu sou uma pessoa muito diurna, então assim... Você ia amar. Não, cinco horas eu ia querer ter em casa, mona. Cinco horas eu ia ter em casa. Mas você podia acordar às quatro da manhã. Quatro horas da manhã... Eu fui. Quatro horas da manhã, o pessoal já tá correndo na praia. Problema deles. Você tá jogando vôlei. Que isso. Não é vida, não. É maravilhoso. Não é vida, não. Achei maravilhoso.

Mas enfim, começa o evento, segunda-feira, pá, Paulo nervoso, preparando a palestra, terça-feira à noite inteira preparando a palestra, terça-feira, aliás, segunda-feira à noite inteira preparando a palestra, terça-feira palestrei, foi muito legal, teve muita participação, as pessoas começaram a falar, fiz uma mentirinha, fiz uma mentirinha, falei na palestra coisa que não era verdade, falei, por quê? Vamos lá, estávamos falando sobre o uso de inteligência artificial. E você quer falar, você mentiu e quer contar para as pessoas?

Vou contar, vou contar. Vou contar porque eu quero que as pessoas sigam o meu não exemplo. E aí ela, tipo assim, falando sobre a criação de agentes e tudo mais, e aí uma querida levanta a mão e fala assim, Paulo, eu tenho uma preocupação, que é a gente tá terceirizando parte do nosso trabalho, e como que a gente faz pra não se sobrecarregar de trabalho? Pra não pegar coisas a mais do que a gente deveria fazer? Amigo, eu sou a pessoa que sobrecarrega. Sim. Eu sou a pessoa que fala sim pra tudo. É verdade.

Aí ela falou assim, eu tenho medo de mirar no desempenho e acertar no burnout. Aí eu comecei aí, peguei o microfone e falei, então, querida, eu mirei no desempenho e acertei no burnout. Aí aonde vem a mentirinha? Ela falou assim, mas estou tentando, porque o limite é seu. É a hora que você tem que se autodisciplinar.

pra falar, olha, agora é meu momento de descanso, eu não tenho que me cobrar porque eu tô descansando, porque o meu trabalho tá sendo feito, não tá sendo feito por mim. Claro que tá, foi você que programou, é você que vai aprovar, mas você tem esse tempo pra você descansar. Você tem que botar isso na cabeça. É muito tempo de terapia, é muito tempo de preservação pra você entender que você não tá procrastinando naquele tempo, que você não tá fazendo coisa errada, você tá fazendo coisa certa.

Aí ela, nossa, que legal, né? Aí eu falei, é, aí pensa aí comigo, um dia eu vou conseguir fazer isso. Mas...

Aí você pensa assim, um tico-tico de leve, assim ó.

Mas foi muito bom. Pode falar. Eu nem toco muito nesse tópico, porque senão eu e o Paulo, a gente diverge. Porque o Paulo está terceirizando um nível, eu como estudante da segurança da informação, eu acho que ele está dando os acessos aí meio complexos. Mas assim, ele fala e aí eu falo assim, eu vou ficar quieta morando no meu cantinho, porque então a gente vai brigar.

Mas eu acho que ele anda dando os acessos pra mil complexos. Eu acho que ele não devia fazer, mas só se vive uma vez. Elas vão destruir tudo mesmo. De todo jeito a gente vai ser substituído. Então, pelo menos vou aproveitar os momentos que me restam. Tá certíssimo. Antecipar o seu burnout.

Mas e aí? Aí beleza, tal, terça-feira dia inteiro de palestra e evento aí sim, você chega cansado, eu quis manter minha atividade física bonitinha, embora minha alimentação não tivesse sido maravilhosa aí minha atividade física bonitinha, então eu saía correr ia pra musculação, pá por quê? Porque o evento ia acabar na quinta-feira e eu ia sexta-feira aproveitar porque eu só vou voltar no sábado e aí

Beleza. Quinta-feira, meio-dia, não tinha mais palestra que me interessasse, assim, tava no final do evento, falei, quer saber? Chamei um Uber, fui pro centro da cidade e fui fazer aquele rolê que eu adoro fazer e que as pessoas não curtem muito, que é, boto uma mochilinha, me visto de morador e vou pra mercado central, vou pra toda a parte velha da cidade, meio que centro cultural, assim, pra conhecer as coisas, mercadão e tal.

jurando que tá todo mundo achando que você é local. Eu amo. Não. A galera olha assim. A galera lá veio turista. Aí e assim, passa pelos camelódromes, passa por tudo. Aí tô andando no meio do rolê assim, encontra um museu. Você foi no Mercadão Municipal?

Você comeu pastel gigante? Ou você comeu o sanduíche de mortadela? É que assim, eu já fui várias vezes no Mercadão. Então eu já comei pastel gigante, já comei o sanduíche de mortadela, já gastei horrores com tâmara e morango, já comprei carne de jacaré. Não caiu no golpe, né? Das frutas, cara. Não, não caiu no golpe. Mas eu comi todas as frutas e aí eu comprei um pouquinho de morango. Mas não caiu naquele golpe maluco de gastar 300 conto no... ... ...

Uma bandejinha de fruta. Enfim. Aí fui, passei para lá, beleza, bonitinho. Falei, vou voltar para o hotel, tomo um banho e vou sair jantar. Por quê? Não, não. Porque eu saí jantar não. E vou para a cidade do lado, que eu só ia no outro dia. Que é onde tinha o pôr do sol lá do jacaré.

Eu falei, beleza, vou, não tô cansado. Fui para o pôr do sol de acaré. Maravilhoso. Do nada tem um tiozinho todo vestido de branco num barquinho. Andando no mar. Tocando saxofone para o pôr do sol.

É lindo. Não parece ser lindo, mas é lindo. Muita gente parada em volta, assim, pra ver o pôr do sol. Todo mundo aplaudindo o sol. Ai, mentira. Eu acho tão cafona. Aplaudiu o pôr do sol. Cafonérrimo. Cafonérrimo. Mas as pessoas estavam aplaudindo o sol. Eu vou fazer o quê? Vou contra? Massa? Não vou. Não vou. Vou aplaudir o sol também. Aplaudir o sol, sim.

Aí, feirinha legal, um monte de gente tocando, piriri, eu sozinho, né? Fui pro boteco lá, com um barzinho lá, fiquei lá, fiz minhas amizades, beleza. Cheguei em casa, resolvi sair e começou a chover. Falei, como eu vou embora pra cidade vizinha? Não sei. Fiquei lá um tempo pra conseguir um Uber depois de meia hora. Já tinha achado um hotel pra dormir. Não, não, já tinha achado um hotel pra dormir lá mesmo.

Mas consegui meu Uber bonitinho, pá, voltei. A hora que eu cheguei na cidade, então fui no hotel, o mundo começou a cair. Chuva, chuva, chuva, chuva. Fui pro hotel, beleza. Chovendo. Minha sexta-feira era fazer o quê? Eu ia fazer um passeio de barco até uma ilha que ela depende da maré. Quando a maré tá alta, não tem ilha. Quando a maré tá baixa, tem ilha. Já tinha pago, já tinha... Conseguiu pelo menos o dinheiro de volta?

Consegui. Os caras são muito de sentir boa lá. É porque tem que ser um pouco compreensível nessa situação, né? Não tem o que fazer, não tem como ir. Mas assim, eu falei, achei, se eu fosse pegar 50%, né? Tipo, olha, posso devolver a tarde? Não, eles me ligaram. Falaram, ó, não vai rolar, qual o seu pico que eu vou te mandar dinheiro. Achei, legal. Enfim, chuva, chuva, chuva, não consegui sair. Eu consegui sair de casa, sei lá, 4 da tarde, me deixou vendo.

Porque eu tinha, né, que pelo menos comprar lembrancinhas, bolo de rolo, bala de não sei o que. Fui embaixo de chuva mesmo, pá, fiz uma bolha enorme no meu pé, o que eu não fiz de bolha correndo, eu fiz de bolha com aquele maldito tênis que eu tava. Gigante, assim, gigante. Tive que ficar de chinelo o resto do dia. Do dia não, né? Tive de chinelo até agora. Não sei como é que eu vou trabalhar amanhã, porque a bolha tá gigante aqui.

Mas enfim. Daqui a pouco não dá pra aproveitar a praia. Ela estourou sozinha. Não foi eu que estourou, não. Foi ela que estourou mesmo. Não dá pra aproveitar a praia porque tava chovendo.

Consegui tirar meia foto. Não dava pra aproveitar a piscina, porque a chuva estourou uma parte da piscina. Era muita chuva. Não deu pra ir no restaurante, porque eu deixei pra gastar dinheiro pra ir no restaurante que eu queria. Chamava Mió do Sertão. Que era um big no restaurante chique, assim. Eu abriu por causa da chuva. No último dia, né? Destruiu a infraestrutura do restaurante. Era muita chuva. Eu falei, não vou conseguir ir embora, porque eu não parava de chover. Meu voo era onze e meia.

Não, o embarque era 11h30. 9h, parou de chover. Limpou o céu. Menos mal, pelo menos não perdeu o voo. Não. Podia ser pior? Aí cheguei... Não, podia ser pior. Aí cheguei 11h30 lá, bonitinho, pra levar bagagem, todo mundo dentro do avião na hora certa daqui a pouco. Gente, um passarinho bateu no avião, a gente vai ter que dar manutenção, todo mundo desce.

Não é possível. Não é possível, não. Esse tamanho do passarinho, tamanho do avião. Coitada do passarinho. Mas o passarinho conseguiu acertar a hélice do avião e entortar a hélice do avião. Meu Deus. Aí, beleza. Tá, desce, atrasa duas horas, volta pro avião. Uma hora voando, daqui a pouco o médico, alguém é um médico. Daí vai o aeromoço, o que também conhecido como comissário de bordo, pega o telefoninho dele e fala, algum médico na cabine, não sei o que, não é, não é.

O médico sai correndo, tinha um perdido, vai lá, fica duas horas com a mulher. Mas uma hora com a mulher lá, eu não sei o que aconteceu. E aí tinha muita gente que tava voando pela primeira vez. E aí, como tava de noite, as pessoas passando no mal, já tinha passado pelo estresse de sair e volta, começou a dar crise de pânico nas pessoas. E a gente suando, gente tremendo, e assim, uma dó que eu não tinha o que fazer. E essas pessoas viajando sozinhas pela primeira vez no voo.

Daqui a pouco uma senhora do meu lado começa a passar mal. Hiperventilar. E suar. E aí eu olhei pra senhora assim, acho que não sabia, vai ter um troco. Eu falei, posso pegar a mão da senhora? Posso? Essa mulher agarrou na minha mão e eu voei as outras duas horas inteiras.

Com essa mulher de mão dada comigo. E assim, filho do céu. A gente vai morrer. Eu falava, não, senhora, pode ficar tranquilo. Mas teve turbulência. Não tinha. Então, isso que eu ia falar, não teve uma turbulência. É só porque a pessoa passou mal na frente. É, tipo assim, várias pessoas passaram mal porque era a primeira vez de todas elas viajando, tiveram o trauma de ter que sair e voltar, e viu a pessoa passar mal. E aí, assim...

Elas entraram em pânico. Aí a senhora fala assim, a gente vai morrer. É, eu falava, não, pode ficar tranquila, senhora. Tá muito tranquilo. Não tá nem traqualhando. Vai dar certo. Mas e se a gente morrer? Eu falei, a gente vai junto pro céu. Mas não vai. Não vai. Não vai. Cada um cuida da sua própria salvação aí. Não dá pra garantir que vai todo mundo sumir, não. Aí, enfim, chegamos em São Paulo, finalmente. A senhorinha estava em São Paulo. Que Deus a tenha, assim, cuide dela.

e aí chegamos em São Paulo não tinha lugar pra sentar, porque o aeroporto tava lotado três horinhas ali sentado no chão, trabalhando sem dormir não obstante cheguei em Maringá num avião que tinha cinco pessoas só o ar-condicionado torando

E era aqueles aviõezinhos pequenininhos, sabe? De hélice. Que fica fazendo ziiiim no avião inteiro. Foi uma hora e vinte. Porque por algum motivo demorou uma hora e vinte. Sempre demorou uma hora de São Paulo, Maringá. Mas por algum motivo demorou uma hora e vinte. Eles estão fazendo ziiim na minha orelha. Eu cheguei no Maringá e já tenho uma hora de carro. Seu carro tava lá?

Não, a faculdade mandou um motorista, um Uber, que é um VX, né? Aí cheguei lá, o motorista estava lá, pedeia um minutinho, conversando e tal, e eu morrendo de sono. Aí ele falou assim, minha esposa te mandou um beijo. Eu, quê? Ah, porque agora eles estão andando tudo com câmera nos carros.

É, então. Aí eu falei, ah, quem que é sua esposa? Acho que ele nem tinha câmera no carro. Acho que ele que me trouxe pro aeroporto e foi me buscar. Ele disse, ah, minha esposa é fulana de tal, assim. Foi aluna sua de direita. Falei, nossa, é verdade. Ah, Jesus amado. Sei. Problema de cidade portuguesa. E aí, é.

E aí começamos a conversar, e aí falamos sobre relacionamentos, e ele falou toda a vida dele, de como era. Ele tem 26 anos, está casado, ela tem 24. E aí ele falou que tinha os problemas, daí ele falou que só falou dos traumas dele, e aí o Paulo cruzou a perninha, ativou o modo psicólogo, e veio de Maringá a Campo Morão, trabalhando o relacionamento das pessoas.

É por isso que a minha nota do Uber é baixa, porque eu ia pegar o meu fone de ouvido. Ia falar... Tá vendo? Licença, moça. Eu tô entrando numa reunião agora. Ia só colocar o fone de ouvido. Tá vendo? Ia fazer assim. Não pode ser assim. Sim, estou ouvindo. Ia passar a viagem tudo assim. Claro, claro. Estou ouvindo. Sim. A câmera está fechada, mas eu estou acompanhando vocês.

Pode seguir com a reunião. Estou em trânsito. Era isso que eu ia fazer. Estou em trânsito. Jamais. Entendi. Jamais. Enfim, cheguei em casa, era duas da tarde, depois de muitas horas de rolê, mas com uma sensação de que curti. Aproveitei tudo que eu podia aproveitar na cidade de uma pessoa.

Inclusive, recomendo, João Pessoa, para quem quiser ir passear, é uma capital não muito movimentada, nada perigosa e com preços absurdamente acessíveis, tá? Conversando com os nativos de lá, eles falaram que, inclusive, está caro para eles. E aí tem problemas, obviamente, como todos os lugares que estão em expansão. Falta de emprego é um grande problema. As pessoas que estão indo morar lá, são muita gente aposentada que está indo para lá.

E aí tá indo com uma grana alta, aí, por exemplo, um coco verde custa 5 reais na beira da praia. E eu falei, nossa, é muito barato. Aí o nativo falou assim, é, é muito barato pra quem vende fora, mas pra gente que a renda média é um salário mínimo, era 2, até o ano retrasado custava 2 reais, agora custa 5. Então, é, tem esses problemas aí. Mas é muito bom, vale a pena. Entendi. Fique de indicação.

Adoramos, Paulo. Graças a Deus você está bem. Está ótimo. Pronto para voltar a gravar.

Sim, eu acho. Vamos dar aqui alguns recadinhos importantes, né? Siga a gente no Instagram. A gente é o MPottercast, eu sou o Itacente e o Paulo é o Rodrigues PH. Você pode mandar o seu pix através da nossa chave, que é mundopottercast.gmail.com. Dessa forma, você ajuda a manter a gente semanalmente no ar, o que é muito importante, né?

Assim como os quatro queridos já citados anteriormente. Exato. Esse também é o e-mail para você poder mandar a sua coruja. Mensagem, recadinho aí que você pode estar mandando para a gente. Para a gente poder ler aqui no programa. E Paulo Rodrigues. Eu. Temos corujas hoje? Temos corujas hoje. Temos uma coruja hoje. Beleza, então. Por favor.

Queridos, queridas, se preparem, pois ele, o rei da poção polissuco por gravidez, está de volta. Ai, eu amo. A corujinha vem de Sr. Luan Elias Furtado, que é o Luan da poção polissuco e não o Luan do pedido de casamento, só pra deixar claro. E ele diz o seguinte... Ele também se esclarece já, né, quem ele é, né. Amo. É. Olá, mundo Potter.

Paulo, Ita, editor e possível convidado. Não temos possíveis convidados hoje. Aqui é o Luan, que engravidou de polissucro. Estamos vendo um episódio de Quadribol, em que vocês comentaram sobre a nova série de Harry Potter e tive crise de ansiedade mais crise existencial. Meu Deus. A gente tem que mexer na medicação.

Mas a crise de ansiedade dele me gerou crise de ansiedade. Juro, né? Então vamos lá. Juro, porque eu não tinha pensado nisso até agora. Vamos lá. O que vocês acham que vai acontecer com o parque de Harry Potter quando tiver esse rebrand de identidade visual? Por quê? Pelo que eu conheço, todo parque é com a identidade dos filmes, além de ter a cara dos atores que interpretavam antes, como Rupert, Daniel e Emma.

Por que isso me deu tanta crise? E aí eu fiquei pensando, por que isso deu tanta crise pra ele? Até eu ter minha própria crise. Porque eu já fiquei a um triz de reconhecer os parques de Orlando. Não sou de família rica, na verdade, bem pelo contrário. Mas minha mãe trabalhou e conseguiu bancar uma viagem pra Orlando pra eu ir apenas, sozinho. Acompanhado da minha tia. E ia ficar lá por alguns dias.

Fiz vários planos e estava tudo bem concreto na minha cabeça. Mesmo o inglês não sendo dos melhores, na época eu tinha 16. E que época? A viagem estava marcada para março de 2020. Onde, quando faltava apenas uma semana para embarcar, os parques fecharam por causa de uma pandemiazinha aí. De Covid-19. Então meio que a minha viagem cancelou. Minha mãe utilizou o dinheiro para outras coisas e agora só tenho esperança de conhecer lá se for eu mesmo pagar. Coisa que vai demorar um pouco. Pera.

Ele tinha 16 em 2020? Aham. Meu Deus, ele é muito jovem. Eu não imaginava que ele fosse tão jovem. É, ele tá no auge dos seus 21, 22 aninhos agora, amigo. Não, ué.

Se ele tinha 16. Em 2020. É, tá certo. Mais 6 anos. Isso mesmo. Eu esqueço que eu não sou bom de matemática. Ele adora discutir matemática comigo. Eu não adoro. Eu buguei. Mas tudo bem. Entende. Enfim, ele fala que vai demorar um pouco porque ele é um universitário ferrado que sou.

E aí minha crise existencial tá junto com ele, entendeu? Porque eu não tinha pensado no rebranding. E aí se muda tudo, eu não vou ter conhecido. E eu tô... Far, far away de conseguir ir pra Orlando também, entendeu? Muito provável. É muito mais fácil você...

Criar uma ala nova do parque. Onde você vai ter uma ativação nova do parque. Do que você mudar o parque inteiro. Que já está pronto e funcionando. Ou na nova sede. Em um outro lugar do mundo. Onde não tem um parque de Harry Potter. Aí eles vão lá. E o novo vai ser com essa cara. Entendeu? Ao invés de com a cara antiga.

Eu fiquei pensando nisso, mas no fundinho ainda me deu um pouco de crise. Então, eu não tenho essa crise também, e aí assim, é mais particularmente minha mesmo, porque a possibilidade de eu realizar esse sonho dentro da minha realidade, ele é muito baixo, muito baixo. Então eu não me permito sonhar. Então como eu não me permito sonhar... Não...

Não tenho como sofrer por isso. Porque a probabilidade é muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito pequena, infelizmente. Eu sempre me permito sonhar. Não que eu vá conseguir, mas me permito sonhar. Sonhar é uma coisa importante neste capítulo. Dicas de passagem que nós vamos comentar. Já diria me seguir, sonhar, nunca desistir, ter fé. Pois fácil não é nem vai ser.

Não, mas fiquem tranquilos. A ansiedade de vocês está mais direcionada para ter mais um lugar para que vocês visitem. E não para não visitar um lugar que já existe. Porque ele não vai deixar de existir. Só vai acrescentar um degrau a mais. Porque, por exemplo, hoje, quando a gente pensa em visitas de Harry Potter, aí você tem os estúdios,

Já fui. O Paulo foi, mas eu nunca fui. Então tem os estúdios e tem o parque. E tem Paris também, não tem? Ou só tem a Disney em Paris? Mas é que tem uma ala de Harry Potter em construção em algum dos parques, eu não lembro agora.

A galera que manja de parque mesmo Ela vai entender Mas se eu não me engano tem Tem uma ala inteira sendo construída Mas eu acho também Eu acho que a gente tem design de produção Que vão ser diferentes Então quando você for lá na Dedos de Mel Você vai ter As embalagens de feijõezinhos De todos os tabores clássicos Dos filmes E você também vai ter a da série

Então o que você vai ter, vai ter mais um produto pra você poder adquirir. Mais uma coisa pra você gastar dinheiro. Exato. Entendeu? Isso eu acho que vai estar atualizado nos parques, entende? Tipo, ah, um uniformezinho de quadribol. Você vai ter o clássico lá e vai ter o da série, entendeu? Então produtos de merchandising vão ser só duplicados. Entendeu?

Então, podem ficar tranquilos que vai poder comprar o sapinho de chocolate com as duas caixinhas. E eu vou te dizer que tem uns designs já... Tipo, eu achei a caixinha de feijãozinho de todos os sabores muito mais legal. A da série que foi mostrada e a do sapo de chocolate também. Achei fantástica aquelas caixinhas. Então, assim, é sobre. O que mais que o queridão fala aí?

Bom, o Luan faz o seguinte. Bom, minha opinião sobre os parques é meio duvidosa por querer sentir aquela nostalgia que me foi roubada. Mexe muito comigo e me deixa muito mal e até com raiva de pensar que eles podem querer mudar os parques. Mas também parece inviável eles reformarem tudo, fazerem um rebrand de tudo. Mas também parece algo meio batido eles continuarem com uma identidade visual velha, né? Então o Ita acabou respondendo tudo isso daqui. É porque pensa que Hogwarts... ...

Vai continuar sendo Hogwarts? Claro que a parte interna a gente já viu que algumas coisas vão mudar. Vão. Mas tipo, fora vai ser sempre igual. Já foi construído aquele imagético. Não tem necessidade de mudar isso, sabe? Mas agora você tem uma outra versão da Nimbus 2000 sendo vendida. Que você pode comprar. Se não dá pra comprar a outra que era cara, imagina essa. Então, mas... E...

A ideia é essa. Você não vai deixar de ter um. Você só vai ter mais um pra querer. Então, no final do dia, funciona. Viva o capitalismo! O Luan manda um beijo e... Tchau!

Façam como o Luan Mandem suas mensagens pra gente Através do mundopottercast Arroba gmail.com Ou também podem deixar na DM do Instagram Que é mpottercast Não é arroba nenhum É arroba mpottercast Só sinalizem que é uma coruja

Sim, e não façam como o Luan e não tenham crises existenciais porque Luan, fique tranquilo, vai dar certo Você vai conseguir no parque você vai mais de uma vez pra você poder ir na versão da série, na versão do filme, vai funcionar, vai dar certo eu acredito nisso, tá bom? Fica com seu coração Amém? Amém, amém, com certeza Pastor Acho que tá na hora da gente falar sobre o capítulo, né? Não dá mais pra enrolar Não dá mais pra enrolar

Mas eu não enrolei até agora, a gente só teve coisa boa. Tá, mas... Não era nesse sentido que eu quis dizer. Ai, inferno. Então tá bom, vamos comentar o capítulo de número 12, O Espelho de Ojezade. A gente passou bastante da metade do livro.

Sim, tá acabando. Tá acabando já. Parece que é muito rápido esse troço. Não gostei. Porque é curtinho. É curtinho. Então, mas na minha cabeça... Porque, assim, de novo, né? Embora esse seja um dos livros que eu mais leio, é um dos que eu menos li. E aí, pra mim ele era longo. Nossa, como ele era longo. E ele não é longo. Não.

Ele é perfeito. Tô triste. Tô triste. E aí, antes da gente começar a fazer a leitura, queria trazer alguns pontos que eu, que vos falo, refletir mais agora nessa releitura.

junto com ter ouvido o meu próprio episódio o original uma coisa que veio muito pra mim agora é o sentimento do capítulo porque quando a gente está com o filme, o natal do Harry não é tão feliz no filme ele, claro, tem alguns pontos de felicidade ali, mas ele não é tão celebrado, e o capítulo não eu já tive

O capítulo, ele vai ter um alto e baixo ali do meio pro final, até por conta do espelho de Ogesed, quando a gente chega lá a gente conversa sobre. Mas o fato de o Harry não ir pra Rua dos Alfeneiros é muito positivo.

pro Harry, e ele traz um tom muito otimista, o Harry tá realmente passando melhor na tal da vida dele então o texto traz isso é divertido, é legal pro personagem, e por mais que no filme o natal do Harry seja mágico, no filme ele tem um tom mais melancólico é uma escolha da direção tô dizendo que tá errado, que tá certo mas é curioso, porque quando você tá na releitura, você espera por um peso emocional ali que na verdade é diferente eu já tive

Então, nessa releitura, eu pude apreciar mais as notas de felicidade do nosso pequeno Harry, neste momento maravilhoso. E quero dizer que Fred e Jorge, eles brilham muito. Brilham muito, eles dão o tom deste Natal. Então, achei maravilhoso.

Aí você falou, brilhou muito, eu lembrei de uma coisa que não tem nada a ver. Eu tenho coisa pra falar sobre isso, eu só falo de coisa que não tem nada a ver, que é as giras dos jovens.

Eu tô... Farmando aura? Com hiperfoco. Eu fiquei com hiperfoco muito grande em farmando aura, 6x7 e tancar. Embora tancar seja algo que eu uso há muito tempo. É, porque não é tão jovem assim. É, então. E não é de um jovem essa gíria, mas eles estão lá. Mas qual que era a gíria? Qual que era a ideia? É que eu vi um adolescente falando assim, tá, beleza.

Vocês visuou muito sobre isso. Mas qual era as gírias que vocês usavam que seus pais não entendiam nada? Que faziam qualquer sentido pra vocês? Aí eu comecei a pensar. E uma delas, né? E todas as nossas vinham de um lugar só. Que era o pânico na TV, né? Que por diante não gostava, mas as gírias ficavam. Aí eu comecei a lembrar do tipo... Você falou do brilha. Tinha o brilha muito do Corinthians. Que até hoje eu não sei o que que era.

Mas toda hora alguém falava brilha muito no Corinthians. Tinha o Antônio Nunes. E aí do nada alguém batia na perna. Tinha o meu óculos ninguém sai.

E esse daí, não lembro do meu óculos Ninguém Soi? Não, esse daí você conhece. Certeza que você conhece. E aí tinha o do Gás, que tinha o funk do Gás, e aí do nada uma criança falava Oh, Gás! Oh, Gás! Isso, sim. Até porque isso já apareceu em episódios antigos nossos, por conta do Gás passar aqui em casa, na rua, a gente já... Mas esses outros aí, muito hétero, eu não... ...

Pode ser, pode ser. Mas eu fiquei pensando em tudo que a gente faz e falava antes e ficava zoando eles. Aí eu parei de zoar o Farma Aura, entendeu? Deixei o Farma Aura em paz. Eu acho que o Farma Aura é de boa, assim. Eu acho que o Six Seven pra mim, ele... Ele é muito... Ele é too much pra mim.

Então, mas aí eu fiquei pensando no 6x7. Por quê? Ele faz 6x7 e dá uma mexidinha assim, né? Você sabe de onde vem isso? Ah, eu vi. Eu vi. É um vídeo nada a ver, não tem explicação nenhuma. E aí, na minha época de adolescente, tinha o mais ou menos, mais ou menos, que ficava balançando a minha cabeça também. E era a mesma coisa. Não significa porra nenhuma. É.

Mas a gente ainda acha uma entonação melhor pra colocar. Mas, sabe, eu acho que esses que a gente importa de fora, como 6x7, eu acho que eles... Não sei. Mas é o jovem. Ele tá certo. Ele tem que criar o dele. A identidade dele. É a era dele. É o momento dele. Então, tipo, pra mim tá tudo certo. Vai ficar velho um dia.

Vai! Eu achei que nunca eu fosse ficar velho. E cá tô eu acordando sete e meia da manhã no domingo. O seu roteiro hoje, entendeu? A quantidade de bicho que tem. Tem bicho, mano. E referência ao escritório. Nossa, você tava no mundo de trabalho quando você escreveu esse roteiro mesmo. Eu tô igual a Adel.

Eu escrevo pra gente da minha idade. Bom, você trouxe o tom, porque assim, a quantidade de comparação com coisa de escritório dessa semana, meu Deus. A minha vida não foi fácil essa semana, amigo. Eu estava vivendo uma pessoa com muitos problemas aqui, mas muitos. Chegou uma hora que eu falei pra menina que trabalha comigo, eu falei assim...

Não dá. Eu tô trabalhando mais aí, daqui, do que eu trabalhei essas últimas três semanas. Eu preciso de um minuto de pai, porque eu também tenho coisa pra resolver aqui. Resolve, pelo amor de Deus. Resolve. Faz você. Foi só o desabafo, gente. Eu tive de tudo, assim. De pedido de demissão, a pessoa morrendo, a aluna entrando com a convidoria, tudo junto. Foi um caos. Foi um caos. Foi um caos. Então, desculpa aí as comparações do escritório.

tá tudo certo, tá tudo ótimo faz parte só quis fazer essa sinalização pra galera poder sentir o clima que vai ser vocês estão sentindo o clima de 30 maios é assim esse é o tom de hoje mas assim

Se a vida do Paulo não está fácil, imagina dos estudantes de Hogwarts. Porque assim, a gente precisa falar do nível absurdo que é o mês de dezembro nessa escola. Para começar, o capítulo abre...

Com o que é tranquilamente a maior ironia dramática de toda a saga. É, bicho. Eu odeio você colocando o bicho aqui. Bicho, presta atenção. Bicho. O lago congela. A neve cai. E o frio desce.

está sendo errada. A gente estava no outono nessa música. Ai, é que eu não podia deixar de não fazer uma piadalta passante. Eu gosto porque o texto traz, assim, que está muito frio. E não importa o quanto esquente o castelo, ele está frio, não tem o que fazer. O frio corta pelos corredores, porque é um castelo antigo. É tudo feito de pedra. É um gelo danado pra todo lado. Não importa. Uma delicinha.

Uma delicinha. Ah! Friozinho. Pra quem eu odeio. Eu sou do calor. Então, assim... Ah, eu amo. Imagina o frio cortando os corredores, sabe? Tipo, a sala do Snape, sair fumacinha pela boca quando você fala. Então, assim, tenebroso.

Aí tudo bem. Aí qual é a contradição que o Paulo traz aqui? Porque os gêmeos, né? Eles tomam advertência. Por quê? Eles ficam enfeitiçando bolinhas de neve pra quicarem na parte de trás do turbante do Quirrell.

E aí o Paulo levanta assim, como que o Waldemar não fez alguma coisa com essas crianças? Ele tá recebendo bolada da cara de neve, sabe? Há dias a fio, entendeu? E aí ele não faz nada, ele fica só quietinho ali, recebendo as boladas. Não é do feitião do Lorde das Trevas, entendeu? Então ele teria feito alguma coisa ali contra os meninos, você acha? E eu preciso confessar uma coisa. Eu nunca...

Nesses anos de trabalho a fio, sei que vocês vão lembrar da referência do pica-pau. Dessa empresa vital. Dessa empresa vital, verdade. Eu nunca tinha me tocado porque eles estavam tacando bola de neve no Voldemort. E aí, a hora que eu me toquei disso, dentro do meu quarto, lá sozinho, no hotel.

Eu gargalhava. Mas eu gargalhava muito, entendeu? Tipo, como que ele não faz nada? Como que ele não vai, sei lá, jogar uma vada nessas crianças? Por muito menos ele matou mais gente. Mas dá pra pensar que o Quirrell ainda não foi possuído. Às vezes o Quirrell foi possuído depois do Natal. A gente sabe que não. Não, a gente já teve essa discussão. A gente já teve essa discussão. A gente sabe que não.

Mas dá, vamos pro lúdico, vamos pro lúdico. O Voldemort também é suave, sabe? São só crianças. Ele não mata por tão pouco. Ele matando a criança de um ano porque ele ouviu meia profecia. Ele ouviu não, porque fofocaram pra ele meia profecia. Contaram pra ele.

Sério, eu chorava. Eu chorava. Eu rio horrores com essa parte. Beleza. Mas a gente desce pras masmorras e entra na questão de governança falida de Hogwarts. Eu... Olha essa frase. O jovem não entendeu nada.

que não superou ter sido humilhado no quadribol, decide apelar pro assédio moral contra o Harry. Primeiro, ele tenta zoar o Harry por não ter família pra voltar no Natal. E a ironia é que a Rua dos Alfereiros, né, não é... não é onde o Harry quer estar. Então, tipo, não atinge o Harry como ele acha que iria atingir, claro.

O Malfoy está falando sobre o fato de o Harry não ter família. Isso, obviamente, toca no lugar. Toca em algo ali dentro dele. Mas o fato de ele não ir para a casa dos tios e permanecer no castelo é algo extremamente positivo. No entanto, o Harry foi o primeiro a assinar essa lista quando a McGonagall passa, perguntando quais os alunos vão permanecer no castelo durante as férias de Natal.

Então, pra ele, tá meio que suave. É meio chato, mas tá tudo tranquilo. Acho também interessante pontuar que o Malfoy tenta desmoralizar a vitória ali da Grifinória, mas ele não consegue. E é por isso que ele vai muito pro lado pessoal, em cima do Harry.

Porque a galera não compra as piadocas que ele tá tentando fazer. Com o Harry ter engolido o pomo, né? Zoando como um sapo poderia ocupar o lugar dele. Mas, tipo, tá todo mundo muito impressionado. O Malfoy é muito ruim de piada com alguém engolindo bolas. Se fosse eu, tinha feito coisas melhores. Ixi, essa criança tava ainda mais traumatizada se fosse com você. Tava, tava. Malfoy é ruim de piada. Malfoy é ruim de piada. É porque ninguém é melhor do que uma gay na hora de...

É o nosso instinto de... De uma piada sobre engolida. Tem como. É natural. Tá no nosso DNA. Aí, aí. Mas, assim, ó. Tá tudo sussa. Tá tudo tranquilo. Malfoy tá ali tentando, mas o Harry tá na dele. Tá tudo certo.

Bom, a aula acaba e eles vão para o jardim. Lá fica de boa, curtindo a sua vibe, curtindo a sua paz. E eles encontram o Hagrid ofegando, carregando árvores gigantescas, pinheiros gigantescos, que ele mesmo está cortando.

Ah, e tem uma discussão ali, uma conversa, o que você tá fazendo com isso? O Hagrid é Natal, árvore, gente. Sejam lúdicos, entendam porque que árvore vai servir. Mas aí... O Hagrid, não, já que você vai fazer de qualquer jeito, eu não vou fazer de qualquer jeito. Eu vou fazer do jeito certo. O Hagrid está cortando... Eu estou lendo, para de me interromper. Essa não é nada menos, nada mais, que a décima segunda, o décimo segundo pinheiro que o Hagrid está cortando. Eles já nem estão mais do lado de fora, eles estão do lado de dentro já.

O Hagrid tá carregando o pinheiro pra dentro. O Rony pergunta se o... se o Hagrid quer ajuda. E aí que... Peraí, vamos fazer uma pausa. O que o Rony ia ajudar? Um moleque de 11 anos sem força nenhuma pra carregar uma árvore gigantesca.

Eu achei fofo da parte dele. É aquele tipo de momento... É só simpatia. É aquele tipo de momento, ah, sei lá, quer que eu tire um pouco de neve da sua cara? Quer carregar a árvore? Apesar que agora ele sabe usar o Wingardium Leviosa, talvez ele vai usar. É.

né? Não sei. Enfim, Hagrid tá ali carregando ali a arvorezinha bonitinha pra levar pro grande salão. Eu tenho uma pergunta. Acho que a gente faz assim, você lê todo o roteiro e eu vou te interrompendo. Gostei dessa dinâmica. Mas a minha pergunta não era essa.

Qual é o limite do Wingardium Leviosa? De peso. Será que quanto mais musculação um bruxo fizer, mais peso ele consegue levantar? Será que a musculação é física ou é treino? Não faço ideia. Porque se fosse assim, o...

A estatura, a força física do bruxo vai ser importante pra execução desse feitiço, dos objetos, porque você tem que levar em consideração o Fleet Week. O que o Fleet Week só vai conseguir carregar? Então, talvez o treino não seja físico, talvez o treino seja psicológico. Eu também não sei se o Fleet Week é bom em Vingar de Leviosa. Mas é que eu fiquei pensando... Ele é um professor de feitiços.

Se tem uma coisa que o Fleetwick sabe fazer, é feitiços. Amigo, deixa eu te contar uma coisa que ninguém sabe. Professor é bom em teoria. Não, não, não. Em prática já ficou difícil. Não, já ficou difícil. A não ser o cargo de defesa contra a arte das trevas, que a gente vai ter só um ali que realmente manja, que é o Snape. Adivinhação.

Trato das criaturas mágicas. Ah, Trelawney quando... Ué, tratar a criatura bem, o Hagrid sabe agora, se ele sabe passar isso pras crianças. O Hagrid é o contrário, né? A teoria não é boa com ele. Ele não sabe passar isso pras crianças, mas ele trata as criaturas muito bem. Então, às vezes, a gente não vai criticar o corpo docente de Hogwarts agora. Pelo amor de Deus.

Agora voltando, tô falando sério. Assim, sério, não tem respostas, eu sei. Mas você falou, ah, ele podia usar o Vingar de Levioso pra levantar a árvore. Aí eu fico pensando, qual é o limite desse troço? Será que é por bruxos? Será que é por... E aí, assim, se o Harry, o Hermione e o Rony usam o Vingar de Levioso ao mesmo tempo na árvore, fica mais fácil de carregar? Ah, eu acho que talvez sim, porque eu acho que deve ter mais a ver com concentração também.

Porque não se fala muito sobre mana, né? Nível de energia, poder em Harry Potter. Você não vê eles cansados por ficar conjurando magia e tudo mais. Em Hogwarts Legacy fica. É verdade. Boa, é canônico, então.

Ok, temos aí um ponto. Talvez sim, talvez influencie sim. Talvez tenha um limite para cada... Acho que o próprio peso seria um ótimo parâmetro para se erguer algo, sabe? Não conseguir erguer algo mais pesado que a si mesmo. Ou duas vezes o seu peso, talvez. Sim. E aí você pode se esforçar para... Nossa, ia ficar muito bom se a sua força mágica, nesse caso, dependesse da sua força física.

Nossa, gostei. Vamos reescrever esse livro. Ou vamos escrever o nosso. É, faz mais parte. Nossa, será que vem aí o mundo Potter? Por sinal, em muitos adendos, você tá tirando muito foco do roteiro. A gente não saiu ainda da primeira parte. Mas quem eu estou assistindo, queria que vocês me ajudassem a convencer o Paulo a assistir Whithead Atelier. É um mangá, no caso é um anime, né? Que eu estou acompanhando.

sensacional. E o esquema de magia deles é bem diferente, é muito interessante. Eu estou fascinado. Vocês deveriam assistir também, quem está me ouvindo, pra gente comentar. Está saindo toda segunda-feira um episódio novo na Crunchyroll que está saindo já dublado.

Então isso é legal. Nesse universo é dito que poucas pessoas podem usar magia, só um grupo seleto. Ah, tá. Eu tô olhando aqui e falei, já conheço esse. Sim, você já falou sobre ele. É, acho que eu falei pra você no off. Verdade. Muito bonitinho a arte. E já no primeiro capítulo a gente descobre que isso é uma grande mentira.

Que na verdade qualquer pessoa pode utilizar magia, mas isso é um segredo. E aí tem um motivo para isso ser um segredo, que aí a história está contando para a gente, junto com a nossa protagonista, que é a Coco. E o esquema de magia aqui, ele é voltado para símbolos, que não é algo atípico na magia. A gente vai encontrar vários universos mágicos que símbolos são importantes para a magia.

Mas aqui ele tem toda uma questão de a magia e como ela é estruturada e o ambiente em volta. Ele é importante. Ele tem algo meio alquímico em relação à magia.

De você ter que usar aquilo que está à sua volta. Nesses símbolos. Para que eles possam fazer aquilo que você está conjurando ali. E tem muito mais... Me lembra Full Metal. Lembra um pouco Full Metal. Mas é diferente. Não... Lembra por conta da alquimia. Mas é diferente. Enfim.

é extraordinário, no entanto assim a varinha não é uma varinha é uma caneta, entendeu? e aí tem toda essa coisa de eles precisarem de superfícies pra eles desenharem você tem uma tinta que ela é especial pra isso enfim

É muito, muito, muito legal Eu estou amando, estou alucinando E claro, tem um Um personagem de cabelo branco Porque eu acho que agora Não é de agora, né, já tem um tempo que tem isso Que tem que ter um personagem de cabelo branco, né E o Kifre, que é tipo O professor da Coco Ele é uma figura estranhíssima E interessantíssima É tudo que eu posso dizer sobre ele No momento, por favor assistam Eu estou amando

Tá na minha lista. Beleza. Eu acho visualmente é lindo. Lindo visualmente. Acho que... As pessoas estavam comparando com o Freirem, mas assim, é outra pegada, é outra... É outra narrativa, é outra ideia de que tá sendo construída ali. Mas eu acho que em questão de qualidade ali no... No desenho mesmo, eu acho que talvez possa ser que se assemelhe. Assim...

Tem um certo cuidado ali. Até por conta da própria magia. Tem a ver com desenhar e tudo mais. Tem um cuidado muito legal. Acho que vale super a pena assistir. Mas voltando a Harry Potter. Este capítulo. Então tá assim. O Hagrid está carregando um pinheiro. Para ser colocado ali no salão. E aí tem isso do Ron encontrar ele. O Harry e tudo mais. E o Malfoy escuta. E aí o Malfoy escuta e questiona.

Tá querendo arrecadar uma graninha? Levantar uma graninha aí? O seu Ron Weasley. Tá precisando de dinheiro? Aí ele vira e fala assim, tá pensando em se formar em guarda-caça quando eu terminar a escola? A cabana do Hagrid deve parecer um palacete pra você. Entendeu? E aí o Ron, que perdeu totalmente já, né? A paciência. Foi pra cima do Malfoy. Ele chega só a pegar as vestes dele quando o Snape aparece.

E aí o Snape faz um grande estardalhaço por conta disso, né? Porque é a criança bastada, né? Da família rica. Ele tira cinco pontos do Ron. O Hagrid tenta interferir. Não, professor Snape. É o Malfoy que provocou, né? Tava falando mal da família dele. E o Hagrid nem fala de si, né? Porque ele também poderia... Ah, também me insultou e tal. Não.

E aí o Snape mete mais uma regra que ninguém conhece. O Snape tá... Ele criou agora. Tá, que faz sentido, né? Que não pode... Os alunos não podem brigar em Hogwarts. Então ele tira menos cinco pontos. Aí o...

Paulo faz toda uma questão aqui de falar que o sistema de justiça da escola é uma piada, que os chefes de departamento usam os pontos como arma de retaliação pessoal, como se os professores das instituições não tivessem seus próprios meios para fazer o mesmo com os alunos.

Me deixa usar a arte para expressar a realidade. Me deixa me expressar no único lugar que eu posso sem correr risco de represália. Embora, aqui vai um ponto importantíssimo. O meu CEO falou, nossa, vi que você tem um podcast, vou ouvir. CEO, não escute. Se você está ouvindo agora, para. Entendeu?

Existe uma cena em que eu narro um encontro com ele e a família dele em que eu estou inteiro babado de cachorro. Ah, verdade! Nossa, icônico esse momento no podcast. Icônico. E aí é assim, por favor, não. Ele não vai ouvir. Fique em paz. Ele falou assim só pra fazer o gueri-gueri com você. Ele é muito ocupado, afinal de contas ele é um CEO.

mas voltando o Ron jura vinganças e tudo mais em sequência eles vão pro grande salão porque o Hagrid quer mostrar pra eles o que ele tá fazendo ali com os pinheiros e quando a gente chega lá

Esse é o décimo segundo. A McGonagall e o Flitwick estão decorando todas as árvores ali, enfeitando pro Natal. A McGonagall decora a parte da metade pra cima, o Flitwick da metade pra baixo, gente. É dupla perfeita. Um não tem que se esticar muito, o outro não tem dor nas costas pra se abaixar. E aí é dito que é onde eu pirei muito com os azevinhos.

no episódio do passado. Mas eles decorem com azevinho, também com... Como é que fala? Uns cristais de gelo e velas. Eu sempre acho muito preocupante o vela numa árvore. A magia tá aí pra se explicar. Por que 12 pinheiros, Paulo Rodrigues? Um representando cada mês do ano que passou. Ô, Paulo Rodrigues.

Que bonito da sua parte, mas não, Paulo Rodrigues. Eles estão simbolizando os doze apóstolos, Paulo Rodrigues. Afinal de contas, é uma festa cristã, Natal. Não, é um por mês. Não, são os doze apóstolos. Nada a ver os doze apóstolos. A gente tá no mundo mágico, a gente cultua Satã aqui. Que horror, não! Ah, não, isso é Sabrina, isso é Sabrina, isso é Sabrina. Você sabe, tá no universo mágico errado.

É, errei. Há poucos momentos em Harry Potter que a cultura cristã está adentrada, então não pode apagá-la. Mas enfim, eles estão ali decorando, e aí nesse momento é o momento ali de eles poderem conversar um pouquinho, as crianças falam que precisam correr pra biblioteca, o Hagrid vira e fala assim, ah, vocês estão estudando demais, não? Vamos dar uma relaxada, gente, é Natal.

É, porque é o último dia antes do recesso. Aí a Hermione, o Harry, o Ron, mas quem disse que a gente tá estudando? Desde que você falou de Nicolau Flamel, a gente tá o quê? Obcecado por Nicolau Flamel. Hiper foco em Nicolau Flamel. Esse é o ponto, entendeu? A orelha do velho tá queimando, de tanto que se fala dele. Sim. E é isso que eles estão fazendo. Então, eles partem pra biblioteca.

Me incomoda um pouco, relendo, o fato de que Nicolau Flamel, ele é uma personalidade no mundo não-bruxo também. Sim. Consequentemente, Hermione já devia ter ouvido falar dele antes. É, eu também fico com essa pulguinha atrás da orelha. O texto tenta trazer uma justificativa pra isso.

se você presta um pouco de atenção. Ai, pipi, eu esqueci. Eu peguei esse livro só pra relaxar. Não, tem mais do que isso. Porque quando ela começa a falar os títulos, é onde a gente tem as justificativas. Porque todos os livros que são citados são livros da magia moderna. E o Nicolau, embora ele seja uma figura importante, ele é antigo.

Porque o Nicolau está vivo há muitos anos desde que ele criou a Pedra Filosofal. Ele não é uma Twink. Ele não é um jovenzinho. Entendeu? Twink. Então todos os livros que são... Todos os livros... Ah, o Dumbledore passou o rodo ali. Até porque... Vamos falar uma coisa que se tem uma coisa que se você viveu tempo demais é como um vampiro. Você tem que ser no mínimo bissexual. Não tem como. Você passou tempo demais neste planeta pra pegar uma...

Um dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a dia a

ele é casado é, mas ele já foi solteiro esse relacionamento ele foi solteiro antes da Moderna C não, mas você acha que eles são monogâmicos? esse casamento é aberto, mano esse casamento não tem como durar fechado, Paulo Rodrigues mesmo entre héteros, não tem como não tem condições

Você acha que o Dumbledore ficou amigo de Nicolau? Como? Ah, mona Gloob, gloob, gloob, gloob Ninguém me engana ali Nicolau chamou ele pra ver a perda Eu não sei se eu quero continuar com essa frase Eu tenho medo do que vem Ai, o Nicolau chamou ele pra ver a perda Eu não sei se eu quero continuar com essa frase

Ai, ai, ai. Ai, meu Deus. Enfim, deixa eu recuperar. Ai, ai, eu fui muito longe agora. Mas enfim, crianças. Então o texto traz ali se é uma justificativa válida ou não. Enfim. É porque os títulos sempre falam sobre a magia moderna, os grandes bruxos modernos e tudo mais. Então é onde eles estão buscando agora essa informação.

Eu gosto também porque tem uma justificativa, porque a Madame Pice poderia ajudar a bibliotecária, mas o Harry acredita que falar com a Madame Pice deixa o Snape ciente do que eles estão fazendo. Então o objetivo é que o Snape não saiba o que eles estão buscando.

Você acha que o Snape perguntaria pra Madame Pines? Eu acho que não. Eu acho que é uma decisão meio estranha do roteiro dela. Do roteiro não, do texto dela, mas é uma decisão dela. Ela também não me parece uma professora... Professora não, né? Uma bibliotecária que tem um relacionamento próximo ali com o Snape. Nunca dito muito isso. Então por que ela iria compartilhar?

Mas a fofoca rola em Hogwarts também, né? Então, o Snape poderia ouvir eles conversando sobre Flamel. Sei lá. É a justificativa que ela traz. Então, é isso. Como eles não têm um método de procurar esse livro, né? O Rowney mesmo. Então, não tem um computadorzinho pra digitar lá e falar...

E tem muitos livros. Isso é uma coisa muito legal também, porque a gente tem uma descrição melhor da biblioteca, falando que ela é muito grande, ela tem muitos livros. É um jeito muito legal de introduzir um espaço físico, porque a gente tá no meio de uma história, ansioso pela história que eu desenrolar, e a gente tem descrições ali dentro que vão fazer a gente se interessar ainda mais. Porque assim, vamos pegar, vamos só descrever a biblioteca aleatoriamente numa cena aleatória? É chato, né?

Agora, como a gente começa a ver a biblioteca no meio de uma procura, eu acho que talvez seja o que me animou muito para o quadribol. Porque a descrição do quadribol como um todo foi dentro do jogo. A gente teve ali uma instrução rápida, mas depois é jogando. Então é aprender na prática, uma coisa que eu gosto bastante. É legal, é legal. Aí a gente tem um ponto, que é a sessão reservada. Então a gente exige uma sessão reservada onde tem uma sessão de livros que é proibido.

galera em geral. Pra você entrar nessa sessão, você precisa de uma autorização de um professor. E aí o lance é que lá dentro tá cheio de livros sobre magia das trevas. Então... É...

Que aí tem essa... Que aí é o que o Paulo levanta aqui no roteiro dele, que... Porque você tem, né, uma sessão dentro da biblioteca, dentro dessa instituição, onde você tem livros de magia das trevas. É que, no fim do dia, é ainda uma instituição de ensino. Né? Mas, assim, o meu ponto é... A segurança.

É, porque assim, isso tá numa cordinha. Mas a Madame Ipaz tá lá vigiando. No entanto, o Harry não consegue pegar nada lá. Amigo, qualquer um que vai invadir a biblioteca à noite, pega esse negócio. Paulo, são livros. Esses alunos mal querem ir na biblioteca. Você acha que eles vão roubar livro? Amigo, você já esteve numa sala de aula enquanto aluno no nono ano?

Quando você vai pro laboratório de química pela primeira vez na vida, ninguém gosta de química. Até você descobrir que dá pra criar uma bomba com elemento químico na aula prática. Aí todo mundo quer fazer. Todo mundo quer roubar um tubo de ensaio, Paulo. Mas ninguém quer roubar um livro, Paulo. De magia negra, todo mundo quer.

Pra aprender, pra aprender a dar uma vada. Mas aí eu tenho uma questão com você. Porque, realmente, a segurança é mínima, né? É uma cordinha só. E a Madame Pais ali patrulhando, tudo. Que pode também ser enganada, né? Se a Hermione chama ela pra um canto, o Harry entra na salinha. É. Mas, tem uma coisa que acontece mais pra frente com o livro, e a gente vai chegar lá.

Ah, você cortou do roteiro, agora eu não lembro. Acho que talvez você tenha recortado. Tá no roteiro. Acho que você cortou, né? Ela tá no roteiro, porque as pontos importantes estão no roteiro. O que não está no roteiro são coisas que não são necessárias para entendimento dessa história. Enfim, pra quem não entendeu, eu já recebi críticas sobre o meu roteiro dessa vez, tá? Não, não são críticas. Você para com isso. São críticas, sim. Não, não são críticas. Eu jamais criticaria o seu roteiro.

Eu só comentar Se eu não puder nem comentar Aí vai ficar por favor Eu não disse que você não pode Eu só estou dizendo para o nosso público Que receber críticas Você está sempre Tentando enrolar

E a gente não avança. É você hoje que tá tirando o foco. Além do meu roteiro ser ruim, eu ainda sou um distrator. Ai, Deus. Eu acho que tá na hora de você ler esse parágrafo. Não, eu tô amando desse jeito. Pode continuar. Eu acho que você pode continuar. Não, por favor, por favor. Entendi.

O que eu ia questionar é se o que acontece com o livro, mais pra frente o livro vai emitir som, ele vai gritar quando ele pegar. Era algo particular daquele livro? A gente não tem uma resposta. Ou pode ser que os livros dentro da sessão reservada estejam encantados. Alarmados.

Então, eu fiquei cogitando isso, mas... E eu tô com a cena do filme na cabeça, tá? E não a do livro. Porque no filme ele abre alguns livros e acho que é no segundo ou terceiro que grita. Eu fiquei pensando, será que não é só uma particularidade do livro?

igual o livro no terceiro, o livro de Trata das Criaturas Mágicas, do terceiro filme, livro, sei lá. Monstro monstruoso dos monstros. Que você faz um cafunézinho nele e ele... Acalma. Será que, sei lá, você não tem que dar um pirulito pra esse livro pra ele não gritar? Pode ser.

Então eu fiquei pensando que eu acho que é mais... Acho que a ideia de ter um alarme dentro da sessão reservada poderia ser uma sessão... Uma feitiço meadura? Poderia. Descobriríamos que existe feitiço meadura no futuro. E esse é muito mais legal que um livro gritando. Apesar que o livro gritando também infarta um, né? Mas eu acho que nesse caso é específico do livro. Acho que não é um alarme.

É, porque um alarme já funcionaria, né? Tipo, você abriu, emite um som ali, como vai acontecer, vai funcionar, né? Pro propósito, então... Ainda mais se for o fechamento meadulho aqui, tá todo mundo quietinho aqui, e talvez esse livro também não consiga sair de dentro da biblioteca, sem autorização, ele pode ter encantado. Enfim, existem muitas possibilidades que não sabemos e não temos respostas. E que nenhuma foi usada, a gente sabe. Tem isso também.

Mas o nosso trio está num beco sem saída. E o Romney, com a maior naturalidade do mundo, vira para a Emioni e sugere. Pergunta para os seus pais quem é Flamel. Não tem perigo. O Romney acha genuinamente que o mundo trouxa é só uma extensão bizarra do mundo dele.

E a Hermione é quem tem que mandar uma real ali, como um balde de água fria. Eu nem sei se o Rony chegou a captar a nuance disso. Mas, enfim, ela mete... Não pelo jeito que ela respondeu. Não, né? Porque ela vira e fala assim, ah, eles são dentistas. Então, tipo assim, claro que não tem perigo nenhum. A probabilidade também de eles saberem quem é Flamel é quase zero. Mas aí, ó, eu vou dar um ponto pro Rony.

Sendo Flamel uma personalidade de ambos os mundos, a gente conhece Flamel antes de Harry Potter. Verdade. Você tem um ponto. Então talvez seria muito interessante se a Hermione volta de Hogwarts e fala das férias e fala assim Rony do céu, você não acredita. Ela nunca falaria isso, né? Meu pai sabe que é Flamel, ele é um personagem assim, assim, ela sabe que explapola o mundo. Em algum momento trazer isso ia ser genial.

Você tem um ponto. Parabéns. Teria sido bem legal. Mas isso não acontece. Ia ser quase que um... Como é que é quando o cinema fala com o mundo? Terceira parede? Quebra da terceira parede? Não. Quarta parede? Não sei lá que parede que é. Quarta parede. Ia ser quase uma quarta parede do livro, entendeu? Pá! É, ia ser muito bom. Legal.

Que pena, ela não pergunta porque eles são dentistas e ela tem preconceito com a sua própria família. Pronto. Seja como for, né? A Hermione vai passar o Natal com a família dela, então ela pede, olha, continue aí procurando. Se vocês acharem alguma coisa, me mandem uma coruja. Porque...

Beijo, fui, tchau. Beijo, me liga. E aí com a Hermione e quase todos os alunos fora da escola por conta das férias, restam muito pouca gente ali em Hogwarts. E aí é que o Harry aprende o quê? A se divertir um pouco, passar um tempão aí com o Ron, seu best friend forever. Então eles jogam xadrez de bruxo.

que é muito legal. Então esquece aí o tabuleiro de xadrez normal, porque aqui ele é uma simulação de guerra com insubordinação de equipe. E aí trago um ponto pessoal, porque eu não me lembrava que o xadrez de bruxo era tão legal quanto ele é, porque eu lembrava só das pecinhas se mexendo, mas não.

Elas têm consciência Exato, elas têm consciência Então o Rony, por exemplo, ele joga Com um conjunto de peças bem velhas Assim como tudo que ele tem E esse conjunto era do avô dele O que é bem legal de a gente parar pra analisar Normalmente as coisas do Rony Vêm mais do Gui, do Carlinhos E a gente tá vendo algo bem mais antigo Na família O que é legal, porque isso também simboliza Uma particularidade do Rony Que talvez não tenha a ver com seus outros irmãos E aí

que é o xadrês que é o xadrês

Então o Ron joga com essas peças e essas peças são leais ao Ron. Elas obedecem ele cegamente. Já o Harry está jogando com um conjunto de peças que é mais novo e que não é dele. Pertence ao Simas Finnegan. Então as peças não confiam nele, nada na liderança dele. Então elas gritam, elas dão palpites furados, ela humilha o garoto durante a partida.

então se você não tiver uma autoridade uma moral ali com a sua equipe até um peão de 3 centímetros pode xingar você que é isso que está no roteiro aqui do Paulo porque eu não lembro o que é o peão qual que é o peão?

No tabuleiro. Xadrez, tem todas as peças da primeira coluna. E aí tem aquele monte de piaonzinhos. Tá, pia... Agora correlaciona aí. É a bucha, né? É o que vai primeiro. Tá, tá bom. Tá bom, tá bom. É porque eu tive a oportunidade de jogar xadrez uma vez e não aprendi.

É isso. Eu vou te ensinar a jogar xadrez. Vai ficar de meta. Beleza. Bom, aí a gente chega o quê? Na manhã de Natal. O Harry tá tendo os dias maravilhosos ali com o Ron e não vai ser diferente da manhã de Natal. E aqui eu sempre, quando a gente chega em Natal...

em Harry Potter, em Hogwarts eu sempre gosto de lembrar o quanto é diferente pra gente nas nossas tradições porque a gente dá muito valor à véspera a virada então a gente comemora do dia 24 pro dia 25

Então tem toda aquela questão de a gente virar a noite juntos, a ceia que a gente vai fazer. E aí tem o lance de dar os presentes à meia-noite, ou tem família que dá no dia seguinte. O almoço do dia seguinte, ele é legal, mas não necessariamente você vai ver todo mundo que você viu no dia 24, na virada. Não é verdade?

E ele é um resto de ontem. Aqui no caso ele é um resto de ontem. O que sobrou de ontem a gente esquenta e aí tá todo mundo meio cansado. E aí eu tava pensando que assim, eu achava e é mais um sinal de que a gente envelhece. Eu achava incrível a ideia de passar a madrugada todo mundo junto. E hoje pensando, não parece uma boa se a gente marcasse um cafezão da manhã bem grande com todo mundo.

achei incrível achei sensacional nesse cenário eu até beberia álcool eu até tomaria uma mimosa sabe? eu pensei num brunch que é lá pelas 11 cara, é dia 25 de dezembro então eu não vou levantar 7 da manhã eu sou velho, eu já acordo sozinho eu acordo 8, 9 horas, mas eu pensei a gente vai se encontrar por um brunch umas 11 horas

Tá. Entendeu? Entendi. Não sei se eu concordo, mas entendi. Nunca a tua visão. Mas tudo bem, eu não vou convencê-lo. Não tome brunch comigo, tá? Toma o seu café com pão, aí tá tudo certo.

Beleza. Enfim. Sem mimosa. Oi? Nossa, mas eu gostei da ideia de você tomando álcool. É raríssimo. Fica só no imaginário. Mas focando, vamos focar. Então eles levam, é mais importante, hoje é 25, né? Então é o momento onde eles vão passar juntos, é o lance de levantar e os presentes estarem debaixo da árvore. Então tem esse momento, o Harry acorda, o Ron já está ali desembrulhando os seus presentes.

E o Harry chega e ele fala, meu Deus, tem presentes pra mim? E o Rowan fala, dã, claro que tem presentes pra você. É Natal. É Natal. E aí o Rowan tá ali desembrilhando os dele e o Harry ganhou presentes. E não foi um presente. É, não um, mais de um. Então a gente vai começar aqui com os unboxings, como diz o Paulo.

O seu roteiro. Fala, galerinha do meu canal. Aqui a gente vai falar sobre os unboxings do presente natal que eu ganhei no dia 25 de dezembro de 1994. E aí a gente começa, né, com os Dursley que eles mandaram pro Harry uma moeda de 50 pences coladas com um bilhete ali, bem curto e reto, bem direto.

Que basicamente, eles falam assim, ah, recebemos o seu recado, tá aqui o seu presente. Esse recado... Obrigado por não ver. Exato. E aí esse recado acho que nem é do Harry, né? É da Minerva. Tipo assim, ah, o Harry vai passar em Hogwarts e tal. Por favor, Anivinos, o seu...

o presente para o garoto, pois colocaremos lá debaixo da árvore. E aí eles caram o que? P da vida, pra alguém tá cobrando eles darem um presente pro Harry. E aí eles dão uma moedinha de 50 pences. O Rony fica encantado com ela, né, o que pro...

pro Paulo, o Ron de Provo mais uma vez que ele é completamente alheio ao mundo trouxa, né? E ficando maravilhado ali com o formato esquisito da moeda mas que também se assemelha muito ao pai dele, que a gente ainda não tem aqui em A Pedra Filosofal mas que a gente vai conhecer no futuro aí da saga e aí a gente tem o que mais?

Aí a gente tem o quê? A senhora Weasley. Linda, divônica, maravilhosa. Perfeita. Como sempre. O Rony comenta que comentou com ela em carta que o Harry não esperava ganhar nada. E ela prontamente viu o quê? Ela viu nisso uma oportunidade. Mãe, né?

maravilhosa, então ela foi lá e tricotou o tradicional suéter, que ela tricota todo ano pros seus filhos, então a gente tem o Ron falando de ah, olha só, você ganhou um é um suéter, ela faz assim e tal, pripipropó e junto com isso, ele ganhou uma caixa, pelo menos na minha versão, em português, uma caixa de chocolates caseiros não sei se teve alguma diferença aí na tradução, doces caseiros chocolates, enfim e aí e aí

É, aqui ela fala de doces. Ela fala de doces, né? Ela manda os docinhos que ela mesmo fez, que eu acho fofo, e esse tricô que ela fez aí, bem bonito. Uma coisa que eu acho bem interessante é que no filme todos eles têm letras, né? E isso ficou tudo muito marcado. E aqui, não, vai ser diferente hoje.

Quem vai ter letras é o Fred, o Jorge e o Percy. Porque a gente tem o Fred. Mais pra frente tá no seu roteiro também, se eu não me engano. O Fred e o Jorge estão com as iniciais, seus nomes. E o Percy tem um M de monitor.

Mas é mais pra trazer o lance do filme que... Que não é todos eles que estão tricotados com as iniciais. O Ronio dele é de tijolo, a cor que ele fala que é uma cor que ele não gosta. E o Harry é verde, o que eu achei bem interessante. Porque a gente não associa o Harry muito a verde por conta Grifinória, Sonserina, por causa dos filmes, né?

E aqui tá tudo certo ele usar verde. Mas a Molly sempre gosta do Harry de Verde. Lá em Cálice de Fogo ela vai comprar uma veste a rigor verde que ressalta a cor dos olhos do garoto. Ah, verdade. Tem isso por causa dos olhos dele. Bacana. O Hagrid mandou uma flauta.

bem dita que ela é tosca. Então, aparentemente, ele mesmo fez. Mas ela funciona. E quando você assopra, ela emite o som de um piar de coruja. Que eu achei bacana. Achei... É. Prum, prum. Tipo assim, não é só fazer prum. Mas eu achei bonito. De novo, o gesto é maravilhoso. É o Hagrid mandando um presente pro Harry. É lindo. Ele fez. Eu adoro presentes feitos. E a gente tem que lembrar também... ...en a gente tem que lembrar também... E aí

É, muita cara do Hagrid, uma coruja, uma flauta que solta o som de coruja. Sim.

Traz personalidade, né? E é algo, como você falou, presente manual, uma coisa que você gosta, né? Acho que traz muito da pessoa e tudo mais. Aí a gente segue pra Hermione, que trouxe um presentão que eu adoraria ganhar, que é doces chocolates. Ela manda pra ele uma caixa de sapos de chocolate e o Rony, por sinal, ganha uma caixa de feijõezinhos de todos os sabores que eu dispensaria.

Seria a Hermione a maior panfleteira dos pais dela? Ah, provavelmente. A gente falou que eles são dentistas, né? Se tem uma coisa que não é muito bem associada, é dentista e doces. Embora é o que faz a roda girar. Só as caras. Pois é. Pois é. Seria a Hermione a promotora dos pais dela? Quem sabe. Pode ser.

Mas o que quebra a banca, sim, eu vou ler, gente. Vou dar um respiro pro Ita, coitado. Mas é só um parágrafo, daqui a pouco ele volta. Mas o que quebra a banca e mostra a falta total de governança de Hogwarts. Pra quem não tá entendendo nada do que é governança, é a estrutura de gestão desse colégio, tá? Governança é como a roda gira.

A gente tem um último pacote pro querido Harry, que é um tecido prateado leve que escorrega para o chão. Parece uma seda, assim, um vestido chique, sabe? Assim que eu sinto ele. Com aquele toque aveludado geladinho, na minha cabeça é assim que ele funciona. Mas o texto também fala que ele parece água, né? Que ele é tão leve quanto a água.

Então acho que dá um... A água não é assim tão leve, né? Vamos combinar que a água pesa. Um litro de água pesa um quilo.

Acho que é mais pela sensação, talvez, de ele passar pelos dedos e tudo mais. É, eu acho que é. E é daí que vem o meu toque gelado, sabe? Essa sensação. E o que era? Era a capa da invisibilidade. O Rony entende logo o que é. Ele entende o peso histórico daquilo, inclusive, de quão raros elas são. E quanto custa um troço desse, que também é bem importante. Elas são caríssimas, né? Lá na frente a gente vai falar assim, elas não são exatamente três por um... a gente vai falar assim,

por um... não é galeão, não é cíclic, não é nuque, não são três por um nuque. Essa é uma frase que o Rony vai falar lá na Relíquias da Morte, mas daqui ele já traz essa consciência. E o Harry coloca a capa e pum, sumiu o garoto, entendeu? Mas o que a gente tem que discutir aqui na mesa não é só a magia do tecido, que é interessante, mas sim um bilhete anônimo.

que alguém manda, né? A gente sabe que é o Voldemort, o Dumbledore, mas alguém manda, que é seu pai deixou isso comigo, use-a bem. E aí uma coisa que eu gostei muito no livro em inglês é a despedida do Dumbledore, que é A Very Merry Christmas to You, que não é um Feliz Natal, é tipo um Feliz, Feliz Natal pra você, entendeu? Muito Feliz Natal. Muito bonitinho que ele tá...

Não, eu queria falar que em português não tem Não tem, né? É Só tem a Pode falar, por favor Não tem a despedida, né? Só tem o corpinho do texto

Aqui em inglês ele fala, tipo, your father left me in possession before he died. It's time to return to you. Use it well. Que é, seu pai deixou isso comigo antes de morrer e tá na hora de retornar isso pra você. Use bem. A very Merry Christmas to you. E em português, tipo, só, seu pai deixou isso comigo antes de morrer, estou te devolvendo. Use a bem. Acabou.

Mas ele fala como a letra é rebuscada e bonita e tal. Diferente que ele nunca viu. Ai, que gracinha. É, não. Na minha edição em português...

Nem tem o formatinho como se fosse uma cartinha, assim. Tá só no meio do texto. Isso veio nos últimos livros, né? Então eu sempre gosto de comparar com os dois livros que você me deu, né? Que é o inglês, que é a versão antiga, mas ele tem todas essas...

Firulinhas, que eu acho bonito. E o livro em português, que é... Que é... O Nova Edição. E aí no livro em português, que é a Nova Edição, é outro texto, mas ele é diferente. Não sei se dá pra focar. E aí ele também traz um Natal muito feliz pra você. Ele traz essa referência toda. Que legal. Bacana.

Seja como for, o que ressoa é que o objeto pertencia ao pai do Harry. E isso vai ser importante, porque isso muda o tom do texto. E o Harry estava todo feliz e isso vai deixar ele muito pensativo.

O fato de esse objeto pertencer ao pai dele, lembrar do pai dele, quem é essa pessoa que mandou esse objeto, por que não se identificou. E aí tudo isso vai ser um turbilhão de sentimentos. No entanto, o Harry tem uma questão em se ele vai dividir, se agora ele vai emprestar, se ele quer que as outras pessoas vejam.

Então, é bem interessante como ele muda o comportamento quando ele descobre que esse objeto pertence ao pai dele, era do pai dele e foi dado pra ele. Mas aí, pega a visão da gravidade disso, porque o Paulo quer trazer esse peso do que é este objeto e quem tá dando pra ele. Eu tô rebelde com o Dumbledore nesse capítulo. Esse é o ponto. A gente percebeu.

Eu acho, e aí eu vou trazer o meu achismo antes de trazer o texto do Paulo, que o Dumbledore queria se livrar do objeto.

E queria devolvê-lo a quem a ele pertence. Porque ele é uma herança passada de pai para filho. Então, é uma oportunidade. E o Harry está sendo analisado pelo Dumbledore. Isso eu realmente tenho que concordar com você. O Harry está o tempo todo sendo analisado. Então, o Dumbledore quer ver o que o Harry vai fazer com esse objeto.

E ele pertence ao Harry. E aí são pouquíssimas coisas que o Harry tem dos seus pais. Então, faz sentido o Dumbledore entregar e também vai ter o olhar dele. Tá, agora vamos ver o que você vai fazer de posse desse objeto. Já no roteiro do Paulo, ele traz o peso que é, né? Tem um artefato, eu adoro o que você chama de artefato militar indetectável. Entregue na mão de um aluno órfão de 11 anos, com instintos de detetive e histórico de quebrar regras.

Não tem supervisão, não tem protocolo, é uma carta branca para o caos. Dumbledore não está dando um presente de Natal afetuoso.

Ele está tentando, não, ele está testando a audácia do garoto. Ele está deliberadamente dando ferramenta exata para o Harry burlar toda a segurança do castelo de madrugada. É um crime de responsabilidade institucional disfarçado de magia natalina. Nossa, eu estava realmente muito inspirado.

eu tava puto, e vou dizer porque que eu tava puto porque quando a gente lê pelas primeiras vezes e assim, eu nunca li esse livro pra analisar a gente já falou sobre isso eu só li esse livro por diversão e rindo, mas quando você para pra olhar metade dos B.O. que acontece

no futuro próximo, é muito mais por culpa de cagada do Dumbledore do que efetivamente de culpa do Harry. Porque assim, não temos uma capa mágica, beleza? Beleza. Se não temos uma capa mágica, não temos fugidas pra biblioteca à noite, não temos fugidas pra encontrar Espírito de Orges Ed, não temos fugidas...

Durante sete livros inteiro. Ah, se o Harry recebe punições pelas cagadas que ele faz na vida, como todos os outros alunos, ele ia se endireitar, ia parar com essa mania de se meter na vida que não é dele. Ele ia ter uma vida mais feliz, entendeu? A gente ia ter história? Não ia ter história. Mas...

A hora que a gente para para olhar, cara, ele realmente entrega para o Harry um negócio que ninguém sabe que existe, então ninguém pode ficar, tipo, vamos estar atentos a capas da invisibilidade. Não. Ele entrega para o Harry, literalmente, a pior regra que existe, que é todos os alunos devem estar nas suas casas à noite, ou a partir de um certo horário.

E ele fala, tô, Harry, siga a vida em paz, vá curtir os perigos noturnos, entendeu? Fique próximo aos perigos noturnos. Então, me irritou um pouco de ler isso analiticamente e falar, cara, tava na minha cara o tempo inteiro que ele tá treinando o Harry. Porque, sim, o Harry é um...

um pamonha, se o Harry não faz nada disso na vida, ele não enfrenta o Voldemort. Se ele não conhece os catelos, se ele não faz amizade com o submundo, ele não enfrenta... Então, assim, a hora que você para pra olhar conhecendo a história e conhecendo a frase do Snape do Porco pro Abate...

Ele realmente tá treinando o moleque desde agora. Ele tá trazendo o moleque pra guerra desde já. E aí depois ele vem naquele discurso lindo da Ordem da Fênix de que no primeiro livro você era jovem demais. O caralho! No primeiro livro ele tava armando o moleque aqui já. Fico revoltado. Tá bom. Tá certo, tá tudo bem. Se revolte comigo.

É porque eu não tenho esse sentimento neste livro.

De a Câmara Secreta pra frente, sim. Porque eu acho que tudo agora, eles não... Esse é o primeiro capítulo em que eles vão realmente conversar. Eles vão se encontrar. Eles até agora não se encontraram. Então ele tá enxergando o Harry pelo olhar das pessoas. Porque o Dumbledore tem olhos pelo colégio inteiro. E a gente vai falar disso também quando a gente chegar na...

No trecho do Espelho de Ojezade. Porque tem uma frase lá. Bem interessante. Sobre isso. Mas eu acho que ele está. Ele está realmente testando. Ele está vendo quem é essa criança. E a fim dos seus próprios propósitos. O que para mim. É uma camada muito mais interessante. Para o personagem. Porque ele tem um objetivo. O objetivo é destruir o Voldemort. Então ele vai utilizar o Harry como uma arma.

A grande questão, que é uma coisa que ela trabalha isso narrativamente para frente, é que no meio disso ele vai se afeiçoar pelo Harry. E aí ele não vai ser um personagem que vai ter um conflito em relação a isso. Ele vai continuar dentro do plano dele. E ele é um personagem dito que é excêntrico desde o seu primeiro momento. Então dentro da sua excentricidade...

É onde ele é trabalhado. Ele é trabalhado dessa forma. E, por exemplo, que nem se levantou pontos muito interessantes do fato de ele estar com um objeto que ninguém sabe que ele possui. Mas o Dumbledore sabe. E ele é o personagem pra si mais importante. O Dumbledore tem um ego. O ego dele não é pequeno. Então, ele sabe que o Harry tem aquele objeto e ele sabe como achar o Harry. Ele sabe como controlar ele. Ele sabe vigiar ele. Então, tipo, ele nunca sai da vista do Dumbledore. Então,

Pro Dumbledore não é um problema que o Harry tenha uma capa e que ele fique rolando pela escola fora aprontando. Tá tudo dentro do que ele precisa, como você mesmo diz. Tá treinando ele. Tá dando algo pra que ele aprender a usar pra ele utilizar mais pra frente. Se no meio disso ele vai aprontar algumas coisas por aí, tá tudo certo. Algumas coisas. Tá tudo certo.

Mas bom, antes de voltar, antes de descer pro banquete, porque é Natal, né? E eles tem que comer muito salpicão e peru numa festinha particular e tudo mais. O Ronny começa a abrir os pertences e descobre que também ganhou um suéter Weasley, como a gente já comentou, a gente já falou e tudo mais.

E ele comenta que eu odeio o dele, porque tem cor de tijolo e tudo mais. Os gêmeos chegam e eles também ganharam os sweaters deles. Então, cada um está ali com as suas iniciais. Aí...

Tem um grande lance que é uma coisa mais de subtexto, porque é que nem o Paulo traz aqui, né? Que as iniciais são para a senhora Weasley diferenciá-los, mas eles estão fazendo chacota, mas no texto em cima não é isso que eles estão dizendo. Ele diz assim, ah, ela acha que a gente não sabe quem é o Fred e quem é o Jorge, a gente sabe quem somos.

e aí é mais uma questão que o leitor mais jovem não vai entender mas o leitor já mais velho é onde vai pegar eles estão criticando aí porque ela às vezes esquece quem eles são de tão iguais que eles são

O Percy entra depois do quarto também. Ele está carregando um suéter, mas o dele está no braço. E o dele tem o M de monitor, como eu falei. Então, isso vira um assunto para os gêmeos, sobre o fato dele estar com o M. A qualidade do suéter do Harry também é questionada. Porque eles falam assim, olha só, o do Harry é uma qualidade melhor que o nosso. Talvez os de fora da família, então...

Tenho um mais cuidado. Uma atenção a mais. É que o Harry é o filho preferido, né? É. É a celebridade, né? E rico ainda. Se tudo der certo, a Molly casa ele. Seria o filho preferido de todos nós. E aí tem uma questão que é muito sobre a personalidade do Percy. Como ela está sendo construída. E como isso vai seguir. O Percy chega com o suéter no braço, mas ele não quer vestir.

O Percy chega, mas ele não quer almoçar com eles. Então, quem vai fazer isso acontecer são os gêmeos. Eles falam, você vai vestir o suéter, porque o suéter é pra todo mundo usar, até o Harry ganhou um, e ele vai pôr, é quentinho, você vai ter que usar. E nada de você ir passar o Natal lá com os monitores, porque você vai passar com a gente, porque o Natal é em família. Então, hoje, pode esquecer de você ir lá com o seu bando de amigos, porque hoje você vai passar com a gente. E aí, coitado do Percy?

Se é que dá pra chamá-lo de coitado... Ah, bom! Vai ter que passar o Natal ali junto com o Ron, o Harry e os gêmeos. Não tem outro jeito. E é isso. Que é o mínimo, né? É o mínimo que se espera, né?

Natal é com a família. É regra. Ano novo, tá, quer sair com seus amigos, partir de bairro, vai festar. Mas Natal é, independente da sua religião, independente do que você quer, é o momento de estar com a família. Tudo bem, família às vezes é quem a gente escolhe, não quem a gente tem. Mas nesse caso específico aí, é cozice do outro mesmo. Sim. Só que aí a gente tem o quê? O almoço. Você colocou como ceia, mas é uma ceia, pode ser ceia de tarde?

Porque... Acho que sim. Sim, né? Ceia não tem um horário. Tem uma regra pra ser o horário da ceia? Tecnicamente, a ceia é o pós-jantar.

Jesus, já deu um nó na minha cabeça. Tá, eles estão no almoço. Eles vão comer. É o almoço de Natal. Eles falam que é o almoço de Natal. E Hogwarts entrega, tá? 100 perus assados, bombinhas que explodem barulho de canhão. Eu achei... Essas bombinhas são as coisas mais interessantes. O Harry fala que, tipo, normalmente, essas bombinhas estouram e tem uns estalinhos e tem brinquedos dentro.

Delas. Então eu acho que é uma tradição ali da galera da Inglaterra. Desses objetos, né? Dessas bombinhas. Tem uns presentinhos dentro. Deve ser? Bora. Tu não conhece, né?

Porque o Harry faz esse comparativo, sendo os dos trouxas e os dos bruxos. E aí tá, o dos bruxos. Barulho de canhão. Quando você tira lá dentro, você tem vários brindezinhos, vários brinquedos, chapéus. E aí tem o lance dos camundongos, que é bem bizarro. Os camundongos brancos. Pulando pra todo lado ali no meio do almoço. Aí o Paulo fala sobre a vigilância sanitária. Interditar o castelo.

Bem possível. Ai, ai. Aí tem uma piadinha mais pra frente também de que eles vão virar jantar pra Madame Nora. Ou não. É legal. Eu acho que deveria, inclusive. Ajudaria. Mas é que também é muito camundongo pra uma gata só, né?

Ah, mas ela é meio esfomeadinha, tadinha. Mas é que esse bicho, ele procria muito rápido. E a ninhada é grande. Então, tipo assim, se ela levar um tempo pra achar eles, o castelo tá infestado em questão de meses, assim. Ah, ela vai ter comida pro resto da vida. Eu tenho uma notícia pra você.

Christmas Cracker. Quem é esse? São bombinhas que estão presentes pras pessoas. E existe mesmo. E ela pode ser comprada ou ela pode ser feita. Achei a ideia sensacional. E vou tentar fazer aqui em casa esse ano. Bacana. Vai ser muito legal. É sim, custa meio caro. Não sei se eu quero mais. Mas você não vai fazer? Não, é que a embalagenzinha custa meio caro. Quanto custa a embalagem? Conta pra gente.

R$158,60. Vai dar quanto pra cada um? Não dá R$3,00. Tá bom, Paulo. Quantas pessoas tem no seu Natal? Mais de 60? Pior que tem. Tem. Dependendo, tem. Mas é que dá pra pôr balinha, chocolate, pirulito. A ideia é fazer, pum, explodir e sair papelzinhos por todos os lados. Ai, legal. Eu achei bacana.

Enfim, tem de tudo aí dentro desses troços Tem também um lance de ter também Uns brinquedinhos dentro de um bolo Que o Percy quase quebra um dente ali Porque tinha um objeto duro Que eu não vou me lembrar agora E aí a gente tem assim Todo mundo ali Se divertindo Então a gente tem professores, a gente tem o diretor O Dumbledore tá com uma toca florida E aí

rachando o bico ali junto com o Flitwick, certo que esses dois já mamou bastante ali. Foi muita... quer dizer, de bebida alcoólica. Muita gemada. Porque gemada é alcoólico, não é? Não. Não? Não que eu saiba. A gemada que eu comi não é alcoólica, não.

Mas não é líquido, não é de bebê? É que eu tomei. Eu acho a ideia de ovo com açúcar e bebê meio nojento. Enfim, o Flitwick e o Dumbledore estão ali, rachando o pico. Eu não entendi muito quem deu essa touca florida pro Dumbledore, mas assim, parabéns. Tá de parabéns. Ele curtiu. Nossa, ele amou. Eu também amei. O Hagrid, nosso guarda-caça favorito, tá ali enchendo a cara de vinho.

Aí ele tá todo vermelho. Aí ele dá um beijão ali na bochecha da McGonagall. E aí o Harry acha muito engraçado, porque ele pensa que talvez a McGonagall vai ficar brava, mas não. Ela fica toda curada, toda de sorrisinho. Então, ó, mais tarde teve. Uma amizade colorida. Tardinha da McGonagall. Vai ficar... Feliz. É isso que a McGonagall vai ficar.

Ah, mas aí, filha Anatomiou uma coisa maravilhosa Ai, meu Deus Eu não imaginei que esse capítulo ia pra esse lugar

Tá bom. Mas seja como for, todo mundo se diverte, todo mundo come bastante, ganha muitos presentes. De tarde, eles voltam para o salão comunal da Grifinória, né? O Harry, o Rony, os gêmeos, o Percy. E aí é o puro suco do caos ali, entre eles. O Harry acaba ganhando o seu próprio conjunto de peças de xadrez. E ele acaba tomando uma surra ali do Rony, porque o Percy decidiu ajudar.

o Harry. E as dicas do Percy só piorou. Tudo no jogo. Então, se o Harry tivesse jogado, quem sabe? Não, mesmo assim ele não teria tido chance. O Ronny é bom nisso. Talvez ele tivesse tido um pouquinho mais de êxito. Mas, coitado das peças do Harry, já começaram a olhar pra ele e falar assim...

Sabe quando um cachorro Lula Pomeranian é adotado por alguém com pouco dinheiro? Que ele olha e fala assim Nossa, é sério que você me adotou pra isso? As peças do Harry é disso daí, entendeu? Tipo, sério que você me adotou pra isso? Que desespero, né?

mas seja como for, o dia é muito divertido tem um lance de os gêmeos terem roubado também o crachá do Percy, de monitor e eles ficam correndo ali um atrás do outro, maravilhoso mas o cansaço bate todo mundo vai pro quarto todo mundo de barriguinha cheia tem uma frase icônica ali que o Rowan apaga cheio de peru e bolo

E aí, um pensamento volta à mente do Harry, que é a capa de invisibilidade, use-a bem, e o fato de ela pertencer ao seu pai. É importante ressaltar que os gêmeos e o Percy não sabem sobre a capa. Ficou entre segredo, entre o Harry e o Ron. Ele não divide isso com mais ninguém. E aí, tem toda uma carga emocional ali sobre o Harry utilizar este objeto, porque ele começa a pensar em...

No pai dele, a capa, de quem ele teria ganhado. E aí ele pensa no Nicolau Flamel. E ele pensa em utilizar a capa. E aí ele pensa em usar ela sozinho e não chamar o Roni. Porque, bom, aquilo é dele, pertence a ele. Talvez ele não queira dividir isso com ninguém pela primeira vez. Então ele veste a sua capinha e vai pro mundo. Vai pro mundo. E vai pro mundo.

Vai aí desbravar Hogwarts, porque ele tem esse estalo, né? Que Hogwarts esteira está disponível pra ele. Que é algo que você coloca aqui no seu roteiro até, né? Que o Dumbledore entregou um bypass, uma chave mestra indetectável, que não é tão mestra assim, né? A gente vai ver. Como não? Ah.

Ele passa despercebido, mas como você mesmo diz, ele não atravessa as coisas, então... Mas também era o mínimo, né? Daqui a pouco eu transformo o moleque num fantasma. Sim. Então o Harry parte, vestindo a sua capinha, em direção à biblioteca, pra poder aí achar o livro de Nicolau Flamel. Então ele vai até a sessão reservada.

Ele procura ali nos livros. Ele acaba achando um livro ali que ele decide abrir, mas o livro grita. O que é ótimo. A empreitada termina muito rápido. Eu gostaria o livro. Imagina, tipo, de madrugada, você acorda, você tá mimindo, de repente alguém te abre. Do nada. É igual você acordar com a luz na cara. Do nada. Eu gritaria igual o livro.

Eu também. Eu não preciso de muito pra eu me assustar, então... Iria ser desesperador. Nisso, quem aparece, o Filch, aí o Harry tem que correr do Filch. Eu vou dar uma corridinha aqui no texto, viu? Vocês vão me desculpar. Porque, basicamente, o Filch aparece. O Harry, então, se dá conta de, poxa, eu não consigo atravessá-lo. Eu não sou um fantasma, embora eu esteja invisível. Então, ele consegue passar ali por baixo dos braços do Filch.

E ele foge. O Filch conhece Hogwarts muito melhor do que o Harry. Porque o Harry sai a esmo. Correndo pelos andares ali. Tem uma passagem que cita que ele estaria ali no andar da cozinha. E ele teria subido cinco andares. Não fiz as contas para saber que andar que ele foi parar. Mas foi parar no andar onde ele se depara com o Filch conversando com o Snape.

E é onde o Phil te falou assim, ó, você falou comigo que se eu ouvisse alguma coisa, era pra te procurar. E um aluno estava ali dentro da sessão reservada. E aí o Snape, ele parte ali na missão de capturar.

Este aluno, vejam só, nosso pequeno Harry. Então o Harry avança e se esconde ali, depois de uma armadura, numa sala. E aí a gente vê que é uma sala bem antiga, uma sala de aula, que não está em uso. Bom, o importante de lembrar dessa sala em uso é que ela está tão em tempo em uso, aliás, ela está tão em tempo em desuso, que o Filtio e o Snape só vazam, passam por ela e deixam o Harry ali, que está se sentindo seguro nesse momento.

E aí o Harry que tá seguro, olha pro fundo da sala e encontra o quê? Um espelho gigantesco. E a inscrição no espelho diz o seguinte. Você poderia simplesmente ter falado a frase normal e o editor invertia. Você não precisava ter ido a comprar. Mas aí a gente não tá entregando a mágica. Entendi.

não, agora eu quero fazer isso então, você pode falar ela normal e o editor vai fazer a magia dele ele vai inverter então tá bom

Bom, o negócio é o seguinte, demorei muito tempo para perceber isso, tá? Mas hoje Zed, na verdade, vira desejo. O restante da frase não vira nada em português, tá? Mas ela é uma frase em inglês muito legal e que deu trabalho para caramba para eu ficar tentando entender porque as letras, obviamente, estão sequenciadas.

mas elas não estão na mesma palavra. Então, às vezes, tem, tipo, palavras que se quebram no meio do caminho. Então, eu achei muito legal. E de trás pra frente, ela fala o seguinte. Que é, eu não mostro o seu rosto, mas o desejo do seu coração.

Eu achei muito legal. Muito legal. Fiquei muito assim, ai meu Deus do céu. Por quê? Primeiro porque demorei muito tempo pra saber que o GZ era desejo virado. Depois de estar gravando o podcast que eu descobri isso. E aí, o resto da frase não fazia sentido pra mim e agora faz, entendeu? E é muito legal. Ai, que bom.

Bom, o Harry vai pra frente do espelho, ele entra na frente do vidro e toma um sustão. Por quê? Porque ele tá vendo uma multidão atrás dele. A reação dele é um pouco desesperador, assim. Eu entendo ele. Ele olha pra trás e fala, opa, não tem ninguém. Olha pro espelho. É um espelho, deveria estar refletindo, seriam fantasmas. Ai, meu Deus. Ele até tenta esticar a mão pra trás, assim, pra ver se ele encontra alguma coisa no ar. Não encontra.

Ele acha que a sala tá cheia de gente invisível como ele. Mas quando, né, ele tenta pegar ali e não acha ninguém, ele fala, opa!

Então na sala não, as pessoas só existem no espelho. Por que eu estou sendo mostrado nesse espelho? E aí dentro dessas pessoas todas...

existe uma mulher, uma mulher sorridente, de cabelos acajus, que é um loiro disfarçado, e com os mesmos olhos do menino, do menino Harryzito. E aí ele estica a mão, tentando, assistindo que vai tocar a mãe dele, e a mão corta o vazio mais uma vez. E aí existe uma genialidade perversa dentro desse espelho, que é o seguinte. A magia, aparentemente, não mostra a verdade. Ela mostra a sua carência, o desejo mais profundo do seu ser.

E a carência de um garoto de 11 anos que passou a vida inteira dormindo no armário e sendo tratado como lixo é básico, é ter uma família. Mas obviamente que o Harry não sabe disso, tá? Ele ainda não entendeu as nuances como um todo do espelho. Ele olha pro espelho de novo, ele vê o pai, o cabelo espetado igual o dele.

A mãe, com os olhos verdes, meio que chorando, meio que sorrindo, também sem saber muito bem a reação que se tem, até porque ela é um reflexo do que o Harry queria que fosse, não especificamente um pedaço dela ou uma expressão dela estar ali. E a dor no peito dele é grande. O texto até fala que ele sente alegria e uma terrível tristeza ao mesmo tempo.

Que é exatamente o que a mãe dele tá espelhando ali, né? Lágrimas e... De chuva, olha o brilho da janela. Não. Lágrimas e sorriso. Eu adoro que ele chegue a comentar que tem um velhinho que tem o... Porque não é só os pais, né? No filme é só o pai e a mãe. Mas ele realmente vê uma multidão. Então tem um velhinho que tem os mesmos joelhos ossudos que ele. Então é muito... É muito legal.

Muito bacana. É meio que você vê a família dele inteiro, né? Acho que ele não sabe disso ainda, mas é a família dele inteira, assim. Até que ele não conheceu. Nesse momento, ele... Ele já se ligou que é a família. Ele só não entende como funciona a coisa ainda.

Bom, ele passa um bom tempo ali. Já é quase de manhã quando ele decide voltar pro quarto dele. Então a gente pula pro dia seguinte. Então o Harry leva o Rony junto com ele, né? Conta a experiência que ele viveu na noite anterior. O Rony chega a comentar poxa, você podia ter me chamado. Mas o Harry fala, não, tá tudo certo.

Eu vou te levar hoje à noite pra gente poder ver o espelho. Aí tem toda uma discussão bonitinha, né? De o Harry e o Ron falando sobre a ave, uma família do outro. E o Ron fala, cara...

Eu não preciso que você veja a minha família no espelho. Você pode passar o verão lá na minha casa. Já te falei. Você vai poder ver todo mundo. Vai poder ver a galera toda. Até eu que não quero ver tanta gente assim. Já que você quer ver, você vê. Pode ir. Vai lá em casa, pelo menos isso. É, vai lá em casa. Bom, e aí...

Juntos na sala levam um bom tempo. Não é fácil. O Rome já está quase desistindo. Porque o Harry foi aleatoriamente para lá. Então lembrar o caminho não foi fácil. Mas eles conseguem. E aí tem uma coisa bem interessante. Na parte anterior que o Paulo estava falando. Mesmo vestido com a capa. Isso é legal de saber. Você ainda se vê refletido. Porque o grande lance do Harry. A primeira vez.

que ele vai na frente do espelho, é que ele quer ver que ele ainda está invisível. E é aí que ele vê tudo que ele viu. Aqui, a gente aprende uma mecânica interessante entre o espelho, com a dinâmica dos dois garotos. Tem que se estar de frente para o espelho, para ele poder funcionar. E uma vez que você não é o centro das atenções, você não vai ver o que está rolando.

não fica por conta daquela pessoa e aí o Ron vai para frente do espelho e ele não vê paz família nada disso ele vê a si mesmo mais velho é sozinho monitor chefe capitão de quadribol e ele é o sexto filho né o Gui já foi monitor

O Carlinhos já foi capitão do time de quadribol. O Percy acabou de virar monitor. Os gêmeos são estrelas populares. Então aqui a gente vê um pouco mais sobre quem é o Roni. Um pouco mais a construção do personagem. Aquilo que ele quer, aquilo que ele está desejando. O que ele se sente.

Então, Rony vive a vida inteira, né? Soterrado na sombra dos irmãos. E o maior desejo da vida dele não é ter dinheiro ou salvar o mundo. É simplesmente provar que ele é melhor do que os seus outros irmãos, né? Ele ser o centro das atenções. Então, o espelho de Ojezade faz o Rony encarar a síndrome do irmão do meio, né? Aquela coisa de que ninguém presta atenção nele, né?

E tá na cara de todo mundo ali, né? Que a autora faz questão e diz...

fregar na cara de todo mundo e o Rony é o esquecido, coitado. É, é o dilema do personagem. E é importante pra construção dele. O Rony questiona se o espelho vê o futuro. O Harry responde como poderia se toda a sua família está morta. Os garotos então começam a brigar pra ver quem vai ficar na frente do espelho. O Rony fala, ah, você já ficou muito ontem. O Harry, ah, mas eu quero ver a minha família. Quem que se importa com você ser monitor? E aí até que eles escutam uns barulhos de alguém se aproximando.

Eles correm para vestir a capa. E aí nesse momento quem entra no espaço é a Madame Nora. Ela passa um bom tempo ali dentro. Eles se questionam se a gata poderia ou não vê-los. Mas aparentemente ela não pôde ver eles. Me pergunto se ela não estava sentindo o cheiro deles. Por isso que ela demorou mais tempo ali. E me questiono se a Madame Nora...

veria algo no espelho. Provavelmente. Qual seria a ambição da Madame Nora? Matar o Filch? Pode ser. Não duvido. Ou, sei lá, mais atum.

Todos os ratos se multiplicando. Pode ser. É possível, é possível. Bom, os garotos então decidem voltar e eles vão pro dormitório. Mas é aí que a parada fica um pouco sombria, né, na verdade. No dia seguinte, a gente começa a ver os sintomas que o espelho despertou.

Já com a briga já é um bom sinal, né? Mas aí o dia seguinte, o Harry fica meio apático, ele se recusa a jogar xadrez, se recusa a se divertir, não quer ir na casa do Hagrid, ele não quer tomar café da manhã, ele quer esquecer o Nicolau Flamel, a história do cão de três cabeças, ele esquece o Snape, ele quer o espelho. Literalmente virou...

O usuário de narcótico. O usuário de GZ. De GZ, é. Nossa, sabe aquela piadinha que se faz, aquela entrevista que se seu filho fosse qualquer coisa, você aceitaria ele? E a pessoa fala, não, nada a ver. Podia fazer, tipo, se seu filho usasse o GZ, você aceitaria ele mesmo assim? Pode ser, pode ser.

Ai, ai. Bom, ele tá viciado na ilusão que ele teve, né? Então ele tá meio que definhando ali por um pedaço de vidro. Eu acho que definhar é uma palavra um pouco forte nesse contexto ainda, mas... Espera mais uma semana. Deixa as coisas do jeito que tá mais uma semana pra você ver. Eu consigo enxergar o que você quer dizer com isso. Então,

Existe uma voz ali de maturidade, vejam só, e ela é do Rony. Geralmente é um alívio cômico, um impulso. Mas ele veste a camisa da responsabilidade. Ele fala com o Harry, olha, eu tô com uma intuição ruim sobre esse espelho, sabe? Não vai não. Fica aqui comigo e tal.

O Rony percebe um perigo nessa obsessão do Harry com o espelho, né? E qual é a resposta do Harry? É um ataque defensivo clássico de quem tá viciado, de acordo com o Paulo. Você tá falando igual a Hermione, né?

Você tá careto, irmão. Tá falando igual a Hermione. Para com isso aí. Vamos com nós. A brisa é boa. Bora, mané. Bom, que é uma ofensa pesadíssima pro Rony, diga-se de passagem, né? Se comparado com a Hermione neste momento. Mal sabia.

Bom, mas não adianta, é a terceira noite e o Harry corre de volta pro escuro, vai pra sala, ele passa direto e senta na frente do espelho ali, no chão gelado, e decreta que ninguém vai impedir ele, ele vai passar a noite inteira ali na frente do espelho, a não ser que o dono da porra toda tenha outros planos.

E aí, gente, chegou num momento importantíssimo deste capítulo, né? Tá um silêncio total ali. Ai, gente, essa piada. Galera de cowboy. Ai, ai. E aí, a gente tem um dos diálogos mais bem escritos, da literatura fantástica, na opinião de Paulo Rodrigues. O Harry senta no chão para passar, então, a noite inteira. E ele escuta uma voz ali, ecoando na escuridão. E é Dumbledore.

O velho tava sentado no canto da sala o tempo inteiro. E a gente já sabe, né? Com a visão completamente cega, que foi tomado pelo Harry... Não. O Harry está com a visão completamente cega, tomada pela capa de invisibilidade. Afinal de contas, não? Você não quer que eu fale desse jeito? Você quer que eu mude? Não, porque não é cega, é saga. Como assim?

É que aqui eu só tô falando que a gente já sabe que quem deu a capa foi o Dumbledore. Ah, entendi, entendi. Tá bom, então. A gente já tem a visão completa da saga. E a gente sabe que quem mandou a capa é justamente o Dumbledore, né? E ele sabia que o Harry ia sair andando pela madrugada fora, pelos corredores. Ele sabia que o Harry ia achar aquela sala. E eu não acho isso.

E o Dumbledore deixou o moleque lá por três noites seguidas, se viciando na ilusão, quase perdendo a cabeça. Eu não acho que foram três, eu acho que foram duas. A primeira foi realmente uma coincidência. Mas aí é a minha opinião, tá? Enfim. Ele foi três vezes seguidas. Não, sim. É porque aqui você tá dizendo que o Dumbledore deixou ele ir três vezes seguidas.

Ele vai descobrir que o Harry tava lá a partir da segunda. Primeiro o Harry chegou lá. Impede na segunda. Ele deixou três vezes. Mas como que ele ia impedir a primeira?

Não, ué. Beleza, ele foi a primeira. Olha, é ruim pra você, Harry, não vou mais deixar. Na segunda já corta, entendeu? Ele deixou ele ir a terceira vez. Ah, sim, claro. Sim, claro. Sim, entendi onde você quer chegar. Ele deixa chegar a terceira vez pra poder falar alguma coisa. Entendi. E aqui a gente tem o diálogo. Você vai querer fazer o diálogo, é isso? Ah, eu queria. Eu acho que é um diálogo bonito. Tá bom. Então... Quem será você?

Pode escolher, você quer o azul ou quer o rosa. Eu vou ser o Dumbledore. Então você é o azul. Então você é o azul. É. Você sabe que o trecho que tá abaixo, ele pertence ao Harry, né? Só pra você. Ah, entendi. Porque ele tá falando sobre o que o Harry tá sentindo, como pode ser o Dumbledore.

É o narrador. Que tá trazendo o rosto. Eu faço os branquinhos também, porque tem muito azul. Que paz. Então vamos lá. Vou até me arrumar aqui na cadeira, galera. Eu quero a voz, tá? Então, aqui outra vez, Harry.

Eu não vou falar desse jeito os trechos todos. Você sinta-se premiado com essa única vez, tá? Bora lá. Tá bom. Harry sentiu suas tripas estivessem congeladas. Olhou para trás. Sentado em uma das mesas, junto à parede, estava ninguém menos que Alvo Dumbledore. Harry deveria ter passado por ele direto. Tão desesperado que estava para chegar ao espelho, que nem reparara. Eu não vi o senhor.

é estranho como você pode ficar milpe quando está invisível disse dumbledore e harry sentiu alívio ao ver que ele sorria então continuou dumbledore escorregando da cadeira até o chão para se sentar ao lado de harry

Você, como centenas antes de você, descobriu os prazeres do espelho de Orgeset. Eu não sabia que chamava assim, professor. Abre parênteses, tá escrito na porra do espelho, Harry. Era só ter lido. Fecha parênteses. Ele tava ocupado olhando pra mãe dele. Desculpa. Mas espero que a essa altura você já tenha percebido o que ele faz. Bom, me mostra a minha família. E mostrou o seu amigo Romney como chefe dos monitores.

Como o senhor sabe disso? Eu não preciso de uma capa para me tornar invisível, disse Dumbledore com brandura. Agora, você é capaz de concluir o que o espelho de Orgesed mostra a todos nós?

Harry sacudiu negativamente a cabeça. Deixe-me explicar. O homem mais feliz do mundo poderia usar o espelho de Ojezade como um espelho normal. Ou seja, ele olharia a si e veria exatamente como é. Isso ajuda a pensar?

Harry pensou e então respondeu lentamente. Ele nos mostra o que desejamos, seja o que for que desejamos? Sim e não, disse Dumbledore. Mostra-nos nada mais nem menos do que o desejo mais íntimo, mais desesperado de nossos corações. Você, que nunca conheceu a sua família, a vê de pé à sua volta.

ronald weasley que sempre teve os irmãos ali fazendo sombra vê-se sozinho melhor do que todos os irmãos porém o espelho não nos dá nem conhecimento e nem a verdade já houve homens que definharam diante dele fascinados pelo que viam ou enlouqueceram sem saber o que o espelho mostrava era real ou sequer possível

O espelho vai ser levado para uma nova casa amanhã. Harry. E peço que você não volte a procurá-lo. Se algum dia encontrar, estará preparado. Não faz bem viver sonhando e esquecer de viver. Lembre-se. E agora, por que você não põe essa capa admirável outra vez e vai dormir?

Eu acho uma das construções mais bonitas de frase quando você vai ler, que é, primeiro, ele fala um negócio pro Harry de tipo, é a pessoa mais feliz do mundo se olharia no espelho normal. Não ajudou em porra nenhuma. Na minha cabeça de criança lendo, eu falei, tá, tá, explica melhor esse troço aí. E aí depois ele explica, ele traz uma... Uma...

uma explicação, né? Obviamente ele explica, traz uma explicação, mas ele traz aqui um texto que é muito interessante falando sobre desejos e sobre os desejos que não que a gente quer, né? Ah, eu quero ficar rico. Não, mas é o que realmente está dentro do seu coração. O que realmente você mais deseja de tudo. E ele fala, olha, estamos levando esse espelho para outro lugar.

não vai atrás dele, por favor se porventura você encontrá-lo beleza, você já vai ter entendido como processar mas não vai atrás então eu acho que ele é uma frase muito bonita, ele consegue desenhar todo o esqueleto de Gized e as preocupações que ele começa a ter com o Harold, é que eu começo a enxergar que ele tem uma preocupação com o Harold

Eu acho que aqui é um momento que ele é professoral. Ele realmente quer ensiná-lo. Então, ele senta, ele fica na altura dele, ele mostra uma igualdade, ele não está bravo, ele não está irritado pelo que aconteceu.

Ele está ciente, ele queria ver até onde ele podia ir, então ele esperou para ver se ele voltaria mais vezes ali. Ele entende o quanto o peso daquilo é diferente para o Rony e para o Harry. O Rony não quis voltar. E para o Harry ele quis voltar. Também mostra muito sobre a necessidade de cada um, e como cada um vê esse desejo que está buscando e ansiando.

e o lance de ele realmente querer prepará-lo para quando ele vê o espelho novamente, porque ele quer que ele realmente entenda. Então, ele pergunta, você entende o que isso significa? Que nem você falou, ele traz uma carga ali na primeira frase que uma criança não vai entender, mas ele está esperando que ele não entenda, porque é onde ele está sendo professor. Então, é isso, é aquilo, é isso, e para pi, para pau.

Aqui tem muitas coisas para a gente poder conversar. Mas tem um ponto que eu queria chamar a atenção, que é o fato que ele fala que não precisa de uma capa de invisibilidade para ficar invisível. E aí traz o ponto sobre quando Dumbledore ouviu o que aconteceu com Rony e com ele na segunda vez que eles encontraram o espelho.

E a gente não tem uma resposta de como ele sabe disso. O Dumbledore não estava atrás da porta escondida, esperando já na segunda vez. O que você acha que pode ter acontecido aqui? Eu acho que o Dumbledore estava. É que a gente diverge nesse ponto, e obviamente tudo bem, mas eu realmente acho, e assim, eu não sei te dizer como que o Dumbledore imagina que ele enfrentaria, o Harry enfrentaria o Quirrell lá na frente, sabe? Acho que não era o plano dele.

Mas eu acho que o Dumbledore queria preparar o Harry pra usar o espelho. Porque senão o que o espelho já tá fazendo ali, perdido? A armadilha pra Pedra Pelosofal já tá lançada. O fofo já tá lá, as coisas já estão todas lá. Então é dito que cada professor já tem a sua armadilha feita.

E o Hagrid fala isso, se eu não estou enganado. Então, teoricamente, o espelho já era pra estar lá, que é a armadilha do Dumbledore. Então, se o espelho sai dali, do lugar dele, e vai pra lá, primeiro, minha pergunta é onde está essa pedra, porque, pelo amor de Deus, o Dumbledore não deixou essa pedra perdida no meio do caminho, dentro do espelho, sem nenhuma proteção. Mas eu acho que deixou, porque justamente o próprio Dumbledore estaria cuidando o tempo inteiro.

E eu acho que o Dumbledore tá lá o tempo inteiro, não o tempo inteiro sentado bonitinho, mas ele deve estar com a Focus olhando, olha, o Harry chegou, você vai lá, entendeu? Pra que ele consiga acompanhar o Harry. Eu não acho, e aí sendo um pouco menos melodramático, igual eu tô sendo até agora, eu não acho que ele tá ali, nossa, vamos lá, chicotada, vamos aprender. Mas eu acho sim que ele tá fazendo com que o Harry conheça da própria força.

Conheça suas potencialidades com a capa, porque vai realmente transformar o Harry em quem ele é, em alguém pra lutar contra o Voldemort. Mas principalmente ele quer que o Harry conheça o segredo do espelho pra que ele use o espelho no futuro. Eu acho que é isso que o Dumbledore tá fazendo. Então eu acho sim que o Dumbledore tá lá.

eu acho que ele estava lá na primeira vez eu acho que ele estava lá na primeira vez talvez não, mas acho que ele chega porque eu acho que tinha um feitiço lá, alguma coisa que ele aliviasse acho que no segundo dia ele esperava que o Harry fosse e aí por estar com o Rony ele não se mete, falando da minha porque é a terceira vez que ele deixa eu acho que o Dumbledore fala assim, ah ele está com o Rony vou deixar ele ser no momento dele e na terceira vez o Dumbledore entende o quanto é perigoso para o Harry não ter o conhecimento das coisas, então aí ele aparece a gente já sabe a gente já sabe

Então, na minha opinião, o Dumbledore estava lá, ou pelo menos monitorando lá de alguma forma, sabe? Uma câmera mágica, não sei. Então eu acho que ele descobre o que acontece ali. Acho que o primeiro ponto que eu preciso trazer sobre o espelho de Ogesed é algo que está no antigo Pottermore.

Que ele é um objeto que já estava no castelo antes do Harry chegar. Ele é um objeto que foi trago por um professor em uma de suas viagens. Não se sabe exatamente qual. Mas ele já é um objeto que está em Hogwarts antes da chegada do Harry. Então, ele já estava ali naquele lugar, como você bem disse. Eu não acho...

que tudo foi planejado pelo Dumbledore. Não acho que ele escolheu esse espelho para o Harry ver ele e tal. Eu acho que, a partir do segunda visita, é que o Dumbledore acha que essa pode ser uma oportunidade para ele utilizar o espelho. Eu acho que o Harry dá a ideia para o Dumbledore.

de usar o espelho pra pedra filosofal. Porque eu acho que os desafios que foram criados, bem como você disse, pelos professores e tudo mais, pra mim ele é um... Isso é a minha opinião, tá? Os obstáculos, eles são um disfarce.

Eu acho que quem tá com a pedra o tempo todo é o Dumbledore. Eu acho que se existe um lugar pra pedra estar guardada, é com o próprio diretor. Ele tá carregando ela com ele o tempo todo. Então, o tudo ali, toda aquela parada toda que foi feita...

simples e puramente um teatro, porque ele sabe que o Voldemort pode aparecer a qualquer momento, e é por isso que ele tá escondendo a pedra e tudo mais. Eu acho que, a partir do próximo capítulo, se eu não me engano, é que vai ficar claro, porque o Dumbledore tem isso também, ele tem essa ideia, que é uma coisa que a gente vai ver no futuro na saga, de que o Dumbledore, a partir do momento que o Harry chegasse, o Voldemort teria esse ípito de ir atrás do Harry também.

Então, eu também não acho que você está totalmente errado quando você fala que ele está preparando o Harry e tudo mais. Eu só não acho que ele esperava que o Harry realmente encontrasse o espelho. Eu acho, na minha opinião, de que foi realmente aleatório. O lance de ele ser invisível é que, para mim, o mais provável é que tenha um quadro dentro dessa sala.

E aí foi que o Dumbledore, por exemplo, este quadro está realmente a todo momento vigiando aquele espelho. Ponto. E aí, a partir do momento que alguém entrou, o quadro contou para o professor. Olha.

o Harry Potter encontrou o espelho. E aí faz-se sentido que o Dumbledore tenha ido para lá, e tenha ido invisível, e tenha acompanhado todo o diálogo dos garotos, e esperou pelo Harry na segunda vez. E aí parte daí a ideia de utilizar, então, o espelho. Porque vai-se ter sinais da presença do Voldemort, e aí sim o Harry é utilizado como uma isca.

Pra esse encontro que vai ter entre os dois. E aí o Dumbledore decide colocar o espelho. Com a pedra. E aí. Tudo mais. Eu acho que aí se desenrola melhor. Toda essa questão. É mais a minha opinião.

A gente nunca vai ter uma resposta pra isso. A não ser que sente pra bater um papo com a autora. E ela vira e fala assim, eu pensei em nada disso. Ah, pensei em nada disso. Eu só escrevi.

O que é mais provável de acontecer também. É. Aí tem a segunda frase, que é não faz bem viver sonhando e esquecer de viver, que é uma frase muito forte, né? Que não basta apenas ficar sonhando e desejando as coisas e não tentar viver nesse processo, né? Que é uma coisa que se faz muito, né? No processo de querer muito algo, você deixa de viver agora, com a ilusão.

Desse algo a ser alcançado. Ou até mesmo desse objetivo que você acha que não pode alcançar. E aí no meio do caminho você fica estagnado. Não vive. Então é bem bonito, é bem interessante.

E aí, com isso, o Harry vai acatar a história do Dumbledore? De não procurar o espelho? Vai. E aí, o que acontece é, o Harry faz uma pergunta muito audaciosa pro Dumbledore. Que, na minha opinião, e aí é minha opinião mesmo, eu acho que no meio daquela discussão, nada mais justo do que o Harry perguntar, uma vez que o Dumbledore tava diante do seu íntimo, né? Eles estavam discutindo isso. Então...

Mas eu não acho errado. Eu não acho errado. Eu sou achado ansioso, mas não é errado. É inocente também, né? Porque ele vira e pergunta o que o diretor vê no espelho. E aí o Dumbledore é muito rápido. E eu gosto da resposta. Ele diz que é um par de meias grossas.

de lã, porque todo Natal as pessoas cismam de dar por ele ser inteligente, intelectual e tal, as pessoas acham que ele precisa ganhar livros e ele na verdade precisa ganhar meias. E aí me fez pensar que eu, sendo eu, no dia seguinte ia mandar Edviges pra comprar uma meia e eu mandava pro diretor.

mas o Harry não vai ter essa sacada ele não vai querer ganhar os pontos com o diretor ele não vai ganhar um par de meia e aí aqui o Paulo traz um pouquinho um spoiler aí que a gente sabe de Relíquias da Morte, de Animais Fantásticos que é sobre o que o Dumbledore vê então a gente sabe que o Dumbledore realmente vê ali

por essas ideias que a gente pode ter, né? Ele vê a família restaurada, talvez, ele vê a irmã mais nova, Ariana, viva, ele vê o irmão Aberford perdoando ele pela destruição da família, ou ele vê o bruxo...

mais importante de sua vida, Grindelwald. Porque algo que ele vê em Animais Fantásticos, porque, veja bem, em Animais Fantásticos, ele não vê derrotando Grindelwald. Ele não vê matando ou prendendo Grindelwald. Ele simplesmente vê Grindelwald. Porque Grindelwald é o seu desejo. Né? Desire. É, gata. Você hoje é Zed.

É, ele é o exédio do Dumbledore. E aí, tá, porque assim, o Itamar...

do passado, levantou várias questões que eu mesmo respondi com a nossa conversa. A visão que você tem do que o Dumbledore teria feito ali com o espelho e tal, e a minha opinião hoje. Mas eu me questionei muito sobre o que o Dumbledore estava vendo diante do espelho. Porque eu me pergunto se o desejo mais íntimo é mutável.

nas pessoas. Ele muda? Ele não muda? Ele é petrificado? Ele não é? Vai ter nuances? Porque esse Dumbledore que estamos vendo agora é um outro Dumbledore. É um Dumbledore muito mais velho. Ele...

Por mais que ele ame a família dele, ele já passou por muitas coisas. Em Animais Fantásticos, ele não estava vendo a Ariana no espelho. Ele não estava vendo sua família. Ele estava vendo Grindelwald.

Depois de tantos esses anos, o que ele está vendo ali? É mudável? É mutável o que a gente deseja no nosso mais íntimo? Como Dumbledore falou, não tem conhecimento ali. Mas dá para mudar? Ele muda? Não muda? Eu fiquei me questionando.

Muda. Existem várias provas de que isso muda. Itamar de 15 anos. Qual era o seu maior sonho? Só Deus é que sabe. Eu não lembro mais. Mas ele tinha um... E o Itamar de... E o Itamar de 5 anos. Qual era o seu maior sonho? Deus é quem sabe. Eu não lembro também. E o Itamar de 5 anos atrás? Vixe, também não lembro.

Esse é o ponto. O ser humano é constituído de experiências. Existe uma teoria que fala que um homem é uma mistura das 15, 20 pessoas com quem ele mais convive. E aí, isso muda toda a perspectiva. E isso é muito real e é um exemplo que eu tenho na minha vida, assim, desde muito pequeno. Eu sempre fui muito cuidado com os meus primos. A gente teve muitos primos, assim. Então a gente estava pelo menos em 6, 7 pessoas ali juntos.

E aí a gente cresceu todo mundo junto, e a gente cresceu todo mundo ouvindo rock, ouvindo Charlie Brown Jr., CPM22, e era o estilo musical que todo mundo ouvia. Quando começou a se espalhar, a criar amizades, além dos primos, então a gente foi ficando mais velho, eu comecei a ouvir um pouco mais de hipop, um pouco mais de MPB, eu tenho um primo que se aprofundou no rock, então ele foi pra Angra, ele foi pra... enfim. E eu tenho um primo que migrou pro sertanejo.

Por quê? Porque eram as pessoas que a gente convivia. Então as nossas vontades, os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, eles vão se mudando ao longo do tempo. Pode ser porque eu atingi aquele desejo, então o meu sonho era me formar na faculdade e agora me formei, eu preciso de um outro desejo. Ou pode ser simplesmente porque aquilo não faz mais sentido pra mim. E eu tive muito disso na minha vida, eu tive sonhos não...

materializados, não consumidos por mim, que eu olho e falo, ainda bem, porque se eu tivesse feito isso, ia ser uma merda, minha vida. Então, eu acho que assim como nós mudamos e amadurecemos, os nossos desejos mudam e amadurecem. O Dumbledore, de Animais Fantásticos, ele não tinha...

Botar os pingos nos is com o Grindelwald. E aí, tecnicamente, no quinto filme de Animais Fantásticos que nunca veremos, ele bota esses pingos nos is, né? Então quando ele duela, quando ele toma a decisão, primeiro ele quebra o pacto, depois ele toma a decisão de enfrentar e ele amadurece o suficiente pra olhar pra trás e falar cara, por mais que eu amo ele, ele tá errado e eu não posso deixar isso acontecer. Senão as consequências vão ser mais graves. Ele muda de perspectiva, ele muda inclusive de sentimento.

E eu acho que aí começa a bater um pouco mais a ideia do quanto ele abriu mão por esse amor. Então, ele abriu mão da irmã para que ele pudesse viver esse amor, ele brigou com o irmão para que ele pudesse viver esse amor, e quando a gente olha para trás e vê que o amor não é tudo isso, começa a bater o arrependimento. Então, eu acho que aí é a virada de chave para que ele comece a se enxergar no espelho com a família.

Mas também nunca saberemos, porque a única visão que tivemos foi a de Grindelwald. A autora nunca disse o que o Dumbledore viu ali no espelho. A gente só pode o quê? Ficar imaginando. E aí o único ponto... Supunhetar. Mas o último ponto é o Harry, pós a saga, veria o quê diante do espelho? Ainda veria? Porque agora ele embora...

Que assim, vamos lá, o maior desejo dele era a família dele, mas ele construiu a própria. Ele ainda veria a família? Ainda é o desejo dele? Eu acho que ainda é o desejo dele, sim. Ele constrói a própria família e eu acho que ele tá com muitas feridas aliviadas. Mas ele ainda não teve a mãe.

Ele ainda não teve e eu sempre vou guardar é, então, e eu sempre vou guardar aquela frase quando ele faz 17 anos que ele fala que se os pais dele estivessem vivos os pais dele podiam estar dando relógio pra eles e a mãe dele teria feito bolo de aniversário e teria comemorado juntos, então eu acho que essa é uma dor que ele nunca vai conseguir superar

Ele nunca vai conseguir realizar também, porque ele não vai ver os pais, né? Esquece. Mas é algo que ele nunca vai conseguir superar. E aí, assim, tá, mas você não acabou de falar que todo mundo amadurece? Sim, eu acho que todo mundo amadurece, inclusive o Harry amadureceu, ele conseguiu curar suas feridas, e ele alcançou tudo que ele tinha de vontade, menos aquilo que ele quer desde o começo.

Então, não quer dizer que ele seja a mesma pessoa, não quer dizer que ele ainda passaria dias na frente do espelho de Giorgesed pra ver os pais. Eu acho que não é isso. Eu acho que é só um sentimento de que ele nunca vai ter alcançado isso.

É, eu acho que o lance de passar dias na frente do espelho, eu acho que a gente resolve isso com o Dumbledore na conversa ali sobre ser apenas uma ilusão e ele entender que ele precisa viver. Mas acho que pra algumas pessoas, então, o que a gente pode dizer é que sim, o desejo mais íntimo delas pode ser mutável, porque talvez pro Roni...

ele já veria algo diferente, mas para outras talvez o seu desejo mais íntimo é imutável, como é para o Harry, talvez para o Snape também, que passou a vida inteira desejando uma única pessoa e mesmo após a morte dela ele ainda seguiu obcecadamente para essa pessoa, enquanto que para outras o contexto de sua vida vai fazer diferença para esse seu desejo mais íntimo.

perfeito, a gente chegou ao final desse capítulo, e assim, ó, por falta de um episódio, a gente entregou um de duas horas e meia. Eu acho que é, fazia tempo que a gente não gravava um episódio com mais de duas horas. Duas horas e meia é top, tá? E ficou um episódio divertido, na minha opinião. É, e tenho pena de quem vai editar. Porque eu é que não vou ser.

Que lute o editor. Que lute o editor. Então a gente se encontra, espero eu, na próxima semana pra gente comentar o capítulo. Cruzem os dedos aí, gente. Pra comentar o capítulo de número 13, o grande, o bruxão, o famoso Nicolau Flamel no nosso episódio de número 253. Um grande beijo e abraço e tchau.

Valeu, falou galera. E... Quarta!