O Trabalho Devolve - 01 de Julho
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01 de julho.
Medo.
Tem hora que a vida vai te colocar contra a parede.
E nesse momento você vai descobrir se vai recuar… ou confiar em quem você pode se tornar.
Hoje o recado é forte: medo não pode mandar na sua vida.
Respira, se prepara, busca conhecimento, escolhe bem o ambiente e anda com as pessoas certas.
Porque coragem sem preparo é risco, mas medo demais é prisão.
No fim, quem cresce aprende uma coisa:
não dá para viver pela metade.
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- Mentalidade EmpreendedoraJoel Jota · Carreira acadêmica · Empreendedorismo · Clube de natação · Demissão
- Medo e CoragemConfiança em si mesmo · Superar o medo · Conhecimento e preparo · Viver pela metade
- A importância de ser 'alguém para alguém'Pais ausentes · Ser presente para os filhos
Tudo bem? Bom dia, espero que você esteja muito bem, ou boa tarde, ou boa noite, não sei que momento que você está ouvindo o trabalho do Evolve. Comenta aí, a gente sempre quer ler os comentários de vocês, tá?
Vambora! Eu não sei qual que é o seu nível de confiança. Eu sei que é importantíssimo você ter confiança. Eu também acredito que confiança deve ser a primeira lição que um ser humano deveria aprender na vida. Aprender a confiar mais nele do que em qualquer outra pessoa na vida. E é por isso todos os dias que eu chego lá para os meus filhos e falo: você é rápido, você é inteligente, você é forte. Todos os dias você aprende uma coisa, ele: nova!
Porque eu não vou estar aqui para sempre. Em algum momento ele vai se deparar com uma situação que o pai dele não vai estar lá. Nem todo mundo foi criado com pai, né, gente? A gente tem que reconhecer, né? Nem todo mundo foi criado com uma mãe. A gente também tem que reconhecer. Mas se você não foi criado com um pai presente ou com uma mãe presente, se torne essa pessoa presente. Mude o fluxo, seja você essa pessoa. Qual a opção que você tem?
Em 2012, eu estava numa situação difícil. Eu empreendia em Santos e eu tinha uma carreira acadêmica. Minha carreira acadêmica, pessoal, ela tava encaixada. Eu já era professor, eu tava terminando o meu mestrado pela USP. Poxa, gente, Universidade de São Paulo, entendeu? Eu tava na boca do doutorado, galera. Os meus professores falavam assim: Joel, só segue por aqui, tua carreira tá pronta, você é inteligente, você é esforçado, você é dedicado, você é muito diferente.
Só que dentro de mim tinha um empreendedorismo forte. Eu queria estar aqui nos palcos, eu queria estar escrevendo livro. Eu já palestrava, já ganhava um dinheirinho com palestra, já tinha meus livros, mas eu tava no começo. E eu resolvi abrir um time de natação. Em 2009 foi o meu primeiro CNPJ da vida. Em 2012 eu coloquei toda minha energia num clube de natação. O clube era pequeno, representava um time pequeno, minha equipe era pequena, diferente diante de tudo que eu tinha vivido lá no Santa.
O Santa era grande, era o maior que tinha. Eu tava começando meu empreendedorismo e eu tinha minha carreira como professor. Eu falava bem, entendeu? Eu dava uma aula legal, a galera gostava, os alunos curtiam meu jeitão. Era jovem, eu tinha talento potencial, era uma promessa na faculdade. E eu resolvi empreender. E quando eu resolvi empreender, comecei a incomodar. E quando eu comecei a incomodar, eu fui chamado numa sala. E quando eu fui chamado numa sala, estava o diretor do curso, muito meu amigo, como se eu fosse um pai.
O coordenador do curso, muito meu amigo, e o chefe do departamento jurídico, muito meu amigo, os três tinham sido meus professores na faculdade. Eles olharam para mim e falaram assim: Joel, cara, presta atenção, tá tudo certo na tua vida acadêmica, continua aqui, não inventa esse negócio de empreender, ó, para com isso, cara. E eu lembro que eu falei assim: mas isso tá atrapalhando vocês? Porque eu sou professor da faculdade, eu que empreendo num clube de natação, o que que tem a ver uma coisa com a outra?
Ele tá atrapalhando, tá atrapalhando o clube aqui, cara. Sossega aqui, Joel, tu tá encaixadinho. Mas algo dentro de mim queria mais, algo dentro de mim sabia que eu podia ir mais, mas não tava tão claro. Eu não tinha essa cena ainda pronta, mas eu falo: cara, eu acho que eu posso ir mais, eu posso um pouco mais longe. Por que que vocês estão então incomodados? E a gente incomoda mesmo. E ali eles falaram assim para mim: Joel, se você continuar com isso, infelizmente eu vou ter que te demitir.
Eu parei. Aqui tá certo, aqui é uma aposta. Aqui tá certo, aqui é uma aposta. Vou desistir de empreender. Vou seguir a Cristo. E eu lembrei de uma coisa que meu pai sempre me disse, pessoal. Meu pai não estava na reunião e eu lembrei. Ele sempre falou assim para mim: "Filho, viver com medo é viver pela metade." E ali eu ouvi a voz dele, cara: viver com medo é viver pela metade. Eu tô assim, meu pai sempre me disse isso. Pode me demitir.
E eu achei que eles não iam me demitir, e eles me demitiram. E eu sentei na porta do RH, fui demitido, pô. Passou uma professora, Maressa, olhou para mim e falou assim: nossa, Joel, caramba, poxa vida, não precisava ser desse jeito. Mas ali foi uma decisão corajosa, foi uma decisão de confiança, confiança que eu ia aprender, que eu ia achar um jeito, que eu ia achar um caminho. Uma frase, pessoal: viver com medo é viver pela metade.
Viver com medo é viver pela metade. Cure esse medo, supere esse medo. Eu também não tô falando para você assim: se tá com medo, vai com medo mesmo, entendeu? Porque eu acho essa frase incompleta. Quando a gente tá com medo, a gente fica burrinho. Se tá com medo, para, respira, pensa, captura elementos de conhecimento e vá com conhecimento. Não precisa ir com medo mesmo. Mário Sérgio Cortella tem uma frase que eu gosto muito, que ele fala assim: a pessoa mais perigosa que existe é o motivado despreparado.
Muitas pessoas se deram mal na vida porque foram— se tá com medo, vai com medo mesmo, entendeu? Mas também muitas pessoas não foram na vida porque alguém falou: "Não vá." Então eu parei. Viver com medo é viver pela metade. E eu tinha uma máxima, e essa máxima eu quero repassar para vocês: se eu souber o que fazer, se eu conviver com as pessoas certas e se eu tiver num ambiente de crescimento, eu vou conseguir. Se eu souber o que eu tenho que fazer, num ambiente que floresce de crescimento com as pessoas certas, eu vou conseguir.
Gente, esse JJ Podcast é patrocinado por uma empresa que eu adoro, de 3 empresários que eu gosto deles, que é a The Best Açaí. A The Best Açaí é a maior franquia de açaí do Brasil. Os caras têm mais de 1000 lojas de açaí e não param de crescer. Eu tomo açaí quase que todos os dias aqui na Jota. Além deles terem um modelo de negócio que é incrível pra você, que traz retorno do investimento em alguns meses, que traz uma belíssima margem num negócio, no mercado que não para de crescer no Brasil e no mundo.
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