O Que Ele Aprendeu Entrevistando Mais de 2 Mil Pessoas (ROGÉRIO VILELA) | JOTA JOTA PODCAST #281
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Rogério Vilela já foi cartunista da Marvel, ator em Tropa de Elite, professor da Panamericana por 17 anos, comediante de stand-up com plateia lotada, e dono de uma produtora com 30 funcionários.
Abandonou cada fase no auge. E nunca se perdeu no meio do caminho.Hoje tem 5 milhões de inscritos no YouTube e um dos podcasts mais ouvidos do Brasil.
Construiu tudo isso sem seguir nenhum manual e sem vir da comunicação tradicional.
Neste episódio do Jota Jota Podcast, dois dos maiores criadores de conteúdo do Brasil se encontram num papo que vai muito além de podcast.
Falam de criatividade, negócio, equipe, dinheiro, e o preço real de construir algo do zero mais de uma vez.
Vilela explica:
◼️ Por que cada reinvenção não foi fuga, mas evolução
◼️ Como perdeu o carro no leilão e quase o apartamento e reconstruiu em menos de 1 ano
◼️ Por que 85% do que ganha ainda depende da sua presença física e como quer mudar isso
◼️ A mudança radical na construção de equipe em 2024: de afinidade para técnica
◼️ Por que curtir o processo importa mais do que chegar ao destino
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🎙️ Host: Joel Jota
🗣️ Convidado: Rogério Vilela
🕐 Áudios novos no Spotify, todos os dias às 01:02
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#Vilela #criatividade #carreira #joeljota #desenvolvimentopessoal #empreendedorismo
- Produção de PodcastsInteligência Limitada · Entrevistas longas e profundas · A importância da agenda e dos assuntos · O papel do podcast na vida pessoal · Estratégias de crescimento de audiência
- Mentalidade EmpreendedoraTransformação de um podcast em mídia · Diversificação de fontes de receita · A importância de criar produtos próprios · O papel da ambição e do aprendizado contínuo · Reconhecimento de padrões e visão de futuro
- O Papel do Storytelling em EntrevistasAbertura para diferentes perspectivas · A importância da escuta ativa e da empatia · O podcast como ferramenta terapêutica · A arte de lidar com convidados difíceis
- Reestruturação de carreiras das forças de segurançaTransição de carreira · Evolução profissional · Superação de desafios financeiros · Construção de equipe
- Mentalidade FinanceiraO conceito de riqueza: dinheiro, tempo, saúde e paz · A importância de vender antes de comprar · Ensinando o valor do trabalho e da conquista · A filosofia de usar recursos para crescimento
- Legado e aprendizadosA importância de sonhar alto · A busca por novas experiências e aprendizados · A transformação através de viagens · O potencial de criar filmes e séries
- Superação de ObstáculosDesculpas e procrastinação · Medo e zona de conforto · A importância de curtir o processo · O silêncio de Deus
- Mercado e ColecionismoColeção de relógios · Apreciação por perfumes e vinhos · O estilo de vida de pessoas ricas · A importância de experiências de luxo
Posso falar, pessoal? Cara, se não foi a melhor entrevista, foi entre as 3 melhores entrevistas que eu fiz até hoje.
Ah, para com isso. Vilela, você é uma pessoa, no meu olhar, que tem muita consistência. Você é consistente e você raramente vai em podcasts. É muito raro.
Eu olho para trás, eu não tenho aquela vontade de voltar e falar: "Puts, eu deixei de fazer alguma coisa." Não, eu vivi intensamente aquele ciclo, começo, meio e fim. Voltaria sem nenhum problema, mas Eu nunca pensei em dinheiro. Se eu pensasse em dinheiro, eu não ia ser desenhista.
Então você pensava no quê? Meu convidado de hoje começou desenhando quadrinhos, publicou na Folha, na Veja, trabalhou para a Marvel Comics e foi um dos co-criadores do Mundo Canibal. Hoje o seu programa tem mais de 5 milhões de inscritos só no YouTube e é um dos podcasts mais ouvidos do país. Tô muito feliz de receber aqui no JJ Podcast pela primeira vez um grande amigo, Rogério mais conhecido como Vilela. No que que se transformou o Inteligência Limitada?
O podcast, ele não era o que ele começou, como ele começou, mas ele é e tá sendo como eu planejei. Essa é muito boa, essa é muito boa.
Me conta umas 3 coisas aí que para você, você mudou, tipo assim, que você achava isso era papo de coach, isso não é mais.
Eu tinha alguns preconceitos em relação a alguns tipos de convidados. Eu nunca vou chamar coach, eu nunca vou chamar empresários, puta papo chato. Sabe aquela pessoa que fala: não, vai dar certo, relaxa. Isso é a pior coisa, você falar: relaxa que vai dar certo. Não, você fez isso? Fiz. Fez isso? Não, não fiz. Faz então. Minha vida tava muito estacionada, eu tava muito satisfeito com tudo e tava ok, só que aquilo tava fazendo mal sem eu saber.
Exato.
Eu tava comendo mal, tava treinando mal, porque não tinha uma missão. Tão legal quanto o destino e você curtir o processo, curtir a viagem, o mais legal é a companhia, é com quem você tá fazendo essa viagem.
Você é um cara que tá todo dia entrevistando pessoas.
Sim.
E tem entrevista tua de 2 horas, tem de 3 horas. Qual é o recorde de uma entrevista no programa?
11 horas e 50.
11 horas?
Não, eu não vou mais fazer isso.
Ó, vou te falar uma coisa que ninguém consegue admitir, tá? As desculpas não atrasam só o seu dia, elas atrasam a sua vida. Eu ouço isso o ano inteiro. Joel, vou começar segunda. Ah, depois eu vejo. Ah, quando der eu faço. E todas parecem frases comuns, mas elas não deveriam ser. Porque quando você diz eu vou começar amanhã, quase sempre é medo. E medo de não dar conta, medo de errar, medo de sair do confortável. E o famoso depois eu vejo, na maioria das vezes, não é falta de vontade não, é excesso.
É quando a mente está cheia do que você nem sabe por onde começar e adia aquilo que poderia resolver agora, gente. E quando alguém fala "eu vou pensar", muitas vezes é só dificuldade em dizer a verdade e dizer um belo de um não. E toda vez que a gente diz sim para os outros, a gente começa a dizer não para nós mesmos. Então, ó, faz isso por você. Olha para as desculpas que você dá, mas não para se culpar, só para você entender o que tá te afastando da vida que você quer e começar a caminhar na direção certa.
Eu quero te propor uma coisa, eu quero te convidar a escutar meu novo audiolivro. Eu escrevi um novo audiolivro, gravei E ele tem o nome Foco no Essencial. Você escuta ele, tá na Audible, e lá eu te ajudo a organizar sua mente, o seu tempo. E o melhor, você escuta de onde você tiver, quando você quiser, e até offline. Vai te ajudar, eu garanto. Beleza?
Vamos embora! E aí, obrigado demais! Queria muito vir ao seu programa, consumo demais o teu conteúdo. Legal! E eu tenho certeza que vai ser uma linha diferente de outras entrevistas que eu dei. Então eu vi pelo, pela toda recepção aqui que você, assim como eu, tem uma pesquisa, tem um trabalho. Então acho que a gente vai acabar indo para alguns lugares que eu nunca fui aqui.
Eu espero, eu não, eu tenho certeza, eu tenho certeza, eu tenho certeza. Sabe por quê? Porque você tem, primeiro, bagagem de vida.
Isso é verdade. E como tem bagagem, e tem bagagem.
Segundo, quem te acompanha minimamente sabe que você tá numa transformação de vida. Inúmeras vezes um podcast que você tá espiritualmente contextualizado. Sim, você tem coração ensinável, você pergunta se tem dúvida. É raro um podcaster ter dúvida.
Sim, dúvidas genuínas, genuínas.
Ah, pô, me fala um pouco mais, pô, não sabia disso. E é legal, eu me coloco nesse lugar porque eu também tenho muitas dúvidas. Eu sempre venho com caderno e anoto. E nos meus cadernos, acredite, não estão as respostas, não, estão as perguntas.
Com certeza estão as perguntas. O grande lance é você mudar essas perguntas no decorrer da vida, né? Você vai mudando as perguntas. E eu tenho uma sensação, não sei se você já teve essa sensação, de que eu olho para trás, eu vivi vidas inteiras em algumas fases da minha vida assim, sabe? Com ciclo completo, que eu olho para trás, eu não tenho aquela vontade de voltar e falar: putz, eu deixei de fazer alguma coisa. Não, eu vivi intensamente.
Aquele ciclo, começo, meio e fim. Voltaria sem nenhum problema, mas não é um problema eu ter deixado para trás aquilo. Então assim, parece que eu vivi várias vidas mesmo, muito, muito intensamente, com uma felicidade incrível assim. Cada fase e cada salto que eu dei para outro lugar foi, não foi porque aquilo já tinha esgotado, mas simplesmente porque eu queria mais. Queria, eu costumo dizer que meu sonho ficou mudando de lugar, então eu vou acompanhando os sonhos e E é isso, minha vida.
Vilela, você é uma pessoa, no meu olhar, que tem muita consistência. Você é consistente e você raramente vai em podcast. É muito raro, né? Primeiro, obrigado pelo teu tempo.
Tô acostumado mais a ouvir do que falar.
Você é um cara que tá todo dia entrevistando pessoas.
Sim.
E tem entrevista tua de 2 horas, tem de 3 horas. Qual é o recorde de uma entrevista no programa?
11 horas e 50.
11 horas.
Não, eu não vou mais fazer isso.
É verdade isso? É 11 horas e 50?
Quem tava lá? Era um debate de criacionismo versus evolucionismo. Aí vai longe, vai longe. Mas aí que tá, é, se você for ver os capítulos, tem uma hora lá que eu tenho, tá escrito considerações finais. Depois de considerações finais tem mais 4 horas. Ou seja, eu tava tentando terminar esse podcast há muito tempo e não dava. E eu falo: gente, considerações finais. Todo mundo fala, até que um dos debatedores fala: eu fico muito chateado quando vocês dizem que o que a gente faz é pseudociência.
Puts, aí começou toda uma discussão, mais 4 horas de pseudociência. É sobre é pseudociência, não é pseudociência, criacionismo, né? A questão do criacionismo. E mas isso foi uma época meio de ouro do podcast que acho que não volta mais assim. A gente Tem muita coisa que aconteceu no meu podcast que ficou meio lendário, assim, né? O primeiro debate, que foi o Nicolas e o Nando Moura, que os caras começam a falar inglês do nada, que quase saem na porrada.
Então, assim, a gente foi aprendendo a fazer debate, foi aprendendo a fazer programa temático, e tem muita coisa que aconteceu lá que virou meme até hoje, a galera lembra, assim. Porque é um ambiente propício para isso, é um ambiente que as pessoas se abrem, é um ambiente que a pessoa vai lembrar de histórias que não lembrava, que vai lembrar de uma história com avô, que vai— Isso foi uma sensação que aconteceu várias vezes assim, da pessoa, de você estar incentivando a pessoa a falar, de você estar entrando na história dela e falar: "Cara, eu nem lembrava que eu lembrava disso." E a pessoa traz uma memória que ela se emociona, fica feliz, fica triste. Fica com saudade. É muito legal isso.
O que que você escuta das pessoas na rua? O que você mais escuta?
O que eu mais escuto é: você faz parte da minha vida. Assim, eu durmo com você, eu acordo com você, eu treino com você, eu trabalho de Uber, eu tô sempre escutando você. É diferente de quando as pessoas me procuravam quando eu fazia comédia stand-up, que era muito legal, mas era assim Já passando a mão na bunda ou fazendo uma piada. E aí, cara, não sei, eles vinham assim, tipo, você é o engraçadão. E eles se decepcionavam um pouco porque eu no dia a dia sou um cara mais sério, eu sou um cara mais recluso, só na minha.
Então, pessoal que me encontra no aeroporto às vezes vai me ver quietão no meu canto, escutando uma música. E normalmente as pessoas esperavam de um comediante stand-up, que é o cara engraçado no palco, de eu estar sempre bem, contando uma piada. E aí, conta uma piada. Mas Aí eu sempre falava assim, pô, você encontrar um proctologista, que você vai pedir para ele, cara? Então assim, agora com podcast as pessoas me conhecem mais, eu tô mais próximo, a minha persona do podcast é mais próximo da minha persona do mundo real assim.
Porque quando você tá no palco, você sabe, quando eu vou dar uma palestra hoje em dia, ou quando eu tô no palco fazendo comédia stand-up, você pega uma parcela do que você é e você multiplica por mil. Então, na época que eu era solteiro e fazia stand-up, eu era o cara solteiro fazendo stand-up. Casei, tive filho, você vai mudando isso, você pega essa parcela da sua persona e você multiplica. No podcast, como eu trato com várias pessoas, cada aspecto da minha vida tá lá.
Então, se eu tô recebendo comediantes, vai ser uma coisa mais solta, uma coisa de papo de bar, mais entretenimento. Se eu tô falando com um pastor, é uma coisa mais espiritual. Mas o sentido da vida que eu tô buscando, se for com político, eu vou ter que ser um pouco mais agudo, vou ter que perguntar um pouco mais, vou ter que ser um pouco mais inconveniente do que eu não seria com um cara normal, principalmente quando ele tá em campanha para um cargo público.
E eu aviso ele antes sobre isso. Então assim, eu costumo dizer que no podcast eu posso dar vazão a cada aspecto da minha vida. Eu me sinto mais à vontade. Dá a impressão que tudo que eu fiz até hoje me levaram a ser um podcaster. Eu uso todas as minhas ferramentas.
É verdade.
Como desenhista, como ator, como dublador, como pai, como comediante e tudo assim. Tudo, dependendo do papo, com vocês o meu lado empresário, com vocês o meu lado também filosófico. Então assim, É muito difícil algum convidado trazer alguma coisa para mesa que eu não tenha lido, eu não tenho experienciado, ou não tenho ouvido falar, ou não tenha discutido já. E quando alguém vem com uma coisa totalmente nova, aquilo para mim é uma nossa, cara, abre um arsenal de ferramenta nova, e eu quero saber, quero perguntar, e já peço o livro e vou ler. Então assim, para mim tá sendo fantástico.
Eu vou te fazer algumas perguntas assim, ó, pessoais.
A impressão que dá É que eu tô falando demais. Tá nada. Não, eu sei, mas é que no meu programa, quando eu escuto mais, e quando eu começo a falar muito, eu já paro. E aqui, como eu tenho que falar, eu falei todo esse tempo, falei, caramba, você vai falar muito mais. Caramba, eu tô falando tudo isso, eu não deixei ele, cara, falar não, mas eu tenho que falar.
Eu falo menos, eu falo bem menos, e eu falo bem menos porque, olha só, coisa interessante, eu comecei a fazer podcast 2020, né?
E aí Você lembra o mês?
Eu lembro, fevereiro. Não, comecei novembro de 2020 e eu tava em Santos, chamava DNA Cast, DNA Cast, mas eu morava em Santos, era mais difícil ter pessoas para entrevistar, tava bem no começo também. E aí beleza, fui fazendo, fiz ali com a Larissa, fiz com os meus amigos, fiz com algumas pessoas que moravam lá da Baixada e tal. E aí veio a pandemia e aí 21 ali bombou, né? Podcast começou a crescer, crescer, crescer, crescer, crescer, e tinha muitos cortes.
Verdade.
E aí as pessoas iam e faziam muitos cortes. Pouca, tinham poucos canais de podcast, então os cortes eram uma coisa muito nova.
E tinha 3 grandes e tinha um monte de outros pequenos e médios.
E aí eu lembro que nos cortes eu falava menos. E aí o meu time: pô, Joel, considera. Ah, tá, vou considerar, vou considerar. Até tem um dia que eu falei: ai, Eu quero ouvir mais, eu quero aprender mais. E aquilo me deu uma característica da pessoa que, poxa, ouve mais e pergunta mais, eu anoto. E isso me deu uma vantagem assim.
O contrário, eu era, eu no começo era muito ansioso, eu achava que era um programa de rádio que não podia ter silêncio. Então me incomodava muito um silêncio. Aí você falava, aí eu falava, eu, então a pessoa tava pensando e fala assim, então, Vilela, eu 'Não, mas não sei o quê e tal.' Depois eu percebi que não, que tinha câmera, era outro ritmo. Pô, você vai falar com o Clóvis de Barros, você tem que respeitar o silêncio dele, né?
Ele não terminou ainda quando ele tá em silêncio, é só o hiato.
A mesa, enquanto mesa, ela— se fosse no começo falar 'tá, mas a mesa, o que que tem a mesa?' Hoje não, cara, eu me divirto, vou lá e tô— então assim, eu fui aprendendo a fazer podcast. Mas isso aconteceu bem rápido também, né? Porque fazendo diário você aprende muito rápido. E eu trabalhei no final do ano, né? Eu acho que podcast, uma das estratégias que eu usei, primeiro foi o cenário, né? O cenário bem diferente de todos os outros, aquela coisa de mesa, TV e cortina.
Aí você viu o meu totalmente caótico, todo diferente, mais longo, mais profundo, não era mesa de bar. E o pessoal, eu sabia assim, o pessoal, eu comecei em novembro, eu falei, o pessoal vai parar ano novo e Natal. Todo mundo vai parar. Tava uma busca muito grande por podcast. Eu falei, não, eu não vou parar, eu vou ficar fazendo nas férias. E foi, e deu muito certo. É, entrevistei o Danilo Gentili e outros caras que tinha acesso e tal.
E quando o pessoal queria assistir podcast, não tinha nenhum Natal, Ano Novo e começo de janeiro. E aí o meu podcast cresceu muito começo de 21 por causa disso, porque eu era o único podcast que tava todo dia lá mesmo nas férias. É, e chegou rápido, né? Chegou, chegou bem mais rápido do que eu achava. Rápido para quem tá de fora, isso que eu ia falar. Para mim demorou.
É, para quem tá de fora, nossa, que rápido, e assim por diante. Quero te fazer uma pergunta que é dupla, uma pergunta pessoal, uma pergunta de negócio. Você entrevistou quantas pessoas no podcast?
Mais de 2100 pessoas.
2100 pessoas, quantos programas?
Mais de 2000. 1.870 e tantos oficiais e mais muito especial, muito temático, muito de— é, tem muito programa especial que não entra nessa contagem.
Não considero uma pergunta simples, é uma pergunta que vai exigir de você um tempo para pensar. Mas das pessoas mais interessantes que você conheceu na mesa, tá, me fala uma característica, duas ou três características em comum. Em contrapartida, as pessoas mais desinteressantes que você conheceu na mesa, quais são as características delas?
Antes de responder, vou falar uma coisa: eu tinha alguns preconceitos em relação a alguns tipos de convidados que eu achei que eu nunca ia entrevistar.
E aprender, né?
É, e aprender.
Eu já tive isso também.
Eu falei: 'Não, eu nunca vou chamar coach, eu nunca vou chamar empresários, puta papo chato.' "O cara vai fazer empresa." "Não vou aprender nada." "É, não vai aprender nada." Isso foi mudando. Primeiro, por causa da necessidade de falar: "Cara, se eu entrevistar os caras, não tem também muita gente pra entrevistar, então vou ter que abrir select também." Só que como eu, quando começa a entrevista, eu tiro todo o preconceito de lado, isso é verdade, eu já entrevistei gente que eu briguei na internet antigamente, que eu não concordava com as ideias, que eu era totalmente contra.
Inclusive, eu falei pra pessoa durante o papo: E eu tenho isso na vida assim. Se eu sento para conversar com alguém, eu quero ouvir realmente o que aquela pessoa tem. Eu não vou assim, ah, não, não, não tô ouvindo, e aí eu falo o que eu penso. Não, eu falo, cara, por que você acha que esse modelo funciona? Que que você acredita nisso? Que que tua religião é essa? Você acredita em reencarnação? Cara, não faz sentido para mim. Me explica como funciona isso, eu quero entender.
E às vezes, cara, Às vezes, não, muitas vezes eu mudei o meu pensamento sobre alguma coisa ou colocou uma pontinha de dúvida e eu fui ler mais. Diante disso, da pergunta que você me fez, os convidados que mais eu acho interessante, que mais me despertaram alguma coisa, foi alguém que trouxe alguma coisa para mesa que eu nunca tinha pensado sobre aquilo. Ou nunca tinha pensado sobre aquela forma de ver. Eu tinha algumas verdades, só que minhas verdades são muito...
Apesar de eu segui-las na minha vida, eu gosto de acrescentar coisas. É um prédio em construção que tem um alicerce muito forte, mas que é uma coisa meio que ele pode ter... É como o meu cenário, ele pode ter uma adaptação no meio, ele não é uma arquitetura já pronta. Ele cabe alguns desvios que no final você fala: "Olha, não é que ficou bom, cara, não ficou uma coisa adaptada, ele continua fazendo sentido." Então, caras como Clóvis de Barros, que eu citei, como Frei Gilson, como Frei Gilson veio numa vez, pô, eu sou um cara que sou religioso, sou cristão sempre, só que eu tava passando uma fase da minha vida com problema de saúde do meu pai, com filho pequeno, com vários problemas na minha vida pessoal, e eu orava, e cara, e pela primeira vez eu não ouvia resposta nenhuma de Deus, não tinha nada, nada, nada.
E ele veio no momento certo falando sobre o silêncio de Deus, e isso bombou em tudo quanto é lado, saiu corte para tudo quanto é lado. Eu entrevistei uma garota de 17, eu acho que ela tinha 16 ou 17 anos na época, que ela tava com câncer, ela tinha um diagnóstico, e de repente eu vejo uma garota com uma com uma visão de mundo, com uma esperança que aquilo me muda. Então assim, pessoas que me trazem uma visão de mundo, alguma coisa que eu não espero, é o melhor tipo de convidado que eu tenho, assim.
E pessoas que eu não concordo, né, assim, que vem com ideologia totalmente diferente, que eu falo, cara, eu discordo totalmente do que ele falou, mas não é que faz sentido essa visão. Ele sabe analisar muito bem a sociedade, talvez a resolução dele Eu não concordo, mas a análise, certo, da sociedade ou desse problema é muito acurada. E isso, essas são as coisas que tornam uma pessoa interessante para mim.
Você sente que o teu podcast é uma terapia para você?
Sim, total. Tanto que muita gente coloca como uma crítica, e eu não vejo como uma crítica. Pô, Vilela hoje tava se analisando. Vilela hoje tá— o podcast foi para ele. O podcast é para mim, sempre o podcast é para mim. Eu não faço podcast pensando na minha audiência, porque se eu fizer podcast pensando na minha audiência, eu vou me repetir para sempre. Porque você sabe, a audiência sempre vai querer mais do mesmo. Eu lembro que no mundo canibal, quando uma coisa fazer sucesso, a galera queria fazer— cadê o Havaiana de Pau 2?
Havaiana de Pau 3? Eles querem que você fique repetindo a mesma coisa. E você: "Não, isso aqui já foi, agora vou fazer outra coisa, agora vou fazer outra coisa." E eu tenho uma parte artística que eu acho que é a mais forte em mim, mais do que empresário, mais do que qualquer outra. E essa parte artística ou artista minha, ela me faz pensar que eu tenho que estar sempre surpreendendo a mim primeiro para surpreender o público. Então eu entendo quando as pessoas falam: "Pô, Vilela, parou de fazer tal coisa." "Deixou de chamar..." "Você agora tá chamando mais esse tipo de coisa." "Sim, eu tô sempre tentando me reinventar, tentando trazer coisa, porque senão eu não tenho prazer em fazer aquilo." "Eu sei o que funciona já, só que eu não vou fazer isso toda semana.
Eu não vou fazer isso todo ano. Eu vou experimentar algumas coisas, depois eu trago isso." O Alan Moore, que pra mim é um dos maiores caras de quadrinhos que já existiram, que é um roteirista, escritor de livros também, ele fala que o trabalho do artista não é dar o que o público quer, é dar o que o público precisa. Porque se o público soubesse o que ele precisa, ele não seria público, ele seria artista. Então a gente pensa no que o público precisa.
Então eu acho que é ano de eleição, eu vou trazer debate sobre segurança pública, sobre espiritualidade, sobre outras coisas, sair daquele debate raso sobre banheiro trans, que tem que ter também porque o público quer, mas eu vou trazer algumas questões muito maiores. Então eu tô criando programas novos e trazendo gente para debate que no ano eleitoral eu acho que seja importante. E as pessoas talvez, pô, tá chamando pouco padre, tá chamando pouco pastor, ou tá chamando pouco, sei lá, comediante.
Isso volta, são coisas cíclicas. Então eu tô sempre fazendo podcast para mim. A Fabi, a Andrea, a Camila, agora a Leia, que são as pessoas que montam agenda comigo. A gente tem uma discussão toda semana, eu falo: putz, tá muito à direita essa semana, tá muito à esquerda, tá faltando entretenimento, tá faltando isso. Uma semana perfeita para mim é uma semana que eu tenho equilíbrio entre esquerda, direita, centro. Tem um pouco de humor, tem um pouco de assunto sério.
Cara, tem semanas que são perfeitas para mim que o público vai achar: "Pô, semana fraca." Mas para mim, de conteúdo, está perfeito. Hoje, por exemplo, a semana que a gente fez é uma semana perfeita para mim. Porque a gente conseguiu nomes grandes, gente desconhecida, assuntos diversos e está coeso. Tem esquerda, tem direita. Mas você sabe, agenda é agenda. Às vezes você não bate a agenda do convidado. E vai ficar uma agenda às vezes pesando para um lado, aí no outro você completa, você dá uma mudada.
E eu acho que, ao contrário de outros podcasts, eu não sei como que é o seu, mas eu sou muito atuante na agenda, porque eu acho que agenda é 80% do podcast. E não é questão de nomes, é questão de assuntos, é questão de coerência, é questão de sempre—
fala mais disso, de agenda, assunto, coerência, ou seja, contexto.
Você pega Sim, o pessoal já sabe.
80% do que você acredita do teu tempo é agenda.
É agenda. Porque eu sei que meu público espera de mim que se um assunto tá muito comentado, ele sabe que vai ter alguém falando, algum especialista falando sobre. Então, se estão abrindo os arquivos de OVNI, ele sabe que vai ter alguém falando sobre isso. Se tem work hard, ele sabe que a gente vai falar sobre work hard. Então assim, Além de tudo, ainda o factual é muito forte no meu programa. Ele sabe que vai ter um debate sobre um assunto que tá rolando.
Então eu me preocupo muito, muito, muito com agenda. E eu já fui em alguns podcasts que as pessoas falam: "Não, Vila, você é mais importante que seus convidados." E eu não concordo com isso. Eu acho que é uma dança. Se você for ver uma dança dos famosos, eu sou aquele cara que você não conhece que tá dançando com famoso. Eu sou o cara que faz aquela dança acontecer. Eu vou falar para ele: "O que você quer dançar? Você quer dançar rock?
Você quer dançar samba? Quer dançar não sei o quê?" Eu sou o especialista que vou ensinar ele a dançar e não vou pisar no pé dele e vou fazer com que ele não pise no meu pé e para o público saia a melhor dança possível, mesmo ele não sendo um especialista em entrevista. Pode ser a primeira entrevista dele. E responder a sua pergunta, uma parte dela que eu não respondi, o pior tipo de convidado ou que menos acrescenta ou que dá mais trabalho É aquele que vai lá preparado para uma entrevista.
É o cara que ele não tá, ele não foi lá para ser um momento da vida dele, para estar presente. Ele não tá presente, ele tá com assessor, ele tá com a cabeça do que vai gerar de corte, ele tá com a cabeça do se ele vai sair bem. E eu tento quebrar isso nos primeiros 30 minutos e com uma grande felicidade consigo em 99% dos casos. Mas é gente que você vê que tá lá com uma missão ou com uma ideia de entrevista. Então ele espera você perguntar, ele tem uma pergunta pronta.
Às vezes ele desencana do que você perguntou e ele fala o que ele quer falar. Aí você volta na pergunta e você fala: "Não, não, cara." Ele olha pra câmera em vez de olhar pra você. Político acontece muito isso. "Qual que é a minha câmera?" Fala: "É aquela, mas você vai falar olhando pra mim, tá?" Senão o cara fala tudo assim: "Então, Vilela, eu quando penso no povo..." Meu, só o povo olha pra mim. É, mas tudo isso é... Depois de 2 mil programas, faz parte, você tá acostumado assim.
E os programas mais difíceis são quando tem alguém que eu vou entrevistar que eu sei que eu vou chegar num ponto que é muito complicado pra essa pessoa. A pessoa perdeu o filho e isso é a coisa... É o que tá se falando sobre ela. Ou a pessoa teve um problema de saúde. E aí eu ficava pensando assim, sofrendo, cara, como que eu vou abordar esse assunto? Como que eu vou falar sobre isso? E aí eu aprendi uma coisa, que eu não preciso me preocupar.
A pessoa mesmo vai falar, em algum momento ela vai falar. Eu vou criar um clima tão agradável que ou ela não vai falar porque não quer falar, ou se ela tiver muita vontade ela vai falar. E normalmente é isso. Quando eu trago a filha do Silvio Santos, eu não quero falar do Silvio Santos, que é a filha de Silvio Santos, mas eu queria falar do Silvio Santos. E aí vem o assessor e fala: "Não, não, pergunta para ela o Silvio Santos." Tá bom, não sei o quê.
Aí eu vejo que a primeira coisa que eu pergunto que não tem a ver com o Silvio Santos, ela coloca o pai dela no assunto. Então as pessoas naturalmente vão falar. Então você não precisa ficar naquela angústia de: "Meu Deus, se eu não perguntar isso, talvez a entrevista não seja boa." Mas e se ela não quiser falar? E se ela ficar chateada que eu perguntar? Então Normalmente eu pergunto para as pessoas antes de começar o papo: "Tem alguma coisa que você não queira falar?" E a pessoa já fala: "Não falo sobre isso." E quando a pessoa não fala nada, eu falo: "Tá bom, então em algum momento ela vai falar." Mas são as vezes que eu fico nervoso, são essas, que tem alguma coisa muito difícil para aquela pessoa falar e que em algum momento eu acho que eu vou ter que tocar ou vai surgir na conversa. E aí é muito difícil.
Quando eu entrevistei uma pessoa aqui, aqui não, né, no outro estúdio, tem uns 2 anos. Eu entrevistei o cara que fundou o Waze, chama Uri Levine, ele nasceu em Israel, é um super empresário, empreendedor.
As pessoas não sabem como Israel tem muita startup, é fortíssimo, muita coisa que os caras inventam, é para o mundo.
E ele me contou sobre o Waze, e eu vou te contar isso para te fazer a pergunta. Então ele contou assim: Joel, o Waze nasceu para resolver um problema muito claro, só que ele se tornou numa outra coisa. Qual foi o problema? Que você nasceu para fazer o Waze? Eu nasci para tirar as pessoas do trânsito. Eu não era, eu não queria um GPS para levar as pessoas do A ao ponto B. Não era assim, aqui tem trânsito, vem para cá que aqui tem menos trânsito.
Mas hoje o Waze, ele se tornou um aplicativo que as pessoas se sentem seguras para ir para os lugares. Eu falei a verdade. A minha mãe, ela mora em Santos. E aí ela fala, minha mãe também mora em Santos, no Embaré, do lado.
Minha família toda é de lá. É mesmo? Divisa, Embaré, tudo por lá.
Tios, tem um sangue 013. Você tem um sangue 013?
É direto para lá. Cansei de ver show no Caissara. Ih, cara, eu sou de lá, jogava tamboréu na praia.
Não jogava nada, jogava tamboréu.
Os velhos junto com os velhos e o moleque, moleque lá jogando de manhãzinha lá.
E tem muita gente no tamborezinho ali tranquilão.
É, cara, eu gosto, faz tempo aliás que eu não jogo.
Então, para quem não sabe, tamboré, gente, é tipo como se fosse um tênis, só que é um pandeiro, né? É um pandeiro, cara, é uma raquete, é redondinha, não tem o cabo, e segura assim, você se segura assim como se fosse um pandeirinho. E só velho jogando de manhãzinha, muito legal. Aí eu falei: pô, minha mãe quando ela vem de Santos até Alphaville me visitar, ela fala: é verdade, com Waze eu vou. Ou seja, o Waze para ela é sinal de segurança.
Mesmo que eu saiba o caminho, mesmo que não preciso do Waze, é automático, eu ligo o Waze.
Meu pai briga com o Waze. Aí minha pergunta para você é o seguinte: no que que se transformou uma inteligência limitada? Porque ele nasceu de um jeito, ele nasceu com uma função, Sim, hoje ele tem outra função, né? Qual a função social hoje do Inteligência, na sua opinião? E você é o instrumento disso, mas ela nasceu de que jeito? E eu quero saber essa transformação.
Eu não sei se é pedante da minha parte falar que ele é o que eu queria que ele fosse, só que eu não sabia que ia acontecer tão rápido, tá? Eu queria que ele fosse o podcast mais relevante, eu queria que ele fosse o podcast onde as coisas acontecem e que a partir de lá reverberaria na mídia tradicional. Queria isso na largada? Não, não, eu queria que um dia acontecesse. Eu imaginava que isso era 10 anos e acontecer, sei lá, um dia, uma coisa tipo Jô Soares, que você muda a vida da pessoa, sabe?
Eu fui no Jô Soares e mudou minha vida. Você foi? Fui, fui na época do Mundo Canibal. Fui eu e o Espírito Lobo. Mas assim, o Jô Soares é um lugar que você ia e mudava a vida. Várias pessoas que foram no meu programa falaram isso. Ana Beatriz e um monte de gente, cara, fui lá e mudou minha vida. Eu queria que meu podcast fosse isso, e ele é isso hoje em dia. A Fabi, que tá aqui comigo, que é produtora, fala: cara, fui no seu podcast, fiz 1 milhão em vendas.
Fui no meu podcast, esgotou meus livros. Cara, eu não sabia que seu podcast tinha um alcance tão grande. Isso eu tô falando às vezes episódio que dá 100 mil, 200 mil views. Mas muda a vida da pessoa por causa de um corte. Foi um cara, o Calainho lá, falou: "Cara, o corte que a gente falando sobre a Lei Rouanet, cara, chegou até Brasília, chegou a não sei o quê. Teve corte, teve programa meu que mudou a eleição." O Pablo Marçal foi há 2 dias da eleição, ele tava para ir para o segundo turno, tava tudo certo.
Ele fez a besteira de avisar que ia mostrar o laudo lá, e eu falei que não ia, eu já tinha combinado. Que no meu programa, na época de eleição, ninguém mostra documento, porque eu não tenho como comprovar se aquele documento é real ou não. Lógico. Falei: "Então tá nas minhas redes sociais, perdeu a eleição naquilo." Foi lá, tinha 1 milhão e 200 pessoas assistindo, que ele falou: "No programa do Vilela, vou mostrar o laudo do Boulos e não sei o quê." Então assim, o programa se tornou o lugar onde as pessoas vão...
Assim, eu quero atingir um número de pessoas onde é relevante e não vai ter edição e eu vou poder falar livremente. Ela, o Eduardo Bolsonaro, naquela época tava rolando todo aquele rolo com Trump e o governo dos Estados Unidos, ele escolheu o meu programa para ele falar. Então assim, eu sabia que isso aconteceu algum dia, eu desejava que isso acontecesse algum dia, mas não achei que ia ser tão rápido. Isso vem já de alguns anos.
Então assim, o lugar que eu queria que o podcast chegasse era isso. Ele começou muito despretensioso, mas quem assistia achava que ele ia ser sempre daquele jeito, mas eu nunca tratei o podcast para ser uma conversa de mesa de bar, como eram os podcasts na época. Você lembra? O papo da época era assim, os três grandes, que eram o Master, o PodPay e o Flow. Não, é uma mesa de bar, a gente não estuda o convidado, a gente descobre na hora.
Tinha muitas vezes que eles nem sabiam que era um convidado. Eu já fui em podcast que a galera falava: "Ah, você fez o Mundo Canibal?" "Pô, como assim?" "Ah, não sei, você fez quadrinhos e não sei o quê?" Então assim, inclusive nesses que eu fui, né, a galera não sabia. Então eu falei: "Não, eu não quero isso." Quero realmente um podcast que seja relevante, que na época da eleição os candidatos passem por lá. E aquilo que eu tava te contando aqui antes de começar, e que um dia eu salte para fazer com os gringos, que o Foo Fighters vai lançar um disco novo, ele considere falar no meu podcast para o meu público do Brasil.
Legal. Que alguém vai fazer um filme novo, eu esteja lá com meu estúdio lá e fale com esses caras, e não fazer uma junket que nem aqui que é 5 minutos cada um. E aí não. Então assim, se um dia isso acontecer, você não vai falar: pô, Vilela, olha que louco. Não, eu trabalho para isso, eu trabalho para o que eu tô aqui. Então eu sempre mirei muito alto. Mas se não rolar essa coisa dos Estados Unidos, eu vou ficar triste? Não, cara, eu tenho uma coisa legal.
Mas eu miro sempre no mais alto, entendeu? A gente tá falando de ir para Copa. Pô, eu tenho um jeito de ir para Copa. Fazer isso, fazer aquilo. Aí eu conto, vocês falam: cara, e se a gente fizesse junto? E se eu trago? Então assim, as coisas vão acontecendo na minha vida, mas não é porque acontecem por acaso, é porque eu sempre tenho na minha bagagem milhões de ideias que se você tem uma ideia, o cara, pera aí, eu abro uma das gavetas, fala: cara, eu tenho exatamente uma coisa que é isso daqui, olha só, vamos fazer junto.
Mas você deixou público também, né? Porque às vezes a pessoa tem ideia e não conta.
Exato.
Você tem ideia e conta, e aí junta na tua gaveta de ideias.
Mas é isso, o podcast, ele não era o que ele começou, como ele começou, mas ele é e tá sendo como eu planejei.
Essa é muito boa, essa é muito boa.
Por exemplo, a minha carreira de quadrinhos, eu planejei uma coisa e ela virou outra, entendeu? E eu gostei do que ela virou. Só que eu não imaginava que ela ia para esse caminho, porque eu comecei a fazer quadrinhos, eu falei, pô, mas é legal para caramba fazer quadrinhos, eu sei uma mão de obra, os cara, o roteiro vinha em inglês e eu tava feliz, eu fazia um trabalho que os caras me passavam. Só que chegou um ponto, eu falei, cara, eu quero contar minhas histórias, eu não quero, meu sonho era fazer Batman.
Só que chegou um ponto, eu falo, cara, tudo bem se rolar Batman, e um dia eu quero fazer Batman, eu não vou Esse sonho tá lá, um dia eu vou, e vou fazer mesmo. Quando eu tiver o tempinho, eu vou ligar pra DC e falar: "Cara, tem uma história de Batman, vamos fazer um Batman passar pelo Brasil, sei lá, alguma coisa assim." Mas eu falei: "Cara, e se eu abrir aqui uma empresa, como eu abri a Fábrica de Quadrinhos, fazer uma escola de desenho, uma produtora e fazer meus quadrinhos?" E foi o que a gente fez, começou a fazer quadrinho aqui no Brasil.
E não só exportar o meu traço, exportar minhas ideias também. E daí fiz livros, então assim, Eu fui aprendendo nas outras áreas que eu fui fazendo que eu podia sonhar mais, porque meu sonho é até pequeno, se for pensar. Eu tô fazendo X-Men e eu quero fazer Batman, não é uma coisa tão difícil, se for pensar. Mas por que não fazer meu quadrinho? Por que não fazer uma animação de um personagem meu? Por que não fazer uma série? Aí eu comecei a ver que, cara, dava para sonhar muito mais alto.
E quando eu comecei a fazer o podcast, eu falei, cara, eu tenho 50, mais 50 já, "Já fiz tanta coisa, conheço muita gente." Porque, pô, você vai conhecendo muita gente. "Conheço muita gente. Será que eu não consigo fazer isso? Então eu vou trabalhar para isso." E deu certo. Então, assim, os caras falam: "Pô, você teve sorte, né? Nos primeiros programas já teve Danilo Gentili, já teve Oscar Fidel, sei lá quem eu chamar, mas tem o Maurício de Souza." Maurício de Souza, eu trabalhei com ele.
Então, assim, é o que eu te falei. Eu fiz tanta conexão na minha vida que não tem nada a ver Que é aquele discurso do Steve Jobs, é ligando os pontos. Que é o nome de um programa meu e o nome do meu livro, Ligue os Pontos. Porque você vai ligando os pontos na sua vida, você fala: "Cara, não tem nada a ver, cara, eu tô fazendo quadrinho, daqui a pouco eu tenho uma escola de arte, daqui a pouco eu tô fazendo comédia stand-up, eu fiz não sei o quê." Só que você vai ligando os pontos, saindo pra cá, pra lá.
Só que quando você chega no 105, 106, Você olha, tá formando uma figura. Você fala: "Cara, faz todo sentido, é óbvio que eu tava ligando, porque no final vai formar uma figura." E o podcast hoje é essa figura quase pronta já, mas ainda não tá pronta a figura. Eu quero fazer série de televisão, quero fazer filme, já fiz livro agora, quero adaptar. Então, assim, tem muita coisa que eu quero fazer que eu não vou ficar chateado, porque Deus foi muito bom comigo.
Eu tenho hoje 1000% a mais do que eu sonhei. Que eu te falei, meus sonhos eram pequenos quando era mais novo. Eu queria só ser o melhor ilustrador. E aí comecei a ganhar prêmio de melhor ilustrador da Folha, da Abril e não sei o quê. Aí eu fui fazer quadrinhos, aí ganhei prêmio de quadrinho. Aí eu fui falando: "Pô, eu posso mais, eu posso mais, posso mais." E hoje não tem nada que eu falo assim: "Eu não posso fazer." Assim, caralho, eu posso fazer um filme como ator?
Posso. Eu posso dirigir um filme? Eu posso, cara. Só que eu vou perder 2 anos da minha vida fazendo um filme ou eu vou escrever um livro? Eu só tenho que ver para onde eu vou direcionar. É aquilo que a gente tá conversando. Eu direciono ficar 1 mês na Copa e abro mão de fazer 15 programas aqui fortes que já tem marcado, só que vai ser uma experiência nova, sabe? Sim. Eu faço mais baseado no tipo de experiência que eu quero, que eu não tive ainda. E se der certo, melhor para todo mundo, né?
Muito bom essa tua visão do já saber o fim logo no começo, que é raro. Então, fim é ser um braço, ser uma empresa. Deixa eu ver se eu tô certo. Você, então, o fim é se considerar como uma empresa de mídia? É, tá. Se você é uma empresa de mídia, você vai enxergar como uma emissora, sim, com vários programas, sim, vários programas, e com transmissão de eventos, transmissão de evento, vários programas, várias narrativas, vários programas, pode transmitir show, posso transmitir jogo de futebol.
A ideia é virar um, o que é, o que as pessoas têm, tem na cabeça que é uma TV, certo?
Hoje a tua TV, a tua emissora, qual o alcance dela mensal?
A gente tem 10 milhões de inscritos, basicamente, né? 4 milhões de canal de cortes, mas tão perto de 6 milhões no nosso canal. Mas é difícil mensurar porque cortes que a gente libera em todas as redes sociais são milhões e milhões. Então a gente tinha uma média de 2 milhões de views diários nos nossos canais. Hoje Pode ter mais, pode ter menos, depende da época do ano. Começo do ano é mais fraco, agora vai começando a esquentar até o final do ano.
Tu joga o jogo do YouTube então? Jogo. Por exemplo, mas você não joga o jogo de outras redes sociais? Por exemplo, LinkedIn?
Não.
TikTok?
A gente foca muito YouTube. Esse ano a gente tá focando muito em Spotify. A gente tá tendo várias conversas com Spotify. A gente não sabia que a gente era tão grande no Spotify. A gente é o mais ouvido lá no Spotify, só atrás do Café com Deus Pai, que considera um podcast, mas não é um podcast.
Mas assim, a gente tem números absurdos lá e a gente realmente, ó, no Spotify ano passado foi Café com Deus Pai em primeiro, você em segundo, eu em terceiro.
E aí eu me pergunto, forte para caramba, eu não sabia que as pessoas ouviam podcast no Spotify muito, não. E não, e o que eu fiquei mais impressionado Muito. Metade das pessoas é com vídeo lá, sabia? Eu falei: não, eu só uso Spotify para áudio. E aí eu comecei a entender isso, né? A gente tá começando a entender melhor o Instagram também, que nunca foi o nosso forte, mas eu tô— como a gente tá consolidado nesses outros dois, agora eu falei: pô, vamos focar mais em Instagram também.
Sim. Eu tô numa fase de me rebranding meu de conteúdo, porque durante muito tempo eu só me preocupei com inteligência. E agora a minha marca, eu, eu tô, eu tô me reinventando para, para me reposicionar no Instagram, nas redes sociais, de criar, voltar a criar conteúdo, porque eu sempre criei conteúdo eu, não uma empresa, não podcast. E eu sinto falta disso, de eu falar coisas que eu quero falar, mostrar coisas que eu quero. E esse ano é o que eu vou começar.
Por isso a minha busca por relógio, por me vestir melhor, por falar com empresários, falar com escritores. Eu tô nessa busca e eu quero achar qual é o tom de coisas que eu tenho agora para ensinar para as pessoas, né, de mentorar as pessoas, de falar, cara, eu fiz ontem uma palestra lá em Brasília que eu vi que as pessoas têm umas dúvidas de coisas que a gente acha muito fácil, é muito tranquilo para gente.
Você fez um rebranding? Me conta. Enquanto esse teu novo momento aí.
É assim, quando eu comecei o podcast, a minha preocupação era assim, cara...
Conteúdo, conteúdo, conteúdo, entrevista.
Não, e os outros hosts são todos novos. Eu sou um cara mais velho, cara. Então eu não posso parecer um cara velho, entendeu? Eu não me sentia velho, mas, por exemplo, que roupa que eu vou colocar? Então eu colocava roupas com estampa, roupas coloridas. Eu tinha uma linguagem muito mais de jovem, uma coisa que eu usava no stand-up. Stand-up. E a partir do momento que meu filho nasceu e eu comecei a fazer o podcast, eu percebi que as pessoas, pô, Vilela, eu tava assistindo na sala com a minha mãe, pô, você falou falando muito palavrão, ou não sei quem.
Aí eu falei, cara, tem razão, cara. O que eu não tenho mais a ver, essa pessoa que eu era no stand-up, de falar de putaria, de palavrão e não sei o quê, de sexo e falar de relacionamento e tal. Eu fui me fazendo uma, entendendo melhor como que era o podcast. Então assim, claro que se vem o Matheus Ceará, não tem como não ter palavrão, mas as pessoas já sabem que o Matheus Ceará é de sacanagem, mas nos outros papos eu não vou falar mais um caralho, eu falo um caramba, pô, cara, não sei o quê e tal.
Então assim, porque eu já tava fazendo isso já por causa do meu filho, já não tava mais falando palavrão em casa. Então assim, a pessoa sabe que pode assistir meu podcast tranquilamente na sala com a avó, com todo mundo passando, que é tranquilo, é um safe assim nesse sentido. Então assim, quando comecei a mudar para isso, percebi, pô, minha roupa já não tem mais a ver com que eu, com que eu tô falando, sabe? O jeito de eu falar mudou, o jeito de eu me vestir tá mudando, as minhas buscas estão diferentes agora.
Tudo tem muita coisa que eu achava besteira no passado. Ah, cara, você não precisa ter um relógio bom, você não precisa ter um carro bom, você não precisa. E pô, e agora tô curtindo. É entender sobre carro, entender sobre relógio, vinho também. Nunca fui, sou vinho, começando a entender agora. Então essas novas descobertas, eu quero perfume também, que uma descoberta há um mês, dois meses agora. Essas novas descobertas, eu tô mostrando tudo isso para vocês.
Relógio também tem pouquinho tempo, foi minha viagem para China, cara.
Essa viagem para China para mim abriu um novo leque assim de coisas, cara, que eu entrei numa lojas, conversei com muito empresário, fui visitar muita coisa diferente assim. Eu voltei e falei: cara, é legal isso daqui, viu?
Você se abriu, né?
Você abriu, me abri. Mas eu tava, eu fui nessa viagem com essa cabeça mesmo aberta. Eu não quero ter nenhum preconceito sobre nada da China, eu quero ser impactado lá, eu vou ver qual é que é. E realmente foi a viagem que mudou minha vida, assim, várias viagens mudou minha vida. Mudou minha vida. Eu tenho, eu posso falar de pelo menos 5 viagens que mudaram minha vida, e essa foi uma delas.
Você se enxerga como empresário?
Sim, com certeza.
Você se enxerga como empresário?
Só uma parte, é, como eu te falei desse meu passado como artista, eu vi que muito amigo meu ficou para trás porque era só artista, cara. E eu fui obrigado a virar empresário quando a gente abriu a primeira empresa, que eram 4 artistas. E tinha um cara que era empresário, que a gente chamou junto. Esse cara saiu logo de cara. E aí falou: quem faz a parte de empresário? Eu sabia que nenhum deles ia conseguir fazer isso. E eu assumi para mim.
E durante, sei lá, 5, 6 anos foi muito ruim para mim, porque eu via que eles continuavam como artistas crescendo, e eu tive que pegar metade do meu tempo ou mais para aprender a fazer reunião com cliente, vender o produto, não sei o quê. E eu vi que os caras chegavam até me desprezar um pouco assim, falar: pô, cara, o cara em vez de fazer um novo quadrinho, diz que não sei o quê, os cara publicando coisa para caramba. E eu, cara, só que eu sabia que aquilo ia ser muito importante para mim.
Como foi? E os caras pararam naquilo lá, eles são artistas até hoje, dependem de outras pessoas para fazer o negócio dele e se reinventar. E esse lado de empresário que eu aprendi a fazer na marra, que eu até me descobri, que é uma coisa que eu não sabia que eu podia fazer. E, cara, é o que me ajuda até hoje. Quando eu fazer uma reunião e os caras falam: "Putz, mas você é artista e tal." O cara não... E quando eu começo a falar o lado de empresário, o cara fala: "Putz, ele tá falando minha língua, graças a Deus." Porque senão o cara espera, o cara fala: "Putz, é o cara que quer mais prazo, é o cara que não entende a entrega, que não entende por que tem que ser daquele jeito." Eu entendo esse lado.
Só que eu tento valorizar o lado do artista também. Então isso me ajudou muito ter esse lado empresário.
E foi uma coisa natural ou foi uma coisa que você percebeu que era questão de— vai, vou usar um termo aqui, mas questão de sobrevivência barra vantagem competitiva?
Foi sobrevivência, mas hoje é natural, tá? Eu tenho uma vantagem, isso é uma das qualidades que eu tenho assim. Eu tenho poucas qualidades assim que são melhores que dos outros assim. Mas uma coisa que eu tenho assim, que eu vejo poucas pessoas e que eu dou valor, é reconhecimento de padrão. Eu tenho uma facilidade de reconhecer padrões, que é ver os "it guides", sabe? É ver o que está acontecendo, dar dois passos para trás, sair daquele...
Porque se afastar, a gente enxerga melhor. Porque é difícil. Está acontecendo essa loucura da IA, da inteligência artificial. Eu dou um espaço para trás E eu tenho uma facilidade de entender mais ou menos o movimento e fazer algumas previsões ou saber para onde pode estar indo aquilo. Até hoje eu tenho acertado e tenho entendido esse negócio. Eu tenho uma facilidade para isso. Claro que o paradigma pode ser quebrado de uma forma tão bizarra que você fica totalmente perdido, mas eu tento não perder conexão com as novas gerações, com o que tá acontecendo, e ter essa facilidade de conhecimento de padrão.
E para isso, e isso Essencial para o empresário, né, de ter essa leitura do momento, do que tá acontecendo. Isso me ajudou muito porque isso era uma coisa que eu tinha de artista, né? Certo, de criar conteúdo incrível, né? Para observar formato.
Tá, aí você se transformou no empresário, legal. Hoje, como empresário, me diz uma coisa, faz assim, ó. A gente tá gravando 2026, com a visão que você tem hoje, certo? Volta um ano, tum, e volta um ano com a visão de hoje como empresário. O que que você teria feito? Duas ou três coisas teria feito no Inteligência? Você só não fez porque não sabia, mas hoje você sabe.
Teria começado antes esse lance de criar, criar novos programas e Tentar trabalhar menos para sobrar mais tempo de fazer minhas coisas. Eu estou descobrindo hoje que, cara, eu fazer 3 reuniões, jantares e eventos faz uma diferença absurda. Eu não ia. "Ah, vai ter o leilão do Ronaldo." "Não vou, cara, não vou." Só que aí você vai, você faz tanto contato, você conversa com tanta gente legal, te dá um gás, te dá uma vontade tanto de trabalhar, de fazer coisas legais.
Fala: pô, ainda bem que eu fui. Viagem para China, fiquei 15 dias. 15 dias fora, vou ter que gravar 17 programas, trabalhar para caramba. E putz, a viagem será que vai ser legal? Vou voltar mais cansado. Aí eu vou e falo: cara, ainda bem que eu fui, mudou totalmente minha cabeça. Então assim, eu tô fazendo um jeito de ter tempo de fazer coisas que eu achava que eram besteira. Reuniões, conhecer pessoas, jantares mesmo. Pô, vamos jantar um dia?
Vamos. Hoje em dia eu falo vamos. Hoje em dia eu desmarco um podcast, eu solto um gravado para fazer um jantar que eu acho legal. A parte pessoal eu nunca larguei, sabe? Deixar o final de semana tranquilo, ficar com a família, isso não mudou. Mas a parte de reunião, de fazer contatos, de viagens que são importantes, eu deixei muito tempo, eu deixei de lado Isso me fez atrasar um pouco, sabe, de não, da parte de negócios, eu deixar meio de lado, de falar, porque as coisas já estavam acontecendo, sabe, quando a coisa acontece muito certo, muito bem, e as coisas vão entrando, você meio que se acostuma com aquilo e fala, tá tranquilo, minha rotina é gravar 7 a 10 podcasts por semana, treinar por semana, treinar, fazer isso, tá legal.
Mas pô, e se eu gravar, em vez de 10, gravo 6? Falo para Fabi deixar 2, 3 reuniões por semana. Vou fazer, vou lá no Spotify, vou lá no YouTube. Eu quero entender, que é o que a gente tem feito esse ano muito assim, várias reuniões com o YouTube, reuniões com o Spotify, fazer encontro com— a gente fez um encontro com o Spotify, foi maravilhoso, que são, sei lá, 50 maiores fãs, né? Eles têm uma métrica, eles pegam 50, sei lá, 100 maiores fãs, fez um encontro com eles, você vai entender qual é a cabeça do cara, o que é, o que que vocês escutam, o que que vocês assistem.
Então assim, eu tô dando muito mais espaço para eu poder criar esses novos projetos e ter essa conversa assim que a gente tá tendo agora. Realmente, o ano passado eu não conseguiria estar aqui hoje assim, porque eu tava gravando, ou gravando alguma coisa, fazendo live. E tava funcionando, né?
Então hoje o teu programa, hoje a tua empresa, ela tem algumas fontes de receita, certo? E dessas fontes de receita você identificou algumas que você pode ter e também não tem? Então, por exemplo, sei que você tem mais, de repente patrocínio, AdSense.
Mas são esses encontros que me fizeram ver isso, porque eu não via isso, não via. Eu vi assim, AdSense e publicidade, pronto, os mais óbvios, tá bom, dava 50/50, 60/40, 70/30, porque minha audiência é muito alta, certo? Então isso te dá um pouco de tranquilidade, certo? E você viver de publicidade, eu sou do ramo de publicidade, sou formado em publicidade e trabalhei para agência muito tempo. Não é uma coisa que nunca foi meu fim fazer isso, entendeu?
Mas é aquilo lá, tá entrando dinheiro, Tá pagando as contas, tá com uma vida confortável, tá tranquilo. Só que aí eu comecei a perceber, conversa com vocês, conversa com G4, conversa com um monte de gente e tal, que é aquele negócio, tem muito dinheiro na mesa, tem muita coisa para fazer. E não é nem pela ganância, é mais para te dar tranquilidade para poder fazer o que tem que ser feito. Porque esse é o grande lance, eu só faço hoje com que tem que ser feito porque eu tenho uma tranquilidade financeira.
Se eu não tivesse, eu estaria só vendo views, vendo o que funcionando e preocupado quando eu tenho uma semana que vai estar em baixa, quando não sei o quê e tal. E me dá uma tranquilidade de segurar 4 meses, 5 meses, 1 ano assim, se não tiver tão bem. Agora, se eu crio produtos próprios, que é o que é responder a sua pergunta, que é criar produtos próprios, criar coisas que não dependam de alguém colocar um dinheiro e falar: putz, aqui vai ter política, não vou me envolver, aqui tem religião, não vou me envolver.
Não, não quero esse esse tipo de parceiro. Quero parceiro que vai estar com a minha marca, que vai estar com projetos muito maiores, entendeu? Que o ganho é muito maior também. Eu quero coisas que não dependam da minha presença física, que esse é o mais desgastante. Hoje em dia, 85% do que eu ganho depende de eu estar presente, depende de eu estar numa palestra, depende de eu estar apresentando o programa, depende de eu estar fazendo aquela publi.
E eu não quero isso, eu quero coisas que independam de eu estar presente e tá gerando receita. Esse é meu caminho. E para isso que a gente precisa conversar, eu preciso ter ideias, preciso conhecer esse mundo de possibilidades que a gente— eu sei que tem várias possibilidades.
Esse é o meu mundo. Diferente de você, eu não comecei um podcast sabendo esse fim aí, né? Eu comecei um podcast para— ó, coisa interessante, eu comecei o podcast assim, eu vou entrevistar uma turma, é uma tendência podcast, então tem que estar ali, tem que marcar o teu território, tem que marcar meu território, e eu vou entrevistar uma turma para aprender e para informar, certo? Fim, foi só isso. Eu comecei desse jeito. Se eu não tiver ali, eu acho que eu vou perder espaço, eu tenho que estar ali.
Então já vou aproveitar, vou entrevistar uma turma para eu aprender e também para informar a turma. E ele foi se transformando num lugar onde as pessoas vêm também poxa, lançam coisas, lota, dá resultado para caramba, vende para caramba e assim por diante. Mas eu não sabia disso, eu não sabia disso. Agora, eu anoto porque eu tomo decisões. Então, por exemplo, tem D1, é a decisão 1, D2 é a decisão 2, D3, vou tomando decisões. Eu tô perguntando, mas você não fala decisão, são decisões, é baseado na sua resposta.
Mas decisão para o quê?
Para mim ou para o meu negócio.
Entendi.
Várias coisas já aconteceram aqui. Pô, caramba, o cara tava falando uma coisa, eu falei, acho que eu tô chateado com um amigo, cara. Eu acho que eu não perdoei, eu acho que eu tô com uma mágoa aqui. A pessoa falando aqui, eu tô assim, né? Aí eu vou ligar para ele.
Entendi. Essa é uma.
Ah, pô, acho que eu não tô dando tanto tempo assim, eu tenho que fazer uma coisa com a minha mãe aqui, eu tenho que fazer um negócio aqui com a minha mãe. Nossa, isso aqui eu vou melhorar, vou estudar mais, que isso aqui vai ajudar na criação dos meus filhos. Nossa, isso aqui eu vou propor para Larissa. Nossa, isso aqui eu vou fazer no business.
Nossa, isso aqui, cara, vou perguntar mais depois aqui.
Você tem tanta entrevista, cara.
Acontece comigo isso?
Tenho certeza.
E aí você fica: nossa, eu anoto para não esquecer, mas tem entrevista que eu termino mal. É mesmo? Mal, sim. Falo: cara, como eu preciso mudar nisso daqui, cara? Eu sei que eu preciso mudar. É a terceira pessoa que fala a mesma coisa, ela tá falando, eu sei que ela tá falando para mim, sabe? Aquela coisa assim, cara, parece que ela tá falando para mim. Aí eu falo, aí assim, aí eu decido que eu vou mudar e eu não mudei.
Aí depois da terceira, fala, cara, não tem um podcast que eu gravei acho que semana passada e eu cismado com o negócio já uns 6 meses que eu não faço maior roda-presa. Eu sou zero roda-presa, cara, também não sou o cara roda-presa, mas Eu percebi assim, eu fiquei a coisa presa assim, eu comecei a notar, falei, cara, eu tô um baita roda presa, nada a ver isso aqui. Aí você tem com a mão, chega.
E por quê?
De pô, era para mim assim, né? Também já tomei decisão assim de, deixa eu ver o que é mais aqui, por saco, eu tô orgulhoso, né? Essa aqui é essa pergunta para mim, essa aqui não, só que eu tenho que perguntar mais, só que eu tenho que fazer isso, e assim vai, né? Então, por exemplo, toda vez que entrevista a gente Sei lá, que tem 70 anos.
Isso é muito bom, né, cara? Gente mais velha, como eu adoro. Também tem isso com meu pai, que eu queria que todo mundo assistisse, cara. Meu pai tem 80 anos, cara.
Cara, que bom poder entrevistar o pai, né?
É, e ele, o filho, vou falar o quê? Não tenho o que falar. E você vê a história de vida dele, e aí você descobre coisa que você nem sabia, cara. Você nem sabia. Mas eu lembrei de mais uma coisa que você falou agora, que louco, a gente tá conversando aqui, coisa que eu falaria para um ano atrás que eu não tava fazendo, que poderia ter feito e não fez. Construção de equipe, cara. Eu tinha um jeito de construir equipe e eu mudei radicalmente esse ano e tem dado muito certo.
Como é que é?
Porque eu sempre montei equipe baseado não no que ela já entregava, mas o que ela poderia entregar, e mais no relacionamento pessoal. Eu gosto daquela pessoa, tá? Eu acho que essa pessoa treinada ela vai ser muito bom fazendo isso, certo? Só que chegou um ponto no podcast que eu tava com quase só com pessoas assim e precisava pessoas para liderar, que ensinassem coisas para gente, que não eu me desgastava muito eu ter que ensinar todo mundo, porque era assim, eu sempre fui meio professor.
A Fabi, a Fabi, ela veio de rádio, ela veio de produção, e eu é só que eu nunca imaginei, imaginei ela sendo muito maior do que ela era. Ela, você não vai fazer só produção, você vai fazer isso, isso, isso. Só que eu tive que treinar, ensinar E aí eu comecei a ver que se eu trouxesse outra pessoa que nem ela e eu tivesse que ensinar ou ela ensinar, a gente ia perder muito tempo. Então comecei a trazer pessoas mais prontas, não tirando a parte pessoal de eu ter que gostar da pessoa e ela ter que encaixar lá.
E aí esse ano principalmente eu trouxe pessoas muito boas tecnicamente, que é uma coisa que eu tinha um pouco de preconceito, falar: puta, o cara já vai vir com vários vícios, eu tenho meu jeito de fazer. E aí E aí eu tô trazendo pessoas que falam: Vira ela, você tem esses jeitos de fazer, mas cara, e se você fizer assim? Ela falou: Cara, é muito mais fácil, sabe? Eu não quero ser aquele velho que tem aquele método que funciona para caramba, mas vem uma pessoa que fala, faz um atalho, você fala: Cara, funciona do mesmo jeito e é muito mais fácil.
Então eu tô trazendo pessoas que tem uma parte técnica muito boa, e aí é só eu encaixar ela na parte pessoal, fala: 'Eu gosto é assim, eu sou muito direto, você tem que controlar sua equipe assim.' Então isso, eu perdi um pouco de tempo com isso.
O que que te irrita, Vilela?
Me irrita é eu ou as pessoas que trabalham comigo cometer os mesmos erros, coisa que a gente já passou por isso, sabe? E relacionamento, relacionamento de amigo, relacionamento amoroso, relacionamento profissional, é você falando assim: 'Você sabe que se você fizer isso vai dar erro.' Aí a pessoa faz, beleza, é a primeira vez, não vamos mais cometer esse erro. Como a gente faz para não cometer esse erro? A gente faz isso, isso, isso e não tem mais jeito de cometer isso.
Vou dar um exemplo básico, queda de energia ou de internet é uma coisa que acontece. Como que eu faço para mitigar isso? Eu pego 3 internets, eu coloco gerador e coloco energia solar, eu tenho 3 etapas para não cair energia. Eu tenho 3 etapas para não cair internet. Próximo assunto. Se alguém mesmo assim faz alguma besteira que cai ou internet ou cai energia, eu fico puto porque a pessoa não checou. Você ligou o gerador? Você viu se a energia solar tá não sei o quê?
Putz, que se— cara, sabe, tem, eu tenho um procedimento que eu faço em todas entrevistas que eu falo para quem trabalha comigo, você tem que fazer. Não adianta depois do centésimo programa que você faz achar que aquilo tá Tá correto. A Fabi, se ela não perguntar para pessoa: você tá em São Paulo? Vai acontecer que nem um cara que a gente vai: e aí, você tá vindo para o podcast? Posso mandar Uber? Não, eu tô em Nova York. Não é remoto? Que aconteceu mesmo ela mandando endereço.
Conta comigo, conta comigo, bora gravar.
Não, ela manda endereço, manda foto do portão, manda tudo, e o cara: ok. Aí no dia o cara fala: não, eu tô em Nova York. Eu falo: oi, "Como assim?" Então assim, hoje em dia ela fala: "Você tá em São Paulo?" Ou: "Você vai estar em São Paulo?" Ou: "Precisa de passagem?" Assim, é um erro que eu não admito que ela ou as meninas— e não cometeram mais, porque aprenderam. Agora, tem umas coisas operacionais que ainda acontecem que me deixam muito nervoso, sabe, cara?
Porque ou é gente nova que tá chegando ou é gente que se acostumou que vai dar certo. Sabe aquela pessoa que fala: "Não, vai dar certo, relaxa." Isso é a pior coisa, você falar: "Relaxa que vai dar certo." Não, você fez isso? Fiz. Fez isso? Não, não fiz. Paz então. É aquela, né?
Tá tudo sob controle.
É, sabe, eu falei pra eles assim: vai começar o podcast, tem uma lista de coisas que, cara, você tem que ter escrito e vai dando check. Não é o básico? Dá uma olhada ali, ó. Não é? Exato! Tipo, eu não preciso chegar num dia e falar assim: "Ligaram o ar condicionado? Puts, esqueci." Não, você tem um check.
É, tem que ser isso, não é, Fabi? Dá mentoria para galera, viu, galera, que virou DR agora.
Que aí eu chego para Fabi e falo assim, Fabi, aí ela fala, eu já falei mil vezes para essa pessoa, e fala, então troca a pessoa. Porque tem isso, ninguém pode dar o que não tem. Exato. Tem gente que realmente não consegue fazer e tem gente que é só você treinar. Então assim, gente que não consegue, a gente tenta, tenta, tenta, e se não dá, pô, obrigado, mas não dá, porque aqui a gente trabalha assim. E tem, e a maioria das pessoas conseguem realmente se adaptar ao meu jeito de trabalhar, que é muito metódico.
Eu sou, por isso que eu te falei, por mais artista que eu sou, sou muito metódico. Eu sou assim, eu era assim na hora de fazer quadrinhos, na hora de escrever. Quando eu escrevi um livro de 700 páginas, uma ficção, cara, eu era metódico. Eu acordar, eu não sou de acordar muito cedo, só que meu filho tava recém-nascido, eu acordava sei lá 4, 5 horas da manhã. Já era minha hora de cuidar dele, escrevia antes de começar o dia e não sei o quê, sabe?
Eu fiz um método para dar certo de escrever o livro. Eu tenho um método para fazer o podcast. Eu quero só chegar lá e fazer o podcast. Porque se eu chegar lá, como era no começo, que eu tinha que ver luz, ver câmera e tal, eu já fico estressado. Aí eu demoro 20 minutos para entrar no papo, como às vezes acontece. Porque, cara, você não controla tudo. Dá uma merda às vezes do Uber. Ou do cara não pegar, ou algum assessor enchendo o saco.
E você já começa a estressar do podcast. Mas o pessoal da produção, o pessoal do operacional faz o máximo de esforço para eu só fazer o podcast, chegar lá e só fazer o podcast. E eu nem gosto de chegar muito antes do podcast. Às vezes o convidado chega uma hora antes, eu não gosto de estar uma hora antes convidando, conversando com o convidado. É porque eu já vou, já vou, já vai capturar, né? Um monte de coisa que a gente vai tá falando antes, né?
Poderia tá falando lá no podcast, não vou ter surpresa. Agora, depois do podcast eu fico muito tempo, mas antes, principalmente quando é a primeira vez, eu tento chegar o mais em cima da hora assim, para chegar, só trocar uma ideia e já vou. Até porque uso até o último tempo assim para dar uma última pesquisada, né? Para ficar mais, apesar de eu ter um pautê e tudo mais, eu gosto de fazer minha pesquisa.
Quantas pessoas tem no teu time?
Sei lá, uns 23, né?
20. Ah, é um time ideal, né?
Aí as pessoas estão atrás de 2 ou 3 pessoas agora. É muito específico. Social media é a coisa que a gente mais sofre hoje em dia.
É porque é muito específico, skill é muito específico, né? São poucas pessoas mesmo.
E vem umas pessoas com certo, não é vício, é um jeito dela trabalhar em televisão e outra coisa.
E você vai buscar a gente na TV, TV, rádio, né?
Basicamente isso, né?
Não é, então são pessoas de TV e de rádio, é que são mais próximos do que a gente faz assim.
Comercial é comercial, produção foi de rádio, né? Basicamente de TV. E operacional é gente que trabalha com podcast também, né? Alguns trabalhavam com podcast já, outros condição normal, a gente teve que ensinar. E tem gente que veio do zero mesmo e que foi lapidando, que lá de trás, né, lá de trás a gente foi lapidando. E tem, e tem, pô, tem um cara comigo que tá comigo desde a minha outra empresa, quer dizer, a mesma empresa, mas desde a época da produtora que eu trabalhava com um.
Você fez programa de rádio quanto tempo?
Ah, sei lá, uns 2, 3 anos assim. Fiz tira de quadrinho, eu tinha um Mundo Canibal, sei lá, 15 anos, é difícil, nunca parei para pensar, viu, quanto tempo foi de Mundo Canibal. Mas tinha programete do Mundo Canibal também na rádio, fazia vinhetinhas do Mundo Canibal para rádio.
Havaiana de Pau foi o mais viral do teu movimento lá?
Acho que são dois virais, os maiores, né, o Partoba e o Partoba foi muito forte. Partoba e o Havana de Pau. Mas a gente vinha de acertos anteriores, ele foi crescendo, né? Foi Bonequicha, foi um grande acerto. Certo. Aí depois veio algum outro também antes de Havana de Pau, e aí veio Havana de Pau, e aí, cara, foi uma coisa absurda. Internet discada na época.
Então ali era site.
Era site.
A gente tava com terra. Entrava no site.
Vírgula. A gente, a gente, o modelo de negócio era assim, o pessoal pagava pra gente por mês. Pra ter o nosso conteúdo lá. Sim. E aí surge YouTube, a gente não entra no YouTube quando surge o YouTube, porque a gente ganhava lá, YouTube não pagava nada. O que que vai estar no YouTube? Aí começaram a copiar nosso conteúdo lá. A gente falou: "Puts, se a gente não fizer nossa página lá, vai ter só os piratas." A gente faz um canal no YouTube, aí é um dos 10 primeiros, se não me engano, atingiu 1 milhão.
Tanto que a nossa placa é uma placa enorme. É um dos primeiros canais a atingir 1 milhão e começa a crescer para caramba. Vai para outro nível também, com o Bartóba. O Bartóba, ele foi criado para televisão, na verdade, né? Um programa de televisão pediu uma encomenda pra gente, queria que a gente fizesse humor em cima de game, de cena de games. A gente pegava uma cena de games e ficava narrando em cima. Olha, agora o cara vai fazer não sei o quê.
Aí os caras falaram: não, não dá pra passar isso na televisão, cara. É muito louco, as galera tava ali. Aí falou: "Não, então a gente vai jogar para internet." Aí começamos com game e depois com tipo videocassetado, os cara se dando mal e a narração. Então foi de uma recusa para rede de TV num programa lá que a gente foi para internet depois com o Bartôba. Caraca, meu! Muito forte, mas foi muito, muito forte mesmo, muito forte, cara.
Vamos falar um pouco das tuas ambições como empresário do ponto de vista de negócio hoje? Se você não tiver confortável em responder, não responde, tá? Mas hoje você enriqueceu?
Sei, tá. O que que é enriquecer? Eu tenho dúvida quando eu vejo vocês conversando assim. É você viver tranquilamente e falar: se eu quiser parar de trabalhar, posso parar de trabalhar? É isso?
Tá. Se a gente for na Y, a gente vai falar de um cara que tá na receita aí de—
porque quando eu tava fazendo comédia stand-up, e eu achava que eu tava bem também. Quando eu tava de empresário da minha produtora, tava achando que tava bem. Só que agora tô melhor do que eu tava nas outras fases. Então não sei se daqui 10 anos eu olhar para hoje e falar: cara, você achava que era rico? Você achava que tava bem? Não, você não tá. Então eu não sei como que eu tenho um limite para saber isso.
Riqueza para mim é: eu tenho dinheiro, eu tenho tempo, eu tenho saúde, e eu tenho paz, tá?
Isso para mim é concepção de paz. Essa paz, riqueza, essa paz que o dinheiro traz assim, que poucas pessoas entendem, esse valor que você tá tranquilo, né? Você tem uma, essa paz eu tenho há pouco tempo assim.
Tá, boa, boa, muito bem. É porque como você é empresário, você, se você quiser ter um iate, você vai conseguir ter. Porque você tem um negócio e o negócio vai gerar receita, vai gerar renda, vai gerar— você tem um negócio de mídia.
Pelo que eu sei, é um gasto absurdo, né?
É um gasto, mas você consegue.
Não, tá fazendo loucura.
Sim, não sei se é loucura.
Sério? Ah, tem formas, né? Deve ter formas.
Tem formas, sim. A gente tem um iate, a Trinca tem um iate de 84 pés. Até um tempo atrás, quanto tempo atrás?
26?
Até 2023 Eu também não queria, né, porque eu via que eu não precisava. É assim, por gente, hoje a gente tem, a gente gosta, tem casa, tem helicóptero, tem, é legal. Sim, porém a gente usa esse recurso para duas coisas: para a gente curtir com a família e para a gente fazer negócio. Pois é, mas como que você faz negócio tendo um iate, mostrando o iate? Não, é que tá Então eu mostro muito pouco, muito assim, pouquíssimo.
É, nem sabia, por exemplo.
Tá vendo? Você nem sabia. Porque não é assim que se faz negócio, não é para fora. É quando você chama alguém para conversar, você tem um negócio para apresentar, de repente você tem um projeto publicitário, você tem um projeto de mídia, você tem um projeto de educação empresarial, você tem um projeto e você começa a se relacionar com as pessoas, você conversa com as pessoas ali. Então o IAT, ele se paga desde que você é, tem uma, um propósito para ele.
Agora, perfeitamente, você tá falando.
Agora a gente tem uma, a gente tem uma filosofia, né, uma filosofia. Eu tenho uma filosofia, o Caio e Flávia, a gente tem uma filosofia. Tudo que a gente adquire é tudo com dinheiro novo. Me explica, tá? O que tá no banco é velho, o que tá na aplicação é velho, o que tá na conta é velho. Ah, você quer comprar um iate? Você quer comprar uma casinha?
Então você faz esse dinheiro.
Você quer comprar um helicóptero?
Então você vai fazer esse dinheiro, cara. E aí uma coisa que eu vou— essa é boa, essa é boa, não tem problema.
Então você vai criar o dinheiro.
O problema é isso, é, você se esforça tanto para ter essa paz, e aí eu vou arriscar essa minha paz para mirar numa coisa muito fora da regra nossa.
Muito bom isso. Vamos comprar uma casa? Ah, tá. Casa tem qual objetivo? Pô, para a gente se divertir, para a gente passar o final de semana para a gente estar com a família, também para a gente fazer negócio. Ah, beleza, tá bom, vamos embora, dinheiro novo. A gente tá viajando para caramba para dar palestra, para ir visitar os mentorados, para a gente fazer expansão do nosso negócio. Beleza, vamos comprar um helicóptero.
Que não existia e que você criou, você fez um lançamento e tal, e cria.
E aí esse dinheiro, aí só que ele dá para gente saúde, tempo, dinheiro e paz. O tempo é você economiza tempo. Então esse é um acordo que a gente tem entre nós, um acordo que a gente tem com a família. A gente não É como se assim, zerei, zerei, zerei.
Você zera, tá?
Tem um livro chamado Pai Rico Pai Pobre do Robert Kiyosaki.
Já leu? Não, vale? Vale. Eu tinha um pouco de preconceito desse livro assim de muita gente citar. Eu falei, será que é muito papo de coach? Mas você falando, eu vou ler, vou ler.
E tem muitos livros, né, sobre educação financeira, muito legal. E tem uma passagem nesse livro Eu li esse livro tem uns 10 anos, ou talvez acho que 11, foi 2015 que eu li esse livro. E tem um trecho lá que fala assim, ó: antes de comprar, venda. Antes de comprar, venda.
Venda.
Eu tenho meu filho mais velho, tem 6 anos. Poxa, então ele é menino, era criança. E ele: papai, eu quero, quero, eu quero, eu quero comprar isso. Você quer comprar isso? Eu combinei com ela desde que a partir de agora vou ensinar o dinheiro. Chegou na hora de ensinar como que se conquista as coisas. E aí comecei a aulinha. Joaquim tem 4, João tem 6. Eu comecei a explicar: ó filho, você quer comprar? Quer?
Legal. Dá um exemplo do que ele quer comprar.
Quer comprar Lego?
Tá, meu filho também.
Pai, quero comprar um Lego. Eu quero comprar um Lego. Então filho, deixa eu te falar, não é você que compra. Primeiro quem compra sou eu, tá? Entendi, pai. Por que que você acha que eu compro? Porque você tem dinheiro, filho. Papai, você tem dinheiro? É isso, eu tenho dinheiro. E por que que você acha que eu tenho muito dinheiro? Porque você trabalha muito. Não, papai não tem dinheiro porque ele trabalha muito. Tem gente que trabalha muito, não tem dinheiro.
O papai trabalha porque papai tem dinheiro, porque papai vende. O que que é vender, papai? Aí eu começo: vender é quando você tem algo de valor e esse algo de valor é trocado por dinheiro, por um que também tem valor. Tá, então você quer um Lego? Quero. Então eu vou ter que ensinar a vender. Você vai ter que fazer alguma coisa de valor para as pessoas e as pessoas ficam aqui.
Não quero mais o Lego, pai. Não, não quero mais o Lego.
Não quer. Aí esses dias, ontem mesmo, ele falou: tá bom, vou fazer um desenho. Ah, aí tá bom, fez um desenho. Aí ele mandou: papai, esse desenho é $90.
Olha só, superfaturando desenho!
Esse desenho é $90. É mesmo, filho? É porque ele é muito raro. Eles vão ter, irmão, muito bom.
Não, eles vão—
muito raro, porque você me ensinou. Eu tenho coleção de relógios, né? E eu conto para eles que os relógios são raros, né? O que que eu tô dizendo sobre isso? Eu tô— eu comecei o meu processo.
Que louco, meu filho, sem eu ter explicado isso, ele chegou um dia desse que ele tá na fase da figurinha da Copa, e aí ele fez um pacotinho, ele fez, recortou, desenhou e tal, e falou que os amiguinhos dele estavam pedindo. Ele tava trocando aquele pacotinho por figurinhas. E ele falou: mas você tá dando? Não, não, eu troco por 3 figurinhas. Então eu desenho, eu faço um pacotinho desse do jeito que ela quer, com desenho que ele quer, e ele me dá 3 figurinhas.
É um tipo de negócio, né? Total. Que louco! E eu nunca, e eu nem expliquei isso para ele, ele descobriu sozinho.
Quero também deixar claro aqui, pô, porque para as pessoas não entenderem mal, o que que eu tô dizendo sobre venda Venda não é só a venda porque eu sou empresário, venda é qualquer ideia que você tem.
Pessoal assistiu nosso podcast, vocês falam muito sobre venda e eu sempre tive muito preconceito em relação à palavra venda porque eu sou artista. Artista tem um pouco desse problema de, pô, eu vou me vender, eu sou um produto, mas, cara, é.
Então vender é convencer, vender é comunicar, vender é influenciar, vender é uma troca financeira, não é só uma coisa, um atributo. Para quem é empresário, então vender, eu deixo isso muito claro aqui para galera que trabalha, pô, vende a tua ideia, vende a tua visão, vende o teu projeto, vende o teu, poxa, o teu objetivo, não só essa venda. Então eu falei, filho, você vai ter que vender alguma coisa de valor, cara.
Eu vou fazer experiência com meu filho, depois eu te falo, quero que—
e eu comecei, aí ele chegou assim para mim, falou assim, ó, papai, outro relógio? 'Como assim?' 'Porque eu tenho coleção de relógio.' 'Ah, papai, outro relógio? Mas caramba, muito relógio.' Aí eu falo: 'É porque o brinquedo do papai adulto— você não tem brinquedo? Papai, brinquedo do papai adulto é relógio. Mas deixa eu te explicar esse aqui.' Aí eu explico: 'Ó, tá vendo isso aqui, ó? Esse aqui, esse relógio que o papai vai dar para você.' 'Ah, vai me dar?
Quando?' 'Ah, quando você tiver uns 18 anos.' 'Não, por que não agora?' 'Não, porque não, você ainda é novinho.' mas esse aqui é raro. Aí quando eu uso a palavra raro, esse aqui vale porque ele é raro, e raro é porque não tem muito. Aí igual minha carta de Pokémon, pai, é igual a sua carta de Pokémon, entende?
Ele não é ligado no relógio, ele é ligado, ele quer entender porque aquele troço tá ali. Porque você tem mais um, é porque tem mais um.
E esse aqui o papai ganhou.
Ah, papai ganhou por quê?
Porque ele ajudou tanto uma pessoa, mas tanto uma pessoa, mas tanto uma pessoa, que ela se sentiu agradecida, se sentiu agradecida e deu para o papai. E você vai explicando, você vai explicando, você vai explicando, você vai explicando. Então riqueza para mim tá nesse lugar. Então a paz de poder explicar para ele sobre isso, o tempo de qualidade que você compra, o dinheiro para realizar seus objetivos, saúde, saúde, que mais sempre é propaga É, tô só hoje.
Que foi essa mudança do ano passado para cá. Se emagreceu, né? Emagreci, voltei a treinar, alimentação certa, comecei a regular tudo, né? Comecei a ver tudo que tava desregulado. E assim, quando você começa a encontrar paz financeira, você começa, tá, agora dá para eu regular tudo. Porque quando você tá na correria é complicado, você entende? É muita coisa, não sei o quê, e você sempre fica colocando desculpa e tal. Quando você tem uma paz, fala: pá, beleza, não tem mais.
Me conta umas 3 coisas aí que para você, você mudou, tipo assim, que você achava isso era papo de coach, isso não é mais.
Esse papo de riqueza, tá? Riqueza é um venda, papo de ambição, cara. Eu me sentia muito mal de ter ambição, é porque eu falo: pô, cara, eu tenho, vai embora, não vai levar nada com você. E eu vim de, pô, meus pais são professores, meu pai trabalhou em metalúrgica, Foi jogador de futebol, nunca teve muita ambição, nunca passou para mim essa ideia de ambição. Eu sempre, sempre, minha ambição sempre foi artística, nunca foi financeira, nunca fui atrás de dinheiro.
Ou seja, na obra artística, de fazer uma coisa.
Eu nunca pensei em dinheiro assim. Se eu pensasse em dinheiro, eu não ia ser desenhista. Você pensava no quê? Pensava em mim, em fazer coisa que eu gostava.
Então, por exemplo, você vai fazer um cartoon do Batman, Você pensava no quê? Dele ser lido por muitas pessoas.
E se desse dinheiro legal. E se desse dinheiro legal. E eu sempre pensei isso. Até em relação à escolha, né? Eu não fazia a escolha mais lógica. Como eu te falei, quando eu falei para o meu pai que desenho era minha praia e era isso que eu ia fazer, meu pai falou: "Tá, mas como você vai ganhar dinheiro com isso?" Na cabeça dele era tipo: "Você vai trabalhar no Maurício Souza." Era a única coisa que Tinha na época assim: "Quer fazer quadrinho?
Quer fazer desenho? É Maurício Souza." Eu falei: "Não, pai, tem muita coisa que dá pra fazer. Dá pra fazer ilustração. Ó, quando você vê uma revista, isso é ilustração, isso aqui é ilustração." Ele não entendia isso. E eu comecei a pesquisar sobre isso e falei: "Eu vou ser o melhor ilustrador." E eu sempre pensei isso. É como aquele filme Campos dos Sonhos, sabe? Construa e eles virão, entendeu? Você tem que construir. As coisas vão acontecer. Sempre vão acontecer.
E a sua ambição, ela foi hoje...
Estimulada pelo quê ou por quem? Então, essa ambição de conteúdo e artística sempre, eu nunca perdi essa ambição, sempre tive ambições maiores, maiores e maiores. Se eu faço show hoje para 5 mil pessoas, eu quero fazer para 50 mil. Legal. Eu quero estar na Netflix, como eu tive com meu show, eu quero estar não sei o quê, mas não é assim porque eu vou ganhar mais dinheiro, porque eu sabia que essas coisas eram meio naturais, só que Cara, quando eu comecei, eu tô vendo muito vídeo, por isso que eu te falei que a China me mudou um pouco essa cabeça, vendo vídeo de vocês, de muito empresário, de essas reuniões que eu tô fazendo desde o final do ano passado, tá me abrindo uma ambição tão grande de coisas que eu acho que eu tinha preconceito, que, cara, reverberou na minha vida, cara, porque minha vida tava muito estacionada, eu tava muito satisfeito com tudo e tava ok, só que aquilo tava fazendo mal sem eu saber.
Exato. Eu tava comendo mal, tava treinando mal, Porque eu não tinha uma ambição, porque eu não precisava ter um corpo melhor, não precisava andar mais, não precisava, pô. Só que agora eu fiz uma viagem que eu andei 150 km. Eu quero, tô com 55, fazer 56. Eu quero estar bem de saúde para continuar performando no meu trabalho e ter esse pique de fazer todas as coisas. E chegou um ponto que eu cheguei para o Muzik meu médico, falei, cara, tem dia que eu não consigo levantar da cama, não tem vontade de levantar da cama, certo?
Como é que tava teus hormônios? Tava tudo errado, tudo errado. Testosterona baixo, muito abaixo do normal, muito abaixo do normal, tudo desregulado, pré-diabético e não sei o quê, tal. E tudo melhorou, tudo, tudo eu resolvi, sabe? Pequenas coisinhas assim. E aí me fez tudo por causa dessa palavra ambição que eu tinha puta preconceito. Porque quem foi, foi, então faz muito tempo que foi na, foi no meu podcast também, falou assim, cara, você pode ter ambição de ganhar mais dinheiro, porque com mais dinheiro você consegue fazer bem maior para as pessoas.
E eu nunca tinha pensado nisso, você consegue puxar mais pessoas junto com você. Que eu pensei, para, cara, que eu ganho é suficiente, se eu quiser parar agora não preciso trabalhar até o resto da vida. Meu filho tá bem encaminhado, por que que eu quero mais? E aí eu pensei, por que que eu quero mais? Porque eu consigo contratar mais pessoas, consigo fazer um bem maior, consigo mudar a realidade de muita coisa, consigo mudar talvez o meu país, consigo mudar a consciência.
E aí comecei a falar, cara, por que não, sabe? Eu tô na idade certa para fazer tudo isso. Isso me abriu um horizonte absurdo assim, cara, de coisas que eu quero fazer, coisas que eu posso fazer e coisa que eu preciso fazer. Que eu não, eu tava assim, não, se eu mantiver tudo do jeito que tá, para mim tá bom. Podcast tá bom, tá dando dinheiro, tá dando views. E eu tava assim, cara, já eu falei, cara, se eu continuar naquilo, não dou mais 2 anos, não aguento mais fazer isso.
Quais são as coisas hoje que você enxerga que você tem potencial para fazer e que ainda não fez, mas você tem potencial barra e quer? Então, por exemplo, você quer abrir um braço de educação? Ensinar.
Com certeza, com certeza. Isso nunca saiu da minha meta, porque eu tive uma escola, cheguei a ter 300, 400 alunos, escola de artes, e eu só saí porque a sociedade terminou, eram 4 sócios, e no acordo eu acabei ficando com a produtora e eles ficaram com a escola. Só que eu construí a escola, eu era professor, fui professor da Pan-Americana durante, sei lá, 15, 16, 17 anos. Então eu que meio fiz praticamente todo o método da a escola, como a escola ia funcionar.
E me doeu no coração abrir mão da escola, só que eu via na produtora que ela tava, sei lá, 10% do que ela podia ser. E eu transformei aquela produtora na maior produtora de pós-produção do mercado publicitário, entendeu? E aquilo mudou minha vida financeiramente, tudo assim. Eu, naquela época, quando a Sociedade terminou, eu tava com meu carro, eu perdi meu carro, Tive que, foi para leilão, e eu não sabia disso, cara. Quando você não consegue pagar um carro, os caras vendem mais barato, ainda você tem que pagar a diferença.
Porque eu falei, pô, vou me livrar dessa prestação. Não, ainda tive que pagar, sei lá, na época, 2, 3 pau a mais, porque eles vendem mais barato. Aí meu apartamento, não sabia disso também, sabe? Isso aí não consigo pagar esse carro.
Beleza, eu vou vender ele, ele vale 15, vou vender ele por 12, esses 3 tu ainda tem que pagar. É isso, é isso.
É isso, cara, é isso. Aí meus dois cartões, tipo, não conseguia pagar dívida para caramba, parcela aquela dívida, não tem mais cartão. Meu apartamento foi indo para leilão e eu consegui adiar, adiar, porque eu falo, não posso perder minha casa. E, cara, um ano depois eu tava com apartamento quitado, com carro quitado e com a produtora voando, cara. Eu falo, meu, como isso aconteceu? E aí eu comecei a entender que, cara, Era possível fazer coisas que eu achava impossíveis, era possível ter ambição, que eu não precisava só aceitar aquilo que tava.
Não, é só isso mesmo e tal, porque a empresa ia bem, aquela produtorazinha, aquela escola ia bem com aqueles. Não, se eu tivesse hoje com aquela escola, ela já teria, pô, produto digital para caramba, já teria enorme. E aquela escola com os antigos sócios, ela meio que mingou porque eles ficaram naquele modelo antigo Sei lá o que virou hoje. E a produtora eu tenho até hoje. E eu saí da produtora para fazer stand-up simplesmente porque eu não aguentava mais aquele ambiente de publicidade, aqueles prazos absurdos, ter que virar noite, virar final de semana refazendo anúncio e tal.
Foi uma escolha pessoal. Mas, cara, eu tinha 30 funcionários, faturava muito, sim, era muito bom. Eu fui para stand-up porque eu fiz aquela passagem enquanto ela Tá funcionando, eu começo a fazer stand-up. Deu certo stand-up, eu tô ganhando uma grana boa, aí eu fechei emprego— não fechei, mandei todo mundo embora, fiquei só com o nome da produtora, e a produtora começou a cuidar da minha carreira. E hoje em dia ela cuida do podcast.
Mas em determinado momento eu pensei que nada ia dar certo mesmo. Qual que era a pergunta mesmo? Agora nem sei o que que a gente tá falando.
A pergunta foi sobre ser empresário. E coisas novas que você quer fazer?
Coisas novas que eu quero fazer, com certeza, aquilo que eu te falei, é filme, é transformar minhas ideias. É, cara, eu não tenho nenhum problema em contar minhas histórias em lugares diferentes. Então, se eu tô fazendo podcast, são histórias. Fazendo quadrinho, livro, filme, para mim a moldura não interessa muito, só que falta essas molduras. Que são do filme, da série. Isso eu vou fazer algum dia, eu sei que eu vou fazer. Só não fiz por causa de tempo mesmo, de não colocar esforço nisso, mas é questão de tempo.
E também voltar com a educação. Ah, foi por isso que a gente, que eu falei da escola. Voltar com educação é básico, porque minha família é família de professores, minha irmã até hoje é professora. É coisa que eu acho mais importante. E hoje eu tenho certeza que eu tenho muita coisa para ensinar, mas muita, muito muito, cara, muito. Eu te falei, às vezes eu me espanto quando eu falo coisas que eu acho muito básicas, as pessoas falam: cara, nunca ninguém me falou isso, sabe?
Como esse exemplo que você deu para o seu filho, para mim é uma coisa, eu falo: cara, eu nunca pensei em ter esse papo com meu filho, entendeu?
Ele tem 6 aninhos também?
Tem 8, tem 8, tem 8, mas tá na fase. Acabei de dar a primeira carteira para ele, dei um reloginho para ele e dei R$50. Eu falei: a partir de agora, todo mês eu vou te dar um dinheirinho, você vai comprar as coisas, mas eu não ensinei essa coisa de como funciona, porque ele se conquista, porque ele é que nem eu. Eu sou muito mão de vaca, né? Mas muito mão de vaca. Se eu, para gastar dinheiro, tu pagou quanto nesse relógio aí? Ah, eu ganho as coisas, né?
Tu ganhou esse, esse Bruce Wayne? Eu não sei se eu posso falar isso, mas eu ganho, eu ganho as coisas.
Você ganhou um Cartier?
Você ganhou um Cartier? O quê? Cartier Santos. Você ganhou um Kill Bill?
O Kill Bill. E ganhei um Rolex, né? Aquele azulzinho.
Aquele dia você ganhou também?
Eu ganhei também.
Daqueles menino lá? Qual que é o nome mesmo lá?
O Montier. Vamos fazer, os cara me deram Montier.
Alô, Montier!
Conseguiu fazer negócio lá com eles?
Não ganhei, né? Os cara fizeram.
Pois então, eu sou mão de vaca.
Aí agora O cara quiser, e aí, Jota, pô, vamos aí, vamos fazer acontecer.
Agora eu tenho que começar a gastar, saltar pro principal.
E esse Bruce Wayne, seria Jubilee marota?
É.
Olha aí, cara.
Porque, cara, eu não sei, as pessoas me dão as coisas, cara. Perfume, até agora eu não gastei com perfume. Cara, ganhei muito. Um mês, né? Um mês e meio, dois meses. Cara, tá cheio de perfume. Aí, porque eu vou gravar com os caras, né? Porque eu tô gerando conteúdo, o cara fica tão feliz que eu fui lá e... E tem tanto resultado que ele fala: "Vou, tô te mandando não sei quanto, tô te mandando não sei o quê." E eu aceitando.
Na loja dos carros?
É, exato. Não, você vai fazer isso com relógio, com perfume, com roupa, com óculos, com suplemento. Carro, cara, carro, mesma coisa. Ah, pá. Blindagem, blindagem, eu te dou a blindagem, te dou o kit não sei o quê, o interior do Chiron, assim, todo mundo assim, cara.
Você tinha ganhado o carro que ele chegou aqui?
Não, o carro eu comprei.
Ele chegou com um Rolls-Royce aqui, viu?
Queria, viu?
Chegou com um Rolls-Royce.
Mas o carro eu não ganhei ainda não. Ô Land Rover, cara, eu adoro você.
Eu noto muito nela aí, pô.
Eu sou tão mão de vaca que eu tô tentando um carro até hoje, cara. Eu não me conformo de eu ter que comprar o carro, cara.
Não, mas é verdade, as marcas têm que dar para você, cara.
Pô, cara, eu gosto tanto. Agora a gente, agora eu e o Richard, a gente vai começar a fazer umas expedições, né? Olha as loucuras, né? A Fabi fica louca. E a gente tá negociando com carro para fazer essas expedições, né? Então não posso falar, mas algumas já tô meio... Land Rover combina muito. Combina, mas parece que tá fechando uma outra marca. Eu, Jeep, eu podia ir.
Mas eu, como tenho marca de carro, eu vou falar um monte de marca aqui, combina. Land Rover, Jeep, tem uma marca, a BYD, tem a Denza lá, tem uma marca forte. Cara, tem Mitsubishi.
Andei de Denza esse final de semana lá em Brasília. Um cara tinha parceria com a Denza, eu não conhecia o carro.
Carrão também. Qual carro?
Putz, eu não manjo. Tipo um jipão assim? É, um jipão, parece ser uma Defender.
Eu acho que é D5.
Mas eu já fiz comercial para várias marcas, várias marcas, mas elas não entendem que eu, pô, sendo pai, 155 anos, não sei o quê, cara, o meu estilo de vida combinaria muito de eu mostrar o carro nessas situações, né? Inclusive agora, imagina eu e o Richard, dois velhos, indo para o Pantanal, acampando, tendo uma monte de aventura, transmitindo ao vivo, RL, que é uma das tendências desses padrões que eu te falei. Padrão agora é RL.
Videole, né, que essa é você filmar a vida real, não é editado, é real. Você tá dirigindo e tá conversando com a galera e tá acontecendo as coisas e tá chegando nos perrengues e tal, que é coisa que a gente pode fazer também lá na Copa, entendeu? Com uma mochilinha e vai, vai mencionando.
E a galera, ó, o pessoal, deixa eu falar aqui uma coisa para vocês, ó, pessoal de relógio, de perfume, já manda mensagem aqui, fala assim: te vi no JJ Podcast, já vou te dar carro, vou "Vou te dar blindagem, vou te dar roupa, vou te dar relógio, vou te dar..." Roupa também, cara.
Roupa também, né? Todas as minhas roupas também são... Porque agora eu tô nessa fase, agora hoje vai uns caras lá de joias, né? "Não, Vilela, você precisa começar hoje a joia." Caramba, é mesmo?
Riviera, joia...
Exato, mesma coisa. Isso aí, eu falei: "Cara, será?" "Não, vamos lá." Aí, alfaiataria: "Não, cara, vamos te vestir melhor." Aí, um cara de personal stylist, né, que a gente vai gravar também: "Não, eu vou fazer não sei o quê." Então, cara, é isso que eu fico, cara, eu fico tão feliz com isso. É muito legal, é muito feliz, porque, cara, a galera tá dizendo, cara, você foi importante para mim, você tem um trabalho importante, eu quero fazer parte da tua vida, cara. Eu tô falando aqui, eu tô brincando, mas eu também ganho muita coisa, não é?
Ganha bastante relógio, eu ganho bastante roupa.
Mas também você não tem dó de gastar? Não. Eu preciso perder essa dor de gastar.
Vamos já gastar uma agora? Quer comprar um relógio agora?
Olha, dependendo se for um bom negócio. Se voar um bom negócio, eu compro. Tô de olho, tô de olho num Patek aí, vamos ver.
Qual que é o Patek que você tá de olho?
Ah, aquele, o classicão, não sei nem o nome, mas eu vejo pelo visual, eu não manjo. Acho que é o—
Tem um Aquanaut, Nautilus.
Acho que é Nautilus. Como que é o Nautilus? É aquele padrãozinho. O fundo dele, como que é? Tem vários fundos. Ah, do Nautilus? É esse que eu tava vendo.
É o Nautilus. Ah, esse é legal.
O que eu não gosto muito é Richard Mille, né? É aquele meio diferentão, não é o que eu— não é muito minha praia.
Mas é uma hora gosta.
É, já me falaram isso, já me falaram isso. É que eu tô convivendo, Fabinho, tô convivendo com os cara muito rico. E esse final de semana tava, tava em Brasília, e aí os cara fala: pô, que ano você nasceu? Em 70. Aí o cara foi na adega dele, vinho, cara, vinho, vamos ver se a gente acha um de 70, não sei, tem um de 75, pode? Falei: pode, né? Bebi um vinho de 75 fumando um charuto. "Você tá queimando 500 pau na sua, fumando um charuto de R$500, um vinho de $12.000, não sei o quê." Eu falei: "Cara, o que tá acontecendo com a minha vida, cara?" Pois é, existe essa vida. Existe essa vida que eu não tinha.
Existe essa vida.
Viajando de executiva, que eu fui, cara, depois de 50 fui viajar de executiva e minha vida mudou. Eu chego nos lugares, não tô destruído, cara. É muito louco isso. Eu não chego que nem um mendigo, como eu chegava nas viagens longas. Antes, que eu chegava que nem um mendigo com as minhas mulheres. A gente fazia duas, para economizar dinheiro para ir para Europa, você fazia duas paradas, chegava, nossa, zoadasso, moído e tal. E eu nem, eu falo, cara, que executivo, que está louco, sei lá, 3 vezes mais, não sei quantas vezes mais, né?
Agora, depois que vê, não dá para desver.
Ó, e a maior, a maior parte das executivas eu ganhei também, viu? Ah, não, é verdade, porque Ô Vilela, vamos para esse raio comigo.
Eu preciso que ele faça alguma coisa, ele vai ter que cantar aqui.
É, então eu tenho que gastar dinheiro com alguma coisa, né?
E tenta, né, pessoal, mas não consegue.
Não, eu consigo com equipamento. Equipamento eu gasto.
Ah, mas esse é um tipo de...
E é gostoso, viu? É até uma coisa que eu gosto.
Deixa eu te contar uma aqui que eu quero te contar dessa aqui da minha lousa semana passada.
Ah, meu Deus.
Tem uma lousa aqui, tem uma lousa digital.
Tô atrás de uma lousa assim.
Bem, ah, então depois aquela lousa lá, aí eu olhei e falei: essa lousa aí tá fora de contexto, vamos tirar ela do estúdio, vamos.
Aí a Larissa, minha esposa, então tá bom, vamos fazer a parte do outro cenário. Ah, tá, não desse.
Ah, então tá bom, vamos vender. Eu falei: já que a gente vai vender, vamos trocar em relógio. Ela: que relógio?
Tá doido, pô, não tem ideia, né? Não tem ideia do valor do relógio.
Falou que vai trocar essa loja digital em relógio. Eu falei: ah, tentei, né? Aí a Malu falou assim: então já que não vai trocar relógio, vamos trocar a lousa digital por uma câmera. Pois é, aí eu deixei passar.
Câmera, tudo bem. É, não, câmera eu gasto, a gente gastou bastante, ela tá gastando legal lá no estúdio, é o instrumento de trabalho que— não, mas isso é uma coisa que eu sempre gastei na minha vida assim, computador, celular, equipamento, sempre tive do melhor assim, porque eu tive essa desculpa que era para eu performar melhor, mas não precisava. Eu não preciso do teu, sempre o último celular que eu também ganho, né? Não é? O cara mora de vez em quando. Vilela, tá na hora de trocar o celular.
Falta?
Tá bom, não sei o quê, manda aí. Aí agora fui levar um da Xiaomi, né? Mas eu uso o iPhone. Falou: não, mas deixa para sua equipe. Aí os cara tudo lá: não, deixa para mim, deixa. A galera fica querendo pegar os restos lá, cara.
Ó, aí, para Copa do Mundo, então vai ter Xiaomi, vai ter celular, relógio, vai ter que mais pede, velho.
Nossa, aí, Vilela, você só me leva nas viagens chatas. Quando é para não sei aonde, você não me leva. Aí, Vilela, você ganhou óculos Meta da Oakley, você agora você tem, você tem 3 óculos da Meta, não sei o quê, não sei o quê. Cara, é muito cara de pau, velho. E ela consegue as coisas assim. É viagem internacional, tá devendo. É porque quando vai, aí tem que levar um filmmaker, certo? E aí a produtora não vai. Só que nos perrengues, quando tem que resolver coisa, por exemplo, lá no parque aquático, que era o maior perrengue, né?
Não tinha, cara, quem que ia arranjar, não sei. Aí vai ela, só resolver problema. Aí ela fala: quando é viagem tranquila, eu não vou.
Então aparece aqui na cena para a galera ver, mandar Bolsa, mandar joia para você, mandar abraço. Aqui, ó, aparece aqui, fica aqui, ó, aqui, ó, do lado do Vilela. Ó, gente, essa aqui, ó, para ela.
Tem que me agradar se você quer ir no programa. Isso é verdade, mas é verdade. Ah, é? Sim, é dica quente. Ela que dá a palavra final. Você quer ir no programa? Agrada a Fabi. Verdade, por favor, tô precisando de roupas. É porque ele tá muito bem vestido, eu tenho que usar igual. Olha a chantagem! Agora você tá vestido muito bem, eu tenho que estar ao mesmo nível, altura.
Ó, gente, marca de roupa, marca de bolsa, de relógio, de joia, de—
não, o que que você queria? Carro, tudo, perfume, né? Perfume, é mesmo, os cara tão se mandando só perfume masculino. Vou começar a pedir. O carinha, o carinha lá manda perfume feminino lá, ele falou que manda, me faz a lista lá. Você viu que ele falou, né, que eu posso fazer uma lista?
Pode, pode, mas vai chegar.
Mas eu te falo, a Fabi hoje é a pessoa mais importante lá no podcast, porque ela, ela, ela une todas as áreas, cara. Eu treinei ela, por isso que eu falei, ela entrou como uma produtora. Eu falei desde o começo, você não vai ser produtora. Ela já chorou muito lá porque ela fala, Vilela, não sei o quê, eu não consigo, não dá certo, a pessoa não faz o que eu peço. Falei: "Meu, faz ela, ela vai fazer, cara." Pronto. Porque senão eu tenho que dar bronca.
Porque eu quero ser o cara bonzinho, eu quero ser o cara que compra pizza, que chega lá e fala: "Galera, hoje não tem trabalho." Ela é a pessoa que o pessoal vai odiar, e não tem jeito, não é?
As pessoas te odeiam?
Não, não odeia, porque ela é gente boa. Mas a galera tem medo dela. Entendeu? Tem que ter uma pessoa que fala não, né? Tanto que a galera hoje acha que ela é a chata e não sou eu. Olha que legal.
Senhores! Olha só... Vocês estão dando muito presente pro Vilela.
Não? Não, não, não, então— Cara, corta toda essa parte aí, eu não recebo presente. Receba!
Eu compro tudo. É verdade, nossa, muito bom. E agora carguinho dos relógios, esse foi puro.
Porque eu tô falando de relógio pra caramba agora né. Eu gravei lá no Dia e vou gravar com o pessoal da Montier. Gravando sobre vintage, veio um cara para falar sobre microbrands. Já ouviu falar, cara? Muito legal. Aí fala, já falei com umas fábricas, vou te mandar alguns, e aí eu vou gravar com ele e aí falar sobre isso. E aí, sabe, eu vou pegando cada nicho. Perfume também tô começando a entender agora, já fiz 3 vídeos sobre perfume.
Eu não entendo não assim, sem muito, muito pouco.
Começando a passar, e o cara fala, putz, tem abacaxi aqui, tem alguma coisa.
Tô começando a entender obra de arte, joia, vinho, relógio, carro antigo, charutos, são tudo micro comunidades que a turma tem um conhecimento assim profundo, cara, e tem muita história, é muito legal assim. Chega uma fase da vida que você começa a investigar, hein?
É legal porque quando abre um negócio que eu não entendo nada e eu tenho, putz, o universo para aprender me dá uma coisa gostosa, que quando eu vou dormir e eu coloco um vídeo para assistir, eu falo: "Cara, olha que legal isso, isso me abre." E eu tava sentindo falta disso. Então essas 3 áreas só, que parecem pequenas para quem tá de fora e parecem muito supérfluas, que é o perfume, relógio, vinho, charuto, joia. Não, e moda, moda, moda, moda.
Eu também tô entrando muito nessa parte de tentar entender, cara, Tô conhecendo pessoas muito legais, indo a lugares legais, entrevistando, filmando, e tá fazendo sair do estúdio também, né? Fazendo muita coisa fora, muito, muito vlog, né? Muita, voltei porque eu fazia vlog no passado, eu sentia falta de ir na casa das pessoas, de ir nas empresas.
O vlog funciona bem para YouTube? YouTube recebe bem esse formato?
Gosta?
Eu não faço vlog, mas a gente vai fazer.
Não gostava, ficou muito tempo assim ruim para o algoritmo e agora voltou com IRL, com vlog, mas o vlog cru, tá? Porque eu, na época do Casey Neistat, sabe, que faz aqueles vlogs com, putz, com time-lapse, com drone, cara, ele fazia diário, eu não sei quantos anos ele fez isso, fazia um vlog, cara, com qualidade de cinema. E eu fui nessa praia na época, antes do podcast, cara, fazia uns vlogs absurdos, vlog de viagem e tal. E não dava view de jeito nenhum, cara.
Eu já vi que a galera gosta de, cara, poucos cortes, um papo mais solto, câmera tremendo e não sei o quê. Tá mais pra isso, assim. E aí, dentro dessa linguagem, eu tô tentando achar a forma que eu faço.
O teu jeitão, né?
Meu jeito. Porque, cara, tem que ter meu DNA no negócio, assim. Tem que ter um jeito que você fala. A fonte é diferente, o jeito de editar é diferente. Tem alguma coisa aí que é diferente. E aí a gente lançou o primeiro agora, semana lançou o segundo, que foi um papo que eu tive com o Neymar. Pô, pegaram de helicóptero a gente, levaram até Santos, um monte de influencer lá, e foi uma, pô, puta, rolê legal. E fazer isso na forma de vlog, a gente tá achando o formato ainda.
Você percebe, você sente que as marcas estão interessadas nesse formato, em anunciar nesse formato?
Mais, mais do que no podcast, inclusive. É mesmo? É. Porque, cara, fica muito mais natural, né? Eu, por exemplo, se eu for lá na Panini mostrar como faz uma figurinha, é muito melhor do que a Panini eu fazer um speech no meu programa vendendo o álbum da Copa, entendeu? É muito mais natural eu levar meu filho lá e ver. Eu vou na Ambev, como a gente foi na Ambev, e mostra como faz a cerveja e falo com mestre cervejeiro e tudo mais.
As marcas adoram isso, cara. Eu que não gostava. Só que eu não gostava porque eu tava fazendo engessado. Agora que eu percebi que dá para fazer muito mais solto, cara, eu tô adorando fazer.
Pô, muito bom, meu irmão! Que papo bom, hein, cara! Não, foi delícia, cara, risada para caramba de conversão. Você gostou do papo?
Eu te falei, eu sabia, conhecendo você, conhecendo como é teu programa, eu sabia que ia ser bem diferente, cara.
Foi diferente?
Foi muito diferente, mas muito diferente.
Antes de eu te fazer a última pergunta, é Bota aí suas redes sociais, cara.
A galera quer entrar em contato, quer te patrocinar, quer te dar relógio, carro, avião, precisar enviar. O problema de relógio é o seguinte: eu entrei num grupo dos cara muito rico e os cara todo dia ficam postando relógio lá. Eu só tenho 3 relógios para variar, 4, né, contando com vintage. Então eu já postei os 4 relógios, eu não tenho mais o que postar. Ah, eu tenho um que eu comprei na viagem, que me falaram, super baratinho, da Swatch.
Com a Omega. Sem Mission to the Earth, to the Moon, to the Saturn. Já postei lá também, já gastei todo. Então me mandem mais relógio, porque eu não tenho mais como competir com os caras lá. É muito relógio muito louco, cara. Muito. Hoje colocaram um lá absurdo, cara, um que é azul e tinha uma partezinha que mexia lá, uma complicação, porque agora eu tô sabendo os termos, né? Então me mandem mais relógio, cara, que tem cada relógio Legal, tá gostando do grupo lá? Legal, né?
Muito legal, só gente boa lá, né? Só gente boa, é verdade.
É um grupo que eu criei porque os caras colocam a ocasião que estão usando o relógio.
Acho muito legal, tem história, tem relógio lá.
Pô, isso aqui ganhei do meu avô, esse aqui foi meu primeiro relógio.
É bem legal, é muito legal. E a gente não divulga, mas a gente divulga. Aliás, a gente divulga só lá dentro e um vez seguro.
Não falei das redes sociais, né? No Instagram é @vilela Sim, é só @vilela. Eu fui um dos primeiros caras que entrei no Instagram quando ainda se mandava foto por fax ainda. Então é @vilela. No X eu uso pouco, uso lá só para divulgar as paradas, porque, cara, lá é o ambiente mais tóxico que existe, né?
Então lá é @rogerovilela.
E Inteligência LTDA e o canal de cortes. É isso. É isso.
E se alguém quiser mandar mensagem aqui para o Vilela para fazer alguma coisa com você, de repente, tem uma linha de óculos agora.
Eu tenho uma linha de óculos. Depois, na viagem lá, eu fiz uma conexão com alguns empresários, tinha umas ideias novas. Depois eu quero discutir com você se acha viável, tá bom? Mas eu quero fazer vários produtos aí que eu acho que tem a ver, cara. Vai dar bom, meu irmão. Seguinte, a última pergunta que eu sempre faço é assim, ó, se você não me deixa esquecer, né, Fabinho, de mandar meu livro para ele, porque eu quero que ele fale a opinião dele sincera sobre o livro, livro de quadrinho.
Fale. Se você pudesse mandar uma mensagem para 8 bilhões de pessoas, essa mensagem vai chegar, vai chegar traduzida se tiver que traduzir, vai chegar, sei lá, no outdoor, vai chegar no jornal, vai chegar na televisão, chegar até na praia, no céu, vai chegar. Mas ela é rápida, ela é direta e reta, porque no outro minuto outra pessoa teria que mandar essa mensagem, aquela assim, ó, direto e reto para 8 bi de pessoas. Que mensagem seria essa mensagem?
Positiva ou qualquer mensagem? Qualquer uma. Se eu fosse engraçadinho, eu falaria: coma um jujuba, chamaria atenção e tudo mais.
É verdade, eu comi muita jujuba no teu programa.
Aquilo é um truque para deixar a galera mais—
é um truque, é claro, e dá certo, dá certo para caramba.
Não, tá ali, né?
Você tem patrocínio de jujuba?
Não tenho, né, Fabinho? Que a gente gasta de jujuba. Uma marca própria nossa, né? Já pensou? E olha que a gente, cara, não para de jujuba lá.
Galera come, eu gosto bastante de jujuba.
Ô Fabi, já teve episódio que foram 2 potes de jujuba uma pessoa só, né?
Já, né? Ah, tem 14 horas falando, né? 10 horas falando, tem que botar glicose para dentro. Se fosse engraçado, como jujuba.
É, isso não fosse engraçado, se não fosse engraçado, eu falaria assim: calma que no final no final tudo faz sentido. Essa é boa. É só, é só ter calma, mas no final tudo vai fazer sentido. É o que eu acredito, é o que eu busco. Eu tive, teve um episódio com Clóvis de Barros. Eu não cheguei a comentar esse episódio contigo, né, lá no— não sei se foi lá, Clóvis de Barros e Rodrigo Silva, tá? Os caras que eu admiro muito, um arqueólogo e pastor e outro filósofo.
E, cara, quando tava perto do final daquele episódio, eu tava tão feliz de ter juntado aquelas duas pessoas que eu falei pra eles o que eu achava que era a minha vida e era pelo episódio também. Cara, durante muito tempo eu fui muito atrás de objetivos, né? Acho que todo mundo é assim. É o final da viagem, né? Aquele negócio: "Eu quero chegar, eu quero ganhar o prêmio, quero fazer Batman, quero fazer X-Men, quero fazer isso, quero fazer aquilo." Depois de uma fase da vida, quando eu já tava um pouco mais velho, eu percebi Cara, que dava para curtir a viagem também, não é só objetivo.
Pô, a viagem é legal. Eu não tô fazendo Batman, mas eu tô fazendo X-Men, tô fazendo uma carta de médico. Olha que legal, tô curtindo. Pô, eu não consegui a viagem que eu queria para tal lugar, mas tô fazendo uma viagem que é legal também. Eu não tô enchendo 3 sessões como o Ventura, mas tô enchendo uma sessão. Quantas pessoas conseguem encher uma sessão? Boa. Mas o meu objetivo é encher 3 sessões. E aí, cara, com aquele episódio, eu falei, cara, que tão legal quanto o destino, e você curtir o processo, curtir a viagem, o mais legal é a companhia, cara.
É com quem você tá fazendo essa viagem. E aí isso abriu minha cabeça de um jeito. Falei, cara, eu preciso voltar a me conectar com pessoas, preciso voltar a jantar com pessoas, viajar, fazer reunião, sabe, passar um final de semana. Porque eu tava muito isolado, muito na minha vida, muito no meu lance de, pô, cara, eu tenho que fazer coisas, qual é o processo. E aí eu comecei a curtir de novo assim, cara. Vou jantar mesmo depois do podcast, vou jantar escutando, trocando ideia.
Às vezes não, cara, não tem, não tem uma, não tem uma função imediata aquela conversa, não tem, não vai sair negócio assim. Só que 5 meses depois sai. Vilela, sabe aquela conversa que a gente teve aqui? Lá, cara, tem um cara que tá aqui comigo, fala com ele, ele sabe o lance do livro, ele quer adaptar seu livro para filme, ou Cara, é coisa assim, sabe, mágica assim que acontece só pelo fato de eu me permitir a fazer novas conexões, de ver quem pode viajar comigo.
Porque, cara, é muito mais legal quando tem mais gente com você. É muito legal. Muito bom. Ah, tem uma coisa aqui no final.
Ó, aqui é o seguinte, ó, aqui foram algumas imagens que a gente capturou no nosso bate-papo agora.
Olha só.
Aí, o que que a gente faz? Você escreve essa frase que você disse no final e a gente sorteia para nossa audiência.
Atrás ou na frente?
Atrás. A gente sorteia para nossa audiência, que é: calma, né?
Ah, ia colocar como um jujuba.
Bota aí também como jujuba.
Acho mais legal aqui, pessoal. Pode desenhar?
Putz, ele já meteu já um balãozinho do Cartoon, lógico, né? Eu tô falando cartunista, pô.
Fazer um anjinho aqui, né?
Como um jujuba, senhoras e senhores. Obrigado pelo teu tempo, tá?
Você é diabético, não coma. Não vem colocar a culpa em mim depois.
Esse é o JJ Podcast com o Vilela. Senhoras e senhores, se você Nossa, posso falar, pessoal?
Cara, se não foi a melhor entrevista, foi, tá entre as 3 melhores entrevistas que eu fiz até hoje.
Para com isso, não vai no meu coração desse jeito, sabe?
Já fui em outras entrevistas, eu só falei isso uma vez em outra entrevista e essa é a segunda vez que eu falo. Caraca, verdade, poucos lugares onde senti tão à vontade quanto aqui.
Obrigado, você também deixa a gente muito à vontade no seu podcast. Valeu, e a gente vai fazer muita coisa junto.
Porra, amém, amém! Acredito nisso.
Eu sei também.
Vamos viajar junto. Vamos, gente! Essa gaveta, eu ganhei essa caneta aqui.
Ah não, porque a Montblanc, patrocina a gente, patrocina a gente.
Você é ligado em caneta? Caneta, eu sempre pirei em caneta.
Eu sou, eu não sou um colecionador de caneta igual sou de relógio, mas sobretudo, entretanto, todavia serei.
É, eu tenho umas lá, mas relacionadas. Já comecei outro papo.
Ah, porque tua vibe é essa, né?
Então eu tenho uma tinteira, uma não sei o quê, uma rollerball, uma não sei o quê.
Tu tem que me ensinar qual que é o, qual que são as, cara, qual que é a Rolex das canetas, a Patek Philippe das canetas.
A minha não é, não é de valor de marca, é mais a que funciona melhor para desenhar. Sim, então uma Lamy funciona para caramba para mim assim, sabe?
Para desenho, bom. Ah, o cara sou eu tudo, caneta, canetas. Será que minha estrela vai brilhar hoje? Será que minha estrela vai brilhar hoje? Uma canetinha, nada mal, né, pessoal? Tô sempre lutando, cara.
A gente tá um pidão do caramba, tá, cara?
A gente pede, né? Quem não pede não mama. Quem não chora não mama. Exatamente, gente. Esse foi o JJ Podcast com Vilela. Obrigado pela audiência de vocês. Se inscreve no canal, manda mensagem, segue Vilela, deixa ele saber que você gostou, e a gente se vê no próximo JJ.
Valeu, um abraço! Quer fazer um negócio que eu faço no meu programa? Quero. Sempre peço para o pessoal, para ter mais engajamento, para no final ele escrever uma coisa no comentário. Se você chegou até o final, pronto, fala, vai. Se você chegou, se você chegou até o final desse episódio, nessa câmera, na 2 ou na 2, né? Você chegou até o final, na 3, na 2. Então você chegou até o final desse episódio, você tem que provar. Então escreve nos comentários aí jujuba, entendeu? Escreve jujuba e a gente sabe que você chegou até o final desse episódio.
Muito bem, valeu, galera!
Obrigado, até o próximo.
Valeu, um beijo!
Ciao!
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