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Como a SAÚDE MENTAL Sustenta o SUCESSO da Família (DRA. ANDRÉA VERMONT) | JOTA JOTA PODCAST #268

03 de março de 20262h12min
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Você acha que ser pai/mãe é ser amigo dos filhos?
Neste episódio do Jota Jota Podcast, Joel Jota recebe a Dra. Andréa Vermont, Doutora em Filosofia da Mente, psicanalista, palestrante e referência em desenvolvimento humano, para uma conversa profunda sobre família, coragem e protagonismo.


O que você vai descobrir neste episódio:


◼️Por que família precisa de autoridade, não só de afeto
◼️Como ensinar seus filhos a serem protagonistas, não vítimas
◼️O perigo da autocompaixão em excesso
◼️Por que a base da coragem começa dentro de casa
◼️Como lidar com críticas, exposição e manter a essência
◼️O que fazer para não deixar o drama tomar conta da sua vida


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🎙️ Host: Joel Jota
🗣️ Convidada: Dra. Andréa Vermont
🕐 Áudios novos no Spotify, todos os dias às 01:02
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Assuntos15
  • Família e autoridade na educaçãoAutoridade versus amizade parental · Importância da frustração no desenvolvimento infantil · Cérebro infantil incompleto até os 21 anos · Negociação excessiva com filhos · Estabelecimento de regras e limites · Paternidade como responsabilidade, não democracia
  • Atuação de Lucia na políticaAlgoritmo da coragem baseado em valores · Importância do posicionamento pessoal · Surdez para críticas externas · Autenticidade como fonte de coragem · Risco de se expor publicamente
  • Drama, vitimismo e protagonismoDrama como construção mental · Diferença entre drama real e autocompaixão · Ressignificação de eventos traumáticos · Perspectiva como criadora de realidade · Vítima versus protagonista
  • Mente versus cérebroCérebro como hardware, mente como software · Neuroplasticidade e criação de novos caminhos neurais · Trauma como emoção não elaborada · Capacidade de ressignificação mental · Software mental instalável e deletável
  • Facilidades tecnológicas e educação infantilCelular e tablet como distratores parentais · Transtorno de pais preguiçosos (TPP) · Ausência de falta como bloqueio ao desejo · Tédio como ferramenta educativa · Custos da facilitação excessiva
  • Crescimento pós-traumático e amor fatiConceito de amor fati (Nietzsche) · Morte da irmã como oportunidade de aprendizado · Luto e ressignificação · Imprescindibilidade pessoal · Transformação de sofrimento em conhecimento
  • Personagem versus autenticidadePersona como fonte de adoecimento · Importância da coerência pessoal · Caráter como depositário da reputação · Alinhamento entre vida pública e privada · Risco de manter máscara continuamente
  • Fama e Exposicao PublicaCrescimento exponencial de audiência · Dificuldade em colocar limites · Compulsão por ajudar pessoas · Cansaço físico versus significado · Balanceamento entre vida pessoal e profissional
  • Geração de pais preguiçosos e falta de desejoGeração traumatizada pelos pais anteriores · Overcorreção de pais ausentes com pais presentes demais · Falta de frustração como bloqueio ao crescimento · Desejo como pulsão de vida · Consequências da vida sem limites
  • Caminho de sucesso e persistência pessoalJornada de 10 mil para 4.4 milhões de seguidores · Autenticidade como estratégia de crescimento · Importância de nunca desistir de si mesmo · Sincronicidade e timing divino · Trabalho como fator determinante
  • Desenvolvimento PessoalHábito como virtude (Aristóteles) · Neuroplasticidade através da repetição · Custo antes do aplauso · Esforço consistente como caminho · Transformação de comportamento em piloto automático
  • Influência de figuras paternaisImpacto da história familiar de pobreza · Herança de valores parentais · Ressignificação de críticas paternas · Continuidade de ensinamentos · Honra como conceito central
  • Sucesso profissional e vida pessoalIntegração de vida pessoal e profissional · Não separação entre esferas de vida · Impacto de caráter no trabalho · Coerência como fator de sucesso empresarial · Valores como base de liderança
  • Educação de filhos e não negociaçãoEstabelecimento de limites não negociáveis · Respeito versus amor como prioridade · Desenvolvimento de autonomia apropriada à idade · Conhecimento como autoridade parental · Progressão de responsabilidades infantis
  • Saúde mental e ansiedade no BrasilBrasil como país mais ansioso do mundo · Saúde mental marginalizada no país · Falta de terapeutas para população · Democratização do conhecimento mental · Impacto da exposição pública na saúde mental
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Eu não me exponho assim porque hoje é um prazer e um gozo. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa fazendo quimioterapia que nesse momento ela precisa ouvir um podcast. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa que não sabe educar o filho e não vai ter acesso nunca a isso. Eu me exponho assim porque o Brasil é o país mais ansioso do mundo e se trata saúde mental nesse país como se fosse palhaçada. E essa conta nunca vai fechar, nunca vai ter um terapeuta para todo mundo.

Então se a gente puder falar e as pessoas terem mais acesso à saúde mental de forma simples

conseguir tomar melhores decisões, já está valendo a pena. Então, por isso que eu me exponho.

Bermão. Andrea, pergunta aqui sobre drama. Você acha que o drama que grande parte das pessoas vivem realmente são incapacidades dela resolver? Ou quanto desses dramas, ou de que forma poderia entender que esses dramas são vitimismos? Eu não consigo imaginar a palavra drama. O que é drama? Qual a situação que ela pode te parar pra você ficar 20 anos nessa conversa? Ela precisa acordar. Ela precisa de realidade. Senso de realidade. Qual é a coisa que mais te irrita?

Só vai ter estabilidade psíquica ser humano que teve autoridade na infância. Nós estamos falando de desestabilização. Por isso nós estamos vendo atrocidades. Antes do aplauso vem o custo. Antes dos seus músculos ficarem bonitos, vai demorar uns dois, três anos de dor. Antes de você ter um intelecto desenvolvido, você vai precisar passar noites lendo. Você não vai improvisar. Ah, mas tem a IA. Você só vai virar alguém burro com assinatura premium.

outros enxergam oportunidade. Quem enxerga drama, Joel, só vai mudar de drama. Educada a trabalho, não educada a trabalho a vida toda. Obrigado. Tudo bem, André? Opa, bem demais, graças a Deus. Obrigado por ter vindo. É uma honra estar aqui com você, você sempre foi uma referência pra mim, né? Eu te falei, há quatro anos atrás, eu te mandei uma mensagem. Totalmente delirante, né? Ou seja, gigante. Mas eu li. Na época? Não, eu li ano passado. Agora é. Porque eu fui juntando, André, fui juntando, falei, nossa, meu,

como ela fala bem, que legal o conteúdo dela, que bacana, nossa, que corte bacana. Eu fui te vendo em cortes, assim, fui vendo o conteúdo, cliquei, cliquei você, fui no direct, no direct de uma mensagem. Eu falo que eu sempre, desde pequena, eu sempre achei fantástico o que eu fazia. Eu achava muito legal as percepções que eu tinha da vida, dos negócios, e eu falava, gente, não é possível, uma hora eu precisava, eu sempre achei que eu tinha alguma coisa pra falar pro mundo.

Tá bom. E aí, há quatro anos atrás, eu desse tamanzinho, com seis mil pessoas na rede social,

não tinha relevância. E eu ousei mandar uma mensagem pra você. Falei, o meu trabalho é muito bom. Me dá uma dica do que eu devo fazer pra que o meu trabalho aconteça. Falei, até porque eu acontecer é algo inegociável. Eu vou fazer tudo pra que eu consiga chegar onde eu sempre sonhei. Quando eu li essa mensagem, uns dias atrás, falei, gente, eu fui muito ousada, né? Mas ali eu fiquei muito emocionada por entender que realmente eu nunca desisti de mim. Que coisa boa. Muita gente desistiu de mim,

e eu nunca desisti, eu sempre acreditei. E eu acho que isso é... Esse ano você saiu de... Hoje você está com 4.4 milhões de seguidores. 4.4 só no Instagram. Só no Instagram. E há um ano atrás, somando da quanto? Para lá de 10 milhões. E eu virei a rainha do WhatsApp também, né? Ah, como é que é isso? Meu conteúdo, as tias, as vós, as mães, travega no WhatsApp o tempo todo. Entendi. Vídeos meus rodam no WhatsApp. Há um ano atrás você tinha quantos seguidores? 10 mil seguidores.

remete isso, na tua opinião? Eu acredito muito, Joel, que eu falo o simples, eu falo aquilo que precisa ser dito de uma forma simples, de uma forma embasada, de uma forma muito corajosa. Eu não tenho muito medo, eu acho que isso foi talvez a grande questão, assim, eu não criei, na verdade, existem duas perspectivas, né? Primeira perspectiva da coragem, e segundo, eu não criei um personagem, e talvez por isso gerou muita aderência.

Elas não gostam de produtos ou negócios. Gente se conecta com gente. Gente não se conecta com produto. E eu não sou um produto. Eu sou gente. Então, parece que as pessoas foram criando uma conexão muito grande com essa minha fala, com esse jeito de falar, com esse jeito de encarar a vida, com essa perspectiva muito humana, que não é um personagem. E eu acredito muito nisso. Para mim, vai ficar e vai permanecer quem é gente de verdade.

adoece muita gente. Então, essa conexão com as pessoas e essa fala muito corajosa, até porque eu não tinha muito a perder. Exato. Eu não tinha muito a perder, então, eu podia muito falar sobre aquilo que eu de verdade acreditava. Sim. E acredito nos meus valores reais. Eu não estava ali sustentando um discurso de outra pessoa. E isso gerou uma conexão tremenda com as pessoas. As pessoas começaram a gostar muito desse discurso e vir atrás desse discurso e aí a coisa aconteceu, graças a Deus.

É todo mundo que é uma pessoa autêntica. Você colocou aqui, ó. Simples. Concordo. Embasada. Sim. Ou seja, não é uma aposta que eu tô te dizendo. Embasada que em fundamento, afinal de contas, você é estudiosa, doutora, pesquisadora, entende da mente humana, entende de tantos... Afinal, você entende de tantos pontos de vista, tantos lugares, né? Você consegue analisar a mente de tantos lugares. Agora, o corajoso, o corajoso é legal. Eu queria descer aí um pouquinho no corajoso.

você o algoritmo, eu tô usando um termo mais eternético, vamos dizer assim, o algoritmo da coragem. Como é que ela é criada? Como é que ela é sustentada? Do que que ela é feita? Porque tem gente que deve estar pensando, eu quero ter mais coragem. Eu tenho medo, eu tenho medo de me posicionar. Eu queria falar desse jeito. Como que você usa esse algoritmo pra você falar com coragem, com simplicidade, sem ofender as pessoas, mas com a tua originalidade?

O algoritmo da coragem, se a gente pode falar sobre isso, né? Pra mim, é, eu também.

Coragem, primeiro, ela precisa estar embasada em valores. Você precisa ter valores para você sustentar isso de forma corajosa. Perfeito. Que eu acho que para mim também é uma grande questão atualmente, que as pessoas estão muito misturadas. As pessoas não sabem o que elas sustentam. Por exemplo, quando eu vou educar os meus filhos, e depois para ter coragem de falar sobre isso, que talvez seja uma das coisas que mais viraliza quando eu falo, que é sobre educação de filhos. Quando eu sustento esse discurso, antes eu vivo esse discurso. Perfeito.

valores muito claros. Nós estamos meio brinco, nós não estamos numa sociedade líquida, nós estamos numa sociedade gasosa. O líquido já foi faz tempo. Já foi. Estamos muito diluídos, sem saber quem nós somos, o que nós queremos, o que nós esperamos, qual a perspectiva que a gente realmente sustenta. E aí não dá para ter coragem se não tem posicionamento. A chave da coragem é o posicionamento. Independente se você concorda ou se não concorda, inclusive o Voltaire, que é um filósofo, vai dizer eu posso até não concordar com o que você

diz, mas eu vou defender o seu direito de dizê-lo. Você precisa ter bastante coragem naquilo que você acredita e naquilo que você sustenta. Mas isso é baseado nos seus valores. Naquilo que lá atrás você aprendeu e durante uma vida toda você defendeu. E aí você vai usar isso e conseguir postular isso. E sem medo do julgamento também. Eu acho que pra ter coragem, a gente não pode ter medo de ser julgado. Em todas as perspectivas.

Aliás, eu acho que a coragem tem a ver com surdez. Ou seja, não ouvir o que o mundo

aí tá falando, tá colocando. Se eu fosse ouvir o que as pessoas diziam, eu teria parado com cinco anos. Com cinco anos na escola, a professora chamou minha mãe, porque ela deu um texto da Clarice Lispector e aquela famosa frase, o que Clarice Lispector quis dizer com esse trecho? Eu escrevi, o que a Clarice Lispector quis dizer, eu não sei. Eu posso falar o que eu achei desse trecho. Cinco anos? Cinco. Aí ela chamou minha mãe, falou, ela é muito mal criada, olha o jeito que ela responde às provas.

vai chegar em lugar nenhum se é na frontosa desse jeito. Eu falei, professora, mas como que eu vou? Quem sou eu pra falar o que a Clarice Lispector quis dizer? É muito ousadia. Então, é muito baseado nessa de não ouvir, porque se eu ouvisse a minha professora naquele dia, ali eu tinha criado uma trava e já era. Eu tinha criado um bloqueio horroroso. E aí vem toda a minha história. Eu saio de uma família absoluta com condições financeiras nenhuma, nenhuma. Meu pai chamou minha mãe quando a gente era pequeno e falou,

Maria, ele era um policial militar em Minas Gerais com sete filhos. Ele falou, Maria, eu trabalho, eu tenho dinheiro para os meninos almoçar e jantar. Café da manhã, café da tarde, livro, esqueça. Se quiser estudar, vai ter que se virar. Minha mãe sentou a gente e falou, olha, meus filhos, se vocês quiserem estudar, vocês vão ter que arrumar alguma coisa para fazer. Com seis anos de idade, eu catava sucata e vendia sucata para comprar livro e caderno.

Ali eu já poderia ter ficado limitada à minha condição. Minha mãe e meu pai nunca estimularam a gente a fazer uma faculdade.

Terminou o ensino médio e já era vitorioso. Nós já tínhamos ido além, muito além da régua. Minha mãe é seminalfabeta, sabe assim, não o nome. Meu pai entrou na polícia porque, na época dele, em Belo Horizonte, estavam perambulando pelas praças de Belo Horizonte procurando jovens para entrar para a polícia militar. Meu pai não fez prova. Então, eu saio de uma condição muito inóspita e, se eu fosse olhar para aquilo, eu teria ficado ali naquele lugar. Então, assim, para mim, coragem também tem muito a ver com isso.

Surdez. Hoje, por exemplo, eu falo coisas que algumas opiniões, se eu for ouvir, eu não diria. Desde o meu primeiro vídeo que viralizou, se eu fosse dizer, se eu fosse ouvir, eu não teria dito. Então, assim, acredite, tenha valores, acredite na sua verdade e seja surdo pro blá blá blá, pro mimimi. Só vai. Só vai. Só vai. Andréia, pergunta aqui sobre drama. Você acha que o drama que grande parte das pessoas vivem,

elas produziram, elas construíram, ou é drama real? Quanto do drama que elas sofrem poderia ser resolvido se elas fossem mais protagonistas? Quanto do drama que as pessoas sofrem? Pega uma área. Escolhe um assunto. Criação de filho, trabalho, de repente relacionamento, ou crença, ou dor, ou angústia. Porque assim, eu trabalho com gente. Há muito tempo. E eu trabalho com gente há muito tempo. E muitas dessas pessoas,

elas vão, estão com 20 anos, depois elas estão com 25, depois elas estão com 30, 35, 40, e eu vejo pessoas que continuam com os mesmos dramas antigos. Minha pergunta vai ser melhor elaborada. Quanto desses dramas antigos de uma pessoa de 20 anos está com 45, que ela continua? Quanto desses dramas realmente são incapacidades dela resolver? Ou quanto desses dramas, ou de que forma poderia entender que esses dramas são vitimismo?

Porque assim, eu estou lembrando de uma pessoa aqui, enquanto eu estou te falando, eu não vou falar o nome dela, mas, poxa, ela está com seus 40 e poucos anos,

sofrendo coisas que ela tá sofrendo desde que ela tem 20 anos. Preguiça. Preguiça, meu. Eu falo, pô, bora. Bora, bora, bora, bora, bora, bora, bora fazer acontecer. Pô, de novo esse discurso. Imagina, há 20 anos você tá me falando isso, ó. Há 20 anos, caramba. Mas eu também quero me, eu também quero me atentar, porque talvez tem pessoas que realmente não conseguem, querem, elas não conseguem. Como diferenciar? Como que a turma que tá ouvindo, assistindo, pode diferenciar?

Como sair disso? Qual mecanismo usar? Primeiro, a gente precisa entender o que que é drama, né? Porque onde você enxerga drama,

posso enxergar oportunidade. Certo. Eu gosto muito de um conceito do Nietzsche, que é o amor fat. O Nietzsche vai dizer assim, amor fat é você aceitar as coisas como aconteceram, e isso não é positivismo em excesso, aceitar que elas aconteceram. Ok. E depois se perguntar, como que eu vou caminhar daqui pra frente com isso? A minha irmã faleceu agora em julho. É fato. A realidade é inegociável. Isso poderia ter me destruído, porque ela morreu na minha frente, isso poderia ter

arrasado, ou isso precisa ser uma oportunidade de me impulsionar. Porque senão eu vou ficar eternamente nessa situação. Eu não consigo imaginar a palavra drama. Não consigo. Pra mim, eu não vejo essa... O que é drama? Qual a situação que ela pode te parar pra você ficar 20 anos nessa conversa? Precisa de terapia. Sei lá, de desencapetamento, de couro. Não sei do que a pessoa precisa. Ela precisa acordar.

É preciso acordar. É preciso de realidade, senso de realidade. Eu não consigo... Quando você estava falando, eu comecei a pensar qual a possibilidade? Qual? Qual que é a situação? Há um ano atrás, minha filha estava vendendo cookies na escola. Há um ano atrás. Ah, mãe, eu quero isso, eu quero aquilo, eu quero aquilo. Nós não tínhamos tanta condição. Aliás, nós tínhamos pouca condição. E ela falou, mãe, eu posso fazer cookies quando eu voltar da escola? A gente assava cookies até meia-noite.

dia levava uma sacola de cookies pra escola e vendia cookies. E hoje ela não faz mais, ela não precisa, mas lá ela precisou. Qual que é? Eu queria até que alguém me trouxesse uma situação que pudesse dizer assim, não, essa aqui me paralisou mesmo, essa aqui, essa aqui você vai ter que admitir que ela é paralisante. Eu não consigo enxergar. E aí é questão de perspectiva mesmo. É aquele que eu disse, onde uns enxergam drama, outros enxergam oportunidade. Quem enxerga drama, Joel, só vai mudar

de drama. Se vai resolver esse, ele vai arrumar outro. Porque isso tem a ver com comportamento. É igual esse copo aqui, ó. Uma hora é água, outra hora é uísque, outra hora é suco. Mas vai ser eternamente copo. Sim. Então tem que trabalhar o comportamento dessa pessoa pra ela parar de enxergar drama. Porque quem enxerga drama, enxerga mega drama e uma unha inflamada também é drama. Uma unha inflamada é razão. Minha irmã faleceu e aí, assim, não sou aquela que postula o excesso de trabalho e de não sei o quê.

Minha irmã faleceu na quarta-feira. Na segunda-feira eu estava no estúdio gravando. O que eu podia fazer? A vida continua. Se eu ficar em casa chorando e fizesse ela voltar, eu estava até hoje. Mas isso não ajudaria. O máximo que eu poderia fazer, e aí eu acho muito legal esse conceito de amor fati, é olhar para isso e dizer o que isso me ensinou? Como foi perder a minha irmã? Como foi entender que a vida continua e a vida só para para ela?

para para alguém, é sinal que nós somos imprescindíveis só para nós. A minha irmã, por mais que a gente sinta dores e tristezas e saudades, a única vida que parou é a dela. Todo mundo teve Natal, todo mundo teve Réveillon, todo mundo está existindo, com dor, com tristeza, mas está existindo. Ou seja, a vida só para para quem parou. E se eu sou imprescindível só nessa situação, eu preciso me colocar, então, em primeiro lugar. Então, a morte da minha irmã me ensina que foi um momento,

mais chocante do velório. Eu fiquei o velório inteiro sustentando, acudindo minha mãe de 80 anos, que ninguém merece perder um filho. A única hora que todas as minhas fichas caíram foi quando a gente tinha que ir embora do velório. Meu esposo pegou no meu braço e falou, vamos? Falei, como assim? Ele falou, vamos embora. Eu falei, como assim? Nós vamos largar ela aí? Ele falou, meu bem, é assim que funciona. Ali eu entendi, a vida só parou para ela. Todas as outras pessoas vão continuar existindo o dia que você foi embora.

Então seja em vida. Isso me ensinou. Segunda-feira eu precisava ir para o estúdio contar isso para as pessoas. Eu precisava gravar vídeo, eu precisava gravar cortes, eu precisava levar lucidez para outras pessoas. Eu tenho uma fome, quase uma compulsão. Eu acredito muito que o conhecimento liberta. Eu acredito nisso piamente. O conhecimento liberta. Jesus diz num versículo,

em todos os aspectos. Então eu tenho uma compulsão de levar conhecimento para as pessoas. Porque eu acredito que à medida que elas conhecem, de tudo elas vão sendo libertas. Quando você senta na frente de um médico e você sabe minimamente, você não é refém. A gente é refém de tudo aquilo que a gente desconhece. E a gente é livre com tudo aquilo que a gente conhece. Então eu fui para o estúdio, os meus produtores, André, você acabou de perder. Falei, vamos falar sobre isso. Vamos falar sobre luto.

falar sobre dor, vamos falar para as pessoas que lutam, a gente não elabora da noite para o dia, vamos falar sobre viver de forma imprescindível, de olhar para si e acreditar que você é o seu melhor projeto enquanto sua vida não parou, existe vida. Vamos falar sobre isso. O que nós vamos fazer com isso daqui? Foi isso que Freud fez. O pai do Freud era achincalhado na rua por ser judeu. Freud vive aquelas experiências e o que ele faz com aquilo? Cria psicanálise. É sobre isso.

O que a gente faz com esse drama? Drama é oportunidade. Drama que é só drama, você vai ficar apodrecendo em cima disso, você não vai sair do lugar. Onde que você enxerga que as pessoas estão dramatizando suas vidas? Dá uma, por exemplo, um hábito, uma conduta que as pessoas fazem, que você fala, poxa, não vai por esse caminho, não dramatiza, não vai nesse lugar aí. Eu acho, especialmente assim, a juventude, né? As pessoas têm muito autocompaixão.

vai te levar muito pro drama. Ai, porque... Minha filha agora, acabou de passar pra medicina. Ah, nós compramos uma viagem pra março, agora eu não posso ir, eu tô com ódio. Falei, o quê? Falei, você vai levar uma sua com 19 anos. Você tá com ódio? Você tem uma vida inteira pra viajar, gata. Você acabou de passar pra medicina. Você tem um pai e uma mãe que pode te ajudar. A vida inteira eu quis ter livro, né? Livro tive. Você tá com dozinha do você porque você vai perder uma viagenzinha em março. Você tá é doida. Não, mas eu fiquei chateada.

Falei que dure um minuto sua chateação. Você não tem direito, você não tem estatura moral pra ficar com raiva. Para de ter dó de você. Você faz dieta o dia inteiro. Ah, vou fazer dieta. Aí você faz tudo direitinho. Aí chega em casa à noite, tá assando aquele pão de queijo, se fosse em Minas, estaria. Aquele cheiro de pão de queijo invadindo a casa, aí você fala, ah, eu vou comer um, eu mereço. Eu fiz dieta o dia inteiro, eu mereço comer esse pão de queijo aqui, comer não sei o que lá. De repente, você perde a dieta tudo. A gente negocia,

por autocompaixão. A gente é cheia de idosinha da gente. Ah, eu cheguei tarde, eu não vou estudar. Ah, eu não vou ler. Rapaz, quando eu fazia faculdade, primeiro que meus pais disseram, né? Não precisa fazer faculdade. Vai trabalhar pra ajudar a pagar as contas. Não, mas eu quero estudar, eu quero estudar. Aí presto vestibular. Chego na universidade, quando eu fui fazer minha matrícula na secretaria do curso de filosofia. Falei, ah, eu quero fazer minha matrícula.

Como é que é o seu nome? André Vermon. Gente, André Vermon chegou. Aí eu pensei, o que que eu fiz?

O que que eu fiz de errado? Universidade Federal de Uberlândia. Vem um monte de gente. Parabéns, parabéns, parabéns. Falei, o que que foi? Sua nota foi a maior nota da Universidade Federal de Uberlândia nesse ano vestibular. Dá pra passar pra qualquer coisa. Parabéns, sei o que. Fez minha matrícula. Volto eu feliz da vida pra casa. Pai, passei no vestibular, minha nota foi a maior da UFA. Meu pai falou, você passou pra quê? Eu falei, pra filosofia.

Ele falou, parabéns, quero saber o que que você vai fazer com isso. Esse foi o parabéns que eu ganhei. Eu podia ter desanimado ali. Exato.

anos, sabe o que eu comia na faculdade? As frutas que tinham na minha casa da estação. Então, era três meses levando mexerica, mais quatro meses levando maçã, mais seis meses levando banana. Não podia comprar salgado na faculdade, não podia comer no RU, porque não tinha dinheiro. Minha mãe mandou, quem mandou sem inventar estudar? Agora você se vira. No dia da minha formatura, o meu apelido era Andréa Sacolão. Os colegas levantavam as faixas. Muito bom. Passei cinco anos comendo fruta, igual o periquito. A faculdade

inteira, porque não tinha dinheiro pra pagar. Isso tudo podia ter sido um drama. Isso tudo podia ter sido pra desanimar. Mas eu tinha um objetivo na vida. Eu nunca tive muita dó de mim. Ia pra faculdade de bicicleta. Eu pensava, ou eu mudo essa história ou eu vou ficar nisso aqui pra sempre. É isso que eu quero pra minha vida? É isso que eu quero. Você não tem alternativa. Você não tem. Eu tô lembrando quando eu fui fazer faculdade de educação física e o meu pai não queria. Meu pai queria que eu fizesse

Meu pai queria que eu fosse médico. Era um sonho dele. E eu era atleta. E aí eu falei, medicina é difícil e eu quero fazer alguma coisa que eu não tenha tanta dificuldade assim. Vou procurar uma coisa mais fácil. Essa era a minha cabeça. Não estava muito certo, não. Porque eu fui fazer administração. Primeira aula eu não gostei. E aí eu tive a oportunidade de transferir. Porque o clube que eu nadava é uma universidade. Então eu podia transferir. Eu transferi para a educação física. Mas eu transferi pelo motivo errado.

mas eu me apaixonei pela educação física, assim, sei lá, uma semana. Me apaixonei, me apaixonei, me apaixonei. Mas eu transferi pelo motivo assim, ah, vou fazer aqui mais fácil, porque aí eu quero ir pra Olimpíada, eu quero treinar, vamos ver se eu chego na Olimpíada, né? E eu lembro que eu falei, pai, vou transferir pra educação física. A frase dele foi assim pra mim, a resposta dele foi assim pra mim, você não vai ganhar dinheiro.

Professor não vai ganhar dinheiro. Imagina se eu, meu pai, cara, eu sou apaixonado, meu pai faleceu há 10 anos, meu pai tá vivo até hoje em mim, meu pai deixou muita coisa legal em mim,

ele falou coisas que não foram legais. É isso. Eu acho que assim, na criação, a criança, o filho, a filha, nunca sai ileso, né? Sempre o pai ou a mãe solta uma coisa que machuca, que tem uma cicatriz, mas a gente tem que ressignificar aquele negócio. Porque também, se eu fosse ouvir aquilo, pô, tu vai ser duro, tu vai ser pobre, tu não vai conseguir. Se eu usasse aquilo como verdade absoluta, ia ficar naquele mesmo lugar. Você também ouviu isso do teu pai.

Tá, vai fazer o que com isso? Vai fazer o que com isso? O que um filósofo faz? Ele fica perguntando, né? Por que as estrelas...

estrelas, né? Por que que o céu é azul e por que que é... Só sei que nada sei. É isso aí. Baseado nisso, eu quero te perguntar o seguinte, como que você faz as tuas no... na tua sala de terapia, no teu processo com as pessoas, qual que é o teu estilo de terapia? É um estilo direto e reto, poucas, na canela, assim, ó. Pum! Fala, cara, para de drama, vamos ver aqui, para com isso, embasado, embasado, ou ser mais

tranquilo, escuta mais. Eu queria conhecer teu estilo na terapia, assim. Na terapia e na vida, né? Na vida. Porque, de novo, a gente não leva um personagem pros lugares. Pra mim, a fonte do adoecimento são os personagens. Opa, a fonte... Opa, vai um pouquinho aí. A fonte do adoecimento são os personagens. A palavra persona vem do grego, aquela fantasia que as pessoas usavam pra desempenhar no teatro um papel. Só que a fantasia é pesada.

Certo. Você observa na sapucaí, quando as pessoas entram, elas chegam lá no final e aí a artista tira a roupa

O povo fala, olha como me cortou, olha como essa, sei o que, me cortou. A fantasia, você sustenta ela por um quilômetro, como nessa época aí. Mas a hora que você tira, você está todo cortado. Ninguém aguenta sustentar uma fantasia 24 horas por dia. Então, para mim, a fonte do adoecimento é a fantasia. Se você não é um Joel Jota de verdade, esse personagem aqui, ele vai te engolir. Tem um poema do Fernando Pessoa maravilhoso. Ele fala, me conheceram logo por quem eu não era,

tiraram a máscara do rosto, ela já estava colada e era tarde demais. Me conheceram logo por quem eu não era. Então, na vida e no consultório. Claro que com muito embasamento. E talvez isso também, por isso que eu falo, talvez o meu trabalho ele é uma continuidade, né? De tudo. Porque eu sempre fui muito isso mesmo. No consultório era um sucesso. O problema é que as pessoas ganhavam alta muito rápido. Aí o business não tinha recorrência. Não tinha.

Ganhava alta, rápido. Ai, meu Deus, cadê a recorrência? Porque o meu estilo era estoica. Eu sou absolutamente estoica. Meu esposo, essa semana... Você pode controlar aquilo, se preocupa. Se aquilo você não pode controlar... Tô lá em casa, meu esposo chegou essa semana passada. Nossa, hoje eu não queria ir na academia, porque eu tô cansado. Falei, então não vai. Mas o personal tá lá me esperando. Falei, então vai. Próximo assunto.

Vai. Qual que é o... Pô, cara, falar com uma estoica? Gente, mas assim, qual que é? Eu não consigo... A minha mente,

é 01, 01, 01. Eu não consigo ir. É uma coisa ou outra, né? Ué, mas não é assim. Quero ir, vá. Não quero ir. Não vou, ué. Ah, mas é sobre... Não, não é sobre, não. Então, você não quer resolver. Você quer conversar, né? Ah, entendi. Não. Não, porque então você não quer... Porque aí, às vezes, ele fala assim, não, mas você também é muito duro. Você não quer nem... A gente tá querendo desabafar um pouco. Ah, não. Ah, tá. Então, explica.

Ah, não. Então, você quer conversar, ué. Então, não conversar. Achei que você queria solução. Às vezes, as pessoas vêm trazer as coisas pra mim.

Larissa, olha isso aqui. As pessoas vêm conversar comigo, eu falo assim, você quer a minha opinião ou você quer que eu só te ouça? Olha que início maravilhoso. Vamos lá, você quer a minha opinião ou quer? Ou você só quer que eu te ouça? Eu quero que eu te ouça. Ah, não, eu quero a sua opinião. Aí, aí eu vou te dar a sua opinião. Meu cunhado, achei engraçado demais, minha irmã riu outro dia. Meu cunhado tá lá, meu cunhado, 75 anos.

Uma crise de ansiedade horrorosa depois do Covid. Quase morreu de ansiedade. Foi nos 10 psiquiatras, agora achou um psiquiatra.

que acertou a medicação dele. Parou de surtar, já tem um mês que tá dormindo bem, tá indo muito bem. Aí eu perguntei. Falei, aí, tá bem? Acertou com o psiquiatra? Acertei com o psiquiatra, acertei com o remédio, a gente almoçando. Falei, que ótimo. Ele é, mas se Deus quiser daqui seis meses, eu já quero largar esse remédio. Falei, pra quê? Não, porque diz que esses remédios fazem mal, eu tenho que pensar no meu futuro. Falei, que futuro?

Aí ele riu e falou assim, é mesmo, né? 75, o futuro é agora, né? Eu tenho que pensar no meu... Falei, uai. Falei, moço...

Primeiro que não tem embasamento, porque a maioria das medicações hoje não vão prejudicar a memória, enfim, é outra matéria essa. Segundo, cara, vamos ser mais práticos e mais objetivos. Agora que você equilibrou, você já está falando em entrar e sair do remédio, já acabou de dar certo, agora já está querendo sair do remédio, por essa tensão. Eu quero que você comente uma coisa aqui que eu estou pensando, você fala bastante sobre família, né? Maternidade, paternidade. Eu escrevi ano passado um livro chamado assim,

amigo. E eu digo, a minha tese é simples. Eu sou pai do meu filho. Dos meus filhos. Eu não sou amigo dos meus filhos. Os amigos dos meus filhos estão na escola, estão no futebol, estão na natação. Eu sou o pai dele. Então ele vai fazer inglês porque eu sei que é o certo. É isso. E eu sou o pai dele. E ponto final. Ele vai fazer esporte de competição porque eu sou o pai dele. E eu sei o que é certo. Ah, mas ele não vai gostar. Não, ele vai.

Ele vai gostar. Ah, mas ele não vai querer. Não, não, ele vai querer. Primeiro que ele não tem querer. Já começa por aí. Ele não tem querer. Eu que quero isso pra ele. Por quê?

filho tem seis anos, ele não tem discernimento,

Ele não sabe o que é. E eu sei que fazer esporte é importante, que fazer inglês prepara ele para o futuro, que uma boa escola, que educação, que respeito, que não fala a palavra na mente. Eu não sou amigo dele. É isso aí. E aí esse conceito foi um conceito que foi bem recebido por algumas pessoas e não foi tão bem recebido por outras pessoas. Porém, como é a minha verdade, como eu sou assim, e como eu tive um pai, meu pai faleceu, e a última frase que eu falei para ele foi assim, ele estava no caixão, eu botei a mão nos dedos dele, eu li para ele,

eu chorei, falei, está indo embora o meu melhor amigo e que nunca quis ser meu amigo, que é meu pai. Esse cara foi meu pai. E o que ele fez por mim, nenhum amigo poderia ter feito. Eu não coloquei ele na categoria de amigo, ele é meu pai, eu obedeço, eu honro, eu agradeço, eu procuro ver nele o que tem de melhor, inclusive nas coisas que ele tem de pior e assim por diante. Essa concepção tem feito algumas pessoas,

se libertar de algumas ideias. Do tipo assim, vou perguntar pro meu filho o que ele quer. Se ele quer ou não quer. Mas quantos anos ele tem? Dez? Mas por que você vai perguntar pra uma criança de dez anos o que ela quer ou se ela não quer? Se ela quer fazer inglês, por exemplo. Se ela quer fazer esporte. Por quê? Não, mas ela já tem opinião. Não, não tem. Não fica achando que teu filho é um prodígio, super prodígio. Não é. Ele não tem da capacidade e não tem maturidade pra isso. Eu queria saber a tua opinião sobre esse meu ponto de vista.

E como que você enxerga a criação hoje dos pais que têm medo de ser pai, medo de ser mãe? E que medo que é esse? Duas coisas. Maravilhosa a sua pergunta, a perspectiva, né? Na verdade, quando a gente fica negociando com o filho, a gente precisa ter algo muito consciente. Você foi muito feliz na sua fala e existe embasamento teórico para a sua fala. O equilíbrio psíquico, o Lacan vai dizer, está no grande não.

diz, todo ser humano, para que ele cresça e tenha equilíbrio psíquico, ele tem que ter uma figura de autoridade. Certo. Que o Lacan chama de o grande não e que ele vai dizer que, em geral, está ligado muito à autoridade paterna. A neurociência vai dizer que o nosso cérebro só termina de evoluir e de se completar aos 21 anos. Certo. Até os 21 anos, nem seu cérebro está completo, nem você nem tem condição. Então, não é que o seu filho não tenha opinião, é que ele não tem maturidade, nem fisiológica. E o único

que nasce, o único bicho na natureza que nasce e que o pai ou o genitor precisa acompanhar é a raça humana. Todos os outros não. Todos os outros nascem prontos. A única raça que nasce não pronta é o ser humano. Eu sou muito, eu gosto muito da base da biologia. A natureza, ela fala por si. Se o único bicho que nasceu não pronto e que precisa ser acompanhado é o ser humano, então é porque essa autoridade, ela é importante.

Dutoria é importante, porque se não fosse, nós não seríamos prontos. A vaca, se ela largar o bezerro para lá, ele pasta sozinho, ele se vira, o leão idem. Eles estão programados já com tudo que eles precisam saber. Eles já nascem prontos. O ser humano é o único que nasce não pronto. Ele vai se fazendo durante a vida. E ele precisa dos genitores ao lado dele para ensinar. A natureza está falando. A cultura precisa falar a mesma coisa. Nós não podemos falar algo diferente do que a biologia está mostrando

Ah, o meu filho tem que escolher. Não, ele não tem. Ele não tem. Primeiro porque nós temos toda uma bibliografia que vai provar que ele não tem, porque ele não tem condições de escolher e se você está na vida dele é porque isso é necessário. E existe uma coisa que chama subordinação ou subordenado, debaixo da ordem de alguém. A gente só vai tirando debaixo da ordem à medida que ele pode. Então o menino já sabe amarrar o tênis, agora ele já pode amarrar sozinho.

Ele já sabe escolher roupa. Agora, ele pode escolher sozinho. Mas uma criança de 3 anos não escolhe a roupa que ela vai estar. Porque ela não sabe temperatura, mudança de tempo, mudança de clima, mudança... Ah, mas eu desenvolvi autonomia. Não, você vai desenvolver autonomia por outra perspectiva. Não é nessa. Uma criança de 3 anos não escolhe o que ela vai comer. Ela não entende nutrição. Ela vai comer fine o dia inteiro. Besteira, doce, Coca-Cola.

Quem entende nutrição é você. Um menino de 15 anos não entende de perigo social. Ele não sabe o quanto a rua é agressiva, violenta,

o quanto drogas são um problema, o quanto jogos online são um problema gigantesco. E quem precisa saber disso é você. Então, ou essa história tem autoridade, e eu não estou falando de autoritarismo, estou falando de autoridade. E aí eu gosto muito quando a gente embasa isso. Porque aí tem autores e estudos que comprovam. Só vai ter estabilidade psíquica ser humano que teve autoridade na infância. Nós estamos falando de desestabilização.

vendo atrocidades. Quando um filho erra, a família inteira errou. O filho não erra sozinho. Então tem toda uma perspectiva de questões que nós precisamos olhar e a forma com que nós vamos conduzir isso. O filho, ele só vai escolher quando ele tiver condições de escolher. Até que ele não tenha condições, quem escolhe por ele é você. E é necessário, e isso é biológico. Por que os pais de hoje em dia negociam tanto?

hoje em dia, querem ser amados. Nós somos uma geração de pais e mães carentezinhos. Nós somos doidinhos que os nossos filhos nos amem. Seu pai perguntou pra você, depois no colo, ele falou, Joel, eu te amo, papai. Algum dia ele fez isso. Nunca. Você me ama. Fala pro papai que você... Nunca, nunca. Seu pai não estava preocupado com isso. Seu pai queria ser respeitado. Por consequência, ele era amado, porque só se ama a quem se respeita.

A gente não ama quem a gente não respeita. Os pais de hoje em dia fazem tudo para serem amados.

amados, por consequência, não são. Porque não se ama a quem não se respeita. Então, se você tiver que negociar com seus filhos entre ensiná-los a te respeitar ou ensiná-los a te amar, ensine-os a te respeitar. A partir daí, eles vão desenvolver amor. Qual que é a perspectiva da educação atual? A gente morre de medo de contrariar, de frustrar. Ser humano sem frustração não cresce. Ser humano sem frustração não evolui, não desenvolve maturidade psíquica. A gente morre de medo de falar,

não, não pode, não vai, aqui sou eu que mando. Parece que não pode falar que manda. Eu brinco que lá em casa eu falo assim, aqui meu castelo, minhas regras. Aqui eu e seu pai somos o rei e a rainha, vocês são os vassalos. Vocês circulam aqui por dentro do castelo. Aqui a gente cria regra, descria, muda. Ah, mas ontem a senhora falou que podia. Pois é, mas hoje eu resolvi que não pode. Não tem compromisso com o erro. A regra é minha, eu faço o que eu quiser com ela. Se eu decidir que não vai, não vai.

Pronto, e acabou. Ah, mas eu já tenho 24 anos, mas você ainda mora dentro da minha casa. Aí, o dia que você tiver a sua, aí eu não vou ter preocupação, não vou ver se você chegou, se chegou bêbado. Aí, meu filho, ó, welcome to the jungle. Enquanto estiver aqui dentro de casa, nós somos uma comunidade. E é bom quando for bom para todo mundo. Quando for bom para um só, aqui, ó. Não, para cima de mim, não. Vai andar direito, sim.

Até porque eu tenho exemplos, eu vejo todo dia isso em consultório, o problema que isso dá quando isso não acontece.

opinião pessoal. E isso que eu acho mais gostoso. Isso não é opinião pessoal. Isso são anos e áreas de estudos que comprovam isso. Então, qual é a questão dos pais na atualidade? O medo de frustrar e a necessidade de serem amados. Você falou muito bem. De onde que veio isso, André? De onde que vem isso? Porque grande parte desses pais tiveram pais que não fizeram isso. De onde que você acha? E aí prometeram que iam fazer diferente. Fizeram mesmo. Entendi. Não se

Releve algo desprezando o que foi escrito antes. Muito bom. Rasga a cartilha, começa uma nova e ignora essa aqui, né? Para que eu pudesse trazer essa psicanálise que está fazendo tanto sucesso que as pessoas estão gostando tanto, eu precisei considerar muito Freud, Lacan, Winnicott, Klein. Não dá para rasgar tudo e falar, eu vou começar uma nova. Sabe qual é o problema da nossa geração? Nós olhamos para os nossos pais e dissemos, tudo que eles fizeram foi horroroso. Eu vou fazer totalmente diferente. Parabéns, fez mesmo.

só que deu tudo errado. É, deu tudo errado. Porque eu brinco que os nossos pais, eles criaram uma geração bem traumatizada. Porque nós não tínhamos afeto, beijo, carinhos, conselhos, mas criaram uma geração viável. A gente quis tirar carteira, a gente quis sair de casa, a gente quis comprar carro, a gente quis casar, a gente quis ter filho. Eles permitiram que nós continuassem existindo o desejo. O que acontece com essa geração atual? Que legal isso, é verdade. Essa geração atual falta desejo.

E aí desejo, ele não permeia só a questão sexual. Aliás, ele vai bem além disso. Libido não é só sobre sexo. Libido é tudo na vida. Literal, tesão. Acordar cedo, ganhar dinheiro, eu quero ter um carro bom, eu quero viajar, eu quero conhecer lugares, eu quero comer uma comida boa. Isso é desejo. O Freud vai dizer, quando o princípio do desejo diminui, você começa a morrer. Aí eu baixo pulsão de vida e aumento pulsão de morte. Olha o problema. Quando diminui o desejo,

a pulsão de vida diminui, a pulsão de morte aumenta. Sabia que essa é a geração que menos faz sexo nos últimos anos? Não sabia. Menos faz sexo. Até com isso eles são desinteressados. Porque o desejo permeia todas as áreas da nossa vida. O seu pai te dava um rala, você falava assim, nossa, não veja a hora de eu ter meu dinheiro, lugar, meu apartamento. Vou embora. Mas por que eles não têm desejo, Joel? Porque a gente não deixa eles desejar. Seu filho tem uma cama de casal desde os oito anos.

Um ar-condicionado num quarto, um celular de última geração com iFood. Ele vai desejar o quê? Já tem tudo. O que que gera o desejo? A falta. A falta. Se não existe falta, não existe desejo. Se não existe desejo, não tem impulsão. Se não tem impulsão, não tem vida. Olha que coisa interessante que você disse. O mundo tá com facilidades, tá abundante, as coisas são mais simples, mais práticas, e isso que era pra facilitar a vida das pessoas, se não tiver um elemento aqui de consciência, piora. É. Piora.

pra facilitar, veio. Mas se você não tiver critério pra trabalhar isso aqui, botar limite, botar regra, piora. Eu quero te contar uma história também que a Lala está aqui e a gente estava em 2024, a gente foi passar férias. Onde foi, amor? Punta Cana. Era o resort do Bob Esponja. Vamos lá. A gente foi até Punta Cana. Eu, Larissa, meus filhos, minha sobrinha, a babá, meu sogro e minha sogra. Vamos passar aqui uma semana em Punta Cana. Foi legal, gostoso.

tava lá, aí brincava, os meninos se divertiam. E aí eu fui pegar um café da manhã, André, e peguei lá o ovo. Quando eu voltei, eu passei numa mesa, tinha uma criança com um tablet assim na mesa. Um pai, uma mãe e uma outra bebezinho, dez meses no máximo, e um celular na frente dela. E eu passei, eu vi aquela cena, eu falei, nossa, eu vi o menino, o menino devia ter uns seis anos, meu filho tinha quatro. Sentei com a Larissa, fiquei assim, amor, vi uma cena aqui agora, ali do lado. Caramba, eu vou ficar,

muito pé da vida comigo se eu deixar isso acontecer com o João daqui a dois anos. Então, eles vão ter tablet, eles vão ter e tudo aquilo sobre tela que a gente já tinha isso muito claro. Aí eu parei pra prestar atenção. Comecei a olhar de todas as mesas. Tablet, tablet, eu não tinha percebido. Tablet, celular, tablet, celular, tablet, celular. E aí tinha uma mesa específica que o pai, eu acredito que o pai tava trabalhando. Ele tava sem o telefone, trabalhando, e o menino ia, pegava uma balinha, uma só.

E colocava na mesa assim. Pai. E o pai não viu. Tinha umas cinquenta balinhas. Nossa. Eu peguei e bati uma foto. Eu não bati foto da criança e nem do pai. Eu só bati a foto da mesa com bala. E eu falei, eu também, se isso acontecer, eu também vou me arrepender. E naquele dia eu tomei uma decisão com a Larissa, que foi uma decisão irreversível. A gente toma uma decisão e não volta atrás. Não tem celular na mesa. Meus filhos, nossos filhos não usam tela. Mas não é nem eles, é nem a gente. É, exatamente. Então o celular.

Não fica na mesa, no café da manhã, no almoço e na janta. E os meninos criam, conversam. A gente conversa, a gente não pega. O telefone fica assim. Em outro lugar. Foi difícil no primeiro dia, foi difícil no segundo dia. Porque, pô, a gente tava o tempo todo no telefone. Foi difícil, foi difícil, foi difícil, foi difícil. Foi muito difícil. Eu fiz um vídeo sobre isso. Falei, gente, tomei essa decisão. Aí, turma, vou tomar essa decisão junto.

E também tomou essa decisão. Porque o tablet é a facilidade. O celular é a facilidade.

eu sei, ter filho pequeno, sabe, tem um monte de, poxa, tem um monte de coisa, tem muita dificuldade, é um agito. Eu queria que você falasse um pouco sobre as facilidades, a minha cabeça foi assim, eu vi aquela cena, foi chocante pra mim, eu tomei uma decisão, porque eu olhei pro futuro e falei, eu vou ficar muito chateado se isso eu consigo com os meninos. Então a gente resolveu nós primeiros. Conta um pouco sobre a facilidade que tem no mundo e o que isso provoca na mente, porque você é especialista em mente,

E diferencia pra mim a mente do cérebro. Ótimo. Inclusive, esse diferenciar mente e cérebro foi a minha tese de doutorado. Ah, foi? A questão das facilidades, né? Eu hoje até gravei um vídeo sobre isso. Eu falei que eu descobri um novo diagnóstico. TPP. Transtorno de pais preguiçosos. Ai, ai. Transtorno de pais preguiçosos.

Criar filho dá um trabalho tremendo. Muito. Muito trabalho. Nos primeiros meses, eles não dormem. Depois, quando eles começam a dormir, você acha que eles morreram. Aí você acorda a noite inteira pra olhar se eles estão vivos. Sim. Até os sete anos, eles fazem tudo pra morrer. Eles sobem coisas, batem a cabeça, quebram os dentes, rumam as doenças doidas. Eles só decidem que vai viver aos sete. Pode prestar atenção. Até os sete, a luta deles é insana pra ir embora. Cheguei em casa um dia, um rachão no meu de três anos.

Testa rachada. Ele sobe numa mesa... Nós fomos na casa de um vizinho nosso essa semana, a menininha de um ano, gente. Um, ela subiu na cadeira, da cadeira pra mesa, ficou em pé uma mesa de vidro. Falei, isso é uma tentativa de suicídio. Até os sete, eles lutam insanamente pra morrer. Dos sete aos quatorze, é aquele fragelo que eles ficam feios, caem o dente, os braços ficam grandes, eles ficam horrorosos. Dos quatorze pra frente, eles ficam chatos pra caramba. Ou seja, criar filho é complexo, é chato, é trabalhoso,

E se você é preguiçoso, aí atualmente tem recurso. Porque é muito melhor a minha filha chegar hoje, nós saímos para o aeroporto três horas da manhã. Ela acordou e foi contar o que aconteceu na faculdade ontem, no trote. Era muito mais fácil dizer vai dormir, ligar a televisão, do que ter que ouvir aquilo, estava arrumando uma aula, estava fazendo uma coiserada. É muito, muito mais fácil criar um recurso para justificar

Eu brinco que é transtorno de pais preguiçosos, mas, na verdade, nós temos inúmeras atividades. Então, é muito mais trabalhoso você ter que lidar com isso. Então, você entrega um celular, você entrega um tablet, você dá um negócio e distrai a criança. E aquele tempo que você teria ali que se desgastar, acho que foi até a Bia, a Beatriz Barbosa, que me perguntou sobre maternidade, se eu acho que todo mundo tem dom. Eu acho que deveria ter teste de aptidão para ser mãe e pai. Não é para todo mundo e está tudo bem. Acho lindo.

permite, não quero, não posso, não é pra mim. Muito melhor do que ter de qualquer jeito, porque é insano, é trabalhoso. Você tem umas coisas que você tem que gabaritar. Você tem que tirar da fralda, você tem que ensinar a andar, você tem que alfabetizar, você tem que pôr aparelho, você tem que ensinar a nadar, você tem que tirar carteira, você tem que pôr na faculdade, olha o tanto de coisa, até que você põe esse bicho pronto.

E aí a preguiça, ela vem de quando a gente não quer lidar com essas histórias. E aí você tem recursos,

Quando meu filho era pequeno, Tomás, nós fomos sair pra comer o espetinho. Deixa eu levar o celular. Falei, não vai. Na época eu só tinha aqueles joguinhos pequenininhos, minigame. Então eu vou levar meu minigame. Não vai também. Mas o que eu vou fazer lá no espetinho? Até o espetinho chegar. Falei, eu esperar? Ué, mas eu vou esperar fazendo o quê? Falei, experimentando o tédio. Aí meu marido olhou pra mim e falou, você vai pôr esses meninos doidinhos da cabeça.

Falei, você vai experimentar o tédio. Você vai ficar à toa esperando o espetinho chegar. Você sabe por quê? Porque o dia que você entrar na faculdade, seu professor te der um livro dessa,

se você não tiver se acostumado com tédio, você não consegue ler? Como que você vai se formar, moço? Então você vai sentar lá e esperar. Tinha trenzinho, brinquedo, quando você era pequeno, seu pai te levava pra comer alguma coisa? Brinquedo? É, aqueles restaurantes que tem lá em Uberlândia tem, em Minas tem. Restaurante que tem Espaço Kids. Eu não lembro, não. Hoje tem, não tem? Tem. Ai, ai, ai, se você levar num restaurante de uma criança, não tem espaço.

E não tem espaço aqui. É uma Disneyland os restaurantes. Você não tem um pingo de paz pra comer. É bolinha comendo a cabeça, menino não entra,

na piscina, de bola, e menino corta, e nossa, que fragela é aquilo. A gente, não, a gente sentava na mesa, esperava a comida chegar, ué. E se fizesse bagunça, mas, hoje, nós temos todo um arcabouço pra facilitar esse trabalho todo, que vai criando essa condição. Então, é muito mais fácil, e claro, gente, claro, eu sou sensível a isso. A gente chega cansado, e eu admito, você trabalha o dia,

Todo. Tem gente aí lutando com a vida, pega dois ônibus, um monte de coiseira, chega em casa, oito horas da noite, tem que fazer janta, aí o menino tem dever, aí você tem que dar atenção. Claro que é muito mais fácil você propiciar um recurso, mas esse é o ideal. Quando você foi ter filho, você imaginou que ia dar trabalho ou você imaginou que só ia ligar e desligar na hora de tirar foto para o Instagram? Tem um botãozinho de liga e desliga, a hora que vai tirar foto eu ligo e depois eu desligo. Esses dias no avião, duas mulheres comentando atrás,

de mim. Ah, acho que pousar lá na cidade agora eu não acredito, que eu ainda vou ter que chegar lá em casa e cuidar daqueles meninos. Eu até olhei assim, pensei, eu não acredito é como, linda. Quando você pensou que você ia ser mãe, você achou que ia ser como. Que ia ser assim, um mar de rosas. Que é tudo bem tranquilo. Então, é esses recursos que a gente vai lançando mão. Você tem que ter lucidez. Se você entrar nessa viagem, entra lúcido. Vai ser maravilhoso? Vai ser maravilhoso. Você vai ter prazer

lá na frente, como bem você diz, o trabalho devolve. Você vai um dia chegar e vai ter muito orgulho dos seus filhos. Isso vai acontecer. Mas até lá é suor. Muita coisa vai ter que acontecer nesse entorno, nessa história. E aí, se a gente for abrir mão, eu digo o seguinte, Joel, educar dá trabalho. Não educar dá trabalho a vida toda. Educar dá trabalho por um tempo, por alguns anos. Mas essa educação, vale a pena, né? Esse investimento é de longo prazo,

vale a pena. Um pai e uma mãe que não educa não tem sossego nem pra morrer. É verdade. Você não tem pais pra descer a sepultura do que você tá deixando em cima da terra. Eu tenho exemplos do lado da minha casa. É sofrido. Quando a gente não atua, a gente vai sofrer e vai... Filho, depois de certa idade, ou você aplaude ou você chora. Você escolhe aí qual que é a sua perspectiva. Ou você vai aplaudir ou você vai chorar. Então, escolha a parte difícil, os anos difíceis,

depois você ter paz. E vai durar pouco. 21 anos, eles estão indo embora, eles vão viver a vida deles, já era. Dura pouco. Filho é um projeto de médio prazo, curto médio, no máximo. Daqui a pouco eles estão indo embora, estão vivendo a vida deles, você vai viver a sua em paz, fazer suas coisas, viajar, não tem gente te amulando. No máximo, você vai ter notícia. Meu pai tinha uma metáfora linda. Meu pai tinha uma metáfora assim.

Ele falava assim, minha filha, criar filha é como uma grande viagem de carro. Quando eles são pequenos,

você dirige, você que vê o futuro, você escolhe para onde vai, você que faz tudo. E eles estão no banco de trás. Quando seu filho é pequeno, é você quem comanda, é você que escolhe a rota. Ele falava, mas aí eles vão crescendo. E aí eles sentam no banco do passageiro. O filho vai crescendo, ele começa a dar palpite, ele começa a intervir, ele começa a escolher. Aí ele falava, aí eles crescem mais um pouco. E eles passam para o banco do motorista e você para o do passageiro. Agora você é só uma opinião na vida dos seus filhos.

vai a eles. Depois, eles vão arrumar alguém, um companheiro, uma companheira, e eles vão sentar no banco do passageiro e você vai pro banco de trás. Você vai ser só quem assiste. No máximo aconselhe. E aí meu pai dizia, e no final da vida, e esse é o melhor dos mundos e a melhor das opções, você vai virar estepe. Eles só vão te procurar se eles realmente precisarem. E esse é o melhor dos mundos que um pai e uma mãe pode ter. Quando o seu filho já não precisa de você pra nada.

Ele te procura por amor, não por necessidade. Essa é a história. Essa é a natureza da vida, né? Essa é a minha lei. Esse é o trecho. Esse é o trecho, é verdade. E aí você me perguntou sobre a diferença entre mente e cérebro. Essa é maravilhosa, porque foi a minha tese no doutorado. Aliás, essa é uma discussão interessantíssima, que até hoje a ciência discute. Qual que é esse lugar onde há mente e onde há cérebro? Eu gosto de explicar isso de uma forma muito simples.

é o hardware. A mente é o software. O cérebro é a parte material onde a mente se manifesta. O que é legal pensar na mente como um software? Se ela é software, eu posso baixar aplicativos que eu quiser e eu também posso deletar aplicativos que eu quiser. O cérebro é só a partidura mesmo. Ele é literalmente uma matéria. Só que ele funciona a partir dos softwares. Então, a partir do que eu coloco

essa máquina funciona ou trava. Então, essa avaliação, ela é muito interessante. A minha mente, ela é formada por coisas que eu vou baixando, que eu vou tirando, que eu vou deletando. Então, por exemplo, dramas. Drama é um software que você baixou e fica rodando ali, ó. É, é isso aí. E esse software trava essa máquina aqui, ó. Então, deleta esse aí. Tira essa história, coloca outra história. A mente, ela é móvel, ela é plástica, ela é possível de...

de fazer perspectivas, de mudar perspectivas. O cérebro vai trabalhar numa perspectiva de rodar a partir desse sistema operacional que você baixar. Então essa é a diferença entre mente e cérebro. O cérebro é a parte material. A mente é a parte metafísica que vai ser comportada por essa matéria. Então basicamente é isso. Isso explica comportamento humano demais. A partir das coisas que vão sendo inseridas, há um funcionamento específico. Trauma. Trauma existe?

existe. Eu quero que isso comande esse hardware aqui? Eu quero viver a partir dessa perspectiva, desse trauma? Eu quero viver a partir dessa perspectiva, dessa crença? E aí tudo isso funciona aqui nesse mundo, se é que se fica clara a explicação. Tem o crescimento pós-traumático. Então tem alguém que passa por uma situação traumática e ela usa aquilo para crescer. Para progredir, para avançar. Cérebro, o órgão, mente, essa

percepção, tem algo acima porque a mente, o Augusto Curio veio aqui e falou assim, a mente mente. A mente mente. A mente mente. Então, por exemplo, aconteceu um trauma na minha vida. Não tenho como negar. É um trauma. Tá aqui na minha frente. Trauma. Nesse trauma, eu posso representar ele de uma maneira negativa e aquilo fica uma questão que me atrapalha. Ou eu posso representar aquilo, significar aquilo de uma outra forma que aquilo me projeta, me alavanca. Quem comanda isso? É a mente ou tem alguma outra

algum outro mecanismo. É a mente que comanda isso. Através dos softwares que já estão instalados na mente, tem algo ali que fala assim, toda vez que acontecer um trauma, você vai ter que operar, vai pedir pro rádio operar desse jeito. É. É isso. O trauma, na verdade, ele não é o fato em si. Ele é a emoção não elaborada. Calma aí, vamos lá. O trauma não é o fato em si. Não é o fato em si. É a emoção não elaborada. Não elaborada. Ah, capotei o carro. Tá. Pra algumas pessoas, isso foi uma oportunidade,

vida, superei, graças a Deus não morri, e tá ótimo. Pra outras pessoas, a emoção do medo não foi elaborada, agora ela não dirige mais. Travou o hard. Trauma não é uma coisa em si, ah, fulano apanhou na infância, todo mundo que apanhou traumatizou. Não. Traumatizou quem não elaborou a emoção da surra que levou. Trauma é sobre emoção não elaborada. Isso é muito bom. Não é sobre fato. Por isso, e aí é por isso que eu sou apaixonada pela mente, e por isso que eu sou apaixonada

por psicanálise. Porque aí você ressignifica o fato. Ah, aconteceu. É o que o Sartre vai dizer. Não importa o que fizeram comigo. Importa o que eu faço do que fizeram comigo. Ah, um monte de gente tinha as mesmas condições financeiras que eu. O que cada um fez com isso? Esse é o fato. É aí que é o trauma. Ah, eu sou traumatizado porque eu não estudei, porque eu não tinha livro. Eu tinha tudo pra ser traumatizada. O que eu fiz com isso? Eu elaborei essa emoção. Ah, eu não tenho livro. Os meus pais não podem

comprar, mas eu não sou uma coitada por isso. Eu vou procurar um colega mais legal aqui de sala, que deixa eu sentar do lado e vou me virar aqui. Vou comer biblioteca nos intervalos, vou me virar. Olha a emoção elaborada. Então, não existe um fato que é traumatizante ou traumático. A tal coisa é traumática. Não. Depende da elaboração. Quando há o trauma, o trauma trava o hardware. Aí, realmente, você fez a leitura certinha. Você acredita que esse seu jeito de

pensar é para todo mundo, sem exceção, 100%. Essa capacidade de ressignificar, reelaborar. Dá para ser desse jeito todas as pessoas. Parte da premissa que elas querem, tá? Eu quero, Joel. Eu quero, André. Eu quero. Eu quero. Estou comprometido. Me ensina. Me ensina. Vou abrir aqui o meu coração, o meu tempo, a minha energia, o meu comprometimento. Me ensina. Você acredita que é possível? Eu acredito porque eu parto do pressuposto da neurobiologia. Nós nascemos iguaizinhos em termos de hardware.

Em termos de hardware. Se eu te der um computador e der um pra ela idêntico, os dois partem do mesmo lugar. Ok. Agora vai aí do que? Que cada um vai pôr no seu. Ok. Mas partem do mesmo lugar. Você acha que a sua... Eu costumo brincar assim, tudo que um ser humano é capaz de fazer, eu também sou. Sim. Eu posso não nadar igual você, mas eu posso nadar. Sim. Eu não posso achar que você, porque você tem um chamado divino, porque você tem... Não. Eu posso não fazer igual você, mas se você tem...

uma normalidade

é capaz de fazer. Eu também sou. Eu parto do mesmo lugar, ué. Nós temos a mesma capacidade? Ah, mas André, aí tem o... É aí que interfere, né? A questão da genética e da epigenética. Genética. Todos nós nascemos com a configuração de computador idêntica. Epigenética é o ambiente. Aí é o que vai moldar. Aí é o software que você vai colocar. André, você acha que todo mundo pode partir desse princípio? E talvez essa minha fala seja muito... Essa minha ânsia, essa minha compulsão de falar para as pessoas

é pela crença que eu tenho nisso exatamente. Eu acho que todo mundo tem condição de ter uma vida muito melhor. Eu acho que à medida que a gente vai quebrando esses paradigmas, essas crenças, esses softwares, você identifica ali um software, você fala, cara, isso aqui é vitimismo, eu não vou ficar nessa pro resto da minha vida, eu não quero viver assim. E você deleta aquele software. Então eu parto do princípio que a gente foi entregue esse computador pra todo mundo, todo mundo saiu do mesmo lugar.

E aí não estou falando de condição financeira, não estou falando disso. Estou falando de neurobiologia. Agora, dali para frente, aí realmente é cada um com a sua história. Aí é a forma que vai conduzir. Podemos chamar isso também de crença, certo? Podemos. O software. Crença, uma crença que se instala. Crença é algo que eu acredito. Ou uma percepção, um modelo mental, ou um mindset, assim por diante. Está lá. Uma forma como eu enxergo um evento, uma determinada coisa.

uma crença, vou chamar ela agora de crença, de uma crença que não é edificante para uma crença, edificante é fácil, é simples. O processo leva, tem muitas etapas. Porque, imagina o seguinte, uma pessoa chega e fala assim, Andréia, eu percebi que eu tenho uma crença limitante com dinheiro. Aí você fala, tá, me conta sobre essa crença limitante. Eu percebi que eu não gosto de dinheiro, que eu me afasto dele, que eu tenho um senso que eu não mereço, por isso que eu não acesso esse cara.

Após essa identificação, você acredita que a reestruturação dessa crença é um processo

simples, rápido, longo? Como é que é isso? É, não é simples. Parte de dois princípios. A tomada de consciência não quer dizer mudança. Primeiro eu preciso tomar consciência, mas isso é só 50% do processo. Tá bom. Depois vem a mudança ou a ressignificação. Então, não é simples porque é um processo denso, porque primeiro eu preciso ter a coragem de olhar para mim corajosamente e olhar as coisas que não estão funcionando. E é aí que a maioria das pessoas traz.

Porque as pessoas ficam se justificando. Ah, eu não estudei porque meus pais, não sei o quê, não sei o quê. Se você ficar se justificando, já trava aí o negócio. O autoconhecimento e a autoconsciência passa pelo fato de que eu preciso admitir as questões. Só se perde aquilo que se admite que tem. Eu só deixo de ser ciumento se eu admitir que eu sou ciumento. Então, a tomada de consciência, e eu acho que talvez essa seja a parte mais difícil.

tomada de consciência. Você sentar, olhar e dizer, cara, tem um monte de coisa aqui que não tá legal, não. Isso daqui eu preciso mudar, as pessoas estão falando e muitas vezes eu nego, eu acho ruim, eu me magoo, mas eu preciso olhar pra isso, os resultados não estão legais. A Bíblia diz, pelos frutos vos conhecereis. Quando eu trabalhava em empresa, eu trabalhava muito com indicadores, com scorecard. E eu falo que eu sou uma pessoa de indicadores. Eu sou muito preocupada com resultado. Até em terapia eu era

os meus pacientes estavam evoluindo. E tudo que eu faço, eu sou muito preocupada com o resultado. Porque as pessoas te reconhecem pelo seu resultado. Não se engane. Não se engane. Se você não der resultado, as pessoas não vão te enxergar. E isso é bíblico. Pelos frutos vos conhecereis. Jesus chega na figueira, enfia a mão, não tem figo, Jesus amaldiçoa. E a figueira seca. Ninguém vai bater palma pra sua ausência de resultado, porque você tá só existindo.

Não, não, não, não. Você vai ser reconhecido por aquilo que você faz, por aquilo que você produz.

E aí, a gente tem que ter, eu adoro essa palavra, a pachorra de sentar e avaliar os seus resultados. Não sou eu que vou te falar, não. É você. Você já tem mais de 21 anos, você tem condição. Senta, pega um caderninho, avalia as áreas da sua vida e vê se está legal. Vê se o seu físico está legal, vê se a sua saúde está legal, vê se o seu financeiro está legal, vê se o seu intelectual, mas de forma brutalmente sincera. Avalie os seus frutos. Não sou eu que vou falar.

a respeito de você. Quem vai depor a favor ou contra você são seus frutos, são seus resultados. Isso depõe contra ou a favor de você. E sob resultado não dá pra negar. Número não nega. Resultado não nega, indicador não nega. É sobre isso. Então, tomada, processo de mudança. Primeiro, tomada de consciência. Eu gosto muito da Bíblia, eu cito muito a Bíblia, mas eu cito a Bíblia como um livro histórico e de comportamento mesmo. Eu acho que um dos melhores já escritos.

escreve num salmo que ele diz assim, as margens do rio Babilônia sentei e chorei. Eu fico imaginando essa cena. Eu imagino que ele devia estar numa alta avaliação danada. Ele deve ter sentado e falado, gente, o que eu fiz dessa vida minha? Às vezes a gente precisa parar, sentar as margens do nosso rio Babilônia e chorar. Falar, o que eu estou fazendo? O meu casamento, da minha vida, da minha saúde, do meu físico. Eu lembro que eu falo que quando eu tinha 18 anos, assim que eu prestei vestibular, entrei na faculdade, aí entrei e comecei aquela farra danada também, né? Normal. Quer dizer,

Comum. Normal não. Comum. Menina aiada, trote, baderna, bebedeira. E um dia eu estava meia tonta na rua com uns amigos meus, numa farra danada lá em Uberlândia. Uma senhora parou e me olhou. Falou assim, você é filha da D. Maria Helena? Falei, sou. Você André é filha da D. Maria Helena? Falei, sou. Ela falou, gente, como que uma árvore tão boa gera um fruto tão ruim desse? Você ouviu isso. Falou na minha cara. Aquele dia eu falei...

Que forte. Falei, é. Eu preciso mudar de vida. Isso aqui não está legal. Isso aqui não está bom. Como que uma árvore tão ruim gera...

gerou um fruto tão ruim desse. Então, é essa autoavaliação. Primeiro, para a mudança, eu preciso me avaliar, reconhecer as minhas qualidades, os meus pontos fracos, o que eu quero mudar, o que eu quero abrir mão. E aí, eu preciso colocar isso em prática. Só tomada de consciência e não colocar em prática, vira drama. Oh, céus, oh Deus, oh mundo, oh minha vida. Eu falava muito para os pacientes do processo terapêutico. A tomada de consciência é só 50% do processo.

A pergunta é, o que nós vamos fazer com isso agora? Você descobriu. Legal. Mas e aí? Você vai sentar e ficar chorando sobre isso? Eu encontro muita gente nesse lugar que só descobre. Tá, e daí? E aí passa por outro processo agora, que é o cérebro, né? O nosso cérebro, ele é maravilhoso, porque ele é um dos poucos, uma das poucas partes do nosso corpo que tem uma mudança tremenda até a hora da nossa morte. E o nosso cérebro tem um processo maravilhoso que é a neuroplasticidade, que é a recolocação ou novas possibilidades de sinapses.

É apagar um caminho neural e criar um outro caminho neural. Você está acostumado a reclamar de tudo. Isso é um caminho neural, isso é fácil. Sua sinapse está criada ali. Naturalmente, quando vem um estímulo, a sinapse já vai dirigir para isso. Por quê? Porque o nosso cérebro vive em modo de economia de energia. Ele não quer ficar criando nova sinapse o tempo todo, porque isso dá trabalho. Então, ele já está acostumado com o caminho.

Aconteceu um negócio? Reclamar, reclamar. Apagar essa sinapse e criar uma outra dá trabalho. É um novo caminho.

picada na mata. Exatamente assim, o nosso cérebro vai abrir um novo caminho. Isso vai gerar tempo. Aí vem Aristóteles e todos os outros teóricos falar no poder do hábito. Ali é, hábito é virtude, virtude é hábito exercitado. Até que se transforme em virtude, Aristóteles vai dizer, todo hábito precisa virar virtude. Agora é virtude, eu sou o corajoso. Mas antes disso eu precisei exercitar a coragem por muito tempo.

é que isso virasse uma virtude e rolasse no piloto automático. Agora rola no piloto automático. Assim é com esporte, assim é com musculação, assim é com leitura, assim é com tudo nessa vida. As coisas não acontecem por dom. Ah, eu faço agora. Não, tem sofrimento. Há uma distância entre o resultado e aquilo que eu preciso alcançar. Eu brinco que antes do aplauso, o sucesso, primeiro você paga o preço, depois você recebe.

louros. Antes do aplauso vem o custo. Antes dos seus músculos ficarem bonitos, vai demorar uns dois, três anos de dor. Isso. Antes de você ter um intelecto desenvolvido, você vai precisar passar noites lendo. Você não vai improvisar. Isso você não vai improvisar. Ah, mas tem a IA. Você só vai virar alguém burro com assinatura premium. Pagando por mês. Ô, André, você trabalha com empresário? Trabalho muito. A vida inteira. Quais são os gargalos?

são os dramas, quais são os anseios, quais são as dificuldades que os empresários colocam na tua mesa, assim, na tua frente. Você fala em terapia ou no geral? É, pode ser no geral, mas que você consegue olhar com o teu olhar de psicanalista, assim, você consegue encontrar o caminho do pensamento dele, do sucesso, ou do bloqueio, do gargalo, o que eles trazem assim pra você? Você sabe as coisas que os empresários mais trazem? É que eu falo que não existe vida profissional e vida pessoal.

Ai, fulano, você tem que ter uma vida profissional. Não, isso aqui é profissional. Você não pode misturar o profissional com o pessoal. Não, não existe isso. Nós somos um ser holístico. Nós somos um ser uno. Não há separação. O que você é no pessoal, você é no profissional. Se a sua vida pessoal está ruim, está toda deteriorada, isso vai afetar diretamente todo o resto. Então, as grandes questões em consultório que eu mais atendia,

tinham uma vida pessoal, assim, não claro, obviamente a grande maioria, mas que eles tinham questões pessoais dramáticas e que isso acabava vulnerabilizando e fragilizando as entregas deles no trabalho. Das mais diversas formas. Uma vez eu fiz uma palestra, nunca me esqueci disso. Fiz uma palestra num evento gigante da Coca-Cola, uma convenção comercial. E falei, falei tudo e a minha palestra é cheia de perspectivas porque eu falo disso aqui mesmo, é quem eu sou, eu não performo, nunca performo.

formei. Ao final do evento, o diretor veio e falou assim, olha, deixa eu falar um negócio pra senhora, a palestra da senhora foi fantástica, vai ter um coquetel, a senhora não vai me ver aí, eu tô indo embora. Não é porque eu não gostei da palestra, é porque eu preciso ir pra casa rápido e ver se dá tempo ainda de recuperar meu casamento. Então, é por aí. Cara, se você tem uma vida pessoal ruim, se a sua vida tá bagunçada, a incoerência, ela é o pior cupim do seu sucesso. Quando eu fazia faculdade de filosofia, eu escrevia sobre Rousseau,

Eu comecei a estudar Rousseau no primeiro ano, Jean-Jacques Rousseau, que eu era apaixonada no Rousseau. Rousseau escreveu sobre pedagogia, sobre como educar crianças, e ele escreveu um livro clássico, o Emílio, que ele falava sobre educar filhos. No quinto ano de faculdade de filosofia, quase me formando, escrevendo quatro anos sobre Rousseau, estudando Rousseau, eu descubro que o Rousseau teve sete filhos e deu todos para o rei criar, para o governo dele lá criar.

Ele não criou nenhum, porque ele odiava crianças. Falei, o quê? Fui lá no meu professor e falei, olha,

O senhor é meu orientador. Estou seis meses de formar, mas eu vou abrir mão. Não vou escrever sobre Rousseau, não. Você está ficando doida? Falei, não, vou escrever sobre Rousseau. Vou começar a estudar Nietzsche. Mas você estudou quatro anos e meio sobre Rousseau. Falei, mas ele deu os fios dele tudo para os outros. É incoerente. Aí o meu professor falou uma coisa que eu precisei ficar surda também para isso. Ele me olhou e falou assim, você nunca vai fazer sucesso na vida.

Você não sabe separar a obra do autor. E graças a Deus eu fiz sucesso sem ter que separar a obra do autor. Para mim essas duas coisas estão coladas. Muito bom. Muito bom. Muito bom.

Quem você é, meu querido, depõe sobre o que você faz. Muito bom. Eu, caráter pra mim... Outro dia eu falei isso até numa viagem aqui em São Paulo, meus sócios ficaram com um olho desse tamanho. Nós conversando sobre qualquer coisa, eu falei, deixa eu te falar um negócio. Se você trair sua esposa, o que sobra pra mim, filhão? Se você trair a pessoa que você deita na cama com ela, comigo você vai fazer o quê? Você tá louco? André é dando a canela.

Não tem conversa com ela, não. É papum, pum. Ué? Tome. Gente, ela é a mãe dos seus filhos. Você fez isso com ela.

ela, ela compartilha sua vida financeira. Ela entra dentro de você, você entra dentro dela. Você teve coragem de traí-la? O que sobra pra mim, filhão? A primeira oportunidade que você tiver, você vai me dar uma rasteira. Eu não tenho preconceito com absolutamente nada. Religião, condição sexual, nada. Eu só tenho preconceito com caráter. Eu sou super preconceituosa com caráter. Se eu percebo que a pessoa tem um caráter mais ou menos, eu já tenho 200 mil pés atrás com essa pessoa. Eu acho que se você não valoriza sua mãe, não ama sua mãe,

honra a sua mãe. Se você não cuida da sua esposa, da sua família, você traz a sua esposa. O que é isso? O resto do mundo? Dá licença. Não vai. Você tem uma base católica também? É católica cristã? Me conta um pouco esse teu lado. Hoje eu sou cristã, né? Eu ainda frequento a igreja católica, eu gosto. Eu falo que é o rito que me aproxima de Deus. Para mim, religião são caminhos. Caminhos. Tem vários caminhos para ir para o religião.

janeiro. Cada um escolhe um. Cada um vai de um jeito. Tem um caminho que tem mais flor, tem um caminho que é de terra, tem um caminho que é de asfalto. Cada um escolhe um. Aquele que melhor lhe convier. O rito católico me faz muito bem. Eu amo a Eucaristia. Eu gosto do cheiro da igreja. Entrar numa igreja três horas da tarde sem ninguém, pra mim, assim, é uma catarse. Mas eu sou cristã. Eu prefiro me denominar cristã. Eu não tenho um culto específico, assim, a

Não especificamente. Não, eu gosto do rito católico. Até porque fui freira, enfim. Gosto do rito católico. Você foi freira? Fui. Peraí, André. Vamos lá. Você foi freira. Você foi gerente de banco. Diretora. Diretora de banco. Você agora é empresária, podcast. Como é que é tudo isso aí? Porque antes do podcast começar, você falou que você foi gerente de banco. Fui. Fui. Eu comecei a faculdade e aí eu sempre amei irmão de rua. O povo chama de mendigo, eu prefiro chamar de irmão de rua. E eu, no intervalo da faculdade,

faculdade, eu ia pra missa, sempre gostei de missa, sempre gostei de rezar, e antes passava na praça, ficava ali uma hora, duas horas com os irmãos de rua, e eu falo que eu aprendi coisas fantásticas com eles, fantásticas, maravilhosas. E aí eu, fazendo faculdade e tal, ia pra missa e rezava e ficava com os irmãos de rua, e aí eu fui percebendo que eu gostava muito de estudar, de rezar e de cuidar de irmão de rua. Falei, ué, freira, reza, estuda e cuida de irmão de rua. Falei, bingo. Tranquei a faculdade, fui pro convento.

Ah, você trancou. Tranquei. Falei, eu vou concluir a faculdade. Depois que você passa o noviciado, você pode estudar, né? Falei, quando eu terminar o noviciado, eu volto para a faculdade, porque eu tinha uma sede de estudar. Falei, eu não vou abrir mão de estudar. Mas eu vou para o convento. E fui, foi maravilhoso. Foram anos. Eu falo que nenhum doutorado na vida vai me dar o que o convento me deu. Foi assim, fantástico. Eu aprendi coisas maravilhosas.

Como é que é a rotina de uma freira? Nossa, é maravilhoso. Assim, no dia a dia, assim, na prática. Como é que funciona?

ordem mendicante. Então, pra começar, que a gente tinha que pedir. Ganhou, comeu. Não ganhou, não come. Nós éramos uma ordem mendicante. A gente pediu... Que é mendicante? Que pede. Que mendiga. Que bate na porta e fala, moço, tem alguma coisa aí sobrando pra você oferecer? Assim. Assim. A vida era assim. Assim. E aí o... Pede. Pede. Quer beber uma água, pede. Quer ter um carro? Pede, reza. Pede pra Deus prover, pra alguém vir fazer uma oferta. Tá, conta mais dessa experiência da oferta de pedir, algo

caramba, que não ia acontecer. Uma Kombi. E que aconteceu? A gente precisava muito de uma Kombi. Porque a gente ia no Seasa, ganhava verdura, fazia sopa e à noite levava essa sopa para as praças. Aí cortava unha, cortava cabelo, fazia curativo e depois dava sopa para os irmãos de rua. E a gente precisava muito de uma Kombi. Porque como que ia levar essas verduras tudo em carro normal? Então precisava de uma Kombi. E aí a madre sentou com a gente lá. Ó, nós vamos começar a orar, vamos pedir a

Deus, pra Deus arrumar um provedor, alguém que faça a sua oferta dessa Kombi aqui pra gente. Aí a gente rezava, aí comentava com os padres da paróquia, olha, se tiver alguém que vocês sabem que querem fazer uma oferta, e realmente, Deus providenciava, a gente rezava pra Nossa Senhora da Divina Providência providenciar, e ela providenciava mesmo. Só que foi muito interessante essa história dessa Kombi, porque sempre, por isso que eu falo, a Bíblia é um compêndio maravilhoso demais.

Na Bíblia tem um versículo que diz, casa dividida não prospera. Se você quiser uma coisa,

se sua esposa quiser outra, conversa até chegar no denominador comum. Se cada um puxar para um lado, não acontece. Se o seu filho, se você fala uma coisa, sua esposa desfala, aí cientificamente também tem toda uma explicação. A desautorização mina a autoridade. Então, se um quer uma coisa, um quer outra, chega num denominador comum, porque casa dividida não prospera. A madre chegava e conversava. Olha, irmãs, nós vamos pedir um acombi, a próxima oferta que entrar vai ser para comprar um acombi, beleza? Está todo mundo concordando? Todo mundo concordando.

Certeza, certeza. Então, a partir de agora, a próxima oferta é para a Kombi. Beleza. Exame um mês, dois meses, três meses, nada de oferta para essa Kombi. Um dia, a Amado chamou todo mundo e falou assim, gente, casa dividida não prospera. Alguém não está com o coração nessa Kombi. Alguém aqui não concordou, porque não está acontecendo o processo. E sempre acontece, vai, vem alguém, vem um provedor. Não deu outro, uma freira levantou a mão.

Falei, ah, porque desde a hora que a senhora falou, eu achei que a gente deveria usar esse dinheiro

em uma fazenda de dependência química, não sei o quê, eu não concordei. Ela falou, minha filha, então por que você não falou? A gente teria discutido aqui três dias, intensamente, dez dias, até concordar, mas para que acontecesse. Aí conversamos, todo mundo. Ela concordou. Concordou, passou uns vinte e poucos dias. Recebeu oferta. É. Como que é a rotina de uma freira? A freira acorda, reza, vai tomar café, reza antes. Tudo reza, reza o dia inteiro. Está na oficina trabalhando, reza.

agradece por tudo que tem, não desperdiça nada. Nós tínhamos um paninho, todo mundo tinha um, né? A gente chamava de corporal. Você punha aqui na sua frente, punha seu copo, ia tomar café ou jantar, almoçar. Acabou de comer, por exemplo, café da manhã, os pozinhos que ficavam aqui no paninho, você dobrava o paninho e fazia assim, jogava no copo, põe um pouquinho de água, misturava e bebia. Porque não fomos nós que trabalhamos, então nós não temos direito de desperdiçar nenhum mínimo. Então, precisa valorizar o esforço do outro.

essas questões, tinham todas essas regras, horário para dormir, horário para estudar, tudo. O que mais te ensinou na vida que você carrega para a vida ter sido freira? O que mais me ensinou no meu tempo de freira? É que você carrega hoje para a sua vida e que você usa esse ensinamento até hoje. Ah, Joel, foi assim, respeitar as pessoas, perceber que existe uma dimensão que a gente não acessa. Aliás, eu acho que esse foi o grande ensinamento.

Existe uma dimensão que a gente não acessa, que ela não é física, que ela é metafísica.

coisas que a gente não consegue explicar e que elas nos levam para um outro lugar. Eu acredito nisso piamente, assim. A forma com que a gente vive, a forma com que a gente existe, aquilo que a gente vibra, ação e reação, aquilo que você planta, você colhe, isso tudo formata você. E isso te leva para um lugar que as coisas vão acontecendo naturalmente. Eu acredito muito em sincronicidade. Pessoas boas atraem coisas boas.

Esse lugar não é um lugar físico, não é um lugar que a gente acessa. Uma vez eu estava em Curitiba, já próximo, um ano antes de sair do convento. E tinha um irmão de rua, ele chamava Barba. Tinha apelido de Barba, né? Ficava lá na porta da catedral me indicando lá. E toda vez que eu passava, a gente conversava, não sei o quê. E num dado momento eu percebi que o Barba tinha sumido. Sumiu, desapareceu. Falei, ah, devem ter matado o Barba aí à noite. Acontecia, os irmãos desapareciam e depois você tinha notícia.

atriz aqui no rosto, gigante e cego, sentado lá na escada. Falei, Barba, o que aconteceu? Pois é, irmãzinha, você acredita? Estava usando droga, me levaram para o mato, me deram um tiro no rosto, porque eu estava com dívida de droga, fui levada para o hospital, acabei perdendo a visão, não sei o quê. Fiquei super entristecida com a situação, os irmãos colocavam ele lá, ele continuava lá pedindo esmola. Passa alguns dias, estou eu de novo chegando para a missa, só que eu estava lá no meio da praça, lá no meio. E o Barba começou a gritar, Andréia, Andréia,

Andréia, vem logo, vem logo, saudade você. Eu pensei, ué, a barba está mentindo. Ele disse que estava cego. Como que ele sabe? Eu estou lá no meio da praça. Fui, cheguei perto dele. Quando eu cheguei, eu falei assim, você está de truco, né? Você disse que estava cego? Ele falou, não, mas eu estou cego. Eu não enxergo, não. Falei, como que você sabe que era eu que estava chegando? Ele falou assim, Andréia, você pode mudar a sua voz, o seu jeito de ser, mas existe uma luz em você que, mesmo cego, eu consigo enxergar a quilômetros de distância. Existe algo em cada um de nós que nos identifica.

E isso nós vamos levar para a vida. E isso ninguém vai te tirar. Isso ninguém vai te roubar. Isso você não forja. Você não vai forjar. Aquilo que você nasceu para ser, você vai ser. Você só precisa não atrapalhar. Não atrapalha. Tem coisa que a gente faz que atrapalha. Não atrapalha. Deixa as coisas serem como elas têm que ser. Como diz a Bia, né? Ana Beatriz Barbosa, a natureza é sábia. Sim. Deixa a natureza trabalhar. Você já nasceu com uma grande chance de dar certo. No meio de 200 milhões de espermatozoides, você chegou.

por acaso. Não atrapalha a natureza que vai dar certinho. É verdade. Nossa, muito bom. Você vai tomar café? Água. Chá e água. Chá e água. Tenho dois amigos aqui que são queridos lá de Minas também, que eles têm uma empresa chamada Xerimbão. Ah, de café. Conhece? Aham. Xerimbão. São patrocinadores aqui do JJ Podcast. Ah, que delícia. Então, gente, Xerimbão, obrigado mais uma vez por nos apoiar. Se você quiser conhecer mais sobre a Xerimbão, maior ecossistema de cafés,

Franquias espalhadas pelo Brasil todo e até fora do país. Mais de mil franquias. Se você quiser ser um franqueado da Cheiro em Bom, que está há três anos com a gente aqui no JJ Podcast, do Wilton, do Edu e também a Andréa conhece lá. Então o link está aqui na descrição para você conhecer. Aí eu fiz um quadro aqui no Cheiro em Bom, que é assim, café com conselho. Agora vai ser chá com conselhos. Chá com conselhos. Você está no meio da tua tarde, você está lá na tua casa e você quer sair para tomar um chazinho.

para pedir um conselho. Eu quero saber quem é essa pessoa, qual conselho você pediria e o que você acha que essa pessoa te responderia. Para quem eu pediria esse conselho? Qualquer uma, tá? Pode ter morrido, pode ser que você nunca tenha conhecido essa pessoa, falado com ela. Talvez eu pediria um conselho como eu pedi para você. Você pediria um conselho? Para você. Para mim? É. Hoje? Aham. Então pede conselho. Como se manter no sucesso? Porque fazer sucesso não é o mais difícil. O difícil é se manter.

Não vou nem falar sucesso. Aliás, vou falar sucesso sim. Há uma grande diferença entre fama e sucesso. Fama é ser popular. Isso qualquer um pode ser. Fazer sucesso é estar bem sucedido naquilo que você acha importante. Família, vida financeira, sua profissão, o seu físico. E eu te vejo assim. Como essa pessoa. Que aquilo que você elegeu como importante, você fez sucesso. Mas mais que fazer, você se mantém nesse sucesso. Então a minha pergunta é para quem está começando,

nessa história, como se manter nesse lugar? Caramba, que legal. Eu já perguntei isso várias vezes pras pessoas aqui também. Eu nunca recebi uma pergunta dessa. Eu acredito que eu nunca recebi, eu não tô lembrado. E que honra poder responder essa pergunta, se você me enxerga desse jeito. A primeira coisa que eu sugiro, agora você tem expoente, uma expoente na internet, é não confundir moda com tendência. Algumas pessoas confundem, elas entram

num hype. Ah, isso aqui agora é do hype, eu tenho que falar. Existem assuntos que são hiperdelicados e que se você falar, você corre mais risco. Tem assuntos que se você ataca as pessoas naquele assunto, sem querer atacar, mas elas se sentem atacadas, aquilo não é muito legal. Não confundir isso. Não entrar em moda. Tomar cuidado com moda. Tem coisas que são tendências. Colocar conteúdo na internet é tendência. Falar do jeito que você fala é

Falar do assunto que você fala é tendência, mas tem coisas que não são, não. São apenas ondas. E tem muita gente que se perde aí. A segunda coisa, Andréa, eu acredito que é ver bem com quem você caminha junto e pede conselho. Porque pedir conselho é uma coisa muito bacana. Na Bíblia tem, né? Me ajuda, mas é mais ou menos assim, né? Existe sabedoria na multidão de conselheiros. Provérbios. Provérbios. Então, pedir conselho é sempre uma boa e ver bem com quem pede.

do que pedir um conselho é pra quem você pede esse conselho. Porque às vezes é um conselho. Um pedido de conselho pra pessoa errada, ela te coloca numa estrada errada. Então saber pra quem você pede conselho na jornada, acho que é bem importante. E acho que a terceira coisa é o jeito que você faz uma coisa, você faz todas as outras coisas. Hoje, eu quero te contar uma história. Hoje, nesse momento que eu gravo esse podcast com você, tem um senhor aqui no... Eu gosto de contar essa história. Tem um senhor aqui no prédio comercial

que eu gosto sempre de falar assim, palavra do dia. Para as pessoas, a pessoa fala foco, determinação, consistência, isso, isso, diligência. Aí a primeira vez que eu cheguei aqui no prédio, eu perguntei para ele, palavra do dia, ele falou, Salmo 91. Ele mandou uma palavra da Bia. Palavra literal, palavra do dia. Ele não me conhecia, nunca tinha visto eu falar aqui. Que ótimo. Eu adorei, eu falei, incrível, muito bom, amém. Aí no outro dia eu cheguei com o carro, palavra do dia dele,

provérbios, e eu anoto todas, todas. E aí ele virou o seu Ivanildo Palavra do Dia. Eu fui pros stories, falei dele, e hoje ele dá 110 palavras a 120 todos os dias. As pessoas param o carro. Mentira! Todo dia, Andréia. Todo dia. As pessoas param, eu tô subindo com o carro, e fila, ele lá. Proverbio, não sei o que lá. Todo dia. Fizemos o Instagram pra ele. Agora tem mais de 5 mil seguidores. Seu Ivanildo Palavra do Dia. E todo dia ele fala,

Bom dia, palavra do dia. Hoje eu encontrei com ele e ele falou assim para mim. Nossa, uma coisa, eu vou falar, é muito pessoal o que ele falou hoje e tem a ver com o que a gente está conversando agora. Ele falou assim, você é...

É assim, Joel. Você me conheceu desse jeito. Você não está com as pessoas por aquilo que elas podem te dar. Mas aquilo que elas são. Ele quis dizer o seguinte. Eu era um anônimo, Joel. Eu estava aqui no estacionamento. Eu era anônimo. E hoje eu tenho mais de 5 mil seguidores no Instagram porque você falou para estar no Instagram. E eu por dentro falei assim, seu venido, você não tem ideia de quão bem o senhor me faz. Todo dia.

Eu recebo uma palavra do senhor. Todo dia. Eu que te devo. Eu que tenho que te ajudar.

todo dia me para e me acalanta meu coração. E ele falou, por isso que você, sei lá, tem tantas pessoas que gostam de você. E eu paro um pouco pra pensar, lembrei do meu pai, lembro da minha mãe. E eu não quero que o coração seja roubado. Eu acho que o seu coração não vai ser roubado com essa sua fama e com essa sua, a quantidade de pessoas que você fala. Eu vi um corte de teu, tinha 30 mil comentários. Nossa, eu nem consigo acompanhar. 30 mil.

Eu não lembro nem o que você falou. Eu só vi a quantidade de pessoas que comentaram.

Loucura. Imagina a quantidade de identificação que tem com você, com o teu jeito de falar, com a tua simplicidade. Eu adorei o jeito que você fala. E esse teu jeito de falar, ele vai te levar muito longe. Bom, já tá te levando muito longe. Então, minha sugestão é, continue sendo você. Eu fiz essa pergunta pro Neymar Pai também. Eu sou muito amigo do Neymar, da família Neymar, Neymar Pai. E eu perguntei pra ele, acho que em 2021.

Neymar, o que eu não posso errar, cara? Aí ele falou assim, só continua fazendo. Não esquece o que te trouxe até aqui.

honesto, leal, justo. É isso. Não deixa de fazer isso. Eu estava esperando uma bala de prata, sabe assim? Uma super mensagem. Não, cara. Continua. E eu acredito nisso, piamente. Eu acho que as pessoas se perdem porque elas começam de um jeito, crescem bem, depois daqui a pouco muda tudo. E muda. E confirmando isso que você falou, o motorista foi nos buscar. Aí ele falou, você já conhece Joel? Falei, é só pela internet e tal. Eu admiro muito ele. Ele falou, nossa, você vai ficar encantado.

aquilo tudo, mas ele é muito melhor. Ele é um dos melhores seres humanos que eu conheço. Falei, sério? Ele falou, não, mas ele é uma pessoa muito gente boa. Se você já gosta dele na internet, ele é muito melhor. Falei, você trabalha com ele há muito tempo? Ele falou, não, tem uns três ou quatro meses, mas já é a pessoa melhor, a melhor pessoa que eu conheci na vida. Olha, meu motorista, sabe como eu contratei ele? Deixa eu te contar a história, como eu contratei meu motorista. Eu já contei isso no podcast, hein? Meu motorista, João. João.

Vamos lá. Por todo sério, né? Eu amo tocar. Amo. Toco desde que eu tenho 11 anos de idade. Que isso? Violão? Quinho, violão, banjo, guitarra, contrabaixo. Eu tenho uma garage band. Eu escrevo música. Acho que se eu não fosse o Joel aqui da educação empresarial, desenvolvimento, eu seria músico. Tenho dois pés atolados na música. Aí eu sento pra entrevistar meu motorista. Vamos lá, motorista, tudo bem? Meu nome é João, já li seu currículo.

Preciso de um motorista. Vê que você tem 20 anos de experiência, já trabalhando nessa empresa assim, assim, assado, disse, senhor.

você gosta de ler, né? Eu gosto de ler. Falei, ponto. Algum problema em trabalhar de terno e gravata, João? Não. Eu sou um cara que, assim, vou pra lá e pra cá de carro, o carro tem que estar limpo, organizado. Algum problema com isso? Não. Bebe? Não posso ter motorista que bebe. Não, não bebo, não fumo. Tem filho? Tenho. Sério. Checklist assim, André. Tem alguma coisa a mais, João, que você quer me dizer que você faz? Tem. Nas horas vagas, eu sou luthier.

Você sabe o que é luthier? Não sei o que é luthier. Luthier é quem faz instrumento.

musical. Ah, é verdade. É verdade. Mentira. Eu sério. Eu sou luthier. Luthier? Tá contratado. E uma gargalhada na sala daqui a pouco. Mas eu toco. Mentira que você toca. Olha aqui meus instrumentos. Olha aqui meu cavaquinho, meu banjo, meu violão. A Larissa aparece na sala. O que tá acontecendo aqui? Vocês estão rindo, gargalhando. Eu falei, você sabia que ele é luthier, mas a gente quer um motorista. Não, mas ele... Ele é um motorista e luthier. Ele é um motorista e luthier. Eu nunca vi um negócio

ele está muito contratado aqui. Então, minha relação com ele é bem nesse sentido. Eu gosto de contar essa história porque acho que ele sentiu, né? Verdade. Ele é um ótimo motorista, mas também é uma pessoa que é muito sensível. Muito? Ele é sensível. Olha eu falando do motorista João. Eu falei do Ivanildo e do João. Eu vou ter que trazer o Ivanildo e o João para fazer um podcast. Ele falou, o João é muito legal, a Lala também é muito gente boa. Ele é muito querido. O Sartre, Joel, fala assim,

outros. E por que que o Satri fala que... Meu inferno são os outros. E por que que meu inferno são os outros? Porque quem diz de mim é o outro. Porque é ele que fala das minhas entregas. Não adianta eu achar que eu sou boazinha. Se quem convive comigo não acha. Eu falo que o melhor depoimento é da audiência. Peguei, peguei, peguei. Quando o seu motorista diz que você é uma das melhores pessoas que ele já conheceu, essa fala é muito válida.

As pessoas, a gente acha que a gente é, mas as pessoas nos experimentam. Por isso meu inferno são os outros. Porque é o outro.

Outro que diz das minhas entregas, sou eu não. Não adianta eu achar que eu sou inteligente, eu achar que eu sou legal, eu achar. Se quem convive comigo não acha. Exato. Eu falo que, acho que um dos depoimentos, ou talvez das frases, sei lá o que, homenagens mais bonitas que eu já recebi, mais do que top of mind, mais do que qualquer coisa, foi quando agora, no meu aniversário, meu filho escreveu, pôs uma foto de nós dois no Instagram, escreveu assim, eu não preciso buscar inspiração na rua, eu tenho inspiração dentro de casa, você é a minha maior inspiração.

Isso para mim já pagou a conta. Sim, já está pago. Se eu puder ser inspiração para os meus filhos, a conta está paga. Eu trabalho todo dia para ouvir isso também. Eu ainda não ouvi. Mas vai. Mas eu vou. Vai. O trabalho devolve. O trabalho devolve. Eu vou ouvir todo dia. Vai. Eu falo que inspirar é algo muito sério. Muito sério. O seu filho, ele vai aprender a ser homem com você. Isso aí. A psicanálise e outras ciências já vão dizer isso. Na infância, a gente introjeta um homem e uma mulher. Em geral, os pais.

ou a figura de afeto mais próxima. O homem que o seu filho vai ser é muito aproximado do homem que você é. Isso é inspirar pessoas. E ainda além disso, esse trabalho que a gente desenvolve de rede social e de podcast, enfim. Por exemplo, eu sou funcionária emocionada quando me viu. Ai, você transforma a minha vida e tal. Quantas pessoas me dizem isso? Quantas pessoas me mandam mensagens? Ai, é, se é minha terapia diária. Ai, saí da depressão porque eu vi isso. Ai, saí de um relacionamento narcisista.

isso, tá? Melhorei meu casamento. Alguns dois meses atrás eu recebi um testemunho maravilhoso de uma pessoa que está em tratamento de câncer de mama e ela falou, aonde a senhora foi fazer podcast, conte isso para as pessoas. Eu só suporto a quimioterapia porque eu fico assistindo os podcasts de vocês e é isso que me faz não ter enjoo e não ter que parar a quimioterapia. Só por ela já valeu a pena. Só por ela. Se você inspira pessoas, você já cumpriu assim, ó. Santa Terezinha do Menino Jesus dizia,

salvar ou levar só uma alma para o céu, minha missão nessa terra já está cumprida. Só uma. Já imaginou quantas almas a gente, quantas pessoas a gente transforma? Você inspira jovens a empreender, você inspira casamento, você inspira as pessoas a cuidarem da saúde, você inspira o seu motorista. Que isso? Nós somos muito beneficiados. Muito. Muito. Deus nos deu uma missão linda demais. Muito linda. Pesada, mas linda. Pesada. Mas a gente tem aquela frase, né?

é grande e não peça pesos mais leves, mas pernas mais fortes. Prepara, prepara. Pernas mais fortes. Caramba, André. André, me fala uma outra coisa aqui. Uh, quais são os teus objetivos esse ano? Quais são os teus projetos? Publicamente aqui, ó, no JJ Podcast, com audiência gigante, eu quero te fazer uma pergunta. Como que eu, Joel, posso te ajudar na tua jornada? Me deu vontade de fazer essa pergunta. Eu queria te ajudar mais.

Contribuir mais contigo. Tem alguma coisa que eu posso fazer por você? Eu, minha equipe, minha esposa. Não é uma coisa que eu

falo em todos os podcasts, mas eu senti vontade de falar isso agora. Como que você pode me ajudar? É. E eu sou muito assim, né? Eu sou muito visceral e eu me expoio muito. Você pode me ajudar me orientando, talvez me mentorando, talvez me aconselhando. Qual que é a grande questão hoje? E talvez eu até me emocione. Só tem 365 dias que isso tudo aconteceu. Eu saí de uma audiência de 10 mil pessoas para 4 milhões e meio, 15 milhões, soma tudo, rede social. Só que o que mudou foi a audiência. Eu não mudei.

Eu continuo a mesma pessoa. E isso tudo está um turbilhão. Eu não sei como me comportar no sentido privado dessa palavra. Eu não sei o que eu posso, o que eu não posso. Eu não sei como tratar as pessoas. Eu não sei como dizer não para algumas situações. Às vezes eu me cedo. E é em trabalho mesmo. Na minha vida pessoal, tudo ok.

Talvez você pudesse me orientar na minha vida profissional. O que fazer com isso tudo? A minha vida pessoal está muito ok, mas eu sou muito compulsiva. Então, por exemplo, tivesse dez podcasts hoje, eu faria, porque eu tenho dificuldade de falar não. Porque eu acho que um monte de gente tem que ouvir, porque eu acho que esse conhecimento tem que alcançar um monte de gente. E eu não coloco limite. Por exemplo, minha filha fala, mãe, está impossível.

Eu saio com a senhora, eu faço uma pergunta. Quando eu olho para a senhora me responder, a senhora já se perdeu no meio das pessoas.

A senhora já está tirando foto. Mãe, é impossível almoçar com a senhora, é impossível jantar com a senhora. A senhora, a gente se perdeu. Outra coisa que me machuca demais, eu falo que não é fácil, muitas vezes, eu sempre fui muito honesta, eu sou extremamente honesta. E duvidarem da minha honestidade, questionarem a minha honestidade, me criticarem, isso me machuca num nível que talvez não machuque as outras pessoas. A minha mãe sempre diz pra mim, minha mãe e meu pai,

homem, você não tem nada além disso. Zele por isso até o fim. Então, lidar com essa, às vezes, crueldade das pessoas, isso é muito difícil. Descontextualizar aquilo que eu falo e o que eu faço, duvidar das minhas intenções, tudo que eu faço é muito intencional, óbvio que eu preciso de dinheiro, eu preciso sobreviver, mas não duvide nunca das minhas intenções. Você falou, o que você espera para esse ano? Cara, eu quero transbordar na vida das pessoas.

deu muito, Deus me abençoou muito e eu quero transbordar e transbordar é ir além da borda mesmo. Eu falo que hoje se eu quisesse eu poderia ir morar e mudar pro meio do mato e não fazer mais nada. Hoje se eu quisesse atender online, eu cobraria uma grana horrorosa por cada consulta, viveria tranquilamente dentro da minha casa. Eu não me exponho assim porque hoje é um prazer e um gozo. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa fazendo quimioterapia que nesse momento ela precisa ouvir um podcast. Eu me exponho assim porque tem uma pessoa

que não sabe educar o filho e não vai ter acesso nunca a isso. Eu me exponho assim porque o Brasil é o país mais ansioso do mundo e se trata saúde mental nesse país como se fosse palhaçada. E essa conta nunca vai fechar, nunca vai ter um terapeuta para todo mundo. Então, se a gente puder falar e as pessoas terem mais acesso à saúde mental de forma simples e conseguir tomar melhores decisões, já está valendo a pena. Então, por isso que eu me exponho. Eu não me exponho por prazer,

mais disso a essa altura da minha vida. Não precisava. Eu faço pela real intenção de transbordar. E isso, às vezes, me traz sofrimento. Talvez aprender a lidar com isso. Talvez estar ao lado de pessoas como você, que eu acredito. Acredito mesmo que você deve lidar muito bem com isso. Como eu disse, eu te enxergo. Eu acredito que você deve lidar bem com isso. Alguém... Alguma coisa você faz pra sua cabeça ficar... O que dizer não? Como não se exagerar?

como não acabar com a sua saúde, como não se desgastar. A sensação que eu tenho é que às vezes eu sou uma vela. Ela ilumina, mas ela vai se consumindo. Você tá cansada? Às vezes eu fico cansada. Físico? Mental? Físico, principalmente. Fico principalmente. Se eu sair pra almoçar aqui e se 20 pessoas me pararem e eu tiver que abrir mão do meu almoço, eu vou abrir mão do meu almoço. Eu acho inadmissível. A minha assessora brinca assim, ela já trabalhou com outras pessoas, enfim. Ela fala, André, as duas pessoas que na vida

mas me der trabalho, você e o Mickey, que uma vez trouxeram o Mickey no Brasil. Eu vou para uma palestra, ah, não vai ter foto, mas eu vejo um monte de gente tirando foto, querendo foto. Aí eu não consigo, eu desço do palco, eu fico lá uma hora e meia, três horas tirando foto. Eu vou ali no shopping, tem uma senhora que assiste meus vídeos e não sei o quê. Não, o prato vai ficar de lado, eu não vou almoçar. Uma pessoa me manda mensagem três horas da manhã no Instagram e ela não me conhece e ela começa a falar um negócio, eu vou responder.

Meu marido fala, meu bem, você precisa se cuidar. Você se exacerba. Você não sabe o limite de parar. Você não sabe a hora de parar. Não sei mesmo. Esse é um negócio pra você ou essa é a sua vida? Essa é a minha vida. Você quer transformar sua vida em negócio? Sem perder a vida. Porque vida e negócio é a mesma coisa. Sem perder a vida. Sem perder a vida. E também, isso parte também de um lugar, Joel. Eu não sei de onde você saiu, né?

Mas eu sei de onde eu saí. Eu vim de um lugar de muita falta. Eu vim de um lugar onde faltou quase tudo.

Só não faltou amor, carinho e respeito. Todo o resto faltou. Meus pais não permitiram que a gente passasse fome, mas vontade a gente passou demais. E quando você vem da falta, você tem dificuldade de colocar limite no excesso. Às vezes eu precisaria fazer menos palestra por mês, mas eu falo, cara, tem um monte de... Está pipocando, é fácil. Por que não? Vocês precisam, vamos embora. E aí, esse limite, eu estou longe de saber como que coloca esse limite. Eu não sei fazer isso ainda.

eu não sei lidar com esse movimento tanto favorável quanto desfavorável. A Bia me ajuda muito. Outro dia ela brincou comigo e falou, como que você vai tirar férias no resort? Tem que alugar uma casa. Eu fui para o resort. Eu tenho a mesma coisa que você, mas eu consegui já aprender um pouco mais. Também saio na rua, sou parada, as pessoas me param na academia, me pedem conselho. Esses dias eu cheguei 5 horas da manhã para treinar com sono.

quatro horas e eu fiz a primeira puxada. A primeira. Uma pessoa colocou no meu... Você acha que eu tenho que mudar de carreira? Eu tenho que fazer transição de carreira? E eu comecei a conversar com a pessoa. Se não for pra fazer isso, eu nem saio de casa. Eu não saio de casa pra me irritar. Eu não me irrito. Mas eu fico cansado. É isso. Eu também não me irrito, né? Eu não me irrito. Eu não trato ninguém mal sobre nenhuma circunstância em nenhum aspecto.

Mas eu fico cansado. Então, quando eu não quero me cansar, eu não saio. Então, João, vamos passar um...

vamos no parque aquático. Putz, eu adoro parque aquático, mas não dá mais pra ir no parque aquático. Joel, vamos num resort, no carnaval. Nossa, que delícia passar o carnaval no resort. Mas não dá mais. Mas eu consigo ir nos lugares. Você falou uma coisa preciosíssima. Eu não me chateio, eu me canso. Às vezes as pessoas me pedem mil desculpas. Ai, desculpa, estou interrompendo o seu amor. Realmente eu não acho ruim mesmo. Eu sinto o maior prazer do mundo. Eu acho que está honrando a minha vida. A pessoa querer tirar foto,

comigo. É muito legal. Que isso? Isso é uma baita de uma honra. Você senta com a família, eu tô lá com a Larissa, almoça rapidinho e eu vou comer. A primeira, assim, ó. Joel, desculpa, eu sei que você tá almoçando, mas eu preciso tirar uma foto com você, desculpa. Aí eu paro, levanto, não precisa pedir desculpa, eu trabalhei. Eu também. Minha cabeça, eu trabalhei pra isso. Eu trabalhei pra isso. Meu trabalho foi pra fazer isso.

Eu tenho uma forma, quando eu tô cansado, quando eu tô exausto, porque eu fico, quando eu tô cansado, quando eu chego em casa,

de madrugada, quando eu saio cedo, quando eu faço um evento e tenho que tirar foto com centenas de pessoas, quando a fila para autografar o livro tem três horas, depois de mais quatro horas de palestra, eu estou cansado com dor nas costas, com dor no joelho, e eu fico pensando, não vi os meninos hoje, não vi a Larissa. Eu sempre penso no dia um. O dia um era, tudo que eu queria era isso. Eu trabalhei para ter uma fila me aguardando, pessoas me esperando, pessoas me pedindo opinião, eu trabalhei para isso. Então,

Não esqueça nunca do dia 1, né? Então, quando você estiver cansada, descansa. É verdade. E coloca só limites. Hoje, eu acho que você já é capaz de colocar alguns limites. Por exemplo, você talvez hoje só precise trabalhar final de semana se você quiser. É. Então, eu não trabalho final de semana. Só se eu quiser. É verdade. Se aparecer uma oportunidade diferente, bacana, que ela é uma exceção da regra, Lala, exceção da regra, vamos, vamos.

Ó, tô indo, tudo bem. Mas, aos finais de semana, eu não trabalho. Eu escolhi fazer essa...

essa energia toda no dia de semana. Outra coisa, a primeira reunião do dia, eu faço várias reuniões, é sempre comigo. Eu vi você postando isso, achei fantástico. Eu preciso ir pra academia. É questão de sanidade mental. Joel, você faz a sua meditação? Faço levantando peso. Eu preciso estar sozinho, levantando peso, fazendo força, pensando. Ah, mas aí você vai pra uma academia que tem um monte de gente. Então, se eu não quero me irritar, eu treino na minha casa.

É. Eu treino ela todos os dias, eu faço na minha casa, eu vou sozinho, eu vou pra outro lugar, eu bato uma piscina.

do dia tem que ser comigo. Não trabalho a sonar de semana. Levo meus filhos pra escola. Eu coloco pra dormir. Às vezes não consigo. Larissa coloca pra dormir. Então a gente tem esse mecanismo. E quando eu vou pro trabalho, aí eu dou o meu melhor. Não é nem o máximo. Porque às vezes a gente dá o máximo e só chega cansado. Eu quero dar o meu melhor. Quero dar o meu melhor e que também junto tem o meu máximo. E por fim, já faz parte do meu jeito de ser. Eu não reclamo. Ah, eu também não. Nada. Nada.

Ano passado, eu lembro que bem no finalzinho, eu sentei com o time e falei assim, quantas entregas nós temos que fazer? Compromissos. André, eu tinha 100 compromissos em 84 dias. Nossa! Eu olhei 84. Faltam 84 dias. São 100 compromissos. Olhei para aquilo dia 1. E nesses compromissos, tinham compromissos assim que eu ia dormir 3 horas. E teve um dia que eu quase reclamo que eu já estava sendo dia, sei lá, 65. E eu olhei minha agenda. Aí eu falei, eu vou para lá, vou para cá, vou para lá, vou para cá.

em casa, vou dormir três horas, vou voltar e vai ter mais, mais, mais, eu botei a mão na cabeça assim, não reclamar. Falei, eu vou conseguir, eu tô saudável, tá tudo bem, legal, tem gente aguardando, bora. Bora, gente, vai dar tudo certo. Eu trabalhei esse negócio de mim. Por quê? Porque tinha três, quatro pessoas ao meu redor me ouvindo. Minha equipe, se eu reclamo, eles reclamam. Mas você viu o que eu te falei da autocompaixão?

Se você fica com dó doce aí, azedou o mingau. Azedou. Ai, tadinho de mim, tem cem coisas, oitenta e quatro dias, coitado de mim. Não crio meus filhos, não vejo meus filhos,

adiantou fazer tanto, faço sucesso, mas não tenho vida própria, ó a dozinha. É isso. Então, não tem reclamação, tem os meus limites, eu trabalhei pra isso dia um, porque a riqueza pra mim, dinheiro é muita coisa, riqueza pra mim é tudo. A riqueza pra mim, ela precisa ter o meu trabalho pra gerar realmente o dinheiro, o legado, a obra, né? A obra, tem que ter obra, e a obra é ter o trabalho. Tem que ter tempo pra curtir o tempo com as pessoas que eu quiser, tem que ter saúde, e a minha saúde é espiritual,

física, emocional e tem que ter a paz paz e quando eu chego em casa com o corpo exaurido de 84 dias sem parar nenhum dia sequer todos os dias exaurido e meu corpo tá surrado, eu falo que benefício eu tenho, que honra ter surrado meu corpo em prol de algo que eu tô construindo, em prol do meu patrimônio, e aí eu porque assim, eu também sou cristão

E Deus escolheu você por algum motivo e me escolheu por algum motivo. Tem gente que também fala o que a gente fala. Tem gente também que tem o coração que a gente tem, mas não tem os seus 10 milhões de seguidores, não tem os meus 15 milhões de seguidores. Eu não sei exatamente como é que foi essa escolha. Deus nos achou trabalhando. Nós estávamos trabalhando. E a sua mensagem, quatro anos atrás, e ele falou, é, vocês têm que falar com esse tantão de gente. Bora. Tem um versículo na Bíblia, Joel, que eu adoro. Fala assim,

As bênçãos te alcançarão. As bênçãos te alcançarão. Só se alcança quem está correndo. É, quem está em movimento, quem não para. As bênçãos vão te alcançar, mas você precisa estar em movimento. O trabalho devolve. Se Deus te encontrar trabalhando, é bem possível que coisas fantásticas aconteceram. O trabalho devolve, que você já falou duas ou três vezes, eu vou te contar a história dessa frase. Eu não criei essa frase. Nossa, eu amei essa frase. Ela saiu.

Eu vomitei ela. Não foi ela? Deixa eu parar aqui. Em 2011, eu fui o pior ano da minha vida. Fiquei depressivo, fiquei acima do peso, tinha um relacionamento, separei, fui demitido da faculdade, quebrei o meu negócio. Eu tinha um apartamento lá em Santos que eu tinha comprado e foi a maior felicidade da minha vida em 2009. Em 2011, eu percebi que eu não ia conseguir pagar o apartamento e estava na planta, porque eu não conseguia pagar semestrais. E eu me embolei e eu tive que devolver o apartamento. Para mim, foi frustrante.

E aí eu solto uma publicação no Facebook em 2012. Gente, quem gostaria de comprar meu apartamento? Do lá em 2012. Quem gostaria de comprar meu apartamento? Triste. Teve três curtidas e eu fui uma. Eu curti. Assim, pelo amor de Deus, algoritmo, manda pra galera comprar esse apartamento. 2019, bem sucedido, bem casado, com filho. Poxa, eu tinha acertado financeiramente. Minha vida estava maravilhosa. Num escritório nosso, em frente à praia, no melhor prédio comercial.

de Santos. Tinha esquecido dessa história. E o Facebook tinha uma mania de lembrar. Não tem essa mania? Aconteceram há três anos. Esse post aqui, sete anos atrás. Era o post do apartamento. Eu estava sozinho, a Larissa estava em Goiânia e eu leio o post sete anos para trás. Olhei para o meu escritório. Olhei para a minha vida. Um império. Peguei o telefone do nada. Gente, acabei de receber uma mensagem agora do Facebook que fala disso, que fala disso. Eu queria falar para vocês, não desista.

lá e eu começo a falar e no meio eu falo não desista porque o trabalho devolve. O trabalho devolve. Eu choro, me emociono. Nossa. E solto. Enxuguei a lágrima. Mesmas coisas. E fui embora. Meu Facebook bombou. Meu WhatsApp bombou. Era tudo que eu precisava. O trabalho devolve. O trabalho devolve. Meu Deus, que frases maravilhosas. Eu falei, não criei não. Ela saiu. Que é aquela frase do Pablo Picasso, né? Eu não sei se a sorte existe, mas se ela existe,

que ela me pegue trabalhando. Que ela me encontre trabalhando. E essa frase sua é tão profunda em todos os aspectos. Ontem à noite eu usei ela numa palestra de pais. É. Porque eu falava de toda a dificuldade da paternidade e da maternidade e eu encerrei falando mas o trabalho devolve. Você vai ter prazer de um dia ter orgulho dos filhos que você está gerando. Há trabalho em tudo. Há trabalho. Há trabalho em tudo. Mas o trabalho devolve.

Mas o trabalho devolve. Nossa, que papo bom. Obrigado. Também adorei. Eu que te agradeço.

Adorei. Queria falar que eu estou à sua disposição pra qualquer coisa que você precisar, mandar mensagem pra mim. Vai ser um prazer estar com você nessa jornada, qualquer que seja, tá bom? Eu que te agradeço. Conta comigo. Poxa, me ajuda a palestra. Não, palestra deve estar bombando. Livro, mentoria, curso, tá perto, conteúdo, negócio, ecossistema, qualquer que seja a sua necessidade, a sua vontade, você pode contar comigo. Opa, eu te agradeço demais. É só Deus pra te pagar, assim. Acho que ter você, poder,

ter essa referência. Eu falo que atualmente a pessoa que eu tenho conversado e a única pessoa que eu tenho conversado é a Bia. E ela, às vezes, me dá umas dicas e fala, minha filha, segura sua onda. Ela é maravilhosa. Ela sentou aqui nessa cadeira, tem umas três semanas atrás, né? A Bia é fantástica. Foi dezembro, a Bia? Não é possível. A Bia falou assim pra mim, gostei de você. Ah, eu falei, por quê? Porque o João foi me buscar a motorista e o João falou bem de você. Ah, é também? Ela falou a mesma coisa. A Bia é uma querida. João?

do bem, tô te mandando aquele cachê de 100 reais. Esse nosso lugar, ele é muito solitário. Esse lugar que a gente chegou, ele é muito solitário. E ele é muito desgastante. Sim. Você não tem espaço pra muito erro, não. E aí não dá pra compartilhar com todo mundo. É. Vai subindo, vai ficando cada vez mais sozinho. À medida que você cresce, o alvo cresce nas costas também. E aí você vê pessoas que poxa, eu achei que eu não tinha gente que não gostava de mim. É isso. Tem gente que não gosta. É isso. Você já estudou a escala de

Não. Escalo de Hawkins, ele é um psiquiatra. Não é um psiquiatra, não. Ele é um físico. E ele tem escalas de campos energéticos. Então, ele fala assim que 200 hertz... Ah, ou da vibração. Da vibração. Daqui pra cima, tá legal. Então, assim, culpa, medo, frustração, tá tudo aqui embaixo. Então, quando as pessoas estão muito frustradas e estão culpadas, e você tá num campo energético aqui em cima vibrando, você até sabe que ela tá vibrando num campo menor do que o seu, mais baixo do que o seu.

você for pra aquele lugar, você é pego ali. É. Então, quando alguém fala, te acusa, te ataca sobre algo que você não é, ela tá falando sobre ela. Tá falando sobre quem a gente é. Então, se a gente permite vir pra cá, errou. Então, a gente opera num campo vibracional diferente e o objetivo é puxar a pessoa pra um campo vibracional mais alto. Zero vitimismo, não tem que ter autocomiseração, vitimismo, culpar os outros. Qual que é a coisa que mais te irrita? Lerdeza. Detesta gente lerda. É.

Tem pavor. Vamos, vamos, vamos. É, não. Nossa, lerdeza me mata. Lerdeza de quatro? Nossa senhora. É. Eu sou lenta. Não é nem lenta de entendimento, é lenta de ação. De ação. Porque entendimento tá tudo certo. Tá tudo certo. Às vezes a sua ficha vai demorar pra cair aí alguns anos. Mas entendeu? E aí? Põe em prática. Aí fica ali patinando, patinando, patinando. Isso me deixa... E eu sou muito exigente. Como eu sou exigente comigo, eu sou exigente no geral.

Ah, eu sou com a minha equipe. Espaço não apurado. Porque como eu entrego aqui, eu exijo esse nível de entrega também. É isso aí. Pra trabalhar comigo. E tem uma coisa legal, né? A gente não pede nada pros outros que a gente não faça. É isso. Quero que você seja rápido. Eu também sou. Quero que você seja um nível de excelência alto. Poxa, eu também sou.

O apóstolo Paulo, ele fez uma frase corajosa demais. Sede meus imitadores. Você ter coragem de falar isso pras pessoas é pesado. Falar pros seus filhos. Não, ó. Quer modelo? Aqui, ó. Imita a mim. Faz o que o seu pai tá fazendo que vai dar certo. Tudo que eu fizer, vocês podem fazer. Falar dentro da sua empresa, pros seus liderados. Sede meus imitadores. Segue a mim. Se vocês me seguirem, vai dar certo. Eu sou referência aqui, ó. Gostei. É, oi? Então, você poder fazer isso, isso é grandioso.

assim, e aí eu acho que é esse lugar, né, porque como a gente exige, mas é porque a gente faz, né, então assim, não há espaço pra dizer. Por isso que tá aqui, ó, que foi a primeira coisa que você falou, dá pra falar, eu falei, qual o algoritmo da coragem? Você falou, é só você ter os valores alinhados, se você tem os valores alinhados, você é isso mesmo, então me segue, porque eu sou, não vai ter problema, vambora. É, é isso, e aí é a chave de tudo, é a chave da empresa bem sucedida, é a chave de filhos bem criados, sede meus imitadores, o dia que você tiver coragem de falar isso pra

pessoas, você pode ter certeza que sua vida vai voar. Muito bom. Andréa, antes de eu te fazer a última pergunta dessa conversa maravilhosa, deixa aqui teus contatos. Claro. Fala aqui como é que a turma te acha, manda mensagem, conhecer você, teus produtos, teus programas. Espaço aberto pra você. Instagram, arroba, andréa, sem i, vermontê, com T mudo. No YouTube, doutora Andréa Vermonte. O canal tá maravilhoso, a gente disponibiliza mais conteúdo, com mais tempo de tela, aí a gente aprofunda. Narcisismo, psicopatia, educação

de filhos, porque aí você pode trabalhar mais os conteúdos, né? Não é esse bate pronto, às vezes, do Instagram e de outros. E a gente tem uma plataforma, www.andreevermon.com.br, lá tem todos os cursos, tem formação em psicanálise, que é maravilhoso, estamos com mais de 20 mil alunos, graças a Deus. Temos o Instituto André Evermon em 16 países já, graças a Deus. Tem curso Escola para Paz, que é três meses para transformar a educação de seus filhos, tem Código da Calma, que é um curso que trata sobre a ansiedade,

e lançamos agora a André IA, uma inteligência artificial com tudo que eu já escrevi, já pensei, toda a bibliografia de psicanálise. O que é André IA? Se você tem uma crise de asma de madrugada, você está com muita falta de ar, você não vai para o hospital? Sim. Você quebra a perna, o seu filho cortou de madrugada. E se você tem uma crise emocional de madrugada, o que você faz? Você vai estar dormindo, mas a André IA está pronta para conversar com você. A qualquer momento, você tem ali uma inteligência artificial que não substitui.

Ture uma terapia e a cada inserção ela vai falar sempre, em todas as inserções ela fala, mas procure uma ajuda especializada. Mas ela vai te trazer todas as orientações, reflexões, perguntas para te tirar desse estado. Por que eu criei isso? Exatamente por essas perspectivas aqui. Às vezes num podcast alguém perguntava, tá, mas como que eu saio do estado de procrastinação? Aí minha cabeça fazia 10 perguntas que eu faço e que vai te levar à lucidez por que você está procrastinando e depois eu vou te dar umas 3 sugestões práticas,

de como parar de procrastinar. Eu não vou conseguir fazer isso em tempo de tela curto. Então, essa inteligência artificial vai fazer isso tudo. Desde questões relacionadas à ansiedade, sei lá, fazendo simulação com os meus alunos. Alguém mandou a pergunta, minha irmã está dando de cima do meu marido, o que eu faço? Aí eu pus lá na IAB, maravilhoso. Aí ela vem trabalhando. Primeiro, o que isso mexe com você? A insegurança, o ciúme?

visão? Será que realmente ela está dando em cima do seu marido? Faça-se essas perguntas. Então, é fantástico. Muito na linha daquilo que a Bia falou. Não vai ter terapeuta pra todo mundo. Todo mundo precisa de terapia. Sua conta não vai fechar. Então, popularizar a saúde mental não é canibalizar o mercado. Eu quero morrer quando algum colega fala assim, mas isso aí você vai fazer com que as pessoas saiam do consultório. Meu amor, se você vive da desgraça alheia, você merece passar fome. Se você está querendo que as pessoas fiquem doentes pra você ter

gente no seu consultório. Então, dá licença. Pelo amor de Deus. Aí vai na linha do não querer descobrir a cura pro câncer. Onde que tá essa inteligência artificial? Onde que acha? Na Hotmart. Tá. André e A. Muito legal. É muito legal. Ela é fantástica. Baratex. Baratex. Baratex. Uma assinatura de 30 reais por mês. Baratex. Baratex. Muito massa. Você faz pergunta, ela vai te levar pra um universo maravilhoso. Toda a bibliografia de psicanálise

análise de psicologia, tudo que eu já escrevi, já pensei, já falei, já dei entrevista. Então tá tudo isso lá. Eu falo assim, Joel, aliás, pega o meu livro, meu bem, por favor. Eu falo que eu amo os meus filhos, assim, os meus filhos são todos os meus projetos. Não é só o Tomás, mas a Beatriz, mas eu sou metida com tudo que eu faço. Eu acho a IA maravilhosa. Eu acho o curso de formação em psicanálise fantástico. Eu acho o livro fantástico que eu trouxe pra você de presente.

Ah, obrigado. Proide explica, eu traduzo. Psicanalista e doutor em neurociências André Averman.

Olha só que maravilhoso, gente. Esse livro é uma delícia, porque a cada tema tem um exercício terapêutico no final do tema. Então ele te leva pra um mergulho, assim. Onde dói? A culpa não é da sua mãe. Olha que legal. Ah, prático, gostoso. É, é como se você estivesse conversando comigo. Ele é uma linguagem bem tranquila. Ah, eu vou estudar. Autografa pra mim. Ah, já tá. Ah, já tá. O Joel vai ser bom com carinho de quem te admirar há anos.

Que gostoso. Obrigado, André. Última pergunta pra gente finalizar é a seguinte. Eu sempre finalizo com essa pergunta.

Você tem a possibilidade de falar com oito bilhões de pessoas e dar uma mensagem. E essa mensagem vai chegar para oito bilhões de pessoas. Direta e reta, curta e grossa. Que mensagem seria essa? Não desista de você. Há dois anos atrás, como eu te procurei, eu procurei centenas de pessoas. Eu nunca desisti de mim. Quando eu tinha cinco anos, um empresário lá de Uberlândia, Tubal Lela da Silva. Ele era dono da TV Integração, TV Globo.

Primeira repetidora da Rede Globo no interior do Brasil. Tinha Rede Globo no Rio de Janeiro e em Uberlândia.

Meu pai era vigia na TV Integração Guarda, lá na porta. E ele contava desse doutor Tubal, e eu era louca para conhecer esse doutor Tubal. E aí meu pai falava assim, filho, quando vocês vierem aqui aos domingos, se ele estiver aqui, eu te apresento ele. Por que a gente ia aos domingos? Meu pai tinha um Fusca, sete filhos e não tinha combustível. Então eu falava para minha mãe, Maria, dia de domingo pega os meninos, vai a pé para a TV e a gente volta de Fusca.

Cinco quilômetros caminhando com essa menina aiada. E um dia chegando lá na TV, meu pai sinalizou, falou, corre minha filha, doutor Tubal está ali, eu tinha cinco anos.

Ele vinha numa Mercedes branca, bem vestido, bem sucedido, como eu e você hoje. E pessoas que estão em outra condição nos olham e nos enxergam como super-heróis da vida deles. Porque era isso que aquele homem era pra mim. Ele era a pessoa mais importante que eu conhecia na minha vida. Ele veio com o carro, meu pai falou, fica aí, filha, na guareta, ele vai estar passando uma Mercedes branca. Quando a Mercedes veio, meu pai sinalizou, fez assim, ele abriu o vidro, falou, pois não, Sr. Sebastião, o que o senhor precisa? Ele falou, nada não, doutor.

Senhor, mas ela já viu, o senhor pode ir embora. O homem desligou o carro, abriu a porta do carro, desceu, me pegou no colo, pôs no braço aqui, me olhou e falou assim, você tem um olho grande, você parece esperta. Me responde uma coisa, o que você quer ser quando crescer? Eu falo que eu estava no colo da pessoa mais importante que eu conhecia, faz pergunta de 10 anos de terapia. Eu olhei para ele e falei, quando eu crescer eu quero ser grande.

O olho dele encheu de lágrima, a lágrima começou a descer, ele pôs a mão no meu peito e falou assim, menininha, do alto dos meus 60 anos, tu erda essa resposta,

resposta vai te levar longe. Muito longe. Você não faz ideia de onde a resposta vai te levar. Essa resposta me trouxe aqui hoje, dia 4 de 2 de 2026. Sou o resultado da resposta daquela pergunta. Eu nunca duvidei, desde aquele dia, onde eu ia chegar. Então, se eu posso te dar um conselho, não desista de você. Há dois anos atrás, eu procurei um produtor e falei, olha, tem umas coisas muito legais. Eu falo umas coisas legais. Eu acho que seria legal das pessoas ouvirem. Ele falou, André, mas essa altura da vida,

Não dá mais não. Falei, sério? Ele falou, não. Falei, cara, mas você entende produto digital? Será que eu não posso criar nada? Um livro, um treino? É possível, eu estudei muito. Eu tenho muita experiência. Ah, André, nessa altura da vida, só por Deus. Falei, só? Não. Então, é Deus. É Deus. Eu e Deus, meu amor, isso aqui é uma dupla. Dupla e falível. E eu não duvidei. E no momento certo, e no momento que Deus achou que eu estava pronta, se isso tivesse acontecido antes, talvez isso teria sido meu fim. As coisas acontecem quando a gente está preparado

elas aconteçam. Elas não adiantam e nem demoram. Elas chegam no tempo que a gente está preparado. Mas porque eu não desisti. Eu tive N oportunidades nessa história toda de desistir. De achar que não ia dar mais. Mas eu não desanimei. Todo mundo pode ter desanimado, mas eu não desanimei. Eu falei, uma hora eu vou poder alcançar multidões e eu vou poder falar coisas para as pessoas que vão fazer a diferença como faz na minha vida. E aconteceu. Então, se eu puder dar um conselho, o conselho é esse.

desista de você. Todo mundo pode desistir, menos você. Uau, muito bom. A gente tem uma parte final aqui, Malu traz aqui, incrível. Então você vai escrever essa frase, não desista de você, nesse card, e a gente vai sortear. Ah, que lindo. É, pros nossos seguidores aqui do JJ Podcast, depois dessa frase, né gente, não desista de você. Ó, na frente tem umas fotozinhas nossas, ó. Ah, que lindo. E agora? É. Que lindo.

Vocês fizeram em tempo real. Vocês estão quentes demais, mano. Então é o seguinte, pessoal. Aqui você tem um card único aqui pra você. Autografado e assinado pela Andréa. Não desista de você. Que maravilhoso. A gente faz um post. A gente pode fazer um post e a gente junta o post e sorteia. Bicho, Maria. Então, a gente sorteia pra todo mundo. A gente bota uma regra na legenda, né? Faz collab, faz uma regra na legenda. E quem for sorteado vai levar essa foto única,

não tem outra e que você vai guardar desse podcast para o resto da sua vida. Show de bola. André, obrigado, tá? Querido, eu te agradeço. Eu falo que tem pessoas que são muito melhores realmente ao vivo. A Bia foi essa doce surpresa você também. Obrigado. Eu nunca duvidei. Eu sempre achei que você realmente era um cara assim, além, fora da curva mesmo. Obrigado. Faço das suas as minhas palavras. Amém. Agora a gente está hiper, mega, ultra conectado.

Ah, se Deus quiser. Ele quer. Tem muita coisa boa aí. Gente, muito obrigado. Esse foi o JJ.

podcast, se você ainda não nos segue, por favor, nos siga. Segue aqui, comenta, compartilha. Segue a Andréia também, marca a gente em tudo, qualquer lugar. Se você chegou até aqui, deixa a gente saber o quão gostoso, o quão importante, o quão impactante foi, assim, este podcast. Se encontrar a Andréia por aí, espera ela unçar. Espera ela tomar uma... Espera não, que eu tô precisando emagrecer. Olha aí. E tá bom, gente. Obrigado pela audiência de todos vocês. A gente se vê no próximo JJ Podcast. Um beijo, valeu.

Tchau.

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