Como SUPERAR CRISES e REINVENTAR sua CARREIRA do Zero (OTAVIANO COSTA) | Jota Jota Podcast #274
Neste episódio do Jota Jota Podcast, Joel Jota recebe Otaviano Costa — apresentador, ator, empresário e um dos comunicadores mais queridos do Brasil — para uma conversa sobre carreira, superação e o que realmente sustenta uma trajetória de 35 anos no topo.
O que você vai descobrir neste episódio:
◼️ Como transformar comunicação em uma habilidade milionária
◼️ Por que grandes nomes da TV simplesmente desapareceram — e o que você pode aprender com isso
◼️ Como recomeçar do zero depois de uma grande crise
◼️ A história das 40 fitas VHS que mudaram tudo
◼️ O que é um aneurisma da aorta e como ele mudou a visão de vida do Otaviano
◼️ Como construir uma carreira duradoura na TV, nos negócios e nas redes sociais
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🎙️ Host: Joel Jota
🗣️ Convidado: Otaviano Costa
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- Gestão de CrisesReinvenção de Carreira · Aneurisma da Aorta · Importância da Comunicação · Construção de Carreira Duradoura · Networking e Oportunidades
- Impacto da Saúde na Vida ProfissionalImportância do Check-up · Estilo de Vida Saudável · Experiência de Cirurgia
- Educação e ComunicaçãoHabilidade de Oratória · Transformação Através da Comunicação · The Best Speaker Brasil
É muito louco, cara. Tudo isso aqui perde valor. Tudo isso aqui perde valor. Por isso que felicidade, pra mim, é uma palavra fundamental. Porque tudo perde valor. A única coisa que eu fiz nos últimos dias antes da cirurgia foi de estar com a minha família toda na cama, em casa.
São mais de 35 anos de carreira, passagem pelas maiores emissoras de TV, programas como Video Show, Amor e Sexo, além de realities, novelas, e ainda criou e conduziu o seu próprio longa-metragem. Hoje, nas redes sociais, soma mais de 20 milhões de seguidores, e o que muita gente não sabe, é casado há quase 20 anos com a Flávia Alessandra, pai da Olivia, pai de coração da Júlia. Estou muito feliz de receber um amigo queridíssimo do JJ Podcast, Otaviano.
Você está 35 anos convivendo com as maiores celebridades, as maiores emissoras, com as maiores audiências. Então você viu muita coisa. Sim.
Mas eu quero essa aqui, aquelas que deram certo e sumiram. Qual o motivo? Por quê? O que aconteceu? Eu prefiro errar exagerando do que errar me escondendo atrás do Recife. Não quero ser o peixinho lá dentro, escondido, o pequeno Nemo. Isso aqui, se continuar desse jeito, é uma tragédia anunciada. Isso aqui não se sustenta. Eu aposto pra cima sempre, Joel.
sempre alguém estará te observando, mesmo quando você acha que você não está sendo observado. E é nessa hora que você falha, é nessa hora que você deixa de fazer com propósito, é na hora que você faz o trabalho mal feito. Se você não entende seu público, você não entende a si mesmo.
Antes do episódio de hoje começar, deixa eu te fazer uma pergunta. Quando foi a última vez que você desacelerou de verdade? Junto com os teus amigos. Mas assim, desacelerar mesmo, tá? Mudar de ambiente, sair um pouco da rotina, respirar outro ar. Acordar aquela turma toda, todos juntos e compartilhar histórias. Inclusive teve um feriado que eu nunca esqueço. Eu e a Lalas, a gente estava num ritmo de muita velocidade, muito acelerado no trabalho, projetos e várias entregas pra fazer. Só que a gente decidiu pegar uma casa...
usando o Airbnb, pertinho de São Paulo. E a gente chamou alguns amigos. A gente chegou lá numa sexta, sexta-noite, e no sábado eu já senti outra energia, galera. Outra energia, outra disposição. Parece que minha cabeça descansou assim, num piscar de olhos. E essa é a força de uma viagem rápida pra...
perto ou até mesmo pra longe com amigos com você. Pode ser na praia, pode ser num sítio, pode ser numa chácara, numa casa no interior, não importa exatamente. O mais importante é sair do automático e viver aqueles momentos que fortalecem a amizade e o seu descanso. Esse ano cheio de feriado prolongado, você pode reservar momentos assim com a sua família e com seus amigos.
Inclusive, o dia do trabalho que já já chega. E no Airbnb você ainda consegue fazer isso filtrando por uma aba chamada Preferidos dos Hóspedes. E aí você vê as estadias que mais são bem avaliadas na plataforma. Tem casa com as comodidades que você quiser, tem piscina, tem churrasqueira, tem cozinha completa, quintal, muito mais. Isso ajuda você a escolher certo. E não tem dor de cabeça nenhuma, tá turma?
E ainda dá pra pagar no Pix ou parcelar em até 6 vezes sem juros no cartão de crédito. O que facilita você planejar com antecedência. E você até pode dividir o custo com a turma que estiver com você. Então, ativa aquele grupo de amigos, vê quem topa, escolhe uma casa no Airbnb que combine com o estilo de vida de vocês e se dá de presente. Combinado? Agora sim, bora para o episódio de hoje no JJ Podcast.
Cara, esse é uma publi maravilhosa. A melhor coisa de tudo isso aí é a Flávia, tá? 20 anos esse ano de casamento. 20 anos de casamento no papel, 105 psicológicos juntos. Ah, é forte? Nossa, porque nós somos sócios em várias coisas que você disse aí, somos parceiros de cena em vários projetos dramatúrgicos, como atores, e somos também sócios no negócio. Casamento, sociedade e parceria em cena. Haja, haja maturidade.
Cara, você é ator, você é apresentador, você é palestrante, você é empresário, produtor, investidor. Cara de pau. Cara de pau. É a alma do meu negócio. É a alma do meu negócio?
Cara, quando não se falava em networking, que hoje é tão valorizado, é engraçado que eu estou percebendo, e é muito legal perceber, como as pessoas estão falando de algo como, para mim, era tão intrínseco ao negócio, o relacionamento, e hoje as pessoas estão fazendo, e você faz muito bem isso, Flávio, Caio, todo mundo, se unindo para fazer negócios. O network para a gente, há 35 anos atrás, quando estava começando a jornada, era bater na porta.
Era marcar uma reunião, era invadir uma casa, uma festa, deixa eu entrar naquela festa. Ir para uma festa, ir para um evento, era estar no network. Não com um objetivo claro, talvez você tivesse o seu. Mas você queria se aproximar do Joel. Eu queria me aproximar de fulano, da publicidade, do ciclano, daquela tal empresa. E é aquilo, é pic... Atencione, pic pocket. Eu chegava e tentava vender meu peixe. E é isso, Faustão. Um dos maiores cases de network que a gente fala de 30 anos atrás é a famosa pizza do Faustão.
É um ecossistema que ele criou. O Falso virou vendedor de seu programa. O Domingão do Faustão, durante anos, assim como o Luciano também. Mas peraí, a pizza do Faustão na casa do Faustão. Na casa do Faustão. Porque isso pouca gente sabe, né? É isso. A gente ia lá, apaixonado por relógio, para falar de pizza, negócios, futebol.
Muito, muito. E era aquele cara que juntava a Deus do Silvio Luiz, locutor de rádio, passando pelo Flávio Rico, jornalista, até o dono da lojas Marabrás. Ele montava o kit dele, o caminhão do Faustão, que eu apresentei durante anos, era realizado ali na mesa dele da pizza. E ele levava para a equipe comercial da Globo. Ele era o melhor vendedor de si. Não à toa, os maiores, aquele gols do Faustão, mil gols do Faustão, uma parceria com, na época, Volkswagen. E aí
Então ele era esse cara. Eu acho que era isso mesmo. Bom, então essa foi tua vida, né? Alma, a cara de pau. Aquilo que você mostrou antes que me fez chorar aqui. Gente, ele me fez chorar aqui. Porque ele fez um vídeo que fala um pouquinho da minha história, mas fala da parte essencial, que é a mais emocionante minha. Que é onde eu podia ter desistido e quase desisti várias vezes. Que era o início aqui em São Paulo com 15, 16 anos de idade, indo pro vôlei e sobrevivendo, batendo na porta das pessoas. Eu tinha que ter essa cara de pau com o mal no meu...
Mas você sabia que ter essa cara de pau seria um fator determinante ou foi uma questão de sobrevivência? Foi uma questão de sobrevivência. Vamos saber assim, cara, se eu for lá e criar a situação, eu tenho que criar, eu tenho que cavar aquele pente. Não, eu não tinha essa inteligência. Não tinha essa inteligência? Não, não, eu não tinha essa inteligência do negócio. Eu tinha uma inteligência de sobrevivência. Essa história do Beto Rivera, do Emílio Surita, que eu fui para a porta da rádio e imitei sem parar, era sobrevivência.
E era uma sobrevivência de um garoto de 15 anos de idade, 16 anos de idade, que não sabia o que queria ser quando crescer. Aquela pergunta... O que você também sabia quando crescer? Estava entre o jogador de vôlei, um cara de Cuiabá, filho de seu Oswaldo, da dona Bete, ou sei lá, o que seria aqui no futuro. Qual que é essa história junto com o Emílio?
Eu vim pra jogar vôlei no Banesto, o maior clube de vôlei na época. Meu pai e minha mãe, muito corajosos, falaram, vai pra São Paulo, vai viver sozinho em São Paulo, então, sob a nossa tutela ali à distância. Tem um tio aqui, parentes ali. Mas é viver numa metrópole sem celular. Ligava no orelhão pra falar com eles e ficava na República do Banesto, ali na Santo Amaro.
pegava o 5141 dose dupla, descia, ia treinar lá, e aí teve um momento dessa transição em que eu já fazendo vozes, fazia um monte de imitações, eu fazia Robocop, fazia os efeitos milkshake.
Eu nunca sabia para que serviria esse milkshake na minha vida. Essas imitações loucas. Eu era inspirado por aquele ator maravilhoso, Alucard de Meira e Polícia. O Negão, o Negão. O Negão, exatamente. Puta, eu não me lembro. Ele era maravilhoso. Meu Deus, esse cara é perfeito. E sempre me inspirei por ele. Mas eu não sabia para que serviria aquilo. Aí, certo dia, eu fui assaltado duas, três vezes. Ali naquela coisa, do Brooklyn, pegando o ônibus sozinho. E era assalto não por celular, era assalto pelo Jaco do Banespa.
Era meu jaco, roubava meu jaco. Era um jaco vermelho lindo da rainha. Todo mundo queria ter aquele jaco, o tênis da rainha. Era o kit, você saia uniformizado. Aí também roubava tênis e assim ia. Eu fui assaltado duas, três vezes naquela época. Aí meu pai falou, sai do brúco. Então, meu pai...
falou, vamos lá para perto da Paulista, você muda de colégio. Eu estudava na escola, colégio de faculdades Tabajara, acredite você, que era um colégio de atletas, do Pinheiros, do Paulistano, da Telespe, na época tinha o voleibol da Telespe e tinha o time nosso do Banespa. Então era uma turma de atletas naquela escola chamada Tabajara. Aí eu saí da Tabajara e fui lá para a Unip, Unip não, para Objetivo, na Paulista, 900. E ali eu comecei a morar na rua Joaquim Eugênio de Lima.
Certo dia, eu vestido com a roupa do Banespa, depois de ter saído da aula, estudava de manhã, a Thay estava indo para o treino, eu esperava ali na esquina, perto da Brigadeiro, o 5141 ali para ir para Santa Mara.
Naquele momento, em cima de uma laje do edifício Winston Churchill, onde fica a rádio até hoje, veio um blimp da Jovem Pan. E eu sempre ouvi rádio Jovem Pan, eu sempre imaginei um dia trabalhar com rádio, mas não sabia por onde começar. Não tinha network, não tinha uma rede social, não tinha o Joel me dando as dicas, que o trabalho devolve. Eu estava ali estudando e trabalhando, e sendo assaltado de vez em quando, jogando vôlei.
Vi a promoção, o Joel ali abriu um portal dimensional. Falei, não é possível. Na rua da minha casa, praticamente isso, está a maior rádio do país. O que eu estou fazendo aqui? Sem querer eu falo isso. Sem querer não. Eu falo isso. Sem querer eu atravessei da calçada do esporte para a calçada da comunicação e nunca mais voltei. Porque eu fui abduzido por aquela situação, provocado por uma coisa inusitada. O ônibus da vida passou e literalmente o 5-1 passou. Perdi o ônibus, perdi o treino. Você sabe qual é o custo de perder um treino.
ainda mais quem está em campeonato, tudo. Eu perdi o coletivo, era quinta-feira, uma coisa assim. E, de repente, eu falei, bom, perdi o ônibus, acabou a promoção, era mais ou menos hora do almoço ali, aquela promoção da hora era a peruinha, a baratinha da Jovem Pan, era meio-dia até uma e tal. E aí eu perdi aquilo, falei, agora? Vou subir. E subi com a cara de pau, fui entrando, entrando, entrando, conquistando andar por andar ali, papapá, papapá. Parei na porta da Rádio Jovem Pan.
E aí tinha uma porta de grade e uma porta de madeira. A porta de madeira estava aberta. A porta de grade dá para ver. Era um corredor único.
E aí dentro ali tinha uma antissalinha onde ficava. Ainda estava improvisado, né? A Pan, como você conhece hoje, toda cool. Era super, um escritóriozão, foi adaptado para ser uma rádio. E aí tinha uma moça ali do lado, que ficava meio recepcionista da história, e a porta de madeira aberta, eu via as pessoas cruzando para lá e para cá, naquele corredorzão de uma rádio que, para mim, habitava em imaginário. Eu ouvia a Pan. Sextone 805, Rádio Panamericana, esse é a sua jovem Pan 2. Porra, estava no meu inconsciente.
De repente eu estava lá. Aí a moça olhou para mim e falou assim, você quer um adesivo? Eu falei, não. Mas eu sei fazer imitação. Como assim? E comecei a imitar. Não deu tempo de respirar. E comecei a imitar na porta, a fazer robocópio. Sirene. E comecei a chamar atenção, porque a porta de madeira aberta, eu comecei a imitar tudo ali. Paulo Francis e Dallagnar, que eu fazia. E fazia tudo que você imaginasse.
Aquela era uma porta que estava visível para mim, mas impossível, até eu poder acreditar quando apareceram dois caras ali, que eram Beto Rivera e Emílio Surita, o senhor Pânico.
que olhou, maluco, o que você está fazendo aí? Aí falei assim, eu sou imitador. Eles viraram para a moça e falaram, abre a porta para esse maluco, o que você está fazendo aí? Você é de onde? Sou de Cuiabá. Sai do Pantanal, você é tuiuiu, magrelão alto, né? O que você faz da vida? Eu jogo vôlei no maior clube do país, o Banesto. Estava com uniforme. Você que faz esses efeitos todos? É. Eles brincavam, você tem um SPX na boca, um SPX 900, que era um emulador de efeitos e tal. Pandemônio. E entrei.
A moça não acreditou, porque eu estava numa guerra psicológica com ela aqui, eu estava atrapalhando a entrada do trabalho dela, eu estava fazendo Robocop enquanto o executivo estava entrando para negociar com o Tutinha.
Só sei que aí, de repente, o Emílio falou, bota esse garoto aqui no estúdio. E eu lembro disso, o Rogerinho, que era o produtor, foi lá um estúdio pequenininho, nunca tinha entrado no estúdio, que era mais ou menos desse tamanho aqui, que para as proporções dos estúdios com quem eu lido hoje, era uma coisa pequena. Mas para mim era gigantesca. Eu entrei pela primeira vez, entra naquele microfone lá, era um microfone de rádio mesmo, e bota aquele fone ali e faz o que você fez lá na porta. Fazer tudo o que eu fiz na porta? É, com maior prazer.
Ali foi o tal do o que você quer ser quando crescer, que aí apareceu de uma maneira emocionante. Porque a hora que ligou o microfone e eu botei o fone de ouvido, eu ouvi, ouvi, ouvi, minha voz, minha voz, minha voz, reverb, reverb, reverb, reverb. Falei o que aconteceu, seu, seu. Ah! Encheu aquela caverna.
de uma magia que naquele momento entre meu corpo e aquele microfone nascia, brotava o comunicador, o porquê eu havia nascido. E aí eu nunca mais saí.
Aí o esporte ganhou sentido na minha vida, mas mais supérfluo. Não era mais a minha principal motivação. O estudo estava ali, era obrigatório. Mas eu não queria sair nunca mais daquele lugar. E aí eu resolvi ficar na rádio. Falei, não saio daqui. Espiritualmente eu falei, agora é a alma do meu negócio que alguma coisa aconteceu aqui. Isso é maravilhoso. Só sei que aí eu saí desse dia da rádio, fui embora para casa, pedi o treino.
Falei, ferrado, não tenho o que fazer, vou ficar aqui a tarde inteira em casa. E era uma vida sozinha em São Paulo. Não tinha amigo, a não ser do clube e da escola. Mas era um cuiabaninho aqui, que falava porteira, portão, perdido aqui no meio da Vinda Paulista.
Nada aconteceu, no outro dia estudo, quando eu estava me preparando, voltei da colégio, isso no dia seguinte, estava me preparando para ir, cheguei em casa, estava me preparando para botar, uma pessoa falou, o senhor está vendo, tem uma pessoa aqui que me deixou um recado para o senhor na portaria aqui, aí deixaram um recado para mim numa secretária eletrônica, era um ramal que tinha lá que atendia a telefonema, aí eu falei, está vendo, aqui é o Beto Rivera, tudo bem, você pode voltar na rádio agora, daqui a pouquinho à tarde? A gente quer falar com você. Aí eu falei, oi.
Ué, eu com a roupa vestida de novo, vou perder outro treino? Vou. Perdi o outro treino, fui para a rádio, entrei na sala do Tutinha. Ô meu, fala aí Robocop. Você já fez rádio? Eu falei, não.
Aí começaram, era Paulo Coragem, Emílio Surita, Beto Rivera, com um projeto chamado Pandemônio, que era um programa que estava estacionado ali, tinha deixado de ter um formato. Ó, você topa fazer as vinhetas do programa com toda a boca? O programa inteiro ser feito só com boca? Falei, claro que eu topo. Tocando música, topo. Quando o quê? Sexta-feira das 10h à meia-noite e reprisa domingo das 3h às 5h da tarde? Falei, topo. E foi quando eu nunca mais saí do rádio, nunca mais saí da comunicação e o Tutinha só fez uma condição comigo. Só que eu preciso que você aprenda a fazer rádio.
Claro, tenho que fazer uma faculdade. Eu falei, faculdade? Eu tenho 16 anos. Como assim? Eu estou na escola. Não, não, não. Na madrugada aqui da Jovem Pan. Preciso que você seja folguista. Das duas às seis da manhã. Numa época é...
Eu estava falando assim, claro. E fui para a madrugada também. Onde eu podia aprender na marra, mas sem errar. Também, porque era uma rádio de audiência, mesmo na madrugada. E lá estava eu. ZYD805, Rádio Pan-Americana S.A. Essa é a sua jovem pã. E o pandemônio era loucura. Criava personagens, fazia todas as vinhetas. Ah, o pandemônio.
Você criava? Criava junto com o Paulo Coragem. Tinha um roteiro e criávamos um monte de coisa. O Tutinha foi fantástico nessa era. E o Emílio virou um mestre para eu perceber. Essa era a minha mentorada. Essa era a minha lapidação. Meus mentores da vida prática. Eles não paravam para me ensinar. Então, a minha obrigação era observar. Eu sentava ali.
Na coxia, sentava ali no estúdio e ficava vendo os mestres fazendo como eles faziam. E eu ficava só ali, ó. Anotando mentalmente e às vezes anotando aqui no papel. Ele fala mais perto do microfone como é que ele pegava na botoneira, como é que ele faz isso. A cartucheira era cartucheira. Entrava um CD ou outro, mas tinha cartucheira, rodava. Quando dava pau, o que ele faz? Quando dá pau, quando dá pau, o que ele faz? Quando dá pau, a fita encrenca, alguma coisa assim.
E foi assim minha vida. Eu tive a sorte e o desafio, o problema que eu tinha que solucionar de ter muitas chances iniciais na minha carreira com grandes players, SBT, MTV e assim por diante. E eu tinha que aprender na marra.
Então eu tive a chance de ser escalado para as grandes seleções, para jogar nas melhores posições, com muita atenção, mas eu não sabia nada. Então eu tinha que nadar com tubarões e transformar eles em meus amigos e olhar como é que esses tubarões navegam aqui. E assim foi. A alma do meu negócio foi construída assim, na forja do dia a dia. O quanto que isso te ensina...
para todos os negócios que você faz, e também te dar de referência para você ensinar os teus filhos. Por exemplo... Vamos lá. Vou procurar fazer aqui uma anatomia de tudo que eu percebi do que aconteceu aqui com você. Nesse capítulo 1. Nesse capítulo. Bom, vamos lá. Você...
Usou uma oportunidade como a tua chance, talvez a tua única chance. Você teve o Eureka, ou o Arete, que é assim o... Eu lembro de ter isso também com...
20 anos. Sim. Eu sei o que aconteceu, onde eu tava, o que eu tava fazendo quando eu falei é isso que eu quero fazer para o resto da minha vida. Que foi quando eu fui defender o meu TCC na faculdade. E aí, eu com a boca seca, nervoso, tinha muitas pessoas me assistindo, vi meu irmão, ele tinha 15 anos, ele tava emocionado, e eu tava muito nervoso, eu comecei a falar, e quando eu comecei a falar, eu falei, é isso que eu quero fazer, eu quero ensinar.
Eu lembro, assim, como se fosse hoje, assim. Então, a questão de você criar oportunidade, a questão de você, mesmo com vergonha, fazer o que você sabia fazer de melhor, ter a tua agenda livre, aberta. Total. E esse feeling. Pega aquele Otaviano lá com 16 anos, ele se repetiu mais vezes em outros momentos? Ele tá presente na tua vida toda? Hoje é por isso que eu tô aqui. Hoje... ...
eu quero provocar o Joel para uma conversa. Que a gente já vinha falando. Sim. Isso vai viver em mim. A gente está juntando aqui um win-win. A gente está aqui fazendo isso. Eu estou abrindo minha cozinha. Você é meu amigo. Mas hoje é movido por isso. Por esse... Vou lá. Quero mostrar para o Joel... Essa porta minha. Eu vou imitar na porta para o Joel ver.
pra te falar da educação, pra te falar do propósito educacional, daquela conversa que eu tô te provocando sobre oratória, que a gente vai falar mais. Mas isso tá no meu dia a dia. Como amanhã tem uma reunião às onze e meia da manhã com uma outra figura que também é movido por esse, vou imitar na porta da grade, que eu quero mostrar pra ele um negócio que ele não conhece ainda. Pra um outro negócio de relacionar da marca com uma figura que vai mexer um pouco na minha vida. Então eu sou movido por isso.
Talvez eu tenha mais a certeza dos passos que eu estou dando. Talvez eu seja mais tubarão hoje do que o peixinho que acompanha o tubarão como era antigamente. Talvez eu esteja mais nesse local, mas ainda com a convicção de que eu posso errar. Mas eu prefiro errar exagerando do que errar me escondendo atrás do recife. Não quero ser o peixinho lá dentro, escondido, o pequeno Nemo. Eu quero atravessar aquele precipício o tempo todo.
O que é uma coisa para o Otaviano Costa, que é normal para você, e para grande parte das pessoas é, sei lá, um absurdo, um exagero, ou algo que, cara, não tem o menor sentido. E para você falar assim, isso aqui é normal, isso aqui é padrão, e é por isso que eu sou quem eu sou e cheguei onde eu cheguei. Usa os vídeos que eu cheguei hoje aqui para você ver, no seu escritório.
associação com o público, a relação com as pessoas, a humanidade que eu carrego em mim, que vem de casa, na relação com o ser humano.
ela se potencializou, se exponencializou ainda mais depois que eu me tornei uma figura extremamente pública. E aí vem a história da professora Hebe, que falou certa vez para mim, se você não entende seu público, você não entende a si mesmo. E a facilidade é muito forte. Isso é para qualquer coisa. Pega essa frase da Hebe e bota ali em cima da MLS. Se você não entende seu público, você não entende a si mesmo.
Ou seja, você não fez pesquisa, você não entendeu o consumo, você não sabe o que ele quer de você, você não sabe o que ele está esperando, qual é o ROI que ele vai ter sobre você se você não sabe o que ele deseja de você. Então a Hebe falava isso e serve para qualquer coisa na vida e fala de propósito.
Então, quando eu cheguei aqui na Jota, eu estava feliz. E sou feliz porque, primeiro, eu estava motivado para encontrar um cara que eu admiro muito num ambiente que eu nunca estive, que era o seu escritório. E, de repente, eu encontro gente feliz, alegre, num ambiente que eu já vi algumas vezes em vídeo. E eu me associei já a eles. Eu já me permiti... Mas é muito rápido, né? Você faz assim. E talvez isso seja...
Que não é óbvio. Não é óbvio. É assim. Eu adoro isso. Eu adoro transformar os ambientes. Aquela coisa que vocês falam, eu acho ótima, que é sempre o ambiente de transforma. Sim. Eu gosto de transformar os ambientes. É isso mesmo. É isso que você faz. Eu adoro. As pessoas vão se lembrar dessa visita do Taviano. Porque talvez eu tenha exagerado. Sim. Talvez eu tenha deixado uma coisa maior, brincado a mais. Que bom.
Prefiro estar na porta imitando do que ficar como peixinho nemo lá dentro e ter uma memória fragmentada sobre alguém que passou. Não, é você deixar... Adoro isso. Não à toa, os maiores eventos e convenções de vendas do Brasil durante muitos anos e de grandes varejistas foram conduzidos por mim.
Estou falando de via varejo, passando por, o que você imaginar, de P&G, Unilevers, o que você imaginar, a EMS recentemente, na maior convenção de vendas da DPSP, quem é que entra naquele palco? O garoto que imita na porta e chama aquilo de meu e transforma aquele ambiente. Quando entra, eu jogo, eu aposto para cima sempre, Joel, all in.
Eu não vim para a vida, porque eu falo o seguinte, se eu for meio caminho, não vai justificar o caminho inteiro. Desde a minha saída de Cuiabá, da distância que meus pais, mesmo com o conforto que eles poderiam me dar lá, mesmo com o conforto que eles poderiam me dar lá, eles não apostariam, nada seria justificável.
justificada a distância cotidiana dos meus pais, dos meus primos, da minha irmã, de não ver alguns momentos desafiadores deles, eles não compartilharem comigo, viverem às vezes sozinhos algumas coisas, meus amigos de infância. E não estou dizendo que isso seja um problema, até porque a solução que eu encontrei foi muito feliz e eles reconhecem isso, conquistamos juntos.
Então, nada que eu faço na minha vida hoje pode ser pelo meio do caminho, senão não justifica o caminho. Não justifica. O caminho inteiro. Imagina, chegar agora e não ser grato, e não ser feliz.
Não vai justificar a distância dos meus pais, não vai justificar a saída do conforto, do ninho, daquele local gostoso, quentinho, do pequeno Nemo que estava ali. Por isso que eu faço com alegria tudo o que eu faço hoje. E quando eu vou para um estúdio, quando eu fui agora recentemente no programa da Eliana e do meu amigo Luciano, nos dois últimos domingos, lá pela Globo, é emocionante. É emocionante estar no estúdio. Aí que vem o propósito.
E continua sendo emocionante. Porque você é um cara que tem quantos anos de experiência? 35, completo. Esse ano completo é 36. Vamos fazer uma viagem na tua vida, pra fazer uma pergunta filosófica pra todo mundo que tá assistindo. Você tá 35 anos.
convivendo com as maiores celebridades, as maiores emissoras, com as maiores audiências, com a tua vida sendo, poxa, compartilhada na rede social, se é casada com a Flávia, que também é uma louca que acreditou em mim.
Eu muito me identifico. Porque eu tenho uma louca que eu tenho que estudar. Lá, lá. Vocês têm que contratar o mesmo psicólogo. Vocês têm que dividir a conta. Criar um grupo do Orkut. Um Orkut psicólogo psiquiátrico. Ai, cara. Eu, sim, meu. Eu quero fazer um parênteses, né? Esses dias eu estava conversando com a Larissa. Esses dias? Essa semana.
minha mulher não gosta de pagode, minha mulher não gosta das mesmas coisas que eu, do mesmo estilo de música, ela não foi nos mesmos lugares que eu, ela não fez nada, ela foi fazer engenharia, foi fazer outra coisa, ela tem energia social desse tamanho, energia social daquele tamanho. A única coisa suficiente na nossa vida pra juntar a gente foi a natação. Se não fosse a natação, a gente não ia estar casado. Então, a única coisa fez todas as coisas, né? Então, é uma outra doida também que confia em mim.
Mas a pergunta é o seguinte, você conviveu, convive com grandes personalidades, pessoas famosas, conhecidas. Vida pública. Vida pública, compartilha e tá na capa da revista de moda, na capa da fofoca da TV e tudo. Então você viu muita coisa. Sim. Você viu muitas pessoas que saíram do zero, darem certo. Aquelas que já davam certo antes de você, continuaram dando certo. Mas eu quero essa aqui, ó. Aquelas que deram certo e sumiram.
Vai na tua memória aí, se você acha umas duas ou três pessoas que apareceram e sumiram. Ou foram bem depois de um momento e sumiram. Perderam essa relevância. Perderam. Tá, achou? Achei. A gente não vai falar o nome delas. Claro. Qual o motivo que elas perderam essa relevância? Por quê? O que aconteceu?
Onde foi que elas falharam? O que elas negligenciaram? O que parecia... Você estava olhando e você falou assim, isso aqui, se continuar desse jeito, é uma tragédia anunciada. Isso aqui não se sustenta. Porque quando a pessoa está na alta... Vem aquilo que o Flávio fala, que ele tem até um perfil, que a estabilidade não existe. E durante anos, grandes nomes, grandes talentos, grandes pessoas profissionais apaixonados pela labuta... Uhum...
Fazer o que a gente faz, fazer o que você faz é malabuta. É um trabalho, é uma dedicação e fazem muito bem. Durante anos as pessoas ficaram estáveis e muitas vezes atrelados a um grande contrato. E alguém representando essa pessoa no mercado. Vou pegar bastante, é que nem um jogador de futebol.
O jogador de futebol que ganhou um sucesso, fez um contrato gigantesco e não conseguiu entender a mudança do game, literalmente. E o game também, do negócio, da indústria, do entretenimento, do audiovisual, do streaming, do conteúdo.
alavancados pela pandemia, mas antes mesmo da pandemia, com o surgimento dos streamings, já estava anunciada. Já estava, né? A onda que eu vi hoje numa postagem do Flávio que eu achei ótima. O cara no barquinho dele ali, calminho, descansando ali. Era esse cara. Era essa figura.
Era um remador incrível. Era um velejador maravilhoso. Há 10 anos atrás era o vento dele. Ele sabia a direção de tudo porque ele estava dentro de um transatlântico. Ele não viu isso. Agora, se for metaforicamente falando, é como se eu pegasse um grande transatlântico, tivesse uma piscina dentro e esse cara estivesse navegando ali dentro dessa piscina. Montada numa vela, só que na piscina. Dentro de um transatlântico. Na hora que o transatlântico começou a soltar jet skis para todos os lados,
E ele não pegou um desses jet-ski para ir lá testar e ver o que estava acontecendo, ele ficou ali na piscina ali dentro. E esse transatlântico começou a enfrentar dificuldades. Começou a se reinventar, buscar ficar mais leve. O projeto Somos Uma Só Globo é um grande retrato disso. Quando lá em 2012, mais ou menos, ou até um pouco antes, ela começou a se reestruturar para o futuro.
entendendo a onda que estava vindo. A Globo só é a Globo hoje em dia por causa dessa visão corporativa essencial e vital para o sucesso do negócio dela que ainda se mantém muito potente e relevante. Ela falou, somos uma só Globo, temos 20 unidades, 40 unidades de negócio que precisam conversar, precisam se integrar para esperar essa onda que vem. E investiram Globoplay, o estúdio lá de não sei quantos milhões de reais, o MG4, que é uma beleza, um espetáculo.
E aí, quando a gente olha para a indústria se transformando, você fala, por que ele não se transformou? Porque estava numa estabilidade, estava convencionado e não acreditava no poder. E aí junta uma série de outros aspectos que cada um tem o seu DNA. E não é um...
Não um julgamento sobre cada um tem o seu DNA. Quem tem o viés de pegar um jet ski e fazer acontecer, de imitar na porta da rádio, de se atrever a explorar alguma coisa diferente, sobreviveu. Agora, quem esperou o transatlântico oferecer um novo caminho, sumiu.
Perdeu a pedalada do digital, a pandemia provocou um olhar mais profundo e na hora que ele se viu ele estava sem um contrato, estava sem marca, estava sem uma rede, estava sem um posicionamento e aí só virava a chave e só produzia aqueles que tinham essa iniciativa de pegar o jet ski e sair do transatlântico. Muita gente fez isso, nem todos se sucederam, mas faz parte do game.
Mas eu acho que aquilo é não tirar o periscópio para fora para ver a onda. Esses caras não tiraram o periscópio. E você acha que isso aconteceu por quê? Foi, sei lá, porque eles não sabiam? Menosprezavam a força do que estava vindo.
Do digital, especialmente. O digital podia ser essa tal estabilidade de hoje, como para muitos se tornou. Não só para os que surgiram do digital, os nativos, pegamos nomes quaisquer que você quiser, dos influenciadores mais relevantes, como você também, como a partir disso criar outras situações. Agora...
os streamings já estavam cantados. E hoje é louco porque tem gente que agora está fazendo de tudo para voltar para o pico. E vai conseguir. Mas o tempo vai ser maior. A curva vai ser maior. Porque outros já estão no radar. Outros já chamaram mais atenção. Outros construíram de maneira mais veloz.
esse local, essa identidade de que ele está pronto para o próximo jet ski. Boa, muito bom. Isso dá para trazer paralelo para a vida de qualquer pessoa. Para qualquer negócio. Não há um negócio que não tem que botar o periscópio para fora. Não há de você. Não podemos ficar nessa tal estabilidade. Está tudo lindo. Você falou outro dia também que eu acho ótimo. Os melhores aprendizados não vêm dos erros, vêm dos acertos. Eu também concordo.
Mas espero que, de certa maneira, o que eles aprenderam nessa falha de não perceber a onda vir, tenham gerado também ensinamentos. Tem um autor que eu gosto muito chamado Ray Dalio. Sim. Ele diz assim, em princípios, dor mais reflexão é igual a progresso.
Tem gente que sente a dor, mas não pensa sobre ela, não para. Pô, o que aconteceu? O que eu preciso melhorar? Onde foi que eu bobei? Onde foi que eu vacilei? Eu fiz um exercício ano passado, vou te contar. Ano passado, eu tinha uma sequência de reuniões. Uma atrás da outra, assim. Uma da tarde, duas da tarde, três da tarde, quatro da tarde. A reunião das três às quatro, com um amigo meu, cancelou. Tá no grupo do Relógio. Tá.
Joel, putz, tive aqui um problema estomacal, tô indo no médico rapidinho, vou ter que cancelar a reunião. Tá bom. Então a gente se olha depois, tá bom? Tá bom. E aí aquele vão ali das três até as quatro, eu fiquei meio perdidão assim. Falei, nossa, eu tinha uma reunião. Caramba, o que eu vou fazer agora? Fiquei perdido aqui no meu escritório, aí eu fui pro Instagram.
Deixa eu passar o tempo aqui. Fui pro Instagram e vi um amigo meu fazendo uma pergunta mais ou menos assim. O que aconteceria se você soubesse hoje que daqui a três anos você ia perder 70% do seu negócio? E ele soltou, mas ele soltou nos stories e tava dando uma aula assim. E eu falei, nossa, que pergunta boa. Essa pergunta é boa. Aí eu comecei a andar.
No meu escritório eu falei, deixa eu fazer uma boa pergunta pra mim. Tô com tempo. Faz uma boa pergunta pra mim. Tô em 2025. Como é que tá a vida? Tá indo bem? Os negócios tão indo bem? Família tá indo tudo bem? Escritório tá indo bem? Legal? Tá trabalhando? Esse negócio cresce? Tá. Entra numa máquina do tempo. E sou eu com a minha cabeça. E vai até 2030.
E chega lá em 2030, você está gordo, feio, desprestigiado. Infeliz. Infeliz. Desvalorizado. Desvalorizado os negócios lá embaixo. Não tem mais essa galera, não tem galera mal, família mal. Está acontecendo. Aí, vai lá, Joel, vai lá. O que aconteceu? Eu fiz esse exercício. O que aconteceu? Não é fácil, né?
Aí eu falei, o que aconteceu? E aí a resposta que eu cheguei foi, eu perdi minha reputação.
Reputação. Aí eu comecei a escrever. Aí eu voltei pra 2025. Reputação. Vamos lá. Itens. Reputação. Reputação. Conteúdo. Execução. Imagem. Efeito associativo. Palavra. Integridade. Princípios. Valor. Imagem. Aí eu criei um sistema que eu chamei de círculo reputacional. Aí eu comecei a circulei aqui. Tá aqui.
Se eu continuar protegendo isso aqui, vai dar tudo certo. Se eu vacilar nisso aqui, vai dar ruim. Só que esse vacilo, ele não acontece quando você está mal.
Ele acontece quando você... É quando o time está ganhando. A gente que joga no meio do esporte. É quando o time está com... O set era de 15 pontos. É quando está 14 a 3. Para você. A galera abaixa o bando. Eu já perdi setes de 14 a 8, 14 a 7, no match point 16 a 15. 16 a 15, é. Quanto? 14 a 8. 14 a 7, 8. Já perdi muitas vezes games. Sets. Eu estou com game de tênis. Sets.
Porque 14x8, o que faz o bloqueio? O que faz a recepção? E era aquela época que tinha vantagens, né? Vantagens para um, vantagens para um. E tem uma hora que o time que está lá com oito...
Ele fala assim, desgraçado, vou pegar. Vou pegar. 14 e 8, 14 e 9, 14 e 10. A torcida começa a gritar. Ali começa a levantar. Aí você fala, é quando o Davi olha pro Golias e fala. Pica no 14 que eu vou chegar a você.
E quantas vezes a gente já viu seleção brasileira? Quantas vezes a gente já viu times que, nessa posição do conforto, do sucesso, como empresas também? Isso. Eu lembro, tem um case da American Airlines que eu trouxe outro dia falando para um novo CEO da América. A América estava voando baixo, literalmente. Estava super bem nos números. Quando ele chegou lá e fez uma revolução olhando para o futuro, na estabilidade que estava ali, que não existe, mas eles estavam muito bem. Foi o tal com o conceito da azeitona preta. Você sabe dessa história?
Da azeitona preta? É, azeitona preta da American Airlines. Não conheço, não. Ele chegou a um dos primeiros pontos da revolução, da chegada dele, para otimizar o negócio, deixar ele mais ainda fluido e poder continuar voando do jeito que ele... Vamos tirar a azeitona preta da... Foi uma revolução, o público odiou, tirou a azeitona preta. Na época que você servia jantar, você tinha comida, tira a azeitona preta, petisco, etc.
Até todo mundo entendeu o porquê dessa azeitona preta levou-se um tempo. Mas a verdade é que a azeitona preta, se você olhasse a esteira do custo da azeitona preta, ela não era só a azeitona preta que estava aí no prato para atender o cliente. Ela tinha a plantação, ela tinha o preço da logística, ela tinha o transporte, ela tinha a refrigeração, ela tinha o cuidado que tinha que ter. O custo da tal azeitona preta não era só de 13 centavos ali por azeitona.
era de milhões de dólares na esteira de um projeto gigantesco. Ele falou, eu vou tirar a azeitona preta, talvez alguns me odeiem, mas o nosso negócio vai ser, a partir de agora vai ser assim, com essas pequenas azeitonas pretas, no voo de cruzeiro, ela tirou a azeitona preta. Não acerto. Pois é. Imagina lá embaixo, ele não ia ter noção. Não ia ter noção. Pois é. Eu te faço essa pergunta, porque antes de eu gravar,
com você, eu tava terminando uma reunião, aí...
peguei meu telefone e tal, o Otaviano tá aí. Eu falei, não vou gravar com o Otaviano. Legal, né, cara? O Guilho Otaviano na TV, pô. O Guilho Otaviano no vídeo show, cara. O Guilho Otaviano no Faustão. Opositivo. Opositivo. Era o horário nobre. A principal tela do Brasil, né? É muito louco. Caramba. Eu vou fazer essa pergunta pro Otaviano, porque você já tá 35 anos na mídia. Eu tô na internet desde 2011, mas antes.
expoente na mídia de uns seis anos, de 2020 pra cá, o JJ Podcast com uma audiência incrível pra cá. Então eu vou perguntar com um cara que tá na audiência há mais de 30 anos, como que como se mantém aqui, ó, do jeito que a Hebe falou. Eu fiz uma live com você na época da pandemia. Eu lembro. Você falou uma coisa muito parecida. Você falou assim, ó.
Tinha umas 15 mil pessoas. O bicho tava pegando, acho que era 5 horas da manhã. Tô falando, eu perguntava. E aí você falou assim, eu quero me olhar no espelho. Foi desse jeito, eu lembro. E eu quero me reconhecer. É isso. Tu lembra de ter falado isso pra mim? É isso, mas tem a ver com o que eu falei no início da entrevista aqui. Eu não quero fazer o meio caminho. O meio caminho não justifica o caminho inteiro. Isso tem a ver com o meu reflexo.
Com meus pensamentos. Eu tenho que ser muito fiel àquele garoto da porta da rádio. É, foi esse papai.
Eu tenho que ser muito fiel. E isso tem a ver com princípios também.
Eu quero me olhar de maneira honesta no espelho e falar o que você fez, ô vagabundo? Você roubou banco? Você maltratou alguém? Você desmereceu o seu público? Onde é que você pisou na bola? Eu não quero dar chance para olhar para o espelho. Por mais que isso possa acontecer de uma maneira ou outra, sem querer, porque às vezes você não sabe como te botam na história dos outros, e muitas vezes você parece ser quem você não é, e aí é fácil você ser vilanizado ou transformado em herói nas histórias dos outros.
Eu falei, eu tenho que olhar para o espelho o tempo todo e justificar. Chegar no Joel é com deslumbramento. Eu fiquei emocionado vendo o vídeo. Isso para mim é legal. E lembra que você falou ali o circo desse cara de 30 anos? Você esqueceu uma palavra, eu acho. Não sei se você falou, veja na gravação, posso estar comentando, mas eu não senti o valor dela. Você falou o cara gordo, cansado, infeliz. Eu falei, ele tirou uma coisa para mim que é a maior essência de tudo, felicidade.
Seja feliz, pô. Vai. Tenha propósito. O trabalho vai te devolver. Vai construir sua estabilidade. Vai casar com a Lala, com a Flavinha. Vai ter seus filhos. Vai montar sua casa. Vai montar a casa em Angra. Compre um helicóptero. Comprei. Mas onde está a felicidade disso aqui? Porque essa felicidade aqui, ela é vagabunda se você não tratá-la direito. Porque aí é só coisa. Porque aí é só coisa. Aí é só coisa. Nós estamos falando só de coisa. Aquele cara estava lá pensando só em coisa.
Se esse cara só olhou para isso o tempo todo... Aí acabou, aí errou mesmo, aí fracassou. Tem uma história também do caboclo, né? Certa vez perguntaram para um caboclo no meio da floresta, né? Ô, filho, você tem que ir para a cidade grande, você não tem nada aqui. Aí o caboclo, é, eu não sei o que é nada para você, mas aqui ao meu redor eu tenho tudo.
Ele tem o alimento, ele tem a casinha dele, ele tem o conforto dele, ele tem a vida. Numa época que não se tinha telas. Essa história é antiga. Não se tinha referência. E essas referências hoje, eu acho que a gente precisa tomar muita atenção para isso. Porque hoje se criam protótipos de negócios. Escalas de planilhas.
referências daquilo que deu certo. Eu acho isso muito legal, porque você leva, você faz o arrebanho, você mentora, você escreve, você constrói. Mas os protótipos humanos precisam ser muito atentos, porque eles estão baseados em referências que não têm o mesmo background deles.
Ninguém sabe qual o trauma que o Otaviano carregou de um acidente do carro com 12 anos de idade. Vou dar um exemplo. Ninguém sabe o que fulano teve na vida dele com uma doença, quase que o matou com 14 anos. Ninguém sabe como. É como cada um vai na montanha russa.
Bota 20 pessoas que tiveram, ou que estão passando pelo seu curso, fazendo seu curso hoje na mesma montanha russa. Você vai ver 10 chorando, você vai ver 5 vivendo aquilo intensamente, 3 que estão apavorados, 2 que não entraram e 1 que nem foi no parque. Mas eles vão estar na sua sala de aula ali, aprendendo a escala.
Mas o humano, o protótipo da escala humana, é onde leva esse cara 30 anos depois. Por isso que eu falo muito, proteja o humano. Porque essa felicidade de fazer o que faz com propósito, para não fazer o meio de caminho, para justificar o caminho inteiro, tem a ver com isso. Constrói! Vai! Vai na porta da rádio, vai lá falar com o Joel, vai jogar tudo, all in. Mas não perca a felicidade.
fazer o que você tem pra fazer. Não é ter sucesso pra ser feliz, né? Ser feliz é ter sucesso. Isso é verdade. Ou tá vendo, quem foi na tua jornada que é conhecido publicamente ou as pessoas que são conhecidas publicamente que mais te transformou, que mais te ajudou, que mais estendeu a mão pra você no momento que de repente você achou que você não ia ter uma mão estendida, que você aprendeu uma grande lição que você transmite.
Tem uma frase que eu falo que é sempre alguém estará te observando, mesmo quando você acha que você não está sendo observado. E é nessa hora que você falha, é nessa hora que você deixa de fazer com propósito, é a hora que você faz o trabalho mal feito. Aquela pessoa que está na empresa, que vê o Joel passando, fala, Joel nunca conversou comigo e vai fazer.
Teve um momento na minha vida que eu achei que eu não estava sendo observado. Eu era repórter do Fausto. Você não sabe, eu entrei no Faustão como ator de pegadinhas. Que ano? 97, mais ou menos.
96 para 97. A Leonor Corrêa, irmã do Fausto, eu estava num momento da minha vida em que eu estava me recolocando no mercado, porque eu tinha desistido uma hora de mim. Eu voltei para Cuiabá em 94 para 96, mais ou menos. Final 94. Eu e Rodrigo Fara apresentamos um programa chamado Checkpoint, um programa feito por uma turma de Miami. Era o meu primeiro programa de auditório junto com o Fara. A gente revezava na apresentação, eu e ele. Esse cara...
me chamou, eu falei, nossa, que legal, eu tinha acabado de sair da Angélica, eu era o Louro José da Angélica, eu fazia manipulação de marionetes, e aí, vocês não sabem as cachaças que nós bebemos, não vê os tombos que nós leva, né? Eu era o Louro José da Angélica e fazia algumas skets de humor com ela. Acabei o programa com ela, fui convidado pra essa turma pra fazer esse programa ao lado do Faro, recebendo bandas, Sandy Junior, uma época que eles bombavam muito.
E era numa grande produtora chamada Frame aqui em São Paulo. E aí a gente foi pra lá com a esperança de ganhar um local, ser reconhecida, puta, legal pra caramba. E eu falei, vou levar uma galera que trabalha comigo. Levei umas 10, 15 pessoas que trabalhavam comigo. Eu era um garoto de 23, 24 anos nessa época.
E aí eu fui fazer o projeto, primeira vez, segunda vez, começaram a atrasar o salário aqui, começaram a atrasar o salário ali, aí começou a ver que eles não estavam corretos no pagamento e o projeto começou a desengengolar, só sei que eles fugiram, literalmente sumiram, não pagaram a mim, não pagaram o faroacho.
E o que o garoto correto faz, o bom caráter, que esse cara que está nessa bola, o que me faz violar até 30 anos, é que quando eu convidei essas 15 pessoas, eu me senti responsável por ela. Um garoto que tinha pouco dinheiro ainda próprio, que estava começando sua garra, tirou o dinheiro todo que ele tinha da poupança e pagou cada pessoa dessa.
Não vou deixar uma... Eu quero me olhar no espelho e me reconhecer. Eu agir correto. É assim que eu faria. É assim que eu gostaria que a pessoa que me convidou eu pagasse por um roubo que não aconteceu. Foi tão frustrante aquilo tudo que minha alma foi quebrada. O que você quer ser quando crescer? Quero ser filho da Bete, do seu Osvaldo, quero voltar em Cuiabá, não quero ser ninguém, vou lá viver minha vidinha e assim por diante. Desisti, minha alma, meu espírito foi quebrado.
voltei para Cuiabá, entrei na faculdade, comecei a namorar, viver uma vidinha pacata, e quando eu voltei para cá, para São Paulo, estimulado pela minha mãe, Dona Elisabeth, que foi a primeira que falou o que você está fazendo aqui? Eu falei assim, estou aqui com você, estou em casa. Não, não, não, o que você está fazendo aqui, filho? Você está triste. Vai para São Paulo. Minha mãe me tirando de casa.
Não, vai para São Paulo, a gente se ajuda. Vamos embora, vamos tentar mais uma vez. Não desiste não, você vai ser feliz. Você é feliz fazendo, você está triste aqui, não sei o que lá. Vai embora, minha mãe me estimulou. Mandei fazer 30, 40 fitas VHS, que não tinha.
eu mandei fazer 30, 40 fitas de HS e fui morar na casa da minha tia e meu tio em Campinas, porque eu não queria voltar para São Paulo, porque eu não estava afim de enfrentar São Paulo ainda. Então, eu fui para Campinas, que era um ritual de passagem, uma cidade do interior, mas com uma carinha de metrópole. Eu pegava todo dia meu carro, já tinha meu carro, eu botava as 30, 40 fitas, era meu cartão de visita e ia para São Paulo.
Bate e volta, bate e volta, bate e volta, bate e volta. E aí, cheguei certa vez...
e em tudo quanto lugar, produtora, me recolocando no mercado. E não tinha memória, não tem um digital que sustenta. Então eu tinha que de novo me representar, lembrar as pessoas do que eu tinha feito. Era uma fita VHS. Tem até hoje lá, Otaviano Costa, 011-9828-2232. Era meu telefone, tinha meu celular e meu nome ali, numa fita VHS. E eu fui entregando, e as fitas foram acabando.
A hora que faltava três fitos, eu falei, quer saber? Fui em tudo quanto é lugar, produtoras, gerais, e eu não tinha sido ainda recolocada no mercado. Comecei a dar aula de inglês no Cell Lab, lá, flagship, em Campinas, na Avenida Princesa do Oeste, para passar tempo. Foi quando me tornei devoto do Nossa Senhora Aparecida, é quando a fé...
surgiu de maneira potentíssima na minha vida por causa da minha tia Tuca, que era devota, comecei a frequentar a reza, a igreja. Teve um dia que eu entrei num loop de oração do Rio de Campinas até São Paulo, que eu não lembro a hora que eu cheguei em São Paulo, fui rezando Ave Maria, Nossa Senhora e Pai Nosso, Credo. A hora que eu cheguei lá num ritual de fé, cheguei em São Paulo e falei, quer saber, eu vou na Globo agora.
A Globo não tinha ainda uma... Só tinha o Jardim Botânico e tinha o Teatro Fênix e era... Ficava no Jardim... Não tinha ainda o Berrine e não tinha nem o Projac. Então era tudo descentralizado. Além daquela parte aqui no centro de São Paulo ficava o jornalismo, na peta da... Climação ali... Climação não da... No final de Genópolis ali, esqueci o nome de lá, mas enfim. Aí no centro de São Paulo. Onde fica o Faustão? Onde ficam os programas de entretenimento? Ficavam descentralizados. Eu fui e levei uma fita minha numa casa.
que ficava ali perto, no final da Vinda de Genópolis, e eu deixei a fita, mas sem nenhuma esperança. Ó, tá vendo, Costa? Eu sou ator, sou imitador, faço um monte de coisa, eu tô aqui à disposição. E deixei a fita. E a fita nunca mais voltava. Era um investimento que eu tinha que fazer. Sim. E não era barato. Eu deixava a fita ali e voltava. Quando eu tava saindo, tá vendo? Ouvi alguém gritando. Na hora que gritou, eu falei...
Chamaram o meu nome. Porque eu tinha feito aposta em todas as emissoras, botei para todas as produtoras, nada tinha acontecido. E a minha aposta por último, eu falei, não vou começar pela Globo para não desanimar. Eu vou terminar se eu precisar numa Globo. Quando eu estava nas minhas últimas tentativas, Otaviano, olhei para trás, Alessandra Chavichuk, Alessandra Chavichuk é uma produtora que trabalhou comigo na SBT, na Casa Nangélica.
Cadê você, Otá? Onde você estava? Eu estava em Cuiabá. Ninguém sabia direito onde eu estava. Some do mercado, some do mercado. Não tinha digital para sustentar. Isso é exato.
Fui para Cuiabá e voltei. O que você está fazendo da vida? Eu não sei, eu quero fazer o que você quiser. Eu lembro que eu me emocionei. Eu falei, eu faço o que você quiser. Eu fico até emocionado, porque eu lembro que era desesperadora a minha situação. Eu falei assim, eu vou voltar para Cuiabá se não tiver jeito.
Vem cá conhecer a Leonor Corrêa, irmã do Fausto. Vem cá. Léo, esse é o Otaviano. Trabalhou comigo na Angélica, etc. Trabalhou na MTV, rádio. As referências eram poucas ainda. E ele fez comigo. Eu fiz novela, éramos seis na época, mas não piscava no radar. Eu era ainda insignificante. Não tinha ido para a Major League.
Aí só sei que de repente Léo falou assim, o que você quer fazer? O que você quer ser quando crescer? Aí eu falei, Léo, eu sou ator, sou imitador, trabalhei no rádio, estou aqui, estou à sua disposição, meu sonho é ser apresentador. O que eu tinha feito, eu já tinha sentido o sabor frustrante lá com o projeto do Faro, chamava Checkpoint. Eu quero ser apresentador, essa certeza estava como uma bigona na minha vida.
Falou assim, o Fausto é o apresentador do programa. Não, não quero isso, pelo amor de Deus. Nem suscitar uma possibilidade como essa. Mas se tiver qualquer quadro, caminhão do Faustão, alguma coisa, eu topo. Não tenho nada. Agora o Luiz de Barriccelli já faz o caminhão do Faustão. Mas, se você topar, você é ator, eu tenho as pegadinhas. Você topa? Eu falei, bom, eu já fui o louro José D'Angélica, vou ser o Ivo Holanda agora do Faustão.
Eu toco, porém, eu já tinha sentado uma certa maturidade daquilo, a alma do meu negócio, eu sabia o que eu queria. Eu deixei claro para a minha chefe o que eu também desejava. Então, faz o seguinte, eu vou comprar a sua aposta, mas você me dá cinco, seis meses, depois que eu provo isso, me dá uma chance de ser repórter?
Dito e feito. Seis meses depois, ela me deu essa chance. Comecei a tornar repórter do Fausto. Viajei para o Brasil e mundo afora, comecei a viajar, etc e tal. E aí vem essa história do sempre tem alguém te observando. Um dia eu chego para gravar. O que eu fazia? Eu estava na faculdade da vida, não tinha uma escola de audiovisual. Então eu estava aprendendo o tempo todo. Eu tinha um dos maiores, se não o maior de todos, literalmente o Fausto Silva.
Que para mim orbita ali com o Hebe, Silvio Santos, Serginho Grossman, Raul Gil, esses grandes ícones da comunicação.
E aí, de repente, eu tinha a chance de aprender com esse cara. E o dia que eu não estava ao vivo, hoje em domingo, isso que eu fazia muito ao vivo, eu entrava, oi Faustão, estamos aqui direto em Sorocaba com a festa do Luan Santana, sei lá, do Chitãozinho Chororó. Quando eu não estava, eu morava no Rio, eu ficava lá no estúdio aprendendo, cara. Sim. Era a minha faculdade, era a minha laboratória do audiovisual com os mestres.
E um dia eu percebi que o Fausto gostava do ar muito gelado. E a plateia entrava no estúdio e não tinha ninguém conversando com esses caras. Então eles ficavam na plateia assim, 400 pessoas. E eu falei, uau, que gelo, coitadinha dessas pessoas. Aí eu comecei a olhar para as câmeras. Cada câmera dessa ficava aberta, o que eles chamam de preview.
Ou seja, lá dentro no switcher, no control room, na sala de controle, essas câmeras, quando não estavam no ar, elas estavam abertas o tempo todo na multicam. Várias imagens que a gente vê em várias transmissões. Cada câmera dessa é ligada, só que ela não está sendo transmitida, nem gravada. E eu falei, caraca, tem alguma coisa aí. Se eu fizer isso aqui, que eu estou imaginando, eu vou ser visto, alguém vai me observar. E eu falei, Fausto Luquetti, Alberto Luquetti, diretor. A CIDADE NO BRASIL
Posso animar a plateia? O que você está falando? Aquecer a plateia para o Fausto. Como assim, meu? Você é meu repórter. Você está louco. Não, não. Eu quero ser... Você vai estar louco. Eu já fui o Loro José da Angélica, o Ivo Holanda. Agora eu posso ser o Liminha do Fausto. Eu posso animar a plateia para a galera chegar com voltagem para a hora do Fausto. Você está louco? Você está louco? Eu não vou deixar isso acontecer. Repórter convencido.
Estava eu na porta do rádio novamente. Mas eu consigo. Eu faço. Não sei o que lá. O Fausto vai ficar mais legal. Vai ficar mais feliz. Vai entrar com a galera lá em cima.
Tá bom. Ah, porra, faz isso aí. O italiano Alberto Luquetti. E comecei a fazer do palco do Fausto o meu programa dos sonhos. Porque essas câmeras estavam me observando. Só que isso era da minha imaginação. Porque eu imaginava que essa câmera estava ligada, ou o Boninho ia me ver, ou o Ricardo Odds não ia me ver, ou o diretor, na época, o Flores Bauer ia me ver, ou a família Marinho ia me ver. A minha imaginação me motivou. Aquela coisa de eu vou fazer. Eu acredito nisso.
Só que aí eu comecei a fazer aquilo de um jeito que começou a ficar muito potente para mim e cada vez mais com uma felicidade incrível. Só que nunca resultou. Depois de três, quatro meses, nunca aconteceu nada. Eu falei, ah, deixei de fazer. Deixei de fazer. Caparei, deixei de fazer e comecei a voltar só para as reportagens. Certa vez eu estava com o Charlie Brown Jr., chorão, toda a turma, pelo Fausto, fazendo uma matéria em Los Angeles, mostrando a maior pista de skate indoor do mundo.
E aí, com a gente lá, ele celebrando aquele auge em 99, bombado, imagina, eu estava com meus ídolos ali, meus amigos, que a gente se tornou amigo, em Los Angeles, com tudo pago, o sonho do garoto de Cuiabá se realizando de maneira potente. Fizemos a matéria em quatro, cinco dias, aí show no papo ali em Venice Beach, eu tenho essa foto, eu tenho esse vídeo, eu tenho tudo.
A gente de repente estava ali batendo papo, o senhor não falou assim, ô mano, que realização de sonho é aí? Ó, você não tem um sonho não? Aí eu falei assim, pô, meu sonho, meu sonho é, pô, meu sonho é esse, cara, eu estou no meu sonho, eu estou aqui com vocês, estou com o Faustão, estou na Globo, tenho o Repórter, etc. Não, não, peraí, peraí. Você está no nosso sonho, esse sonho é nosso, você está dentro do nosso sonho. Qual que é o seu sonho? Eu falei, meu sonho, você é apresentador de um programa de televisão.
Chorão falou aqui, anota aí. Anota aí, Marcão, Thiago, Pelado, champião, champ, você acha o seguinte, o OTA vai ter, e você vai ter o programa, e no primeiro dia que você tiver seu programa, a gente vai estar lá. Lançou em neon e deixou lá em Los Angeles essa mensagem, eles voltaram para o Brasil, eu fiquei mais 3, 4 dias passeando lá. Estava tudo pago, falei, quer saber? Então vou ficar aqui. Nesse momento em paralelo estava acontecendo a corrida, a bolsa de apostas sobre quem substituiria Luciano Huck no programa H, que ele está vendo para a Globo.
E aí, eu era cavalo fora do páreo, eu era o repórter da Globo, tinha outros nomes, Mion, Astrid Fontenelle, Caser, até Serginho Grosma, virou uma roleta de apostas. E, de repente, dois dias depois que o Chorão foi embora, só fazer esse parênteses aí que eu fiz do Luciano, toca um telefone, 0-0-0-0-0, tinha celulazinho já, 0-0-0 para um garoto que está ali, caralho, isso é caro para casar, desculpa o palavrão, é muito caro.
Aí eu falei, puta, não vou atender, não vou atender. Aí eu vou atender. Alô, alô? Tipo, rapidão. Pois não? Ou tá vendo? Eu tô em Los Angeles. Pois não? Ou tá vendo aqui a secretária do Sr. Johnny Saad? Aí eu falei, pois sim, pois não. Você tá sabendo? O Sr. Johnny queria falar com você.
Falei, pô, claro, claro que eu associei com alguma coisa do... Sabe quando a ficha não cai? Aí, Otavianinho, querido, tudo bem? Johnny Saad, eu estou ao lado do Paulo Saad, meu primo, Ivan Magalhães, diretor financeiro, e Newton Travesso, diretor artístico, grandes nomes do audiovisual, dramaturgia brasileira. Vem cá, olha, eu não sei se você está sabendo a saída do Luciano, estou sabendo, pois é. E a gente está com uma fita sua aqui.
E junto com essa fita, um amigo nosso, que estava te observando, mandou gravar você animando a plateia lá e mandou te indicar que para substituir o Luciano, a gente adoraria e queria te convidar para substituir o Luciano Huck. Falei, quem foi esse amigo? Faustão. Ele gravou, eu animando a plateia. Ele gravou.
Grava esse garoto aí fazendo isso aí. E junto com aquela fita que ele mandou, aquela fita da Leonor, que foi que fez ele entrar dentro da pegadinha lá. Fausto mudou a minha vida. Me alonguei muito para contar essa história, mas a verdade é que o Fausto foi a pessoa que me observou, assim como um chefe que observa, sabia a paixão com que eu fazia as coisas. Animei a plateia durante quatro, três meses com a paixão que eu fiz daquele meu programa. Na hora que ele enviou a oportunidade, ele falou assim, Ah,
aqui tem dentro de casa um cara, eu lembro que eu estava em Los Angeles, ele falou, eu não lembro quem me mandou uma mensagem para mim, se era a Roberta, uma produtora, a própria Lê, falou, o Fausto quer que você venha fazer o último ao vivo aqui com ele, quer que você venha aqui no estúdio, que ele quer falar contigo. E eu morava num hotel da Globo, que ficava lá, o hotel, me fugiu o nome, Everest, que ficava na Prudente Moraes, esquina com a Maria Quitéria, em Ipanema. E aí, o Fausto quer falar com você, antes de você ir para São Paulo.
Aí eu fui falar com ele, eu tinha uma caminhonetinha, botei todas as minhas coisas, minha tralha, fui para Globo, falso, me trancou no estúdio, olha a sua vida, vai mudar. Vou te colocar meu advogado, que na época era, me fugiu o nome dele agora, maravilhoso, e eu quero que você passe o contrato tudo para ele. Eu quero que você pense agora numa assessoria de imprensa, eu quero que ele... e foi meu mentor. Foi meu mentor. Dantino, Sérgio Dantino.
Dantino. E a irmã do Sérgio que conduziu e foi maravilhosa. E foi transformador. O meu líder, minha inspiração, o meu maior comunicador de todos os tempos ali do meu lado, junto com o Silvio, mestres me observaram e falaram esse cara merece uma chance. E aí meu game mudou. Fui para o horário nobre da TV. O garotão de Cuiabá que me está na rádio. Quanto tempo você ficou lá?
Fiquei dois anos. Agora um detalhe. Que eu não esqueci pra fechar o ciclo completo. Ao descobrirem que eu tô no primeiro programa H, primeiro dia ao vivo 9 do 9 de 1999. Quem vai lá?
Vou te levar daqui, te levar. Eu chorei, fiz um discurso emocionante no final, agradeci meus pais, minha mãe, todas as pessoas que me ajudaram, Faustão, e falei do Chorão. Obrigado, Chorão, por você estar aqui. Foi emocionante. Ele cumpriu a promessa dele. Eu chorei outro dia agora, foi aniversário dele, recentemente, e eu lembrei desse momento. E até me emocionei vendo ali o champignon também que nos deixou, então... Foi isso, Fausto Silva. Fausto Silva? É.
E o apaixonado por relógio que nem a gente. Meu Deus. Ele me deu um Breitling há muitos anos atrás. Ele te dava, ele dava relógio para as pessoas, para os queridos amigos. Eu tenho uma caneta de 10 anos do Faustão, uma Mont Blanc até hoje, e o relógio Breitling que ele me deu na época. Lindo, lindo, lindo. Esse é um relógio que é para sempre. Esse é o relógio. Esse é o relógio. Eu tenho dois relógios na minha vida. Esse, que é simbólico.
E um outro também que é vital, literalmente, que não é o relógio dos relogioaios, não é o relógio da relogioaria, que é um Apple Watch. Esse Apple Watch foi o que eu usei quando eu comecei a sair da cirurgia. Com o marcador, frequência em metro, né? Eu tinha que usar um relógio para acompanhar a minha pós-cirurgia. E para mim foi muito simbólico, porque eu nunca tinha tido um Apple Watch também. Para mim não era um relógio para se usar no meu cotidiano, não gostava da estética dele, mas ele se tornou simbólico.
Aí eu fui com meu pai comprar, meu pai estava aqui, meu pai me tirou do hospital. até muito.
Meu pai, eu tava com minha mãe nesse processo doido, que foram pra eles, pra mim também, né? O processo foi bem desafiador. Aí a gente saiu, vamos comprar um relógio pra você. Eu tava com a cirurgia aqui ainda. Depois de 20, 30 dias depois, eu ainda ia passar mais um tempo em São Paulo pra fazer após. Vamos comprar um relógio pra você. Eu fui com meu pai comprar um relógio. E era esse Apple Watch aí. Além de um outro que ele me deu, mas aí esse foi... Esse foi... Um dia eu abri meu Instagram.
E tinha um vídeo teu. Um vídeo longo. Dez minutos. Um vídeo de dez minutos. Com dezenas de milhares de comentários. Centenas, talvez até milhões de curtidas e encaminhamentos. E era uma explicação tua. De uma situação delicada que você tinha passado. Explica aqui para a turma que situação que foi essa.
Eu havia nascido com uma válvula que eu não tinha dado atenção, uma válvula cardíaca que eu não tinha dado atenção necessária para ela. Mas você não sabia? Eu não sabia. Eu sabia, mas olha como a vida é engraçada, você não presta atenção aos sinais. Ao primeiro sinal eu não preste atenção. Um médico, amigo da família, no Rio de Janeiro, já casado com a Fava, em 2007, 2008, fui fazer lá um exame. Falou assim, olha, fica atento, você nasceu com uma válvula bicúspide, fica atento a ela, por enquanto está tudo ok. É a tal válvula bicúspide.
A minha válvula, a válvula normal de quem não tem esse problema, é uma válvula tricúspide, três pazinhas. Quem nasce com essa válvula bicúspide, joga o sangue de maneira desordenada para a horta, que é essa artéria gigantesca aqui, gigantesca, que interliga o coração inteiro.
E quando vai batendo, ela vai inchando, vai podendo criar o que chama de aneurisma da horta. Só que eu não dei valor em 2007, a vida seguiu, veio pandemia, passou, e eu sempre cuidando da minha vida de saúde, mas nunca atento a esse ponto de olhar para a minha horta. Nunca. Nunca tinha feito um check-up desse ponto. Nunca. Nunca mais. Relaxei muito com a minha saúde.
E aí eu estava em Buenos Aires certa vez com a família, uma dorzinha aqui atrás, uma dorzinha chata, que é o segundo sinal que eu prestei atenção, que aí eu entrego a Deus esse recado, que eu não tenho explicação. Uma dorzinha que nada tinha a ver com o meu aneurismo, era uma questão muscular, mas que chamou a atenção. Eu falei assim, pô, eu não faço um check-up há muitos anos, até depois da pandemia, mas nem me lembrei dessa questão da válvula.
Voltei para o Rio, fui fazer o check-up, num exame, um simples ecocardiograma, eu descobri que eu estava com a neurisma da horta ascendente torácica. Uma bomba relógio dentro de mim com mais ou menos 5 a 6 centímetros. Era quase um segundo coração aqui inchado. Ou seja, num supino que está... Hoje, aquele carrémento que você fez de peso assim, podia romper. Um supino pode romper, uma bagagem de 32 quilos pode romper, uma corrida pode romper.
Qualquer coisa, movimento brusco, é uma bomba relógio invisível, que ela não altera o status do seu exame de sangue, as outras condições da gente que tem uma vida saudável. Eu sempre pratiquei esportes, nunca deixei de praticar, todos eles eu pratico não sei quantos esportes, nunca deixei. Se você olhar meu exame de sangue do dia da cirurgia, você fala assim, o que você está fazendo aqui? E vendo meu estado do clínico, vai embora. Mas era isso. E quando eu descobri...
Eu estava, era no dia 6 de 6 de 2024, um dia antes do aniversário de 50 anos da Flávia. Festa inteira preparada. Eu lembro que você falou. E o tio Kouve, melhor tio do Brasil, que sabe na América Latina, que chamei o feijão, pagodão, festa, convidados, família inteira. Conto ou não conto para a Flávia? Não conto para a Flávia. Não vou contar para a Flávia. Meus pais estavam dentro de casa. Se eu contar, ela cancela essa festa amanhã.
Porque o médico falou, você tem que fazer isso, senão você vai morrer. É uma hemorragia interna.
E aí vivi 30 dias em sínteses agoniantes, mas até um momento em que eu falei, eu estava muito negativo, eu estava morrendo antes da morte, eu estava morrendo antes da cirurgia. E aí eu falei, cara, quer saber, 15 dias antes eu estava chorando sem parar, botava a mão aqui, como é que eu cerro esse esterno? Como é que eu abro esse osso? Uma cirurgia gigantesca de 8 horas e meia.
Falei, caraca, o coração para. É obrigado a parar o coração, porque ele não pode pulsar, porque mexe na horta, o médico precisa entrar. Então, ele tem que parar o coração, o coração para durante 3, 4 horas, durante essa cirurgia. É uma experiência pós-mortem, que você não morre, porque ele clipa as artérias, tudo, às vezes, e joga o seu coração para a ECMO, aquela máquina lá fora. Você já... Coração para de bater. Aí...
Estava muito negativo, vivi a festa da Flávia, tudo ganhou tom de última vez para tudo, era a última apresentação de balé da Giulia, da filha da minha, da Olivia, o último São João, o último, isso, o último, o último, eu estava negativado. E foi quando eu falei, já que eu vou abrir meu peito daqui a 15 dias e não tenho o que fazer, ou está vendo, vem cá, você viveu de peito aberto, já que você vai abrir seu peito, vamos fazer aquela parada que você falou, aquele intervalo, você viveu, eu olhei para 30 anos atrás, você viveu de peito aberto? Você realizou seus sonhos? Você foi feliz, cara?
Você amou quem tinha que amar, você fez a família que você queria formar, você construiu aquilo que você queria construir, você perdoou. E eu comecei a fazer check. Ai, check, check, perdoei, amei, realizei sonhos, fui feliz. E comecei a gerar cura. Comecei a descobrir um remédio que começou a positivar a timeline.
E aí eu vi que eu estava flutuando como um astronauta, mas com a certeza que a galáxia que eu havia já navegado, explorado, foi uma galáxia de muitas realizações. Então, seja o que Deus quiser agora. O triste é um ser humano que chega num momento desse e fala assim, vivi de peito aberto? Não. Amei? Mais ou menos. Perdoei? Não. Realizou sonhos? Aquele que eu queria? Não. Você foi na rádio inventar? Não. Você construiu o que você queria? Você fez o... Não.
Eu estava bem. Eu estava bem para a vida que eu havia vivido. Então, cheguei na cirurgia, desafiador para todos nós, sobrevivi. E aí foi emocionante o meu retorno para a Terra. O astronauta voltou para a Terra. Houston, we don't have a problem.
Não temos um problema. Aliás, temos um propósito agora. Porque quando eu cheguei em casa, quando eu resolvi gravar aquele vídeo que você viu, foi depois de duas semanas que eu estava... Isso aí. Eu guardei com total segredo, até para não gerar uma comoção antes da hora. Eu queria viver, eu queria sobreviver. Não precisava de negatividade ou... Negatividade no sentido de muita gente se comover pela história antes da hora da comoção, se assim tivesse que ser para uma coisa pior, que graças a Deus não aconteceu. E aí eu resolvi gravar esse vídeo, contei tudo.
E eu fiz questão logo na sequência que eu cheguei em casa no primeiro dia, no Rio de Janeiro, primeiro dia, eu falei, o Fantástico quer falar com você. Vamos falar.
Vamos falar. Porque se isso aconteceu comigo, que tem acesso à informação, se eu tenho inteligência, se eu tenho atenção, se eu sou um cara que pratica esportes, se eu sou um cara que tem isso, o que será do Antônio, do Fernando, da Maria, que não estão com isso tudo ao redor, com essa atenção, com a saúde? E eu comecei a transformar isso num propósito, que começou com essa divulgação desse vídeo que você viu, comecei a falar sobre isso nas minhas redes, comecei fantástico, foi impactante os vídeos a partir disso, e se tornou uma palestra de peito aberto.
Uma palestra que é emocionante para mim. Toda vez que eu falo essa palestra é emocionante. Ela tem som de coração, ela tem música, tem imagens que ninguém viu. Eu falo sobre o propósito da vida e convido as pessoas a viverem duas vezes suas vidas. Por quê? Porque eu falo, eu só vivi duas vezes porque eu vivi de peito aberto.
Uma pelo estilo de vida que eu adotei, que foi aquele check, vivi de peito aberto. E a outra que eu tive que abrir meu peito de verdade e sobrevivi, por isso eu falo isso. Mas eu provoco as pessoas a realizarem seus sonhos, a pensarem naquilo que elas estão determinando como metas, na construção dos seus caminhos. E aí, com isso, virou uma coisa linda. E até hoje, eu já falei isso, mas eu não custo dizer, a cada um dia, um dia e meio, dois dias, eu atendo uma pessoa, eu falo com uma pessoa.
Se o Joel, graças a Deus, não precisasse. Qualquer pessoa. Hoje é mediúnico, eu tô vendo, me ajuda. Meu pai descobriu um negócio parecido com o seu, ele vê aquele vídeo, porque eu virei uma referência. Me ajuda, me dê uma dica, uma palavra de calmaria pra gente. Eu boto assim, me liga. Passa o meu telefone. Como assim? É o telefone que eu tô vendo? Sim, pode me ligar. Não tem um dia. Hoje eu tô tornando isso público, porque acho que é o único local em que eu tô... Tem uma expressão americana que fala returning the favor.
É o payback da vida. É o retorno do investimento que Deus...
que o público, que a minha família, que todo mundo me deu de alguma maneira ou outra, e que eu falei, agora é hora de usar realmente o que eu tenho de bom para fazer o bem, não importando a quem. E você consegue. E consegue. Você consegue, você tem um megafone, milhões, dezenas de milhões de seguidores, alcance, autoridade, fala, comunica, fala simples, as pessoas entendem. E tem um propósito. Virou uma coisa linda, emocionante. Natal agora foi impactante. O número de pessoas que me daram mensagens, vivas.
Porque uma palavra minha, uma conversa minha, como eles, positivo, dica, dava dica de pijama. Dua dica de pijama. Compra botão, gente. Botão. Não compra de botar por cima, não. Porque você não consegue levantar o braço da pós-cirurgia.
Eu lembro que no vídeo você falou, ainda está doendo, meu peito está dolorido. Se eu não tivesse tido o esporte na minha vida, a condição pregressa, o meu estilo de vida que nós temos, de cuidar da saúde do corpo, seria muito mais desafiador o pós-cirúrgico, o pós-operatório. Sim. É a condição.
As pessoas me veem andando com três, quatro dias pós UTI. Eu estava andando já no terceiro dia da UTI. Aí o doutor Calil e também o doutor Fábio Jateni, Fabião Jateni, filho do consagrado Adib Jateni, brincam comigo. Para de andar! Para de ficar dando um exemplo ruim brincando comigo, né? Porque as pessoas chegavam lá que não tinham estilo de vida parecido comigo. Mas eu vi o Otaviano andando quatro dias depois. Eu não consigo andar, tem um mês.
O senhor praticava esporte? O senhor fumava ou não fumava? O Otaviano não fumava, praticava esporte, se alimentava bem, bebia seu vinhozinho, vivia a vida. Mas é basicamente um estilo de vida que determinou a minha pós-cirurgia de maneira tão eficaz. É. E é muito louco, Joel. É muito louco, cara. Tudo isso aqui perde valor. Tudo isso aqui perde valor. Por isso que felicidade, para mim, é uma palavra fundamental.
Porque tudo perde valor. A única coisa que eu fiz nos últimos dias antes da cirurgia foi deitar com a minha família toda na cama em casa. E eu não chorava muito na frente delas. A Flávia dormia com a mão no meu peito aqui. Todo dia ela botava a mão no meu peito aqui. Dormia. As meninas de um lado aqui, a outra. E era só isso. Apartamento.
A única preocupação que eu tive foi em organizar a documentação. Ah, só para não terem dor de cabeça. Está aqui, está isso aqui, isso aqui lá, isso aqui, Flavinha, isso aqui.
vira nada. Amigo, na hora que você... Eu acordei cinco e meia da manhã pra fazer meu banho cirúrgico e você sozinho faz o banho cirúrgico. Eu tava dentro do box, do quarto, meus pais deitados no sofá, chegou todo mundo quatro e meia da manhã, três e meia da manhã, tava todo mundo lá quatro e meia da manhã, cinco horas da manhã. Meus pais, minha irmã, meu sobrinho, Flavinha, as meninas. Aí você vai vestindo a roupa do astronauta.
É um banho cirúrgico que você passa no negócio e é só você ali com seus pensamentos, cinco e meia da manhã.
E tem uma foto minha que eu estou olhando para São Paulo, que é tipo, eu estou usando a metáfora do astronauta, mas não tem melhor explicação, eu dando tchau para esse planeta. Eu falei, não sei, o que será? Não sei se eu consigo voltar, retornar que nem a Artemis voltou. Não tem essa tecnologia para garantir isso. Deus, me proteja. Me proteja. E aí você vive aquela incógnita. Que horas vai ser? Atrasou um pouquinho, porque teve que fazer um preset. Aí você começa a viver esse suspense. Eu com a meiazinha até o joelho aqui.
com pijama de bunda de fora já, brincando, eu tenho foto das meninas brincando com o meu bumbo de fora, fazendo assim, e éramos nós, somente nós naquela ilhota. Aí não tinha, os amigos chegaram a visitar, pouquíssimos amigos, porque eu não quis abrir muito. Eu tenho muitos amigos, aí eu falei, aí é só você naquela ilhota da vida. Aí, a hora que chega, a hora que abre a porta, até agora você está um pouco leve, até oito da manhã, sete e meia da manhã, você está leve. Assim, você está ansiota, todo mundo.
Aqui, tipo... Calma. É verdade, dá para respirar. Na hora que abre a porta, aí você vê a maca aparecendo e a enfermeira fala, vamos, senhor Otaviano. Meu amigo, aí é desconexão. É uma viagem para um espaço em que você não conhece.
Aí eu fui despedido dos meus pais, um choro incontrolável, mas o choro maior foi com as minhas meninas. As duas me abraçaram. Aí virou a síncope.
Não sei o que será, que aí você entra em alfa. Eu não tomei nenhum remédio, porque eu não podia tomar nenhum remédio para mexer na minha condição cardíaca. Então você vai inteiro, você está ali. Não é um, ah, eu acho que minha mãe chorou com meu pai. E eu abracei minhas meninas logo e fui, mas quando eu estava chegando perto da porta, eu voltei e abracei elas e chorei muito, muito, muito, muito. Aí eu voltei, aí Flavinha foi comigo. E aí Flavinha foi comigo, eu fui na maca já deitado, vendo as luzes passando.
os dois enfermeiros ali, uma enfermeira atrás e a Flavinha do meu lado com a mão dada aqui chorando para caceta. Chorando muito, eu chorando muito. E assim, tem uma hora que ela fala, tchau, amor, eu te amo, eu te amo. E vai. Você não sabe o que vai acontecer. Você não sabe.
Então, por isso que eu falo que para mim hoje o propósito da minha jornada, mais do que nunca, é viver de peito aberto. Baseado em propósito, em felicidade. Construir, construir. Mas está muito atento. E eu diminuí muito as coisas nos meus últimos dois anos. Eu diminuí um pouquinho mais. Dei uma enxugadinha aqui. Saí de uma operação ali, saí de outra operação lá. Operações de negócios. E depois dessa minha operação, eu fui diminuindo outras operações. Mas continuando a fazer o que eu amo. E hoje eu estou muito buscando isso.
Eu sempre fui o artista, depois ele se tornou artista empreendedor, aí ele virou empreendedor artista, e o empreendedor empreendedor, e agora eu estou voltando para o empreendedor artista e quero fazer o artista se tornar empreendedor e daqui a pouquinho eu quero voltar a ser o artista. Que legal. Quero. Que legal, Taviano.
Quero. Construí. Eu já construí. Eu já construí. Consegui construir. Estou feliz com o que eu construí. Quer fazer mais, mas agora eu quero muito mais. Esse papo de amanhã, por exemplo, é com uma pessoa que vai me ajudar a fazer essa transição. E com maturidade, com a Flávia ao meu lado. Dois anos depois da cirurgia, a gente começou essa transição.
Entendendo que a gente quer estar muito menos na cozinha dos negócios e quer estar muito mais na frente lá de novo. Na recepção, recebendo os convidados, apresentando o cadáver, vendo se está tudo certinho aqui, trazendo as marcas para a vitrine, e fazendo negócios, mas de um outro local. Em que a gente entende que é muito mais sobre a felicidade, o propósito pelo qual nós nascemos e por causa daquele garoto lá na porta da rádio.
Aquele garotão lá. Você olhou para 30 anos, eu estou olhando o tempo todo para aquele cara lá de trás. O que é esse cara?
O que está ali dentro? Que menino é esse que está aqui dentro ainda? Meu irmão. Você deveria trabalhar com comunicação, cara. Você leva jeito. Investe. Eu tenho umas fitas VHS. Vou te mostrar aqui. Mas assim, aqui tem um processo para a gente ver se a gente vai aceitar ou não. Tem que fazer imitação. Tá. Eu posso fazer fácil. Jó, jó, jó. Solta!
E fora a educação, meu viés também é comunicativo, comunicacional, transformacional, que virou também uma matriz, além da saúde, além do impacto que eu estou gerando nessas pessoas de coração aberto, de peito aberto mesmo, não importa quem, a educação comunicativa também, a comunicação por educação. A tal habilidade milionária, para mim, é uma habilidade também vital. E é vital há muitos anos, como eu falo. A gente ia para as pizzas, a gente ia para as lojas, a gente ia para as agências para se relacionar, para se comunicar.
Você está nesse momento agora de ir forte no lado educacional. No lado educacional. Sou sócio embaixador da Vox2U, que agora está se tornando Vox. Chamamos até o nosso amigo elogioeiro Eric Chibata para fazer o rebranding da marca. Agora vai se tornar Vox. Está no processo, está no faseamento agora. Vox, que é latim, né? Exatamente.
O V de voz, o O de oralidade e o X de multiplicação. Ah, isso eu não sabia. Fala e comunica e transforma. Eu sei que Vox é voz em latim. Exatamente. Ah, mas eu não sabia que isso... Esse rebranding foi junto com o Japa lá e foi muito legal. E é lindo ver também como a comunicação...
Que nem você falou lá atrás, né? Para você é fácil chegar aqui e fazer. Eu tenho essa clareza que eu tenho uma... Essa soft skill já presetada na minha alma. Essa habilidade já está pronta em mim, mas eu nunca deixei de treinar, nunca deixei de observar, de executar. Senão o Oscar Schmidt... Eu lembro que eu estava com um repórter do Fausto fazendo as mil cestas do Faustão em Osasco. Do Faustão do Oscar, quando ele fez as mil cestas. O Mão Santa. Eu entrevistando ele e falei assim...
E aquela história de você ficar fazendo... Era mil, não. Era um 10 mil. Desculpa, era um 11 mil. Desculpa, ele estava celebrando 10 mil, 11 mil cestas. Que era uma coisa... Era o maior cestinho da história. E eu lembro que eu estava lá ao vivo com o falso, celebrando isso. E a gente veio bater um papo depois. Eu falei, e aquela história de você fazer mil cestas todo dia depois do treino? Ele falou, porque minha mão é abençoada. Não significa que minha mão é santa que eu não tenho que abençoar lá todo dia.
Achei ótimo aquilo. Significa que minha mão é santa, não tem que abençoar o outro dia. Exatamente. Essa frase é maravilhosa e diz sobre isso. Então, eu que tenho essa predisposição...
essa nascente estava comigo desde cedo e até hoje eu fico me percebendo eu sou um chato quando erro uma concordância verbal quando eu estou lá fazendo meus trabalhos quando eu estou me comunicando, eu me percebo eu gravo, se eu estou a vivo eu deixo gravando e a educação hoje para mim virou um viés fundamental, ainda mais nesse momento em que tantas pessoas, especialmente dentro do seu ecossistema e tantas outras pessoas estão buscando outras habilidades técnicas e estão entendendo agora que há uma complementar fundamental que é a comunicação não é?
Então o teu papo agora na educação é ensinar as pessoas o que? Soft skill, comunicação? Oratória, com habilidade oratória. E eu tenho uma experiência gigantesca dentro do universo corporativo através dos eventos que eu faço. Do Brasil afora, de Disney, passando por PG, Unilevers, Bradesco. Fiquei mais de três anos apresentando seus principais eventos. E dá para perceber como as pessoas não estão se escutando.
Não estão falando bem diretores, gestores, líderes, mentores que acham que estão se comunicando bem. E eu acho que ali tem um gap muito importante para a gente aterrissar uma lógica real de alguém que tem a capacidade de fazer uma transformação valiosa para eles, para que essa comunicação, essa oratória seja liderada não só pelo crachá, essa hierarquia não seja apenas liderada pelo crachá, seja uma liderança por comunicação. Exato.
Eu acho muito legal. Empresas que estão perdendo dinheiro e mais dinheiro, volume gigantesco, a comunicação interna dessas empresas está ineficaz. Eles não percebem os gaps. Eu vejo isso. Vejo líderes subindo em cima do palco em que não comovem a sua plateia, que não motivam a sua plateia, enquanto tem outros líderes de níveis menores ou inferiores que fazem a turma babar por eles, inspirá-los, os caras querem que esse cara seja o CEO da companhia daqui a cinco anos.
E é onde eu estou querendo trazer cada vez mais. Não só para o cara que liga o celular, para a pessoa que está hoje montando o seu próprio negócio, vendendo o seu próprio produto, que quer ir na porta da rádio imitar, mas para esses caras que estão lá hoje e que podem aprimorar a liderança deles. Que podem comunicar melhor da porta para fora, da porta para dentro. E é onde eu estou vendo um gap incrível. E a Vox vem ao encontro disso. E eu também estou como reality show, The Past Speaker Brasil, junto com a PSA.
Um reality que dá mais de um milhão de reais em prêmios, que busca... É um reality da PSA, que é a maior curadoria de palestras do Brasil. Ano passado eu apresentei a The Best Speaker, um reality show incrível, emocionante, mais de 35 mil inscritos, pessoas que querem contar suas histórias, que querem ser ouvidas e que querem se transformar em palestrantes para sair impactando o Brasil pelo mundo afora.
E aí, o The Best Speaker é incrível. Você vai lá, tem inscrição, depois tem desafios, aprendizado, tem uma academia de um reality show mesmo que a gente está gravando, gravando ano passado e vai daqui a pouco tornar ainda maior. Ano passado eu apresentei, esse ano já estou como parceiro estratégico, já estou entrando mais profundamente no negócio. Tem o Luiz Justo também que está lá, junto com a Gabriela Prioli, o Karnal e outras figuras.
Ah, que legal. Estamos criando uma coisa bem parruda para fazer o The Best Speaker também, um ecossistema que tem The Best School, que vai ter The Best Weekend.
que vai ter um olhar ali para essas pessoas que querem contar a sua história. A partir de 1º de junho agora, anotem aí, quem quiser ser ouvido, posso fazer propaganda? Por favor. A partir de 1º de junho até o dia 31 de julho, inscrições abertas, thebestspeakerbrasil.com.br.
Você vai lá, se inscreve, não paga nada. Se inscreve, vai ter uma curadoria, vai ter uma peneira, vai ter um primeiro olhar. Assim como um Big Brother. Você vai passar por isso e vai mostrar sua história, porque histórias boas merecem ser ouvidas. A minha é de peito aberto, assim como a sua da sua vida e assim por diante de tantas outras que estão lá no canto do mundo e que não sabem como contar sua história. E a gente vai ajudá-las, as pessoas, a não só ganhar um prêmio, ganhar destaque, mas de repente fazer uma esteira a partir disso.
The Best Speaker Brasil. Oferecimento JJ Podcast. Cara, que legal isso aí. Então, o seu braço educacional, de maneira assim, do ponto de vista do produto. Quais são os produtos que você tem?
Hoje eu estou... O barra quer oferecer, barra vai oferecer. Hoje eu tenho um produto que é um método CEO, comunicador expert de oratória, que é focado exatamente em lideranças, founder-led grovers. Tá bom. Um método próprio meu, que eu construí a partir da minha concepção do que é comunicação. Comunicação é muito menos sobre protótipo e muito mais sobre potencialização do DNA comunicativo de cada um. Ok. Tendo técnicas. Boa, boa.
gerando percepções, reflexos, se olhando no espelho e trazendo uma série de olhares para que ele possa se desenvolver. Então, o CEO, esse comunicador expert oratório, já é um método que está pronto, um curso que está pronto para lançar, que eu estou querendo conversar com as pessoas. O outro é o Levante-se Brilhe, que leva o nome da minha antiga palestra, que é o mais topão de funil, que é para qualquer pessoa.
que fala de uma maneira muito simples sobre como a oratória, a oralidade está no nosso dia a dia e como você pode desenvolver. E eu tenho certeza, especialmente no CEO ali, nessa CEO nesse curso, que ele é complementar. Uma pessoa que passa por uma esteira completa de planilhas, de marketing, de vendas, de estratégia, de posicionamento, entra como cereja também desse bolo a comunicação oral. Porque não adianta você aprender tudo isso se você é um founder-led growth e precisa falar.
Aí não adianta nada. É você ir lá pra cozinha, aprender a cozinhar, mas não sabe vender seu prato.
Então, eu estou trazendo isso, provocando alguns amigos. Joel! Para, de repente, naquele mentoring... Desculpa! Sei lá, tem a rubricação para a tua... Como um negócio. É uma unidade! Negócio, outro é trazer o TBS para cá. Ah, do DBA vai aqui.
Ô louco, meu. E transformar vendedores, porque vocês são vendedores. Nós somos os garotos da porta do rádio. Nós somos os caras da fita VHS. É isso aí.
E é aquele cara que está achando que a estabilidade é tudo. Ela existe até o momento que você não botar o periscópio para fora. É isso aí. Não fique esperto, não. E a comunicação oratória é o periscópio para fora. Cara, para mim, comunicação é habilidade milionária. É isso. É isso. A habilidade milionária. Bota em neon. É. Pisca isso. E pratique.
E olhe-se no celular hoje, olhe-se, grave-se, perceba-se. Eu faço isso, cara. Eu sou chato comigo até hoje. Eu sou o Monsanto lá que está abençoando todo dia. Todo dia. Oh, desgraça. O pessoal me odeia. Não tem nada. Porque eu falo aqui, não sei o que lá. Seja espontâneo, Otto. Eu estou sendo espontâneo. Mas deixa eu fazer de novo com outra espontaneidade? Deixa eu ser espontâneo de novo. É. É isso aí. É isso aí. Vamos tomar um café?
Vamos. Ou um chá? Café, café está ótimo. Café? Hoje é café. Você sabe que hoje é...
Dia do café, né? Hoje é dia do café. Hoje é dia do café. E eu até fiz um post no meu feed que eu falo isso. Uma pesquisa que a Avon certa vez fez, é muito legal essa campanha. Eles botaram pais e filhos pra fazer uma gravação. E uma pergunta básica. Se você pudesse escolher uma pessoa no mundo, qualquer pessoa que você admire, qualquer pessoa que você deseja no mundo, a voz anônima pra quem você quisesse, pra tomar um café hoje. Não, não, não, não. Essa é a pergunta que eu vou te fazer.
Então vai, Avon, contratado Avon. A mesma. É mesmo? A mesma. Então vai. Daqui, ó. Vai. Aqui. É sério? É sério, velho. Você tá me zoando. Não, você tá no meu feed hoje, caceta. Não tá. Tô falando. Ó, tem um quadro aqui, oferecimento Cheirinho Bom. Oferecimento, o café é bom, do fundo do coração. Cheirinho Bom é a maior franquia de cafeterias de café do Brasil. Tá. Os donos são muito meus amigos.
Eles estão lá no grupo do relógio. Maravilhoso. Como eles te chamam mesmo? O Eduardo. O Edu. E o Wilton. O Wilton. Então são mais de mil lojas. É, Wilton, café é bom. É, ó.
Há três anos comigo, sou embaixador da marca, eles estão aqui, a gente está no JJ Podcast, a galera compra franquia, se você quiser saber como que você investe numa franquia cheira e boa, o link está na descrição. Aí, como eles patrocinam o JJ, eu falei, pô, cara, como é que eu vou falar de café? Eu vou criar um quadro dos caras. Maravilhoso. Eles vão experimentar o café, vão experimentar o chá, e aí o quadro é café com conselho. E aí, olha só, é agora que você vai poder sair, agora para tomar um cafezinho.
à tarde, pra pedir um conselho pra alguém. Eu quero saber quem é essa pessoa, que conselho é esse, e o que você acha que essa pessoa te diria. É parecido com a pergunta da Avon?
A pergunta da Avon é se você pudesse escolher qualquer pessoa, só que termina assim. Pra tomar um café. Pra tomar um café. Mas é uma pergunta... Só pra escolher a pessoa. Só pra escolher a pessoa. Pais e filhos. Os pais escolhem Madonna, Michael Jackson, U2, e os filhos escolhem os pais. E os filhos escolhem os pais. Eu vi isso aí. Nossa, isso é mal.
Que é o seguinte, você vai sair pra tomar um cafezinho em algum estabelecimento de cheirinho bom pra pedir um conselho pra alguém. Pode estar vivo, pode estar morto, pode ser que você nem conheça. Eu quero saber quem é essa pessoa, qual é o conselho que você acredita que ela te falaria. Enquanto você pensa aí, eu vou tomando meu café, cheirinho bom. Nossa!
Difícil. Não é simples essa pergunta. Tem tanta gente para a gente escolher. Nossa. E tantos caminhos que te levam. E tantas perguntas. Eu quero fazer tantas perguntas para tantas pessoas. Mas eu vou voltar lá para Cuiabá. Tá bom. Para o meu avô que eu não conheci. O Gaúcho. Eu tenho sangue Gaúcho. O meu avô José Otávio. É Otávio José da Costa.
e... Pai da sua mãe ou parte do seu pai? Pai do seu pai. Minha mãe, a família vem de origem libanesa, meu avô era um empresário. Meu avô daquele, quando não tinha network, sabe o que ele fazia? Ele levava, ele representava GMC, ele vendia concessionária. Meu avô era empreendedor, não vou dizer cereal para a época, mas... Ele levava os carros para a praça central. Era o feed dele. A praça era o feed, eu brinco com isso. Ele botava o carro no feed para a turma ver.
E era isso. Talvez os meus dois avôs, para bater um papo com os dois, cada um com seu viés, meu avô foi muito empreendedor, o gaúcho, porque ele saiu do sul do país para ir para Mato Grosso na época que não se falava de agronegócio na pujança que é hoje. E meu avô desistiu do agro numa época que não havia ciência nem tecnologia para fazer aquele cerrado acontecer. E meu avô, por um outro lado, foi para a cidade e investiu. E deu certo. E algumas coisas não também.
Mas acho que eu perguntaria especialmente para o meu avô, que eu não conheci, batendo café com meus avôs. Ô, avô, o que é que não fez, o que é que fez você desistir do agro e o que é que fez você continuar acreditando em morar em Mato Grosso? Por quê? É a mesma relação com o Mato Grosso, é a mesma relação com o São Paulo em 94 para mim.
eu investi num negócio, ele investiu, ele comprou uma fazenda na época gigantesca, uma fazenda que eu lembro que os números dessa fazenda eram 56 mil hectares, uma coisa assim gigantesca, ele desistiu dessa fazenda, e essa fazenda existe até hoje em Diamantino lá, e foi comprado por uma família de agropecuaristas gigantescos, e hoje o negócio vale não sei quantos milhões de dólares, 40 anos depois, 50 anos depois. Então eu gostaria de perguntar para ele, vou?
Por que o senhor desistiu do Água, mas não desistiu de Mato Grosso? Porque eu desisti do audiovisual, mas não desisti de São Paulo. Não sei se eu estou criando uma lógica para você entender onde eu estou. O seu plantio não deu certo. O meu plantio também não deu certo. Eu voltei para Cuiabá, mas não desisti de São Paulo. E o senhor não teve para onde voltar. Mas o que fez o senhor continuar acreditando em Mato Grosso? Porque o senhor ficou muito desanimado. Deve ter sido muito difícil para o senhor. O que você acha que ele te falaria?
Acho que sempre vai ter alguém te observando, filho. Muito bom, cara. Eu acho que você acredita muito nisso, cara. Eu acredito muito nisso, cara. Também. Sempre tem alguém te observando. Eu acredito muito nisso. Também acho.
Indo para a parte final. Bate bola. Papum. Vai. O que você adora nas pessoas? Papum. Honestidade. Gosto ou não gosto? Me liga ou não liga? Responde ou não responde? Fazemos ou não fazemos? Prefiro isso. O que você odeia?
nas pessoas. Eu não gosto, você fala em suporte, você fala, putz, nada a ver. Ah, eu tenho um radar muito fácil pra energia. Quando eu sinto, quando eu sinto... Cara, tua energia é no limite. Você é o homem da energia. Eu chego pra transformar o ambiente, mas eu também consigo me adaptar. Eu não sou aquele maluco que chega num velório e fala ele é futo, levanta aí, porra. Não é isso, eu chego lá também. Isso eu aprendi. Isso faz parte da modulação da energia, modulação da voz, modulação comunicativa.
Mas eu sinto quando alguém já está te pré-julgando, mesmo antes de te conhecer. E aí eu consigo já passar uma interrogação em cima dessa pessoa, e eu percebo facilmente, e eu não gosto quando ela fica naquele local em que você não te conhece, mas te julga. Entendi. Quando você pensa na palavra empatia, qual é a primeira pessoa que vem na sua cabeça? Fausto. Quando você pensa na palavra...
trabalho, quem é a primeira pessoa que vem na sua cabeça? A primeira pessoa é Flávia. Quando você pensa na palavra sucesso, quem é a primeira pessoa que vem na sua mente? Joel Jota. Oh! Por isso que a gente vai fechar o negócio muito longo. Mentira. Você é um cara que, pra mim, é um cara que você vem do mesmo ambiente que eu vim do esporte. A gente nadou cada um do seu jeito.
Cada um virou sua chave, aprendeu, tomou porrada, etc. E é muito interessante ver o que você representa hoje para tanta gente. E eu só jamais diria outra coisa para você, a não ser, não esqueça da felicidade, só isso.
Só não esqueça dela, porque se não, nada disso faz sentido, cara. E eu estou falando aqui de peito aberto. Tudo isso perdi o sentido para mim. E o tal sucesso para mim que estava atrelado a algumas coisas simbólicas, que estão aqui, que estão aqui, que estão aqui. E às vezes não é doença, às vezes não é um coração que para. Às vezes é uma curva mal feita na relação. Você sem Lala hoje, eu sem a Flávia hoje, seríamos muito felizes. Mentira. Mas seria... ...
É muito rápido. A gente teria um desafio muito maior.
Seria destruir um sonho feito a quatro mãos, um crédito a quatro mãos. Eu seria menor. Nós seremos menores absolutamente. Eu seria menor. Flávia, você não sabe o que foi a Flávia para mim na cirurgia. Você não sabe o que foi a Flávia em momentos tristes da minha vida. É onde nossas leoas lambem as nossas feridas, onde os leões lambem suas... Onde nós estamos juntos curando as dores, os rasgos, as brigas ali naquela savana da...
de vaidades. E às vezes as feridas não são nem físicas, são morais. Eu já fui muito destratado por pessoas que nunca me conheciam, mas se julgaram, criaram, vilanizaram, criaram heróis e assim por diante. Aquelas histórias que cada um conta do seu jeito. E a gente sabe onde machuca. E aí você fala assim, aí você divide com a esposa, ela fala assim, vem cá, pô, vem cá.
Pronto, é o suficiente. É o suficiente, vambora. A Flávia ficou muito feliz eu estar vindo para cá. Vai lá, amor. É, né? Porque ela sabe de hoje, do meu encontro com você, porque eu sempre falei muito bem de você. E o outro dia ficou uma coisa louca. Eu falei, eu sonhei com você hoje, você me ligou, você mandou uma mensagem. Foi, foi, foi. Eu sonhei com o Joel hoje, de uma forma tão divertida, a gente estava brincando, não sei se era fazendo um som, uma coisa totalmente fora do comum. Não era o óbvio, não era sentado lá ao seu lado, fazendo um negócio, não.
Aí eu falei, de repente você me mandou uma mensagem de manhã pra falar do grupo do relógio ou outra coisa qualquer. Falei, caraca, mano, mandei uma mensagem até grande, por isso que eu tava emocionado. Eu sou um emocionado pela vida. Você já viu, porra. Então, aí eu falei pra Flavinha, ela falou, tô indo lá ver o Joel, um beijo, amor, um beijo, vai lá com tudo, etc. Mas sabe assim, vai! É que esse vai, que é simples, carrega uma profundidade tão grande, né? Um simples vai. Quando eu casei,
Eu tô casado há 12 anos. Eu conheço a Lalas desde 2004. Então nós somos atletas do mesmo time de natação, só que a gente casou em 2014. Então eu casei com uma pessoa que eu conheço. Eu conheço a mãe, o pai. Eu fui professor da minha cunhada, que é a irmã mais velha, Fabi, na faculdade. Não foi uma desconhecida, pelo contrário. Foi uma pessoa que eu conhecia mesmo. Eu vi pequenininha, assim, novinha, 16 anos. No clube eu tinha 22, 23 anos.
E a gente se reencontra, a gente se envolve, a gente gosta um do outro e casamos. Só que ela morava em Goiânia. Eu morava em Santos. E eu falei pra ela...
Tava no comecinho, sabe? Não tava fácil ainda. Tava lá o gaúcho no meio do cerrado. Tava lá. Um sol rasgado, né? Nada dava. Nada abortava, né? E com a minha confiança alta, minha disciplina, minha energia alta, eu falei, tá bom, vamos fazer o seguinte? Vamos casar? Vamos casar. Pode sair de Goiânia e vem pra cá. A gente vai dar certo, a gente vai dar bom.
Ela é engenheira, já trabalhava numa empresa que fazia casas e que tinha uma tecnologia de energia solar, casas populares em Goiânia, sei lá, mil casas. Uma expansão gigantesca. Gigantesca, crescendo, passou em primeiro na faculdade. Passou primeiro na escola. CDF, Crânio, fez duas faculdades de engenharia. E eu lá em Santos. Vem, pode vir.
a gente vai dar conta, vai dar bom, e eu vou usar aqui o meu networking e vou conseguir pra você uma oportunidade numa empresa de engenharia. E tá bom, eu era técnico de natação, cara. Eu lembro. E aí...
A mulher não me chega de malicuia, duas malas, assim, ó. E eu tava no clube, era técnico, o clube é o Corinthians. Ela chegou, cheguei. E eu olhei, não é que ela veio mesmo. Ela veio, cara. E ali eu senti o peso. É lógico. Eu senti um peso. Eu falei, cara, eu falei pro pai dela, meu sogro, Jorjão. Eu falei, eu vou casar com a sua filha, não vai faltar nada. Goiano Bravo? Goiano, não. E ele me fez um caboclo.
Ô cabra bom, ô cabra bom. Ô cabra bom. Que é um pai pra mim. Maravilhoso. É a minha sogra maravilhosa. E aí ela chega assim. Aí eu só falei assim, ó. Amor, vamos lá. Vai dar tudo certo. Eu vou dedicar. Vai dar tudo certo. E eu já falei aqui com um amigo meu. Você vai fazer aqui um teste pra entrar numa empresa. Já falei aqui com outra. Ela falou, Joel.
Deixa eu te falar uma coisa. Vai dar tudo certo. E se não der certo, eu adoro fazer bolo. Eu vendo bolo. Ah, que sensacional. Cara, ela falou, eu vendo bolo até dar certo. O Taviano. Eu fiquei com 400 metros de altura. Ah, lógico. É isso. Nem que eu tenha que vender bolo, cara.
Pra dar certo, a gente vai fazer dar certo. Pô, cara, eu vi isso aí em 2014, numa borda de uma piscina. Eu falei... Ao contrário de você, eu fui fazer um evento da Ipiranga, Clube do Milhão, que eu faço muitos anos ainda. Cada hora ele tá num canto do mundo com seus melhores representantes, proprietários de postos de gasolina, que atingem o tal milhão de litros, proporcionais, etc e tal. Em 2006, eu tô indo pra lá, depois de ter tomado um pé na bunda.
de uma ex triste, eu tava arrasado, porque eu tava com 33 anos 34 anos mais ou menos, 35 anos ela tinha 10 anos a menos ela tava começando a vida e eu tava realizado já tava com meu apartamento, vida feita, eu queria casar ter filhos e vambora tava positivo, tinha acabado de ser contratado pela Record, tava feliz da vida molecão, pô, já tava voando baixo de repente ela tira o meu chão, meu alçapão da vida pum
Tudo perdeu sentido pra mim. Eu tava triste. Quero me matar. Tem um evento do Clube do Milhão. Eu não quero ir. Vai. Minha mãe falou. Vai. Não sei o que ela... Eu vou. Tá bom. Eu vou levar minha irmã. Não, não leva sua irmã, não. Vai você sozinho. Não leva nem empresário. Vai você sozinho. Minha mãe foi meio mãe de nada nessa hora. Pode contar. Aí quem é a pessoa que me fez a matar? O da Flávia Alessandra. Eu falei, putz, deve ser um saco. Aquelas artistas metidas. Sei lá. Eu tinha esse protótipo na cabeça. Cara.
Nós tínhamos nove dias a bordo desse navio. Flávia tinha acabado de fazer Cristina de Alma Gêmea, o primeiro trabalho que ela foi, reconhecida de maneira gigantesca. A audiência de novela das oito e novela das seis. Eu e Flavinha chegamos, oi, prazer, prazer, etc. Nunca tinha trabalhado com ela. O navio chamava Costa Fortuna. Sorte.
E nós fomos para esse navio da vida. Nove dias em que a gente não podia ser visto. Porque a gente só apresentava vento no último dia. Era um Big Brother da vida real. A gente trancado no navio chamado Costa Fortuna. A gente não podia ser visto pelos mil e tantos brasileiros. Eu tinha que sair antes ou depois da excursão. Para não chocar e não ser visto. Flávia estava loira por causa da Cristina. Ela botava peruca preta. E a gente ia para a vida.
Curtia. Foi uma lua de mel às avessas. Porque foi uma coisa assim de... Flávia completa a minha piada.
A Flávia tem esse senso de humor. É uma companheira que completa a piada. Não controla o louco, ela solta o louco. Então,
imagina nós dois a bordo daqui. Só que quando foi a surpresa, a Flávia estava com o empresário, a gente estava quarto a quarto do lado, quartinho do lado, quartinho do lado. No segundo dia, a gente estava descendo em Túnez, na Tunísia, porque descia e a gente podia escolher. Nós tínhamos um carro à disposição, descia antes do pessoal e subia depois do pessoal. Aí a gente fazia o nosso... E fazia tudo invertido. Aí só sei que no primeiro dia que a gente estava descendo em Túnez, a Flávia volta com um saquinho branco.
Um saquinho branco que está carregando a gente, já meio brincando. Por que está carregando assim? Dois vinhos, queijinho e salame para a gente aproveitar.
Falei, mulher da minha vida, cara. A mulher estava se portando com vinho, achei que ela fosse voltar com roupa, voltar com não sei o que lá. Voltou com salaminho, queijo e dois vinhos para a gente beber a bordo. E a gente ficava no outro ponto do navio. Aí começou. Emoção, choro, nossas famílias se parecem, quanta coisa. Só sei que a gente acabou namorando, fizemos o evento, voltamos para casa, ela com o mundo dela, eu com o meu mundo, eu louco por ela, ela louca por mim.
E agora o que faz aqui, o que faz aqui... Cara, em cinco meses a gente se casou. E assim estávamos. E 20 anos depois, a mulher que completa a minha piada e que lambe minhas feridas e que fala, vai, está aqui comigo até hoje.
E se esse alçapão abrir com ela, vai ser muito triste para mim, desafiador. É todo santo dia a gente fazendo administração, através da comunicação especialmente. Exato, através da comunicação. Teve dois negócios que quase separaram a gente, que a gente teve habilidade. Uma casa, que hoje é onde o Michel Teló mora, que eu construí do zero, que a casa virou um monstro, e obra, você sabe, se você começa do zero como a gente começou, ela mata você, em todos os aspectos, mas especialmente na relação.
E aí a outra foi quando a gente, na pandemia, resolveu investir no bem-estar e que causou nos mal-estar. Perdemos 4 milhões de reais no investimento ligado a uma época que a gente descobriu que o modelo de negócio pós-pandemia, com aquele boom do autocuidado, da saúde, etc. Acabou nos gerando uma... E foi um puta de um projeto bem feito, investimos muito.
Muito legal, só que a gente não tinha o peito no balcão do negócio, porque a gente tinha várias outras coisas. Sim, sim. E era uma coisa que tinha que ser tipo o Lapatim, tinha que ser o Chico Salgado, tinha que ser a Gabriela Pulesse, tinha que ser a Gabriela Bahia, você tinha que respirar isso, tinha que ser o Cariani, você tinha que viver daquilo para justificar. E teve um momento que o custo operacional com os investimentos em dois anos começaram a não dar retorno para a gente e começou a chamar, falar para fazer novela, marca uma campanha aqui e vai para projeto ali, vai para outro negócio lá.
E a gente quase se separou também. Quase teve um momento ali, mas... Comunicação. A gente entendeu. Tem uma hora que... Relaxa que eu vou fazer o bolo, que eu vou ficar grandão por 400 metros. E é assim que a gente é. Cinco meses acharam que a gente era louco. Meu irmão, você gostou do papo? Adorei. Eu também.
A gente tem uma parte aqui no finalzinho que é o seguinte, minha última pergunta é para você. Vai. E junto com essa última pergunta, o que você escrever, você vai escrever na parte de trás dessa foto aí. E essa foto a gente vai sortear para algum seguidor do JJ Podcast. Tá. Beleza? Tá. Então tá, gente. Aqui tem a foto que são trechos do nosso bate-papo de hoje. Olha só que coisa legal. Risada, diversão, entendi.
E a pergunta é o seguinte, você pode mandar uma mensagem para 8 bilhões de pessoas. Essa mensagem vai chegar, ela é direta e reta, ela é curta e grossa. O algoritmo da vida vai entregar para todo mundo, em todos os países, em todos os idiomas, todas as pessoas vão ler. Que mensagem é essa? Gente, posso falar, aqui está pior que o Enem. Mas o Enem é que o garoto não estudou para ir para o Enem.
Que desespero. Só fica o trivície. Meu Deus, eu posso matar oito milhões de pessoas com uma frase errada, né? É verdade. Exato. Mas passa assim. E vai durar um minuto, tá vendo? Porque no outro minuto, Deus falou que é outra pessoa que tem que falar, depois outra pessoa que tem que falar. Então vai ser mais fácil. Acabou. Coraçãozinho.
Posso falar? Por favor, sejam felizes e cuidem do seu coração.
Não importa para onde eles fai. Para a profissão, para a relação, para qualquer emoção, mas acima de tudo a sua saúde. Porque aqui, esses caras são felizes e cuidam do seu coração. É isso aí, meu irmão. Obrigado, tá? Pelo seu tempo. Obrigado a você. Amei o papo, amei a conversa, amei os aprendizados. Eu também. Tu tá louco. Eu sempre muito bom. Eu também.
Senhoras e senhores, esse foi o JJ Podcast edição aqui com Otaviano Costa rede social, rede social arroba Otaviano em todas as redes e tem em breve lançamento Spotify inspirado por senhor, meu querido pode estar vindo aí uma conversa nada artificial com uma certa inteligência
você vai ver a ideia, é uma usina de ideia é uma usina de ideia então segue o Taviano, segue a gente nas redes sociais, manda mensagem pra ele compartilha, faz ele sentir essa emoção sentir o carinho, sentir todo esse engajamento na transformação da tua vida porque transformou a minha também foi
incrível, maravilhoso, é sempre um prazer conversar com ele, se você não segue a gente também, segue a gente também em todas as plataformas, todas as redes sociais, obrigado pela sua audiência JJ Podcast há quatro anos consecutivos o podcast é o negócio mais ouvido do Brasil e tudo isso a gente deve a você, tá bom? Um forte abraço, a gente se vê no próximo JJ Podcast, valeu tchau Quero vê-la sorrir Quero vê-la cantar
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