Degustação sem complicação: degustando o vinho em 4 passos
Dê o play e aprenda a prestar atenção nos sinais que o vinho dá e entenda por que a sua opinião pessoal é a nota mais importante de qualquer avaliação.
Thamiris Schneider
Diego Ávila
- Preparação para DegustaçãoQuantidade de vinho na taça · Ambiente de degustação · Temperatura do vinho
- Análise Olfativa do VinhoMemória olfativa · Aromas primários, secundários e terciários · Construção individual de aromas · Perda olfativa pós-Covid
- Características da Munich WineInterpretação da cor · Brilho do vinho · Perlage em espumantes · Lágrimas do vinho · Vinhos envelhecidos · Vinhos jovens · Vinho do Porto
E aí, pessoal, está começando mais um Wine Versus, seu podcast no mundo do vinho. Meu nome é Tamiri Schneider, sou sommelier no Grupo Wine e sou na companhia do Diego Ávila, o sommelier da Bodegas Grupo Wine. Seja bem-vindo, Diego. Muito obrigado, sempre um prazer estar aqui.
E eu estou amando a sua presença. E que vocês se acostumem com a voz do Diego, que eu espero que ele esteja aqui muitas e muitas mais vezes também. Diego, será que precisa ser um profissional para degustar vinho? Olha, as pessoas acham que sim, né? Mas não, não precisa. Hoje a gente vai aprender a como perceber o vinho tal qual um profissional, vamos dizer assim. A gente pode fazer para vocês uma trilha de degustações sem complicações.
Mas tem quatro passos que são bem bacanas nessa degustação sem complicação, porque eu falo isso em outros episódios, eu vou falar novamente, sem querer ser repetitiva, mas só para explicar mesmo, que a gente pode beber. Beber a gente bebe, bebe uma cervejinha, bebe vinho, drinks e tudo mais.
Degustar, a gente pede um pouco mais de tempo e atenção da sua parte, porque é perceber, degustar é perceber. E aí, nessa percepção, a gente vai te orientar como qualquer pessoa pode aprender a degustar um vinho, um passo a passo, de forma descomplicada, e que vai fazer você apreciar muito mais a sua bebida favorita. Se o vinho não é a sua bebida favorita, a gente vai se empenhar para ser.
E até também comprar um vinho que seja mais adequado ao seu paladar. Porque quando o pessoal está na loja de vinhos ou buscando de um vinho, até em aplicativos, nos aplicativos mostra as etapas que a gente utiliza, né? Então, se você entende como se degusta um vinho tal como um profissional, você vai também entender como comprar um vinho que se adequa ao seu paladar. Tudo ajuda, gente. Tudo é no sentido de ajudar, melhorar a sua experiência também.
Primeiro, nem tá aqui, mas antes da gente entrar nas quatro etapas, eu preciso comunicar uma orientação. Quando você pega uma taça, seja ela uma taça bordô, que a gente fala que aquela é em torno de 500, 600 ml, é maior, mais bojuda. Seja uma taça ISO, aquela menorzinha de 200 a 220 ml. Não enche essa taça até a boca.
Essa é uma coisa, uma orientação. Por quê? Primeiro que você não vai conseguir avaliar a cor, você não vai conseguir abrir aroma. Esse vinho vai esquentar muito rapidamente na sua taça também. Então, tenta servir, assim, em torno de dois dedinhos na taça. Dois dedinhos é crucial. Porque a gente geralmente fala entre 100, 120, 150 ml. 150 eu acho até muito para degustar. 150 ml é a dose que chama. É a dose, mas bota dois dedos, menos.
Ah, mas é pouquinho. Não, a gente está degustando. Mas não tem pressa. Sem pressa. Degustou, depois você entorna o caneco. Mas vai lá. Bota dois dedinhos na taça, mais ou menos. Outra coisa interessante. Você não vai conseguir ver cor numa mesa preta, numa superfície escura. Então, tenta estar numa superfície clara.
Não tenho. Minha mesa é escura. Pega uma folha xamex. Um guardanapo. Ótimo. Vamos facilitar um xamex, um guardanapo, fundo branco. Outra coisa, você não vai conseguir avaliar a cor no ambiente escuro. Então, que tenha uma boa iluminação. Preferencialmente a luz fria. Luz quente, amarelada. Ela interfere. Ela interfere. Ah, meu Deus, você está dificultando demais a minha degustação. Não.
Calma. Degustar requer tempo e atenção. Então, talvez, de fato, para quem quer só beber, está tudo bem. Eu também tenho esses meus momentos. Mas vamos aprender a degustar para você avaliar esse vinho da forma mais adequada.
ter uma experiência de degustação descomplicada. Beleza. Só trazer o melhor ambiente para se degustar. Não é obrigatório ter tudo isso, mas para se degustar... Diego, eu já fiz análise visual sentada no sofá com uma folha com um guardanapo grande.
Dá pra fazer definitivamente, de qualquer lugar. Só a gente dar uma adequadia no ambiente pras coisas não interferirem. Um fundo muito escuro, uma superfície escura, preta, marrom e tudo mais, vai interferir. Uma luz amarelada vai interferir. Então, ambientes com uma boa iluminação, preferencialmente luz fria, e um papel branco pra você conseguir colocar atrás. E dois dedinhos na taça. Além da percepção de aroma, e você conseguir identificar melhor a cor,
O vinho não vai ficar quente. Geralmente, quem enche demais a taça, o vinho esquenta muito rápido. Porque você não consegue fazer... Você pode até fazer, mas não é comum virar uma taça de 500ml numa golada. Uma taça de vinho.
Nem é recomendado, exatamente. Então, se você enche demais a sua taça, você começa tomando numa temperatura legalzinha, no final o vinho está quente. Então, servir o vinho em poucas doses também te ajuda a servir na temperatura adequada para consumo. Então, tem a ver também com a temperatura. Ah, onde fica a minha garrafa enquanto isso?
Fica no balde de gelo, fica na geladeira, enfim, fica na adega. Mas, pelo menos, fica protegida de ganhar calor, né? Então, vamos só... Essa também é uma indicação que, para mim, é a que mais me convence. Porque tomar vinho na temperatura errada é muito desagradável.
Então, para começar, colocando aqui a taça em evidência, orientando a quantidade de vinho na taça e orientando o ambiente mais claro para avaliar o vinho, qual é a primeira etapa? É que a primeira a gente tem no mercado, numa loja, que a gente vai. É o visual. Ótimo. A gente vai numa loja, vai num restaurante, a gente olha para o vinho. É a primeira percepção que a gente tem do vinho. Não só do líquido em si, mas até do rótulo.
E isso não é diferente quando a gente coloca o vinho na taça. Então, a gente tem que olhar a cor e tentar interpretar através da cor, fazer suposições. Acredito que esse vinho possa ser um pouco mais encorpado. Ou acredito que esse vinho passou por tais e tais tipos de vinificação. Então, a cor nos diz muitas coisas. O visual nos diz muitas coisas.
O visual, o vinho na taça, o vinho está aqui na taça. Eu vou falar, é um rubi, um rubi médio, um rubi claro, um granada, um amarelo claro, um rosinho, um casca de cebola, um rosezinho mais clarinho, enfim. Olha, a intensidade é média, é baixa, brilho, nossa, tem um brilho lindo, né? Ele pode ser um granada, um acastanhado, como vinhos muito envelhecidos.
Mas ele é brilhoso, porque o vinho que está sem brilho é um vinho que pode indicar um declínio, né? Pode estar perdendo. No caso dos espumantes, nossa, a gente consegue ver aqui borbulhas finas e persistentes, perlage fina, perlage mais grossa. Tudo isso a gente vê no visual. E a gente já observou o vinho, se você quiser, aí na sua descomplicada nota. Eu geralmente anotava no bloquinho de notas do meu celular, para eu não esquecer.
Eu tenho aquele caderninho, sabe? Eu comprei um caderninho que tem tudo já prontinho, assim. Então, ajuda muito.
E isso é muito prático, porque às vezes é muito comum a gente começar a perceber o próximo processo de um possível vinho envelhecido. Quando você pega ele, que a aura dele já começa a estar mais clarinha do que o centro da taça, e aí já vem uma coisa meio granada ou tijolado na pontinha e o centro mais rubi, então ele já pode...
Pode ser uma questão natural de uma uva? Ok. Mas, geralmente, ele já está indicando um vinho que tem um processo de envelhecimento em garrafa. Aí você vai ser revelado no final, é um vinho com envelhecimento. A título de curiosidade, vinhos muito arrocheados, púrpura, por exemplo.
porque geralmente a galera fala nossa, esse é forte, porque ele é muito tintoreiro, muito pintado, são vinhos mais jovenzinhos e mais frutadinhos. Vinhos mais envelhecidos têm uma tendência de caminhar em tons mais granadas, atijolados, atijolados, exatamente. Eles já tendem a dar uma clareada, os tintos envelhecidos, assim, tendem a dar uma clareada, enquanto brancos envelhecidos tendem...
tendem a dar uma escurecida. Um pouco mais dourada, assim. Ou seja, até isso, eles vão se encontrando no laranja em algum momento, do títupo branco, assim, eles vão aqui em um lugar no meio pra se encontrar. Até isso, a parte do visual...
pode te ajudar na leitura do vinho, né? De você entender quando o vinho é muito roxinho na taça, um vinho tinto muito roxinho, como um dos Malbecs mais de entrada também, eles são vinhos mais jovens, tendem a ser mais frutados, até mesmo menos encorpado em algumas situações, porque pode ser de não ser vinho amadurecido, enfim. Tem passado somente por tanto de ácido inox, serem mais frescos, altitudes. Vocês estão... Obrigado.
Tudo pode acontecer. Ou esses vinhos mais, que a gente chama de atijolados, que algumas pessoas podem até se assustar com a cor e achar que é uma cor de uma oxidação ruim, né? O que não é o caso. Como eu falei, existem uvas que naturalmente são assim, atijoladas, como a Nebiolo, mas geralmente eles indicam vinhos com mais envelhecimento, né?
Um exemplo ótimo de cor para isso, em questão de visual, são os vinhos do Porto, Rubi e o Taune. O Rubi, então, ele costuma ser um vinho que, claro, ele tem aí todo o seu processo, mas é um vinho jovem, né? Tá mais vermelhinho. Um vinho mais rubi, literalmente. E o Taune, que passou por processos oxidativos no seu processo de vinificação, ele já tem essa cor mais telha, né? Então, é um ótimo exemplo aí para a gente utilizar.
Ou seja, a cor já indica muita coisa. E aí, se você pega um vinho que está sem brilho nenhum, que ele está dividindo ali o líquido com o resto do corpo, pode ser um indicativo de declínio, que o vinho já não está adequado para o consumo. Eu já peguei um vinho tinto que estava marrom. Então, não. Já tinha ido embora há muito tempo.
Nem para usar para o risoto. Não, não, não. Ali ele já tinha sofrido bastante. Então, acho que tudo isso vale a percepção. E ele já é um grande indicativo. O visual já tem muita coisa para dizer. E não como julgamento de qualidade inferior ou superior. Quando você gira o vinho na taça, ele tem uma tendência de abrir aromas e tudo mais. Mas também de fazer umas lágrimas.
A gente não julga o vinho por essa lágrima, tá? Não é isso. Mas você pode ter uma dica do que o vinho tem pra te dizer. Porque quanto mais densa e devagar escorre a lágrima, maior a probabilidade desse vinho ser mais encorpado. Quanto menos lágrimas e mais rápidas elas escorrem, provavelmente mais leve e menos alcoólico esse vinho é.
E é muito importante você falar isso, que aqui, nessa conversa, a gente está falando sobre indicativo, sugestão, porque, claro, o visual nos ajuda a entender, não significa que aquele vinho vá ser. Não, a gente não está fazendo o julgamento final. Por isso que eu tenho muito cuidado de usar TENDE.
É uma tendência. A gente não pode julgar pelo visual. Vinho, eu falo direto. Só se sabe bebendo. Ah, meu Deus, esse vinho está guardado há muito tempo. Se não tiver nada errado de fato no visual, igual um vinho marrom, que era para ser mais rubi escuro, igual eu falei, sem brilho, ok.
Agora, no geral, vinho só se sabe na boca. É. Como é que tá na boca. Mas vamos lá. Passou o visual, que tem tantas coisas que comunicam a gente, a gente vai pra qual etapa agora, Di? A gente vai pra uma etapa muito importante que poucas pessoas utilizam, né? Não no sentido técnico, mas no dia a dia, que é a etapa olfativa. O ato de a gente sentir o vinho no nariz, né?
Então, aqui a gente vai ter, através da etapa alfotativa, a gente consegue perceber se aquele vinho é mais jovem, se ele também passou por um processo de vinificação. O amadurecimento em barriga, possíveis envelhecimentos, porque o vinho, quando envelhece em garrafa, aquele frutadinho inicial lá dele jovenzinho, ele vai se transformando numa fruta mais seca.
Num toque mais de couro, alguns vinhos tintos, né? Mais clássicos. Toque de folha seca. Num sentido técnico, a gente tem até os aromas primários, os secundários e os terciários, né? A gente tem um episódio falando só disso.
perfeito, eu tenho que voltar e escutar pra gente entender essa conversa de hoje mas os aromas primários são aqueles que a gente, são da própria uva os secundários são do processo de vinificação e os terciários, basicamente de uma forma bem esdrúxula aqui falando são dos processos de envelhecimento, né? em garrafa, então tudo isso pode nos dizer sobre aquele vinho também, nos dizer, nos indicar sobre aquele vinho
Exatamente. Ah, mas eu não sinto nada. Aí eu falo, olha só, tem duas possibilidades. Uma possibilidade é o treino mesmo, memórias olfativas. E a outra, existem pessoas que têm alguma patologia que não conseguem identificar a aroma. Um caso muito comum são algumas consequências do processo da pandemia da Covid-19, que causou essa...
Essa questão... Perda olfativa. Perda olfativa e tudo mais. Então, eu entendo. Mas esses casos de questões mais patológicas e tudo mais...
menor dos nossos casos. O que a gente... Eu gostei de como você iniciou essa parte porque a gente não presta atenção. Então, quando você falou que a gente não usa tanto, a gente foi perdendo a capacidade de sermos farejadores, né? Era intestivo antes pra gente utilizar o olfato pra caçar.
É, o instinto, parece que a gente foi se afastando. À medida que as coisas foram ficando prontas, empacotadas, a gente foi se afastando desse sentido do nosso corpo. Mas a gente tem a capacidade. E como é que o olfato é por memória. Então, memória olfativa, o que significa? Às vezes você fala assim, nossa, eu tenho uma coisa de criança que é o cheiro de terra molhada, da chuva. É sentir que a chuva está chegando antes do pingo cair, porque em algum lugar aquela chuva já foi e esse cheiro levantou.
A percepção de... Eu estou falando da minha memória. Em casa sempre tem filtro de barro, de saber diferenciar a água do filtro de barro da água do filtro comum. A memória olfativa é algo construído. Você vai fazer uma compra no mercado, presta atenção nas folhas que você... Aí que está também o problema da modernidade. Às vezes você vai ao mercado e não compra coisa fresca, compra as coisas já empacotadas. Aí você não tem...
dificulta você desenvolver os aromas. Mas presta atenção em tudo. Do cheiro da gasolina lá no posto de gasolina. Presta atenção no buquê de flores que passou perto de você. No perfume que alguém está utilizando, sabe? Vai buscando essas referências, essa...
Roda aromática? Roda aromática, sim. Na área vegetal, na área de frutas, minerais. Tudo tem um aroma para perceber. Você sente o cheiro, mesmo de uma forma artificial. Teve uma vez que uma pessoa ficou muito envergonhada, que no final falou, eu senti o cheiro da balinha fine. Mas o que ela quis dizer? É porque a memória olfativa de morango dela não era o morango.
Eu ia falar sobre isso. É muito importante você falar, porque a gente constrói os aromas que a gente sente. Não falando num sentido técnico, porque numa avaliação técnica a gente tem que sentir certos aromas ou perceber. Mas os sentidos são construídos de forma muito individual. Então, talvez o aroma de morango que eu sinto não seja mesmo o que você sentiu. Então, quando as pessoas estão degustando vinho, claro, sozinha, em casa, não numa avaliação técnica, não se prenda a tem que sentir o aroma disso. Não.
Não necessariamente. Não, tenta buscar a sua referência. Nesse dia a pessoa ficou envergonhada. Eu falei, não fique. É a sua referência. E você captou o aroma do vinho. Teve uma vez que a menina falou de uma bala, sete belo.
Eu falei, ok, é dali que você tem sua referência. Meio cereja, assim. É isso. Não, beleza, bacana. Já me falaram de bala de coco queimado. Já me falaram da bala fine, da sete belo, da bala de iogurte. Já me falaram de armário da vó da pessoa. Não era num sentido negativo, mas armário de vó.
Mas busca isso, porque eu vou entender. Então, falou da bala de iogurte de morango, eu sei que ela está falando de uma malolática, porque é um morango leitoso. É um iogurte. É um iogurte de morango. Mas era referência da pessoa. E não estava errado. A bala fine também não estava.
Porque está dentro do espectro. Porque está dentro do que essa pessoa teve a oportunidade da vida, de conhecer e de ter tido marcado. Por isso que a gente fala de memória olfativa. A minha sugestão é estimule a sua memória olfativa. Eu tenho certeza que isso só vai ser benefício na sua vida. Você vai melhorar. Aí voltando, vamos fazer um estilo Ratatouille. Você vai se ajudar a tirar de muitas celadas também. Se você consegue desenvolver. Lá em casa, meu marido, ele pega as coisas e fala. Cheira.
Tá cedo? Tá estragado? Eu falei, cara, tu não tá sentindo ele. Não, eu falei, então mete o nariz aqui. O dia que eu não estiver em casa, você tá lascado. Com certeza vai consumir alguma coisa estragada. Teve uma vez que isso aconteceu já. Mas enfim, desenvolva. Desenvolver memória olfativa é só coisa positiva. Então, estimule sua memória olfativa. Só cuidado onde você coloca o nariz, mas tudo certo. Vamos lá, seguindo. Próxima etapa.
A gustativa. É a etapa que todo mundo está aguardando ansiosamente. Que é literalmente levar o vinho à boca, tacar para dentro e tudo mais. Que é muito influenciada pela etapa olfativa. Total. Inclusive tivemos um episódio que falamos sobre isso. Quantas pessoas sentem um aroma mais maduro no vinho?
ali e julga que o vinho vai ser doce e na hora de botar na boca percebe um vinho totalmente seco. Então, tome cuidado que o olfato pode te induzir ao que você vai perceber na boca também. Novamente, a gente falando aí de indicativos, né? E não algo de que é. Exato.
E na boca, a gente aqui vai entender o vinho no corpo do vinho, a estrutura do vinho. A gente percebe, no caso dos vinhos tintos, o tanino, a gente percebe a acidez, o açúcar residual, a gente percebe o álcool e julga o corpo, né? Então, a gente pode trair o que nos guia à conclusão. Conclui-se, então, que esse vinho é um vinho de corpo leve.
Com taninos delicados, uma acidez mais elevada, com um caráter frutado em evidência, por exemplo. Tudo é equilibrado, então é um bom vinho, tá? Equilibrado. Se ele tiver excepcional, você julga como excepcional. Se ele tiver muito bom, muito bom. Bom, bom, razoável ou... Qual é o primeiro? Esqueci.
É bom, né? São cinco etapas. Tem o primeiro que eu esqueci, o razoável, o bom, muito bom, excepcional. Mais ou menos isso. Enfim, você... Isso de acordo com o W7. Aí você... Cada um vai ter uma métrica também para falar. Mas o que eu quero dizer é... Você vai fazer essa conclusão. Tudo te guiou a esse resultado. Na prática. Interessante. Gostei, não gostei, tá.
Ótimo, porque no pessoal, como você entusiasta do vinho, não significa que você vai ter que avaliar 100% todos os vinhos que você vai beber. Mas se você tiver a oportunidade dessa experiência de degustar em quatro passos simples, sentados no seu sofá, como eu já falei que eu fiz com o guardanapo, sentadinha no sofá assistindo filme...
Faça você também para entender um pouquinho, ver o que te chama mais atenção, o que te destaca curiosidade, destaca o olhar. E de uma forma bem bebedora e bebedora de vinho entusiasta, que apenas quer beber um vinho, saber porque gostou mais ou gostou menos de um e não do outro. Entende? Isso ajuda e, obviamente, impacta até no momento de você comprar o vinho. Você vai comprar com mais segurança. Conversando com o que a gente tinha começado no episódio.
E é muito importante fazer isso também sem pressa. Porque o vinho evolui na taça. Então, aproveita o momento. Degusta o momento. Não só o vinho, mas o momento que você tá.
Quando eu abro em alguma degustação, assim, em loja, quando eu abro um vinho que ele tem muito a dizer, eu falo bem assim, vamos tomar essa primeira tacinha. Quando terminarmos aqui, eu vou deixar uma taça servida. Na loja eu tenho mais condições de fazer isso com o pessoal. Essa taça você não bebe. Essa você bebe agora, sente, blá blá blá.
Aí lá no final, meia hora depois, 40 minutos depois, às vezes, a pessoa fala, eu não estou bebendo o mesmo vinho. Eu falei, você está bebendo o mesmo vinho. Mas que abriu aqui em contato com o oxigênio, liberou outros aromas. E você está tendo uma experiência completamente diferente com o mesmo vinho do início. Isso é muito legal. Quando a gente tem oportunidade, dá duas taças para a pessoa. Essa você bebe agora, essa a gente volta daqui a meia hora, 40 minutos, aí você vai nela.
E aí você vai sentir outros aromas, tem uma outra experiência. Isso é muito interessante também. Então não esquece que o vinho é vivo, né? Então ele vai mudar na sua taça. Ai, ótimo. Adorei. A gente trouxe aqui, sim, com esses dois episódios, cinco elementos do mundo do vinho, cinco partes do vocabulário, né? Mas muito comunicado, tanino, álcool.
Acidez, açúcar residual e corpo. Espero que tenhamos contribuído aí na sua jornada vínica, que isso te dê mais confiança para beber o seu vinho, comprar vinhos também, porque a partir do momento que você fica mais confiante, você perde o medo de realizar novas compras, degustar novos sabores, ter novas experiências. Diego, mais uma vez, muito obrigada.
Eu que agradeço. Quero você mais vezes aqui com a gente. E o pessoal, lembre-se sempre, é um prazer imenso brindar com vocês. Um beijão e até a próxima.