Vera e o Labirinto (RPGuaxa #216)
Em uma cidade governada por mercadores, o terror do Minotauro virou tradição e negócio. Jovens continuam sendo sacrificadas ao labirinto enquanto impostos sustentam a promessa de proteção. Mas tudo muda quando uma garota dada como morta reaparece viva pelas ruas. Agora, três aventureiros são contratados para descobrir a verdade: o Minotauro morreu? ou existe algo ainda pior escondido nas profundezas?
Tema do Episódio: Medieval, Aventura
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Expediente:
Produção, Narração e Edição Final: Marcelo Guaxinim.
Edição: Rafael Zorzal e Nate
Jogadores do Episódio: Shelly Poison, Herdy, Gaby Courty.
Música: "Ancient Winds" Kevin MacLeod (incompetech.com)
Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License
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- A Missão na Guilda dos FerreirosO pedido de ajuda dos Ferreiros · A contratação dos aventureiros · A investigação sobre Luna
Estamos prontos? Estamos sim! Ah, você prefere mestre ou narrador? Na verdade, eu prefiro guacho.
Olá, eu sou Marcelo Guaxininho e sou Guaxa da Aventura de hoje. Convido você a nos seguir nas redes sociais, arroba saloguaxininho, arroba rpguaxa, tanto no Blu Sky quanto no Instagram. Considere também se tornar apoiador deste projeto, lá em apoia.se barra rpguaxa. E eu estou aqui hoje com... Oi, eu sou o Erdi. Vocês me encontram nas redes sociais como arroba erdilf, também na taberna. E se você não faz parte dela, por favor, venha imediatamente.
Oi, gente, aqui é a Shelly. Vocês me encontram no Blue Sky, como arroba Shelly Poison. E na taberna, especificamente no grupo de spoilers. É lá que eu moro. Oi, gente, eu sou a Gabi. Eu estou na taberna do Goxinim, Gabi Curti. E também no Instagram, Gabi Curti, Y-C-O-U-R-T-Y.
O Realidades Paralelas do Guaxinim usa o sistema Guaxinins e Gambiarras. Nele, cada jogador possui apenas um único atributo que vai de 2 a 5. Quanto maior o atributo, mais atlético é o personagem. Quanto menor, mais inteligente e carismático.
Sempre que o jogador faz algo com uma chance de errar, joga dois dados e precisa tirar seu atributo ou menos para ataques e ações físicas, e seu atributo ou mais para ações intelectuais ou sociais. Se a jogada for fácil ou tiver algum auxílio, joga-se um dado a mais. Se a jogada for difícil, rola-se um dado a menos. Me chamo Aledson e sou padrinho do RP Guacha porque esse projeto me fez e faz companhia quase que diariamente no trajeto para o trabalho e casa. E além disso, ele e o Acaso me trouxeram um amigo para a vida.
Um amigo que conta muitas piadas ruins. Né, Guaxi? Episódio de hoje, Vera e o Labirinto.
Dizem que há muitas gerações um rei orgulhoso foi punido pelos deuses. Seu único filho nasceu com a cabeça e a força de um touro. Um bebê que não chorava, mas bufava. Que não engatinhava, mas arremessava móveis. A corte chamou de maldição. O rei chamou de vergonha. Desesperado, ele mandou escavar um labirinto nas entranhas das montanhas.
um emaranhado de pedra, túneis e ecos, onde o sol jamais pisaria. Ali, o herdeiro foi trancado. Mas não bastava prender a criatura. Para aplacar sua fúria, e talvez a culpa do próprio rei, uma jovem deveria ser lançada ao labirinto de tempos em tempos. Um tributo, um acordo, um mal necessário. O nome mudava, conforme quem explicava.
O rei morreu e o minotauro ficou. Heróis vieram, alguns jamais retornaram. Outros voltaram com os olhos vazios e as espadas quebradas, jurando nunca mais entrar em uma masmorra.
Nenhum matou a criatura. Sem herdeiros reais, a guilda dos mercadores assumiu o poder da cidade. Organizados, pragmáticos, lucrativos. Os impostos aumentaram. Afinal, manter a cidade segura do minotauro custa caro. O sorteio das donzelas é público, transparente e justo. Todos os nomes de todas as mulheres aptas estão na urna. Curiosamente, a sorte quase nunca escolhe parentes dos mais ricos. E assim a cidade prospera. Ou pelo menos sobrevive.
Mas tudo começou a mudar, quando uma das jovens sacrificadas foi vista andando pelas ruas, um mês depois de ter sido lançada ao labirinto. Viva, sem escolta, sem correntes, sem marcas visíveis. Da mesma forma que surgiu, ela sumiu. Mas foi o suficiente para a guilda dos ferreiros, a que mais paga impostos na cidade, graças à qualidade de seu trabalho e ao alto valor de suas armas e ferramentas, fazer seu movimento.
Eles estão curiosos e desconfiados. Se o Minotauri morreu, os impostos são uma mentira. Se não morreu, algo muito pior pode estar acontecendo. Por isso, três aventureiros de terras distantes foram contratados. A missão é simples. Descobrir onde essa jovem esteve, descobrir o que ela sabe e, se necessário, entrar no labirinto. Nem seja para espiar.
Então vamos lá, vamos conhecer os personagens, os aventureiros da aventura de hoje. Erdi, fala sobre esse personagem, aparência e atributo. Hoje eu vou jogar com o Varamir. Ele nasceu no interior, onde o chão é duro, o vento é forte e o respeito se resolve no braço.
É filho de gente simples e forte, cresceu no meio do gado, da poeira, pestes de fogueira que marcavam ritos de iniciação. Ele ficou grande cedo, ele muito alto, ombros de porteira, aquele braço de carregar boi no colo, a pele queimada de sol e o cabelo comprido, que balança que nem uma bandeira de guerra ao vento.
Enquanto alguns queriam provar a força empurrando e batendo, o Varami preferia dançar. Ele subia em mastros de festa, rodava nas barras do curral. Ele transformava o treino em espetáculo. Quando ele descobriu a dança na barra, ele encontrou o jeito perfeito de ser bruto com estilo. Hoje, ele luta que nem ele dança. Ele gira, sobe, desce, bate, pousa. O cajado dele serve tanto pra assustar.
tentar as acrobacias quanto pra estourar dentes. E quando ele entra em fúria, é uma intensidade coreografada. Dizem que uma aura meio rosa começa a brilhar em volta dele. Ninguém sabe se é magia ou só autoestima elevada demais. Chamam ele de exibido, de estranho, mas fraco nunca. Pelo menos não duas vezes. Ele saiu do interior porque o mundo era grande demais pra ficar parado e desde então ele vive entre tavernas, contratos.
Sempre atrás de desafio, palco ou confusão, que valha uma boa dança dramática antes do soco. A aparência dele é basicamente o Maui de Moana, então ele tem uma postura Maori, cabelos compridos, tatuagens no corpo, e o atributo dele é cinco. Perfeito. Shelly fala sobre os personagens, aparência e atributo.
Hoje eu vou jogar com uma bruxa. Quer dizer, dizem que ela é uma bruxa, mas nunca ninguém viu ela lançar uma bola de fogo numa taberna. Ela é baixinha, redonda, corcunda, parracada, tem o nariz pontudo, uma verruga no queixo, que contribui ainda mais com os rumores. A preferência por vestidos roxos, com a barra sempre suja, um chale preso nos ombros, preto, complementa o visual. Mas a Sabrina é, fundamentalmente, uma estudiosa da natureza.
estudiosa do misticismo, das forças ocultas. Ela vem de poções que curam. De uma tosse sem fim, a coração partido, sempre existe um líquido viscoso e fedido que resolve a aflição dos audiões, por onde ela passa com a carroça itinerante, que é puxada por um burrico bem capenda. E o atributo dela é 4. Perfeito. E Gabi Curti tem que falar sobre o nome, porque tem algumas Gabis. Fala sobre seu personagem, aparência e atributo.
Hoje eu vou jogar com a Cira. Ela é uma jovem, magra, ágil, baixa. Ela tem cabelos escuros, ondulados, que caem sobre os ombros, assim, um pouco abaixo dos ombros.
Ela é órfã, cresceu nas ruas e ela aprendeu a sobreviver roubando inicialmente pão, frutas, sapatos, coisas para sobrevivência. Só que logo ela percebeu que os ricos eram alvos mais lucrativos. Ela passou a crescer a confiança e habilidade e começou a se tornar conhecida na cidade por ser uma ladra. E nisso alguns olhos caíram sobre ela e ela foi pega uma vez em flagrante por Cassandra, que é uma mulher da cidade, conhecida como uma mulher de negócios.
Que ela empresta dinheiro e depois cobra juros com violência. E daí a Cassandra, ao invés de punir a Cira, ofereceu uma condição, né? Se a Cira trabalhasse pra ela, tudo ficaria certo, né? Ficariam kits. Daí elas viraram uma dupla, né? A Cassandra agia em público e a Cira operava nas sombras, né? Ali se infiltrando em festas e eventos sociais. Colhia informações sobre riquezas escondidas.
E a Cassandra se afeiçoou a ela, sabe? Começou a apresentar a Cira como uma filha. Então a Cira passou a ser muito protegida e as pessoas não tinham coragem de enfrentar a Cira porque não queriam enfrentar a Cassandra. Mas a Cira nunca viu a Cassandra como uma figura materna, né?
A Cira, ela sonha com a liberdade, ela quer fazer um roubo grandioso pra conseguir se livrar da Cassandra. E agora ela tá na cidade, né, que é marcada pela lenda do Minotauro, e tá vendo uma oportunidade única, né, ela acha que ela pode fazer seu grande roubo porque ela não acredita que existem monstros ou maldições.
E que essas histórias são criadas para manipular o povo. Ela acha que dentro do labirinto não tem uma criatura, mas um tesouro. A Cassandra aprovou que ela se inscrevesse para esse trabalho. E a Cira acredita que se suas suspeitas forem reais, essa pode ser sua chance de realizar o roubo que ela finalmente tanto quer para ficar livre da Cassandra. E meu atributo é 3.
Beleza Beleza Beleza!
no passado é cheio de histórias de monstros, dragões, quimeras, mas isso nas últimas gerações se tornou extremamente escasso, o que faz com que a carreira de aventureiro seja algo meio incomum, mas que ainda existe.
da Ferreira da cidade de Lugo Minotauro, ela não tem ninguém lá que ela possa confiar esta missão. Logo, ela pediu pro contato dela numa cidade distante, uma mulher chamada Cassandra, pra ela conseguir aventureiros de lá e enviarem até a sua cidade. Foi assim que Cira se colocou encarregada por conduzir este grupo, né? E Cassandra espera um relatório completo de tudo que ela descobrir nessa cidade distante. E foi assim que Sabina...
Eu não vou saber por onde será. Sabrina e Varamir acabaram se juntando a este grupo. Se vocês já atuaram antes ou não, ou se conheceram para essa missão específica, deixo a critério de vocês, mas o fato é que vocês tiveram uma viagem de alguns dias para se conhecerem o mínimo possível, certo? Vocês chegam até a cidade, é uma região mais desértica.
É uma região com muitas montanhas, mas pouca vegetação. Lá é muito famosa por mineração, né? E isso faz com que a Guilda de Ferreiros seja a mais rica da cidade se não houvesse uma Guilda de Mercadores que também comanda o lugar e controla os impostos. A Guilda de Ferreiros já teria tomado a cidade se não fosse o fato da Guilda de Mercadores estar no poder e saberem todos os segredos e sistemas que aquela cidade tem.
É o meio da tarde, vocês estão no salão dessa guilda de ferreiros, né? É um lugar amplo, quente, tem um cheiro constante do metal aquecido e o óleo queimado no ar. Tem correntes grossas sustentando candelabros de ferro forjado, martelos ornamentais cruzados nas paredes, tem uma longa mesa de madeira marcada com cortes e brasas apagada, né?
Tem os mestres ferreiros de um lado para o outro, com seus aventais escurecidos, discutindo negócios entre eles e tal. Mas o principal, se sentar de vocês, o mais velho desses ferreiros, uma longa barba trançada, uma barba branca. Ele é um humano, né? Embora meio atarracado, com braços fortes, de alguém que realmente trabalha e não só troca moedas naquela guilda. Ao ver vocês entrarem, ele faz sinal para as cadeiras e diz... Boa tarde, aventureiros. Espero que tenham feito uma boa vida.
O Varmi, ele se aproxima, acho que ele vai na frente, ele é bem grande assim, ele vai andando, jogando os ombros pro lado. Oi, senhor. A viagem foi boa, mas tá faltando cerveja. Tem aí. Não, mas o próximo destino de sua busca será a taverna, onde tudo será por minha conta. Peça que se sentem, por enquanto. O Varmi senta meio contrariado, assim, de braço cruzado. A Cira se senta, mas ela não quer muita proximidade ainda. Ela vai se sentar, tipo, duas cadeiras pra mais longe do pessoal.
A Sabrina entra como se estivesse em casa, assim. Ela é totalmente alheia a tudo. Ela tem os dentes bem escuros, ela entra mascando uma... Um negócio que parece fumo de corda. Você sente um cheiro meio de ervas. Você consegue sentir menta, cravo. Mas tem uma outra coisa... Tem um cheiro muito ruim saindo da boca dela.
Ela entra mascando essa pasta escura que deixa os dentes dela escuros também. Mas toda feliz assim. A viagem foi boa. As meninas aqui são muito simpáticas. Essa grandona aqui é divertidíssima. Ele balança a cabeça meio incrédula com o grupo que ele reuniu. Tem um que claramente é um guerreiro forte, mas ele tá meio desconfiado sobre as habilidades das outras duas. Eu bato assim na mesa com a cara dele. Senhor, você não poderia ter arrumado um grupo melhor.
Veja, eu sou grande e bato muito bem. Essa daqui eu aponto pra Sira. Veja como é confiável. Eu poderia contar todos os meus segredos sem qualquer desconfiança. E essa daqui, olha, essa aparência já é o bastante pra aterrorizar qualquer um. Com todo respeito, Sabrivna. Você já ouviu falar na lendária aventureira de Gabrielle? Não deve ser tão lindária, nunca ouvi falar, não. Ela atuava nessa região até uns 10 anos atrás.
Primeira vez que eu encontrei foi nessa mesma cadeira que vocês estão aí. Ela queria flechas e rimos. Dissemos que aqui fazemos armas para adultos, pessoas fortes. Ela não mostrou raiva nem alegria. Simplesmente socou nossa bigorna. O ponto com a bigorna está em cima de um pedestal e a bigorna está rachada no meio, quase que totalmente. Aquele dia passamos a fazer flechas. Só que há 10 anos ela partiu para enfrentar o Minotauro e nunca mais voltou. Não sei se sua força é o suficiente para o que estamos enfrentando.
A única possibilidade que vocês pensam é dela ter morrido no labirinto? Todos que vão pra lá morrem? Alguns voltam.
É raro, mas quando voltam é sem brilho no olhar, sem saber explicar o que aconteceu. Não sei se conhecem a lenda, mas há uns 200 anos, nosso falecido rei teve um único filho, amaldiçoado. E o homem meio boi, uma força descomunal. Trancaram ele nesse labirinto. Seu pai logo morreu. Provavelmente de desgosto.
mas não antes de criar essa tradição terrível do sorteio das jovens moças para o sacrifício. Tradição essa que se mantém até hoje. Tudo isso é usado como desculpa pelos mercadores para explorar o povo. Como somos a guilda mais próspera, somos os que mais pagamos e os que menos recebemos retorno disso. Só que mês passado, uma menina que não deveria estar aqui sentava onde vocês estão. Luna era seu nome. Ela havia sido sorteada dois meses antes. E mês passado, estavam encomendando flechas para serem entregues na taverna.
Mas quando fomos fazer a entrega, ela não estava mais lá. Não, eu só ia falar que ele levanta o dedo assim como se ele tivesse tido uma percepção genial, ele olha pra Cira e pra Sabrivna. Tem que encomendar flechas, entendido. E ele espera o Alan continuar. Como ela saiu de lá? Como ela venceu o labirinto tal minotau? Por que andava por aqui? Acho que se conseguirmos responder algumas dessas perguntas, será muito útil para a nossa guilda negociar uma mudança de poder ou do jeito que as coisas são conduzidas por aqui.
A Sabrina dá uma escarrada assim no chão, dá um cospe um pouco daquela massa preta que ela tava mascando. Meio que limpa a garganta. Deixa eu ver se eu entendi. Vocês sorteiam uma menina, a menina se arma pra entrar no labirinto pra enfrentar o minotauro, é isso? Não, só colocam ela num vestido de festa e atiram no labirinto. Ela saiu um mês depois atrás da espécie.
Ah, certo, certo, entendi. Acho que entendi. E você quer que a gente encontre essa menina? Sumiu de novo. Isso. E resposta? Temos um link. Duas mulheres pedindo flechas e as duas desaparecendo no labirinto. A Cira tá se achando genial. Mas uma retornou. Diga, mestre Ferreiro, o senhor tem alguma posse dessa menina? Não, não tenho nada. Quando anotei quem era, perguntei se ela não queria esperar.
mas ela procurava outra pessoa e disse para encontrá-la na taverna do barril partido. Mas quando chegamos, o taverneiro disse que soldados haviam a levado. Bom, então ele está na mão dos soldados? Sim, mas o taverneiro não quis me dar muitas informações. Ele é ligado à guia dos mercadores, então acredito que vocês, por serem de fora, consigam mais informações. E como a menina disse que esperava por alguém, talvez essa pessoa ainda esteja lá.
Senhor Brasalada, primeiramente que prática esquisita é essa, hein? Uma coisa meio... Nossa, uns jogos meio vorazes esses da cidade de vocês. Mas de toda forma, ele bate assim na mesa. Como que a gente identificaria essa Luna? Como que ela se parece? Ela é bela e reluzente assim como eu? Ou ela é pequenininha e esquisita como ela? Eu aponto pra Sabrivna. Ela é uma jovem, 18 anos recém-feitos. Pelos escuros, olhos tristes.
Uns 60, talvez um pouco mais. Ele olha pro machado que ele tem perto dele, olha assim o tamanho. Mais ou menos, dessa altura aqui. E você conhece a família dela? Tentamos entrar em contato, mas a família não quis conversar com a gente. E acharam loucura a ideia dela estar viva. Normalmente os pais sorteados recebem um saco de moedas e é triste. Mas alguns consideram uma boa troca. Você acredita que os pais dela também acharam uma boa troca? Demos que sim. Eram muito pobres.
Eu sei o que a gente pode fazer por dinheiro às vezes. Bom, me parece que nosso primeiro destino é a tal taverna. Não só pra informações, mas porque eu realmente preciso de uma gelada. Hoje podemos tentar falar com a família da moça, se o senhor Mestre Ferreiro puder nos indicar onde eles moram?
Sim, sim. Pega um papel, uma pena, tinta, ele escreve alguns endereços ali para a taberna, onde a família dela mora. Excelente, excelente, obrigada. Ele pega um outro papel, assina, põe o brasão dele. Com isso aqui, o que vocês consumirem na taverna ficará por minha conta. Também comerei um valor fixo com a Cassandra, mas prometo pagar um valor em ouro por fora para vocês assim que tudo se resolver.
Por mim, ótimo.
Certo, achei que você ia querer testar. O Varmi, ele tá levemente sentindo desafiado e ele tá pensando que talvez seja legal desafiar a tradição, mas ele só balança a ideia. Bom, vamos! Tenha um excelente dia, Mestre Ferreira. Assim que tivermos qualquer notícia, voltaremos aqui. Ou não. Lúcio, que tenha mais sorte que nós aqui da Guilda também.
A gente vai ter. Não é sorte, é capacidade. E aí ela mexe os dedinhos assim, os dedinhos dela brilham com uma luzinha roxa. Só uma pequena demonstração de magia. Ele fica maravilhado, vamos falar mais. E aí ela sai, antes dos outros dois, inclusive.
Sai da triunfal. Ele dá uma pequena correntinha, assim, pra chegar perto dela. Ô, ô, ô, Sabrina, o que é esse negócio? O que é esse negócio que você fica mastigando? É, esquisito? Ah, é uma mistura de ervas maravilhosa pra garganta.
E aí saindo ela dá mais uma escarrada, cospe mais um pouco. E de dentro do vestido dela ela tira um saquinho, põe mais uma porção dessa massa na boca, começa a mastigar e estica o saquinho pro Barami. Se você quiser experimentar, uau, fique à vontade. Vai fazer muito bem pra sua saúde. Barami, ele coça a cabeça assim. Comida é comida, eu acho. Ele pega assim, mete a mão no saco e bota na boca.
Você dá duas mastigadas, tem um gosto horrível. Aí depois, se você insistir, aí vai ficando um gostinho agradável. De cravo, de especiarias. Mas o cheiro, ele realmente é um misto de bom e ruim. Você vai sentir sua boca salivar demais. Vai ter vontade de cuspir.
Eu acho que ele ia adorar saber que o gosto fica bom, mas ele cospe imediatamente quando ele sente um gosto mau. Você só vê ele assim, e cuspindo tudo. É um gosto adquirido, não vem? Ainda bem que você cuspiu, eu ia falar pra você não enviar, não é comida. A Cira tá vendo a cena, passa assim do lado deles, é. Vara, Maria, cuidado com as coisas que você coloca na boca. Qualquer coisa pode ser veneno. Tem que confiar muito nas pessoas. Olha, eu escuto muito isso, Cira. Você não quer saber os contextos? Não quero.
A tarde na cidade, ela tem um sol dourado, os vendedores gritam suas ofertas, as crianças correm entre os barris e carroças, tecidos coloridos pendurados nas janelas.
o som metálico distante das forjas, enquanto vocês estão se afastando. Guardas patrulham a cidade, sempre em duplas, sempre numa postura rígida, rígida demais até para um lugar seguro, enquanto a vida segue normal. Normal para uma cidade que tem um labirinto nas montanhas, mas normal.
A taberna em si é baixa, com vigas de madeira escolhidas pela fumaça, tem mesas marcadas por facas e canecas. Parece estar ali há algumas décadas já, né? Um balcão largo, atrás do qual barris empilhados formam quase uma parede. Tem um cheiro forte de cevada, gordura frita e serragem molhada. O lugar está com metade das mesas ocupadas, todos meio cansados ou entediados. Tem um pequeno palco vazio.
que provavelmente à noite deve ter algum show ou alguma coisa. Tem duas garçonetes, uma mais jovem, de uns seus 20 e poucos anos, outra já passou um pouco dos 30, mas ainda está longe dos 40, servindo ali as mesas, né? E um homem, assim, de longos bigodes, ruivos, atrás do balcão, serve bebida para as pessoas ali.
Ao ver isso, o Varami vai virar pra Sabrina e pra Cira? Há um grande problema nessa taverna. Um palco vazio e pessoas tristes. Eu não entendo de muita coisa, mas eu sei que as pessoas falam mais quando elas estão felizes. Queridas, eu tenho uma apresentação a realizar. Eu confio que vocês vão extrair as informações.
Sim. Divirta-se, eu acho. Não vai fazer besteira. Eu acho que pode ser uma boa distração pro pessoal. Ele dá um sorriso quando eu faço a besteira. E, guacha, eu vou pular no palco. Dali da porta mesmo eu vou dar um salto. E eu quero fazer uma apresentação com o meu cajado. Basicamente, eu sou um bárbaro polidancer, né? Então, basicamente, é uma apresentação de polidance ali em cima do palco. Basicamente, eu acho que eu prendo, assim, o cajado no palco. Ele pixa um pouco ali.
E eu começo a rodopiar em volta dele, eu rodo, solto uma mão, inclino o corpo no ar, o meu cabelo longo faz um arco no espaço, como se fosse realmente uma bandeira em ventania. Eu quero seduzir ali as pessoas, animá-las com a minha performance. Ok, isso é um teste físico, né? Dois dados atributou ao menos.
5 e 1. Um acerto crítico, um acerto simples, né? Faz exatamente isso que tu falou. Não há uma pessoa nesta taberna que não está te olhando neste momento. Várias delas de boca aberta, seja tentando entender o que está acontecendo, outras entendendo o que está acontecendo.
A boca dessa, inclusive, está mais aberta que a dos outros. E a Taberna parou. As garçonetes pararam no meio do caminho com as bandejas na mão. Quem estava levando o copo à boca, o copo está parado no ar no meio do caminho. E está todo mundo olhando para você. Enquanto ele faz a apresentação, Cira e Sabrina fazem alguma coisa? Eu me direciono ao balcão, que imagino eu, o taverneiro também está em choque. Perplexo. Vou chegar perto dele e falar, muito bom, nosso amigo, né?
É, exótico eu diria. Uhum, é. Ele é realmente exótico, mas acho que tem coisas exóticas acontecendo nessa cidade ultimamente também, né? Ele olha pra ti, ele continua olhando o show acontecendo, né? Por exemplo. Ah, você conhece a Luna? Ela é uma amiga minha, sabe? E eu ouvi falar que ela esteve por aqui, assim, na verdade eu moro longe. E, bom, cheguei recentemente de viagem, ouvi falar que ela esteve por aqui, não viu ela?
Não, não vi. Ela não esteve aqui. Claramente ele tá mentindo. Entendo. Ok, senhor. Qual que é o seu nome? Bartolomeu. Bom, senhor Bartolomeu, prazer te conhecer. Caso você fique sabendo da Luna, avisa que a amiga dela está procurando, tá? Bom, aproveita o show do meu amigo. E daí eu saio e vou me juntar à multidão mais pra me esconder mesmo no meio do pessoal. A Sabrina. Sabrina, ela deu uma olhada em volta da taverna.
E procurou aquele clichê de pessoa encapuzada no canto, sabe? Que tem em toda a taberna.
Quero ver se tem alguém nesse perfil. Se bem que quando o mestre Ferreiro falou que talvez a pessoa que ia encontrar a Luna ainda estivesse lá, já faz um meio, né? Acho bem difícil ela ainda estar na taberna. Mas estou contando com a sorte. Ok, qual é um dado? Dois, né? Tem o Duerdia ali que está te ajudando. É a pessoa que está tentando não prestar atenção no barabé.
5 e 5. Dois acertos, né? Tu nota que quando começou a apresentação, todo mundo olhando, alguém mais afastado, assim, mais próximo da porta, ele quando vê a movimentação de pessoas diferentes, né, de vocês, ele tá indo aos pouquinhos pra porta pra ir embora. Ele não tá usando um capuz, mas ele tá usando um chapéu, né, e ele tá, tá, tá, vai embora. Ah, a Sabrina meio que corta o caminho dele, tá mais uma daquelas escarradas dela.
Não gostar do show, amigo? Eu tô meio ocupado no momento. Procurando alguém específico? É... não. Por quê?
Porque eu estou. Você me parece... Você chamou a minha atenção. Eu estou procurando uma menina que talvez tenha tido um encontro místico e sobrevivido a ele. Um encontro místico? Como assim? Você é daqui? Sim. Então, você sabe da lenda do monotauro e, mais importante, você sabe que essa cidade sacrifica jovens.
Sim, um absurdo terrível. Quando eu ouvi essa história, também achei. Mas, aparentemente, eles não tiram a vida das jovens. Eles simplesmente as largam no abril. E, aparentemente, a última jovem que mandaram... A Luna sobreviveu? Não, esse era o nome da criança. Eu já tinha esquecido. É, minha memória não é mais como era antes. Mas, aparentemente, ela foi vista. E, aparentemente, foi levada por soldados.
E eu estou tentando... Eu e meus amigos... Ela aponta assim pro... Pro Bárbaro Polidense. E aí ela tenta procurar a Cira assim na multidão e não encontra. Eu e meus amigos estamos... Coletando informações sobre ela. Meu irmão também está desaparecido. O seu irmão foi sacrificado por um minotauro também? Não, não. Ele gostava... Da Luna. Uma história de amor. E... Isso faz... Por acaso, assim... Você fez... Você fez...
Um mês? Ele começou a ficar estranho de um mês pra cá, mas ontem ele apareceu aqui. E não voltou pra casa? Não. E ele não falou nada da Luna ter sido levada por soldados, nada parecido. Não. Ele estava muito triste quando ela tinha sido sacrificada, mas um mês atrás ele voltou a sorrir e começou a agir estranho. Sair todas as noites, até que ele saiu ontem e não voltou.
Eu perguntei pra algumas pessoas pra onde ele tinha ido. E o último lugar que ele foi visto foi aqui. Curioso, curioso. Por acaso, você tem consigo algum pertence do seu irmão? Ah, esse chapéu aqui é dele. Você poderia me emprestar, por gentileza? Ela estende a mão assim e ele vê mais uma vez uma leve luz roxa na mão dela. Muito sutil. Mas antes...
Qual é o seu interesse com a Luna? Na verdade, eu gostaria de reunir informações. Se ela sobreviveu ao labirinto, exista um minotauro? Talvez o minotauro seja gentil, quem sabe? Eu tenho curiosidade sobre essas coisas. Ok. Ele te entrega o chapéu. Ela pega o chapéu, dá aquela cheirada na aba do chapéu, assim, com aquele nariz torto dela. Tudo.
Ele é mais jovem que você. Aí ela, de dentro do vestido, tira um saquinho com um pozinho, joga o pozinho sobre o chapéu assim, e assopra o chapéu, fazendo com que o pozinho voe. E o que eu estou tentando fazer é um feitiço localizador. Eu estou esperando que esse pozinho meio que crie um caminho próprio para que ele...
Mostre o caminho para onde o irmão dele foi saindo da taberna. Um dado, teu atributo mais. Seis. Seis. O pozinho faz um único, quase como uma setinha, mas dura só alguns segundos no ar, apontando em direção das montanhas.
Ah, veja que curioso, meu caro. Esse meu feitiço indica que seu irmão chegou para as montanhas. É lá que tem o labirinto do monstro? Do Minotauro? Sim, mas por que ele iria lá?
Será que ele queria salvá-la? Bom, o seu irmão é um grande guerreiro? Não! Somos costureiros! A minha família trabalha com tecidos, chapéus... Maravilhoso, então... Eu acho que ele só foi estúpido mesmo achando que pode salvá-la de um monstro.
Mas é isso que eu peço ao senhor que não seja estúpido como ele. Não se preocupe, meu grande e forte amigo ali, ele tem muito mais capacidade e possivelmente até o dia de amanhã nós vamos adentrar esse labirinto. E se seu irmão estiver lá, talvez ele tenha a chance de ser salvo por nós.
Ele tá olhando meio incrédulo pra ti. Tu devolve o chapéu pra ele? Eu tô segurando o chapéu. Se ele estender a mão, eu vou falar. Se você não se importa em deixar esse chapéu comigo, eu poderia fazer esse feitiço mais vezes pra tentar localizar seu irmão. Tá.
Eu estarei aqui amanhã de novo. Neste horário. Preciso voltar antes que meu pai desconfie. Estou encobrindo o sumiço do meu irmão, afinal. Dois filhos sumindo não seria nada bom pra sua família. Volte pra casa, menina. Em breve nos falaremos.
A garçonete, mas menos jovem, né? Não vamos dar uma de Felipe Xavier aqui. Quando o Varamir termina, ela deixa a bandeja assim sobre uma das mesas. Ela bate palma, né? Ela puxa as palmas ali.
do pessoal da taberna e tal, ela se aproxima, é uma mulher assim, loira, do cabelo trançado, muito redonda, né? Assim, com muitas curvas e bem alimentada por uma garçonete. Ela se aproxima. Uau, incrível o seu show, tão maravilhada. O Barami, ele balança assim os cabelos, um pouco no ar, assim. Moça, você traz a bebida ou você veio me embriagar só com o seu olhar?
Ela fica ruborizada, ela põe a mão assim na boca. É, geralmente quem usa esse palco sou eu, mas nada nunca tão vibrante quanto você. Vibrar é uma das minhas principais qualidades, querida, mas eu admito que o seu sorriso vale a minha performance. Cira, rola dois dados.
Eu tirei 4 e 4. Dois acertos. O primeiro deles, pelo olhar do taberneiro, ele está com muita raiva da garçonete estar conversando Varamir. Outra informação, embora a garçonete esteja com o vestido mais justo, ela está claramente grávida.
E o teu amigo tá lá cantando ela. E tu viu também toda a interação que a Sabrina teve com o rapaz, embora tu não tenha pego completamente o teor da conversa. Tu só viu o chapéu, as faíscas e tal. Só pra responder ela, Guaxa, que eu tô fazendo isso pra ter uma informação, né? Não é só o flirte. Mas o Varami, ele vai se estender, se apoiar um pouquinho na direção dela e vai dar um sorriso bem safado. Minha querida, existe.
Uma coisa que eu queria pedir. Uma pergunta pra falar a verdade. Veja, eu fiquei sabendo de uma moça. Aparentemente bela, claro. Não tão bela quanto você. Olha, eu já visitei muitos reinos e cidades. E beleza como a sua, é difícil de encontrar. Mas ainda assim, o nome dela me escapa. Luna, talvez. Só pra constar, Guax, eu tô falando tudo isso e eu tô tentando observar ela, assim, se ela esboça alguma reação. Ela passou por aqui recentemente?
A menina do labirinto que fugiu. Ela veio aqui e encontrar um rapaz, mas os soldados logo a levaram. Pra onde? Eu pergunto. Não sei. Eles entraram e só a levaram. Meu marido é um pouco contra se rebelar. Sabe como são os homens. Nenhuma ofensa tomada, querida. Se você ainda não percebeu, eu passo a mão no queixo dela. Eu não sou como todos os homens. Dá uma estremecida, põe a mão na barriga.
É, eu percebi. Eu quero aproveitar que o Varamir tá conversando aí com a moça, e eu vou até perceber que o taverneiro tá claramente... Incomodado. Incomodado. E eu vou até ele rindo, falando, eu falei que o meu amigo é um acontecimento, né? Bom, eu não deixaria a sua esposa tão perto dele, sabe? Ele é um risco, sabe, pra pessoas casadas. O que você quer dizer com isso?
Olha, se eu fosse você, iria até ele pra descobrir, até os dois, assim, interromperia essa interação o quanto antes possível. Ele larga o paninho que ele tem em cima do ombro, ele tá indo lá pro palquinho. É, eu vou esperar ele já não tá nem aí pra mim, e vou entrar atrás do balcão pra ver se eu acho alguma coisa útil, sei lá, qualquer informação, documento, ou, sei lá, algum objeto, ou até mesmo dinheiro, se eu não achar nada de informação. Só vai achar dinheiro e bebidas.
Eu vou pegar dinheiro. Não quer demais. E uma garrafinha menor de alguma coisa forte. A Sabrina tá fazendo o quê? Eu só tô observando, por enquanto, que a minha parte eu já fiz. Eu tô ali maravilhada com o chapéu. Como eles falaram que eles fabricam os chapéus, eu tô olhando a costura e tudo mais. Tô deixando eles fazerem a parte deles agora. A minha resposta eu tive.
Eu queria saber se além do balcão ali, eu vejo algum outro lugar que poderia ter alguma coisa para além de bebida na taberna. Não, tem até uma porta dos fundos que tem a cozinha, né? Uma cozinha simples, mas não tem nada assim de muito especial. Perfeito, estou satisfeita. Vou em direção a Sabir. O taberdeiro, quando se aproxima da garçonete, ela meio que se assusta ali. Abraça ele assim, mostra o covarramento.
Agora me estende os dois braços, abraço os dois. Ela tava me falando sobre o belo bebê que vocês têm a caminho. Eu boto as duas mãos no ombro dele, muita, e balanço ele. Muitas felicidades ao casal, é um prazer. Eu dou uma rodopiada, uma girada e vou na direção de Sabri Vinicida. Eu queria contar minha história.
Não, eles não têm tempo pra isso. Estão com pressa. O Varmi, ele tava rodopiando e saindo, ele para. Veja, longe de mim recusar. Há uma donzela. O direito de fala. Que absurdo. Que tempos são esses? Diga, minha querida, que história? A sua história pessoal ou algo sobre a cidade? E eu falo bem baixinho no ouvido dela. Ou sobre Luna? Não, é sobre mim e uma lenda de 10 anos atrás.
Eu tenho uma amiga que vai adorar ouvir isso, eu tenho certeza. Posso chamá-la? Duas amigas pra falar a verdade. Ela sobe no palco. Pois eu vou contar pra todos. Ok. O Varami vai dando passos pra trás em direção da Sabrina e da Cira, e aí antes dela começar, ele só fala, olha, eu tava indo embora, mas ela quer falar. Como a garçonete, essa garçonete tinha deixado uma bandeja em cima de uma das mesas, a Sabrina já tá com uma caneca de bebida alheia.
Eu comecei a trabalhar aqui na taberna há 10 anos. Hoje, estou casada com o mais belo dos taberneiros e espero nosso primeiro filho. Mas naquela noite, na minha primeira noite como garçonete, eu ainda era uma jovem inocente. Uma dama feliz por ter escapado de todos os sorteios e que estava, enfim, apta a casar.
Ao menos, era o que pensavam os homens dessa cidade, que formavam uma fila na porta da taberna para pedir a minha mão. Vejam bem, numa cidade onde mulheres são oferecidas ao sacrifício, não sobram muitas para o casamento. Ainda mais naquela época.
Muito menos uma tão bonita quanto eu. E como o álcool e a sutileza masculina nunca ajudam muito, foi ali que ela entrou. Gabriele, um pouco mais velha do que eu, de pele escura e olhos verdes, quase místicos.
Ela sentou-se numa mesa e anunciou. Quem a vencesse numa queda de braço poderia casar-se com ela ou comigo. A própria escolha. O perdedor lhe pagaria uma caneca de cerveja e nunca mais poderia me pedir em casamento.
Eu fiquei apavorada. Cem homens sentaram à frente dela. Cem canecas foram servidas. Nenhuma gota de suor ou de cerveja foi derramada pela forte aventureira. Ao final daquela noite, a grande campeã era a Gabriele. E no dia seguinte, eu já não era tão inocente assim.
todo mundo ri, o taberneiro fica puto e ela sai do palco. Eu comento pra Cira e pra Sabrina, eu me perdi ou ela acabou de contar uma bela história sáfrica? Eu achei que foi uma linda história de amor. Enquanto tu fala de amor, ela tá lá abraçada com o taberneiro, fazendo carinho nele. Ele é um pouquinho mais baixo que ela e os dois estão indo lá pra trás do balcão conversando assim, mais baixo. O primeiro chifre nós já encontramos, agora é hora de procurar o chifre do monstro.
Com relação a isso, eu tenho novidades. Enquanto você estava lá girando no palco, eu encontrei, e atenção, uma história totalmente cheia de reviravoltas. Eu conheci o irmão do namorado da menina que foi sacrificada por um minuto, e depois apareceu e foi levada pelos outros. E ela levanta o chapéu, assim, me dá uma balançadinha. Eu agora estou percebendo que eu não perguntei nem o nome dele, nem o nome do irmão, mas... Enfim, detalhes.
Eu fiz um pequeno feitiço localizador e o fazinho apontou, e aí ela põe o dedo bem enrugado, bem torto, assim, na direção das montanhas. Aparentemente o menino não entendeu que a criança Luna foi levada pelos soldados e foi em direção às montanhas no labirinto. A não ser que os soldados também tenham levado essa menina para o labirinto, essa parte que eu ainda não consegui obter informações.
A bela donzela com quem eu estava falando também citou essa questão dos soldados. Inclusive, acabei de perceber que eu também não perguntei o nome dela. Acho que estava na descrição do serviço e ninguém reparou. De toda forma, o que nos resta é ir para a montanha. E, Sabrivna, qual mais habilidades você tem por debaixo desses dedos tortos?
Já adoraria saber, não adoraria? Certamente. Vejamos o que acontece com o tempo. E ela sai andandinho assim, meio com aqueles passinhos curtinhos dela. E sai da taberna levando a caneca de bebida.
O Varami, ele só estala os dedos assim de vira pra Cira. É tão bom pela primeira vez não ser o mais esquisito que um lugar. Você acha? Ele coça a cabeça assim e vai seguindo meio cá de baixo. Vocês foram pra taberna já à tarde, né? O sol já tá se pondo no horizonte. Vocês pretendem ir pro labirinto? Pretendem fazer o quê?
Por mim, a gente vai na direção das montanhas. Não sei as demais. Eu concordo. Eu acho que conversar com a família dela não seria tão interessante agora. Acho que é melhor o labirinto. Ir em direção às montanhas. Eu concordo. Na verdade, a minha ideia de falar com a família dela é só para conseguir algo de posse dela. Para eu poder fazer esse feitiço localizador também para a menina luna. Eu não queria conversar com a menina luna.
Então vamos. Vocês vão, à medida que vocês vão se afastando da cidade ali, vocês veem que tem... A cidade não tem uma muralha em volta, né? Mas como eu falei, sempre tem soldados andando pelas ruas, assim. Eles olham meio desconfiados pra vocês. Por um tempo, alguns soldados até seguem vocês, mas à medida que vocês começam a sair da cidade, eles não parecem dispostos a deixar a segurança das construções ali e ir atrás de vocês.
A região em volta, próximo das montanhas, tem só alguns arbustos baixos, alguma grama meio ressecada, espalhada. Provavelmente, na época de chuvas, esse lugar fica todo verde, mas não é o momento para isso. À medida que vocês se aproximam das imponentes montanhas, elas formam um paredão. Não importa para que lado vocês olhem, essas montanhas se estendem ao infinito dos dois lados.
Chegando próximo ao local onde foi apontado, vocês veem a construção, a entrada do labirinto na encosta da montanha, ladeada por colunas de pedras desgastadas. Elas têm marcas de ferramentas, que mostram que foi uma construção forçada e não era uma caverna natural.
Há uma guarita construída do lado de uma grande pedra redonda que serve como porta dessa estrutura. Essa guarita, vocês veem que sistemas com corrente saem desta grande pedra. Provavelmente, dessa guarita, você consegue controlar a entrada, abrir ou fechar a entrada deste labirinto. Há fogo dentro dessa guarita. Dá para ver uma luz que balança um pouco lá dentro. E é tudo isso que vocês veem nessa paisagem.
Labrevna, Sira, da forma que eu vejo, nós temos dois caminhos possíveis. Entrar no labirinto e descobrir de uma vez por todas o que ele guarda, ou de alguma maneira, bom, parece que se os guardas a trouxeram pra cá, ela provavelmente está em um desses estabelecimentos, dessas guaritas, nós poderíamos investigá-los. Eu admito que a ideia de enfrentar um monstro, seja ele humano ou não, me soa mais tentadora.
Eu acho que a gente pode começar com a opção mais segura de início. E depois, se você quiser enfrentar um monstro, eu não me oponho. A melhor arma é a informação. Eu acho que a gente pode ver se a gente encontra a criança Luna ou talvez até o namoradinho dela. E depois entramos no labirinto. Não vejo problema com isso. Estamos muito bem protegidas. Eu não vou correr risco nenhum. Vocês duas são muito bonitas. O Minotauro vai querer saber só de vocês.
Vamos então, vamos. E o Varami, ele é muito bobo e inocente, então quando essa Brivena fala que é melhor arma e informação, ele tá olhando pro cajado dele e pensando eu vou ter que encontrar essa tal de informação. Mas ele tá seguindo ela.
Vou mudar o nome do meu cajado. Então, o que vocês estão fazendo? Você disse guarita. A guarita é uma portaria ou é como se fossem selas? Uma pequena torre de pedra. A gente vai em direção à guarita. Enquanto a gente vai, eu tô mais atrás, Guaxa. Eu só estaria observando os arredores e tentar ver se tem... Observar se tem alguma coisa... Alguém observando a gente. Se tem qualquer coisa na paisagem que me chame a atenção. Acho maravilhoso dois dados do tributo a mãe.
É fadado, Guaxa. Cinco e dois. Roubou os poderes da Rafa, tá provado. Um acerto crítico e uma falha, né? Mas um acerto que conta por dois. Nada em volta que te chame a atenção. Uma informação importante, essa construção que serve como controle da porta ali, como guarita, ela tem janelas, né? Como eu falei, a luz lá dentro, ela balança como de fogo, né?
Tu nota que deveriam haver pessoas olhando pela janelinha, fazendo vigia, né? Não há ninguém. Tu vê que tem sombras lá dentro, às vezes, por conta do fogo, né? Mas ninguém se aproxima da janela. Eu aponto para as janelas enquanto a gente está indo e falo para elas... Ninguém à vista estranho.
A porta tá fechada. Ela tem uma porta de madeira e as janelas embaixo são finas, né? São pequenas. São entradas assim mesmo no próprio ator. Dá pra ver que o fogo tá no andar de cima e que ali não tem nada. Eu vou tirar um clips que eu ando sempre comigo um ferrinho e vou tentar abrir essa porta. Ok. Dois dados.
6 e 1. Ok, não preciso nem pensar se abrir uma porta é ação física ou mental, porque você tem um acerto e uma falha. Você abriu esta porta e ela faz barulho, tá? Foi só um acerto simples. Ela faz um pouco de barulho quando abre. Havia uma movimentação lá em cima. Essa movimentação para. Alguém ouviu vocês abrindo a porta.
Eu vou sinalizar para a Sabrivna e para o Varami silêncio, né? Colocar o dedo assim na frente da boca. E eu quero dar uma espiada para dentro, ver se realmente não tem ninguém. No andar de baixo tem uma mesa, tem um cantinho com um pouco de palha, que talvez sirva como um banheiro, né? Alguns barris, né? Com alguns mantimentos e tal. E uma escada em espiral, né? De pedra, feita para ir para o andar de cima, onde dá para ver que tem o fogo, né? Que está aceso. E tu escuta alguém lá de cima falando.
Quem tá aí? Eu vou abrir mais a porta agora pra fazer barulho e vou sair e vou falar pro Varami. Varami, se prepara pra pegar essa pessoa. E vou pro lado de fora com a intenção de que essa pessoa desça e vá até a porta. Calma aí, ô Cira. Primeiro a gente conversa. Se ele não quiser conversar, a gente bate. Não, eu falei pra pegar. Pegar não quer dizer bater. Eu falei pegar, você consegue segurar a pessoa. É que pra alguém do meu tamanho pegar e bater é a mesma coisa. Mas tá bom. Deixa comigo. Ô de casa!
Vocês escutam o barulho de algo quebrando lá dentro Tá tudo bem aí em cima? Precisa de ajuda? Eu acho que Me quebrei aqui Rapaz desengonçado esse, gente É melhor a gente entrar A mesa que tinha no meio, a mesa de madeira Tá quebrada, né? Tem um senhor assim, bem idoso, né? Ele tem caído perto dele Uma lança, né? Uma garrafa quebrada Eu sou o segurança daqui Você vai fazer um dia Você vai fazer um dia
Não podem chegar aqui. Ah, eu sinto muito, mas eu vou chegar sim porque parece que o senhor está machucado e eu não posso ver uma pessoa machucada e não deixar de prestar ajuda. E ela já está se aproximando desse senhor e já está vendo onde ele se machucou, já está tirando em plastros dos bolsos do vestido dela, está prestando primeiros socorros ali sem nem pedir licença. Senhora!
Eu morri? Ela para, ela olha bem no fundo dos olhos dele, considera muito, põe a mão, a mão dela gelada, assim, põe a mão na testa dele. Por enquanto não, mas eu diria que está próximo. Ah, isso explica o anjo que eu estou vendo. Ela olha pra Cira e pro Baramir. Tipo, não é com ela, ela tá achando... Ele tá te olhando nos olhos, assim, já o senhor faltando vários dentinhos, ele tá com um bafo de bebida muito forte.
Eu tô rindo, fazendo que não com o dedo, assim, tipo, não sou eu, claramente é você. Ah, Cira, rola dois dados.
6 e 1. 6 e 1, um acerto e uma falha, né? Uma informação simples. A garrafa quebrada, tu viu delas atrás do balcão lá do Barman, elas eram as mais escondidas, era provavelmente a bebida mais cara que aquele taberneiro tinha. E esse senhor tem uma garrafa dessa agora quebrada, né? Mas ela tava quase vazia pela quantidade, pelo molhadinho em volta ali. Ele não perdeu muita coisa. Meu anjo, estou melhor agora. O que fazem aqui?
Ela continua cuidando dele e deixa pros outros dois falarem. Ela vai só ser maravilhosa, assim, e distrair ele com a maravilhosidade. Encantadora. O Varami, antes de quando ele fala, bom, parece que o amor não tem olhos mesmo. Senhor, nós viemos aqui em busca. Ele para, olha pra Ciro. Eu não sou muito diplomático, Ciro é por você.
É, bom, a gente quer saber do Minotauro. É isso. A gente gostaria de enfrentar o Minotauro. Então, como é que a gente faz isso daí? Vocês estão loucos? A última vez que tentaram enfrentar o Minotauro foi dez anos atrás. Gabriele, a arqueira, abriu a porta com as mãos e... Eu ouvi um forte mugido e então... Silêncio. E ela nunca mais saiu de lá.
Era uma mulher tão linda. Mas ela não foi a última pessoa a entrar no labirinto, né? Ele olha pra garrafa? Não. Tem as jovens moças que a guilda dos mercadores traz pra abrir a porta. Aham. É, senhor... Qual que é o seu nome, senhor?
É, Everton Mas meus amigos me chamam de Tom Perfeito, Sr. Tom Pode ser Tomzinho? Ele olha pra Sabrina Perfeito, Sr. Tom, uma curiosidade Esse trabalho aqui é lucrativo? Você trabalha aqui há muito tempo? Você acha que, sei lá É uma profissão bacana pra se seguir Em questão de ganho de dinheiro mesmo? Eu faço isso há 20 anos e quase não ganho dinheiro Mas recebo comida e sou bem cuidado
infelizmente, minha família não tinha muitas posses e nunca pude me casar entendi, bom, sempre é uma oportunidade, né? Sim ele segura a mão da Sabrina a Sabrina meio distraída, ela dá um tapinha assim na mão dele, porque ele tá atrapalhando ela nos cuidados de enfermagem eu achei que ela ia dar o tapinha e falar pare com essas brincadeiras bobas e gostosas vai Gabi ela tá focada
E o senhor mora aqui, seu Tom? O andar de cima, o que é? Lá em cima fica meu quarto e a janela de onde faço a vigia. Antigamente sempre ficavam dois soldados, sempre alternando. Um visitando a cidade e o outro por aqui. Mas a guilda diz que são tempos difíceis e estão cortando gastos.
Mas dizem que logo mais mandarão outro soldado para me substituir. Teutão, Sira, desculpa interromper. É só uma coisa que me veio na cabeça aqui agora. Se você faz vigia, o senhor, por um acaso, do destino, viu um grupo de soldados carregando uma jovem, uma jovem dessas, que foi para o labirinto passando por aqui recentemente? Teve uma menina que... eu não posso falar sobre isso. Ele era para saber... Não é um excessivo?
Por que não pode falar sobre isso? Pois sou um homem da lei. Eu tenho que respeitar meu uniforme. Ele tá de cirulas ali, ele tava lá bebendo. Certamente, mas... Você também deve ser um homem muito solitário. E agora você tem um grupo de pessoas querendo ouvir suas histórias.
Você quer ouvir minha história? Não, já estamos aqui mesmo. E ela puxa um banquinho e senta em frente a ele. Pega um pedaço de pão seco que estava em cima da mesa, corta no meio. Para incentivar ele, Guaxa, eu falo assim, Sabrífera, você diria que ficaria muito encantada com este homem nos contando essa tão preciosa resposta?
Eu diria que eu ficaria medianamente encantada. Ela vira a cabeça assim, se fazendo de difícil. Ele morde o lábio com os poucos dentes que ainda tem. Ah, então, estou aqui há muitos e muitos anos e nunca vi isso acontecer. Há uns meses trouxeram uma menina, de olhos tristes. Depois os soldados voltaram e trouxeram ela de novo?
Disseram que ela havia fugido, brigaram comigo, um deles quis me bater, só que ela não saiu pelo portão. Não tem como. Quer dizer, 10 anos atrás, Gabriele abriu ele com os próprios punhos e foi um trabalho danado botar as engrenagens tudo de volta. Mas o portão tá funcionando.
Pesa toneladas essa pedra. A menina não teria como ter fugido por aqui. Talvez uma irmã gêmea? É uma teoria que eu tenho. E na noite passada veio o rapaz com essa bebida. Disse que iria encontrar a menina. E você deixou o rapaz entrar? Eu nunca deixaria. Mas era um jovem apaixonado. E quem sou eu para ir contra um coração apaixonado?
Então eu abri o portão só um pouquinho. E eu olhei pro lado e quando olhei de volta ele não tava mais aqui. Uma força maior do que a do amor. Nunca! Ele levante e segura tua mão. Adoro histórias de amores proibidos. Por falar nisso, qual era o nome desse senhor? O nome dele era Caio. Nome de um grande camarada meu. Perfeito. Bom, Sabre Vina e Cira, eu creio que só nos resta uma última opção. Procurar Caio e Luna no labirinto. Não posso deixar vocês arriscarem. Ninguém que entra sai.
Exceto a menina dos olhos tristes, mas enfim.
Certamente eu pego uma das mãos do Tom entre as minhas. Mais uma vez as minhas mãos se iluminam um pouquinho. Veja bem, nós precisamos provar que somos capazes. E eu tenho certeza que nós somos. Imagine sairmos de lá, não apenas sãos e salvos, com um casal apaixonado também. Seriam duas histórias de amor. E ela bate os olhinhos assim. Se vocês esperarem mais duas semanas, meu pé deve desenchar e eu posso ir com vocês.
Você já viu o Minotauro? Não. Ouvi somente seu terrível mugido dez anos atrás. Veja bem, apesar dessa minha aparência frágil, posso te garantir que eu sei cuidar de mim, meu querido. Deixe-nos entrar, por favor. E eu garanto que amanhã estaremos de volta. E você vai abrir este portão novamente para mim.
Já que tens que partir, minha amada. Ele fecha os olhinhos e junta os labezinhos e assim começa na sua direção. Ela não tem problema nenhum com isso e tasca um beijão nele. Bem babado. Ok. Um bote de erva, né? Eu estou batendo palmas.
É uma briga entre o gosto da erva e da bebida. Sim, o negócio é assim. Fogos de artifício da pior forma possível. Ok, ok. Não vou pedir nenhum teste pra vocês largarem o que tomaram na taberna os outros dois. Mas, depois disso, o homem se sente, o Tom se sente revigorado e ele fala Eu não posso deixar a porta aberta.
Quando vocês entrarem, eu a fecharei e devo abri-la novamente ao amanhecer. Espere pelo nosso sinal. Você vai saber quando abrir. Tá. Adeus, minha amada. E ele começa a chorar enquanto ele tá girando o sistema que abre a porta. Adeus, meu querido. Jamais esquecerei você. Ela sai dando tchau. Toda dramática. Isso foi intenso. Quando a gente saiu, viram pra Sabrina. Olha, eu sempre te respeitei, mas agora um pouco mais.
Nós nos conhecemos há exatas 72 horas, garoto. E você já beijou um idoso. Olha, eu mal posso esperar pelo restante das nossas aventuras. Eu não sou exatamente uma jovenzinha também. Eu tenho experiência em essas coisas. E eu achando que o mais sedutor era o Varami. Cada plateia tem seu público. Há ocasiões e ocasiões. Vocês têm uma tocha ou alguma fonte de luz?
Ah, Sabrivna sabe fazer fogo Com certeza Sabrivna, me dá um tapa na cara Você vai precisar se abaixar Eu me abaixo Ela dá um tapa não muito forte Porque ela realmente não tem força É mais dolorido por causa dos ossos das mãos dela Quando eu tomo o tapa, eu gosto Se você me permitir, eu entro em fúria E fica uma pequena faísca rosa Ao redor do meu corpo Que gera uma pequena luminosidade
Ok, eu vou ter uma personagem que abre move toneladas com a mão há 10 anos atrás e tá tudo certo. Eu pego aquele papel que o mestre Ferreiro deu pra gente com as instruções, com o endereço e tudo mais amasso, coloco na ponta de um galho e estalo os meus dedos e aquele papel pega fogo e é a minha tocha. Ok, então temos dois focos de luz e a Cira prefere a escuridão mesmo, né? Exatamente, eu vou na sombrinha, atrás deles.
Assim que vocês entraram no lugar, tem um pedaço de lã enrolado numa pedrinha próximo à entrada. E é um fio de lã seguindo por esse corredor. A Sabrivna dá mais uma daquelas cuspidonas dela. Pega mais um pouquinho da massa de ervas de um dos bolsos.
Hum, muito engenhoso. Eu já ouvi algumas histórias de pessoas usando fios de lã pra não se perder em labirintos. Você conseguiria, com as suas habilidades, pegar essa lã e ver, talvez, visualizar quem deixou ela aqui ou qualquer coisa parecida com isso?
ela se abaixa, em vez de pegar a lã e levantar até o nariz dela, ela se abaixa e dá uma fungada forte, assim. Não, mas eu diria com quase certeza que isso pertence ao rapaz. A família dele é uma família de costureiros, eles fazem esses chapéus maravilhosos, e a Sabrina, desde então, ela tá usando o chapéu do...
do garoto. E eu não duvido nada que isso aqui seja material que ele pegou do ateliê da família. Faz sentido. Inclusive ficou muito bem em você, Sabrivna. Eu acho que parte do interesse do idoso que a gente conversou agora há pouco vem desse belo chapéu. Vamos seguir? Certamente. Eu até pensei em usar um pouco mais do meu pozinho mágico, mas...
Ele é tão escasso e eu tenho certeza que se seguirmos o novelo de lã, vamos encontrar o rapaz de qualquer forma, a não ser que vocês queiram ir para algum outro lugar. Eu sou a favor da lã. Sim, sim. Vocês vão seguindo um corredor reto com essa lã, ela termina numa bifurcação. Na parede, assim, de frente para o fim do corredor, tem uma placa feita, assim, de uma maneira rudimentar, escrito, caminho correto, uma seta apontando para um lado, mas a lã vai para o outro.
curioso. Agora na placa tá escrito só Minho correto, porque a Sabrivna deu mais uma daquelas escarradas dela que cuspiu a primeira sílaba da pão. É, eu acho que a gente segue o caminho de lã, correto? Sim. Vocês vão seguir o caminho de lã, perfeito. Vocês vão seguindo ele por mais um tempo, o caminho vai se bifurcando e vocês vão sempre seguindo a lã, imagina, né? Não há novas placas por ali.
Mas quando a gente começou a seguir, a Sabrivna se perguntou em voz alta. Fico imaginando um labirinto com um monstro.
Horrível. O que seria um caminho correto nessa situação? Tem uma coisa que eu entendo, Saprivna, é de performance. Há necessidade de atos exagerados para gerar efeitos específicos em pessoas. Tudo isso, jovens donzelas sendo colocadas num labirinto, é bastante performático. Mas não o tipo de performance que eu gosto. Veja, a performance é vida, é exposição, é corpo que se move. E ao se mover, produz. Isso tudo é mórbido demais pra mim.
Mas ainda assim eu me pergunto se essas mulheres não recebem alguma orientação antes de entrar no labirinto. Talvez essas placas sejam pouco mais do que um roteiro. Roteiro pra fazião. Uma entrega de jovens virgens para um monstro horrível.
Isso a gente ainda deve descobrir. Mas eu desconfio que a verdade talvez não seja tão fantástica. Vocês viram uma curva enquanto estão tendo essa conversa. E diante de vocês, um grande buraco, né? Um cheiro meio de óleo de peixe. A lã vai pra dentro do buraco. O buraco parece muito fundo, Guaxa. Tu te aproxima ali pra dar uma olhada. Rala dois dados. Ok.
3 de 1. Dá pra ver o fundo. Ele tem uns 3 metros, assim, de profundidade. Dá pra ver que lá embaixo tem um tipo um lodo, né, que tá com um cheiro muito forte de peixe. E no meio desse lodo, sentado assim, meio assustado, segurando um carretel de lã, um rapaz. Todo mundo rola um dado. Quanto é que você tirou, Cira? Ah, eu tirei 6. Tu sente um golpe muito forte nas costas, que te atira, assim, alguns metros pra frente e, por consequência, alguns metros pra baixo depois.
que tu cai naquele buraco onde está o garoto, o fedor de peixe é ainda pior lá embaixo depois que tu remete, parece algum tipo de óleo. Esse cheiro é muito comum em lamparinas, usado para iluminação em casa mesmo, então é um cheiro que é até um pouco familiar para ti, mas a dor está lá embaixo, é terrível. Sabina, tirou quanto?
Tirei dois. Dois. Varamir, tu tirou quanto? Cinco. Ok. Sabrina, tu sente uma mão segurando, assim, tocando a tua cabeça. Uma outra mão tocou a mão na cabeça do Varamir. A intenção desta pessoa era bater uma cabeça na outra e empurrar naquele buraco, mas ela simplesmente, no corpo do Varamir, ela não conseguiu mover ele, o que fez ela afrouxar um pouco a mão na Sabrina. E o que vocês vão fazer? Eu tenho uma pessoa entre vocês dois.
Dá pra, assim, à primeira vista, dá pra identificar alguma coisa que esteja ali? Ah, tu é o mais lá na frente, tu só sentiu a mão na tua nuca, né? Instintivamente tu te protegeu. A Sabrina tá vendo uma mulher de pele escura. Dá pra ver um brilho meio esverdeado vindo dos olhos dela. Ah, a Sabrina, ela vai virar e vai dar um pisão, tentar dar um pisão no pé dessa pessoa. Um dado. Você tira a mão de mim?
Seis. No movimento rápido, ela te atira no buraco. Ah! Varami. O Varami, ele quando sente essa mão, ele prontamente, ele tava segurando o cajado dele, ele crava ele no chão e ele vai tentar usar a força do cajado preso no chão pra basicamente subir, fazendo como se fosse aquela competição das Olimpíadas cujo nome fugiu, que usa uma vara pra saltar. Ele vai tentar fazer isso, mas indo pra trás. E ao ir pra trás, com impulso, ele vai tentar bater o cajado na pessoa que tá atrás dele.
O esporte olímpico que usa uma vara pra saltar é o salto com vara. Perfeito. Rolandado.
Dois. Um acerto simples. Tu consegue acertar? Que área dela tu tá acertando? Eu acho que provavelmente pegaria na cabeça, né? Já que tá virando a vara. Tu acerta a cabeça. Ela com um chute ela quebra o teu bastão e tu cai sobre ela ali e tá os dois rolando pelo chão assim. Ela tá tentando socar. Mais um dado. Caraca, meu cajado.
Sim, pô. Acerto crítico. Como é que tu imobilizou ou rendeu ou simplesmente venceu esta mulher? O Varami, ele tá girando ali com ela, né? Já que a gente tá preso. E nesse movimento, ele força bastante. Ele flexiona os músculos, sobretudo do peito. E ele é tão forte que essa flexão no peito faz ela, presa ali a ele, ser levemente esmagada no chão.
E ele fica porçando o peito em cima dela e ele coloca as duas mãos no ombro dela e se levanta quase que fazendo uma flexão em cima dela, só que ele trava. Então ele tá todo o peso do corpo dele segurando o ombro dela enquanto ele tá flexionado em cima dela segurando os ombros dela e olhando pra ela. Ok.
Tu tá imobilizando ela ali, as tuas duas amigas tão dentro do buraco. Junto tá o rapaz meio assustado com tudo que tá acontecendo. Do lado oposto a este buraco, surge uma outra mulher, de cabelo loiro, assim, segurando uma tocha. Ela coloca a tocha sobre o buraco onde vocês estão e ela diz... Se a tocha cair...
Os três lá embaixo, eles morrem queimados. Ela fala isso comigo ou com eles? Eu não entendi. Ela fala isso pra todos vocês. A mão dela tá sobre o buraco e ela tá segurando a tocha. Enquanto tu pensa o que tu vai fazer, Cira e Sabrina que tão neste buraco com um óleo, né, como eu falei, de peixe altamente inflamável junto com vocês.
A hora que a Gabriela me empurrou, eu já tinha pensado nisso, né? Porque eu estava com uma tocha de fogo. Mas então, digamos que a tocha caiu quando ela me empurrou, né? Caiu e apagou, sim. A Sabrivna quer tentar um feitiço de vento simples. Ela quer só assoprar na direção dessa mulher loira pra tentar apagar a tocha, obviamente amplificando o sopro dela de forma a apagar a tocha à distância. É difícil, não é? Mas eu tirei, claro.
Um acerto crítico? Uma ventania sai do sopro da Sabrina que não só apaga a tocha como levanta a saia daquela loirinha e ela tenta segurar a saia, ela perde o equilíbrio e ela cai no poço junto com vocês, com a tocha apagada. Bem-vinda ao clube, menina. Me desculpa, a gente só tá se protegendo. Se protegendo de quem, exatamente? Dos soldados, dos aventureiros. Ela aponta pra vocês.
Acho que estou começando a entender.
É, Varami, sorte a moça. Estamos todos do mesmo lado. Eu olho pra cara dela. O que eu tô vendo, Guaxi? Rondado. Dois. Ela tenta sair na força física, bruta. Tu vê o chão, ele chega a tremer assim com a força que ela faz. Mas ela então desiste e levanta as mãozinhas. O Varami tá achando tudo estranho. Aí ele só para ainda segurando ela. Você, você... Quem é você?
Gabriel. Mas acho que estou enferrujada. Não, você é incrível. É que eu sou bastante incrível também. Eu solto ela. Eu grito lá do buraco pra vencer uma besta, só outra besta. Com todo respeito, eu elogio. Eu não imaginava que fosse o contrário até você dizer isso. E eu estendo... Aí eu levanto o guache e eu estendo a mão pra ela no chão. Pra ajudar ela a levantar. Te devo um bastão.
É verdade. Mas hoje mais cedo, ele cruza assim os braços. Hoje mais cedo, a minha companheira falou de uma arma poderosa chamada informação. Talvez fosse o momento de fazer uma troca. Eu tenho bastante disso. Te dá uma das mãos, vai até a beirada. Ela coloca os pés pra dentro do buraco. E a loira começa a ajudar as pessoas a saírem do buraco ali pro lado de vocês. Para mim ajuda também ali de fora. Todos, Cira, Gabriele, vão sair com a ajuda das ex-inimigas.
Saímos e a Sabrivna ainda está tentando acalmar o rapaz. Ela puxa mais um saquinho de dentro dos bolsos do vestido. Aqui, menino, tome isso aqui. Não tem o melhor sabor do mundo, mas engula rápido que você nem vai sentir. Isso vai te tranquilizar um pouco. Nós estamos aqui para te ajudar. Ele só obedece.
E não é a mesma massa que ela fica mascando. É uma outra preparação. Vocês todos estão fora ali do buraco, né? Meio sujos. A loira até tenta. Ela tira um paninho do vestido. Ela tenta ajudar vocês a se limparem ali.
Não se preocupe com isso. Me desculpem, me desculpem, me desculpem. Comigo você não precisa se preocupar. Talvez a Cera queira uma nova muda de roupas, mas... Me desculpem, me desculpem, me desculpem. Eu consigo carregar esse estilo tranquilamente. Tá tudo bem. Já estive em lomas piores. Sim, sim. Gabriele, já consegui reparar pela descrição. Você eu nunca tinha ouvido falar. Eu sou só uma das muitas que foram entregues ao Minotauro. Ela faz artes com a mão.
Sim, sim, eu estou entendendo. Há quanto tempo vocês têm esse esquema? A Gabriele tem uns 10 anos. Eu tô só no meu terceiro ano. Que maravilhoso. E ela olha assim pro Caio, né? Caio, menino, né? Uhum. Ela, por acaso, ela entrega o chapéu pra ele. Meu chapéu? Sim, e a menina Luna está com vocês? Eu não sei. Eu só caí nesse buraco. A Gabriele fala. Era só seguir as placas.
Eu achei que era uma armadilha e fui pro lado oposto. Colocou essas placas, Gabriele, você? Não, é bem anterior à minha chegada. E eu suponho que, depois de tanto tempo aqui, vocês talvez nos possam oferecer alguma explicação. Eu suponho que não exista minotauro, certo? Ah, ele morreu há muitos anos. Não, mas peraí, ele existiu? Me disseram que sim. Mas quando cheguei aqui, ele já havia falecido.
E o que vocês encontram ao chegar aqui? Qual o objetivo disso? Eu entendo, claro, eu tenho certeza que a cidade se mantém com base nessa tradição absurda, mas o que exatamente vocês encontram no labirinto? Olha...
O Minotauro escava uma saída pelos sulos da montanha. Há uma outra vila distante que não tem relação com a nossa. Algumas das meninas vão lá para seguir uma vida nova, pois temos minerais aqui na montanha que dá para vender e tentar uma nova vida. Então, a maioria vai para um lugar melhor. Mas uma delas voltou, Luna, certo? Ela olha para o Caio e dá um tapa na testa.
Ah, veja, nas coisas do amor, Gabriele, convém pagar pra ver. Não julgue uma alma apaixonada. O amor é uma das armas mais poderosas. Até mesmo mais do que essa tal informação. A Iria e a Gabriele se olham assim, dão risinho uma pra outra. O coração é engraçado, né? Eu não posso deixar vocês saírem daqui com o nosso segredo. Bem, vocês têm uma curandeira aqui? Hum, não. E eu posso me candidatar ao cargo.
É, bom, eu não sou muito boa em muita coisa também, mas não tem nada que faça. Eu queria voltar lá pra fora também, se vocês não se importam. É que somos uma família aqui. Recebemos visitas e tal, mas elas normalmente vão embora. Vocês são como se fossem guias pras mulheres que são enviadas pra esse local?
Sim. Nós quatro moramos aqui como uma família. Veja, eu não tenho a intenção, e acredito que minhas colegas também, de de qualquer forma destruir a sua família e a forma que você escolhe viver. Eu não ficaria nesse local. O mundo é grande demais, complexo demais, e por tudo isso bonito demais pra que eu fique preso com todo o respeito aqui dentro. Mas eu não tenho intenção de espalhar o seu segredo. Pra ser muito sincero, eu preferiria destruir essa tradição de enviar mulheres pra cá.
Mas se vocês quiserem manter as coisas assim, quem sou eu pra resolver qualquer coisa? Vocês chegam num jardim, a parte de cima do teto daquela caverna, daquele labirinto, tá aberto entrando sol, né? No coração desse labirinto existe uma câmara surpreendentemente iluminada, né? Dá pra ver uma fenda natural no teto onde há luz, no caso da lua no momento, né? Entra nesse pequeno jardim subterrâneo, tem abóboras, tem ervas, tem algumas medicinais, inclusive, né?
A Sabrina consegue identificar. Numa das paredes tem um mural pintado, assim, com pigmento simples. Retrata o minotauro, uma mulher humana. E essa mulher humana segurou um bebê. Eu aponto pra essa pictografia quem é essa mulher e quem é esse bebê, Gabriele.
O Minotauro, quando recebeu as primeiras mulheres, ele só criou o caminho nos fundos e as mandou embora. Ele não sabia falar, mas... Vera me contou que uma mulher se apaixonou pelo Minotauro e viveu com ele aqui. Por ser humana, envelheceu e morreu. E assim o Minotauro morreu junto.
Mais uma história de amor. Esse dia está sendo maravilhoso. Olha, eu imaginei que eu ia encontrar muita coisa aqui, mas eu nunca imaginei que eu fosse encontrar famílias felizes. É uma surpresa agradável. Nós quatro somos uma família feliz aqui. É, peraí, quatro? Sim. Eu, Ilha, Amélia e Vera. Eu suponho que essas duas sejam mulheres que foram enviadas pra esse local, sim?
Uma, sim. Entrando no jardim, entra uma mulher de cabelo escuro, né? E o olhar triste é a tal da Luna. Ela corre em direção ao Caio e atrás dela uma outra mulher, também de cabelo escuro, né? Mas um pouco mais velha, né? Um pouco mais sorridente. Abraçada com uma mulher muito alta. A parte de cima dela é de uma vaca, inclusive. E as duas se aproximam da Gabriela e as quatro se abraçam ali.
Finalmente alguém venceu a Gabriele? Diz a outra mulher Não foi uma vitória, foi um empate Ela me pegou de surpresa e eu peguei ela de surpresa Sabe como é Mas, Sabrivna, Sira Eu olho pra todas as pessoas ali, né? Não só as duas, mas as quatro mulheres também E o Caio Nós fomos enviados pra esse local Em virtude do desaparecimento Ou melhor, do reaparecimento de Luna A guilda dos ferreiros Estava desconfiada Buscando informações e fazendo perguntas Sobre a inexistência
do tal Minotauro. Vocês nos deram muito o que pensar e mais descobertas do que eu certamente poderia imaginar. E eu não sei o que vocês pensam, eu falo pra Sabrina e pra Cira, mas eu gostaria de saber o que vocês acham que nós deveríamos fazer perguntando isso pras demais. Pras tuas colegas ou pras... Pras mulheres, especialmente pra Luna. Eu quero que ela me diga o que ela quer, basicamente.
Vocês me trouxeram Caio. Eu pretendia fugir com ele e ainda vamos. Vamos ter uma nova vida. Tem uma saída atrás da montanha. Você pode costurar e eu posso te ajudar. Se os soldados e a guilda soubessem que você fugiu, eles te procurariam? Eles não conseguiriam sem um barco ou sem atravessar a montanha. Não saberiam onde me procurar.
Então nós poderíamos simplesmente falar a verdade pra eles. Que o minotauro não existe? Que você fugiu? Bem, eu prefiro que as pessoas tenham medo de vir aqui. Por que que as mulheres, elas... Nunca ninguém quis voltar? Por que que elas preferem ir pro outro lado da montanha? Olha, é uma cidade horrível. Onde as pessoas nesses 200 anos ainda acham que as mulheres são um objeto. Algo a ser negociado ou um bem a ser comprado pro casamento. Caso ela sobreviva a sorteios.
Mas, segundo eu entendo, vocês quatro que aqui estão nunca tiveram exatamente a oportunidade de voltar, certo? As portas ficam fechadas? Bem, temos o meio de sair se precisarmos. Entendo. Sabrivna? Hum? A Sabrivna, ela tava totalmente maravilhada com as ervas, com o jardim, não tava prestando assim muito atenção. Tem uma minovaca do teu lado, tava dizendo que já... Ah, não, não, isso aí ela viu.
Eu falo pra ela, você é claramente a mais sábia de todos nós. O que você acha que nós devemos fazer? Bom, já que eu não vou poder ficar aqui, né? Eu concordo que essa cidade é terrível, uma sociedade horrorosa. Por mim, a gente tentava reverter tudo isso. Mas vocês podem pensar nisso, vocês podem amadurecer a ideia.
Eu acredito que nós todos devamos sair pelos fundos e viver as nossas vidas, assim como todas as outras garotas que passaram antes de nós. Eu só me preocupo com a sua família, Caio. Seu irmão estava muito preocupado com você. Mas... É por amor, no fundo ele vai entender.
Bem, eu acredito que depois de algum tempo você possa enviar uma mensagem para eles dizendo que você está bem e morando em algum outro lugar longe daqui. Não precisa dizer que encontrou a Luna nem nada, apenas que você está bem. O que você acha? Excelente ideia. Ele entrega um chapéu para a Gabriele. Se você puder entregar isso para ele, ele vai entender.
Varami, eu acho que você não pretende ficar por aqui, né? Olha, eu não acho que contar a verdade do que está acontecendo aqui seja uma boa ideia, né? Bom, é um lugar seguro para todo mundo que está aqui. Então, por que você não volta e conta uma história de que sim, o Minotauro está vivo e que eu e Sabrina morremos numa terrível batalha contra o Minotauro e você conseguiu fugir por ser o mais forte?
E a lenda continua. E, bom, quem foi enviado pra cá, né, e depois quiser sair, vai ter essa escolha assim como todas as outras meninas tiveram. Gabrielle, você acredita que seria bom se eu pudesse tentar evitar que novas mulheres sejam enviadas? Seria maravilhoso conseguir mudar aquela cidade.
Eu não sou um homem de sutilizas, mas eu posso tentar. Sir, Sabrina, vocês pretendem ficar? Não ficar, já ficou definido que não podemos. Mas eu acho que eu vou sair pelos fundos e não entregar nada do que foi dito aqui.
Eu não chamo muito a Boinha Moutinho, sabe? Eu também vou pro outro lado da montanha. Não tem nada no mundo lá fora pra mim, sabe? Acho que um recomeço seria bacana. Eu vou dar o aviso pro Tom. Gabriele, eu lhe asseguro. Seu segredo está seguro comigo. Ela põe o chapéu na tua cabeça, te entrega o bastão quebrado. Olha.
Diga que foi o Minotaur. Eu direi. Eu olho pra Ciri e pra Sabrivna. Bom, nós nos conhecemos há apenas 72 horas, mas vocês realizaram grandes feitos. Desde se ocultar à plena vista até beijar idosos banguelas. Foi um prazer. Foi um prazer, Varami. E eu vou... Eu não tenho nada de simbólico pra entregar, mas eu vou entregar pra ele a bebida que eu roubei da taverna.
Eu pego a bebida. De lembrança. E, Sabrina, só uma última coisa. É, eu não sei se... Eu não sei se eu ouvi errado. Eu não sou dos mais inteligentes. Mas eu não sou menina não, tá? Seja bem. Em alguns momentos você...
Lembra de mim quando era mais jovem. Bom, eu espero envelhecer com a sua capacidade de sedução, Sabrivna. Foi um prazer. O prazer foi meu, querido. É, cuide-se e não faça besteiras, viu? É isso eu não posso prometer. E eu vou saindo em direção à entrada de volta.
Beleza. O que tu vai relatar pra Guilda de Ferreiros? Tá, eu saio, eu faço um sinal gritando pro Tom vir. Eu vou falar pro Tom que a Sabrivna morreu bravamente e que as últimas palavras dela foram Tom, que ela suspirou o nome dele com um sorriso enquanto a vida a deixava, mas aquela fagulha de amor era evidente pra qualquer olhos vistos.
Vou em direção à guilda e eu vou falar pra eles que o Minotauro existe, mas ele tá extremamente insatisfeito com o envio de mulheres. E foi por isso que ele devolveu a Luna, porque ele não quer mais aceitar mulheres sendo enviadas pra aquele local. Ele tá farto disso, depois de tantas décadas ou séculos, não sei. E que ele quer só ser deixado em paz.
Ele quer simplesmente que deixem ele no labirinto e nunca mais mexam com aquilo. E que a Luna retornou ao labirinto. Ela, infelizmente, teve a sua vida perdida lá. Assim como as minhas duas companheiras faleceram em combate contra o terrível Minotauro, que eu sobrevivi com muita dificuldade. Eu vou, Guaxa, antes de sair do labirinto, eu vou pegar alguma das p...
que tem ali no labirinto e eu vou começar a me bater, assim. Eu não sinto muita dor porque eu tô acostumado, mas o meu corpo vai ficar bem indicado, assim, arranhado, com cortes e tal. Então eu vou falar que houve uma batalha terrível e que, por sorte, eu sobrevivi. É, tu tem alguns hematomas da batalha com a Gabriela, inclusive. Ela realmente era muito forte.
O teu relato acaba levando a guilda dos ferreiros, há alguns anos à frente, fazer uma guerra civil ali. A guilda dos mercadores contra a guilda da forja, dos ferreiros, acaba entrando em guerra. Tu vai estar na cidade para participar disso ou tu já vai estar longe?
Ah, eu acho que eu não fiquei na cidade pra esperar a guerra, mas quando eu descobri que isso ia acontecer, eu pedi pra me chamarem e eu lutei quando a guerra começou. Cira, tu foi pra onde? Foi junto com a Sabrina ou sozinha? Essa outra cidade, ela é mais litorânea, diferente, né? É uma vila mais de pescadores, embora lá tenha barcos pra ir pra outros continentes, contam as histórias, embora sejam lendas como do Minotauro. O que você fez da sua vida depois daquilo?
Bom, tô tendo o grande recomeço que eu queria e não foi necessário dinheiro, como eu achei que seria inicialmente. Como eu não tenho nenhuma outra habilidade que não seja roubar, se a Sabrivna permitir eu vou querer ser aprendiz dela pra, enfim, conseguir também ajudar as pessoas ali com ervas e magias, pequenas magias e tudo mais. Perfeitamente. Ganhei um aprendiz.
E vamos viajar ao mundo. E voltar ocasionalmente ali, por essa cidade litorânea, a gente volta e visita as mulheres lá. Traz coisas de outros lugares do mundo para elas. Especialmente eu levo coisas para o jardim, ervas novas, plantas novas para o jardim delas.
Até que é pra gente fazer parte, não exatamente fazer parte da Fabi, mas ser a tia distante, sabe? Que vai visitar de vez em quando. Eu só queria dizer, Guaxa, que em algum momento, alguma noite, talvez depois do filho da garçonete nascer, eu queria levar ela escondida pra dentro do labirinto pra ela reencontrar a Gabriela.
Isso gera uma situação, mas essa é uma outra aventura. E Sabrina, muitos anos depois, já estava há um bom tempo sem visitar o labirinto, já estava se preparando até para fazer essa volta, você estava numa taberna onde um bardo conta a história de um bravo guerreiro chamado Varamir.
que rodopiava entre exércitos e ajudou na queda de um governo tirano numa terra distante, e que agora, aquele lugar, depois de tirar tiranos, tem agora uma rainha. E ela é uma vaca.
Escudo do Mestre. Escudo do Mestre, que é a estrutura de papelão, madeira, que o Mestre usa o ponte de notação na semana de dados, mas aqui eu baixo pra vocês e conto tudo o que aconteceu na aventura. Esse episódio está abrindo o mês de maio, que é o nosso mês de aniversário do RPG Watch. Esse episódio está saindo na segunda-feira, pra quem é padrinho, no dia 4 do 5, e no feed, normalmente na quinta-feira, ou talvez na quarta-feira à noite, né? Porque às vezes eu quero dormir um pouco mais cedo.
E semana que vem, além do Guaxaverso deste episódio, teremos um episódio muito especial. Não é RPG, não é leitura de comentários. Você pode saber o nome dele indo lá no nosso Instagram. Depois vamos ter um episódio regular, um episódio de RPG normal, que também vai ter o seu devido Guaxaverso gravado na semana seguinte. Mas, na semana seguinte, teremos um episódio que já saiu para os padrinhos lá em fevereiro. É um episódio que foi gravado que foi gravado.
É uma versão paralela de um outro episódio nosso. Foi gravado só com os padrinhos que ganharam um sorteio relacionado à caneca. Lá eu explico quando chegar o momento oportuno. Então vai ter esse episódio extra, esse sim de RPG, né? Editado com a qualidade do Zorzal de sempre. Mas com detalhe que são três jogadores meninos. Mas tá bem divertida a aventura. Mesmo pra quem ouviu o original, ela vai pra um caminho bem diferente.
Então temos muitas coisas acontecendo. E por isso, queria convidar você a ser nosso padrinho em apoia.se barra rip guacha. Apoia a partir de 10 reais, vai liberar um post que tem um link pro Telegram. Clicou, entrou no Telegram, lá tem vários subgrupos. Você vai ser muito bem recebido. E o principal, vai ajudar esse podcast a continuar existindo, a pagar os nossos editores.
Vai lá e apoia. Você recebe o episódio de onde? Você grava a voz de NPC? Você pode acompanhar a nossa campanha de Máscara da Enlatotep ao vivo lá no Discord ou receber exclusivamente o áudio bruto, né? Uma ediçãozinha leve só pra tirar os respiros, tirar ali as coisas que não tem nada a ver. Então você pode acompanhar exclusivamente. Já tem cinco episódios relativos ao prólogo no Peru. E essa semana a gente começa a parte da aventura, o capítulo 1 de verdade, né? Lá em Nova York.
A ideia de como esse episódio surgiu, ela é inusitada. E é tudo que eu vou dizer sobre ela. Mas basicamente, eu queria um RPG medieval mais clássico, né? E isso é o mais clássico que a gente chega aqui no RPGuash.
Mas basicamente o Erdi, depois de jogar aquela aventura lá no início do ano da Colombina, ele me disse que tinha um bárbaro polidancer que ele queria usar no RPGuacha, e quando surgiu uma aventura medieval, eu pensei no personagem dele, e daí a Shelly já tá nessa sequência de vários episódios, e o próprio Erdi, se eu não me engano, foi quem reencomendou a Gabi. Então tá aí, tá aí, espero que tenham gostado.
Um episódio mais divertido, mais leve. Agradeço a revisão, que foi feita pelo Caio Lourenço, maravilhoso, como sempre. E aos editores, sim, aos editores. A do Rafael Zorzal, que não está mais com vaga para edição no momento. Inclusive, ele está tão atarefado que agora ele está dividindo as tarefas dele com o nosso querido Nate. Se você precisa de edição, fala com o Nate. O arroba dele lá no Instagram é maravilhosa. Você vai em arroba.
Demônio Underline Do Underline Comunismo Sabia que vocês iam gostar Como vocês sabem O RPG baixo ele é gravado como RPG Lá no Discord E depois os NPCs são alterados Pelo Zorzal e pelo Nate Pra vozes de padrinho Se você quiser ser padrinho Já falei lá no começo Como é que você pode ser E pra esse episódio Tivemos a Fabi Fazendo a Gabriele A Rafa Maliceschi Fazendo a Garçonete Que eu tenho um texto
A Carol fez a Iria. O Tom, lá na guarita, o guarda, foi feito pelo Lucborgs. O Caio foi feito pelo Rods. O irmão do Caio foi feito pelo Lucas Zesk. Uma das meninas, que eu não lembro se foi dado o nome, foi feita pela Mel. O Alan foi feito pelo Patrick. O Bartolomeu foi feito pelo Gabriel Ballardino. E a Luna foi feita...
pela Laris Orzenoni. Espero que tenham gostado do episódio. Não esquece de ir lá no post e deixar seu comentário pra ser lido no Guaxa Verso. Não esquece de apresentar a RPGuaxa pra novos ouvintes. Acho que um episódio como esse seria uma boa porta de entrada pra mais pessoas. Um beijo no coração de vocês. Rola em seis, rola em vinte. Se tudo errado, rola no chão. Que abaca o fogo e diverte. E até a próxima, gente. Esse mês vai ser corrido. Conto com vocês.
Muitos são os números que regem o multiverso. Sete realidades paralelas que já foram três. Quatro linhas sagradas, uma linha vazia e duas preenchidas de escuridão. Um guaxinim representando um. Três meninas segurando um seis. E uma infinidade de possibilidades entre eles. E você, qual o seu número?