Episódios de Flávia Oliveira - Rio + Rua

Parque Shangai: 60 Anos de Resistência

05 de maio de 20266min
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Do parque itinerante ao símbolo cultural da Penha
Participantes neste episódio3
B

Bianca

HostJornalista
L

Leandro

HostJornalista
F

Flávia Oliveira

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Parque ShangaiPatrimônio Cultural e Imaterial · História do Parque Shangai · Localização na Penha · Resiliência e longevidade
  • Memória executivaInfância em Irajá · Festa da Penha · Importância cultural do parque
Transcrição14 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Rio Mais Rua, com Flávia Oliveira. Oi, Flávia, bom dia para você. Oi, bom dia, Bianca, bom dia, Leandro, bom dia à nossa equipe, bom dia aos nossos ouvintes. Que sessão nostalgia hoje na CBN Rio. Estou aqui ouvindo tudo que vocês já falaram sobre...

Os palácios, sobre a glória, sobre o Belfort Roxo, sobre as nossas riquezas, e eu trago mais uma. Isso, Flávia, bom dia para você, minha querida. Você traz uma que, inclusive, virou patrimônio cultural e material do nosso estado, o Parque Xangai, minha amiga.

Deixa eu contar uma história para vocês. Eu estava no fim de semana assistindo a essa série Territórios do Globo Play sobre a questão do crime, do crime organizado, de tudo que tem acontecido no Rio de Janeiro e no Brasil. É um pequeno spoiler, mas é que no primeiro episódio conta o início, a gênese daquela operação de outubro do ano passado e aparece um mapa em que o Parque Xangai está e aparece um mapa em que o Parque Xangai está

localizado, identificado na estratégia da polícia. E eu pensei isso, nossa, o Parque Xangai, das minhas memórias, mais remotas de infância, vocês sabem que eu cresci em Irajá.

É ali, na região, muito perto. E eu lembro muito de frequentar o Parque Xangai nos meses de outubro, quando tinha a festa da Penha, famosa Igreja da Penha, outro tesouro de uma beleza do Rio de Janeiro.

Pois hoje me deparo com essa notícia de que o governador interino Ricardo Couto assinou o decreto que transforma o Parque Xangai, ali no Largo da Penha, em patrimônio cultural e imaterial do Rio de Janeiro.

Eu sabia que ele podia estar ali há muito tempo, porque eu já vou fazer 57 anos e lembro da minha infância no Parque Xangai. Mas não tinha ideia de que esse espaço de entretenimento na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, já tem mais de 100 anos, foi inaugurado.

como uma atração itinerante, em 1919, Leandro e Bianca, em São Paulo. Lá pelos anos 30, em 1934, ele chega no Rio, primeiro ali nos arredores do aeroporto Santos Dumont, nos anos 40, na Quinta da Boa Vista, outra maravilha do Rio de Janeiro, eu vi Bianca falando das praças e dos parques.

outra maravilha do Rio de Janeiro, e desde 1966, portanto está completando 60 anos, nesse endereço na Penha. É o mais antigo parque brasileiro, carioca, no caso, e também da América do Sul, porque desde 1919 em operação. E eu fiquei pensando quantas gerações, famílias inteiras, crianças, adolescentes,

já passaram por esse parque desde lá de 1919, em São Paulo, e desde 1966, no Rio de Janeiro, no Largo da Penha. E o que esse equipamento de entretenimento, de diversão, de fantasia, os parques de diversão são ambientes tão lúdicos, algo até românticos, o quanto ele já testemunhou.

em relação a essa região onde ele está instalado. Volto ao início da nossa conversa, quando mencionei a localização dele e a polícia preparando a operação para chegar a um dos acessos dos complexos do Alemão e da Penha.

Então, é de fato uma demonstração de resiliência de um equipamento, de um estabelecimento, e acho que de uma cidade que o acolhe. São 4 mil visitantes por mês e que garantiram ou garantem a longevidade à existência desse que agora é um patrimônio do Rio de Janeiro, Leandre Bianca.

Legal, Flávia, muito bom ouvir esse teu relato, essa tua história, acompanhada aqui por Laerte Afonso, que também é um frequentador e fã do Parque Xangai, e pela Júlia Viana, nossa repórter aqui, que está escrevendo, morei quase toda a vida ao lado do Parque Xangai, não tem jeito, um monte de mensagens já chegando aqui para a gente, sempre que a gente fala desse lugar que é muito especial para a história da cidade e símbolo dessa resistência que você mencionou, Flávia, aciona muitas memórias afetivas e coletivas, muito bom.

Exatamente. Memórias afetivas, coletivas, e nos alimenta para uma luta, de nos provar, nos convencer de que o Rio de Janeiro vale muito a pena. Isso aí. Obrigada, Flávia. Um beijo para você. Um beijo. Até quinta. Boa semana. Boa semana.