Episódios de Kellen Severo Podcast

941. #3em1Agro - 05/04/26

04 de maio de 20263min
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#3em1Agro - confira os destaques desta segunda-feira (04/05/26):

➡️ Milho safrinha: consultoria reduz produção em 0,1%. Confira perdas por estado.

➡️ Petrobras retoma produção de ureia no Paraná. Qual efeito no mercado de fertilizantes?

➡️ Preço do leite sobe e medida política pode mexer com preços. Saiba o que está em discussão.

➡️ Aumento de mistura do biodiesel ao diesel será decidido nesta quinta? Entenda!

*Kellen Severo, jornalista Agro

Participantes neste episódio1
K

Kellen Severo

ReporterJornalista Agro
Assuntos4
  • Ciclo agrícola do milho safrinhaRevisão da produção pela Stonex · Perdas por estado (Goiás, Paraná, Minas Gerais, São Paulo) · Compensação parcial por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul · Previsão de Vlamir Brandalize · Risco climático e proximidade da colheita
  • Preços do caféTerceira alta seguida e valor abaixo do ano passado · Expectativa de continuidade da alta em abril · Aprovação do PL que proíbe reconstituição de leite em pó importado · Intervenção regulatória para inibir importação
  • PetrobrasRetomada da produção em Araucária, Paraná · Efeito limitado no mercado de fertilizantes · Capacidade da unidade e impacto nas importações brasileiras · Exposição do produtor ao mercado internacional
  • Propostas de aumento de mistura de biocombustíveisReunião do Conselho Nacional de Política Energética · Expectativa de avanço no biodiesel e etanol · Possibilidade de aumento da mistura no diesel e gasolina · Impacto direto na demanda por grãos
Transcrição9 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Safrinha de milho vai ser menor, dados divulgados hoje são o destaque número 1 do 13 em 1 do agro. A Stonex revisou a produção de milho segunda safra para 106,1 milhões de toneladas com cortes relevantes justamente nas áreas mais pressionadas, Goiás, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, refletindo a semana de calores, chuvas e regulares. Ao mesmo tempo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão compensando parcialmente com uma alta na produção e o clima ainda mais estável.

Na leitura de campo, o Vlamir Brandalize está trabalhando com uma safrinha entre 100 e 105 milhões de toneladas, com perdas relevantes de produtividade de até 30%.

Em Goiás e até 20% em Minas, em um cenário que ele considera em parte irreversível. No curto prazo, o clima segue no radar. Áreas do centro e sul continuam com pouca chuva e temperaturas elevadas, enquanto há previsão de geada fraca a moderada no sul do Paraná entre 9 e 12 de maio.

com uma previsão de impacto limitado neste momento. Ainda assim, o mercado está equilibrando duas forças principais. De um lado, o risco climático sustentando os preços e, de outro, a proximidade da colheita, que começa no fim de maio agora em Mato Grosso, segurando movimentos mais agressivos de alta no preço do grau.

O destaque 2 é para a Petrobras, que retoma a produção de ureia em Araucária, no Paraná. E o que isso muda para esse mercado de fertilizante? O efeito deve ser limitado, de acordo com a Datagro. A unidade volta com capacidade de 720 mil toneladas por ante, o equivalente a 9% das importações brasileiras.

Na leitura da Datagro, o impacto no curto prazo tende a ser marginal, com o produtor ainda exposto ao mercado internacional, especialmente um ano em que a ureia já acumula uma alta de mais de 45% nos preços. Para a próxima safra pode até haver algum alívio pontual, mas o eixo de formação de preços segue global.

E o destaque 13 é o preço do leite, que voltou a subir no Brasil, mas ainda sem recuperar as perdas do último ano. Segundo o CPEA, o pagamento de março registrou a terceira alta seguida, com média de 2,39 por litro. Na média Brasil, um avanço de mais de 10%. Apesar disso, o valor ainda está 18,7% abaixo do mesmo período do ano passado. A expectativa do CPEA é de continuidade da alta em abril, com uma possível perda de força em maio.

Em paralelo, o leite também ganhou peso político. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou o PL.

que proíbe a reconstituição de leite em pó importado para a venda como leite fluido no Brasil. Se não houver recurso, esse texto segue direto para o Senado. Na prática, essa medida impede que indústrias utilizem um leite em pó importado para a produção de leite líquido e derivados, numa tentativa de conter o avanço das importações e reduzir a pressão sobre o produtor nacional. Além do ajuste de oferta, o leite poderá contar então...

com uma intervenção regulatória que inibiria a importação como fator de sustentação para preços. E o destaque bônus de hoje é para o aumento da mistura de biocombustíveis. Voltando à pauta do governo, uma reunião está prevista agora para quinta-feira, o Conselho Nacional de Política Energética e, segundo o Ministério de Minas e Energia, até agora não há confirmação oficial, mas ela está prevista.

A expectativa do mercado é de avanço tanto no biodiesel quanto no etanol, com a possibilidade de mistura no diesel subir de 15% para 16% e na gasolina de 30% para 32%, se confirmado o impacto é direto em demanda por grau. Qual dos destaques mais te interessou? Comenta aqui. Até!

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