Do ensino médio a R$ 1,2 bilhão: a construção da FlyBy | Café com ADM #510
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SOBRE ESTE EPISÓDIO
Aos 16 anos, Gianlucca Nahas encontrou uma oportunidade que começaria quase por acaso: conectar pessoas com milhas prestes a vencer a outras que buscavam passagens mais baratas. O experimento cresceu rapidamente e deu origem à FlyBy Viagens, empresa que hoje conta com cerca de 150 funcionários, operações no Brasil e nos Estados Unidos e projeção de alcançar R$ 1,2 bilhão em faturamento em 2026.
Neste episódio do Café com ADM, Gian conta como começou a empreender ainda no colégio, ao lado do sócio Marco, estruturando um modelo de intermediação que não exigia capital inicial e aproveitava uma oportunidade pouco explorada no mercado de programas de fidelidade. Em poucos meses, a operação já movimentava centenas de milhares de reais e exigia a criação de uma empresa formal.
A conversa passa pela gestão de uma empresa em crescimento, os impactos da pandemia no turismo, a escolha de atuar no segmento de viagens de luxo, o avanço para o mercado corporativo e a internacionalização da operação. Gianluca também explica como tecnologia e inteligência artificial estão sendo usadas para oferecer mais informações aos responsáveis pela aprovação de viagens e ajudar empresas a controlar melhor seus custos.
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- Conselho para Novos Empreendedores· NegociosComeçar agora, sem esperar o momento perfeito·Aproveitar oportunidades e ser dinâmico
- FlyBy Viagens· NegociosIntermediação de milhas·Modelo de negócio sem capital inicial·Crescimento rápido e formalização
- Empreendedorismo na Adolescência· NegociosFlyBy Viagens·Oportunidade de mercado de milhas·Marco Fragalli
- Estratégia de Nicho e Viagens de Luxo· NegociosFoco em classe executiva e primeira classe·Atendimento personalizado e concierge·Diferenciação em relação aos concorrentes
- Tecnologia e IA na FlyBy· TecnologiaPlataforma com informações detalhadas para aprovadores·Análise de IA para otimização de decisões·Economia de 10 a 70% para empresas
- Internacionalização da FlyBy· NegociosExpansão para Miami e mercado mexicano·Adaptação a diferentes culturas de trabalho·Modelo de negócio replicável em outros países·Atendimento a México, Colômbia e Peru
- Viagens Corporativas· NegociosDemanda de clientes C-level e diretoria·Plataforma de gestão de viagens·Controle de custos e otimização
- Gestão e Profissionalização Precoce· SociedadeEmancipação e contratação de funcionários·Desafios da administração jovem·Importância da experiência prática
- Impacto da Pandemia no Turismo· NegociosPerda de faturamento e reversão de vendas·Resiliência e adaptação da empresa
- Indicadores Economicos Viagens Corporativas· EconomiaInelasticidade das viagens corporativas·Aumento do ticket médio e custo de passagens·Menos pessoas viajando, pagando mais
Fala, galera! Está no ar mais um Café com ADM, a sua dose de cafeína nos negócios. E hoje eu vou conversar com empreendedor que começou cedo, muito cedo. Aos 16 anos, o Gianluca Narras fundou a Fly By Viagens ao lado do Marco Fragalli, sem capital inicial. 3 anos depois, ele entrou pra lista da Forbes Under 30. Hoje, a Flybuy tem cerca de 150 funcionários, operações no Brasil e nos Estados Unidos, e projeta alcançar R$1,2 bilhão em faturamento em 2026.
Só que tem algo nessa história que me interessa ainda mais. Quem movimenta viagens de milhares de executivos acaba tendo uma espécie de janela pra economia real. Você percebe quando as empresas estão expandindo, cortando custos, contratando, internacionalizando e mudando prioridades. Então hoje a gente vai falar sobre empreendedorismo, gestão, tecnologia e sobre o que as viagens corporativas podem revelar a respeito das empresas e da própria economia.
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Gianluca, seja muito bem-vindo ao nosso Café com ADM. Que honra te receber por aqui, cara.
Muito obrigado, Leandro. É um prazer conversar com você, com teu público, e espero que a gente tenha uma conversa muito boa e muito esclarecedora para para os seus ouvintes aqui, para o seu público.
Muito bem, Jean. Você começou a Flybuy aos 16 anos de idade, cara, um adolescente, né, sem capital. Enfim, cara, acho que você tava na escola ainda. Queria que você comentasse, né, como é que foi esse período, né, e o que que um garoto de 16 anos enxergou lá atrás naquele mercado que os adultos ainda não estavam enxergando, cara.
Então, uma história curiosa, uma história diferente. Eu, quando eu fundei a Flyby, eu fundei junto com o meu sócio Marco, que era meu amigo na época da escola, um grande amigo meu, sempre foi. E, cara, não veio muito com a ideia de tipo assim, vamos fundar uma empresa. Eu acho que isso foi o resultado de uma oportunidade que a gente encontrou num determinado momento, e eu vou explicar aqui porque é uma história muito bonita. Na época eu tinha mais ou menos 15, 16 anos de idade, e os meus familiares viajavam muito.
Meu pai era médico e ele tava sempre indo para algum congresso no exterior. Num determinado momento, o meu tio, irmão dele, comentou comigo, falou: pô, cara, tô cheio de milha no meu cartão de crédito. Eu não sei para que que serve isso. O banco fica me ligando falando que eu tenho milha, que a milha vai vencer, que eu vou perder meu dinheiro. Eu não sei o que eu faço, eu não tenho nenhuma viagem programada. Você sabe como é que funciona esse negócio de milha?
Eu falei, puta, cara, não sei, não conheço, mas eu vou pensar em alguma coisa aqui. Quando meu pai, uma, duas semanas depois, chegou para mim e falou assim, já Tô precisando ir para Itália, só que, cara, passagem tá muito cara, tá custando R$20 mil executiva para Milão, e eu não sei como é que vai fazer, é muito caro, também não sei se eu vou conseguir ir. Vê se você consegue alguma coisa mais barata aí, sei lá, com alguma outra companhia aérea.
E aí eu lembrei que o meu tio, irmão dele, tinha uma porrada de milha. Eu falei para ele, falei, pô, tio, Liguei para ele, aquelas milhas lá, quantas milhas você tem? Ele falou, pô, eu tenho aqui 300 mil milhas. Eu entrei no site da companhia e vi que a passagem do meu pai custava 280 mil milhas. Eu falei, pô, tio, você vende essas milhas? Como é que faz? Por quanto que você me vende? E ele falou, cara, eu não sei, 2 mil tá bom para você?
Eu falei, pô, não sei. Liguei para o meu pai, falei, cara, Teu irmão quer vender por R$2.000, você quer vender? Ele falou, você quer comprar? Ele falou, óbvio, pode comprar. Pô, meu tio ficou felizão porque ele falou, cara, tava com essas milhas aí, ia jogar no lixo, não sei o que eu vou fazer com esse negócio. O meu pai ficou super feliz porque ele ia pagar R$20.000, pagou R$2.000. E eu fiquei com aquele negócio na minha cabeça, era uma coisa que me visitava de vez em quando, sabe?
Falei, pô, os caras são irmãos, um tinha milhas, o outro tava precisando viajar. Os cara não sabiam quantas pessoas no Brasil tem milhas e não usam, e quantas pessoas querem viajar mais barato com as milhas que tem. Esse negócio ficou na minha cabeça. E aí eu lembro que eu comentei com o Marco, que era meu amigo na época da escola, tinha 15, 16 anos. Eu falei, cara, aconteceu um negócio aqui, comprei as milhas do meu tio, vendi a passagem para o meu pai, meu tio ficou super feliz, meu pai ficou super feliz.
Mas pô, cara, pensa quantas pessoas devem ter milhas. E aí o Marco falou assim, cara, eu tenho uma ideia. Falei, qual tua ideia? Olha, as amigas da minha avó, elas com certeza usam muito cartão de crédito, e eu tenho certeza absoluta que elas não sabem usar suas milhas. Eu vou pedir para ela mandar no grupo de WhatsApp das formadas, né? Então assim, o grupo que formou junto, né, das avós e tal, falando que o neto dela vende milhas e que ele pode falar, que elas podem falar direto comigo que eu vou instruí-las, né, a vender e tal.
Cara, naquele momento foi um teste, né, foi um teste ali, uma brincadeira. Ele mandou no grupo e, cara, todas as senhorinhas mandando mensagem para ele: olha, eu tenho milhas, como é que funciona, eu não sei quantas milhas eu tenho. E a gente entrava, a gente ajudava elas, cara. Tinha senhorinha ali que tinha 1 milhão de milhas, outra que tinha 500 mil milhas, outra que tinha 700 mil milhas, e ninguém sabia. As milhas iam vencer, elas iam perder aquele dinheiro.
E o que que a gente fazia? A gente cadastrava elas num banco de dados de fornecedores. Por outro lado, a gente precisava encontrar os compradores para essas milhas. E aí o que que a gente começou a fazer? A gente fez o que hoje, né, se chama de bankline, né, de marketplace. A gente pegava as pessoas que queriam comprar passagem, a gente conectava os compradores com os vendedores e tirava disso uma intermediação. Então a gente não precisava de dinheiro para fazer um negócio acontecer, a gente precisava só saber quem eram os compradores e quem eram os vendedores.
A gente só tava ali intermediando a relação entre os dois. E cara, na primeira vez que a gente pagou para uma dessas senhorinhas, eu não me lembro agora, mas foi uma coisa de R$10.000, ela falou, cara, eu nunca imaginei que eu tinha R$10.000 que não tava no banco, mas tava dentro do meu programa de fidelidade, e que eu poderia receber um dinheiro que, pô, que me ajuda aqui a pagar uma conta ou outra, que, né, são, é um dinheiro que a pessoa poderia nunca ter recebido e começavam a indicar, né.
Então de um lado a gente tinha os compradores que eram os pais dos nossos amigos, os nossos amigos que viajavam com a família e tal, eles compravam a passagem com desconto e a gente vendia as milhas das pessoas que estavam, que estavam com esse excesso de pontos nos programas de fidelidade. Então o negócio começou assim, né, a gente começou de brincadeira, cara, em 2, 3 meses a gente já tinha vendido R$200, R$300 mil. E o negócio começou a sair um pouco do controle, sabe, porque as pessoas começavam a me chamar, tava no colégio, tava estudando, aí eu tinha que largar a aula para atender, porque também não ia deixar de atender um cliente.
Aí depois a pessoa queria mudar o dia da passagem, e aí eu precisava atender o cara de novo. Eu falei, cara, a gente precisa montar realmente uma empresa. É porque eu e você aqui, a gente não vai conseguir dar conta de toda essa demanda numa época que não existia essa educação de milhas igual tem hoje, né? Hoje em dia, se você quiser vender tuas milhas, você entra no Google e coloca lá: quero vender minhas milhas. Vai aparecer 10, 20 opções para você.
Naquela época não se falava de programa de fidelidade, não se falava de compra e venda de milhas. Realmente era um assunto desconhecido, né? Por ser um assunto desconhecido, você gerava ali as maiores oportunidades, né? Porque as pessoas, a gente não tinha concorrente, a gente não tinha, a gente não tinha nenhum tipo de padronização, né, de compra e venda de milhas. Então a gente, a gente basicamente começou ali um negócio do zero.
E a gente foi, eu lembro Não pode falar, pode falar, que aí depois eu te pergunto. Pode continuar.
Não, aí a gente se emancipou, né? A gente tinha menos de 18 anos, a gente devia ter uns 16, 17. A gente se emancipou, né, dos nossos pais. A gente abriu uma empresa e a gente começou a contratar funcionários. A gente primeiro contratou um, depois dois, depois três. Antes dos 18 anos a gente tava com 15 funcionários. E uma empresa que faturava ali, sei lá, uns R$2 milhões por mês dentro da escola. Isso é o mais chocante, né? A gente tava estudando ainda, cara. Pode falar.
Então, eu queria te perguntar o seguinte, cara. É assim, uma coisa que já é uma grande coisa é você ter uma ideia, validar essa ideia e ter já um sucesso inicial. Aí como você tava tendo dentro da escola, enfim, vendendo já centenas de milhares de reais ali por mês, tá? E mas a outra coisa é exatamente você montar uma estrutura profissional de negócio e você escalar esse negócio ao ponto, né, como eu comentei aqui hoje, né, vocês aqui projetam alcançar mais de R$1 bilhão de faturamento aqui em 2026, cara.
Aí é isso que eu queria te perguntar, 2 jovens, eu vou chamar assim, não 2 jovens, vou chamar assim 2 moleques, tá? Eu posso chamar assim porque eu tenho filhos nessa faixa etária aí, dos seus 15 aos 17 anos. Então são 2 moleques e na escola ainda. E aí vocês, bom, se emancipam, criam uma empresa, e essa empresa ela tem que ser administrada. E para administrar uma empresa, cara, ou você tem, é um autodidata assim sabe, aqueles totalmente fora da curva, ou você tem experiência, você apanha, você, né, vai aprendendo ali na tentativa e erro, ou você estuda e se prepara para isso.
Vocês não tiveram esse tempo, né, para ter toda essa curva de aprendizado, enfim, né, para esse negócio realmente começar a tracionar. Vocês não tiveram tempo para estudar porque vocês estavam na escola ainda. Eu queria saber como é que foi essa preparação, essa profissionalização de uma hora para outra, como é que vocês conseguiram, né, esse grande feito, né, que foi estruturar realmente uma empresa, gerir funcionários, já acima de 15 funcionários ali no seu primeiro ano de atividade. Conta aí para gente aí.
Olha, então hoje olhando para trás, isso é loucura, tá? Foi o que a gente passou ali, foi realmente loucura. É muito difícil você administrar uma empresa tendo 16, 17 anos de idade. Primeiro que Você tem que recrutar os funcionários, depois você tem que contratar esses funcionários, depois você tem que designar funções para essas pessoas, você ainda tem que administrar as finanças da empresa, o fluxo de caixa. Enfim, você tem várias coisas ali que você precisa fazer.
Agora, eu logo no começo eu contratei um, eu diria que hoje em dia é o equivalente a um diretor financeiro. Tá, que era uma pessoa sênior de confiança minha e que tá com a gente até hoje. Então essa questão, né, de financeiro e dia a dia tal, a gente sempre deixou com ele. Óbvio que a gente sempre dava os nossos pitacos, né. O primeiro DRE que eu li foi quando eu tinha 16 anos de idade. Então assim, eu, eu tenho essa experiência de acompanhar todo um processo administrativo e financeiro.
Mas por outro lado, eu vivi isso na prática, né? Eu, eu vejo muito hoje, né, o pessoal fala assim, pô, quando eu quero empreender, eu preciso, eu preciso fazer a faculdade, depois da faculdade eu preciso fazer o estágio, depois do estágio eu preciso fazer uma especialização e tal. E eu discordo. Eu acho que o empreendedorismo, administração, realmente é muito importante você sempre estudar Mas onde você mais vai aprender é no dia a dia, que é quando eu imagino que você veja que aquilo que você aprendeu nem sempre se aplica a todas as situações que você vai se deparar durante uma vida empreendedora.
Como eu comecei muito cedo, eu acho que eu passei por vários processos muito cedo também, sabe, que as pessoas talvez demorariam às vezes 10, 20 anos para passar. Eu acho que eu passei por esses processos muito cedo. A gente começou, e quando, logo quando a gente começou, o negócio começou a fazer sentido e a operação começou a ficar estruturada, a gente passou pela pandemia, que no mercado de turismo e de viagens e tal, cara, é um desastre assim, é o fim do mundo.
Porque você imagina que você fica sem faturamento da noite para o dia E não só você tá sem faturamento, mas também você tá precisando fazer a reversão das vendas que você fez no passado, né? Porque o cara, quando ele compra uma viagem, ele não compra para viajar amanhã, ele compra para viajar para daqui 1, 2, 3, 4, 5, até 12 meses, né? E essas pessoas que compraram as viagens não iam viajar. Então não só a gente não tava faturando, mas a gente tava devolvendo o faturamento que a gente fez de 12 meses para trás, né?
Assim, essas experiências que eu tive quando eu realmente precisei lidar com administração do negócio na prática, que eu acho que é completamente diferente do que na teoria. É, na teoria você vai lá, você faz o budget anual, você fala, pô, quanto que a minha empresa vai fazer? Quanto que, cara, na prática, 2020 ia ser o melhor ano da história da minha empresa, e eu Cara, em março peguei uma pandemia e o negócio ficou de cabeça para baixo até 2022 praticamente, né?
Então assim, a administração da empresa eu acho que é super importante, é um negócio, eu acho que é o cérebro e o pulmão da empresa. Só que no meu caso eu aprendi a administrar no dia a dia do negócio, eu fui forçado a aprender. Né, que eu acho que é quando você mais aprende, que é quando você não tem opção, né, é quando você tem que lidar com aqueles desafios realmente malucos, que é, cara, é loucura, né. Então assim, eu passei pela crise do COVID, depois a primeira onda, segunda onda, terceira onda, cara.
Depois a gente teve a crise dos nossos concorrentes, que também nos afetou. E estamos aí, né? O negócio cresce e graças a Deus a gente tá aí para ter um 2026, se Deus quiser, muito bom.
Muito bem, cara. Eu queria já te dar os parabéns, né? Porque para empreender, antes de mais nada, é preciso ter coragem. E você demonstra ter essa coragem desde muito cedo. E outra coisa, cara, que eu sempre recomendo, né, para não só para nossa audiência aqui, mas sobretudo para os jovens futuros administradores, futuros empreendedores, que comecem a praticar desde cedo. Então assim, se o cara entrou na faculdade de administração, por exemplo, assim, já que a gente tá dentro aqui do Café com ADM, né, dentro que faz parte aqui do administradores.com, cara, desde o primeiro dia, né, não espera.
Como aqui o Jean falou, você não precisa passar a faculdade toda, depois fazer um estágio, para depois pensar que a vida vai vai começar, né, quando você terminar toda essa jornada. Na verdade, essa vida aí já começou até antes do primeiro dia de aula, né, cara?
Eu queria só adicionar um ponto a isso que você disse, que se aplica muito a nossa história, tá? Quando a gente começou a empresa, eu tava, eu tava no colégio, mas ali eu identifiquei que o mercado era um mercado de muita oportunidade, né? O mercado de milhas naquela época era um mercado em que eu enxergava ali uma avenida de oportunidades, sabe? E as oportunidades, quando você se depara com uma grande oportunidade, que não quer dizer que o negócio vai dar certo, né, mas quer dizer que você enxerga ali, a partir de uma análise empírica que você faz, que você enxerga a possibilidade de ter um sucesso de ter um sucesso constante naquele negócio, né?
Quando eu enxerguei naquele momento, eu entendi que era a hora de priorizar o negócio, né? Então eu saí da escola, me formei, e assim, por pouco eu não me formo. Eu só me formei porque realmente eu tava ali na boca do gol. Mas, cara, se tivesse mais um ano de colégio, eu não ia me formar de jeito nenhum, porque eu já tava trabalhando.
E tal. Mas é impressionante, é impressionante que se você não cumprir, né, as normas da escola, os requisitos da escola, passar na prova, passar na recuperação e tal, você é reprovado e te jogam lá para o final da fila. E um cara que já tava empreendendo, gerando emprego, enfim, faturando, né, ser avaliado dessa forma. Mas continua aí, já é só uma observação sobre isso.
E você imagina, eu tinha entrado em várias faculdades Inclusive no exterior, nos Estados Unidos, faculdades muito boas. E eu decidi não ir porque eu, eu acreditava que aquele era o momento de focar no meu negócio, né? Aí aquela coisa, todo mundo vai falar para você seguir o caminho, o caminho mais óbvio, que é, cara, vai para uma faculdade, depois vai para um mestrado, começa a estagiar e tal. Só que hoje, olhando para trás, eu vejo que se eu não tivesse dedicado 100% ao meu negócio naquele momento, eu não teria como recuperar esse tempo hoje.
Porque o negócio, ele é feito de oportunidade, né? Naquele momento eu não tinha concorrente. Naquele momento, o mercado de milhas, ele era muito, muito mais um oceano azul do que ele é hoje, né? Você imagina você começar um negócio, um mercado que não existe, né? Basicamente a gente fez esse mercado lá atrás, né? Então, cara, a gente largou tudo que a gente tinha ali de certo, que era, pô, faculdade, estágio, emprego e tal, para falar assim, não, vamos focar nesse negócio.
Hoje eu olho E fala assim, cara, se eu não tivesse focado, eu teria me formado, depois eu teria estagiado, depois eu teria sido efetivado, e aí eu ia falar, pô, como é que eu vou empreender agora que eu tô trabalhando? Olha quanta coisa que eu vou colocar a perder e tal. Cara, empreendedorismo ele é feito do momento, né? É aquela hora que você vê a oportunidade e você realmente se dedica a investir naquilo.
Né?
Porque se eu não tivesse ido naquela hora, provavelmente não teria ido nunca, né? Então vejo muita gente falando assim, pô, só vou empreender depois que eu me formar. Aí, pô, aí o cara se forma, pô, mas agora eu ainda acho que eu não domino, eu preciso fazer um curso, uma graduação. Aí o cara faz a graduação, pô, mas agora eu tô casando, como é que eu vou casar e empreender? Eu preciso ter uma família para criar, pô, agora eu tive filho.
Quando você vê, a pessoa nunca empreende. A pessoa, ela fica postergando esse plano, e só que o plano ele depende do momento também, né? Então eu, eu hoje olhando para trás, o que eu mais assim, a grande lição que eu tirei dessa história foi que empreendedorismo ele é feito de momento, ele não é feito de de algo perfeito, sabe?
Exato.
Agora é a hora perfeita. Exatamente, cara, nunca é a hora perfeita. A hora perfeita é agora, com certeza.
Já muito bem, cara. Me diz uma coisa agora, entrando em alguns detalhes aqui do negócio de vocês. Vocês já movimentaram mais de 300 bilhões, bilhões, galera, tá? Falei aqui com B, né, de pontos. E vocês acabaram desenvolvendo um conhecimento próprio, né, na questão de arbitragem de milhas. Cara, esse mercado, como você falou, hoje não é mais um oceano azul, mas vocês têm um diferencial muito grande, né, com relação aos concorrentes.
Qual que era a grande ineficiência que vocês observaram ou não observaram, que vocês simplesmente criaram algo melhor do que o mercado oferecia, né, que permitiu vocês construírem um negócio desse tamanho?
Olha, é Primeiro que a gente nunca focou, os nossos concorrentes eles sempre focaram em viagens a lazer domésticas, né? Então voos nacionais a lazer. A gente nunca quis entrar nesse, nesse segmento do turismo porque a gente achou que o CAC ia destruir o negócio, né? Porque eu ia estar concorrendo pelo mesmo cliente, pelo mesmo cliente do meu concorrente. Eu sempre foquei num negócio que era subassistido, né, que as grandes agências não olham, não dão valor, que foi na classe executiva e na primeira classe, em viagens de luxo.
A gente sempre focou nisso, né. Então Esse é um cliente que ele demanda um atendimento muito mais personalizado. Esse é um cliente que demanda um atendimento muito mais próximo, né? Ele não é o cliente que tá em site, ele não é um cliente que tá em shopping, né? Ele é um cliente que ele gosta realmente de ter ali um atendimento personalizado ali para ele, um consultor 24 horas à disposição dele. A gente implementou isso já fazem quase 5 anos, o serviço de concierge nos aeroportos de São Paulo, que é um diferencial único da Flybuy.
Então a gente tem nos 3 aeroportos em São Paulo um serviço de concierge. Então a gente busca o cliente na porta do avião, a gente busca o cliente na porta do carro e deixa ele dentro do avião, a gente faz todo esse trâmite para ele. A gente sempre olhou para aquelas oportunidades que o mercado muitas vezes negligenciou. Sabe, esse cliente de luxo, que era um cliente que demandava tempo, que demandava atendimento e prestação do serviço, sempre foi um cliente negligenciado pelo mercado de viagens.
E a gente decidiu focar justamente nesse cara. A gente achava que ali tinha um mercado promissor. E hoje, olhando, né, para trás, eu acho que a gente acertou nisso, porque A Flybuy, ela vende passagens para esse público. A partir disso, a gente foi provocado pelos nossos clientes a atender as suas empresas, né? Então a gente sempre atendeu ao público de alta renda. Esse público, ele normalmente é muito ligado a cargos C-level ou a cargos de diretoria em grandes empresas.
A gente foi puxado pelo nosso cliente atender a sua empresa. Então a gente também virou uma agência de viagens corporativa, né? Então essa solução veio como uma consequência do nosso negócio inicial, e hoje viagens corporativas representa quase 30% do nosso volume, né? A Flyby, ela cresceu muito nos últimos anos em viagens corporativas.
Muito bom. Hoje você acompanha, né, você acompanha diariamente as decisões de viagem de empresas, como você falou aqui, de grandes e médias empresas. O que que esse movimento ele diz a respeito da nossa economia? E que eu acho que aí nós temos um indicador que não aparece nos jornais, mas que você tem algumas informações, né, bastante interessante sobre como é que anda aí a nossa economia, cara.
Assim, o que que acontece é viagens corporativas, elas são naturalmente um pouco mais inelásticas do que as viagens a lazer, tá? Então você imagina que o cidadão, ele deixa de ganhar o que ele tava ganhando, ou ele tem um impacto ali na renda dele, a primeira coisa que ele vai cortar são as viagens, né? As empresas, por outro lado, elas não têm muito essa, essa opção de cortar viagens. Né? Eu acho que se a empresa pudesse cortar viagens, ela já teria cortado tudo que dava.
Ela só vai ali no que precisa, né? E com esse recente aumento no custo do petróleo, né, decorrência da guerra, da guerra no Oriente Médio, realmente o preço das passagens explodiu como um resultado do aumento do preço do combustível de aviação. Então o consumidor médio, ele deixou de viajar mais a lazer. Por outro lado, as empresas, elas continuam com seus funcionários viajando, só que pagando uma tarifa muito mais alta, não porque elas querem, mas porque elas precisam, né?
Então até grande parte do aumento do nosso faturamento, ele vem em decorrência do aumento do ticket médio das empresas, né? As empresas, elas têm gasto mais porque a passagem está mais cara. Isso não quer dizer que tem mais pessoas viajando, muito pelo contrário. O nosso sentimento aqui é que tem menos pessoas viajando e menos pessoas viajando pagando mais.
Perfeito, Jean. Mas é como você falou, né? As empresas não deixam de viajar. Então assim, esse custo, ele continua presente na planilha das empresas. E vocês têm uma proposta, né, que representa uma economia entre 10 a 30% para as empresas com relação a ir em busca, né, de passagens, enfim, né, por outros meios. Eu queria que você comentasse aqui qual que é, como é que funciona essa questão do desconto, né, e por que que acaba se tornando mais vantajoso para as empresas contar, por exemplo, exemplo com a Flyby nesse quesito.
Claro, a gente desenvolveu uma plataforma própria de viagens corporativas. Qual que é o intuito da nossa plataforma? A nossa plataforma, ela vem com o objetivo central de trazer o máximo de informação detalhada para os aprovadores de viagens corporativas dentro das empresas. O que que isso quer dizer? Isso quer dizer o seguinte: Hoje você tem empresas que o funcionário ele vai lá, ele escolhe a viagem que ele quer e o aprovador emite, não porque ele sabe que aquele é o melhor preço ou porque aquele preço ali é competitivo e tal.
Não, ele emite porque foi a informação que foi fornecida para ele naquele momento. O que o nosso negócio faz, ele é um pouco diferente. Quer dizer, ele é muito diferente, né? A gente disponibiliza uma plataforma online para todos os usuários da empresa, né, que a empresa solicitar. Esse usuário, ele consegue fazer uma reserva no voo que ele quer, e quando ele faz a reserva no voo que ele quer, essa reserva vai automaticamente pingar para o aprovador dele.
Então, aprovador, ele é notificado de que usuário fez uma reserva. De um voo. Além dessa informação, ele traz todos os outros voos que o usuário não escolheu, que eu acho que esse é o cerne ali da questão das viagens corporativas. Então vamos supor que o teu funcionário, ele escolheu um voo de Congonhas para Santos Dumont da companhia aérea Gol às 5 horas da tarde, só que naquele mesmo dia tinha um voo da Azul 30 minutos antes, que custava R$2.000 a menos.
Só que ele não te falou que ele escolheu esse voo. Por quê? Porque ele tem o programa de fidelidade da Gol. Ele só te falou que ele escolheu o voo da Gol. Essa informação que você teria. No nosso caso, não. A gente te apresenta o voo que ele escolheu, a gente te apresenta o voo que ele não escolheu, e a gente também te apresenta de aeroportos próximos os voos que ele poderia ter escolhido para economizar dinheiro para empresa.
Então assim, eu vou te dar um outro exemplo. Se naquele mesmo dia tem um voo de Guarulhos para o Galeão ou para o Santos Dumont no mesmo horário ou no horário próximo, custando R$3.000 a menos, a gente vai apresentar para você essa opção que o seu usuário não escolheu. Aí você pode questionar o seu usuário, falar: olha, tem um voo aqui mais barato que você não escolheu. Olha, tem aqui uma opção saindo de Guarulhos, eu pago táxi, que para mim vale mais a pena do que mandar você nesse voo.
E aí você consegue tomar uma decisão consciente na hora de escolher as suas viagens para os seus funcionários. Isso já é só, só informação, tá, que hoje o cliente não tem. Só informação gera uma economia de 10 a 30% em empresas. A gente já teve empresa que a gente conseguiu uma economia de 70%.
Loucura, cara!
Não na tarifa, mas sim dando informações para que a empresa tomasse as melhores decisões. Porque muitas vezes o funcionário, ele vai fazer a escolha dele com base naquilo que agrada a ele, mas não necessariamente aquilo que é bom para ele é bom para empresa.
Né, muito bom, cara. É, e justamente para poder oferecer, né, esse tipo de, esse nível de informações e de opções para as empresas, vocês devem contar com uma tecnologia bastante robusta. Eu queria que você comentasse aqui esses diferenciais, onde a inteligência artificial tem entrado também nessas operações, e enfim, né, e o que que aí a Arca consegue já decidir, tomar decisões ali por aquele cliente melhor do que uma pessoa tomaria, né, no lugar da IA?
Olha, então a gente usa muito aí, não para tomar decisão pelo cliente, mas apresentar as opções que a IA escolheria naqueles casos específicos, tá? Então vamos supor que o cliente ele tá indo fazer uma reserva e ele apresenta, ele faz essa reserva, e essa reserva é notificada para o aprovador dele. Na hora que essa, que essa reserva passa para o aprovador, a IA ela faz uma análise da reserva que o usuário fez para o aprovador, né?
Então ela fala assim: olha, eu acho que dentro das opções que ele tinha para escolher, ele escolheu a melhor opção. Ou a IA vai falar: olha, dentro das opções que esse seu usuário tinha, ele escolheu a opção mais cara para empresa. Ou tinha uma opção mais barata que ele não escolheu. Então muitas vezes a gente apresenta vários dados para empresa e o aprovador ele às vezes não tem tempo de olhar, né? Aí ela consegue refinar todos esses dados para o aprovador e trazer um negócio realmente mastigado para ele.
Olha, eu se fosse você eu aprovaria isso, ou olha, eu se fosse você só aprovaria essa viagem se fosse uma urgência ou uma emergência. Do seu colaborador, né? A ideia realmente é fazer com que as empresas elas saibam aquilo que elas estão aprovando, porque hoje tem muita empresa que faz, que trabalha com fornecedor de viagens há 20 anos, há 10 anos, há 5 anos, e os caras não têm a menor ideia do que eles estão aprovando. É muito preocupante porque o usuário, ele, ele tá lá, né?
Ele só tá fazendo aquilo que ele aprendeu a fazer a vida inteira, né? Ou ele só tá lá fazendo aquilo que a cultura da empresa ensinou para ele a vida inteira. E nem sempre isso é o mais econômico para empresa. O nosso negócio, ele é uma solução realmente direta, né? Ele é uma solução direta para que a empresa tome decisões Racionais financeiramente para ela. E a gente sabe que tem casos que não dá para você tomar uma decisão racional.
Pô, preciso de uma reunião urgente ali para o meu cliente, ele vai naquilo que tem mesmo e é isso. Tá tudo bem, a gente não trata da exceção. Quer dizer, a gente não trata da exceção, a gente trata da regra, né? A gente quer sempre que a maioria dos nossos usuários eles façam decisões com base de fato no interesse da empresa, que é quem tá pagando. A empresa quem paga pela festa, né? No fim do dia, a gente quer que o nosso usuário, ele quer dizer, que o usuário da empresa faça a decisão melhor para a empresa e não para ele.
Muito bem. Eu queria demonstrar aqui isso. Não, já isso já tá muito claro aqui para nossa audiência, que você é um empreendedor totalmente fora da curva. Queria conhecer também aqui o teu sócio, o Marco, é porque vocês, cara, vocês começaram muito cedo, 16 anos. Você ainda é um cara muito jovem. Você tá com quantos anos aí já? Desculpa a indiscrição do entrevistador aqui. 25. Olha aí, é um guri ainda, né? Mas que junto aí do Marco, né, construíram uma empresa bilionária.
E inclusive vocês já fizeram um movimento, né, de internacionalização. Queria que você comentasse um pouco sobre esse movimento. Eu sei que a operação americana de vocês saiu de R$500 milhões de faturamento em 2024 para R$750 milhões em 2025. E aí eu queria que você comentasse, né, um pouco dessa experiência também e como é que foi também esse momento, porque para sair do Brasil, internacionalizar o negócio, não sair, né, mas internacionalizar localizar, criar um braço lá fora também precisa de muita coragem e de uma expertise diferente dessa que vocês já desenvolveram aqui internamente, né, cara?
Então essa é uma história muito bonita porque a gente sempre teve vontade de expandir o negócio para um outro país, né? Em 2022 a gente abriu uma filial da Flybuy lá em Miami. Cara, foi para mim o meu MBA em negócios, né? Foi aquela experiência, para mim foi o que eu imagino que teria sido um MBA, né? Porque eu fui para um país diferente, com regras diferentes, com uma cultura de trabalho completamente diferente da cultura do brasileiro.
E cara, eu fiz sozinho ali. Realmente, desde o começo eu tava ali sozinho. A gente não teve nenhum investidor, a gente nunca teve nenhum investidor. A gente sempre trabalhou com os nossos próprios meios. E quando a gente decidiu internacionalizar a empresa, que é um investimento significativo, né, no negócio, a gente foi sozinho, né. Eu acho que isso, isso é muito bom, porque isso também faz com que você tenha um estímulo muito grande para trazer um resultado para o negócio.
Né?
Às vezes, quando você tá com investidor ali por trás, você tem aquele dinheiro infinito que não acaba nunca e tá sempre tudo bem, tudo bom, sabe? No nosso caso, não. A gente foi, a gente teve um custo altíssimo para internacionalizar o negócio, e a gente tinha que trazer o resultado de algum jeito, né? Quando a gente foi, a nossa ideia não era atender brasileiros. A gente atendia os brasileiros no Brasil. A gente queria aumentar o nosso mercado para atender os clientes americanos e da América Latina, né?
Quando a gente foi para os Estados Unidos, a gente começou a perceber que a maior aderência ao nosso produto era de mexicanos. Então a gente contratou uma equipe no México E a gente começou a vender para clientes mexicanos e a gente teve um sucesso muito grande ali, muito maior inclusive do que nos Estados Unidos, porque a gente viu que o produto para o mexicano ele era muito bom, né? O brasileiro ele se parece muito com o mexicano na questão de poder de compra, e até muitas vezes de querer sempre economizar o máximo possível, né?
O americano, eu sinto que ele não tem muito essa prioridade, sabe? Ele é um cara que paga mais ali o que os caras estão ofertando. O mexicano, parecido com o brasileiro, ele é um consumidor que ele tá sempre olhando para alternativas mais baratas pelo produto que ele tá que ele tá comprando. Então a gente teve uma aderência muito grande. Hoje o nosso segundo maior mercado depois do Brasil é o México, e a gente atinge esse mercado pela nossa filial nos Estados Unidos, né?
Então nossa empresa hoje é uma empresa americana, Flybuy é uma empresa americana, e sendo essa empresa americana, ela atende os clientes no Brasil, no México, na Colômbia e no Peru. Agora o México é o nosso segundo maior mercado depois do Brasil, é o que foi uma surpresa para gente. A gente não achou que ia ser assim e no final acabou sendo assim, né? Eu, eu gosto muito de falar dessa história da internacionalização porque ela acabou indo de um jeito que não foi aquilo que a gente tava imaginando, sabe?
A gente achou que a gente ia chegar nos Estados Unidos e os Estados Unidos, os americanos iam comprar o nosso produto. Na verdade, isso não aconteceu, né? Os americanos compravam, mas compravam menos do que os mexicanos, compravam menos do que os colombianos. E a gente foi com uma expectativa e a gente saiu com uma expectativa melhor do que aquela que a gente tinha ido, né? Que a gente não necessariamente tinha que mudar a forma que o nosso negócio funcionava para atender esses clientes, porque são clientes muito parecidos com os brasileiros, né?
Então a gente manteve o mesmo modelo de negócios, a gente foi para esses países, a gente fez grandes clientes, a gente faz ainda grandes clientes no México, na Colômbia, no Peru. E cara, é um, é uma loucura, porque se você comparar como foi a minha aventura empreendendo no Brasil, é completamente diferente, porque você tem necessidades diferentes, você tem clientes que têm expectativas às vezes diferentes, cara. Coisas bobas assim, tipo, que fazem total diferença, né?
Sei lá, no Brasil a pessoa vai emitir uma passagem, ela coloca o primeiro e o último nome. No México não, o último nome da pessoa é o nome do meio. Então você, a gente emitia as passagens para as pessoas e a pessoa falava, pô, mas você emitiu com meu nome errado. E a gente falava, não, o nome tá certo. E aí a pessoa pedia para a gente mudar para o nome que ela achava que era, que é o nome do meio, e a pessoa não conseguia viajar.
A companhia falava, olha, esse aqui não é o seu nome, cara. Coisa de louco assim. Mas a gente foi se adaptando a essas coisas muito rápido, né? Eu acho que Essa é a nossa maior característica, é conseguir se adaptar rapidamente àqueles desafios que a gente vai encontrando ali no dia a dia. E, cara, empreender fora é assim, para o brasileiro, cara, que tá acostumado a correr uma maratona com duas bolas de ferro amarrada nos pés, é tipo correr essa maratona sem essas duas bolas de peso amarradas nos pés, sabe?
Então é muito bom. Eu, eu, é uma história que eu, é uma história muito bonita, né? Porque hoje já são 4 anos que a gente tá nesses países, mas eu, eu me sinto muito, muito bem contar essa história porque eu gosto muito.
Muito bem. Bom, Jean, para a gente fechar aqui o nosso bate-papo, Depois de tudo que você viveu até aqui, de toda essa jornada empreendedora única, ímpar, né, qual conselho você daria para alguém que tá começando a sua empresa hoje e sonha construir algo realmente grande?
Cara, olha, eu vou te falar o que eu, o que eu fiz por mim, tá? Eu acho que o melhor conselho que a gente dá para os outros é aquele que a gente aplica na nossa própria vida. Se você quer começar um negócio, se você quer empreender, Começa agora, não espera. Eu vejo muita gente falando: pô, mas eu só vou começar depois do Carnaval. Ah, mas agora eu só vou começar depois da Copa do Mundo. Agora eu só vou começar depois das eleições.
Não, agora eu só vou começar no ano que vem. Cara, o empreendedorismo, ele é um negócio completamente dinâmico. Não quer dizer que aquele negócio que você faz hoje vai ser exatamente o mesmo negócio que você vai fazer daqui 2, 3, 3, 4, 5 anos, mas você tem que começar em algum momento, né? Eu vejo muita gente falando assim, pô, mas eu vou começar agora, eu tô na escola. Pô, mas vou começar agora, tô na faculdade. Pô, mas eu vou começar agora, eu tô, eu tô trabalhando.
Aí na hora que o cara, depois, né, depois que ele foi estudar, depois que ele foi efetivado no trabalho, depois que ele começou a trabalhar, ele tá casado, ele tá com filhos, ele nunca teve o tempo de empreender, que era o sonho que ele queria realizar. Na vida dele, né? Então eu vejo muito isso. O meu conselho para quem quer empreender é esse, cara: começa agora, não perde tempo, não deixa para depois. A melhor hora para você começar é agora.
Sensacional! Olha aí, turma, tivemos uma aula aqui de empreendedorismo com Gianluca Narras. Cara, Gian, queria que você passasse agora para turma Redes sociais, como que a gente pode acompanhar aqui teu conteúdo, como que a gente pode saber mais sobre a Fly By. Enfim, o espaço é livre aqui, Jean.
Bom, primeiro eu faço a propaganda da minha empresa, não é? Nosso Instagram é @flybyviagens. Cara, segue lá, tem um monte de tarifa boa, um monte de oferta imperdível para você entrar lá. O meu Instagram É @jean.nahas, escreve N-A-H-A-S. Segue, pode seguir a gente lá, e a gente tá sempre mandando as ofertas mais, cara, mais tops assim que tem no mercado. Realmente são as nossas.
Sensacional! Muito bem, turma. E você aí do outro lado, o que que achou deste bate-papo turbinado de cafeína aqui com Jean Narras, cara? Jean, eu aqui, ó, fiquei teu fã, Jean. Gostei muito da história, queria desejar cada vez mais sucesso, cara. Você tá com 25 anos, imagina o que que você ainda não vai fazer nessa vida, né? Quantos negócios você ainda não vai criar. E cada vez mais sucesso aí para Flybar e todas as suas iniciativas, cara.
Obrigado mesmo aí pela generosidade em compartilhar todo o seu case aqui, a sua experiência com a nossa audiência. Obrigado mesmo, viu?
Muito obrigado. Muito obrigado, eu que agradeço.
Muito bem, turma, você já sabe, agora a sua missão é compartilhar esse episódio com quem vai tirar proveito aqui dessa aula de empreendedorismo com Jean Narras da Flybar. Eu curti demais e já recomendo aqui vocês, ó, semana que vem vai ter mais cafeína aqui para vocês. Então já coloca para seguir o Café com ADM para você não perder nenhum episódio que rola por aqui. Se você tá no Spotify, curte a gente, deixa aí umas estrelinhas para alavancar cada vez mais o nosso, o nosso podcast.
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