Episódios de Café com ADM, by Leandro Vieira

Como transformar sua história em uma apresentação inesquecível | Empreendedores 31

07 de agosto de 202656min
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Por que algumas apresentações são esquecidas minutos depois, enquanto outras permanecem na memória por anos? Para Cris Andráde, a resposta não está apenas na técnica, na oratória ou na quantidade de informação apresentada. Está na capacidade de criar conexão, despertar emoção e fazer a audiência se enxergar na mensagem.

Neste episódio do Empreendedores.com.br, Leandro Vieira recebe Cris Andráde, mentor de apresentações e palestrante que iniciou sua trajetória nos palcos em 2017. Depois de perceber que as pessoas se conectavam mais com sua história do que com o conteúdo técnico de suas palestras, Cris passou a estudar e desenvolver uma forma própria de estruturar apresentações capazes de gerar conexão, autoridade e lembrança.

Na conversa, Cris explica por que ninguém está inicialmente interessado na história de quem está apresentando, como despertar essa curiosidade antes de falar sobre si e por que histórias verdadeiras são mais poderosas do que narrativas artificialmente construídas. Ele também mostra como empresários e líderes podem associar experiências pessoais a conhecimentos técnicos, encontrar sua própria voz e transformar a comunicação em um ativo para seus negócios.

 

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Transcrição73 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LVLeandro Vieira

Fala, turma! Estamos começando mais um encontro semanal do empreendedores.com.br, um podcast exclusivo com membros do Clube Black do Empreendedores. E o cara que eu vou receber aqui hoje, ele entende profundamente de comunicação, mas não daquela comunicação cheia de técnicas vazias, Ele estuda o que realmente faz diferença, o que faz uma mensagem ficar gravada não só na cabeça, mas até no coração das pessoas. O Cris Andrade começou a sua trajetória como palestrante em 2017, e ao longo desse caminho ele percebeu uma verdade simples: uma boa história vale muito menos pelo que aconteceu e muito mais pela forma como ela é contada.

E desde então ele ajuda empresários, executivos e especialistas a construírem apresentações que geram conexão, autoridade e lembrança. E além disso, o Cris também faz parte do nosso Clube Black, como eu falei aqui no começo, a nossa comunidade de empresários. Muito bem, Cris, cara, seja muito bem-vindo presencialmente. Opa, honra te receber por aqui nos nossos estúdios aqui em João Pessoa.

CACris Andrade

Seja muito bem-vindo, cara. Muito obrigado, obrigado pelo convite. E eu falei para você, olha, Leandro, eu vou lá presencialmente, não vou fazer online não. E coincidiu, né, de ter um evento aqui perto, falei, não, deixa eu aproveitar agora. E já ir gravar lá. Então é um amor assim gigantesco estar aqui junto com você, eu poder bater esse papo aí, agregar valor, né, para o pessoal que tá nos assistindo. Então conte comigo.

LVLeandro Vieira

A maioria das nossas entrevistas, né, como vocês que acompanham o Café com ADM Empreendedores, a gente faz nesse formato remoto porque a gente tá em João Pessoa, normalmente as pessoas estão em outras cidades, né. Então como a gente tem um podcast que é nacional a gente usa, né, esse formato remoto para facilitar. Mas, cara, é muito bom quando a gente recebe aqui presencialmente, né, um dos nossos convidados. A gente pode sentir a energia, vibe, né.

Então, muito bem, Cris. Antes da gente começar a falar sobre esse tema que você domina aqui como poucos, eu queria que você contasse como é que você chegou nisso, né. Então, assim, como é que foi o o teu começo, tá, tua carreira profissional e a decisão de trabalhar exatamente com isso, ajudando empresários, fazendo palestras, ajudando, né, as pessoas a se comunicarem melhor?

CACris Andrade

Bom, eu acho que tudo isso a gente tem que parar para analisar do que foi acontecendo no decorrer da minha vida, não a minha carreira em si, mas da vida no geral. Teve um dia específico que eu tava conversando com um amigo Cara, assim, uma conversa totalmente assim, ninguém esperava o que sairia daquela conversa. Era uma conversa numa mesa de uma pizzaria, gente, tava batendo um papo. Eu era adolescente na época. E aí ele comentou comigo, ele falou assim, falou: Cris, por que que você não faz uma palestra numa escola?

Ele trabalhava diretor de escola e tal. Por que você não faz palestra na escola falando sobre a sua questão de saúde e tal? Que eu vou revelar isso aqui. Pessoal, no The Guardian Podcast. Mas por que você não traz essa mensagem? Porque tem pessoas passando por isso. Acho que seria interessante. Você se dá muito bem com essa questão de saúde e seria legal você trazer uma palestra. Beleza. Eu fiquei com aquilo na cabeça. Só que sabe qual que era a mensagem que chegava para mim quando eu ouvia aquilo?

Cara, conta sua história. Aí eu ficava, mas contar minha história? Se eu contar minha história de tudo que eu passei, eu me torno uma vítima. E se tem uma coisa, Leandro, que você me conhece, sabe que, cara, não gosto de jeito nenhum é de vitimismo. Aquela pessoa que quer colocar a culpa em tudo e em todos, e a autorresponsabilidade foge, né? Não existe ali a piedade dos outros. Ah, nossa, eu sou um coitadinho, olha o que eu passei e tal.

E eu vi a minha história exatamente dessa forma. Eu olhava para trás e via assim, cara, não tem por que eu falar de problema de saúde, problema financeiro, problema na família, Não tem por que eu falar disso. Se eu falar, eu me torno uma vítima. Se eu torno uma vítima, eu vou ser o que eu não gostaria de ser. Então não faz sentido. E pela maior parte da minha vida eu deixei minha história dentro de uma gaveta e falei: não tem por que contar.

Beleza, esse é um ponto. Em 2017, quando eu decidi a questão de me tornar palestrante, começar a contar de certa forma parte da minha história, que eu não contava tudo, mas parte da história, eu percebi que as pessoas, elas não se impressionavam com a palestra, não chegavam até mim para depois agradecer pela palestra, pelo conteúdo técnico que eu entregava. Elas vinham agradecer por ter escutado minha história. E aí eu ficava com aquilo na cabeça: poxa, falar da minha história é tão interessante assim?

E eu ficava com aquilo de: poxa, então já que estão gostando disso, vamos entregar um pouco mais. E com o passar do tempo, eu fui analisando o quanto a história, né, o storytelling que é tão falado hoje, fazia sentido. Mas ainda totalmente sem a questão de entender tecnicamente daquilo, só entendendo que a minha história sim conectava com as pessoas, mas eu tinha que estudar sobre, tinha que aprender sobre isso. Mas vamos para o pessoal entender essa questão da história, né?

E por que que minha história conecta? A gente tem que voltar no tempo. E no dia 18 de junho de 1999, dia do meu aniversário de 7 anos de idade, eu descobri o que era o problema e descobri que eu era diabético tipo 1. Os sintomas começaram a aparecer no dia do meu aniversário. Uma criança de 7 anos de idade não faz ideia do quanto aquele problema é sério. Eu não tinha a menor noção. E agora, se a gente volta no tempo, em 1999 até os médicos não tinham muita noção, porque quando a minha mãe levou eu para fazer o exame, né, levar o médico e tal, o médico não queria pedir o exame de sangue porque ele falou: não, diabetes não é.

Imagina, criança de 7 anos de idade, não, não tem diabetes. A gente tá falando de 1999, em uma cidade pequena do interior de São Paulo, São de Paretim, a cidade onde é toda minha família, uma cidadezinha de 10 mil habitantes. Então lá ainda a informação era um pouco mais precária ainda. E o médico falou, não, não tem, né, o porquê fazermos esses exames, não é a diabetes tipo 1 e tal. E a minha mãe falou, ah, mas pede, custa nada, né, vamos fazer esses exames.

LVLeandro Vieira

Sexto sentido das mães.

CACris Andrade

Sexto sentido das mães. E a minha mãe assim, ela é um personagem talvez o personagem principal de tudo que eu vivi. E beleza, ela pede o médico, ah, tá bom, porque a senhora tá pedindo, vamos colocar aqui para ver, mas pode ficar tranquilo, não é. Saiu o resultado e era diabetes tipo 1. Beleza, uma criança de 7 anos não tem noção do que é uma diabetes tipo 1. Falei, tá bom, tô doente, é como se fosse uma gripe, eu vou tomar um remedinho aqui, semana que vem tô bom.

Engano meu, né, não era assim. Então a gente tá falando de uma doença que tem tratamento, Mas ela não tem uma cura. Estão, né, alguns estudos ali para desenvolver essa cura, mas ela não tem, a não ser por um milagre, que a minha crença, acredito demais que seja possível através de um milagre, sim. Bom, mas aquele não era um problema tão grande para um menino de 7 anos, mas para os meus pais eram, porque o tratamento que eu precisava naquela época representava 60% da renda da minha família.

LVLeandro Vieira

Nossa!

CACris Andrade

E poxa, 60% é muito expressivo de uma família humilde, é ponto de faltar algumas coisas em casa, né? E beleza. Quando eu olhava para tudo isso, eu falava, poxa, eu vou contar isso aqui para quê? Para acharem que eu sou um coitadinho, que agora eu venci na vida, mas olha, coitadinho, olha o que ele passou. Não, eu não queria contar sobre isso. Só que aí entra outros pontos. Diabetes tipo 1. Ok, ela tem uma predisposição genética, mas ninguém na minha família tem.

Então parece que eu fui escolhido. No dia do aniversário, Deus resolveu assim, ó: presente, filho, toma, cuida aí. E a gente fala de algo muito assim voltado para o acaso. E aqui eu quero citar e deixar isso registrado, a minha frase preferida, que é: o acaso é a maneira mais inteligente de Deus permanecer no anonimato. Porque hoje, quando eu olho para trás e vejo todos os acasos da minha vida, problemas de saúde, problemas financeiros, que aquilo ocasionou problemas na família, porque eu comecei a ficar mais distante do meu pai.

Meu pai tinha que trabalhar durante a semana, então ele não ficava vindo para casa. A gente só se via no final de semana. Isso porque ele tinha que fazer horas extras, a cidade que ele morava era longe, tinha que economizar combustível. Enfim, toda uma situação que acontecia. E quando eu vejo todos esses acasos Eu vejo que aqueles acasos moldaram um caminho para me colocar exatamente onde estou hoje. Porque se não fosse tudo isso, eu não teria me tornado palestrante, eu não teria me tornado mentor, eu não teria publicado 2 livros, eu não teria me tornado apresentador de TV e, cara, muito provavelmente eu nem estaria agora sentado nessa cadeira falando com você, contando tudo isso.

LVLeandro Vieira

Olha aí, o Cris já tocou aqui o meu coração, tenho certeza que tocou aqui o seu também, contando um pouquinho da sua história. E, cara, isso bate forte, né, não só em mim, acredito, né, que em boa parte aqui da nossa audiência, porque todo mundo tem uma história, né? E você ajuda essas pessoas a contarem as suas histórias da maneira certa, da maneira, cara, eu não queria dizer da maneira certa, e eu queria que você contasse qual que é esse caminho, né?

Porque vamos lá, todo mundo tem uma história, e eu acho que sempre essas nossas dificuldades acabam justamente nos moldando. Eu acho até que existem dois caminhos, né? Na verdade, é um, a gente ressignificar tudo aquilo que a gente passa e encontrar um sentido ali que nos fortalece. E o outro é justamente aquele papel que você disse que evitou aqui a vida toda, que é o de se tornar uma vítima das situações. E são essas duas opções.

Para mim não existe uma terceira, né? Então assim, ou você se fortalece ou você usa aquilo como uma desculpa para não fazer mais nada. E cara, que bom que você escolheu esse caminho da pessoa que se fortalece, que encontra um sentido e que agora, quase 10 anos para cá, vem usando a sua própria história também para inspirar outras pessoas, enfim, a fazerem o mesmo, a encontrarem o significado forte das suas histórias pessoais e contarem isso de forma significativa para as pessoas.

Aí eu queria que você— Pronto, a minha pergunta aqui para eu não fugir. Olha aí o cara, apresentador de podcast aqui.

CACris Andrade

Estou avaliando sua apresentação.

LVLeandro Vieira

Aí o cara já fica assim, olha, o Cris está me olhando aqui com uma cara, vamos ver se esse comunicador é bom. Mas o que eu quero agora é que você conte aqui para a gente quais são os elementos de uma boa história. E depois eu vou contar algumas falhas que eu mesmo já percebi em alguns palestrantes que usam dessa estratégia do storytelling, mas de maneira errada. E aí você me diz se eu também estou certo nisso.

CACris Andrade

Vamos lá. Primeiro ponto aqui que é importante ressaltar. Quando a gente fala de storytelling, ah, então o Cris é um especialista em storytelling. Cara, eu não me considero. Por quê? Eu nunca estudei a fundo o storytelling. Aí as pessoas falam, poxa, Cris, então o que você usa é a jornada do herói? Se me perguntar quais são os passos da jornada do herói, eu não sei. Então o que eu tenho de experiência foi o que os palcos foram moldando, o que eu fazia em cima do palco e eu via que as pessoas se desconectavam, as pessoas mexiam no celular, as pessoas começavam a conversar.

Falei, opa, isso aqui não, deixa eu mudar. E aí eu trazia um ponto diferente e as pessoas arregalavam o olho e ficava, ah, isso aqui é legal, então deixa eu ir por esse caminho. Então quando a gente fala, poxa, Cris, mas então o que que você faz? Você é um especialista em posicionamento, especialista em storytelling, como que a gente pode te chamar? E aí eu falo, eu sou um mentor de apresentações, porque a apresentação ela não é somente numa reunião, ela não é somente numa palestra para milhares de pessoas, não é somente numa entrevista de podcast, Então, uma apresentação em si é toda vez que você quer trazer algo para que aquelas pessoas saibam a mensagem que você quer apresentar.

Ponto. Isso parece vago, só que quando a gente analisa, todos empreendedores, sem exceção, todos se apresentam de alguma forma, seja na reunião, seja em podcast, seja em palestras, enfim, ou até mesmo numa conversa informal, numa roda de amigos. Todos se apresentam. E aí tem alguns elementos que são interessantes ter ou não dentro da apresentação. Então vamos lá, você já entendeu que eu falo muito sobre a questão da história. História é importantíssimo.

Qualquer apresentação é importante ter uma parte da sua história, que essa história ela traz o propósito, ela traz o porquê você faz o que faz, entendeu? Então história é importante. Só que nós temos que partir de um princípio, Leandro. E aqui esse princípio é onde muita gente, às vezes até por soberba, acaba não percebendo, que é o seguinte: ninguém, absolutamente ninguém, quer saber da sua história. Ninguém quer saber quem é você, da onde você veio, o que você faz.

Parte desse princípio. Poxa, Cris, você acabou de falar que história importante, agora você fala que ninguém quer saber. E aí, conta ou não conta? A grande questão é: primeiro a gente agrega valor, mostra como vamos transformar a vida das pessoas. Nisso, quem está nos ouvindo começa a se perguntar: uau, da onde que saiu esse cara que tá trazendo algo tão interessante que vai mudar minha vida, vai mudar meu negócio? E aquela pessoa começa a se perguntar: da onde veio?

Da onde veio? Quem ele é? Aí sim a história entra sem pedir licença, porque já foi aberta uma porta no subconsciente dessas pessoas. E quando essa história entra, ela não entra para falar o que faz e como faz. Ela entra para trazer o porquê faz o que faz, qual o propósito por trás daquele trabalho. Então, trazendo essa história, ela conecta com o público de uma maneira com que o público começa a olhar para aquilo e fala: Cara, ele é muito mais parecido comigo do que eu imaginava.

Ele viveu algo que eu vivi. Parece que ele está contando a minha história. E isso aproxima o público. Essa aproximação É o que causa impacto, emoções e faz com que aquela apresentação se torne inesquecível. Só que o grande ponto é: não é toda a sua história e não é sobre o que você viveu, é como você conta.

LVLeandro Vieira

Cara, sensacional! E agora eu comentei que eu ia falar justamente de alguns erros que eu já identifiquei em alguns palestrantes. Tinha um cara que estava começando a carreira de palestrante e a gente sempre via ele nos eventos anotando. As pessoas estavam se apresentando e ele anotava, anotava, anotava e tal. Aí viu uma palestra de alguém que contava lá sua história. Ah, na minha infância eu fiz isso e tive que vender aquilo e tal, blá blá blá blá blá.

E aí, cara, quando chegou a vez dele se apresentar, cara, a história dele era um recorte das histórias dos outros, porque ele achava, pô, é emocionante falar que eu na minha infância eu vendia isso e tal, e era tudo conversa furada. E então assim, qual que é o ponto, né? A gente vai contar uma história, essa história ela tem que ser verdadeira, ela tem que ser real, óbvio.

CACris Andrade

Obviamente. E olha, já teve clientes que eu recusei porque ele falou: Cris, ó, eu não vivi nada demais e eu queria trazer algo dramático. Posso? Você consegue montar uma história para mim para eu falar disso, disso, disso? Aí vem a pergunta: mas você viveu isso? Não, não, não vivi. Esquece, não dá. Porque é importantíssimo trazer o ponto da verdade. Porque isso é o que vai dar aquele brilho no olhar. Poxa, se eu contar aqui do jeito que eu faço na minha palestra, falar da história da minha mãe, contar como que foi aquele momento para ela, cara, não tem como eu não me emocionar.

Tô até me segurando, fala, putz, conta, não conta, eu choro aqui, não tem jeito. Não tem como eu não me emocionar. Só que, cara, essa emoção, arrepiar ao falar daquilo, Isso não tem como ser forçado. Fingir que está chorando dá, mas quando a gente fala de arrepiar, de trazer aquele entusiasmo na forma de falar, cara, isso não dá para fingir e o público percebe. E aí tem um grande amigo meu que é o Renner Silva, que é palestrante, ele é palestrante e ele é mentor de palestrantes.

Ele fala para mim o seguinte, fala assim: Mentir pode até ser legal em alguns momentos, mas dá trabalho porque você tem que lembrar o que você falou. E aí você mentir e depois, cara, e aí sua mentira é diferente, depois é diferente, a máscara cai. Então esquece. Se está pensando em construir uma narrativa falsa, esquece. Não vai dar certo. Já assim, vai para outro caminho. Esquece mesmo que não tem como. Então, importantíssimo trazer a verdade. Dentro de si.

LVLeandro Vieira

E a gente não precisa ser nenhum especialista em comunicação para perceber essas mentiras, né? Eu acho que o ser humano é especialista nisso. Vê ali, cara, isso é bullshit, né?

CACris Andrade

Conversa fiada.

LVLeandro Vieira

Muito bem, Cris. E o que que separa um comunicador comum de alguém que prende a atenção da plateia do início ao fim? Eu já vi agora também, fazendo aqui esse disclaimer, né, também já vi vários apresentadores que eu sou verdadeiro fã do conteúdo deles, né? Principalmente conteúdo escrito, que os caras são mestres naquilo que eles falam, naquilo que eles dominam. Só que aí na apresentação, cara, apresentação enfadonha que tu não consegue prestar atenção, quer que acabe logo.

O que diferencia então? Como é que eu transformo o meu conteúdo? Pode ser muito bom em alguma coisa, mas como é que eu transformo esse conteúdo numa apresentação memorável?

CACris Andrade

Bom, quando você fala dessas pessoas que têm um grande valor ali, a gente está falando de bons professores. Pessoas que, cara, poderiam ensinar milhares, milhões de pessoas, só que na hora de se apresentar talvez ele traga muita técnica. E quando a gente fala de uma apresentação informativa, as informações elas entram por um ouvido, sai pelo outro, acaba a palestra, às vezes nem o nome daquela pessoa é lembrado. Agora, trazer a informação, questões técnicas ligados com algo que você viveu, Porque vamos lá, se uma pessoa ela é muito boa naquilo, pode ter certeza que o maior case de sucesso do que ela faz é ela mesma.

Então ela pode trazer a história de vida associada à técnica, que aquilo vai ficar na memória. Ah, quer ver? Eu vou trazer um ponto aqui que isso aqui eu acho que é bem interessante para falar sobre isso. Veja só, você já passou por algum momento que você recebeu uma notícia que causou um forte impacto emocional, seja positivo ou seja negativo? Já aconteceu em algum momento da sua vida? Ok, você pode revelar um momento? Cris, olha, quando eu recebi essa notícia, cara, eu não esqueço mais daquele dia, eu lembro daquele dia como se fosse ontem. Você pode citar um dia? Tem? Você consegue? Claro.

LVLeandro Vieira

Não, quando tu falou assim, no dia que meu pai faleceu, para mim foi assim, não consigo esquecer disso aí, de receber aquela notícia, a ligação da minha mãe.

CACris Andrade

Enfim, então uma coisa que, veja só, você falou da ligação da sua mãe. Você lembra aonde você estava quando recebeu a notícia?

LVLeandro Vieira

Uma padaria.

CACris Andrade

Você lembra o que que você estava fazendo naquela padaria?

LVLeandro Vieira

Tudo.

CACris Andrade

Talvez você se lembre da roupa que você tava usando, você se lembra do que você fez durante aquele dia? Você se lembra até da voz da sua mãe, o jeito que ela falou. Só que quantas outras vezes na sua vida sua mãe não te ligou? Você lembra de todas? Qual que é a grande questão? O forte impacto emocional faz com que a gente se lembre do que seria facilmente esquecido. Talvez uma ligação que você recebeu ontem você já não se lembre. Só que daqui faz quanto tempo isso?

LVLeandro Vieira

Vamos lá, isso foi em 2024.

CACris Andrade

Tá, faz, não faz tanto tempo assim, mas faz alguns anos, né? 2 anos já. Bom, quando você lembra de tudo isso, você entende que aquele forte impacto emocional fez com que você se lembrasse de coisas que seriam facilmente esquecidas. Agora vamos trazer isso para uma apresentação. Talvez a técnica seria facilmente esquecida, só que na hora que a gente traz um forte impacto emocional, aquela técnica que seria esquecida, aquele nome do palestrante que seria esquecido, ele é lembrado.

Então, associar isso e trazer de certa forma... E para causar impacto, cara, não adianta mentir. Não adianta construir uma narrativa. Cara, traz a verdade. Só que a verdade de uma maneira correta de ser contada para que ela seja lembrada. Então, trazer isso dentro de uma apresentação onde a gente causa impacto... Porque quando eu falo da história da minha mãe, eu conto que minha mãe queria tirar a própria vida. As pessoas falam, cara, você é forte.

Mas por que que minha mãe queria tirar a própria vida? Não era para se livrar de um problema lá em 1999, que deixar para o meu pai. A minha mãe queria tirar a própria vida para poder doar o pâncreas dela para mim. Quando eu falo isso, quem tem filho já fica imaginando, putz, eu faria o mesmo pelo meu filho, eu daria a vida pelo meu filho, ok? Só que o que não permitiu minha mãe fazer aquilo foi ajoelhar e pedir a Deus Que todos aqueles problemas que eu tivesse passando, eles se tornassem meus aliados.

Que todos aqueles problemas que eu estava passando tivesse um propósito, um porquê lá na frente. Hoje eu sou a realização daquele pedido da minha mãe. Eu transformei todos os problemas da minha vida em grandes aliados, identificando oportunidade em cada adversidade do dia a dia. E esse é o grande motivo de levar isso para os palcos. Agora veja só, depois de contar isso, Percebeu a emoção que você sentiu ao ouvir isso? Cara, pode ter certeza, você não vai esquecer dessa conversa que a gente está tendo.

LVLeandro Vieira

Com certeza. Está sendo difícil de entrevistar aqui, viu, Cris? Está me desconcertando aqui.

CACris Andrade

Muito bem.

LVLeandro Vieira

Ô, Cris, e bom, cada um tem a sua história. E aí, como é que a gente, esses empresários que chegam para você, como é que você descobre ali com eles qual que é a história tocante que aquele cara passou e como é que a gente pode transformar essa história, contar da maneira certa. Porque você falou um ponto aqui que me chamou atenção e que eu concordo demais, e que inclusive fiz um post que eu vou soltar hoje lá no nosso canal estoicos.com.br, né, @estoicos.com.br.

As pessoas não ligam para sua história, né, as pessoas não ligam para você, as pessoas estão preocupadas com as suas próprias vidas, com seus próprios boletos e tudo mais. Então como é que eu desperto atenção de alguém para minha própria história ali, que vai ser o pano de fundo ali do que eu vou apresentar. Qual que é o segredo para isso?

CACris Andrade

Para trazer a pessoa para sua história é aquele ponto: agrega valor, faz a pessoa começar a se perguntar quem é você. Então, ah, detalhe importante: numa apresentação nunca fala, pessoal, vou contar um pouquinho para vocês aqui da minha história. Não, não faz isso, já vai afastar o público. Eles podem até querer saber, mas você fala isso Já tipo, não, não vai vir historinha não, não quero. Então o ponto é: agrega valor. Agregou valor, despertou esse interesse, abriu essa porta no subconsciente que é entrada para sua história.

Aí sua história entra sem pedir licença. Só que essa história ela tem que ser totalmente conectada com o que você vai falar. Vamos lá, exemplos: eu já fui servente de pedreiro. Faz sentido eu falar que eu era servente de pedreiro dentro da minha história, cara? A não ser que eu vá palestrar para pessoas lá que boa parte são pedreiros. Talvez não faça sentido, tá? Ah, eu me formei no Senai como eletricista de manutenção, eu trago isso?

Depende, não faria sentido. A grande questão é entender o que faz sentido falar.

LVLeandro Vieira

Certo, aí tu diz assim, cara, isso aqui eu vou ocultar porque talvez não interesse essa plateia. Mas eu acho que à medida que você vai você vai contando a sua história e as pessoas vão se interessando, elas passam a querer saber mais, ficam mais curiosas a respeito dessa tua formação, da vida.

CACris Andrade

Agora veja só o que você me falou, as pessoas vão querer saber mais. Uma palestra em si não é para entregar tudo, ela tem que deixar uma curiosidade. Aí no pós-palestra você pode vender uma mentoria, No pós-palestra você pode gerar um novo contato e esse novo contato é aonde os negócios são fechados, entendeu? Então assim, é importante contar história?

LVLeandro Vieira

É.

CACris Andrade

Tudo? Não. Em cada cenário um ponto é falado. Então dentro de uma apresentação em si, eu dei exemplo de palestra, mas dentro de uma apresentação em si, a sua história, parte dela específica, entra. Outra não tem porquê, senão você fica prolixo ali também. Você vai ficar o tempo todo falando de coisas que tá bom, e aí chega no fim, né? E não tem sentido. Você vai ficar rodando, rodando, rodando e não vai transmitir a mensagem como tem que ser transmitida.

Então são pontos da história. Só que como que alguém identifica esses pontos da história? Porque a nossa vida ela é muito automática, ela é total, cara. Você for parar para pensar como que você chegou aqui, você fez um monte de coisa, você tomou várias decisões que você nem lembra, porque é tão automático. Então quando eu pergunto para alguém assim, falo: olha, traz a sua história. Poxa, Cris, mas eu não vivi nada demais. Que aí entra a frase da empresa, né, que não é sobre o que você viveu, é como você conta.

Poxa, mas eu não vivi nada demais. E para pessoa realmente não tem nada demais. Aí eu pergunto: então conta para mim um pouquinho da sua história, como que foi essa jornada? Como que você se tornou esse empresário que você é hoje? Aí o cara vem contando nesses pontos. Fala, cara, é sério que você achou que isso aqui não tem nada demais? O cara fala, poxa, passou, faliu 3 vezes, perdeu amigo, ah, o sócio morreu, não sei o que aconteceu.

Sabe umas coisas tipo, é sério que isso não é nada demais? Aí a pessoa fala, poxa, eu nunca tinha olhado para minha história dessa forma. Então é onde o papel de um mentor faz sentido. E aqui eu não tô falando, ah, poxa, tem que me contratar, não. Mas conta a sua história realmente.

LVLeandro Vieira

Eu recomendo, viu, turma? Recomendo aqui a contratação aí, com certeza é um bom negócio. Mas eu gostei, Cris. Agora é o seguinte, vamos lá. Tudo bem, a gente está falando aqui de preparar uma apresentação, de contar a nossa história de uma maneira que faça sentido para aquele discurso, mas os empresários, os líderes, eles não se comunicam só numa palestra. Então a gente se comunica no dia a dia e a gente não vai contar histórias em toda e qualquer comunicação.

E aí, como é que a gente— como é que é esse trabalho também para preparar o cara para se comunicar em qualquer ocasião e não necessariamente envolve contar a história de vida dele?

CACris Andrade

Sim, você percebeu que você falou, não, a gente não vai contar toda história. Não tem como. Tem ponto que às vezes o simples fato de trazer o que faz é só falar, olha, eu faço isso por causa disso. Entendeu? Então vamos lá. Por que que eu sou um mentor de apresentações? Por que que eu falo da importância das histórias? Porque eu olhava para trás na minha história e por muito tempo eu achava que a minha história não tinha valor, até eu perceber que a minha história era um superpoder.

E o superpoder de influenciar outras pessoas, de transformar vidas. Quando eu falo de transformar vidas, uma coisa é a pessoa ouvir a minha voz, outra coisa é eu preparar alguém para que a voz de outra pessoa transforme a vida de alguém que não ouviria a minha. Então beleza, esse é o motivo de eu fazer o que faço, o propósito por trás desse trabalho. Quando a gente fala de propósito, e aqui a gente abre um gancho para falar disso que eu acho que é bem interessante também, as pessoas falam: ah, poxa, mas eu não encontrei o meu propósito de vida.

Cara, tem aos montes pessoas desesperadas buscando propósito de vida. Eu percebi que o propósito em si não é nosso. O propósito é direcionado. Agora, independente da crença, religião de cada um, para mim é Deus que direciona. O propósito que eu estou direcionando para você é esse: faça isso. Quando a gente analisa a questão de propósito, é como se todos nós fôssemos árvores, árvores frutíferas, Então todos nós damos fruto, mas nenhuma única árvore se alimenta do seu próprio fruto.

O fruto é sempre para o outro. Então o nosso próprio propósito é esse fruto que vai alimentar o outro. Então beleza, como que eu trago isso dentro de uma apresentação? Imagina um líder, um executivo que precisa fazer uma reunião e transmitir uma mensagem. Como que ele ganha aquela equipe para próximo dele? Se ele só traz ordens, se ele só apresenta questões técnicas, cara, ele é mais um. Agora, aquele líder que sente a dor da equipe, aquele líder que se coloca no lugar de quem tá na mesa sentado ouvindo ele, ele é acolhido.

E as pessoas se aproximam e falam: não, eu vou seguir esse cara não porque ele tá mandando, porque eu quero estar junto com ele, eu quero defender o que ele defende. E isso pode ser comunicado quando a gente traz esse propósito. Esse, peraí, eu tô fazendo isso aqui por quê? Porque alguém mandou? Não, tem um porquê por trás. Olha isso aqui. E aí ele ganha esse público.

LVLeandro Vieira

Muito bem. Cris, você pode trazer algum caso, alguma apresentação? Como você falou, quando a apresentação toca, a gente não esquece. Então, algum palestrante, pode citar nomes. Que te tocaram e disseram, essa história aqui eu vou guardar?

CACris Andrade

Cara, tem uma pessoa que é a Carla, é uma mentorada minha, e quando ela me procurou, ela falou assim, Cris... Ela trabalha no nicho contábil, ela é especialista em análise tributária e direcionamento da empresa para o que tem que fazer na questão tributária.

LVLeandro Vieira

Beleza.

CACris Andrade

E ela falou, Cris, eu acho que não faz o menor sentido eu colocar a minha história dentro de uma apresentação. É muito técnico o que eu faço. Beleza, tudo bem, concordo com você, é muito técnico. E ela falou, como que eu vou trazer a minha história em algo técnico, sendo que o que eu vivi não tem nada a ver com isso? Não tem nem como associar uma coisa com a outra. Aí eu falei, calma, esse aqui é o meu trabalho, deixa comigo. Primeiro eu quero ouvir sua história, eu quero te conhecer, eu quero conhecer quem é a Carla, como a Carla chegou onde chegou.

E aí o papel e caneta na mão, falei, vai lá, conta para mim como que você chegou aonde você está hoje. Ela foi contando a história. Dentro da história ela falou que ela tem 2 filhos adotivos. Poxa, bacana, anotei aqui pontos importantes, 2 filhos adotivos. E aí vem, mas por que filhos adotivos? Ela explicou, bacana, anotei também e entendi toda a história dela. Isso tudo anotado, pontos que eu falei, ó, isso aqui pode ser que conecte com alguma coisa.

Eu fui anotando e aí eu falei, beleza, agora conheço a Carla, conta para mim como é o trabalho da Carla. Ela explicou todos os pontos, falei, tá bom. Em um determinado momento Ela explicando, ela, cara, é automático assim ela falar e não perceber o porquê ela falou aquilo. Ela falou, é, Cris, é basicamente como se eu adotasse uma empresa. Eu entro na empresa, cuido dela como se fosse uma mãe mesmo, e eu analiso esses pontos daqui.

Que foi adotar a empresa? Tá bom, anotei. Não, fantástico. E ela foi contando, foi explicando, explicando especialidade dela. Eu fui entendendo um pouco mais. Beleza, ela terminou de falar, eu falei: já sei o que a gente vai fazer na sua palestra. Ah, beleza, conta para mim que eu tô curiosa aqui, porque para mim não faz sentido, não sei o que eu vou falar. Eu falei: você vai agregar valor, porque os empresários eles precisam dessa visão estratégica sobre os negócios, eles precisam sim da questão técnica que você vai entregar.

Agrega esse valor, eles vão começar a se perguntar: nossa, que interessante, como que ela conseguiu esse conhecimento, da onde ela surgiu, o que ela faz e tal. Aí você entra na sua história sem pedir licença. Não vai falar: gente, posso contar minha historinha aqui para vocês? Não, não faz, pelo amor de Deus, não. Entra na história. Só que você vai entrar na história mostrando que sua vida nem sempre foi assim, que você nunca foi, você não era essa especialista, você não pretendia chegar aonde você chegou.

Sem antes ter passado por algumas situações. E aí você entra na sua história justificando o motivo de trabalhar com isso. Aí ela foi trazendo, ah, eu era funcionária pública, eu era assistente social, eu trabalhava assim, assim. Ela foi explicando até que um dia chegou uma criança e eu tive que ficar com essa criança no final de semana porque não tinha como direcionar para um abrigo e foi algo de emergência numa sexta-feira à noite e tal.

E eu fiquei com essa criança para direcionar, né? E aí ela vem, traz a história do que ela fez. E só que ela não revela que ela adotou aquela criança, ela só cuidou de uma criança por um tempo. Beleza. E ela vem trazendo partes da história dela, justificando o porquê ela trabalha com aquilo, que por um tempo ela estudou a área contábil. Ela vem trazendo pontos. Só que no fim da apresentação ela mostra, pessoal, mas o grande porquê de tudo isso é essa foto aqui.

Ela mostra duas pessoas, ela fala, esses são os meus dois filhos. E aí fica tipo, por que que vai mostrar o filho? E ela fala, são os meus dois filhos que não vieram de mim, mas vieram para mim. São os meus dois filhos adotivos. Esse é o grande motivo de hoje eu acolher cada uma dessas empresas como se fossem filhos adotivos. Tem um carinho de mãe, mas não um carinho de mãe de um filho que veio dela, mas que veio para ela. E eu estou aqui para servir vocês com todo amor e carinho, do mesmo jeito que eu criei esses meninos.

E eu quero poder ajudar vocês. Muito obrigado, eu sou Carla. Finaliza. Cara, qual que é a liga? Ela por si só, ela não associaria isso, ela precisa de alguém E quando eu falo da questão dela, vocês não precisa contratar o meu produto ou serviço, mas o simples fato de uma outra pessoa olhar para sua história com olhos diferentes, ela vai ver: poxa, peraí, cara, sério que isso aqui você acha que não tem nada demais? Olha que incrível isso que você viveu. E essa conexão é o que aproxima o público.

LVLeandro Vieira

Muito bem, Cris. Agora tem alguns pontos também que são da técnica mesmo, né, da técnica da oratória e tal. Eu sei que isso é um tema mais, como é que eu vou te dizer, cara, mais instrucional, né? E só que tem muita gente que trava na hora de apresentar, que tem bloqueios, que tem timidez, que tem todas aquelas dúvidas: eu vou congelar na frente do público e tal e tudo mais. E chega também esse tipo de mentorado para você, de aluno também?

CACris Andrade

Chega. E é importante eu dizer que eu não sou também especialista em oratória.

LVLeandro Vieira

Perfeito.

CACris Andrade

Porque às vezes chega a pessoa: Cris, então você é professor de oratória? Não, não sou. Tanto que o primeiro curso de oratória que eu fiz, primeira mentoria de oratória que eu fiz, foi o final do ano passado. Cara, eu já tinha me tornado apresentador de TV, já era palestrante fazia 8 anos e tal. E aí que eu resolvi fazer um curso de oratória, mas por curiosidade mesmo, que eu falei: Não, deixa... Eu sempre tenho algo a aprender, sempre vou aprender algo novo.

Então deixa eu fazer esse curso. Mas eu nunca tinha feito, e eu tinha até um certo receio com curso de oratória, porque muitos— e aqui é importante, muitos, mas não todos, tem curso de oratória muito bons, mas muito bons mesmo— mas eu olhava para o curso de oratória que ele colocava as pessoas dentro de um quadradinho, deixava todo mundo com a mesma comunicação Do mesmo jeito, você não pode se movimentar aqui, você tem que falar assim, postura faz isso, faz isso, fala assim, assim, assado.

LVLeandro Vieira

Não, você ia mostrar a mão que...

CACris Andrade

Cuidado! Cuidado com o sotaque. Cara, peraí. Meu sotaque é minha essência. Se eu for moldado dentro de um... Esquece, eu estou desconectando, eu estou fingindo, eu estou subindo num palco, colocando uma máscara e sendo quem eu não sou. Na hora que eu saio daquele palco, as pessoas não vão enxergar o mesmo. Que estava lá. Então é importante a sua essência. E quando a gente fala dessas questões de travas, bloqueios e tal, poxa, pessoal precisa, né, buscar alguém especialista para destravar ela nesse ponto.

Só que eu trago um ponto específico que já auxilia muito nisso. Qual é? Hoje um dos maiores medos da população é o medo de falar em público. A gente coloca, ah, mas Eu tenho medo. Se eu ver muitas pessoas me olhando ali, eu já travo, não consigo de jeito nenhum falar em público. Só que o medo em si, ele não é de falar em público, ele é o medo de falhar, de passar vergonha, de fracassar. Esse é o medo. Quer ver um exemplo? Uma pessoa que ela fala que tem medo de falar em público, aí eu pergunto para ela: olha, mas se você tivesse num aeroporto lotado de pessoas, milhares de pessoas ali, E você está indo viajar para encontrar com um familiar que tá em outro estado, e esse familiar te liga para saber se tá tudo certo, qual é o horário que você vai chegar e tal.

Você atenderia essa ligação? As pessoas falam: atenderia. E você falaria com aquela pessoa? Falaria.

LVLeandro Vieira

Tá.

CACris Andrade

E você falaria no aeroporto com milhares de pessoas ao seu redor? É, falaria. Então seu medo não é falar, seu medo é falhar. Ah, mas daí, poxa, a pessoa que tá me ouvindo, ela Não vai me julgar, pessoa que tá ouvindo ali, eu tenho total domínio daquilo que eu estou falando. Beleza, agora vamos trazer isso para o palco. E palco, eu tô falando reuniões, tô falando não somente um palco, uma palestra, tá? Vamos trazer isso para o palco.

Se eu vou trazer algo técnico, vamos imaginar que sempre vai ter alguém que sabe mais do que aquilo do que você. E aquela pessoa automaticamente te julga. Ah não, pera aí, isso aqui não é bem assim não, aquele lá tá falando besteira. Pode ser quando a gente fala de questões técnicas. Agora me diz uma coisa, quem é o maior especialista sobre a vida do Leandro Vieira do que o Leandro Vieira? Não tem. Nós somos o maior especialista sobre as nossas vidas.

Então tudo que eu vivi ninguém sabe mais do que eu. Se eu trago um ponto dentro da apresentação associando a minha técnica com a minha história, cara, pode ser o top 1 do mundo especialista daquilo que eu estou falando, ele não vai saber daquilo associado à minha história. Então aqui a gente já dá uma segurança para aquele apresentador, para aquele palestrante que está falando. Porque ele vai ter a questão de ele é a maior autoridade para falar daquilo.

E ao falar daquilo, eu não tô falando da técnica, tô falando da história associada à técnica. Então isso já tira um certo bloqueio. Claro que, poxa, a gente tá falando, não sou um terapeuta, né, que vou resolver ali, não faço mágica e tal. Mas trazer esse ponto auxilia demais na hora de fazer uma apresentação.

LVLeandro Vieira

Que legal, cara. Eu tava procurando aqui uma frase do Picasso que eu acho que ilustra muito bem isso, a questão da técnica e tal. E aí eu queria lembrar como é que é que ele tinha falado exatamente, né? Aí o Picasso, ele fala o seguinte: demorei 4 anos para pintar como Rafael, mas uma vida inteira para pintar como uma criança. Por que que eu tô trazendo isso agora? Porque muita gente se importa muito com essa questão da técnica, né?

E não só na apresentação, não só para se apresentar, mas também para liderar, para administrar um negócio. Então muita gente acha que tem que seguir uma técnica específica, que tem um líder fala desse jeito, um líder age desse jeito, então eu tenho que fazer exatamente dessa forma, porque senão eu não vou ser o líder ou apresentador eficaz e tudo mais. E na verdade eu acho que o nosso grande desafio é exatamente encontrar a nossa própria voz.

Seja um apresentador de podcast e tal, eu não posso chegar aqui no meu podcast, começar a imitar, por exemplo, o Igor do Flow. Cara, aquilo ali é o Igor do Flow, né? Não sou eu. Então ficaria muito ridículo se eu tivesse aqui, né, fazendo as poses do Igor e tal, tudo mais. E qual que é então a tônica, né? Eu percebi num determinado dia, apresentando o Café com ADM, que até um um determinado ponto da minha jornada eu seguia um caminho meio travado.

E aí lá pelas tantas, puf, eu destravei. Disse, cara, é assim que eu sou, é assim que eu vou ser à frente do meu podcast. Então tem que ter a minha voz. E muita gente não consegue encontrar a sua própria voz porque tá prestando muita atenção nos outros, se comparando, se comparando. Ah, eu tenho que fazer assim, o fulano faz assado, E aí tu começa meio que a modelar e tal. Eu acho que tem muita gente que canta muito bem, mas não encontrou a própria voz cantando ainda, porque tá sempre fazendo cover dos outros.

CACris Andrade

Sim, exatamente.

LVLeandro Vieira

E aí, qual que é o segredo para a gente encontrar? Eu encontrei por acaso, tá, Cris? Não foi uma coisa que eu posso ensinar para alguém, mas eu digo assim, cara, tem que encontrar a tua voz. Como?

CACris Andrade

O grande ponto é olhar para a sua jornada e para entender quem é você, você tem que olhar com uma visão que foge do automático. Porque se você vê a sua vida totalmente no automático, você não percebe os seus valores que o outro perceberia. Cara, tem pessoas incríveis se colocando assim como qualquer um por não enxergar seus valores. E quando nós olhamos, que foi o que aconteceu comigo, né, de olhar para trás e falar, cara, pera aí, Mas isso que eu vivi pode plantar esperança no coração de muita gente.

Isso aqui é um superpoder, isso aqui é interessante. Só que eu precisei do outro olhando para mim e falando: Cris, olha isso aqui, cara, fala. E aí tem um— eu recebi uma mensagem quando eu decidi, né, ser palestrante. Eu recebi uma mensagem que ela diz o seguinte: alguém em algum lugar, sem saber, espera pela sua mensagem para mudar a própria vida. Só basta você decidir compartilhar. Não há de um impacto que só você pode criar.

Cara, recebi essa mensagem e é engraçado eu falar sobre essa mensagem porque eu não lembro se eu li ela, se eu ouvi de alguém, mas isso é muito forte na minha cabeça desde 2017. E eu ficava com aquilo, falou, cara, tá, então eu preciso contar, eu preciso mudar a vida das pessoas. E o pessoal que tá, que tá nos assistindo, qual, qual que é a mensagem que você não está contando por não olhar para sua história? Qual é a mensagem que talvez o seu colega de trabalho, talvez o seu funcionário, talvez o seu familiar, seu amigo precisa ouvir, que é algo único que somente você viveu?

Então trazer isso de, peraí, eu sou único. Não tem, as pessoas podem ter o mesmo penteado, pode usar a mesma roupa, pode falar do mesmo jeito, mas ser eu é único, é só eu.

LVLeandro Vieira

O mesmo penteado é difícil aqui.

CACris Andrade

Muito bem.

LVLeandro Vieira

Ô Cris, agora me diz o seguinte, se a gente pegasse aqui o empresário mais brilhante do Brasil, tá? Vamos lá, eu já tô pensando aqui, é um nome, mas é um cara que não sabe sabe se comunicar. Eu vou até trazer aqui um exemplo de outro. Deixa eu, depois eu faço essa pergunta aqui do empresário que não sabe se comunicar. Tem alguns empresários que sabem se comunicar muito bem, tá? E agora, quando eu fiz essa pergunta do que não sabe se comunicar, me veio aqui a imagem do Flávio Augusto, que, cara, o Flávio é um comunicador fantástico, né?

E como é que, primeiro, como é que a gente pode usar essa comunicação a nosso favor? O Flávio usa isso muito muito bem. Então assim, cara, ele além de ser uma história do Flávio, é fantástico. Ele tem uma história lindíssima, ele tem domínio, né, do empreender, né, de como empreender. E ao mesmo tempo ele sabe se comunicar muito bem e tocar o coração das pessoas, né, quando isso se faz necessário, tá? E aí eu queria que você comentasse, que você comentou, falou que isso é um superpoder, tá?

Eu queria que você comentasse como usar esse superpoder também a nosso favor, né? Então Lógico, né? Então pegar aqui, citando o caso do Flávio, Flávio construiu realmente um grande ecossistema, né, de negócio e tal e tudo mais. E muita coisa tá pautada, né, não só na competência dele como empreendedor, mas nessa habilidade única de se comunicar, tá? Então queria que você comentasse isso e depois a gente vai para os casos opostos, sem citar nome de ninguém aqui, tá?

CACris Andrade

Veja só, na hora que você falou dessa questão, né, de se comunicar bem, Vou pegar um exemplo. Um professor, no geral, falam bem, certo? Porque, poxa, para dar aula tem que falar bem ali. Claro que tem professores que nem falar bem consegue, mas beleza, isso aqui é exceção. No geral, professores falam bem. Só que falar bem é uma coisa, saber exatamente o que precisa ser falado para prender atenção do aluno é outra. Então, se eu olho os Os professores que eu tive, os que eu me lembro das aulas, eram professores extraordinários que colocavam aquela aula num contexto que eu falava, poxa, eu enxergo isso dentro da minha realidade.

Agora tem professores que chega a ser engraçado, que eu não lembro nem o nome, de eu perguntar, mas por que que eu vou usar a raiz quadrada? No que que eu usaria? O professor falar, não, porque vai cair no vestibular. Eu não vou fazer vestibular, não quero nem fazer faculdade, então não preciso prestar atenção nessa aula. Você tá entendendo? A questão de falar bem é uma coisa, agora saber o que precisa ser falado, colocar aquilo que está sendo apresentado dentro de um contexto e ter a empatia com o outro.

Porque todo mundo que se apresenta, uma apresentação não é sobre quem está apresentando, é sobre quem está ouvindo. E fazer com que aquela pessoa que está ouvindo entre dentro daquilo que está sendo apresentado é o grande segredo. Então o Flávio, quando ele conta lá que ele andava de ônibus e tal, cara, ele tá falando com a maior parte da população, entendeu? Então assim, as pessoas começam a se enxergar no Flávio. Caramba, o Flávio Augusto, eu tenho muita coisa em comum com ele.

Você entende que aí aproxima e deixa de ser uma mensagem de um cara que está distante demais da minha realidade? Então, trazer isso... Agora eu me perdi aqui.

LVLeandro Vieira

A sua pergunta foi exatamente...

CACris Andrade

Respondi dessa forma?

LVLeandro Vieira

Isso, claro. E também pegando aqui o exemplo do Flávio, que isso pode ser replicado para vários outros empreendedores também, é como que isso pode nos ajudar também a potencializar nossos negócios. O Flávio é um cara que poderia estar simplesmente lá na sala dele, enfim, vivendo a vida dele tranquilo, isolado do mundo, como existem muitos empresários, sem juízo de valor sobre isso, que estão fazendo exatamente isso, né? Construíram grandes negócios e não tem esse contato com o público.

Mas no momento em que ele coloca a cara, diz, cara, ó, o cara por trás dessa marca, dessa e dessa, sou eu, e essas são minhas crenças, essa é a minha visão e tal, tudo mais. Ele acaba conquistando ali, no caso dele, literalmente milhões de pessoas que acompanham e são inspiradas ali por ele. E isso potencializa ainda mais os seus negócios.

CACris Andrade

Exatamente.

LVLeandro Vieira

Essa é a questão, é o que eu queria pegar, assim, na questão que como a comunicação é um ativo importante para todo e qualquer empreendedor.

CACris Andrade

Eu vou dar um exemplo aqui que veio na cabeça e eu falei, cara, tem que falar dele, que é do Cris Panebianchi, é um mentorado meu. O Cris é gago. E aí ele falou, eu vou ter que me apresentar, vou fazer uma apresentação ali para uns 30, 40 empresários. Mas o Cris falando para mim, falou assim, como que eu vou fazer isso? Eu sou gago, cara, não, não, eu preciso de alguém que vai curar a gagueira ali, né? Como que eu vou fazer isso?

E aí eu falei para ele o seguinte, eu falei, isso daqui Essa essência é o que é seu. As pessoas, se você não gaguejar, as pessoas vão achar que não é você. Aí ele parou para pensar e falou: nossa, então vou usar meu maior problema a meu favor. Eu falei: é. E aí eu descobri que o Cris, ele registrou, ele tem um registro disso, que ele é um gago fluente. Eu falei: poxa, Cris, você tem isso registrado e você não vai usar? Aí ele falou: não, mas Eu registrei por bobeira.

É, ele registrou que ele é o gaga fluente. Eu falei, cara, usa isso a seu favor. Ele falou, não, mas como que eu vou usar? Totalmente assim, sem saber como usar. Falei, você vai fazer o seguinte, você tá com medo de gaguejar na palestra, né? Falei, tá bom, então vamos lá, você vai gaguejar. Já parte desse princípio, você vai gaguejar. Só que você vai fazer o seguinte, na hora que você entrar no palco, você vai falar faz o seguinte: Olá pessoal, tudo bem?

Bom dia! Olha, eu sou o Cris Panebianchi e eu quero trazer uma informação. Eu sou gago, tá? Mas eu sou um gago fluente, literalmente. Eu tenho registro disso e tal. Brinca com isso, as pessoas vão dar risada, as pessoas vão gostar de você. Poxa, ele é divertido, quero ser amigo dele, quero me aproximar dele. Vão te dar mais atenção. Se você gaguejar, você já avisou, tá tudo bem, cara. Nessa, eu tava presente nessa apresentação, ele não gaguejou.

Ele ficou tão tranquilo com aquilo que saiu um peso das costas, ele não gaguejou. Mas no início ele falou, eu sou um gago fluente. Então, o Cris, se estiver assistindo, Cris, um abraço, pessoa que eu gosto demais.

LVLeandro Vieira

Que bacana, cara. A gente tem que conectar o Cris com o Lucas André, fundador da Fast Tênis, membro aqui do nosso Clube Black também. Que o Lucas começou a vida como operador de telemarketing gago. Essa aí... Olha que história bacana, né?

CACris Andrade

Olha a história, olha a história.

LVLeandro Vieira

O cara estava no pior lugar para começar a vida com esse problema, com essa dificuldade e superou. Então, eu acho super interessante essa questão também desses obstáculos que acabam nos fortalecendo de alguma forma.

CACris Andrade

Todo mundo tem, né, William?

LVLeandro Vieira

Enfim, por conta daquele problema, o cara se tornou o que se tornou.

CACris Andrade

É os acasos. Exato.

LVLeandro Vieira

Muito bem. Cris, Estamos aqui terminando o nosso tempo. Sei que você tem agora uma agenda de palestras, participação aqui em eventos. Se você pudesse dar um conselho para quem quer ser lembrado depois de subir ao palco, a gente falou sobre isso aqui, mas eu queria reforçar essa mensagem. Qual seria esse conselho?

CACris Andrade

Bom, primeiro ponto, a história é muito importante, mas talvez até mais importante do que a história É ter entusiasmo, brilho no olhar, amar o que faz. Tanto que eu falo na minha palestra que o primeiro passo para se tornar inesquecível é ter entusiasmo. E o entusiasmo é uma palavra que vem de uma palavra do grego, eu não vou me arriscar a pronunciar, que eu vou falar errado aqui, mas o significado literal dessa palavra é ter Deus dentro de si, ter brilho próprio.

E quando a gente fala de ter entusiasmo, de ter o brilho no olhar, de amar aquilo que está fazendo, não fazer somente pelo dinheiro. Poxa, dinheiro é importante, é, mas faça com amor, faça com um propósito por trás. Então trazer o entusiasmo, conectar com a história e o propósito, e saber que ninguém quer saber da sua história, que são os 3 passos para se tornar inesquecível em qualquer apresentação, ligando tudo isso traga esses pontos que com certeza você vai se tornar inesquecível e vai fazer a diferença na vida de pessoas, transformando esse mundo aí num lugar muito melhor.

LVLeandro Vieira

Muito bem. E tivemos aqui um encontro inesquecível, aqui literalmente, com Cris Andrade. Cris, agora vamos lá, é hora do merchan. Queria que você passasse aqui para turma redes sociais, onde acompanhar teu trabalho, site, enfim, né? Quem tiver interessado também em saber mais sobre a mentoria, enfim, todos esses serviços, o que tem que fazer?

CACris Andrade

Bom, me sigam em todas as redes sociais, @crisandradeoficial, TikTok, Instagram. O meu LinkedIn eu não sei de cabeça, mas colocando Cris Andrade também vai encontrar. Meu site é crisandradeoficial.com.br, também lá você vai encontrar meu LinkedIn e vai ter todas essas informações. Quem tiver interesse em saber mais sobre o meu trabalho, sobre mentorias, sobre palestras, curso gravado, imersões, enfim, fique à vontade para entrar em contato.

Caso não consiga falar diretamente comigo, tem uma equipe comercial que vai estar atendendo e vai tirar todas as dúvidas aí. E se me encontrar em alguma palestra e me encontrar na rua, estou sempre disponível aí para ouvir novas histórias, porque eu falo que novas pessoas São novas oportunidades e todas as pessoas têm grandes histórias e eu gostaria de ouvir.

LVLeandro Vieira

Muito bem, turma. Cris, obrigado mais uma vez aqui pela presença, né? Foi realmente um encontro muito rico, aprendi demais, me emocionei demais, cara. Inesquecível. E agora eu quero que você aí do outro lado comente aqui o que que você achou, o que que mais marcou aqui das histórias que o Cris trouxe aqui para gente, né? E o o que que você vai colocar em prática na sua vida. Importante, né, ter uma ação depois de um bate-papo tão transformador como esse.

Perfeito, turma, deixa aqui nos comentários, compartilha esse episódio com quem vai tirar também lições aqui valiosas como a gente tirou, eu e você. E que mais, turma, semana que vem teremos mais um membro do Clube Black Empreendedores aqui no nosso encontro semanal, e eu espero por você. Beleza, então até a próxima, um abraço!

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