Episódios de Café com ADM, by Leandro Vieira

O mercado de afiliados ainda é uma oportunidade real de negócio? | Café com ADM #508

04 de agosto de 202646min
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Este episódio tem a parceria de:

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SOBRE ESTE EPISÓDIO

O mercado de afiliados reduziu algumas das principais barreiras para quem deseja começar a empreender. Sem precisar desenvolver um produto, manter estoque ou cuidar da logística, qualquer pessoa pode indicar itens de outras empresas e receber uma comissão pelas vendas realizadas. A entrada parece simples, mas construir resultados consistentes exige estratégia, conhecimento do consumidor e uma estrutura profissional.

Neste episódio do Café com ADM, Leandro Vieira recebe Jana Toniazzo, empresária, estrategista digital, CEO da Club e especialista no mercado de afiliados. Formada em Turismo pela PUC do Rio Grande do Sul, ela começou a empreender com R$ 400 emprestados pela mãe, criou uma loja virtual ainda em 2012 e, posteriormente, lançou sua própria marca de roupas.

Após enfrentar os desafios de uma operação física com estoques, equipes, processos e logística, Jana decidiu migrar para o mercado digital. Na conversa, ela explica as diferenças entre criadores de conteúdo e afiliados profissionais, como funcionam as vendas com tráfego orgânico e pago e quais critérios devem orientar a escolha de produtos e plataformas.

 

 

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Participantes neste episódio2
L

Leandro Vieira

HostPastor
J

Jana Toniazzo

ConvidadoEmpresária, estrategista digital, CEO da Club e especialista no mercado de afiliados
Assuntos12
  • Mercado de influenciadores e conteúdo no BrasilOportunidade real de negócio · Diferenças entre criadores de conteúdo e afiliados profissionais · Estrutura profissional vs. amadora
  • Conselhos para Iniciantes em TIConfiar no mercado de afiliados · Pesquisar dados e plataformas · TikTok Shop: Venda por Descoberta · Dedicação de tempo e consistência
  • TikTok Shop e o Mercado de AfiliadosCrescimento exponencial da plataforma · Experiência de compra simplificada · Oportunidade para novos afiliados
  • Começando como Afiliado sem InvestimentoCadastro em programas de afiliação · Divulgação de links em redes sociais · Primeira venda com estrutura simples
  • Cláudia Raia e sua trajetóriaFormação em Turismo · Empreendedorismo com loja virtual de roupas · Migração para o mercado de afiliados
  • Empoderamento Feminino· SociedadeOrigem no propósito de ajudar mulheres · Foco em simplicidade e segurança · Superação de vulnerabilidades e recomeço
  • Qualidade de Produtos· NegociosPesquisa de reputação e qualidade · Importância da experiência pessoal com o produto · Verificação de cadastro e regulamentação
  • Interação com o Público· SociedadeTransparência sobre comissões · Indicação de produtos genuinamente acreditados · Valorização da conexão humana
  • Marketing e Vendas· NegociosFunis de vendas orgânicos e pagos · Controle de dados no tráfego pago · Diferenças entre público masculino e feminino
  • Opcoes de indenizacao e pagamento· NegociosComissões mais baixas em marketplaces · Produtos com margem maior para tráfego pago · Nutracêuticos e suplementos como nicho
  • Mídia Física vs. Digital· TecnologiaAgilidade e retorno rápido com produtos físicos · Desafios de vender infoprodutos · Educação de audiência para infoprodutos
  • Criação de Conteúdo e IA· TecnologiaBoas práticas para perfis anônimos · Uso de inteligência artificial na criação de conteúdo · Limitações da IA para construção de comunidade
Transcrição51 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Fala, galera! Está no ar mais um Café com ADM, a sua dose de cafeína nos negócios. E olha só, durante muito tempo, para se começar a vender, uma pessoa precisava desenvolver um produto, comprar estoque, montar uma loja e investir em uma estrutura comercial. E a economia digital mudou completamente essa lógica. Hoje, milhões de pessoas tentam ganhar dinheiro indicando produtos criados por outras empresas. São os chamados afiliados, que são profissionais que recebem comissões pelas vendas que ajudam a gerar.

A porta de entrada parece simples, o desafio aparece logo depois: escolher o produto certo, conquistar atenção, gerar confiança e transformar indicação no ambiente cada vez mais competitivo. E existe ainda uma pergunta inevitável: nós estamos diante de uma oportunidade real de empreendedorismo ou de mais um mercado cercado por promessas de dinheiro rápido? E para responder a essas perguntas, eu vou receber aqui hoje a Jana Antoniazzo.

Ela é empresária, estrategista digital, CEO do Club e também especialista no mercado de afiliados. O fechamento da folha de pagamento é uma das rotinas mais críticas para a saúde financeira de qualquer empresa. O problema é que pequenos erros em cálculos trabalhistas ou falhas no envio do eSocial geram passivos pesados e multas que corroem o caixa do negócio. Tratar essa área apenas como uma burocracia operacional e não como um ponto estratégico de compliance é um risco alto para a gestão.

Por isso, a escola de pessoas da Sólides desenvolveu a formação completa em folha de pagamento, um curso prático e gratuito, direto ao ponto, e que capacita gestores e profissionais de DP a dominarem encargos, cálculos e toda a legislação atualizada, eliminando o retrabalho e protegendo a empresa. Se você quer dominar a folha com precisão, blindar a sua operação e garantir a sua certificação, clique no link da descrição do episódio e faça sua inscrição gratuita com a Solidz.

Jana Antoniazzo, que honra te receber por aqui! Seja muito bem-vinda ao nosso Café com a DM.

JTJana Toniazzo

Muito obrigada, o prazer é todo meu de poder estar aqui falando um pouquinho sobre esse mercado que eu sei que carrega aí muitas crenças, muitos tabus. Eu vou ajudar aí a desmistificar todas essas dúvidas que a maioria das pessoas tem sobre o mercado de afiliados.

?Voz A

Que legal! Ô Jana, só para a gente dar um pouquinho de contexto, eu queria que você passasse um pouquinho aqui da sua trajetória para a gente entender como é que você se tornou especialista no mercado de afiliados.

JTJana Toniazzo

Então, a minha trajetória profissional começa um pouco diferente aí do digital. Eu sou formada, tenho formação em turismo, sou formada pela PUC do Rio Grande do Sul. E durante a faculdade ali mesmo eu já decidi que eu queria empreender, mas eu percebi que empreender na área do turismo sendo tão nova, na época eu tinha 22 anos, eu pensei, acho que eu não tenho muita chance. Então eu decidi montar uma loja de roupas e eu tive assim um crescimento até comparado com o mercado tradicional super rápido com uma loja de roupas, porque eu já tinha usado o poder da internet na época.

Era 2012, eu montei a minha primeira loja virtual. Então, se hoje, né, ainda se fala, ah, mas loja virtual ainda é alguma coisa nova para algumas pessoas, em 2012 era algo assim muito pouco falado. Só quem tinha loja virtual eram grandes empresas, né, grandes redes. Mas eu decidi arriscar, né, no mercado digital, porque eu sempre vi na internet essa possibilidade de ter escala, de chegar em mais pessoas. Então, a minha loja de roupas, ela teve um crescimento super rápido, até um Crescimento aí desenfreado.

Uma hora eu posso falar de como foi esses desafios de crescer rápido, né, sem estrutura, sendo tão pequena assim. E detalhe, eu comecei a empreender com R$400 emprestados pela minha mãe. E aí foi, a loja cresceu, enfim, deu tudo certo. Claro, né, altos e baixos. Quem tem negócio físico sabe que muitas vezes o mercado oscila. Então às vezes tá muito bom, no outro mês já cai, e aquela instabilidade. E no meio do caminho eu decidi que eu queria fechar a minha marca, a minha loja de roupas, e montar uma marca própria de roupas em São Paulo.

Daí, isso era em Porto Alegre, me mudei para São Paulo, montei uma marca de roupas. E aí a marca de roupas começou a complicar o negócio porque era muita estrutura, equipes, processos, gestão, muitas coleções ao mesmo tempo. Então a minha vida era simplesmente um assim, qualquer coisa poderia acontecer a todo momento. Eu vivia muito estressada assim. Então eu tava numa época que eu tava assim, assim, a gota d'água foi quando uma peça de body saiu errado e daí eu tive que recolher tudo em nível nacional.

E dali eu falei, não, eu quero algo mais leve. E comecei a pesquisar o que que poderia fazer, né, até que conheci então o mercado de afiliados. E daí ali eu vi a oportunidade de ter uma renda digital, né, usar a internet, que foi algo que eu sempre gostei em toda a minha trajetória profissional. Eu busquei empreender pela internet e vi ali uma oportunidade para simplificar o caminho, né, diferente de quando a gente tem o nosso próprio negócio, que a gente tem que investir em estoque de produtos, toda aquela gestão logística.

Enfim, como afiliado já não teriam todas essas responsabilidades. Então foi assim que eu conheci e comecei no mercado de afiliados, quando eu Decidi fechar minha marca, fiz uma viagem para os Estados Unidos. Lá sim eu conheci o mercado de afiliados, porque nos Estados Unidos eles estão bem à frente que nós aqui, até mesmo nessa questão de preconceito. Enfim, para eles é uma coisa super normal trabalhar como afiliado. E ali então eu comecei. É um resumo do resumo, mas é basicamente isso.

?Voz A

Que bacana, né? Então assim, você começa primeiro empreendendo com uma loja própria e aí você decide depois dar uma pivotada, vamos dizer assim, nessa carreira. E lança sua própria marca, e depois você encontra, né, o caminho dos afiliados, que é justamente trabalhar, eu acho que com misto dos dois mundos, né, da história de você trabalhar com comércio eletrônico, mas com também com marcas de outras pessoas, né, inclusive com estruturas, né, de comércio de outras pessoas.

E aí, bom, vamos lá, você comentou que nos Estados Unidos esse mercado ele já tá bem mais maduro que no Brasil. E de fato, né, muita gente assim tem grandes negócios de afiliados nos Estados Unidos, sendo afiliado, né. Então tem um grande faturamento. Como é que é aqui no Brasil? Qual que é o nosso panorama hoje, Jana?

JTJana Toniazzo

Aqui no Brasil nós temos afiliados de todos os tamanhos, né. Tem desde pessoas que têm estrutura aqui, porque o que que acontece quando nós estamos nesse mercado digital? Nós temos alguns Como que eu posso dizer? Umas ferramentas que contribuem para o crescimento, é diferente do mercado físico, né? No digital, se você acerta o tom ali, você conta com ferramentas como um pixel, como um algoritmo. Então, quando você tem uma estrutura que tá funcionando perfeitamente, a própria inteligência artificial, né, dessas ferramentas vão ajudar a levar a sua estrutura mais longe, chegar nos clientes certos.

Então, tem pessoas que começaram a trabalhar com esse mercado de afiliados assim, lá no início, né? Eu falo no início assim, por exemplo, 2020, a gente pode falar assim que quando começou isso, e o boom foi ali em 2021, 2022. Então essas pessoas desde cedo já começaram a se profissionalizar, porque antes a gente não tinha as estruturas que nós temos hoje, né, de social commerce, divulgar mais em rede social. Então são pessoas que muitas vezes já eram da tecnologia, montaram estruturas robustas para venderem como afiliados.

Então quando a gente tem esse formato de estrutura mais profissional e mais robusta, assim, os ganhos eles são ilimitados, não tem limite de ganho. Essa é a verdade no mercado digital. A gente tem a limitação, obviamente, quando a gente fala de produtos físicos que tem o estoque do fornecedor, mas aí como afiliado nós temos a possibilidade de fazer, a gente não tá preso a uma marca ou a um produto. Então a gente baixou o estoque de um produto, a gente vai lá, trabalha com outro.

Então assim, respondendo a tua pergunta, quando nós somos um afiliado com uma estrutura, não só quem ali tá compartilhando um link, a gente tem uma capacidade aí de faturamento robusta, especialmente comparando a iniciar outros negócios hoje em dia, né? Agora, falando de um creator que tá ali usando a sua rede social, posta uma coisa ou outra, que vai ter aquele trabalho ali como uma renda extra, dá para tirar um valor legal ali também, mas tudo vai depender da estrutura que você monta para então gerar essas vendas.

Isso faz toda a diferença, uma estrutura profissional e uma estrutura mais amadora, digamos assim.

?Voz A

Perfeito. Eu achei interessante que assim, agora você respondendo aqui a minha pergunta, você trouxe a figura do creator, mas você de alguma forma já diferenciou o creator de um afiliado realmente profissional. Eu queria pontuar realmente essas diferenças que talvez quem tenha visto aqui o título do nosso podcast, começou a escutar aqui a nossa conversa pensando, não, é para eu me tornar creator. E não necessariamente é isso, né, Jana?

JTJana Toniazzo

Exatamente. O creator é o criador de conteúdo da rede social, né? Então é a pessoa que se utiliza de redes sociais, gera conteúdo, né? O criador de conteúdo. Então ele gera conteúdo para fomentar as vendas através dos seus links. E eu falo que hoje em dia tem muitas pessoas que a gente nem imagina que são afiliados, né? Grandes personalidades, nomes, enfim, celebridades, influenciadores, que quando eles compartilham um link ali, ah, Antigamente era utiliza para cima, né, mas agora já tem um botãozinho ali de link.

Essas pessoas estão recebendo comissão. Então esse é um formato de venda como afiliado, você compartilhar um link na rede social e toda venda gerada a partir desse link você recebe a comissão. Mas aí nós estamos falando também de uma outra categoria de afiliado, que é essa estrutura mais profissional, que são pessoas que trabalham através de anúncios patrocinados, que criam estruturas como site, Vários funis de venda, né, que a gente fala, todos mapeados com pixel, com rastreadores, enfim, que daí são estruturas que nesse ponto muitas vezes a gente não precisa nem aparecer, os próprios anúncios chegam nos clientes em potencial e a venda gerada a partir de anúncios. Então tem muitas possibilidades.

?Voz A

Legal, eu tô te perguntando porque eu tenho grande interesse também aqui no tema. Aqui a gente tem uma grande audiência, né, tanto no Café com a DM, enfim, nos nossos canais aqui do Administradores. E lógico, né, eventualmente a gente fecha algum, algum, alguma campanha nesse formato de afiliação e tal, mas não é algo que nós somos, né, que a gente possa dizer que nós somos profissionais nesse tipo de negócio, não. E eu acho bem interessante o modelo e queria deixar claro aqui até para nossa audiência, ó, estou analisando isso também não só como uma, uma, um papo super interessante aqui com a Jana, mas também como uma oportunidade de negócio aqui para gente.

E Jana, me diz uma coisa, vamos lá, vamos, eu tô interessado nesse caminho que você disse, eu quero me profissionalizar, eu quero montar uma estrutura, quero ser um afiliado de grandes marcas, o que que eu tenho que escolher primeiro? Vamos lá, produto digital ou produto físico, né? O que que é melhor para vender?

JTJana Toniazzo

Olha, ótima pergunta. Eu acredito que para começar, vamos falar assim, ó, para começar, os produtos que já são mais conhecidos no mercado, porque você não precisa fazer um nome, você não precisa validar uma estrutura. Porque se hoje você for trabalhar, por exemplo, com um produto digital, né? Produto digital muitas vezes ele é muito refém do expert, né, de quem criou ali o infoproduto, enfim. Então fica muito vinculado à imagem, né, do infoprodutor.

Então, para começar, essa é uma opinião pessoal minha, tá? E assim, de testes assim, de muitas estruturas que eu validei, eu acho que os produtos físicos eles nos fornecem mais agilidade para ter retorno, porque são produtos que já existem no mercado, muitas vezes produtos que as pessoas já usam, que elas já gostam. Então criar uma estrutura de produto físico, eu acho que é, o retorno é mais rápido. Para trabalhar com infoproduto, já tem que ter um pouco mais de experiência ali de mercado digital para conseguir ter resultados, ter estruturas mais, mais estratégicas assim, bem alinhadas.

O funil já é um pouco mais trabalhado, né? Porque o produto físico a gente olhou, entendeu o que que é, comprou. Produto digital já não é tão assim, né? Então a gente tem que educar audiência, criar uma audiência. Então é um pouco mais trabalhoso, mas é maravilhoso também. Só para começar, eu diria vai nos produtos físicos mesmo.

?Voz A

Legal. E você chegou a comentar também que o afiliado profissional, ele investe, né, em marketing. Ele não fica só restrito ao seu alcance orgânico, às suas próprias redes, aos seguidores que ele já tem. Ele investe nessas ferramentas de tráfego, né, que ajudam a impulsionar tanto a venda de um produto digital quanto a venda de um produto físico. Mas quando a gente tá falando de afiliação e principalmente de um produto físico, eu imagino, né, que as margens elas são menores.

E eu não sei quanto é que é a base de comissão para um produto físico, mas é para você anunciar esse produto através do tráfego pago, o seu custo de aquisição, né, de um cliente, ele deve ficar dentro dessa margem ali que é a sua comissão, né. E ainda tem uma sobra para você ficar feliz, porque senão você só vai deixar o Mark Zuckerberg feliz, o dono do produto feliz, mas você não vai ficar. Então me conta como é que tá esse panorama hoje em dia.

Tem dado lucro realmente assim você investir em tráfego para divulgar um produto como afiliado?

JTJana Toniazzo

Sim, essa é uma excelente pergunta, porque muitas vezes quando a gente fala mercado de afiliados, as pessoas acabam associando a plataformas, a marketplace. A gente pode falar nomes aqui?

?Voz A

Claro, vamos lá. Mercado Livre, Shopee, Magalu, Amazon.

JTJana Toniazzo

Perfeito. Então muitas pessoas acabam associando o mercado de afiliados somente a essas grandes plataformas, que são maravilhosas também. É possível ter um excelente faturamento com essas plataformas, quem quiser trabalhar só com elas, porque é simples, porque são produtos que as pessoas já estão consumindo o dia inteiro, né? Então é super tranquilo para alguém para começar. Só que tem um outro lado, que essas plataformas fornecem uma comissão mais baixa, justamente por isso que você falou.

Eu que eu falo assim para algumas alunas, né, porque eu trabalho com os dois métodos, tanto esses mais de creator, com essas com esses marketplaces quanto estruturas mais profissionais. E elas muitas vezes falam, ah, mas a comissão é muito baixa nesses marketplaces. Mas eu falo assim, imagina, tem o custo do produto. Essas plataformas, elas velem muito porque ela já tem um preço competitivo. Então o cliente que entra ali, ele consegue facilmente comparar em diversas lojas.

Então não tem como um lojista colocar um valor super alto, diferente dos outros, né? Então elas brigam por preço. Ainda tem o lucro, né, do lojista e mais a taxa da plataforma. O que sobra ali para afiliado não tem como ser muito, né? É meio lógico isso. Mas aí a gente ganha na escala, né, no volume de vendas. Agora, se nós formos falar de produtos para vender no tráfego pago, a gente já tá falando de uma estrutura um pouco diferente, porque esses produtos muitas vezes já foram desenvolvidos para esse formato de venda.

Então, o que que entra aqui? Nutracêuticos, suplementos, vitaminas para o cabelo, alguns tratamentos assim que eles resolvem uma dor real do consumidor. Né, uma queda de cabelo, talvez é calvície, impotência sexual, enfim, são produtos que eles já foram desenhados para esse formato de venda. Então os próprios donos dos produtos são pessoas que muitas vezes entendem essa estrutura de mercado digital, eles já criam páginas de vendas extremamente estratégicas, os produtos estratégicos e o valor também de venda.

São produtos que eles têm um valor percebido interessante, né, para o consumidor. E aí tem uma margem maior para o afiliado poder vender e poder investir em tráfego pago. Então são estratégias diferentes.

?Voz A

Perfeito. E bom, vamos lá, nossa audiência aqui é uma audiência super empreendedora e deve ter muita gente aqui interessada aqui na oportunidade de negócio de começar a vender como afiliado. O que que essa pessoa precisa investir de cara? É verdade aquela história que você não precisa investir, que basta ter um celular, enfim, começar a divulgar os produtos. Como é que é isso? É verdade mesmo ou é mito?

JTJana Toniazzo

É 100% verdade. Quem quiser hoje começar aí já pode começar. Posso dar os passos?

?Voz A

Claro, manda ver aí, Jana.

JTJana Toniazzo

Então tá bom. Então, por exemplo, uma pessoa: ah, eu vi esse podcast, quero começar, o que que eu faço? Assim, uma estratégia bem simples de fazer: entra lá no site do Mercado Livre, no aplicativo, enfim, que quer que seja, faz o cadastro no programa de afiliação, tem ali no menuzinho, ah, quero ser afiliado, enfim, você vai fazer um cadastro, você vai enviar seu documento, e a partir de então no seu aplicativo já vai aparecer em todos os produtos que existem à venda no Mercado Livre link para compartilhar.

Quando você clica naquele link e compartilha com, enfim, com seus amigos, sua rede social, que quer que seja, toda venda gerada a partir daquele link você recebe a comissão. Isso pode ser feito hoje, agora, E é impressionante como o negócio funciona. Inclusive foi assim, com essa estrutura super simples, só que eu não fui pelo Mercado Livre, fui pela Amazon na época, que era mais forte em relação a isso. E na época eu tava nos Estados Unidos, então lá a Amazon é um pouco maior.

Eu comecei assim, fiz uma venda do mais absoluto zero em casa, sem investir nada. Então isso que me fez dar vontade de continuar nesse mercado.

?Voz A

Que bacana, muito bem. E dessa primeira venda à escala, quais são os passos, Jana?

JTJana Toniazzo

Perfeito. Assim, existem muitas estratégias quando a gente fala de um mercado digital, e a gente fala muito em funil de vendas, né? Então tem vários funis. Uma, por exemplo, eu hoje como afiliado eu tenho muitos funis diferentes. Eu tenho funil orgânico, que através de criação de conteúdo, eu tenho funil no tráfego pago, eu tenho funil para um produto, para outro produto. Então eu tenho vários funis. A pessoa que quer escala, ela precisa entender o que que ela quer.

Ela quer aparecer? Porque tem muitas pessoas que não querem aparecer. Então ela vai precisar ou criar um perfil black ou trabalhar com essa estrutura profissional através de anúncios. Eu acho que a pessoa que tem um valor ali para investir e ela quer escala, a melhor forma de fazer isso é através do tráfego pago, através dessa estrutura profissional. Porque é um exemplo para deixar um pouco mais claro isso: hoje, se eu for compartilhar um link numa rede social eu não tenho muito controle de quem são as pessoas que vão ver esse link, vão ver esse conteúdo, se é homem, se é mulher, se é idade, quando, horário.

Eu meio que posto ali, torço para um cliente potencial enxergar. Quando eu trabalho com uma estrutura profissional através do tráfego pago, eu tenho controle de dados. Ou seja, eu falo: olha, eu quero que essa publicação aqui chegue, por exemplo, em mulheres dos 20 aos 50 anos de tais cidades que tenham esses interesses. Então eu tenho mais controle. Então por isso que eu acho mais fácil— é complicado essa palavra, né? Mas mais simples de escalar através do tráfego pago do que no orgânico.

?Voz A

Muito bem. E agora a pergunta que não quer calar: quem compra mais, homens ou mulheres?

JTJana Toniazzo

Olha, eu vou te falar que eu vou dar a minha opinião pessoal de acordo com o que eu testei, tá? Eu não sou a dona da razão aqui, vou trazer a minha experiência. No tráfego pago funciona muito público masculino, tanto que o meu produto top 1 é um produto voltado para homens. Já no orgânico, de navegar ali a rede social, é o público feminino.

?Voz A

Legal. É porque a gente tem que entender também, né, comportamento do consumidor quando a gente quer vender. Enfim, tem que saber exatamente como é que o nosso público-alvo se comporta, quais são as dores, como você falou. Enfim, até para a gente encontrar dentro desse universo todo de produtos, né, que estão sendo oferecidos para afiliados, aqueles que realmente se direciona a determinado público, a determinada dor, né? E enfim, a gente tem que fazer toda essa pesquisa, né, Jana?

JTJana Toniazzo

Exato. E uma coisa legal que eu acho muito interessante e que o mercado de afiliados me trouxe uma bagagem enorme é que nós não estamos presos a um público. Então assim, a partir do momento que eu sou afiliada, que eu tenho uma estrutura ali mais automatizada, que é o meu foco, né, eu me sobra mais tempo livre, né? Porque, por exemplo, o envio não é minha responsabilidade, prestar atendimento comprar para o cliente, não é minha responsabilidade.

Então o que é minha responsabilidade? Divulgar os links. Eu faço isso de formas mais automatizadas, então me sobra tempo. A partir do momento que me sobra tempo, eu consigo criar outros funis. Então eu tenho vários públicos diferentes, então eu acabo estudando muito sobre diversos públicos. Isso é muito enriquecedor, porque na moda eu ficava ali, né, naquele mundinho da moda, que é maravilhoso também, mas era um público muito específico. Hoje eu tenho a oportunidade de desbravar aí novos universos.

?Voz A

Com certeza. E Jana, me diz uma coisa aqui, vamos pegar, eu não vou dizer um afiliado como você, que é totalmente profissional, você é uma expert, inclusive tá aqui para ensinar a gente, mas um afiliado padrão, um afiliado tipo assim uma média, um cara que já tá algum tempo, né, já se profissionalizou, enfim, quanto é que esse cara fatura? Qual que é o resultado real dele assim, até o resultado líquido mesmo, né? Então para a gente entender realmente, né, qual que é o tamanho dessa oportunidade.

JTJana Toniazzo

Olha, é complicado falar isso porque são tantos fatores que envolvem. Eu vou te dar um exemplo assim, é como se você falasse para alguém na academia: quanto tempo eu vou ter resultado? Cada pessoa parte de um lugar, né? E cada pessoa vai usar um treino diferente, uma estratégia diferente, uma dieta diferente. Mas assim, uma pessoa que faz tudo direitinho, vamos dizer ali, ah, é complicado, né? Porque às vezes a gente, eu nunca vendo assim promessa fácil, sabe?

Nunca falar: você vai faturar tanto, porque Depende muito da estratégia e do quanto a pessoa investe ali de energia mesmo, quanto ela tá disposta a fazer acontecer. Mas vamos dizer que a pessoa consegue ali facilmente uns, na casa ali de uns R$10 mil por mês, fazendo tudo direitinho.

?Voz A

Perfeito.

JTJana Toniazzo

Aí, para mais, tá? Para mais, falando assim, um ponto de partida.

?Voz A

Não, legal. Eu te perguntei isso até porque até falei sobre esse case aqui que eu conheci Fiquei sabendo, né, não conhecia o case a fundo, mas eu vi, eu participei de uma reunião recentemente que me mostraram os dados de vendas dos principais vendedores do TikTok Shop, tá, que eram pessoas até, é outro jogo, né. Eu até comentei aqui num bate-papo que eu até recomendo que você assista com Diogo Ollier, que ele é da Social Digital Commerce, tá.

Aí dentro desse painel lá dos principais vendedores me chamou atenção aqui a número 1 que era uma pessoa que vendia mais de R$800 mil por mês divulgando vídeos sem parar de produtos lá no TikTok Shop. E aí o faturamento dela como afiliada ali, né, do TikTok Shop, era em torno dos seus 80 e poucos mil, 84, 85 mil por mês. E eu fiquei bastante impressionado com isso porque, enfim, é uma rede que tá cada vez mais popular no Brasil.

Eu testei a rede como consumidor, tá? Então entrei lá para ver qual que era a facilidade de compra. Aí fiz uma primeira compra, beleza, chegou tal umas 2, 3 semanas atrás. E aí ontem, ontem eu fiz uma segunda compra e eu simplesmente apertei no botão, puf, quero, puf, acabou, já comprei. Então assim, a fricção é zero, né? Então depois que você se torna um cliente daquilo ali e você tá consumindo os conteúdos, ele entra muito de forma muito fluida na sua navegação, né?

Não é uma coisa que você tá vendo um anúncio e tal, ele entra como um conteúdo Você se interessa ou não, aperta no botão, acabou, comprou ali. Então queria que você comentasse, né, esses casos mais fora da curva também. E aí esse segundo ponto, né, TikTok Shop, o que que tá mais bombando aí no mercado de afiliados aí, para a gente também se concentrar, né, onde, onde as vendas saem realmente, né.

JTJana Toniazzo

Então eu sou muito cautelosa em falar valores justamente para não parecer— hoje eu estou no mercado digital, eu sei do preconceito que existe dessa promessa de dinheiro fácil, que enfim Mas assim, é totalmente possível. Esse valor que você falou de R$80 mil, na verdade, o Top Creator 1 já chegou a fazer meses ali mais de R$200 mil por mês como afiliado no orgânico, né, que é sem investir em anúncios. E esses valores são valores que eu não vou dizer que é normal, tá, porque não é todo afiliado que consegue valores como esse, mas é totalmente possível.

E quando você está dentro do mercado e que você aprende as estratégias e que você começa a ver os resultados acontecerem e que você entende que se você for constante O crescimento no mercado digital, ele é exponencial porque nós contamos com essas ferramentas de inteligência artificial, que é isso que eu falei, não é só você com a sua própria força, né? Então tem essa ajuda ali. Por exemplo, você fez uma compra, provavelmente essa compra vai, esse produto ou esse nicho, esse mercado vai ficar aparecendo para você infinitamente até a hora que você encher o saco e não se interessar mais por aquilo.

Então, gente, esse é o algoritmo, ou no tráfego pago a gente chama de pixel, né? Então essa estrutura que nos permite escalar os nossos resultados de uma forma muito diferente do mercado tradicional. Agora, falando de TikTok Shop, essa plataforma ela foi muito à frente. Assim, ela é assim, eu falo que quem entrar agora vai surfar uma onda maravilhosa, porque é uma plataforma nova com um ano de mercado aqui no Brasil, ela já se tornou o terceiro marketplace mais utilizado.

Em alguns meses o crescimento foi mais de 4.000% Foi um negócio assim, ó, avassalador, justamente por isso. Com um clique você faz uma compra, no outro dia ou em 2 dias o produto tá na sua casa. Então, para o consumidor é maravilhoso, porque a gente muitas vezes a gente não quer comprar, né? Às vezes a gente recebe um anúncio, a gente, ah, não quero, a gente passa direto. Mas quando o produto não parece um anúncio, né, quando é o entretenimento, então fica mais fluido esse processo de compra.

Então, por isso que essa plataforma aí tá tendo um crescimento gigantesco. E eu acho importante falar aqui uma coisa que Para a gente frisar que é um mercado que ele beneficia o consumidor, né, porque ele faz uma compra ali de uma forma, a experiência de compra é muito melhor. O afiliado tem oportunidade, muitas vezes pessoas mudando de vida através do TikTok Shop, pessoas extremamente às vezes simples que não teriam outra oportunidade viram no TikTok Shop essa oportunidade de começar do mais absoluto zero e ter faturamentos como esse mesmo que você teve acesso.

O próprio lojista que muitas vezes não chegariam em pessoas, né, ele teria um custo muito grande para atingir uma grande massa, e às vezes o pequeno lojista não consegue. E toda a cadeia, né, que envolve logística, entrega, transporte. Então é bom para todo mundo.

?Voz A

Muito bem. É bom. Vamos lá, você comentou que vários produtos aqui a gente pode divulgar sem aparecer. Perfeito. E quais são então as boas práticas dessa pessoa que vende sem mostrar a cara?

JTJana Toniazzo

Vamos lá, se nós estivermos falando de tráfego orgânico, né, sem investir em anúncios, as boas práticas é basicamente você ser um bom criador de conteúdo, porque se você não tem a oportunidade de falar, né, de mostrar, de fazer a sua indicação, o conteúdo ele tem que vender o produto, né? Mas a gente tem estratégias, tem técnicas para isso, mas é basicamente através de um perfil black. Que que seria isso? É, digamos que eu quero me especializar mais no nicho de beleza.

Em vez de eu fazer uma conta, por exemplo, Jana, né, uma conta da Jana, eu crio uma conta de beleza. Então é belezas, por exemplo, ponto com. Então a belezas.com vai postar conteúdo, vai postar vídeos, vai fazer indicação, e sempre sem aparecer. Essa é uma estratégia de tráfego orgânico. Já de tráfego pago, a gente cria essa mesma estrutura, esse canal anônimo, né, e cria conteúdo, cria anúncios a partir desse canal anônimo também, tudo sem aparecer, mostrando mais o produto.

Hoje em dia tá muito em alta a inteligência artificial, né, que tá beneficiando muitos afiliados. Então tem bastante estratégias aí para vender sem aparecer.

?Voz A

Inteligência artificial, palavrinha mágica aqui para os meus ouvidos. Me diz uma coisa, eu tenho visto também muita gente criar avatares, personagens, enfim, que parecem cada vez mais reais. E esses personagens, né, criados por inteligência artificial, eles trabalham o dia inteiro aí, né, sem reclamar. Como é que tem sido a aceitação dessa estratégia? Eles realmente fazem vendas ou é algo que tá mais assim meio que um hype, mas que não se confirma ali na realidade, nos números mesmo?

JTJana Toniazzo

Sabe que faz, faz venda, fazendo assim. Eu falo isso porque eu não sou uma pessoa muito adepta de criar, por exemplo, avatar, enfim, para vender, porque eu gosto do— eu penso assim, eu sou humana, né? Eu quero conexões reais, eu quero opiniões reais. Então eu não sou uma consumidora. Eu sempre olho muito para esse lado, né, do consumidor. Eu não sou uma consumidora de produtos que eu vejo que são divulgados por inteligência artificial.

Eu falo que é uma possibilidade para pessoa que não gosta de criar conteúdo, que não gosta de aparecer de jeito nenhum. Mas também tem um outro lado que eu trago assim bastante para minhas alunas: o que você quer com esse trabalho, né? Para onde você quer ir? Quando você cria um canal seu, você tem a possibilidade de construir uma comunidade. A partir disso você tem muitas possibilidades quando você cria o seu canal, quando você cria sua comunidade.

Você não fica vinculado a um produto, né? Talvez tu saiba disso muito bem, né? Te abre muitas portas quando você cria o seu próprio negócio. Então a IA é isso, ela beneficia, né, com certeza, para quem não tem muitas habilidades ou quem não quer aparecer, mas por outro lado ela te limita, né, oportunidades futuras.

?Voz A

Legal. E Jana, agora sobre a escolha desses produtos, né, quais são os cuidados que a gente deve ter? Porque eu imagino, né, que você tem uma imensa oferta de empresas querendo vender, e muitas vezes, por exemplo, né, algumas dessas empresas não vendem um bom produto. E isso assim, de repente eles podem te atrair por uma grande comissão, aí a pessoa cresce o olho, mas aí na outra ponta não é um bom produto. Você vai oferecer isso para sua audiência, então lógico, né, acaba se queimando. Então qual que é o segredo para escolher boas empresas, né, e bons produtos?

JTJana Toniazzo

Olha, uma coisa assim que eu acho muito legal da internet é que, claro, tem um lado bom, lado ruim, né? Mas um lado muito bom é que hoje em dia as pessoas falam, né? Então se um produto não é legal, uma marca ela não vai permanecer muito tempo, nenhum produto, porque as próprias pessoas vão lá, vão falar, e aquele produto vai acabar. Então tem que ser bom. Na verdade, ser bom é o mínimo. Então as próprias plataformas hoje em dia, por exemplo, vamos falar aí de TikTok Uma marca que recebe reclamação de produto, não envia o produto, produto é de baixa qualidade, os consumidores eles têm a oportunidade de ali opinar publicamente.

Então as pessoas vão lá, vão falar que o produto não é legal, e a plataforma vai eliminar essa marca dali, ela não vai mais poder vender. E isso vale para todas as plataformas que vendem produtos físicos e até digitais. Então a plataforma também é uma forma segura, isso é uma coisa legal, né, é uma coisa segura para o consumidor e para o lojista. Porque se o, por exemplo, se o consumidor comprar do TikTok Shop, por exemplo, e a marca não enviar, o próprio TikTok Shop se responsabiliza e faz o estorno do valor.

Agora, falando como eu vou escolher boas marcas, se eu for trabalhar com produtos, por exemplo, como Jana mesmo, né, eu usando, eu divulgando, eu vou com certeza compartilhar aquilo que eu gosto, aquilo que eu uso e que faz sentido para mim. Agora vamos falar de produtos masculinos, por exemplo, que eu não, né, não utilizo. Eu vou lá, eu pesquiso sobre a marca, eu vejo o que os clientes estão falando, eu vejo se tem alguma reclamação, entendo quem é o fornecedor, vejo se o produto tem cadastro na Anvisa.

Então eu faço essa pesquisa aí antes de investir num produto, né, de investir, enfim, tempo, energia, recurso ali em anúncios. Para ver se de fato é um produto legal.

?Voz A

E me diz outra coisa agora, tava pensando, né, que assim, hoje em dia já é muito claro para a gente quando a gente vê alguém falando de um produto que por trás ali daquela, daquela indicação existe uma comissão. E aí eu queria saber de você, né, como é que a gente pode preservar a confiança da nossa audiência quando existe essa consciência que existe uma comissão ali em cima daquela indicação que eu estou fazendo.

JTJana Toniazzo

Eu acredito que a creator economy, ela é justamente isso, né, economia do criador de conteúdo. Você tá ali divulgando. Por isso que eu acho que quem tá divulgando como assim pessoa mesmo, né, por exemplo, eu tô divulgando como Jona, divulgar só aquilo que eu acredito mesmo, que eu uso e que eu gosto, porque não parece uma indicação. E aquilo que eu falo, muitas vezes a gente já indica normalmente o que eu gosto, eu já indico normalmente para as pessoas que eu que eu amo, enfim, que me rodeia.

Olha essa luzinha que é muito legal, esse microfone é legal, olha esse computador, esse celular. A gente já indica isso naturalmente. A única diferença que agora a gente indica através de um link e recebe uma comissão por isso. Então eu acredito que o fato de ser até— isso é uma coisa muito interessante para quem quer trabalhar com isso mesmo de fato— que antes o que vendia na rede social, nesse formato de trabalho digital, era aquela coisa assim super assim, como que eu posso, profissional, né?

Então tinha que ter um estúdio, uma propaganda, algo, uma estrutura por trás da divulgação. E hoje isso é o oposto, hoje não funciona. Hoje quanto mais cara lavada ali, mais assim despretensiosa é a criação de conteúdo, a indicação mais converte. Justamente por isso que as pessoas já estão cansadas daquela venda, né, aquela propaganda assim muito artificial.

?Voz A

Legal. E Jana, Você falou aqui, né, só recapitulando, a gente tem várias plataformas que a gente pode se afiliar: Mercado Livre, Amazon, falamos agora do TikTok Shop. Qual que é o melhor caminho? É a gente se especializar primeiro em uma única plataforma, dizer, pô, aqui eu domino essa plataforma, sei como é que se produz, sei como é que se vende, enfim, e depois partir para outra? Ou você ter várias plataformas para expandir, né, o teu leque de oportunidades?

JTJana Toniazzo

Não, eu acho que assim, ó, o melhor é você começar, criar sua estrutura ou do tráfego pago ou do orgânico ali e ter os primeiros resultados. Quando você não começa ali a receber as primeiras comissões, não vai para outra possibilidade, porque é energia, é tempo que você coloca ali. Você precisa entender o que vai funcionar para você, para sua realidade. Porque, por exemplo, assim, vamos falar desse Top Creator, né, do TikTok TikTok, por exemplo, é uma pessoa que ele dedicou a vida para isso.

Então é uma pessoa que ela cria conteúdo o dia inteiro. Uma pessoa que só tem o domingo para fazer isso, ou só tem um dia na semana, ela não vai ter os mesmos resultados. Então primeiro ela tem que entender como que funciona, colher os primeiros resultados. A partir do momento que ela dominou aquilo, que daí vai ficando mais automático, a gente vai aprendendo, aí vai para uma outra plataforma, aí vai para um outro produto.

?Voz A

Legal. E dedicação, né? Então você falou, tem gente que dedica só o final de semana, enfim. O que você recomenda uma pessoa que tem lá o seu trabalho, trabalha 8 horas por dia, às vezes mais do que isso? O que essa pessoa tem que fazer para também aproveitar? Ela tem uma limitação de tempo maior. E como é que ela pode aproveitar o tempo dela livre para construir um negócio relevante como afiliado também?

JTJana Toniazzo

Aproveitando essa pergunta, aí que entra o ponto que é muito singular o faturamento de cada um, porque cada um tem um tempo para dedicar. Então é uma pessoa, por exemplo, que ela trabalha 8 horas por dia, talvez ela vai conseguir fazer alguma coisa ali no horário de almoço, um pouquinho mais para o fim do dia, ou um dia na semana. O que que eu recomendo de fato? Olha, quer organizar para começar, para sair do lugar, né? Porque o início é sempre o mais difícil, né, para fazer o negócio acontecer.

Depois que tá andando, vai. Mas eu acredito que se essa pessoa reservar um turno por semana, ela já consegue ter bons resultados, porque hoje nós temos a possibilidade de trabalhar com agendamentos, com automações. Então essa pessoa, por exemplo, ela pode tirar 3 horas ali para fazer captação de conteúdo, enfim, criação de conteúdo, ou estruturar a sua estrutura ali do tráfego pago, e daí depois ela faz os agendamentos dessas publicações.

Então é uma possibilidade. Um turno por semana a pessoa já consegue ter resultados.

?Voz A

Legal. E bom, me conta agora um pouquinho mais sobre a eClub, né? Queria que você comentasse aqui como é que funciona, né? Qual que é o, qual que é a essência do negócio.

JTJana Toniazzo

Então tudo começou quando eu decidi que eu queria encerrar minha carreira na moda e ir para o mercado digital. Então na época, isso foi em 2023, não faz tanto tempo assim, né? Mas em 2023 ainda era algo meio que Eu não conhecia ninguém que trabalhava com isso, não conhecia ninguém que era afiliado. O mercado de afiliados ainda tinha um preconceito enorme, porque muitas vezes, até hoje, né, muitas pessoas pensam que é pirâmide, que é golpe, sei lá, tem tudo na nossa mente, né.

E para mim não foi diferente. Então, por mais que eu tivesse resultados ali desde o primeiro dia, quando eu decidi, quando eu decidi que isso seria a minha carreira de fato, eu comecei a estudar, comecei a entender melhor sobre o mercado. E aí eu me deparei com treinamentos ou extremamente complexos para uma pessoa leiga como eu, que vim da moda, que não entendia nada de tecnologia, ou extremamente rasos, que eu tava ali perdendo meu tempo.

Aí treinamento sem didática é uma coisa assim terrível, sabe? Bem complicado assim para alguém que tá começando do zero. E ali eu fui fazendo todos os cursos que tinha, mas eu fazia todos, mesmo os piores cursos eu fiz tudo para ver o que que eu podia aprender. Sempre tem, a gente tira alguma coisa aí de bom, né? Só que eu consegui fazer isso, né? Eu parei a minha vida porque eu fechei a minha marca. Então decidi me comprometer, me comprometi a estudar e aplicar até dar certo.

Eu fiz esse compromisso comigo mesma. Só que eu percebi que isso não eram todas as pessoas que poderiam fazer isso, né? Parar sua vida para aprender um método novo, mas ao mesmo tempo poderiam estar ganhando uma renda extra. Muitas pessoas, de fato, precisando de uma renda ali, né, poderiam enfim, complementar, ter essa fonte de renda principal. Aí eu fui mapeando tudo que eu fiz, que deu certo, que não deu certo, enfim, até que eu decidi estruturar tudo isso de uma forma absolutamente simples.

Então o e-club, ele nasceu muito dessa vontade de ser um canal seguro para pessoas que estão começando no mercado digital, coisa que eu não tive na época. Eu não sabia com o que contar, eu olhava as pessoas, eu ficava desconfiada. Então eu pensei, não, eu quero ser um canal seguro que a pessoa que entrar aqui ela sabe que nós somos sérios, que nós somos honestos, que nós somos transparentes, e que o que ela vai aprender aqui, se ela seguir esse passo a passo, ela vai ter resultado.

Então o eClub surgiu da vontade de ser esse espaço seguro, e hoje nós somos um aplicativo. Então a minha ideia também era estar ali de fácil acesso para que a mulher nunca se sinta sozinha. Eu falo mulher porque o eClub ele foi voltado mais para mulheres, também uma questão de propósito aí que aconteceu no meio do caminho. Se quiser, posso compartilhar.

?Voz A

Claro, por favor.

JTJana Toniazzo

Então, o que que aconteceu? Quando eu fiz a transição de carreira da moda, eu estava vivendo um momento muito vulnerável emocionalmente, porque eu tava com 34 anos na época. E nós mulheres, nós temos uma questão assim de, meu Deus, né, mas será que eu consigo recomeçar? Será que já não tá tarde para mim? Será que eu tô atrasada? Então eu tava me sentindo muito vulnerável de começar uma nova carreira, muito insegura. E aconteceu um episódio aí enquanto eu já tava estruturando o meu negócio, que eu quis trabalhar de forma anônima, especialmente no início, porque eu não queria que ninguém soubesse que eu tinha fechado a minha marca.

Eu não sabia se era um mercado seguro mesmo, então não queria compartilhar com as pessoas. Daí eu pensei assim, olha, eu vou colocar uma meta para mim de um valor, né? Se eu chegar nesse valor vendendo de forma anônima, eu vou divulgar isso com as pessoas. E aí, nesse meio tempo, uma menina veio me procurar para pedir emprego para trabalhar na minha antiga marca, que enfim, que eu não tava mais funcionando. Eu compartilhei com ela que eu tinha fechado a marca, eu ainda não tinha divulgado isso publicamente, mas falei desse mercado.

Ela falou, caramba, isso vai me ajudar! Na época ela tava passando por um relacionamento abusivo, então tinha várias questões assim que ela viu naquele mercado uma oportunidade de mudar de vida, de ter uma vida melhor. Isso somou com o momento que eu estava vivendo também nessa vulnerabilidade. Eu falei, olha, eu quero trabalhar com mulheres, eu quero ser esse canal que as mulheres podem vir e podem confiar para passar. Talvez, né, mulheres estão passando por situações como essa, ou até uma mulher que apenas quer ganhar mais, quer viver um estilo de vida mais leve, tá cansada do seu trabalho. Enfim, espaço que as mulheres possam confiar. Então assim surgiu o e-club.

?Voz A

Que bacana! Olha só que legal, legal saber detalhes dessa empresa incrível aqui, Jana. E bom, eu queria fazer uma última pergunta aqui do nosso bate-papo. Já estamos chegando aqui no finalzinho, é que é o seguinte: para quem, para quem tá começando agora, que nem essa, essa moça que te procurou, né, qual que é o conselho que você daria para essa pessoa E tendo em vista, agora também fiquei sabendo aqui, né, de tudo isso, né, da origem da E-Club e tudo mais.

Tendo em vista, né, que muitas pessoas passam por situações parecidas como a sua, ou enfim, por dilemas na sua vida, e que querem agora recomeçar, qual que é o conselho que você daria para essa pessoa, né? E qual que é o primeiro passo que essa pessoa, que com certeza tem alguma pessoa que se encaixa nesse perfil e tá nos escutando agora, tá nos assistindo, O que que essa pessoa tem que dar? Qual que é o primeiro passo que ela deve dar ainda hoje, não amanhã?

JTJana Toniazzo

O primeiro passo é confiar no mercado. Isso é muito importante, confiar. Eu recomendo que, claro, muitas vezes, né, como eu tenho um método de renda digital, então se eu falo muito sobre isso, as pessoas pensam, ah, ela quer vender. Mas vai lá e faça sua pesquisa sobre o mercado de afiliados, faça sua pesquisa sobre o mercado digital na internet mesmo, olha números, enfim, e confia. Quando você confia no mercado que você sente que você pode depositar sua energia ali, tudo flui com muito mais naturalidade.

Porque se você entra desconfiada, tudo é desculpa para você parar e para você desistir. Então assim, ter confiança no mercado, pesquisar dados, pesquisar as plataformas, pesquisar pessoas que têm resultados já de verdade para você entrar com confiança. Depois disso, escolher uma plataforma para você começar. Posso falar que a pessoa que vai começar, vamos falar assim, sem investimento ou com baixo investimento, não quer colocar assim, né, um investimento financeiro na frente, olha o TikTok Shop, é uma ótima plataforma para começar, para já ter resultados.

O algoritmo é maravilhoso para quem vai começar e é de fato uma oportunidade para a pessoa começar sem investir nada. Então eu acredito que para quem está começando é de fato o melhor momento, muito melhor do que quando eu comecei.

?Voz A

Que bacana! Muito bem, Jana, eu queria te agradecer aqui pela nossa conversa, né, a sua participação aqui no Café com ADM. Eu acho que foi, falamos já várias vezes aqui no Café com ADM, marketing digital, vendas, tudo, mas acho que foi a primeira vez que a gente teve, mais de 500 episódios, um episódio específico sobre o mercado de afiliados. Então assim, esse episódio aqui vai ser muito importante, né, para essa história que a gente está construindo aqui no Café com ADM.

E queria te agradecer demais por isso, né, pela generosidade, por compartilhar tantas experiências. Enfim, tenho certeza que a nossa audiência aqui vai extrair muito valor do nosso papo de hoje.

JTJana Toniazzo

Eu que agradeço pela oportunidade. Eu adoro falar desse mercado porque eu acredito muito nele, justamente porque eu vejo no mercado de afiliados uma oportunidade que as pessoas nem imaginam que tem na palma das mãos, poderiam estar ali mudando a sua realidade, né, transformando as suas vidas apenas apenas através do seu celular. Então sou uma porta-voz desse mercado, para mim é um prazer poder compartilhar isso aqui com todos vocês.

?Voz A

Que bacana! E você aí do outro lado, né, que acompanha esse episódio aqui até agora, vai ficar aqui uma reflexão. Vou deixar uma reflexão para você, ó: as ferramentas digitais reduziram o custo para se começar um negócio, mas elas continuam exigindo aquilo que sempre sustentou qualquer empresa séria: conhecimento, trabalho, confiança e capacidade de gerar valor para alguém. Então assim, tudo isso que a gente falou aqui hoje se encaixa exatamente nisso que eu tô deixando aqui para você agora.

Se você vai começar como afiliado, leva isso em consideração, que com certeza você vai ter muito mais sucesso nessa ou em qualquer outra atividade que você venha a empreender daqui para frente. Muito bem, turma, vou pedir mais uma coisa aqui para vocês: compartilhar aqui esse episódio com quem vai tirar proveito, com quem tá pensando em entrar no mercado de afiliados, vai tirar muito proveito aqui do nosso bate-papo aqui com a Jana Toniasso.

Beleza, turma? Siga aqui o Café com ADM nas redes sociais, siga aqui também Spotify, no YouTube, enfim, nos principais players de podcast. E na semana que vem, eu prometo, a gente volta com mais cafeína para vocês. Combinados então? Então até a próxima semana em mais um episódio do Café com ADM, a sua dose de cafeína nos negócios. Até lá!

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