E se você nunca descobrir o seu propósito?
Seja membro do Clube do Espiritismo Simples! 💙https://apoia.se/espiritismosimplesOnde encontramos o nosso propósito? Qual o tamanho da minha missão nesta vida? E se eu passar a vida inteira e não encontrar essas respostas, valeu a pena ter vivido? A gente vai falar sobre tudo isso e um pouquinho mais nesse tema!Siga nosso Instagram: 👇🏻https://www.instagram.com/espiritismosimples/Siga nosso Tik Tok: 👇🏻https://www.tiktok.com/@espiritismosimples@UCqZxLFgdriCGS0h5vMi64YwOuça no Spotify👇🏻https://open.spotify.com/show/2q2AE2qGveuQfJwYcIVOgI?si=gan23y_IRMqUC8qDUA8u3A&nd=1#apoiase #espiritismo
- Propósito e vidaA busca pelo propósito · A ideia equivocada de construir o propósito · Propósito ligado a algo grandioso e extraordinário · Visão materialista versus visão espírita do propósito · Viver o presente e o que já se tem · Processos íntimos e transformações internas · A importância da autoconsciência e autoamor · Função e valor individual na vida · O ego e a busca por reconhecimento externo · A utilidade de cada um segundo o Espiritismo · O exemplo da avó Dona Celeste · O sal da terra e a contribuição discreta · A importância da escutatória versus oratória · O desenvolvimento do que se tem em mãos · A essência do ser além das definições externas · Construir o próprio propósito com os ingredientes disponíveis
- Clube do Espiritismo SimplesApoio ao podcast e contribuição para o Centro Espírita Caminho de Luz · Benefícios para membros: episódios semanais, estudo quinzenal ao vivo, grupo de WhatsApp · Agradecimento aos apoiadores
- O Livro dos EspíritosPergunta 573 sobre a missão dos espíritos encarnados · A utilidade de todos os trabalhos e a execução dos desígnios da providência
Olá, sejam todas muito bem-vindas, sejam todos muito bem-vindos, este é o Espiritismo Simples, o seu podcast sobre doutrina espírita de forma simples, como ela deve ser. Chegamos em mais um episódio do nosso podcast e o tema de hoje é E se você nunca descobrir o seu propósito? Então, vamos estudar?
Bora pra mais um episódio então, gente. Chegamos em mais um tema aqui do nosso podcast, que a gente vai falar sobre o propósito, e essa pergunta que mexe muitas vezes com a gente, né? De descobrir o nosso propósito, ou então sobre não descobrir o nosso propósito. Qual que é o impacto disso na nossa vida? E se a gente não chegar em algum momento a uma resposta final que a gente precise saber, que a gente necessita saber na nossa vida? Se a gente não descobre o nosso propósito? Qual que é o impacto disso?
a gente vai ter alguma penalização no plano espiritual, a gente vai ter vivido uma vida inteira perdida, como é que vai ser isso? E a gente vai trazer um pouco dessa reflexão à luz do Espiritismo com o nosso olhar da doutrina espírita, tá bom? Bom, essa então é uma questão que mexe muito com a gente, né? Mexe muito, cutuca muito algo profundo de cada um de nós sobre se a gente nunca descobriu o nosso próprio propósito.
E não é aquele propósito genérico, de que todas as coisas acontecem por um motivo, mas algo mais concreto, algo assim mais claro, que a gente consiga nomear, que a gente consiga explicar, que a gente consiga, de alguma forma, até sustentar na nossa jornada.
A gente vive toda uma vida com aquela sensação de que deveria estar fazendo algo maior, que a nossa vida muitas vezes é medíocre, naquele sentido de uma vida média, uma vida comum, e de que o nosso propósito está sempre ligado a algo muito grandioso, significativo, relevante, de um impacto absurdo em números muitas vezes, em quantidade, a gente olha muito nesse sentido.
Mas nem sempre a gente consegue identificar exatamente o que é esse algo grandioso que eu tenho. O que é esse algo grandioso que eu posso fazer? E isso nos gera inquietações, isso nos gera uma cobrança constante. O maior problema não está na gente descobrir o nosso propósito em si, mas sim nessa ideia que é muitas vezes equivocada de que construímos o nosso propósito.
Essa ideia equivocada que construímos sobre o que ele deveria ser. O erro não está na gente descobrir o nosso propósito, mas sim no como ele deve ser. Qual é o tamanho dele? Qual é a relevância dele? E a gente sofre com isso. A gente foi ensinado a associar justamente esse propósito.
a algo extraordinário. Então, extraordinário. O ordinário é o comum. Extra, aquilo que foge. Então a gente espera, de fato, algo que seja estratosférico, que seja absurdamente grande. Algo que impacta, como a gente estava falando antes, multidões. A gente pensa, às vezes, em propósito, como algo em números. Como milhares, milhões de pessoas que deixam a nossa marca.
que a gente vai passar dessa vida e vai ser uma referência naquilo que a gente fez, naquilo que a gente deixou, muitas vezes ligado a legado. E sem perceber, a gente passa muitas vezes a desvalorizar tudo aquilo que não encaixa nesse padrão, do grandioso, do extraordinário, que vai impactar multidões. Mas, gente, estudando a doutrina espírita...
a gente compreende nitidamente de que ela não trabalha, ela não compreende essa lógica. Isso é uma compreensão muito materialista. É muito uma compreensão da nossa vida, imaginando que ela está limitada a somente esta passagem aqui. Eu como Bruno, você como Mariana, você como Luísa, você como Pedro, você como Tiago.
É imaginar que essa vida é a essência de tudo e aí, a partir disso, essa lógica materialista ganha ainda mais peso. Olhando a doutrina espírita, ela se desloca completamente oposta a esse olhar. Em vez da gente perguntar qual é o seu grande propósito, a doutrina nos convida a refletir como você tem vivido tudo aquilo que já está em suas mãos.
Não é sobre o que você tem que fazer na vida de grandioso. É como você vive aquilo que já tem na sua rotina. Com o que você já tem, com o que você já é, como você faz a vida. Como você aplica os valores que você aprendeu ou que você tem aprendido.
não sobre encontrar um ponto futuro, não sobre encontrar algo grandioso. Muitas vezes, sabe como aquele atleta que quer praticar um triátil, um triátil, por exemplo, e ele ainda está aprendendo a andar de bicicleta? A gente olha muitas vezes assim, né? Muito adiante, é um olhar ansioso.
poxa, a gente ainda tem que primeiro algumas etapas anteriores serem feitas, serem trabalhadas, para depois pensar em algo maior, mais grandioso. A gente está pronto para isso também? A maioria das nossas experiências encarnatórias, elas não estão associadas a essas grandes missões que são públicas.
mas muito a esses processos íntimos, da transformação que acontece ali na nossa convivência, com as pessoas de casa, nas escolhas diárias e naquelas atitudes que ninguém vê. Está muito no nosso íntimo. A gente falha com as pessoas dentro da nossa própria casa e a gente quer acertar com aquelas pessoas do resto do mundo. Será que não é muitas vezes um olhar mais para dentro de nós?
ou antes, ainda menor, a gente erra conosco. Erramos com nós mesmos, desconhecemos quem somos, desconhecemos como viver a vida, desconhecemos como ser nós mesmos, desconhecemos como amar a nós mesmos, e aí queremos ser a melhor pessoa para todo mundo de fora. Deixamos de olhar.
aquilo que é interno, para nos preocuparmos com aquilo que é externo. Queremos resolver o mundo sem antes sermos a melhor versão que a gente pode ser dentro da nossa própria casa. Queridos, todo mundo tem uma função e um valor na vida. Todo mundo tem uma função e um valor na vida. Você tem uma função e um valor único, exclusivo, é só seu na vida.
Estamos falando aqui sobre dons, estamos falando sobre qualidades, estamos falando sobre características suas, do jeito que você é. E é dessa maneira, do seu jeitinho, que você pode achar que não vale nada, que não tem nenhum destaque para o resto das pessoas, que tem um impacto no mundo. E você é importante no mundo justamente por ser do jeito que você é.
Mas por que eu acho, então, que eu não faço diferença no mundo? Porque você está olhando para o externo. Você está pensando no aspecto grandioso das multidões. Você quer ser a melhor pessoa reconhecida na Finlândia, mas você não é reconhecido, às vezes, nem na sua rua. Ou menos, você não é reconhecido dentro de casa. Você não é reconhecido até mesmo para você.
E ainda em todas essas situações, na Finlândia, no resto do mundo, no Brasil, na sua rua, dentro de casa, você tem o seu valor e a sua função. E essa ideia fica muito clara lá no livro dos espíritos, gente. Pergunta 573. Em que consiste a missão dos espíritos encarnados? Kardec pergunta. Eles respondem. Bom, a missão dos espíritos encarnados... ..messoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoessoesso
Tem como objetivo, consiste em instruir os homens, em ajudá-los a progredirem, melhorar suas instituições por meios diretos e materiais, mas as missões são mais ou menos gerais e importantes. Aquele que cultiva a terra, olha aqui esse ponto, aquele que cultiva a terra cumpre uma missão como aquele que governa ou que instrui.
Tudo se encadeia na natureza. Ao mesmo tempo que o espírito se depura pela encarnação, concorre sob essa forma para a execução dos desígnios da providência. Cada um tem sua missão nesse mundo porque cada um pode ser útil em alguma coisa. A gente acabou de falar isso. Todo mundo tem um valor, todo mundo tem um papel e todo mundo tem uma função no nosso planeta.
Essa resposta, a 573 do Livro dos Espíritos, desmonta totalmente essa ideia de que o propósito precisa ser algo extraordinário. Todo mundo tem uma função, gente. Aqui os Espíritos colocam todos nós nesse mesmo plano de utilidade. E é utilidade a palavra. Nós temos que vir ao mundo sendo úteis. Ao outro, a nós mesmos.
Não importa se você está diante de milhares de pessoas ou se você está vivendo uma rotina que parece aparentemente comum. Se a gente admira muito quem fala com esses milhões, milhares de pessoas que influenciam multidões, será que também a gente não está falando diretamente sobre o nosso ego?
Será que a gente não está valorizando somente os papéis de pessoas que estão ligadas a que tem um destaque pessoal? Que os outros reconhecem? Porque função todos têm. Um trabalho essencial todos têm. E valorizamos somente aqueles que falam com os milhares, com os milhões. Será que isso não está ligado ao nosso ego próprio? Será que isso não diz mais sobre nós do que sobre a função das pessoas?
Eu sempre falo, e eu já levei até em algumas palestras que eu fui convidado em alguns centros espíritas, eu gosto muito de falar da vida da minha avó, a Dona Celeste, que o nome já vem do céu. A Dona Celeste, ela veio de Portugal para o Brasil para tentar uma vida melhor, foi para se casar com o meu avô numa vida difícil, porque ela era uma imigrante.
sem uma escolaridade ali muito avançada, minha avó foi aprender mesmo a ler e a escrever, ela com quase 70 anos de idade aqui no Brasil, e ela com seus 20 e poucos anos viveu uma vida muito difícil na terra dela até então.
E aí você pode pensar, poxa, a vida dela no que se resumiu? A ela sair do país dela, em que ela era uma pastora de ovelhas, cuidava ali das ovelhas, veio para o Brasil, foi feirante por cerca de 40 anos, estabeleceu sua vida, construiu a sua família, sim, construiu o seu patrimônio, e a vida dela foi essa. Qual o impacto extraordinário para o mundo? O mundo todo mundo conhece a vida da minha avó.
Mas a vida dela deixou de ser mais ou menos importante por conta disso? Por ter estabelecido as raízes da família, por ter ensinado valores à minha mãe, a valores ao meu tio, que depois naturalmente chegam a todos nós, impactam toda a família? Não. Foi grandioso? Foi grandioso. Ainda que não impactou milhares de pessoas.
Eu estou dando exemplo da minha avó e eu tenho certeza que você tem exemplos na sua família, se não você mesmo, se não seus pais, se não seus avós, tios, que não tiveram vidas extraordinárias públicas, mas que fizeram revoluções na sua trajetória, na sua jornada, que com certeza, quando retornarem à pátria espiritual,
vão ser aplaudidíssimos por aquilo que superaram, por aquilo que cresceram, por aquilo que desenvolveram, por tantas pessoas que ajudaram, ou que até mesmo se ajudaram.
Uma vez que a gente percebe que olhar para essas ações que impactam milhares de vidas estão ligadas ao nosso ego, que a gente tem que deixar de tomar um pouco de atenção nisso, não quer dizer que a gente não precise sonhar, que a gente não possa vislumbrar grandes feitos, obviamente. A proposta aqui do próprio podcast é que a gente consiga impactar mais e mais pessoas.
É muito claro. A gente faz o convite. Compartilhe com alguém que você acha que vai gostar. É óbvio que a expectativa muitas vezes é essa. Mas, se o podcast chegar para uma pessoa e mudar a vida dessa pessoa, se o podcast, enquanto eu gravo, me ajuda a estudar e já impactar a minha vida, poxa, já tem cumprido o seu papel. A gente tem que olhar mais isso, sabe?
Qual que é a função por trás disso, o propósito por trás disso? Não precisa ser em números, precisa ser menos em quante, mais em qualidade, tá? A pergunta e a resposta dos Espíritos foi justamente sobre utilidade da nossa vida, né? Bom, a gente fala sobre o sal da terra. Eu queria trazer essa passagem que a gente tem do Evangelho.
ela impacta ali uma palestra que eu ouvi há pouco tempo sobre o Haroldo Dutra Dias, que ele fala justamente sobre essa passagem. Ele conversa com os jovens, ele dizia, ele pegou aquele trecho, Vós sois o sal da terra.
dizendo que o sal é o elemento que chama, sim, ou melhor, o sal não é o elemento que chama atenção numa refeição, ele está lá, ele é discreto na dele, ele não vai aparecer como protagonista, não é, não mesmo, mas sem ele aquele sabor não se sustenta.
Sal de mais estraga, sal de menos também não fica tão bom, fica em sons. Muitas vezes eu dou o exemplo como a limpeza de um lugar, né? Nem sempre a gente olha a limpeza de um local como um destaque. É esperado, a gente já espera que o local esteja limpo, que a comida também esteja com o sabor equilibrado. Mas deixa de fazer a limpeza no local.
E você vai notar essa importância. Deixe de colocar o sal na refeição, ou então coloque demais, para você notar essa diferença. Pergunto sobre isso. Se todos nós formos sais, a gente estaria satisfeito com a nossa função? Será que estamos mais interessados no nosso reconhecimento ou na nossa contribuição?
Estamos mais preocupados no que fazemos de verdade e que impacta vidas? Ou será que estamos mais preocupados em sermos reconhecidos como pessoas que impactam vidas? Isso nos ajuda a mudar um pouco o pensamento. Que se você faz um trabalho que aparentemente não impacta grandes quantidades de vidas e está pensando em desistir, não desista. Se o seu trabalho é num centro espírita,
pequeno, que atende a 50 pessoas durante a semana, ou menos, 10 pessoas, ou uma pessoa, o seu trabalho tem sido útil. Você tem dado uma contribuição na vida daquelas pessoas. Isso já vale muito mais do que ter uma casa cheia. Quantas vezes também estava falando de palestras? Bom!
Já estive em palestras, sim, em que tinham três pessoas. Quatro pessoas e uma delas era minha esposa. Quando nas outras duas não eram amigos meus. Mas o que importa? A contribuição que foi dada. Às vezes, para aquelas pessoas que estavam ali, duas, três, precisavam de fato ouvir aquilo. Para eu mesmo, enquanto escrevia a palestra, precisava contribuir de alguma forma para mim.
Quantas vezes o trabalho que a gente faz é mais para nós do que até para o outro? A gente tem que olhar nesse sentido de propósito. Aquilo que você tem de único não é algo acidental, não é algo aleatório. Nessa mesma palestra, o Haroldo provoca uma pergunta que a gente precisa levar muitas vezes a sério.
Todos nós somos especiais, isso é fato. Todo mundo tem aquela sua utilidade, sua função. Mas será que a gente quer mesmo pagar o preço para mostrar essa especialidade? Estamos comprometidos com essa nossa contribuição? Aquilo que a gente tem de mais singular, muitas vezes não nos parece tão útil, nem muitas vezes valorizado, nem digno de ser desenvolvido. A timidez, por exemplo.
que costuma ser, às vezes, tratada como uma limitação, pode se transformar numa capacidade de escuta. Alguém com uma profundidade de análise, alguém com uma sensibilidade racional. Também ouvi outra vez, numa brincadeira do Haroldo, ele falando na formação dele, que é do mundo jurídico, quantas vezes que ele já viu...
cursos sobre oratória. E quantas vezes eles ouviram alguma coisa sobre escutatória? Ele faz brincando essa palavra. Nós aprendemos e desenvolvemos a capacidade sempre de falar, mas quantos de nós sabemos ouvir? Pouquíssimos, porque quando você escuta, é uma entrega, é uma dedicação ao momento presente. Você tem que estar de corpo e alma naquele instante.
É um ato de dedicação ao outro. Psicólogos, trabalho essencial em escutar. Passa no psicólogo e ele fala, não me disse nada. Pois é, porque naquele dia ele só estava ouvindo. Tenha certeza que ele está fazendo uma análise sua. E enquanto você fala, você está se escutando. Porque pode ser que enquanto você faz a sua terapia, seja o único momento da semana que você se ouve. Em todo o resto você vive no automático.
O problema não é o que você é, gente. O problema é não desenvolver aquilo que você tem. Esse é o grande ponto. O que importa é o que você tem em mãos hoje e o que você faz com isso hoje. Essa é a essência. Vamos parar de ficar procurando algo enorme, grandioso e sofrer com essa questão do propósito. Sua vida já tem um grande propósito.
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oferece essa oportunidade de estudo, né, pra você que quer fazer parte do nosso clube, você vai ter acesso a mais episódios semanais, então hoje, eles são as segundas e as quintas-feiras, a gente tem o estudo quinzenal ao vivo, né, as quartas-feiras, então a cada 15 dias nós temos o nosso grupo de estudos, trazemos ali um trecho do Evangelho, discutimos juntos, aprendemos muito também, tem uma partilha muito legal.
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E aí tem algumas imagens ali para que você conheça um pouco mais o trabalho deles. Eles fazem um trabalho doutrinário muito bacana de ensino do Espiritismo e também de distribuição de cestas básicas para a população local, tá bom? Aqui é tentando ser o mais transparente possível de onde que também vai uma parcela do valor do seu apoio, tá bom?
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A gente tem uma expectativa de que esse trabalho seja algo que aparece de forma muitas vezes clara, quase como uma revelação, você pede em oração, e aquele dia da semana vai vir um insight, vai vir um negócio na sua cabeça que você vai falar Agora eu sei tudo.
E não vai ser assim, gente. Isso raramente acontece. Não vai vir dessa forma, como uma folha, um trabalho completo, uma apresentação clara para você, assim, olha, agora eu compreendi tudo. Na maioria das vezes, esse nosso propósito, essa nossa função, esses nossos objetivos que a gente tem que cumprir por aqui,
É um conjunto de inclinações, conjunto de percepções e, muitas vezes, de possibilidades que a gente percebe que precisam ser desenvolvidas com disciplina. Eu tenho certeza que se você tem dúvidas sobre aquilo que você tem que fazer, você já tem feito uma parte dela. Você sempre soube algo que estava dentro de você e que você nota que é aquilo que vibra o seu coração.
É aquilo que te chacoalha, é aquilo que te dá ânimo de fazer. Vou falar do meu relato pessoal. Eu trabalhei com a parte em colégio, já trabalhei com marketing, mas a minha vida toda sempre tinha algo ligado à comunicação que mexia comigo.
queria fazer jornalismo, depois me desiludia com o jornalismo, falava, ah, isso daí não dá certo, é muito pouco acesso, mas no fundo, todos os caminhos depois me trazem para cá, de ter essa possibilidade de, no final de tudo, estou aqui, na frente de uma câmera, com o microfone, falando com as pessoas. Então, às vezes a gente tem alguns caminhos, alguns sinais, a vida toda estão conosco, é que a gente às vezes não associa uma coisa com a outra.
O estudo do Espiritismo já estava comigo desde pequeno, quando a minha tia me levava no centro espírita, ainda que eu fosse católico. Mas fui aprendendo com a catequese da Igreja Católica, com um pouco da doutrina espírita no comecinho ali, enquanto eu tinha algum acesso, e depois lendo e estudando um pouco mais até chegar no podcast. O que pode ser meu propósito de vida? Pode ser ou não. Pode ser só mais uma das etapas que vão levar.
em algum momento, para algo que eu preciso fazer mais adiante. Maior ou menor, não importa. O importante é a contribuição. Pense você. Se não tem um fio condutor na sua vida, que o tempo todo esteve com você. Ah, hoje eu trabalho na medicina. Será que no final de tudo, a sua vida não está sempre te mostrando que tem uma questão ligada a cuidado?
Eu sou um fisioterapeuta, será que minha vida toda não mostra que estou ligado realmente a cuidado das pessoas? Ah, eu sou, por exemplo, deixa eu pensar, sou um professor, trabalho no mundo da educação. Será que não necessariamente ser um professor é o seu grande propósito? Pode até ser, mas será que não é sempre algo ligado a despertar o melhor das pessoas, a desenvolver habilidades das pessoas?
E aí, tudo aquilo que te conecta e que te faz vibrar o coração, que te alegre em fazer, é muitas vezes o que está nos ligando ao propósito. A gente ignora um dos melhores sinais para encontrar aquilo que vibra o nosso coração, que é a nossa intuição. Ah, mas eu não sei para onde ir. A gente tem que lembrar que não estamos sozinhos nesse processo de decisão.
A gente sabe que tem influência espiritual, gente. A gente sabe que somos inspirados o tempo todo. Nós temos algumas das percepções na nossa vida que não são aleatórias, só que a gente deixa de escutar. A gente tem uma vida num ruído tão alto...
tão externo e muitas vezes até interno, que qualquer tentativa de percepção que seja um pouco mais sutil da nossa própria alma, ela acaba sendo ignorada. A gente quer clareza sobre o nosso propósito, mas a gente não cria nenhum espaço para nos ouvir. A gente falou agora sobre a questão da terapia. Às vezes, esse momento da terapia, como a gente disse, é o único momento que a gente se escuta.
É o único momento que a gente fala e se escuta. Todo o resto a gente está vivendo automaticamente. E aí a gente chega na pergunta, então, que puxa o tempo do nosso episódio. E se a gente nunca descobriu, então? Depois de tudo isso, a gente vive nesse barulho, a gente nunca descobre o nosso propósito. Se a gente passar a vida toda e não ter algo que a gente consiga definir, limitar e falar esse é o meu propósito, exatamente isso aqui é o meu propósito.
isso não vai invalidar sua existência. Saber ou não saber não invalida você estar aqui nesta vida. Porque à luz do Espiritismo, o valor da vida, não está condicionado a gente encontrar o rótulo que melhor nos define.
mas sim viver com consciência aquilo que já está disponível para nós, no interior da nossa latinha, do nosso produto. Esquece o rótulo de fora. Você tem valor aí dentro. Você não precisa nomear algo grandioso para que você consiga viver de forma significativa. Se a gente olhar a nossa vida...
se a gente perceber o que é a nossa própria definição de ser, a gente consegue se definir? Onde eu quero chegar? Se você tirar tudo aquilo que é externo a você, você consegue se definir? Ah, consigo. Eu sou o Bruno, eu sou jornalista, eu crio podcast, eu sou o esposo da Aline. Será?
Tudo isso que eu citei não é o meu eu interior. O esposo, o marido, são pessoas de fora. A minha profissão é algo externo também. O podcast é algo externo. O Bruno, até o Bruno é algo externo. Porque eu estou o Bruno hoje. Você está como Luiz, você está como Marcos, você está como Antônia.
Não é uma pergunta um pouco complexa de se fazer? Tirando tudo aquilo que é externo. Quem é você? Quem é você? O que é você? Que doideira, né? Pensar assim. Tirando a sua profissão, tirando as suas conquistas, tirando a sua academia, seus títulos, sua formação. Quem é você?
Nem seu corpo é seu, já diria Haroldo nessa mesma palestra. Nem seu corpo é seu. É o empréstimo. A gente se conhece tão pouco. E a gente quer descobrir o rótulo que está por trás da gente. A gente não sabe nem a essência da nossa latinha, se a gente fosse um produto. Uma latinha de milho, uma latinha de ervilha. O que tem dentro da gente?
A gente nem sabe. E a gente quer o quê? Colocar a cabeça para fora para ver por fora da lata. Ah, eu sou uma grande lata de milho. Primeiro, descubra o que a gente tem dentro de nós. Como que a gente descobre, gente? Se ouvindo. Conectando com Deus, com o Evangelho. Se conhecendo.
O Evangelho segundo o Espiritismo é dividido em algumas fases. Em cada uma das etapas do livro, ele mostra um pouco sobre o que é viver a nossa vida. Primeiro ele fala sobre conhecer a nós mesmos. Depois ele fala sobre como viver a vida. Depois ele fala sobre como ser. Depois ele ensina como amar.
A gente está anterior, muitas vezes, à etapa 1 de conhecer a nós. Preocupados em como vamos ser capazes de amar. Temos tantas etapas anteriores, hein? Tantas etapas anteriores. Precisamos olhar primeiro para dentro do nosso potinho. Quem somos, em essência? Ainda assim, temos muito valor ali dentro.
O que realmente transforma não é saber exatamente para aquilo que você veio, mas como você escolhe viver enquanto você está aqui. O propósito é muito menos descobrir o seu e muito mais sobre construir o seu próprio. Com aquilo que você tem dentro de você. É a ideia de colocar a mão na massa para aprender a fazer o melhor pão. Com os ingredientes que você já tem.
Não precisa ir no mercado. Não precisa. Na dispense, na geladeira de casa, você já tem tudo. Não vai ser o pão mais bonito pro mundo. Não interessa. Vai matar a fome de alguém? Tenha sua contribuição. Bom, com isso a gente finaliza mais episódios. Se você gostou desse conteúdo do episódio de hoje, compartilhe com...
Uma pessoa querida, alguém que você gosta, que precisaria ouvir. Os trabalhos técnicos, mais uma vez, foram feitos por Fernando Teixeira. Eu sou Bruno Sereno e esse é o Espiritismo Simples. Grande beijo no seu coração e fique com Jesus.
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