Podcast 385: Russell fiasco x Kimi? A maior virtude de Hamilton, Bortoleto e Globo na F1: C.Fittipaldi sem filtro
- Vitória de Andrea Kimi AntonelliSequência positiva · Pressão e idade · Comparação com Russell · Vitórias consecutivas
- Crise de George RussellInício de temporada fraco · Fragilidade psicológica · Reação à performance de Kimi · Impacto da saída de Hamilton
- Legado de Alex ZanardiAcidente e recuperação · Atleta paralímpico · Exemplo de superação · Mudança de foco
- Hamilton na FerrariInício de temporada · Comparação com Charles Leclerc · Fator idade na performance · Decisão de ir para Ferrari
- Competição de corridaMelhora da pista · Equilíbrio entre equipes · Circuito de rua vs. pistas tradicionais
- FerrariSegunda força na F1 · Estratégia de Max Verstappen · Melhora da McLaren · Desempenho da Ferrari
- Gabriel Bortoleto na Fórmula 1Desempenho na temporada · Confiabilidade da Audi · Desenvolvimento de carro e motor · Importância dos treinos
- Experiência de Christian Fittipaldi na GloboAdaptação à nova emissora · Dinâmica de produção da F1 · Repercussão do público · Liberdade de expressão
Luzes vermelhas apagadas. Está no ar o podcast motorsport.com Brasil. Estamos no ar! Esse é o podcast motorsport.com, edição de número 385. Senhor Felipe Mota, apresentador dos canais ESPN, nosso convidado. Tem intimidades aqui, tem gente que hoje assiste as transmissões da Fórmula 1.
vê muito a capacidade dele de entender a corrida, mesmo estando a quilômetros, milhares de quilômetros de distância. Mas poucos sabem que ele também tem uma ligação com você nesse momento de comentar a Fórmula 1, não é mesmo? Ah, já foi na geral, Jefferson? Já foi na geral? Agora, ó. Christian Fittipaldi é o convidado do podcast hoje. Sim, Christian Fittipaldi.
Ele é mais velho do que eu. Mas profissionalmente, eu estava quando ele começou. Que maravilha. É impressionante. O cara virou comentarista do Grupo Globo. Olha só. E aí? Fala, os meus primeiros professores. Ele, olha só. O Grande Karsugi. Grande Karsugi.
até o José e Thiago Mendonça. Olha lá. Olha que beleza. Que escalação, hein? É o nosso time. Pô, é um prazer ter o Cristian. O Cristian é um grande amigo. Tudo bem, Cristian? Joia, tudo bem. Animado? Bem. Gostou do que viu em Miami? Gostou do que viu em Miami? Melhorou? Eu achei. Eu também.
Não, não, mas melhorou mesmo. Eu também. Eu acho que ninguém está sendo político aqui, inclusive porque a gente não precisa, ainda bem. Gostei bastante. Chegou no ponto? Talvez não. Mas o regulamento está bem claro, né? Que existem ainda brechas para melhoria, para conseguir chegar naquele esperado perfeição, que não existe, né? Mas o mais próximo da perfeição. Mas eu gostei muito daquilo que eu vi em Miami. Eu acho que falta ainda alguma coisa.
mas bem melhor do que as primeiras corridas. Sem dúvida. Você como... Acho que na primeira vez, inclusive, que eu falo para você isso aqui. Você não é ex-piloto. Por mais que você fale que tenha parado e tal. Não existe ex-piloto. Piloto é do início até o fim da vida. Inclusive porque eu vou correr na Cascavel de Ouro de novo este ano. Então eu não... Você tem razão. Eu não sou ex-piloto. Você não é ex-piloto.
Mas você se coloca no lugar dos caras que estavam talvez os mais vocais, independentemente do desempenho da equipe, quão irritados eles ficavam por ser um carro tão diferente daquele que nós tínhamos até o fim do ano passado?
Agora tem que fazer um monte de coisa, tem que ficar gerenciando aqui e isso. O cara me passa, eu passo, muito fácil. Eu tenho até ultrapassagens sem querer, como o próprio London Norris chegou a comentar. Você fez esse exercício? O cara realmente tem razão de ficar irritado? Ou é só uma questão de perspectiva e os caras estão sendo um pouco conservadores demais?
Eu acho que a gente pode partir para o óbvio e até convidar o Felipe a participar dessa tua pergunta, porque quantas vezes você foi para o Japão, lá para a Suzuka cobrir?
Seis. Seis, tá. Fora a quantidade de vezes que você assistiu pela televisão. Você já viu alguém sair da 130R e tirar... Não, tirar o pé, diminuir a velocidade até a Shkane. Ou seja, da saída da 130 até a freada da Shkane, que eu me lembro e tenho que uns 200 metros, 150, mais ou menos, mas dentro do carro era um tempinho. Não é que você saía e logo na sequência você tinha que frear.
Então, aquilo, eu acho que de tudo, foi o lugar que mais me chocou. É, sim. Mesmo porque um dos grandes desafios daquela pista é... Você, em alguns anos dava para fazer, outros anos não dava. Era para você fazer aquela curva flat. No momento que você faz ela flat, o carro está meio que penduradaço na saída da curva. E você está aliviado dentro do carro, mas...
De pé embaixo. E daí você fala, bom, agora eu tenho... Você respira. Isso, eu tenho dois segundinhos para respirar, para me recompor, para poder frear... Daqui a pouco de um minuto eu estou de volta. Exatamente, para poder frear o mais tarde possível para a chicane. E foi exatamente o contrário, né? Então, acho que de todos os lugares, mesmo porque...
Não, China eu conheço, Melbourne eu não conheço, então tem algumas pistas que eu não conheço. Então é difícil você tentar saber o que está passando pela cabeça do piloto quando você nunca guiou na pista. E eu nunca tinha corrido em Melbourne, mas eu já tinha corrido na China. Na China também, tinha alguns lugares onde, pelo amor de Deus, a quantidade de coast and lift que eles faziam lá era ridículo. Era quase locais onde você...
talvez estaria colocando uma marcha a mais, eles já estavam tirando o pé, né? É, eu acho que a gente tá falando do ápice, o ápice, o ápice. Quando você pega o calendário da Fórmula 1, tem trechos de pistas, que é onde o piloto um dia sonha, meu. Eu quero aqui, quando você chega ali.
E ver os caras tendo que ou tirar o pé, ou o carro já não performando mesmo, porque já tá ali sem bateria, aí não dá. Aí você tem que falar, não, pera, porque acho que a gente tem um problema aqui pra ver, mas eu também gostei do que vi em Miami. E aí eu te pergunto, o equilíbrio que a gente viu em Miami, a Mercedes ganhou, mas aqui, e não fez dobradinha, o Russell não foi nem pro pódio.
Quanto você acha que a turma chegou e quanto é um circuito de rua que não é tão representativo e que a gente precisa esperar para ver esse embaralhamento com a McLaren, com a Ferrari especialmente? Você sabe que hoje de manhã, no nosso podcast, o Nelson trouxe um ponto interessante. De repente a gente viu uma corrida melhor, não foi? Equilíbrio. Eu acho que equilíbrio todas chegaram mais perto da Mercedes, afinal de contas...
Eles tiveram tempo para trabalhar, ficaram um mês parado, e de um jeito ou de outro você acaba aprendendo, copiando, melhorando, salvo se algo revolucionário, tipo, não sei. Difusor duplo. Exatamente, você tirou da minha cabeça. Eu ia falar que não dá para copiar rápido, mas mesmo da metade da temporada em diante, os caras chegaram. Sim, mas levou um tempo.
Agora, nesse caso, que é mais, eu diria que um acerto de gerenciamento, então eles iam estar no mesmo nível da Mercedes? Talvez não, mas eles iam chegar bem próximo. Agora, o que o Nelson trouxe à tona foi o seguinte, de repente a pista favoreceu...
os carros modernos de hoje em dia, aquilo que a gente está vivendo hoje lá na Fórmula 1. Vamos esperar mais um pouco para ver qual vai ser a próxima pista. Que é Montreal. Montreal, mas ele acredita que onde a gente vai ter uma ideia melhor, se a gente realmente deu um passo para frente, vai ser a partir de Barcelona. Concordo.
Então, a gente tem um tempo até lá, porém, junto com esse tempo, a gente tem mais dados para analisar. Imagina a quantidade de dados que eles não têm desse final de semana, que agora eles estão digerindo tudo para tentar entender se precisa fazer algum acerto ou não, se precisa ter alguma melhoria.
E daí partir para a próxima. No Canadá, eles vão aprender de novo, salvo que... Salvo não. Canadá é bem diferente de Miami, né? É só reta, chicane, reta, chicane. Não tem praticamente nenhuma curva de alta. Miami, apesar de ser uma pista de rua híbrida, né?
Existem curvas bem rápidas, tem o trechinho lento, né, do trecho 11, da curva 11 até a curva 16, é tudo bem travadinho, lento, mas também aquela sequência de S atrás do box é bem rápido, entre outras curvas, aquele S na frente do box também.
é rápido, então é uma pista um pouco diferente de Montreal. Montreal é extremamente importante freada, você está bem equilibrado na freada, para você poder andar com o mínimo possível de asa, bem descarregado, e é óbvio que assim que você termina a chicane, poder tracionar o mais rápido possível para ganhar na próxima reta.
Agora falando dos pilotos em si, te surpreende essa sequência positiva do André Aquim e do Antonelli, pensando até naquilo que ele próprio viveu no ano passado, em que a gente fez programas aqui, meio que contestando a escolha do Toto Wolff, realmente, será que esse moleque é tudo isso? Não foi cedo demais para a Fórmula 1?
E agora ele tem uma sequência muito positiva, mais uma vitória, mais líder do que nunca. Te surpreendeu de alguma maneira? Muito, muito, para dizer a verdade. Tudo que ele está fazendo esse ano, principalmente baseado na performance dele, mas eu nem conheço ele, eu não estou nem fazendo uma análise dele como piloto, uma análise de fatos, o que ele entregou no ano passado, comparado com o companheiro de equipe dele.
inclusive eu já fui lenhado várias vezes lá no pelas pistas porque eu falei bom para uma equipe que tava com pretensões de disputar o campeonato do mundo que nem a Mercedes eu não sei se eu teria esperado um ano a mais para colocar o Kimi no carro e teria pego um piloto que já tem experiência de Fórmula 1 para colocar no caso seria no lugar dele né para fazer uma temporada só e daí o Kimi fazendo a segunda temporada de Fórmula 2 daí
eventualmente colocar ele num carro de Fórmula 1. E realmente, se você for analisar a temporada do Russell e a temporada do Kimi, foram sete, oito pódios do Russell, duas vitórias do Russell.
contra dois pódios só do Kimi. Então, é bem diferente para uma equipe do calibre da Mercedes, que estava com pretensão de disputar o campeonato do mundo. Tendo dito isso, ela precisa ter os dois carros andando muito parecidos.
Porque senão você não vai conseguir ser campeão do mundo só com um carro marcando ponto e o outro carro marcando muito pouco ponto. Agora, que ele reverteu esse jogo e até colocou talvez, não sei se a gente pode abrir esse tema, colocou o Russell em crise agora ou colocou ele numa situação bem difícil, você pode ter certeza que sim. Eu estou impressionado com tudo que ele fez.
de alguma certa maneira a gente, né? Porque você abriu esse tema agora, a gente está engolindo a nossa língua agora. Sim, sim. Mas eu não tenho vergonha nenhuma de falar isso. E...
inclusive ontem na transmissão, quando me perguntaram quem foi o driver of the day, eu falei o Kimi. E não porque ele ganhou a corrida. Eu falei do Colapito, mas falei do Kimi também. Sim, ótima atuação também. Mas não porque ele ganhou a corrida, e sim por tudo que ele passou, por tudo que ele fez do ano passado, pra esse ano, a pressão gigantesca em cima de um moleque de 19, 20 anos, que nem sabe direito aquilo que quer da vida.
brincadeiras à parte, né? Enfim, ele está muito novo e conseguindo sustentar essa pressão, entregar do jeito que ele está entregando, aplausos para ele. Fantástico. Imagina, três polis seguidas e três vitórias consecutivas. Nunca ninguém...
tinha feito isso na história da Fórmula 1, a partir do momento que ganha a primeira corrida. Então, ele ganhou a primeira corrida, fez três polis seguidas e três vitórias seguidas. É óbvio que já conseguiram isso ao longo da Fórmula 1, mas depois que venceu a primeira corrida. Mas dá para dizer, então, que hoje ele é favorito.
Acho que é um pouco cedo ainda para poder dizer. Eu achei estranho duas vezes durante o final de semana o Russell falou eu não gosto muito desse lugar, eu não me sinto bem aqui em Miami porque o carro escorrega bastante, é um circuito de pouca aderência, está sempre escapando de frente e de traseira. Sim, ok.
Só que eu acho que ele deveria ter guardado isso para ele. Você não pode falar isso em público tentando mostrar a sua fragilidade. Que todos os pilotos têm, todos os humanos têm. Quando eu ia para um lugar que eu sabia que não era o meu lugar, eu não falava para ninguém, eu guardava aquilo para mim. Porque você nunca sabe o que pode acontecer. De repente, num final de semana de corrida, a situação inteira pode reverter.
De repente poderia ter chovido na corrida, daí a corrida teria vindo por Russell. Agora, quando você já larga com uma áurea meio negativa, parece que os outros concorrentes, principalmente o Kimi, os outros naturalmente crescem.
sem você fazer absolutamente nada. Então, é só isso que me chamou a atenção. De repente, o Kimi conseguiu pegar um pouco o lado humano do Russell, do mesmo jeito que eu acho que o Kimi, na minha opinião, ele bate às vezes um pouco muito na tecla dos erros que ele está fazendo na largada. Ok, você está fazendo o erro na largada? Volta com os engenheiros, tente entender por que você está errando, por que você não está largando tão bem, que nem o seu companheiro.
e daí vira a página e vai para frente mas não ficar relatando isso e se por acaso alguém te perguntar lá no chiqueirinho ele fala porque não sei porque aconteceu porque o carro deu problema que isso porque aquilo eu queria que você falasse um pouco só para gente levantar aqui o que te surpreende mais assim essa velocidade três podem seguir as três vitórias seguidas assim moleque tem 19
O carro é bom, é verdade, mas essa corrida já não era uma corrida fácil de ganhar, basta ver que o companheiro nem para o pódio foi. O que está te chamando mais atenção e qual você acha que pode ser a narrativa Kim versus Russell nas próximas etapas? Onde isso aí pode escalar, descambar por uma tensão entre eles e tal? Se manter no topo.
Exatamente isso. Repetir. Exatamente. Como você acabou de comentar, o que você acha que está chamando a atenção? Essas três corridas, as polis. Eu, sinceramente, quando ele venceu a primeira lá na China, a gente tem que lembrar que o Russell teve uma classificação complicada lá na China. Porque no último, lá no Q3, ele só saiu com um jogo, eu acho que foi no Q3, tenho quase certeza.
ele só saiu com um jogo de pneu, então tiveram algumas situações, porque ele teve um problema mecânico, tiveram algumas situações que foram favoráveis ao Kimmy. Tanto que eu, particularmente, achava que o Russell fosse andar mais que ele na corrida, coisa que não aconteceu.
Ok, parabéns pro Kimi, tirou aquele peso de 10 toneladas das costas, tá todo mundo feliz, o Toto tá feliz, a equipe tá feliz, o Bono feliz, tudo. Agora, vamos pra próxima corrida. Ele repetiu na próxima corrida. E repetiu...
não tendo largado tão bem, tendo caído para trás e se recuperado durante a corrida. Daí, vamos para a próxima corrida? Ele repetiu de novo. Então, não foi por acaso que ele venceu na China. Tipo, a escrita já estava na parede. E a outra coisa que me chamou muito a atenção dele esse ano...
Foi na Austrália. Ele deu uma lenhada no carro, deu uma destruída no carro, lá no último treino, antes da classificação. E voltou para a classificação muito forte. É difícil na cabeça do piloto.
quando você dá uma destruída no carro daquele jeito, você voltar para poder estar quase no mesmo nível do Russell para poder disputar uma pole position com o teu companheiro de equipe, que claramente os dois carros eram os carros favoritos, estavam sobrando, mas...
Eu, depois da panca que ele deu lá na Austrália, eu estava esperando ver o Russell em primeiro, e de repente ele em quarto, quinto, e mesmo assim teria sido uma boa classificação, porque o cara... A panca foi forte. A panca foi forte, tinha deixado metade do carro lá na pista.
Então, isso também me chamou atenção. Coisa que eu acho que eu não vi isso dele lá no ano passado. Quando todas as estrelas alinhavam, ele ia bem, das poucas vezes que ele foi bem. Quando as estrelas não se alinhavam, quando tinha alguma situação um pouco adversa no meio...
Daí o gap dele entre o Russell e ele era muito grande. E isso acabou refletindo nos resultados durante a temporada. Vamos falar do Jorgeão da Massa? Vamos. Até porque eu me lembro muito bem que no início do ano passado a gente discutia que mesmo o George Russell não sendo líder do campeonato se ele era o melhor piloto no vídeo atual, naquele momento.
Porque ele teve momentos ali muito fortes, né? E assim, primeiro, como definir esse começo do ano? Sim, dá pra dizer começo fraco, fiasco. Porque assim, a gente tá falando de um cara que com o Hamilton já tava incomodando o Hamilton. A narrativa já era. Se esses dois tiverem um carro bom, ele vai ganhar do Hamilton. Ele correu dois ou três anos com o Hamilton? De cabeça não sei. Dois ou três? Dois, dois com certeza.
A gente vai ver. Mas o último ele estava já na frente. Então, teve um ano que o Hamilton foi melhor que ele. Se a gente for fazer uma análise de corrida a corrida, o Hamilton teve uma performance melhor. Mas teve outro ano que o Russell claramente... Três. Três. Então, eu não lembro a ordem exatamente como é que é, mas...
Teve um outro ano, inclusive a gente estava conversando sobre isso outro dia, que o Russell claramente performou melhor que o Hamilton. Só que ele não performou melhor que o companheiro de equipe dele, performou melhor que um cara que era sete vezes campeão no mundo. E é óbvio que ele estava motivado, o Lewis, porque ele sabia que...
Se ele conseguir ganhar mais um campeonato, ele está na frente de todos. Ele é o único que venceu oito títulos mundiais. Então é claro que ele estava extremamente motivado para poder fazer isso.
Agora, onde o Russell não esperava esse reviravolta é na saída do Lewis, com a entrada do Kimi, eu acho que a posição do Russell dentro da equipe se fortaleceu, justamente pelos resultados medianos, bons, do Kimi o ano passado.
Ele não achou que o Kimi fosse estar batendo de frente com ele essa temporada. Ele achou que ele ainda fosse estar por cima. Sim, no ano passado ele ganha assim fácil, o Kimi era primeiro ano e eu fico me perguntando como deve estar ele, assim, do tipo, caramba, o moleque veio mesmo. Então, como é que você imagina que ele está
Porque você falou dele sinalizar que Miami era fraco dele. Se não me engano foi no Japão que ele deu um azar e ele ficou no rádio. Ah, eu dei azar, eu dei azar. O Toto Wolff entra no rádio. Não, foi na parida. Foi na parada de boxe, eu acho. Eu acho que é a hora que saiu a bandeira amarela. Não, mas antes da pausa, teve uma corrida que ele sinalizou isso. O Toto Wolff entra no rádio tipo assim, ok, George. Tipo assim, ok, George. Sim, chega.
Vamos lá. Não sei se foi um safety car que entrou numa hora ruim. Ele estava meio que querendo insinuar que a Mercedes fizesse a mesma coisa que a McLaren fez no ano passado, lembra? E aí o Oscar teve que entregar uma posição para o Norris, que a gente discutiu aqui. Por conta do azar do Norris, aí eles trocaram. Ele estava meio que insinuando que a Mercedes fizesse a mesma coisa. A gente está só no começo do ano, mas é uma diferença importante.
Ninguém, o Kimi não esperava, o pai do Kimi não esperava, o pai do Russell não esperava, o Russell. Então assim, como é que você imagina que tá pro lado do Russell? Administrar e ao mesmo tempo tentar criar ali um mecanismo pra voltar pro jogo? Não, eu acho que tá difícil, eu não acho que tá fácil.
o Kimi agora tem praticamente uma corrida de vantagem, não é exatamente uma corrida, mas ele já, tudo bem, estamos extremamente cedo no campeonato, tudo, é muito ponto em jogo, mas...
ele já criou um certo respirinho. Porque vamos supor, se o Russell ganhar as próximas três corridas e o Kimi chegar em segundo, acho que o Kimi ainda continua em primeiro no campeonato. E é aí que entra a matemática. O Kimi vai ter três oportunidades para poder analisar por que ele perdeu para o Russell e para poder entender o que ele precisa fazer para reverter o quadro.
É bastante tempo de pista. É isso que eu quero dizer. Não há os pontos. Esquece isso daí. São três oportunidades. E ele ainda, depois da terceira corrida, ele provavelmente ainda está em primeiro no campeonato. Então, não está sendo fácil para o Russell. Agora, o Russell já mostrou muito talento? Já mostrou. Tanto que esse papo do Russell começou com vocês comentando, né? O ano passado.
A gente estava questionando se o Russell era o piloto da prateleira mais alta, e o que faltava para ele era um pouquinho de carro, que ele estava indo muito bem. Vamos ver o que vai acontecer. Eu estou muito curioso para ver o que vai acontecer, e quando vai acontecer essa reação do Russell.
Você não acha que pode ter algo semelhante até que a gente estava falando quando criticava o Norris no ano passado? Uma coisa é você estar ali sabendo já desde o início que você não tem um carro que pode te dar o título mundial. Uma vez que esse novo carro dá à Mercedes essa possibilidade...
O peso de, poxa, se eu superar meu companheiro de equipe agora, eu vou ser campeão do mundo. Como é que vai? O peso desse fator, né? O cara sempre comeu o pão que o Diama amassou desde o início da Fórmula 1, com a Williams, depois, blá blá blá.
Aí quando ele vai pra Mercedes, a Mercedes já não é a Mercedes. E agora ela volta a sair a Mercedes... E aí vem um moleque encher meu saco! Não, mas nem isso. Eu acho que é assim, poxa... Eu vou ser campeão do mundo, mas será que isso não tá interferindo negativamente pra ele? Até pelo fato do que você falou de dar armas às pessoas, pra poder criticar. Não, não é uma pista que eu me dou bem, que eu gosto. Acho que tem um quesinho psicológico aí do Russell nesse momento.
Sim, talvez possa ter mesmo porque a gente volta alguns minutos atrás daquilo que a gente estava comentando ele de repente achou que nessa temporada ele ia estar por cima da carne seca, né? Então ele se livrou do Luas o Kimi entrou o ano passado fez uma temporada ok, boa em alguns momentos, mas nada além de boa
E até podemos abrir um parênteses, o Hamilton entrou numa equipe forte, tudo bem, era a maior potência da época da Fórmula 1, mas se você for ver a temporada de estreia do Hamilton comparado com a temporada de estreia do Kimi,
foi anos luz pro Hamilton, tanto que ele acabou quase sendo campeão do mundo e batendo roda o ano inteiro com o tal de Fernando Alonso. Então, justamente por esses motivos, o Russell tinha certeza que a Mercedes inteira ia voltar muito mais para ele.
E ele ia ser o cara do momento se por acaso eles conseguissem produzir o carro mais rápido do grid, que até agora, tirando o Miami, as primeiras três corridas, era bem óbvio que a Mercedes estava muito superior.
as coisas começaram a virar e agora vai ser muito interessante ver o poder, força de reação do Russell. Agora a gente vai conseguir entender o quanto que ele realmente consegue reverter esse quadro e o quanto que, de repente, ele não vai reverter o quadro. E se por acaso for Kimi, Kimi, Kimi até o final do ano...
desmoralização exatamente, daí ele vai estar numa situação de infelizmente, pelo amor de Deus a gente está aqui criticando só que a gente está falando tentando fazer uma análise do nível mais alto da nata até posso dizer quem é a gente para poder fazer essa análise a Fórmula 1 também vive de críticas construtivas, vive de análises vive de tudo isso mas então
que realmente ele vai se encontrar numa situação delicada no final do ano, se perguntar pra mim vai sair da Mercedes? Não, mas tipo, vai todo mundo começar a fazer aquela analogia, né? Era agora o momento do cara, que nem você tinha comentado, e por um motivo ou outro não aconteceu, não foi. Então, será que ele é realmente o cara, ou será que ele...
ele realmente rachou na hora da pressão. Porque eu já vi um milhão de casos, entendeu? O piloto vai, vai, vai, vai. Quando ele é dado a oportunidade, não acontece. Por um motivo ou outro. Sim. Você vai falar que ele não guia? Não, não é isso. Enfim, é muito... É de cabeça, é psicológico de estar no lugar certo, na hora certa. E de repente agora ele está no lugar certo, na hora certa.
Só que por algum motivo, ele não está certo com o lugar e a hora. Christian, eu gosto do Christian dando essas machadadas na mesa. É contundência. Christian, vamos falar dos próximos. Começou o ano com a Ferrari sendo mais ou menos a rival, sem nunca ter de fato medido forças com a Mercedes. Como ela largava a B, ela pulava na frente, aí algumas voltas, mas era a segunda força.
Pré-pausa no Japão e pós-pausa em Miami, a McLaren veio para o jogo de um jeito mais sólido, tanto em quali quanto em ritmo mesmo de corrida, especialmente em Miami, que a gente viu os dois carros no pódio. Quem é a segunda força, na sua opinião, e como você vê a disputa McLaren e Ferrari entre eles para chegar a beliscar a Mercedes?
Eu acho que está bem próximo esse final de semana. Eu adoraria ter visto uma corrida do Max se ele não fosse obrigado a fazer a estratégia que ele fez. Porque, no fim, não foi uma estratégia. Ele foi obrigado a fazer aquela estratégia, até provavelmente, porque o pneu dele estava quadrado.
E até tentando se beneficiar de uma situação e tentando se beneficiar também do safety car, o que deve ser passado na cabeça deles. Se o pneu aguentar mais do que está todo mundo imaginando, eu vou perder muito menos tempo entrando no box agora atrás do safety car, que realmente ele perdeu muito menos tempo fazendo isso, só que...
A hora que chegou da metade da corrida para frente, ele estava a pé. Porém, mesmo a pé, eu não acho que ele tinha o mesmo ritmo do Kimi e do Lando. Eu acho que ele era bom para ser um P3. Eu não acho que ele era bom o suficiente para poder brigar pela vitória.
Só que a gente tem que lembrar que os pneus dele, quando terminou a corrida, os pneus dele tinham no mínimo 15 a 20 voltas a mais do que a... Não, mais, porque começaram a parar na volta 25. Ele parou na 3, na 3, 2. É, devia ter umas 20 a 25 voltas a mais. É bastante volta num carro de Fórmula 1.
Então, eu gostaria de ver ele numa situação diferenciada de corrida com estratégia normal. E uma coisa que me chamou a atenção numa das entrevistas dele, que a gente não tinha ouvido dele em nenhum momento esse ano, foi, é, agora eu não sou mais um passageiro. E isso...
Ele está em comando do carro. Quando ele está em comando do carro, tome cuidado. E daí a gente viu o contrário que foi dito pelo Adjar. O Adjar uma hora desceu do carro, ele fez uma das entrevistas dele lá no cercadinho, o Chiqueirinho.
Ele chegou e falou assim, ah, eu não estou entendendo, porque agora eu estou de repente 8 décimos a 1 segundo atrás do Max. Daí você olha e fala, bom, seja bem-vindo ao mundo do Max. Se no começo do ano eu estava muito próximo dele, às vezes, de repente em situações pontuais, até um pouquinho melhor que o Max. Mas claramente o Max não estava confortável com o carro.
Então, eu estou curioso para ver essa reação da Red Bull daqui para frente. McLaren, como você mesmo apontou, Felipe, deu um salto muito grande para frente. Eu também acho que eles estão fortes. Lembrando que o Lando sempre foi muito bem lá em Miami também. A Ferrari...
Ela melhorou, mas na minha opinião, ela melhorou meio de lado. Não foi uma melhora tão grande que nem a Red Bull e tão grande que nem o pessoal da McLaren. Eu espero que eles continuem melhorando, mesmo porque até foi comentado esse final de semana, o Leclerc já está há quase nove anos, oito, nove anos lá na Ferrari. Será que também ele não começa a se questionar?
Agora eu preciso começar a pensar em fazer um movimento aqui, né? Porque o que vai adiantar eu ficar 15 anos com a Ferrari, 20 anos com a Ferrari e não ganhar nenhum título. E cada ano que passa que ele não consegue disputar o título, é uma oportunidade a menos na carreira dele.
como qualquer ser humano, qualquer piloto, você não vai ficando mais novo, você só vai ficando mais velho, você vai perdendo oportunidades, portas vão se fechando para você, então eu acho que ele também deve estar com isso na cabeça e também está bem óbvio, da temporada passada e nessa temporada, que ele está um passo na frente do Hamilton.
E por falar em Hamilton, como que você vê esse início de temporada? Parecia que para ele estava tudo indo muito bem, mas parece que voltamos à estaca anterior, ou pelo menos do ano anterior, e realmente o sonho do Okta vai ficando cada vez mais longe. Primeiro porque ele não consegue superar o próprio Leclerc, depois...
tirando punições à parte, afins. É até difícil a gente falar, criticar alguém que foi sete vezes campeão do mundo. Como é que você vai pensar em fazer uma crítica para o Lewis Hamilton? Como é que você vai pensar em fazer uma crítica para o Prost, para o Senna? Enfim, são grandes, para o Max e Schumacher e muitos outros.
O Lucas de Gracie, ele pontuou, eu acho que o Hamilton muito bem, alguns meses atrás. É meio difícil a gente querer achar que ele vai andar mais que o Leclerc. Por quê? Eles estão em dois momentos de carreiras diferentes.
E acima de tudo, eles estão com duas idades completamente diferentes. Um está com a faca nos dentes, e o outro já ganhou sete vezes. É óbvio que ele está querendo ganhar pela oitava vez, mas chega uma hora que tem o fator idade no meio. O Hamilton hoje em dia é o segundo piloto mais velho do grid da Fórmula 1, atrás do Fernando Alonso.
O Leclerc deve estar com, me ajuda aqui, Felipe, 12 anos a menos. Acho que até mais. Até mais, 12, 14 anos a menos. Vou ver aqui.
Então, tendo dito isso... O Leclerc 28, o Hamilton já passou dos 40, está com 41, 13. 13 anos. Como é que você espera a mesma performance de uma diferença de idade tão grande? E não é que o Leclerc tem 20 e o Hamilton tem 33. Sim, sim, sim.
É já numa faixa etária do corpo humano onde já começa a fazer uma diferença. Então, para dizer a verdade, eu estaria muito mais surpreso se o Hamilton estivesse batendo o Leclerc do que o Leclerc batendo ele.
Sim, sim. Eu me lembro da gente ter conversado até na ESPN, no momento que os dois se juntaram, é que antes de começar o jogo, fica difícil abrir o microfone e falar esquece, esquece, não vai ganhar nem a pau. Que é isso aí, todo mundo vai falar se tá louco, é o Hamilton, é o campeão, mas a gente conversava no café lá na ESPN, e falava, cara...
Vai ser duro, meu. O que é isso? Além de novo, o Christian tocou num ponto que eu acho muito importante, Eric, que não é a diferença apenas, é onde cada um se encontra. 28 anos é considerado para um atleta o prime. É o prime do cara. Ele está jovem, mas já está experiente.
40 a mais já é, não me importa o esporte, é uma reta final de carreira. E com ambições diferentes, né? Porque isso... Não, motivação. Como que você consegue segurar mesmo a motivação durante tantos anos? É isso. Sabe, é muita pressão, são muitas situações onde... Vou ser sincero, às vezes você não queria estar lá, você queria estar em casa, você queria estar na praia, você queria estar fazendo qualquer outra coisa, mas mesmo lá...
Então, são dois mundos à parte. Eu acho que aquilo que eles estão vivendo agora no momento, e volto a reenfatizar aquilo que eu tinha comentado antes, eu ficaria mais surpreso se o Hamilton estivesse constantemente na frente do Leclerc do que vice-versa. Agora, vou fazer uma pergunta que vai ter muito fã do Hamilton, que vai me trucidar. Dantes também.
Você falou uma coisa muito real, o cara às vezes quer até em casa. Quanto você acha que a decisão dele de continuar ainda seja por talvez não ter digerido muito bem em 2021?
Não. Não tem nada a ver, você acha? Eu acho que não. Eu acho que, quanto a isso, ele virou a página, bola pra frente. O que ele enxerga de 21 é que ele perdeu uma grande oportunidade que estava na mão de virar o jogo. Virar o jogo, a gente quer dizer, de 7 pra 8. Sozinho. Sozinho. Ele indo pra 8, ele seria o único sozinho. Sim, ele perdeu uma oportunidade. Mas...
Um sentimento de injustiça, talvez, ainda na cabeça dele. Mas daí eu faço uma pergunta pra vocês. O quanto que talvez não tenha passado pela cabeça dele, de repente agora é a hora de parar ou de fazer outras coisas da vida.
e apareceu essa oportunidade de correr de Ferrari você vem falar, todo piloto sonha em correr de Ferrari alguns mais do que outros pode ter certeza, mas se você tiver oportunidade de algum dia guiar uma Ferrari
Eu ficaria surpreso se alguém falasse, não, eu não vou correr de Ferrari. Até pode ter algum que fale publicamente isso daí, mas no fundo, no fundo, no fundo, ele teria vontade de colocar um macacão vermelho.
E teve um monte de pilotos que a história na Ferrari não foi tão boa. E teve outros que, nossa, viraram heróis. Porque foram correr na Ferrari, deu tudo certo. E hoje em dia eles são vistos praticamente como deuses. Mas que todo mundo tenha a vontade de um dia correr numa Ferrari. E uma Ferrari que ainda performe bem. É óbvio que todo mundo tem.
É, o que eu ia te perguntar é, na verdade são duas coisas, primeiro uma reflexão, me interessa muito isso sobre as escolhas na vida, a gente toma as escolhas da forma como elas se apresentam diante das nossas vontades, eu acho que pro Christian, eu concordo com o Christian, imagina pra ele receber a oportunidade numa parte final da carreira de ir pra Ferrari, no momento que a Mercedes não estava bem.
E pra ganhar uma grana. Isso também tem valor, gente. Ah, também. Vou ganhar uma grana. Mas esse dinheiro que ele tá ganhando lá na Ferrari não faz absolutamente nenhuma diferença na vida dele. Ele ia continuar vivendo do mesmo jeito, voando lá no avião dele, tendo as 10 caras que ele tinha espalhado pelo mundo. Enfim, time de futebol, tudo. Não ia mudar absolutamente nada.
Mas você também tocou num ponto, eu vou guiar para aquilo que em alguns aspectos poderia ser o intangível, que é guiar uma Ferrari, não é todo mundo que tem uma oportunidade de guiar e acertar o timing. Até hoje a gente fala do Senna. E também acertar o timing dele estar liberado de uma equipe final de contrato e justo no final de contrato aparece uma vaga na Ferrari.
Então, isso eu acho bem importante e ganhando dinheiro. Mas aí entra num ponto que eu quero saber. Você já teve que tomar muita escolha na vida e piloto é difícil, porque você não tem como saber onde está a pedra sólida, onde está a mole. Quando você acha que quando ele olha a Mercedes e se anda andando bem, pega ele? Ou você acha que não?
Por exemplo, aí que está a diferença do comentário do Russell e talvez de um comentário que não existe do Hamilton. Ele nunca vai falar isso. Mas eu acho que no íntimo dele deve pegar. Puta merda. Concordo. Se eu tivesse ficado... Porque se ele fala para o Toto que ele ia ficar lá...
O Kimi nunca teria sentado lá. O Kimi provavelmente estava correndo de Fórmula 2 até agora. Ou de Williams, emprestado. Sim. Ou cairia com um maluco na Alpine de... É isso, emprestadão ali. Você tem razão. Eu retiro o que eu falei, eu tinha esquecido desse cenário. Você tem toda a razão.
O Toto teria colocado ele, talvez não no primeiro ano, teria feito uma segunda temporada de Fórmula 2 e para essa temporada teria colocado ele em alguma equipe menor, numa Williams, numa Alpine, enfim, sei lá o que, para começar a dar o gostinho da Fórmula 1 para o moleque.
não impressionante o ponto é esse da Mercedes a inércia poderia dar ele com certeza, ou seria muito favorito para o oitavo título mundial, então falado agora, tem gente que fala que o
o Hamilton é brasileiro, mas vamos falar de um brasileiro nato, de fato, que é o Gabriel Bortoleto, que parece que está meio sofrendo também com a questão da Audi, especialmente a questão de confiabilidade. Como que você analisa esse início e se você imagina que já é um Bortoleto diferente daquele de 2025 a essa altura do campeonato?
Sem dúvida nenhuma, ele aprendeu muito em 25, aquilo que ele aprendeu, ele está colocando em prática esse ano. É óbvio que a gente não consegue ver grandes resultados, mas também a gente tem que lembrar que a Audi está fazendo o carro e o motor. A Cadillac só faz carro.
tem outras outros motores que tem por exemplo, você pega a Mercedes a Mercedes tem oito motores então é Williams McLaren, Alpine e a própria Mercedes e daí a própria Mercedes então a gente está falando de oito motores contra dois é claro que o teu ritmo de desenvolvimento vai ser muito mais rápido é outro é outro
Eu sou sincero, Cristian Eu acho que do que podia ser O primeiro ano da Audi, podia ser menor? Podia Podia ter sido muito pior Eu acho que assim, podia ter sido melhor? Podia Pouca coisa, pior? Muita coisa Podia ser nível Cadillac Eles podiam estar andando junto com a Cadillac
lá que é Aston Martin. Eu concordo com você, o ponto de partida está muito bom. O que eu vejo que não pode acontecer na Audi, eles não podem perder treino e corrida. Tanto com um carro quanto com outro. E isso está acontecendo com muita frequência. Ou é o Gabriel ou é o Hulk. Ou é o Gabriel ou é o Hulk. Ainda mais hoje em dia na Fórmula 1. Não tem treino. Então cada volta que você deixa de dar é algo que você está deixando de aprender.
Num início de projeto tão grande, tão intenso, que nem esse da Audi, você pode ter certeza que faz uma diferença muito grande.
Maravilha. Agora, Felipe, nós estamos aqui, além do piloto... Com o comentarista? Com o comentarista. Eu quero saber como... Eu também. Primeiro está sendo essa adaptação, isso até ano passado comentava a Indy nos canais de ESPN, e agora volta a comentar, só que agora volta a comentar a Fórmula, mas agora na TV, na TV do Grupo Globo, além da questão logística de ir para o Rio de Janeiro, voltar a São Paulo, como é que está sendo para você essa experiência?
Não, ela está sendo ótima, eu sou muito grato pela oportunidade que eu tive, inclusive eles já tinham me ligado há dois anos atrás, quando a Globo, desculpa, quando a Band foi, não, quando tinham rumores que iria ser Globo e não Band mais um ano.
Mas o mais importante de tudo é aprender a trabalhar com um grupo diferente, uma dinâmica diferente. O jeito que o show inteiro é produzido lá na Globo com a Fórmula 1 também é bem diferente da ESPN com a Indy.
E de novo, eu só sou extremamente grato a tudo isso e cada dia que eu tô lá, eu tô sempre aprendendo, seja com o Bruno, Rafa, Evê, depois eu fiz uma corrida.
eu e o Luciano, que também foi bem legal, daí as entradas que a Mari e o Gui estão dando direto lá de Miami, então essa produção toda que a Globo está conseguindo fazer, eu acho que, tudo bem, eu sou suspeito para falar, mas...
Na minha opinião, está sendo uma entrega acima das expectativas, muito acima das expectativas. E eu poderia estar aqui conversando com você e não falar nada. E não falar nada disso que eu acabei de falar, tipo, uma entrega acima das expectativas. Então, isso está sendo muito legal.
E eu espero que a gente continue assim. Eu acredito que a gente melhorou bastante desde o começo do ano até agora, mesmo porque a Band cobrir a Fórmula 1 há quantos anos? Foi de 21 em diante. Então fazia cinco anos. Não pensa você que, ah, ok, eu vou ligar para o Burt, eu vou ligar para o EV, vou ligar para o Bruno, Rafa, para o Christian, para o Felipe, daí mais todo mundo, mais a equipe que vai cobrir a parte da Globo fora.
do Brasil e vai estar tudo em ordem. Não, leva um certo tempo para a engrenagem alinhar, para você entender o timing da pessoa, quando a pessoa para de falar, quando você fala, até a linha de raciocínio de cada um. Então, do jeito que eu enxergo até agora, a entrega da Globo tem sido muito, muito boa.
Eu acho que a gente cresceu do começo do ano até agora. E principalmente Miami. Imagina, Miami ficamos mais de 20 horas no ar entre Fórmula 2 e Fórmula 1. Sexta, sábado e domingo. Não sei, fala para mim. Quando foi a última vez que você viu uma emissora aqui no Brasil fazer isso? Ficar 20 horas no ar, três dias seguidos.
tentando cobrir tudo ao máximo e a quantidade de informação trazendo para o público em geral o tempo todo. Isso daí eu acho que foi aplausos para a produção também.
da Globo porque às vezes a gente enxerga só quem tá no front line né então os comentaristas narradores mas tem um grupo muito grande por trás que tá se esforçando muito e enfim eu só tenho eu só tenho a dizer muito obrigado para todo mundo
E Christian, a gente está falando de um grupo fortíssimo, você trabalhou na Jovem Pan, com uma demanda específica, na ESPN, que é outro canhão, mas a Fórmula Indy tem uma atenção de fãs menor do que a Fórmula 1. É um negócio gigantesco e cresceu muito nos últimos anos e vinha de um processo bem feito pela Band, então a mudança, tem aquela coisa da...
Globo a gente sabe como é, tem a turma que ama, independentemente de esporte, pode ser novela, tem a adora, política, eu amo a Globo, Globo lixo, blá blá blá. É muita repercussão. O que você já sentiu de diferente nisso, assim? De barulho mesmo, assim, de algo que você fala certo e, Christian, você é o melhor, pô, Christian, você é muito bom, pô, Christian, eu te amo. E de ruim, pô, Christian, falou besteira, pô, Christian, não sei o que. Porque me parece que tudo é multiplicado lá. Já deu pra sentir isso?
Felipe, talvez sim, mas não é algo que eu realmente dê importância, entendeu? Até aí eu posso falar que, nossa, isso direto lá no Pelas Pistas, que é claro que é de uma dimensão muito menor que a Globo.
já falaram muito bem como já milenharam. E eu acho que você tem que estar muito bem de cabeça para saber que as coisas que você está falando são coisas que você realmente quer dizer, são coisas assertivas, pelo menos para aquele momento. É óbvio que a vida pode mudar, a condição pode mudar, mas para aquele momento era aquilo que você acreditava.
E eu sempre fui assim, eu sempre fui muito preto no branco e eu não vejo motivo nenhum para eu mudar, para eu querer tomar outra atitude, mesmo porque já tiveram alguns comentários, nossa, mas agora que ele foi para a Globo, ele está muito mais político. Não, eu não estou muito mais político, eu estou falando as mesmas coisas que eu falava antes. Então, não...
Não está mudando absolutamente nada. Eu acho que a partir do momento que você é obrigado a falar alguma coisa, então você tem que realmente revisitar se você está associado às pessoas que você realmente gostaria de estar, entendeu? E eu acho que nessa função que eu faço hoje em dia, eu preciso falar aquilo que eu acho.
Queira você goste ou não. Eu estou falando, Felipe, eu acho a tua camisa horrível. De repente você vai concordar comigo, talvez você não vai concordar comigo, mas eu quero estar nessa posição, nesse direito de poder falar isso. A partir do momento que eu perder essa liberdade, daí eu realmente preciso revisitar, como eu disse há poucos minutos atrás, se eu quero fazer isso ou não. Perfeito.
E também agora, observando a sua camisa, muita gente está vendo, quem está nos assistindo, não só nos ouvindo, está vendo a escuderia Bandeiras, você já entrando no segundo ano na função, como se fosse um chefe da equipe. Como que está sendo as perspectivas? Me parece que agora vocês têm ali um front, pesado ali os homens, mas...
Quando tira a foto todo mundo ali, a foto demora para baixar, para carregar. Obrigado pelo elogio. Eu espero que a gente consiga transformar esse peso de foto em resultado na corrida até o final do ano.
direto em todas as corridas, diga-se de passagem, mas tem sido uma trajetória, eu acho que incrível, não só para mim, mas também para o Atila, eu sei o quanto esforço teve do Atila e sei exatamente onde a gente começou, em maio do ano passado, quando fomos para a primeira corrida.
de estocar da temporada e onde a gente está agora. A gente, no primeiro dia que a gente foi lá para Interlagos, quando deu 11h30, meia-noite, o boxe já estava praticamente vazio. A gente varou, virou a primeira noite, é até engraçado falar agora, a gente está com uma certa dificuldade de montar o boxe.
não vamos nem falar nos carros e daí é óbvio que tudo bem, aprende-se, acerta erra, melhora e foi isso que a equipe inteira fez daí a gente passou para os carros os carros começaram bem? não, não começaram longe da onde a gente queria que
que queria estar, tanto que na primeira corrida do ano, na nossa estreia, o único carro que estava performando um pouco melhor era o carro do Nelson, até a hora que ele teve que parar. E daí, a partir dali, foi um aprendizado, um próprio aprendizado com as outras equipes.
tipo olhando para eles, entendendo como que eles fazem, como que eles não fazem, que momento que eles fazem, o que que é importante, o que que não é. E eu acho que isso ajudou muito a gente. Não só a atitude da escuderia bandeira, agora vamos fazer isso, agora vamos fazer aquilo. Não, teve partes disso, mas também teve muito aprendizado com os outros. Então, a gente se espelhando nos outros.
Por que ele fez isso nessa hora? Por que a outra equipe fez aquilo naquela hora? E daí esse entendimento ajudou muito a gente a se colocar na posição que eu acho que a gente está hoje em dia. Cristian, eu queria tocar num ponto, primeiro antes para arrematar, melhorou a volta do V8? Muito, muito. Outro papo. É outro mundo, é água e vinho.
O desafio daquele motor quatro cilindros turbo era muito grande. Muito, muito. É outro mundo. A gente está falando de tipo preto e branco. Tá.
Cristian, para a gente acabar com um tema difícil, é perdemos esse fim de semana, Zanardi. Eu me lembro das lives que a gente fez na pandemia, que você descreveu como um dos pontos mais difíceis da sua vida, a corrida em que ele se acidenta, uma das coisas mais impressionantes. Você conhecia ele antes, continua conhecendo ele depois, um grande exemplo como pessoa, como homem. Queria que você falasse um pouco, nesse momento que a gente se despede dele, o legado dele, a luta dele, como foi aquele fim de semana. Fala um pouquinho sobre o Zanardi para a gente, cara.
Você sabe que, Felipe, é até interessante, interessante não é, mas é... Quase que a gente não corre aquele final de semana, porque foi setembro 11, né? Sim. Então tinha acabado de acontecer, eu acho que foi numa terça-feira, se eu não me engano, tanto que a gente estava...
A gente estava discutindo se ia ter corrida naquele final de semana ou não. Ou seja, se não tivesse a corrida por causa do 11 de setembro, ele estaria aqui conosco. Provavelmente. Agora, será que ele estaria na mesma situação que ele nos deixou? Talvez não.
Porque a gente, sim, a gente pode fazer uma análise de outro jeito, né? Quantos seres humanos conseguem fazer o que ele fez? Tantos altos e baixos. Tipo, muito bem na carreira profissional de carro, muito mal, muito bem, muito mal. Daí sofre aquele acidente, que ele estava praticamente morto naquele acidente.
Ele volta, ele consegue dar aquelas últimas 13 voltas que ele tinha que dar em Laudwitz para terminar a corrida. Ele faz isso, daí ele vira um atleta paraolímpico.
Para pensar. Eu estou para pensar em algum na história do mundo. Nunca teve isso. E além de virar um atleta paraolímpico, ele teve sucesso. Ele virou um atleta paraolímpico foda. Exatamente. E teve sucesso. Não é que ele... Ah, eu completei a maratona de Londres. Eu completei Rio de Janeiro. Ele ganhou. Ele foi lá e ganhou. Daí, além disso, depois ele resolveu correr de turismo.
foi lá, não foi campeão, mas ganhou corrida. Enfim, então, o legado que ele deixa, a experiência de vida para outros, principalmente jovens, se espelharem, é incrível. Até eu vi...
Acho que foi o Max que comentou. O Max era muito próximo dele. Max casado com a Tati, minha prima. Max Paps. Exatamente. Ele... A hora que o Zanardi voltou, né? Perguntaram pra ele, mas e agora? Você perdeu a perna? Isso, aquilo? Sim, eu posso não ter perna, né? Mas olha tudo que sobrou aqui.
Então vamos dar ênfase na parte que sobrou. E eu acho que foi aí que foi a grande virada dele, até como pessoa. Ele mudou o foco inteiro daquilo que ele tinha perdido. Aquilo que ele perdeu não volta mais, acabou. Game over. Então o que eu consigo fazer com aquilo que sobrou?
E não entrar numa situação de aspirar o negativo, onde, nossa, eu não tenho mais perna, acabou minha vida, o que eu vou fazer numa cadeira de roda o resto da minha vida? Ele reverteu essa situação. E que isso sirva de exemplo para todo mundo. Sim, é muito fácil a gente falar olhando de fora, porque não aconteceu com você, com você, comigo.
Mas que já que aconteceu com ele, que ele teve a força de vontade para reverter essa situação, ele definitivamente teve. Enfim, um esportista muito especial, muito especial. Maravilha.
Infelizmente tivemos que lidar com a perda dele, mas que o legado fique e que a gente pense 10 vezes antes de reclamar da vida, porque esse cara tinha todos os motivos para reclamar e, muito pelo contrário, sempre deu a volta por cima e muito bem, de uma maneira mais do que vitoriosa.
Muito obrigado, Crencia, mais uma vez. Eu sei que está na correria, a gente puxou ele para cá para bater um papinho com a gente. Não, sou eu que estou te devendo. Levou o quê? Duas semanas? Não, imagina. Eu dei duas semanas de cano com vocês. Fica tranquilo. É uma coisa assim, a profissão nos permite...
Agora eu vou fazer o depoimento aqui rapidinho. A profissão nos permite lidar com aqueles que eram os nossos ídolos da infância. Eu não estou te chamando de velho. Mas você sempre fala isso. Eu sempre falo isso. Algum dia você vai chamar de velho. Não tem problema. Mas é isso. Algumas coisas a gente... É dura a profissão. Mas os pontos positivos é que esse rapaz que está do outro lado da mesa aqui... Olha que chama de rapaz, hein? Esse rapaz que está do outro lado da mesa...
Eu torcia pra caramba pra ele quando eu era criança, ficava bravo quando não falavam tanto dele. E hoje, eu falei isso pra ele no dia que a gente conversou, quando ele anunciou, entre aspas, fim da carreira dele, falei, pô, não é possível que eu tô escrevendo o fim da sua carreira. E aí eu tenho que lidar com ele no sentido de quase que uma amizade. Colega. Colega, né?
Concorrente, não usa essa palavra, parceiro, e eu sempre estou muito feliz, independentemente, até o cano que você diz que dá, eu não fico triste, fica tranquilo. Não, imagina, muito obrigado, Eric, sabe que sempre quando você me manda um texto que você quer saber alguma coisa...
Eu sempre te respondo. Com certeza. Muitas vezes eu, inclusive, te ligo. Sim. E esse cara que está aqui do seu lado dispensa comentários. De uma certa maneira, uma inspiração para mim. Eu acho que...
Como eu tinha comentado no começo do programa, aprendi muito com ele, principalmente lá na época da Jovem Pan, a gente deu risada. Ele viajava, você viajava pra caramba. Pra caramba. Fala a verdade. Porra. Era bom, hein, meu. Não, não, não, viajava fisicamente. Eu também. Eu também. Você fazia o quê? 16 corridas? Era 18. 18? 18, porra. Não, era muito legal. Aquela cobertura que a gente fazia também. Eu, ele, Karsug. O Thiago veio um pouco depois. Começou...
até o Karsugi Christian e eu é mais cara não não era bem legal bons momentos e inclusive eu eu fui parar na ESPN por causa do Tel
Então, o Theo, que era muito amigo do Chico, o Chico um dia ligou pra ele e falou nossa, você tem alguém que você possa recomendar pra ESPN, isso, aquilo, pra fazer indie? O Theo falou, o Christian. Foi assim que começou meio que a brincadeira toda.
O papo vai continuar fora do ar aqui. Lamento não poder passar para vocês. Mas é isso, Vera. Muito obrigado mais uma vez. Também obrigado ao Felipe Mota participando aqui nessa jornada. E eu espero vocês na próxima semana. Tem mais uma edição do podcast Motosport.com. Grande abraço. Tchau, tchau.