#653: Supergirl
Milly Alcock entrega uma Supergirl marcada por trauma, memórias reais de Krypton e uma frase que já virou debate entre fãs: enquanto o Superman vê o bem em todos, ela vê a verdade. Mas será que o filme sustenta essa complexidade até o fim, ou trai o material original de Tom King e da brasileira Bilquis Evely pelo caminho?
Rafael Arinelli, Julia Barth, Marina Anderi e Henrique Rizatto discutem a colorimetria desbotada que ignora a beleza da HQ, questionam a real função de Jason Momoa como Lobo, e mergulham na mudança polêmica do desfecho, quando Kara toma uma decisão que a HQ jamais permitiria. Interferência de estúdio, medo de desacelerar e uma pergunta incômoda sobre até onde a saturação do gênero explica esse fracasso.
Um filme que tinha tudo para ser poético. O que deu errado?
• 04m25: Pauta Principal
• 1h15m15: Plano Detalhe
• 1h27m29: Encerramento
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Agradecimentos aos padrinhos:
• André Marinho Moreira
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• Guilherme S. Arinelli
• Thiago Custodio Coquelet
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Plano Detalhe:
• (Marina): Novela: Orgulho e Paixão
• (Julia): Livro: Devoradores de estrelas
• (Julia): Filme: Obsessão
• (Henrique): Série: Avatar: O Último Mestre do Ar
• (Henrique): Série: O Urso
• (Rafa): Série: Silo
Edição: ISSOaí
- Reimann SupergirlExecução do vilão no filme · Diferença com a HQ · Inversão do argumento filosófico · Supergirl vs. Superman
- Dicas culturaisOrgulho e Paixão (novela) · Devorador de Estrelas (livro) · Obsessão (filme) · Avatar: O Último Mestre do Ar (série) · O Urso (série) · Silo (série)
- Estilo e estética do filmeFotografia de Robbie Hardy · Paleta de cores escura · Comparação com Mad Max · Design de alienígenas
- Adaptação da HQ Mulher do AmanhãSupergirl: Mulher do Amanhã · Mudanças no desfecho · Tom King · Bilquis Evely · Mateus Lopes
- WolverineJason Momoa · Fanservice · Inconsistência no roteiro
- Influência de Guardiões da GaláxiaEstilo de James Gunn · Humor sarcástico · Trilha sonora pop · Personagens excêntricos
- O Vilão Crane e a Trama do FilmeMatthias Schoenethers · Sequestro de mulheres · Falta de profundidade do vilão
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Seja bem-vindo ao podcast Cinemação 653. Eu sou Rafael Rinelli e hoje temos aqui comigo Júlia Bart.
E aí, pessoal, muito prazer estar aqui de volta.
E aí, Ju, como estamos, Ju?
Tudo certo, tudo ótimo.
A Ju saiu do cinema e daí eu falei, vamos gravar sobre Supergirl. Ela falou, nossa, tô empolgadíssima!
Socorro! Não, exatamente. Nossa, ficou muito assim, se existe um universo é por conta disso assim, porque Eu saí do cinema e eu recebi a mensagem, eu falei, meu Deus, como ele sabia? E não, mas não estava empolgada, estava decepcionada.
Vamos falar sobre isso. Pois é, temos aqui também Marina Andere.
Olá, gente, tô aqui de volta. Eu só vivo achando super-herói, eu percebo que não é problema no caso, mas apenas uma questão.
É uma questão, uma questão. Não, a gente tem que, a gente vai ter que mudar isso, hein, mano. Não é Impossível.
Eu prometo que assisto outros filmes, gente.
É, de repente vamos começar a fazer uns filmes melhorzinho assim, né?
Olha, não diga isso, eu tô pronta aqui para defender.
Então vamos lá, vamos lá, também tô. É isso aí, vamos lá. E temos aqui Henrique Risato.
Fala, pessoal! Eu tô, dei uma olhada aqui na TV, tava mostrando a Times Square, eles falando da Copa. Tinha no fundo um outdoor gigantesco da Supergirl. Ou seja, apesar de tudo, a Supergirl ganhou da seleção brasileira. Ela ainda tá em Nova York.
Pois é, olha aí, vai ficar, não sabemos até quando, né? Pois é. Muito bem, meus amigos, olha só, estamos aqui reunidos, né, para falar de um filme que chega carregando aí pelo menos 3 coisas ao mesmo tempo. A primeira, a promessa de renovar um universo. A segunda, o peso de uma marca histórica. E a terceira, né, seria o risco de virar mais um capítulo de sobrevivência corporativa. Hoje o assunto será Supergirl, ou melhor, a tentativa de fazer essa personagem brilhar no universo DCU sem que todo mundo fique olhando para a planilha de prejuízo que ela tem carregado, né.
Então a gente vai falar um pouco sobre esses bastidores também. Porque esse é um dos pontos, né? Por mais que o filme tenha uma performance elogiada da Millie Alcock, ele também chegou cercado por uma bilheteria desastrosa, um orçamento gigantesco e a sensação de que a DC ainda está tentando descobrir se quer contar histórias ousadas ou apenas administrar danos ali. E quando o público percebe que o estúdio está meio preocupado ali em provar alguma coisa, do que em emocionar de verdade, o risco é virar aquele blockbuster que quer ser um evento, mas acaba parecendo reunião de crise com capa e raio de energia no fundo.
No meio disso tudo, ainda temos a adaptação de Supergirl: Mulher do Amanhã, as mudanças drásticas do material original, que foi criticada por fãs e tudo mais, o vilão que não convence e uma estética cinzenta que parece ter sido desenhada por alguém com medo de cor. Tudo isso são críticas que têm aparecido e a gente vai falar sobre elas também. Mas também existe uma pergunta mais interessante por trás do caos, né? Será que uma personagem com uma cara ainda pode representar perigo, vulnerabilidade e mito num cinema de super-herói que anda exausto de si mesmo?
Vamos falar sobre isso agora no segundo ato desse podcast. Oi, tô ligando só pra saber quando você tá pensando em voltar.
Sei lá, eu fico com medo de você não se adaptar aqui e se continuar saindo do planeta o tempo todo, cara.
Medo de você não achar sua turma.
Pois é aí que tá, Clark. Não existe a minha turma.
Chegava aos cinemas no dia 25 de junho de 2026 o filme Supergirl, filme aí dirigido pelo Greg Gillespie e escrito pela Anna Nogueira, né. O Greg já tinha trabalhado, né, em outras coisas antes desse filme, por exemplo, A Garota Ideal, A Hora do Espanto, Arremesso de Ouro, Horas Decisivas, Eutônia, Cruella, enfim, é um diretor que consegue navegar aí em diferentes gêneros. E a Ana Nogueira é uma americana, apesar do nome parecer de uma brasileira, mas ela é americana.
E ela também já tinha trabalhado, por exemplo, sobretudo como atriz e roteirista para TV. Ela trabalhou, por exemplo, Diários de um Vampiro, O Show do Michael J. Fox, Haitao e também peças, né, na Broadway, por exemplo. Supergirl teve aí um orçamento estimado em torno de 170 a 185 milhões de dólares e valor de marketing em torno ali dos 120 milhões de dólares. Significa que é um filme aí que custou ao todo mais ou menos uns 300 milhões.
Lembrando, né, que é esse o valor que a gente computa quando a gente vai falar sobre um filme desse. Então, quando a gente olha lá que o orçamento do filme é de 170 milhões, pode dobrar esse valor, porque geralmente é o dobro contando com marketing, né? Aqui a gente conhece a Kara Zor-El, né, a Supergirl, que embarca aí numa jornada, né, entre planetas, uma jornada espacial de vingança e justiça depois de enfrentar aí uma ameaça extremamente perigosa E o filme ele é baseado na HQ Supergirl: A Mulher do Amanhã e acompanha justamente a heroína tendo que buscar aí uma solução para um problema com Krypto e também ajudando uma menina que perdeu a família aí vítima de violência por bandidos.
Então aqui a gente conhece a Kara, toda a sua, o seu drama, né, sua visão de mundo, seu drama familiar. E na direção de fotografia a gente tem o Robbie Hardy, que trabalhou basicamente em Harry Potter, né, principalmente A Ordem do Fênix, Cálice de Fogo, Prisioneiro de Azkaban. É um cara que esteve ali envolvido com os filmes do Harry Potter. Na montagem nós temos a Tatiana Higel, que trabalhou lá no Elton em Cruella e A Garota na Teia de Aranha.
É uma pessoa que já tem uma conexão justamente com o Greg, né, que é o diretor do filme. Já no elenco a gente pode falar da Millie Alcock, né, que que faz a Kara, Supergirl, que é uma atriz brilhante aí, é uma atriz da nova geração que vem encantando, né? Já tinha trabalhado inclusive em Casa do Dragão, é uma atriz que traz e tem uma potência muito forte em tela. Nós temos também a Evie Hidley, que faz a Ruthie, né, que é justamente essa garota que a Kara vai acompanhar.
O Matthias Schoenethers, que é o cara que faz o Crane, que é o vilão do filme. A Emily Bichon, que faz a Alura Insei, que é a mãe, né, da Kara. O David Krumholtz, que faz o Zor-El, que é o pai da Kara, né, e o Jason Momoa fazendo o Lobo. Sem falar, né, da participação aí do David Cornwell, que faz aí o Superman, que aparece também no filme. Bom, para a gente começar aqui, como é possível, né, um filme ter aí uma das melhores atuações do ano numa personagem de super-herói, né, e ao mesmo tempo ser um dos maiores maiores fracassos aí de bilheteria da história recente da DC.
Porque esse é um paradoxo que Supergirl está carregando com ela, né? É, primeiro queria saber isso assim: vocês saíram do cinema achando que assistiram uma baita atuação, né, dentro de um filme ruim? Ou um filme ruim que foi salvo por essa atuação? Ou nem super atuação a gente teve ali?
É que eu acho engraçado a coisa da experiência individual, talvez. É, mas assim, eu gostei, eu não achei o filme ruim de forma alguma. Eu não tenho também contato com HQ, o que aconteceu, o que deixou de acontecer, não tenho um material base para isso. Então isso pode fazer uma diferença. Ao mesmo tempo que algumas semanas antes eu tinha visto He-Man, sabe? E He-Man é um filme muito tradicionalmente de origem. E enquanto eu tava assistindo He-Man, eu ficava pensando assim, legal, mas assim Por dentro eu tava pensando assim, eu não aguento mais esses filmes, esses filmes de origem, sabe?
De novo essa mesma coisa. Ai, porque ele não acredita em si mesmo, aí depois ele vai acreditar nele mesmo, ele vai ver que não teria, sabe assim, não dando conta assim. E aí quando eu vi Supergirl, eu fiquei um pouco, eu pelo menos assim, ele tá apresentando um personagem Né, uma personagem. E obviamente ela tem questões a lidar, mas pelo menos não é— a gente tá pegando ela no meio ali, né? E aí eu fiquei um pouco aliviada, tipo assim, ai, beleza, eu consigo aproveitar essa história sem estar cheia dessa saturação, sabe?
Desse universo assim, que eu acho que é um pouco a coisa que também rolou com Superman, que também não é uma história de origem. Então, portanto, dava para pegar no meio e o filme ser sua própria coisa.
Sabe?
Então eu senti, eu fiquei aliviada na real de que não era um filme de origem. Depois, com o passar do tempo, porque eu vi esse filme faz um mês agora, eu percebo que na verdade o filme ele não me marcou de forma alguma. Na hora que eu vi, eu achei muito legal. E aí agora, na verdade, passando um mês, na verdade eu nem lembro assim, eu lembro do filme, mas ele não tem um impacto muito grande, diferente do Superman, que eu realmente amei muito, e de que quando ele aparece no filme, eu já fiquei tipo feliz, entendeu?
Lembrando dele, falando, meu Deus, esse divo, sabe assim? Então não, não, eu gostei, não achei ruim, mas também talvez não seja muito bom, né?
É, não, eu acho assim, eu acho o filme divertido dentro dos aspectos dele. Não acho que seja um filme que, nossa senhora, ele veio para mudar, né, as características da DC para ser mais um. Mas eu acho que ele ele continua propagando, ele é meio que uma propagação do que foi o Superman, né? O Superman que meio que foi o ponto de virada da DC, vamos dizer assim. E eu acho que ele meio que continua nisso. Me surpreendeu realmente a atuação da Millie Alcock, porque eu acho que é uma personagem interessante, porque ela tem camadas de profundidade, é uma personagem complexa assim, não é uma personagem simples de fazer.
E eu acho que ela transita bem ali pelas emoções, ela consegue carregar bem a personagem. Mas é uma história bem genérica assim, né?
Então, uma das coisas que mais me incomodou assim no Super Bowl é a falta de identidade própria assim. O filme, eu não sei, eu cheguei no cinema com umas— eu não tinha expectativa nenhuma para começar, né? Começo de conversa, eu não tinha nenhuma expectativa sobre o filme. E eu fui muito aberta, experiência, eu gostei também muito de Superman. Eu acho que assim, tá, é um filme bom assim, é um filme conciso. E aí eu saí do cinema depois de ver Supergirl com a sensação de ter visto um filme que lembra outras produções.
Eu tava assistindo o filme e aí eu falava com uma amiga minha assim, ó, isso aqui aparece em outro filme, sabe? Parece que ele é um recorte de várias histórias assim. E tudo bem ter referências, né? Eu acho que faz sentido, mas eu acho que o filme ele vai um pouco além, ele começa a copiar muitas histórias. Tem muita referência ali que lembra, por exemplo, a mesma história de Mad Max com a trama das noivas, a trama do cachorro também já me lembrou o Poodle de John Wick.
Então eu acho que tem até muito também, né, de Guardiões da Galáxia, né, o mesmo estilo também por conta do James Gunn. Então tem aí essa referência, né. E como disse, não é um problema, mas eu acho que que acaba sendo um pouco mais marcante do que a própria, do que a própria personalidade que o filme devia ter. Sim, o filme devia ter um pouco mais de personalidade e que pudesse conversar de fato com o público, mas ele acaba só sendo um pouco repetitivo, um pouco mais do mesmo, muita mesmice, sabe?
Mas isso para mim também não tira o impacto que eu gosto muito assim da Millie Alcock. Eu acho que ela realmente consegue segurar a personagem em momentos ali E o que mais me frustra realmente foi o potencial desperdiçado da Kara, porque a personagem, ela, a gente tá vendo ela no momento em que ela tá carregando um trauma gigantesco de ter perdido o planeta, perdido a família, perdeu tudo basicamente. Então eu acho que a gente podia ter se aprofundado um pouco mais nesse sentimento que ela tava ali, naquele talvez uma espécie de depressão e um sentimento de deslocamento constante, mas isso não é de fato explorado dentro do filme.
Eu acho que o filme perde muito tempo tentando buscar outra coisa, buscar o lobo, buscar a amiga dela, enfim. E aí deixa um pouco a desejar nesse sentido. Assim, só para falar, eu gostei do filme, mas eu tenho muitas coisas que não me pegou.
E eu queria também saber o que que vocês acham, porque assim, a gente tem que lembrar que essa nova fase da DC tá passando muito pela mão do James Gunn. E algumas pessoas olhando e assistindo esse filme falaram que Supergirl é uma espécie de sub-Guardiões da Galáxia, assim, como se fosse uma— que de alguma forma o Greg Jellenspy tentou emular demais a fórmula do Gunn, com essa ideia de alienígenas e tal, um certo humor sarcástico e tal, trilha sonora pop também e tal.
É, mas ele não conseguiu dar o mesmo ritmo. Então o filme ficou meio, virou, né, esse sub-Guardiões, o sub-Star Wars. Enfim, vocês acham que tem um pouco disso assim, que de alguma forma teve uma tentativa de emular o que foi Guardiões assim, ou pelo menos, sei lá, colocar isso na fórmula ali para ver se funcionava também?
Meu único comentário é que se ele tentou, ele falhou muito assim. Nada a ver. Tipo, nossa, Guardiões é muito legal e divertido. Tipo, não acho que de nenhuma, nem estética, nem de tipo de história, nem de humor, acho que pega desse jeito. Não sei, não sei se ele tentou não. Espero que não, porque senão falhou muito.
Eu não sei, eu acho que tem ali um sentido ali para mim assim de talvez tentar emular alguma emoção, algum humor assim. Porque O Guardiões da Galáxia, ele realmente, né, era um filme que se baseava bastante em humor e protagonistas problemáticos, né, personagens mais excêntricos, né, e tudo mais. A questão também da aventura espacial e a trilha sonora que é marcante. E a trilha sonora é algo assim que já é muito atrelado ao James Gunn.
Toda vez que ele faz um filme, parece que o pessoal já vem esperando que ele vai colocar alguma trilha sonora muito marcante, que tenha muito a ver com os personagens. E de fato ele conseguiu isso, né, com Guardiões da Galáxia, com Superman. Mas aqui eu acho que não dá. Eu acho que aqui assim faltou realmente talvez ele olhar a playlist dele, escolher umas músicas melhores. E não que as músicas estejam ruins, mas eu acho que para os momentos do filme não funcionaram, tá?
Então, mas a questão com Guardiões da Galáxia Eu acho, Super Bowl tenta assim muitas vezes emular algum humor, né? E também por conta desses personagens, né? Tanto a Kara quanto a Ruth, né? E o Lobo são bem problemáticos nesse fato, mas não consegue realmente, né? Não, não se foi que nem a Amanda falou, se tentou não deu certo.
Pelo menos temos uma Sinceramente, eu diria que a gente deu sorte, mas sorte quase que obrigatoriamente acaba. O que eu posso fazer? Os bandoleiros estão levando o antídoto.
Eu até acho assim que um dos charmes do filme era justamente o assim, né? E aí você juntar tipo preocupação com cripto junto com, sei lá, menina que quer se vingar e tal, tipo você começa a ter algumas coisas a mais ali que meio que uma coisa acaba atrapalhando a outra assim, sabe?
Então eu tinha tido a experiência antes de ter lido o Supergirl: Mulher da Manhã antes de sair o filme do Superman no ano passado, né? Então eu sabia a importância do Krypto naquele quadrinho. E aí quando teve o Krypto já no Superman, e quando o James Gunn falou dos filmes, ele já tinha dito, já tinha sido anunciado que ia ter um filme da Supergirl. E como esse quadrinho fez muito, muito sucesso, é, imaginei que pudesse ser, ah, eles estão mostrando o Krypto aqui, mas ele vai acabar se desdobrando para o filme da Supergirl, né?
O começo do quadrinho assim, apesar de quadrinho e o filme ter bastante diferença, eu lembrei muito, sabe aquele meme da pessoa que pede para copiar o trabalho da outra, daí a outra responde assim: copia, mas não faz igual. E daí a pessoa faz um negócio bizarro assim. Sim, sim, eu falei quando eu saí do cinema assisti faz 3 dias. Aí eu, minha namorada, a gente gostou do filme, não é um filme ruim, mas eu falei para ela exatamente esse meme.
Eu falei, nossa, parece aquele meme assim, porque é a estrutura do quadrinho, que é uma história muito boa, mas é bem simplesinho no filme, né? Mas a importância do, até a importância do Krypto, né? Porque no quadrinho ela resolve rápido, não resolve rápido, mas assim A história do filme se passa em 3 dias. Nos quadrinhos ela viaja, ela viaja meses, e ela já tinha conseguido meio que salvar o Kripé. É mais aquela arco para ajudar a Ruth a achar o creme dos Montes Amarelos e fazer ela não se vingar.
É uma lição de que a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena, tá ligado? Mas o que você falou é realmente o ele tem a sua importância, mas assim, ele é fofinho quando ele aparece bem e tal, mas ele de frente pro Superman, ele fica de lado, né? Ele é o mote basicamente do filme assim, né?
É, ele é o agente, né, que movimenta ali o filme assim, né? Assim, começa a partir dele que ela se envolve na história, mas eu acho assim, existe inclusive já notícias dizendo que O diretor, né, o Greg Gillespie, ele tem uma versão montada que ele montou que tem 11 minutos mais longa, que tinha mais cenas do vilão, inclusive do Crane, e era um outro ritmo assim. Só que quando ele mostrou pro estúdio, o estúdio preferiu lançar um corte que a gente viu nos cinemas, porque eles entenderam que depois de fazer uns testes ali com o público e tal, eles acharam que esse filme, do jeito que ele foi montado aí, ele tinha um ritmo um pouco mais acelerado e tal.
Eu senti muito isso assim, sabe? Algumas decisões muito rápidas que vão acontecendo ali e acontecem porque tem que acontecer assim, é tipo, não tem muita justificativa e tal. Então eu entendo que o filme quis colocar o pé dentro dessa canoa mais divertida e um pouco mais leve assim, né? Mas tem muita coisa interessante ali que ficou realmente no ar assim, né, que a gente poderia talvez ter conseguido um pouco mais de profundidade assim.
E talvez a personagem, né, a Kara, estivesse, tivesse um pouco mais de substância para entregar para gente, né.
Não é, eu acho que até pelo que você falou antes, Rafa, né, da também da atuação e tudo mais, de que tipo assim, eu acho que não fica dúvida de que a Kara é uma personagem muito interessante, muita, né. Que eu acho super legal, mesmo a origem que eu já conhecia dela, né, dela ter sido enviada para meio que ajudar o Clark. Eles tinham a mesma idade, quer dizer, ela era bem mais velha do que ele. E aí acaba que ela fica presa na Phantom Zone.
Quando ela chega na Terra, ele já é um adulto, né? Ou seja, ela não tem mais o propósito dela. Isso, ou seja, ela já é uma personagem meio sofrida, né, assim. E aí a origem que se tem com uma última obra bem, bem interessante. Acho que traz camadas a mais para isso, de uma pessoa que teve um momento de sua vida naquele— ela é uma alienígena mesmo, né? O Clark, ele só nasceu, ele só nasceu em Krypton. O resto ele teve toda uma criação cultural e questões de humana, né?
Então o conflito obviamente tem questões, mas não é tão grande sobre quem ele é ou qualquer coisa assim, porque ele já— ela não, ela teve que ver tudo, que perder as pessoas, que ter toda essa dor. E então não é tão fácil assim de tipo ser uma pessoa otimista e feliz e, né, e tudo bem, bora para cima, né, vou salvar todo mundo. É bem diferente. Eu acho isso bem interessante assim, de que ela a todo tempo ela tem um pouco esse questionamento de se ela é ou não uma boa pessoa.
Né, se ela é ou não alguém que pode ser um símbolo para as pessoas. E muitas vezes ela também não quer essa responsabilidade, tipo, gente, já tem meus próprios problemas também, né?
Exato.
Tô aqui bebendo horrores e fugindo disso. Então é uma personagem muito interessante que merecia mais recursos, né? Que merecia mais espaço para a própria história ser contada, né? E tipo, ela é basicamente ela inserida numa aventura. Mas acho que foi falar do vilão, tipo, para mim acho que não teve nenhuma pretensão de tornar o vilão interessante. Era só tipo, ah, tem um cara aqui do mal. Tipo assim, tem gente que nasce em planetas que são gente do mal, é isso.
E esse cara do mal acabou.
Tipo, não tem nenhuma tentativa de uma justificativa positivo, ele é só mau e pronto, tá ligado?
Eu até pensei assim, eu vi também a reportagem, né, do diretor falando que ele tinha de fato esse, esse lado mais para o vilão, né? Ele tinha objetivo de mostrar mais o vilão, né? E aí eu lembrei que ele fez também dois filmes que são muito bons assim, né, que é o Cruella, que eu gosto, e o Eutônia, né? E assim, eu fico pensando que se ele tivesse tido um pouco mais de liberdade criativa, talvez esse filme teria ido por outro lado, para outro aspecto assim.
Eu sinto que talvez— e é isso, isso sempre me deixa muito, ai, isso sempre me deixa muito com raiva assim, que é quando o estúdio quer mandar muito, o estúdio quer trazer muito uma visão comercializada, quando às vezes as obras elas pedem um lado mais sensível, um lado mais talvez até mais poético assim, sabe? Que eu sinto que ele tem essa capacidade. Poxa, ele fez um filme o Elton, eu acho muito bom, de verdade, assim. A garota ideal também.
Então assim, eu acho que são— eu acho que ele tinha essa capacidade. Eu acho que o problema não é o diretor de fato, o problema mais para mim é o roteiro do filme e o como ele não consegue juntar tudo assim, ó. Não consegue juntar o cara tá passando, não consegue juntar o que a garota tá passando, não consegue juntar o ritmo do filme. Então parece sim que o filme ele tem medo de desacelerar, tem medo que a gente pare um tempinho e tente entender o que ela tá passando, tente entender essa personagem, essa falta emocional dela que sempre tá transparecendo muito, né?
A questão dela também tá sempre bebendo, sempre tentando ali de alguma forma se autoculpar, se autoculpar de fato assim. Então eu sinto que o filme ele deixa a experiência muito dinâmica assim, a gente não consegue ter um momento que esses personagens possam de fato respirar e existir. Isso me deixa muito assim, e é muita coisa de estúdio, de fato.
Muita coisa de estúdio. E eu acho inclusive que essa é assim, esse é um dos problemas realmente, essa falta de respiro que você comentou. Porque se a gente for parar para pensar, veja, a gente tem o drama da cara sentindo essa solidão e o abandono, e tendo o Cripto como a sua âncora emocional ali. E a partir do momento que essa âncora ela sofre uma ameaça, né, ela é movida a entrar nessa história e atrás de um cara e não sei o quê e tal para pegar um antídoto e tudo mais.
Então até aí essa base é interessante, só que quando você começa a colocar assim, ó, daí tem a Ruth que perdeu a família e ela quer se vingar do mesmo vilão que a Kara tá indo atrás, aí você tem o Lobo que meio que aparece pelo puro fanservice assim, que tá ali seguindo um cara. Era só por isso, eu não vou ficar feliz, deixa aí. Porque ele entra no filme pra pegar um cara que a gente não tem o menor, assim, não sabe a menor, não sabe porque que esse cara tá sendo, enfim, caçado pelo lobo e tudo mais, enfim, mas tá bom.
Aí tem o lobo lá, aí a gente tem o Crane, né, que é esse vilão. Que além de ser o cara mau, ainda tem toda uma construção também de um outro planeta que eles vão lá para roubar mulheres, num negócio tipo hiper pesado de abuso, sabe? Que também não fica, sabe, meio que passa batido assim, meio que é uma coisa que, ah, tá bom, é isso que acontece e pronto assim. Então assim, vão se acumulando essa quantidade de coisas para se resolver que eu acho que depois a maneira como as coisas são resolvidas acaba realmente meio que atropelando.
E olha que a gente tá falando de um filme relativamente curto, né, um filme de 1 hora e 40 aí de duração. Então assim, para filmes que a gente tem visto que tem 2 horas, 2 horas e 10 e tal, né, eu acho que de repente poderia ter uma gordurinha aí para tentar trazer um pouco mais de substância. De repente.
É que engraçado assim que a coisa das mulheres, né, que são compradas para reproduzirem não sei o quê, por uma coisa meio tipo assim, essas feministas vão gostar. É, então, porque realmente é isso. Em algum momento vão lá, salva as meninas e tal, mas assim, não tem uma conversa com nenhuma delas, não tem um ponto. Até porque tinha uma poderia ser uma forma da cara se envolver mais, né, além da questão da Ruth, da questão do cripto. Tipo, não, é só para dizer que novamente vilãos são maus, é isso aí.
Não sei se foi a João, Marina, que falaram, mas lembra realmente a questão do Mad Max, né, das noivas do Immortal Joe.
Sim, sim. Não, e a própria, assim, tipo, acontece isso e tem uma brincadeira no meio do filme, né, a Ruth quando ela, quando eles estão entrando nesse universo aí para encontrar o cara e tal, a Ruth vira para ela e fala assim, numa conversa ali despretensiosa, ela fala assim, ah, eu tenho um primo que é conhecido e tal como Superman. E daí ela fala, ah, tá, e você é o quê, a Superwoman? Daí ela fala, não, eu sou Supergirl. Aí a Ruth fala, é, por que que ele é o Superman e você é girl?
Tipo, sabe? Então tipo, tem essas piadinhas que eu acho legal, acho válido, acho legal, tipo, quando o próprio filme questiona a sua própria existência assim, sabe? É uma meio que uma metalinguagem que eu acho que funciona muito bem. Mas aí que tá, né? Quando fica só nisso, aí começa a ficar complicado assim para defender essas coisas.
Mas eu achei a parte não de efeitos especiais, mas de design dos alienígenas animatrônicos muito feio. Mesmo aquele pequenininho, aquele pequenininho lá que tem junto com o motorista do ônibus espacial. Não, mas é muito ruim assim, tipo, parece que faltou dinheiro, sabe? Eu não sei se foi talvez na minha mini crítica lá do Leatherbox, eu pus, eu falei com a minha namorada também, tivessem feito animatrônicos tipo os do Jim Henson, ia ficar mais legal, entendeu?
Mas é uns bichinhos muito assim meio genérico. Eu fiquei bem decepcionado, sabe, assim, tipo, de mal feito para um filme com tanta grana.
É uma galera meio prejudicada, né, esteticamente assim.
Eu queria só que eles tivessem um pouco mais de cor, talvez tivesse um pouco mais de cor, dava para dar uma diferenciada ali. E também, né, tem esse rolê da cor, né, porque o filme ele realmente, né, tem uma coloração horrível. E aí eu acho que realmente só para trazer o ponto de que quando ela aparece, e aí quando ela aparece, né, como Supergirl, com a roupinha Supergirl, dá aquele contraste, né? Daí realmente o filme ganha outra tonalização.
Mas eu acho que na parte dos alienígenas, se a gente tivesse um pouquinho mais de variação assim de coloração, talvez eu gostasse um pouco mais deles também.
Tem uma brincadeira ali, né, com luz, que eu acho que a gente percebe que o fotógrafo do filme tava tentando fazer, né, A brincadeira dos dois sóis, né, lá, o verde, o amarelo, a própria, o primeiro contato que a gente vê ela tendo, né, com o sol amarelo e tal. Você vê também, tipo, sabe, frisos do amarelo chegando. Então tem algumas brincadeiras assim. Agora, realmente, o filme como um todo, ele é bem mais escuro assim. E a gente até pode atribuir a isso, né, como uma linguagem.
Ah, então a gente tá trazendo porque é um momento de escuridão, de tristeza, de falta de cor e tudo mais e tal. Eu acho que assim, essa justificativa funciona dentro desse aspecto técnico, mas eu também acho que tipo, tá, meu, mas né, mas a gente já tem ali algumas outras coisas que também induzem a isso.
Então virou uma tendência, né, uma tendência. Nossa, eu acho uma das piores coisas, gente, pelo amor de Deus. Todo filme, série, você vai assistir House of the Dragon, você tem que colocar o trobrilho no 230, sabe?
Ele tem 3 dias, você não pode desistir de mim. Foi o Creme dos Montes Amarelos, ele matou a minha família inocente. Só faz o que eu mandar e não morre. Eu tô achando que isso não vai acabar bem para vocês.
Tem uma crítica que eu acho que talvez o Henrique possa dizer, porque assim, tem uma base de fãs de Supergirl gosta muito daquela arte vibrante da HQ que é feita por uma brasileira, né, que é a Bilkins Eveli, né, que faz. E aí tem uma galera que tipo olha para aquilo e fala, cara, que a HQ é linda porque a arte é linda. E aí quando você pega isso, você tem na mão a HQ, e aí você vai ver o filme, o filme é escuro com tons de marrom, terra, cinza, né, que aparece ali e tal.
Traz para um lado um pouco mais ficção científica, só que é uma coisa mais ficção científica industrial assim dos anos 90, né, aqueles cenários meio que em construção, aquela coisa meio fechada e tal. E mesmo a comparação, que eu acho também muito boa, com Mad Max também tem isso, né, porque o Mad Max em si do George Miller ele é famoso justamente pela cor vibrante assim, e Aqui a gente, quando, se você parasse só para falar os títulos assim, Mad Max e Supergirl, qual dos dois filmes é o filme que tem cor vibrante?
Eu acho que a maioria ia falar, ah, deve ser Supergirl, né? Porque veio de uma HQ, né?
Mas realmente assim, quadrinho, acho que é um dos quadrinhos mais bonitos que eu tenho assim na minha coleção. E todo mundo que tem com certeza deve estar no topo. Mas ele é muito lindo assim, é a história do Supergirl: Woman of Tomorrow. Ela é do Tom King, que é um autor americano. Aí o desenho é da Bilks Evely, que ela tem esse nome diferente, mas ela é brasileira, ela é de Barueri, até aqui na Grande São Paulo. E a cor, a coloração do quadrinho é de outro brasileiro, que é o Mateus Lopes.
E a Bilks e o Mateus são um casal, né? Então é um trabalho em conjunto da arte de dois brasileiros, né?
Sim.
E eles são muito gente boa, assim, ou conhecer eles na Comic Con Experience de 2024. Quando eu comprei, eu lembro que eu fiquei assim mais de uma hora na fila tal, mas valeu muito a pena. E são cores lindas assim, é aqueles quadrinhos que você pode pegar qualquer página e moldurar na parede que vai chamar atenção, né? Os cabelos da Supergirl, aquele cabelo enroladinho que ela faz, se você procurar, né, no Google Imagens você vai ver, é igual ao cabelo da própria Billie, né, curtinho assim.
Então a base dele era muito bonita, mas a coloração do filme, que nem vocês estão falando, não é tão, não é algo que a gente vai lembrar. Não tem nada assim, nossa, que cena linda, nossa, aquela cena me marcou. Cara, não consigo dizer assim visualmente de nenhuma cena que tenha me marcado assim.
Agora tá vendo aqui, eu botei para ver aqui no Google as fotos e realmente é muito lindo e muito colorido. Aí eu fico pensando assim, eu entendo que existe essa tendência tendência a quando mostrar uma personagem que tá em depressão, que tá numa situação mais vulnerável emocionalmente, de trazer para o lado das cores mais escuras, né? Só que também eu fico pensando que, por exemplo, e aí tá mais para o lado animação, né? Mas o último, acho que foi o último, eu não lembro, Homem-Aranha, a animação, né, do Homem-Aranha, do Miles Morales, tem muitas cenas em que mostra, por exemplo, a Gwen, que ela tá no momento de vulnerabilidade com o pai dela ali, né, e tá numa sensação ali de não sabe muito bem o que vai fazer.
E o pai dela, lembra dessa cena, né, que o pai dela tá indo atrás dela e ela não sabe o que que vai fazer e tudo mais. E o filme é super colorido e consegue transmitir o sentimento de confusão, de emocional abalado, com cor. E aí eu sinto que, tipo assim, existe uma tendência realmente muito grande de trazer, de fazer filmes que não tem coração para demonstrar emoção dos personagens, só que acaba tirando todo o impacto do filme, todo impacto visual que o filme podia ter.
E aí isso acontece aqui em Supergirl. Então, tipo, se eles tivessem pelo menos seguido um pouco dos quadrinhos, olha, seria para mim outra, outro filme, sabe?
Não é como se a gente não tivesse colorimetria no cinema, né, gente? Você não tivesse o significado das cores, de que, sei lá, o roxo é tristeza, né? Tipo, você tem várias cores que comunicam, né, que você não precisa ir para o preto, para o cinza, na real, né?
A questão que eu sei, mas é que realmente azul, né, que indica tristeza, né?
Sim, exatamente. Então assim, você tem uma gama ali de cores para escolher para poder fazer isso. Eu acho que eu sinceramente eu nem iria tão longe de tipo, ah, porque o filme ele é dark, porque ela tá triste. Tipo, eu acho realmente que como sendo um filme de estúdio e essa é a tendência que todo mundo tá fazendo. Então o filme vai, os filmes são assim agora, né? Tipo, você, eu acho que você tem que ter, né, tipo, fazendo um paralelo, né, com Superman, tem que ter alguém ali na ponta insistindo muito para que seja acolhido, né?
Senão realmente, e esse é um dos, é mais um aspecto, né, porque a gente não sabe o quanto que o estúdio meteu a mão nisso também, né? De mudar a cor e tal. Então assim, quando sai, é aquele, é realmente assim, você tem que começar a lidar com o caos, né, depois que o filme sai. Porque a gente tem essa questão que esse filme tá carregando com ele agora, né. Se você pegar lá o orçamento do filme, foi entre 170, 186 milhões de dólares.
Mais 120 milhões de dólares de marketing. Então a gente tá falando de 300 milhões de dólares para esse filme. O filme estreia nos Estados Unidos e tem 38 milhões de dólares de arrecadação. É assim horrorosa a arrecadação do filme. E no segundo final de semana ele ainda teve mais uma queda de 77%, que foi uma das maiores quedas da história da DC só supera Joker 2, né, o Coringa 2 lá que saiu. Então assim, a gente vê que isso é uma, né, um problema grave para o estúdio.
E aí quando você vai ver que pouco tempo depois sai a notícia de que, ó, o diretor tinha uma versão dele, tipo, já mostra que tem alguma coisa errada com esse projeto, né? Porque quando o filme começa a ter sucesso e tal, esse tipo de informação nem vaza, isso nem chega na gente, né?
É, exatamente, exatamente.
Eu fiquei, ah, mas daí vão ficar, não, que nem o Esquadrão Suicida, não, porque o diretor tinha uma versão bem melhor e a gente já viu no Snyder Cut que a versão do diretor não é tão diferencial assim. Parece uma desculpa, né?
Sei lá, é, parece, pois é.
Então, né? Eu assisti esse filme início do mês passado porque eu fui assistir no escritório da Warner. Então tinha tipo eu, mas tipo uns 5, 6 pessoas para assistir o filme. Aí fui lá, assinei o NDA, blá blá blá. E inclusive ele não tinha, ele era em inglês, não tinha legenda porque a legenda não tava pronta ainda. E aí era porque eu ia, eu fiz isso porque semana, na semana dia seguinte eu fui entrevistar o Jason Momoa sobre o filme.
Ah, tá legal.
Enfim, então foi peculiar dessa forma de eu ter visto muito antes e de não poder falar, enfim, sobre isso. Mas uma coisa, trazendo só um pouquinho sobre a questão do Lobo, é que, bom, eu fui assistir o filme, eu tinha mais ou menos na minha cabeça o que que eu achava que seria interessante perguntar. E também, enfim, e aí fui vendo o filme e aí na verdade nenhuma das perguntas que eu tinha imaginado fazer funcionavam, porque ele não aparece muito no filme, né? E uma participação de luxo assim.
Tipo, o que que você imaginou perguntar?
É que eu achava que haveria uma dinâmica entre ele, a Ruth e a Supergirl, por exemplo. Uma dinâmica entre os três, ele se tornando talvez um trio improvável em algum momento. Então eu queria falar da relação dele com as outras dinâmicas Como é que foi criada a dinâmica. Só que tipo, não tem isso. Aí eu pensei, tá, o que que eu pergunto então? Assim, a gente não tem uma, a gente não observa ele por uma longa jornada. Eu sei que é um personagem divertido, né?
Assim, dá para ver que ele tá se divertindo fazendo, que ele tá muito bem no papel. Mas e aí, sabe? Tipo, não, eu achei complicado, achei que não faz sentido ele preso ali.
Puseram ele preso só para ele interagir com a Ruth e tipo ela soltar ele. Eles seriam porque tipo ele é mó poderoso assim, tipo, que horas que prenderam ele? Ele nem que vai sentir.
Eles prendem uma hora, mas eu acho que ele meio que usa tipo, ah, beleza, agora eu já tô no covil deles, uma hora eu vou sair e vou matar quem eu preciso matar.
Acho que foi bem isso mesmo, aproveitar também para dar uma descansada.
Enfim, é isso assim. Aí Foi, foi entrevista ao Didi Monroe, muito simpático. Eu tive 4 minutos, o que foi bem rápido, né? Mas realmente eu não consegui, acho que eu fiz as perguntas que deu dentro das possibilidades assim, do que, ah, era um sonho para ele interpretar o personagem, né? Então como foi isso? Como que ele imaginava as aventuras do Lobo no futuro?
Foi um negócio, ele é um consumidor de obras do Lobo assim, mas sim, tipo, era meio que o personagem favorito dele. Ah, entendi.
E aí fisicamente eles se parecem muito, né?
Também é. Aí eu acho que quando saiu, foi alguma coisa, tipo, dei uma pesquisada antes, né? Mas quando saiu, acho que até Supergirl, que o Lobo ia estar ali, manda uma mensagem para o James Gunn. Beleza, né? Tipo, sou lobo, né? Tipo, ele meio que se autoconfirmou no filme e era um personagem que ele queria muito fazer, sabe? Ele Então, que ele espera que, né, ver ele com Superman. É sabido que nesse filme do Supergirl, tipo, o Lobo já conhece Superman, já tiveram alguma coisa de batalha, alguma coisa assim.
Então, realmente, para ele era tipo um grande personagem que ele queria, né, interpretar. Achei legal isso, né, um fã. Ele tinha tipo quadrinhos, colecionava na adolescência e tal. Achei bacana isso, essa empolgação dele. Dá para ver que ele tá se divertindo muito fazendo, mas realmente é mais uma participação legal, né? Não, realmente não é um personagem que faz muita parte. Ele gastou alguns dias da vida dele gravando e foi isso.
E deve ter ganhado milhões.
Ele falou também que na verdade o mais surpreendente foi o tempo que ele gastou para virar o personagem, né? Tipo, tanto ele nunca tinha usado esse nível de maquiagem tudo, tal. Isso era bem trabalhoso assim.
É, pois é. No quadrinho, Henrique, no Supergirl: Mulher do Amanhã, tem o Lobo também?
Não, não tem.
Não tem.
Eles encaixaram para ele aparecer mesmo.
Tem boatos que originalmente ele apareceria, tipo, a ideia original ele ia aparecer e acabou não aparecendo. Entendi.
Eu também, sei lá, não sei. Eu acho muito exagerado assim no filme a participação dele. Eu acho que realmente é muito fanservice e não agrega nada para isso, ao meu ver. Assim, eu acho que realmente não agrega nada para história. Não sei lá, ele aparece muito ali como às vezes até uma forma de— a última cena, né, em que ele praticamente salva ela, né. Então eu não sinto que agrega a participação dele. Eu sinto que ele, quando ele aparece, ele até rouba um pouco da que deveria ser mais da Kara.
Então para mim não funciona muito bem, até porque eu acho que também Jason Momoa faz sempre a mesma coisa, e isso me deixa um pouco de revirar os olhos assim.
Talvez naquela hora que ela tá naquele planeta que tem um sol verde também, que a Kara perde os poderes e fica passando mal, daí a Ruth tivesse encontrado o Lobo e pedido ajuda nesse momento Faria mais, um pouco mais de sentido assim, né? Eu acho legal porque eu dei risada assim, é, eu fiquei feliz por ele estar feliz, porque o Channing Tatum, que é, tinha o sonho da vida dele ser o Gambit, e ele aparece como Gambit no Deadpool e Wolverine, é tosco, mas pô, o cara sempre quis fazer o personagem, teve altos perrengues e não consigo.
Que bom que deu certo. E eu tipo nunca engoli o Jason Momoa fazendo Aquaman assim. Então eu falei, ah não, tudo bem, encaixa perfeitamente o personagem. Só não encaixa o personagem na história do filme, mas beleza.
É, eu acho que não acho que atrapalha, mas também acrescenta. Eu acho que só, sei lá, tem algumas, ele tem uma fala dele que eu achei interessante assim, apenas enfim. Que quando ele tá na prisão lá, Jukka Ruf e tal, e ela fala de que quer se vingar, e ele claramente não se importa, né? Ele tipo é um matador de aluguel e é isso aí. E aí ele fala que ele não mata, ele mata por dinheiro, né? E ele falou, então qual que foi o motivo deles terem matado sua família?
E aí ela falou, ah, não teve motivo, foi esporte, foi por esporte, foi por vontade, alguma coisa assim. Falou, então isso é motivo. Tipo, discutir, enfim, é muito rápido, né? Mas um pouco discutindo a origem de toda a questão de tipo de assassinos assim, tipo, é um motivo você matar por esporte?
Para, já tô com dor de cabeça.
Vingança não vai fazer a dor passar, cara.
Então isso é uma coisa que eu queria elogiar nesse filme. O filme tem algumas linhas de diálogo assim que eu acho muito boas, assim, sabe? Tem algumas frases e tal, tipo quando a cara tá conversando com a Ruth E ela tem um momento lá que ela fala, né, assim, que o Superman vê o bem em todos e eu vejo a verdade, assim. E eu acho que isso define a filosofia do filme, né, a ideia de que o trauma acaba roubando justamente essa inocência, né.
E aí ela obriga a pessoa a ver essas complexidades morais, né, e tal. Então aquele que é símbolo de esperança que o Superman usa e tal, assim, ela enxerga muito mais como um símbolo de verdade, assim. E é uma abordagem interessante para esse heroísmo, sabe, fazendo essa sugestão de que ser bom é diferente de ser ingênuo. Então não é que ela ache que o Clark é ingênuo, só que ele é um cara que ele prefere ver o lado bom das coisas porque ele não teve um um trauma tão pesado contra ela assim.
E o filme tenta mostrar justamente isso, que a Kara ela é uma heroína legítima justamente porque ela carrega esse peso emocional que o primo nunca teve que enfrentar, entendeu? E eu acho isso muito bom. E aí entra também dentro da interpretação, né, que para mim o trabalho justamente da Millie Alcock é o melhor, assim, o ponto alto do do filme para mim é a interpretação dela assim, sabe? Que como ela entrega essa cara assim para gente, sabe?
Porque é isso, até como a gente falou, a gente consegue ver que há potencial na personagem, sabe? E talvez esse seja justamente o resultado desse trabalho que a Millie entregou para gente, entendeu?
Eu gosto bastante das cenas entre Supergirl e Superman nesse filme. Eu acho que para mim é um dos que mais funciona a parte que os dois aparecem juntos e conversando assim realmente sobre essa relação deles, assim como eles de fato veem de forma diferente tanto o bem quanto também da onde eles vieram, né. E eu acho que uma das diferenças maiores assim entre os dois é justamente a forma como eles enxergam, né, o planeta e como isso foi se criando dentro deles, né.
Porque para mim ele foi foi enviado para Terra quando ele era bebê. Então ele não lembra do planeta natal, ele não lembra da família dele, e ele foi criado de fato como um humano, né? Então a identidade toda dele é construída a partir desse aspecto. Já se a gente— a Supergirl, ela tem as memórias de Krypton, ela tem as lembranças, tem os traumas. Então ela sabe o que ela perdeu, e isso é muito mais doloroso para ela. A dor dela é diferente da dor dele.
Então eu acho que nesse aspecto, para mim, que o filme até podia ter trabalhado mais, né? Eu acho que é realmente, eu sinto muita falta desse peso emocional mais forte dentro do filme, porque tudo bem, o Superman vai representar ali a esperança, né, o pertencimento. Já ela não, assim, eu, para mim, a palavra que mais define ela nesse momento é deslocamento. Ela não Ela não tá, não consegue se conectar da mesma forma que ele se conectou com a Terra, porque ela tem noção do que ela perdeu.
O filme ele vai sugerindo, ele vai, o filme ele vai sugerindo essas diferenças assim, mas ele não aprofunda tanto quanto ele deveria ter aprofundado. E eu acho que devia ter talvez, né, encarado um pouco mais isso e mostrado um pouco mais desse peso emocional que ela tem, muito maior do que o Clark.
É, eu sinto que é um filme que, enfim, porque a história é para ser dela e não tem a questão, né, de ser contada meio fora de ordem. E aí você vê os momentos com Clark, mas não é ela na Terra, né, meio que preparando o terreno para que o próximo filme, né, seja 2, enfim, coisas assim, né, tipo questões logísticas. Mas de fato Eu concordo muito com você, Júlia. Eu realmente gostei muito desses momentos. Eu acho que dá até um... sei lá, me deu um quentinho no coração, assim.
Tipo, tanto de um lado de, ai, que fofura. De um lado meio assim triste, né. Tipo, ele quando ela chega, né, ele fala assim, ó, essa aqui... Eu prometo que essa aqui, a fortaleza aqui não é nossa casa. Mas você vai aprender a amar a terra, assim como eu aprendi. Né, assim. Então ele tem uma expectativa de, tipo... Ele nunca conheceu ninguém da família dele. Né, então ele tá ali com a expectativa de alguém para ser a família dele também, que entenda as mesmas questões, passe pelo que ele passa, né, a questão dos poderes e tudo, e até também de dividir a responsabilidade, né.
Mas ele não entende ela de fato, né, as questões dela, por mais que ele tenha boas intenções. E aí isso é bem triste, né, tipo Sim, os dois, enfim, pessoas que o planeta não existe mais, né? Tipo, é bem complicado assim. E com certeza, gente, eu posso falar disso para sempre.
E se o filme fosse focado nisso, nossa, é assim, tem uma, tem uma coisa que, lógico, né, o filme tá aí, a gente tá analisando a obra como ela foi feita e como ela foi entregue para o público, né? Mas eu acho que também tem umas coisas assim que, por exemplo, como o Henrique falou, né, nos quadrinhos ela resolve meio que rápido essa questão com o Cripto, e daí depois ela passa meses junto com a Ruth ali para tentar resolver essa outra questão.
Eu acho que essa seria uma ótima solução, sabe, assim, tipo, na metade do filme resolver o Cripto, e aí ela ir construindo também essa questão com a Ruth, porque a Ruth é quem vai trazer pra ela essa conexão emocional com outras pessoas que ela não estava dando, né? Então ela meio que fica— a Ruth traz isso pra ela, Ruth traz essa questão de ter a perda da família de uma forma muito fresca, né? Tipo, aconteceu com ela agora. E aí a Kara tá ali meio que pra ter que agir como uma pessoa experiente no assunto, tentar aconselhar ela, porque é uma menina muito nova e tudo mais.
Mas tipo, tentar resolver esse negócio do cripto, eu acho que seria ótimo, porque tem um momento do filme que a gente até perde esse senso de urgência assim, né? Tem um determinado momento ali que elas estão sentadas, estão conversando e não sei o quê, aí fica aquela coisa, tá, ela tem que pegar o antídoto, mas a menina lá tá querendo se vingar dela, quer proteger a menina também e tal, sabe? Fica uma coisa bem fraca nesse sentido assim, né?
Então eu acho que talvez esses contornos assim, essa outra coisa, tipo, pô, a relação dela com o Clark, né, ser um pouquinho mais desenvolvida. Bom, para isso, né, gente, teríamos que cortar o lobo do filme. Eu acho que se a gente tivesse lá, a gente ia falar isso para o roteirista, devia, eu tiro o lobo. Vai, tira, a gente faz outra coisa depois com ele, bota ele no pós-crédito lá, e o pessoal já vai pirar com isso, sabe assim?
De fato, é que isso eu não acho que atrapalha, mas também não acrescenta. Ou seja, não acrescenta, pois é, cinema, né? A gente tem aquela coisinha de que tudo tem que ter um ponto, tal, sabe? Ele existe para no fim salvar a Karen no momento lá, mas você nada impede você de mudar a cena, né?
Mas aí que tá, porque daí tem uma coisa que eu queria saber de vocês O que que vocês acham disso? Porque veja só, durante o filme todo a gente tem uma cara que, por mais que ela esteja ali conversando com a Ruth e tal, ela não mata os seus inimigos assim. Ela sempre, sabe, até tem um momento lá numa dessas batalhas assim que a câmera tá girando ao redor dela, ela pega uma faca lá, uma faca não, pega uma espada na mão, ela gira espada, pega na lâmina e arremessa numa, num cara e acerta com cabo na cabeça do cara, entendeu?
O cara cai lá. Então ela não joga a espada para fincar na cabeça do cara nem nada disso. Então ela tem uma certa ética ali. E tem uma discussão justamente que é alteração do desfecho, né? Porque na HQ Mulher do Amanhã é um dos pontos assim, que tem mais debate. Porque nos quadrinhos, o ato da Kara, ela não permite a vingança da Ruth, e elas mandam o vilão para a Zona Fantasma em vez de matar ele. E ali mora justamente o coração moral da história, né, que é ensinar que essa dor não precisa se transformar em violência e tudo mais e tal.
E no filme, a Kara ela mesma executa o vilão, né? E isso é uma mudança enorme assim, né, de plot assim, porque a gente vê ela assassinando o cara ali. Inclusive o lobo tá de longe assistindo e achando legal aquilo, né? Ele mostra concordância com aquilo. Então tem uma inversão completa do argumento filosófico em relação à obra original assim. É lógico que a gente tá falando de uma adaptação, né, que tem liberdade artística e tudo mais, Mas quando você faz essa alteração, né, no núcleo ético de uma história, você precisa justificar muito bem ela para que, assim, além dos fãs que assistem, a gente que tá assistindo entenda essa, essa ética ali.
Porque para mim, assistindo ali, me soou estranho, sabe, ver ela matando ele daquele jeito, de uma maneira tão fria assim.
Eu fiquei com uma dúvida. Lembra quando a Ruth aparece, um alien rouba a espada dela e sobe num bicho, e aí ela derruba? E aí a cara, ela não mata esse cara que roubou a espada da Ruth, ou ela só desmaia ele?
Não, só desmaia. É porque inclusive a gente ouve ele depois no fundo meio gemendo enquanto elas estão conversando e tal.
É, eu não tinha tido essa muito, essa impressão É de que ela não matava ninguém. Até porque, se eu não me engano, o jeito que ela fala para Ruth, olha, não mate e tal, é, senão isso vai te perseguir. Eu senti que eram palavras de alguém que já tinha matado antes, entendeu?
É, parece.
Exato.
Talvez eu tenha que reassistir para— mas assim, parece que ela dá umas porradas bem, bem poderosas nos vilões. Mas eu também não sei o quanto eles aguentam na força força de alienígena deles, né? Mas eu não tive essa impressão não de que ela nunca tinha matado. Você tá fazendo uma colocação interessante.
Assim, eu não me surpreendi tanto assim por ela matar, até porque eu meio que entendi que ela é esse contraponto, né? Ou um pouco talvez diferente, né, dos primeiros, né? Então se ela é diferente, então ela tem, vai ter algumas coisas que vão além, né? Ela vai ser Mas menos, né, vamos falar, menos moral assim, né. Então para mim isso até não foi muito uma surpresa, mas eu acho que talvez o problema é que o filme ele não constrói muito bem isso assim.
Parece que é para ser um plot twist no final, mas que fica meio realmente, como ela falou, meio deslocado, meio estranho assim também, né. Filme não tá muito, sei lá, parece que não quer conversar, não quer discutir sobre a questão dela tirar uma vida, né? Que assim, ela, beleza, matou o cara, bola para frente, vamos para a próxima, sabe? Eu senti falta assim também de ter um pouco mais, de novo, desse lado mais assim de discutir as ações, discutir o que tá acontecendo assim, não só ação por ação assim, vamos só agir E é isso, né?
Próxima cena, vamos lá. Então eu acho que não é porque talvez ela goste de matar ou porque ela é uma anti-heroína. Eu acho que acontece dentro de um contexto ali, né, de até de conflito, né, por conta do cachorro e tudo mais. Mas o problema para mim não é ela matar, o problema é que o filme realmente não explora muito o impacto dessa, o impacto emocional dessas decisões dela.
Eu não tenho casa sem você, amigão.
Tu não é aquela perua do boteco?
Engraçado, eu te chamei da mesma coisa.
Cara, se tivesse uma cena tipo ela mata, vira de costas, sai andando em direção ao pôr do sol, cena linda e tal. Ela chega naquele caos que foi criado ali, né, com aquele monte de luta que ela teve ali com o pessoal e tal. E ela dá uma palavra pra menina, sabe, tipo, sei lá, ela nem precisa falar sobre isso, mas a menina dá a entender que ela executou o cara. Tipo, ela fez isso por ela. Assim, você já ganha mais uma camada, né, de empatia da cara com a Ruth.
E poderia também mostrar ela chegando lá e, sabe, chegando para aquelas meninas todas que estavam lá e falando, galera, vamos lá, eu vou levar vocês para casa e não sei o quê e tal. Aí você fala, pô, pelo menos ela, né, ela também estava muito preocupada com essas meninas. Não, ela vira de costas Corta, e aí de repente a mulher já tá puxando na seringa lá o antídoto e pronto. Aí você fica, cara, como assim?
Os animais, né?
Sim, uma pergunta sincera: não era só levar ele, o cripto, para o sol, o sol amarelo?
Eu pensei nisso também.
É, eu acho que não, né?
Tipo, não, porque tem um momento que a veterinária fala fala assim, ó, esse negócio que ele tá, a veterinária, ela fala assim, ó, esse negócio que ele tá, ele é meio, ele é meio degenerativo assim. Se você viajar com ele, ele piora. Então ele meio que não pode sair daqui porque ele não pode, sabe, ele tem que ficar em repouso e tal. E daí ela meio que fala, bom, então tá bom, então ele vai ficar aqui. Quanto tempo eu tenho? Ah, tem, sei lá, 3 dias. Então beleza. Daí ela coloca lá no cronômetro do iPhone dela lá e vai.
E nunca mais ela vê esse cronômetro, né? Não lembro de ter visto de novo depois.
Sim, ela olha várias vezes. Ela olha algumas vezes, talvez não, mas umas 2, 3 vezes ela olha.
Ela olha, tem, aparece também, né, o pai dando para ela o cronômetro e tal.
É, eu fiquei pensando assim, na verdade, eu não, é isso, eu acho que eu também sou uma pessoa que projeto bastante quando assiste e tal. Mas para mim essa questão da morte foi isso, um pouco esse ponto do Henrique. Eu não diria necessariamente que ela é uma pessoa que não mata, tipo, acho que é um pouco daquela coisa, mano, tamo ali tretando, às vezes você vai cair, vai morrer, é isso aí, né? Não que ela tá indo queimar, entendeu?
Exatamente, ela só tá ali Danos poucos, você não está aguentar, já é uma questão dela, né?
Mas é isso que aconteceu com a Maria de Fátima, né?
Eu acho que é isso, ela não tá necessariamente se importando muito nesse ponto, tipo, a pessoa tá me atacando, então vou ali, se me atacar, vou atacar. E aí, dependendo, a pessoa às vezes morre, mas não que ela seja, sei lá, assassina, né? Enfim, mas aí nesse caso, para mim, era muito isso. Ela falou muito na cabeça da Ruth, tipo, não, cara, vingança não é boa, não vai trazer voltas, vai ficar com isso, vai ficar com aquele peso, vai te mudar como pessoa.
Beleza, aí então não mata. E ela fica aí, ela mata. Aí para mim foi o que eu entendi mesmo, que eu senti foi disso, de que tipo assim, ela, ela entendia que aquele cara tinha que morrer porque senão os esquemas iam continuar, coisas meio assim, né? E ou até meio que ela se vingou pela rua, tipo assim, eu já fui corrompida. Não tem volta para mim. E também, tipo, eu prefiro que eu mate esse cara do que ela faça isso, do que ela ter que carregar isso com ela, tá ligado?
Então, e para mim, eu fui, como eu li, eu achei muito da hora assim, né? Uma vez também não tenho, não sabia do material original e tal assim, eu achei da hora, foi, pô, é isso aí, entendeu? Porque é questão, né, sempre da gente da de dicotomia que a gente vai ter dela com o super-homem, entendeu? Super-homem, ele é tudo certinho, tudo não sei o quê. Ela, mano, é, sabe, tipo, um pouco de entender de que a vida não é necessariamente assim. Às vezes as pessoas têm que morrer assim, né, do ponto de vista dela.
Você sabe que enquanto você tava falando, eu lembrei da cena em que ela, ela tá lá dentro daquele ônibus e aí tem o assalto e tal, né? E ela finalmente tem um primeiro contato com o sol amarelo, né? Quando ela recupera, né, os poderes dela e tudo mais, cara, eu acho a cena tão legal, tipo, dela aparecendo, dela tirando todas, todos aqueles bichinhos de cima do ônibus ali e tal, né? Dela fugindo da nave, a nave atirando nela, depois a nave atira e ela com o raio laser ali e tal.
Eu acho aquela cena tão maravilhosa, e ela se movendo rápido e tal. E daí, eu não sei se vocês têm isso, mas eu já tô tão cansado dessa mudança de poderes ao longo do filme, sabe? Tipo, quando ela recupera o poder dela, você vê que ela é super poderosa, tipo, ela voa, ela sabe, ela é muito, muito poderosa. E aí tem momentos no filme Que você fala assim, cara, cadê todo aquele poder? Ela trocando soco com um soldadinho, sabe? Aí fica, cara, cadê?
Por que que ela não cata ele, leva lá para cima e pronto assim, sabe? Assim, por que que ela não se move rapidamente ali e pega 3, 4 e pronto? É assim, cara, eu acho isso, eu acho isso assim, isso é um troço que toda vez que eu assisto filme de super-herói tem um momento que eu fico muito frustrado com isso.
É, teve algum podcast esses tempos que você falou a mesma coisa, não sei se era do Thor. Quando é que aquele superpoder você tava indignado mesmo assim? É porque eu acho, me veio flashback de você reclamando outra vez.
Porque eu acho muito isso assim, tipo, se assim é um personagem que é ultra poderoso, ou você durante o filme e tal você vai escalonando esse esse poder, sabe? E aí você vai percebendo que, pô, ele descobriu um novo poder, pô, esse cara tá ficando cada vez mais poderoso. Ou você mantém ele poderoso, só que daí ele precisa enfrentar um inimigo que seja super poderoso também, escala maior de inimigo, né? Exatamente. Então, tipo, né, você precisa ter isso.
O que eu gosto, por exemplo, no Superman é que ele tem um inimigo que é um intelectual, né? Então É difícil, ele tá enfrentando um cara que é super inteligente e tal, né, que tá manipulando ele ali e tal. Então isso eu acho interessante. Agora aqui, principalmente nessa cena em que elas estão naquele planeta, né, onde as mulheres são sequestradas e tudo mais, sabe, tem uma hora ali que ela tá meio envenenada e tal, e aí ela começa a lutar com aqueles caras que E tudo bem, eu entendo, ela tava envenenada, ela tava com os sentidos meio, né, atrapalhados ali e tal.
Mas, cara, depois tem cenas lindas assim que ela surge no ar, parada no ar, e de repente ela trocando soquinho com um cara qualquer lá no meio. Mas fala, cara, você tava voando agora há pouco, filha, faz um negócio diferente.
Mas é aquilo, né, tipo, gente, chega, para com isso que eu tô esperando É muito conveniência de roteiro, né?
Não dá para, não dá para tirar disso assim. Eu acho que quando cabe é fraco, quando não cabe é forte. E é bem assim como é realmente para encaixar no que os roteiristas estão escrevendo do filme, sabe? Isso me deixa muito, também me deixa muito irritada assim. Uma coisa também que eu fiquei pensando no filme, até se puderem me elucidar assim, porque que eu não entendi se todo mundo assim sabia que ela era kryptoniana. Porque como os caras sabiam que ela tinha a questão do poder dela sumir com o sol verde assim? Todo mundo sabia? Porque não acho que todo mundo no universo sabe, né?
Porque eu acho que eu não vi no filme uma explicação também.
É, não tem. É, eu só assumi de que tipo ela deixou um nome aí no universo, né, dessa galera. Tipo, meio que você sabe, era uma raça muito poderosa, né. Tipo, acho que Superman também teve impacto de que já teve, deve ter ido, né, alienígenas para lá, para Terra e tudo mais. Então acho que além dela mesmo, né, ela em mundo com sol lá amarelo e sei lá, tretando com as pessoas bebada, não sei, acho que já tem uma famazinha. E aí talvez ele tem os contatos, eu não sei, eu só simplesmente assumi que sabiam da existência de alguma forma já.
O Crane tem um momento que o Crane ele fala, quando ele captura a Ruth, ele fala para ela, né, ela fala, ela é kryptoniana, eu sei que ela vai ter dificuldade, né, de ficar aqui nesse planeta porque o sol verde, não sei o quê. Aí tem um momento que ele atira nela também na cara, né? E aí ele fala, ó, esse negócio aqui é um protótipo de uma arma que eu tô usando em você, e ele tem, né, moléculas ali e tal, enfim, kryptonianas, que vai te enfraquecer e tudo mais.
Então assim, o Crane, a gente sabe que ele sabe. Agora, como que ele sabe, a gente não sabe. Talvez os kryptonianos sejam os únicos que voem, sei lá, no sol amarelo, né?
Só que assim, quando, pelo que a gente vê nos filmes, né, tanto dela quanto no Superman, não tinham os kryptonianos espalhados pelo universo. Eles moravam lá em Krypton e eles viviam como, sei lá, a gente no nosso mundo, porque lá o sol era diferente. Então eles não tinham poderes. Só assim, o primeiro, o último kryptoniano kryptoniano lá e que ganha poderes é o Superman, depois a Supergirl, né? Então não tem assim muito paradigma que ele fala, não, porque eu sei que todos os kryptonianos têm.
É assim, para mim é inconsistência no roteiro. Para mim é tipo, porque o roteirista quis. Esse universo é o segundo filme nos cinemas desse novo universo compartilhado aí da DC, né? O James Gunn, ele tá fazendo de de um jeito que os super-heróis já existem na Terra há algum bom tempo e tal, e já tem um monte de alienígenas, já tem Lanternas Verdes, e agora nesse filme a gente conheceu mais um monte de alienígena. Então a minha impressão é que a gente como espectador tá pegando um mundo, é, você pegou o carro, entrou no carro, carro andando, sabe?
Sim, sim, eu não sei o quão bom isso tá sendo assim.
Porque 20 anos atrás, quase 18 anos atrás, em 2008, quando a Marvel começou tudo com Homem de Ferro, foi uma construção, né, tijolinho por tijolinho. A gente conseguiu acompanhar. Quando a gente pega assim muito, muito avançado, um mundo meio que novo, se isso acaba não atrapalhando. Porque a gente fala assim, até quando a gente como espectador a gente já tinha que saber disso ou não, entendeu? É isso que eu me deixo em dúvida.
Eu acho que sim, tudo bem eles criarem esse universo e a gente pegar o bonde andando, mas eu realmente sinto falta de ter um pouco mais de explicação assim. Aí é que assim, às vezes a gente, a arte tem que, às vezes tem que fazer sentido, sabe? O filme tem que fazer sentido. Eu sei que a vida real não precisa fazer, mas eu acho que o filme tem que fazer um pouquinho de sentido ali. Sabe, dá uma coisinha assim para a gente, ah, beleza, sabe?
Senão parece que é muito realmente tudo tirado do nada assim. Aí isso me preocupa um pouco assim. Mas é isso assim, eu sinto que realmente esse filme ele já nos coloca realmente da metade da personagem. Não sei se falaram, mas eu queria um pouquinho mais assim, só um tantinho assim de explicação.
É, eu também acho que às vezes precisa, né? Mas para não suar muito assim também, nossa, A gente quer uma enciclopédia, eu quero explicação e tal. Não, eu acho que é só isso, às vezes o que a gente pede é um pouco mais de profundidade para que a gente possa comprar e se conectar com a história. E talvez esse seja um dos problemas, por isso que o filme também não está se conectando muito com o público. E fica essa reflexão, até onde que esses filmes de super-herói conseguem chegar e tudo mais, e como eles conseguem se conectar com as pessoas, sendo que a gente vê que eles estão passando por uma nova fase.
Existe uma saturação, né, do público para esses filmes, mas a gente vê coisas boas, né. Ainda assim a gente consegue ver coisas boas. Millie Eilish, eu acho que é uma delas que a gente viu. Tem uma nova onda, né, de diretores também que estão surgindo, que podem abraçar esses projetos e trazer uma visão diferente. Mas para isso também o estúdio precisa comprar um pouco mais o que os diretores trazem, né? Então enfim, vamos seguir e continuar olhando aí para ver que mais que vem de filmes de super-heróis.
Trazer um ponto um pouquinho sobre essa questão, enfim, é isso, é um mercado que é saturado de fato, né, o dos super-heróis. Também tem o fato de que os filmes hoje hoje em dia não fazem os números que faziam antes da pandemia, independente de ser super-herói ou não. Antes a gente, a gente tava chegando num patamar de ter vários filmes por ano que passava bilhão. Agora é 1, 2 por ano. Sei que esse ano a gente teve um, né, Michael Jackson, que fez muito sucesso, né.
Já temos um certo sucesso já nesse primeiro semestre, mas no geral exige essa dificuldade maior, né. A pessoa, ah, vou ver na HBO Max, Depois, né? As pessoas estão preferindo muitas vezes esperar para assistir do que ir ao cinema. E acho que vale até pontuar que o Superman não fez uma grana muito boa assim, tipo, se pagou, mas também ele fez, eu tô vendo aqui, 618 milhões de dólares, né? Então, tipo, considerando que provavelmente o orçamento também foi de uns 300 milhões de dólares e que eles o exibidor pega 50% do valor, então também se pagou e veio uns trocados, né?
Enfim, a DC perdeu muito tempo não fazendo filmes, enfim, interessantes, bons, que traziam— não sei nem se bom é a medição correta, né? Mas sem realmente cativar o público. E aí é tipo, a Marvel tá sofrendo, imagina a DC. Pois é, assim, vale mesmo a pena? Na galera, tipo, investir nisso em vez de investir em outras coisas. É pra mim a mesma coisa do He-Man. Pô, é um filme legal, é um filme carismático, mas assim, você teve milhões de anos pra fazer com o He-Man, você vai fazer agora que tá todo mundo saturado, que ninguém aguenta mais? Aí depois fracassa e não sabe por quê.
Vamos no detalhe da semana, aquele momento aqui que a gente dá dar dicas para você ouvinte aí, para você fazer coisas diferentes, né, durante a semana. Mas vamos começar com você. Que que você trouxe de bom para gente de Plano Detalhe, Má?
Então, eu tava lembrando que ano passado eu trouxe uma novela, foi Guerreiros do Sol. E aí, dessa vez, esse ano eu trago outra novela. Gente, eu estou muito noveleira! E aí é uma novela de 2018 disponível no Globoplay chamada Orgulho e Paixão que foi uma novela das 6 que é inspirada livremente em obras de Jane Austen. E, gente, é muito interessante assim. Acho que para quem gosta de novela, para quem gosta de Jane Austen, para quem gosta de histórias assim, como que eles pegam então 5, 6 livros da Jane Austen, adaptando eles para um Brasil aí dos anos 20, interior de São Paulo.
E aí os personagens têm nomes da adaptados. Elizabeth vira Elisabetta, o Charles Bingley vira Camilo Bittencourt. Tipo, não, é sensacional.
Eles vão adaptando os nomes.
A família Bennet é Benedito. Eles vão adaptando. E aí eles, os personagens, por exemplo, as irmãs Bennet, né, que são 5 irmãs, eles meio que transformam 2 das irmãs em personagens de outro livro, né, de Razões da Invisibilidade e de Nottingham Abbey. E aí, a melhor amiga da Elisabetta é a Emma, né, do livro Emma. Tipo, é muito interessante, todo mundo nessa mesma cidade, nesse mesmo universo. E pô, fazendo novelas como só brasileiro consegue fazer.
Meio de tipo assim, cara, eles conseguem adaptar Jane Austen. Uma Jane Austen conseguiria fazer a Lydia com ciúme colocando pó de mico no pretendente? É isso da... A família toda tendo que tomar banho porque todo mundo tá se coçando horroroso? Eu acho que não, não. E aí é isso, é muito boa. Não terminei ainda de assistir, mas tá sendo muito divertido. Eu acho que esse mundo das adaptações, achei muito ousado também, pô, pegar, né, livros que se passam ali no século 18, enfim, e aí você vai adaptar para o Brasil, a realidade totalmente diferente, e fazer isso durar, porque por, sei lá, 180 capítulos, né, quando são histórias que se passam muito mais rápido.
Então, nossa, é muito divertido assim. E aí o autor da novela é o Marco Bernstein, que é um dos roteiristas de Central do Brasil. Então assim, perfeito, realmente é muito interessante. Então fica aí minha recomendação, tá totalmente disponível lá no Globoplay.
Muito bom, tá aí, ótimo. Ótima dica, acho muito legal quando vem umas dicas assim, porque é isso, é produto brasileiro com DNA brasileiro. Acho que isso é sensacional. Muito. É isso aí. Então lembrando você, né, que tá ouvindo a gente aqui, que tudo que a gente tá falando vai ter link no post ou na descrição desse podcast. Não pegou alguma coisa? Vai lá que você vai poder clicar e já vai ser direcionado para tudo que a gente tá indicando aqui.
Aqui.
Ju, e você, que que você trouxe de bom para gente de plano detalhe?
Então eu tenho duas indicações, mas eu vou começar com uma que eu acho que tá bem batida já. Na real acho que as duas estão, mas enfim, é que eu estou vivendo o momento assim, eu sou uma pessoa muito de hype. E aí eu tava, eu assisti, né, O Devorador de Estrelas. Acho que várias pessoas assistiram, vocês também assistiram, né? E aí eu fiquei fascinada por essa história e por esse universo ali daqueles personagens e fui atrás de ler o livro.
Estou quase terminando, né? Então eu acho que a minha indicação de fato não é o filme, mas sim o livro, o livro do Andy Weir, que também é o mesmo autor do Perdido em Marte, né? E que a história de fato vai acompanhar esse cientista, né, o Alan Grace, que acorda ali sem saber o que tá acontecendo, né? E o filme também vai mostrando muito esse aspecto do personagem de não lembrar, de não saber onde ele tá, e aos poucos recuperando a memória.
Ele, conforme a memória vai voltando, ele descobre que tá numa missão que é, né, encontrar uma forma de salvar a Terra. E com isso também ele acaba encontrando um alienígena que ajuda ele nesse, nessa missão, né, tanto a salvar o planeta do Grace quanto a salvar o planeta também do Rock, né. No filme, de fato, fez muito muito sucesso, né? O filme ficou muito famoso e todo mundo amou e comentou muito sobre ele. E aí eu fui atrás da obra realmente porque eu queria consumir um pouco mais desse universo.
E aí eu encontrei um livro totalmente apaixonante que, nossa, assim, devorei. Assim, é um livro que de fato tem toda a questão da ficção científica, da ficção científica hard, né? Mas eu acho que ele trata muito assim sobre uma história realmente sobre pertencimento, sobre companheirismo, amizade. E eu acho que é uma das leituras mais legais que eu já fiz sobre ficção científica, assim, do que eu já li sobre ficção científica.
E realmente é um livro assim que é muito fácil de ler, assim, não é porque também é hard, ficção científica é hard, que vai ser um livro difícil, tem uma leitura super acessível. Isso é mais legal assim. Até eu sou péssima de faculdade, eu sou realmente muito péssima em física, matemática, sou de humanas, mas eu achei o livro muito bom assim de consumir, de ler. Então é isso, leiam. E eu acho assim, eu tenho, eu tenho uma questão assim comigo que eu faço muito caminho inverso. Eu vejo muitas coisas, séries, filmes, e vou atrás do livro.
Legal.
Então sim, eu sou muito séria, para mim eu faço muito caminho inverso assim, muitas coisas que eu consumo de audiovisual, eu vou atrás de leitura, que acaba que eu quero consumir mais daquela, daquele universo, né? Então essa é a minha indicação. E a segunda indicação, que também já tá um pouco batido aí na internet, mas eu acho que vale totalmente a pena indicar, que é o filme Obsessão, que saiu recentemente, né, e que tá todo mundo falando, né?
Estão dizendo que é o maior filmes de terror. Eu sempre amo o maior filme de terror que eu torcer puder, mas é um filme muito bom de fato assim. Ele é um terror mais psicológico, né, que trata sobre um pouco mais da questão de relações, né, e vai acompanhar a história desse garoto, né, esse cara, o Bear, que tá apaixonado pela melhor amiga, né, a Nick. E aí ele encontra um objeto sobrenatural que promete realizar um desejo dele.
E aí ele deseja que ela se apaixone por ele. E aí o problema do filme é que isso funciona até demais e acaba virando realmente uma obsessão ali, né? E é um filme que eu não quero entrar em muitos detalhes porque eu acho que vale muito a experiência. E de fato também eu fui para esse filme sem saber muito. Eu soube, sabia que ele era um filme que tava todo mundo falando, mas eu não tinha lido sinopse, eu não tinha visto muito também os trailers do filme.
E aí eu realmente encontrei um filme que merece todo esse burburinho que ele tá fazendo. E é um filme de baixo orçamento também, o que eu acho assim que para mim já eleva muito assim quando um filme consegue, de baixo orçamento, consegue furar a bolha e consegue ser visto, virar um fenômeno, né? Porque isso mostra que o cinema ainda tá vivo, que vai além dos grandes estúdios, né? Então é isso, minhas duas indicações.
Que legal, que legal! Esse é daqueles filmes de terror, Ju, que a galera pula de medo, que tem aqueles jumpscares assim, ou não? Ele é mais terror psicológico mesmo, tipo um corra, sei lá.
Pois é, eu acho que ele é um terror psicológico, mas ele tem uns momentos em que ele te dá um sustinho mais pela tensão da cena, entendeu? A cena é muito tensa, então você tá tipo assim, meu Deus, o que que vai acontecer, sabe? Tá um desespero, sabe? Mas não tem muito jumpscare não.
Ah, legal, legal. Pô, muito bom, vou colocar aqui. Aqui, que eu gosto desse tipo de terror, é o que eu mais gosto, na verdade. E você, Henrique, o que que você trouxe de bom pra gente aí?
Olha, vou trazer duas séries que eu tô acabando de assistir e são tão super no hype, as duas vieram novas temporadas agora, junho, né, de 2026. A primeira é a segunda temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar, que tá lá na Netflix, que eu adoro. Eu gosto muito do do desenho lá da Nickelodeon, né? Tem o Avatar: A Lenda de Aang e o Avatar: A Lenda de Korra, né, que é a continuação. E essa série aí, esse ano aqui, esses anos pares, né, 2024, 2026, 2028, a gente tá tendo adaptações, né?
Então tem One Piece e tem a de Avatar, né? Mas eu quis focar nessa de Avatar porque eu tô muito, mas muito muito impressionado com a qualidade dos efeitos especiais. E é uma série que existe bastante porque é a questão dos dobradores dos elementos. Então tem o pessoal que usa os poderes lá de fogo, terra, água e ar. E é muito de cinema assim os efeitos, na minha opinião. A gente, eu critiquei um pouco as criaturas aqui de Supergirl, né?
E em contrapartida, tudo, construção de mundo, cenário, figurino. Mais de 50% dos atores do Avatar tem alguma ascendência de algum país oriental, né, asiático. Porque até porque a história, apesar de não ser um anime, né, o desenho original é um desenho americano, mas é uma história totalmente envolvida com a cultura oriental, né, Índia, China, é Japão, mesmo, né? Então, cara, é realmente uma série diferenciada assim, tipo uma daquelas que fala, não, tem muita bagaceira na Netflix, mas é por causa de umas séries como essa que valem a pena assinar, né?
Essa é o primeiro, né? E o outro plano detalhe é uma série também que eu adoro, que terminou, né? Saiu a última temporada agora no Disney Plus, que é o The Bear. Né, o Urso, série do pessoal ansioso na cozinha. É tipo quase, para mim, The Bear é quase como The Office. Não tinha um personagem que eu não gostava, sabe? É uma série que eu sinto que eu assisto com sorriso no rosto assim, ficar com a bochecha meio doendo, porque eu gosto de todos os personagens.
A pessoa que assiste The Bear sou eu.
É porque tem umas tiradinhas assim que eu acho assim, então a gente vai se envolvendo com os personagens e eles conseguem aprofundar todo mundo, né? Então sim, é estressante, mas como tem muito ator e atriz que eu gosto para caramba, né? E assim, essa última temporada ela é diferente porque ela se passa, não vou dar nenhum spoiler, lógico, mas ela se passa basicamente no mesmo dia. Então é uma pegada meio The Pit, série médica que eu fiquei fanático.
Essa temporada tem esse diferencial, é assim, ela é tudo em um dia X lá e ela se passa muito pouco tempo depois do, acho que é no dia seguinte do final da temporada anterior. Eu tô adorando assim, falta literalmente 2 episódios, né, para eu acabar a série de vez. Tô até enrolando um pouco para assistir, para durar mais, mas com certeza fica a minha recomendação aqui, meu plano detalhe.
Muito bom, tá aí então as dicas do Henrique, 2 séries. E eu vou fechar também com uma série aqui que eu tenho assistido, ainda não terminei também, mas eu acho que vale a pena para quem gosta, principalmente de ficção e tal, né, que é Silo, né, uma série aí. Ela é uma ficção científica, né, ela é baseada nos livros do Ruth Ruway, e a ideia ela é bem angustiante assim por si só. A gente vive ali em um futuro pós-apocalíptico, né, onde a Terra virou um lugar tóxico e mortal, e 10 mil pessoas elas vivem enfiadas um asilo gigante assim subterrâneo com mais de 100 andares.
A galera nunca saiu de lá, já estão lá mais de 100 anos e tal. Ninguém sabe muito bem o que que tem lá fora e tudo isso é cercado de muito segredo, mentira, né? Tem um monte de regras que ninguém pode questionar e tal. Então ele é uma espécie de autocracia que tem ali dentro. E ele é uma série protagonizada lá pela Juliette, que é interpretada pela Rebecca Ferguson. E ela começa a puxar um fio ali, né, das coisas que enfim vão acontecendo, que são estranhas e tal.
E daí ela começa a descobrir várias coisas e aí, né, começa a questionar o sistema, vamos dizer assim. É uma série que enfim ela tá muito bem vista, né, ela Chegou agora a terceira temporada, acabou de estrear, estreou dia 3 de julho, e essa próxima temporada também tá prometendo ser super forte e tal. Então assim, para quem gosta desse tipo de série, né, de sobrevivência e tudo mais, acho que é uma série que vale muito a pena.
Os episódios são episódios relativamente curtos, né, eles saem semanalmente, vão ser 10 no total. E tal aí. E os episódios duram aí 40, meia hora, alguns, sabe, duram assim 35, 37 minutos e tal. Então é uma série bem de boa, mas que tem esse aspecto, sabe, ele tem essa questão da sobrevivência, mistério, um drama político também e tal. Eu tô gostando bastante da experiência. Rebecca Ferguson entrega muito assim. Então fica a minha recomendação, tá na Apple TV, para quem quiser assistir, é a série aí Insider.
E é isso, gente, chegando aqui ao final desse podcast, podcast Cinemação 653. Batemos esse papo sensacional aqui sobre Supergirl, né, um papo aí para desmembrar um pouco desse filme, para a gente mergulhar nesse universo da DC, falar um pouco sobre esses bastidores também, né, do filme. E eu tenho que agradecer demais meus convidados aqui por ajudarem a gente, né, a debater sobre o filme. Então primeiro, Henrique, eu queria agradecer você.
Muito obrigado pela sua presença. E por favor, como que as pessoas fazem para te acompanhar aí nas redes sociais?
Cara, obrigado por ter me chamado. Ficou, foi legal a gente combinou junto, né, para gravar. Eu basicamente assisti o filme para gravar o podcast, senão talvez eu até esperasse para ver em casa aqui. E para me encontrar, acho que o mais fácil é primeiramente no próprio site do cinemassao.com, né? Aos pouquinhos eu tenho voltado a escrever, mas além dos meus textos tem sempre texto de muita gente muito, muito boa lá, né? Texto de tudo quanto é tipo, né?
De artigos a críticas de filmes. Então primeiramente lá no próprio cinemassao.com e também minhas redes sociais É o Instagram que eu posto coisas de Naruto, que eu fico conversando com a Júlia, e que é @henriquezato, com Z2Ts. E o Letterboxd também, que eu às vezes eu tento manter ele assim atualizado e eu faço umas mini críticas com piadinhas assim.
Legal, tá aí então. Sigam lá o Henrique para bater esse papo com ele, ver o que que ele tem produzido também, né? E eu tenho que agradecer aqui também, Má. Você, mais uma vez, muito obrigado pela sua presença aqui. E vamos mudar essa história, Má. Vamos começar a falar de outros filmes, hein? Chega de super-herói.
Não, mas muito obrigado por me chamar, Rafa. Esse é um filme que eu achei, enfim, bem interessante. Então, quando você tem algo para falar sobre os filmes, aí o negócio flui, né? Super-herói ou não. Então, para quem quiser me acompanhar, né, minhas redes sociais são todas Marina Andere. Ainda é aí, então Twitter, Instagram. Eu tenho um portal de Harry Potter que é o Potterish, né, Potter e SH, que tem um podcast que é o Semanal dos Bruxos, que está em hiato.
Não sei, vamos dizer que ele tá em hiato, mas tem 73 episódios para quem curte Harry Potter e quer ouvir assim discussões mais profundas sobre os filmes, vários temas diferentes, assim como é não muito diferente do que acontece aqui no Cinemação de várias pessoas que entendem dos assuntos e trazem seus pontos de vista. É só procurar no Spotify, enfim, Deezer, onde é que você ouve seu podcast.
Muito bom, tá aí então. Vão lá também acompanhar a Mar. E Ju também, Ju tá aqui com a gente, vira e mexe vem aqui debater filmes também. Ju, muito obrigado também pela sua participação. E fala aí também os canais. E a Ju também tem podcast, né, Ju?
Sim.
Ai, primeiramente eu que agradeço, adoro estar aqui, adoro falar sobre cinema, sobre série. E aqui, como você sempre fala, né, é um lugar muito legal para a gente também conhecer novas pessoas que amam também, né, o audiovisual. Então sempre sou muito grata por participar. E sim, tem um podcast, o Histórias, @histórias_cast, é um podcast de História e Cinema, onde a gente, eu, né, e meu irmão, que é da história, eu sou do jornalismo, ele é da história, nós dois gostamos de cinema, enfim.
E onde a gente conversa sobre, analisa, né, filmes, séries e obras assim de uma perspectiva histórica, social e também cultural. E apesar de, né, de parecer um pouco assim burocrático, não é nada burocrático assim, é super divertido também. E bem embasado também. Então é isso, vão lá conferir. E também sempre lembrando, também gosto muito de falar que também escrevo sobre cinema na Melody Corp. Então também estamos fazendo live, né?
Tá rolando agora A Casa do Dragão e a gente tá toda terça no YouTube fazendo lives dos episódios e comentando as cenas assim.
Então é isso, é isso.
Muito bom, muito obrigado, pessoal, mais uma vez pelo papo. E é isso, podcast Cinemação. 653 fica por aqui e a gente se vê no próximo. Esse podcast foi editado pela Isso Aí Design. Tudo isso é plataforma com função e design estratégico. É isso aí!
Topázio Cinemas