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295 - Flávio Bolsonaro, o genocida e a extrema-direita global

29 de julho de 20262min
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No último sábado, Flávio Bolsonaro foi confirmado candidato a presidente pelo PL. E o que isso tem a ver com o cenário internacional?

Tudo.

Três pontos que eu gostaria de destacar. Primeiro: a participação patética do presidente da Argentina, Javier Milei, que, além de dançar e cantar, ofendeu o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes, causando um incidente diplomático inédito entre os dois países.

O segundo ponto tem uma dimensão internacional. A ida de Milei ao Brasil é mais uma etapa dessa grande articulação da extrema-direita mundial que opera sob a batuta do atual governo dos Estados Unidos. Vários países da América Latina elegeram recentemente presidentes de extrema-direita apoiados por Donald Trump, que trabalha intensamente para sabotar as eleições de meio de mandato marcadas para novembro nos Estados Unidos, e que desde a semana passada ressuscitou o comunismo. Ele não para de repetir que essa é atualmente a maior ameaça que existe no mundo. Não é à toa que o secretário de estado americano, Marco Rubio, sempre acusa o presidente Lula de ser complacente com governos de esquerda na região. 

O terceiro e último ponto que eu gostaria de chamar a atenção é talvez o mais grave. Durante a convenção do PL, foi exibido um vídeo de apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “amigo”.

Netanyahu tem mandado de prisão emitido pelo tribunal penal internacional por crimes de guerra e contra a humanidade, pelo uso da fome como arma de guerra, homicídios, perseguição e ataques intencionais a civis. 

E o que isso tem a ver com as eleições no Brasil? De novo: tudo, tem tudo a ver. Temos um candidato, Flávio Bolsonaro, articulado com a extrema-direita global, pronto para acatar ordens de uma potência estrangeira que não respeita leis, tratados internacionais e nem a soberania de outros países e, talvez o mais grave, se orgulha de receber o apoio de Netanyahu,

Simplesmente a pessoa que lidera o maior genocídio do século 21.

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  • Influência de Netanyahu na política americanaBenjamin Netanyahu e seus processos · Flávio Bolsonaro e Vorcaro · Corte Internacional de Justiça · Faixa de Gaza · crimes de guerra · genocídio
  • Estratégia da direita para união em torno de Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro e Vorcaro · Javier Milei · Donald Trump e a NASA · Benjamin Netanyahu e seus processos · extrema-direita global · incidente diplomático · genocídio
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FBFlávio Bolsonaro

No último sábado, Flávio Bolsonaro foi confirmado candidato a presidente pelo PL. E o que isso tem a ver com o cenário internacional? Tudo, tem tudo a ver. Vamos lá, 3 pontos que eu gostaria de destacar. Primeiro, a participação patética do presidente da Argentina, Javier Milei, que além de dançar e cantar ofendeu o presidente Lula e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, causando um incidente diplomático inédito entre os dois países.

O segundo ponto tem uma dimensão internacional. A ida de Milei ao Brasil é mais uma etapa dessa grande articulação da extrema-direita mundial que opera sob a batuta do atual governo dos Estados Unidos. Vários países da América Latina elegeram recentemente presidentes de extrema-direita apoiados por Donald Trump, que trabalha intensamente para sabotar as eleições de meio de mandato marcadas para novembro nos Estados Unidos. E que desde a semana passada ressuscitou o fantasma do comunismo.

Ele não para de repetir que essa é atualmente a maior ameaça que existe no mundo. Lembre-se que há poucos dias o governo brasileiro recusou conceder visto a dois funcionários do Departamento de Estado americano que viriam ao Brasil, segundo reportagem do jornal The Washington Post, para questionar a integridade das urnas eletrônicas. A gente já viu esse filme e ele não acaba bem. O terceiro e último ponto que eu gostaria de chamar atenção é talvez o mais grave.

Durante a convenção do PL, foi exibido um vídeo de apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a Flávio Bolsonaro, a quem chamou de amigo. Netanyahu tem mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra a humanidade por conta do genocídio na Faixa de Gaza. Você talvez esteja se perguntando, afinal, o que isso tem a ver com as eleições no Brasil? De novo, tudo, tem tudo a ver.

Temos um candidato, Flávio Bolsonaro, articulado com a extrema-direita global, pronto para acatar ordens de uma potência estrangeira que não respeita leis, tratados internacionais e nem a soberania de outros países. E talvez o mais grave, se orgulha de receber o apoio de Netanyahu, simplesmente a pessoa que lidera o maior genocídio do século 21.

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