Episódios de Movimento RPG

Construção de Mundos (Worldbuilding) - Taverna do Anão Tagarela #204

05 de maio de 20261h12min
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Douglas Quadros, Gustavo Estrela, Vinicius Staub e Vinicius Lara falam sobre Construção de Mundos (Worldbuilding) nessa taverna. Venha saber o que é worldbuilding, saiba mais sobre técnicas de criação, a diferença entre sua mesa e o cânone do sistema e receba algumas dicas importantes para você que quer começar a criar seu mundo.

Assuntos7
  • Escrita e EdicaoA importância da escrita na construção de mundos · Começar pelo micro em vez do macro · Documentação de ideias e regras · Ferramentas de escrita e worldbuilding
  • Worldbuilding e Cenários ProntosSenhor dos Anéis como precursor de Worldbuilding · Deus de Pegana de Lord Dunsany · Tormenta e sua característica antropofágica · Fandom e apego ao cânone
  • Regras e Coerência no WorldbuildingDefinição de regras para o cenário · Contradições em regras de animes e RPGs · A mesa como cânone · Apropriação e adaptação de cenários · Coerência interna do mundo
  • O Papel dos Jogadores no WorldbuildingAgência dos jogadores e apropriação do cenário · Feedback dos jogadores e adaptação do mestre · Improviso e repertório do mestre · Ideias dos jogadores e coerência
  • Tipos de WorldbuilderCriador de cenário próprio · Criador que constrói em cima de cenário pronto · Criador que mexe no cenário comercialmente · Jogador que gosta de brincar com o cenário dos outros
  • Worldbuilding e RPG de Super-HeróisCenários baseados em 'E se o Super-Homem fosse mau?' · Origem de poderes e o que acontece após a perda do herói · Apropriação de conceitos de super-heróis
  • Susto memorável com criaturaNaturezas em vez de raças · Metamorfos e a fauna nacional · Tensionamento do jogador e escolha de poderes · Trilha de degeneração e perda de personagem
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Taverna da Luta Garela. Gente, eu já vou, entendeu? Estamos ao vivo em mais uma live aqui no Movimento RPG. Sejam todos muito bem-vindos a mais uma Taverna da Luta Garela. Estou aqui novamente no controle. Expulsei o Gustavo para o lugar que ele pertence ali, que é o... Banido a Zona Fantasma.

brincadeiras à parte brincadeiras à parte estamos aqui com a dupla de Vinícius que agora fazem parte do movimento RPG Vinícius Lara se apresente depois o Stalbo pode se apresentar também por favor

Boa noite, pessoas, pra quem tá nos vendo agora. E bom dia, boa tarde, algum horário aí pra quem nos vê depois. Vinícius Lara, hoje tô sendo, sou um dos mais novatos escritores, né, de artigos aí do movimento RPG. Brinco um pouquinho de RPG há um tempo, sou o podcast do Covil. E acho que basicamente é isso, cara. Jogo bastante hoje Dragon Line.

Hoje o Drago 2, hoje, nos últimos tempos. E Terra Devastada, gosto de sistemas nacionais aí. Acho que é isso. Acho que é isso. Tá ótimo, tá ótimo. Vinicius Taubi, eu tô falando certo o teu sobrenome ou eu tô errando? É assim mesmo, cara. Você fala como você lê. É, então é isso aí. Eu tô.

O Vinicius Taubi, estou aqui pela primeira vez. E também entrei recentemente na equipe do Movimento RPG. Escrevi algumas desenhas, arquivos aí. Eu jogo RPG para mais de 20 anos. Fui ator para mais de 10 anos. E agora estou criando conteúdo na comunidade também. Muito massa, muito massa.

Bom, gente, hoje nós vamos falar sobre construção de mundos, né? O famoso world building, né? A gente, eu queria... O tema é world building, mas eu quis traduzir minimamente pra gente não ficar botando tudo com palavra em inglês, sendo que tem termo português pra isso, né?

Então assim, galera, por que a gente tá falando sobre isso? Bom, essa é uma conversa que já era pra ter acontecido há bastante tempo, depois da época do... Quando a gente falou de Velx RPG, a gente começou a falar um pouco internamente sobre criação de mundos. O Herpich falou, pô, a gente tem que fazer, a gente tem que fazer, a gente tem que fazer, e daí o Herpich tá só ocupado, nunca mais pôde participar. A gente nunca mais teve tempo.

Então eu falei, cara, a gente precisa falar sobre isso, então vamos falar. E daí eu trouxe duas pessoas aqui que... Acho que...

Se você é narrador de RPG e não tem nada de construção de mundos, você tem alguma coisa muito errada nessa história, né? Mesmo que não seja uma construção de mundos inteira do zero, se for parte de um cenário que você joga, já conta pra caramba. Exatamente o que eu ia falar, porque assim, não necessariamente é criar do zero, às vezes você pega, sei lá, joga muito tempo Forgotten Helms.

Mas eu construí uma cidade, uma vila, um caminho. Ou, sei lá, tormenta. Não, mas eu criei uma certa divindade menor pra fazer uma determinada coisa. Isso é construção de uma comunidade. Exatamente, né? A não ser que você pegue, só jogue livro-jogo e tipo... Cara, eu acho muito... Mesmo quando você pega uma aventura pronta, normalmente ela tá semi-pronta, vamos dizer assim, né? Tem certas coisas que você precisa ali criar, eventos aleatórios e coisas do gênero. Então...

sempre tem construção de mundo sendo narrador. E como jogador, também dá pra dizer que tem construção de mundo, mas a gente vai falar sobre isso um pouco mais pra frente. Bom, eu acho que a gente pode começar dizendo que tipo de world builder a gente é, né? Eu acho que começar tentando definir esses tipos possíveis, que seria tipo, sei lá, o cara que cria o seu próprio cenário, às vezes o cara tá aí desde que começou a jogar RPG, tá construindo o mesmo cenário, que é o meu caso.

ou então, por exemplo, o cara que constrói em cima do cenário que já tá pronto, né? Nós também temos aquele cara que ele só mexe no cenário pra... comercialmente, vamos dizer assim, né? Pega uma coisa, constrói ali, entrega, né? Que eu acho que é o único que funciona de verdade, porque os outros... Eu nunca entrego, o outro tá construindo em cima dos outros. Esse, pelo menos, ele tá encapsulando, entregando pro universo aí, né?

Então acho que pode existir outras Então eu queria saber de vocês Gustavo, começa contigo Qual que tu se encaixa mais? Lembrando que pode ser um pouco de tudo também, claro Eu não sou de tudo, eu sou completamente inverso Eu sou o cara que gosta de brincar com o banqueiro dos outros Então tipo, eu gosto muito Não só de pegar Um cenário desse ponto que já existe como RPG Tipo, a pessoa que me acompanha No movimento nesse último episódio sabe que eu gosto muito Escrever o seu turno For

E aí eu brinco, eu já sei como funcionam as regras, as coisas, não só as regras do jogo, as regras do cenário. Uma coisa que eu acho muito importante a gente pensar quando está construindo um mundo, é que regras aquele mundo vai ter. Que muitas vezes, principalmente a gente vê isso em animes, as regras são muito bem limitadas. Tem a brincadeira do meme de Jujutsu Kaisen, que demora...

5 minutos da narradora explicando qual é a musiquinha de fundo, porque as regras são muito bem definidas e tudo é muito bem certinho. Eu também te leio a teologia do Mistborn, do Brandon Sanderson, ele também tem as regras muito bem certinhas. Então eu gosto de ter esse carbunso de como aquele cenário funciona e trabalhar em cima dele. Então pelo menos é a maneira que eu gosto de brincar com criança de monza. Massa, massa. E você, Vinicius Lara?

Cara, eu flerto com as duas opções, né? Eu me identifiquei com o que você falou, Douglas. Eu tô com 39 anos e desde os 18 anos eu rascunho o mundo de aranha. É assim, é aqueles projetos da vida toda. Até fiz um romance, uma história de ficção, que não publiquei, tirei e tal, não tava pronto, mas...

Eu tenho um pouco isso dessa vontade de criar o seu mundo, um mundo próprio, onde você se sente mais confortável para implementar tipos de narrativa, de trama, de tema. Porque eu joguei durante muito tempo no universo do Senhor dos Anéis, quando eu era adolescente. E eu gostava de tensionar o cenário. Eu gosto dessa palavra, tensionar. Porque eu faço isso com valância hoje. Estou jogando uma campanha em Arton.

Então eu gosto de Romper um pouquinho Algumas coisas Não é romper, é me apropriar Então eu gosto de adaptar Só que se um dos anéis da vida E outros cenários como o Arton Esses cenários mais consolidados na cultura pop Você tem que se sempre esbarra com um tipo de jogador Que é mais puritano Então lá nos meus 18, 17 anos Eu tinha um amicíssimo de infância Que qualquer ação que eu faz Mas o Argon no livro ele não fez isso aí não Então

Não, não, mas o Gimel, ele não tava nessa sala quando teve no Abiso de Real. Não, não, não, mas quer saber? Então, amassei a história. Vamos fazer o que fizeram. É, vamos fazer uma... Era uma vez. Era um mundo fantástico. E Vistas Guerreiro Naragorn.

que é tudo bonito exatamente exatamente essa pegada então se eu gosto de criar do zero é porque dá essa liberdade criativa e você junta a galerinha ali mas ainda mais agora que a gente tá mais velho mais maduro em tese eu também acho muito bacana pegar um cenário e tem cenários que dão brechas propositais pra você implementar o teu DNA eu acho muito bacana isso

O Senhor dos Anéis não é um desses, né? Eu tava pensando. Não é um desses. Até porque ele é pré tudo isso existir, né? Dá pra falar em um argumento, eu sei que o Vinicius tem que falar dele também, mas tem um argumento de que o Senhor dos Anéis é o primeiro caso de Wood Binders porque o cara criou uma língua pra depois escrever um romance. Então, assim...

É o caso dos Anéis. Ele é muito fora da curva. Falar que o primeiro é muito forte. Como fã de Senhor dos Anéis que eu sou, fã de toda obra, é até dolorido pra dizer. A gente sabe que foi um pouco de apropriação de muitas culturas e coisas do gênero. Não apropriação é uma palavra muito forte, mas inspiração em muitas culturas. Elfo já existia, Halfling já existia, Fada já existia, enfim.

Mas foi meio que a construção e a união disso. Outras pessoas já haviam feito no passado, mas não dessa forma. E com essa... Eu acho que é a profundidade que... Mas a gente vai começar a falar de Srs. Anéis. Para, Douglas. Eu quero entrar no Srs. Anéis. Mas vamos falar do Srs. Anéis. Chama o Xará. A grande parada... O Xará estava falando da...

De onde que deixam as brechas. Nas Sordes Anéis não deixa a brecha. O precursor do Tolkien é o Lord Dunstan, um deus de Pegana. E deus de Pegana é muito... O Tolkien foi e voltou várias vezes, né? Começa com Hobbit, é a historinhazinha pequenininha. Daí ele pensa na cosmologia. Daí ele volta pra língua. Daí ele vai pra história. Daí ele desfaz a história, conta a história. Ele foi tecendo em Apenelo. O deus de Dunstan...

é a mitologia de os deuses de Pegana, né? O Dunstan fala que tem uma ilha muito distante chamada Pegana, no mundo real. E lá eles têm uma mitologia diferente e ele descreve essa mitologia desse povo. Então, essa mitologia contada de uma forma bem abstrata que nem folclore, que nem os mitos que a gente escuta de outros povos que vêm de muito longe e fica tudo muito em aberto. Então, primeiro, o deus de Pegana fica tudo em aberto. Cara, você pode pegar o deus de

ou fazer uma campanha no mundo do deus de Pegana, não diz nada, cara. Não diz a estrutura política, as raças, não diz nada. Você só tem essa estrutura dos mitos, talvez nem dos deuses que são cultuados atualmente. O Senhor dos Anéis já é o outro extremo, né? Do nosso ponto de vista, como mestre de RPG.

Eu tô trabalhando agora com o Tormento, cara, eu achei que eu nunca ia fazer isso, porque eu também, desde que guri, desde acho que uns 14 anos eu tenho um mundo na minha cabeça que eu fui tecendo e tecendo, e hoje, cara, eu tenho mais vontade de ou fazer coisas muito mais simples, assim, localizar.

Mas eu descobri que Tormenta, cara, apesar de muita gente, hoje em dia tá mais comum um apego ao cânone, né? Mas eu acho que Tormenta tem uma característica meio antropofágica, que em português moderno é tipo uma característica meio pizza doce, pizza de abacaxi. Então tem uma característica de aceitar pizza de sorvete. Então aceita muita coisa. Então Tormenta é bem legal de mencionar.

A proposta sempre foi essa e ele foi melhorando nessa proposta. Os autores falam que uma coxa tinha retalhos. Como é que é? Os autores falam que uma coxa tinha retalhos e tinha um monte de coisa que eles gostam. É uma coxa de retalhos. É uma coxa de retalhos e isso acabou virando o DNA, né? Então você consegue tensionar coisas sem correr risco de estar desconstruindo o cenário.

eu acho que isso é uma coisa interessante também quando você começa a customizar muito um cenário estabelecido a ponto de causar uma desconstrução, não sei daí você está propondo uma coisa bem mais avançada, se eu pegasse Game of Thrones e começasse a deixar tudo super esperançoso, imagem, opa, eu já estou desconstruindo a ideia original, pode ser mas é muito legal quando você consegue tensionar e o cenário é borrachudo, ele é elástico ele deixa você tensionar bastante bom

E ele mantém O DNA O Arton, o cenário, ele tem muito isso Tem a opção de poderes Tem horror Tem a tormenta O problema de Arton, no meu ponto de vista É o fandom, normalmente Como a maioria dos cenários que ficam gigantescos O Senhor dos Anéis tem esse mesmo problema Todos eles vão ter o mesmo problema Mas o fandom O Instituto

de Tormenta no Brasil, né, é mais próximo da gente, talvez, e tipo, todas as mesas que eu já joguei no cenário de Tormenta tinha um chato que vinha. Não, mas na guia da crônica não acontece isso.

Foda-se, meu irmão. Foda-se. Tipo, aqui acontece, mano. Eu não tô lendo livro. Eu não tô escrevendo a mesma história. RPG, brother. Se eu quiser ir lá e arrancar a mão do cara que tem o braço de metal, eu arranco e faz parte da história e não vai mudar o livro. O livro vai continuar escrito. Ele não vai alterar a realidade, tá ligado? Vai continuar. Então, assim, uma coisa que eu acho que a gente tem...

E na verdade isso não é um ponto negativo pra Tormenta, tá gente? Não me entendam mal, é positivo, porque significa que se o cenário chegou nesse nível de preciosismo dos seus fãs, de ter esse fandom, é uma coisa, cara, que diz que o negócio tá gigantesco, sabe? Porque se o cenário não tem isso, significa que é que nem assim.

Vamos começar a falar um pouco de Old Building, né? Quando eu criei o meu cenário, o meu cenário de cima é agarrada, né? Eu quis sair totalmente de Elfanão, Orc, Halfling, enfim. Então eu criei criaturas próprias com culturas próprias, enfim. E quando eu construí ele, à medida que eu fui jogando, coisas foram mudando. Faz parte dessa construção de universo, né? Ah, daí até eu fiz uma piada esse final de semana com os meus jogadores, porque a gente teve sessão no sábado.

E eu falei assim, tipo, a galera descobriu que tem um dos personagens, que são os Calormanos, que eles são criaturas totalmente mágicas. E a ideia é que eles não têm órgãos internos, eles são areia com magia, basicamente. E essas criaturas, elas comem, elas precisam se alimentar, porque isso foi uma coisa que eu corrigi no passado, porque todo mundo fez Calormano e daí o grupo era só sair pra frente, matando tudo que vinha na frente, não precisava comer, não precisava dormir, não precisava fazer nada, então eles precisam se alimentar.

Só que o alimento magicamente é dissolvido dentro deles. E a ideia foi feita assim, que eles precisavam comer também por um outro motivo. Porque os meus jogadores estavam querendo transformar Calormanos em... Como é que é o nome em português? Do Bag of Holdings, tá ligado? Tipo, o bagulho que tu puder colocar qualquer coisa dentro dele e carrega por aí.

Mochilhas de carga. É, tipo isso, tá ligado? Tipo, eu falei, não, as coisas são consumidas magicamente, então o bagulho vai desaparecer com o tempo. Então, eu tive que criar mecanismos, e esses mecanismos estão sendo considerados à medida que a gente vai jogando, né? Mas, o que eu ia falar sobre isso? Eu fiquei muito feliz, né? Porque eu criei esse manual, eu escrevi, eu tô eu tava até contando esses tempos atrás, eu tô há mais de 16 anos escrevendo o mesmo guia, assim, e eu peguei e eu entreguei pra esses últimos jogadores, outros já fizeram isso também, mas os

Mas o que eu achei engraçado foi que a galera começou a me questionar sobre certas coisas. E isso é muito legal. Porque eu botei um personagem e eles falaram assim não, mas essa raça não pode fazer isso. Eu tipo, porra, foi eu que criei o cenário, mano. Deu fulé e olhei, caralho, eles estão certos. Eu que tô errado, tá ligado? Isso que eu acho mais legal. Achou uma brecha. É, cara. Mas isso que eu acho mais legal.

quando você tá criando um mundo, fazendo as suas regras, você tem que definir regras bem consideradas, porque às vezes, muitas vezes, se você tá fazendo um funcionário de RPG, ou se você for um romance e tal, os seus jogadores e leitores... Alô? Voltou? Tá. Os seus jogadores e leitores vão encontrar erros no seu design, e eles vão apontar, falar, ó, isso aqui tá contradizendo o que você colocou, isso aqui tá errado, né, até voltando a Jujutsu Kaisen, como exemplo, agora é um exemplo negativo, muitas vezes as regras do anime se contradizem, e os leitores ficam, ô caramba!

Mas isso aqui não acontecia dessa maneira. E meio que o autor dane-se, assim. Mas isso é um exemplo ruim, né? Mas agora voltando com o Sanderson, ele faz o contrário. Ele tem um sistema tão detalhadinho, tão meio escrito, sim. Isso é pra você estar lãofado. Por que isso aqui tá acontecendo? Tem uma explicação, tem um porquê, tem um ponto. Isso é um negócio. Sim. E é uma coisa que eu gosto de deixar claro pra galera. Até tu tá com o livro impresso...

tá escrito, tá lá pronto, tu pode alterar do jeito que tu quiser, meu irmão. Só que tu não pode cobrar que os teus jogadores saibam que tu alterou se tu não avisou eles também. Também tem isso, né? Então, assim, eu acho que a grande mágica dessa criação de universo é isso, é tu tá entregando pros jogadores e tu recebe esse feedback instantâneo, sabe? Isso é muito legal. Eu queria saber, vocês têm alguma experiência com isso? Vinícius Stalb, vou começar contigo aí dessa vez.

Cara, eu tô no momento tentando trabalhar com coisas que criam, a partir do... Tento entender uma estrutura de mundo e tento entender que qualquer ideia pode acontecer. Por exemplo, eu costumo dizer que a mesa sempre é o cano de ar. O livro tem Star Wars que tem o oficial, oficial e tem o legend, né? Então pra mim os livros de tormento é o legend.

A mesa é o cânone. Então tem mil, tem 10 mil cânones de tormenta, mas tem Legends, que é o livro. Agora, faz a partir... O Legends é os fora do cânone, tem os cânones? Não, é que os Star Wars falam assim, os filmes são oficiais, e daí os livros, os livrinhos que saíram antes de ser comprados, eles são menos oficiais, são Legends.

Então, na minha opinião, o livro oficial do RPG, no caso de um RPG, o livro oficial é o cânone B. O cânone A é o que está acontecendo na mesa. Mesa é o acontecimento. Não é que nem um livro de literatura, né? Por exemplo, Machado de Assis, o cânone A não é se eu acho que a Capitula traiu ou não o Bentinho. O cânone A é que não dá para saber, digamos. Então, a minha interpretação importa menos. RPG é o contrário, não é literatura. O que eu estou jogando importa mais. Sim.

E é o teu cânion. Eu acho que é essa a maior dificuldade de muitos jogadores, até mestres, quando a gente lida com cenários mais pop, como a gente falou. Eu até me inspirei muito em São Zanés, na época do mundo de Aram. Quando eu era jovem. Jovem! Jovem!

A coluna funcionando direitinho ainda? Não faz tanto tempo aqui? Mas assim, eu não queria, justamente pela experiência de ter passado de tentar mestrar, contar uma história e ficar sempre me tesourando, não, não foi isso que aconteceu, não, mas o Tolkien, o Tolkien, a gente não é o Tolkien, a gente está contando a nossa versão da Terra Média, mas a pessoa não entendia, ela queria viver, queria ser coleguinha do árabe. Então, Então

O que que eu peguei? Eu peguei a ideia da baixa fantasia, que eu gosto desse elemento, que hoje se entende que Terra-média ali, A Guerra do Anel, é mais baixa fantasia, não tanto, mas enfim, e principalmente um elemento mais nebuloso. Mundo de Arã, totalmente livro vermelho do Tolkien. Pode, talvez, ter existido.

numa terra distante. Então, tudo que chega pra nós é fábula, lenda, registros que podem estar completamente equivocados. Isso dá liberdade pra pessoa criar qualquer coisa, velho. Então eu dou um norte de ser algo de média pra baixa fantasia. Mas se cair na mão de alguém, um dia, se eu for publicar, não sei.

ou a pessoa que pode se apropriar e fazer alta fantasia. Claro. Entende? Que é o que o Mochila falou. Então, a mesa dela é o cano. O que eu estou contando, o que nós estamos contando, o que nós estamos vivendo, é o que tem que ser importante. E o feedback dos jogadores, para isso é fundamental. Para eles entenderem o que eles estão vivendo e contando junto com o mestre ou com o criador do cenário, tem peso. Como encontrar as brechas que o Douglas derrapou nas brechas dele e tal. Teste. Teste.

Não, Douglas, você errou aqui, vi. Aqui tá esquisito, aqui não funciona. Putz, é, não funciona. Peraí, vamos... Porque é coletivo, né, cara? Mas também não é fácil. São bagulho que demora pra... A gente é um pouco mais velho de guerra, mas a pessoa que tá nova, começando o de building, tem uma dificuldade de pensar, não, é o meu mundo, as minhas regras, é o meu precioso ali. Se alguém tocar, se alguém mexer, ela tá errado. Porque, cara, tem esse ego.

entre aspas, e tipo, cara, eu construí o bagulho e ninguém pode facturar, não sei o que, aí eu mudo na hora que a gente tem essa classe, tipo, ah não, o bagulho não era assim ah não, eu mudei, tudo nada assim, não, não, é eu acho que assim tem uma questão tipo assim, por exemplo, o cara fala assim ah, eu quero jogar de orc, se eu tô cara, eu não quero fazer uma campanha beleza, cara, tem um orc lá, como é que ele veio? a gente vai achar, se for até virar o plot da campanha, porque que esse cara tá aqui diferente de todo mundo bom

Mas quando a gente... Eu acho que todo o cenário tem pilares.

Lógico que esses pilares não podem ser uma coisa imutável, mas se do nada o teu cenário medieval clássico tem uma nave espacial lá, porque o cara queria jogar de nave espacial, entende? Agora, se eu errei nesse caso, como o Gustavo falou, e eu falo, não, agora é assim porque eu quero. Não, as regras dizem o contrário. As regras que tu mesmo escreveu, o criador dizem o contrário. E errar faz parte, né? Agora, claro, sempre tem o criador que é...

Que é o Todo Poderoso que Nunca Erra. Mas eu acho que isso é uma coisa também importante quando a gente tá fazendo uma construção de um mundo. Que eu... Cara, eu passei muito tempo na época da minha faculdade, na biblioteca, na época do TCC, fazendo qualquer coisa, menos o TCC. Porque eu tava numa época da faculdade que o meu TCC tava basicamente pronto e eu não tinha muita coisa que fazer. Então eu me lembro que eu ficava em cá com a Karen.

E ir na biblioteca estudando sobre criação de biologia. Sobre umas coisas, sabe? Tipo, nada a ver, assim. E pra minha faculdade, no caso. E era isso. Então, assim, eu pensei, pô, beleza. Por que as criaturas são tão altas no meu cenário?

Ah, eu preciso que... Se o oxigênio for maior nesse cenário, significa que as coisas vão ser maiores. Então tem megafauna, criaturas grandes, blá, blá, blá. Como é uma espécie de um planeta diferente, etc, que os humanos vão. Então é um cenário que eu meio que fui construindo as regras e fui dando lógica.

Não precisava, tem cenários que é assim, porque a magia quis, porque o Deus quis, existem essas respostas. Mas como eu botei como regra que seria tudo científico, então eu comecei a pesquisar e fazer isso. Então criar regras para o seu cenário, eu acho que é uma das ferramentas que...

Que se você tiver esses pilares. Vai ser muito difícil você tirar e errar a mão. Lógico que as coisas ainda podem acontecer. A gente endelza tanto Tolkien. Mas tem um personagem no Senhor dos Anéis. Que ele tá morto no Silmarillion. Que acontece antes. E no Senhor dos Anéis ele tá vivo. Então esse tipo de coisa. O cara era ninja. Mas acontece. Eu não me lembro. Acho que era o criador do Greyhawk ou do Forgotten. Que tinha um porão cheio de coisa na parede. Não sei se fosse esse tipo de maluco.

nada contra também, mas não sei que seja assim é muito mais fácil você criar ali e com certeza você vai ter muito menos erros, então criar as regras pro seu universo é importante alguém tem feito essas coisas também ou não, vai todo mundo já usa uns cenários que já tem que ter as regras prontas, etc, entender essas regras às vezes é mais difícil também

Eu tô desenvolvendo um que é o Ephemers do Penúltimo Mundo, que é de ficção científica, é ficção weird, né? Ficção weird é um desenvolvimento de ficção científica do horror. E é de ficção weird, e eu peguei pela ideia, assim, de que os personagens vivem pouco tempo, morrem a cada estação, e, na verdade, dentro de uma campanha, você vai construindo o que vai acontecendo no mundo, porque eles são homens insetos, eles vivem pouco tempo. Mas eu me inspirei muito no Cypher. Qual que é o nome? É Númena, né?

Sim. Eu me inspirei muito nessa. No Minera, né? E o mundo é muito velho e as aberrações científicas, mágicas, elas são todas muito misturadas. Isso é um tipo de regra também, né? Então, você estabelecer, e é uma regra um pouquinho mais abstrata, porque ele não tá dizendo pode acontecer qualquer coisa. Então eu fiz um cenário onde eu tô dizendo assim, tá, coisas esquisitas podem acontecer. Que tipo de coisa esquisita sempre tem a ver com natureza,

não aparecem seres humanos não tem uma sociedade estabelecida e dentro disso as coisas vão aparecendo pode ser que um dia algum jogador tenha alguma ideia e vai ficar muito fora daí, e daí vai gerar um estranhamento e daí você vai descobrir que você tinha feito um pilar, mas você não tinha construído aquele pilar eu acho que o mais importante é tom e tema e na verdade a gente nem sabe descrever todo o tom e tema que a gente tá fazendo mas é legal, quanto mais a gente escreve quanto mais a gente cavuca, mais isso vai ficando nítido pra gente

Eu me lembro que... Eu não me lembro se foi o Vinícius ou foi o Stamato, mas um dos meus amigos que já trabalham com isso há bastante tempo, eu escrevi toda uma timeline do meu cenário de como foi a criação do universo. E dele falou assim, cara, eu tô entrando no teu cenário pela primeira vez. Isso não importa pra mim agora, sabe? Tipo, isso não... Pra ti é legal, mas...

foda-se, tá ligado? Tipo, eu quero saber o que que eu vou ver nesse mundo, que raça que existe, como é que elas interagem entre si. Se eu tô falando de RPG, o que que isso me dá de bônus pra mim fazer meu guerreiro combado, tá ligado? Tipo, é isso assim, quando tá falando de RPG. Lógico que...

eu até eu tenho feito eu tenho abstraído do RPG o meu cenário, por que? primeiro porque eu acho que eu comecei a criar esse cenário em D&D 3.5 hoje ele está sendo jogado em Savage Worlds mas eu já joguei em Old Dragon 2, enfim a ideia é que ele possa ser jogado em qualquer cenário qualquer sistema de fantasia medieval coisa do gênero

Então, o que adianta eu já pensar nas raças, na estrutura para um cenário que ele pode ficar ultrapassado? A não ser que o meu plano seja, vou lançar semana que vem. Daí, beleza. Daí, tu já tem que ter uma ideia de para onde tu vai lançar. Então, isso é uma coisa que é interessante, porque eu fiz um guia de cenário agora. É isso que eu estou construindo, um guia de cenário. Quais são as mecânicas de cada personagem? Não importa ainda.

Cada raça tem as suas habilidades especiais, vamos dizer assim, mas elas podem ser traduzidas, elas precisam ser traduzidas para sistemas posteriormente. Então isso é uma coisa que é importante também de se deixar bem registrado, que é o que você está querendo exatamente, qual a sua estratégia.

Então, se você quer lançar, escrever e lançar o negócio para a semana que vem, o quanto antes, beleza, já pensa em mecânica, mas já pensa numa estrutura de suplemento de cenário. Então, primeiro você vai apresentar um pouquinho do cenário. Cara, o Savage Pathfinder...

O meu não tá aqui. Mas enfim, o Savage Pathfinder tem exatamente essa estrutura. Ele explica um pouquinho sobre o cenário de Golarion. Depois ele explica sobre as raças. Mas bem curtinho mesmo. Mecânica pra criar o personagem. Depois, lá pra frente, se tu quiser se aprofundar, ele vai dizer sobre a sociedade. Como é que as raças interagem com a religião. E etc. Porque se você quisesse ler sobre o mundo de Golarion, você vai pra um outro suplemento.

E é o que eu acho que isso é uma estratégia válida. Ah não, eu quero fazer um negócio, quero construir um universo cinematográfico de literatura e que tenha RPG também. Beleza, então pensa nessas regras como um todo, mas também precisa apresentar isso pra alguém. Então começa apresentando devagarzinho. Tu não vai chegar dizendo...

Que, sei lá, um bagulho gigantesco, tu começa devagar, então tu vai construindo, tu vai aumentando, né? Esse é um conflito legal, né? Sim. Porque uma coisa é apresentação no livro, né? Apresentação das regras. Só que tem cenários que já foram pensados pro jogador. Então, por exemplo, a Terra-média não foi pensada pro jogador. Você tem que quebrar a cabeça pra pensar como que você vai jogar. É, os altos são gravíssimos, né? Não foi pensado pro jogador. É.

O Forgotten Realms só é jogável porque pegou a estrutura do D&D anterior, mas assim, pelo que eu entendo, pelo que eu sinto, eles vão construindo um cenário que está preocupado consigo mesmo. E alguns World Viewings são mais voltados para o RPG mesmo, pensando assim, o mundo acontece a partir dos jogadores. Sim.

Eu acho que isso é até importante pra gente entrar no qual o objetivo que você tá construindo o seu mundo, né? A gente falou disso, o Tolkien foi sempre pensado pra ser um romance, uma história, o Forgotten Realms, o Forment, etc, foi o RPG, mas tem vezes que você começa no cenário pensando numa questão que às vezes até é pessoal, de você jogar com seus amigos e tal, e ele acaba evoluindo pra outra coisa. Isso tem como exemplo o Out Cards, vocês já ouviram falar, Cards selvagens.

que era um cenário de um jogo de RPG de super-heróis que o Martin jogava com os amigos dele e tal, daí viraram uma coletânea de pontos. Esse vai ver, tipo, sete livros de pontos. Desse tamanho, cara, eu tenho eles. Desse tamanho enorme, vários autores diferentes. É o Martin, né? Não, mas isso que legal, não é só o Martin. Não é só ele.

Mas o maior ponto do primeiro livro, pelo menos, é dele, exato Mas, tipo, são vários autores escrevendo diferentes histórias Naquele mesmo universo, em épocas diferentes e tal E isso é muito legal, tipo, começou com um cenário pessoal Ele fala, ah, não, vamos expandir isso pra romance Aí tem que ter outros cuidados Sim

É meio nebuloso, né? Porque o RPG, ele é um hobby que você joga, você tem elementos de jogo, aleatoriedade, estratégia e tudo mais, e você acaba gerando uma narrativa ali, por mais simples que seja. Então você também tem o ato de contar histórias. Então por isso que a gente tem esses problemas, às vezes, do mestre que quer ser o escritor, né? Eu vou complexar aqui o meu cenário num nível, que é o que o Douglas falou, vou fazer a origem, porque eu sou um novo touro. Porque eu posso.

E assim você tem jogadores também que são os protagonistas. Eu sou o cara, a mina. Por quê? Porque é um ato de contar histórias. A gente quer ser importante, mas ele é coletivo. Então acho que isso que a gente está falando aqui, você priorizar qual é o objetivo desse cenário. Qual é o DNA dele? Para que ele vai servir?

Tem cenários, como a gente falou, de Arton, Tormenta, ele é um amálgama de várias coisas. E funciona. Não são todos, mas funcionou da maneira também da origem dele. Lá atrás, tem toda uma construção que ele foi mostrando para os seus leitores, desde a adolescência até a vida adulta, do porquê que ele está absorvendo tantas referências e tantos temas. Mas é arriscado.

Começar explicando a origem do mundo também é um pouco arriscado, porque é um jogo também. É o que o Douglas falou, você tem que convidar a pessoa pra ela entender na prática o que significa aquele cenário. Então, assim, qual é o principal objetivo? Eu iria mais ou menos por aí.

implementa isso em texto, explica isso em texto. Às vezes nem precisa pensar em mecânica, né? Conduz o leitor a entender, ó, aqui a ideia é suspense, é horror, é ação, é guerra, é nada que passa, enfim. E depois a gente vai apresentando mecânica, porque se você jogar toda a origem, todo o cenário, todo esse clopédia e glossário, o cara, não. O cara frita a cabeça dele. Sim.

Laura, mas tem uma coisa que eu acho que vale a pena. Você criar um mundo com todas as suas regrinhas, o nome do prefeito, do vereador das cidades, que os jogadores nunca vão encontrar, e você criar pra você. E você entender que talvez seja até melhor você criar todo o detalhe, assim, sabe? E depois entender que é uma tradução pra isso ser levado, seja pra um leitor literário, seja pra um grupo de RPG.

É o equilíbrio, né? Equilíbrio do que você acha que você tem, na minha opinião, lógico, do que você acha que tem que ser a superfície, até onde você vai na informação. Quanto mais você detalhar, menos agência você vai dar pro grupo. Não vou nem falar mestre, eu vou falar grupo no geral, os jogadores também. Ao mesmo tempo, quanto menos detalhar...

menos imersão vai dar pro grupo. Porque o grupo vai sentir que aquilo ali é muito genérico. Então depende do perfil dos jogadores e depende muito do estilo. No meu caso, tô escrevendo Criatura das Tréguas, eu não tô entrando em detalhe da origem do vampiro. Não, eu quero mostrar os conceitos e os dramas psicológicos de horror pessoal pra convidar o jogador pro horror pessoal.

Ah, mas quem é o primeiro vampiro? É inspirado no mundo das trevas, né, esse projeto, tem muito dessa fonte, mas não tem caindo, não tem nada disso. Porque senão, ué, é só pegar a parada e adaptar o sistema. É só jogar o mundo das trevas.

Aí não faz sentido. Então não tem, não tem River, não tem Gaia, mas tem a estrutura do conceito, certo? Por quê? Com isso, o jogador e o mestre são convidados a implementar. Cara, eu não sei quantos anciões pode ter, ou se o humano, se os humanos é comum, os humanos saberem que existe vampiro, não é comum.

Aí fica em aberto, mas no texto, no corpo do texto, tem os indícios e as conduções, e tem umas travas mecânicas pra tentar amarrar com o tema. Mas eu tento, se eu acertei ou não, eu não sei, de ter esse equilíbrio. Sabe, tipo, tem informação pra você emergir, mas tem coisas vagas pra você criar.

É difícil, cara. É difícil a gente entender o que é útil para o que a gente está propondo para o cenário. Então, por exemplo, a gente entra no que aquele cenário está se propondo a ser. Então, é um cenário que você vai escrever um romance. Então, o que é importante é que é útil para a escrita aquele romance. De onde o povo iniciou com as criaturas evoluírem, isso não importa. Não importa a sociedade, o que está acontecendo. Talvez o início não importa também.

Às vezes não importa a sociedade, o cenário. Pô, eu tenho uma coisa que eu acho muito interessante. A gente tem muitos cenários de super-herói que a base deles é o que aconteceria se o super-homem ficasse malvado. E não é sempre super-homem, é tipo a figura parecida com o super-homem ou se o super-homem morresse ou alguma coisa tipo. E muitos deles não tem a origem dos poderes super-heróis ou por que aquilo ia acontecer, mas a figura mais importante é o que essa figura que escompeu, morreu, etc, o que acontece com o mundo depois que ela vai?

E muitas vezes a gente tem um receio de tipo, ah, não, não posso colocar o meu cenário numa base tão vaga. Então, tipo, ah, se tem um personagem parecido no Super-Homem da 25 de março, então não deveria ter um outro super-herói que é o Antena Verde. Por que não? O que que isso te impede? É útil pra tua história? É, então vai, coloca, coloca teu Super-Homem, coloca teu Lanterno, coloca teu Homem-Aranha, coloca teu Flash, sei lá. Eu, eu particularmente sou de uma escola de, eu gosto de construir tudo.

E deixo pra mim, às vezes, pra me basear às vezes. Mas se o jogador chega e, por exemplo, eu criei a... Ah, não, todas as árvores aqui, na verdade elas são feitas de carne. Beleza. Os jogadores não precisam saber disso se eles estão entrando nesse mundo pela primeira vez. Digamos que eu tô jogando Star Trek RPG, vai. E daí eles chegaram nesse local, eles viram as árvores e... Eles não vão sair mordendo as árvores, porque eles acreditam que aquilo lá é madeira, beleza.

E tipo, se isso nunca acontecer, ou se o grupo precisar fazer uma fogueira, e daí tipo assim, cara, a gente precisa fazer uma fogueira, senão vai dar merda lá. E daí eles vão lá e descobrem que são feitas de carne. Beleza. Agora, se realmente for necessário que seja madeira, por que eu não vou mudar?

Então assim, eu deixo os conceitos O que eu quero dizer com isso? Eu deixei, por exemplo, aquela timeline gigantesca da criação do universo Guardada Isso é aprendido por quem é religioso nesse cenário É tipo a pessoa que sabe a Bíblia de cor e salteado De como é que foi a criação do universo Ou como é que foi a criação do universo De alguma mitologia mais conhecida Sei lá, grega, enfim

Tem pessoas que sabem e tem pessoas que não sabem. O resumo que eu deixei ali, três páginas de resumo, sobre o cenário é falado e é o senso comum. Todo mundo, ah, eu sei que os deuses servem pra isso, eles fazem tal coisa, mas na verdade a gente vive esse problema aqui, tá ligado? Então assim, mas eu sou desses assim, eu gosto de ter o nome do prefeito da rua...

Da vila de xalala. Mesmo que isso nunca aconteça. Mas, se eu não apresento isso pros jogadores, eu não posso cobrar que eles criem, quando eles estão narrando, outra coisa. E é isso que eu acho que é importante. Eu acho que o grande diferencial é que tem uma galera que fala assim, não, não, não. Mas você fez isso, mas não pode. Porque é assim. Eu vou dar um exemplo aqui mais prático, falando de universo indo pro lado mecânica, né? Saindo do world building e indo pra...

Game Designer A gente tá rodando a campanha do Verdade e Segredos Agora no financiamento coletivo E eu vejo diversas vezes os narradores As primeiras eu fui muito mais Severo com as regras

Por quê? Porque a gente está apresentando um cenário novo, em um sistema novo, no caso. Mas depois da quarta, quinta vez, eu fui deixando. E eu já tinha planejado isso. Por quê? Porque é uma adaptação natural. O cara está sentindo que a regra precisa mudar. E quando a gente está aqui falando de construção de cenário, é isso também. Às vezes, a árvore não pode ser de carne, porque ele precisa fazer uma fogueira, tá ligado?

Então, assim, às vezes as coisas precisam mudar, mesmo que você tenha planejado diferente. Isso não significa que meu plano vai acabar, é que nem aquela velha história, né? Ah, eu não me preparo porque os jogadores, eu boto uma taverna na vila, criei toda a taverna e os jogadores foram pra outra vila. Bota aquela taverna na outra vila, mano, os jogadores nunca vão saber, brother.

Tá ligado? Aí é saber improvisar, né? É, exato. Aí é o ato de improviso. Exatamente. Mas é que o RP, diferente de você contar uma história, escrever um roteiro de filme, escrever um livro, que você tá determinando o ritmo da narrativa, você tá determinando o que vai ser mostrado, o que vai ser contado,

A pessoa vai consumir aquilo de maneira passiva Vai ler, vai assistir E é isso, vai absorver e acabou O RPG não, o RPG convida Os jogadores são os protagonistas Então, poxa, eles vão agir Ou pelo menos espera-se que eles vão agir Então, ao agir, eles vão tomar agência E eles vão agir da maneira que eles acham melhor Então...

Não tem como a gente se cercar de tudo. E aí o Messi fica travado no tipo, eu quero que... Uma coisa é one shot, né? Tipo, evento. Você vai pôr no trilho e é isso. A gente determinou que nós temos um tempo e vamos fazer. Outra coisa quando você quer criar um cenário, principalmente a nível de mercado, mas mesmo que seja pra lazer. Você criou um cenário pros seus amigos jogarem. Cara, se é pra todo mundo jogar RPG, é isso. É um convite pra galera chegar lá e se apropriar daquilo. Então eles vão se apropriar.

Tipo, a árvore vai acabar virando de cetim. Sei lá. Nem madeira, nem calma. Vai, de cinco pessoas, quatro toparam. Só você que não. Você que é o errado ali. Você que não tá embarcando. Você que tá deslocado. Eles estão se apropriando daquilo. Sim.

Pode falar, pode falar. Não, você estava falando de improviso, né? Mas eu acho que a gente entrar nessa febre de criar muitos detalhes ajuda no improviso, porque improvisa principalmente repertório. Quanto mais você cria, mais você imagina. E é isso, você vai mudar a taverna de lugar.

Então eu penso muito em velhinhas, assim, cara, quantas estrandas, assim, quantas velhinhas você sabe saber, se você precisar fazer agora eu tenho uma velhinha na cabeça, então toda aventura ia ser a mesma velhinha. Mas se eu ficar escrevendo sobre velhinhas, daqui a pouco eu tenho uma cinco velhinhas pra usar. Sim. É isso aí. Aconteceu uma coisa, esse meu cenário, ele é a magia, é alta fantasia, né, então...

E existe uma igreja que é uma igreja boa, ela ajuda as pessoas, etc. De uma divindade boa. E os jogadores falaram assim, pô, mas se existe magia... Eles estavam com uma... Alguém do cenário tinha criado um frasco que todo o líquido que entrava lá ficava infinito. Então, se tu colocasse, tu duplicava, enfim.

E daí o jogador falou assim, tentou me pegar, né? Tá, mas então por que vocês são malvados? Por que vocês não usaram isso pra acabar com a fome no mundo? Daí o NPC olhou pra ele assim e falou Mas não tem fome no mundo, do que você tá falando? Daí eles começaram a entender Ah, não tem fome no mundo Daí eu expliquei

Tem fome. Em todos os lugares do universo tem. Vai ter fome. A diferença é que onde a igreja que controla esses tipos de artefatos está. Não tem fome. Eles distribuem gratuitamente a comida. Agora ela não está em todos os lugares. Então é aí que eu quis deixar claro para eles. Tipo. Se tu faz um mundo sem problemas. Uma utopia. Normalmente tem alguma coisa por trás. Né. Lógico.

Mas se não tem essa utopia Como que Se tu tá querendo criar uma entidade realmente boa Como que ela tá resolvendo os problemas que a gente tem Quando não tem magia, sabe? Eu já tinha escrito sobre isso, mas não tava no livro Mas eu já tinha escrito sobre isso E é isso que tu falou, eu tinha esse repertório Pra ter essa resposta, pra não ficar aquela coisa Puts, verdade, sabe? E não que eu acho que o narrador Ou o criador, o construtor Do mundo, né?

Precise ter Todas as respostas na ponta da língua Às vezes eu fico, tipo, realmente Então, eu acho que

Putz, verdade, eu não tinha pensado nisso. Vou pensar sobre isso. Agora, nesse caso, eu tinha. Mas, tipo, tu também não pode ter uma resposta pra tudo. Porque, a não ser que tu... Se tu tem uma resposta pra tudo, tu não publicou essa merda por que ainda, né, brother? Então começa por aí, porque ela já tá pronta.

Então assim, eu acho que Mas eu acho que é importante Você ter esse repertório exatamente por esse motivo Tipo, se o jogador Pensou nisso e você tem uma resposta Pra isso, dê essa resposta Ou então, pergunte pro jogador Como é que poderia ser resolvido dessa forma? O que você acha disso? Né, lógico que Também não dá pra catar todas as ideias Dos jogadores, os meus jogadores queriam fazer Uma Ó

Queria fazer uma catapulta de pessoas, tá ligado? As pessoas iam se jogando e ia levantando uma outra e arremessava pro outro. Tem certas coisas que não dá pra acreditar, não dá pra ir atrás dos jogadores. Jogadores têm ideias, às vezes nada práticas. Aí os caras viram mas é fantasia? Tem dragão? Não pode fazer, porque tem algo chamado coerência. Exatamente. Isso não é coerente. Tem que ter coerência dentro do mundo de tudo.

não é possível, senão tudo pode não precisa nem de regra é o condutor, é o fio de gente é o condutor é o condutor

Mas e aí, vocês? Vocês têm algum tipo de regras que vocês construíram? Como é que está essa construção desse universo? Já teve alguma situação que os jogadores pegaram e falaram assim não, pô, eu vou fazer isso e não, não está, vamos relevar, como é que está sendo essa situação? Eu vou pegar um pouco de experiência prática aí.

Começar com o Vinícius, Lara. Vai lá. Eu tô tensionando muito o Criatura das Trevas, né? O Raspunha em 2023, fiz alguns playtests e agora eu tô batendo mais pesado. Tô com um tempinho útil chamado desemprego. Calma, por desemprego. A gente ri, mas é triste. Mas a gente ri. Aí o livro sai, né, Lara?

Aí sai, aí vem toda a inspiração, ou não, né? Mas o tempo tem. Mas agora falando sério, o que eu pensei no Criatura das Trevas? Qual que foi a minha ideia? A possibilidade de juntar várias criaturas diferentes, com necessidades diferentes, e com nível de poder diferente. Então, ao invés de ter raças, né? Tipo, é, alfa, não, ou culturas.

são as naturezas. Então tem os humanos, os vampiros, os metamorfos, que não é necessariamente lobisomem, porque o metamorfo pode ser vinculado a um tipo de animal, então você pode ter um grupo, uma mesa, uma campanha de metamorfos, onde um é lobisomem, o outro é o homem tamanduá, o outro é o homem coruja, e aí você vai fazendo essa brincadeira da natureza mesmo. E ainda mais puxar a fauna nacional, fica mais bonito. Mas...

Mas então, o que eu parti do princípio de que é o seguinte? A proposta que eu queria colocar é o horror pessoal. Então eu tenho que tensionar o jogador. O jogador tem que sempre ficar na escolha de lançar mão de seus poderes sobrenaturais, podendo dar muito errado, né? Ou conter esses poderes e dar errado por outras maneiras, não por ele.

Então, tem criaturas ali que, se você der um empurrãozinho, elas destrambelham. Tipo, o metamorfo nível 1 pode dar cinco golpes no Old Dragon 2, por exemplo. Coisa que não é viável em lugar nenhum. Mas por quê? Se ele tensionar isso, a chance de ele perder o controle e acabar atacando e matando os colegas ou os inocentes é grande. E é essa brincadeira que eu quero dar. Eu quero dar corda.

Porque ao acontecer isso, eu ganho com uma segunda mecânica. Na verdade, é a primeira mecânica, mas a segunda tensão de regras. A primeira é a simetria de poderes. Então você tem um humano junto com o metamorfo, que tem um nível de poder muito maior, e com o vampiro e tal, essa é a brincadeira, a simetria. Então o humano não vai chegar a bater de frente à toa, ele não sabe com o que ele está lidando. Então ele vai ter que pôr a arma no chão, conversar, encontrar subterfúgio.

Deu ruim, tem que sair na porrada. Aí vem a regra que eu coloquei, que é a trilha de degeneração. Então sempre que descamba e as criaturas perdem o controle, que elas são tensionadas a isso, exceto o humano, porque o humano já é muito fraco, então ele não tem nada que faça ele perder o controle, elas correm risco de avançar na sua degeneração, que é uma corrupção. Sim.

E se elas chegam num determinado número, eles perdem o personagem. O personagem é deletado. Não que ele morreu. Ele só foi... Ele só abraçou a maldição dele. E aí ele vira um... Provavelmente ele vai virar um vilão. Ele vai virar um antagonista. Então é o convite do horror pessoal. Os jogadores vão tensionar os seus personagens. Possivelmente vai dar ruim. E aí eles vão ver o estrago que aconteceu. Beleza, eu matei o vilão. Mas eu destruí toda a aldeia que eu tava tentando salvar.

Ou eu matei dois personagens do jogador. Acabou matando. Então, cara... E aí você tem o nível de... De acordo com o tipo de grupo, grupos que são PVP, né? Que tem esses grupos doidos que eu não consigo entender, mas existem. E que vale a diversão. O Mestre pode tensionar mais rapidamente.

a degeneração pra dar um controle, pra dar um freio. Então uma ação do cara, o cara já avança metade ou mais da metade. Uma segunda ação ele perde o personagem. Então foi dois jeitos que eu fiz e por enquanto está funcionando. Eu vou testar isso a longo prazo. Testei só seção única e aventuras curtas, né? E funcionou. Agora a médio e longo prazo eu nunca testei. Eu vou testar agora em maio que a gente vai começar uma campanha e vamos ver se realmente essa régua funciona.

Testar é a melhor forma de saber, né? Melhor forma, cara. E ouvir, né? Ficar aberto pra ouvir as pancadas, que vai dar pancada. Sim, sim. Só que não funciona nada, nada. E tu, Vinicius Talvi? Cara, eu tava pensando aqui, agora que eu tô escrevendo o sincretismo de Arton, que eu tô trabalhando em cima de tormenta, né?

e eu percebi que eu tinha uma regra diferente, porque é uma regra não escrita, e a minha regra não escrita era diferente de parte do público que lê e tal a minha regra não escrita é que o sincretismo de Arton é eu tento pegar dois dos 20 deuses lá de Arton imaginar algum grupo que cultiva os dois ao mesmo tempo, isso é uma ideia pra ir tirando grupos, religiões personagens e usar isso como uma atividade de produção criativa sim

E sempre que eu escrevo, eu escrevo em vários gêneros diferentes e tal, mas eu sorteio, às vezes, qual sincretismo que eu vou fazer, e daí saem dois deuses que nunca vão se combinar, e a minha proposta criativa é enfrentar o desafio de tentar fazer. Mas eu sempre tento imaginar como que grupos de mortais, de pessoas, acharam sentido em cultuar os dois, e eu escrevo a partir daí. E daí eu percebi as pessoas virem falar comigo, cara, mas essa combinação...

Não seria possível, porque esses dois deuses são inimigos. E pelo critério da pessoa, ela está certa. Mas eu não tinha pensado por esse critério. Porque sem perceber, eu sempre pensei pelo critério das religiões do mundo real.

Porque independente do divino existir ou não, eu acredito que exista, mas as pessoas vivem isso. As pessoas aproximam os assuntos, as pessoas sincretizam através da experiência delas. E eu sempre pensei assim, não, nesse mundo deus age muito diretamente, a religião funcionaria de forma semelhante.

as pessoas vão viver a espiritualidade delas e vão achar pontos de semelhança entre coisas que talvez não sejam semelhantes. E eu pensei sempre, assim, por... sempre achei que tivesse implícito. Se as religiões funcionam assim, logo, provavelmente não seria uma incoerência muito grande com o cenário. Claro, não é material oficial, né? Um propósito de ideias.

Mas pra algumas pessoas isso pega, assim Cara, isso pra mim foi muito bizarro Porque esses deuses são inimigos Então pra algumas pessoas tem uma regra Que a lógica religiosa No cenário, ela é de cima Pra baixo, mas isso não tá escrito É uma regra que elas entenderam Lendo, eu também sou fã de Tormenta Eu lendo Tormenta, eu entendi outra regra Então

Eu, sem querer, criei uma regra para esse trabalho meu. E é bem interessante encontrar, como eu não sou dono disso, eu sou tão não dono quanto todo mundo que joga Tormenta, encontrar as outras regras dos outros não donos, dos outros mestres, dos outros worldbuilders encontrados na selva.

É, cara, é difícil. Essas partes são as mais difíceis, né? Porque o entendimento da pessoa sobre aquilo que foi escrito é bizarro, mano. Cada um tem o seu e, enfim. Mas, Estrela, e tu? O que você ia falar naquela hora?

Cara, mas falando que vai entrar nessa parte que cada um tá construindo, né? Eu tô mais... Na parte que eu tô mais brincando com a mecânica, menos com o Malor Mas o que eu mexo muito com a lera de Gano, pelo menos E a coisa que eu mais gosto de fazer no privado dos outros, né? Na parte de diversão dos outros É pegar esses pequenos ganchos que não tem muita parte Ou até mesmo coisas que eu gosto de fazer E usar aquela base pra construir em cima Então, por exemplo, o exemplo de Gano, né? Ou pra fazer uma matéria com o movimento RPG Vai ser há um ano, né?

algum mês, algum ano por aí, que é sobre o Império do Sol, que é um império que é citado em um dos romances por um capítulo muito vago e ele é destruído no mesmo capítulo. Spoiler. Então, tipo, não tem nada sobre esse império, não tem nada falando sobre ele, não tem nada entrando nele a fundo.

E eu queria pegar e tipo, ah, eu vou experimentar um sobre ele, eu vou falar sobre ele Nessas organizações que a gente tem qualquer coisa Eu gosto muito de fazer, tipo, pegar um conceito que não é menta vago, que nem existe E trabalhar em cima dele no caso disso Então, toda a mão é muito engana em cima disso, de coisas que acontecem O cenário na teoria fechou pro completo, ele meio que fechou o ciclo dele, o resto é pra crer

Mas eu gosto mais de pegar isso e construir. Tipo, beleza, nesse período aqui, o que a gente pode construir em cima dele? O que é um texto que a gente não viu? O que é útil do cenário já passou. Que é a história, esqueceram nos podcasts, nos livros, etc. Isso já foi. O que eu posso construir que é interessante para o que eu quero escrever no cenário? Então, basicamente, isso que eu estou brincando hoje em dia. Bom, o papo está bom, o papo está muito gostoso, mas a gente está se encaminhando para o final.

Vamos para a nossa rodada final aqui. Então, vou começar com o... Vamos começar de novo no começo. Later.

Uma última dica aí pra quem tá iniciando agora, tá criando seu primeiro cenário, primeira vez que tá construindo...

O que o cara precisa começar? Uma dica que tu possa dar aí pra ele. Depois Vinícius Staube e Estrela pra gente fechar com chave de ouro essa taverna do outro cara. Que pergunta difícil. Que cretinice. Obrigado por me deixar nesse segundo. Eu vou pensar. Enquanto ele fala, eu tô pensando. Nossa, fui pego de calças curtas. Mas vamos lá. Entre tantas coisas, acho que eu pensaria muito que tu...

Colocaria assim, humildade. Por quê? A gente tá sempre sendo bombardeado de vários conteúdos depois da pandemia que a gente viveu, que é muito louco pensar nisso, mas popularizou muito RPG. E é muito comum a gente ver o RPG na internet com várias produções e miniaturas.

escrituras e criações e livros, editoras, e a gente, ainda mais um novato, acha que aquilo ali tem que ser feito. Então, cara, põe a bola no chão, respira, comece do micro. E aí um exemplo, o Rufi Gunner faz isso no primeiro livro, o livro de ficção, né, o de romance.

Começa na aldeia, começa no micro, constrói aquele micro, e aos poucos você vem trazendo elementos quando for relevante. Eu acho que isso evita ansiedade, evita insegurança de, será que a galera vai gostar?

não tem... Quanto menor a ambição, menor o risco de erro. E aí você consegue jogar com a expectativa dos seus jogadores. Você consegue ouvir os feedbacks, você consegue ir ajustando conforme você vai desenhando o cenário. Não vem com coisa megalomaníaca na sua primeira viagem. Senão você vai ficar que nem nós, 20 anos escrevendo o bagulho e não vai ficar pronto. É isso. Acho que é o que eu posso falar pra ajudar os novatos aí que estão chegando nesse mundo doido. Show de bola.

Vise Stalby, por favor.

Eu não sei se vai ser uma dica muito abstrata, mas, assim, o Humberto Eco tem aquele texto por que ler os clássicos, né? É um dos motivos que ele dá. A gente sempre tá lendo os clássicos. A gente releu os clássicos. A gente, antes de ler o clássico, a gente já leu ele. Então, a gente nunca leu um clássico pela primeira vez. Ele já tá na nossa cabeça. A gente se liberta de muitas ideias presas indo ler o clássico. Você se liberta do molde da fantasia toqueiniana lendo o Tolkien. Daí que o negócio aflora. Você se liberta de Lovecraft

lendo o Lovecraft, porque o Lovecraft do livro é muito diferente do que ficou na Rádio Corredor. Agora, eu tenho medo de ser abstrato porque é dica de leitura, mas o cara que mais me ajudou foi o Jorge Luiz Borges. Eu digo que o Jorge Luiz Borges, ele inventou o World Building porque ele não sabia que ia ser inventado. Então ele é posterior ao Tolkien, mas não se relacionava com aquilo. E sem querer, ele escreveu muito... Eu não acho uma leitura difícil, tá?

Não é leitura pop, assim, mas eu não acho. Entre literatura moderna, não é difícil, mas é legal de ler com atenção. Ele só escreveu contos, são todos teus pequenos. E ele trata muito sobre pegar uma ideia muito pequena e transformar num conto.

pequeno, como se essa ideia fosse enorme. Ele diz muito assim, na abertura de um livro dele que é o Ficções, que é um livro de contos, ele fala quase todas essas contas, porque eu tive uma ideia que podia dar um livro, mas eu tive preguiça de escrever o livro, então eu só escrevi um conto que meio que já exauriu essa ideia. Isso é muito legal, cara. Quando a gente lê, a gente entra em companhia, cara. É parecido com jogar RPG ou estar nesse bate-papo aqui.

E quando você tá em uma companhia boa, você desenvolve umas ideias muito legais. Uma companhia boa é esse Borges, cara. Eu acho que se eu conhecesse pessoalmente o Borges, ele nunca ia mestrar uma campanha, mas ia ser o jogador que ia acabar a mesa e a gente ia ficar conversando duas horas depois do jogo, porque o cara quer desenrolar a ideia. Então eu recomendo encontrar uns caras bem legais que me inspirem em vocês. Pra mim, a virada de chave foi ler Jorge Luiz Borges. Massa. E você, Gustavo Estrela?

Caramba, a minha dica, pessoal, roube tudo que você puder, absorva tudo que você puder. Pô, gostei desse romance, vou roubar o conceito dele. Mas só tem uma regra. Mas não tô falando roubar, o que eu tô querendo falar é o seguinte, roube no sentido disso, se inspire o máximo possível e usa suas inspirações de coisa boa. Uma coisa que eu sempre gosto é quando a gente pega as fanfics, e as fanfics adaptadas em outra coisa. A gente tem exemplos passos.

Mas, principalmente, essa questão que eu falei de conceito. Por exemplo, todas essas mil histórias que há isso e o super-homem, todas elas estão roubando o super-homem, que está roubando o levador de imprensa de circo. A arte, em certo período, não estou atribuindo você roubar literalmente alguma coisa.

Mas são ideias que são modeladas por outra coisa. Então, se você tem uma história e você gosta muito e quer alterar aquilo pra falar sobre outra coisa por uns mesmos modos, faz. Um exemplo que eu gosto muito de pegar é uma animação que tem no YouTube de graça, que é The Amazing Digital Service. É uma animação que tem tipo oito episódios. E é uma versão mais fofinha, mais bonitinha de um conto chamado Não Tenho Boca, Mas Quero Gritar.

Que é mega pesada. É um IA que dominou a humanidade. Pegou cinco manos ali pra...

fazer o Scarcell, mas é a mesma ideia a mão do outro. E até, tipo, se você pegar o paralelo, é igual só com os personagens e muda a maneira de contar a história, o que quer contar com a história. Quando uma é uma história de completa desolação e falta de esperança, a outra é mais esperançosa, fala sobre isso. Então, cara, muitas vezes a sua construção de mundo é um simples, pô, eu gosto muito dessa história, mas eu quero falar sobre outra coisa. Pô, eu gosto muito do Mickey.

Mas ele é muito bonitinho e fofinho pra mim. Se eu pegar essa ideia de cartoon, tem que colocar num negócio mais sério. Aí você tem mouse PR for hire, que é um jogo de detetive no ar e um sinal de cartoon. Ah, putz, eu quero falar sobre a Segunda Guerra Mundial, mas eu não quero falar de maneira tão séria. Tem o mouse, que é sério ainda, mas é um negócio de uma fábula, né? Então, cara, rouba ideias e use elas pra se basear naquilo que é seu. Basicamente, criar isso.

Muito bom, muito bom. Bom, se eu for dar uma dica também, a dica que eu posso dar pra galera é muito simples. Escreva. Cria... A construção do mundo nasce da escrita. Ah, mas eu tenho um cenário que eu jogo com os meus amigos há 27 anos. Beleza. Mas tu tem alguma coisa escrita? Porque assim, não adianta nada estar só na tua memória, porque senão coisas vão se perder, você vai esquecer com certeza, e na prática você não está construindo nada.

Não tem problema se o seu objetivo for diversão com seus amigos. Show de bola, joga, vai, RPG, tudo e não importa. Mas se você tá querendo construir um mundo, escreve. Bota no papel, nem que seja na caneta, faz anotação, caderno. Eu tô usando recentemente, isso não é um jabá, tá? O WordCraft.

Ele é um programa gratuito que você consegue construir o seu cenário lá. Ele faz grafo de ligação entre personagens. Faz um monte de coisa. Cria famílias, raças. É bem bacana. Vale muito a pena você ter uma coisa assim. Ah Douglas, mas eu não gosto. Não quero que ninguém saiba da minha ideia. Minha ideia é a ideia mais genial do século. E eu não quero que ninguém copie. Então escreve no papel, mano. Pega um caderno e escreve.

Eu faço meu cenário há 16 anos, eu tenho dois cadernos escritos inteiros de começo a fim, e foi um inferno pra botar tudo no computador agora, mas eu tô quase terminando. E essas informações são importantes porque, às vezes, o que você pensa no começo do seu cenário, pra o que você tá fazendo quando você tá finalizando, eles são coisas completamente diferentes. Então essas coisas têm que estar documentadas, porque você evolui escrevendo e construindo.

E essa ideia do Vinícius, que o Vinícius Deu, é muito boa também Que é, cara, eu me arrependo Até o fim, o último fio de cabelo Ter começado pelo macro E não pelo micro, comece pelo micro É sempre mais importante Se inspire nos outros também Eu comecei pelo macro também

Eu aprendi a eliminar na pele Eu aprendi na pele Gente, eu vou deixar vocês fazerem os seus jabás Aqui, tá, bem rapidinho Depois eu vou pro nosso concurso de sorte Que hoje nós vamos dar O Ducado Verona, o livro da editora Kaleidoscope, cara, eu não tô com o meu exemplar Aqui também, eu levo meus livros Tudo pro refúgio, e daí eu fico sem aqui em casa Mas o Ducado Verona é um livro lindo De RPG E aí

Ele é pequenininho assim, mas ele é capa dura As artes são incríveis Ele tem um papel muito gostosinho de ler Vale muito a pena se você não conhece do Cadu Verona Só acessar aí na editora Caledoscópica E hoje nós vamos dar um deles pra um dos patronos do movimento RPG Pra você participar Só você sair patronato.mrpg.com.br Você acessa o patronato E você concorre a coisas muito bacanas Todos os meses, galera

Hoje nós vamos dar, então, um do Cadu Verona e também nós vamos dar um PDF do Verdades e Segredos. Olha só, caso você não tenha conseguido apoiar. Nós também vamos dar um... Qual que é o outro prêmio? Eu esqueci. Mas, enfim, nós vamos dar três prêmios, tá bom? Prometo pra vocês. Ah, o livro do Altíssimo.

Não do Altíssimo, né? Da namorada do Altíssimo. É isso, produção? A produção vai me responder aqui enquanto isso. Enquanto isso, Vinícius Lara, pode começar fazendo o seu jabá. Onde a galera pode te encontrar. Link do que você quiser linkar aí. O espaço é todo seu.

É super simples. Digita podcast Covil do Velho Dragão. Nasceu do site do Covil do Velho Dragão, criado pelo Caio e diagramado pelo Beto. E o podcast veio pra tentar explicar um pouquinho mais uma vertente, uma visão mais livre, mais leve de RPG, mais ativista, talvez, mas é mais leve mesmo, mais compartilhada.

E no Medium, Vinícius Lara tem lá Narrativas Imersivas de RPG. Então tem algumas coisas de Criatura das Trevas, tem algumas coisas de Valanza que a gente jogou. Vai vir Terra Devastada, que já faz um tempão que a gente jogou e estamos editando, saindo um podcast. E é isso.

de bola. Manda pra mim os links, por favor, que eu divulgo todos eles aqui. Enquanto isso, Vinícius Taubi, pode fazer o seu jabá também, por favor. Ah, o que faltava da premiação era a aventura, tá? A nossa aventura que a gente escreve lá da Editora Movimento, a gente sempre dá uma física pra galera. Então, desculpa, Vinícius, agora vai lá. Desculpa. Ó, o meu jabá é o seguinte, é... Eu tô há bastante tempo num projeto só, de escrita, eu tô tentando...

É um projeto de world building, eu chamei muito tempo de um projeto de world building,

E depois eu percebi que não é tanto assim um projeto de world building, é um projeto de ação criativa através da escrita. Eu gosto muito de Tormenta, de inventar coisa para Tormenta. E daí eu estou com esse projeto aí, Sincretismo de Arton. Eu vou escrever 190 textos no final. Até agora eu já escrevi mais ou menos 70.

A maioria está tudo de graça. Vocês podem ler no meu blog, vocês podem ir no meu Instagram, o link no meu Instagram, daí vai ter contato para tudo. Muita coisa de graça, vídeo de graça, filme de graça, meu livro de literatura que eu lancei há muito tempo atrás de graça e o sincretismo de arte lá de graça. Meu Instagram é Vinicius Underline Digitações. Vinicius Digitações, procura no Google Digitações Instagram.

vai parar no meu blog também, vocês podem ir lá. É um projeto com a proposta de mostrar que através de um procedimento, a gente pode escolher um procedimento criativo e a gente pode, simples, e a partir daí a gente pode criar muito, muito, muito.

eu acho que nós RPGistas a gente tá sempre tentando desenvolver a autonomia um dos outros, né? tudo que a gente faz é pra inspirar o outro mas eu acho que tá bacana porque a gente conseguiu passar por vários estilos literários diferentes e formas de se tensionar e se relacionar

da fantasia medieval e ele também está sendo vendido na Iniciativa T20, os primeiros textos estão no Sincretismos de Arton, volume 1 na Iniciativa T20, então comprem lá pra ajudar a gente porque esse projeto é meio complexo um trabalho e a gente ganha muito pouco

Show de bola. Vinicius, manda pra mim os links também. Os que o Vinicius Lara me mandou já estão aí, tanto do Miriam quanto do Spotify pra vocês lá seguirem. Sigam, avaliem. Spotify é muito importante. A gente também, galera, vão lá na nossa taverna, avaliem. É muito importante pra gente ser mais encontrado aí nas plataformas de busca do Spotify.

Estrela, quer fazer algum jabá? Falar de alguma coisa? Sim, bem simples. Meus textos saem de semana a semana, não no movimento RPG. Às vezes falando sobre o 3DT, às vezes falando sobre muita gente, às vezes falando sobre o vegano, às vezes falando sobre algum masquere, filme, quadrinho, coisa que estou vendo. Provavelmente vai ter algumas coisas na fila aí.

também ganhei mais tempo por causa da empresa, fui convida cliente então provavelmente vou ter mais tempo de poder fazer algumas coisinhas para a MPG não posso prometer nada, mas se tudo der certo no futuro aí, vai ter umas coisinhas lindas, no geral se puderem apoiar os textos tem na parte de baixo o texto é o Pix então ajuda, faça essa boa aí

Mas, no geral, gostei de você estar aí. Analisem, critiquem, comentem. Sempre é muito bom fazer essa dificuldade com vocês. Show de bola. Bom, gente, deixei os links aqui que o Vinícius me passou também.

Estrela, se tiver algum link pra me passar, é isso. É, Vinícius. Vinícius. Como é que é os do plural de Vinícius? Vinícius? Enfim, se vocês quiserem... Vinícius é plural. Vinícius. Se vocês quiserem ficar aqui, fiquem à vontade. Eu vou fazer agora o nosso concurso de sorte, mas se quiserem também se despedir, vocês que sabem, o que vocês preferem? Ficar ou descansar?

Eu vou acompanhar vocês. A gente já vai emendar mais uma ação, então estamos aí. Estamos aí também. Importante, né? Antes que a galera começar a sair, daqui a pouquinho nós teríamos a nossa mesa de Sociedades Bravadores, que nós estamos jogando no cenário de Old Dragon 2, em Valânsia, no sistema de Old Dragon 2, mas teremos uma one-shot especial dentro do cenário das Sociedades Bravadores, dentro de Valânsia.

que vai ser usando o sistema de verdades e segredos. O Raul vai narrar pra gente. O Vinícius vai jogar com a gente. O Pop prometeu que ia jogar e não jogou. Tô de olho em você, Pop. Mas não se preocupe. Pop vale nada. Só fica andando de Ferrari. É.

Mas o Vinícius, o Pop falou que vai participar na próxima, nós teremos outra aí, então fiquem tranquilos que em breve. Mas, daqui a pouco nós vamos entrar ao vivo aí com a nossa Sociedade Desbravadoras episódio especial, tá bom? Mas vamos lá, vamos pro nosso concurso de sorte então. De novo, gente, como é que faz pra participar do Patronato do Movimento RPG?

A partir de R$15 por mês, você faz um pagamento via Pix ou via Mercado Pago, você apoia o movimento RPG. A gente usa esse dinheiro normalmente para pagar servidor, que custa caro. A gente usa para pagar outras coisas mais, ilustradores, enfim.

vários custos que nós temos na produção do material do Movimento RPG. E em troca, o que nós damos para vocês? Várias coisas. Dentre elas, você participa do concurso Chave Premiada, que é o que nós vamos fazer hoje. As editoras mandam livros para a gente em troca da parceria. E a gente concursa esses livros aí de forma aleatória entre quem participa do patronato, tá bom? Todos os meses.

cada patrono a partir de 10 reais, cada 10 reais de apoio ganha a sua chave para concorrer a esses livros. A dobra sobre o apoio mínimo não é 15? Sim, mas você pode apoiar com 20, 30, 40, 50, quanto você quiser, quanto mais apoio, mais chaves você tem, e as chaves elas se acumulam por um ano.

Em um ano, elas são válidas. Assim que dá um ano, as chaves de janeiro, por exemplo, quando você entra em janeiro, são destruídas e entram as novas chaves de janeiro e assim vai indo para não virar um negócio infinito, tá bom? E sempre que você ganha, a chave que você ganhou é destruída também.

mas essa é somente uma das vantagens lá no site você vai ver que tem várias outras você tem acesso ao nosso grupo secreto a gente costuma colocar lá antes as informações do que vai ter no movimento RPG, a gente tem as nossas mesas, como por exemplo as sociedades bravadores, o pessoal que joga com a gente a gente primeiro convida o pessoal do patronato, então vocês tem prioridade nas mesas, você ganha um personagem no nosso universo, então mesmo que você não queira jogar com a gente, você ganha esse personagem esse personagem vai ser representado, vai ser criado vai ter uma ilustração vai ter uma ilustração

Depois de um certo tempo. Tem as aventuras. As fragmentas. Tem um monte de coisa, gente. Vale a pena conhecer. Patronato.mrpg.com.br Mas já falei pra caramba. Vamos agora ao que interessa. Que é o nosso concurso de sorte. Vamos lá. Então, lembrando que estamos fazendo um concurso referente ao mês de março. As apoiadoras do mês de março. Que concorrem em abril. Certo? Então vamos lá. Nós temos hoje, no dia de hoje. 620 chaves.

E vamos então às nossas chaves aqui. Vou usar um concursador online chamado Sorteador. Então nós temos 620. Qual vai ser o primeiro? Aventura, o PDF ou o Ducado Verona, Sr. Estrela? Como estou fazendo? Ducado Verona, então. Começar pela cereja do bolo. Então vamos lá então. E nós temos o número 402. Então o número 402.

que é quem... Toma nota pra mim aí, por favor, Gustavo. Número 402, a Calan Costa, parabéns, você acabou de ganhar um Ducato Verona. Lembrando que o Movimento RPG não se responsabiliza pelo envio do produto. A gente vai entrar em contato com você, falar o valor do frete, que normalmente dá em torno de 10 reais, e daí a gente faz o envio mediante o pagamento, tá bom? Importante deixar isso claro, porque a galera às vezes fica esperando, né? Enfim. Esse 402 foi o Ducato Verona.

O Ricardo Verona, 402. Sr. Acawan Costa. Vamos então agora para mais um. Vamos aqui. Vamos ao PDF do Verdade e Segredos, que esse já o cara já recebe. Vamos ver. 566. Quem é o número 566? Vamos ver, vamos ver. 566. Ricardo Krushinsky. Parabéns, Sr. Ricardo Krushinsky.

O Ricardo Krushinsky já ganhou o PDF do Verdade e Segredos porque ele é apoiador do Verdade e Segredos. Caso você não seja apoiador, você pode também ser apoiador. Falando nisso, né? Ainda não bateu a... Aliás, a gente bateu a meta, mas a gente ainda não fechou o financiamento coletivo. Mas então o Ricardo pode escolher uma pessoa aí, só me dizer o e-mail dela, e eu libero pra pessoa o PDF.

não precisa ser eu que eu também sou apoiador é isso aí, apoie você também vamos então pro último, que agora a aventura do movimento RPG qual aventura que vai ser, daí a pessoa pode escolher nós temos uma gama bem legal, tem aventura para World Dragon, para Savage Words

para diversos cenários aí. Número 611. Vamos ver, vamos ver. Rausito! Parabéns, Rausito! Ele não vai querer uma aventura que ele já escreveu, porque ele já ganhou todas elas, mas com certeza ele vai querer. Vai ser muito irônico se ele ganhar.

Se eu tivesse falado, ah, é o Sete Samurais lá, o Sete Goblins, na verdade, que é do Sete Samurais, daí ele ia ficar meio... ele já ganhou, né? Mas ainda assim, parabéns, Alzito. Esses foram os três vencedores. Gente, a gente tá com três prêmios, mas a gente já chegou a dar dez, tá? Mas por que só três? Porque o número do patronato diminuiu, gente. Então a gente tem uma meta de arrecadação, quanto mais a gente arrecada, mais prêmios a gente coloca no patronato. A ideia é que quanto mais vocês apoiam a gente, mais a gente retorna pra vocês.

Então se você ainda está, pô, mas tem muito número, esses números diminuem muito mais rapidamente quando a gente tem mais premiações. E para ter mais premiações a gente tem duas formas, ou parceiros, que às vezes algum parceiro fala assim, pô, eu tenho aí uma premiação e tal, que eu quero distribuir para a galera.

livro, camiseta dado de RPG, enfim miniatura, se você quiser aí sendo parceiro só entrar em contato com a gente, ou então quando a gente vai batendo as metas quanto menor a meta que a gente tá que atualmente tá na mínima basicamente menos prêmios a gente vai tendo, então torna-se patrono, vamos bater as metas pra ter mais prêmios e todo mundo ficar feliz ganhar mais coisas aí

Gente, a gente vai ficando por aqui. Daqui a pouco nós vamos entrar online, daqui a provavelmente 10 minutos, com a nossa nova one-shot de Verdades e Segredos. Se você está viajando, o que é Verdades e Segredos? Verdades e Segredos é um RPG de novela brasileira. Ele simula esse universo.

E eu acho engraçado que todos os universos que nós falamos aqui dá pra jogar em verdade segredos, gente. Tanto Senhor dos Anéis, quanto Tormenta, quanto cenários próprios que nós temos, tudo dá. A gente jogou, nas últimas semanas, oito cenários diferentes em verdade segredos, completamente diferentes.

Hoje nós vamos jogar Valance, sexta-feira nós jogamos Fallout, nós já jogamos Ordem Paranormal. Cara, qualquer coisa funciona. Você acha às vezes que não, que não combina, mas que você precisa entender que a gente se baseia nas novelas brasileiras, principalmente na questão da importância dos personagens.

Quando a gente tá falando de personagens, a gente tá falando de tramas complexas, basicamente. E isso que é muito legal, na Verdade Segredos. Hoje vocês vão ouvir. E você pode ter mutantes da Record. Chocolate com pimenta e Avenida Brasil. E tudo em novela brasileira, você pode fazer o que você quiser com a novela brasileira. Exatamente.

confia que cara, tem várias coisas legais aí e assim, a próxima meta é 4 mil reais, a gente já tá quase batendo ela falta 400 e pouquinho e se a gente bater essa meta, vai entrar mais uma aventura no Tramas Ocultas, que é o nosso folheto de aventuras, já tem 4

E vai entrar mais uma que é uma dessas one shots. Então pode ser num cenário alá Fallout, pra gente não dizer Fallout, ou alá Ordem Paranormal, ou alá Valência. Um desses universos vai virar uma aventura prontinha pra você adaptar e jogar na sua campanha, ou jogar como one shot, ou jogar como uma campanha, enfim.

Mas é isso, galera. Apoie Verdades e Segredos. Só você sair em catars.me barra verdades e segredos RPG. Tudo junto. Apoie. Vamos bater essa meta. E que depois a próxima meta é o livro de mistério. É o nosso suplemento de mistério pra você descobrir quem matou o Deth Hothman. Porque afinal de contas todo mundo sabe que foi...

E aí, você gostou? Acesse todas as segundas às 20 horas twitch.tv barra MRPG oficial.

Construção de Mundos (Worldbuilding) - Taverna do Anão Tagarela #204 | Castnews Index — Castnews Index