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Custo disparando, chuva sumindo e 70% da safrinha em fase crítica: o que fazer agora? (Prosa da semana #11)

04 de maio de 202650min
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Safra apertada, custos em alta e clima jogando pesado com a safrinha: nesta semana (26/04 a 02/05/2026) você vai entender, em poucos minutos, como ficaram soja, milho 1ª safra e milho 2ª safra nas principais regiões do Brasil.

A partir dos dados de mercado, preços e relatórios oficiais, trazemos um raio-x do que está acontecendo no Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Matopibapa, com foco em margens apertadas, custo de insumos disparando e oportunidades pontuais de venda.

Com base nas informações da Conab, Imea e demais boletins, você também acompanha o quadro do clima, o estágio das lavouras (com mais de 70% da safrinha já em fase reprodutiva), o avanço de plantio e colheita e o impacto disso tudo na produtividade e no caixa da fazenda.

No Prosa da Semana, do podcast Agro Depende, o engenheiro agrônomo Cassiano Sartor Decker traduz esse cenário em decisões práticas para quem está no campo.

Se esse episódio te ajuda a enxergar melhor o momento da safra e a pensar estratégias para travar margem, compartilhe com quem vive do agro também.

E para seguir acompanhando as análises ao longo da semana, acompanhe no Instagram: @cassianoagro e @agrodepende.

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Assuntos4
  • Precos da soja no mercado internoDemanda externa aquecida por farelo de soja · Brasil liderando exportações do grão · Disputa entre fundamentos e realização de lucros em Chicago · Conflito no Estreito de Hormuz elevando riscos · Impacto no custo de diesel e fertilizantes · Custeio de produção no Mato Grosso · Custeio de produção no Mato Grosso do Sul · Custeio de produção em Goiás · Importância de travar custo de produção em sacos de soja · Preços da soja na região Sul · Preços da soja na região Sudeste · Preços da soja no Mato Pibapá
  • Oferta global de milhoValorização do real frente ao dólar tirando competitividade · Pressão nos contratos na B3 · Impacto no Centro-Oeste e Mato Pibapá · Preços do milho no Centro-Oeste · Incentivos para produção de etanol · Histórico de usinas vendendo diretamente aos postos · Preços do milho no Mato Grosso do Sul · Preços do milho em Goiás · Menor competitividade na exportação · Preços do milho na região Sul · Suporte do consumo interno (avicultura, suinocultura, bovinocultura) · Aumento da agroindustrialização · Preços do milho no Sudeste · Demanda estável em centros consumidores · Preços do milho no Mato Pibapá · Dispersão de preços no Mato Pibapá
  • Clima e Condições das LavourasPouca chuva no Centro-Oeste · Condições do milho segunda safra no Mato Grosso · Redução das chuvas no Mato Grosso do Sul · Ausência de chuvas em Goiás afetando milho segunda safra · Clima seco e quente na região Sul permitindo colheita · Chuvas volumosas no centro e leste do Paraná · Problemas de qualidade nos grãos tardios em Santa Catarina · Chuvas irregulares no Rio Grande do Sul atrapalhando colheita · Tempo firme no Sudeste ajudando colheita de milho primeira safra · Escassez de chuva em Minas Gerais provocando estresse hídrico · Colheita de milho primeira safra finalizada em São Paulo · Perdas pontuais por estresse hídrico no sul do Maranhão · Chuvas regulares no Tocantins viabilizando milho segunda safra · Acamamento em áreas de arroz no Tocantins · Escassez de chuvas e altas temperaturas no Piauí afetando milho · Chuvas volumosas no Pará ajudando milho segunda safra e soja · Previsão de pouca chuva no Centro-Oeste · Risco elevado para milho de segunda safra em Goiás e Mato Grosso do Sul · Chuvas volumosas no sul do Paraná e Rio Grande do Sul · Atrasos pontuais e risco de perda de qualidade em áreas de colheita no Sul · Tendência de aumento de áreas com baixo armazenamento hídrico no Sudeste · Restrição hídrica em lavouras de milho segunda safra em Minas Gerais e São Paulo · Maturação e colheita de café e cana de açúcar beneficiadas no Sudeste · Chuvas elevadas no norte do Pará, Piauí e Maranhão · Baixa ou nenhuma precipitação no oeste da Bahia e Mato Pibap
  • Impacto nos custos de produçãoAumento do custo de produção devido ao diesel e fertilizantes · Impacto das tensões no Estreito de Hormuz no custo de fertilizantes · Custeio de soja em Mato Grosso · Custeio de milho em Mato Grosso · Fertilizantes e corretivos como principal componente do custeio · Aumento do preço do diesel
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Boa noite, pessoal. Tudo bom? Está começando mais um Prosa da Semana, onde a gente traz um compilado das informações, das notícias, de como está ocorrendo a safra das principais culturas agrícolas do Brasil. Um resumo aí para você ficar informado e saber de todos os relatórios, todas as atualizações que saíram da safra. Antes de mais nada, gostaria de convidar você a nos seguir lá no arroba cassianoagro, no arroba agrodepende. Além disso...

Curtir lá, tanto no YouTube, se você está nos vendo pelo YouTube, como também no Spotify, nos avaliar, compartilhar. O Agro Depende aí com um amigo teu, com alguém que também vive no agro, vive do agro e quer desenvolver cada vez mais, está atualizado com o que está acontecendo no nosso agronegócio. E vamos começando o episódio aí falando, a gente vai falar hoje um pouquinho sobre...

mercado, preço, clima, clima geral que está afetando a safra e o que está por vir, fenologia das lavouras, andamento da colheita e do plantio também, custo de produção, crédito e dívidas. E para fechar um giro rápido com as principais notícias do agro.

O foco principal que a gente vai dar, como já é de costume, falando um pouquinho mais sobre soja, sobre milho, safra e safrinha, e também separando sobre as principais regiões produtivas do Brasil, que são Centro-Oeste, Sul, Sudeste e Mato-Bibapá. E trazer todo esse contexto aí, Brasil, um resumo, para tu ficar informado essa semana.

Vamos começar então falando sobre movimentação em mercado e preços, trazendo um pouquinho sobre a geopolítica, comércio exterior e o risco de oferta e...

No mercado da soja, principalmente, o quadro continua sendo de demanda externa aquecida por farelo de soja. O Brasil assumindo a liderança nas exportações do grão. E uma certa disputa entre fundamentos positivos e momentos de realização de lucros em Chicago.

Enquanto isso, o conflito na região do Estreito do Hormuz continua elevando a percepção de riscos no petróleo e também no frete internacional. Isso acaba encarecendo o diesel, fertilizantes nitrogenados e fosfatados e toda a logística de importação de insumos e também a logística interna que a gente tem para levar esse grão como, querendo ou mudar o principal do Brasil.

é rodoviário, então a gente usa muito caminhão, a gente não tem muita ferrovia, por exemplo, podia diminuir um pouco esse custo, acaba afetando um pouco mais também nosso preço interno.

Esse efeito aparece de forma muito clara nos boletins que o EMEA nos disponibilizou. Na soja, então, 26,27, Mato Grosso, custeio subiu de 6,98% em um mês, chegando no total estimado por hectare agora para a próxima safra, de custo de R$ 4.435,40.

principalmente por causa do aumento do diesel e dos fertilizantes, que traz essa parte que a gente comentou do aumento das tensões lá no Estreito de Hormuz, o que ele pode afetar para nós, mesmo sendo lá longe. No milho, 26,27, o custeio também aumentou, foi para 3.686,80 centavos por hectare, com um aumento de 3,38% no mês.

puxado também por fertilizantes e defensivos. Ou seja, mesmo quando o soja e o milho têm uma semana um pouco mais positiva nas bolsas, como foi nessa última semana, a margem do produtor continua sendo apertada por causa dos custos de produção. E daí trazemos uma coisa que a gente já comentou algumas vezes e sempre acaba comentando novamente no episódio.

a importância da gente travar o nosso custo de produção em sacos de soja, porque a gente começa a trabalhar não por valor que está sendo o saco de soja e o produto, mas sim a gente começa a trabalhar com a questão do índice, vamos dizer assim, do poder de transformação de sacos de soja em produto.

Então a gente tem que calcular o nosso custo de produção sempre como sacos de soja, independente de qual seja o preço dos dois. Claro, a gente vai usar de base para calcular isso, mas a gente tem que saber quanto a gente está disposto a gastar, por exemplo, com fertilizantes, com fungicidas, com herbicidas, com semente, com diesel, enfim, todos os custos de produção em sacos do produto que você vai produzir, soja, milho, enfim, o que for.

Porque ali tu vai conseguir travar e ter uma noção de quanto vai ter que produzir.

para daí sim tu tirar lucro a partir disso. Então entra nessa parte para não estar tão refém também do mercado em si. No milho, então, em particular, a valorização do real frente ao dólar tirou competitividade do Brasil na exportação e pressionou os contratos aí na B3. Isso tem peso maior no centro-oeste, o volume exportado é grande e também no Mato Pibapá, que depende muito aí dos corredores do Arco Norte.

Trazendo um reflexo do preço da soja aí por região, a gente trazendo aí usando os dados médios da semana do dia 20 a 24 de abril, então no centro-oeste, no Mato Grosso, o preço médio da soja ficou em torno de R$103,18, com uma leve alta semanal de cerca de 0,49%, mas ainda com queda anual em quase 6%.

No Mato Grosso do Sul, a soja fechou a semana em R$ 110,80, com uma alta de 1,65% na semana, mas queda de mais de 6% em relação ao ano anterior. Já em Goiás, o preço médio foi de R$ 106,66, por saco praticamente estável na semana, com variação de menos 0,36%. E aí

e também com uma queda anual próxima de quase 6%, para ser mais exato, 5,7%. O Centro-Oeste, então, como um todo, continua com bons volumes de oferta, preços pressionados pelo câmbio e pelo grande fluxo de caminhões para o porto. Mas com um mercado que ainda encontra liquidez, principalmente no Mato Grosso, onde o diferencial de base com Chicago permanece.

Bem negativo. Para a região sul, no Paraná, a soja ficou em torno de R$ 110,94, com uma queda semanal de 0,85% e o recuo anual de cerca de 4,6%. No Rio Grande do Sul, o preço médio foi de R$ 115,89.

com queda de 2,08% na semana e perda anual acima dos 2%. Em Santa Catarina, a soja ficou por volta de R$116,52 a saca, estável na semana, mas com recuo anual em torno de 3%, 3,5%.

Então, na região sul, a pressão vem aí na reta final da colheita e na necessidade de escoar essa produção, principalmente aqui no Rio Grande do Sul, que colhe um pouco mais tarde. O produto aí segura um pouco, o produtor segura um pouco a venda, esperando aí os preços um pouco melhores, mas a relação de troca com fertilizantes está bem longe do ideal ou do que a gente viu em outros anos, ainda mais por causa desse aumento aí dos custos muito forte comparado.

ou melhor, não comparado, mas por causa do conflito no Estreito de Urmoço.

Vindo para o Sudeste, então, pegando São Paulo e Minas Gerais, em São Paulo a saca de soja ficou R$ 113,94, praticamente estava na semana, com uma queda de 0,13% e recuo anual em torno de 4,1%. Já em Minas, a média foi de R$ 109,92, praticamente sem variação, com alto semanal de 0,3% e queda anual acima de 5,5%.

O Sudeste, então, sente muito o custo logístico e a concorrência com o Centro-Oeste nos portos. A margem fica comprimida, especialmente onde a produtividade não foi tão alta. Vindo para o Mato Pibapá, então, lembrando que é a região norte, praticamente, que une Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Pará. Então, na Bahia, soja em torno de R$112,50, com alta semanal de 1,24%.

praticamente em linha com o que foi pago ano passado. No Maranhão, uma média de R$ 107,51, com uma leve queda semanal de 0,95. Piauí, preço no Piauí, de R$ 113,13 por soja disponível, pequena alta na semana de 0,44%.

Tocantins, então, a soja em R$104,00 por saco, estável na semana, mas com uma queda anual de 7%. Já no Pará, o valor médio é de R$115,36, estável na semana e com uma pequena queda anual, cerca de 2%.

No Mato Pibapá, então, o produtor consegue preços um pouco melhores que no Mato Grosso, em função da proximidade com os portos do Arco Norte, né? A gente tem que lembrar que boa parte da soja, pelo menos a BR-63, Lucas pra cima.

Eles vão para os portos do Arco Norte, né? A proximidade, comparado a Santos, é maior. Diferente da região sul, que a gente tem um modal ferroviário que pode levar isso para outros portos também, né? Mas, no Mato Grosso, metade do Mato Grosso para cima, vindo pelo 63, é a Miritituba, né? Que acaba indo.

mas também enfrenta custos elevados de insumos e agora um risco climático maior, principalmente quando a gente vai falar de milho segunda safra, milho safrinha. Trazendo um pouquinho também dos preços de milho por região, no centro-oeste, então, no Mato Grosso do Mato Grosso, a gente tem milho a R$ 44,82, com queda semanal de 3%, e uma queda anual muito forte de quase 30%. Então, isso aqui mostra...

que a gente ainda está dependendo das exportações. Tem mercado ainda para a gente aumentar de usina, de etanol, para melhorar os preços e manter um preço médio estável melhor no Brasil. Querendo ou não, isso que movimentou muito o mercado do milho aí no safrinha e que se a gente tivesse mais incentivos, na minha visão, para até mesmo uma troca...

de combustível, né? Sair um pouco de gasolina e ir mais pro álcool. Eu, no tempo que morei no Mato Grosso, praticamente só abastecia com álcool o meu carro pessoal. Muito por causa do preço que valia muito a pena. E também porque é um bom combustível, né? Então, se o Brasil conseguisse investir um pouco mais, investir não, mas dar melhores benefícios pra essa produção, provavelmente iria aumentar, iria aumentar o consumo também. Com isso, melhora os preços, melhora toda a cadeia.

Eu lembro que, não vou lembrar especificamente o ano, se não me engano foi em 2002, 2003, foi liberado para as usinas venderem diretamente aos poços. E isso já aumentou muito o consumo e a produção, porque melhorou a margem de lucro, não precisando mais passar pela Petrobras para revender para os outros poços. Então, isso ajudou muito o mercado naquela época. E mostra aí.

Uma das questões que não acaba caindo sobre o contribuinte, que auxilia o contribuinte, auxilia a empresa e está produzindo e todo o mercado roda um pouco melhor. Pegando o Mato Grosso do Sul, média de R$ 52,57 por saco, com queda semanal de 2,83% e recuo anual perto dos 16%.

Já no Goiás, o milho, então, a R$ 53,14 por saca, praticamente estável na variação semanal, mas com uma queda anual de quase 22%. O Centro S, então, é o principal impactado pela menor competitividade.

do milho brasileiro na exportação, que pressiona aí os preços internos justamente no momento de custo de produção mais alto. Então, é o que a gente já vinha comentando da importância, às vezes, de conseguir travar lá atrás para tu garantir o melhor preço. Claro que não é sempre possível isso.

Vindo para a região sul, no Paraná, então, o preço médio do milho está em R$ 53,18 por saco, praticamente estável na semana, mas com uma queda anual de 7,5%. Já no Rio Grande do Sul, uma média de R$ 57,89, com alta semanal de 0,82%, ainda assim quase 9% abaixo comparado ao ano passado. Já em Santa Catarina, o milho está R$ 58,17, estável na semana, mas com uma queda anual ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo, ao nosso grupo,

próximo dos 10%. Então, no sul, como um todo, o milho encontra um suporte no consumo interno, o que quer dizer com isso? Querendo ou não, a gente vai pegar Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem uma quantidade gigantesca de aviários, toda a parte de avicultura, suinocultura, bovinocultura, tanto de leite quanto de corte.

Então, todo milho praticamente produzido no Rio Grande do Sul, e tem que vir no Rio Grande do Sul, não, na região sul, e tem que vir uma parte para fora, né? Quando a gente vai pegar de aves e suínos, principalmente Paraná e Santa Catarina, é muito mais forte do que já foi o Rio Grande do Sul. Basicamente, todo milho é consumido internamente, então falta milho. E por isso os preços um pouco maiores e uma menor instabilidade nos preços, né?

Então, entra essa importância do mercado interno poder utilizar o máximo possível da produção. E isso é uma questão que a gente já comenta há muito tempo, porque a gente precisa aumentar a agroindustrialização, que é pegar essa matéria-prima que a gente é muito eficiente para produzir no agro e a gente é muito eficiente também para produzir carne. Então, só que como a gente tem uma...

quantidade produzida principalmente no centro-oeste muito grande, a gente tem um potencial gigantesco de aumentar ainda mais essas indústrias, trazendo emprego, trazendo maior quantidade de impostos pagos, querendo ou não, trazendo maior infraestrutura, maior estabilidade interna na produção, maior utilização e movimentação de dinheiro entre produtores, empresas, enfim, acaba todo o ciclo melhorando, então entra naquelas questões básicas, melhorar.

a infraestrutura para você poder também ter um custo mais baixo, para você conseguir ter uma indústria mais competitiva, para você ter mais investimentos em estrutura, em indústria, em empregos. Então, é um contexto geral. A gente está num ano bem importante, anos de eleições, que a gente pode auxiliar, querendo ou não, votando corretamente.

em melhorar esse cenário que a gente sabe que está bem complicado. Aqui eu moro em Juiz atualmente, mas sou de 13 de maio, perto de Santa Rosa, em Horizontina, onde a gente tem em Horizontina uma das maiores, se não me engano a maior fábrica da John Deere, por exemplo, da América Latina. Vamos pegar a Aco, que fica em Santa Rosa. Ambas, na verdade, todas as indústrias.

metalurgia, vamos dizer assim, há carícolas que produzem máquinas, produzem elementos, todas elas estão...

estão paradas, não paradas, mas estão em um ritmo desacelerado, tiveram que demitir muitas pessoas porque não está tendo venda, por não estar tendo esse movimento de compra pelo produtor, muitas vezes por não estar acreditando que vai conseguir pagar, muitas vezes por causa que o juro está muito alto, tem diversas coisas que acabam acarretando. Por isso é uma coisa que é sempre importante lembrar, o preço nunca está ligado ao melhor.

um benefício muitas vezes que é dado para o agro, ele não está ligado simplesmente ao agro, o agro vai ganhar dinheiro, como a gente ouve alguns falando. Não, ele movimenta toda uma cadeia, ele é o início de uma cadeia. Então, se esse início não está funcionando, o restante da cadeia também não funciona. E é o que muitas pessoas de grandes centros não conseguem entender, que se você não ter o agro ali desenvolvendo, gerando uma riqueza inicial, você não consegue distribuir essa riqueza posteriormente. Então, só um.

Uma questão que me veio agora na cabeça, achei interessante a gente comentar, que muitas vezes a gente ouve muitas críticas e pouca visualização do cenário geral. Vindo então para a região...

Sudeste de São Paulo e Minas, em São Paulo, o milho está em torno de R$ 59,64 por saco, uma alta semanal de 2,9%, mas ainda com queda anual de cerca de 16,7%. Já em Minas Gerais, uma média de R$ 60,40 por saco, com uma leve queda semanal de 0,88% e recuo anual acima de 15%. E aí

No sudeste, então, a proximidade de grandes centros consumidores e setor como ração e indústria de proteína garante uma demanda um pouco mais estável, mas não o suficiente para recuperar o patamar de preços do ano passado. Vindo para o Mato Pibapá, Bahia, então, o milho está em R$ 57,36, uma queda semanal forte de 6,18% e recua anual acima dos 20%. Maranhão...

Está em R$ 63,54 por saco, com uma alta semanal de quase 3%, mas uma queda anual de quase 13%. Piauí, uma média de R$ 69,38 por saco, com uma queda semanal de 3,41%. Já no Tocantins, R$ 56,00 por saco, estável na semana, mas com uma queda anual significativa de 22%.

Vindo para o Pará, então, o milho está em R$ 76,98, praticamente R$ 77 por saco, com uma alta de 1,89% na semana, ainda assim cerca de 15,7% abaixo comparado com o ano passado.

O Matupi-Bapá aí mostra uma grande dispersão de preços, com valores melhores no Pará e em alguns portos no Maranhão e Piauí, mas um quadro geral de queda em relação a 2025. O que somado a custos altos aí, liga o alerta para o safrinho. Trazendo um giro rápido aí nas outras culturas também, arroz, feijão e algodão, no arroz os dados mostram preços médios, em média de R$ 61,00, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65, 65

reais com 50 centavos no Rio Grande do Sul e 58,27 por saco em Santa Catarina, com uma leve alta semanal, mas ainda bem abaixo do preço do ano passado, especialmente no Sul que concentra a maior produção, ou seja, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

No feijão cores, que é todos a não ser o feijão preto, os preços seguem em patamares altos em vários estados, com destaque para a Bahia acima de R$ 329,00 por saco. Já no Paraná, ao redor de R$ 301,00 por saco, refletindo a oferta mais ajustada. No algodão em pluma, o custo de produção no Mato Grosso para a safra 26-27 foi projetado acima.

de R$ 18.600 por hectare, de custo total com um forte peso de fertilizantes e corretivos, que aumentou, como todas as outras culturas, o diesel também acaba afetando, impactado diretamente pelo cenário geopolítico.

Fechando o mercado e os preços de cada cultura, vamos agora dar uma olhada para o que realmente está acontecendo no campo, tanto falando um pouquinho sobre a questão de clima e também da safra.

Para a gente falar um pouquinho sobre toda essa questão de clima, safra, produção, a gente vai utilizar o monitoramento semanal das condições das lavouras da Conap, o relatório que saiu dia 27 de abril de 2026. Vamos passar de região por região para a gente conseguir passar um pouquinho melhor do que a princípio aconteceu agora nessa última semana. A semana foi marcada por pouca chuva em quase toda a região do centro-oeste, com algum volume.

um pouco maior no oeste do Mato Grosso e no centro do Mato Grosso do Sul. No Mato Grosso, o relatório destaca que houve menor volume de chuva, principalmente no norte, mas ainda com um bom teor de umidade no solo e boa condição para o milho segunda safra na maior parte da área. No Mato Grosso do Sul, as lavouras de milho safrinha ainda apresentam boas condições de clima.

embora com redução das chuvas nas regiões nordeste e sudeste do estado. Já em Goiás, a ausência de chuvas persiste e começa a afetar o potencial produtivo de algumas lavouras de milho segundo a safra. Lembrando que Goiás vai sofrer um pouco mais, principalmente no milho segundo a safra, porque ele acabou atrasando a questão do plantio dele, porque estava chovendo muito no momento da colheita da soja.

Vindo para a região sul, então, no Paraná, o clima foi mais seco e quente, o que permitiu o avanço da colheita do milho primeira safra ainda, que está em sua fase final, mas com chuvas mais volumosas no centro e leste na previsão.

ajudando a recompor a umidade do solo para o milho segundo a safra. Então a gente sabe que a região mais alta faz uma safra de milho, a região oeste, mais vindo perto do Mato Grosso Sul, de São Paulo, que é a Alicanto, já tem uma produção um pouco maior de milho safrinha, então acabou auxiliando. Em Santa Catarina, resta cerca de 2%. A CIDADE NO BRASIL

de área de milho primeira safra para colher, com alguns problemas de qualidade nos grãos mais tardios. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas foram irregulares, atrapalhando um pouco a evolução da colheita em algumas regiões.

mas com bom rendimento médio nos grãos já colhidos. Vendo para o sudeste, praticamente não houve precipitações significativas, com exceção do extremo sul de São Paulo, e em Minas Gerais o tempo firme ajudou a avançar a colheita no milho primeira safra, que se aproxima da metade da área, mas a escassez de chuva já começa a provocar estresse hídrico em algumas lavouras de milho segunda safra.

Em São Paulo, a colheita de milho primeira safra está praticamente finalizada, beneficiada por esse período mais seco. Então, já praticamente encerrou. Vindo para o Mato Pibapá, no Maranhão, as lavouras de arroz e rigado estão em enchimento, maturação e colheita. E para o milho segunda safra, o relatório aponta início de perdas pontuais por estresse hídrico no sul do estado.

Já no Tocantins, as chuvas seguem regulares, viabilizando bom desenvolvimento do milho segundo a safra, mas com relatos de acamamento em áreas de arroz e surgimento de brusões devido à alta umidade e temperatura. No Piauí, a escassez de chuvas e altas temperaturas afeta lavouras de milho em fase reprodutiva.

enquanto o feijão e a soja estão com a colheita já mais avançada. No Pará, as chuvas foram volumosas, ajudando tanto o andamento plantio como o desenvolvimento do milho segundo a safra e a fase final de colheita de soja. Falando um pouquinho agora das previsões climáticas para a próxima semana, ou para essa semana que está saindo o relatório, trazendo alguns dados do Climatempo e do IMET.

Para a próxima semana, então, a questão no centro-oeste, não são esperadas chuvas significativas na maior parte das regiões. Os poucos acumulados se concentram no oeste do Mato Grosso e no centro do Mato Grosso do Sul. Isso tende a reduzir ainda mais a umidade do solo, com risco elevado para o milho de segunda safra no centro, leste e sul do Goiás, e no leste e sudeste do Mato Grosso do Sul.

Para o produtor, isso significa a tensão redobrada nas áreas de infloração e enchimento de grãos, que são as mais sensíveis pela falta de umidade. Vindo para o sul, a previsão indica chuvas mais volumosas no centro e leste do Paraná e na metade do sul do Rio Grande do Sul.

Para o milho safrinha do Paraná, essas chuvas são bastante benéficas, né? Tendo que ele já está na floração para frente, a maior parte, para recompor, então, o armazenamento de água no solo e em parte das áreas. Porém, em regiões onde ainda há colheita de soja em milho primeira safra, essa chuva pode trazer atrasos pontuais e algum risco de perda de qualidade em áreas mais baixas, principalmente. Então, aquele soja ficou bem mais tardio, o pessoal deixou, principalmente na região sul, para colher.

pós-arroz, e às vezes é uma atrasada na colheita de arroz, porque o que acontece? Geralmente o pessoal...

As áreas mais alagadas, planta primeiro o arroz, depois ele planta a soja, pra tu não ter um problema de falta de maquinário, de mão de obra pra colher. Você não vai cair as duas colher e tá junto, né? Imagina a zona que dá. Então, geralmente, você planta e colhe primeiro o arroz, depois a soja. Então, muitas vezes, se atrasou um pouco o arroz, vai atrasar também a soja. E nessas áreas mais baixas, acaba segurando um pouco mais de água e tu tem uma tendência a perder um pouco mais.

caso ficar, porque essas áreas baixas acabam acumulando mais água por serem mal drenadas. Então, entra essa questão. Vindo para o sudeste, então, não há previsão de volumes expressivos de chuva em praticamente toda a região, exceto no extremo sul de São Paulo. A tendência é de aumento das áreas com baixo armazenamento hídrico, causando restrição hídrica em lavouras de milho segunda safra em Minas Gerais e também em São Paulo.

Por outro lado, a maturação e a colheita das culturas como café e canha de açúcar continuam sendo beneficiadas. Vindo para o Mato Pibapá, na região norte do Pará, então, norte do Piauí e metade norte do Maranhão, são esperados volumes de chuvas elevados, em alguns pontos acima de 80 e até acima de 100 milímetros. Já no oeste da Bahia e em boa parte do Mato Pibapá,

a tendência é de baixa ou nenhuma precipitação, o que mantém a umidade do solo baixa, o que restringe também o desenvolvimento das lavouras de segunda safra, principalmente o milho safrinha. Trazendo um pouquinho da...

estimativa de produção da safra, em termos de produção, juntamente com os boletins de mercado e as estimativas da Conab e do IMEI, que a gente buscou para tentar trazer uma referência mais correta aqui para o programa. A soja 2526, o Brasil tem oferta estimada em cerca de 189,6 milhões de toneladas, com produção recorde estimada em 179 mil.

179,15 milhões de toneladas, puxando principalmente pelo centro-oeste, com questão, no caso, destaque para o Mato Grosso.

Já o milho primeira safra teve bom desempenho em estados como o Rio Grande do Sul, que recuperaram parte das perdas vistas em safras anteriores. Então, esse ano, embora para a soja em algumas regiões aqui no Rio Grande do Sul, principalmente na região oeste, a gente teve perdas bem acentuadas no soja, o milho, como ele é plantado mais cedo, a gente teve uma safra praticamente cheia, uma safra muito boa que há alguns anos a gente já não via para o milho.

mas ainda com muita variabilidade regional, que é o que eu comentei. O milho foi bem praticamente em tudo, mas no sol a gente acabou patinando em alguns locais. No milho segunda safra, já uma preocupação explícita com produtividade em regiões do Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás, Minas e Matupi e Bapá, por conta da irregularidade das chuvas nesse final de abril e início de maio.

Agora que a gente já sabe um pouco de mercado, de clima, como é que está os números aí de previsão da safra, vamos falar um pouquinho das lavouras, como está a questão fenológica das lavouras. Para isso a gente usa sempre o relatório disponibilizado pela Conab. Esse de dia 24 de abril de 2023 ele foi lançado. Então essa é a última data final que acaba tendo desses resultados.

Então, trazendo um pouquinho aí, falando um pouquinho sobre a soja, em 20,56, cerca de 92,1% da área total já colhida, então estamos na reta final da colheita da soja. 6,8% está em maturação e apenas 1,2% ainda em enchimento de grãos. Resumindo, a soja já terminou o ciclo na maior parte do Brasil, o risco climático agora é mais relacionado a praticamente, principalmente, qualidade de grãos.

e logística de escoamento para conseguir tirar essa soja tanto da lavoura quanto também do armazém, levar para os portos e até onde quer armazenar. E não mais a questão da produtividade do campo. Então a chuva, a falta dela não vai estar afetando mais diretamente a questão da produtividade ou produção da soja. Vindo para o milho primeira safra, temos 62% da área colhida.

Praticamente 30% em maturação e 8% em enchimento de grãos. Essa fatia aí de quase...

40%, se a gente vai pegar enchimento de grão e maturação, ainda pode ser sensível por uma falta de água, por ondas de calor e problemas sanitários, mas principalmente a parte do enchimento de grão, aqueles 8%. A maior parte, 30% de maturação, vai sofrer um pouco, mas pode sofrer mais às vezes com excesso de chuva, com grão ardido.

mas ligado a essa parte, já no enchimento de grão, pode diminuir um pouco a quantidade de grãos. Estados como Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Bahia se enquadram justamente nesse grupo, onde ainda há risco climático, influenciando o fechamento da produtividade.

Vindo para o milho safrinha, aqui a situação acaba sendo bem diferente, né? 44% das lavouras estão em floração, 30% em enchimento de grãos já e 26% em desenvolvimento vegetativo ainda. Ou seja, mais de 70% da área safrinha ainda já está em fase reprodutiva ou entrando nela. Essas fases aí como...

floração, enchimento de grãos principalmente, acabam sendo as mais sensíveis para a falta de água, como a gente sabe, o que mais acaba afetando a produtividade se falta água nesses períodos e a temperaturas extremas. Então, entra toda aquela parte de polinização, das espigas, deformação de grãos, enchimento de grãos, então está bem nesse ponto crítico agora a maior parte das lavouras.

E isso acaba sendo ainda mais crítico quando a gente vai pegar a questão das previsões que a gente viu anteriormente. Centro-Oeste e principalmente Goiás, Mato Grosso do Sul e parte do Mato Grosso. Então, estamos com problemas de chuva. Também no Sudeste, Minas Gerais e São Paulo. E no Mato Pibapá, principalmente Maranhão, Piauí e Bahia, onde tem previsão de chuva limitada. Nem tanto por causa do excesso de calor.

Falando de outras culturas, arroz, feijão e algodão, o arroz está 88% da área colhida, com o Rio Grande do Sul e Santa Catarina praticamente finalizando a safra. Apenas 1% da área ainda está em enchimento de grão e 10,6% em maturação. Aqui a preocupação acaba sendo mais com qualidade de grãos nas áreas que pegaram excesso de umidade, principalmente agora na finaleira.

Já o feijão, 84% colhido, 9,7% em maturação e 6,1% em enchimento de grãos. São áreas localizadas principalmente na Bahia, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, segundo relatos da Conab.

Já vindo para o algodão, a maior parte das áreas, 80% está na fase de formação de maçãs, 11% está em maturação, com pequenas frações em desenvolvimento vegetativo e floração. Isso exige manejo intenso de pragas e doenças, a gente sabe que o algodão acaba sendo uma das culturas mais técnicas que a gente tem em larga escala, tanto da questão de controle.

de pragas e doenças, mas também toda a questão de hormônios utilizados para conseguir colher, conseguir induzir a formação de maçãs, toda aquela parte para o controle da planta.

É uma cultura muito interessante e muito técnica, né? Então, parabéns para quem lida com essa cultura, porque ela é bem complicada de trabalhar. E qualquer deslize, vamos dizer, o prejuízo pode ser muito grande. Então, quem trabalha com a aludão, realmente tem que ser muito profissional. Além aí de atenção à nutrição para garantir um bom enchimento de maçãs. Então, mais a questão nutricional ainda que eu acabei esquecendo de falar.

Sabendo aí então que fase está as principais lavouras e principais culturas que a gente tem, vamos ver como anda um pouco o plantio e a colheita em todo o Brasil. Aqui a gente vai falar um pouquinho mais específico sobre plantio e colheita. Antes a gente já falou área total Brasil colhida, que a gente vai conseguir falar um pouquinho mais por região, como está as colheitas e plantios em cada região.

A colheita da soja no Brasil chegou em cerca de 92% da área, com um quadro resumido no centro-oeste, praticamente 100% da área colhida. Na região sul, Paraná e Santa Catarina, com colheita praticamente finalizada, e Rio Grande do Sul avançando para a parte final, com algumas irregularidades de clima.

Já no Sudeste, São Paulo e Minas Gerais, com colheita também encerrada. No Mato Pibapá, Bahia e Tucantins também na reta final. E no Maranhão e Piauí, Bahia e Tucantins, quer dizer, já está na reta final. E Maranhão e Piauí com colheita já avançada, mas ainda com áreas de enchimento de grãos e maturação. No milho primeira safra, a colheita de milho já está em 62% a nível Brasil.

Pegando na região sudeste, a gente tem em Minas se aproximando da metade da área colhida, com tempo firme ajudando. E em São Paulo, com colheita praticamente encerrada. Já na região sul, no Paraná, em fase final de colheita, facilitada pelo tempo mais seco. Em Santa Catarina também, cerca de 98% da área colhida, restando poucos salhões tardios, com relatos de queda em qualidade de grãos.

E no Rio Grande do Sul, com avanço mais lento por conta do clima instável, mas praticamente já encerrado também. No Mato Pibapá, Bahia com colheita em andamento. Piauí começando a colheita de forma inicial, ou pequena. E no Maranhão, Tocantins, com início ou avanço progressivo da colheita em áreas mais precoces.

Aqui é bom lembrar que não entra o centro-oeste porque ele praticamente não tem milho safra aí, né? Findo para o milho safrinha, a semeadura do milho safrinha, como a gente já comentou nos outros relatórios, está encerrada, né? Já se encerrou nos principais estados aí que acabam plantando milho safrinha, até para relembrar os principais estados, então, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e Pará.

O foco agora é totalmente no desenvolvimento das lavouras e na disponibilidade de água ali, que vai ser um dos principais fatores que vai definir a questão da produtividade nas regiões. Vindo falar um pouquinho de arroz e feijão, então, o arroz, 88,3% da área colhida no Brasil.

com Rio Grande do Sul e Santa Catarina finalizando, mantendo boas produtividades, apesar de alguns problemas pontuais de qualidade, principalmente em áreas que ficaram malagadas e não estão tendo boa drenagem. Lembrando que na região sul aqui, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, a gente tem muito arroz irrigado, diferente lá da região centro-oeste, enfim, principalmente na região centro-oeste, Matupibapá, e alguma parte sudeste não é tanto, que daí acaba sendo o arroz sequeiro. Então, são...

produções diferentes, produtividades diferentes, manias diferentes, mas ambos são arroz, né? Feijão primeira safra, então, 84% da área colhida, com a safra entrando aí na reta final. Já falamos um pouco aí sobre o campo, sobre produtividade, fenologia...

questão também de como está o plantio de escolhidos. E agora vamos falar um pouquinho sobre os custos, insumos, créditos e dívidas. Isso é muito importante a gente lembrar que é uma das principais questões que acaba acarretando tanto o nosso potencial de aumento de áreas, de investimento nessas áreas. A gente sabe que bate direto no bolso do produtor e que acaba segurando ou movimentando muito todo o nosso mercado.

Na parte de custo de produção, então, os boletins do IMEA trazem uma alerta forte, especialmente para o Mato Grosso, mas que serve de referência para todo o Brasil. Na soja e safra 26,27, o Mato Grosso, o custeio de soja foi estimado, como comentei anteriormente, em R$ 4.435,00 por hectare, com uma alta mensal em 6,98%. Desse total, então, para a gente entrar um pouquinho mais no dado que...

Praticamente foi só uma notícia antes, né? Fertilizantes e corretivos representam 46,7% do custeio, com um gasto projetado de R$ 2.071, alta de quase 11% no mês. Então aqui foi um dos pontos que mais afetou esse aumento de custos. Sementes está custando cerca de R$ 450 por hectare, defensivos em torno de R$ 1.352.

Operação mecanizada sumando R$ 267,00 por hectare, pressionados principalmente pela alta do diesel, mas aqui a gente pode ver que quem manda realmente no aumento é a questão do fertilizante e corretivos.

E o diesel no Mato Grosso subiu de R$ 6,35 por litro para R$ 7,21 por litro entre fevereiro e março, um aumento de R$ 0,86 por litro. Pela quantidade que é utilizado por hora por cada maquinário, isso é algo bem relevante.

Considerando então uma produtividade média projetada para 66 sacos por hectare, esse custeio equivale a algo em torno de R$ 67,00 por saco, só para cobrir o custo variável da lavoura, sem contar o custo fixo financeiro e remuneração do produtor. Então, tem que produzir, produzindo R$ 66,00,

66 sacos por hectare, R$ 67 de cada um desses sacos vai apenas para o custo. Sem contar toda a questão de custo fixo, custo de oportunidade, custo variável que a gente tem na lavoura, é só os custos basicamente que a gente teve da lavoura, o que a gente comprou.

e utilizou para produzir, não está contando todas as outras questões contáveis. Então, aqui acaba mostrando que realmente está apertado, porque a gente pode colocar mais R$20 ou mais, tranquilamente, em cima desses custos variáveis da lavoura, sem contar custo FI, quer dizer...

uns 20 reais mais para esses custos fixos, financeiros, remunerados, produtor, isso sem contar o custo de oportunidade, que a gente tem que lembrar que mesmo baixando a Selic agora para 14,5%, ainda, se a gente pegasse todo esse dinheiro e colocasse na poupança, na poupança não, mas no investimento aí de tesouro direto,

talvez ganharia muito mais. Então, tudo isso são custos que devem ser colocados também. E muitas vezes aí entra essa parte que o pessoal comenta que praticamente não está pagando custos. Se ele jogar tudo isso, às vezes realmente não está.

Milho, então, safra 26, 27 do Mato Grosso também, trazendo essa parte do custeio que a gente comentou anteriormente, que aumentou para R$ 3.686,80 por hectare, uma alta de 3,38% no mês. Dentro disso, então...

Fertilizantes e corretivos já estão batendo R$ 1.474,60 por hectare, uma alta no mês de 5,67%, então possivelmente foi o que mais afetou.

defensivos um custo total de R$ 895,70 por hectare, uma alta de 3% no mês. E a relação de troca aponta que o preço médio de R$ 43,48 por saco para o milho 26,27 em março. O que isso quer nos dizer? São necessários 99,06 sacos por hectare de milho para comprar uma tonelada de ureia.

Então, se a gente vai pegar, são necessários também 125 sacos por hectare para comprar uma tonelada de MAP e 82 sacos praticamente para comprar uma tonelada de Cloreto. Com a produtividade média estimada em 116 sacos por hectare, e aqui esse dado, já acompanhando algumas lavouras,

principalmente a partir de que foram plantados a partir do dia 15 de fevereiro, muitas lavouras não chegam nessa produtividade, mesmo com um bom investimento, porque depende muito do clima. Nós vamos pegar com uma produtividade média estimada em 116 sacos por hectare, o produtor precisa...

de boa parte da produção só para pagar os fertilizantes, mostrando margens muito apertadas, principalmente em regiões que o milho acaba vindo para casa, os R$ 45, R$ 50. Então, aqui ele quase vai empatar e vai ganhar um pouquinho. Então, entra essa questão para a gente observar também.

Está dando impacto por região. No centro-oeste, então, centro primeiro choque de insumos importados e frete, com grande par da soja e do milho negociados para exportação. Já no sul, o impacto vem sumando ao risco de produtividade variável, principalmente para o milho e safrinha.

pegando aqui principalmente no Paraná, aqui da região sul. Já no Sudeste, sofre com custos logísticos internos e juros ainda elevados. E no Mato Pibapá, além do custo de insumos, há um risco climático maior nesta virada de abril para maio, o que exige muito cuidado com travas de preços e planejamento de caixa também.

Falando um pouco de crédito, juros e situação financeira, a Selic foi reduzida para 14,75% ao ano. Agora a gente já sabe que diminuiu mais 0,25%, então vindo para 14,5% ao ano.

que nessa notícia, que foi pego um pouco antes, no primeiro corte em dois anos e agora no segundo corte praticamente em dois anos. Mesmo assim, o Brasil segue entre os maiores juros reais do mundo com uma taxa real ao redor de quase 10%, 9,5% ao ano. Para o produtor, isso significa custo de financiamento ainda bastante elevado.

mas uma sinalização positiva de início desse ciclo de flexibilização. Para ela, o valor bruto produzido agropecuário no Mato Grosso continua em patamar historicamente alto, o que mostra a importância do setor, mas não elimina a necessidade de planejamento de fluxo de caixa e, em alguns casos, renegociação de dívidas. Para fechar a parte econômica, vamos para um giro rápido das principais notícias do agro.

Então, trazendo as principais notícias da semana, do dia 26 a 30 de abril, agora de 2026, soja e milho sobem em meio a incertezas globais e suporte do dólar. Então, a fonte é Repórter Agro.

Os preços da soja e milho subiram na Bolsa Brasileira, apoiados pela alta do petróleo e pela incerteza do cenário internacional. Para o produtor, isso significa janeiros pontuais e melhores preços para fixar parte da produção, especialmente em regiões onde o custo está apertado, como no Centro-Oeste. Próxima notícia, então, o soja realiza lucros em Chicago e recua com pressão dos derivados, também do repórter Agro.

Em Chicago, a soja teve momentos de realização de lucro com pressão dos derivados, o que limitou o repasse de alta para o mercado físico brasileiro. Esse comportamento reforça a importância de acompanhar a bolsa, mais o prêmio, mais o câmbio, antes de tomar a decisão de venda.

Vindo para a terceira notícia, então, colheita da soja chega a mais de 80% da área no Brasil. A fonte AG Rural, via canal rural, a colheita atingiu cerca de 82% da área, mas ainda está abaixo do ritmo da safra anterior em algumas regiões, principalmente onde o excesso de umidade atrapalhou como partes do Mato Pibapá. Isso alonga o período de pressão logística e pode influenciar a formação de preços nos portos.

Vindo para a quarta notícia, alta contínua de custo de produção soja, milho e algodão. Os boletins, então, do IMEA mostram aumentos consideráveis no custo da soja, milho e algodão no Mato Grosso, puxados por fertilizantes defensivos, diesel e custos logísticos. Essa tendência é um alerta para todo o Brasil.

em especial Centro-Oeste e Matupi-Bapá, que dependem mais de insumos importados. E para fechar o episódio de hoje, vamos com um resumão geral para tu entender tudo o que a gente trouxe aqui de uma forma mais rápida e fácil. Fechando o episódio aí com um resumo da semana do dia 26 de abril a 2 de maio de 2026.

Mercados e preços, soja com preços relativamente firmes, mas ainda abaixo do ano passado em várias regiões. Milho primeira safra pressionada, especialmente no centro-oeste, com melhor remuneração em estados mais próximos aos portos, como São Paulo e Pará. Feijão e algodão seguem com preços sustentados, mas com custo de produção alto.

Falando um pouquinho de clima e safra, então, semana de chuvas regulares, com predominância de tempo seco no centro-oeste, sudeste e parte do Mato Pibapá, justamente onde o milho segundo a safra está em fase crítica. No sul, chuvas mais volumosas no Paraná e Rio Grande do Sul ajudam parte das áreas, mas podem atrapalhar a colheita em alguns momentos.

Falando das fenologias das lavouras, soja praticamente colhida no Brasil, com ciclo se encerrando. Milho primeira safra com cerca de 60% colhido, restante em maturação e enchimento de grãos. Milho safrinha com maior parte das lavouras em floração e enchimento de grãos, muito sensível à falta de água.

Trazendo informações sobre plantio e colheita, milho segunda safra com 100% da área semeada, colheita de soja, milho primeira safra, arroz e feijão primeira safra avançando para a reta final na maior parte das regiões. Sobre custos, créditos e dívidas, custo de produção de soja e milho 26, 27 em alta no Mato Grosso.

puxado por fertilizantes defensivos e diesel mais caro. Selic em 14,75%, iniciando o ciclo de corde de juros, mas ainda em taxa real muito alta, mantendo o crédito caro. Lembrando, uma pequena atualização já foi para 14,5%.

Uma mensagem final, tanto para o produtor quanto para o agrônomo, todo mundo que nos assiste, os profissionais do agro, atenção máxima agora para o safrinha, principalmente onde a chuva já está falhando e o uso estratégico das janelas de preço para travar margens, como eu sempre comento nos episódios, para a gente conseguir travar o nosso custo de produção, porque o custo de produção continua subindo mais rápido do que as cotações. Esse foi o Prós da Semana.

Convido você a compartilhar esse episódio com um amigo seu aí, que também trabalha no agro, também quer ficar atualizado e sempre está por dentro das principais notícias do agro. Compartilhe esse episódio com ele, que ele vai conseguir aí também ficar informado. No mais, nos siga nas redes sociais. Por hoje era isso. Até a próxima, pessoal!