Episódios de Comentando no QG

#167 - Um Papo Sobre Blue Lock

21 de julho de 202649min
0:00 / 49:30

Neste Episódio: Depois de cinco anos após o primeiro episódio sobre, vamos abrir a porteira e falar novamente de Blue Lock.

Aproveitando o ensejo do fim da copa e que comecei a reler o arco atual da série, bora para um papo geral sobre a série, focando em falar sobre o que a série possui para agregar e, também, falar referente o fim da série (ou algo próximo disso).

Apresentação: Paulo Raposo

Duração: 49:30

Dúvidas, Sugestões, Críticas e Afins: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠paulo_rapozo@outlook.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

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Participantes neste episódio1
P

Paulo Raposo

Participante
Assuntos6
  • Liga Neo Egoísta: Times EuropeusMichael Kaiser · Noel Noa · Joana · João Barradas · Chris Prince · Snuffy · Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes · Charles Chevalier
  • Copa do MundoSíndrome de Aschkenbaum · Copa do Mundo FIFA Sub-20
  • Blue Lock· EntretenimentoBlue Lock · Survival game · Futebol · Egoísmo
  • Desenvolvimento de PersonagensYoichi Isagi · Mestre Ascensionado Confúcio · Rin Itoshi · Barou · Nagi Seishiro · Chigiri Hyoma
  • Blue Lock vs Japão Sub-20· EsportesItoshi Sae · Shidou Ryusei · Seleção Japonesa Sub-20
  • Publicação e Adaptações de Blue LockKaneshiro Muneyuki · Yusuke Nomura · Kodansha Manga Awards · DC Comics · Crunchyroll · Blue Lock
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
PRPaulo Raposo

Eita, começando mais um Comentando no QG. Aqui quem fala é seu host de sempre, Paulo Raposo, e hoje é dia de falarmos de novo de um assunto que, cara, o último podcast disso, se não me falha a memória, foi em 2022, 21 ou 22, um rolê desse. Foi bem na época que a OBRAND estava no começo, eu tava empolgado porque eu tinha começado a ler e falei, pô, mano, mó bacana. Na época não tinha nem tanto hype quanto tem hoje em dia, inclusive.

E cara, na época nem editora no Brasil tinha, ó que maluco! Mas assim, hoje em dia eu voltar a falar de Blue Lock, eu já queria voltar algum tempo, tava enrolando, postergando, porque né, chegamos no arco da Copa do Mundo lá e eu ficava muito, mano, será que eu falo? Será que eu não falo? Será que eu dou minhas opiniões? Não dou? Renovo algumas opiniões minhas sobre a obra. E essa demora, né, esse seguramento aí, ó, motinha passando, esse seguramento me tomou, me tomou muito tempo porque eu fiquei assim, mano, se eu for falar agora vai parecer que eu estou querendo surfar num hype que na realidade, porque eu falei na época que não era tão famoso.

E aí no fim das contas, depois de muito pensar, repensar, depois de ler os volumes aí desse arco atual, né, o final da Liga Neo Egoíste e o início da Copa, que inclusive estão aqui do meu lado esses volumes, eu optei por sim, vamos falar da obra, porque, cara, tem coisa demais para falar. Eu vou deixar adiantado desde já para quem não acompanhou o blog, quer acompanhar, não quer ter nada estragado de surpresas, eu já deixo adiantado que vai ter spoilers, porque sim, eu vou falar de tudo e mais um pouco.

Não vou entrar obviamente em meandros de ficar explorando narrativas, não. A gente vai falar realmente sobre a obra num todo. Vou comentar obviamente coisas mais recentes e tal, algumas visões que eu venho tendo, e é isso. Então assim, se você não quer estragar alguma surpresa que você espere ter na obra, já fica aí meu conselho: já saiba que esse episódio vai ter bastante spoiler. Se você não liga para isso ou tá em dia com a obra, só vamos fundo aí que eu garanto que vocês vão curtir muito o que eu tenho para falar hoje, porque né A gente vai falar de futebas.

Inclusive, antes de seguirmos, né, já vou, já vou dropar esse spoiler aqui para vocês, para alegria de quem é fã. Pelas próximas semanas, não prometo em todas, mas pelo menos um episódio pelas próximas semanas assim. Não sei ainda, gente, essa parte ainda tô definindo de como que vai funcionar, mas nas próximas semanas, pelo menos assim uma vez por mês, talvez mais, vai ter um podcast sobre futebol. Tá, Copa acabou, mas se você ainda tá no clima de futebol, fica no comentando.

Você vai ter bastante obra de futebol porque, cara, tem obra de futebol virado no Jiraya. Mas deixando, né, essa enrolação toda para lá, porque eu já falei muita coisa junto, só vamos recapitular algumas informações, tá bom? Escrito por, escrito por Kaneshiro Muneyuki, ilustrado por Yusuke Nomura. Blue Lock começou a ser publicado em 1º de agosto de 2018 nas páginas da Weekly Shonen Magazine da Kodansha. Segue em publicação até o presente momento com 39 volumes.

O 40º chega agora em agosto. A obra, ela ganhou o 45º Kodansha Manga Awards na categoria Shonen 2021. É publicado em inglês pela própria Kodansha. Está disponível no aplicativo K-Manga, apenas em inglês, que inclusive em algum momento eu vou falar desses aplicativos e vou xingar muito o K-Manga. No Brasil, o mangá é publicado pela Panini Comics, que está atualmente no volume 36, que inclusive o volume 36 vem com um pôster bem legal.

O volume 37 já está em pré-venda. Vale mencionar que a obra tem sim adaptação em anime, são duas temporadas em anime até o presente momento. Tendo a terceira já anunciada, as duas primeiras temporadas do anime estão disponíveis na Crunchyroll. A terceira muito provavelmente vai chegar por lá também. E além disso, o filme, né, tem um filme adaptando o spin-off da série, que é o episódio do Nagi. Esse filme ele está disponível na Crunchyroll também com dublagens e legendas.

Por último, não menos importante, vamos ter um live action de Blue Lock. Na data que eu estou gravando isso, o live action ainda não saiu. Ele sai em agosto tanto no Brasil quanto no Japão, tanto no Brasil quanto no Japão. No Brasil é distribuição da Sato Company, que chega nos nossos cinemas no dia 13 de agosto. No Japão sai no dia 7 de agosto, ou seja, a gente tem um delay de uma semana. Mas, cara, teremos live action de Blue Lock.

Enfim, para quem não conhece a história, já aproveitando para falar, o mangá ele foca em Yoichi Sagi, um menino aí que gosta de futebol, só que ele perde a partida do intercolegial, fica muito triste, fica na bad, recebe um convite para ir para conhecer o projeto chamado de Blue Lock, tá, o nome do mangá. E quando ele chega lá, ele vê vários outros garotos, vários outros guri. Olha eu me enrolando. Vários outros guri. E nessa aparece um cara lá que é o Ego, e ele fala assim, que é o grande técnico ali, e ele fala, ó, tem 300 aqui Só vai ficar um para ser o grande atacante, o restante vai sair.

E a gente vai acompanhar a jornada de Isagi, né, para se tornar o maior atacante. Ao mesmo tempo que a gente vai conhecendo outros personagens, vai gostando também dos outros personagens e tal. E isso é muito interessante. Até aqui eu tô fazendo muito resumidamente porque eu acho muito difícil você não saber o que é Blue Lock se você está vendo esse episódio, ouvindo esse episódio. Eu falando vendo, mas vocês não estão vendo meu rosto.

Mas entenderam, assim, se você não conhece Blue Lock, cara, eu recomendo que você conheça, porque assim, ah, Paulo, mas eu não gosto muito de mangá de futebol, não sei o quê, cara. Blue Lock, ele é bem interessante, né? Eu já quero começar aqui discorrer sobre isso, que era uma opinião que eu tinha na época do primeiro episódio, e agora eu tenho ela mais assim reforçada. É um bom mangá? Sim, ele é um bom mangá que funciona nas duas estéticas que ele se propõe, na estética de ser um survival game, né, um jogo de sobrevivência, e na estética de futebol.

Ah, Paulo, mas é muito fantasioso, não grita. Não é assim, tá? Ele tem seus momentos de jogo, ele tem lá suas inventividades, mas são coisas que funcionam para o que a narrativa tá me pedindo, que é um jogo extremamente pegado para empolgar a molecada e para entregar um battle shonen, porque de certa forma carrega-se um pouco essa estética. Ele funciona muito bem. Entendeu? Essa ideia do egoísmo, ela funciona muito bem, ela é um bom alicerce para esse desenvolvimento de mangá, para o crescimento do nosso protagonista, assim como dos personagens secundários que vão aparecendo, independente de serem personagens que vão ter um grande destaque ou não.

Varia muito, mas é muito interessante a maneira como o Kaneshiro, ele vai desenvolver isso. Ela é muito interessante justamente porque ele não tem medo de, tipo assim, expor, né, esse lado egoísta do ser humano, expor os cara que grita aos quatro ventos: eu vou ser o melhor do mundo. E até coisas que podem soar meio estranho, tipo: eu vou devorar você. Um cara olhando para o outro falando: eu vou te devorar. Não, isso é muito interessante.

Inclusive, eu acho legal dar um destaque que essa narrativa, essa forma de pensamento, né, que molda os personagens, e a forma como isso é trabalhado, é tão interessante que se você for procurar pessoal de psicologia que vê anime, etc., eles usam muito Blue Lock para mostrar essas questões psicológicas, né, porque os personagens eles são moldados por essa psicologia, por essa visão de um ego maior, de ser um egoísta, de evoluir superando os desafios e superando o coleguinha do lado que às vezes é melhor que ele, entendeu?

As visões que os personagens têm com relação a algumas coisas, quer seja o Barou, né, que é um personagem, mano, foda, foda, que joga muito. E em dado momento ele percebe que a visão dele é tipo assim muito individualista. Se ele fizer algo que vai contra essa visão, ele pode se destruir. Então tipo assim, isso é interessante. Um personagem tipo Nagi, que é um menino genial, Manja muito de futebol e nunca tinha jogado, mas ao mesmo tempo ele não tem vontade nenhuma de progressão nisso até um determinado ponto, que é quando ele percebe que ele gosta desse universo.

Então assim, tudo isso é tão bem trabalhado, tão bem desenvolvido, né? Ai, Paulo, mas tem defeito. Concordo. Para mim tem pontos que poderiam melhorar, sim. Por exemplo, a síndrome de Ash Ketchum do Isagi, que tem momentos que parece que ele desaprende tudo que ele desenvolveu. Mas até aí detalhes. Mas assim, eu acho interessante a maneira como a dupla opta por trabalhar certos conceitos, certas maneiras, né, de se contar essa visão dos meninos.

Então assim, é interessante muito, né. O começo da série, ele é muito rico porque é como eu disse, são 300 moleques que a gente vai acompanhando ali, alguns deles se desenvolvendo, crescendo e indo aos poucos Né, então tipo, nesse começo todo mundo é um diamante muito bruto, parece ter zero qualidade, parece ter zero força, né. E a gente ainda tá vendo esses meninos muito crus. Então é muito interessante quando a gente começa a perceber que eles vão se desenvolver, quando a gente começa a olhar, por exemplo, o Isagi começando a entender a forma dele de jogar, os meninos entendendo as principais armas deles.

Então um exemplo muito prático é o Chigiri, que é um personagem que ele corre muito rápido, mas devido a uma lesão ele fica com medo de correr. Quando ele perde esse medo assim, primeiro momento que ele começa a dar pequeno, que ele começa a voltar a fazer essas corridas, começa a voltar a focar nisso, ele entende a qualidade dele, ele entende a força que ele tem, né, como jogador. Só que ainda assim há uma cobrança de preço em um determinado arco.

No arco seguinte, contra a Sub-20 Japão, ele não consegue jogar, né, a partida inteira. Justamente porque ele não voltou assim, ele só voltou a treinar recentemente porque ele passou muito tempo travado por conta da lesão. E isso vai se desenvolver melhor ainda quando a gente chega no arco da Nami Goichi, porque ele vai para um time onde o cara que tá à frente do time quer focar muito nesse desenvolvimento corporal. Então ele foi para um time onde ele vai poder trabalhar o físico dele, vai poder trabalhar para melhorar essa aptidão dele.

E até no arco da Copa isso também é trabalhado, porque ele tem um desafio pessoal para fazer que o ego pede que ele treine nadando, né? Tipo um treino que o ego passa para ele nadar, para que ele aprenda a ter um corpo assim que flua melhor e tal, que esse contato com água ajude, né? Até vira meio que uma fisioterapia também, para que ele deixe a perna mais relaxada e por aí vai. Pessoal de educação física que me explique melhor essa questão, mas assim O Chiquiria é um exemplo dos meninos, né?

Além do Chiquiria, a gente tem obviamente o Rin, né, que é um cara que você vai descobrir que depois ele é perturbadíssimo das ideias. E tem toda uma questão porque o irmão dele era um cara, um jogador de futebol muito bom, que vai jogar na Europa muito jovem, passa por uma situação que até hoje a gente não sabe ainda o que que aconteceu, que o cara volta desiludido. E o Rin fica desiludido em como o irmão dele não acredita nele, entendeu?

Tipo assim, enquanto o irmão dele mudou. E isso meio que gera um sentimento mal-entendido ali no ringue, é um sentimento de quero superar meu irmão, mas no fim das contas ele acaba sendo meio que a cópia do irmão. É um rolê muito complexo assim. Eu falo muito complexo, mas talvez não seja tão. Mas assim, é muito bem pensado, vamos dizer assim, esses dilemas dos garotos, porque cada um tem algo que precisa lidar tem uma forma que ele precisa evoluir.

E os arcos, eles vão trabalhar justamente essa questão. Então, como eu disse, eu dei o exemplo do Shigiri, posso dar exemplo do Isagi, que ele começa extremamente cru, frustrado, porque ele acabou de perder uma partida do Intercolegial. E à medida que ele vai percebendo que ele tem uma noção boa de campo, que ele é alguém que consegue ser um bom condutor no time, ser meio que o coração do time, ele vai desenvolvendo isso. Ele vai vendo os cara melhor que ele e ele vai se apropriando daquela ideia, daquela visão de jogo.

Ele vai tentando evoluir em cima disso, e à medida que ele vai evoluindo, ele vai pegando algumas maturidades nessa forma como tudo se desenvolve. Então é muito interessante. Inclusive, como eu disse, na época do primeiro episódio, assim, eu tô referenciando muito o primeiro episódio, vocês também iam ouvir ele, até para ver eu na época empolgado, torcendo para que alguma editora publicasse. Mas um grande marco nessa questão, voltando aqui, é justamente as partidas do Sub-20, né, do Blue Lock contra o Sub-20 Japão, e logo em seguida a Liga Namegoishi, porque são dois arcos que eles vão amadurecer muito, todos os personagens, tá.

A gente sai do contexto de Blue Lock ali em primeiro momento quando todos os meninos do Blue Lock estão treinando. A gente tem um momento que eles treinam contra os melhores do mundo naquele período e rola um rolê, e rola um rolê, olha aqui, volta, onde o líder da Federação Japonesa de Futebol, o Bratsuta, fala com o Ego e diz assim: vamos fechar o bloco, esquece, não vou lá gastar dinheiro com isso. E o Ego olha e fala: nananina não, não no meu turno, vadia!

Se você quer fechar esta merda, antes a gente vai ter uma partida. Se os meus meninos ganharem dos seus meninos, O time Sub-20 é meu. Do contrário, a gente fecha o Blue Lock e eu sumo do mundo, sumo do mundo, e é isso. E a gente tem uma partida que assim, o anime não fez jus, mas no mangá ela é muito boa, irmão. Acho que são, eu acho que se não me falha a memória, eu posso estar enganado, são cerca de uns 5 volumes mais ou menos, mais ou menos isso.

Mas irmão, que jogo bom, que jogão! Sem maldade, é onde a gente começa a perceber que tipo assim, os meninos estão em um ambiente onde eles precisam evoluir. Eles vão ver jogadores que são melhores que eles, vamos dizer assim, porque a gente tá falando de uma seleção profissional. E mais do que a seleção profissional, a gente ainda tem o irmão do Rin, o Itoshi Sai, no time. E o Itoshi Sai é um dos gênios daquela época, né, um dos 11 da nova geração, que é os meninos que representam ali o futebol Então, cara, é uma partida onde a gente vê muita coisa absurda, e é óbvio, faz todo o contexto de um shonen mangá absurdão.

Nada muito Super 11, né, Super 11, Capitão Tsubasa, Capitão Tsubasa do Arco da Juventude para frente, né, do Yoh Fiore para frente. Nada muito nesse nível, mas ainda assim muito absurdo, tá ligado? Um chute muito absurdo, um dos meninos que é o Shidou, que ele é bem loucão das ideias, pirando hard. Então tipo assim, é um negócio muito da hora, mas é um momento onde a gente começa a acompanhar essas evoluções. Então você tem um time onde você tem gols extremamente absurdos, onde os meninos eles olham e eles, por serem todos atacantes, eles começam a se adaptar aos locais que eles são colocados.

Então, pô, tô na defesa, eu vou me adaptando à defesa. Mas até ainda sou muito cru nessa ideia de eu defendo, então eu vou fazer o que eu sei fazer melhor assim dentro do que me foi ensinado até então. O outro é goleiro, vai tentar desenvolver melhor ele no gol, mas não é tão desenvolvido assim como será mais adiante. Quando a gente tem a resolução desse arco, que aí obviamente com a vitória do Blue Lock a gente vai para fase 2 do Blue Lock, que é a Liga Não Egoísta.

A Liga da Egoíste, ele, os autores colocaram 4 times, pera, 4 não, 5 times europeus, no qual o time sub-20, né, desses, a equipe sub-20 desses times vão para o Blue Lock, para o Blue Lock se integrar nessas equipes, tendo um dos astros do time principal Não da versão Sub-20 do time mesmo, para ser ali o capitão. Então você tem jogadores de ponta, né, que aí são os 5 mestres, né, que é o Noel Noah, que é basicamente o top star assim do rolê, é o melhor jogador do mundo.

O Julian Locke, que é um personagem que já tinha aparecido, que aparece antes da partida, é um dos 5 grandes astros que aparece. O Julian Locke aparece aqui de novo. Aí você tem o Lavinho, que é basicamente um Neymar, sem maldade, cara, ele parece muito. O Lavinho, o Snuffy e o Chris Prince. E sim, gente, se vocês olharem os 5 mestres assim, você vai perceber que eu acho que só o Snuffy assim que talvez você não bata a princípio com nenhum jogador específico, mas se você for procurar, a galera meio que fez relação.

Mas o Julian Locke é o Mbappé, irmão. O Julian Locke é o Mbappé. O Chris Prince pra mim assim é o Cristiano Ronaldo todinho. Todinho, talvez só não no mesmo time, mas é todinho, cara, é todinho, é todinho, é toda vibe. O Lavinho nem marca, cara, não tem. E é muito engraçado quando você vê esses personagens, porque não tem como você não olhar e não falar assim, parça, isso aqui me lembra muito fulano, ou eu me lembro desse jogador.

E é bem engraçado isso, porque faz sentido. E vale mencionar que na época que o Kaneshiro fez, né, esse esses times ele pegou com base na Liga Europeia, os times que estavam em grande, né? Então até essa referência dos times, elas estão ali para realmente você se abraçar aquilo. E aí a gente tem as partidas que, cara, é insano você perceber o quanto cada time tem uma estrutura muito bem pensada, né? Que os 5 times em questão, não falei os nomes, é o Bayern de Munique, é o Bayern, o Paris Next Gen, PSG, o Ubers, o Manshine City e o Barça.

Se o nome soou semelhante algum deles com vocês, com algum time que vocês conhecem, é porque sim, eles também têm referências aos times oficiais, que esses 5 times na época da publicação do arco eram times que estavam em alta na Liga Europeia, tal, brilhando muito e fazendo história. Então foi nessa base que eu que o Canecheiro pensou na hora de escrever. E é muito interessante justamente isso, porque cada um dos times eles tem uma filosofia, tem uma forma de trabalhar.

E obviamente, para mim, o que merece mais destaque, os dois que merecem mais destaque, fora o time do Isagi, né, o Bastard, é sem dúvida nenhuma o Ubers, que eu acho do caralho, mano, a filosofia do Ubers. E o Manshine. Ai, mas eu baixa, eu gosto, né, eu vou até Cagando uma cegueira gigantesca aqui. Eu gosto do Barça, gosto da filosofia do Lavinho, porque eu acho muito legal quando Lavinho fala para os meninos assim: o melhor do mundo é você, tá na sua cabeça.

Ou podem falar que o melhor do mundo é qualquer um, mas para mim o melhor do mundo sou eu, tá aqui, ó, na cabeça. É aqui que você tem que pôr que você é o melhor do mundo e se desenvolver em cima disso. Tanto que eu amo que Lavinho, ele é o cara que ele fala assim: eu não vou ensinar porra nenhuma para vocês, eu sou o melhor do mundo, eu não vou ensinar vocês. Aí quando o Bachira menciona, ah, mas melhor do mundo não é o Nono, ele, nananina não, né?

Que aí na versão brasileira ele chama o Bachira em princípio de Yellowhead. Ele, não, não, não, Yellowhead, o melhor do mundo sou eu, tá na minha cabeça, na minha mentalidade é que eu sou o melhor do mundo. Então que se exploda o que pensam, para mim eu sou o melhor e é isso que eu vou trabalhar. E tanto que a evolução do Bachira, por exemplo, ela vem muito aqui. E eu gosto muito dessa ideia, porque numa conversa com Lavinho depois é quando o Bachira menciona do monstro, né, que ele tem.

E o Lavinho fala: irmão, beleza, mas ao invés de você desprender do seu monstro, abandonar, não é melhor você evoluir ele junto com você? E isso é muito da hora, porque a partir daí que a gente vê esse desenvolvimento, por exemplo, do Bachira, para ele se tornar um jogador ainda melhor do que ele era. Mas eu gosto do Lavinho, assim como eu acho interessante o Julian Locke, né, como líder ali do PSG, porque ele é um personagem que ele sabe que ele é um personagem fodão, ele é uma estrelinha em ascensão, e para isso ele precisa de um segundo lugar.

Então ele tem o Charles, que é um personagem divertidíssimo porque ele é literalmente um diabinho, que ele age nas sombras ali até eles entenderem o estilo de jogo dele. Então, por exemplo, você tá focado em parar outros 3 caras no ataque, O Charles vem por trás, o cara faz o passe para o Charles, o Charles ganha, o Charles faz o gol, entendeu? O Charles é aquela, aquele indivíduo que você não tá esperando, tipo assim, é aquele que se você esquecer 5 minutos que ele tá no jogo, ele vai fazer um estrago.

E isso é muito bem provado quando chega no arco atual, porque no jogo Japão contra França é basicamente isso, tipo, os cara, o primeiro gol da França é basicamente isso, os cara esqueceu da existência do Charles para focar no Locke quando piscou, lá o Charles lá fazendo gol. Então é meio que muito interessante. Porém, eu gosto muito das 3 filosofias que eu falei por um motivo muito simples. A filosofia do Bastard, guiada pelo Noah, é basicamente: vamos vencer, mas vamos vencer usando lógica.

Para o Noah importa a lógica. Ah, mas eu tenho uma estratégia piriri pororó pururu pão doce pirulito água com gás, tá? Mas logicamente falando, aonde isso se encaixa? Se você não tem como explicar isso para ele, para ele não é viável, porque ele quer lógica. Inclusive, quando a gente conhece, quando a gente conhece o Bastard, é quando a gente também conhece o Kaiser, Michael Kaiser, que para quem viu a segunda temporada, no final do último episódio aparece ele ali só falando, que em japonês ele é dublado pelo, ele é voz dele, a voz dele é o Miyano Mamoru.

Porra, meu, vai ser muito foda, meu. Mas voltando, e o Kaiser, ele criou o sub-20 do Bastard com ele como centro. Então no jogo, para você jogar dentro do Bastard, ou você integra a formação que o Kaiser montou, ou você cria uma formação nova, mas tipo assim conseguindo resolver. E que isso gera alguns B.O.s no começo, quando o Starg ainda está no banco. Depois o Starg vai para pra linha, pro campo. E aí o Isagi vai se impondo.

Isso é muito interessante porque o Kaiser surgir, inclusive teve uma parceria com a Uniqlo, vale mencionar aqui. E nessa parceria com a Uniqlo, o Nomura, o Nomura não, o Kaneshiro já falou, eu tenho que achar essa tradução, mas na tradução que eu li, o Kaneshiro falou que o Kaiser é o rival definitivo do Isagi. O que pra mim é justíssimo, porque a gente tem outros personagens que poderiam se enquadrar nesse ponto e não, pra mim o Rin não se enquadra nesse ponto.

Pelo motivo já mencionado, que ele tem um problema não resolvido com o irmão dele. O rival do Rin é o irmão dele, o Isagi é escadinha. E o Isagi só vira rival porque no final da partida do Japão Sub-20 contra o Bullock, o Sae reconhece o Isagi como um bom atacante. E a gente vai falar disso daqui a pouco, mas o Rin para mim não é rival do Isagi. Ele não tem, não existe uma rivalidade. O Rin, ele usa o Isagi de escadinha. E eu acho que isso é legal já deixar pautado aqui.

Rivalidade é o Isagi e o Kaiser, porque quando o Kaiser surge, o Kaiser realmente vem como um ideal para o Isagi. E é muito interessante isso, porque o Isagi vê o Kaiser jogando e ele fala: ele joga do jeito que eu penso em jogar, ele joga de um jeito que para mim é compatível. Então, por essa visão, a gente entende que o Isagi criou uma rivalidade com o Kaiser. E quando o Kaiser vê esse desenvolvimento do Isagi, Kaiser desenvolve uma rivalidade, ele desenvolve uma vontade muito forte de querer superar o Isagi.

E quando a gente falar da resolução desse arco, vocês vão entender que essa rivalidade provavelmente ela vai além e justifica a frase de o Kaiser ser o rival definitivo. Então assim, é um time que ele é construído na base da lógica, que quando ele é pensado na versão Sub-20, ele é pensado numa versão onde o time vive em função do Kaiser. Sem o Kaiser você tem que criar uma nova rota, que é o que o Isagi acaba fazendo. Isagi cria uma nova rota de dominância, né, ele muda a hierarquia do time.

E se eu gosto dessa visão mais calculista do Bastard, eu não posso dizer que eu não, que eu não vejo um pouco disso no Ubers, né. O Ubers é o time para onde o Barou, o Aiko, o O Ariu, o Nico, esses meninos todos vão, que é o time do Snuffy, que é onde a gente tem um outro que aí eu não mencionei. Eu tô falando várias coisas aqui aleatórias. Quem é fã de block vai pegar tudo, quem não é vai ficar tipo, caralho, o que que o Paulo tá falando?

Mas aqui a gente vai conhecer muito dos meninos que são os New Gen. A gente vai conhecer alguns outros das novas gerações, que é os melhores jogadores desse período, igual o irmão do Rinho, o Itoshi Saido. O Kaiser é um desses. E no Uber nós temos outro, que é o Dom Lorenzo, que para mim é o New G mais firmeza que existe, porque ele era probe. Ele, quando ele ganhou, quando ele começa a jogar bola porque foi convidado, ele começa a ganhar dinheiro, ele fala: porra, agora eu tenho dinheiro e eu vou parar os cara.

O Dom Lorenzo, né, o Uber é interessante justamente por isso. A visão do Uber é tipo, é trampo. O que a gente tá fazendo aqui é trampo, até pelo fato do Lorenzo ser assim. E toda a estética do Snuf, Snuf é um grande, ele é muito estrategista. Então toda a estética do Ubers é formada em cima das táticas que o nosso querido Snuf monta. E isso é muito interessante justamente porque vai de encontro ao Barou. O Barou é literalmente o personagem mais egoísta, a definição de egoísmo em bloco.

Para mim, ela não é Isagi, ela não é Rin, ela é o Barou. Não existe um personagem— você pode bater o pé e falar que tem, não tem. O Barou, ele é a definição de alguém egoísta. É para ele, você tem alguém melhor que ele, ele quer mirar nessa pessoa para ultrapassar ela. O Barou, ele é egoísta, mas ele é um personagem que ele tem um foco muito grande, e isso é muito legal. E aqui onde a gente vê, onde é que é onde nós vemos como esse foco é bem trabalhado, porque o Snuffy ele entende, né, e vê que o Barô lembra muito alguém que é, que era amigo, um amigo do Snuffy que se auto-vascou, né, se quitou do server.

E o Barô, ele conversa com Barô, ele até questiona o Barô: se um dia você deixar de ser quem você é, você não tiver mais essas glórias, né, você não tiver mais esse talento que você vê, você ainda vai conseguir se amar? É uma pergunta que ele faz para o Baru, e eu acho do caralho, porque essa pergunta é respondida durante o jogo e eu acho muito foda. E legal que eu tô falando isso, só um comentário assim, muito fã de Block que não tá querendo se atentar às histórias, só para tipo assim ir mencionando o que eu não falei antes e depois dar uma geralzona.

Mas eu gosto muito desse momento porque isso ocorre durante o jogo do Bastard contra o Ubers. E durante o jogo tem um momento que o Barão faz lá a jogada e ele olha para o Snuffy e fala assim, no fundo, vou usar um cite aqui, né, um por cima, porque eu li faz muito tempo esse volume e eu não vou lembrar exatamente cravado. Mas basicamente ele olha para o Snuffy, né, e fala assim, mano, no fundo, no fundo, eu quero é que se foda, eu quero fazer o meu.

Se amanhã ou depois eu vou perder glória, não sei que papapá, eu deixo para decidir isso na hora, decidir como é que vai ser na hora. No momento eu quero focar no agora, eu quero fazer o meu melhor e tal. Mas de um jeitão, Barou. E eu acho isso muito interessante justamente por isso. O Ubers é um time onde é um, virou um solo frete para o crescimento do Barou, para evolução, entendeu? Inclusive o time ele é todo montado em prol do Barou, o que também gera um momento muito bom Porque o Nico é um menino muito bom assim, muito, eu tô usando muito esses termos.

O Nico é um personagem que ele tem uma visão muito boa, ele é um jogador muito interessante, mas ele começa a perceber no Ubers que ele funciona muito melhor na defesa. E inclusive ele chega a admitir isso para o Isagi, que ele fala assim que não abandonou o ego dele de atacante, mas ele entende que destruir atacantes na defesa é muito melhor. E aí ele quer trabalhar mais isso. Inclusive quando a gente vai para o arco da Copa O Nico é da defesa, o Nico treina na questão da defesa.

Então assim, é muito interessante você perceber, como eu disse, esses elos, porque a evolução dos personagens também faz com que eles comecem a perceber outras posições que talvez eles funcionem melhor, e isso desenvolve eles. E é muito interessante, é muito grandioso narrativamente falando esse crescimento, entende? E aí eu falei dos dois times, só que aí eu pulei, só que eu inverti a ordem, porque o Mannschein ele vem antes do Ubers nas partidas.

Inclusive, depois da partida contra o Barça, a seguinte é contra o Mannschein, e depois da partida com Mannschein é que a partida do Ubers. Mas eu quis deixar o Mannschein para o final justamente por isso, porque eu sinto que o Mannschein ele para mim é um time melhor de todos mencionados, né? Ele é melhor que o PSG e o Barça para mim no conceito, porque O Chris Prince, ele é um astro em todos os sentidos. Ele é modelo, e ele desenvolveu bem o corpo dele porque ele soube o que desenvolver.

Então a filosofia do Chris é muito legal justamente por isso. O Manshine, ele é um time onde quem foi para o Manshine vai trabalhar o desenvolvimento corporal com base no que ele precisa evoluir. Então, por exemplo, o Shigiri precisava que o corpo tivesse mais velocidade. Ele queria crescer, né, desenvolver, fazer gols por ele próprio, mas também aproveitando a velocidade. Então o treino dele foi um treino físico focado em melhorar essa aptidão.

O Dorel foi obviamente fortalecer a musculatura, o Donagi também, só que o Dorel foi o famoso fortalecer a musculatura, mas também melhorar nas habilidades de cópia dele. Inclusive ele consegue fazer algumas a mais. O único que quando ele vai trocar ideia vira uma conversa um pouco mais séria é o Nagi, porque quando o Cris vai conversar com ele, o Cris descobre que o Nagi nunca tinha jogado bola antes, começou a jogar bola um pouco antes de ir pro bloco, e ele fica: irmão, ou você é doido ou você é um gênio.

Só que assim, não dá pra eu lapidar você sem você saber o que você quer. Isso inclusive vira uma pauta mais pro final do arco, porque assim, Ele põe inclusive um dos meninos para ficar ali de treinador do Nagi, só que o Rael, né, não quer deixar o par dele, o par dele em cuidados de outros. E aí dá mó treta, tipo, quando o Nagi chega ali no momento que a gente fala, puta, ele meio que gera uma sensação que a gente vai debater um pouco mais para frente, que faz com que ele não progrida mais tanto, ele pare de progredir demais e trave.

Então assim, a gente tem aqui diversas partidas muito legais, visões diferenciadas, e eu quis destacar para mim as que são melhores, porque eu gosto muito dessas visões, desses desenvolvimentos, e acima de tudo da maneira como os mestres influenciam seus alunos, né? Porque é aquilo, se a gente tem momentos onde os protagonistas vão ter alguma maturidade, algum amadurecimento, um crescimento pessoal, a gente também tem a desilusão vindo, né?

Porque na última partida aí a gente vai para o final do arco. Sim, eu vou pular e não vou entrar muito mérito em méritos. No final a gente tem a partida do Uber, do Uber, do Bastard contra o PSG. Essa partida durou um ano, irmão, foi um ano lendo essa porra semanal, foi um ano, ano e meio. Porque assim, falando em jogo, tá, falando em jogo, essa partida começa em torno do volume 28, ela foi até o 33, foram 5 volumes. Calcule que tipo assim, por ano nós temos 48 capítulos em média, tá, por ano de volume encadernado saiam 4 volumes encadernados, de 4 a 6 volumes, uma média geralmente de 4 volumes, bloco geralmente sai 4 volumes.

Se saíram 5 volumes de uma partida, calcule quanto tempo foi essa partida. Assim, matemática básica. Foi uma partida arrastada, uma partida que, mano, teve uns momentos assim que, na moral, velho, queria deixar acumular, mas eu não conseguia porque eu tava muito, tava muito vidrado. E falo isso sem maldade, eu fiquei sem maldade aqui, falando, sendo muito honesto com vocês, eu fiquei um dia, foi, eu acho que uma semana inteira lendo Blue Lock.

Porque quando eu decidi começar a ler de fato, eu falei, ah, vou agora, eu vou descarregar, vou embora. Irmão, eu não conseguia parar de ler, eu não conseguia. Tipo assim, dava uma oportunidade no trabalho na época de ler, eu tava lendo, eu não tava conversando com ninguém, eu tava lendo, eu tava lendo, eu tava lendo, eu tava lendo, eu tava lendo, eu tava lendo. Até o momento que chegou, plau, tchau tchau, fechei o volume. Quando eu cheguei nos capítulos semanais, dava oportunidade de ler, tipo, parava tipo para almoçar e tava lá.

Saiu o capítulo, tava lendo. Devorando. E mano, eu engoli, eu engoli assim real. E esse arco final ele foi muito interessante somente por isso, porque foi um ano do jogo. Mas quando o jogo termina é quando a gente chega ali no ápice do Isagi, né, que ele vira número 1 e tal. E aí a gente começa a ter algumas evoluções, porque em dado momento da partida final o Noah deixa muito claro que ele usou o Isagi para evoluir o Kaiser, porque o Noah ele ele é o top 1, então ele tá no topo.

E ele olha e fala assim, bom, o topo é uma merda, tipo, é um tédio, eu não tenho ninguém para bater de frente comigo, então eu quero criar alguém que seja digno de ser um rival para mim, para que nessa rivalidade eu evolua. E meio que ele descartou o Inside ali, porque ele fala, você é só degrau, o Kaiser que evolui com isso. E realmente o Kaiser evolui, mas assim, no fundo, no fundo, eu quero que você se foda. E nesse momento, Isagi fica puto, fala que não vai mais acreditar no cara.

Inclusive, tem lá o momento de definição dele do Kaiser, porque tipo assim, a última, os dois fecham um contrato, Isagi meio que entende que se ele quiser vender, ele vai ter que vender a alma dele, ele vai ter que abrir mão de qualquer ideia que ele tenha de, ai meu Deus, eu posso me virar sozinho, para entender que ele tem que abrir mão de tudo, voltar do início, ele tem que voltar a um conceito inicial, que é tipo assim, o que me sobra se eu perco aqui?

Nada. Então é agora que eu vou pegar esse nada e vou arriscar, apostar o mais alto possível. E qual que era a aposta mais alta? Deixar o cara fazer uma parceria com o Kaiser. Ele faz essa parceria, os dois jogam, e no final obviamente o Isagi se sobressai. E aí que a rivalidade se acende mais, porque o Kaiser ele percebe que jogar com o Isagi é divertido. Inclusive essa partida final ela tem alguns momentos muito interessantes, que é justamente essas visões né, os meninos percebendo que jogar com Isagi não é que ele vai chegar e vai fazer tudo para você ou semelhante.

Pelo contrário, ele vai exigir que você— ele vai te usar, né, você dizer assim, você é uma ferramenta. Mas assim, ele vai te dar toda a liberdade do mundo para que você se desenvolva. Então isso, narrativamente falando, é bem construído. A forma como essa evolução do Isagi nessa partida vem, ela é muito bem construída. Inclusive quando a gente chega nos momentos finais que Aí eu não vou entrar muito para não dar tanto spoiler do final, não ficar narrando para vocês.

Mas cara, o final ele me pegou muito porque, cara, a ideia foi muito genial. Ele mostrou que ele tava atingindo uma evolução necessária. E aí depois disso a gente descobre lá os ranks e tal, né? Porque para quem eu não falei, mas tinha um rank. E no final a gente descobre esses ranks, quem é o número 1 e pananã pananã. E esse rank ele também é para definir quem vai jogar bola lá, vai jogar a Copa do Mundo Sub-20. E o Nagi não está nessa galera.

E é aí que a gente começa a ver uma evolução, uma construção de narrativa para o Nagi. Porque o Nagi, ele sempre foi um personagem genial, foi um personagem que conseguiu desenvolver muito bem. Só que o Nagi, ele não tinha perspectiva, ele não pensava em jogar bola, ele apenas queria estar ali junto dos meninos. E depois que ele vence o Isagi, vence, né, que ele faz um gol em cima do Isagi dando um voleio fodidamente lindo, 4 vezes dando voleio, pá, ele ficar satisfeito.

Então isso faz com que o rendimento dele não seja tão grande, ele não renda tanto, até o momento que a gente chega no, no assistir a partida dele, né? E aí na partida que a gente assiste dele com o Barça, né, tipo da partida do Manchester United com o Barça, a gente começa a perceber que o Nagy ele tá desmotivado. Então nem render ele tá rendendo. E aí a gente tem um momento que eu acho muito legal, que é quando o Nagi tá jogando.

Você tem os dois mestres, que aí é o— tem um Chris e o Lavinho jogando. O Chris passa pelo Lavinho e ele não— ele ignora o Nagi. O Nagi tá do lado dele, ele ignora. Ele fala que ele não vai dar um futuro para alguém que não tem determinação. Meio que ele deixa claro que ele não vai deixar o Nagi ter um futuro. Por quê? Porque o Nagi não tem uma decisão. E aí é quando ele toca para o Hell, o Hell faz o gol. Obviamente, né, vale mencionar, o Shiny perde, mas assim, o Hell garante a vaga dele e o Nagi perde a vaga dele, tá ligado?

Nagi perde por muito pouco, porque simplesmente o Nagi ele deixa de ser um jogador formidável para virar um jogador medíocre. E a gente vai ver todo o arco do Nagi se desenvolver durante esse arco da Copa que a gente tá tendo, é algum desenvolvimento do personagem. Mas é basicamente isso, cara. Fiz um resumo gigantesco aqui para abordar vários pontos que eu poderia não ter feito, e pode ter ficado menor, poderia, mas eu quis falar porque eu tava com saudade de poder falar de Blue Lock, poder falar nome de personagem, poder comentar detalhes malucos.

E mano, é basicamente tudo isso, tá? Blue Lock, no fim das contas, é basicamente tudo isso. E aí a gente vai para o arco da Copa. Duplando muita coisa aqui. A gente tem um momento ali de treinamento onde os meninos vão fazer treinamento, tananã tananã. E a gente vai pro Arco da Copa, que é onde estamos atualmente. Inclusive, no momento que estou gravando esse podcast, a gente não tá tendo episódio, o capítulo 355. Capítulo 355 só vai sair na semana que vem, que é a última semana do mês oficialmente de julho.

E assim, cara, o Arco da Copa é o arco onde a gente percebe uma coisa que me irrita. Profundamente, que é a síndrome de Aschkenbaum do Isagi. Porque na primeira partida o Isagi bate o olho, ele fala, já sei como que a gente vai fazer para ganhar aqui dos meninos. Aí eles vão e ganham o jogo. Na partida contra a França, o Isagi desaprende tudo que ele aprendeu, porque chegou um mano de 1,90, 19 anos, falando de destino, falando do Isagi virar o segundo lugar.

E o Isagi fica, nossa, esse cara parece comigo. E eu fiquei tipo, caralho, Isagi, treinou tanto para desaprender tudo. Mas é basicamente isso, né? Eu não quero— pior que eu falei que ia ter spoiler, mais de spoiler da Liga Nerd Goichi do que do arco da Copa. Até porque no Brasil a gente tá no volume 36, por mais que esteja lendo pelo Keymanga e tal, eu não quero dar spoiler do arco da Copa, cara, porque ele tem muitas emoções.

Para quem não tá lendo, tá só acompanhando pelo da Panini, eu posso falar para vocês que tem muitas emoções, é um bagulho que tá muito bom. E cara, assim, 40 minutos de episódio, até peço desculpa para você que está até aqui, ficou ouvindo eu devanear hard sobre Blue Lock. Mas cara, não tinha como. Pensa numa, aquilo que eu falei, eu repeti muito, de uma boa construção narrativa. Ah, Paulo, mas tem defeito? Tem defeito. Um exemplo disso é o fã de Blue Lock que não sabe ler, em alguns casos, e simplesmente fica puto porque, nossa, o Isagi não tem evolução.

Sim, o Isagi tem, o Isagi ele tem uma boa construção E assim, ele acima de tudo ele aprende a se tornar cada vez melhor. É óbvio que ele ainda tá trilhando o caminho, ainda tá crescendo mais. Mas assim, o que também me motivou a falar de blog foi o final do volume 35. Eu tirando o microfone de perto de mim, onde o nosso querido Kaneshiro deixa a seguinte mensagem: muito obrigado por comprarem o volume 35. A Copa do Mundo FIFA Sub-20 finalmente vai começar.

Até aqui, apesar das reviravoltas que nos deixaram perplexos e pensando como foi que isso ou aquilo aconteceu, todos seguiram em frente e construíram muitas coisas. Agora que começamos, creio que estamos caminhando para o fim, mas pretendo avançar com cuidado, um passo de cada vez, mesmo que de forma imperfeita. Para que o que for construído no final fique gravado num cantinho da memória de todos. Então que comecem os jogos. Sim, eu tinha que ler isso aqui para fazer esse momento final aqui do podcast, que ficou gigante, e dizer que sim, cara, para quem não entendeu, ele tá construindo um final a partir desse arco, tá?

Ai, Bala, vai terminar? Obviamente Talvez ele não termine aqui, né, ele ainda raste um pouco. Mas para galera que é iludida e acredita no timeskip, desencana. Isso já ficou um pouco claro por esta, por este texto, que não, dificilmente a gente vai ter um arco de timeskip. Até porque, como eu já mencionei, o fandom não gosta do Isagi. E se tivéssemos um arco desses, ele obviamente seria focado no Isagi. E cara, na moral, vocês querem um arco desses focado no Isagi?

Se sim, eu acredito que valeria a pena. Mas do contrário, mano, vai ser tipo assim você pegar o mangá para você falar que você vai dropar, entendeu? E eu acho que até o autor já percebeu isso, né? Até os autores já perceberam. E querendo ou não, cara, são 40 volumes só esse arco por cima, tá? Como uma Copa, ela tem 64, tem 64 times. 64 vai para 32 avos, 16 avos, oitavas, quartas, semi, e final. Então calcule, gente, fora os jogos que eles estão tendo nas eliminatórias, que já são 3, o primeiro durou meio ano, o segundo durou mais meio ano, agora a gente tá indo para o terceiro jogo que com certeza vai durar pelo menos mais 6 meses.

Eu não duvido que vai durar até mais. Vocês realmente acham que tipo assim não tem material aí para mais uns 5, 10 anos de obra? Tranquilamente, cara. Mas uns 10 anos de obra, e dá para os cara levar 10 anos e depois terminar. Eu honestamente até acredito que seja mais sensato, tipo, depois desse arco resolver as coisas e enfim terminar, né? Ninguém merece, tipo, trocentos volumes de Blue Lock focados apenas nos moleque com 18 anos, sendo que a gente sabe que eles já estão numa faixa etária onde após essa Copa, para a próxima, eles já vão estar aí prontos para ir para um campeonato profissional, entendeu?

Então assim, vale mencionar, eu quis mencionar esse texto porque eu acho que é interessante falar que, mano, o cara esperou 35 volumes para começar a falar. Agora a gente tá assim caminhando. E detalhe, o volume 35 ele termina quando o jogo vai começar. Então a gente tem só o jogo da Nigéria, o volume 36 e o 37. O 38 e 39 e um pedacinho, o 38 e 39 são a partida contra a França. O 40, ele é um pedação que tem antes da partida contra Inglaterra, que provavelmente só vai ser no volume 41.

Provavelmente só vai pegar a partir do volume 41. Do 41, provavelmente vai ser, mano, aí a gente vai ter que esperar, porque eu não acredito que tipo antes do 43 termine essa partida. E daí para frente, amigo, vai ser só volume cada vez mais longo. Então assim, para você que tá preocupado de, nossa, essa mensagem que ele deixou, ela é uma mensagem que tá falando que a obra vai acabar logo, não, ele não vai correr. A gente já deu para perceber que ele não vai.

Maior prova disso, essas partidas demoradas para caramba que a galera começa a ficar puta. Eu sou um deles. Então assim, para quem gosta de bloco, agora é o momento ainda mais de panfletar. Aproveita que a gente tá aí num ano de Copa. Ano que vem, por exemplo, tem Copa Feminina. E aí podemos sonhar talvez com futebol feminino, mangá de futebol feminino. Podemos, eu adoraria. Mas assim, aproveita que futebol ele tá ali um pouquinho mais em voga e ajuda a gente.

Vamos conhecer Block, você que não conhece, para você conhecer, aproveita para panfletar para os coleguinhas. É uma obra de esporte que é bem legal, cabe mencionar. É óbvio que é uma obra de esporte, mas maluquice, mas porra, maluquice. Quer umas obras pé no chão? Tem obras pé no chão, em outro momento a gente fala sobre. Hoje o foco é Block. Quer umas obras que não é tão pé no chão? Também tem. Inclusive todas essas obras eu pretendo falar de algumas delas em algum momento.

Então sim, teremos outras obras mais malucas, temos obras mais pezinho no chão e por aí vai, né? Tem duas pé no chão aí que eu tô pensando e elas devem vir entre outubro, novembro. Uma delas deve vir nesse período porque ela tem mais de 60 volumes e eu quero ler o máximo possível dela. A outra é já concluída, mas eu quero reler e quero ler algumas coisas para frente. Então assim, vai demorar um pouco mais, mas provavelmente a próxima que vem aí ela bem maluca mesmo.

Ela é o auge da maluquice e ela é mais fácil falar porque ela tem algumas coisas assim que dá para falar antes, tá? E hoje eu tô dando spoiler demais, falei demais. Se você ouviu até aqui, deixa um comentário, diga assim: Raposo, você é gente boa porque você falou quase uma hora de Blue Lock, né? Comenta seu personagem favorito também, né? Vamos trabalhar um pouquinho esse engajamento, cara. Se você é alguém Se porventura você é alguém que gosta muito da obra, comenta.

Se você é alguém porventura que trabalha nesse mangá ou trabalhou no anime e tá ouvindo isso por algum motivo, dá um joinha pelo menos, deixa um joinha assim de comentário, porque honestamente falando eu acabei fazendo uma gigantesca carta, né, de o quão vale a pena Blue Lock, um papo totalmente aleatório sobre Blue Lock. Para só dizer, cara, ainda vamos ter muitos outros conteúdos de Blue Lock também. Eu acho que é legal mencionar, até porque o filme tá vindo aí.

E sim, vamos ter podcast sobre o filme, tá bom? Mas assim, como eu disse, comenta aí. Lembrando sempre que o Comentando, ele é um podcast semanal com uma média de 3 episódios, 2 a 3 episódios por semana. Saem todas as terças, quintas e sábados, ou terças e quintas quando eu não conseguir lançar episódio no sábado, é terças e quintas. Mas quando forem 3 episódios, terças, quintas e sábados. Tá nos principais agregadores de áudio.

Então assim, se tiver no YouTube Music, você tá ouvindo. Se você tiver no Apple Podcast, Amazon Music, Deezer, no Spotify. Então assim, tem diversos locais para você ouvir, indicar para os seus amiguinhos. Indica porque assim, eu acho que vocês já perceberam que tem muito episódio nesse local aqui, esse podcast, e muita maluquice já foi falada. Então, meus amigos, é isso. Por hora é isso. Um abraço e nós fomos!

#167 - Um Papo Sobre Blue Lock | Castnews Index — Castnews Index