I.A. Erótica - Vídeo completo do programa especial
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- Inteligência Artificial e Uso EróticoHistória e desenvolvimento da IA · Usos eróticos da IA: entretenimento, excitação, envolvimento sexual · Criação de imagens, vídeos e histórias eróticas com IA · Chatbots e companheirismo virtual · Preferências sexuais, fantasias e fetiches · Impacto da IA na capacidade de lidar com frustrações · IA e o desenvolvimento de crianças e adolescentes
- Deepfake e Uso Ilegal da IACriação de deepfakes com rostos de pessoas · Deepfakes em contextos sexuais sem consentimento · Adolescentes utilizando deepfakes · Ilegalidade e criminalização do uso de deepfakes · Desenvolvimento de leis para limitar o uso inadequado da IA
- Educacao SexualUso de mecanismos de busca para pesquisa acadêmica · Dificuldades dos pais e professores em educar sobre sexualidade · IA como ferramenta para buscar informações sobre sexualidade · Questões de consenso, consentimento e diversidades sexuais · Diferença entre crenças grupais e verdades baseadas em ciência · Dificuldade da IA em distinguir informações confiáveis
- Robôs Sexuais e CompanheirismoEvolução das bonecas sexuais para robôs interativos · Casamento com bonecas e divórcio · Lidar com emoções em relacionamentos
Legenda Adriana Zanotto
Olá pessoas, aqui estamos numa quinta-feira, no meio da tarde, para trazer um assunto para vocês que anda aparecendo na mídia e na verdade eu acho que anda aparecendo no seu celular com alguma frequência, mas o que vem aparecendo? É a inteligência artificial. O que eu vou trazer para vocês hoje é um pouco da discussão que nós profissionais de saúde...
temos a respeito da inteligência artificial e o uso erótico.
Bom, primeiro, vamos pensar assim, inteligência artificial. Essa não é uma novidade e os princípios, as ideias teóricas começaram a aparecer lá há uns 100 anos, mas foi na década de 1950 que começou a se organizar para que a gente tivesse uma inteligência artificial. E com o desenvolvimento dos computadores, na década de 60, 70, nós passamos a ter mecanismos que auxiliavam a produzir.
organizar coisas. Na década de 80 apareceu as primeiras inteligências artificiais comerciais, mas essas não chegaram para nós pessoas. Vamos lembrar que assim computadores, computadores pessoais, aqui no Brasil nós passamos a ter um pouco mais de acesso no finalzinho dos 80 e começo dos anos 1990.
Bom, mas e a inteligência artificial? Olha, nos últimos 15 anos, 20 anos, nós começamos a ter um pouco de acesso. Olha, muito daquilo que nós sempre usamos como os mecanismos de busca na internet tinha a ver com esse princípio da inteligência artificial, porém...
Nos últimos 3, 4 anos, o acesso passou a ser multiplicado. A quantidade de IAs, de inteligências artificiais, aumentou.
E aumentou de uma maneira que facilita uma série de coisas. Temos que lembrar que isso tem seus usos positivos. Mas quando nós falamos de questões sexuais, o que quer dizer com isso? Um uso erótico. Bom, existem vários usos. E esses usos têm preocupado, nos últimos dois anos, uma série de pessoas e uma série de circunstâncias. Nós vamos chegar lá.
Quais são os usos? Uma das partes, parece que mais visíveis da inteligência artificial, do uso da inteligência artificial no sentido erótico, é exatamente um uso de entretenimento, de excitação, de envolvimento sexual. Nós podemos ter pessoas que usam a inteligência artificial para criar...
Formas, imagens, vídeos, histórias, para também conversar com a inteligência artificial através dos chatbots. Aqueles mecanismos onde nós perguntamos uma coisa, temos uma resposta, nós passamos a interagir.
Com essas interações, nós temos uma segunda vertente, que é um companheirismo virtual. Mas espera aí, antes de chegar no companheirismo virtual, as pessoas, inclusive, com esses chatbots, têm usado para produzir histórias, conteúdos eróticos, se envolver com ideias.
Isso tem algo importante para o que nós estamos conversando aqui agora. Porque começamos a ter uma circunstância de associação àquilo que as pessoas chamam de preferências sexuais. Como assim? Suas fantasias, seus fetiches.
conteúdos que a pessoa já conhece e reconhece que trazem excitação. E aqui tem algo que deve nos incomodar daí para frente com a inteligência artificial usada nesse sentido. Porque essa inteligência artificial vai afunilar o uso para aumentar a intensidade do uso.
Puxa, mas nós não podemos usar isso de outra maneira agora que vai ser a complicação. Porque as pessoas estão procurando esse uso erótico, de excitação, de envolvimento, porque elas querem esse objetivo, eles querem chegar nisso. Não é algo do tipo por acaso.
E essas pessoas começaram a perceber que esses chatbots, a inteligência artificial, olha que tem dúzias disponíveis aí. Aliás, vocês sabem que, por exemplo, se vocês mandam mensagens no WhatsApp, ali tem uma inteligência artificial que pode ser acessada, embora...
Ali no WhatsApp ou em algumas redes sociais, essas inteligências artificiais têm uma redução e até um impedimento de que você use com objetivos sexuais e eróticos. Sim, mas até mesmo essas inteligências artificiais associadas a redes sociais, elas também têm um website.
que ali existe a possibilidade desses usos. E o interessante é que essas pessoas estão chegando a alguma coisa. Tem uma percentagem de pessoas que está chegando em algo que eu chamaria de interessante, que já era algo que acontecia nas décadas anteriores com algo semelhante. O quê? O companheirismo virtual. De conversarmos com a inteligência artificial para falarmos...
recebermos atenção de uma inteligência artificial. É, a inteligência artificial sempre concorda com a gente. Inclusive, quando dizemos para ela assim, você tem toda a razão, responde a inteligência artificial.
Esse vai ser um problema para todos nós, porque, afinal de contas, termos uma companheira, um companheiro, um companheirismo desse tipo, onde não há discussão, não há conflito, isso deve gerar alguns outros problemas na sequência. E esse é um dos problemas que nós, profissionais de saúde, já temos percebido. Porque...
São pessoas que vão perdendo a capacidade de suportar frustrações nos relacionamentos reais e humanos. E a dificuldade de suportar a frustração...
Puxa, isso é complicado, porque os relacionamentos existem constantemente com conflitos. Os conflitos são diários, de menor ou de maior intensidade, por uma razão ou por outra. Se eu vou usar a inteligência artificial e através da inteligência artificial eu tenho uma forma de conversar que puxa a vida, olha só. Nem discute comigo, está sempre de acordo.
Esse é o melhor caminho da fuga, dos enfrentamentos, das dificuldades que a realidade externa traz a todos nós humanos. Mas, torna-se pior e aqui vem a preocupação maior dos profissionais de saúde e crianças e adolescentes.
Os profissionais de saúde só não, os pais, os professores. Por quê? Porque a inteligência artificial, quando ela começa a ser usada por uma criança e um adolescente, faz com que essa criança e adolescente não desenvolva a capacidade de suportar a frustração, de enfrentar problemas.
Mas, então, essas crianças e adolescentes podem crescer com mais problemas de relacionamentos interpessoais, dificuldades de habilidades sociais, dificuldades de estabelecer relacionamentos afetivos, mesmo de curto prazo. De longo prazo, então, é previsível. Mas, nós não devemos ter leis.
Os pais, os professores não deveriam estar focando a atenção e cuidando para que seus filhos, crianças e adolescentes não acessassem coisas que elas não têm controle? Exatamente.
Já voltamos para esse assunto aí porque tem uma parte dessa questão da inteligência artificial muito importante que diz respeito a pais e professores, porque a nossa cultura delega para essas duas instituições, a família e a escola, uma certa função que interessa aí nas questões sexuais.
Ainda assim, pensava eu, nos últimos anos, aliás, nas últimas décadas, desde a década de 1990, algo se desenvolveu mais para pessoas que gostavam, queriam, ter uma...
uma aproximação, uma experiência, uma vivência, uma expressão sexual com bonecas. Não humanos, então, mas com formatos humanos. Na década de 1980, o que nós tínhamos eram bonecas feitas de plástico, que eram enchidas com ar e que tinham feições...
de bonecas mal feitas. Ao final da década de 1990, nós já tínhamos bonecas do tamanho de uma pessoa, feita com articulações e contexto de pele e músculos muito parecidos com o humano. Nas últimas décadas, isso se estendeu para, literalmente, robôs, que também têm voz, que falam, que têm interações.
Essas coisas também foram complicadas. Existem registros de pessoas que literalmente foram até o cartório se casar com uma boneca, que é uma boneca, um boneco. Mas você sabe que já aconteceu também, a mídia conta essas coisas, pelo menos com um desses homens que literalmente se casou. Papel passado.
E, de repente, solicitou divórcio. Por quê? Porque a boneca que era a paixão da vida dele, que já era esposa, estava dando atenção para outros homens. Como assim? Pois é. Nós humanos vivemos com as nossas emoções. Lidarmos com as nossas emoções é algo extremamente importante. É exatamente importante para que a gente possa interagir.
E as nossas emoções vão fazer com que a gente também interaja com um objeto físico que não tem uma vontade própria. Essas são discussões importantes que dizem respeito eticamente à questão da inteligência artificial também.
A gente ainda pode achar algumas situações que podem ser bastante importantes e úteis no uso da inteligência artificial. Antes desses mecanismos aplicativos de inteligência artificial, eu já referi que nós usávamos os mecanismos de busca na internet. Com o mecanismo de busca, eu dava uma ordem lá se eu preciso achar informação sobre tal coisa. Lá vinha uma série de websites disponibilizados.
Na academia, no estudo, na pesquisa, nós nos acostumamos a usar os mecanismos de busca para procurar referências bibliográficas. Existe o Google acadêmico, que congrega as publicações científicas. Então, facilitou muito nós descobrirmos quem publicou, aonde publicou, aonde encontrar aquela publicação, aquela revista, aquele artigo científico, aquele livro.
Ótimo. Então, tem serventias? Serviria, então, por exemplo, para facilitar educação sexual? Está aí. Escola e família têm tido a responsabilidade de fornecer educação para a sexualidade a seus filhos, crianças e adolescentes. Temos um problema.
Pais e professores também não passaram pelos processos de educação sexual e como é que eles vão conversar com filhos, vão conversar com adolescentes na escola sobre questões de sexualidade? Nós estamos falando de informações.
Educação sexual, a educação para a sexualidade, não é apenas informação, mas também aquele entrosamento de afetos, emoções, de compreensão de como nós humanos nos relacionamos. Então, vejam, pai e mãe são a primeira fonte de uma educação sexual, quer queiram, quer não. Se os pais, pai e mãe, não derem a informação para o filho, a filha já está aprendendo uma coisa, não é para perguntar. PUSH
Nos últimos anos, tenho visto muitas discussões no consultório de pais dizendo que davam o telefone celular de última geração para um filho de sete anos. Eu olhava e me perguntava, de última geração, essa criança vai usar?
Nós adultos não usamos todas as capacidades de um celular, até quando ele se torna já obsoleto, porque não tem mais capacidade de guardar informações, ou lidar com informações, ele tem que trocar. Pois é, uma criança vai fazer o quê? Ela vai descobrir como achar algumas informações. Não, mas a gente tem também aqueles aplicativos que impedem a criança de acessar conteúdos pornográficos. Muito bom, já começamos por aí. Por quê?
nem falamos da inteligência artificial ainda, nós estamos falando do acesso à internet. E vocês que seguem o Café com Sexologia, e vocês sabem que o Café com Sexologia está ali no YouTube da Rádio Vibe Mundial, do Impasex, nós estamos também no Instagram, o Café com Sexologia, também nas redes de streamings, e vocês já têm, inclusive, com imagem no Spotify. Que bom! Mas o que nós queremos com isso?
levar informações. E no Café com Sexologia tivemos já vários episódios que tocavam esse assunto com relação à educação sexual e a importância dos pais e dos professores. Sei, mas essa criança agora com esse celular na mão, ela não pode usar a inteligência artificial para encontrar informações? Que bom! Sim, ela pode encontrar informações que ela não consegue nem que os pais ou os professores possam responder para elas.
Ah, então tem um lado bom aí. Esse é o lado positivo previsível.
Calma, nós não sabemos ainda o quão positivo e qual o resultado disso. Nós estamos falando de poucos anos de acesso a esse tipo de mecanismo e de uso desse mecanismo, que está crescendo vertiginosamente e para as pessoas com mais de 20 anos parece que o tempo está passando muito rápido sobre esses mecanismos. Mas para uma criança, para uma adolescente, isso é algo do cotidiano.
Então, espera aí, uma criança, uma adolescente pode usar a inteligência artificial para buscar informações sobre questões da sexualidade. Verdade, sobre anatomia, sobre práticas seguras, sobre interrelacionamentos afetivos, namoro, casamento. É verdade, tem várias coisas assim que são positivas, que podem trazer, ter muita utilidade.
Mas também nessa última década, dois assuntos são importantes para uma criança, para um adulto também buscar com a inteligência artificial. A questão do consenso, do consentimento e a questão das diversidades. Porque aí nós temos como achar as informações.
para minimamente abrir a nossa expectativa, a nossa perspectiva, a nossa forma de ver o mundo. Afinal de contas, cada um de nós tenta ver o mundo com menos esforço. Eu posso fazer menos esforço, então se eu fizer menos esforço vai ser mais fácil?
Mais ou menos isso. Mas isso significa que muita gente, principalmente os adultos e quanto mais velhos, isso se torna um pouco mais verdadeiro, é que aquilo que nós chamamos de diversidades sexuais, passaram a ter informações, não só quantidade de informações, mas identidades sociais, identidades sexuais, expressões com nomes e rótulos diferentes. A maior parte das pessoas não sabe, não tem como saber.
até que ela tenha onde debater e discutir. Ou vai fazer um curso sobre sexualidade. Nós, no Impassex, temos um curso de especialização em sexologia aplicada. É um curso anual para a gente aprender todas essas coisas. Ah, mas espera aí. Eu não posso usar a inteligência artificial? Use. Use e procure a informação de maneira segura. Mas é fácil encontrar a informação segura? Não.
Quando não tínhamos nem os computadores, alguns mais velhos vão se lembrar que para fazer uma pesquisa escolar era necessário procurar livros. Puxa, livros, olha só que interessante, né?
E qual era o mais procurado para a gente fazer uma pesquisa para a escola? As enciclopédias. Todo mundo sabe o que é uma Barça. Não. Os mais velhos sabem o que é uma Barça. São vários volumes, uma dúzia de volumes, uma dúzia e meia de volumes, grandes, compactos, com um monte de informações. Puxa vida. E a gente tinha que buscar, folhear, até encontrar as palavras e descobrir o que cada palavra significava.
Isso é mais ou menos o que a gente faz na internet mais rapidamente. E a inteligência artificial procura nessa enciclopédia toda a informação enxuta. Porém, a internet tem um monte de coisas erradas. Assim como existiam livros com informações erradas. Não estou falando de livros com qualidades eróticas para excitação, para envolvimentos eróticos. Eu estou falando de livros que têm uma aparência de informar.
Sempre apareceram livros com informações erradas. Algumas vezes, alguns livros sempre foram escritos com o objetivo de formatar ideologicamente ou restringir para que algumas pessoas e alguns grupos não saíssem do seu contexto religioso, social, político. Ou seja, olha, isto aqui que nós consideramos certo, então nós escrevemos um livro e postamos o livro aqui e todo mundo vai ler e vai estar de acordo porque é isso mesmo que a gente acredita.
nossas crenças não significam que elas sejam crenças baseadas em ciência. Baseadas em ciência significa que esta é uma verdade que serve para a maior parte das pessoas. Uma crença que não seja baseada em evidências, em ciência, ela pode ser uma ideia, uma crença que permite que o grupo funcione.
Se naquele grupo aquilo é uma verdade, ok. Mas essas verdades grupais, elas não são verdades para todo mundo. Mas como é que a inteligência artificial descobre a diferença entre essas coisas? Não, não descobre facilmente. Então, eu...
eu sou um investigador em psicologia, em ciências humanas, em sexualidade, eu posso então entrar lá na inteligência artificial e buscar as informações para mim. Eu já aprendi uma coisa. Primeiro, verifica se essa informação veio de onde.
Ah, veio daqui, um artigo. Eu peço. Verifique se essa referência, essa bibliografia, esse artigo ou esse livro, eles são verdadeiros. Onde eu posso encontrar?
Olha, uma vez a cada três vezes vem a resposta assim, é, realmente, esse artigo não pode ser encontrado, ele não pode ser verificado, ele não pode ser usado como base científica. Vocês já perceberam que é muito mais enganoso, então, essa possibilidade que eu estou contando para vocês?
Pode ser positivo? Pode ser. Não existem, então, ainda estudos longitudinais, estudos que durem vários anos, para entendermos como é que isso foi feito e foi utilizado de maneira positiva, útil.
Estamos fazendo, estão acontecendo estudos assim, mas eles demoram alguns anos, porque nós precisamos de anos de envolvimento de uma pessoa com uma determinada prática para sabermos se isso é conveniente, se é errado, se é positivo ou não. Ora, então, existe uma questão potencialmente positiva para a educação, para a sexualidade. Que ótimo!
É que existem outras pessoas que vão usar as inteligências artificiais com outros objetivos de produzir conteúdo adulto. Então existem pessoas que profissionalmente vão usar a inteligência artificial para produzir fotos, vídeos, filmes escritos com conteúdos para que adultos possam usar. Bom, é...
Aqui nós temos a possibilidade de problemas, que vem o último item que eu quero trazer para conversa com vocês. Usar a inteligência artificial para falsificar, falsear situações. Eu pego o rosto de você que está me ouvindo, me assistindo, eu acho você na internet, pego o teu rosto e coloco numa situação sexual. Isso é um deepfake.
Isso recebeu esse nome nesses últimos anos, inclusive porque essa é uma coisa extremamente complicada. E complicada significa ilegal. Complicada porque não tem o consentimento da outra pessoa. Complicada porque vai expor essa pessoa para situações negativas. Complicada porque adolescentes estão fazendo isso. Nesse último ano, em pesquisas no Brasil, pelo menos em 10 estados do Brasil, escolas de adolescentes.
tiveram problemas onde adolescentes pegaram fotos de colegas de sala e puseram em corpos, em situações sexuais, em conteúdos sexuais. Tá, isso é ilegal. Isso é ilegal. Mas como é que nós vamos proibir um adolescente de fazer isso se os pais não estão conseguindo nem controlar o uso da inteligência artificial? Perceberam como pode ser complicado?
É. Então já contei para vocês que é ilegal e é ilegal de diversas formas, porque também nos últimos dois anos o Brasil tem desenvolvido anexos de lei criminalizando o uso dessas circunstâncias de um deepfake.
Até mesmo na Câmara Municipal de São Paulo está tramitando um projeto de lei para também limitar o uso inadequado e legal da inteligência artificial com finalidades sexuais que não vão servir para as pessoas envolvidas, porque afinal de contas se eu vou na rua e tiro foto das pessoas na rua e eu uso, quem vai saber? Vão saber porque vai aparecer mais cedo ou mais tarde.
Isso é importante nós pensarmos, que nós ainda precisamos desenvolver capacidades éticas, capacidades de lidar com as nossas frustrações, para podermos fazer uso bom, positivo, inteligente da inteligência artificial. Só que a inteligência artificial é...
ela é mobilizada por nós, pelas nossas capacidades e as nossas limitações. Nós humanos estamos produzindo algo à nossa imagem e semelhança. Tem defeitos. Os nossos defeitos. Para nós não deixarmos a inteligência artificial causar mais males, nós temos que cuidar de nós e cuidar de como nós usamos.
É, eu quero falar com vocês sempre sobre assuntos da sexualidade e te convido, olha, domingo à noite estamos aqui, oito e meia da noite, para falar de assuntos importantes. Vem ouvir a gente, porque nós vamos falar dessas questões de sexualidade, de relacionamentos de casal, de saúde mental, da sua saúde mental, para melhorar a sua vida. Posso confiar em você? Pode sim.
Então vamos lá, conversamos domingo à noite. Todo domingo à noite pela Vibe Mundial. Até logo, gente. Você ouviu o programa Café com Sexologia com o psicólogo e sexólogo Oswaldo Rodrigues. Todos os domingos, ao vivo, às oito e meia da noite.
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