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Formulação testada na USP, em São Carlos, será eficiente na cicatrização de feridas em humanos
01 de outubro de 202611min
Após misturar três componentes, a quitosana, o óxido de zinco e a laponita, o engenheiro físico-quimico angolano, Luís Paciência Lombongo, obteve uma formulação que mostrou resultados satisfatórios nos processos de cicatrização de feridas. Em entrevista concedida aos jornalistas Antonio Carlos Quinto e Roxane Ré, no podcast Os Novos Cientistas, Luís explicou como desenvolveu a formulação e sobre as expectativas para um novo produto. A pesquisa de mestrado intitulada Membranas híbridas de quitosana comercial e quitosana base de Schiff contendo óxido de zinco (ZnO) e laponita: desenvolvimento e caracterização, teve a orientação da professora Carla Cristina Schmitt Cavalheiro, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da USP.
“Os curativos tradicionais ainda oferecem algumas limitações, que têm a ver tanto com a eficácia como com os custos hospitalares. A nossa proposta foi criar um material com melhor desempenho, congregando três elementos com propriedades diferentes”, explicou o cientista. O material tem a quitosana como base, um biopolímero encontrado no exoesqueleto de crustáceos e insetos, à qual foram incorporadas nanocargas de óxido de zinco (ZnO) e laponita, que é um tipo de argila sintética.
A combinação deu origem ao nanocompósito que constitui a membrana estudada por Luís. “O material pode ser colocado sobre a ferida, proporcionando a aceleração da cicatrização”, explica. A nova fórmula pode tratar feridas ocasionadas por cortes, e até ferimentos mais crônicos resultantes nas diabetes. Ainda não há prazos para que o produto chegue às farmácias. “Há muito ainda a fazer”, como considerou Luís, que está levando a tecnologia a seu país.
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