Pré NRA - O que ver na maior feira de foodservice do mundo - Jessica Montes #295
Tendências não surgem do nada. Elas começam em mercados mais maduros, ganham consistência, provam resultado e depois se espalham. O intervalo entre o que acontece lá fora e o que chega aqui é uma janela. E quem sabe usá-la sai na frente.
No episódio #295, a gente fala sobre como viajar é investimento pra construir repertório, como a cobertura da NRA, a maior feira de foodservice do mundo, em Chicago, com a Jessica Montes, Head de Marketing da Seara Food Solutions, pra traduzir o que está acontecendo de mais relevante no mundo e o que, de fato, faz sentido pro nosso mercado.
A gente fala sobre como ler tendências com método e não só com curiosidade, sobre o que observar numa feira pra além dos produtos e lançamentos, sobre como encurtar o caminho entre o que acontece lá fora e as decisões do seu negócio aqui.
Porque no fim do dia, não é sobre o que é novo. É sobre o que funcionae como aplicar isso na sua operação.
Esse episódio é um oferecimento da @searafoodsolutions, @goomer_br e @risposrabr
- Cobertura NRA 2025Tendências de foodservice · Jessica Montes · Seara Food Solutions · Chicago
- Relacionamento e Networking na IndústriaConexão CPF por trás do CNPJ · Credibilidade e vendas · Relações fora do ambiente tradicional · Confiança como base de negociação · Gostar de gente como ativo
- Tendências de mercadoMétodo para identificar tendências · Movimentos de consumo e comportamento · Aplicação de tendências no negócio
- Tendências em bebidas e tecnologiaDe bebidas alcoólicas para funcionais · Robotização e tecnologia com dados · Inteligência Artificial (IA) · Bebidas com cannabis
- Desafios do Food Service no BrasilDificuldade de mão de obra · Menor taxa de desemprego · Repensar modelos de negócio · Cenário macroeconômico desfavorável
- Viagem como investimentoConstrução de repertório · Desenvolvimento pessoal e profissional
- Inovação em produtos e processosProdutos processados para operação · Bacon e presunto em cubinho · CRISP pronto · Pipeline de inovação · Desenvolvimento de produtos para o futuro
- Estrutura e Pavilhões da NRAPavilhão de plant-based e indústrias · Pavilhão de tecnologia · Pavilhão de bebidas e inovações internacionais · Luciara (Diretora de P&D) · Joyce (Diretora de Food Service)
Meu nome é Renata Cruz, eu sou empresária e fundadora do Foodness, uma empresa de estratégia, gestão e consultoria para negócios de alimentação. E você está ouvindo o Foodness Talks, o podcast que toda semana recebe gente que empreende para falar de negócios e compartilhar aprendizados. Conteúdo feito por quem conhece a realidade do dia a dia e passou ou passa pelas mesmas coisas que você, que tem ou está pensando em abrir um negócio.
O Foodness Talks é um podcast para você que entende que empreender é muito mais do que glamour. É sobre sangue, suor e boleto. Mais um Foodness Talks e hoje a gente vai falar de coisa boa que é viajar. Mas viajar não é só farra, né? Viajar é construir repertório, é literalmente investir em você, no seu desenvolvimento e também no seu negócio. Tendência começa sempre onde os mercados já estão mais maduros, ela ganha consistência, prova resultado.
e depois se espalha. Então, quando a gente está olhando para fora, não é sobre estar copiando nada, é sobre estar atento aos movimentos, especialmente aos movimentos de consumo e comportamento de mercado. Então, vamos lá. Quem acompanha a tendência com método, não corre atrás, se posiciona antes. E é exatamente com esse olhar que a gente vai todo ano fazer a cobertura da NRA.
que é a maior feira de food service do mundo, que acontece em Chicago. Nosso objetivo é traduzir o que a gente está vendo lá, o que já movimenta o mercado por lá, para a realidade do Brasil, obviamente. Não é sair pegando, chupinhando coisas americanas para acontecerem aqui, porque não é tão simples assim. Mas é muito legal a gente conseguir olhar lá para fora e antecipar alguns movimentos. Porque no final do dia não é sobre o que é novo, é sobre o que funciona e como aplicar isso nos nossos negócios.
E para a gente falar desse tema e abrir oficialmente a nossa cobertura da NRA, a gente recebe hoje Jéssica Montes, que é Head de Marketing e de Food Service da Seara. Chique! Oi, meu amor! Achei chique essa apresentação. Você gostou? Achei chique estar aqui. Amei. E a gente se conheceu mais na NRA, né? Então, você era a pessoa para isso. Que bom. Que bom que a gente ia falar desse assunto, que eu adoro.
Além de tudo, o Seara Food Solutions é um dos nossos parceiros que vai para a NR com a gente e sustenta a cobertura que a gente entrega para vocês de mão beijada, de gracinha.
Não, e é uma cobertura completaça, né? E é por isso que a gente sustenta, por isso que a gente apoia todos os anos e estamos juntos. Estamos juntos. É uma das missões que a gente tem, que é isso, né? Não adianta a gente ir e não reverberar todo esse conteúdo. E não desdobrar, né? E não desdobrar. E não desdobrar de uma forma que seja factível para cada operação, né? Porque é isso. Às vezes a gente vai ver tanta coisa diferente, fala, tá, mas e aí? E aqui para a minha operação? O que eu faço com isso, né?
É tanta informação, né? Tanta coisa. Então, acho que é um trabalho. Vocês fazem um trabalho que é excepcional nesse sentido. Muito obrigada. A gente sempre vai apoiar. A gente fica muito feliz de conseguir trazer isso para mais gente, né? Porque também tem um lado, né, Jess? Que é um investimento alto. Sim.
estar lá em dólar, é uma grana que não é para todo empresário, não é para o momento de todo empresário. Todo mundo que me pergunta, fala, pô, vale a pena? Eu falo, vale muito a pena. Mas você precisa entender o momento do seu negócio, porque é uma grana. Então, tem que caber no bolso, tem que ser a hora de fazer o investimento. E a gente tem que entender também se é isso que vai fazer, eu quero ir para lá.
Para trazer o quê? Ou para fazer relacionamento? Beleza, com quem? Eu falo que viajar é muito legal, mas a gente também tem que ir com um objetivo. Mesmo que seja trabalho. Tem que ir, não é? O que eu quero trazer de volta? É isso. É isso. Acho que é isso. Tem que entender o quanto é factível colocar isso dentro das prioridades do negócio. Você falou que é caro. Viajar para fora é caro. Estados Unidos está um horror de tudo absurdo. Lágrimas.
Então, às vezes, não é o momento de ir. Mas que bom que a gente tem pessoas que podem ir e desdobrar isso para cá. Então, acho que estar atento a esses conteúdos e os diversos conteúdos de diversas pessoas que estarão na feira. Até o conteúdo da própria feira também, que é desdobrado depois. Então, acho que as pessoas precisam estar atentas a isso.
E cada vez mais, se tiverem pessoas que vão e que desdobrem esses conteúdos, essas tendências de forma mais factível para cada operação brasileira que tem suas particularidades, aí sim, acho que... E é legal entender que tem várias missões, né? O Foodness não faz missão, a gente escolheu não fazer missão, a gente vai realmente focada em conteúdo, mas tem a Galuniel, tem a Tangerine da Cris que faz a missão também, esse é o primeiro ano com essa nova marca dela, né? Que é uma queridaça.
O Marani está indo com uma turma, o Burger Tour vai com uma turma. O Sebrae faz várias missões. Então, eles são meio regionais, os grupos são regionais, mas também dá para ir atrás. A Brasel também faz. Então, é legal entender. Está no meu momento, consigo ir com uma missão. Quem tem inglês fluente consegue, talvez, ir mais solto. Mas, se não, é legal pegar um grupo. Falei vários parceiros aí que fazem. E fazem um trabalho super bacana.
E até para uma primeira vez também, né? De repente, assim, a pessoa que está indo pela primeira vez, é legal ir com alguma missão, com alguém, para orientar. Minimamente para saber o que é que precisa focar durante a feira. Não é uma feira pequena, é uma feira que exige. Não, gente, é uma feira gigantesca. É uma feira gigantesca. Então, ela exige também você saber o que você quer consumir de conteúdo para você fazer isso de uma forma direcionada, não perder tempo.
Não, senão você fica lá rodando que nem um peru, comendo amostra e você não consegue tirar nada de valioso, né? Porque é muito fácil a gente se perder. A gente faz um trabalho que... Eu e a Marcinha aqui, que fica muito dedicada a isso, a gente estuda a feira, a gente mapenta, faz planilhas da feira do que a gente quer ver. Por que vocês não fazem planilhas? Eu faço planilhas de tudo. Eu ia contar, tem uma planilha que eu fiz do pessoal, mas depois eu te conto no office. Eu acho que é muita intimidade, gente.
Mas a gente estuda a feira porque é isso, é muito grande. E fora isso, o que a gente quer ver lá? E toda viagem, mesmo quando a gente faz viagem pessoa física, eu sempre presto atenção, falo, deixa eu pesquisar alguns restaurantes, alguns modelos de negócio que eu quero olhar, porque isso também é interessante.
Não, total. Assim, esse ponto de... Eu adorei sua introdução, quando você fala sobre criar repertório. Porque, para mim, é muito sobre isso. Às vezes, a gente vai viajar, sei lá, olha um cardápio. Aquilo ali, naquela hora, foi só um cardápio que talvez não fez sentido. Mas depois...
Pode ser daqui a um ano, pode ser daqui a um mês, pode ser daqui a duas semanas. Você vai lembrar daquilo para encaixar em algum momento na, sei lá, na operação. Eu já encaixei esses tempos e eu fui para Londres, né? Tirei uma semana de férias, fui para lá. A Jéssica tem férias a cada 15 dias, gente. Não, não é. O pessoal do iFood também. Toda hora que eu... Hoje a Denise está de férias, gente. Olha que legal. Olha que bom, que mágico. Mas a impressão é que vocês vão muito mais. Não.
Vou solicitar isso aqui no Food. E aí, enfim, fui para Londres. Eu sou muito a louca de ficar pesquisando restaurantes diferentes e tal. Fui em um restaurante que eu amei e que eu sempre esqueço o nome, mas está na minha listinha. Amei e tal, olhei cardápio, não sei o que. E aí, na semana passada, a gente discutiu no Innovation Day. Veio uma receita e falei, putz, o restaurante que eu fui. Peguei o restaurante que eu fui.
Trouxe para o time de chefes o cardápio também, as referências e tal. Ficou animal a receita que a gente criou para o Innovation. Legal. Então, sei lá, acho que esse ponto de... Acho que até fugiu da tua pergunta, mas esse ponto de criar repertório é mágico dentro das viagens. E é isso. A feira é uma das coisas que tem durante a viagem. Mas, imergir no país, imergir na cultura...
Conhecer os novos modelos de negócio, de restaurante. De pensar, de executar. Isso, para mim, é explodir a cabeça. É uma delícia. Sim. Adoro. Bom, eu vou aproveitar e agradecer os nossos patrocinadores desse episódio, que são o Seara Food Solutions. Então, agradecendo pessoalmente.
resposta e Gumer. Sem vocês, a gente não consegue dar tração e a gente sabe que o podcast chega muito longe. Ontem eu fiz uma entrevista, uma mentoria, na verdade, com um dos sócios de clube do Estratégico, o cara que está abrindo um negócio...
para escalar, etc. E ele falou, eu vim do mercado de tecnologia, o podcast é a coisa mais valiosa do mundo. Ele até brincou, ele falou, eu entrei no clube já sabendo que o Roy já tinha chegado. Foi o melhor investimento que eu fiz, que ele já estava pago. Que demais. Muito bom, né? Que feedback bom. Sim, maravilhoso. Eu falei que vai até virar post esse feedback dele. Que a gente fica muito feliz. Que bom.
Bom, mas vamos lá, me conta um negócio. Vamos falar da estrutura da NRA, primeiro, para quem nunca foi. Tá. Assim, quais são, e eu acho que é legal a gente dizer, que você falou da feira, né? Putz, eu fico olhando só um monte de coisa ali, eu posso não saber como desdobrar isso. Mas, quando você vai representando a indústria, por que a indústria manda o time para a feira? O que vocês olham lá?
A gente, geralmente, a gente trabalha com uma equipe que vai para a feira, que é uma equipe bem multifuncional. E nos dois últimos anos, a gente, inclusive, levou uma das nossas diretoras executivas de P&D, a nossa diretora executiva de P&D, que é a Luciara. Fala o que é P&D, porque vocês são cheios de sigla.
É a área que faz toda a parte de inovação dentro da companhia. Então, são eles que veem todas as tendências, entendem os produtos, desenvolvem novos produtos, vão para a fábrica, vê se aquilo performa em linha, não performa em linha. Enfim, é essa área que faz isso, que olha para todas as tendências e traduz isso em formato de produto para o mercado.
E aí a gente levou a nossa diretora de P&D muito com esse olhar de inovação, de produto, para a gente mapear quais são essas tendências em desenvolvimento de produto mesmo, para a gente levar isso para o operador. E aí seja em sabor, seja em textura, seja para facilitar a vida do operador na operação mesmo, em facilitar os processos, enfim.
A gente vai com a nossa diretora do negócio, que é a Joyce, que é a diretora do Food Service, e eu como marketing, muito para entender um pouquinho de tendência de forma geral, e não só com o olhar de produtos que a gente tem no portfólio, mas, por exemplo, tem uma área na NRA, que é a área lá do... enfim, deixa eu explicar a feira, né? São três grandes pavimentos.
Quando você entra no salão principal, tem o lado direito... Pavilhões, é. Pavilhões, isso. Pavilhões, é. Oi, linda. O lado direito, que é um lado que tem muito... Tem a parte de plant-based, tem as indústrias grandes, Coca-Cola, Pepsi, estão nesse lado direito.
Tem uma parte de cozinhas também, de equipamento, de fogões, enfim, tem soluções em geral. E embalagem tem muito, enfim, esse lado direito. O lado esquerdo, ele tem...
A parte de tecnologia, principalmente. Sim, que é muito legal de ver, né? Que é muito legal de ver. Inclusive, eles fizeram um pavilhão... Pavilhão, não é pavimento. Pavilhão profundo. Que também são de empresas menores. Que agora também tem esse espaço para expor na feira. E a gente conhecer também essas soluções.
E o do fundo, que é esse que eu adoro também, que é um pavilhão que tem toda uma parte de... Na frente tem as bebidas e do lado também são os novos... São países, né? E dentro dos países eles trazem inovações em produtos de empresas deste tamanzinho, mas que talvez pensaram em coisas que a gente ainda não pensou aqui.
E eu amo esse pavilhão. Para mim, é um pavilhão de inovação que eu acho demais. Então, esse de tecnologia, todos eu adoro. A gente separa a feira, mapeia e vai andando 40 km por dia. E aí, o que todo mundo vira para mim e fala, Jéssica, mas você vai comer tudo? Eu falo, sim, vou comer tudo. Eu vou passar mal depois, eu vou.
Vai ser horroroso. Mas eu vou comer tudo, porque é isso. É criar o repertório e entender. Então, o que a indústria faz quando ela vai? A gente olha para as tendências de produto, olha para as tendências de mercado. Então, sei lá, bebida. Bebida, a gente vê que no primeiro ano tinha muita parte de bebidas alcoólicas.
E isso foi cada vez diminuindo para a entrada de bebidas funcionais. E a gente vê que isso lá fora foi claro. A própria movimentação da feira mostra uma movimentação de mercado também. Eu vi duas coisas que são muito interessantes da gente ver que foi e voltou.
A coisa era a robotização e as bebidas alcoólicas. E aí, no ano passado, em 25, a gente viu muita bebida funcional, menos robotização, mais tecnologia associada a dado. Foi tipo um movimento muito claro. Foi mesmo, foi mesmo.
E aí a entrada de IA, que IA se popularizou, então todo mundo falava de IA também. E esse ano, sim, eu acho que vai ser o puro suco da IA. Eu acho também, eu acho. E aí, enfim, as bebidas funcionais, bebidas com cannabis, bebida com, enfim. E isso lá, há dois anos atrás, era uma coisa que estava clara que esse movimento ia acontecer e está começando aqui no Brasil agora.
Da entrada de bebidas alcoólicas, aliás, não alcoólicas, mas que entregam, né? Talvez o que a bebida alcoólica poderia entregar. Bebidas funcionais super hypadas. Então, é legal ver esses movimentos de mercado antes de acontecer. E pra vocês também, quando você fala produto, é o produto em si, né? Desenvolvimento, receita, etc. Mas deve ser também pacote, tamanho de porção. Tem um monte de coisa, né?
Super. Tamanho de porção, a forma como a gente vai entregar. Tem uma empresa lá que ela faz, que eu sempre gosto de ir no stand deles, que é isso, né? São os produtos processados para a operação. Então, tem o bacon em cubinho, o presunto no cubinho também.
o CRISP já pronto, tudo isso para a gente é um olhar que, às vezes a gente olha e fala, não é o momento agora do portfólio, mas quando a gente vê isso e vê essas referências e traz para cá, acho que vira pipeline de inovação para a gente trazer para o futuro também. Sim, com certeza. Tem investimentos que a gente tem que fazer em fábrica, tudo isso a gente começa a conversar, às vezes, sim, dois, três anos antes para trazer a inovação dali dois, três anos. Mapear, né? Mapear.
Então, olhe muito para isso. Adoro as palestras que a gente consegue também mapear um pouquinho de ver... Mentalidade de mercado. Eu acho que, para mim, as palestras são muito importantes para isso.
E é isso, dados também de tendência lá de fora. E eu olho tudo para isso, eu traduzo para sempre que a gente tem algum Innovation Day com cliente, que são as sessões que a gente faz principalmente com redes estratégicas, os globais.
Eu gosto de olhar para isso e trazer de uma forma aplicável para cada negócio que a gente atende. Então, esse é um dos serviços que a gente presta depois da feira. É uma das formas que a gente tem de levar o conteúdo adiante.
Fora, enfim, todo relacionamento que a gente faz, networking, que é super importante. Essa era uma coisa que eu queria que você contasse. Porque para a gente, enquanto uma empresa de estratégia e gestão, inovação, e ir para o dono de negócio, diretamente para o dono de negócio, o nosso objetivo, muito claro, é produzir conteúdo e traduzir isso para o Brasil. Então, a gente tem... Por isso que a gente não faz a missão. Porque eu falo o nosso...
foco tem que ser 100% traduzir aquilo e levar para o máximo de gente possível. E aí, o outro pilar muito importante para a gente, que para vocês também funciona, cada um do seu lugar, é relacionamento. Sim.
Acho que cada vez mais que a indústria está próxima do operador, a gente consegue traduzir a nossa missão de uma forma mais leve. Muito do que eu acredito como a responsável de marketing de Seara Food Solutions.
A gente fala muito do B2B como sendo uma compra muito mais racional, uma compra muito mais direta, enfim. Só que a gente, empresa, pessoa, sempre tem um CPF ali por trás do CNPJ. E essa conexão de CPF... E você se relaciona com o CPF, sempre? Sempre. Acho que isso é muito importante da gente dizer, né? Exato. E essa relação CPF ainda no mundo B2B, talvez ela seja a mais importante para gerar credibilidade.
e para a gente gerar vendas que efetivamente fazem sentido para o nosso cliente. Então, essas relações que a gente faz fora do ambiente tradicional, elas são relações que deixam a gente muito mais próximo dos nossos clientes. Então, essa é a parte de networking.
Para nós, da indústria, acho que é a cereja do bolo de tudo. A gente olha para a tendência, vê conteúdo, vê tudo. No final do dia, as relações que a gente cria lá viram negócios mais produtivos aqui. E negócios mais produtivos pelas credenciais dessa relação. Por ser uma coisa de verdade.
E você está ouvindo o cara também, você está ouvindo ele num momento descontraído, num happy hour, trocando uma ideia, tomando um drink, está ouvindo as demandas que ele tem do negócio. Porque no final do dia todo mundo está ali para falar de negócio. Então, o pano de fundo é sempre isso. Só que a hora que você ouve num momento de descontração, você também entende dores e necessidades que vão além de uma reunião. Total, total. E é isso, e não só clientes, como parceiros também. Sim.
No caso, sei lá, do operador que vai na feira, na missão, que cria esse networking. Eu acho que falar com todo mundo é tão importante porque todo mundo ali tem alguma solução que pode ser boa para o teu negócio. E conversar com todo mundo em algum momento do negócio você vai entender que talvez aquela conexão possa fazer sentido. Então, sei lá, eu preciso falar sobre...
Sei lá, um dos patrocinadores é Gumer, do episódio. Sim. Eu preciso de alguma solução para o meu delivery, para o meu salão, enfim. Ou para o cardápio, né? Para o cardápio. Cara, eu conheci o cara da Gumer lá. Deixa eu falar com ele. Deixa eu entender se essa solução agora faz sentido para mim no meu restaurante.
Então, acho que é muito valioso. Abrir a conversa é muito valioso. E construir relacionamento, construir agenda, talvez seja o maior ativo que qualquer empresário possa fazer para o seu negócio, para a sua vida e para o seu desenvolvimento. Eu acho que foi um negócio que eu fiz a vida inteira, muito genuinamente, muito naturalmente. E que...
Eu só consegui construir o Foodness, a gente só consegue trazer um monte de gente tão interessante e tão legal, porque eu tenho essa base de relacionamento e de gostar de gente. Acho que esse é um ativo muito importante para o empresário. Eu amo uma coisa que você fala, que é, tipo, não precisa ser chato, né? Não tem que ser chato. Não, a gente tem o selo, né? Como pode ser mais divertido. Exato.
E é isso, assim, no final do dia, beleza, você tá numa feira, você se diverte também. No final do dia a gente tá trabalhando desde o momento que a gente acorda até o momento que a gente vai dormir. Em cada interação, em cada jantar, em cada happy hour, a gente tá trabalhando. Mas dá pra ser legal, dá pra ser no CPF de uma forma genuína, dá pra ser gostosa essa relação pessoal.
E essa coisa de você representar a sua marca, você representar o seu negócio, você criar conexão, é um negócio que a IA nunca vai substituir. Nunca, nunca, nunca. Usem isso. Construir relacionamento, construir uma base de networking é o maior ativo que o empresário pode trazer para o negócio dele. Você está lá no evento, eu acho que foi o que eu fiz realmente. A construção de relacionamento me abriu um monte de portas o tempo todo. Aí a gente...
está lá junto na NRA, você vai com a cara da galera, você sai para almoçar com um, sai para jantar com outro, tomar um drink. E isso cria relação que vira negócio. É isso. E esses são os melhores negócios que nascem naturalmente por relacionamento. Esses são os melhores negócios, porque são negócios incríveis, que você confia em quem você está negociando. E a confiança é a base de qualquer negociação. Então, é isso. E o que eu espero como...
Para a minha marca, que as pessoas olhem para a minha marca e falem que posso confiar na Seara porque a Jéssica está lá, porque a Joyce está lá, porque a Luciara está lá. Enfim, porque a gente consegue... Porque eu estou assinando como meu nome. O que eu estou falando é crível para ele. E esses relacionamentos criam valor para o negócio e criam solução. Acho que isso é interessante. Interessante. Jéssica, e quando você...
olha para o mercado hoje, o que você sente que vem mudando, que já não é mais tendência, já está aplicado? Inclusive do que vocês têm de demanda da indústria para mercado.
Eu acho que assim, acho que não é nem sobre tendência, mas muito mais sobre situação do mercado em si. A gente fala muito dentro do food service, junto com os operadores, com clientes, enfim, a dificuldade que a gente tem de mão de obra. E é uma dificuldade que a gente tem aqui no Brasil.
Existe nos Estados Unidos, existe na Europa, em qualquer lugar. Hoje a gente vive um momento no Brasil com a menor taxa de desemprego. Isso significa que a gente tem mais pessoas trabalhando com carteira assinada, a gente tem menos disponibilidade de pessoas para fazer um job para você, para fazer um freela para você.
que às vezes você tinha ali de disponibilidade que poderia ser mais barato para a operação. Você precisa se reinventar dentro da cozinha, dentro do teu negócio, para substituir essa falta que existe no mercado.
Ou, que é uma provocação que eu acho que sempre é muito interessante, repensar modelos de negócio. Os modelos de negócio que precisam, obrigatoriamente, de muita gente na operação, seja porque tem um preciosismo de pré-preparo, etc. Ou seja, porque o serviço é muito complexo.
eles tendem a ser negócios mais difíceis de parar de pé, ou seja, chegar no meu ponto de equilíbrio, e também muito mais difíceis de replicar. A gente tem negócios que não são replicáveis, ou que eles têm muita dificuldade para crescer, ou qualquer oscilação de mercado, você embarriga no vermelho. É isso, acho que repensar esse modelo de negócio faz muito sentido quando você olha um cenário...
Porque o macroeconômico não está favorável. Então, o que eu acho? E aí, quando a gente começa a ver, a entrada de IA dentro das operações de restaurante, voltada para as operações de restaurante.
Entrada de robôs para te ajudar ali dentro dos processos, enfim. Novos equipamentos, que são equipamentos que também tem, sei lá, IA integrada também é um equipamento que ele vai te entregar um produto de uma forma muito mais ágil, enfim. O produto, ele precisa casar com isso também. Então, falando, né? Putz, que tendência que você vê que você acha que não é mais tendência. Para mim...
Como indústria, eu conseguir entregar soluções que eu consiga diminuir processos dentro da cozinha, isso para mim é uma forma de entregar a solução completa para o meu cliente.
Sem dúvida. Que é a linguiça já fatiada, que é o filé de frango já empanado. Você sabe que ano passado foi muito legal. A gente fez uma visita técnica com o Dani da rede HNT, que é o Hotentender. E aí a gente rodou várias operações de frango. A gente foi no Wraising Canes, que é um sucesso absoluto nos Estados Unidos, que já está indo para a Ásia e que é um absurdo. A gente foi no Chicken Filé, a gente foi no Jollibee.
E a gente foi... Principalmente nesses. Nos McDonald's a gente foi, que a gente viu que eles entraram também com produto íntegro. McDonald's era muito sempre sobremoldado, processado. Então entrou também com íntegro. Enfim, a gente rodou. E eles têm um movimento muito interessante que eles criaram uma loja dentro das plataformas do iFood, etc.
Só de frango, que é o Mac e frango, né? Só os sanduíches de frango. Isso me chamou muita atenção e eu fui ver, os números são bem impressionantes. São bem impressionantes, são super relevantes. E é isso, assim, a gente... Outra tendência que era a tendência que, na verdade, não é mais. É um negócio que já veio para ficar. O tanto de rede local que existe e que vende, que é um absurdo. A gente olha aqui para São Paulo, mas o interior, que é isso. Acresce muita demanda.
O Brasil é o mundo, né? A gente precisa muito olhar para outras praças. Precisa, precisa. E aí a gente vai para dentro de uma operação, que é uma operação que empana na loja. A gente foi visitar o Big Chicken, por exemplo, lá nos Estados Unidos também, lá em Chicago. A hora que a gente entra na cozinha e vê como que é aquela praça, para você conseguir fazer o empanamento na hora, você olha para aquilo e fala, não.
Não é possível. Não é possível que a indústria talvez não consiga oferecer um produto semelhante a esse sem ter toda essa complexidade de empanar na hora. E aí a gente vai fazer a visita técnica com o Dani, viu, todas as referências, enfim. Chegou aqui, a gente desenvolveu um produto que de verdade é um produto muito parecido com o Raising Canes.
Óbvio que a gente talvez não vai produzir um super igual, porque a gente tem que fechar custos. O CMV precisa bater para o operador também. Mas é um produto extremamente crocante, que parece que é feito na loja, que foi um desenvolvimento pautado nessas visitas que a gente fez fora. E que foi para a rede, mas que também a gente abriu para os nossos clientes.
Então, enfim, acho que é uma outra tendência que a gente vê, que um, a gente tira esses processos de dentro da cozinha, e dois, a gente entrega um produto que o frango, enfim, bombado. Então, acho que é...
Muito nesse caminho e que a gente... E vocês veem os números de frango subindo no Brasil? Sim, sim. Tinha um dado que falava, eu acho que era um dado da Zamp. A Zamp sempre tem um report, que é uma empresa de capital aberta, é um report e a gente consegue entender um pouquinho esses dados de mercado.
Estou até com medo de falar esse dado e não ter certeza. Depois a gente checa e coloca nos comentários aqui. Mas que o brasileiro consome frango, vai no frango pelo menos uma vez por mês. Ele consome o frango empanado. Eu fiquei assustada, porque eu não imaginava que era tanto. Porque o Brasil tem uma tendência muito forte de comer carne bovina. A gente tem uma disponibilidade de carne bovina muito grande. E uma cultura de consumo. Uma cultura de consumo muito forte.
E, apesar disso, o frango in natura é uma das proteínas mais penetradas na casa dos brasileiros, com maior frequência. Porque ela é uma proteína gostosa, saudável. Versátil, mais barata. Versátil, mais barata que a carne bovina. Então, assim, quando a gente vê movimentos, por exemplo, carne bovina está subindo o preço, o frango vai subir. Ele dispara a venda. Dispara a venda. Então, a carne bovina cai, dispara a venda do frango.
E que é uma baita alternativa para quem tem negócio ficar atento. Falar, cara, está subindo carne bovina, o meu custo vai subir, meu CMV vai subir. Ou eu repasso isso para o meu cliente, ou eu vou começar a tratar e desenvolver ou fazer performar melhor produtos que eu tenho com outras proteínas. E aí você até falou do Gumer.
Eu, como cliente, eu falo que eu detesto o cardápio de QR Code. Como consultora, eu amo de paixão. Acho a coisa mais maravilhosa do mundo. Por quê? Eu posso mudar o meu cardápio no dia. Eu posso testar o tempo todo. Eu vou botar um LTO ou eu vou botar um prato novo. Eu coloco no cardápio digital agora. Eu tenho um cardápio diferente para almoço e para jantar. Eu consigo setar um monte de coisas. Então, um cardápio digital como o Gummer é uma...
baita solução. É uma baita solução. E solução de gestão, não é uma solução de atendimento. É uma boa solução para fugir do QR Code. E eu acho que é ou tablet e aí você vai... Mas é isso, o cardápio digital ele te permite testar. Não, ele não é uma solução para o cliente, ele é uma ferramenta de gestão para o empresário. Acho que esse que é o grande lance. Super, super.
E é isso, assim, acho que, né, então esse movimento, carne bovina sobe, carne sobe o preço, carne de frango dispara em volume de venda, como uma solução versátil, prática, enfim, e mais barata que a carne bovina. E aí, quando a gente entende isso e leva isso para a operação...
Cara, a gente explode. E é por isso que você vê um McDonald's fazendo uma sessão só de frango dentro do delivery. E não só McDonald's. McDonald's está com uma tendência muito forte de crescimento. Burger King também, dentro das redes de Burger King e...
Papaz, dentro das redes também, com crescimento de frango muito acelerado. Bob's, que é um super cliente nosso, que a gente desenvolveu um frango novo para eles, que é um sassami empanado também. A gente tinha uma projeção de venda X, a gente está quase triplicando esse volume de vendas. Tipo um finger? Tipo um finger. É um sassami empanado. Mas é para comer tipo de porção.
tipo de porção, mas ele também tá no lanche. Então eles fazem as montagens de sanduíche e também tem a porção. Então é isso, assim, a gente tinha uma projeção de vender X, a gente tá vendendo 3x X pro Bob's. Porque o Bob's tá vendendo 3x X pro cliente final dele também. Porque aí também tem uma coisa de comportamento de consumo
E do cliente, que é o Resposta, que é o outro patrocinador desse episódio, tem uma ferramenta que você pode pedir para o seu cliente avaliar o seu negócio, como foi a experiência, etc. Mas você também pode usar o Resposta para entender quais são os desejos do cliente. Você pode setar as perguntas que você quer fazer para o seu cliente.
Então, só como foi o serviço, como estava a comida, você está desperdiçando uma ferramenta muito poderosa, que é ouvir o seu cliente. Quer ouvir o cliente. Então, a gente também não pode fugir de ouvir uma reclamação, nem fugir de ouvir o que esse cara está querendo. Acho que é importantíssimo. E muita gente fala, eu coloco o meu cliente no centro, e não quer ouvir o que o cliente tem a falar.
Então, acho que ter ferramentas para isso... A coisa e a ideia da coisa são diferentes. Ter ferramentas para isso e usar isso a seu favor no negócio, acho que é fundamental. E aqui a gente... E aí, assim, acho que até um ponto, eu dei muitos exemplos de fast food usando o frango empanado, mas restaurantes premium. E aí, de novo, quando a gente vai para fora, viaja e vê...
Muito restaurante premium usando frango empanado também, usando proteínas de frango, frango grelhado. Frango, ele faz parte do dia a dia. E usando a solução da indústria também, né? E usando a solução da indústria. Então, por exemplo, um dos restaurantes que eu fui...
É... Frango empanado, mas glaciado com notas orientais, com coisas que... Você personaliza com o molho. Você vai juntando ali para oferecer a receita. Isso é muito interessante.
Por isso que eu tenho falado muito de modelo de negócio. Então, ao invés do preciosismo de, ah, não, eu preciso fazer tudo aqui do zero, etc. Você traz soluções da indústria, garante padrão, reduz complexidade operacional, reduz erro, reduz CMV no desperdício, porque é aí que mora o perigo. E aí você personaliza isso, ou deixa com a sua cara, ou faz um negócio mega diferenciado, com o olho, com o acompanhamento.
Sim, inclusive esse produto que a gente desenvolveu, que foi muito inspirado em Raising Canes, ele é um produto que o tempero dele é muito básico, é muito baixo. Ele é temperado só na marinação, ele não tem tempero na cobertura, no empanamento.
Para dar liberdade para o molho. E acho que esse é um amadurecimento da indústria também dos últimos anos, né, Jess? Tipo, de começar a tirar mais sabor, deixar a coisa mais neutra, para justamente isso poder ser aplicado para operações de todos os tamanhos.
Por isso que é importante a indústria também ter essas áreas específicas de food service. Porque a necessidade do operador é diferente da necessidade do consumidor final. Apesar da gente, dentro do nosso portfólio, ter muito produto que é vendido no varejo, e a gente vende muito produto do varejo mesmo, mas a gente tem um portfólio focado nos operadores, no restaurante, pensando nessas soluções de agilizar o processo, de tirar etapas e tudo.
mas deixando o operador brilhar no prato. Então, eu não quero que o produto... O produto da Seara vai ser um produto que vai ajudar ali na operação. Ele não é protagonista. Ele vai entregar qualidade, ele vai entregar padronização e segurança alimentar. Perfeito.
E inovação, que às vezes ele não vai ter pensado nesse produto, eu entrego a inovação para ele. Mas quem vai brilhar é o chefe, não é a Seara? No final do dia, quando o cliente comer aquilo, ele vai lembrar do restaurante, do chefe, de quem preparou. Então, o produto tem que ser muito a base para isso. Muito bom. Agora, me conta um negócio. Quais são as suas expectativas NRA26?
Eu quero... A gente falou de IA, de chegada de IA nos restaurantes. Enfim, eu quero muito ir para as palestras para entender os cases que estão sendo usados nas principais redes e como que eles estão usando o IA para ajudar no negócio. Eu acho que, por mais que...
E seja muito... Já esteja muito no nosso cotidiano, a gente vem falando muito sobre, já vem usando os negócios e tudo. Eu quero muito ver as aplicações e o quanto isso está gerando resultado. Então, uma das coisas que eu gostaria era... Esse ano eu quero muito acompanhar as palestras por causa dos cases. Porque eu acho que vai ser uma coisa muito...
Muito nova e muito boa para a gente acompanhar e para a gente trazer isso como solução também. Então, essa parte de A, tem uma parte de produto também, principalmente quando a gente vai para um lado de plant-based, que hoje a NRA traz muito uma evolução de mercado dentro dessa categoria.
E é uma categoria que a gente, antigamente, nos quatro anos atrás, três anos atrás, a gente via inúmeras empresas levando soluções plant-based. Hoje a gente vê as empresas maiores que estão lá. Com mais qualidade, né? Eu acho que isso mudou demais. Qualidade nutricional melhor, a composição... Sabor, textura. Sabor, textura, enfim.
Só que existe uma parte ali de evolução também, de quais são os benefícios atrelados àquele produto que o consumidor espera. Então, acho que tem esse ponto que eu gostaria de ver também, até para a gente entender como que a gente leva isso para os nossos produtos. Então, sei lá, talvez não é imitar a carne, talvez é trazer uma forma de consumo ali que seja super saborosa e funcional para quem evita comer a carne também. Perfeito.
Então, quero muito olhar para esse sentido. Quero muito olhar também os dados de mercado americano, que, enfim, acho que é sempre bom a gente ver o que está acontecendo por lá, porque dali a dois anos a gente vê isso acontecendo aqui também. Hoje, cada vez mais rápido, talvez nem dois anos, talvez menos.
E as visitas técnicas que eu amo fazer para ver modelos de negócio. Para você que é do Clube Foodness, a gente vai antes, eu e Marcinha, a gente grava com operadores de lá, a gente faz conteúdo exclusivo para vocês. Quem já está lá pode ver que tem vários conteúdos do ano passado. A gente visitou várias operações muito legais e esse ano tem de novo. Então, fiquem ligados.
E na sua visão, o que os clientes brasileiros passaram a valorizar mais hoje do que eles valorizavam 4, 5, 10 anos atrás? Quando a gente fala de cliente final. O mercado do food está muito difícil. A gente tem que fazer com que as pessoas frequentem mais os restaurantes, que elas visitem mais os restaurantes. Hoje a gente vê a frequência caindo.
na rotina do brasileiro. Seja por bolso estar mais apertado, seja porque, sei lá, endividamento está muito alto, seja pela mudança de comportamento. Então, sei lá, a entrada das canetas emagrecedoras, que também mexeu muito no mercado. Acho que a gente tem hoje um mercado muito diferente do que a gente tinha, de novo, talvez há um ano atrás, há dois anos atrás. Mudou muito, muito rápido.
E o que, para mim, o que o cliente final busca quando ele sai para comer, é que ele precisa pagar a conta e sentir que valeu a pena. Custo-benefício, né? Custo-benefício e o valor que aquilo ali gerou para ele. Então, assim, beleza, a gente aumentar o preço do cardápio, beleza, a gente repassar isso para o consumidor, está tudo bem. Só que ele quer pagar a conta e sentir que valeu.
Óbvio que o dinheiro é muito importante, mas a sua percepção é que o custo-benefício é mais importante ainda. Porque o cara pode pagar barato. Se ele receber abaixo do que ele sentir que ele pagou, ele vai sair puto. Ele vai sair puto. E se ele pagar mais, mas o conjunto da obra, a palavra experiência também fica muito etérea. Mas se o conjunto da obra todo entregar, ele sai satisfeito.
É isso, é isso. E é isso, assim, seja no PF durante a semana, que, sei lá, a gente vai na lanchonete como PF. Tem um restaurante perto da Seara, que eu sempre vou, que é um restaurante, assim, lá tem muito trabalho dentro de uma fábrica, né, que é a fábrica que a gente faz margarinas, aqui em São Paulo, que fica no Jaguaré. E aí a gente tem o escritório do food e fica nessa fábrica.
E tem muita, enfim, é uma fábrica que a gente recebe muito caminhão, recebe muito assim, então na frente é muito movimentado. E tem muitos restaurantes simples ali por perto. E a gente sempre vai num restaurante que é pertinho, que é um vermelhinho que eu adoro ir. E que não é caro, né? Dentro de um cenário nosso, São Paulo não é caro.
Só que é isso, se eu vou todos os dias, como, e a minha experiência não está legal, ou a comida está ruim, ou o atendimento não foi o que eu esperava. Enfim, eu vou preferir, talvez, levar a marmita para o trabalho do que ir nesse restaurante. Sim, ou se demorou. Ou se demorou, enfim. Então, é isso, é o contexto geral que faz sentido. Seja numa operação...
mais dia a dia, mais barata, mais enfim, seja numa ocasião premium. E é isso que o consumidor espera. Eu espero ir num restaurante, sair de lá falando desse restaurante a semana inteira, contando para todo mundo que eu fui, que foi legal, que foi gostoso, que eu comi um prato diferente, ou que é o meu prato do dia a dia, mas que toda vez que eu vou almoçar eu levo alguém para ir comigo, porque eu gosto, eu recomendo.
Então, é isso. Tem que valer a pena. E aí, modelo de negócio tem tudo a ver com isso também. Porque a hora que eu entendo quem eu sou, que jogo eu jogo, para quem eu vendo, qual é o momento de consumo, qual é o problema que eu estou resolvendo. Eu trabalho almoço numa região de escritório. O cara tem que ser rápido. Tem.
Não adianta só o preço ser bom, não adianta só ser gostoso, porque se demorar e o cara ficar com a sensação de que ele está esperando, ele tem uma reunião, ele tem que comer rápido, miou a experiência. Miou total. Você sabe que... E aí me lembrou outra coisa. Eu fui no CMO Summit semana passada.
semana... Enfim, não lembro. Semana passada. E aí eu vi um painel com... Uma das participantes é a CMO do Outback, a nova CMO que entrou no Outback recentemente. E ela falava muito sobre a essência do negócio versus as tendências que estão chegando. E aí o que é tendência e o que é... O que é hype, né? O que é...
Que vai passar, né? Que vai passar, que chegou e vai passar. E aí ela falou, se a gente não entende muito bem qual que é a nossa essência, a gente fica entrando nesses hypes, no que é trend, que vai bombar no TikTok, não sei o que. E a gente se perde também no meio do caminho. Então, por exemplo, eu tenho as canetas emagrecedoras, as pessoas querem cada vez porções menores, funcionais, mais saudáveis, não sei o que. Essa é a essência do Outback?
Talvez não seja. Talvez a do Outback seja muito mais indulgência. Então, será que quem vai lá não vai porque não quer indulgência? Por que eu vou mudar meu cardápio? Por causa de um negócio que chegou, que não faz sentido com a minha essência e que o meu público, que é frequentador, que vai lá sempre, que preza por experiência, preza pelo compartilhamento, não vai gostar.
E essa linha é muito tênue e é muito difícil, porque você precisa entender o que é hype e o que é um hábito de consumo, um movimento de mudança de comportamento para fazer a escolha certa. Porque pelos números, a coisa das canetas, etc., eles tendem a ser um movimento com muito pouca chance de retroagir. Não acho também que é retroagir.
E essas pessoas estão buscando mais proteína, essas pessoas não conseguem comer tanto. Então, como é que você se adapta também para não perder uma fatia de mercado que é relevante, né? Não, com certeza. Sem perder a sua essência. Sem perder a sua essência, é isso. E o Shake Shack lançou... Eu aprovei esse post hoje, vai sair em breve. Então, quando vocês estiverem ouvindo esse episódio, esse post já está no ar, pode ir lá atrás. O Shake Shack lançou uma linha de high protein.
Então, eles lançaram, acho que são três ou quatro sanduíches com mais proteína. Tem um até que tem 54 gramas de proteína. Porque quem tá tomando as canetinhas ou tá focado em melhoria de performance, tá buscando mais proteína. A minha meta de proteína por dia é bizarra. Tipo, eu tomo o whey e é difícil. Só que agora eu penso o tempo todo nisso, entendeu? E aí eles lançaram isso e você pode pedir alface ao invés de pão.
Então, assim, existem também empresas que vendem indulgência que já estão falando, opa, como é que eu me adapto porque essa fatia do mercado é grande. É isso, mas é entender na essência. É uma linha tênue, né? É o que ela falou e que eu achei fantástico. Acho que a gente não pode se perder do que é a nossa proposta de valor. O que a gente precisa é entender como que a gente adapta aquilo sem perder essência, mas para o cliente final, para o que ele quer.
Sem entrar em modismo. Mas entrar na tendência. De acordo com o que você entende que é relevante para o teu negócio. E é isso. Eu acho que o que a gente estava falando das canetas. Que é outro tema. Todo fórum que a gente vai de food service. Ou de alimentação. Todo mundo falando sobre isso. E há anos. Na NRA, a primeira vez que a gente estava lá, a gente já tinha ouvido. Exato.
E aí, assim, acho que a gente tem um movimento aqui no Brasil de quebra de patente agora, que vai ter uma pulverização do uso muito grande. Sim, vai ficar mais democrático. Vai ficar mais democrático. Fora, enfim, outras fontes também que as pessoas usam e que, assim...
Muita gente já consome. Então, eu fui em um restaurante esses dias, que eu achei maravilhoso que ele tenha a porção inteira e agora ele trabalha com porções menores. Sim, esse é um movimento importante, que eu vejo muita gente fazendo.
E que como consultora, né? Olhando tendência, olhando gestão Eu acho muito importante Pra você dar a possibilidade do cara que está Comendo menos, poder escolher o prato dele Não precisar dividir E você manter o seu ticket médio Um pouco mais alto Porque a hora que você tem a meia porção Você cobra um pouquinho mais caro Você cobra 70% do valor do prato E o seu CMV baixa Seu ticket médio não é tão prejudicado É isso E aí você também consegue oferecer Isso
experiência para quem está lá. Então, se eu consigo meia porção, ou eu posso comer sozinha, ou se eu estiver numa mesa, é mais fácil compartilhar, porque aí eu consigo experimentar um pouquinho de cada coisa que tem ali dentro daquele cardápio também. E é isso, assim, eu acho que é um... Isso está só no começo, né? As pessoas agora que estão consumindo mais, agora que está se popularizando, então, é uma tendência que a gente vai ver e que vai permanecer.
Eu já acho que é uma mudança de comportamento. Ela já está nesse pratinho. É uma mudança. Vou deixar aqui uma pergunta para você que está ouvindo o episódio. O que você quer ver nosso na NRA? Porque a gente vai fazer a cobertura. Então a gente também quer te ouvir. Se você ouviu o episódio até agora, conta para a gente. E pode deixar aqui os comentários ou no YouTube ou no Spotify. Que a gente lê todos. E vai levar isso também para a nossa produção de conteúdo lá em Chicago. Agora o seguinte.
Se você ainda não tem o nosso guia NRA 2025, que a gente fez, Seara também estava com a gente o ano passado, a gente vai deixar o link aqui para você poder já ler, baixar e já se preparar para o novo. Mas o do ano passado tem muita coisa que dá para aplicar ainda.
Tem toda essa coisa de meia porção, mas o cliente está com menos grana, então ele está saindo menos, a frequência diminui. Com isso, a experiência como um todo precisa... O custo-benefício precisa valer a pena. Está tudo lá. Tem um material bem, bem robusto. São 60 páginas de conteúdo. Então, vamos deixar o link aqui.
E preparem-se. A partir de agora começou a nossa cobertura NRA, nosso pré. Jess, muito, muito obrigada. Agora a gente vai fazer perguntas exclusivas para quem é sócio de Clube Foodness. Então a gente se despede da galera e agora vamos para o nosso time de clube. Obrigada. Obrigada, meu amor. Adorei, adorei. A gente se vê na NRA e... Estaremos juntos. Estaremos juntos.
Goomer
Risposa
Seara Food Solutions