#92 | Onde não houver energia, não te demores!
Até quando a gente aguenta tentar fazer focinho de porco virar tomada? Até onde a gente vai pra tirar leite de pedra? Neste episódio viscera, Flavia compartilha desafios pessoais com o mundo digital e nos provoca: será que a gente está querendo fazer a vida caber nos nossos sonhos? Existe um caminho de maior simplicidade?
Para saber todas as informações sobre o HUMANICES - Edição Primavera, que rola entre 18 e 20 de setembro aqui em Ilhabela, acesse https://flaviamelissa.com.br/humanices
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- A Morte e a Transição de EnergiaNão se esforçar para tirar leite de pedra · Priorizar a saúde mental e os valores · Desapego de iniciativas que não fluem · Entrega ao universo e aceitação do que é
- Florecimento humanoMovimento de mergulho interno · Experiências de conexão e compartilhamento · Transformação pessoal e esperança · Ilhabela
- Marketing digital e redes sociaisAdoecimento por trabalhar com marketing digital · Trauma de performar e agradar nas redes sociais · Desconforto com a necessidade de vender · Diferença entre vender online e vender presencialmente
- Ansiedade e saúde mentalDesafios de sair de férias · Preocupações financeiras como autônoma · Impacto da perimenopausa na ansiedade
- Vida DigitalDificuldade em fazer a vida caber nos sonhos · Busca por um caminho de maior simplicidade
- Desenvolvendo clareza e focoMomento de silenciar e respirar · Aceitação do momento presente · Conexão com o corpo e emoções
- Mapa do Grande DespertarNecessidade de atualização do portal · Sensação de sobrecarga e desorganização do portal atual · Investimento financeiro na nova plataforma · Compromisso com linguagem genuína e sem pressão
- Compartilhamento de conteúdo e mensagensAgradecimento aos ouvintes · Impacto das partilhas digitais · Clareza nos processos pessoais
Olá, olá, olá! Sejam todos muito bem-vindos e muito bem-vindas a mais um episódio do podcast Conversas do Despertar. Eu sou a Flávia Melissa, sou eu que te recebo aqui todas as semanas, cada semana, com um tipo de conteúdo diferente.
Duas vezes por mês temos episódios inéditos, como esse, que você está prestes a escutar. Uma vez por mês rola aqui no canal Meditação. Episódios exclusivos que eu gravei especialmente para os assinantes do Portal Despertar. Além de um quadro maravilhoso e que eu estou recebendo muitos feedbacks bacanas, que é o No Coração da Pergunta, quando eu respondo com mais profundidade a pergunta de algum ouvinte.
No dia de hoje eu vou começar esse episódio de uma forma diferente. Vou começar esse episódio fazendo um convite. Com certeza, se você já me acompanha por aqui ou lá pelo Instagram, você sabe que eu estou indo para a terceira edição do Retiro Humanícias.
E o humanicis, ele é uma coisa, sim, que é até difícil de conseguir explicar o que é o humanicis. Porque se eu te disser que ele é um retiro, a gente passa três dias juntos numa pousada incrível, em meio à natureza super exuberante de Ilhabela.
se conectando, compartilhando, vivendo experiências juntos, eu não ia conseguir trazer o que é o humanicis de verdade. Porque o humanicis, mais do que o que acontece ou da programação que a gente compartilha, o humanicis é um movimento de mergulho interno.
super especial nessas duas edições que já aconteceram no humanicis uma na primavera do ano passado uma no outono desse ano e agora estamos indo para a nossa terceira edição também pertíssimo do equinócio de primavera o que a gente viveu foi
magia eu não tenho como descrever de uma outra forma pessoas que chegam cansadas se sentindo desconectadas achando que a vida é carregar uma mochila de pedra nas costas e que saem do humanice desconectadas consigo mesmas esperançosas em relação ao futuro
cogitando possibilidades que antes elas não conseguiam nem vislumbrar em meio a todas as possibilidades ali que apareciam de certa forma, as luzes no fim do túnel que não eram vistas. É isso que acontece, né gente, quando a gente se descasca das nossas defesas, quando a gente olha pra gente com mais honestidade, com mais verdade, com mais abertura.
a vida se revela. E o humaníces, eu acho que é isso. O humaníces, ele se chama humaníces porque é um mergulho nas nossas humaníces. Tem uma frase de Carl Rogers que diz assim que o mais íntimo é o mais geral. Então, todas aquelas coisas que você acha que só você viveu, os sentimentos que você acha que só você experimenta, as angústias que você acha que só te mobilizam, no humaníces a gente se sente muito mais comum e mais humano e mais...
leve e mais simples e mais gentil e mais silencioso e mais conectado então eu poderia aqui ficar descrevendo adjetivos até o ano que vem que eu ainda assim não seria capaz de explicar o que é o humanicis
E eu tô falando do Humanices porque a gente tá com as inscrições abertas. Eu vou deixar o link na descrição desse episódio. Vai ser uma alegria gigantesca pra mim poder compartilhar desse retiro com você. Estarmos juntas ou juntos, porque não é um retiro só pra mulheres, pra viver as próximas transformações e a próxima magia da nossa vida juntos.
Não deixa de checar a descrição desse episódio. E dito tudo isso, chega a hora de silenciar. Respira fundo, solta o ar com calma. Se você puder, fecha seus olhos, relaxa seu corpo, a sua mente. Se possível, apoie a sua cabeça.
Busca uma posição que você consiga ficar confortável pelos próximos, não sei, talvez cinco a dez minutinhos. Eu gosto sempre de começar os episódios com esse momento de centramento, porque apesar de esse ser um conteúdo gravado e cada um está ouvindo no seu tempo,
dentro de uma linha do tempo ainda, que sei lá, talvez alguém do futuro, daqui a muitos meses ou daqui a alguns anos, esteja ouvindo esse episódio. Mas eu gosto de pensar que, como os físicos dizem, o tempo é uma ilusão. Esse é um momento em que a gente pode se reconectar com a gente mesmo. Acabei de falar do Manices como se a gente estivesse na mesma sala, sentados em roda.
corpo repousando, os olhos fechados, desfrutando dessa presença que se instala quando a gente ousa silenciar para o lado de fora e abrir os nossos ouvidos para o lado de dentro, para escutar a nossa alma, para escutar as nossas emoções, para escutar aquilo que é mais verdadeiro estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei estanchei est
que nos habita. Dá uma respiração profunda e quando você estiver soltando o ar, lembra de relaxar o seu maxilar, permitir que esse ar saia fazendo um som de... Ah...
Como se você tivesse chegado em casa agora, depois de um dia cheio. Simplesmente se sentasse, colocasse os pés para cima. Descansasse. Não tem nada para você fazer agora. Lugar nenhum para você ir nesse momento. Simplesmente este momento.
E quem você é nesse momento. Sem precisar se modificar, sem precisar melhorar ou se consertar. Repete dentro da sua cabeça, eu estou em segurança. Está tudo bem ser eu nesse momento. E está tudo bem estar vivendo o que quer que seja.
que a gente esteja vivendo. Seja momentos de alegria, de celebração, seja momentos de inquietude, de angústia, está tudo bem. O que quer que seja, isso também passará. O que quer que seja, é impermanente, é transitório.
sem que a gente esteja especialmente atento a isso, o momento presente está transportando a gente para um próximo momento, um próximo movimento, que está tudo bem ser quem a gente é. Como é sentir que você não precisa mudar nada? Presta atenção na sua respiração.
Percebe? Se ela está mais profunda ou mais superficial. Como é assim olhar para a sua respiração e falar, cara, não preciso mudar nada, está tudo bem eu estar respirando desse jeito. Examina a região da sua barriga. Solta a musculatura da sua barriga. Relaxa o seu abdômen.
Especialmente se você é mulher, a gente tem esse condicionamento de estar... Passar muito tempo com o abdômen contraído, né? Experimenta soltar o abdômen. Como é? Relaxar. Poder relaxar com o que é. Poder soltar os ombros.
poder relaxar o pescoço, apoiar a sua cabeça. Pergunta para o seu corpo. O corpo tem mais alguma coisa que você queira nesse momento? E obedeça a esse chamado. Talvez o seu corpo, ele queira se alongar, ele queira se deitar numa outra posição, ou ele queira, não sei,
Se você estiver com as pernas cruzadas, talvez você queira esticar as suas pernas. Simplesmente perceba, corpo, você é o meu senhor neste momento. Não é a mente, não são os pensamentos, é o corpo. Diz corpo, está tudo bem você querer o que quer que seja que você queira nesse momento. Como o seu corpo reage quando você diz para ele que está tudo bem?
Ah! Examina a região do seu peito. A região do seu coração. Visualiza o seu coração batendo solto, livre dentro do seu peito. Experimenta deixar seu coração relaxar, como quem diz coração, você tem espaço para bater.
Como o seu corpo reage quando você não tenta mudar nada? Quando você se dilui no momento presente, sendo permeada por aceitação do que é. Quando as fronteiras entre você e o momento presente, elas se desfazem.
E presta atenção nesse silêncio que cresce dentro do seu peito. Fica à vontade para continuar de olhos fechados ou para abrir seus olhos.
Eu vou continuar com os meus olhos fechados durante algum tempo e eu quero começar esse episódio dizendo o quanto eu me sinto grata por ter você aí do outro lado. Eu estou muito acostumada a ouvir as pessoas dizerem o quanto elas são gratas a mim, nesses 14 anos de partilhas digitais.
de presença nas redes sociais, no YouTube, Instagram, aqui nos podcasts.
Ai, Flávia, nossa, eu te agradeço tanto, você já iluminou tanto momentos difíceis da minha vida. Gente que perdeu alguém amado e que encontrou nas minhas palavras algum conforto. Gente que se tornou adulto ao meu lado. Isso eu acho muito louco. Pessoas que quando me conheceram em 2012 eram adolescentes e hoje são pessoas adultas. Muitas vezes com filhos, com profissões, com responsabilidades. Eu confesso que eu me sinto super especial, mas eu nunca... Eu estudo super especial.
Não me lembro, pelo menos, de ter trazido aqui para vocês o quanto eu me sinto grata por ter você aí me escutando do outro lado. Porque se eu não te tivesse me escutando, se você não estivesse aí do outro lado, não importa se você me conheceu ontem, se você está comigo desde a sua adolescência, você é igualmente importante para mim, porque você me dá oportunidade de...
falar e de me ouvir. Gente, vocês não tem noção. Eu tô até meio emocionada, talvez eu chore.
Vocês não têm noção de como me ajuda a falar com vocês. De como eu trago clareza para os meus próprios processos quando eu falo com vocês. Do quanto que é algo profundamente clarificante dos meus pensamentos ter você me escutando.
Eu tô gravando esse episódio no passado, em relação à data que você me escuta, porque você tá me ouvindo do futuro, eu não me lembro agora exatamente pra quando que eu tô programando esse podcast, mas hoje é dia 1º de maio. Eu tô gravando esse podcast no dia do trabalhador. Aí hoje uma amiga minha virou pra mim e falou assim, Feliz dia da mulher brasileira!
A trabalhadora, né? Que acho que somos aí a força motriz da sociedade, trabalhando nas nossas jornadas duplas, triplas, às vezes remuneradas, às vezes não remuneradas. Sim, eu estou gravando esse podcast no dia do trabalho. Eu estou gravando esse podcast hoje porque daqui a uma semana eu vou sair de férias, eu vou tirar uma semana de recesso. Então, eu estou antecipando demandas das próximas semanas.
para que talvez pela primeira vez, nos últimos anos, a gente consiga sair de férias e não ter que trabalhar nas férias. Vamos ver se isso vai ser possível. De minha parte, pelo menos, eu estou tentando adiantar o máximo que eu possa. Vamos ver se o Ricardo consegue. Boa sorte aí, Mo, que está me escutando. Espero que a força esteja com você, que você consiga. Acredito que ele vai conseguir, sim.
Eu fiquei pensando muito sobre o que falar. Eu não tenho muito uma programação do que falar. Eu tenho a programação do canal, mas esses episódios são episódios em que eu simplesmente me sento aqui, eu fecho os meus olhos e eu falo. E eu comecei o podcast te agradecendo que se você não estivesse aí desse lado, eu não teria tido oportunidade de...
Me acalmar tanto quanto eu me acalmei nesse momento de santramento. Eu venho me sentindo particularmente ansiosa. Eu acho que isso tem um pouco de perimenopausa, sem dúvida nenhuma. Um pouco ou muito, talvez. Não sei precisar ao certo. Mas eu sei que essa ansiedade também se relaciona com alguns movimentos que eu estou dando na minha vida nesse momento.
movimentos relacionados. Primeiro, a sair de férias, porque sair de férias é uma grande alegria, mas para uma pessoa ansiosa também... Não é a coisa mais simples do mundo pensar em arrumar mala para uma semana, para mim, para a criança. É isso, né? Uma semana de férias.
a nossa profissão aqui de autônomo, tantas vezes precarizada, a gente não trabalha, a gente não ganha, então também existe um pouco de ansiedade em relação à vida financeira nesse momento, mas especialmente eu sinto que tem duas coisas que estão mobilizando muito a minha ansiedade, e eu não sei, talvez seja sobre isso que eu queira falar hoje. São duas iniciativas que estão acontecendo nesse momento.
e que me obrigam, e aí eu vou usar a expressão obrigam por mais que eu saiba que nada me obriga, ao menos que eu tenha uma arma apontada para a minha cabeça, mas eu vou dizer obrigam porque é como eu me sinto. Obrigam a adotar estratégias, não é propriamente adotar estratégias,
Assim, não deixa de ser, adotar estratégias de comunicação focada em vender na internet. Essas duas iniciativas, uma delas eu já trouxe aqui para vocês hoje, que é o Humanices. É um retiro com poucas vagas, com um valor que é acima do que eu sei que muita gente pode pagar. E uma parte minha se sente bastante desconfortável de fazer uma oferta de algo que eu sei que muitas pessoas vão ter vontade de fazer e não vai estar ao alcance de todo mundo.
E o Portal Despertar, que depois de 10 anos, ele está ganhando, finalmente, uma nova versão, muito mais alinhada com o que o portal é. Eu estou em cólicas, esperando ansiosamente colocar esse novo portal no mundo, para poder falar sobre o Portal Despertar com orgulho. Essa semana, inclusive uma ouvinte, Cris, se você estiver por aí ouvindo esse podcast, um beijo enorme para você.
ela é das minhas, então a Cris, ela me conheceu num dia, no dia seguinte ela já tava me mandando direct no Instagram, perguntando como é que ela podia assinar o portal Despertar, e eu sou muito assim também, quando eu acredito em alguma coisa, eu vou que vou, e a Cris, como eu, foi que foi, e a Cris, ela me mandou uma mensagem,
Assim, gente, vamos lá, vai, um pouco de informação e de contexto antes. Eu trabalhei durante quase 10 anos com o marketing digital, com o mundo online, com ofertas feitas pelo Instagram, com venda, usando as redes sociais para vender. Isso me deixou profundamente adoecida, eu pedi para sair, e eu conto toda essa história no meu mais recente livro, o meu último livro, Existe Vida Antes de Morrer, tem link dele também aqui na descrição desse episódio.
foi algo profundamente adoecedor estar nas redes sociais é algo que ainda me desafia muito, porque eu acho que eu fiquei muito traumatizada mesmo, fiquei muito traumatizada de ter que performar na rede social, de ter que passar uma determinada imagem, de ter que de alguma forma
agradar a outra pessoa pra essa pessoa acreditar em mim, comprar alguma coisa de mim, porque disso dependia os meus boletos quando eu comecei a fazer isso era muito pouca gente que fazia eu acho que a concorrência especialmente depois da pandemia começou a evidenciar coisas que nunca tinham me deixado me sentindo confortável
Quanto mais você vê da mesma coisa, mais você vai ficando ligado que aquela pessoa está fazendo exatamente aquilo que você já viu 250 pessoas fazerem, né? E de repente eu era uma dessas 250 pessoas. E eu me senti muito desconfortável durante muito tempo, eu me senti muito aprisionada dentro dessa vida que eu tinha construído para mim.
Ao longo dos anos, meu marido Ricardo, ele, enfim, a gente tem uma única porta de entrada financeira na família, que são os trabalhos dos quais eu estou à frente. O Ricardo, ele é meu sócio, ele trabalha comigo em tudo, é ele que está editando esse podcast, é ele que faz as atualizações do Portal Despertar. Além de ser o meu maior sócio, por ser meu marido e pai dos meus filhos, que eu vou para o Manícias, é ele que fica com as crianças, né?
Essa situação que é uma situação que coloca uma certa pressão nas minhas costas, porque se eu não trabalho, o Ricardo também não trabalha. Se eu fico doente, não entra dinheiro em casa, e se eu não sirvo dessa porta de entrada, ele também não tem o que fazer. Ele não tem como emitir nota de atendimentos que eu não faço, ele não tem como editar podcasts que eu não gravo, ele não tem como ficar com as crianças se eu não vou para um retiro.
E essa demanda, hoje em dia, assim, né, eu atendo pacientes em psicoterapia, inclusive também tem na descrição desse episódio um link, se você quiser entrar na lista de espera. A gente roda essa lista de espera algumas vezes por ano. É a atividade a qual eu dedico a maior parte do meu tempo. Só que algo em mim me chama para esse trabalho com grupo.
E eu já até pensei algumas vezes em fazer alguma pós-graduação, alguma especialização em terapia em grupo. E talvez um dia, talvez esse seja um caminho realmente. Porque os grupos que eu conduzo atualmente são um grupo de estudos do Portal Despertar. E que eu tenho... Tô falando tudo isso pra dar o contexto da Cris, que me mandou mensagem, eu já vou voltar nisso. E o Humanices, que é esse retiro. Eu sinto muito esse chamado pra estar em grupo.
Só que eu tenho uma dificuldade muito grande de fazer ofertas dessas coisas. Estar no Instagram puxando papo com vocês, eu acho que assim, de tudo isso, o podcast é o que eu me sinto mais confortável. Porque eu tô aqui de olho fechado, vocês não estão vendo se eu tô com remela no olho, se meus peitos estão caídos sem sutiã, se eu tô soltando um pum, contanto que não saia o barulho no podcast, tá tudo certo. Apesar de eu já dizer pra vocês que eu não sou uma pessoa que costuma soltar muitos puns, tá? Então não precisa ficar me imaginando.
aí dando. Mas assim, né, isso daqui pra mim é o mais confortável, tá? E pro YouTube me deixa desconfortável porque eu tenho que me preocupar com coisas que eu não tô afim de me preocupar, eu tenho que me preocupar com tá com uma roupa mais apresentável, nem sempre eu tô afim de ostentar minha figura na Medina, às vezes eu tô me sentindo...
feia, às vezes eu tô me sentindo gorda, às vezes eu tenho que me preocupar com uma luz, eu tô afim de gravar o vídeo naquele momento, mas aí a luz não tá boa, e aí a porca torce o rabo e a vaca vai pro bregio, e é por isso que hoje em dia o meu canal do YouTube ele tá sendo majoritariamente ocupado por esses podcasts, porque é a forma como eu fico mais tranquila e mais confortável.
Uma outra coisa é o trabalho nas redes sociais. Estar ali compartilhando o conteúdo é um grande prazer. Eu adoro falar. Eu tenho Lu em Gêmeos. Então, falar para mim sobre esses temas relacionados ao autoconhecimento é muito prazeroso, porque enquanto eu estou falando, eu também estou me entendendo. Eu gosto de interagir com vocês, seja pelo direct, seja pelo...
pelos comentários mesmo, dos posts. Mas estar com o pessoal do Portal Despertar e do Manices, eu nem vou entrar nessa seara, porque é só porque eu gosto muito que eu enfrento esses desconfortos da ordem da venda. Porque para chamar gente para fazer parte do Portal Despertar, eu preciso...
enfrentar esse trauma de vender online e pra chamar pessoas pro Manices eu preciso enfrentar o desconforto de tá trazendo uma oportunidade que eu sei, o Portal Despertar eu me sinto confortável porque o Portal Despertar tem um valor de contribuição mensal que vamos combinar não sei quanto custa uma pizza no lugar onde vocês moram, aqui na cidade onde eu moro, Ilhabela, é mais barato que uma pizza
Mas o retiro realmente ali, né, um grupo pequeno, são apenas 19 vagas, são pessoas que, enfim, eu sei que muita gente que queria vir não consegue vir. Eu trabalho sempre com um número mínimo de pagantes e as demais vagas eu vou administrando, vou dando bolsa, vou tentando tornar o Manicis o mais...
plural possível, trazendo pessoas em condição de vulnerabilidade social, pessoas pretas, pessoas LGBT, tentando fazer a minha parte pra tornar esse retiro um lugar plural e não só um lugar de gente branca, gente hétera, gente rica. Eu tenho esse esforço, mas eu preciso vender. E esse movimento de fazer a venda é muito difícil pra mim.
É muito difícil porque, primeiro que eu sou uma pessoa que eu sou muito espontânea, como as pessoas que me acompanham há mais tempo talvez já saibam, eu sou uma pessoa que eu não consigo falar uma coisa pensando outra, eu não sou essa pessoa, eu sou muito expressiva, então na hora que eu tô falando, se eu não acredito naquilo que eu tô falando, eu não vou convencer ninguém, eu não vou passar um brilho no olho, eu acho que...
Ai, eu acho que a maior vitória dos últimos anos da minha vida foi não precisar mais fazer pose e tentar convencer ninguém do que quer que seja, sabe? Eu acho que assim, foi um grande movimento de liberdade. Receber poucas pessoas pra fazer um atendimento de psicoterapia, poucas, digo, perto do que precisa pra um portal despertar funcional, do que precisa de pessoas com alto poder aquisitivo ou com poder aquisitivo razoável pra estar no humanices. Eu sei que, enfim... Eu sei que, enfim...
Algumas situações fazem com que seja mais confortável me expor para vender e em outros momentos eu me sinto bastante desconfortável e mesmo assim eu preciso fazer isso porque senão eu não tenho a renda necessária para continuar com os grupos. Então foi desse lugar que Cris, essa ouvinte aqui do podcast, ela veio conversar comigo sobre o Portal Despertar e eu percebi o quanto de resistência que eu senti, especialmente quando ela assinou o portal e ela fez uma pergunta, ela agora me ajuda por onde eu começo.
Porque eu acho que é exatamente isso que o Portal Despertar atual, ele traz enquanto angústia. Eu entro no Portal Despertar e sinto angústia. Então, o Portal Despertar atual, não sei exatamente quando que a gente vai lançar o novo, essa versão atual do Portal Despertar é uma versão de 2018. Pensa.
a gente consumia conteúdo digital de uma forma completamente diferente naquela época, tanto é que a forma de eu falar do Portal Despertar naquela época era como se ele fosse uma Netflix do autoconhecimento. Mas com a sobrecarga do online, em especial das pessoas que foram para a internet e pessoas muito boas que foram para a internet, especialmente durante a pandemia, quando a gente teve esse boom dos...
cursos online, dos processos de coaching e de tudo isso, de repente o online ele passou a ser a vida profissional de muitas pessoas é óbvio que eu não preciso oferecer uma Netflix do autoconhecimento pra ninguém, porque tem uma infinidade de conteúdos gratuitos no Youtube, tem uma infinidade de meditações gratuitas no Spotify, hoje você acha conteúdo gratuito sobre o que você quiser em qualquer plataforma estanchei estanchei estanchei
E de repente eu comecei a ter uma sensação com o portal despertar, a mesma sensação de quando você abre um armário, sabe quando você abre um armário e aí você olha dentro desse armário e você vê um monte de roupa, aquele armário socado de roupa dentro, mas que você não consegue ter tesão de usar nenhuma roupa porque mal dá para você enxergar o que você tem.
Esse sentimento de obesidade energética, de você olhar para o seu armário e saber que ele está entulhado de coisa que você usa sempre, a meia dúzia de coisas que você sempre usa, essa foi a sensação que eu comecei a ter com o Portal Despertar. E pensar que agora a gente está desenhando um novo Portal Despertar, que eu fiz um compromisso financeiro grande, um valor de investimento alto para termos um novo Portal Despertar.
E pensar que para fazer valer esse dinheiro, eu vou ter que vender online me traz uma angústia muito grande. E uma coisa eu sei, eu vou precisar fazer isso, porque ninguém está podendo rasgar dinheiro de eu fazer um investimento financeiro no desenvolvimento de uma nova plataforma e não ter um retorno.
E eu não vou conseguir fazer nada que não esteja profundamente alinhado com o que eu acredito que seja uma linguagem muito verdadeira e muito genuína e muito sem pressão. Da mesma forma que para o Manices acontecer, eu preciso ter um número X de pagantes e se eu não tenho esse número X de pagantes, eu não posso tirar do meu bolso para fazer um retiro e sair do negativo desse retiro, porque afinal de contas, por mais que eu ame estar em grupo, isso também é um trabalho.
E nos últimos dias eu me vi muito assim, lidando com essas questões, esse processo de abertura de vagas para o retiro, começar a organizar os conteúdos que vão do Portal Despertar, velho, horroroso, feio, confuso, gatilho de crise de ansiedade, para o novo Portal Despertar maravilhoso, organizado, perfeito, relaxante, calmo, claro, gente do céu, quantos gatilhos!
Mas eu resolvi falar sobre isso porque hoje eu tive um grande insight. E tudo isso que eu disse até agora talvez sirva para que esse insight, ele também sirva para você. E o insight que eu tive foi, independentemente do valor que já foi investido em coisas que são importantes para você na sua vida, tem uma frase que está me vindo na cabeça desde hoje, de manhã, que diz assim...
Que eu não sei, tá? Se eu tô inventando essa frase, se eu tô plagiando essa frase, se eu tô juntando duas frases em uma, mas assim, a frase é Onde não existe energia que não te demores. Talvez eu esteja juntando uma frase que já existe com outra. O que eu quero dizer com essa frase? Se não for pra ser bom, se não tiver energia disponível pra alguma coisa na sua vida,
não te demores nessa coisa, não se esforce pra fazer focinho de porco virar tomada, pra tirar leite de pedra. Essa frase, ela me veio, assim, com uma força tão grande hoje de manhã. Eu tava conversando com uma seguidora de longa data, Carol, querida, te mando um beijo, ela foi tutora na época do Liberte-se, ela foi pro último Manices, e hoje eu tava conversando com ela, assim, uma pessoa muito querida.
E conversando com ela, me veio gravando um áudio para ela, me veio uma clareza tão grande de que assim, gente, uma coisa eu tenho certeza. Se para fazer um retiro acontecer, eu precisar trair os meus valores ou fazer um movimento de botar pressão nas pessoas, de convencer as pessoas a participarem de um retiro, que talvez elas não estejam dando prioridade para isso nesse momento.
Ou se for para fazer o portal despertar, para continuar o portal despertar, eu preciso que ele renda mais do que ele está rendendo por mês. Mas se for para eu me desgastar, para eu perder a minha saúde, para fazer isso acontecer, eu não tenho problema nenhum em dar um passo para trás.
Eu não tenho problema nenhum em abrir mão do retiro e cancelar o retiro. Eu não tenho problema nenhum em falar, tá bom, eu fiz esse último investimento no Portal Despertar e não era pra ser, porque se custar a minha saúde mental, a minha tranquilidade, os meus valores, o senso de que eu não tô na internet fazendo uma venda escrota, que eu não tô botando gatilho de urgência ou de escassez, que eu não tô fazendo promessas vazias, eu tô tranquilo.
Tranquila, gente, de verdade, assim, claro que eu quero muito que dê certo e eu tô 100% comprometida com todas essas iniciativas acontecerem, do mesmo jeito que eu tô 100% comprometida com a minha clínica. Mas, neste momento da minha vida, aos 47 anos, na perimenopausa...
se não for pra ser bom, que a vida me mostre o quanto antes. Que eu vou me despedir dessas iniciativas com muita tranquilidade, com muita celebração, com muita gratidão a tudo o que foi, mas que por mais que seja especial pra mim,
Se eu tiver que estar na internet fazendo uma venda agressiva, desrespeitando as pessoas, fazendo promessas irreais ou, mais importante do que tudo, traindo os meus valores, não vale a pena.
E esse insight foi tão maravilhoso porque tirou completamente a minha ansiedade de que alguma coisa tenha que acontecer de uma determinada forma. Eu não preciso consertar a realidade para que aquilo que eu quero que aconteça tenha espaço. Eu não preciso fazer focinho de porco virar tomada. Eu não preciso tirar leite de pedra.
Se é pedra o que eu tenho, é pedra o que eu tenho. E se eu quiser escolher se eu fico com a pedra ou não, ótimo, eu tenho uma escolha. Mas eu não vou trair os meus princípios para que essa pedra possa ser ordenhada. Eu não sei exatamente qual é o desafio que você está vivendo na sua vida nesse momento, mas eu queria de verdade te fazer essa pergunta. O que você prefere? Você prefere a ilusão de que você pode controlar algo?
E nesse exercício do controle, se trair, trair os seus valores, perder a sua saúde mental, trair os seus princípios, fazer algo que você não se sente confortável fazendo, vale a pena? Vale a pena tentar fazer focinho de porco virar tomada? Porque não vai virar. E o quanto que a gente se desgasta tentando fazer a vida caber nos nossos sonhos? Tem uma música de Cazuza que diz assim, Quem não sabe amar...
Vive esperando alguém que caiba nos seus sonhos. Eu tô cansada de tentar forçar a vida a caber nos meus sonhos. Então, nesse momento, assim, eu tô até imaginando eu liberando os meus sonhos, assim, sabe?
num gesto de entregando para o universo, assim, nessa redenção de que o que tiver que ser, vai ser. Eu estou até fazendo um movimento com a mão, assim, como se eu estivesse jogando sementes para cima, assim. Até te convido a fazer esse movimento junto comigo. Joga suas sementes. Joga suas sementes para cima. E se o solo for fértil, elas vão germinar. Se não, não há nada que você possa fazer a respeito.
Muito obrigada pela companhia ao longo de mais esse episódio. Como eu disse, eu sinto uma gratidão gigantesca por poder contar com você aqui, me ouvindo, me dando oportunidade de falar tudo isso, que é sempre tão importante para mim falar. Gente, muito obrigada por me darem essa oportunidade, viu? De verdade.
Então é isso, gente. Aguardem as novidades, aguardem quando o Portal Despertar estiver pronto. Eu vou fazer o maior furdúncio nessa internet, porque eu quero que vocês venham, eu quero que ele continue existindo, mas sem fazer de ninguém gato sapato, sem se respeitar ninguém.
Se o próximo Manice tiver o número mínimo de pagantes, vai ser maravilhoso dançar o equinócio de primavera com vocês. Se não, eu vou dançar o equinócio de primavera sozinha, do mesmo jeito.
E sempre agradecendo muito por ter você na minha vida, mesmo que você nem acredite que eu sou tão grata assim. Eu agradeço demais a companhia ao longo desse episódio, agradeço demais a companhia ao longo dos últimos 12 anos. E a gente se vê muito em breve com o próximo conteúdo aqui, seja dentro do Portal Despertar ou, quem sabe, trocando abraços em carne e osso no próximo Manices.
Um beijo muito grande para todo mundo. Fiquem todos com Deus e tchau!
À Beira do Sentir
CartasExiste vida antes de morrer?
LivroHUMANICES - Edição Primavera
Insight Fatores Humanos
Retiro de primavera