#251 Você precisa se perdoar mais
Você precisa se perdoar mais
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Perdoe
- É Preciso PerdoarRafael Nadal · Roger Federer · Tênis · Lidar com erros · Autoperdão
- Viver o presente e a importância do perdãoAdmitir erros · Não ser perfeito · Intenção de fazer o melhor · Chico Xavier · Começar agora e fazer um novo fim
- Auto-perdãoPerdão para si mesmo · Seguir em frente · Encerrar o assunto
Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou Marcelo, seja bem-vindo ao podcast. Hoje eu vou comentar sobre um texto que eu postei lá em 2022, Você Precisa Se Perdoar Mais. O texto não é meu, né, não foi publicado no blog Valores Reais, mas eu, como nem sempre a criatividade vem, né, quando eu acho um texto legal também republico lá no blog. Lógico, dando os créditos devido ao autor. No caso, esse texto era na época que tava rolando o Grand Slam da Austrália, né, lá em Melbourne, e o Meligeni, né, Fernando Meligeni, tenista brasileiro/argentino, escreveu um texto bacana sobre saber se perdoar.
E o pessoal lá do Valores Reais publicou esse texto, e eu— então é uma quarteirização assim de conteúdo. Porque o texto na verdade é do Meligeni. Daí ele falava assim, né, a arte de se perdoar pelo Rafael Nadal. Fiquei pensando como eu abordaria o jogo de hoje. Ele foi espetacular em todos os sentidos, pela emoção, pela competitividade, pelo lado mental, físico ou tático. Foi maravilhoso. Quando conheci o Nadal com 15 anos dentro de um vestiário, fui surpreendido.
Ao me dizer o que ele achou de um jogo meu como se tivesse 30 anos, não imaginava que 20 anos depois ele continuaria me ensinando e surpreendendo. Hoje ele me fez perceber a forma linda e perfeita que ele lida com o jogo, a forma que ele se perdoa dentro da quadra. Tênis é um duro esporte onde erramos quase todos os pontos. Aqui vou fazer um parênteses. Tem um discurso famoso do Roger Federer, né, o tenista suíço aí que ganhou tudo que podia ganhar, falando que se pegar as estatísticas, ele ganhou pouco mais da metade dos pontos que ele disputou na carreira.
Então assim, o tênis é um esporte onde mesmo os ganhadores perdem muito, né? Fecha parênteses. Em mais de um momento escolhemos errado, fazemos besteira, e nossas escolhas nos fazem perder. Tão parecido com o que vivemos no dia a dia. Vamos ao jogo. Ele entra em quadro nervoso e com a tática que não dá certo, percebe que precisa mudar. Ele reclama? Se culpa? Não. Ele se perdoa, pensa e executa. Sua luta, sua atitude, coloca no jogo.
Saca para o segundo sete e falha. Joga errado e mal. Ele abaixa a cabeça? Não. Se perdoa pelo erro que, entre aspas, poderia ter acabado com o jogo. Entra no terceiro set diferente e muda a partida. Vence o set sendo mais agressivo e o quarto set também. Cometeu erros? Sim, menores, mas cometeu. Não baixou sua intensidade. No quinto e último set tinha a chance de ganhar seu 21º Grand Slam. Joga muito e vai sacar para o jogo. Erra, sente a pressão.
Qualquer jogador reclamaria, brigaria, abaixaria a cabeça, se culparia. Não, Rafael Nadal não. Ele entende que é do jogo errar, é da vida. E ao invés de buscar um culpado, chorar, olha para fora, se perdoa e continua pensando em como, onde, de que forma ele vai vencer. Nadal vence. Nem sempre o faz. Muitas vezes perdeu, errou, sentiu, mas sempre se perdoou. Sabe por quê? Simplesmente porque erramos. Não somos perfeitos. E se ficamos no erro, já era.
Aceitar que erramos querendo resolver o que aconteceu é a chave de um grande esportista que hoje sempre nos mostra que sempre existe o próximo ponto. E agora, né, esse acabou a fala do Merigem. Esse texto aqui foi escrito pelo pessoal do Valores Reais. E como tudo isso se aplica em sua vida pessoal? Em primeiro lugar, saiba admitir que erros irão acontecer, que você não é perfeito, e que o fundamental é que você estava agindo com a intenção de fazer o seu melhor.
Claro que nessas horas, quando se tem mais conhecimento, quando se tem mais maturidade, a primeira coisa que vem à mente é 'Eu poderia ter feito isso de forma diferente no passado.' Quem nunca, né? Depois que passou o fato, né, daí de cabeça fria pensa: 'Puts, eu poderia ter feito diferente, falado outra coisa, feito outra coisa.' Mas enfim, passado já foi. Você pode ter a certeza de que fez as escolhas certas, considerando as circunstâncias da época e seu conhecimento da época.
Não tinha como ser diferente naquela época. Hoje, com outra cabeça, outra mente, outra visão de mundo, com mais conhecimento, sabedoria, discernimento, você provavelmente não faria coisas que fez no passado. Muito fato isso aqui. Mas o ponto é exatamente esse: saiba se perdoar. É como aquela famosa frase atribuída ao Chico Xavier, mas que ninguém sabe se é dele mesmo: você não pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas pode começar agora e fazer um novo fim.
Esse é o ponto: aprenda com os erros do passado para quando, defrontando-se com situações inéditas aqui e agora, você aja de modo diferente e melhor. Na vida, assim como no tênis, sempre tem uma próxima oportunidade, um próximo mês, uma próxima semana, um amanhã, um hoje recheado de possibilidades para ser preenchido com novas attitudes e novos comportamentos. E a conclusão aqui do pessoal do lado dos valores reais é: errar faz parte do jogo, né, faz parte da vida, e perdoar também faz, ou deveria fazer.
Não seja tão rígido consigo mesmo, leve a vida de forma mais leve, carregando menos sentimentos de culpa e mais sentimentos de gratidão. Gratidão por estar vivo, por ter consciência de novas possibilidades em sua vida, por continuar a percorrer essa estrada que se chama vida. Assim tudo se tornará mais tranquilo e mais proveitoso. E esse texto aqui, né, aqui ele termina. Esse texto aqui me faz lembrar de um capítulo, né, que eu coloquei lá no meu livro Conselhos de um Pai para Seus Filhos, que é o Perdoe-se, né.
Lá eu conto uma coisa que aconteceu comigo. Eu vou deixar o link aqui nos comentários, né. Aconteceu comigo na minha infância, eu nunca perdoei. Mas quando eu fiquei adulto, enfim, lá eu dava o evento certinho, eu consegui perdoar aquilo que aconteceu. E isso, nossa, tirou várias toneladas dos meus ombros, saí muito mais leve ali aquele dia. E daí eu aprendi que perdão não é para outra pessoa, né? Por mais que fale, ah, você vai perdoar ele, né, ou ele, ela que fez isso aí para você.
O perdão não é para outra pessoa, o perdão é para você. É para você botar uma pedra naquilo e seguir em frente, esquecer o passado. Passado já foi, deixa para lá, e vida nova, tá? Então o perdão é para você, não é para outra pessoa. Você tá, quando você perdoa, você tá encerrando aquele assunto tirando aquilo de dentro de você, e vida que segue, tá bom? Bom, por hoje é isso. Um abraço, fiquem com Deus. Tchau, tchau!