#253 Não se contente apenas com o estudo formal
- Formação Universitária· EducacaoCursos rápidos e mentoria · Livros, podcasts e filmes · Habilidades universais · Hobbies e manutenção da mente
- Criatividade e Gênios Criativos· CulturaReaprendizagem criativa · Combinação de inputs para outputs · Pensar fora da caixinha
- Disciplina e constância nos estudosImportância do estudo formal · Renda e ensino superior · Mercado de trabalho e profissões
- nova dinâmica globalVelocidade das transformações · Novas tecnologias e habilidades · Inteligência artificial
- Conhecimento e Aprendizado· EducacaoObras de gigantes · Continuidade do conhecimento · Idade das Trevas
Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou o Marcelo, seja bem-vindo ao meu podcast sobre o que dá vontade de eu falar. Hoje eu vou falar sobre estudo formal, para a gente não se contentar só com isso, né? Eu fiz faculdade, né, fiz o roteirinho todo aí, passei os 8 anos do ensino fundamental, 3 anos do médio e técnico, 5 de faculdade, e depois ainda fiz uma pós, mais um ano e tal. Minha esposa também, enfim, roteirinha aí de quem nasceu nos anos 80, 90.
E eu acho que é essencial, né? Eu não vou ser daqueles que vai falar: não faça faculdade, abandona a faculdade, né? Ninguém precisa de faculdade. Não. Discordo. A gente tem as pesquisas aí que mostram que quem tem ensino superior tem uma renda muito maior do que quem não tem. Então assim, estudar é importante e faz diferença na vida das pessoas, ainda faz. É claro, é importante, é importante você estudar coisas que, né, tenham um mercado quando você se formar, né?
As profissões de sempre aí, né, engenharias, Medicina, odonto, direito, enfim, arquitetura, né, coisas que tem mercado. Se você for fazer, sei lá, faculdade sobre Star Wars, talvez não tenha tanto, tanto mercado assim. Nem inventei um exemplo besta aqui, mas enfim, é só para ilustrar. A gente precisa ter, né, tem cursos que não tem mercado, infelizmente, tanto que eles acabam tendo pouca procura, né, e acabam com o tempo, deveriam ao menos, né, com o tempo serem reduzidos ou talvez não mais oferecidos.
Mas enfim, tô divagando aqui. Qual é o meu ponto? Eu acho que eu entendo que além do estudo formal, né, a gente tem que ir além Não se contentar só com estudo formal. Não existe uma linha de chegada dos estudos, né? Ah, terminei a faculdade, beleza, uhul, completei a maratona, agora chega, nunca mais vou estudar na vida. No passado podia ser até que isso resolvesse, né? Mas não acho que hoje em dia seja assim uma boa decisão. É claro, não precisa continuar fazendo faculdades e faculdades e faculdades, fazer outro curso superior outra pós, né?
Também chega uma hora que ninguém aguenta mais ir para faculdade encarar aluno, colega de classe do Uber, etc. Mas a gente pode continuar aprendendo com outras coisas: músicas, podcasts, livros, aqueles cursos rápidos sobre um assunto que te interessa, mentoria, né? Você ter contato com alguém mais experiente que pode te ensinar coisas, te faz ganhar tempo, né? Te faz cortar caminho na carreira. Na vida. Enfim, esse tipo de coisa, filmes, séries, etc.
Material bom, né, sempre ajuda, porque a gente, o mundo muda, né, muda, o mundo muda muito mais rápido do que na época dos nossos pais, dos nossos avós. Muito do que eu uso hoje aqui no dia a dia não existia quando eu tava na faculdade. Eu me formei em 2013, fazem 13 anos, não é tanto tempo assim. Mas, por exemplo, WhatsApp era incipiente, YouTube também não era tão grande como é hoje. O que eu faço aqui de podcast, blog— blog era grande, né, a pessoa escrevia mais do que fazia outras coisas.
Mas, por exemplo, Instagram não era esse negócio gigantesco, inteligência artificial nunca tinha ouvido falar, acho que nem existia. Eu brinco que a maior tecnologia que eu tinha na época era o Dropbox, né, que dava para editar o mesmo arquivo em vários computadores sem precisar ficar manda por email, salva, etc., levar pendrive. Enfim, na minha época ostentação era ter um pendrive de 128 GB. Enfim, então a gente tem que continuar aprendendo simplesmente porque o mundo muda, então novas habilidades vão ser necessárias, né.
Algumas serão sempre necessárias, tipo saber falar em público, saber fazer uma apresentação, saber conversar ao telefone, saber escrever bem. Até para você usar IA você precisa saber escrever bem para você conseguir indicar para IA o que você quer dela, né? Então você precisa saber escrever. Então são habilidades assim universais, né? Mas outras você pode ir aprendendo por hobby ou só para manter a mente ativa, né? Um outro idioma, sei lá, corte e costura, marcenaria, assentar piso, instalações elétricas, programação.
Enfim, são coisas que você pode aprender não necessariamente porque você vai usar para trabalhar, né? Mas para te manterem ativo. E sobre isso de manter ativo, na época da pandemia, né, eu fiz vários cursos gratuitos, né. Muita gente deixou os cursos aí abertos, né, os produtores, para o pessoal ter o que fazer, né. Tava todo mundo em casa. E eu lembro que um dos vários cursos que eu fiz, então só um parênteses, eu já fiz curso de apresentação, de oratória, de finanças pessoais, fiz curso de criatividade, de um monte de coisa.
E um desses cursos que eu fiz foi do Murilo Gann, que era sobre criatividade, reaprendizagem criativa, coisa assim. Não lembro o nome exatamente, infelizmente o curso não existe mais. Mas de todas as aulas que ele deu, uma que eu lembro, que ele falava que a gente não cria nada do zero, né? A gente combina coisas que a gente já conhece para criar um uma outra coisa. Então a gente precisa de vários inputs, né, várias coisas, várias entradas no nosso repertório: livros, filmes, séries, músicas, podcasts, textos, blogs, etc., cursos, para a gente ter muito repertório para criar conexões e gerar outputs, as ideias.
Eu percebo isso ultimamente nos meus textos, tal. Às vezes eu tô escutando um podcast, esses dias eu tô escutando um podcast sobre basquete, né, que daí o cara falou sobre design de jogos, né, game design, falou sobre regras, tal. Eu associei aquilo com legislação, com política, economia, tal. Ou seja, Porque então assim, você começa a fazer conexões às vezes com temas que parecem que não tem nada a ver, mas existem uma conexão entre eles, sabe?
Isso te ajuda a pensar fora da caixinha, né? A ser criativo, ter ideias diferentes, enfim. Então não parem de estudar quando terminarem o ensino médio, ensino fundamental, faculdade. Siga em frente, continuem estudando. Eu sei que tem vários livros sobre isso, né? Talvez o que eu lembro agora é aquele Lifelong Learners, né? Mas enfim, o que vale é estudar. Quando eu falo estudar, não precisa ser aquela coisa chata, modoenta, tipo, ah, você não tá, né, lá na mesinha lá, fica lendo, fazendo exercício.
Não, não tô falando disso, tô falando de ter as antenas, né, as orelhas abertas para os olhos abertos para captar coisas novas, né. Tem uma frase que é atribuída ao Einstein que diz que os cérebros são como os paraquedas, né, ele só funciona, ele só funciona quando estão abertos. Então é basicamente isso, você tá aberto a receber conhecimento, né, histórias, ouvir as outras pessoas, pessoas, enfim, para criar coisas novas, tá bom?
E claro, vai juntando o que você sabe, vai passando isso em frente. Às vezes não é você que vai criar alguma coisa nova, mas o conteúdo que você transmitiu para alguém, esse alguém vai usar para criar uma coisa nova. Parafraseando de novo uma frase antiga, e não faço ideia de quem disse, mas que eu já usei em um dos meus livros, é que Se eu enxerguei mais longe, né, é porque estou sentado nos ombros de gigantes. Ou seja, foi todo aquele acúmulo de conhecimento, né, que a humanidade vai criando ao longo do tempo, permite que as atuais gerações e as próximas inventem coisas novas, né.
E por isso que falam muito sobre a Idade das Trevas na Idade Média, né. Porque assim, meio que se rompeu a sequência, né, com o fim do Império Romano e tal. É muito do conhecimento não teve continuidade, né. Graças a Deus algumas coisas foram salvas aí pelos monges, pelos mosteiros, né. Algumas coisas ficaram no Império Romano do Oriente, né, Império Bizantino. Mas a ideia é essa: a humanidade ela vai criando coisas novas num fluxo, né, constante assim, de acúmulo de conhecimento que vai gerando os próximos passos, né?
São pequenos passos, só que você precisa de um acúmulo grande assim. Você não pode interromper esse fluxo. Então, se interrompe esse fluxo, a gente perde o conhecimento passado. E talvez a nossa mente trabalhe parecida. Se a gente para de estudar, a gente perde, né, o fluxo, perde o fio da meada, né, e talvez não consiga aprender mais ali a partir de um ponto. Mas enfim, agora eu já tô divagando. Por hoje é isso, fiquem com Deus, espero que tenham apreciado esse podcast. Vou tentar gravar mais conteúdo daqui para frente, tá bom? Abraço, tchau tchau!