Episódios de O Fascinante Mundo do Sensoriamento Remoto

Episódio 329 - Netflora - Embrapa inovando no inventário florestal

04 de maio de 202632min
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Já se perguntou como o sensoriamento remoto pode transformar para sempre a silvicultura? 🌳 Vamos falar sobre uma ferramenta revolucionária!

Marque alguém que precise conhecer essa inovação!

Neste episódio, vamos nos aprofundar no lançamento do NetFlora, um plugin revolucionário que aprimora o inventário florestal usando sensoriamento remoto e IA. Desenvolvido pela Embrapa Acre, pelo pesquisador Mauro Alessandro Karasinski, orientando de doutorado da Profa. Ana Paula Dalla Corte, professora de nossa pós em Sensoriamento Remoto.

Imagine identificar palmeiras na Amazônia sem esforço! Com essa ferramenta, os pesquisadores agora podem identificar espécies e sua densidade com precisão surpreendente. Isso não é apenas tecnologia; é uma forma de democratizar o conhecimento em sensoriamento remoto.

À medida que adotamos novas tecnologias, o potencial para melhorar a biodiversidade e o manejo florestal é ilimitado. 🌍

Qual é a sua experiência com sensoriamento remoto? Vamos discutir!

Episódio completo - link na bio

#SensoriamentoRemoto #IA #NetFlora #Inovação #Biodiversidade #GestãoFlorestal

Participantes neste episódio2
G

Gustavo Ferreira

HostEditor-assistente
C

Cristian Cunha

Co-hostProfessor
Assuntos13
  • NetFlora: Plugin para Inventário FlorestalUso de sensoriamento remoto e IA · Identificação de espécies e densidade · Democratização do conhecimento em sensoriamento remoto · Embrapa Acre · Mauro Alessandro Karasinski · Ana Paula Dalla Corte
  • Desafios do Inventário Florestal TradicionalTrabalho de campo intensivo · Identificação manual de espécies · Dificuldades logísticas e de acesso · Alto custo e tempo de execução
  • Aplicações e Potencialidades do NetFloraIdentificação de palmeiras na Amazônia · Melhoria da biodiversidade e manejo florestal · Uso em diferentes biomas brasileiros · Planejador de voo integrado · Redução de custos e tempo em campo
  • Democratização do Sensoriamento RemotoAcesso a ferramentas e conhecimento · Plugin NetFlora como facilitador
  • Tecnologias de IA em Sensoriamento RemotoRede neural YOLO (You Only Look Once) · Evolução da tecnologia YOLO · Reconhecimento de padrões além da assinatura espectral · Deep learning
  • Inteligência ArtificialRede neural artificial YOLO (You Only Look Once) · Evolução da tecnologia YOLO desde 2016 · Reconhecimento de padrões além da assinatura espectral · Uso de contexto, forma e textura · Versão 7 utilizada no NetFlora
  • Comparativo com Métodos Tradicionais de Inventário FlorestalDificuldades e tempo gasto em campo · Subida em árvores altas para coleta de folhas · Montagem de laboratório em campo · Identificação de espécies por manuais e coleções botânicas · Medição de diâmetro e altura de fuste
  • Curso EAD NetFlora da EmbrapaPlataforma e-Campo da Embrapa · Conteúdo prático e tutorial · Disponibilidade de banco de dados para teste
  • Experiências de Campo e BiodiversidadeVisita ao norte de Mato Grosso e sul do Pará · Identificação de espécies em florestas densas · Observação de fauna em reserva · Viagens de barco e trilhas
  • Cursos e Disponibilidade do NetFloraCurso EAD gratuito na Embrapa · Disponibilidade no GitHub · Uso via QGIS e Python (Google Colab) · Banco de dados para teste fornecido · Acesso a imagens de drone via OpenAerials
  • Importância da Escalabilidade e Mercado GlobalAtivos de biodiversidade e mercado de carbono · Certificações para exportação de produtos · Otimização de inventários florestais em escala global · Tendência de uso de drones e LiDAR
  • Aplicações para Pequenos e Médios ProdutoresVerificações para Cadastro Ambiental Rural (CAR) · Aplicações em preservação, conservação e monitoramento · Facilitação para comércio e crédito
  • Experiências de Campo e AventuraVisita a seringais no Acre · Dificuldades de locomoção em mata densa · Viagem para o norte de Mato Grosso e sul do Pará · Observação de fauna em reserva da Serra do Caxim · Navegação em rios da Amazônia
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Olá, eu sou o professor Gustavo Ferreira. Eu sou o professor Cristian Cunha. E eu sou o professor Gustavo Batista. E esse é o fascinante mundo do censureamento remoto. O maior podcast em língua portuguesa de censureamento remoto e geotecnologias do mundo.

Olá, nós estamos começando mais um episódio do podcast O Fascinante Mundo do Censureamento Remoto. Episódio 329, Netflora, Embrapa, inovando no inventário florestal. Essa semana foi divulgado o lançamento de um plugin para o QGIS do Netflora. Netflora é um projeto da Embrapa...

Acre. O responsável foi orientando de mestrado da professora Ana Paula Dallacorte, que é professora na nossa pós-graduação em censureamento remoto. Ela orientou uma tese de doutorado que foi defendida do ano passado, do Mauro Alessandro Karazinski.

O título do trabalho é Onde Estão as Palmeiras na Amazônia? Censureamento remoto e inteligência artificial aplicados à análise espacial da ocorrência e densidade de espécies. Só que antes de a gente aprofundar nesse tema...

Eu queria cumprimentar meus companheiros de bancada, professor Gustavo e professor Christian. Tudo bem com vocês? Falei, gente. Tudo certo? Hoje a gente vai entender um pouquinho, ou pelo menos...

Tentar apresentar essa ferramenta e o quão... Eu ia falar disruptivo, mas é um termo que já está em desuso. Mas é, mas é. Porque todo mundo usa tanto isso para fazer... Mas se você pensar em termos de reconhecimento de espécies, para inventário, é disruptivo.

Pois é. Então, assim, é uma ferramenta que tem um potencial absurdo e que está aí gratuita, então você consegue acessar, seja pelo QGIS, direto no plugin, ou pegando a ferramenta via Python mesmo ali. No Collab, né? É, no Google Collab, enfim, em qualquer outra plataforma. Eu falei do Collab porque o João Ferigato gravou um vídeo, né? Isso, João, que é.

o Colab, mostrando as vantagens de usar o Colab. Professor de inteligência artificial das pós aí. E o interessante é ver que coisas de teoria mesmo, da parte de inteligência artificial que foram pensadas há anos e agora estão rendendo esses frutos para a nossa...

para o nosso lado aqui de monitoramento, e a ideia é explorar o que é isso, o que é o plugin, como funciona e tal, e potencialidades também. Acho que é importante a gente falar onde ele pode ser aplicado, alguns casos. E aí, Cris, tudo bem? Um mês de Manchester. Um mês de Manchester, muitos dias de sol aqui, até achei que eu estava no país errado, até fui olhar no celular mesmo, no GPS.

Eu falei numa conversa nossa interna aqui, só para divulgar aqui para os nossos ouvintes, que tinham largado o Christian no Piauí, e ele achou que estava na Grã-Bretanha. Porque era um sol para cada um, não é, bicho? Nas fotos que você mandou.

Não, é, exatamente. Ficaram rodando no Brasil ali, foram umas duas, três vezes do norte ao sul, nordeste, e ele falou, não, agora vamos largar esse cara do nordeste aqui e dar uma girada nele, ó, tá aqui, ó, chegou em Manchester, ele não era. Mas tudo bem. Welcome to Manchester City. Engraçado, todo mundo aqui fala inglês, mas eu acho que não é. Exato. Ah, mas isso é uma característica do Piauí também. Da galera do Piauí. Brincadeiras à parte, assim, eu fico muito feliz quando eu vejo um plugin como esse do Netflora.

porque, como o Gustavo usou a palavra, é disruptivo sim, por vários pontos. Primeiro que eu estou até adotando esse termo e quero que isso se torne uma realidade, porque eu acho que a minha próxima briga como pesquisador é a democratização do censureamento remoto. Aí vai pensar assim, pô, mas isso aí já é, Christian, muita gente utiliza. Não, uma coisa é utilizar, outra coisa é você conhecer realmente o que você está usando.

Uma coisa é você se apropriar do conhecimento. E acho que essa é uma briga que eu quero ter e quero tomar para os próximos anos da minha vida como pesquisador, como professor, é trazer essa democratização, fazer com que as pessoas tenham acesso a tudo que for facilitar a vida delas. E esse plugin vem nesse intuito.

A gente pode discutir limitações, métodos, o que quer que seja relacionado a isso, mas o próprio João, como vocês citaram ali, ele fala comparativo da limitação do plugin em frente a você utilizar no Collab, mas acho que o ponto principal não é se é bom ou se é ruim, o ponto principal é que existe, foi pensado, se treinou um modelo e hoje você tem a possibilidade de rodar um...

uma inteligência artificial, um banco de dados para a sua área e identificar palmeiras, identificar castanheiras e outras espécies. Eu fiz o curso do Netflora, porque ele tem também no GitHub, você consegue lá acessar e fazer o curso do Netflora, treinar os dados. É muito interessante. Eu, assim, fico muito feliz de falar sobre o Netflora. Na verdade, já falava sobre ele quando...

tinha só o GitHub ali, sempre quando tinha alguma apresentação de inteligência artificial, eu gosto sempre de trazer as coisas que o Brasil faz, porque a gente fica muito focado no que o Kinsan Roo desenvolveu lá, o GEOA, e ele desenvolveu isso, aquilo que é fantástico, mas peraí, tem gente no Brasil fazendo coisa muito legal e a gente tem os hábitos, e às vezes nem tem noção que é Madem Brasil, como a gente fala. Exato.

Eu me lembro, em 2024, no meio do ano, quando eu cheguei no Acre,

para fazer uma visita de campo para definir os pontos amostrais do inventário de biodiversidade, que ia ser feito em três seringais, 55 mil hectares, eu e o Gustavo já tínhamos feito toda a parte geotecnológica e eu estava indo, inclusive, com os seringais impressos para fazer marcação, porque logo depois que eu saísse, ia chegar a equipe de campo.

E esses caras chegaram a ficar quase 30 dias no campo. Eles tiveram... Teve um dia que eles andaram 20 quilômetros de mata. Os cavalos atolaram na argila. Foi uma dificuldade para desatolar os cavalos. Eu vi a foto. As quatro patas enfiadas na lama, porque os caras estavam fazendo inventário. E uma das coisas que me chama a atenção...

Eu até resgatei isso, eu estive agora na Amazônia na semana passada, eu estive no norte do Mato Grosso e no sul do Pará, e eu estava mostrando para uma amiga como é o processo de inventário, da identificação das espécies. Então, muitas vezes, o cara sobe na árvore com um podão.

às vezes você tem lá uma árvore de 42, 48 metros, como as castanheiras, as castanheiras não têm tanta dificuldade de você identificar, mas tem muita árvore alta, muita árvore alta. Então o cara sobe com podão, tira folhas, leva, e eu mostrei isso porque os caras montam um laboratório no quarto do hotel ou na base que eles tiverem de campo, porque eles levam uma antena Starlink do projeto, e eu mostrei.

E, com isso, eles ficam tentando fazer a identificação dos indivíduos, confirmando essa identificação a partir das folhas. Então, eles têm lá diversos manuais para poder verificar isso, internet e um monte de acesso aos biotérios, enfim, às coleções botânicas existentes no mundo.

para poder bater aquele indivíduo e confirmar que é tal espécie, nome científico e tal. Isso, além de fazer a medição do diâmetro, altura do peito, e mais altura de fuste e altura total do indivíduo. E todas as árvores dentro de mil metros quadrados são inventariadas.

Eu fico pensando, bom, a gente gasta um mês para fazer 41 parcelas de mil metros quadrados numa floresta ombrófila densa, a gente já fez isso mais de uma vez, é normalmente um mês com três caras de campo e caras bons de campo, é gente que sobe em árvore com uma facilidade enorme, como é o caso do Sévio.

eles fazem esse levantamento, o Daniel vai junto lá com o Pedro, o Pedro é o coordenador de campo, é uma equipe do Rio que trabalha com isso de forma muito intensa. E aí, quando eu cheguei no Acre, um amigo nosso, que é ligado ao Seringais, chegou para mim e disse que tem um cara aqui da Embrapa que está fazendo reconhecimento usando inteligência artificial e drone.

Falei, ah, legal. Aí eu comentei com a Ana Paula a respeito, e ela me disse, ah, é meu aluno, é meu orientando de doutorado. Uma coincidência muito grande, ele defendeu dois anos depois. Então, eu já comecei a olhar os resultados preliminares naquela época. Eu estou matriculado no curso também, porque tem o curso EAD, NetFlora.

na Embrapa. E esses cursos são muito legais. Eu fiz o de BioAS, que é o de análise de biodiversidade em solos. Fantástico, material maravilhoso. E vou começar esse do Netflora, porque eu vi hoje que estava disponível, estava viajando, cheguei agora há pouco tempo. Então, vi hoje, já me inscrevi.

para fazer de forma gratuita o curso. Mas qual é a grande vantagem? Você está sobrevoando com o drone, e eu fico pensando no seguinte, cara, se a gente faz o reconhecimento de espécies, porque pelo que eu vi na descrição do material, desse plugin, ele foi treinado...

com uma quantidade muito grande de cenas para poder fazer esse tipo de ajuste. No plugin, você tem um planejador de voo também, além do reconhecimento para os diversos biomas, aí nós estamos falando de Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampa, e ainda tem o personalizado que você pode executar com modelos fornecidos por você mesmo.

mas você tem um planejador de voo. Por quê? Porque a entrada normalmente são orto-mosaicos de drones, imagens aéreas e imagens raster de alta resolução. Então, se você tiver também uma imagem de alta resolução do seu sistema, você consegue fazer esse tipo de análise, esse tipo de inventário.

Então, ele utiliza uma rede neural artificial, que é o IOLO, na versão 7, para a identificação das espécies florestais e outras classes de interesse, a partir, então, desses dados. Com isso, eu fiquei pensando no seguinte, cara, se a gente tem a possibilidade de fazer o levantamento em campo com...

faz um voo e você tem ali quais são os indivíduos. Então você já tem quais são os indivíduos, as espécies existentes na parcela e você sabe qual é a densidade delas, quanto você tem delas, certo? Nessa área de mil metros quadrados. Se você acoplar ao seu sistema drone um LiDAR,

você consegue com a nuvem de pontos, dependendo, é claro, do tipo de densidade, inclusive tem uma outra tese que a Ana Paula orientou depois, que é justamente nessa linha, que é você fazer a verificação dos dados alométricos, ou seja, as medições do diâmetro, altura do peito e as alturas dos indivíduos. E com isso, cara, você reduz essa atividade de campo.

que normalmente a gente gasta um mês, estou falando de pensar em, de repente, uma semana de trabalho de campo, fazendo esse levantamento e depois o reconhecimento dos indivíduos. Define as parcelas de forma aleatória, você tem a nuvem de pontos levantada no sobrevoo das áreas, e aí você tem essa possibilidade de agilizar o processo. Fico pensando na escalabilidade de um projeto como esse.

Claro, como a gente tem muito dado de campo no sistema tradicional, é fácil você também verificar a acurácia desse tipo de análise. Mas é uma tendência cada vez mais as pessoas trabalharem com as questões em escala global, porque isso vai otimizar bastante.

o levantamento, o inventário florestal, utilizando esse tipo de estratégia de censureamento remoto.

E aí, Gustavo, o que você me diz? Pegando esse finalzinho aí, que você comentou, da parte de ser, de pegar a escala em nível global, o quão importante isso é hoje em dia. Então, a gente tem, por exemplo, para a questão de ativos de biodiversidade, até mesmo para... Regulado de carbono, que está aprovado. Para mercado de carbono, ou até mesmo para você atestar o maisável.

outro tipo de certificação, que valha... Que seja uma chancela para você conseguir exportar determinado produto, enfim, vender no mercado global, de forma global. Escalar nesse nível também. E aí, quando você pega esse gargalo do tempo, quando você faz, vamos dizer assim, um inventário da forma tradicional...

você consegue otimizar muito as coisas, utilizando, é claro, ainda vai ter um tempo de execução, ainda tem um tempo de verificação, mas a gente está falando aí de uma fração do que era antes. Então, é muito importante ver, e quando eu falei da questão da tecnologia, da forma, do método que foi empregado, no caso aí, a Yolo, de...

You Only Look Once. Você só olha uma vez, acho. Acho que tem um outro Yolo também, que é tipo, você só vive uma vez. É uma coisa assim. Aí eles pegaram... You Only Look Once. Isso. E aí o Yolo original, vamos dizer assim, é o você só vive uma vez. É esse você só olha uma vez. Enfim, o ponto que eu quero chegar é mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais

Esse método, eu dei uma buscada aqui agora. O primeiro paper do Iolo é de 2016. Na verdade, é 2015 como pré-print, mas foi publicado em 2016. Então, a gente já tem 10 anos de evolução.

só dessa tecnologia, né? É claro que eu também não estou pegando assim, ah, não, mas redes neurais vêm lá dos anos 50 e tal, sim. Mas dentro do contexto de hoje, com o hardware que a gente tem hoje, com a possibilidade de desenvolver softwares específicos que a gente tem hoje...

Então, em 10 anos, se evolui, assim, absurdo. E ainda que o NetFlow esteja usando a V7, se eu não estou enganado, já está aí nos dois dígitos de versão, né? 10, 11, 12, enfim. Então, ou seja, esse negócio ainda vai ser atualizado.

para melhorar ainda mais essas questões. E eu fico pensando, por exemplo, no pequeno e médio produtor, sabe? Para fazer verificações relacionadas ao cadastro ambiental rural, coisas do tipo. Então, é uma...

uma ferramenta que ela abre múltiplas portas, sabe? Para todos os ramos, né? Então, de preservação, de conservação, de monitoramento, de comércio, de crédito, sabe? Então, tem muitas aplicações bacanas com um olhar específico nosso de, assim...

a maior empresa, a maior instituição, provavelmente, a nível global, que cuida dessa parte da agricultura, até mesmo da agroindústria e tal, que é a Embrapa. Então, é uma ferramenta forte, com um nome forte por trás, então só resta propagar isso, testar mesmo, vamos colocar em...

para rodar em vários contextos aí e ver o que a gente consegue extrair, até mesmo para entender as limitações. Então, é muito importante o nosso papel enquanto pesquisador, analista, especialista e tal, de fazer toda essa parte de rodar mesmo o negócio.

rodar e entender em qual contexto por exemplo, aqui onde a gente mora, aqui no caso o professor e eu, aqui no Cerrado, em qual contexto ele se encaixa melhor então é um ótimo trabalho inclusive trabalho acadêmico mesmo de você pegar isso daí, cara, vou publicar alguma coisa nesse sentido

Vamos ver qual é o desempenho do Netflora no inventário XYZ ou para subsidiar determinadas políticas públicas. Isso é maravilhoso. É um prato cheio para a gente, na verdade. É muito bom. Por isso que a gente está fazendo um episódio específico para essa ferramenta. É muito interessante que as pessoas, que os nossos ouvintes, enfim...

Eles busquem entender como funciona a ferramenta e aplicar também dentro dos seus contextos, do contexto que você conhece mais no desenho. Exato. O Yolo está na versão 26. A última versão é 26.

E aí, Cris, você que fez o curso, o que você achou? Conte aí. Eu achei interessante, o curso é bem fácil. É bem fácil, né? É, ele é rapidinho, assim, é bem, digamos assim, prático no sentido de você ir assistindo, já verificando como executa, tem o tutorial, tudo. Então, é interessante. Agora, é...

O Gustavo traz essa perspectiva de testar, e é legal porque eles colocam algumas limitações que o próprio Netflora tem, a função de ter sido testado para algumas determinadas regiões, mas abrange agora a gente poder fazer isso para outras. Então, se você tem uma imagem de drone para a sua região e você quiser testar esse modelo, você vai poder. Inclusive, quem não tem imagem de drone e gostaria de usar, ele fornece um banco de dados para teste.

mas você pode baixar também pelo OpenArials, que você consegue lá acessar a imagem de drone, de imagens de altíssima resolução de todo o globo, e consegue mexer nisso, assim. Então, você baixa uma imagem...

Eu estou falando algo que, inclusive, eu fiz. Eu queria testar o GEOI e o SAM, que também são plugins do QGIS, de inteligência artificial. Inclusive, apanhei para instalar o SAM3 na minha máquina, mas deu tudo certo depois. Tem que baixar lá, fazer uma conta no Hangface, um monte de coisa. Mas deu certo.

E aí eu peguei imagens assim, eu não tinha imagem de drone, eu queria testar e foi bem legal. Peguei ali, consegui mapear casa, segmentar copas de árvore e tudo. Só que eu vou um pouquinho além do Netflora, eu trago uma coisa que é legal de a gente conversar, que tem a ver com o Netflora, obviamente, que é uma nova onda do censureamento remoto.

uma nova onda pelo Númulo, que eu quero dizer assim, que a gente é muito acostumado ao censuramento remoto relacionado a assinaturas. A assinatura espectral, eu trabalho com RGB, com composição falsa cor, colorida, eu trabalho com a assinatura espectral dos alvos, hiperespectral, indo para o caminho do professor, aí, distinguindo, beleza?

mas o jogo do maiolo, o jogo de uma IA dessas, quando a gente fala em IA, os processos de mecanismo de deep learning que buscam reconhecer padrões, não está olhando para isso, está olhando para outras coisas, está olhando para contexto, para forma, textura e tal. Então, isso é interessante, porque a gente entra em uma outra perspectiva do censureamento remoto.

que foge de novo do que a gente está acostumado a ver. Cada vez mais a gente vê teses de doutorado, dissertações, abordando o uso da rede neural tal. Só que essa rede neural tal, por vezes, ela também está sendo feita em cima de assinaturas espectrais. Então, se cria uma maré austral, extrai lá milhares de pontos, milhares de colunas, um dataset gigante, se treina essa rede neural.

que tem a capacidade ali de fazer as Relu e RCN daqui, RCN lá e não sei o que mais, um monte de coisa. E beleza, se aplica. Agora, de novo, quando a gente vai para esse aspecto, o João até seria um cara muito interessante a gente discutir isso até em um episódio com ele, para ele trazer essa percepção. Como que...

Eu vejo o João ministrar curso uma vez, duas vezes no mês, e turmas cheias cada vez mais. Por isso, as pessoas buscando, né? Porque hoje uma empresa do ramo florestal, pegando grandes empresas sem citar nomes do ramo florestal, elas têm drones, elas têm Lider, e elas sobrevoam as suas áreas para ter monitoramento.

Então, assim, essas empresas já estão indo por esse caminho. E aí, tu tem a Embrapa, na vanguarda disso, que é uma instituição reconhecida, renomeada, fazendo esse tipo de pesquisa, né? Com a professora Ana Paula, tendo o seu aluno de doutorado. Eu digo, o mundo é muito, ó, é desse tamanhinho, né? Exato. Então, assim, a gente sabe da qualidade dos trabalhos da professora Ana Paula e, com certeza, do aluno dela que fez esse projeto junto, né? Conduziu.

mérito dele, é muito legal. Eu fico muito feliz do Brasil estar fazendo coisas nesse sentido, e tomara que surjam aí o Netflora 2, ou sei lá, alguma coisa pro Pampa específico, por favor.

O Pampa tem muita coisa legal também, precisa ser reconhecido. Eu digo isso porque eu sou gaúcho, então trazendo para cá, né? Então, quem está ouvindo do Rio Grande do Sul, por favor, levante seus drones, vamos mapear o Pampa aí, fazer suas inteligências artificiais, porque está precisando, né? Mas lembrando sempre que precisa registrar, mesmo que seja um voo recreativo. Exatamente.

Estão mudando, então não dá para ficar botando a dona aí adoidada, tem que se programar para isso. Mas eu pensei muito no trabalho que a gente tem feito e uma otimização muito grande nesse sentido. Então, a gente fazendo esse levantamento, é claro, você tem informação de sub-bosque,

e que dentro de uma floresta densa como essa, você pega os principais indivíduos, aqueles que estão aparecendo ali no docel. No distante. Exato, isso é muito importante. Acho que ajuda até no pré-planejamento de um inventário, porque eu lembro de alguns inventários florescais que participei, teve um que foi bem marcante, porque ele deu errado e a gente teve que voltar para o campo.

que deu errado muito com questões técnicas, não pelo planejamento em si, mas por questões técnicas. E foi um custo altíssimo do projeto. Sim, essa é a parte mais cara do projeto. É muito caro, porque envolve muitos profissionais, não é só o engenheiro florestal, o engenheiro florestal é o biólogo.

é o cara da cartografia que faz o planejamento das parcelas junto com a equipe, às vezes você chega no campo, você botou uma parcela que parecia ser legal, mas aí você vai ver se essa parcela está no topo do morro, aí você não tem como fazer, você tem que alocar ela, você está numa área que parece ser tudo de boa para chegar, mas aí quando você vai olhar, é um brejo, é um banhado, qualquer coisa que seja embaixo, você não consegue chegar também, então assim, agora, quando você sobre...

imagem hoje de drone ou imagem de satélite de alta resolução, dependendo de algumas regiões, você já tem. Então, se você conseguir uma imagem mais atualizada e conseguir rodar um modelo desse, você já consegue ter uma prévia do que você pode encontrar nessa região. Claro que especialistas olham a imagem e conseguem ver, ah, aqui é uma castanheira, aqui é uma palmeira, aqui isso, isso, isso. Beleza, isso é uma coisa especialista agora, se você pode rodar um modelo desse e já ter isso, inclusive, já com um...

a coordenada, um centróide que você joga dentro do seu GPS e vai para o campo com isso, com as suas parcelas, você já sabe, olha, nessas parcelas aqui, a gente vai encontrar castanheira, vai encontrar palmeira, vai encontrar não sei o que mais, canela preta, qualquer outra coisa que você vai ver lá. Isso ajuda muito para planejamento. E o campo por inventário florestal é muito caro, é muito caro.

porque envolve muito profissional, envolve muitos dias de campo, e tudo isso é curso de logística, alimentação, esses profissionais. Exato. Isso que eu não estou falando nem de Amazônia. Se você vai para a Amazônia, isso triplica, porque aí você tem barco, você tem tudo. Tem lugar que você só chega de barco. É. Exato. Eu conheço pesquisadores que vão para fazer campo e depois ficam pescando, mas é isso daí que a gente deixa no óculos. É, exato. Tem isso também. Tem isso também.

Não peguei nada. Impressionante. A Carla que estava comigo pegou uma piranha imensa. Nunca vi uma piranha tão grande. Piranha preta. Cara, imensa. E depois ela pegou um...

sei lá, também não sei o nome de peixe, enfim, sei que comei peixe, aliás, hoje comi um peixinho empanado, sensacional. Maravilha. Mas o local lá que fui era de pesca esportiva, mas os caras compraram as fazendas para preservar. E do outro lado é a Serra do Caxim, que é uma...

uma reserva da aeronáutica. Agora, vegetação densíssima, tem um levantamento já de vários anos de camera trap. Cara, a quantidade de animais, onça, onça parda, anta, ariranha, jacaré, putz, um monte, um monte, um monte, um monte, um monte, sabe?

cobras as mais variadas, cutia, paca, tatu, tamanduá, um monte. Trouxe um monte de fotos, um monte de vídeos, inclusive um levantamento de drone. Por quê? Porque eles têm lá, numa das propriedades, eles têm uma área de um buritizal imenso, e é uma área de floresta alagável numa parte dela.

Então, eu fiz o primeiro dia de campo a pé, o segundo já foram 96 quilômetros de barco e no terceiro, 140 quilômetros de barco. No quarto, eu voltei para São Paulo e depois Brasília. Mas, assim...

Uma aventura, uma aventura. Três voos, 180 quilômetros de estrada de chão. Você sai às quatro da manhã aqui, chega quase de noite. Mas, assim, o tipo da coisa... O pessoal aqui em casa fala que você entra em cada bocada. Eu falo, cara, me amarro.

É o tipo de lugar que eu não iria de férias, porque a família não topa, mas eu, cara, me divirto, adoro, é o tipo da coisa que eu gosto de fazer, trabalho de campo. Cara, passei a minha vida toda fazendo. Então, olhar de cima é muito legal, mas olhar de baixo também é muito interessante. Ainda mais como tinha um mateiro altamente...

habilidoso com a gente, então ele sabia quais eram os cantos dos pássaros. No local tem uma torre de observação de pássaros com um nível de 27 metros e um outro nível de 40 metros, acima do docel.

Você vê a floresta toda lá de cima, eu cheguei cedinho, floresta e papo transpirando, sensacional. Eu volto cada vez mais encantado. E no meu celular estava com as fotos da Artemis II, papel de parede da Artemis II, aí você olha para a lua, cara, não tem um pé de pau em pé. Aí quando você vê uma floresta daquela, a quantidade de bicho, sabe, de aves e tal, cara, que coisa fantástica, macacos dos mais variados, macaco-aranha, bugio, um monte.

um monte sabe então assim inventário como esse feito com netflora é sempre uma oportunidade muito legal mas é isso fica a dica então o curso da embrapa para quem tá nos ouvindo tá é deixa eu pegar aqui o nome do curso

Detecção de espécies florestais com o uso do Netflora, que está disponível na plataforma eCampo da Embrapa. O site é ecampo.sede.embrapa.br.

e-campo.sede.embrapa.br, e aí você faz a sua inscrição, tá? Tá aberto lá para você poder entender como é que funciona esse processo. Tá muito bem documentado na Embrapa, nas notícias, tem a página do projeto, que é embrapa.br barra acre barra netflora, tem tudo ali, então vale muito a pena.

dar uma investigada e aprender cada vez mais, integrando os sistemas, como foi o nosso último episódio, sistemas ativos de micro-ondas, sistemas ativos no visível e no infravermelho, como é o caso do LIDA, essa integração cada vez mais intensa para esse tipo de análise, beleza? É isso, meus queridos, fiquem bem, se cuidem, um grande abraço, tudo de bom. Valeu, pessoal.

Muito obrigado por estar conosco, por assistir e ouvir o nosso podcast O Fascinante Mundo do Sensoriamento Remoto.

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