O futuro das histórias: videogames, audiotours e IA
#145 – Há poucos dias, voltei de uma viagem a Dublin, na Irlanda, onde fui convidado para falar sobre o meu livro novo, ainda inédito. O International Dublin Writers Festival durou um fim de semana, e foi realizado na Trinity College, uma universidade fundada em 1592, por onde passaram autores como Bram Stoker, Sally Rooney, Samuel Beckett e James Joyce.
Foi muito bacana falar em voz alta sobre o tema de um projeto que tem me ocupado há anos, e ainda por cima numa língua estrangeira. E foi igualmente interessante uma certa impressão de como os europeus e norte-americanos falam da literatura, discutem a publicação e perceber as diferenças e semelhanças conosco. Pensei em contar um pouco dessas diferenças para você.
O tema do ciclo foi “O futuro das histórias”, e discutiu-se amplamente alguns dos meios alternativos de narrativa. Na cidade que celebra os livros clássicos em pubs, parques, museus e murais – participei de conversas sobre narrativas em video-games, audiotours ficcionais, podcasting e, claro, da infiltração da famigerada inteligência artificial no meio literário. Pude falar com alguns dos maiores agentes literários do Reino Unido e dos Estados Unidos, e sendo o único autor latino-americano do evento, dei uma de agente infiltrado, e quero contar para você o que ouvi.