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Não é loucura investir em Casas Bahia (BHIA3)? - Live 368 (27/04/26) - Visão do Estrategista

04 de maio de 202611min
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Atenção (disclaimer): Os dados aqui apresentados representam minha opinião pessoal.

Não são de forma alguma indicações de compra ou venda de ativos no mercado financeiro.

Seleção das partes mais interessantes das Lives de segunda.

Live 368 - Visão do Estrategista

https://youtube.com/live/fBFhIh9gN1U

Participantes neste episódio1
C

Cassiano Bittencourt

HostEstrategista
Assuntos4
  • Investimento em Casas BahiaAnálise de precificação e discrepância com operação · Dinâmica operacional vs. preço do ativo · Avaliação de setor, economia e inflação · Posicionamento no mercado de varejo e foco no core · Comparativo com Magazine Luiza e Americanas
  • Gestao de Risco em InvestimentosGanho de dinheiro através da discrepância entre preço e realidade · Composição de posição e imposição da realidade · Avaliação de partes e informações disponíveis · Investimento como risco e diversificação de portfólio · Alocação de capital com potencial de valorização
  • Partes estratégicas e resultado líquido da Casas BahiaLogística com CBFull e crescimento agressivo · Banco Banqi e crescimento de carteira · Casas Bahia Eds e crescimento · Impacto da conversão de dívida no resultado financeiro · Expectativa de resultado líquido positivo
  • Investimentos FinanceirosInvestimento em Xampact e sua valorização · Comparação com a percepção do mercado sobre Xampact · A importância do tempo e da paciência em investimentos · Racional explicado em análises detalhadas no canal
Transcrição33 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Roberto, um colega me indicou seu canal. Achei legal o conteúdo, mas algo não me desse. Bom, agradeço ao colega. Um investimento em Casos Bahia. Poxa, prejuízo enorme sempre, sem chance de subir. Pode comentar, parece loucura.

está em cima do negócio aqui, parece loucura, não? Então, vamos lá. Com relação à precificação em Caso Bahia, que é o que define nesse momento o que é lucro ou prejuízo. A gente tem uma operação...

que com todas as operações aqui do canal, eu geralmente atuo na discrepância. O preço do ativo é definido pelo equilíbrio entre oferta e demanda dos operantes, dos agentes de mercado. Eu, você, o João, o Pedro, o fundo de investimento X.

O fundo soberano Y, o banco tal e por aí vai. Então, todo mundo tomando decisão define o preço. Então, o preço do ativo não é a operação da empresa. O preço do ativo é definido pelo equilíbrio entre ofertas e demandas. É o que a galera acha da operação. O jeito que eu ganho dinheiro é...

vendo como a operação está efetivamente, deixando o pessoal achar o que eles querem, compondo posição, e aí, eventualmente, a realidade se impõe, certo? O que está efetivamente acontecendo, eventualmente, entra na cabeça do mercado como um todo, e aí começa a ser compreendido que a coisa é melhor do que parece, ou o que é...

não era bem aquilo, ou que a operação evoluiu, para ter mérito no ponto de vista do mercado de compra, e aí o preço sobe, com a demanda mais forte. A mesma coisa ao contrário, a galera acredita muito numa operação, eu não quero entrar, eu não entro, por quê? Porque eu vejo uma dinâmica que não é mais positiva, e aí aquilo lá fica se mantendo alto, e eventualmente a galera vê que não é bem por aí, e o preço cai. No caso de Grupo Caso Bahia, como vários outros casos aqui,

a gente tem uma operação que tem uma dinâmica operacional que está completamente descasada do preço do ativo. Eu, minha opinião, não tenho como falar isso categoricamente, porque volto a reforçar, não tenho uma bola de cristal, não prevejo o futuro. Volto a reforçar, não, você é novo aqui, você não sabia que eu falo isso. Eu não prevejo o futuro. Como eu não prevejo o futuro, tudo que eu posso fazer é avaliar as partes que eu tenho, informação para avaliar na operação. Nesse caso...

dinâmica do setor, dinâmica econômica brasileira, global, dinâmica de inflação, juros e por aí vai, como isso afeta a operação e como a operação está indo, lidando com isso e fazendo a parte dela. Comercial, ali no caso, lidar com o fornecedor, com dinâmica competitiva, como é que eles estão se posicionando no mercado de varejo, o foco no core, o ganho de market share, e por aí vai.

Na minha opinião, o ativo está extremamente descontado. Isso porque a operação vem de uma dinâmica, hoje ela está com o preço bem abaixo, isso aí está demonstrado na análise passada ou na outra, eu mostro com o gráfico exatamente o que eu estou falando, os vários momentos da operação, o como ela estava e o como é que está o preço. E ali não tem absolutamente nenhum sentido nisso. Quando não tem nenhum sentido nisso, eu, eventualmente, quando a realidade se empolvo, vou ganhar dinheiro. Pode ser que não, pode ser que sim.

Com o Xampact, funcionou aí uma lista gigantesca de ativos no portfólio. Mas assim, investimento é sempre risco. Então, eu estou apostando nessa direção. Por quê? Quando do início da remodelagem, da operação da Caso Bahia, a gente tinha um preço, quando a galera achava que ia falir.

péssima compreensão de como é que funciona a alavancagem, a galera misturava o CDC, isso tudo está no canal, tem as análises, ponto a ponto. Quando naquele período a gente tinha um preço muitas vezes acima, só para dar um exemplo, tem trocentos exemplos no histórico da operação, mas só para dar um exemplo, naquele momento que achavam que a operação ia quebrar, ia falir, que a operação tinha uma alavancagem muito maior, expliquei 300 mil vezes o que não ia quebrar, estava certo, tanto é que estamos aqui, mas assim,

Quando a operação ia quebrar, o preço estava várias vezes acima do que o preço está agora. Se você olhar a última análise do canal, ou a penúltima, ou toda a lista delas, você vê a operação saindo daquele momento, fazendo uma recuperação extrajudicial, passando por um processo e hoje entregando uma margem ebítida, bruta, acima dos pares do setor, muito agressiva. Fluxo de caixa rodando muito bem.

fluxo de cachorro dando muito bem, com ganho nos últimos 12 meses, progressivamente, isso tudo é melhoria. Você pode dizer que é bom, é ruim, mas é melhoria. Indiscutivelmente é uma melhoria, versus aquele período. O preço afundou e a operação está...

com margem bruta melhor, margem ebitda melhor, a bruta e a ebitda não só melhor, mas comparativamente bem mais forte do que a do par do setor, especialmente Magazine Luiza tem comparativo no canal. Americanos dá para querer comparar ainda, mas Magazine Luiza tem comparativo no canal.

Você tem o fluxo de caixa, como falei, que é o que paga efetivamente dívida, certo? O lucro não é o que paga dívida. Fluxo de caixa que paga dívida, fluxo de caixa que paga compromisso financeiro. Evoluindo constantemente, você tem um movimento de liability management, que hoje faz com que a operação seja caixa líquido.

Caixa Líquica tem mais dinheiro do que tem dívida, isso é mais positivo do que era antes. Você tem o Banque com crescimento de carteira de crédito sem perder qualidade, crescimento de carteira de crédito hoje batendo recorde sem a perda de qualidade, com índice de inadimplência sendo entregue, mesmo com a inadimplência do Brasil subindo.

isso demonstrado na análise, com as perdas, certo? O que a inadimplência não cobre, que vai ser eventualmente renegociado ou vendido como crédito podre, também mantido em níveis positivos. A mudança para o core da operação...

eletroeletrônicos, linha branca, móveis, eletrodomésticos, foi feita e tem um ganho de marketing, ganho de participação do mercado consistente todo santo trimestre, é só olhar as análises, porque eu faço análise todo trimestre. Então, eu vejo isso evoluindo, certo? Muito melhor do que estava lá atrás.

Eu tenho, além disso, as partes estratégicas indo muito bem. Essas partes estratégicas você pode considerar logística com CBFull. A financeira, o banco, o banque, eu considero a parte separada a operação financeira da empresa. Mas as partes estratégicas de menor porte, que ainda dependem muito, que ainda estão muito, meio que a vibe startup, ainda muito sendo criadas para evoluir. CBFull crescendo agressivamente, Caso Bahia Eds crescendo agressivamente. O que mais que tem?

E agora, recentemente, você tem justamente o que falta para a operação. Diga-se de passagem, explicado no terceiro trimestre, explicado novamente no quarto trimestre. Não sei se você viu as análises, porque ali está mastigado, digerido e regurgitado. Então está mais fácil de entender do que aquilo não dá. Eu literalmente baby bird na galera.

Mamãe, pássaro, eu mastigo a minhoca e aí cuspo de novo, tudo pronto já, tudo pré-digerido. Então, quando você olha a análise do canal, você vê ponto a ponto explicado exatamente o que eu estou falando. A parte que falta é o resultado líquido. A parte do resultado líquido parece que estamos chegando agora. A operação agora é caixa líquido, a gente ainda não sentiu o efeito da última conversão.

de dívida no resultado financeiro, porque foi feito em janeiro, o resultado que a gente teve na entrega foi de dezembro. Então, a gente deve ter uma parte disso começando a afetar no primeiro trimestre, já deve aparecer, possivelmente, jogando para o resultado líquido, para um resultado líquido positivo, um lucro líquido.

E a gente vai ter isso melhorando à medida que o tempo passa. Isso com constante liability management. Isso já com um bilhão de dívida que é obrigatoriamente conversível e que foi feito agora a 93 milhões, já engatilhados, que vai ser convertido mais cedo ou mais tarde e que também vai tirar peso da despesa financeira. Eu é que não consigo entender como é que não se vê que a operação que estava precificada...

em vários momentos, não é um momento lá atrás, em vários momentos, de forma completamente descasada com o que a gente tem hoje, faz sentido estar na precificação que tem hoje. Então, assim, eu...

O que eu posso fazer? Como é que eu faço? Put your money where your mouth is, certo? Bota o dinheiro onde sua boca está. Em inglês, essa é a expressão idiomática. Basicamente, o que quer dizer? Eu não fico falando eu acho X, eu acho Y. Eu boto o meu dinheiro onde eu acho que está. Eu acho que aquilo ali tem um potencial ridiculamente muito gigantesco de valorização.

certo? Pode ser que sim, pode ser que não. O capital está alocado lá com base na avaliação da operação, seguindo a dinâmica de buscar discrepância entre preço e entrega operacional que a gente tem feito nos ativos em geral. Nove anos de track record, tudo aberto no canal. Pode ser que seja loucura? Pode ser. Historicamente, no canal, com os investimentos, não se mostra loucura, mas a gente vai ver isso com o tempo. Eu não tenho como afirmar com nenhum investimento, ninguém tem mais.

A galera faz. Eu não tenho como afirmar categoricamente com nenhum investimento se vai dar certo ou não vai dar certo. O que eu estou fazendo é justamente eu aloco o meu capital, sempre levando em conta risco, por isso a diversificação do portfólio, por isso aí vai, mas em ativos que eu vejo um potencial no futuro. Eu não vejo qualquer racional na precificação que a gente tem agora, vezes abaixo do que quando ia falir a operação na opinião do mercado.

E a operação agora está ridiculamente muito positiva. O que falta ali é basicamente da lucro líquido. Eu quero ver como é que vai se justificar o preço nesse nível de nível baixo quando eu tiver tudo consertado na operação, 100% de tudo, certo? O mercado vai demorar mais, vai demorar menos? Essa parte não importa.

a questão ali do prejuízo enorme sempre, se você está falando da entrega operacional da empresa, isso está tudo explicado nas análises. O resultado líquido depende da estrutura de capital, que é o que estava sendo resolvido há bastante tempo, não tinha nenhuma expectativa de ter lucro antes do tempo, daquele tempo ali. Essa é a parte que está sendo resolvida agora. A empresa roda super bem, isso resolvido, eu vou ver o reflexo disso no resultado líquido. A hora que eu tiver o reflexo disso no resultado líquido, aí eu devo ter...

Cada vez mais, não tem como garantir, ainda não tem como garantir que o mercado vai responder positivamente com relação ao preço. Mas ali eu começo a ter cada vez mais menos capacidade de negar. A gente teve um processo de negação, que é mais recente que também o mercado todo acreditava na direção contrária, que é o Champet. Ninguém gostava da operação. A operação está fazendo agora o que ela fazia atrás. A diferença é que no meio do processo o mercado começou a ver. Talvez não seja assim.

Naquela época a gente estava comprando a 1,86, hoje está quase 11, não está? Então, valeu a pena. Demorei. Tem um vídeo no canal com esse tipo de pergunta sua, só que um pouco mais incisiva. Me perguntaram, você está nos seleções. Me perguntaram, o título dos seleções é esse. Vem cá. Não tenho vem cá, mas assim. Não é estranho, tirando sarro de mim, não é estranho que todo mercado ache que o Champak não vale a pena e só você está no lado contrário. E vou lá, certo? Como Cinderela, Bibri Babri Gu, foi na direção.

foi na direção tá então assim vai dar certo vai dar certo só o tempo vai dizer mas eu tô muito tranquilo com a dinâmica de precificação que a gente tem histórica com a dinâmica de andamento da operação e com a completa discrepância de casamento entre o que se entrega hoje e o que se tem de preço eu tô muito naquilo de aquilo ali eventualmente vai pagar me parece zero loucura se você olhar as análises no canal

O meu racional está explicado baby-birded aprofundadamente lá. E ali mostra o meu racional. Daí se você concorda, não é Altos 500. Mas o meu racional está explicado ponto a ponto. Aqui eu fiz um amarrado, mas lá está explicado com gráfico, mostrando, explicando. Às vezes eu tiro o sábio e faço uma brincadeira ou outra, justamente para ainda tirar o peso da seriedade que é a análise. Mas está lá, está lá bem explicado, bem explicado. Só olhar, está tudo aberto aí no canal.