Episódios de Prova Oral

José Borralho

05 de maio de 20261h
0:00 / 1:00:53
Fernando Alvim recebe o autor do livro "Medo".

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Participantes neste episódio2
F

Fernando Alvim

Host
J

José Borralho

ConvidadoAutor
Assuntos9
  • Livro de EnoqueOrigem do medo · Medo de rejeição · Medo de ficar sozinho · Medo de falar em público · Medo do escuro · Medo de animais · Vertigens · Medos infantis
  • Medo e AnsiedadeVerbalizar o medo · Processar racionalmente o medo · Ação para quebrar crenças · Enfrentar o medo · Distrair o cérebro · Técnicas de respiração · Passos pequenos
  • Desconexão com a consciência na sociedade modernaMedo do julgamento · Redes sociais · Inteligência artificial · Economia de exposição · Nichos de ofendidos
  • Infância e fobia de depressão familiarMedo de andar de moto após ser pai · Proteção dos filhos · Medo de bichos em crianças · Comportamento dos pais como modelo
  • Medo e CoragemEstados emocionais · Certeza · Diversidade · Significância · Conexão e amor · Estagnação
  • Medo e vulnerabilidadeMedo como sinal de crescimento · Desconforto como sinal de expansão · Motivação para combater o medo · Medo como proteção
  • Psicologia do Medo e TerrorMedos dos portugueses · Medos de saúde
  • Medo de morteNormalização da morte · Viver o presente
  • Medo do SucessoProcrastinação
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Este programa tem o apoio do Alfa Romeu Jr. E é só conversar o que...

Para quem quiser ouvir, WhatsApp ou bombar Para quem quiser entrar, só tem de marcar 960386272 960386272, é o número A este jingle é da façola Dura cerca de uma hora, sempre a abrir A desenvolver 3 FM Imortal, em formato digital É igual, é rival

E aí

Cá estamos nós. O nosso convidado de hoje acaba de chegar. E quando eu digo que acaba de chegar, acaba mesmo, mesmo de chegar. Literalmente. Chama-se José Borralho. Tive que ir buscar, literalmente, também à recepção. Estava descontradamente à espera na recepção. José Borralho, obrigado por teres vindo. Antes de tudo, perguntar-te...

Porquê que escreveste um livro sobre medo? E já agora, de que forma é que nós podemos distinguir os medos? Olha, obrigado. Eu já percebi que tu não tens medo de nada, não tens medo de chegar atrasado. Isso eu já percebi, não é?

Olha, este livro Nasce numa altura muito particular Da minha vida Em que eu tenho um grande ataque de medo Um ataque de medo ou um ataque de pânico? Um ataque de medo Medo mesmo, medo de rejeição Medo de ficar sozinho depois de um divórcio E, enfim, durou-me dois dias Porque eu disse Vamos já resolver isto Vamos nos fechar imediatamente

e vamos... Vamos nos fechar? Vamos, eu, comigo próprio, não é? Há pessoas que se fecham e outras que não, que não fazem. E, portanto, verbalizei o medo e tentei processar racionalmente o medo. E quando pensei nisso, eu digo, bem, quantas pessoas não vivem constantemente com medo, não avançam, portanto eu podia ter escolhido entre ficar quietinho em depressão e começar a ir a crepir mágoas por todos os cantos, ou avançar.

e decidi pensar um pouco nisto tudo, pensar naquilo que foi a minha vida desde os dois anos e materializar isto num livro. Um livro suportado por um estudo que mandei fazer, que se chama o Estudo Nacional do Medo, em que, ao fim e ao cabo, nós vamos perceber aquilo que são os medos dos portugueses, os principais medos dos portugueses. Qual é a fiabilidade desse estudo?

É bastante grande, é feita por uma entidade acreditada. José Borralho Foundation? Não, a Consumer Choice. Com cerca de mil entrevistas. E deu-me um pouco uma panorâmica que me ajudou, enfim, também a entender alguns dos meus medos e perceber que...

que tive ao longo da vida e que não eram assim tão estranhos. E, sobretudo, ajudou a consolidar mais o livro do ponto de vista técnico. Eu não sou psicólogo, não tenho qualquer formação médica, agora tenho muita experiência de vida e, portanto, isso permitiu, enfim, com algumas ferramentas também de PNL e de coaching, etc.

a determinada altura, dar algumas dicas de como é que se deveria lidar com essas questões. Sem querer, obviamente, que o livro seja um livro de autoajuda, que não é completamente. Agora ninguém quer fazer um livro de autoajuda. O que se passa? Estão com medo? Estão mal vistos.

O teu livro chama-se Justamente Medo, como transformar as ameaças em forças Nós Vamos mudando os nossos medos Há medos que Perduram na nossa vida Há outros que vão desaparecendo Há medos muito comuns O medo de falar em público é um deles Exatamente

O medo do escuro quando somos crianças, do desconhecido, no fundo, eu acho que o medo do escuro representa isso, não é? Do bicho-papão. Sim, não só de bichos-papões como alguns bichos palpáveis. Eu, por exemplo, tenho uma certa aversão a baratas.

Há muitas pessoas com essa aversão Por exemplo, pessoas que têm aversão A ratos, não é? Bichos que Enfim, que têm má fama Não parece que as baratas andem a atacar pessoas Mas a verdade é que Tem o seu aspecto

Seguro mais Nojento Mas pronto Não parece que sejam muito ofensivas Mas a verdade é que as pessoas têm Uma fobia em relação a determinados Bichos e determinados medos Por exemplo, vertigens É o medo que eu tenho É o medo real E a única vez que eu enfrentei Ainda hoje penso como é que Eu fui capaz de fazer tal coisa Fui num balão de ar quente nos Açores Enfrentar o medo que eu tenho de vertigens Então E aí

E de repente ali estava eu. Mas estás a educar num ponto essencial. A maior parte dos nossos medos vêm da infância. Vêm da forma como foste educado. Muitos dos medos às vezes nem são teus. São daqueles que te impuseram, dos teus pais, dos teus irmãos, dos teus amigos, etc.

E tu te gastas em um ponto, tu fizeste aquilo que se deve fazer no medo. Ou seja, o que é que nós temos? Nós nascemos, temos uma identidade, essa identidade que nos foi criada como somos esponjas, quando somos crianças, fomos absorvendo. Temos crenças, não é? Que, enfim, também foram herdadas na maior parte dos casos. E, a determinada altura, essas crenças dão pensamentos. E, portanto, tu tinhas um pensamento, tenho vertigens, nunca vou fazer paraquedismo, nem andar de balão.

E tu só consegues quebrar isso quando tu tens a ação. Portanto, tu tiveste uma ação, vou andar. A determinada altura decidiste, tenho que ir. E fui. Isso mudou o teu contexto. E mudou provavelmente a tua identidade. Porque tu num contexto em que... Tem que estar mudado muito, vou te dizer.

Não sei se terá mudado muito. Não, mas pelo menos percebeste que consegues suportar aquela ideia que tens de que... Continuas com vertigens, obviamente, mas conseguiste mudar um bocado o contexto. O que tu estás a dizer é que todos os medos devem ser enfrentados.

Devem, e eles devem ser sobretudo verbalizados. O problema é que nós não falamos com os medos. O que é que é o medo afinal? O medo acaba por ser uma antecipação emocional de algo que tu não sabes se vai acontecer. E o teu cérebro já está a dizer, vais sofrer. Mas tu não sabes que essas coisas vão acontecer quando tu me falas de medos de animais.

pelo menos são visíveis e são palpáveis. Agora tu tens medos que não consegues sequer materializar. Nem sabes alguma... Nós, no estudo, apanhámos dentro dos dez principais medos dos portugueses, por exemplo, oito são de saúde. Medo da cegueira, de ficar paralítico, de ser hospitalizado, do cancro, etc. A questão é, porquê é que tu tens medo de uma coisa...

que não sabes o que é que vais ter. Uma coisa é que trabalhas numa metalomecânica, estás em contato com feiscas, não usar óculos de proteção e podes ter o medo de ficar cego, não é? Mas te protegeras, não tens que ter esse medo. Eu tinha um amigo meu há tempos que me mandava uma fotografia de um forcado com um touro a dizer, eu resolvi os meus medos assim. E eu disse, pá, não tenho medo nenhum disso. Como é que não tens medo? Eu digo, nunca na minha vida eu estou a pensar em ir-me pôr à frente de um touro.

Porque é que eu vou ter medo de uma coisa que eu não me estou a sujeitar. E estamos a falar de coisas muito básicas. Agora, nós precisamos de falar com o medo, verbalizar o medo. Em último caso, olhares ao espelho e falar do que é que tens medo. Para tu teres a consciência...

do que é que está a acontecer. E muitas vezes nós não temos ferramentas para isso ou não queremos encontrar as ferramentas porque é muito mais fácil tu meteste num campo em que tem medo e as pessoas tratarem-te como um coitadinho pois tem medo coitado, temos que ajudar do que tentares enfrentar o bicho não é?

e vá, em último caso, para ti próprio, seres um herói que conseguiu sair daquela situação e conseguiu ultrapassar aquilo. A verdade é que a sociedade em si, como direi, é permeável aos medos que as crianças dizem sentir, entendem-nos, mas na vida adulta, eu diria que há menos tolerância.

aos adultos terem medos sobretudo estes medos reais, medo de uma guerra, de um conflito em que o teu país, por exemplo, está num conflito real então não deverias ter medo não é? escuta, as pessoas na Ucrânia hoje devem acordar com medo a toda hora não sabes quando é que cai um míssil sim, sim

Não só na Ucrânia, há vários conflitos belos em todo o mundo. Queremos que os ouvintes digam quais são os seus medos e se houve algum medo que conseguiram ultrapassar e de que forma é que conseguiram fazer.

Será que os ouvintes estão dispostos A revelarem aqui os seus medos Num programa como este Pois bem, eu espero que sim Espero que o façam A melhor mensagem que nós recebermos Vai ganhar o livro do José Borrario Que se chama justamente Medo Bem-vindos

Coisas descabidas com noção ou não 6 038

6, 2, 7, 2. Manda lá o vídeo. Entretanto, o nosso convidado da manhã não parece a pessoa com muitos medos. Vive para viajar ou viaja para viver. O que nós aprendemos com a história é que não aprendemos nada com a história. Nasceu para contar o mundo que descobre. A viagem muda as pessoas. Só se as pessoas quiserem que a viagem as mude. O mais reconhecido escritor de viagens português viaja até à prova oral.

O que é que está?

Eu nunca me evitou a isto. Ora, dizia eu que, entre as várias passagens do teu livro, recupero aqui algo, mas o medo é uma emoção fundamental esculpida pela evolução para garantir a nossa sobrevivência. Mais, o nosso cérebro não distingue entre um perigo real e um desafio emocional. É verdade isto.

É, porque, como te disse ainda há pouco, estás sempre para antecipar emocionalmente uma coisa que não sabes vai acontecer. Vou-te dar um exemplo. E é preciso perceber uma coisa. O nosso cérebro não tem a idade que nós temos. Tem milhões de anos. E há milhões de anos, quando os nossos antepassados iam para a selva, tinhas um perigo real. Que era um leão, um animal qualquer que te podia comer.

Tu hoje transformas a maior parte das situações em medos. Olha para a situação profissional. As pessoas têm medo de falar com as fias, às vezes entre colegas, e é um medo que não tem a ver com o erro, por exemplo. Tem a ver com o julgamento.

Não é? Quando nós não aconteceu isso, não expressamos a nossa opinião porque temos medo de ser julgados, não é? Sobre aquilo que vamos dizer. E, portanto, muitas vezes tu tens estas situações. Tu estás a antecipar situações que não são reais. Quer dizer, o que é que é real?

E efetivamente subis no balão de ar quente, percebes que aquilo está a começar a dar confusão. Caramba, aí mete medo, não é? E provavelmente não tens ao teu alcance meios para combater esse medo, não é? O exemplo que estava a dizer, trabalhas numa metalomecânica, estás constantemente... Olha, vou dar um exemplo muito simples. Noutro dia, numa conferência, um responsável de uma empresa de manutenção falou comigo com uma situação complexa.

Por muita formação que deem, a maior parte dos seus colaboradores que têm que subir a postes de eletricidade para fazer manutenção, etc., têm uma taxa de acidentes muito elevada. E dão muita formação para as pessoas usarem os meios todos. Portanto, se tu estás a falar do indivíduo que sobe a um poste para fazer uma determinada manutenção, sabe que tem que usar uma série de instrumentos, arneias, etc. Portanto, tem a noção do risco, tem a noção do perigo. Se não coloca o equipamento, está-se a pôr numa situação de risco. Portanto.

ali tens um perigo tens um medo real que é o medo de cair o que é que leva alguém que está perante um medo real não a cautelar as respectivas medidas de segurança percebes?

Tu trabalhas muito com marcas. As marcas, por exemplo, nos tempos atuais, têm vários medos. Têm. Aliás, as marcas exploram muitas vezes, em alguns setores, o medo como argumento de venda. Quando tu... Seguros, etc. É engraçado. Tu vais para outro caminho. Sim, percebo. Podem explorar esse medo. Mas, por outro lado, tu percebes que as marcas, quando fazem publicidade...

pensam num série de caminhos que lhes podem dar problemas. E logo, de certa forma, depois a publicidade que tu vês é mais previsível do que o que poderia ser numa época em que tudo é levado a mal, que rapidamente... Tu tens muita exposição, tu vivos numa economia de exposição, estás completamente exposto, não é?

E as marcas vivem com um problema ainda maior que isso. Tu hoje tens, como eu costumo, sem ofender ninguém dizer, tu tens nichos de ofendidos profissionais. Tu fazes um determinado de comunicação e há qualquer segmento ou qualquer nicho da população que se sente...

ofendido. E aliás tivemos há bem pouco tempo situações com marcas desse cariz que tiveram que decidiram cancelar campanhas por causa disso. E portanto hoje numa marca, o problema de uma marca é que na maior parte dos casos as marcas querem falar para toda a gente. E nós vivemos uma era em que já não é possível falar para toda a gente. As marcas têm que decidir quem é o seu público e para quem querem falar e provavelmente o seu Chr vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib vib

ignorar outra parte do consumidor que não lhes interessa, que não é o consumidor deles. E, portanto, enfim, entrávamos aqui por um campo de comunicação, eu acho que há muita coisa para inovar em termos de comunicação, para tu conseguires chegar à tua mensagem como deve ser ao teu consumidor. Depois precisas perceber outra coisa. Precisas perceber o estado emocional, que é uma coisa que se fala hoje muito.

em que o teu consumidor estava e a forma como é que falas com ele. Espera aí, mas eu acho que aqui pode-se resumir quase a uma frase que é as pessoas têm medo da opinião dos outros. Têm. É isso que as pessoas têm medo. Têm. As pessoas têm medo do julgamento dos outros sobre a sua opinião. Mas as pessoas sempre tiveram esse medo.

Só que agora eu diria que esse medo ainda é maior porque foi exponenciado, nomeadamente e em particular, pelas redes sociais. Exatamente. É quase impossível existir alguém que seja consensual, não é? Muito dificilmente. Há um vídeo maravilhoso do Chico Barco, que eu já pensei aqui várias vezes neste programa, possivelmente as pessoas que acompanham este programa há anos já o ouviram.

em que é ele a relatar a primeira vez que vai às redes sociais, em que ele julga que todas as pessoas têm amor e carinho por ele, porque Chico Barco é uma instituição, e ele pensava, até que um dia vai às redes sociais pela primeira vez, e de repente começa a perceber que não, que nem todas as pessoas o amam como ele até então julgava. E havia pessoas que diziam, esse bêbado! E ele dizia, mas eu nem...

bebo mais. E a da altura ele dizia assim, eu aposto que quando eu morrer, depois de ver as redes sociais alguém vai dizer, já vai tarde. E ele risse muito ao dizer isto. Este vídeo é maravilhoso do Chico Barco porque com aquele riso habitual dele, ele ironiza muito. Mas no fundo ele diz uma coisa interessante que é estas pessoas estão cheias de raiva e ódio, mas eu não tenho isso para lhes dar. Eu não consigo dar-lhes isso.

Então ele vive muito bem com isso. Eu acho que a única forma que tu consegues viver é realmente ignorante. Porque tu vives precisamente esse problema e vives em todas as fases da tua vida. Na profissional, na pessoal, etc.

porque tu tens hoje uma câmara em qualquer lado quer dizer basta nós os dois estamos numa conversa e houver qualquer coisa tirada hoje é muito fácil tirar as coisas do contexto pior, hoje com a inteligência artificial começas a ter uma dificuldade enorme em perceber o que é que é verdadeiro e o que é que não é verdadeiro

Será que esta pessoa Pensa realmente deste modo Ou esta resposta foi produzida por inteligência artificial Isso vai acontecer Já acontece Quantas vezes nós não somos confrontados com imagens E ficamos a pensar Isto é real ou não é real O que é que está a acontecer

Ora bem, o nosso convidado chama-se José Borralho, tem este livro sobre medo. Estou muito ansioso para saber que medos têm os nossos ouvintes. Sonhei que a prova oral era na salva africana, o leão alvim apanhou mais uma besana, o tarzã e a chita de liamba em liamba e o macaco adriano transformado em retazana. E, entretanto, acordo no estúdio.

E entretanto, em África, bem-vindos à salva, a conversa não para. O alvinho é um indivíduo de uma espécie rara. Quem quiser uma experiência totalmente imersiva, entra na prova oral e... espera, não paga IVA.

Ora está, nosso convidado é José Borralho, mas esta quinta-feira os nossos convidados são, como direi, um pouco mais difíceis. Os autores de Bruno Aleixo aceitaram falar. Para mim não há nenhuma razão, não há razão nenhuma para fechar. Um dia antes do último Aleixo Amigo, num local ultra-secreto.

Algures entre Lisboa e Coimbra. Então ele iria. Emissão especial, com Pedro Santo e João Moreira, os criatores de Bruno Aleixo. Um passado, um passado. É um passado, é um passado. É o que era pagar, sim. Esta quinta-feira, às 19h, na RTP Antena 3.

Ora cá está, estamos a falar de medos neste programa, já vamos ouvir os nossos convidados, o que é que eles dizem sobre esta temática. Há pouco falavas de medos modernos, o medo de falhar, o medo da rejeição, o medo de não ser suficiente, eu diria que são aqueles que poderão eventualmente ser os mais populares. O medo tornou-se o editor invisível da nossa vida, é isso? Completamente. E o grande problema que tu tens, e o estudo que fizemos, tens quase 50% das pessoas que não tomou decisões na vida por ter medo.

Isto tem muito a ver com o estado emocional das pessoas. Tu tens quatro grandes estados emocionais que definem um bocado o que tu és. Se tu estiveres no estado emocional da certeza, há aquelas pessoas que só fazem alguma coisa, só mudas de emprego se tiveres a certeza que os teus novos colegas vão gostar de ti, se vais ter progressão de carreira, se vais ser feliz, etc.

Ou que nas relações só abandonas Se tiveres a certeza que tens outra relação Depois tens um estado emocional que é o da diversidade Pessoas querem novidade Tu, por exemplo, és um caso claro de diversidade Porque não consegues estar parado Queres sempre fazer coisas novas Para ter desafio

Depois tens aquelas pessoas que é o estado da significância, fazem qualquer coisa sempre para ser reconhecidos, para que ficarem bem. E depois tens os da conexão e do amor, que são os fofinhos que só gostam do amor. E, portanto, quando tu estás num estado de certeza...

dificilmente tu mudas. E tens muito mais medos, porque estás sempre à espera de certeza de fazer uma mudança. E tens muita gente nessa situação. E, portanto, a grande parte, uma grande parte ou quase metade dos portugueses assumem que não tomaram decisões. Portanto, o grande problema do medo é que tu chegas a uma altura em que não estás a viver uma vida em pleno. Estás estagnado.

Porque tens medo do desconhecido. Eu, por exemplo, todos os dias acordo e Olá, mundo, aqui estou eu. Mora, manda lá o que é que tens para aí. Gosto de diversidade. Diz Olá, mundo? Literalmente, sai à porta, abre os braços e digo Olá, mundo, manda o que quiseres. Estou a ironizar, obviamente. Era rapaz para isso. Bem, não sei se estava aqui hoje ou se estava ali no hospício.

Mas Esse é o grande problema É quando tu não vives a tua vida Porque estás constantemente Em modo de medo E vê uma coisa, muitas vezes Tu estás em desconforto Numa zona, ou seja Estás em conforto numa zona de desconforto

Porque é que acontece na maior parte dos casos? Já que conheces como é que lidas com aquela situação. Já sabes o que é. Portanto, já sabes que mais para a esquerda, mais para a direita, tu consegues lidar. O grande medo é quando tu vais para uma situação nova e não a conheces. E não tens a capacidade de lidar com ela.

Bem, tu dizes aqui neste teu livro que os momentos em que sentimos medo são muitas vezes os momentos que precedem uma grande transformação. Aliás, numa tradução muito prática, o medo é, para ti, sinal de crescimento. Aliás, o desconforto em si é sinal de expansão. Já vais desenvolver isso, mas antes, deixa-me ver o que é que diz aqui o Hugo, que é o primeiro a entrar nesta emissão. Olá, Alvinho. Olá, Borralho. Boa tarde. Daqui o Hugo Barata.

A pergunta que eu tenho para o convidado é se de alguma forma nós podemos considerar que alguns medos podem ser positivos. Eu dou um exemplo. Acho que é típico nós depois de sermos pais, de sermos mães, acho que ficamos ali mais despertos para determinados perigos, para determinadas situações da vida, porque passamos a ter ali um ser ou dois seres ou o que seja, sobre os quais temos dever de proteção.

Portanto, eu no meu caso concreto vou dar um exemplo que é o Andemota desde os 18 anos, e o que é um facto é que a partir do momento em que fui pai, aos 30 e tal,

eu posso dizer que passei a ter medo de andar de moto, ou seja, eu continuo a andar de moto, ando muito menos, mas acho que ando de moto com muito mais responsabilidade, porque de facto passei a ter medo, não é de andar de moto, mas do que me pode acontecer ao andar de moto, portanto ter um acidente, ficar numa cama no hospital, enfim, ter esse tipo de complicações. E no fundo não sei se posso olhar para isto como um efeito positivo, porque acaba por despertar em mim.

digamos que ali uma proteção que faz com que eu se calhar quando pego na mota vou andar sempre, apesar de andar com medo ter receio, digamos assim isso vai fazer Olá Alvin, olá Borralho, boa tarde O que é que aconteceu? Aqui o Barata Ando muito Posso olhar para isto como um efeito positivo porque acaba por despertar em mim 4

digamos que ali uma proteção que faz com que eu, se calhar, quando pego na mota, vou andar sempre, apesar de andar com medo, ter receio, digamos assim, isso vai fazer com que eu tenha muito mais cuidado, portanto seja muito mais cuidadoso cada vez que pego na mota, cada vez que vou realmente para o meio do trânsito. Portanto, a pergunta que eu deixo é se neste caso se pode considerar que este medo, este receio, é de alguma forma positivo.

Há um episódio que é muito contado Eu não sei contar bem, mas vou tentar Há uma famosa ultrapassagem Do Piquet Do Senna Do Senna É o outro Piloto Numa célebre corrida de Fórmula 1 Em que Perguntam ao Ertanto Senna Como é que ele conseguiu Ultrapassar numa curva tão perigosa E tão arriscada Então E aí

aquele outro piloto. E, não sei se isto é mítor, se é verdade, mas a resposta do Senna foi porque eu sabia que ele era pai e que ele não ia arriscar da mesma forma que eu arrisquei naquela curva. Se isto é verdade ou é mentira, não sei. Eu gosto da história. Será que isto é verdade? Talvez. Eu, por acaso, acho que isto aparece no filme do Senna. Respondendo ou é completamente legítima este medo e, neste caso, o medo é positivo. O que é que o medo faz?

O medo acaba por ser um espelho também daquilo que é importante na tua vida. Ou seja, ao seres pai e ao andares de mota, e quer dizer, não está em causa a condução do Hugo, tu quando andas na estrada tens de estar atento a ti e aos outros, aquilo que o medo fez foi alertar o Hugo para ganhar mais responsabilidade na forma como conduz, porque tem dois seres que ama e que não quer deixar de alguma forma desprotegidos no mundo.

O que é que tu tens que ter, muitas vezes? Tu tens que ter, para combater o medo, tu tens que ter uma motivação. Aquilo que Hugo acabou por fazer teve a motivação da proteção dos filhos. Não deixou de andar de mota, mas passou, como ele próprio diz, a ser mais responsável a andar.

É um pouco aquilo que tu estavas a contar com o Senna, eu acho que isso foi com o Prost, salvo erro. Ou seja, o que é que o Senna percebeu? Percebeu que o Prost, sendo o pai, provavelmente a motivação dele é de ser mais contido nos atos que praticava. E o Senna não era, como nós bem sabemos, que era um louco a pilotar.

tu muitas vezes tens que ir buscar estas coisas ao medo o medo serve, como eu digo no livro também para duas coisas, ou te bloqueia que é a parte mais perigosa do medo ou te protege e muitas vezes o medo, escuta eu não sei nadar, se formos os dois para um penhacho para nos atirarmos para um ribeiro

O medo vai-me proteger, porque eu não me vou tirar, porque eu não sei a profundidade daquilo e, portanto, chego lá, vou-me afogar. Portanto, nesse sentido, o medo é bom. Mas, eu para ultrapassar esse medo, provavelmente tenho que ter uma motivação, que é, porra, eu quero-me divertir com o alvinho, também quero saltar. Então, vai lá ter umas alvas de natação primeiro, saltar de umas pranchas de 3 metros, 5 metros por aí a fora, até chegares ao dia em que tu podes dar o saltinho também.

Deixa-me aqui colocar a Marta, que nos envia também uma mensagem. Eis o que diz.

e tenho uma dúvida em relação ao medo. O convidado falou que muitos medos vêm da infância, mas tenho uma filha que, ao contrário dos pais, nasceu muito mudricas. E como é que isso se explica? Não gosta quando tem as russas, não gosta de alturas, tem vertigens.

É uma construção dela na infância ou vem com ela, não sei, por algum trauma?

Pergunta quase impossível. Se nós não tivéssemos infância, não tínhamos, sei lá, não tínhamos metade dos nossos medos. Se calhar tínhamos muito mais. Ou será que tínhamos muito mais? Não sei, mas imagina se nós passássemos a fase da infância logo, se calhar não tínhamos uma série de medos que temos. Mas aqui é boa a pergunta porque há pouco quando já vamos falar da origem do medo, a infância aparece muito. As frases dos pais, os pais são absolutamente essenciais nisso.

Mas também a escola, a rejeição social Exatamente Aliás, de certa forma tu dizes que a maioria dos nossos medos não são nossos Foram instalados Foram instalados, ou seja, tu tens de determinada altura De normalizar as coisas que tens medo E respondendo à Marta A Marta, enfim E o marido ou o companheiro Pelos vistos não têm a mesma postura do que têm a filha O que é que pode ter acontecido? Muitas vezes, nós pais

fazemos coisas não percebendo que estamos a instalar medos. E eu vou dar um exemplo. O meu medo de nadar é porque o meu pai, quando eu era miúdo, pegava em mim, atirava-me para dentro de água, assim, à bruta mesmo, e nunca se preocupou em me ensinar a nadar. Claro que eu ganhei ali uma crença, não sei nadar. Eu sei que sei nadar. Se for para dentro de uma piscina, eu atravesso uma piscina a nadar. Agora, se eu sinto que não tenho pé, esquece, fuja sete pés, porque não tenho segurança. Nunca tentaste ter aulas de natação?

Um dia destes vou até Nunca considerei essencial Nunca considerei essencial Mas um dia destes é um desafio Já há várias vezes me lançaram esse desafio O que é que acontece muitas vezes? Sem querer Imagina, isto é entre irmãos

Irmãos mais novos e irmãos mais velhos. Se tu reparar, os irmãos mais novos normalmente têm muito mais crenças do que os irmãos mais velhos, porque são comparados. Isso é um exemplo, por exemplo, que se faz na educação das crianças. Quando estás na escola, olha o teu irmão, o teu irmão conseguiu, olha para o teu irmão, ou tu consegues determinadas notas e os teus pais dizem tu és capaz de melhor, etc. E portanto, isto normalmente cria crenças. Uma coisa que, a pior coisa que tu podes dizer é alguém que tem medo.

é dizer não tenhas medo. E portanto, se calhar numa situação... O que é que sabe dizer então?

Tem que se falar. É um grande problema da comunicação. Tu tens que fazer o que nós chamamos no coaching, o rapor. Tu tens que pôr no estado emocional de outra pessoa. Eu tenho medo da palavra coaching. Eu também. Eu nunca digo que sou coaching, ou que tirem cursos de coaching, porque a malta diz logo, e lá vem ele com aquelas lavagens cerebrais. Não é, nada disso. É preciso explicar o que é uma montanha russa. Em último caso, respeitar passo a passo.

Tu não podes, por exemplo, uma criança que tem medo de andar de montanhas russas, do zero começar a andar, como tu fizeste com o balão. Tem que começar com equipamentos de entretenimento mais pequenos. Mas nunca mais andaste. Já fizeste mais que eu.

e portanto é preciso passo a passo tu não consegues combater um medo de repente tu tens que ir passo a passo, pequenos passos isto é quase como um medo de falar em público tu não podes ir de repente para a frente de 5 mil pessoas vais-te borrar todo e vais fugir e vais gaguejar e nunca mais vais querer experimentar portanto tens de começar com 10 com 20, de repente estás com 100 quando dás por ti já estás com 200 ou 300 ou 500 e começaste a ganhar os hábitos o

Com as crianças é mais ou menos a mesma coisa. Nós temos que começar aos poucos. E sobretudo, descodificar e respeitar o seu próprio espaço. E eu acho que estas coisas não têm... Eu tenho pais de formação básica, terceira, quarta classe, com os seus medos ou não, e eu quando olho para a minha família, eu realmente sou uma pessoa completamente diferente.

Nasceu comigo? Não, não nasceu comigo. Eu nasci como nasci o meu irmão, com os mesmos pais. Provavelmente, ao longo da minha vida, o que fui percebendo é que não queria viver dentro de determinados parâmetros, sobretudo de medo, medo de arriscar. E ainda hoje, enfim, para as pessoas que me conhecem...

Percebem que eu sou um permanente provocador e desafiador de mim próprio. Isso tem a ver com o capital de confiança que tu vais acabando por ganhar. É um trabalho de normalização que tu tens indo fazer com as situações em que tens dificuldade.

Deixa-me aqui colocar mais duas mensagens. Viva para o plural. Confesso que tenho um grupo terapêutico que recentemente se abordou a questão do medo. Fez-se exercícios, nomeadamente, andar com uma venda por um jardim, para trabalhar o medo de confiar nos outros e também deixar-nos cair para trás com todos alinhados para...

para ver se temos medo que nos deixem cair. E confesso que aí não tenho tanta dificuldade. O meu maior medo é mesmo deixar passar a vida e sentir que, ao chegar ao fim da vida, que não consegui aproveitar o tempo de uma forma proveitosa. Esse é o meu maior medo. Falar com o medo ajuda a expor o medo, como o convidado estava a dizer. É muito importante, também se falou disso.

nesta sessão e ajuda muito. Um grande abraço. Aqui um ouvinte, que é o Tish, ele diz não foi o Senna, foi o Fernando Alonso a falar de Schumacher. A propósito do episódio da Fórmula 1. Mas a história é boa. Já agora, um outro ouvinte, que é quem? É o Luís Rosário. Ele envia uma mensagem a dizer diversidade, controle, amor, significância. Que autores criaram essa categorização?

Obrigado. É o que ele nos pergunta. Já agora, deixa-me colocar aqui uma outra mensagem. O Rui Ventura diz, boa tarde, pode terminar a conversa do uso do arnês ao subir ao poste? E como alterou esse comportamento?

Tu não acabaste? Não acabei. Esse comportamento só se acaba de uma forma. Não se acaba em sessões de PowerPoint e a explicar regras de segurança. Eu nessas coisas sou muito bruto. Acho que temos que... A pessoa sobe, sem o arnés, com a defesa de proteção em baixo, mas sem saber. E a determinada altura tem que ter o acidente.

para sentir aquela emoção que tu tens de medo quando tens a queda e não percebes o que é que vai acontecer. Eu acho que muitas coisas só resolves com... Não estou a dizer que os medos só se resolvem com choques, mas há muitas coisas na vida que tu só resolves com choque. Eu costumo dizer uma coisa, e há muitos anos quando eu comecei a trabalhar diziam que eu era muito direto e objetivo, e hoje costumo dizer uma coisa, sou direto e objetivo porque poupa anos de estupidez.

E nós temos que ser muito diretos em relação às situações. Essa é uma delas. Uma pessoa que trabalha em manutenção, em situações de risco, tem que perceber a noção de risco. Porque nós somos todos campeões. Nós somos todos heróis quando saímos de casa. Porque achamos sempre que não nos acontece. Todos nós.

eu lembro-me de há muitos anos propor a um ministério da administração interna quando se falava das campanhas 100% cool, etc do condutor que não bebe para levar os amigos e a determinada altura dou-lhes uma ideia muito doida que tinha visto na Holanda salvo erro

em que tu pegas nos jovens que acabaram de tomar a carta de condição e crias obstáculos dentro de um circuito fechado. Tu fazes os primeiros slalons, tudo bem, porreiro. Seguir, bebes uma cerveja. Voltas a fazer. E bebes a segunda, e bebes a terceira. Só com a experimentação é que tu percebes que ao fim da quinta ou da sexta cerveja tu não tens a mesma capacidade do que tens quando estás sóbrio.

Tu não consegues dizer a um jovem Para não beber e conduzir Porque somos todos heróis Portanto, há situações em que tu tens que ir à prática Tens que ir à prática E tens que perceber o que é que dói Isto acontece muito na infância O que é que tu fazes a um filho? Vai subir uma escada A primeira coisa que tu dizes é não Vai-se-te magoar Já estás a proteger Se não é uma situação O que estás a dizer é deve-se magoar? Tem que se magoar

Tem que aprender. Isso magoa com gravidade. Não, escuta, entramos no campo do... Tem que haver responsabilidade. Portanto, vai subir uma escada. Tu sabes que em último caso bate lá com a canela azita e vai chorar. Mas vai aprender. Não vais, obviamente, ter uma varinha mágica e a criança lá meter um dedo para cortar e fica sem dedo e agora não voltas a meter. Não, obviamente não. Agora, há demasiado protecionismo, muitas vezes na infância,

que não nos deixa depois evoluir e perceber sequer o contexto das coisas que estamos a viver. Em relação à questão que tinha aí o nosso ouvinte, que tinha medo de não viver a vida.

Mas quando chegar, primeiro não sabe quando é que são os últimos dias de vida, que é uma coisa, é a graça de estarmos vivos. Segundo, quando lá chegar, não tem a possibilidade de voltar atrás para voltar a viver a vida. Portanto, é um medo que muitas pessoas têm, que é não viver a vida em pleno. É só uma forma de combater a viver a vida em pleno. Eu costumo usar um lema para mim, que é todos os dias vivo como se fosse o último dia.

Mas todos os dias aprendo como se fosse o primeiro dia.

Não se trolhes mais na neta e eu vou para o Voral Aquele take bem polémico que virou viral É tanto conhecimento, azeia para tempo Vou fazer doutoramento só que ao Voral Um cientista e um político na Voral A discutir qual é o doce que prefere no Natal És uma conversa crucial Sinto 10 às 19, estás na Voral Voral, Voral, Voral

José Borralho é o nosso convidado de hoje a propósito deste livro que agora é dita. De recorde que a melhor mensagem vai justamente receber um exemplar. Mas antes do programa acabar, estamos a receber muitas mensagens. O que é até que os nossos ouvintes estão super interessados em discutir este tema. Há o nosso ouvinte relatador. Boa tarde para a Vorale. Onde anda o relatador do serviço deste programa?

Foi inspirado nele, queres Alvi propor este desafio. Agora que nos aproximamos do Mundial, Alvi, por que não concurso de relatadoras na prova oral? O texto seria baseado no tema do dia. Não sei, Alvi, não sei se és esta ideia. Passa ao lado, bate no poste ou entra! Vem decidir, Alvi. Vem decidir que tu decides bem. E no fim, o que for será.

Muito bem. Um abraço a todos e até sempre. Aí está, gostei muito desta sugestão deste ouvinte também relatador. O que é que é feito o nosso relatador desportivo, João Guerreiro? Hoje a prova oral, novamente. Hoje a prova oral há mais de 20 anos e hoje porque estão a falar de um programa sobre medos, perdi o medo e enviei este áudio que ouviram anteriormente. Muito obrigado e boa tarde a todos. João Guerreiro, Vila Nova de Mil Fontes.

Muito bem, João. Não custou nada. Não custou absolutamente nada. Portanto, está aqui o primeiro passo. Está dado. Já agora, uma outra mensagem da Patrícia. Olá, convidado. Tenho dois filhos. Não me considero uma pessoa muito medrosa. Tenho medo do escuro, confesso. Mas enfrento muitas vezes a semente. E do escuro em sítios muito específicos, para os fechados.

que não moro num prédio por si, acho que não transmito isso aos meus filhos. Moro numa casa, felizmente. Mas, em compensação, o pai das crianças tem algumas... Não sei se são medos, se são...

traumas, não faço ideia, serão a mesma coisa, corrijam-me por favor, mas tenho um problema muito grande com bichos, desde abelhas, formigas, vespas, bem, tudo incomoda e faz realmente um bocado um drama daquilo. O que é que acontece? As minhas crianças de 4 e 8 anos não podem ver uma abelha, não podem ouvir um zumbido, começam logo com pânico, já não comem, já não mexem, já é uma coisa...

que a mim me faz confusão, mas percebo de onde é que vem, não é? O pai é um problema à bicharada.

Como é que eu contorno isto? Como é que eu dou a volta? Eu moro numa casa terra, felizmente o mais pequenino até gosta de brincar com os bichos do conto, em mexer em bichos, na escola eles também têm muito contacto com bichos de lagartistas e coisas assim, mas não podem ouvir um zumbido. E por mais que eu lhes diga, não façam movimentos bruscos, não nos vai fazer nada, as abelhas só picam em defesa, às vezes se vocês não fizerem movimentos bruscos não nos vão fazer mal, não adianta, eles têm medo.

A sério, ajudei-me por favor Beijinhos E agora o que dizemos a esta ouvinte absolutamente desesperada José Borralho Tem que começar pelo pai As crianças são esponjas do comportamento dos pais Portanto o pai tem que enfrentar esse medo De preferência sendo picado à frente dos filhos Por uma...

Não tem que ser picado, mas o que ela diz tem razão. A maior parte... Eu vou dar um exemplo. A minha ex-milher, a mãe das minhas filhas, tinha medo de pombros, mas de ter ataques de pânico, histéricos, só de ver um pombo à volta. E as miúdas, eu ensinei-lhes a não ter medo.

Como? Ignora. A maior parte dos casos... Isso é o que dizem os pais todos. Ignora, mas ignora de que forma? Tu tens que distrair o cérebro daquilo em que ele está focado. Ou seja, tu quando tens um medo, o que é que é um medo? Os teus medos normalmente são tu enches a tua cabeça de porcarias, de pensamentos que a determinada altura levam-te para um estado de ansiedade e tu não consegues sequer respirar.

Há técnicas para tu desviares a atenção. Vou-te dar, por exemplo, uma. De repente tu estás a pensar em baratas, em o que é que quer que seja, que podem sair agora do teto, onde é que quer que seja. E o teu pensamento está a ficar naquilo. Tu começas a entrar num estado de ansiedade.

Se eu te mandar, em voz alta, dizeres cinco coisas que estás a ver, quatro consegues ouvir, três consegues apalpar, duas consegues cheirar, uma consegues saborear, o teu cérebro rapidamente teve que evoluir para se centrar nisto que eu te acabei de dizer. Tu perdeste completamente a noção já das baratas, das abelhas.

E é preciso fazer isto muitas vezes com o cérebro, destraí-lo, e se calhar com as crianças, quando houver bichos, está na altura de destraí-los e não ter o pai por perto, obviamente, ou fazer isto mesmo com o pai, não é? Porque aquilo que os miúdos estão a fazer é o reflexo do comportamento do pai.

Se o pai tem medo, nós também podemos ter medo. Se o pai tem medo, o pai tem alguma razão para ter medo. E nós precisamos, já para não falar de técnicas de respiração que tu tens, que te oxigenam o cérebro de outra forma e transmitem-te ao cérebro algo do género. Está tudo bem, está calmo. Tu fazes isso?

Muitas vezes fiz, ainda bem não há as vezes, não quer dizer que às vezes não tenha pensamentos e digo, ignora, distraio-me, ou então inspiro em quatro, expiro em seis, quatro ou cinco vezes seguidas, o que é que o cérebro vai perceber? Está tudo bem, estamos a respirar como deve ser, o oxigênio está a seguir, não há situação nenhuma alarmante para tudo preocupar.

Há aqui muita coisa que devia ser ensinada na infância. E como te digo, eu não sou especialista. Fui aprendendo, e também com outros, isto. E ainda por causa das dores, é efetivamente nas dores que tu cresces. O Robin Williams tinha uma expressão muito engraçada que era...

Se tu queres aprender as maiores lições da vida E queres crescer a sério Tu tens que passar por três coisas Que são as que te fazem crescer Uma carteira vazia Um estómago vazio E um coração destroçado Mas espera lá, o Rob Williams matou-se

Percebes? Para se calhar Esse não é o melhor exemplo É um bom exemplo A expressão que ele diz O facto de ele se matar Provavelmente não conseguiu Não conseguiu Utropassar, enfim, problemas De saúde mental Porque é um último caso É aí que tu vais chegar Com tantos medos Chegas a uma altura 4

Eu não sei se o medo não é um problema de saúde mental. Para quem não consegue viver porque está constantemente a agarrar a medos, tu tens um problema de saúde mental. Eu devo ter vários, mas deixa-me aqui continuar com este programa. Deixa-me colocar o Bruno e o medo de arriscar. Olá, boa tarde. Eu sou o Bruno. Vivo aqui em Oliveira do Hospital. E um dos meus maiores medos era o de arriscar, mudar de vida, mudar de trabalho. E...

Sou enfermeiro veterinário da refeição, mas depois exerci para outros campos, para outros trabalhos e neste momento estou a trabalhar como viticultor e estou a adorar, era uma coisa que eu sempre sonhei, trabalhar na agricultura.

E pronto, para dizer que vale a pena arriscar e fazer aquilo que nós gostamos, que é o mais importante. Um abraço para vocês todos. Grande abraço. Ora está, há uma diferença entre medo e fobia.

Há. Há. Haverá pessoas mais habilitadas do que eu para falar disso, mas há claramente. Eu acho que o medo tu consegues de alguma forma tratar contigo ainda. As fobias já são questões muito mais complexas. E acho que as fobias já não têm a ver tanto com o medo.

Há muitas pessoas que têm fobias sociais, não é? Sim, sim. Coisas como andar de metro. Imagina, há pessoas que têm medo de andar de metro porque sabem que vão encontrar outras pessoas no transporte. Já viste uma fobia dessas? Tocaste num ponto excelente. Eu tenho uma tia que tem medo de andar de metro. Tens? Porque é apertado, é escuro, etc. E eu, no outro dia, numa conversa com ela, perguntava-lhe, mas há aqui algo que me está a escapar.

Mas o avião, que é um tubinho mais pequeno, onde levamos muito mais tempo de viagem...

dia não tem medo? Ah, porque eu adoro viajar. Digo, hum, espaços fechados. Tem medo. No metro, sim, sim. Assim como tenho salas fechadas no escuro. Eu digo, sim, mas cada vez que lhe ofereço bilhetes para ir ver o André Rioux e outros, está sempre. Já não tem medo? Já não tem medo. Então, eu digo, então, é uma questão de motivação. É muito simples. Vamos convidar o André Rioux para fazer um concerto dentro do metro.

E vamos ver se o trapacei só não, não é? A solução, não. É o André Riau. O André Riau, para ela é. A solução é isto. Tu tens que ter uma motivação. Porque a questão é, como dizia este nosso ouvinte, que teve a coragem de arriscar e valeu a pena.

E é um pouco como costumo dizer nas empresas. Se tu fazes as mesmas perguntas, tu tens as mesmas respostas. E se tu continuas a... Não mudas, nada muda. Se tu continuas com os mesmos medos, a tua vida vai continuar igual. E, portanto, este nosso ouvinte iria manter-se na profissão que estava e era infeliz.

Deixa-me aqui algumas opiniões dos nossos ouvintes. Ele diz que há um... O Cristiano Santos diz que há um reality show americano chamado The Re-Arcel de 2022, não sei se é assim que se diz. Nele, o anfitrião ajuda pessoas a superar certos receios simulando ao mais ínfimo pormenor a situação em questão.

constrói um set do local onde irá ser feita a relação e no final dos ensaios a pessoa tem que enfrentar o seu medo desde dizer a verdade a um amigo ou preparar-se para a decisão de ser mãe entre outros. Aliás, há um célebre exemplo em Portugal, o famoso Ponha, Ponha, Ponha, que era um concurso, um programa apresentado pelo Jorge Gabriel em que as pessoas enfrentavam o medo. Este Ponha, Ponha, Ponha é um senhor que vai lá, que tem horror a...

aquilo era? Aquilo não era um laguidade? Era uma... Era um réptil. Era um réptil. Lá está. O André Rio deste senhor foi dinheiro que o Jorge Gabriel lhe dava. Motivação. O Jorge Gabriel deu-lhe dinheiro para ele deixar colocar o réptil em cima da cabeça.

Mas aquela imagem ficou na mente de todos os portugueses. Aliás, eu não sei se é possível até termos esse momento do ponha-ponha-ponha. Isto é facilmente encontrado na neta. O ponha-ponha-ponha-ponha. Adorava saber o que é que é feito deste senhor do ponha-ponha-ponha.

Adorava, mas eu não sei... Alguém conhece o senhor do Ponha, Ponha, Ponha? Se calhar ele não quer falar sobre esse... Se calhar não quer. Deixem-me só dizer que estamos a terminar o programa. Mas, ainda assim, tenho aqui Isabel Farola. Olá, boa noite. Boa tarde, Fernando Alvim. Boa tarde ao convidado. Eu posso dizer que tenho um medo assim mais.

Evidente, que é o medo de aranhas. E estou a tentar combater esse medo. E como é que eu estou a tentar combater esse medo? Estou a tentar lidar com as aranhas que têm ali num terraço. E olho para elas todos os dias. Às vezes falo com elas.

Portanto, acho que os meus vizinhos vão dizer que eu sou maluca, mas pronto, tento estabelecer aqui uma relação. E deve ser que eu antes nem sequer conseguia olhar para a aranha. Era mesmo assim uma fobia. E agora estou a tentar aproximar-me delas. É este o meu medo principal. Beijinhos, bom programa.

Uma excelente técnica. A tua assistente, ela disse que o senhor do Ponha Ponha Ponha chama-se João Mojo. Mojo. Um abraço para o João Mojo se nos estiver a ouvir. Isto é uma excelente técnica que esta senhora fez. Normalizou o medo. Começou a olhar para os bichinhos, para as aranhas e a falar com elas. Que é um problema.

É o problema do medo. Tu tens que verbalizar o medo. Não é só contigo. Às vezes é com o próprio medo. É falar com as aranhas. Provavelmente as aranhas nunca lhe responderam, não é? Mas também não querem saber dela. Porque ela está na vida dela e as aranhas. Que é uma coisa estranha. Como é que tu tens medo de um bichinho que é infinamente mais pequeno do que tu e tu com um pé os magas e acabas-lhe com a vida?

Uma coisa é o senhor do ponha-ponha Que de repente mete-lhe um réptil E tens um bicho em cima de ti A mesma coisa que agora Uma aranha vir para cima de ti É aquele gesto instantâneo De tirar as coisas de cima de ti É a violação do teu prazo Outra coisa é tu ter os bichos ali distantes Eu tenho as minhas filhas As vezes passam lá Vivemos no campo Logo uns gritos Vai matar Eu nunca mato os animais

Eu digo, não, tens que aprender É assim, ele é pequenino, tu és grande Portanto, vais arranjar uma forma Tirada ali o buchinho, a barata Ou o que é que quer que seja Não é só tu que não matas os animais Bruno Aleixo confidenciou que também não mata animais Os autores de Bruno Aleixo Aceitaram falar Para mim não há nenhuma razão Um dia antes do último Aleixo amigo Num local ultra secreto vib vib vib vib vib vib

Algores entre Lisboa e Coimbra. Então ele iria. Emissão especial. Com Pedro Santo e João Moreira. Os criatores de Bruno Aleixo. Um passado, um passado. É um passado que eu quero apagar, sim. Esta quinta-feira, às 19h. Não, o Boca Rota está ao vivo. Na RTP Antena 3.

Temos de ser muito rápidos, mas queria-te fazer duas perguntas. A primeira é se o medo é genuíno ou se é muitas vezes uma desculpa confortável para não agirmos. E a outra, se o nosso cérebro está ultrapassado para o mundo moderno. Olha, a primeira, muitas vezes não é genuíno. Muitas vezes, aliás...

O medo mais hipócrita que eu conheço é o medo do julgamento. Porque muitas vezes, o que é que estás a fazer? Estás a protelar situações só por uma questão do julgamento. Quantas vezes a maior parte de nós disse que ainda não era o momento perfeito para qualquer coisa? Nunca vai haver um momento perfeito. Nunca tens reunidas as condições para fazeres uma mudança na tua vida.

aquilo que tu estás a fazer é protelar através do medo de julgamento, porque tu vais ter medo de que te julguem, porque falhaste, porque mudaste de profissão e não correu bem, porque mudaste uma relação e a outra era melhor, etc. Portanto, é o medo mais hipócrita que eu acho que existe, é o medo de julgamento. A relação se o nosso cérebro está preparado para os tempos de hoje?

Ele está, está. Agora, tu precisas de treinar o cérebro. O cérebro é um músculo também. E tu tens que treiná-lo para isso. E eu costumo muitas vezes fazer exercícios comigo mesmo e com pessoas que às vezes me pedem.

O mais comum deles e que te ajuda mais é tu falares contigo próprio. Falares ao espelho. Ou muitas vezes fazes uma coisa, que é, para determinadas situações que não percebes sequer as soluções, fazes um jogo de cadeiras. Tu estás numa cadeira, falas o teu problema ou o teu medo, e a seguir sentas-te na outra cadeira como se fosse um amigo teu a falar contigo. E tentas responder a ti próprio. Diz-me uma coisa. Há medo? Isto é, há coragem sem medo?

Não.

Se não houvesse medo, não precisavas da coragem. E a coragem é, mais uma vez, um músculo que tu tens que treinar. Porquê que tu tens coragem? Tens coragem para ultrapassar situações. Essas situações normalmente trazem-te medos. Portanto, se não houvesse medos, tu também não precisavas... Éramos umas lesmas, não é? Estava tudo bem. Portanto, não precisamos de coragem para nada. Nós precisamos de coragem precisamente para enfrentar situações que consideramos que são adversas. Eu enfrentei muitas e relato-as.

Qual foi o teu pior medo? Ai, ganda pergunta Olha, eu acho que o maior medo Dos mais recentes Que reconheço Foi de uma relação que tive Há sensivelmente dois anos Com uma mulher Muito mais jovem que eu E tive medo do julgamento

E mascarei isso com aquilo que seria uma responsabilidade. Pensar, pá, temos não sei quantos anos de diferença e um dia a rapariga quer ter filhos e eu já não estou nessa fase, já não quero. E o que é que os amigos que são de idades diferentes vão pensar? E a família? E, pá, agora andas com uma miúda, 20 anos mais nova do que tu. Mas isso é um clássico.

Isso é um clássico agora, na minha cabeça. Eu disfarcei... Isso sempre foi todo. Percebes? Nós somos ironizados. As mulheres sempre a tocar para uma mais nova. Exatamente. Tantas vezes que eu brinquei. Aos 40 troco por duas de 20. Não, não aconteceu, senhores ouvintes. Nada de me torcedarem a seguir. Mas, por exemplo, foi o medo mais recente que lembro de ter. E hoje consigo olhar e dizer, não, era medo do julgamento. Ou seja... Então, e continuaste com essa menina mais nova? Não.

Não correu bem Não correu bem porque eu terminei a relação Por causa disso Escuta, eu terminei a relação por isso Porque disse, não, não faz sentido Sabe o que é contigo? Ponha, ponha Tem que fazer deste lado Ponha, calma Eita que noiz Eram 25 anos de diferença

João, atenção João, se quiser resistir pode resistir. Ponha. Ponha. Você se quiser pode resistir. Não, não, não desista João. Ai, que triste. Sem unhas e tudo, vai marranhar a careca toda. Ponha, ponha, ponha!

Este momento é icónico Curiosamente um ouvinte Aqui da Proverol O Luís Alçada, ele diz É o João Muge do OVAR Quando vires cá posso apresentar-te Desafio aceito E sou capaz de ir ao OVAR de propósito Só para conhecer o João Muge E levo um réptil Para ver se ele ainda tem os meus Se o tropeçou o medo ou não O que é que diz aqui a Carolina? Deixa-me só colocar aqui a Carolina Olá Alvin Olá convidado Olá

A minha questão vai para o medo de algo que nós sabemos que nos vai acontecer a todos mais cedo ou mais tarde, que é a morte. Penso muito nisso, penso muito. Beijinhos! Ah, mas isso vamos todos morrer, não é? Nascemos, morremos. Oh Carolina!

A minha pergunta é, porquê ter medo da morte se nós não sabemos quando é que ela vai acontecer? Isso é viver uma vida em ansiedade. Isso é não viver. E sobretudo para quem é pai, como eu sou, muitas vezes penso nisso, mas eu decidi normalizar a morte. A morte, para mim, faz parte daquilo que é o processo de estar vivo.

E eu costumo dizer uma coisa muito engraçada. Aliás, tenho uma filha minha que brinca. Cada vez que alguém faz anos, os parabéns dela é... Parabéns, estás cada vez mais perto da morte. Portanto, a Maria já normalizou. Agora, há uma coisa que eu costumo dizer. Há dois dias que não interessam para nada na nossa vida. Um foi o dia em que nascemos, que ninguém nos convidou. Se quer para estar presente, obrigaram-nos a estar cá. Mas celebramos a vida toda. Mas celebramos a vida toda. E o segundo é o dia em que morremos.

Portanto, aquilo que interessa é todos os dias. E nós temos muita mania de ficar presos ao passado, o que aconteceu, é a nossa base de dados, e o que é que fiz e o que é que não fiz, para tentar justificar e projetar o futuro. E esquecemos de viver hoje.

Temos mais tempo para este programa. Quero-te agradecer o facto de teres vindo falar sobre este livro que agora chega e que fala sobre o medo. José Borralho foi o nosso convidado. O livro chama-se justamente Medo. Como transformar as ameaças em forças. Obrigado José. Acabo com uma última mensagem. Olá, boa tarde. Aqui é o Manuel do FAR. Parabéns pelo programa e parabéns pelo tema.

Eu queria perguntar ao convidado qual é o maior medo do ser humano? Será a morte? Obrigado. Não tenho tempo para responder o convidado. É o fracasso. Gostaram da emissão? É o fracasso. Querem ouvir outra vez? Ouçam? Partilhem, comentem. rtp.pt barra play o podcast da Prova Oral.

Este programa teve o apoio do Alfa Romeo Jr.

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José Borralho | Castnews Index — Castnews Index