Cnidários e sua incrível diversidade de funções
A-T06#19 - Ecologia Marinha.Você sabia que os cnidários são diversamente adaptados na história da vida no nosso planeta? Vamos juntos conhecer como eles vivem!
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This project was funded by the National Geographic Society. Este projeto foi financiado pela National Geographic Society.
Letícia Nelly Cruz
- Cnidários: formas e funçõesFormas corporais: medusoide e polipoide · Esqueleto hidrostático e externo (corais) · Simbiose com zooxantelas · Diversidade de movimentos (larvas, pólipos, medusas) · Sistema nervoso difuso · Alimentação e digestão (cnidócitos, nematocistos) · Respiração, circulação e excreção
- Conservação de espéciesControle de populações de presas · Papel na cadeia alimentar (tartarugas marinhas) · Recifes de coral como habitat e berçário
- Evolução e cooperação na naturezaVencedores na história da vida · Desafios em um oceano afetado por humanos
Olá pessoal, eu sou a Letícia Nelly Cruz e jornalista e membro do Instituto Bióicos. Sejam bem-vindos a mais um episódio do podcast Biologia Marinha Bióicos. Você sabe como os quinidários vivem no ambiente marinho? Como se movem e como se alimentam? Ouça nosso podcast e entenda mais sobre este assunto. Esse episódio tem o patrocínio da Bióicos, cursos de biologia marinha e canudo produtos sustentáveis.
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Os quinidários são organismos simples, porém um pouco mais complexos do que os poríferos. Esses animais apresentam duas formas corporais básicas, a forma medusoide e a forma polipoide. Mas como eles vivem num ambiente marinho? Como são estimulados por esse ambiente? Como se movem, se é que fazem isso?
Como se alimentam? Este artigo revelará o funcionamento, ou seja, a fisiologia de um dos organismos mais antigos do nosso planeta. Os quimidários têm esqueleto?
O esqueleto dos quinidários é hidrostático, ou seja, a rigidez dos tecidos dos indivíduos é mantida pela entrada e saída de água do corpo. No entanto, o esqueleto de alguns quinidários é externo e secretado pelas células da epiderme do animal, como, por exemplo, os corais pétreos e os hidrocorais, cujo esqueleto externo é constituído de carbonato de cálcio.
Essa estrutura de cada pólipo de coral é chamada de coralito. Os corais são quimidários césseis, ou seja, estão fixos aos substratos. Esses animais vivem em simbiose com alguns dinoflagelados chamados ochantelas, imprescindíveis para a sobrevivência do animal.
As oxantelas funcionam como fonte de carbono e nutrientes para o pólipo, que em contrapartida oferece a oxantela proteção e outros nutrientes para sua produtividade. Portanto, os corais oxantelados são encontrados em regiões rasas do oceano onde há luz. Diversidade de movimentos O filo equinidária realiza uma diversidade de movimentos dependendo do seu estágio de vida.
As larvas plânulas tanto utilizam seus cílios quanto rastejam no sedimento. Os pólipos podem rastejar no substrato ao contrair dos músculos de seu corpo. Por exemplo, anêmonas podem nadar e flutuar com o auxílio de bolhas de gás que produzem. Já as formas medusoides nadam contraindo os músculos da mesogleia, impulsionando seu corpo. O interessante é que algumas medusas nadam continuamente enquanto outras nadam até a superfície.
e se deixam afundar lentamente. Isso não é incrível? Quanta diversidade de movimentos! Os quinidários são capazes de perceber estímulos. O sistema nervoso desses organismos é descentralizado e difuso, ou seja, não há centros nervosos e, portanto, o indivíduo percebe os estímulos de uma parte em todo o corpo. Em outras palavras,
Se um quinidário tocar um crustáceo com seu tentáculo, todo o corpo do quinidário perceberá esse toque. No entanto, as células nervosas são mais encontradas na região oral, nos tentáculos e no disco pedal, no caso dos pólipos. Eles se alimentam também. Os quinidários são carnívoros e é com o auxílio dos tentáculos que eles capturam o alimento. Eles possuem células urticantes, quinidócitos.
com toxina que é injetada na presa e logo é paralisada e transferida à boca do quinidário com auxílio dos nematocistos. Esses nematocistos são estruturas dos quinidócitos que são disparados quando os tentáculos são tocados. Após a ingestão do alimento, a digestão se inicia. O alimento é digerido tanto na cavidade gastrovascular, digestão extracelular,
quanto nas células dessa cavidade, de digestão intracelular. As contrações do corpo e os movimentos realizados pelo animal auxiliam na digestão. Quimidários respiram e fazem xixi? Eles precisam de gases para realizar seus processos bioquímicos, como, por exemplo, a respiração celular. A troca gasosa ocorre pelas células da superfície corporal, que transferem os gases por difusão para as demais células.
A circulação dos fluidos no corpo do animal ocorre principalmente na cavidade gastrovascular, mas também pelas contrações musculares e batimentos ciliares de suas células. Como todos os animais, os quimidários precisam realizar a excreção, que ocorre pela cavidade gastrovascular e boca. Sendo assim, a boca funciona tanto para ingestão de alimento, quanto para excreção.
Os quinidários são muito importantes. Os quinidários são predadores, controlando as populações de suas presas. Esse controle não deixa que tais populações aumentem drasticamente, o que pode trazer prejuízos ao ecossistema marinho. De outro modo, eles servem de alimento para as tartarugas marinhas que em contrapartida controlam as populações dos quinidários. Ao serem formas polipóides césseis,
Os corais são construtores de estruturas carbonáticas, os recifes. Nesses ambientes crescem algas e plantas que são alimento para uma imensa diversidade marinha. Os recifes de corais servem de habitat para um número significativo de espécies marinhas, sendo inclusive locais de reprodução de muitas outras espécies. Graças aos corais construtores, há no ambiente marinho esse oásis.
onde alimento em abundância e locais de proteção. Portanto, o filo e quimidária apresenta uma diversidade de formas e funções incríveis, que significou muito na evolução desse grupo e sua grande adaptação ao ambiente. Esses animais são, assim, grandes vencedores na história da vida do nosso planeta. Mas será que ainda conseguirão vencer em um oceano que cada vez mais se torna afetado pelas populações humanas?
E aí, galera! Gostaram desse episódio e querem saber mais? Esse podcast foi baseado em um artigo publicado na nossa revista Biologia Marinha de Divulgação Científica do Instituto Bióicos, de autoria de Felipe Guilherme Ramos Costa Neves, Lucas Rodrigues da Silva, Thaís Sempre Bom, Rafaela Duarte Silveira e Douglas Peiró.
Acessando os links na descrição, você poderá acessar esse artigo e será redirecionado ao nosso portal, bioicos.org.br. Por lá você apoia o Instituto, apoiando a você mesmo, se inscrevendo nos nossos cursos e adquirindo os nossos e-books. Por hoje foi isso pessoal, aqui é a Letícia Nelly Cruz e até um próximo episódio.
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