Episódios de Escola da Vida - Teodoro Zanardi

Os jovens estão consumindo mais livros no Brasil

06 de maio de 20269min
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No ano passado, o país registrou a entrada de milhões de novos compradores de livros, com destaque para o público de 18 a 34 anos, que apresentou o maior crescimento, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro. E o avanço está diretamente ligado ao ambiente digital. Teodoro Zanardi comenta os dados da pesquisa.

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Participantes neste episódio2
S

Shirley

Host
T

Teodoro Zanardi

Convidado
Assuntos3
  • MEC Livros: Plataforma de acesso à leituraPlataforma digital gratuita · Mais de 120 mil empréstimos gratuitos · Acesso à leitura para toda a população · Obras literárias nacionais e internacionais · Domínio público e títulos licenciados · Acesso via conta gov.br · Renovação por 14 dias · Clássicos e sucessos contemporâneos · Machado de Assis · Ariano Suassuna · Clarice Lispector · José Saramago · Harry Potter · Jogos Vorazes
  • Crescimento do consumo de livros por jovensDados da Câmara Brasileira do Livro · Público de 18 a 34 anos · Influência das redes sociais · BookTok · Influenciadores literários
  • O papel da família e da escola na formação do leitorHábito da leitura nos pais · Importância do exemplo familiar · Leitura como experiência estética e prazerosa · Crítica à obrigatoriedade escolar da leitura · Comunidades de leitura
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Escola da Vida, com Teodoro Zanardi. Olá, Zanardi, bom dia.

Bom dia, Shirley. Bom dia, ouvintes. Os jovens estão consumindo mais livros no Brasil. O país ganhou milhões de novos compradores no ano passado. A faixa em que esse consumo mais cresceu foi entre 18 e 34 anos, isso de acordo com a Câmara Brasileira do Livro.

Nas redes sociais, a leitura ganhou status de tendência, impulsionada por movimentos como o BookTok e por influenciadores literários que estão ajudando a transformar livros em fenômenos virais. Essa tendência, Zanardi, você acredita que tem corpo? Porque a gente fala tanto que com a tecnologia, com todas essas plataformas, está tão difícil uma concentração, está tão difícil...

pegar principalmente esse público mais jovem, numa leitura mais aprofundada, com leituras mais rápidas. Será que a gente está tendo, apesar desse movimento, uma leitura aprofundada?

É, Shirley, é muito interessante essa notícia, porque a previsão que é feita pelas pesquisas é que a leitura, o hábito da internet, das redes sociais, sempre traz uma dificuldade de concentração e da leitura de um livro. A gente enfrenta essa questão da leitura do livro, no caso da escola, há muito tempo. Só que a gente vê que a rede social também pode ser um catalisador que leva...

a juventude a essa leitura, ou seja, as comunidades, a leitura comunitária, que é um fenômeno muito bem colocado pela internet, ela atrai a juventude para a participação, ou seja, a rede social tem um papel importante.

naquilo que é a vontade de pertencimento, de participar de uma comunidade. E a boa pergunta é por que não participar de uma comunidade que vai debater a leitura de uma obra. Eu mesmo faço parte de uma comunidade que tem...

mensalmente a divulgação de livros e debates sobre esse livro. Então a rede social está aproximando as pessoas dessa forma, de uma forma muito positiva, que é a possibilidade de compartilhar a leitura, suas impressões e resgatando o Shirley. Uma ideia que é muito importante quando a gente fala do livro, porque a gente sempre está associando a leitura a uma obrigação, a uma avaliação, a um controle pedagógico. E muitas vezes...

Essa obrigatoriedade que vem principalmente da escola, ela afasta as crianças e jovens daquela experiência muito mais estética, subjetiva e prazerosa da leitura. Isso é bem paradoxal, porque fora da escola nós estamos encontrando essas redes que conduz aquilo que é muito importante para a formação, para a educação dos nossos jovens.

Nesse sentido, Zanardi, que bom, que excelente que as redes sociais vêm nesse sentido, influenciadores ali como se fosse um amigo mesmo, né? Indicando, falando porque o livro é interessante, contando alguns trechos para, enfim, seduzir um outro leitor, que a ideia muitas vezes é essa. E o que a gente observa realmente é uma... Eu, pelo menos, já tenho percebido isso.

Pelo menos sempre tem algum convite, alguma coisa na rede social, oferecendo algum clube do livro. Eu acho que é um fenômeno também que a gente está observando e que talvez está chegando justamente para esse público mais jovem. Que bom!

Exatamente. E aí nós tivemos um lançamento recente, Shirley, que foi do MacLivro. Ou seja, uma plataforma que é nova, uma plataforma digital, que já alcançou mais de 120 mil empréstimos gratuitos de livros digitais, não só jovens, mas que possibilita...

não só os jovens, mas toda a população, o acesso à leitura. É necessário políticas públicas como essa que facilitem esse acesso. Isso dá relevância à leitura e não se coloca aquela disputa ou aquele conflito entre redes sociais.

internet e a leitura. A gente vai ter um repertório cada vez mais amplo, produzido inclusive digitalmente. Essas comunidades digitais agregadas, aquilo que é o incentivo da família, o incentivo da escola, a visão da leitura, que é uma fonte de saber, mas é uma fonte também de um saber que nos traz prazer, nos traz possibilidade de compreender o mundo, isso é importante.

E esse fenômeno das comunidades virtuais, eles levam a gente a perceber que a leitura deixa de ser uma experiência puramente individual e silenciosa, e vai passar a ser também uma experiência compartilhada, onde há a conversa e há o pertencimento. Então o livro passa a circular de uma forma muito mais interativa, e com essa política pública do MEC Livros, possibilita o acesso cada vez mais amplo à leitura.

Zanardi, vamos falar aqui do MacLivros, porque ele é tão recente, né? MacLivros foi lançado agora em abril, do Ministério da Educação, e é uma iniciativa para justamente democratizar o acesso à leitura em todo o país. É uma biblioteca, então, digital pública e de graça.

Reúne obras literárias nacionais e internacionais. A Cerva é composto por obras em domínio público, títulos contemporâneos licenciados, atendendo, então, estudantes, professores, leitores em geral. Para acessar, acho que você já teve oportunidade também, eu baixei o aplicativo do MEC Livros.

E aí você entra pela conta gov.br, então consegue se identificar. E aí são clássicos, você pode olhar por gênero, tem obra recém-lançada, tem muita coisa bacana por lá.

Tem muita coisa bacana, é importante que todos acessem. Ele tem um sistema que a gente retira a obra por 14 dias e podemos renovar, ou seja, fica ali disponível durante um período para a gente ler. Eu mesmo estou lendo uma biografia de um pedagogo polonês que eu procurava me interar mais sobre esse autor e encontrei lá. Então nós temos os clássicos, nós temos biografias, temos livros de infantos e juvenis.

Temos livros sobre a cultura africana, a cultura indígena. Então, é uma plataforma que merece ser visitada e com essa visita, provavelmente, nós vamos ter cada vez uma ampliação da qualidade das obras ali ofertadas. Então, esse é um serviço posto à disposição da população brasileira que tem que ser aproveitado, inclusive, pelos pais e pelas escolas.

como forma de ter esse comprometimento com a leitura, essa cultura da leitura. E uma coisa que eu sempre digo sobre a leitura, participando inclusive como pai de reuniões escolares, é que se os pais também não têm o hábito da leitura, dificilmente uma criança...

vai adquirir esse hábito. Então, não adianta ficar fazendo indicações para as crianças sobre a leitura, dizendo que é importante se o pai e a mãe, ou o responsável, não estão fazendo, não tem esse compromisso com a leitura, não dá relevância à leitura da literatura produzida pelo Brasil e pelo mundo.

É, é um exemplo, né? Sempre fundamental. E para as famílias que talvez não tenham esse hábito ou perdeu esse hábito, enfim, nada como recomeçar, tem aí o Mac Livros que você pode baixar gratuitamente, esse formato digital, começar a acompanhar, começar a se interessar novamente ou ler livros, reler, ler novos títulos. Só no Mac Livros para você ter uma ideia, clássicos consagrados.

Você vai encontrar obras, por exemplo, de Machado de Assis, Ariadne Soassuna, Clarice Lispector, José Saramago. Mas tem também sucessos contemporâneos, títulos como Harry Potter também, Jogos Vorazes. Tem todos esses títulos também por lá. Então vale a pena uma visita para conhecer a plataforma. Como a gente falou, é de graça. É só entrar pelo gov.br para baixar os livros. É uma grande oportunidade. Muito bem. Teodoro Zanardi, obrigado pela coluna. Um beijo para você e até quarta-feira que vem.

Beijão, até a próxima quarta.

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