Episódios de AA40 - A comunidade FIRE no Brasil

45 - INÉDITO: A TSR NO BRASIL DESDE 1968 !

18 de setembro de 202614min
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Este episódio comenta o estudo oficial do Aposente Aos 40 que reconstrói a história dos investimentos no Brasil de janeiro de 1968 a agosto de 2026, combinando os retornos do Ibovespa e da Caderneta de Poupança descontados pela inflação do IGP-DI para avaliar a sustentabilidade da Taxa Segura de Retirada no país. O objetivo principal não é prever o futuro, mas analisar como carteiras reais teriam suportado quase sessenta anos de instabilidade econômica, sucessivas trocas de moedas e períodos de hiperinflação. A análise demonstra que a regra clássica dos quatro por cento não sobreviveu a todas as sequências históricas brasileiras dentro do modelo principal de saques mensais.

No modelo histórico principal, que considera rebalanceamento anual e saques no início de cada mês, a maior taxa de retirada segura para um horizonte de trinta anos foi de 3,71%, obtida com uma alocação de 20% em Ibovespa e 80% em Poupança[6]. Para prazos de quarenta e cinquenta anos, as taxas máximas caíram para 3,27% e 2,98%, respectivamente, ambas concentradas na carteira com 30% em renda variável e 70% em renda fixa. A alocação de 100% em Ibovespa apresentou os piores resultados devido ao risco de sequência de retornos nos primeiros anos de aposentadoria, suportando apenas 1,11% em trinta anos.

Ao replicar a metodologia anual exata de Bill Bengen para uma carteira de 50% em Ibovespa e 50% em Poupança ao longo de trinta anos, a taxa segura no pior caso histórico brasileiro ficou em 3,43%. Contudo, ao testar a grade de alocações completa de Bengen, a combinação de 25% em Ibovespa e 75% em Poupança atingiu 3,98%, chegando extremamente próxima dos quatro por cento. Por outro lado, caso o objetivo seja preservar integralmente o patrimônio inicial corrigido pela inflação, a Taxa Perpétua de Retirada recua para patamares próximos de 2% ao ano nos horizontes mais longos.

Nas simulações de Monte Carlo por blocos de 48 meses com cinquenta mil cenários, os limites para 95% de sucesso caíram para 2,42% em trinta anos, 1,84% em quarenta anos e 1,51% em cinquenta anos. O estudo conclui que não existe uma única taxa definitiva para o Brasil, pois os resultados dependem dos ativos selecionados, do índice de inflação utilizado, do período histórico analisado e da frequência das retiradas.

Confira o post em

https://aposenteaos40.org/2026/09/inedito-a-tsr-no-brasil-desde-1968.html

Artigo publicado em

https://zenodo.org/records/22821998