Episódios de Papo Delas Podcast

Papo Delas #92 – Pensamentos Intrusivos

06 de julho de 202638min
0:00 / 38:28

Papo Delas #92 – Pensamentos Intrusivos

Olá Amigos e Inimigos do Papo Delas!  
Conforme combinado, graças aos nossos apoiadores de junho de 2026 , temos o Papo Delas #92 – Pensamentos Intrusivos. No Ep. 92 do Papo Delas Podcast, Cafeína e Patsy recebem a Neura do Canal NeuraVerso para soltar pensamentos intrusivos nos ouvidos dos nossos #OuvintesIncríveis

👉 Dá o play no seu tocador favorito! #PapoDelasPodcast #PodcastBrasil #2026 #PensamentosIntrusivos #Podcast #mulherespodcasters – Porque Quem ama ouve, quem ouve comenta!

Edição
Drika Sanchez (Cafeína)

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Participantes neste episódio3
C

Cafeína

Host
P

Patsy

Host
N

Neura

Convidado
Assuntos5
  • Natureza dos PensamentosAcidentes com fogo e isqueiro · Queimar pelos do braço no fogão · Queimar panela com pipoca · Cantar músicas aleatórias
  • NeurodivergênciaMedo de parecer estranho · Ser 'doidinho de bairro' · Normalização da fala sozinha na internet · Clube da Neurodivergência
  • Entrevista de emprego bizarraFalta de filtro em situações sociais · Crise de ansiedade no trabalho · Código não escrito no RH · A importância de fingir em entrevistas
  • Memória e esquecimentoDificuldade em lembrar nomes de filmes · Associação de ideias em vez de nomes · Não reconhecer pessoas visualmente · Dificuldade em lembrar nomes de pessoas
  • O filme 'Sound of Freedom' e teoriasRoteiro traduzido e erros · Teoria de lavagem de dinheiro · Personagem Damares como feiticeira · Ator Jim Caviezel como Lula
Transcrição205 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
PPatsy

Papo Delas Podcast. E 1 e 2 e 3, olá amigos e inimigos do Papo Delas! Esse é o episódio 92 e eu tava pensando aqui que todo mundo tem um pensamento aleatório, né? Fico olhando para o nada e falando, mas que do nada esse meu cérebro sugeriu essas coisas! Pensamentos intrusivos, gente, não é uma vontade real, é só alguma coisa estranha, aleatória, que faz, e se eu fizer isso, e se eu falar aquilo? Eu geralmente tenho esses pensamentos meio ruins, sabe?

Aí, Paty, eu fiquei aliviada porque eu li por aí que geralmente esses pensamentos vão contra, assim, não é exatamente o que você quer fazer, eles aparecem aleatórios, mas não é o que você quer fazer ou falar. Então eu me senti uma pessoa menos ruim, sabe?

CCafeína

Então eu acredito que na grande maioria dos casos é realmente isso, assim como dizem quem? Os médicos que estudam essas questões, mas Mas às vezes, o pensamento intrusivo, ele é só um gatilho do normalmente eu não faria isso. Mas agora eu vou fazer.

PPatsy

Pois é, e a gente teve um pensamento intrusivo do nada, vendo um canal de YouTube mó legal. Fui olhar no Instagram e eu falei, nossa, se a gente chamasse uma neura pra falar de pensamentos intrusivos, ia ser legal. E deu certo, hein, Paty?

CCafeína

Aham, eu virei e falei assim, olha, como que eu consigo falar com ela sem parecer uma maluca, do nada? Aí eu, não tem? Então vamos tentando ser maluca mesmo. Aí eu saí procurando ela no Telegram, no Instagram, tem tudo.

PPatsy

E a gente tem aqui no episódio 92 a Neura do Neuraverso. Seja bem-vinda, Neura!

NNeura

Olá, como vocês estão? Muito obrigada, estou muito feliz de estar aqui com um assunto que é tão próximo da minha realidade.

PPatsy

Neura, eu tava vendo aqui seus últimos vídeos e aí eu queria apresentar você para o pessoal, para os ouvintes aqui, só com uma historinha que eu vi no último vídeo, só para dar um gatilho neles. Eu fiquei Sabendo que é sua mãe para te ajudar, lavou seu carro com Bombril.

NNeura

E nem foi a pior coisa, nem foi a pior coisa que meu carro já passou. Inclusive foi até de boa perto do que eu já vivi com esse carro.

PPatsy

Gente, as histórias delas é ótima, vocês têm que acompanhar esse canal. Neura, parabéns, você conta muito bem.

NNeura

Fora assim, eu não contei várias coisas que tipo eu, o carro já foi usado para fazer mudança das minhas amigas, então já fiz umas 5 mudanças enquanto Clio, só abaixava o banco. Eu já consegui, a gente já transportou um caixão pra uma gravação, que era bem engraçado ver as pessoas passando na rua e tinham 3 meninas e um caixão. E eu também coloquei 60 cobertores dentro dele. Só dava pra ver eu e o cobertor, não dava pra ver mais nada.

Deus abençoou naquele momento, porque olha, pra morrer foi fácil. Eu também coloquei 20 cadeiras daquelas dobráveis. Eu gosto de testar os limites do meu carro, fogão.

PPatsy

Você já pode fazer uma publi pra marca, né?

NNeura

Não sei se eles me querem, porque eu não faço o que eles mandam, né? Ia ser: não faça o que ela faz no carro, a gente não tem garantia pra essa porra. Eu gosto de viver bastante aventuras com meu carro.

PPatsy

Sim, muito mais aventuras, né, que a gente vê. A gente vai saber agora sobre pensamentos intrusivos, ouvintes. Vamos lá.

CCafeína

Você está ouvindo Papo Delas Podcast.

PPatsy

Enfim, eu lendo sobre isso, Paty, porque a Paty veio com essas ideias de pensamento intrusivo. Aí eu tenho pensamento aleatório, tem que na verdade é uma ansiedade, que aí eu manjo bem, né, que eu só falo de ansiedade aqui, só fico pensando nessa ansiedade. Você fica pensando, isso aí meu cérebro que mandou? Eu realmente tô pensando nisso? Então assim, antes de ouvir as histórias de vocês, que eu quero muito, eu vou dizer Acho que vocês, ouvintes, vocês me conhecem.

Eu sempre tenho pensamento ruim, intrusivos, aleatórios. Então eu não tenho muito o que falar, porque é sempre um: tô lavando a louça e se eu pegar esse copo e tacar na cabeça de alguém, é isso. Meu Deus, eu tenho pensamentos assim e eu seguro um pouco, só que eu sou meio que comedida. Eu seguro um pouco. Eu sei que a Paty, ela não segura, né, Paty? Você fala.

CCafeína

Infelizmente não, para o terror de milhões.

PPatsy

Ai, que desagradável!

CCafeína

Mas calma, calma, eu vou me defender. Nem sempre eu tô acompanhada. Tanto que quando eu dei a ideia da gente fazer esse episódio foi porque eu tava voltando do trabalho de carro, eu tava ouvindo um podcast aleatório. E assim, não sei se a Neura conhece, deve conhecer. Você conhece o Chá com Rapadura, Neura?

NNeura

Eu conheço o nome.

CCafeína

É um podcast feito por brasileiras, elas são do Ceará e elas moram na Inglaterra. E aí é muito bom, é muito bom. Tem um detalhe da introdução do Chá com Rapadura, onde tem duas meninas que normalmente que apresenta a Cíntia. E aí ela, quando tá fazendo a introdução, ela normalmente chama duas que participam muito, que é a Thaís e a Riviane. E é muito comum que em dado momento, quando ela vai introduzir essas duas, ela fala: e nós estamos aqui com Thaís e Riviane, e dá a vaia nordestina.

Isso entrou no meu subconsciente de um jeito muito forte. E aí todo podcast que eu escuto Que a pessoa que estiver apresentando vire e fala, e nós estamos aqui, dentro da minha cabeça eu falo sozinha, com Thaís e Riviani, iêêê! E aí, no dia que eu virei pra Caffeine e falei, Café, vamos fazer um programa sobre pensamento intrusivo? Foi em um dia que, graças a Deus, eu estava sozinha. E esse pensamento venceu e eu tava gritando dentro do meu carro, no meio da BR.

Aí eu falei assim, dá pra ser um episódio. E dentro de casa eu grito em todos os episódios. Aí o Bergs, inclusive, que é o meu namorado, ele já aceitou. É assim que tem que ser. Só que eu já fui... Só que esse é um exemplo que eu tô sozinha. Porque eu já fui, assim, desse nível de falta de filtro com pessoas. E aí, já não foi mais tão legal.

PPatsy

Ai, nessa de completar, eu tenho de música. Eu sou aquela insuportável que a pessoa fala assim: Ai, você bateu no meu coração. Eu fico: Coração, diz pra mim...

NNeura

Eu tenho isso com a música da Joelma, da Lua. A Lua do Estrelinha! Faz 400 anos que ela lançou essa música. Não tem uma vez que eu olho pra cima e paguei a Lua que não venha ela. Me traiu todas as vezes. Eu não aguento mais ser prisioneira dessa música, porque faz quanto tempo que lançaram isso? E eu nem tinha ouvido a música inteira. Foi tipo, eu não sei o que ela toca, mas a parte da lua eu sempre achei fascinante.

PPatsy

É, você vai falar, eu vou tomar. Você falou tomar um tá tá tá tá tá, é tá tá tá?

CCafeína

Como é que é? Tá cacá.

NNeura

Porque eu não sabia o que era um tá cacá. Eu descobri recentemente assistindo um filme brasileiro. Então o tá cacá não pega, mas a lua, caceta, por quê? Por quê?

PPatsy

Ah, então eu não tenho uma música específica, eu tenho final de frase. Então a pessoa fala, eu pego a música com o final da frase, e é isso, é muito chato. E aí eu falo na minha cabeça e a pessoa continua a falar e eu tô cantando a música, né?

CCafeína

Se juntar as três vai virar um pandemônio, né, a cabeça das três.

NNeura

Cara, eu tenho muito pensamento intrusivo, mas eu transformei isso numa profissão. Então agora minha vida é feliz. Sim, eu basicamente faço tudo que vem na minha cabeça, tudo em vídeo.

PPatsy

Mas conta pra gente, Neura, você faz ou só pensa? Que que você já fez de pensamento intrusivo? Só pensa, eu falei que eu não vou nem falar.

NNeura

Nossa, eu já fiz tanto pensamento intrusivo, porque quando eu não tô ativamente raciocinando, eu faço muita merda. Eu acho que a mais clássica que eu falei num vídeo foi que eu era jovenzinha, eu tava sentada na minha cama brincando com fogo, né? Tava acendendo uma vela e tal. E daí, por um segundo, eu pensei: eu uso o isqueiro pra acender a vela, por que não usar a vela pra acender o isqueiro?

CCafeína

Ai, meu Deus.

NNeura

E antes que meu cérebro pudesse processar a idiotice que eu tava fazendo, eu já tinha botado fogo num isqueiro de plástico. E eu vi uma mini explosão na minha cara e eu fiquei sem sobrancelha e sem franja. Por mês.

PPatsy

Quantos anos?

NNeura

Sei lá, uns 13, 14.

PPatsy

Adolescente. Nessa idade, eu vi em algum lugar que se você podia queimar os pelinhos do braço, que eu tinha muito pelo no braço, né? E aí eu taquei o braço no fogão pra queimar os pelinhos do braço. E aí eu vi eles desaparecendo, eu fiquei mó feliz. Aí deu 5 minutos, meu braço tava com uma mancha de queimado imensa.

NNeura

Você não sentiu?

PPatsy

Não senti, porque eu tava feliz, porque tava tirando os pelos do braço. Essa idade é horrível. Ai, eu odeio adolescência.

NNeura

Nossa, eu tenho tanto pensamento burro, você fala, nossa, gente, por quê, sabe? Por que fazer isso com você mesmo? Teve um dia que eu pensei a mesma coisa. O raciocínio é científico, se você pensar bem. A aplicação não, porque eu também pensei, nossa, você usa uma panela para tantas pipocas, por que não usar uma pipoca para uma panela? E foi assim que eu queimei a panela da minha mãe, ela ficou preta inteira, tive que jogar fora antes de ela ver.

Eu sempre fui a pessoa do pensamento intrusivo e eu sempre fui na dele, era só Tipo, não me deixa sozinha um pouco, que eu vou ter um pensamento intrusivo e eu vou tentar colocar ele na prática. Sobretudo coisas que não afetam as outras pessoas.

PPatsy

Daí, nossa senhora, eu tenho um problema de diálogos, porque as pessoas têm algum— tem alguma gente que reclama: ai, minha mulher sonhou que eu traí ela e ela passou o dia brava comigo. Tem isso, né? No meu caso, eu invento diálogos na minha cabeça durante o banho, antes de dormir, e no dia seguinte eu acordo falando: pode ter acontecido.

NNeura

A gente fica confuso, né? Porque é uma emoção tão sincera.

PPatsy

E aconteceu na minha cabeça. E tem imagem, sabe? Quando a IA fala faça um vídeo desse texto, o meu cérebro fez um vídeo daquele texto.

CCafeína

E agora ele é verdade.

NNeura

Que a nossa memória ela é muito mais enganadora do que as pessoas acham. As pessoas têm uma confiança na memória absurda, mas ela toda vez que você relembra de alguma coisa, mais você sabe do sentimento que você viveu na hora e menos sobre o que realmente aconteceu. Então a memória ela vai fazer você acreditar. E tanto que é isso que eu faço no canal, né, com os filmes. Na minha cabeça, na cabeça de muita gente, é verdade. A diferença é que eu decidi gravar falando sobre isso.

Porque você sofre junto, né. Minha mãe também era assim, ela era a pessoa que ficava com raiva do ator da novela, sabe? Então se ela, por acaso, visse ele na rua, ela era uma das que ia bater nele.

PPatsy

O ator da Raquetada, até hoje só falam isso com ele na rua, né.

CCafeína

Sim. E o Alexandre também, que eu não lembro o nome do ator, eu lembro o nome do Alexandre.

PPatsy

É, o Encosto, também só falam isso com ele. Aí já não sei se é intrusivo ou um tratamento psiquiátrico. Pausa para agradecer. Muito obrigada aos assinantes do mês de junho de 2026 no catarse.me/papodelaspodcast, que nos ajudaram a manter o Papo Delas no ar e continuar sonhando com a vida de madame.

CCafeína

Priscila Armani, Eduardo Ramos, Diego de Paula, Fabrício Guson, Marcos Colucci, Marco Antônio Júnior, Mayra Santos, Maião, Caroline Witt, Carol, Samuel Sobrinho e ele, Elizney Menezes.

PPatsy

Obrigada, gente! Obrigada, Paty! Qual o pensamento intrusivo que você fez e ficou chato?

CCafeína

Pera aí que eu fiz uma lista aqui.

NNeura

Meu Deus!

CCafeína

Ah, teve um que foi relativamente rápido, depois que eu pensei que eu acho que eu fiz merda. Porque há uns anos atrás eu trabalhava numa empresa que a gente acabava tendo que fazer 3, 4 coisas ao mesmo tempo e tal. E de tempos em tempos a gente tinha aquela reunião de equipe, juntava todo mundo e nananã. Aí em uma das reuniões tinha chegado um rapaz novo na equipe, ele tava há 2 meses, alguma coisa assim, pouquíssimo tempo na equipe.

E a gente falando sobre as questões, organizando quem tinha que fazer o quê, quem ia ser designado para cada setor para resolver as paradas. E aí ele virou num momento onde ele se sentiu muito acolhido, né, nessa reunião que continha a chefia. E ele pegou e comentou que ele tava tendo um pouco de dificuldade porque tava se sentindo muito sobrecarregado e que ele tinha tido a primeira crise de ansiedade dele por conta do trabalho.

Ele tava sentado do meu lado direito. Quando ele virou e falou, quando ele virou e falou, não, porque há 2 dias atrás eu tive uma crise de ansiedade por conta do trabalho e tal, não sei o quê, eu virei para ele rindo, abri os braços, falei assim, bem-vindo!

NNeura

Os chefes não gostam dessas coisas, né? Eu acho um absurdo. Não, não, essa sinceridade, delícia. Não sei lidar com chefe por causa disso. Eles falam uma coisa, mas eles não querem que vocês façam essas coisas na prática.

CCafeína

Não, jamais. E aí fica aquele clima de merda, né?

PPatsy

É, eu posso falar pelo meu estudo de RH que na verdade existe um código que ninguém coloca escrito. É um código que— isso, em que você tem que saber. Não é uma coisa tipo, aonde eu estudo? Não, você tem que saber ou não saber. Ah, mas como é que eu vou saber?

CCafeína

Sabendo.

PPatsy

Então quem entra nesse coletivo psicológico do saber tá entra. Quem não entra fica: ah, ele é esquisito. Mas por quê? Porque ele não sabe.

CCafeína

É, eu era esquisita.

NNeura

Eu também não sabia, eu nunca consegui passar em uma entrevista de emprego.

CCafeína

Ô meu Deus do céu!

PPatsy

Mas você sabe que eu fiz a pós-graduação em RH porque eu não tava passando em nenhuma entrevista de emprego e eu queria saber por quê. Aí eu falei: eu vou estudar RH.

CCafeína

E por que que é?

PPatsy

Eu quero saber o segredo. O segredo, eu quero saber o segredo. Soube? Não, não soube.

CCafeína

Mas eu soube. Agora você também é qualificada para dizer não para outros.

PPatsy

Mas eu soube que o segredo é você falar sem saber o segredo.

CCafeína

Só sair falando e seja o que Deus quiser.

PPatsy

Você fala que sabe, porque esse segredo ele não existe. Mas quando você detém o conhecimento do segredo, mesmo ele não existindo, você tá num outro patamar, entendeu? Então aí você vai lá na entrevista, você fala, eu sei o que você sabe.

CCafeína

Então o segredo é finja.

PPatsy

Exato, nunca seja.

NNeura

Com propriedade, não apenas finja.

PPatsy

Eu acho que o mandamento número 1 do RH é nunca seja você mesmo. Isso é uma mentira que te contam, que você acredita. Para os outros passarem na sua frente. Ai, seja você mesmo! Nunca seja você mesma. Inclusive, eu tenho muito isso de não ser eu mesma, só que na minha cabeça tá: será que tá parecendo que eu sou eu mesma?

NNeura

Eu falei, eu tô fingindo sobre dicas de entrevista para você conseguir emprego, né? Como o diabo veste prada. E eu falei exatamente isso: minta, minta para caralho, mas assim, sem dó. Você sonha desde pequena em ser agente funerário, é tudo que você sempre quis.

PPatsy

Exatamente, não seja você mesmo, seja o que eles querem que você seja. Ah, mas eu vou mentir? Vai, você vai mentir. Aí depois lá no trabalho eu vou continuar mentindo? Aí é problema seu se lá depois. Primeiro é conseguir o emprego. Você quer conseguir emprego? Porque assim, eu com formação disso, daquilo, eu não ia conseguir passar no processo seletivo de Caixa da Marisa. Então eu tive que mentir quando eu quis ser Caixa da Marisa, entendeu?

Eu vou mentir, eu quero ser, eu não tenho nada, eu não tenho nunca entrado na faculdade. Você mente aí Aí quando você entrar lá dentro, aí você fala o que você quiser.

NNeura

E sabe quando o dono do Twitter comprou o Twitter? Ele fez meio que um circo dentro da empresa, né? Ele demitiu todo mundo, ele tirou um monte de coisa. E alguém descobriu que não tinha RH no Twitter. Ele demitiu o responsável de RH e as pessoas começaram a colocar no currículo que trabalhavam para o Twitter, todas, várias, porque não tinha como comprovar. E alguém ainda falou, gente, não tem RH no Twitter agora. Caso vocês queiram uma experiência de 10 anos como desenvolvedor, essa é a hora.

PPatsy

Fica a dica aí, vou atualizar meu currículo agora no LinkedIn.

CCafeína

Bota no período em que eles estavam sem RH.

NNeura

Quando te perguntarem na entrevista o que que você fez nos últimos 5 anos, você fala que você tá sobre um contrato de sigilo.

PPatsy

Sigilo, isso é ótimo. Eu fiz um projeto do começo ao fim da implementação, foi um sucesso, mas infelizmente eu tô sobre cláusula de sigilo e eu não posso falar.

CCafeína

É segredo.

PPatsy

Maravilhoso, né? Mas isso é verdade, viu, Paty? Eu fico com essa cara aqui o tempo todo. Você já me viu ao vivo do tipo: eu tô conseguindo fingir bem? Será que eu tô conseguindo fingir bem? Porque eu tô o tempo todo tentando fazer um personagem de que tá tudo bem, tá tudo certo, tudo sobre controle. Mas a minha cabeça tá: será que estão acreditando na minha cara?

CCafeína

Amiga, é só dissociar.

PPatsy

Ah, não. Se dissociar, eu fico desesperada. A cara de desesperada.

NNeura

Você tem que acreditar na sua própria mentira. Exato!

PPatsy

Acredita?

CCafeína

Com gosto. O Elon Musk tá aí nesses anos todos.

NNeura

Ah, mas é que ele tem o agravante de o pai dele ser dono de uma mina de pedras preciosas, né? Daí você pode ser louco.

CCafeína

A partir do momento que você é bilionário, você é só excêntrico.

NNeura

Basicamente essa é a lição: se você é rico, você pode ser doido. É isso que ele faz o tempo todo.

PPatsy

Nossa, esse eu vou mudar o tema do episódio. Episódio chama Lições. Hora de mais um obrigada.

CCafeína

E também um muito obrigada ao nosso ouvinte incrível, nosso fisioterapeuta manco, Elson Nhof, que nos apoiou no PicPay @papodelas no mês de junho de 2026. Obrigada, nego!

PPatsy

Ouvintes incríveis, dentro dessa mesma seara do será que estão percebendo na minha cabeça? E ó, longe de ser algo entorpecente, tá, gente? Porque eu sei que isso é um dos efeitos das nossas ervas aí, aquela coisa. Será que eu falei isso em voz alta? Mas sóbria, já tive isso, somente gravando podcast. Porque às vezes também tá com o microfone desligado, ou eu tô pensando aqui, olhando a pauta. E às vezes eu falei isso, eu só pensei ou escrevi.

E eu tenho um pouco isso de parecer estranho, eu tenho muito medo de parecer estranha. Isso é estranho?

NNeura

Não, não é estranho. Mas é tão legal ser estranho. Quer dizer, eu tô falando como se eu não tivesse aqui na terapia por causa disso. Teoricamente, minha psicóloga fala que é super legal ser estranho. Vamos acreditar nela. Laila é ótima, é competente, mas você tem que aceitar a estranheza, né? É isso que eu— não é como se eu fosse ficar normal, não existe nenhum contexto. Eu já tentei ser completamente normal e as pessoas me acharam estranha igual. Então eu acho que não tem como vencer.

PPatsy

Eu acho que eu fui criada numa época que tinha muito doidinho de bairro, sabe? Aqueles doidinho de bairro que todo mundo falava. Aí eu tinha muitas vizinhas, pais falando, ah, aquela lá é doidinha de bairro, aquela lá não sei o quê. Acho que eu fiquei com medo de virar doidinha de bairro. E aí eu virei um haja naturalmente. Aí o tempo todo eu fico, será que eu tô parecendo normal? Acho que é isso, deve ser isso, né? É, Paty.

CCafeína

Assim, a pergunta que vem é, agora depois de vivermos esses anos todos, você já acha o doidinho de bairro tão doidinho, ou você agora entende um pouco os motivos dele?

PPatsy

Psicologicamente uma doidinha de bairro. Eu tenho 44 anos, tô gravando um podcast.

NNeura

Terça-feira à noite, amiga, amiga, eu me fantasio para falar sobre desenvolvimento pessoal. Amiga, você não nem quer.

PPatsy

Então a gente tá vivendo a era dos doidinhos de bairro.

CCafeína

Graças a Deus agora a gente tem voz.

PPatsy

A internet, eu tô lá no Stories, tá gravando: oi, ouvinte! Está tipo doidinha de bairro, né?

CCafeína

A internet normalizou, finalmente todo mundo falando sozinho.

NNeura

É que você tem que ter confiança nesse rolê, né? Tipo, eu sou a doidinha do bairro e eu vou continuar nessa jornada, não importa o que os outros fazem, você não olha para trás, você só segue firme. Porque se você pensar muito no que você tá fazendo da tua vida, você desiste. Tipo, eu passei 3 dias fazendo uma peruca de um filme que eu vou falar mal. Eu vou estar maravilhosa, vou falar, vou desgraçar o filme inteiro. Que lógica que tem isso? Não tem, mas é feliz. Então a gente só abraça o estranho.

CCafeína

E sendo bem sincera, eu acho que de todas as caracterizações, a que eu fiquei mais caralho foi a de Cats.

NNeura

Mas você vai falar caralho da que vai sair no filme essa semana, tá? Que porra essa— nossa, como eu tô com raiva dessa peruca! Eu nunca me arrependi tanto de ter começado uma coisa na minha vida quanto foi eu decidir que eu conseguiria fazer uma peruca de um filme. Gente do céu, eu tô tendo pesadelo com essa peruca! E se ela cair da minha cabeça, vai ter morte, vai ter dor, vai ter sofrimento. Eu não sei lidar com isso. Mas sou eu seguindo os pensamentos intrusivos sempre, tá?

Sempre, sempre é eu. Eu comecei a me fantasiar no canal porque eu tava fazendo roteiro e eu pensei: eu acho que eu consigo fazer essa roupa com que eu tenho aqui em casa. E daí eu me dei um desafio e as pessoas gostaram. Começaram. E daí foi só para baixo, nunca mais você conseguiu parar.

PPatsy

Não, é que você tem uma criatividade que é diferencial, é o diferencial das pessoas assim, é uma criatividade, pensamentos intrusivos. E essa criatividade visual ainda, que uma coisa é você ser criativa numa planilha, sei lá, você tá fazendo outra coisa que visualmente você olha e fala, nossa, mas ela realmente inovou aí no que ela tá fazendo visualmente, né? Então é parabéns, é um talento, né? Então eu imagino que vai vindo cada vez mais ideia ideias loucas na sua cabeça é quando você vê que as pessoas gostam, né?

NNeura

Sem dúvida nenhuma. Nada melhor do que ser louca com apoio. Nossa Senhora, eu faço os melhores!

PPatsy

Isso é bater palma para doidinho dançar. As pessoas batem palma.

NNeura

Eu sou doidinha e as pessoas batem palma. Sim, exatamente. Mas você só consegue fazer a diferença se você for diferente.

PPatsy

Então é isso.

NNeura

E uma coisa muito legal que eu tava, um dos cursos de fotografia de criatividade que eu assisti, muito bom. O cara falou assim: se você é ansioso, você é criativo. Se você consegue imaginar todos esses cenários apocalípticos, isso é criatividade. Você só tá usando para o mal. Caraca, se você consegue olhar para uma pessoa, imaginar você atropelado, morto, tua mãe chorando no teu corpo morto enquanto o SAMU chega, isso é criatividade.

Não vem de nada, você apenas surge com uma ideia, criativo. A diferença é que quem pega a tua criatividade é Satanás, né? Daí você fica o quê? Ansioso. Mas Mas é a mesma coisa.

PPatsy

Eu acho que em análises pessoais eu descobri isso, porque eu não tive uma infância lúdica. Essa coisa de era uma vez o Papai Noel, era uma vez uma princesa vestida de princesa, eu não tive uma infância lúdica, né? Então meus pais sempre foram, a verdade é isso aqui, é isso aqui, isso aqui. Então eu não cresci muito com esse mundo contos lúdicos assim, né, de histórias. Hoje então, quando eu começo a, e se acontecer isso, aí eu crio todo um cenário, todo um diálogo, tudo que vai acontecer amanhã e tal na minha cabeça.

CCafeína

Isso causa o quê? Ansiedade e só tragédia, e só tragédia.

PPatsy

Não causa um momento lúdico, um conto de fadas, né?

NNeura

Mas quando eu entro em modo apocalipse mental, que eu começo a desgraçar minha própria cabeça, eu tenho uma frase muito importante que eu olho para o espelho e falo: Neura, você está sendo louca? Vamos raciocinar. Faz sentido.

PPatsy

Defina louca primeiro, né?

NNeura

Vai acontecer isso mesmo? Qual que é a possibilidade? Se acontecer, você tá preparada. Se você tá preparada, para que você tá preocupada? Se você não tá preparada, não é agora que você vai se preparar. Então foda-se. É sempre bom eu voltar para minha realidade e ver realmente os fatos. E daí eu vejo que eu só tô maluca. Tipo, eu tô editando um vídeo e daí eu travei numa fala várias vezes, e o primeiro pensamento é tipo: nossa, é hoje que teu canal acaba, parabéns, você destruiu tudo que você fez porque você é incompetente, parabéns.

Então esse pensamento tá sempre lá na minha cabeça. Daí eu tenho que lembrar e falar: você tá sendo louca ou não? E normalmente eu tô.

CCafeína

Eu tenho uma pergunta: esse diálogo, ele literalmente acontece reflexo na frente do espelho? Você olha para si para ter esse diálogo?

NNeura

Eu tô no celular, né? E daí você vê o seu próprio reflexo no celular.

CCafeína

Ah, tá. É porque eu faço isso também. Eu faço isso também. Só que quando eu preciso ter esse diálogo e dar uns porro em mim mesma, eu paro na frente do espelho, me olho nos olhos e falo: minha linda, que porra é essa?

PPatsy

Eu faço isso. A gente é louca. Que legal.

CCafeína

Aí, ó, tá vendo? Nem foi programado, cara.

PPatsy

A última vez que eu fiz foi para me dar bronca. Sim, eu olhei no espelho, eu falei assim: olha aqui, vamos conversar. Seguinte, aí eu comecei a falar comigo, só que eu nunca contei isso. Agora eu tô com vergonha, me arrependi.

NNeura

Não tem vergonha, isso é ansiedade falando, é normal. Não, quer dizer, aceite o seu estranho interior. Não, não vou falar para você não ser estranho, seja estranha para caralho, do seu jeitinho.

PPatsy

Deixa meu jeitinho estranho.

NNeura

Se você fosse a portadora do fim do mundo porque você tá sendo estranha, tipo, nada vai acontecer.

CCafeína

E se o mundo for acabar, ele vai acabar mesmo, vai fazer o quê?

NNeura

Exatamente. Então seja louca. Não é como se as pessoas normais fossem viver mais que você, cara.

PPatsy

Normal? Olha o mundo que a gente tá vivendo em volta esse ano especificamente. Olha o que tá acontecendo no mundo. Você olha em volta, você fala assim: problema sou eu falando com espelho, né?

CCafeína

Mandando eu— na verdade, assim, né, nem só tá falando com espelho, você tá falando: calma, porra.

NNeura

O Trump nunca falaria calma, porra.

CCafeína

É verdade. Ele, pelo contrário, só fala: vamos embora.

NNeura

E tá aí, pensamento intrusivo. Eu no momento de procrastinação eu baixei o roteiro do filme do Bolsonaro e apareceu aqui caído do caminhão para mim também.

PPatsy

Essa tradução de inglês tá maravilhosa, né?

NNeura

Não, o pior de tudo é que tem dois roteiristas de Hollywood que estão assinando. Não é mesmo? Aquilo foi— não, não é possível. Não é inglês, ele não é possível.

PPatsy

Aquele inglês foi traduzido no Google Tradutor.

NNeura

Sim, tem frase que acaba com né. Are you talking to me, né? E também papai. Papai nunca foi traduzido. Então toda vez que um dos filhinhos dele fala, é, papai, nós vamos conseguir vencer, papai? E ele fala, sim, meu filho, porque Deus está conosco. Que inclusive tá no roteiro, tem uma mulher chamada Dolores, que ela é uma enviada de Deus, que aparece duas vezes para dar pílulas mágicas para eles.

PPatsy

É a personagem da Damares. É a personagem da Damares. Ela é uma feiticeira. Ela é uma feiticeira de Deus que entrega, né?

NNeura

Ela é uma feiticeira de Deus, gente. Feiticeira de Deus entregando pílulas feita em casa, não é pensamento intrusivo? O que que é?

CCafeína

Não. E assim, vocês viram o trailer? Eu já consegui entender depois desse trailer, depois da visão do lado deles, eu consegui entender porque essa raiva tão grande do Lula é tesão, gente. O Lula, o Lalu, né, porque não pode botar o nome do filme, eu não lembro quem é o nome que deram que fizeram para o Lula lá. Mas caraca, ele é um gostoso! Ele é um gostoso!

NNeura

E assim, é um gostoso nesse filme. Não, o Jim Caviezel tá todo fodido, mas é porque fizeram isso com ele, né?

CCafeína

É, não, descaralharam. Ele tá muito mal, cara. Ele tá muito assim, tá bem caracterizado, tá muito feio. Só que o Lula, ele tá um gostoso. E o Lula, o original de fábrica, tem aquela voz de companheiro. O ator que botaram para fazer o Lula, ele tenta fazer essa voz rouca, ele faz uma voz tesão. O Lula é um tesão.

PPatsy

Mas vai ver que é um dos clones, né? Porque são vários clones do Lula, né?

CCafeína

Fiquei incrédula, falei assim: agora eu entendi, é desejo.

PPatsy

Eu só me interessei mais pela bruxa feiticeira de deusa porque eu sou bruxa lenda-lenda, né? Eu sou daquela época wicana. E eu acho que é muito interessante a gente ter uma Damares feiticeira pra entregar pílulas de felicidade e cura. Eu me interessei muito por isso, viu? Sinceramente.

NNeura

Eu tenho uma teoria de que o filme nunca foi pra não era para sair, era para virar uma desculpa e só ficar por eles mesmos, sabe? Porque não faz sentido. Mas daí saiu uns rolê, uns— logo, engraçado que logo depois que descobriram que o dinheiro foi financiado pelo filme, foi financiado por aquela pessoa específica do porcaro, surgiu o roteiro e o trailer pronto. E o trailer, eu acho que eles fizeram tudo isso correndo com medo para falar que não é lavagem de dinheiro.

PPatsy

Eu acho que nós somos vencidas pelos nossos pensamentos intrusivos que não deveriam ser falados e vai ser arrependidos depois de dar moral para esse filme que já tem bilheteria de milhões certas e muitas arrecadações, e todo mundo quer ganhar dinheiro com isso. Nem vai sair porque eles vão falar que foram censurados e tal. A ideia desde o começo é essa: não sair e falar que foi censura.

CCafeína

O roteiro tem erro, gente, de tradução.

PPatsy

Não é possível. Olha o obrigada chegando!

CCafeína

E aquele GratPix para os ouvintes incríveis que apoiaram o Papo Delas pela Gratipix contato@papodelas.com no mês de junho de 2026, que foram Edinaldo da Mata, Elaine Barbosa, Henrique Oliveira e Marcos Robles.

NNeura

Aê, gratipix!

PPatsy

Ouvintes incríveis!

CCafeína

E eu preciso adicionar agora que entrou a inserção do nosso contato@papodelas.com, que é o outro motivo que fez eu chamar a Café para a gente falar sobre o pensamento exclusivo. Vou compartilhar pela primeira vez depois de 9 anos de papo delas, tá, galera? Eu comecei ouvindo podcast há uns 10 anos atrás com um podcast que o Mogli, editor do Não Enviabilize, que era um que ele fazia chamado Galera do Hall, que era com ele e 3 amigos dele da faculdade, que todos matemáticos.

Isso lá em 2016. E há 10 anos, toda vez que eu vou ler um email, eu sempre leio em primeiro lugar contato@galeradohall.com.

PPatsy

Pati, você tem o Papo Delas há 9 anos, como é que você...

CCafeína

Sim, não sei, não sei. Essa informação, ela ficou gravada no meu cérebro há 10 anos, ela tá aqui. E toda vez que eu vou fazer a introdução da parte do Pix, que eu vou ler contato@papodelas.com, depois do arroba eu paro 0,2 segundos pra lembrar que é papodelas.com e não Galera do Raul. E isso não consegue sair da minha cabeça há 10 anos.

PPatsy

Que coisa, não? Eu não tenho isso. No começo eu tinha, porque assim, a gente começou o Papo Delas há 9 anos. Anos. E há uns anos bem antes, né, há 15 anos, eu comecei com o Pauta Livre News, né. E eu era a voz da vinheta também, que falava Pauta Livre News, e aí começava o episódio. E aí quando eu comecei o Papo Delas, eu falava Pauta Delas, sempre ficava Pau Delas, Pauta Delas, o Pau Delas, o Pau Delas. E aí eu gaguejava um pouco, ninguém percebeu no começo, acho que você não percebeu, mas eu ficava o Pau, Papo Delas, era o Pau Delas o tempo tempo todo, né? Depois passou, mas tinha um pau delas.

CCafeína

A gente fica dando falha no programa desde sempre e ninguém percebeu até agora, tá vendo?

PPatsy

Tem até a tela azul até hoje.

NNeura

O meu cérebro tem um negócio que é um traço do canal que eu odeio. As pessoas falam que eu faço por querer, não faço, que é errar o nome de todo mundo e data e lugar o tempo todo. E depois que meu cérebro decide que aquele é o nome, não importa o roteiro, não importa a lógica, não importa nada, eu vou errar o vídeo todo o nome. E eu odeio tanto isso e eu não sei como resolver, porque eu não consigo pensar nisso 2 anos.

PPatsy

Então eu vou te dizer como é que eu fiz, a louca das planilhas, né? Mas eu tenho um documento somente de clientes em que eu tenho todos os detalhes sobre eles, o nome do cachorro, o nome do filho, tudo que eu souber sobre eles eu anoto nesse documento. Quando estiver em conversa eu pergunto: e o Cláudio? Porque tá anotado no documento. Então Nossa, ela lembrou, ela sabe, que cabeça e tal. Não, eu tenho isso anotado em documentos de cada pessoa importante ali, claro, né, que eu tenho, mantenho uma conversa.

Meu grande problema, que não tem como anotar de jeito nenhum, é que eu não reconheço pessoas visualmente. Então, se você já me viu durante a vida, trabalhou comigo, bababá, cruzou comigo e eu não te cumprimentei, eu não te vi, é que eu não reconheço. É impressionante, eu trabalhei com pessoas 3, 4 anos na mesa do lado e eu não lembro a cara.

CCafeína

Meu Deus!

PPatsy

Eu tenho um problemão com reconhecer pessoas. Imagina que pânico que foi, Paty, comigo naquele dia que a gente fez no teatro ao vivo. Porque a gente tava ao vivo e aí um monte de ouvintes e para o podcast estavam lá, tipo, me conhecem. E aí, oi! E eu assim, meu Deus, quem é que falou alguma coisa?

CCafeína

A parte boa é que se juntar você e eu dá uma pessoa inteira, porque eu gravo rosto, não gravo nome. Tu grava nome, não grava rosto.

PPatsy

Tá vendo? Porque eu torcendo para pessoa falar o nome, porque se me falar Só nem se for o nickname da internet, vem tudo, vem que nem uma lista de telefone assim, vem data, imagem, último comentário, vem tudo na minha cabeça. Mas eu preciso dar cara.

NNeura

Nossa, eu guardo associação de ideias, que é um problema. Quando alguém fala, me diga os seus 10 filmes preferidos, eu não tenho a menor ideia qual que são os meus 10, porque eu não sei nomes.

CCafeína

Mas você sabe como que você associou aquela informação.

NNeura

Isso. Então tipo, se alguém falar, qual filme que tem um vaso vermelho na porta? Eu vou saber mais fácil do que se me perguntarem nome, porque eu não sei nome de filme. Eu não sei quais são os meus preferidos.

PPatsy

É o meu pavor de participar de game show. Beijo aí pro Will, do Will Rucast, que me chamou pra um game show. Que é assim, ah, filme que tal coisa acontece. Aí você fica, ah... Aí eu não lembro o nome dos filmes, não lembro.

CCafeína

Aí tu é aquele filme que aconteceu isso, isso, isso, isso? Aham, é esse filme, tá? Qual o nome? Não sei.

PPatsy

Tem aquela lá que faz aquele... Casou com aquele lá, vira filme.

CCafeína

Mas aí uma pergunta pra vocês dois com relação a isso. Existe na vida de vocês alguma pessoa que consegue traduzir traduzir isso para o nome, igual tipo, se você lembra da história de um filme que tem um vaso vermelho na porta onde, sei lá, o cachorro bate no vaso e quebra, você vira e fala assim, aquele filme do vaso vermelho na porta que o cachorro bate e quebra que eu gosto, qual que é? E a pessoa fala, é o filme tal. Vocês têm essa pessoa?

NNeura

Não, normalmente eu sou essa pessoa, que é um problema.

CCafeína

Ai, não é? Então aí é mais difícil, porque eu tenho o meu irmão. O meu irmão, ele é o doutor das minhas correlações. Às vezes já aconteceu de eu tá fazendo, eu queria lembrar, e assim, às vezes eu dou uma informação que ela é muito vaga e ele sabe. Teve uma vez, isso tem uns 8 anos, a gente tava fazendo alguma coisa nada a ver, aí eu tava querendo lembrar de um filme que eu gostava, e eu só virei para ele, falei assim, Pedro, qual o nome daquele filme que eu gosto mesmo?

Eu não sei como ele virou e falou, filme tal. Eu, esse. E aí a pessoa que tava com a gente falou assim, como?

NNeura

Como?

PPatsy

Ah, irmão é bom, né? Porque o irmão cresceu com você, ele já sabe o seu jeito. Exato, é bem melhor.

CCafeína

Ele conseguiu entender que naquela situação do que a gente tava fazendo, o filme que eu gosto, dos filmes que eu gosto, que eu lembraria naquela, naquele momento, era o filme tal. E aí você me pergunta, eu lembro qual era o nome do filme? Não, eu só lembro que essa situação aconteceu.

PPatsy

Só convivo com gente que me olha com cara de pano molhado e tipo, o que que você tá falando? Não sabe Mas, Paty, eu tenho uma pergunta para você.

CCafeína

Ai, meu Deus, o quê?

PPatsy

Qual é o nome do podcast que começou em 2017, saiu do portal, depois voltou sozinho em 2018, ficou 9 anos no feed e agora está com a Neura do Neuraverso gravando?

CCafeína

Papo Delas Podcast, cujo email é contato@papodelaspodcast.com.

PPatsy

Coincidentemente, nossa a chave Pix. É verdade, só uma coincidência, gente. Então você pode mandar uma contribuição, uma ajuda para o Papo Delas, e também um bilhetinho no contato @papodelas.com que a gente vai ler no Comentando os Comentários, tá ok? E o nosso Papo Delas 92, Pensamentos Intrusivos, virou uma confusão de pensamentos, um balaio de gato que eu nem sei como é que a editora vai fazer assim? Ela só vai editar isso aqui com risos e gargalhadas e sem entender nada.

Mas muito, muito grata por receber você, Nera. Muito obrigada por dar seu tempo pra gente, pro Papo Delas. Tô muito, muito feliz mesmo. Tô fingindo costume, tô fingindo normalidade, tô tentando não parecer estranha. E queria te agradecer demais por ter aceitado.

NNeura

Ai, eu fico feliz que você me amor. Eu gosto de conversar, é divertido. Eu sempre tô falando sozinho, é bom ter alguém me respondendo.

PPatsy

E a gente tem essa coisa raiz, né, de bater papo mesmo. É podcast bater papo e nossos ouvintes gostam disso também, desse papo. Você vai ver que comentando os comentários desse episódio vai ter um monte de gente mandando textão, TCC, se perdendo nos comentários e falando sobre seus pensamentos intrusivos. Vai ser divertido também, né, Paty?

NNeura

Sim, mas isso que é legal, né? É a parte que eu mais gosto. É, eu Eu também, eu acho o máximo isso, porque parece que a conversa acontece.

PPatsy

Eu faria um podcast só de ler comentários, é que a gente precisa ter um episódio.

CCafeína

A gente precisa dar um tema para eles discorrerem, né, galera?

PPatsy

É, eu falei, ouvintes, o ano que vem vai ser o seguinte: eu ponho o tema no Instagram e vocês mandam os bilhetes, a gente só lê bilhete.

NNeura

É uma boa ideia, vocês podem fazer um por mês. Exatamente, lendo comentários.

PPatsy

Fica a dica então, Neura. Um beijo! No feed do seu coração. Muito obrigada, muito obrigada, gente.

CCafeína

Muito obrigada, Neura, de verdade. E obrigado por não ter achado que era uma doida que chegou do nada.

PPatsy

E sigam a Neura, o canal dela no YouTube.

NNeura

Meu canal é o Clube da Neurodivergência. Ah, desculpa ser louca. Bem-vinda, todos nós somos. Você é uma das. Parabéns!

CCafeína

Mas eu fiquei realmente receosa. Eu falei assim, caraca, será que, será que eu vou estar sendo muito Melita, nem vou descobrir agora.

PPatsy

Seja, o não você já tem. Busca humilhação agora, né, Paty?

CCafeína

Exatamente.

NNeura

Nossa, você foi tão contida, tão normal.

PPatsy

Eu tava fingindo, tá vendo, Paty? É isso, é nós fingindo ser normal. Gente, sigam o canal da Neura, Neuraverso, no YouTube. Neura do Neuraverso no Instagram. A gente vai marcar direitinho no post, marcar ela, para vocês conhecerem o trabalho delas, tá joia? E antes de ir embora, Paty, nosso obrigada gigante para você, ouvinte. Você que ouviu o Papo Delas até aqui, vai comentar, olha, obrigada. E claro, o amorzinho especial da gente para os ouvintes incríveis que apoiaram o Papo Delas Podcast esse mês.

CCafeína

Sério, pessoal, porque é justamente por causa de vocês que a gente continua.

PPatsy

Claro, você quer ajudar? Quer ajudar a manter o Papo Delas no seu feed? Apoia a gente lá no catarse.me/papodelaspodcast.

CCafeína

Ou então vocês podem mandar aquele Pix amigo pra gente, né, pelo contato @papodelas.com. E aí assim, você tá sem grana pra apoiar? Tudo bem, curte, comenta, compartilha, manda pro amiguinho, pro inimigo, manda pra todo mundo.

PPatsy

Isso, faz isso, faz o que você pode. Você é incrível, ouvinte. Bora, beijo, beijo! Beijo do lábulo e vida longa e rica para todos nós, seus lindos!

CCafeína

Nós contamos com vocês e com alguns outros, né, para o próximo mês. Tragam seus amigos, vamos divulgar a palavra, galera!

PPatsy

É, agora tô com pensamento aqui, por que que eu falei tudo isso, gente? Será que eu vou editar?

CCafeína

Não sei.

PPatsy

Arrependimentos.

NNeura

Não edita nada, só publica e não olha para trás.

PPatsy

Um beijo, ouvintes, e até o próximo!

CCafeína

Você ouviu Papo Delas Podcast.