Patsyando #12 – Atendimento ao Cliente
Patsyando #12 – Atendimento ao Cliente
Olá Amigos e Inimigos do Papo Delas!
Hoje temos mais um episódio do Patsyando, podcast onde Patsy divide com os #ouvintesincríveis os passeios e viagens físicas e mentais! Neste Patsyando #12, Patsy conta uma situação onde ela como cliente se sentiu falando outro idioma ou com algum problema de comunicação sério hehe! Bora alí ouvir! Afinal, agradecemos à todos vocês ouvintes! #papodelaspodcast #podcast #patsyando #atendimento
Porque Quem ama ouve, quem ouve comenta!
Texto e Voz
Patsy
Edição
Cafeína
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Patsy
- Terceirização do Atendimento ao ClienteDificuldade de comunicação com atendente · Problemas com cardápio e sabores · Pagamento e pedido de cascão
- Linguagem e ComunicaçãoSotaque carioca e chiado excessivo · Dificuldade de entendimento entre brasileiros · Comunicação mais fácil com estrangeiros
Olá pessoal, esse é o Pateciando, meu diário de viagens para onde quer que eu vá. Venham comigo, galera! Esse Pateciando vai ser um complemento do episódio sobre coisas que pioraram com o tempo. No episódio, em dado momento, a gente falou sobre como serviços em geral tiveram um declínio considerável, seja por você ficar num looping infinito convivendo com IAs ou bots, né, que você tenta falar com algum humano e dificilmente tem sucesso nesse processo, seja por situações onde o atendimento do humano também fica um pouco complicado.
E aí essa semana eu passei por uma situação absurda, e depois eu vou mais para frente conversar com vocês sobre o que que eu acho que foi o grande problema na manutenção dessa comunicação. Eu tinha ido no banco resolver um problema bonitinho lá, burocracia, tranquilo. E aí, na saída do banco, eu resolvi passar numa sorveteria, tem próxima, para comprar um cascão. Só isso, sorvete só, tá? Chegando lá, eu fui na— cheguei na bancada, né, da moça, da menina que tava atendendo, uma menina novinha, deve ser o primeiro emprego dela.
Pelo amor de Deus, que seja, porque senão já sei porque ela pode ser demitida. Aí a menina tava lá, eu virei pra ela e falei assim: Oi, moça, tudo bom? Tem cascão de quê? Aí ela olhou para minha cara, oi? Aí eu, cascão, tem cascão de quê? Aí ela, como assim? Eu, quais sabores de cascão vocês têm? Aí ela virou e falou assim, ah, e olhou para uma parede que tem um quadro com mais de 50 sabores. Só que essa sorveteria ela é muito famosa por milkshakes, e milkshake lá tem de todo tipo de sabor.
Aí ela virou e falou assim, ah, tem esses sabores aqui, e apontou para tabela. Eu peguei, olhei para aquela tabela toda, pensei, porra, aí é foda, né? Caralho, mais 50 sabores de sorvete, tipo cascão, é nessa que eu vou. Aí eu olhei e tal, todos os sabores rapidinho, aí virei para ela e falei assim: você tem então cascão de Nutella? Aí ela olhou para mim assim com expressão em branco, olhou para mim e falou assim: moça, não sei.
E aí minha voz até falhou. E quando ela me deu essa resposta, eu fiquei 3 segundos parada olhando para a cara dela pensando: menina, Se você que trabalha aqui não sabe, quem é que vai saber? Mas aí eu não falei isso, obviamente, porque eu ia soar grosseira com a garota. Aí eu virei pra ela e falei assim: como assim? Aí ela reparou que aquela conversa não ia sair do lugar, chamou a outra atendente que estava trabalhando com ela, falou assim: fulana, vem aqui me ajudar, por favor, porque eu não sei responder a pergunta que ela está me fazendo.
Aí a menina veio, aí ela falou assim: oi, pois não, posso te ajudar? Eu falei assim: pode. Quais sabores de cascão vocês têm? Ou pergunta de novo, tem cascão de quê? Não lembro. Aí a menina, de quê? É, o cascão, de quê que tem? Aí ela, hã? Aí eu fui na placa, porque tinha uma placa que tava casquinha tantos reais, cascão tantos reais, sundae tantos reais. Eu fui na placa, passei o dedo embaixo do cascão, falei assim, cascão, aqui tem sabores de quê para o cascão?
Aí ela, ah, tá. Tem de baunilha, de chocolate ou misto. Aí eu virei e falei assim: Ok, eu vou querer um cascão misto então, por favor. Vou pagar no Pix. Aí ela virou pra primeira menina que tinha me atendido e falou assim: Fulana, vai lá dentro e faz um cascão misto pra ela, por favor. Aí a garota: Tá bom. Aí ela foi, entrou. Aí a garota 2 pegou a máquina pra poder fazer o pagamento, né. Aí ela pegou a máquina, ligou a máquina, olhou pra mim e falou assim: Casquinha que você quer, né?
Aí eu: Não, cascão. Misto, um. Aí ela: ah, tá bom. Aí pegou, botou o valor, e eu peguei e paguei no Pix. Nesse meio tempo, o Bergs, que já tava lá vendo esse absurdo acontecer, foi no freezer, ele pegou um picolé de milho. Aí quando eu terminei de fazer o Pix, aí a menina olhou para ele com picolé na mão e falou assim: você tá com quem? Aí eu falei assim: ele tá comigo. Aí ela: é R$5 o picolé. Aí ele: tá bom, eu vou pagar aqui no débito.
Aí ela foi e fez a solicitação, ele pagou no débito. Daqui a pouco eu só vi que a menina que estava no balcão, ela meio que olhou para um espelhão que tem, que você consegue ver até dentro da cozinha, e olhou para a menina e fez assim, e entrou atrás da outra menina. Aí a primeira menina que tinha ido esse tempo todo já tinha ido lá dentro fazer meu cascão naquela maquininha de rodar, tipo de fast food. A menina voltou para frente E aí ela voltou sem o meu cascão.
Aí eu olhei pra cara dela e falei assim: Cadê meu cascão misto? Aí ela: A Beltrana foi lá dentro pra fazer. E aí essa segunda menina, que foi quem conseguiu entender o que eu queria, voltou lá de dentro com o cascão e me entregou. Toma aqui seu cascão. Aí eu fui e perguntei: É com calda de chocolate? Ela: Não, a calda você pega ali no coisa e você mesma bota. Eu falei assim: Tá bom. Só que, gente, sendo bem sincera, em dado momento, no meio desse diálogo, Eu comecei a questionar a minha sanidade.
Porque eu fiquei pensando, gente, será que a minha pressão caiu? Eu tô falando embolado? Eu não tô conseguindo me comunicar? Eu acho que eu estou falando, mas eu tô só emitindo grunhidos. O que que tá acontecendo? Eu realmente questionei a minha capacidade de cognição, a minha capacidade de comunicação. E se eu estava sendo coerente na minha fala. Tanto que eu fiquei... Caraca! Eu virei depois pro Barragues e falei assim, eu perguntei as coisas, eu pedi as coisas direito?
Eu perguntei tudo direito? Ele perguntou. Falei assim, as meninas não estavam entendendo. Ele falou, cara, eu não sei o que que tava acontecendo ali, tá tendo um bloqueio de comunicação entre você e as meninas, elas não estavam ouvindo o que você tava falando, não sei por quê. Aí beleza, eu fui, comentei com uns amigos meus que eu falei assim, gente, olha o absurdo que aconteceu. Aí eu repassei tudo isso que eu tinha passado aqui para vocês agora.
E aí alguns amigos meus viraram e falaram assim, Patrícia, será que você não teve um bloqueio por conta de sotaque? Porque você perguntou quais sabores de cascão vocês têm. É muito chiado. Aí eu, que isso, gente? Será que eles não entenderam o que eu tava falando porque tinha S demais? E eu faço shh porque cascão. Quais sabores? E eles não tão acostumados com esse som? Que isso? Aí um dos meus amigos virou e falou assim, não, eu trabalho com atendimento ao público, tem gente de vários lugares que vem pra cá.
E brasileiros, dependendo da região, eles não conseguem entender o que eu tô falando porque falam que eu tô chiando demais, eles não entendem a palavra. É mais fácil eu me comunicar com gringo num inglês brasileiro do que com brasileiros com sotaque carioca. Aí eu fiquei parada assim uns 3 segundos. Eu, pode ser que tenha sido um bloqueio de sotaque mesmo, porque quais sabores de cascão vocês têm? Muito chiado. E aí eu cheguei à conclusão de que realmente às vezes isso acontece aqui.
Se eu falar palavras com muito X, muito S, né, chiado, bem carioca, tem gente que não entende o que eu tô falando. Fala que eu tô falando muito rápido, que eu tô falando muito embolado, eu preciso mudar a palavra ou falar devagar, falar mais pausadamente, que eu fiz com as meninas que me atenderam na sorveteria. Teve dado momento que eu falava sílaba por sílaba, bem devagarzinho, pra ver se elas entendiam. E quando eu falo em inglês com os meus amigos gringos, sejam eles dos Estados Unidos, sejam eles, sei lá, da Itália, tem o outro lá da Romênia, tinha um amigo meu chinês também, eu conseguia mandar áudio falando em inglês brasileiro e eles entendiam com muito mais facilidade do que algumas pessoas entenderem de português pra português.
Eu fiquei me sentindo meio maluca. Eu fiquei questionando seriamente a minha capacidade de comunicação. Falei assim, caraca, e agora? O que eu mais gosto de fazer é falar e agora eu tô até falando errado? Que isso? E aí é isso. Esse é um adendo adicional porque vocês estão vendo, ó, quase 10 minutos falando sem parar, né? Eu ia sufocar cafeína no episódio. E o mega evento que foi, a falha completa de comunicação, o atendimento que não sei se no fim das contas as meninas que tinham baixo tempo de memória, né?
Perda de memória curta, alguma coisa assim, ou se eu que tava falando chiado demais, ou se foi um mix de sensações, um pouco daqui, um pouco dali, e virou essa situação absurda. Um grande beijo, galera, tchau!