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Salão de Pequim teve 27 lançamentos de carros confirmados no Brasil; conheça

01 de maio de 202629min
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O CBN Autoesporte mergulha nas principais novidades apresentadas no maior salão do automóvel do mundo. Muitas delas já têm destino certo: o mercado brasileiro. Guilherme Muniz te conta os modelos confirmados para o país, as apostas de marcas que já atuam por aqui, como BYD e GWM, e também novas fabricantes que anunciaram chegada ao Brasil durante o evento.

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Participantes neste episódio2
G

Guilherme Muniz

HostJornalista
L

Leonardo Félix

ConvidadoJornalista
Assuntos4
  • Lançamentos confirmados para o BrasilBYD e sua marca de luxo Denza · GWM e seus modelos híbridos e elétricos · Novas marcas chinesas chegando ao Brasil · Caoa Chery e a nova operação no Brasil · Uling e sua linha de carros compactos
  • Carros chineses (BYD/Denza)Lotus e Lincoln Co (Grupo Geely) · Lexus (Grupo Chery) · IEM (marca de luxo da MG) · Dongfeng (DFM) e sua operação em 2026 · BAIC e sua linha de SUVs e jipes
  • Salão de PequimCrescimento e dimensão dos salões automotivos chineses · Evolução do design e tecnologia dos carros chineses · Eletrificação e condução autônoma na indústria chinesa · Estratégias das marcas tradicionais no mercado chinês
  • Mercado Automotivo BrasilAumento expressivo das exportações chinesas para o Brasil · Brasil como terceiro principal destino de carros chineses · Competição com marcas tradicionais e produção local · Importância da motorização flex para o consumidor brasileiro
Transcrição76 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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CBN Autoesporte, com Guilherme Muniz.

O CBN Auto Esporte de hoje te leva até a China. Nós vamos até Pequim, porque está acontecendo por lá. O Salão do Automóvel de Pequim é um dos maiores salões do automóvel do mundo e, nos últimos anos, vem ganhando também muita relevância. Claro, você tem acompanhado como as marcas chinesas estão se tornando predominantes aqui no Brasil. Não é só aqui no Brasil, é em diversos mercados.

E o Salão de Pequim é o momento que eles têm para abrir as portas da própria casa para a imprensa internacional e mostrar o que a China está produzindo de novidades, quais são os próximos lançamentos que as montadoras chinesas têm para todos os mercados. E aqui para o Brasil já fica um spoiler, a gente tem confirmação de carros importantes que foram apresentados por lá.

e inclusive a confirmação de novas marcas que ainda nem chegaram aqui ao Brasil, mas já estão por lá mostrando quais são os próximos lançamentos. E claro, com isso a gente consegue antecipar o que você pode esperar do mercado brasileiro, as marcas chinesas no mercado brasileiro nos próximos anos. Eu sou o Guilherme Muniz e hoje a gente conversa com o Leonardo Félix, da revista Autosport, meu parceiro que está sempre aqui comigo no CBN Autosport.

Hoje ele também está aqui com a gente, mas direto de Pequim. E aí, Léo, tudo bem?

Olá Gui, olá para você, olá para todos os nossos espectadores e ouvintes ou Ni Hao, como dizem os chineses a gente está falando aqui direto da China e vamos falar um pouquinho sobre aliás um pouquinho não, um pocão sobre o Salão de Pequim porque tem muita coisa desse evento que interessa para os brasileiros e é um evento realmente...

bem impressionante, bem importante para o mercado automotivo global. Ni hao, Léo. Vamos nessa, então. A gente está tendo que aprender, nós jornalistas automotivos, aprender cada vez mais o chinês para não ficar para trás nessa cobertura toda. Léo, muito se fala em como a indústria automotiva chinesa, nos últimos anos, vem crescendo e vem ganhando presença e protagonismo em todo o mundo. A China também hoje se consolidou como o maior mercado automotivo.

do planeta, é o maior mercado de veículos de todo o mundo. Isso se reflete nos salões automotivos como esse de Pequim, Leo? Sim, Gui, os salões automotivos chineses hoje são um reflexo, acho que bem importante de como a indústria de carros, de veículos no geral da China, ela está, pelo menos em termos financeiros, um passo acima, um passo além.

de outras fabricantes de outros lugares no mundo. E como isso acontece? Enquanto outros salões automotivos globais, e aqui a gente pode falar o próprio salão de São Paulo, que aconteceu no final do ano passado, salão de Munique, salão de Paris, salão de Detroit, nos Estados Unidos, salão de Tóquio, no Japão, enfim. Enquanto todos esses salões estão ficando menores, mais racionais, tentando...

abordagens novas e com menos custo, por exemplo, lá em Munique, você tinha um salão que era uma feira quase de negócios ali no pavilhão e o salão mesmo acontecendo no centro da cidade, com estandes do lado de monumentos históricos do centro de Munique, etc. Enfim, enquanto tudo isso está acontecendo em outras partes do mundo, na China, os salões estão muito fortes, muito suntuosos.

como eram os salões ocidentais do passado. Então, se a gente quer ter uma nostalgia dos salões do passado, daquela volúpia dos salões do passado, é para a China que a gente tem que vir. Tanto que o salão de Pequim, em 2026, nessa edição, ele mais que dobrou de tamanho em relação à edição de 2024, de dois anos atrás. Porque o salão de Pequim se intercala com o de Xangai. O de Pequim acontece em anos pares, o de Xangai em anos ímpares.

E o Salão de Pequim, em 2024, ele aconteceu em 8 pavilhões no Centro de Exposições Internacionais de Pequim. Ele aconteceu em 8 pavilhões. Neste ano, ele aconteceu em 16 pavilhões. A cidade de Pequim ampliou o espaço do seu centro de convenções.

Construiu oito novos pavilhões e esses oito novos pavilhões são muito maiores do que os oito antigos. Então por conta disso o salão mais que dobrou de tamanho. O espaço total de exposição é de 380 mil metros quadrados. É muita coisa. Então o salão ficou praticamente tão grande quanto o próprio salão de Xangai, que antes era muito maior.

E os estandes das marcas chinesas, é isso que chama mais atenção, principalmente das fabricantes mais tradicionais, né? BYD, a própria GWM, Grupo Sherry, Grupo Dili, Grupo Dongfan, enfim. Esses estandes dessas fabricantes tradicionais são gigantescos, são enormes. Eles são divididos por marcas, né? Porque cada fabricante tem muitas marcas ou submarcas. Os estandes são muito grandes, né?

maiores, inclusive, que o das marcas ocidentais que estão expostas aqui no salão. E também um salão muito lotado, com muita gente. Então, ou seja, mostra esse momento da indústria chinesa, que é um momento de expansão, de investimento mesmo.

Impressionante essa questão da dimensão e de como já era um salão muito grande e ele se tornou ainda maior com esse dobro de pavilhões, agora como o Léo estava explicando. Eu estive no Salão de Pequim em 2014. O primeiro salão internacional que eu cobri de carros foi em 2014, foi o de Pequim e já era um salão muito grande. Qual a diferença? Naquele momento os carros não tinham um apelo tão importante de mercado aqui para o nosso mercado brasileiro e eles eram na maioria deles.

na maioria eu estou sendo até generoso para não dizer que todos os carros por lá naquele momento, eram praticamente cópias dos carros que a gente já tinha nas montadoras tradicionais. Foi assim que o mercado chinês começou a se consolidar. E isso, claro, serviu como uma difamação para o mercado chinês por um bom tempo. Agora o mercado chinês está mostrando que aprendeu, que muitas vezes até superou as montadoras tradicionais, está fazendo carros.

por conta própria, sem precisar copiar o que as outras montadoras fazem, e já precisam essas marcas ocupar o dobro do espaço que ocupavam antes de tanta novidade que eles têm. Minha impressão por esse relato que você traz, Léo, é de que as montadoras chinesas chegaram um pouco atrasadas para a festa.

Os salões foram perdendo relevância, foram mudando de formato, mas no final das contas, a China é um mercado tão importante e ela tem hoje o mercado chinês ditado tanto dos rumos das marcas tradicionais de carros, também do mercado automotivo como um todo, que ela está conseguindo redefinir os salões e mostrar. Cheguei atrasada, mas ainda vale a pena fazer uma festa grande como essa, um salão aos moldes antigos. Pelo menos é isso que esse salão parece estar mostrando por enquanto.

Mas, Léo, vamos falar um pouco de tecnologia, porque os salões do automóvel sempre têm muito esse foco, né? Em termos de tecnologia, qual você diria que é o principal destaque por aí? E mais, já dá para a gente dizer que a indústria chinesa de carros se tornou a mais tecnológica, é a mais tecnológica e avançada do planeta? Olha, Gui, em alguns aspectos, eu acho que dá para a gente falar já sim que a indústria chinesa já tem os carros mais avançados do mundo. Na eletrificação, a gente sabe, né? Isso já está meio que consolidado.

Tanto que agora em 2026 a China vai se tornar o primeiro país no mundo a ter mais de 50% das vendas de seus carros.

ou seja, mais da metade dos carros vendidos na China em 2026, vão ser carros eletrificados, ou seja, carros híbridos ou elétricos. Isso vai acontecer pela primeira vez na história e pela primeira vez em um país e vai ser na China. Então como a eletrificação já está num caminho consolidado por aqui, eles estão agora avançando muito nas questões de condução autônoma e no desenvolvimento de novas soluções de conectividade e entretenimento.

Então o que a gente viu muito aqui são carros com um conceito chamado NOA, que é de condução basicamente naquele modo autopilot, a condução semi-autônoma no nível 2+, que é uma condução autônoma...

já um pouquinho mais elaborado do que a gente está acostumado. Então o carro já consegue andar em vias urbanas sozinho, ele já consegue trocar de faixa sozinho, desviar de obstáculos sozinho e tudo mais. Inclusive a gente testou esse sistema em carros da GWM na cidade de Baldin, que fica perto de Pequim.

que é onde está a sede da GWM. Só que diferentemente, por exemplo, de algumas marcas americanas, como o Google ou a Tesla, que fazem testes com carros autônomos nos Estados Unidos sem motorista, e geralmente isso gera problemas para as cidades onde esses testes acontecem, quando esses carros dão algum tipo de problema.

Aqui os testes são sempre feitos com humanos a bordo, para que eles estejam aptos a corrigir eventualidades. Então se qualquer coisa vier a acontecer, qualquer imprevisto que o sistema autônomo não funcionar da maneira adequada...

o motorista humano vai lá e corrige a condução. Isso é até um pouco frustrante, digamos assim, no teste com a GWM, porque o motorista estava sempre intervindo ali no carro, mas fala assim, pô, eu queria ver um carro funcionando em modo autônomo, e não é exatamente o que eu estou vendo.

Mas é uma maneira prudente de lidar com a situação e de qualquer forma a gente percebe que os carros já estão muito bem desenvolvidos. Eles já tem recursos para estacionar sozinhos, entrar em vaga, sair de vaga sozinhos, com operação pela chave, como se fosse um controle remoto. Enfim, então nesse aspecto dá para dizer que sim, da eletrificação, da tecnologia e da conectividade. Os carros estão muito desenvolvidos e os chineses estão apostando cada vez mais.

em telas de entretenimento dedicadas para passageiros. Então, uma terceira tela digital no painel para o passageiro dianteiro, onde ali ele consegue ter uma navegação independente do que está acontecendo na central multimídia e no quadro de instrumentos. Ele consegue assistir um filme, assistir uma série, escutar uma música.

telas dedicadas para o banco traseiro também, onde os passageiros conseguem ter um entretenimento específico para eles. Então, nesse sentido, os chineses estão evoluindo bem. Na parte de design, a gente ainda percebe que os carros...

O gosto deles é um pouco peculiar, então o design muitas vezes dos carros ainda não é tão proporcional, falta um ajuste fino, mas eles estão chegando lá. Eu acho que daqui pra frente a tendência é eles evoluírem ainda mais.

Com certeza, não tenho dúvida disso e até muitas vezes eles contratam designers de marcas tradicionais, a Denza, por exemplo, uma submarca da BYD, que a gente vai falar logo mais, apresentou um carro que teve o design assinado por um ex-chefe de design da Audi.

Então é uma estratégia que eles vão adotando para conseguir absorver um pouco desse conhecimento que as montadoras, que tem décadas já de tradição, tem no portfólio delas. Mas vamos falar dos produtos, das novidades, as novidades que a gente pode destacar. Pelo que a gente está acompanhando no site da revista Autosport, que está acompanhando ali em tempo real o Salão do Automóvel, tem quase 30 carros expostos em Pequim que já estão com o passaporte, a passagem comprada aqui para o Brasil.

É isso mesmo, Léo? O que você destaca pra gente? Olha, Gui, tem muito carro, no Salão de Pequim, muito carro. Oficialmente, foram 1.481 carros expostos, sendo 181 lançamentos, ou seja, 181 carros novos, e mais de 70 conceitos, que são aqueles carros que não são de produção em série, são só pra...

indicar o futuro das marcas e tudo mais. Como é muita coisa, vamos focar só no Brasil, que eu acho que é mais interessante pra gente. Então só pro Brasil, a gente mapeou quase 30 carros expostos no Salão de Pequim e que vão ser lançados no mercado brasileiro. Desses 30 carros, quase 20 são de marcas que a gente já tem em operação no mercado brasileiro, como por exemplo, da BYD.

A gente tem o BYG C-Lion 7, que é um SUV do Seal, que já é vendido no mercado brasileiro. Esse carro vai ser lançado no Brasil. E a BYG vai apostar muito na sua marca de luxo, a Denza. Então só a Denza confirmou quatro lançamentos para o Brasil. O B3, que é um Jeep off-road, menor que o B5, que já está lançado no nosso mercado.

Uma perua elétrica chamada Z9 GT, um Roadster elétrico chamado Z, apenas a letra Z, que vai ser o carro do próximo filme do 007, vai ser o próximo carro do James Bond. Já se prepara, o James Bond vai deixar de dirigir a Aston Martin e vai passar a dirigir um B.Y.G. E também tem a D9, que é uma minivan de luxo.

A GWM confirmou para o Brasil o Hora 5, que já havia sido lançado na China. Eles lançaram na China a especificação híbrida, híbrida plena e também só a combustão, mas o que vai para o Brasil é a configuração elétrica de 204 cavalos. E eles não trouxeram para o Salão de Pequim, mas eles anunciaram na coletiva de imprensa

O Tank 300 Flex, que vai ser o primeiro carro de produção em série, híbrido plug-in flex do mundo. Esse carro já está sendo lançado no Brasil agora no mês de maio. A Lip Motor mostrou alguns carros, exibiu alguns carros que não foram confirmados, mas estão em estudos para o Brasil. Um deles é o A10, que é um SUV elétrico com um porte de T-Cross, tração traseira, 204 cavalos. E a D19, que é uma...

que é um SUV de seis lugares de luxo, que chegaria para rivalizar com o GWM Way07. E outros carros, a Omoda mostrou o Omoda 4, que é um SUV compacto que vai ser vendido no Brasil, já está confirmado. A GAC confirmou o Ion I60, que é um modelo elétrico, um SUV que também vai ser lançado no Brasil.

A gente viu lá os Xangã CS75 e CS55, que vão ser vendidos no Brasil pela nova operação da Caoa Xangã. E tem também um elétrico compacto chamado Uling Bingo Pro. A Uling, se você não conhece, ela já é vendida no Brasil, só que ela é vendida como Chevrolet, o Spark e o Captiva EV.

que são vendidos como Chevrolet, são produtos, na verdade, da Oling. E a Oling mostrou esse Bingo Pro lá em Pequim, que é um hatchzinho compacto elétrico, que serviria na medida para brigar com o BIOID Dolphin, e a gente apurou que está em estudo para ser vendido no Brasil.

Muito bem, desses carros aí, com certeza, o GWM Hora 5 e o GWM Tank 300 Flex, com essa configuração exclusiva e inédita que o Léo mencionou, são destaques muito importantes aqui para o mercado brasileiro. O Omoda 4 também deve fazer um barulho por aqui, e o Denza Z, a gente não pode deixar de mencionar.

porque claro que está previsto de ser vendido no Brasil, mas vai ser um carro de volume muito pequeno, um carro super esportivo, 0 a 100 em menos de 3 segundos, mas é muito simbólico o fato de eles terem se tornado o próximo carro do 007, do James Bond, como o Léo falou, a Aston Martin se fez nas últimas décadas como o carro do espião secreto, do agente secreto 007, e agora vem uma chinesa e ocupa esse posto, mais do que simbólico, é um recado bastante importante, com certeza a BYD.

vai se valer disso para tentar marcar ainda mais presença em todo o mundo, mas principalmente na Europa, que é um mercado que ainda tem muita restrição para os carros chineses e com esse tipo de soft power, eles vão dando um jeito de entrar também na cabeça dos europeus. E é importante a gente ficar de olho nisso, tudo que o Léo mencionou, só para trazer um dado que foi divulgado pelo jornal Valor Econômico nessa semana.

A China exportou para o Brasil 2,160 bilhões de dólares em carros só no primeiro trimestre. O que esse número todo significa? É um valor que é quase o triplo do que foi registrado no mesmo período de 2025. Quantidade de carros chineses.

exportados da China para o Brasil triplicou neste trimestre em relação ao ano passado. Com isso, o Brasil se tornou o terceiro principal destino de carros chineses em todo o mundo. Nós éramos o sétimo país que mais recebia carros chineses. Somos agora o terceiro, estamos atrás apenas da Rússia e do Reino Unido. Isso mostra um avanço muito forte das montadoras chinesas aqui no nosso mercado. Falando nisso, Léo, é importante a gente aproveitar, porque esses carros que você mencionou,

Esses da Dens, da BYD, da GWM, eles são de marcas que a gente já tem no Brasil, mas tem outras marcas chinesas estudando vir aqui para o nosso mercado brasileiro, outras que já até confirmaram operação no nosso Brasil, certo? Quais são essas marcas? Pois é, Gui, pois é. Aqui no Salão de Pequim a gente apurou pelo menos seis marcas, seis marcas.

com uma operação já confirmada para começar no Brasil ainda em 2026. Isso é uma loucura. São elas, a Lotus, que obviamente é uma marca britânica, a Lotus tem origem britânica, foi formada por um engenheiro chamado Colin Chapman, é a mesma Lotus onde um dia...

o Ayrton Senna correu na Fórmula 1, o Nelson Piquet também, o Emerson Fittipaldi conquistou seu primeiro título na Fórmula 1 também com a Lotus, e é só que essa Lotus hoje pertence ao grupo Dille, que é o mesmo dono da Volvo, da própria Dille, da Zicker, etc. Vai ser vendido no Brasil por um importador independente com carros de luxo.

elétricos de super luxo, elétricos de super luxo e um esportivo a combustão também. Isso vai ser interessante. Bom, além deles, tem a Lincoln Co, que também é do grupo Dili, que também vai ser vendida no Brasil na mesma operação que a Ziker, só que com carros híbridos. A Ziker vende elétricos, a Lincoln Co vai vender carros híbridos. Do grupo Cherry, a gente tem já a confirmação da Lepas.

que é uma marca de SUVs, eles têm os mesmos SUVs da linha Tigo, da Kaoa Sherry, só que com uma pegada mais de luxo. Eles vão estar na mesma operação provavelmente que é o moda Jayco, pelo que a gente entendeu. Tem a IEM também, que vai ser a marca de luxo da MG, que vai ser vendida no Brasil. E tem duas marcas completamente novas, de fabricantes novas. Uma é a Don Fem.

que vai entrar no Brasil já em 2026, começa em agosto a operação deles, e eles vão lançar dois carros elétricos, um hatch compacto para brigar com o B.O.I.G. Dolphin, que vai se chamar Box, e um outro que vai se chamar Vigo, que vai ser um SUV elétrico para brigar com o B.O.I.G. E One Pro.

A Dongfeng deve se chamar no Brasil DFM, porque eles consideram que o nome Dongfeng vai ser de difícil pronúncia, então eles vão adotar essa sigla DFM muito provavelmente. Em 2027 eles vão vender alguns SUVs híbridos no mercado brasileiro. Também tem a Bike, a Bike também confirmou sua operação no Brasil, também deve começar em 2027.

E eles vão lançar pelo menos seis produtos. Eles vão lançar também um elétrico para rivalizar com o Dolphin Mini, que se chama Arcfox T1. Vão lançar carros só a combustão, como um SUV chamado X55. E eles vão lançar jipes híbridos com pegada off-road de uma linha chamada BJ. BJ20, BJ30, BJ40 e BJ60.

Tanto a Bike quanto a Donfem prometem ter fábrica no Brasil, motorização flex, etc, etc, mas a operação deles começa agora como importadores em 2026. Ah, e tem outras marcas em estudo, né? Tem a iCar...

que é uma marca de jeeps off-road da Sherry, que pode ser trazida inclusive pelo próprio grupo Caoa. Tem a Smart, que já existiu no Brasil, a Smart era da Mercedes-Benz, hoje a Smart é de uma joint venture da qual a Mercedes-Benz faz parte, e eles podem entrar no Brasil também com SUVs elétricos, e a Xpeng.

que também está estudando entrar no Brasil. Tanto que a gente viu lá no Salão, Gui, muitos concessionários brasileiros, muita gente de rede concessionária, diretores, donos de redes concessionárias, transitando lá no Salão, conhecendo os produtos, conhecendo as marcas, porque o pessoal está muito interessado em representar essas marcas novas chinesas no Brasil.

Muito bem, vamos ficar de olho como é que vai ser a chegada de cada uma delas, porque o que eu ia mencionar é isso. É interessante a gente observar a estratégia de cada uma delas. Inicialmente, todas elas chegam importando, evidentemente, mas o investimento em produção local e, mais do que isso, em tecnologias que são adequadas, mais adequadas para o consumidor brasileiro...

Isso faz toda a diferença. Então, ter a produção local permite às montadoras ter um volume de carros muito mais significativo à venda aqui no nosso mercado e, portanto, podem competir em igual patamar com as montadoras tradicionais, inclusive falando em preço. Se você importa, você não tem tantos benefícios fiscais quanto se você produz localmente. Então, isso faz muita diferença. E mais do que isso, o consumidor brasileiro, em muitas regiões do país, ele roda à base de etanol. Então, o carro precisa ser flex.

Se não for um carro 100% elétrico, e o elétrico ainda tem muitas dificuldades de infraestrutura no país como um todo, em grandes cidades até vai bem, mas para rodar o país todo, não necessariamente. Então o fato de ter montadoras como a GWM investindo em carros híbridos flex, isso também pode ser uma sacada para a gente entender quais montadoras vão ter uma...

vida ainda mais longa no nosso mercado. Por quê? Uma análise que todos os especialistas fazem é tem muita marca chegando ao mesmo tempo, mas o mercado brasileiro não está crescendo no mesmo ritmo. O que significa que o brasileiro está deixando de comprar algumas marcas tradicionais para comprar as novas marcas que estão chegando por aqui. E um próximo momento, com tanta marca chinesa no nosso mercado, a tendência é de que também algumas marcas acabem tendo um protagonismo maior do que outras.

basicamente esse bolo não está crescendo, então não tem bolo para todo mundo, a gente tem que ver como é que cada um vai se acomodar nessa festa, usando a mesma metáfora que eu falei agora há pouco. Mas, Léo, e as marcas tradicionais? A gente falou muito das marcas chinesas, que evidentemente estão fazendo a festa no Salão de Pequim, e as marcas tradicionais, como é que elas apareceram no Salão?

As marcas tradicionais ainda têm muita força. Algumas delas, como por exemplo o grupo Volkswagen. O grupo Volkswagen, apesar de ter perdido muito mercado na China nos últimos anos, ele ainda é muito forte. Tanto que a Volkswagen, só para você entender, nesses pavilhões novos, as marcas chinesas, como eu falei, colocaram estandes gigantescos. A única marca ocidental que tinha um estande...

quase tão grande quanto dessas chinesas, era a Volkswagen. Porque a Volkswagen também tem várias marcas na China, e a Volkswagen adotou uma estratégia de além de ter a própria marca Volkswagen, e a Audi, que também é muito forte lá ainda, eles criaram algumas marcas especificamente para a China. Então eles criaram a Audi, a outra Audi, tem a Audi das quatro argolas internacional, e tem a Audi chinesa.

com nome por escrito, por extenso. E essa Audi chinesa tem carros desenvolvidos que você olha esses carros e você vê que são carros desenvolvidos para o consumidor chinês. Telas gigantescas pelo painel inteiro, aquela coisa que os chineses adoram. Então é uma forma de a Volkswagen tentar manter a sua relevância lá. Eles também lançaram a Jetta, que é uma marca voltada para carros de mais baixo custo.

para a realidade do consumidor chinês, ainda são carros muito bons. A Hyundai também fez isso, eles lançaram lá em Pequim a marca Ioniq, a gente já tem no Brasil o Ioniq 5, o Ioniq 5, que é vendido como um carro elétrico aqui no Brasil, mas na China a Ioniq foi desmembrada da Hyundai e virou uma marca própria, eles mostraram dois conceitos lá.

Outras marcas apareceram lá mais discretamente. A BMW tinha um stand grande também, a BMW ainda é muito forte na China. A Nissan apareceu lá de uma maneira bem discreta, inclusive com carros que vão ser lançados no Brasil, o NX8 que é um SUV elétrico, o N7 que é um sedã elétrico, e a Honda e Toyota, stands mais discretos, o Mercedes-Benz também um stand um pouco mais discreto, e Peugeot e Citroën também estavam lá, mas com stands bem pequenininhos.

Muito bem, cada uma com a sua estratégia e cada uma se readequando a esse novo cenário do mercado automotivo. Léo, para a gente fechar, qual o balanço final que você faz do Salão de Pequim? Olha Gui, o que dá para a gente dizer é que a indústria chinesa de carros está pujante mesmo. O mercado chinês cresceu muito, virou o maior mercado automotivo global já há alguns anos.

Só que as marcas chinesas sabem que esse crescimento já está se freando, já vai chegar num platô. Então para que as marcas, para que as empresas em si continuem crescendo, elas precisam se internacionalizar. Por isso que muitas delas estão vindo para o Brasil.

e estão indo para outros mercados. Então é uma indústria muito pujante, cada vez mais internacional, mas que ainda está em estado de amadurecimento. Quando a gente vê essa questão do design que eu falei para vocês, às vezes tem alguns carros que você olha lá que são muito desproporcionais, ligeiramente desproporcionais, são estranhos para o gosto do consumidor ocidental.

Então, eles ainda estão em estado de amadurecimento, eles ainda tem muito o que evoluir, ainda o que amadurecer, mas eles já estão dominando vários aspectos, várias áreas da indústria. E uma coisa importante, eles não tem medo de arriscar, não tem medo de errar e corrigir a rota enquanto a coisa está acontecendo. E isso é uma vantagem enorme que eles têm em relação...

a outras fabricantes de outros países. Então, eu acho que vieram para ficar e a gente vai ter que ficar cada vez mais de olho no que é produzido lá na China, no que é desenvolvido lá na China. Com certeza, ainda tem muito a evoluir, mas se a gente pega de 2000, 2010, quando essa era uma indústria que, como eu falei lá no começo, apenas copiava o que as outras faziam.

Agora elas já estão dominando esses mercados, ainda que tenha muito que evoluir, claramente, eles já fizeram uma super lição de casa e continuam com o potencial de crescer ainda mais. Leonardo Félix, da revista Autoesporte, obrigado pela participação especial direto de Pequim, hein? Valeu, Gui, eu que agradeço a você, todos os nossos ouvintes e espectadores, a gente se vê na próxima, um abraço.

Um abraço para você, Léo, e um abraço também para os nossos ouvintes, porque o CBN Autosport de hoje fica por aqui. Muito obrigado pela sua companhia. A gente teve os trabalhos técnicos da Priscila Gubiotti e a edição do Rafael Furugem e do Luiz Figliage. Lembrando, você pode assistir ao CBN Autosport em vídeo no canal do YouTube da CBN e também no Spotify, e por lá você vê não só as imagens do Léo em Pequim, como também dos carros que a gente conversou por aqui.

CBN Autosport também está disponível, claro, em podcast, nas plataformas todas de podcast ou no site, no aplicativo da CBN. E no rádio, você já sabe, todo domingo às 9 horas da manhã a gente tem um encontro marcado por aqui. Um abraço a todos, até mais. CBN Autosport, com Guilherme Muniz.

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